CARACTERÍSTICAS DAS
DOENÇAS GERIATRICAS E
CUIDADOS DE
ENFERMAGEM
AS PRINCIPAIS SÍNDROMES GERIÁTRICAS
Disciplina: Geriatria
Prof. Me. Arthur Custódio Pereira
AS PRINCIPAIS SÍNDROMES
GERIÁTRICAS
IATROGENIA
“Doenças ou complicações iatrogênicas,
são aquelas decorrentes da intervenção do
médico e/ou da equipe, seja esta
intervenção certa ou errada, mas da qual
resultam conseqüências prejudiciais para a
saúde do paciente”
(Carvalho-Filho e col., 1996)
 Polifarmácia (> 4 medicamentos) 3 x > risco
• ↑ exponencial com nº de medicamentos
• 2 drogas – 8%
• 5 drogas – 50%
• 8 ou + drogas – 100%
Bloq. Ca++
Diurético
Laxante
Edema
Alopurinol + KCl
Hipocalemia
Hiperuricemia
Inibidos H2 +
Antiácido
Dispepsia
Obstipação
Antiespasmódico
Dor abdominal
 Ele é muito velho para ser submetido a
isto.
 UTI não é local de velho.
 Ele não pode saber ou decidir.
 Polifarmácia é uma necessidade.
◾ Comunicação Pobre e Ineficiente
◾ Distanasia
◾ Intervenções Fúteis e/ou sem comprovação (Prevenção Quaternária)
◾ Excesso de Equipe Interdisciplinar
◾ Ausência de Equipe Interdisciplinar
INSTABILIDADES POSTURAIS
 6a causa de morte no idoso
 40% das admissões em casas de repouso
 Incidência
70 anos 25%
75 anos 35%
>80 anos 40%
institucionalizados 50%
 Fraturas: 4 a 6 %
 Morte: 2,2 %
 Incapacidade em levantar-se
 Imobilidade
Medo de cair
:
40 a 73% dos que já caíram
20 a 46% dos que não caíram
 Diminuição na atividade
 Maior morbidade (quedas = marcadores
de condições clínicas subjacentes)
CONDIÇÕES
MÉDICAS
ALTERAÇÕES
SENSORIAIS
ALTERAÇÕES
FISIOLÓGICAS DO
ENVELHECIMENTO
PERIGOS DO
MEIO AMBIENTE
INADEQUADA
AJUDA PARA O
CUIDAR
MEDICAMENTOS
CAUSAS INTRÍNSECAS CAUSAS EXTRÍNSECAS
QUEDA
COMPLICAÇÕES
FRATURAS
IMOBILISM
O
HEMATOMAS
, TRAUMAS,
FERIDAS
PERDA DA
AUTOCONFIANÇA
, MEDO DA
QUEDA
DIMINUIÇÃO DA
QUALIDADE DE VIDA
INSTITUCIONALIZAÇÃO
MORTE
• Circunstâncias
• Fármacos
• Enfermidades
• Visão
• Função Articular
• Mobilidade
• Marcha e equilíbrio
• Tempo de Reação
• Exame Cardiovascular
 Frequência , ritmo
 PA, ortostatismo
• Exame Neurológico
 Estado Mental
 Força muscular
 Nervos
 Propiocepção
 Cerebelo
• Exames de Laboratório
• Hemograma
• Eletrólitos
• Urea-creatinina
• Glicose
• TSH
• Neuroimagens
Avaliação Multiprofissional: Fisioterapia / TO / Nutrição / ...
IMOBILIDADE
Fatores Predisponentes:
 Osteoartrose
 Doenças reumáticas
 Sequelas de fraturas
 DPOC, ICC, AVC e Infecções
 Desnutrição e Desidratação
 Parkinson, Demência e Depressão
 Depressão
 Confusão mental
 Hipotensão e constipação intestinal
 Incontinência e Infecção Urinária
 Trombose Venosa e embolia pulmonar 20% das
mortes em acamados.
