Alexandre Naime Barbosa MD, PhD
Professor Doutor - Infectologia
Graduação em Medicina - 4° Ano
UNESP - Faculdade de Medicina
2019 - Botucatu - SP - Brasil
Vínculos e Conflitos de Interesse (CFM e ANVISA)
Vínculos:
- UNESP/Medicina: Professor Doutor Infectologia (Ensino, Pesquisa e Extensão)
- HC FMB Botucatu: Chefe da Infectologia e Infectologista Público e Privado
- SAE Infectologia Botucatu: Diretor Clínico e Responsável por HIV, VHB, VHC e HTLV
- Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI): Especialista e Membro Titular
- SBI: Comitês de HIV/Aids, Emergência em Infectologia e Título de Especialista
- Ministério da Saúde - Médico de Referência em Genotipagem do HIV
Potenciais Conflitos de Interesse (Incentivos/Pagamentos 36 meses)
- Abbvie
- Bristol-Myers Squibb
- CNPq - DECIT
- FAPESP
- Gilead
- GSK-ViiV
- Jansen
- Merck Sharp and Dohme
- Sanofi Pasteur
Declaração de Conteúdo e de Uso da Apresentação
O material que se segue faz parte do projeto didático do
Prof. Dr. Alexandre Naime Barbosa
Objetivos
1. Ensino: Treinamento de Estudantes e Profissionais da Área de Saúde;
2. Extensão: Facilitar o Contato da População em Geral com Conceitos Científicos;
3. Científico: Fomentar a Discussão Científica e Compartilhar Material Didático.
Autoria e Cessão
1. Conteúdo: Os dados contidos estão referenciados, em respeito ao autor original;
2. Uso: Está permitido o uso do material, desde que citada a fonte;
3. Contato: fale com o autor e conheça o seu projeto didático em:
Hepatites Virais - Aspectos Básicos
1. Hepatites Agudas
2. Epidemiologia e Rastreio das Hepatites Crônicas
3. Infecção Crônica pelo VHB
4. Infecção Crônica pelo VHC
5. Discussão Final
Hepatites Agudas
CCO In Practice, 2013
Hepatites Agudas
Dienstag, 2011
Hepatites Agudas
World Gastroenterology Organisation, 2011
Hepatites Agudas
Namankani , 2008
CCO In Practice, 2013
Hepatites Agudas
Namankani , 2008
CCO In Practice, 2013
Hepatites Agudas
Namankani , 2008
CCO In Practice, 2013
Hepatites Agudas
Namankani , 2008
Hepatites Agudas
Namankani , 2008
Hepatites Agudas
World Gastroenterology Organisation, 2011
Hepatites Agudas
CDC, 2011
Hepatites Agudas
Passo 1: Identificar a infecção crônica pelo VHB
- AgHBs (+) > 6 meses (5 a 10%, acima do 2º ano de vida)
- Anti-HBc: marcador de exposição, contato; IgM: marcador de fase aguda*
- Anti-HBs: marcador de imunidade, resolução
CDC, 2003
Resolução Espontânea Cronificação
Hepatites Agudas
Interpretação AgHBs AgHBe AntiHBc
AntiHBc
IgM
AntiHBe AntiHBs ALT
DNA-VHB
(UI/ml)
Infecção Aguda (+) (+) (+) (+) (-) (-) ↑↑↑↑↑ ↑↑↑↑↑
HVB Pregressa (-) (-) (+) (-) (+) (+) nl Negativo
Vacinação (-) (-) (-) (-) (-) (+) nl Negativo
Anti-HBc Isolado/
Infecção Oculta
(-) (-) (+) (-) (-) (-) nl
Negativo ou
Muito Baixo
Infecção VHB
AgHBe+
(+) (+) (+) (-) (+) (-) nl ↑↑↑↑↑
Hepatite B
AgHBe+
(+) (+) (+) (-) (-) (-) ↑/nl ↑↑
Infecção VHB
AgHBe-
(+) (-) (+) (-) (+) (-) nl < 200 (baixa)
Hepatite B
AgHBe-
(+) (-) (+) (-) (+/-) (-) ↑ > 2.000
