BRASIL IMPÉRIO (1822-1889)
PRIMEIRO REINADO (1822-1831)
Dom Pedro I
Consolidação da Independência
• Arranjo político das elites
• Resistência à independência no Norte
• Reconhecimento internacional
Primeira Constituição do
Brasil
• “Constituição da Mandioca” -
recusada
• Constituição de 1824 –
outorgada
Poder
Moderador
Padroado
Voto
censitário
Construção do novo Estado
Comunidade nacional
1824
1825
Intermediário
diplomático
Federalismo x
Centralização
Quem é cidadão
brasileiro?
Escravidão
Estado Católico
Senhores de engenho, cafeicultores, criadores de gado,
produtores de charque, exportadores de produtos
amazônicos, grandes comerciantes, traficantes de
escravos, etc
Elite econômica
Jornalistas, advogados,
magistrados, militares,
padres, intelectuais, etc.
PRIMEIRO REINADO (1822-1831)
• Balança comercial deficitária
• Aumento da dívida externa
• Desgaste da imagem pública de
Dom Pedro
Conflitos durante o governo
• Confederação do Equador (1824)
• Guerra da Cisplatina (1825-28)
• Assassinato de Líbero Badaró (1830)
• Noite das Garrafadas (1831)
Abdicação ao
trono (1931)
Escravidão e defesa do território: pontos
que unem os projetos de Brasil
Centralização do poder; Constituição outorgada; Assinatura de
tratado inglês que previa fim do tráfico de escravizados
Crise
• Conflitos entre Partido Português e Partido Brasileiro
• Insatisfação com autoritarismo do Imperador
PERÍODO REGENCIAL (1831-1840)
REGÊNCIA TRINA
Provisória
Permanente
Eleita por
deputados e
senadores
Regência não
pode: declarar
guerra; conceder
títulos de nobreza;
vetar leis;
dissolver câmara
Criada pelo padre Diogo Antônio Feijó, ministro da Justiça
Objetivo: conter levantes de tropas e manifestações
populares
Intuito das elites políticas colocar frente ao Exército
Grupo paramilitar composto por cidadãos ativos – coronéis
GUARDA NACIONAL (1831)
→ Diretrizes sobre
exercícios da Justiça
→ Mais poder a Juízes
de Paz: prender, julgar,
convocar polícia e
Guarda Nacional
CÓDIGO DE PROCESSO CRIMINAL (1832)
Três grupos políticos
Restauradores Liberais radicais Moderados
Caramurus.
São liberais
conservadores.
Defendiam
centralização e
alguns até o
retorno de
Pedro I
Jurujubas.
Defendiam fim do
poder moderador,
do caráter vitalício
no senado, do
conselho do estado
Mais federalismo
Chimangos.
Defendiam
ações para
garantir ordem
interna e
integridade do
território
1. Francisco Lima e Silva;
2. Nicolau Campos Vergueiro;
3. Joaquim Carneiro de Campos
1. José da Costa Carvalho;
2. João Bráulio Moniz;
3. Francisco de Lima e Silva
PERÍODO REGENCIAL (1831-1840)
Rebeliões e revoltas
Golpe da
Maioridade
ATO ADICIONAL (1834)
Conselhos provinciais → Assembleias legislativas
+ Federalismo
+ Leis regionais
Regência trina → Regência una
Renúncia de Feijó (1837)
Federalismo: motivo de
desordem?