 Pneumonia e broncoaspiração
 Úlcera de pressão – escaras
 Atrofia muscular - sarcopenia
INCONTINÊNCIAS
 Queixa importante em mulheres >60a
 30-30% tem qualquer IU
 6-14% tem IU diária
TRATO GENITO-URINÁRIO
IDOSO SAUDÁVEL vs. JOVEM SAUDÁVEL
Diminui a capacidade vesical
total
Menor pressão de fechamento uretral máxima
Maior número de contrações vesicais involuntárias
Atrofia vaginal e uretral
Hiperplasia prostática
benigna Maior volume
residual
 Institucionalização
 Isolamento social
▪Vergonha / Ansiedade / Depressão
 Declínio funcional
 Úlceras de pressão / ITU
 Aumenta o Risco de Quedas/Fraturas
CONSEQUÊNCIAS
 Frequentemente não mencionada
 50% dos idosos c/ IU não procuram o médico
▪Vergonha / Normal para idade / Sem tratamento
 <10-30% dos médicos documentam IU no prontuário
 Profissionais não capacitados
 1/2 a 2/3 dos médicos não fazem nem uma simples avaliação
quando ficam sabendo do problema
• Delirium
• Psicológica
• Imobilidade
• Infecção
• Endócrina
• Excesso de volume urinário
• Medicamentos
• Atrofia
• Fecaloma
 Reduzir a ingesta de líquidos, cafeína,...
CUIDADO !
 Posição sentada / Esvaziamento completo
 Treinamento vesical
 Ir ao banheiro a intervalos muito curtos
 Aumentar os intervalos gradualmente
Postura do Cuidador
 Reação positiva para “roupa seca”
 Reação neutra para “umidade”
INCONTINÊNCIA FECAL
 DISTÚRBIO SOCIAL IMPORTANTE –
INSTITUCIONALIZAÇÃO
 DESAFIO
 IMPACTO SÓCIO-ECONÔMICO
 Assaduras, infecções, alienação, depressão,
alteração, libido
 Envelhecimento
 Idade avançada
 Descaso Profissional
 Sedentarismo
 Debilidade geral
 Alteração consciência
 Esforço crônico evacuar
INSUFICIÊNCIA COGNITIVA
 Durante o envelhecimento existem
mudanças estruturais cerebrais, como
diminuição de peso e volume, perda
seletiva de neurônios, diminuição no
número de sinapses e decréscimo na
plasticidade neuronal.
Considerações Gerais
• Queixas de memória

 30% dos idosos em geral

 75% dos idosos
internados
• Fatores que interferem na memória
Idade avançada
Isolamento
Ansiedade
Desconfiança
Estresse
Psicofármacos
Capacidad
e
cognitiva
Alterações
normais do
envelhecimento
Depressã
o
Demênc
ia
Delliriu
m
Identificar e
quantificar o declínio
cognitivo
Determinar o nível de
comprometimento
que acarreta a vida do
indivíduo.
Possível causa e
plano de
cuidado.
INCAPACIDADE COMUNICATIVA
Audiçã
o
Motricidade
Oral
Voz
(Fala)
Linguage
m
Comunicaç
ão
Visã
o
 Desconexão com o Mundo
 Resultam em perda da independência.
 Isolamento
 Demência
 Afastar Causas Orgânicas
 Demência
 Fonoaudiologia
INSUFICIÊNCIA FAMILIAR
 A Principal Instituição Cuidadora dos Idosos Frágeis
 Transição Demográfica
 Mudança Padrões da Sociedade
Obrigada!!
REFERÊNCIAS
• CAMARANO, Ana Amélia. Envelhecimento da população brasileira: uma contribuição demográfica. In: FREITAS, E. V.
et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. (Cadernos
de Atenção Básica, n. 19).
• ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE. Envelhecimento ativo: uma política de saúde. Brasília: OPAS, 2005.
• MORAGAS, Ricardo. Gerontologia social: envelhecimento e qualidade de vida. São Paulo: Paulinas, 1997.
• NERI, Anita Liberalesso (Org.). Idosos no Brasil: vivências, desafios e expectativas na terceira idade. São Paulo:
Atheneu, 2007. PAPALÉO NETTO, Matheus (Org.). Gerontologia. São Paulo: Atheneu, 2002.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. Disponível
em: REPOSITÓRIO PGSC COGNA.
• ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Plano de ação internacional para o envelhecimento, Madrid 2002. Brasília:
Secretaria dos Direitos Humanos, 2003.

CARACTERÍSTICAS DAS DOENÇAS GERIATRICAS.pptx

  • 1.