Passo 1: Identificar a infecção crônica pelo VHB
Passo 2: Monitorar marcadores inflamatórios e de replicação (ALT e CV VHB)
Hepatites Agudas
Resolução Espontânea Cronificação
+
Passo 1: Identificar a infecção Aguda pelo VHC
- Sintomas em apenas 10%
- Fatores de riscos: acidentes ocupacionais, sexo desprotegido
- Tratamento: ↑ eliminação viral de 20% para 90%
- Diagnóstico: PCR RNA VHC (janela sorológica)
Hepatites Agudas
World Gastroenterology Organisation, 2011
Hepatites Agudas
CDC, 2011
Hepatites Agudas
Namankani , 2008
Hepatites Agudas
Namankani , 2008
Hepatites Agudas
Namankani , 2008
Hepatites Agudas
Namankani , 2008
Hepatites Agudas
Namankani , 2008
Hepatites Agudas
Namankani , 2008
1. Hepatites Agudas
2. Epidemiologia e Rastreio das Hepatites Crônicas
3. Infecção Crônica pelo VHB
4. Infecção Crônica pelo VHC
5. Discussão Final
Hepatites Virais - Aspectos Básicos
Hepatite B e Hepatite C: Principais Características
VHB VHC
Material Genético DNA RNA
Tamanho 40 nm 50 nm
Provírus Sim Não
Cura Funcional Esterilizante
Cura vs Cronificação 90% - 10% 15% - 85%
Cirrose 20% 40%
Hepatocarcinoma 30% 60%
Transmissão Sexual muito frequente incomum
População Mundial 257 milhões 71 milhões
Hepatite B: Epidemiologia Nacional e Mundial
MS – Boletim Epidemiológico, 2017
WHO, 2018Prevalência de AgHBs
Alta: ≥ 8%
Intermediário: 2% to 7%
Baixo: < 2%
Mundo Brasil
Prevalência 257 milhões 1 milhão (0,5%)
Incidência/ano 4 milhões 10 a 20 mil
Mortalidade/ano 887 mil 4 mil
Hepatite C: Epidemiologia Nacional e Mundial
0% to < 0.6%
0.6% to < 0.8%
0.8% to < 1.3%
1.3% to < 2.9%
2.9% to < 6.7%
Prevalence
(Viremic)
Mundo Brasil
Prevalência 71 milhões 1 milhão
Incidência/ano 3 - 4 milhões 3 mil
Mortalidade/ano 399 mil 3 mil
WHO, 2018
MS-Brasil, 2017
Hepatite B e Hepatite C: Impacto Global
Hepatite B e Hepatite C: Impacto Global
Mortes por Hepatites B e C no Mundo:
1,3 Milhões de Pessoas/Ano
Hepatite B e Hepatite C: Desfechos Clínicos
Cirrose Hepática Câncer de Fígado
VHB VHC
Hepatite C: Estadiamento da Fibrose
Hepatite C: Estadiamento da Fibrose
Método mais indicado atualmente
(Desvantagens: doloroso e invasivo)
Hepatite B e Hepatite C: História Natural
10 – 50 anos
Hepatite C: Uma Epidemia Oculta
Casos Diagnosticados:
155.032 (ou 319.751)
Hepatite C
Casos Sem Diagnóstico:
Cenário Otimista ≈ 1 milhão
Cenário Pessimista ≈ 1,5 milhão
Hepatite B e Hepatite C
VHB VHC
Parceiros Sexuais de VHB + Transfusões antes de 1994
Múltiplos Parceiros, Violência Sexual Usuários de Drogas
DSTs (HIV, VHC, Lues, HPV, etc) Hemofílicos, Hemodiálise
HSHs HSHs
Usuários de Drogas Acidentes Ocupacionais
Convívio Domiciliar com VHB + Seringas e Agulhas Não Descartáveis
Acidentes Ocupacionais Acupuntura, Piercing ou Tatuagem
Hemodiálise Parceiros Sexuais de VHC +
Institucionalizados Convívio Domiciliar com VHC +
Viajantes para Áreas Endêmicas DSTs (HIV, VHC, Lues, HPV, etc)
Filhos de Mães VHB + Filhos de Mães VHC +
Sinais de Hepatopatia Sinais de Hepatopatia
Hepatite B e Hepatite C: Epidemia Oculta (Motivos)
