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HEPATITES
VIRAIS
ENFª THAÍZA ALVES
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM - UNICEUB / ESENFC
ESPECIALISTA EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
ESPECIALISTA EM PEDIATRIA E NEONATOLOGIA
ESPECIALISTA EM SAÚDE DA FAMÍLIA E COMUNIDADE – FIOCRUZ BRASÍLIA (RESIDÊNCIA)
O QUE É HEPATITE?
A palavra "hepatite" tem origem no termo grego "hepatos", que significa "fígado",
combinado com o sufixo "-ite", que indica inflamação. Portanto, hepatite significa
literalmente "inflamação do fígado".
Causas:
• Virais;
• Bacterianas;
• Tóxicas( remédios; álcool e drogas);
• Doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.
• As hepatites virais são doenças provocadas
por diferentes agentes etiológicos,
principalmente pela infecção por vírus com
tropismo primário pelo fígado, que
apresentam características epidemiológicas,
clínicas e laboratoriais distintas.
QUAIS SÃO OSTIPOS DE
HEPATITESVIRAIS?
A C E
B D
X
• x
A - C - D - E B
FATORES DE RISCO
• Profissionais de Saúde que trabalham com manipulação de sangue;
• Indivíduos que receberam transfusão sanguínea antes de 1992;
• Profissionais do Sexo;
• Pessoas que fazem sexo sem preservativo;
• Usuários de droga que compartilham seringas;
• Crianças entre 0 e 14 anos (hepatite A);
• Adultos entre 20 e 40 anos (hepatite B).
TRANSMISSÃO
CLASSIFICAÇÃO
TEMPO DE EVOLUÇÃO
• Aguda;
• Crônica.
PRESENÇA DE SINTOMAS
• Sintomática;
• Assintomática.
ASDFASDFAA
Fase Prodrômica ➡ Fase Ictérica ➡ Fase de Convalescença
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS E
DIFERENÇAS
DIAGNÓSTICO
EXAMES INESPECÍFICOS
• Hemograma;
• Bilirrubinas;
• Proteínas séricas;
• Fosfatase alcalina;
• Gama-glutamiltransferase (GGT);
• Aminotransferases (transaminases – (AST/TGO)
(ALT/TGP).
PROVAS ESPECÍFICAS
• Sorologias;
• Teste molecular – PCR;
• Teste Rápido;
• Biopsias Hepática.
DIAGNÓSTICO: MARCADORES
SOROLÓGICOS DA INFECÇÃO PELO HBV
COMO REALIZARTR?
TRATAMENTO
• Não existe tratamento específico para as formas
agudas, exceto para hepatite C e hepatite B;
• Para as demais hepatites, se necessário, faz-se apenas
tratamento sintomático para náuseas, vômitos e
prurido;
• A única restrição dietética está relacionada à
ingestão de álcool.
• Transplante de Fígado.
PREVENÇÃO/CUIDADOS
IMUNIZAÇÃO
• Existem vacinas contra hepatite A e B;
• Não existe vacina ou imunoglobulina
contra hepatite C;
• A não existência de vacinas contra todas
as formas de hepatites, reforça a
necessidade do controle adequado da
cadeia de transmissão no domicílio e na
comunidade e entre populações de risco,
através de políticas de redução de danos.
IMUNIZAÇÃO
O esquema é diferenciado para pacientes suscetíveis à hepatite A,
a partir de 12 meses de idade, com hepatopatias crônicas de
qualquer etiologia, inclusive portadores do HCV, portadores
crônicos do HBV, de coagulopatias, pacientes com HIV/aids,
imunodepressão terapêutica ou por doença imunodepressora,
fibrose cística (mucoviscidose), trissomias, candidatos a transplante
de órgão(cadastrados em programas de transplantes),
transplantados de órgão sólido ou de células-tronco
hematopoiéticas (medula óssea), (BRASIL, 2019a)
IMUNIZAÇÃO
.
