HISTÓRIA
Bloco 1 – História Geral
Professor: Eduardo Campos
História Medieval
•A importância de se estudar a história medieval:
• Compreender a expansão do cristianismo e da Igreja Católica;
• Compreender o surgimento do Islã e a evolução da civilização
Árabe;
• Compreender o surgimento dos reinos que se tornariam os
modernos Estados europeus;
• Compreender a cultura europeia a partir da fusão entre a
cultura clássica (greco-romana) e a cultura “bárbara”.
História Geral –
História Medieval – Prof. Eduardo Campos
2
Periodização da Idade Média
•476 d.
C.
• Queda do Império Romano e início da Idade Média
Sécs. V a X
• Alta Idade Média
Sécs. XI a XV
• Baixa Idade Média
1453
• Tomada de Constantinopla e fim da Idade Média
História Geral – História Medieval – Prof.
Eduardo Campos
3
O Reino Franco
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 4
O Reino Franco: Dinastia Merovíngia (482-751)
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 5
O Reino Franco: Reino Carolíngio (751-987)
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 6
A fragmentação do Território
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 7
A ordem política e social na Idade Média
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 8
Invasões bárbaras
Destruição das instituições romanas
Insegurança
Surgimento dos feudos
Pactos de suserania e vassalagem (herança do comitatus)
Colonato
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 9
O Colonato
História Geral – História Medieval – Prof.
Eduardo Campos
10
Camponeses
• Corvéia
• Talha
• Banalidades
Nobres
• Proteção
• Terra
A ordem política e social na Idade Média: o poder da Igreja
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 11
Transformação da Igreja em religião oficial do Império Romano: (391 – Teodésio)
Justificação divina da ordem social: há os que rezam, os que lutam e os que trabalham
Poder sobre a vida privada das pessoas: pecados, dogmas, remissões e salvação e controle sobre as crenças
(espirituais, cosmológicas, morais)
Arquitetura (Românica e Gótica)
Poder político e econômico: a Igreja era uma grande senhora feudal
Poder jurídico: doutrina do direito natural e inquisições
A ordem política e social na Idade Média: a sociedade estamental
História Geral – História Medieval – Prof.
Eduardo Campos
12
Clero
Nobreza
Camponeses e vilões
O surgimento do Islã e o Império Árabe
•Antes de Maomé
570 d.C: Nasce Maomé
622 d.C: Hégira (ano 01 do calendário Islã)
Jihad e tomada de Meca (630 d.C.)
632 d.C.: Morte de Maomé e disputa sucessória (Xiitas e Sunitas)
Expansão árabe (séc. VIII)
História Geral – História Medieval – Prof.
Eduardo Campos
13
História Geral – História Medieval – Prof.
Eduardo Campos
14
As Cruzadas
•Apogeu do Feudalismo  Aumento da população  Crise de autossuficiência
Contestação do poder da Igreja
Grande Cisma do Oriente: criação da Igreja Ortodoxa Grega
Concílio de Clermont
História Geral – História Medieval – Prof.
Eduardo Campos
15
O Renascimento comercial e urbano
•Séc XIII – Última grande expedição das cruzadas
Restabelecimento das rotas comerciais com o Oriente
Formação dos burgos
Movimento comunal
Organização das corporações de ofício (mestres, oficiais e aprendizes) e das guildas
Organização das feiras e das ligas (ou hansas)
História Geral – História Medieval – Prof.
Eduardo Campos
16
Crise do Feudalismo
Guerra dos cem anos (1337-1453)
Revoltas Camponesas (a partir de 1358 - Jacquerie)
Peste negra
Enfraquecimento da nobreza
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 17
Questão 1: (Unicamp 2016) Reproduz-se, abaixo, trecho de um sermão do bispo Cesário de Arles (470-542),
dirigido a uma paróquia rural. “Vede, irmãos, como quem recorre à Igreja em sua doença obtém a saúde do
corpo e a remissão dos pecados. Se é possível, pois, encontrar este duplo benefício na Igreja, por que há
infelizes que se empenham em causar mal a si mesmos, procurando os mais variados sortilégios: recorrendo a
encantadores, a feitiçarias em fontes e árvores, amuletos, charlatães, videntes e adivinhos?”. A partir desse
sermão, escrito no sul da atual França, é correto afirmar que:
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 18
• a) A Igreja Católica assumia funções espirituais e deixava à nobreza o
cuidado da saúde dos camponeses, através de ordens religiosas e militares.