1. Fase Aguda e Maior Parte da Fase Crônica = Assintomática
2. Fatores de Risco Tradicionais = Perda de 40-50%
Hepatite C: Populações Vulneráveis
Hepatites Virais, HIV e Sífilis: Testagem Universal
Hepatites Virais, HIV e Sífilis: Testagem Universal
Hepatites Virais, HIV e Sífilis: Testagem Universal
Hepatite B: Fluxograma de Rastreio com TR
Hepatite C: Fluxograma de Rastreio com TR
Hepatite C: Impacto no Aumento do Diagnóstico
1. Hepatites Agudas
2. Epidemiologia e Rastreio das Hepatites Crônicas
3. Infecção Crônica pelo VHB
4. Infecção Crônica pelo VHC
5. Discussão Final
Hepatites Virais - Aspectos Básicos
Infecção pelo VHB: o Agente
Infecção pelo VHB: História Natural da Doença
Passo 1: Identificar a infecção crônica pelo VHB
- AgHBs (+) > 6 meses (5 a 10%, acima do 2º ano de vida)
- Anti-HBc: marcador de exposição, contato; IgM: marcador de fase aguda*
- Anti-HBs: marcador de imunidade, resolução
CDC, 2003
Resolução Espontânea Cronificação
Infecção pelo VHB: História Natural da Doença
Infecção pelo VHB: Nova Classificação (EASL 2017)
HIV, VHB e VHC: Ciclos Virais Comparativos
HIV, VHB e VHC: Ciclos Virais Comparativos
Hepatite B: Objetivos do Tratamento
Objetivos do Tratamento
Ideal:
AgHBs => Anti-HBs: raro (7%)
AgHBe (+) → (-): difícil (32%)
Pragmático:
Diminuir a progressão do dano hepático
- supressão da replicação viral
- ALT: normalizar
- CV DNA VHB: supressão sustentada
Hepatite B: Classificação Clínico-Laboratorial
Interpretação AgHBs AgHBe AntiHBc
AntiHBc
IgM
AntiHBe AntiHBs ALT
DNA-VHB
(UI/ml)
Infecção Aguda (+) (+) (+) (+) (-) (-) ↑↑↑↑↑ ↑↑↑↑↑
HVB Pregressa (-) (-) (+) (-) (+) (+) nl Negativo
Vacinação (-) (-) (-) (-) (-) (+) nl Negativo
Anti-HBc Isolado/
Infecção Oculta
(-) (-) (+) (-) (-) (-) nl
Negativo ou
Muito Baixo
Infecção VHB
AgHBe+
(+) (+) (+) (-) (+) (-) nl ↑↑↑↑↑
Hepatite B
AgHBe+
(+) (+) (+) (-) (-) (-) ↑/nl ↑↑
Infecção VHB
AgHBe-
(+) (-) (+) (-) (+) (-) nl < 200 (baixa)
Hepatite B
AgHBe-
(+) (-) (+) (-) (+/-) (-) ↑ > 2.000
Passo 1: Identificar a infecção crônica pelo VHB
Passo 2: Monitorar marcadores inflamatórios e de replicação (ALT e CV VHB)
Hepatite B: Indicação de Tratamento
Passo 3: Tratar - AgHBe + com ALT > 2x LSN ou Idade > 30 anos
- AgHBe - com ALT > 2x LSN e CV VHB > 2.000 UI/ml
- Cirrose ou Insuficiência Hepática
- Biópsia hepática* METAVIR ≥ A2F2 ou Elastografia Hepática* > 7,0 kPa
*quando disponível , sempre que possível (AgHBe -, CV VHB 200 - 2.000)
- Coinfecção HVB/HIV ou HVB/HVC
- História familiar de CHC
- Manifestações extra-hepáticas
- Hepatite aguda grave (coagulopatias ou icterícia por mais de 14 dias)
- Reativação de infecção prévia imunologicamente resolvida
- Prevenção de reativação viral em pacientes de IMSS ou QT
Hepatite B: Medicamentos (GRADE)
Hepatite B: Alvos do Tratamento
Hepatite B: Benefícios do Tratamento Atual
Hepatite B: Futuro do Tratamento
Hepatite B: Futuro do Tratamento
Hepatite B: Futuro do Tratamento
Hepatite B: Futuro do Tratamento
Número Atual
de Ensaios
Clínicos com
