MARIA CRISTINA BORTOLOZO DE OLIVEIRA História da Educação Brasileira LDBEN 9394/96 (parte final) Curso de Pedagogia Semipresencial UNIVESP/UNESP – Pólo São José do Rio Preto
LDB! MEC criado em 1930: Ministério da Educação e Saúde Pública (até 1953); 1932: Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova; 1934 nova constituição federal: educação direito de todos -  família e públicos; 1934 a 1945 Gustavo Capanema Fº: reforma dos ensinos secundário e universitário, implantação das bases da educação nacional; até 1960´: modelo centralizado; A  primeira   LDB , 4024/1961, os órgãos estaduais e municipais ganharam mais autonomia, diminuindo a centralização do MEC.
No Brasil a Educação sempre esteve vinculada aos determinantes econômicos  e políticos do país, que na elaboração da 4024/61 era o modelo agrário- exportador e urbano industrial; regulava a concessão de bolsas, a aplicação de recursos no desenvolvimento do sistema público e privado por meio de subvenções financeiras.
Mudanças! 1962 criação do salário educação: até hoje fonte de recursos para a educação básica brasileira; 1968 reforma universitária - a  LDB  do ensino superior, assegurava autonomia didático-científica, disciplinar administrativa e financeira às universidades. Avanço: modelo organizacional único para as universidades públicas e privadas;
A 2 ª  LDB:  5692/71 - fixava Diretrizes e Bases do ensino de 1 º e 2 º graus; Alterações: conter os aspectos liberais constantes na lei anterior, estabelecendo um ensino tecnicista (regime vigente com ideologia do  Nacionalismo Desenvolvimentismo); 5692/1971: ensino obrigatório dos sete aos 14 anos; prevê currículo comum para o 1º e 2º graus e parte diversificada (atender diferenças regionais).
1985: Ministério da Cultura; 1992: lei federal transformou o MEC no Ministério da Educação e do Desporto; Só em 1995 a instituição passa a ser responsável apenas pela área da educação; 1996: nova reforma na educação brasileira foi implantada em 1996; 9394/96: mudanças às leis anteriores, com a inclusão da educação infantil (creches e pré-escola); priorizar formação docente da educação básica (capítulo específico).
1996: Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF):  ensino fundamental, com recursos advindos dos impostos e das transferências dos estados, DF e municípios vinculados à educação; vigorou até 2006: substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB); FUNDEB: atende a toda a educação básica, da creche ao ensino médio -  compromisso da União com a educação básica até 2020.
2007:  Ministério da Educação lança o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) – pretende reforçar uma visão sistêmica da educação, com ações integradas sem disputas de espaços e financiamentos, investir na educação básica significa investir na educação profissional e na educação superior.
Debate: LDBEN! Constituição de 1988 mantém competência da União; aprovação pelo Congresso; XI Reunião anual  da ANPEd  (Associação Nacional  de Pesquisa e Pós Graduação em Educação), circulava proposta de autoria de  Dermeval Saviani  - publicada na Revista ANDE de nº 13. V Conferencia Brasileira de Educação  em Brasília, o autor apresenta  “Os fundamentos da Educação e a nova LDB” ( discussão do futuro projeto que o dep. o  Octávio Elísio apresenta na Câmara dos Deputados); A proposta recebe um substitutivo, perde artigos e ganha outros sugeridos pela sociedade civil.
Novidade: grande debate na sociedade (entidades, autoridades no assunto e associações da área como a ANPED, ANDE, CEDES, OAB, UNDIME); projeto de caráter progressista e democrático e de concepção socialista recebe  1.263 emendas (comissões tiram a essência-minúcia); as comissões Câmara elegem Dep. Jorge Hage que colhe as idéias (regulamentação da Ed. Infantil e despesas com a manutenção do ensino); Na comissão de Educação, Cultura e Desporto (defesa interesses da iniciativa privada), a  Relatora Deputada  Ângela Amim (PPB/SC) impõem caráter conservador.
