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Urgência e Emergência
Hipertensiva
André Kayano
Epidemiologia
• 26% da população mundial tem HAS
• A prevalência vai aumentar para 29% até 2025
• Principal fator de risco modificável para evitar morte e incapacidade funcional.
Epidemiologia
• Aumento de 25% entre
2006 e 2011 de
atendimentos em
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Definição
Tratamento HAS
Tratamento HAS
Emergência Hipertensiva
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•PA deve ser reduzida entre minutos a horas.
Emergência
Hipertensiva
Emergência Hipertensiva
• ANAMNESE
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• EXAME FÍSICO
• Pressão deve ser medida em ambos os braços: Diferença da PA em dissecção
da aorta.
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• Exames Complementares
• Hemograma, eletrólitos, Cr, Ur, Urina 1
• ECG
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Emergência Hipertensiva – Lesões Órgão Alvo
• Neurológicas
• Encefalopatia hipertensiva (16,3%)
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• HSA
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• SCA
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• Dissecção da Aorta
Emergência Hipertensiva
• Hipertensão Maligna
• Sempre tem papiledema
• Necrose fibrinóide das
arteriolas, preferencialmente
nos rins
• Complicações fatais se não
tratada
• Mais de 90% não sobrevivem de
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Tratamento
Emergência Hipertensiva =
Lesão de Órgão Alvo
Tratamento
• Trate paciente não o valor da PA
• Pacientes com PAS> 200 e PAD> 120 sem lesão de
órgão alvo devem ser acompanhados brevemente
após alta hospitalar.
• A PA deve se normalizar em horas a dias.
• Tratamento baseado no órgão alvo acometido
Tratamento - 2017
American College of
Cardiology/American
Heart Association
(ACC/AHA) Guideline
Admitir pacientes com emergência
hipertensiva em UTI para monitorização
contínua da PA e monitorizar dano nos órgãos
alvo, assim como uso de drogas parenterais
para controle da PA.
Para adultos com quadros graves como:
Dissecção de Aorta, Pré eclâmpsia severa ou
eclâmpsia, ou crise de feocromocitoma deve-
se baixar a PAS para abaixo de 140 mmHg na
primeira hora. No caso de dissecção pode-se
abaixar até abaixo de 120 mmHg
Tratamento - 2017 American College
of Cardiology/American Heart
Association (ACC/AHA) guideline
o Demais pacientes:
o Reduzir a PAS no máximo de
25% na primeira hora e até 160
x 100-110 nas próximas 2 a 6
horas. E cuidadosamente baixar
até PA normal em 24 a 48 hs.
Tratamento –
Encefalopatia
hipertensiva
Reduzir 25% da PAM
em 8 horas.
Labetalol, nicardipina,
esmolol são as drogas
preferidas.
Tratamento –
AVC
isquêmico
Medicar se PAS maior que
220 ou PAD maior que 120
mmHg.
Se for realizar trombólise
química com rTPA reduzir
gradualmente PAS para
menos de 185 mmHg e PAD
para menos de 110 mmHg
antes de iniciar a trombólise.
Manter PAS < 180 e PAD < 105
mmHg por 24 horas.
Tratamento – AVC hemorrágico
• Se há sinais de aumento da PIC manter PAM abaixo de 130 mm Hg
(ou PAS<180 mm Hg) nas primeiras 24 hs.
• Em pacientes sem aumento da PIC manter PAM <110 mmHg (ou PAS
<160 mm Hg) nas primeiras 24 hs após início dos sintomas.
Tratamento – HSA
Manter PAS < 160
mmHg até
tratamento do
aneurisma ou
desenvolvimento
de vasoespasmo.
Nimodipina não é
usada para
controle da PA
Tratamento –
Dissecção de
Aorta
Beta bloqueador
droga de
escolha
Alvo PAS <120
mmHg
Usar
combinação de
Nitroprussiato,
beta
bloqueador,
morfina.
Bloqueador
canal de cálcio
opção qdo
contra indicação
do
Betabloqueador.
Tratamento –
SCA
Beta bloqueador e nitoglicerina
são as drogas de escolha.
Indicado se PAS >160 e/ou PAD
> 100 mmHg
Reduzir PA em 20 a 30 %
Trombolíticos contra indicados
se PA > 185x100 mmHg
Tratamento –
ICC
Descompensada
Vasodilatadores :
Nitroglicerina, IECA.
Alvo PAS < 140 mmHg
Em paciente ambulatorial
com ICC alvo PA < 130x80
mmHg (B bloq e IECA)
Tratamento –
Intoxicação
Cocaína e
Feocromocitoma
Dizepam,
fentolamina (alfa
bloqueador) e
nitroprussiato.
Fentolamina pode
ser usado droga de
escolha em SCA
relacionado com uso
cocaina.
Tratamento –
Pré Eclampsia
Hidralazina para
baixar PAS < 140
mmHg na
primeira hora.
Usar também
Sulfato de
Magnésio para
evitar Eclâmpsia.
Conclusão
• Controlar PA do paciente de forma adequada no
ambulatório.
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adequadamente.
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Crise Hipertensiva

  • 2. Epidemiologia • 26% da população mundial tem HAS • A prevalência vai aumentar para 29% até 2025 • Principal fator de risco modificável para evitar morte e incapacidade funcional.