Objetivo de
Cura
“Esterilizante”
= > 20
Hepatites Virais - Aspectos Básicos
1. Hepatites Agudas
2. Epidemiologia e Rastreio das Hepatites Crônicas
3. Infecção Crônica pelo VHB
4. Infecção Crônica pelo VHC
5. Discussão Final
Infecção pelo VHC: o Agente
Infecção pelo VHC: História Natural da Doença
Resolução Espontânea Cronificação
+
HIV, VHB e VHC: Ciclos Virais Comparativos
Hepatite C: Objetivos do Tratamento
Objetivos do Tratamento
- Eliminar o VHC: Resposta Virológica Sustentada
- RVS: PCR VHC (-) após 3 a 6 meses após final de tratamento
Cura
Esterilizante
Hepatite C: RVS = Cura Esterilizante
Hepatite C: Fluxograma de Diagnóstico e Tratamento
Anti-VHC
Reagente
PCR RNA VHC
Negativo (20%)
Não Portador
Positivo
Avaliação Fibrose +
Outras Variáveis
Acesso ao Tratamento no Brasil pelo SUS (Abr/2018):
Indicação Universal Independente do
Grau de Fibrose ou Outros Fatores
Hepatite C: Fluxograma de Diagnóstico e Tratamento
Anti-VHC
Reagente
PCR RNA VHC
Negativo (20%)
Não Portador
Positivo
Avaliação Fibrose +
Outras Variáveis
Acesso ao Tratamento no Brasil pelo SUS (Abr/2018):
Indicação Universal Independente do
Grau de Fibrose ou Outros Fatores
Hepatite C: Perspectiva Histórica da Terapêutica
Wyles, 2013
RVS:
90 - 95%
Hepatite C: Alvos Terapêuticos
Hepatite C: Esquemas Terapêuticos
Opções no Mercado Mundial GT1 GT2 GT3 GT4 GT5-6
SOF + RBV - 2013 N I I N N
SOF + SIM ± RBV - 2013 S N N S N
SOF/LDV ± RBV (Harvoni) - 2014 S N N S S
SOF + DCV ± RBV - 2015 S S S S S
SOF/VEL ± RBV (Epclusa) - 2016 S S S S S
OBV/PTV/r + DSV ± RBV (Viekira Pak) - 2014 S N N N N
OBV/PTV/r (2D) ± RBV (Technivie) - 2015 N N N S N
GZR/EBR ± RBV (Zepatier) - 2016 S N N S N
SOF/VEL/VOX (Vosevi) - 2017 S S S S S
GLE/PIB (Mavyret) - 2017 S S S S S
Hepatite C: Acesso ao Tratamento
Hepatite C: Acesso ao Tratamento
Hepatite C: Acesso ao Tratamento
Hepatite C: Acesso ao Tratamento
Hepatite C: RVS no Brasil
Hepatite C: RVS Infectologia UNESP Botucatu
RVS HVC
Infectologia
UNESP
Período: Nov/2015 - Nov/2017
Nº Pacientes: 65
Sexo: 65% Masculino
Idade (Mediana): 53 anos
Fibrose: F3 + F4 -> 77%
Virgens de tto: 55%
HVC/HIV: 17%
Genótipo: G1 -> 76%
G3 -> 20%
Tratamento:
- SOF + DCV (+/-RBV): 57%
- SOF + SMP (+/-RBV): 37%
RVS: PP -> 97%; ITT: 88%
RVS PP: 57/59 (97%); RVS ITT: 57/65 (88%)
Protocolo Completo: 59/65 (91%)
Falha Terapêutica (Recidiva): 2/59 (3%)
Interrupção por EAs: 1/65 (2%)
Abandono Tto/Segto: 5/65 (8%) CPI 2018
Hepatite C: Benefícios da RVS
Hepatite C: Futuro
Hepatites Virais - Aspectos Básicos
1. Hepatites Agudas
2. Epidemiologia e Rastreio das Hepatites Crônicas
3. Infecção Crônica pelo VHB
4. Infecção Crônica pelo VHC
5. Discussão Final
Hepatite B e Hepatite C: Discussão Final
- HVB e HVC: altamente prevalentes
- Epidemias Silenciosas
- Rastreio deve ser abrangente, focado nas populações vulneráveis
- HVB: tratamento à longo prazo leva à controle
- HVC: tratamento de curto prazo leva à cura
- Tratamentos Futuros: desfechos ainda mais promissores
Obrigado pela Atenção!