Projeto “Azarão” em 20 de maio de 1992 , surge um projeto este que foi denominado “Azarão” porque deu entrada pelo Senado (caminho contrário do projeto já em andamento), a Câmara, neste caso, passa a ser a casa revisora. No projeto Darcy Ribeiro (relator senador F. H. C.), haviam questões omissas de muita relevância para o outro projeto que percorria a Câmara; elaborado em conjunto com o MEC e articulado no Governo Collor, não propunha mudanças profundas e qualitativas.
em 1995 o “Substitutivo Darcy Ribeiro” é aprovado sem ressalvas pelo presidente FHC; Empenho direto do MEC e do Ministro da Educação, Paulo Renato Souza, na sua aprovação por meio de manobras políticas que viriam ao encontro das exigências dos acordos com o Banco Mundial.
Críticas Vem ao encontro do neo-liberalismo (é minimalista - Estado mínimo): reforça uma desobrigação na medida em que reduz custos com a manutenção do ensino, descentraliza falsos poderes(repassa encargos e quase nenhum recurso); implantada sob uma concepção Neo Liberal: a educação  reproduz; não é uma Lei clara: entendimento é distorcido quando chega às bases;
inócua como as demais, é muito aberta e  flexível (interpretada como interesse neoliberal em deixar espaços livres para as intervenções do MEC e organismos externos à escola); Lei n º 9424/96 (FUNDEF), regulamenta os artigos nº 68 e 69 da LDB marca a concepção neoliberal : “ 15 % dos recursos arrecadados através dos impostos Municipais e Estaduais,  ficarão retidos na União e serão devolvidos de acordo com o número de alunos das respectivas redes de  ensino ( estaduais ou municipais).”
TEXTOS DO CURSO DE PEDAGOGIA SEMI-PRESENCIAL UNIVESP/UNESP bibliografia

História da educação brasileira partefinal

  • 1.
    MARIA CRISTINA BORTOLOZODE OLIVEIRA História da Educação Brasileira LDBEN 9394/96 (parte final) Curso de Pedagogia Semipresencial UNIVESP/UNESP – Pólo São José do Rio Preto
  • 2.
    LDB! MEC criadoem 1930: Ministério da Educação e Saúde Pública (até 1953); 1932: Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova; 1934 nova constituição federal: educação direito de todos - família e públicos; 1934 a 1945 Gustavo Capanema Fº: reforma dos ensinos secundário e universitário, implantação das bases da educação nacional; até 1960´: modelo centralizado; A primeira LDB , 4024/1961, os órgãos estaduais e municipais ganharam mais autonomia, diminuindo a centralização do MEC.
  • 3.
    No Brasil aEducação sempre esteve vinculada aos determinantes econômicos e políticos do país, que na elaboração da 4024/61 era o modelo agrário- exportador e urbano industrial; regulava a concessão de bolsas, a aplicação de recursos no desenvolvimento do sistema público e privado por meio de subvenções financeiras.
  • 4.
    Mudanças! 1962 criaçãodo salário educação: até hoje fonte de recursos para a educação básica brasileira; 1968 reforma universitária - a LDB do ensino superior, assegurava autonomia didático-científica, disciplinar administrativa e financeira às universidades. Avanço: modelo organizacional único para as universidades públicas e privadas;
  • 5.
    A 2 ª LDB: 5692/71 - fixava Diretrizes e Bases do ensino de 1 º e 2 º graus; Alterações: conter os aspectos liberais constantes na lei anterior, estabelecendo um ensino tecnicista (regime vigente com ideologia do Nacionalismo Desenvolvimentismo); 5692/1971: ensino obrigatório dos sete aos 14 anos; prevê currículo comum para o 1º e 2º graus e parte diversificada (atender diferenças regionais).
  • 6.