    CARACTERÍSTICAS DAS DOENÇAS GERIATRICASE CUIDADOS DE ENFERMAGEM AS PRINCIPAIS SÍNDROMES GERIÁTRICAS Disciplina: Geriatria Prof. Me. Arthur Custódio Pereira
  • 2.
  • 3.
    IATROGENIA “Doenças ou complicaçõesiatrogênicas, são aquelas decorrentes da intervenção do médico e/ou da equipe, seja esta intervenção certa ou errada, mas da qual resultam conseqüências prejudiciais para a saúde do paciente” (Carvalho-Filho e col., 1996)
  • 4.
     Polifarmácia (>4 medicamentos) 3 x > risco • ↑ exponencial com nº de medicamentos • 2 drogas – 8% • 5 drogas – 50% • 8 ou + drogas – 100%
  • 5.
    Bloq. Ca++ Diurético Laxante Edema Alopurinol +KCl Hipocalemia Hiperuricemia Inibidos H2 + Antiácido Dispepsia Obstipação Antiespasmódico Dor abdominal
  • 6.
     Ele émuito velho para ser submetido a isto.  UTI não é local de velho.  Ele não pode saber ou decidir.  Polifarmácia é uma necessidade.
  • 7.
    ◾ Comunicação Pobree Ineficiente ◾ Distanasia ◾ Intervenções Fúteis e/ou sem comprovação (Prevenção Quaternária) ◾ Excesso de Equipe Interdisciplinar ◾ Ausência de Equipe Interdisciplinar
  • 8.
    INSTABILIDADES POSTURAIS  6acausa de morte no idoso  40% das admissões em casas de repouso  Incidência 70 anos 25% 75 anos 35% >80 anos 40% institucionalizados 50%  Fraturas: 4 a 6 %  Morte: 2,2 %  Incapacidade em levantar-se  Imobilidade Medo de cair : 40 a 73% dos que já caíram 20 a 46% dos que não caíram  Diminuição na atividade  Maior morbidade (quedas = marcadores de condições clínicas subjacentes)
  • 9.
    CONDIÇÕES MÉDICAS ALTERAÇÕES SENSORIAIS ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DO ENVELHECIMENTO PERIGOS DO MEIOAMBIENTE INADEQUADA AJUDA PARA O CUIDAR MEDICAMENTOS CAUSAS INTRÍNSECAS CAUSAS EXTRÍNSECAS QUEDA COMPLICAÇÕES FRATURAS IMOBILISM O HEMATOMAS , TRAUMAS, FERIDAS PERDA DA AUTOCONFIANÇA , MEDO DA QUEDA DIMINUIÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA INSTITUCIONALIZAÇÃO MORTE
  • 10.
    • Circunstâncias • Fármacos •Enfermidades • Visão • Função Articular • Mobilidade • Marcha e equilíbrio • Tempo de Reação • Exame Cardiovascular  Frequência , ritmo  PA, ortostatismo • Exame Neurológico  Estado Mental  Força muscular  Nervos  Propiocepção  Cerebelo • Exames de Laboratório • Hemograma • Eletrólitos • Urea-creatinina • Glicose • TSH • Neuroimagens Avaliação Multiprofissional: Fisioterapia / TO / Nutrição / ...
  • 11.
    IMOBILIDADE Fatores Predisponentes:  Osteoartrose Doenças reumáticas  Sequelas de fraturas  DPOC, ICC, AVC e Infecções  Desnutrição e Desidratação  Parkinson, Demência e Depressão
  • 12.
     Depressão  Confusãomental  Hipotensão e constipação intestinal  Incontinência e Infecção Urinária  Trombose Venosa e embolia pulmonar 20% das mortes em acamados.  Pneumonia e broncoaspiração  Úlcera de pressão – escaras  Atrofia muscular - sarcopenia
  • 13.
    INCONTINÊNCIAS  Queixa importanteem mulheres >60a  30-30% tem qualquer IU  6-14% tem IU diária
  • 14.
    TRATO GENITO-URINÁRIO IDOSO SAUDÁVELvs. JOVEM SAUDÁVEL Diminui a capacidade vesical total Menor pressão de fechamento uretral máxima Maior número de contrações vesicais involuntárias Atrofia vaginal e uretral Hiperplasia prostática benigna Maior volume residual
  • 15.