SAE de Infectologia HC UNESP Botucatu Faculdade de Medicina UNESP

Hepatite B Hepatite C Aspectos Basicos 2019

  • 1.
    Alexandre Naime BarbosaMD, PhD Professor Doutor - Infectologia Graduação em Medicina - 4° Ano UNESP - Faculdade de Medicina 2019 - Botucatu - SP - Brasil
  • 2.
    Vínculos e Conflitosde Interesse (CFM e ANVISA) Vínculos: - UNESP/Medicina: Professor Doutor Infectologia (Ensino, Pesquisa e Extensão) - HC FMB Botucatu: Chefe da Infectologia e Infectologista Público e Privado - SAE Infectologia Botucatu: Diretor Clínico e Responsável por HIV, VHB, VHC e HTLV - Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI): Especialista e Membro Titular - SBI: Comitês de HIV/Aids, Emergência em Infectologia e Título de Especialista - Ministério da Saúde - Médico de Referência em Genotipagem do HIV Potenciais Conflitos de Interesse (Incentivos/Pagamentos 36 meses) - Abbvie - Bristol-Myers Squibb - CNPq - DECIT - FAPESP - Gilead - GSK-ViiV - Jansen - Merck Sharp and Dohme - Sanofi Pasteur
  • 3.
    Declaração de Conteúdoe de Uso da Apresentação O material que se segue faz parte do projeto didático do Prof. Dr. Alexandre Naime Barbosa Objetivos 1. Ensino: Treinamento de Estudantes e Profissionais da Área de Saúde; 2. Extensão: Facilitar o Contato da População em Geral com Conceitos Científicos; 3. Científico: Fomentar a Discussão Científica e Compartilhar Material Didático. Autoria e Cessão 1. Conteúdo: Os dados contidos estão referenciados, em respeito ao autor original; 2. Uso: Está permitido o uso do material, desde que citada a fonte; 3. Contato: fale com o autor e conheça o seu projeto didático em:
  • 4.
    Hepatites Virais -Aspectos Básicos 1. Hepatites Agudas 2. Epidemiologia e Rastreio das Hepatites Crônicas 3. Infecção Crônica pelo VHB 4. Infecção Crônica pelo VHC 5. Discussão Final
  • 5.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
    Hepatites Agudas Namankani ,2008 CCO In Practice, 2013
  • 9.
    Hepatites Agudas Namankani ,2008 CCO In Practice, 2013
  • 10.
    Hepatites Agudas Namankani ,2008 CCO In Practice, 2013
  • 11.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
    Hepatites Agudas Passo 1:Identificar a infecção crônica pelo VHB - AgHBs (+) > 6 meses (5 a 10%, acima do 2º ano de vida) - Anti-HBc: marcador de exposição, contato; IgM: marcador de fase aguda* - Anti-HBs: marcador de imunidade, resolução CDC, 2003 Resolução Espontânea Cronificação
  • 16.
    Hepatites Agudas Interpretação AgHBsAgHBe AntiHBc AntiHBc IgM AntiHBe AntiHBs ALT DNA-VHB (UI/ml) Infecção Aguda (+) (+) (+) (+) (-) (-) ↑↑↑↑↑ ↑↑↑↑↑ HVB Pregressa (-) (-) (+) (-) (+) (+) nl Negativo Vacinação (-) (-) (-) (-) (-) (+) nl Negativo Anti-HBc Isolado/ Infecção Oculta (-) (-) (+) (-) (-) (-) nl Negativo ou Muito Baixo Infecção VHB AgHBe+ (+) (+) (+) (-) (+) (-) nl ↑↑↑↑↑ Hepatite B AgHBe+ (+) (+) (+) (-) (-) (-) ↑/nl ↑↑ Infecção VHB AgHBe- (+) (-) (+) (-) (+) (-) nl < 200 (baixa) Hepatite B AgHBe- (+) (-) (+) (-) (+/-) (-) ↑ > 2.000 Passo 1: Identificar a infecção crônica pelo VHB Passo 2: Monitorar marcadores inflamatórios e de replicação (ALT e CV VHB)
  • 17.