    1985: Ministério daCultura; 1992: lei federal transformou o MEC no Ministério da Educação e do Desporto; Só em 1995 a instituição passa a ser responsável apenas pela área da educação; 1996: nova reforma na educação brasileira foi implantada em 1996; 9394/96: mudanças às leis anteriores, com a inclusão da educação infantil (creches e pré-escola); priorizar formação docente da educação básica (capítulo específico).
  • 7.
    1996: Fundo deManutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF): ensino fundamental, com recursos advindos dos impostos e das transferências dos estados, DF e municípios vinculados à educação; vigorou até 2006: substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB); FUNDEB: atende a toda a educação básica, da creche ao ensino médio - compromisso da União com a educação básica até 2020.
  • 8.
    2007: Ministérioda Educação lança o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) – pretende reforçar uma visão sistêmica da educação, com ações integradas sem disputas de espaços e financiamentos, investir na educação básica significa investir na educação profissional e na educação superior.
  • 9.
    Debate: LDBEN! Constituiçãode 1988 mantém competência da União; aprovação pelo Congresso; XI Reunião anual da ANPEd (Associação Nacional de Pesquisa e Pós Graduação em Educação), circulava proposta de autoria de Dermeval Saviani - publicada na Revista ANDE de nº 13. V Conferencia Brasileira de Educação em Brasília, o autor apresenta “Os fundamentos da Educação e a nova LDB” ( discussão do futuro projeto que o dep. o Octávio Elísio apresenta na Câmara dos Deputados); A proposta recebe um substitutivo, perde artigos e ganha outros sugeridos pela sociedade civil.
  • 10.
    Novidade: grande debatena sociedade (entidades, autoridades no assunto e associações da área como a ANPED, ANDE, CEDES, OAB, UNDIME); projeto de caráter progressista e democrático e de concepção socialista recebe 1.263 emendas (comissões tiram a essência-minúcia); as comissões Câmara elegem Dep. Jorge Hage que colhe as idéias (regulamentação da Ed. Infantil e despesas com a manutenção do ensino); Na comissão de Educação, Cultura e Desporto (defesa interesses da iniciativa privada), a Relatora Deputada Ângela Amim (PPB/SC) impõem caráter conservador.
  • 11.
    Projeto “Azarão” em20 de maio de 1992 , surge um projeto este que foi denominado “Azarão” porque deu entrada pelo Senado (caminho contrário do projeto já em andamento), a Câmara, neste caso, passa a ser a casa revisora. No projeto Darcy Ribeiro (relator senador F. H. C.), haviam questões omissas de muita relevância para o outro projeto que percorria a Câmara; elaborado em conjunto com o MEC e articulado no Governo Collor, não propunha mudanças profundas e qualitativas.
  • 12.
    em 1995 o“Substitutivo Darcy Ribeiro” é aprovado sem ressalvas pelo presidente FHC; Empenho direto do MEC e do Ministro da Educação, Paulo Renato Souza, na sua aprovação por meio de manobras políticas que viriam ao encontro das exigências dos acordos com o Banco Mundial.
  • 13.
    Críticas Vem aoencontro do neo-liberalismo (é minimalista - Estado mínimo): reforça uma desobrigação na medida em que reduz custos com a manutenção do ensino, descentraliza falsos poderes(repassa encargos e quase nenhum recurso); implantada sob uma concepção Neo Liberal: a educação reproduz; não é uma Lei clara: entendimento é distorcido quando chega às bases;
  • 14.
    inócua como asdemais, é muito aberta e flexível (interpretada como interesse neoliberal em deixar espaços livres para as intervenções do MEC e organismos externos à escola); Lei n º 9424/96 (FUNDEF), regulamenta os artigos nº 68 e 69 da LDB marca a concepção neoliberal : “ 15 % dos recursos arrecadados através dos impostos Municipais e Estaduais, ficarão retidos na União e serão devolvidos de acordo com o número de alunos das respectivas redes de ensino ( estaduais ou municipais).”
  • 15.
    TEXTOS DO CURSODE PEDAGOGIA SEMI-PRESENCIAL UNIVESP/UNESP bibliografia