     Institucionalização  Isolamentosocial ▪Vergonha / Ansiedade / Depressão  Declínio funcional  Úlceras de pressão / ITU  Aumenta o Risco de Quedas/Fraturas CONSEQUÊNCIAS
  • 16.
     Frequentemente nãomencionada  50% dos idosos c/ IU não procuram o médico ▪Vergonha / Normal para idade / Sem tratamento  <10-30% dos médicos documentam IU no prontuário  Profissionais não capacitados  1/2 a 2/3 dos médicos não fazem nem uma simples avaliação quando ficam sabendo do problema
  • 17.
    • Delirium • Psicológica •Imobilidade • Infecção • Endócrina • Excesso de volume urinário • Medicamentos • Atrofia • Fecaloma
  • 18.
     Reduzir aingesta de líquidos, cafeína,... CUIDADO !  Posição sentada / Esvaziamento completo  Treinamento vesical  Ir ao banheiro a intervalos muito curtos  Aumentar os intervalos gradualmente Postura do Cuidador  Reação positiva para “roupa seca”  Reação neutra para “umidade”
  • 19.
    INCONTINÊNCIA FECAL  DISTÚRBIOSOCIAL IMPORTANTE – INSTITUCIONALIZAÇÃO  DESAFIO  IMPACTO SÓCIO-ECONÔMICO  Assaduras, infecções, alienação, depressão, alteração, libido
  • 20.
     Envelhecimento  Idadeavançada  Descaso Profissional  Sedentarismo  Debilidade geral  Alteração consciência  Esforço crônico evacuar
  • 21.
    INSUFICIÊNCIA COGNITIVA  Duranteo envelhecimento existem mudanças estruturais cerebrais, como diminuição de peso e volume, perda seletiva de neurônios, diminuição no número de sinapses e decréscimo na plasticidade neuronal.
  • 22.
    Considerações Gerais • Queixasde memória   30% dos idosos em geral   75% dos idosos internados • Fatores que interferem na memória Idade avançada Isolamento Ansiedade Desconfiança Estresse Psicofármacos
  • 23.
    Capacidad e cognitiva Alterações normais do envelhecimento Depressã o Demênc ia Delliriu m Identificar e quantificaro declínio cognitivo Determinar o nível de comprometimento que acarreta a vida do indivíduo. Possível causa e plano de cuidado.
  • 24.
  • 25.
     Desconexão como Mundo  Resultam em perda da independência.  Isolamento  Demência
  • 26.
     Afastar CausasOrgânicas  Demência  Fonoaudiologia
  • 27.
    INSUFICIÊNCIA FAMILIAR  APrincipal Instituição Cuidadora dos Idosos Frágeis  Transição Demográfica  Mudança Padrões da Sociedade
  • 28.
  • 29.
    REFERÊNCIAS • CAMARANO, AnaAmélia. Envelhecimento da população brasileira: uma contribuição demográfica. In: FREITAS, E. V. et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. • BRASIL. Ministério da Saúde. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. (Cadernos de Atenção Básica, n. 19). • ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE. Envelhecimento ativo: uma política de saúde. Brasília: OPAS, 2005. • MORAGAS, Ricardo. Gerontologia social: envelhecimento e qualidade de vida. São Paulo: Paulinas, 1997. • NERI, Anita Liberalesso (Org.). Idosos no Brasil: vivências, desafios e expectativas na terceira idade. São Paulo: Atheneu, 2007. PAPALÉO NETTO, Matheus (Org.). Gerontologia. São Paulo: Atheneu, 2002. • BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. Disponível em: REPOSITÓRIO PGSC COGNA. • ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Plano de ação internacional para o envelhecimento, Madrid 2002. Brasília: Secretaria dos Direitos Humanos, 2003.

Notas do Editor

  • #1 Seja específico e direto no título. Use o subtítulo para fornecer o contexto específico da fala. – A meta deve ser prendem a atenção do público, o que pode ser feita com uma citação, uma estatística surpreendente ou fatos. Não é necessário incluir este realce no slide.
  • #2 Seja específico e direto no título. Use o subtítulo para fornecer o contexto específico da fala. – A meta deve ser prendem a atenção do público, o que pode ser feita com uma citação, uma estatística surpreendente ou fatos. Não é necessário incluir este realce no slide.