Araújo Lima
assume
Regresso
Retirada do
poder de
polícia dos
juízes de paz
Vetou poder
das
assembleias
em nomearem
Saída:
Veja os
dois
próximos
slides
Lei Interpretativa
do Ato Adicional
(1837)
Apoio das
elites
Poder
centralizado
REVOLTAS REGENCIAIS (1831-1840)
BALAIADA
 Liberais (bem-te-vis) contra
conservadores (cabanos)
 Motivo inicial: criação de lei para
nomear prefeitos de comarcas
 Envolveu lutas contra arbitrariedade do
governo e melhores condições de vida
 Estopim: vaqueiro Raimundo Gomes
invade prisão, libertando irmão e outros
 Manoel Balaio aderiu à revolta para
vingar violência policial contra filhas
Foco último:
insurreição
de escravos
liderada por
Preto Cosme
“Duque” de
Caxias
reprimiu
revolta
3 mil mortos
Maranhão e Piauí, 1838-41 FARROUPILHA
 Separatismo e
república
 Farrapos:
fazendeiros e
pecuaristas
 Elite militarizada
 Federalismo
 Crítica a
impostos sobre
gado e charque
 Contra polícia do
Império
Líder: Bento Gonçalves
República Rio-Grandense, 1836
República de Piratini, 1838
República Juliana, 1939
TRATADO DO
PONCHO VERDE
Pedro II
negociou o fim
da Farroupilha,
assumindo
dívidas e
dando anistia
aos revoltosos
São Pedro do
Rio Grande do
Sul, 1835-45
CABANAGEM
 Defesa do Império luso-brasileiro
 Federalismo
 Disputas internas da elite
 Condições de vida dos mais pobres
 Líderes F. Malcher, F. Vinagre e E. Angelim
Início: nomeação de
presidente de
província
Indígenas,
negros e
mestiços
participaram
ativamente
Cabanos
governaram Belém
por dez meses
Na repressão
30% dos habi-
tantes morreram
Grão-Pará, 1835-40 SABINADA
 Profissionais liberais,
ex-escravizados e
descendentes
 Liberais exaltados
contra domínio
centralista
 Líder: médico e
jornalista Francisco
Sabino
De início desejavam
provisoriamente separar a Bahia do
Brasil (República Bahiense), depois
apenas até Pedro II assumir o trono
3 mil foram
presos ou
exilados em
outras províncias
Salvador, 1837-38
Escravizados aderiram
com promessa de alforria
REVOLTAS ESCRAVAS E IMPERIAIS (1831-1848)
CARRANCAS
MALÊS
MANUEL CONGO
O escravizado Ventura Mina matou
filho de deputado, seu dono, e mais
nove pessoas
→ Luta contra maus tratos
→ Reuniu grupo de escravizados
→ Foi condenado a pena de morte
Criou-se decreto regencial em junho
de 1835 instituindo pena de morte a
escravo rebelde
Muçulmanos da África
→ Revolta contra repressão religiosa:
destruição de mesquita e perseguição a
rituais islâmicos
→ 600 escravizados aderiram, mas foram
reprimidos
→ Projeto: escravizar brancos e libertos
Objetivo: reunir grupos de escravizados e
formar quilombo
→ 200 cativos participaram
–> Foram caçados e capturados por Duque de
Caxias
→ Único condenado à forca: Manuel Congo
→ Outros cativos receberam como pena
açoites e andar com gonzo no pescoço
PRAIEIRA
Liberais x Conservadores
Inspiração na Primavera dos Povos
→ Agentes: homens livres não-proprietários
→ Jornal da Rua da Praia, Diário Novo
Motivo: encarecimento do custo de vida
Contrários ao Presidente da Província
Objetivo: expulsão de portugueses; monopólio do
comércio varejista; fim do poder moderador; voto
universal; fim do serviço militar obrigatório;
federalismo
Razão do fracasso: exército imperial era melhor
preparado; população não aderiu
Minas Gerais, 1833
Salvador, 1835
Rio de Janeiro, 1838
Pernambuco, 1848
PERÍODO REGENCIAL (1831-1840)
Poder Executivo Regência Trina (1831-1834) Regência Una (1834-1840)
Criação da Guarda
Nacional (1831)
Regência Una
Eleição Direta
Assembleias Provinciais
Cabanagem
Sabinada
Farroupilha
Balaiada
Malês
Revoltas regenciais
Golpe da
Maioridade
Partido
Brasileiro
Exaltados ATO
ADICIONAL
(1834)
Avanço Liberal
Progressistas
LEI
INTERPRETATIVA
AO ATO ADICIONAL
(1837)
Regresso
Conservador
Liberais
Moderados
Partido
Português
Restauradores Regressistas Conservadores
Primeiro Reinado Início do Período Regencial Início do Período Regencial Meados do Período Regencial Finais do Período Regencial Após Período Regencial
SEGUNDO REINADO (1840-1889)
“O rei se diverte”. Caricatura de 1878 satirizando o poder moderador.
A política:
Partido Liberal x Partido Conservador
Classe média
Prop. Rurais
(sul e sudeste)
• Buscam
autonomia
federal
Comerciantes
Magistrados
Burocratas
• Buscam
centralização
“São farinha do mesmo saco”.