• A imunização contra a hepatite B é realizada em três doses (0, 1 e 6
meses);
• Crianças com até 6 anos, 11 meses e 29 dias que não têm
comprovação vacinal ou cujo esquema está incompleto devem iniciar ou
completar o esquema com a Pentavalente;
• Crianças com 7 anos ou mais, sem comprovação vacinal, devem
administrar três doses da vacina hepatite B, (zero, 1 e 6 meses). Aquelas
cujo esquema estiver incompleto devem apenas completá-lo;
• Gestantes em qualquer idade gestacional também devem receber
três doses da vacina hepatite B (zero, 1 e 6 meses), considerando o
histórico vacinal;
• Imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB) é indicada para
pessoas não vacinadas após exposição ao vírus da hepatite B ou em recém-
nascidos de mulheres com HBV (HBsAg reagente),
NOTIFICAÇÃO
• As hepatites virais são doenças de
notificação compulsória regular (em até
sete dias). Portanto, todos os casos
confirmados e surtos devem ser
notificados e registrados no Sistema de
Informação de Agravos de Notificação
(Sinan).
EPIDEMIOLOGIA
MONITORAR O COMPORTAMENTO DAS HEPATITES VIRAIS E SEUS FATORES CONDICIONANTES E
DETERMINANTES, COM A FINALIDADE DE RECOMENDAR E ADOTAR MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE E
AVALIAR O SEU IMPACTO.
EPIDEMIOLOGIA
DIA MUNDIAL DA HEPATITE
REFERÊNCIAS
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e
Coinfecções/ Ministério da Saúde, Secretaria deVigilância em Saúde, Departamento de DST,Aids e HepatitesVirais. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites
Virais. Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das
IST, do HIV/Aids e das HepatitesVirais. – Brasília : Ministério da Saúde, 2016.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite B e
Coinfecções / Ministério da Saúde, Secretaria deVigilância em Saúde, Departamento de DST,Aids e HepatitesVirais. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Informativa n.º 55/2019-CGAE/DIAHV/SVS/MS. Orientações acerca dos critérios de definição de casos para notificação de hepatites virais.
Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2019b.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância em Saúde [recurso
eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde. – 5. ed. rev. e atual. – Brasília : Ministério da
Saúde, 2022.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Boletim
Epidemiológico de HepatitesVirais 2022: criação da Secretaria deVigilância em Saúde aos dias atuais – Brasília : Ministério da Saúde, 2022.
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  • 1. HEPATITES VIRAIS ENFª THAÍZA ALVES GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM - UNICEUB / ESENFC ESPECIALISTA EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA ESPECIALISTA EM PEDIATRIA E NEONATOLOGIA ESPECIALISTA EM SAÚDE DA FAMÍLIA E COMUNIDADE – FIOCRUZ BRASÍLIA (RESIDÊNCIA)
  • 2. O QUE É HEPATITE? A palavra "hepatite" tem origem no termo grego "hepatos", que significa "fígado", combinado com o sufixo "-ite", que indica inflamação. Portanto, hepatite significa literalmente "inflamação do fígado". Causas: • Virais; • Bacterianas; • Tóxicas( remédios; álcool e drogas); • Doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.
  • 3. • As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes agentes etiológicos, principalmente pela infecção por vírus com tropismo primário pelo fígado, que apresentam características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais distintas.
  • 4. QUAIS SÃO OSTIPOS DE HEPATITESVIRAIS? A C E B D
  • 5. X • x A - C - D - E B
  • 6. FATORES DE RISCO • Profissionais de Saúde que trabalham com manipulação de sangue; • Indivíduos que receberam transfusão sanguínea antes de 1992; • Profissionais do Sexo; • Pessoas que fazem sexo sem preservativo; • Usuários de droga que compartilham seringas; • Crianças entre 0 e 14 anos (hepatite A); • Adultos entre 20 e 40 anos (hepatite B).
  • 8. CLASSIFICAÇÃO TEMPO DE EVOLUÇÃO • Aguda; • Crônica. PRESENÇA DE SINTOMAS • Sintomática; • Assintomática.