    Hepatites Agudas Resolução EspontâneaCronificação + Passo 1: Identificar a infecção Aguda pelo VHC - Sintomas em apenas 10% - Fatores de riscos: acidentes ocupacionais, sexo desprotegido - Tratamento: ↑ eliminação viral de 20% para 90% - Diagnóstico: PCR RNA VHC (janela sorológica)
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
    1. Hepatites Agudas 2.Epidemiologia e Rastreio das Hepatites Crônicas 3. Infecção Crônica pelo VHB 4. Infecção Crônica pelo VHC 5. Discussão Final Hepatites Virais - Aspectos Básicos
  • 27.
    Hepatite B eHepatite C: Principais Características VHB VHC Material Genético DNA RNA Tamanho 40 nm 50 nm Provírus Sim Não Cura Funcional Esterilizante Cura vs Cronificação 90% - 10% 15% - 85% Cirrose 20% 40% Hepatocarcinoma 30% 60% Transmissão Sexual muito frequente incomum População Mundial 257 milhões 71 milhões
  • 28.
    Hepatite B: EpidemiologiaNacional e Mundial MS – Boletim Epidemiológico, 2017 WHO, 2018Prevalência de AgHBs Alta: ≥ 8% Intermediário: 2% to 7% Baixo: < 2% Mundo Brasil Prevalência 257 milhões 1 milhão (0,5%) Incidência/ano 4 milhões 10 a 20 mil Mortalidade/ano 887 mil 4 mil
  • 29.
    Hepatite C: EpidemiologiaNacional e Mundial 0% to < 0.6% 0.6% to < 0.8% 0.8% to < 1.3% 1.3% to < 2.9% 2.9% to < 6.7% Prevalence (Viremic) Mundo Brasil Prevalência 71 milhões 1 milhão Incidência/ano 3 - 4 milhões 3 mil Mortalidade/ano 399 mil 3 mil WHO, 2018 MS-Brasil, 2017
  • 30.
    Hepatite B eHepatite C: Impacto Global
  • 31.
    Hepatite B eHepatite C: Impacto Global Mortes por Hepatites B e C no Mundo: 1,3 Milhões de Pessoas/Ano
  • 32.
    Hepatite B eHepatite C: Desfechos Clínicos Cirrose Hepática Câncer de Fígado VHB VHC
  • 33.
  • 34.
    Hepatite C: Estadiamentoda Fibrose Método mais indicado atualmente (Desvantagens: doloroso e invasivo)
  • 35.
    Hepatite B eHepatite C: História Natural 10 – 50 anos
  • 36.
    Hepatite C: UmaEpidemia Oculta Casos Diagnosticados: 155.032 (ou 319.751) Hepatite C Casos Sem Diagnóstico: Cenário Otimista ≈ 1 milhão Cenário Pessimista ≈ 1,5 milhão
  • 37.
    Hepatite B eHepatite C VHB VHC Parceiros Sexuais de VHB + Transfusões antes de 1994 Múltiplos Parceiros, Violência Sexual Usuários de Drogas DSTs (HIV, VHC, Lues, HPV, etc) Hemofílicos, Hemodiálise HSHs HSHs Usuários de Drogas Acidentes Ocupacionais Convívio Domiciliar com VHB + Seringas e Agulhas Não Descartáveis Acidentes Ocupacionais Acupuntura, Piercing ou Tatuagem Hemodiálise Parceiros Sexuais de VHC + Institucionalizados Convívio Domiciliar com VHC + Viajantes para Áreas Endêmicas DSTs (HIV, VHC, Lues, HPV, etc) Filhos de Mães VHB + Filhos de Mães VHC + Sinais de Hepatopatia Sinais de Hepatopatia
  • 38.
    Hepatite B eHepatite C: Epidemia Oculta (Motivos) 1. Fase Aguda e Maior Parte da Fase Crônica = Assintomática 2. Fatores de Risco Tradicionais = Perda de 40-50%
  • 39.
  • 40.
    Hepatites Virais, HIVe Sífilis: Testagem Universal
  • 41.
    Hepatites Virais, HIVe Sífilis: Testagem Universal
  • 42.
    Hepatites Virais, HIVe Sífilis: Testagem Universal
  • 43.