  • 3. Epidemiologia • Aumento de 25% entre 2006 e 2011 de atendimentos em Emergência por HAS
  • 5.
  • 8. Emergência Hipertensiva •PA elevada que leva a disfunção de órgãos alvo. •PA deve ser reduzida entre minutos a horas.
  • 10. Emergência Hipertensiva • ANAMNESE • Histórico de uso de medicações, aderência ao tratamento. • Avaliar antecedentes de lesão de órgãos alvo (particularmente renal e SNC) • EXAME FÍSICO • Pressão deve ser medida em ambos os braços: Diferença da PA em dissecção da aorta. • Presença de hemorragia na retina, exsudatos e papiledema. • Ausculta cardíaca e pulmonar • Presença de sintomas neurológicos focais.
  • 11. Emergência Hipertensiva • Exames Complementares • Hemograma, eletrólitos, Cr, Ur, Urina 1 • ECG • Rx tórax • TC Cranio qdo indicado
  • 12. Emergência Hipertensiva – Lesões Órgão Alvo • Neurológicas • Encefalopatia hipertensiva (16,3%) • AVC (24,5%) • HSA • Hemorragia intracraniana • Cardíaca • SCA • Disfunção agudo do ventrículo esquerdo (12%) • Edema agudo de pulmão (22,5%) • Dissecção da Aorta
  • 13. Emergência Hipertensiva • Hipertensão Maligna • Sempre tem papiledema • Necrose fibrinóide das arteriolas, preferencialmente nos rins • Complicações fatais se não tratada • Mais de 90% não sobrevivem de 1 a 2 anos.
  • 15. Tratamento • Trate paciente não o valor da PA • Pacientes com PAS> 200 e PAD> 120 sem lesão de órgão alvo devem ser acompanhados brevemente após alta hospitalar. • A PA deve se normalizar em horas a dias. • Tratamento baseado no órgão alvo acometido
  • 16. Tratamento - 2017 American College of Cardiology/American Heart Association (ACC/AHA) Guideline Admitir pacientes com emergência hipertensiva em UTI para monitorização contínua da PA e monitorizar dano nos órgãos alvo, assim como uso de drogas parenterais para controle da PA. Para adultos com quadros graves como: Dissecção de Aorta, Pré eclâmpsia severa ou eclâmpsia, ou crise de feocromocitoma deve- se baixar a PAS para abaixo de 140 mmHg na primeira hora. No caso de dissecção pode-se abaixar até abaixo de 120 mmHg
  • 17. Tratamento - 2017 American College of Cardiology/American Heart Association (ACC/AHA) guideline o Demais pacientes: o Reduzir a PAS no máximo de 25% na primeira hora e até 160 x 100-110 nas próximas 2 a 6 horas. E cuidadosamente baixar até PA normal em 24 a 48 hs.
  • 18. Tratamento – Encefalopatia hipertensiva Reduzir 25% da PAM em 8 horas. Labetalol, nicardipina, esmolol são as drogas preferidas.
  • 19. Tratamento – AVC isquêmico Medicar se PAS maior que 220 ou PAD maior que 120 mmHg. Se for realizar trombólise química com rTPA reduzir gradualmente PAS para menos de 185 mmHg e PAD para menos de 110 mmHg antes de iniciar a trombólise. Manter PAS < 180 e PAD < 105 mmHg por 24 horas.
  • 20. Tratamento – AVC hemorrágico • Se há sinais de aumento da PIC manter PAM abaixo de 130 mm Hg (ou PAS<180 mm Hg) nas primeiras 24 hs. • Em pacientes sem aumento da PIC manter PAM <110 mmHg (ou PAS <160 mm Hg) nas primeiras 24 hs após início dos sintomas.
  • 21. Tratamento – HSA Manter PAS < 160 mmHg até tratamento do aneurisma ou desenvolvimento de vasoespasmo. Nimodipina não é usada para controle da PA
  • 22. Tratamento – Dissecção de Aorta Beta bloqueador droga de escolha Alvo PAS <120 mmHg Usar combinação de Nitroprussiato, beta bloqueador, morfina. Bloqueador canal de cálcio opção qdo contra indicação do Betabloqueador.
  • 23. Tratamento – SCA Beta bloqueador e nitoglicerina são as drogas de escolha. Indicado se PAS >160 e/ou PAD > 100 mmHg Reduzir PA em 20 a 30 % Trombolíticos contra indicados se PA > 185x100 mmHg
  • 24. Tratamento – ICC Descompensada Vasodilatadores : Nitroglicerina, IECA. Alvo PAS < 140 mmHg Em paciente ambulatorial com ICC alvo PA < 130x80 mmHg (B bloq e IECA)
  • 25. Tratamento – Intoxicação Cocaína e Feocromocitoma Dizepam, fentolamina (alfa bloqueador) e nitroprussiato. Fentolamina pode ser usado droga de escolha em SCA relacionado com uso cocaina.
  • 26. Tratamento – Pré Eclampsia Hidralazina para baixar PAS < 140 mmHg na primeira hora. Usar também Sulfato de Magnésio para evitar Eclâmpsia.
  • 27. Conclusão • Controlar PA do paciente de forma adequada no ambulatório. • Reconhecer Emergencia hipertensiva e tratar adequadamente.