  • 9. ASDFASDFAA Fase Prodrômica ➡ Fase Ictérica ➡ Fase de Convalescença
  • 11. DIAGNÓSTICO EXAMES INESPECÍFICOS • Hemograma; • Bilirrubinas; • Proteínas séricas; • Fosfatase alcalina; • Gama-glutamiltransferase (GGT); • Aminotransferases (transaminases – (AST/TGO) (ALT/TGP). PROVAS ESPECÍFICAS • Sorologias; • Teste molecular – PCR; • Teste Rápido; • Biopsias Hepática.
  • 14. TRATAMENTO • Não existe tratamento específico para as formas agudas, exceto para hepatite C e hepatite B; • Para as demais hepatites, se necessário, faz-se apenas tratamento sintomático para náuseas, vômitos e prurido; • A única restrição dietética está relacionada à ingestão de álcool. • Transplante de Fígado.
  • 15.
  • 17. IMUNIZAÇÃO • Existem vacinas contra hepatite A e B; • Não existe vacina ou imunoglobulina contra hepatite C; • A não existência de vacinas contra todas as formas de hepatites, reforça a necessidade do controle adequado da cadeia de transmissão no domicílio e na comunidade e entre populações de risco, através de políticas de redução de danos.
  • 18. IMUNIZAÇÃO O esquema é diferenciado para pacientes suscetíveis à hepatite A, a partir de 12 meses de idade, com hepatopatias crônicas de qualquer etiologia, inclusive portadores do HCV, portadores crônicos do HBV, de coagulopatias, pacientes com HIV/aids, imunodepressão terapêutica ou por doença imunodepressora, fibrose cística (mucoviscidose), trissomias, candidatos a transplante de órgão(cadastrados em programas de transplantes), transplantados de órgão sólido ou de células-tronco hematopoiéticas (medula óssea), (BRASIL, 2019a)
  • 19. IMUNIZAÇÃO . • A imunização contra a hepatite B é realizada em três doses (0, 1 e 6 meses); • Crianças com até 6 anos, 11 meses e 29 dias que não têm comprovação vacinal ou cujo esquema está incompleto devem iniciar ou completar o esquema com a Pentavalente; • Crianças com 7 anos ou mais, sem comprovação vacinal, devem administrar três doses da vacina hepatite B, (zero, 1 e 6 meses). Aquelas cujo esquema estiver incompleto devem apenas completá-lo; • Gestantes em qualquer idade gestacional também devem receber três doses da vacina hepatite B (zero, 1 e 6 meses), considerando o histórico vacinal; • Imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB) é indicada para pessoas não vacinadas após exposição ao vírus da hepatite B ou em recém- nascidos de mulheres com HBV (HBsAg reagente),
  • 20. NOTIFICAÇÃO • As hepatites virais são doenças de notificação compulsória regular (em até sete dias). Portanto, todos os casos confirmados e surtos devem ser notificados e registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
  • 21. EPIDEMIOLOGIA MONITORAR O COMPORTAMENTO DAS HEPATITES VIRAIS E SEUS FATORES CONDICIONANTES E DETERMINANTES, COM A FINALIDADE DE RECOMENDAR E ADOTAR MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE E AVALIAR O SEU IMPACTO.
  • 23. DIA MUNDIAL DA HEPATITE
  • 24. REFERÊNCIAS • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções/ Ministério da Saúde, Secretaria deVigilância em Saúde, Departamento de DST,Aids e HepatitesVirais. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015 • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais. Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das HepatitesVirais. – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite B e Coinfecções / Ministério da Saúde, Secretaria deVigilância em Saúde, Departamento de DST,Aids e HepatitesVirais. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. • BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Informativa n.º 55/2019-CGAE/DIAHV/SVS/MS. Orientações acerca dos critérios de definição de casos para notificação de hepatites virais. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2019b. • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância em Saúde [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde. – 5. ed. rev. e atual. – Brasília : Ministério da Saúde, 2022. • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Boletim Epidemiológico de HepatitesVirais 2022: criação da Secretaria deVigilância em Saúde aos dias atuais – Brasília : Ministério da Saúde, 2022.