“Não há nada mais parecido com o
Saquarema do que um Luzia no poder”.
Os Luzias Os Saquaremas
Dom Pedro II mediava os conflitos entre liberais e conservadores
Parlamentarismo (1847) – às avessas
• Legislativo subordinado ao Executivo
• Imperador nomeia ministros
• Caráter centralizador e oligárquico
Brasil
Rei
“1º Ministro”
Parlamentares
Povo
Não há independência
dos poderes
SEGUNDO REINADO (1840-1889)
Principal produto
econômico:
• CAFÉ
Mão de obra imigrante
• Motivos:
 Proibição do tráfico de
escravizados
 Embranquecimento da
população
• Principal local:
 Oeste paulista
• Sistema:
 Parceria (endividamento)
• Solução:
 Financiamento do governo
Tarifa Alves Branco (1844)
• Taxação sobre importados
• Balança comercial
favorável
• Surto industrial: Era Mauá
Dom Pedro II
A economia:
Lei de Terras (1850)
 Estabelecia compra
como única forma de
direito à terra devoluta
(Registro Paroquial de
Terras);
 Consolidava o fim do
regime de sesmarias;
 Contribuiu para
concentração
fundiária.
Barão de Mauá
(Irineu Evangelista de Sousa)
Mauá investiu
em ferrovias,
companhias de
navegação, de
gás, de
bondes,
construção de
navios e
portos.
20% a 60% sobre 3 mil artigos
Fases da cafeicultura
• 1ª: Vale do Paraíba –
Barões do café
• 2ª: Oeste paulista
• 3ª: “Oeste” novo
RJ/SP
Limites de
Campinas
escoamento
Porto de Santos
Rio Claro,
Bauru,
Ribeirão
Preto, ES,
MG
SEGUNDO REINADO (1840-1889)
SEGUNDO REINADO (1840-1889)
A cultura:
Dom Pedro II era conhecido por sua
erudição e incentivo às artes, mas pouco
afeito à política (imagem de 1887)
Objetivo político: construir
uma identidade brasileira
Literatura
Romantismo
Instrumento:
Estilo:
Natureza; Indígenas
Objeto:
Civilização europeia
Ideal:
Expoentes: Gonçalves Dias
José de Alencar
Joaquim Manuel de Macedo
Castro Alves
Indianistas
Abolicionistas
Obstáculo:
Analfabetismo
Instrumento: História
Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (1838)
Forma: Narrativa científica oficial
sobre o passado nacional
Unificar a população;
Exaltar o Estado;
Apresentar heróis da nação.
Objetivos:
No campo da
Geografia, o governo
financiou viagens de
exploração do território
para descobrir rique-
zas, estimular migração
e fundamentar defesa
de fronteiras
Expoente principal:
Francisco Adolfo de
Varnhagen, História
geral do Brasil (1857)
Carl von Martius e o “mito
das três raças” (1843)
Como
escrever
a história
do Brasil:
SEGUNDO REINADO (1840-1889)
O abolicionismo: Muito além
da Princesa
Isabel
Lei de 1831
- Proibição do tráfico
- Repressão marítima
- “Para inglês ver”
Lei Bill Aberdeen (1845)
- Lei inglesa que declara
tráfico pirataria
- Apreensão de navios
- Interesses comerciais sobre
a África
Lei Eusébio de Queiroz (1850)
- Proibição do tráfico, de novo
- Impacto na cafeicultura do Oeste
- Estímulo ao comércio
interprovincial
Lei do Ventre Livre (1871)
- Liberdade aos filhos de escravizadas
- Indenização aos proprietários de três
formas (pagamento pelo Estado, por
terceiros ou trabalho até os 21 anos
Lei do Sexagenário (1885)
- Liberdade para
escravizados acima de 60
anos
- Indenização
Lei Áurea (1888)
- Assinatura P. Isabel
- Abolição sem indenização
- Escravizados libertos à
própria “sorte”
 Movimento dos
jangadeiros no Ceará
 Os Caifazes em SP
 Fugas e revoltas
 Nabuco no parlamento
 José do Patrocínio
nos jornais
Movimento abolicionista
Década de 1860
SEGUNDO REINADO (1840-1889)
A crise:
Dom Pedro II em caricatura de
Angelo Agostini (1887)
Questão da política externa
• Questão Christie (1862-65)
• Guerra do Paraguai (1864-70)
Questão religiosa
• Conflitos em torno da
maçonaria
• Bula Syllabus (1864)
Questão militar
• Politização dos oficias do
Exército (declarações)
• Crescimento do positivismo
• Sentimento de desprestígio
• Abolicionismo
• Meritocracia na carreira
Questão
abolicionista
• Pressões
britânicas
• Críticas de
abolicionistas
• Pressões de
latifundiários
Questão econômica e
as oligarquias
• Elites do oeste
paulista (problema da
mão de obra)
• Sentiam-se sub-
representados
• Crescimento urbano -
industriais
SEGUNDO REINADO (1840-1889)
O processo republicano:
“Proclamação da República”, quadro de Benedito Calixto (1893)
O que levou ao fim da
monarquia?