• b) O cristianismo tinha penetrado em todas as categorias sociais e era
interpretado da mesma forma através da autoridade dos bispos.
• c) Práticas consideradas menos ortodoxas por Cesário de Arles ainda
encontravam espaço em setores da sociedade e a elite da Igreja tentava se
afirmar como o único acesso ao sagrado.
• d) O avanço do materialismo estava afastando da Igreja os camponeses,
que, com isto, deixavam de pagar os dízimos eclesiásticos.
Questão 2: (FUVEST 2016) “Assim como o camponês, o mercador está a princípio submetido, na sua atividade profissional, ao tempo
meteorológico, ao ciclo das estações, à imprevisibilidade das intempéries e dos cataclismos naturais. Como, durante muito tempo, não houve
nesse domínio senão necessidade de submissão à ordem da natureza e de Deus, o mercador só teve como meio de ação as preces e as práticas
supersticiosas. Mas, quando se organiza uma rede comercial, o tempo se torna objeto de medida. A duração de uma viagem por mar ou por terra,
ou de um lugar para outro, o problema dos preços que, no curso de uma mesma operação comercial, mais ainda quando o circuito se complica,
sobem ou descem tudo isso se impõe cada vez mais à sua atenção. Mudança também importante: o
mercador descobre o preço do tempo no mesmo momento em que ele explora o espaço, pois para ele a duração essencial é aquela de um trajeto”
(Jacques Le Goff. Para uma outra Idade Média. Petrópolis: Vozes, 2013. Adaptado).
O texto associa a mudança da percepção do tempo pelos mercadores medievais ao:
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 19
• a) respeito estrito aos princípios do livre-comércio, que determinavam a obediência às regras
internacionais de circulação de mercadorias.
• b) crescimento das relações mercantis, que passaram a envolver territórios mais amplos e
distâncias mais longas.
• c) aumento da navegação oceânica, que permitiu o estabelecimento de relações comerciais
regulares com a América.
• d) avanço das superstições na Europa ocidental, que se difundiram a partir de contatos com povos
do leste desse continente e da Ásia.
• e) aparecimento dos relógios, que foram inventados para d) avanço das superstições na Europa
ocidental, que se
difundiram a partir de contatos com povos do leste
desse continente e da Ásia.
e) aparecimento dos relógios, que foram inventados para
calcular a duração das viagens ultramarinas.calcular a duração das viagens ultramarinas.
Questão 3 (ENEM 2016): A casa de Deus, que acreditam una, está, portanto, dividida em três: uns oram, outros combatem, outros, enfim, trabalham. Essas três partes
que coexistem não suportam ser separadas; os serviços prestados por uma são a condição das obras das outras duas; cada uma por sua vez encarrega-se de aliviar o
conjunto... Assim a lei pode triunfar e o mundo gozar da paz. (ADALBERON DE LAON. In: SPINOSA, F. Antologia de textos históricos medievais. Lisboa: Sá da Costa,
1981.
A ideologia apresentada por Adalberon de Laon foi produzida durante a Idade Média. Um objetivo de tal ideologia e um processo que a ela se opôs estão indicados,
respectivamente, em:
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 20
• a) Justificar a dominação estamental / revoltas camponesas.
• b) Subverter a hierarquia social / centralização monárquica.
• c) Impedir a igualdade jurídica / revoluções burguesas.
• d) Controlar a exploração econômica / unificação monetária.
• e) Questionar a ordem divina / Reforma Católica
Questão 4 (ENEM 2016)
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 21
Questão 4 (ENEM 2016): Os calendários são fontes históricas importantes, na medida em que expressam a concepção de tempo das sociedades. Essas imagens
compõem um calendário medieval (1460-1475) e cada uma delas representa um mês, de janeiro a dezembro. Com base na análise do calendário, apreende-se uma
concepção de tempo
História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 22
• a) cíclica, baseada pelo mito arcaico do eterno retorno.
• b) humanista, identificada pelo controle das horas de atividade por
parte do trabalhador.
• c) escatológica, associada a uma visão religiosa sobre o trabalho.
• d) natural, expressa pelo trabalho realizado de acordo com as
estações do ano.