    Hepatite B: Fluxogramade Rastreio com TR
  • 44.
    Hepatite C: Fluxogramade Rastreio com TR
  • 45.
    Hepatite C: Impactono Aumento do Diagnóstico
  • 46.
    1. Hepatites Agudas 2.Epidemiologia e Rastreio das Hepatites Crônicas 3. Infecção Crônica pelo VHB 4. Infecção Crônica pelo VHC 5. Discussão Final Hepatites Virais - Aspectos Básicos
  • 47.
  • 48.
    Infecção pelo VHB:História Natural da Doença Passo 1: Identificar a infecção crônica pelo VHB - AgHBs (+) > 6 meses (5 a 10%, acima do 2º ano de vida) - Anti-HBc: marcador de exposição, contato; IgM: marcador de fase aguda* - Anti-HBs: marcador de imunidade, resolução CDC, 2003 Resolução Espontânea Cronificação
  • 49.
    Infecção pelo VHB:História Natural da Doença
  • 50.
    Infecção pelo VHB:Nova Classificação (EASL 2017)
  • 51.
    HIV, VHB eVHC: Ciclos Virais Comparativos
  • 52.
    HIV, VHB eVHC: Ciclos Virais Comparativos
  • 53.
    Hepatite B: Objetivosdo Tratamento Objetivos do Tratamento Ideal: AgHBs => Anti-HBs: raro (7%) AgHBe (+) → (-): difícil (32%) Pragmático: Diminuir a progressão do dano hepático - supressão da replicação viral - ALT: normalizar - CV DNA VHB: supressão sustentada
  • 54.
    Hepatite B: ClassificaçãoClínico-Laboratorial Interpretação AgHBs AgHBe AntiHBc AntiHBc IgM AntiHBe AntiHBs ALT DNA-VHB (UI/ml) Infecção Aguda (+) (+) (+) (+) (-) (-) ↑↑↑↑↑ ↑↑↑↑↑ HVB Pregressa (-) (-) (+) (-) (+) (+) nl Negativo Vacinação (-) (-) (-) (-) (-) (+) nl Negativo Anti-HBc Isolado/ Infecção Oculta (-) (-) (+) (-) (-) (-) nl Negativo ou Muito Baixo Infecção VHB AgHBe+ (+) (+) (+) (-) (+) (-) nl ↑↑↑↑↑ Hepatite B AgHBe+ (+) (+) (+) (-) (-) (-) ↑/nl ↑↑ Infecção VHB AgHBe- (+) (-) (+) (-) (+) (-) nl < 200 (baixa) Hepatite B AgHBe- (+) (-) (+) (-) (+/-) (-) ↑ > 2.000 Passo 1: Identificar a infecção crônica pelo VHB Passo 2: Monitorar marcadores inflamatórios e de replicação (ALT e CV VHB)
  • 55.
    Hepatite B: Indicaçãode Tratamento Passo 3: Tratar - AgHBe + com ALT > 2x LSN ou Idade > 30 anos - AgHBe - com ALT > 2x LSN e CV VHB > 2.000 UI/ml - Cirrose ou Insuficiência Hepática - Biópsia hepática* METAVIR ≥ A2F2 ou Elastografia Hepática* > 7,0 kPa *quando disponível , sempre que possível (AgHBe -, CV VHB 200 - 2.000) - Coinfecção HVB/HIV ou HVB/HVC - História familiar de CHC - Manifestações extra-hepáticas - Hepatite aguda grave (coagulopatias ou icterícia por mais de 14 dias) - Reativação de infecção prévia imunologicamente resolvida - Prevenção de reativação viral em pacientes de IMSS ou QT
  • 56.
  • 57.
    Hepatite B: Alvosdo Tratamento
  • 58.
    Hepatite B: Benefíciosdo Tratamento Atual
  • 59.
    Hepatite B: Futurodo Tratamento
  • 60.
    Hepatite B: Futurodo Tratamento
  • 61.
    Hepatite B: Futurodo Tratamento
  • 62.
    Hepatite B: Futurodo Tratamento Número Atual de Ensaios Clínicos com Objetivo de Cura “Esterilizante” = > 20
  • 63.