Série de fatores: transformações
econômicas, sociais e políticas
Sujeitos principais:
Elite do café Militares
Fator 1:
Urbanização
Com o fim da escravidão e a
imigração, ocorreu uma
diversificação de atividades e
aumento demográfico
• Novas tecnologias em abastecimento
de água, iluminação e transporte
• Surgimento de fábricas (têxtil e bebidas)
• Diversidade de pessoas: novas visões
sobre participação e representação
política. Ex.: Revolta do Vintém
• Expansão das ferrovias: fazendeiro
poderá residir nas cidades
Modernização: nos objetos e na mente
Fator 2:
Partido
Republicano
Paulista
Fundado por cafeicultores, 1873
- Governo central não ajudou no
fracasso inicial das imigrações
- Financiaram ferrovias que
levavam café até o porto
- Criticavam privilégios a outras
províncias em detrimento da
que “sustentava o país”
- Defendiam o federalismo
Fator 3:
Politização
do Exército
Nova concepção
sobre papel da
instituição (1870):
- Combater
corrupção e
ineficiência dos
políticos civis
- Projeto de
nação, garantia
da ordem e do
progresso
Na noite de 14 nov. 1889, boatos anunciavam a
prisão de militares republicanos. Os líderes Marechal
Deodoro e Benjamin Constant apoiaram os rebeldes.
No dia seguinte a república foi proclamada.
Bibliografia consultada
Boris Fausto, História do Brasil
Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república
Ilmar Rohloff de Matos, O tempo saquarema
Lilia Moritz Schwarcz, As barbas do imperador
Miriam Dolhnikoff, História do Brasil Império
Sérgio Buarque de Holanda (org.), O Brasil monárquico, vols. 3 ao 7
Slides produzidos por:
Munís Pedro Alves
Mestre em história (UFU)
Prof. do Instituto Federal do Amapá
Contato: munhoz.munis@gmail.com

Brasil Império

  • 1.
  • 2.
    PRIMEIRO REINADO (1822-1831) DomPedro I Consolidação da Independência • Arranjo político das elites • Resistência à independência no Norte • Reconhecimento internacional Primeira Constituição do Brasil • “Constituição da Mandioca” - recusada • Constituição de 1824 – outorgada Poder Moderador Padroado Voto censitário Construção do novo Estado Comunidade nacional 1824 1825 Intermediário diplomático Federalismo x Centralização Quem é cidadão brasileiro? Escravidão Estado Católico Senhores de engenho, cafeicultores, criadores de gado, produtores de charque, exportadores de produtos amazônicos, grandes comerciantes, traficantes de escravos, etc Elite econômica Jornalistas, advogados, magistrados, militares, padres, intelectuais, etc.
  • 3.
    PRIMEIRO REINADO (1822-1831) •Balança comercial deficitária • Aumento da dívida externa • Desgaste da imagem pública de Dom Pedro Conflitos durante o governo • Confederação do Equador (1824) • Guerra da Cisplatina (1825-28) • Assassinato de Líbero Badaró (1830) • Noite das Garrafadas (1831) Abdicação ao trono (1931) Escravidão e defesa do território: pontos que unem os projetos de Brasil Centralização do poder; Constituição outorgada; Assinatura de tratado inglês que previa fim do tráfico de escravizados Crise • Conflitos entre Partido Português e Partido Brasileiro • Insatisfação com autoritarismo do Imperador
  • 4.