• e) romântica, definida por uma visão bucólica da sociedade.

História medieval slide - enem

  • 1.
    HISTÓRIA Bloco 1 –História Geral Professor: Eduardo Campos
  • 2.
    História Medieval •A importânciade se estudar a história medieval: • Compreender a expansão do cristianismo e da Igreja Católica; • Compreender o surgimento do Islã e a evolução da civilização Árabe; • Compreender o surgimento dos reinos que se tornariam os modernos Estados europeus; • Compreender a cultura europeia a partir da fusão entre a cultura clássica (greco-romana) e a cultura “bárbara”. História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 2
  • 3.
    Periodização da IdadeMédia •476 d. C. • Queda do Império Romano e início da Idade Média Sécs. V a X • Alta Idade Média Sécs. XI a XV • Baixa Idade Média 1453 • Tomada de Constantinopla e fim da Idade Média História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 3
  • 4.
    O Reino Franco HistóriaGeral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 4
  • 5.
    O Reino Franco:Dinastia Merovíngia (482-751) História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 5
  • 6.
    O Reino Franco:Reino Carolíngio (751-987) História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 6
  • 7.
    A fragmentação doTerritório História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 7
  • 8.
    A ordem políticae social na Idade Média História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 8 Invasões bárbaras Destruição das instituições romanas Insegurança Surgimento dos feudos Pactos de suserania e vassalagem (herança do comitatus) Colonato
  • 9.
    História Geral –História Medieval – Prof. Eduardo Campos 9
  • 10.
    O Colonato História Geral– História Medieval – Prof. Eduardo Campos 10 Camponeses • Corvéia • Talha • Banalidades Nobres • Proteção • Terra
  • 11.
    A ordem políticae social na Idade Média: o poder da Igreja História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 11 Transformação da Igreja em religião oficial do Império Romano: (391 – Teodésio) Justificação divina da ordem social: há os que rezam, os que lutam e os que trabalham Poder sobre a vida privada das pessoas: pecados, dogmas, remissões e salvação e controle sobre as crenças (espirituais, cosmológicas, morais) Arquitetura (Românica e Gótica) Poder político e econômico: a Igreja era uma grande senhora feudal Poder jurídico: doutrina do direito natural e inquisições
  • 12.
    A ordem políticae social na Idade Média: a sociedade estamental História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 12 Clero Nobreza Camponeses e vilões
  • 13.
    O surgimento doIslã e o Império Árabe •Antes de Maomé 570 d.C: Nasce Maomé 622 d.C: Hégira (ano 01 do calendário Islã) Jihad e tomada de Meca (630 d.C.) 632 d.C.: Morte de Maomé e disputa sucessória (Xiitas e Sunitas) Expansão árabe (séc. VIII) História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 13
  • 14.
    História Geral –História Medieval – Prof. Eduardo Campos 14
  • 15.
    As Cruzadas •Apogeu doFeudalismo  Aumento da população  Crise de autossuficiência Contestação do poder da Igreja Grande Cisma do Oriente: criação da Igreja Ortodoxa Grega Concílio de Clermont História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 15
  • 16.
    O Renascimento comerciale urbano •Séc XIII – Última grande expedição das cruzadas Restabelecimento das rotas comerciais com o Oriente Formação dos burgos Movimento comunal Organização das corporações de ofício (mestres, oficiais e aprendizes) e das guildas Organização das feiras e das ligas (ou hansas) História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 16
  • 17.
    Crise do Feudalismo Guerrados cem anos (1337-1453) Revoltas Camponesas (a partir de 1358 - Jacquerie) Peste negra Enfraquecimento da nobreza História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 17
  • 18.
    Questão 1: (Unicamp2016) Reproduz-se, abaixo, trecho de um sermão do bispo Cesário de Arles (470-542), dirigido a uma paróquia rural. “Vede, irmãos, como quem recorre à Igreja em sua doença obtém a saúde do corpo e a remissão dos pecados. Se é possível, pois, encontrar este duplo benefício na Igreja, por que há infelizes que se empenham em causar mal a si mesmos, procurando os mais variados sortilégios: recorrendo a encantadores, a feitiçarias em fontes e árvores, amuletos, charlatães, videntes e adivinhos?”. A partir desse sermão, escrito no sul da atual França, é correto afirmar que: História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 18 • a) A Igreja Católica assumia funções espirituais e deixava à nobreza o cuidado da saúde dos camponeses, através de ordens religiosas e militares. • b) O cristianismo tinha penetrado em todas as categorias sociais e era interpretado da mesma forma através da autoridade dos bispos. • c) Práticas consideradas menos ortodoxas por Cesário de Arles ainda encontravam espaço em setores da sociedade e a elite da Igreja tentava se afirmar como o único acesso ao sagrado. • d) O avanço do materialismo estava afastando da Igreja os camponeses, que, com isto, deixavam de pagar os dízimos eclesiásticos.