    Hepatites Virais -Aspectos Básicos 1. Hepatites Agudas 2. Epidemiologia e Rastreio das Hepatites Crônicas 3. Infecção Crônica pelo VHB 4. Infecção Crônica pelo VHC 5. Discussão Final
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  • 65.
    Infecção pelo VHC:História Natural da Doença Resolução Espontânea Cronificação +
  • 66.
    HIV, VHB eVHC: Ciclos Virais Comparativos
  • 67.
    Hepatite C: Objetivosdo Tratamento Objetivos do Tratamento - Eliminar o VHC: Resposta Virológica Sustentada - RVS: PCR VHC (-) após 3 a 6 meses após final de tratamento Cura Esterilizante
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    Hepatite C: RVS= Cura Esterilizante
  • 69.
    Hepatite C: Fluxogramade Diagnóstico e Tratamento Anti-VHC Reagente PCR RNA VHC Negativo (20%) Não Portador Positivo Avaliação Fibrose + Outras Variáveis Acesso ao Tratamento no Brasil pelo SUS (Abr/2018): Indicação Universal Independente do Grau de Fibrose ou Outros Fatores
  • 70.
    Hepatite C: Fluxogramade Diagnóstico e Tratamento Anti-VHC Reagente PCR RNA VHC Negativo (20%) Não Portador Positivo Avaliação Fibrose + Outras Variáveis Acesso ao Tratamento no Brasil pelo SUS (Abr/2018): Indicação Universal Independente do Grau de Fibrose ou Outros Fatores
  • 71.
    Hepatite C: PerspectivaHistórica da Terapêutica Wyles, 2013 RVS: 90 - 95%
  • 72.
    Hepatite C: AlvosTerapêuticos
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    Hepatite C: EsquemasTerapêuticos Opções no Mercado Mundial GT1 GT2 GT3 GT4 GT5-6 SOF + RBV - 2013 N I I N N SOF + SIM ± RBV - 2013 S N N S N SOF/LDV ± RBV (Harvoni) - 2014 S N N S S SOF + DCV ± RBV - 2015 S S S S S SOF/VEL ± RBV (Epclusa) - 2016 S S S S S OBV/PTV/r + DSV ± RBV (Viekira Pak) - 2014 S N N N N OBV/PTV/r (2D) ± RBV (Technivie) - 2015 N N N S N GZR/EBR ± RBV (Zepatier) - 2016 S N N S N SOF/VEL/VOX (Vosevi) - 2017 S S S S S GLE/PIB (Mavyret) - 2017 S S S S S
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    Hepatite C: Acessoao Tratamento
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    Hepatite C: Acessoao Tratamento
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    Hepatite C: Acessoao Tratamento
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    Hepatite C: Acessoao Tratamento
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    Hepatite C: RVSno Brasil
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    Hepatite C: RVSInfectologia UNESP Botucatu RVS HVC Infectologia UNESP Período: Nov/2015 - Nov/2017 Nº Pacientes: 65 Sexo: 65% Masculino Idade (Mediana): 53 anos Fibrose: F3 + F4 -> 77% Virgens de tto: 55% HVC/HIV: 17% Genótipo: G1 -> 76% G3 -> 20% Tratamento: - SOF + DCV (+/-RBV): 57% - SOF + SMP (+/-RBV): 37% RVS: PP -> 97%; ITT: 88% RVS PP: 57/59 (97%); RVS ITT: 57/65 (88%) Protocolo Completo: 59/65 (91%) Falha Terapêutica (Recidiva): 2/59 (3%) Interrupção por EAs: 1/65 (2%) Abandono Tto/Segto: 5/65 (8%) CPI 2018
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    Hepatites Virais -Aspectos Básicos 1. Hepatites Agudas 2. Epidemiologia e Rastreio das Hepatites Crônicas 3. Infecção Crônica pelo VHB 4. Infecção Crônica pelo VHC 5. Discussão Final
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    Hepatite B eHepatite C: Discussão Final - HVB e HVC: altamente prevalentes - Epidemias Silenciosas - Rastreio deve ser abrangente, focado nas populações vulneráveis - HVB: tratamento à longo prazo leva à controle - HVC: tratamento de curto prazo leva à cura - Tratamentos Futuros: desfechos ainda mais promissores
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    Obrigado pela Atenção! SAEde Infectologia HC UNESP Botucatu Faculdade de Medicina UNESP