    PERÍODO REGENCIAL (1831-1840) REGÊNCIATRINA Provisória Permanente Eleita por deputados e senadores Regência não pode: declarar guerra; conceder títulos de nobreza; vetar leis; dissolver câmara Criada pelo padre Diogo Antônio Feijó, ministro da Justiça Objetivo: conter levantes de tropas e manifestações populares Intuito das elites políticas colocar frente ao Exército Grupo paramilitar composto por cidadãos ativos – coronéis GUARDA NACIONAL (1831) → Diretrizes sobre exercícios da Justiça → Mais poder a Juízes de Paz: prender, julgar, convocar polícia e Guarda Nacional CÓDIGO DE PROCESSO CRIMINAL (1832) Três grupos políticos Restauradores Liberais radicais Moderados Caramurus. São liberais conservadores. Defendiam centralização e alguns até o retorno de Pedro I Jurujubas. Defendiam fim do poder moderador, do caráter vitalício no senado, do conselho do estado Mais federalismo Chimangos. Defendiam ações para garantir ordem interna e integridade do território 1. Francisco Lima e Silva; 2. Nicolau Campos Vergueiro; 3. Joaquim Carneiro de Campos 1. José da Costa Carvalho; 2. João Bráulio Moniz; 3. Francisco de Lima e Silva
  • 5.
    PERÍODO REGENCIAL (1831-1840) Rebeliõese revoltas Golpe da Maioridade ATO ADICIONAL (1834) Conselhos provinciais → Assembleias legislativas + Federalismo + Leis regionais Regência trina → Regência una Renúncia de Feijó (1837) Federalismo: motivo de desordem? Araújo Lima assume Regresso Retirada do poder de polícia dos juízes de paz Vetou poder das assembleias em nomearem Saída: Veja os dois próximos slides Lei Interpretativa do Ato Adicional (1837) Apoio das elites Poder centralizado
  • 6.
    REVOLTAS REGENCIAIS (1831-1840) BALAIADA Liberais (bem-te-vis) contra conservadores (cabanos)  Motivo inicial: criação de lei para nomear prefeitos de comarcas  Envolveu lutas contra arbitrariedade do governo e melhores condições de vida  Estopim: vaqueiro Raimundo Gomes invade prisão, libertando irmão e outros  Manoel Balaio aderiu à revolta para vingar violência policial contra filhas Foco último: insurreição de escravos liderada por Preto Cosme “Duque” de Caxias reprimiu revolta 3 mil mortos Maranhão e Piauí, 1838-41 FARROUPILHA  Separatismo e república  Farrapos: fazendeiros e pecuaristas  Elite militarizada  Federalismo  Crítica a impostos sobre gado e charque  Contra polícia do Império Líder: Bento Gonçalves República Rio-Grandense, 1836 República de Piratini, 1838 República Juliana, 1939 TRATADO DO PONCHO VERDE Pedro II negociou o fim da Farroupilha, assumindo dívidas e dando anistia aos revoltosos São Pedro do Rio Grande do Sul, 1835-45 CABANAGEM  Defesa do Império luso-brasileiro  Federalismo  Disputas internas da elite  Condições de vida dos mais pobres  Líderes F. Malcher, F. Vinagre e E. Angelim Início: nomeação de presidente de província Indígenas, negros e mestiços participaram ativamente Cabanos governaram Belém por dez meses Na repressão 30% dos habi- tantes morreram Grão-Pará, 1835-40 SABINADA  Profissionais liberais, ex-escravizados e descendentes  Liberais exaltados contra domínio centralista  Líder: médico e jornalista Francisco Sabino De início desejavam provisoriamente separar a Bahia do Brasil (República Bahiense), depois apenas até Pedro II assumir o trono 3 mil foram presos ou exilados em outras províncias Salvador, 1837-38 Escravizados aderiram com promessa de alforria
  • 7.