  • 19.
    Questão 2: (FUVEST2016) “Assim como o camponês, o mercador está a princípio submetido, na sua atividade profissional, ao tempo meteorológico, ao ciclo das estações, à imprevisibilidade das intempéries e dos cataclismos naturais. Como, durante muito tempo, não houve nesse domínio senão necessidade de submissão à ordem da natureza e de Deus, o mercador só teve como meio de ação as preces e as práticas supersticiosas. Mas, quando se organiza uma rede comercial, o tempo se torna objeto de medida. A duração de uma viagem por mar ou por terra, ou de um lugar para outro, o problema dos preços que, no curso de uma mesma operação comercial, mais ainda quando o circuito se complica, sobem ou descem tudo isso se impõe cada vez mais à sua atenção. Mudança também importante: o mercador descobre o preço do tempo no mesmo momento em que ele explora o espaço, pois para ele a duração essencial é aquela de um trajeto” (Jacques Le Goff. Para uma outra Idade Média. Petrópolis: Vozes, 2013. Adaptado). O texto associa a mudança da percepção do tempo pelos mercadores medievais ao: História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 19 • a) respeito estrito aos princípios do livre-comércio, que determinavam a obediência às regras internacionais de circulação de mercadorias. • b) crescimento das relações mercantis, que passaram a envolver territórios mais amplos e distâncias mais longas. • c) aumento da navegação oceânica, que permitiu o estabelecimento de relações comerciais regulares com a América. • d) avanço das superstições na Europa ocidental, que se difundiram a partir de contatos com povos do leste desse continente e da Ásia. • e) aparecimento dos relógios, que foram inventados para d) avanço das superstições na Europa ocidental, que se difundiram a partir de contatos com povos do leste desse continente e da Ásia. e) aparecimento dos relógios, que foram inventados para calcular a duração das viagens ultramarinas.calcular a duração das viagens ultramarinas.
  • 20.
    Questão 3 (ENEM2016): A casa de Deus, que acreditam una, está, portanto, dividida em três: uns oram, outros combatem, outros, enfim, trabalham. Essas três partes que coexistem não suportam ser separadas; os serviços prestados por uma são a condição das obras das outras duas; cada uma por sua vez encarrega-se de aliviar o conjunto... Assim a lei pode triunfar e o mundo gozar da paz. (ADALBERON DE LAON. In: SPINOSA, F. Antologia de textos históricos medievais. Lisboa: Sá da Costa, 1981. A ideologia apresentada por Adalberon de Laon foi produzida durante a Idade Média. Um objetivo de tal ideologia e um processo que a ela se opôs estão indicados, respectivamente, em: História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 20 • a) Justificar a dominação estamental / revoltas camponesas. • b) Subverter a hierarquia social / centralização monárquica. • c) Impedir a igualdade jurídica / revoluções burguesas. • d) Controlar a exploração econômica / unificação monetária. • e) Questionar a ordem divina / Reforma Católica
  • 21.
    Questão 4 (ENEM2016) História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 21
  • 22.
    Questão 4 (ENEM2016): Os calendários são fontes históricas importantes, na medida em que expressam a concepção de tempo das sociedades. Essas imagens compõem um calendário medieval (1460-1475) e cada uma delas representa um mês, de janeiro a dezembro. Com base na análise do calendário, apreende-se uma concepção de tempo História Geral – História Medieval – Prof. Eduardo Campos 22 • a) cíclica, baseada pelo mito arcaico do eterno retorno. • b) humanista, identificada pelo controle das horas de atividade por parte do trabalhador. • c) escatológica, associada a uma visão religiosa sobre o trabalho. • d) natural, expressa pelo trabalho realizado de acordo com as estações do ano. • e) romântica, definida por uma visão bucólica da sociedade.