    REVOLTAS ESCRAVAS EIMPERIAIS (1831-1848) CARRANCAS MALÊS MANUEL CONGO O escravizado Ventura Mina matou filho de deputado, seu dono, e mais nove pessoas → Luta contra maus tratos → Reuniu grupo de escravizados → Foi condenado a pena de morte Criou-se decreto regencial em junho de 1835 instituindo pena de morte a escravo rebelde Muçulmanos da África → Revolta contra repressão religiosa: destruição de mesquita e perseguição a rituais islâmicos → 600 escravizados aderiram, mas foram reprimidos → Projeto: escravizar brancos e libertos Objetivo: reunir grupos de escravizados e formar quilombo → 200 cativos participaram –> Foram caçados e capturados por Duque de Caxias → Único condenado à forca: Manuel Congo → Outros cativos receberam como pena açoites e andar com gonzo no pescoço PRAIEIRA Liberais x Conservadores Inspiração na Primavera dos Povos → Agentes: homens livres não-proprietários → Jornal da Rua da Praia, Diário Novo Motivo: encarecimento do custo de vida Contrários ao Presidente da Província Objetivo: expulsão de portugueses; monopólio do comércio varejista; fim do poder moderador; voto universal; fim do serviço militar obrigatório; federalismo Razão do fracasso: exército imperial era melhor preparado; população não aderiu Minas Gerais, 1833 Salvador, 1835 Rio de Janeiro, 1838 Pernambuco, 1848
  • 8.
    PERÍODO REGENCIAL (1831-1840) PoderExecutivo Regência Trina (1831-1834) Regência Una (1834-1840) Criação da Guarda Nacional (1831) Regência Una Eleição Direta Assembleias Provinciais Cabanagem Sabinada Farroupilha Balaiada Malês Revoltas regenciais Golpe da Maioridade Partido Brasileiro Exaltados ATO ADICIONAL (1834) Avanço Liberal Progressistas LEI INTERPRETATIVA AO ATO ADICIONAL (1837) Regresso Conservador Liberais Moderados Partido Português Restauradores Regressistas Conservadores Primeiro Reinado Início do Período Regencial Início do Período Regencial Meados do Período Regencial Finais do Período Regencial Após Período Regencial
  • 9.
    SEGUNDO REINADO (1840-1889) “Orei se diverte”. Caricatura de 1878 satirizando o poder moderador. A política: Partido Liberal x Partido Conservador Classe média Prop. Rurais (sul e sudeste) • Buscam autonomia federal Comerciantes Magistrados Burocratas • Buscam centralização “São farinha do mesmo saco”. “Não há nada mais parecido com o Saquarema do que um Luzia no poder”. Os Luzias Os Saquaremas Dom Pedro II mediava os conflitos entre liberais e conservadores Parlamentarismo (1847) – às avessas • Legislativo subordinado ao Executivo • Imperador nomeia ministros • Caráter centralizador e oligárquico Brasil Rei “1º Ministro” Parlamentares Povo Não há independência dos poderes
  • 10.
    SEGUNDO REINADO (1840-1889) Principalproduto econômico: • CAFÉ Mão de obra imigrante • Motivos:  Proibição do tráfico de escravizados  Embranquecimento da população • Principal local:  Oeste paulista • Sistema:  Parceria (endividamento) • Solução:  Financiamento do governo Tarifa Alves Branco (1844) • Taxação sobre importados • Balança comercial favorável • Surto industrial: Era Mauá Dom Pedro II A economia: Lei de Terras (1850)  Estabelecia compra como única forma de direito à terra devoluta (Registro Paroquial de Terras);  Consolidava o fim do regime de sesmarias;  Contribuiu para concentração fundiária. Barão de Mauá (Irineu Evangelista de Sousa) Mauá investiu em ferrovias, companhias de navegação, de gás, de bondes, construção de navios e portos. 20% a 60% sobre 3 mil artigos Fases da cafeicultura • 1ª: Vale do Paraíba – Barões do café • 2ª: Oeste paulista • 3ª: “Oeste” novo RJ/SP Limites de Campinas escoamento Porto de Santos Rio Claro, Bauru, Ribeirão Preto, ES, MG
  • 11.
  • 12.
    SEGUNDO REINADO (1840-1889) Acultura: Dom Pedro II era conhecido por sua erudição e incentivo às artes, mas pouco afeito à política (imagem de 1887) Objetivo político: construir uma identidade brasileira Literatura Romantismo Instrumento: Estilo: Natureza; Indígenas Objeto: Civilização europeia Ideal: Expoentes: Gonçalves Dias José de Alencar Joaquim Manuel de Macedo Castro Alves Indianistas Abolicionistas Obstáculo: Analfabetismo Instrumento: História Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (1838) Forma: Narrativa científica oficial sobre o passado nacional Unificar a população; Exaltar o Estado; Apresentar heróis da nação. Objetivos: No campo da Geografia, o governo financiou viagens de exploração do território para descobrir rique- zas, estimular migração e fundamentar defesa de fronteiras Expoente principal: Francisco Adolfo de Varnhagen, História geral do Brasil (1857) Carl von Martius e o “mito das três raças” (1843) Como escrever a história do Brasil:
  • 13.
    SEGUNDO REINADO (1840-1889) Oabolicionismo: Muito além da Princesa Isabel Lei de 1831 - Proibição do tráfico - Repressão marítima - “Para inglês ver” Lei Bill Aberdeen (1845) - Lei inglesa que declara tráfico pirataria - Apreensão de navios - Interesses comerciais sobre a África Lei Eusébio de Queiroz (1850) - Proibição do tráfico, de novo - Impacto na cafeicultura do Oeste - Estímulo ao comércio interprovincial Lei do Ventre Livre (1871) - Liberdade aos filhos de escravizadas - Indenização aos proprietários de três formas (pagamento pelo Estado, por terceiros ou trabalho até os 21 anos Lei do Sexagenário (1885) - Liberdade para escravizados acima de 60 anos - Indenização Lei Áurea (1888) - Assinatura P. Isabel - Abolição sem indenização - Escravizados libertos à própria “sorte”  Movimento dos jangadeiros no Ceará  Os Caifazes em SP  Fugas e revoltas  Nabuco no parlamento  José do Patrocínio nos jornais Movimento abolicionista Década de 1860
  • 14.
    SEGUNDO REINADO (1840-1889) Acrise: Dom Pedro II em caricatura de Angelo Agostini (1887) Questão da política externa • Questão Christie (1862-65) • Guerra do Paraguai (1864-70) Questão religiosa • Conflitos em torno da maçonaria • Bula Syllabus (1864) Questão militar • Politização dos oficias do Exército (declarações) • Crescimento do positivismo • Sentimento de desprestígio • Abolicionismo • Meritocracia na carreira Questão abolicionista • Pressões britânicas • Críticas de abolicionistas • Pressões de latifundiários Questão econômica e as oligarquias • Elites do oeste paulista (problema da mão de obra) • Sentiam-se sub- representados • Crescimento urbano - industriais
  • 15.
    SEGUNDO REINADO (1840-1889) Oprocesso republicano: “Proclamação da República”, quadro de Benedito Calixto (1893) O que levou ao fim da monarquia? Série de fatores: transformações econômicas, sociais e políticas Sujeitos principais: Elite do café Militares Fator 1: Urbanização Com o fim da escravidão e a imigração, ocorreu uma diversificação de atividades e aumento demográfico • Novas tecnologias em abastecimento de água, iluminação e transporte • Surgimento de fábricas (têxtil e bebidas) • Diversidade de pessoas: novas visões sobre participação e representação política. Ex.: Revolta do Vintém • Expansão das ferrovias: fazendeiro poderá residir nas cidades Modernização: nos objetos e na mente Fator 2: Partido Republicano Paulista Fundado por cafeicultores, 1873 - Governo central não ajudou no fracasso inicial das imigrações - Financiaram ferrovias que levavam café até o porto - Criticavam privilégios a outras províncias em detrimento da que “sustentava o país” - Defendiam o federalismo Fator 3: Politização do Exército Nova concepção sobre papel da instituição (1870): - Combater corrupção e ineficiência dos políticos civis - Projeto de nação, garantia da ordem e do progresso Na noite de 14 nov. 1889, boatos anunciavam a prisão de militares republicanos. Os líderes Marechal Deodoro e Benjamin Constant apoiaram os rebeldes. No dia seguinte a república foi proclamada.
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    Bibliografia consultada Boris Fausto,História do Brasil Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república Ilmar Rohloff de Matos, O tempo saquarema Lilia Moritz Schwarcz, As barbas do imperador Miriam Dolhnikoff, História do Brasil Império Sérgio Buarque de Holanda (org.), O Brasil monárquico, vols. 3 ao 7 Slides produzidos por: Munís Pedro Alves Mestre em história (UFU) Prof. do Instituto Federal do Amapá Contato: munhoz.munis@gmail.com