Atendendo à emergência
de saúde pública de âmbi-
to internacional, declarada
pela Organização Mundial
de Saúde, no dia 30 de
janeiro de 2020, bem co-
mo à classificação do vírus
como uma pandemia, no
dia 11 de março de 2020,
o Governo, através
do Decreto-Lei n.º 10-
A/2020, de 13 de março,
aprovou um conjunto de
medidas excepcionais e
temporárias relativas à
situação epidemiológica
da doença COVID-19, entre
as quais a suspensão das
actividades lectivas e não
lectivas presenciais, que
impediu a conclusão dos
resultados.
A biblioteca escolar tem
vindo a promover conteú-
dos e actividades de natu-
reza teórico-prática em
infoliteracia como uma
estratégia agregadora dos
vários tipos de intervenção
junto da comunidade esco-
lar.
São iniciativas que visam
dar a conhecer a forma
como o processo de infoli-
teracia intervém, atua e
contribui para a transfor-
mação dos alunos em ter-
mos de competências,
conhecimentos e compor-
tamentos no que toca à
informação como recurso
de valor que usam nas
suas actividades curricula-
res ao longo do seu percur-
so e como contribuem pa-
ra a melhoria das suas
aprendizagens.
São de destacar neste
processo:
▪ serviços de apoio;
▪ formação regular em
Be;
▪ formação à medida;
▪ capacidades de traba-
lho prático.
O processo de observação
da infoliteracia foi, em par-
te, medido com recurso a
uma análise SWOT, fazen-
do-se referência aos meca-
nismos de avaliação imple-
mentados, incluindo a defi-
nição de indicadores de
processo e de indicadores
de resultado, de natureza
quantitativa e qualitativa.
I N F O L I T E R A C I A
I N F O L I T E R A C I A
Ainda assim, um balanço parcial apresenta algumas
dificul-
dades e
s u c e s -
sos ine-
r e n t e s
ao pro-
c e s s o ,
s e n d o
de refe-
rir como desenvolvimento
positivo a autonomia dos
alunos em Be e a capaci-
dade de trabalho prático
que revelaram ao nível da
formação de utilizadores.
Por Abel Cruz
BEJD
J A N . - M A R . 2 0 2 0
V O L U M E 2 , E D I Ç Ã O 1
F O L H E A R
N E S T A E D I Ç Ã O :
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5
D I A D O S
A F E C T O S
5
Á G U A V I V A :
T E R R A V I V A
. . .
6
F O L H E A R . . .
O novo número da NewsLetter
"Folhear" conta com conteúdos
pluridisciplinares e um design que
se mantém inalterado.
Este número abre com um peque-
no texto em infoliteracia e junta
contributos que exploram a
importância da leitura e do acto
de Ler; a componente visual da
literacia fílmica; os afectos; o
trabalho de intervenção com base
científica dirigido às crianças com
dificuldades na aprendizagem da
leitura, etc.
O boletim digital divulga e reforça,
portanto, o trabalho da comunida-
de escolar, reunindo um conjunto
de informações úteis da prática
educativa.
Por Abel Cruz
Após dezoito sessões de
leitura que pretendeu esti-
mular hábitos de leitura, pôr
à prova competências de
expressão escrita e oral e
incentivar a associação
estreita entre práticas de
sala de aula e práticas na
Be, o júri da prova seleccio-
nou as candidatas Margari-
da Costa Fonte do Amaral e
Teresa Chaves Barny Mon-
teiro, que representarão a
Escola Básica João de Deus
na final concelhia da 14.ª
Edição do Concurso Nacio-
nal de Leitura (CNL).
A obra de leitura que esteve
a concurso para o 1.º Ciclo
foi o texto de José Eduardo
Agualusa “Estranhões &
Bizarrocos”, conto que as
meninas da escola estuda-
ram com toda a atenção,
rigor e empenho, sob a su-
pervisão dos encarregados
de educação, professora
titular e professor bibliotecá-
rio, que preparou especifi-
camente para o evento um
“Guião de actividade: o pai
que se tornou mãe”, história
que é parte integrante do
texto do autor.
No dia da prova, 12 de Fe-
vereiro, que teve lugar na
Biblioteca Municipal Almei-
da Garrett, que contou com
a presença de 15 escolas e
agrupamentos do concelho
do Porto, e depois de uma
manhã muito animada e
divertida, os vencedores
receberam, por ciclo, che-
ques-prenda.
conjunto de 20 cartazes que
contêm propostas de códigos
de conduta ambiental, realiza-
dos por crianças e jovens, alu-
nos de Eco-Escolas de todo o
país, que pretendem “exprimir
de forma visual as atitudes e
comportamentos que devem
ser interiorizados pela comuni-
dade escolar e por cada um de
nós de forma a termos estilos
de vida mais saudáveis e sus-
tentáveis.”
A mostra inclui um jogo de
Eco-Escolas é um programa
internacional da Foundation for
Environmental Education, de-
senvolvido em Portugal desde
1996 pela Associação Bandeira
Azul da Europa - ABAE.
A ONG disponibiliza um conjun-
to de exposições lúdico-
científicas para as escolas, que
são merecedoras de uma análi-
se atenta e cuidada pela comu-
nidade escolar.
A exposição de posteres Eco-
Código é constituída por um
observação “olhó-código”, o
qual visa a dinamização da
leitura e interpretação do conte-
údo dos cartazes baseado no
conhecimento geográfico dos
concelhos do país.
Por Abel Cruz
C O N C U R S O D E L E I T U R A : F A S E C O N C E L H I A
E C O - E S C O L A S : E D U C A Ç Ã O “ E C O - C Ó D I G O ”
C O N C U R S O D E L E I T U R A
reira.
Parabéns às nossas alunas
e a todos os outros partici-
pantes do Concurso de Lei-
tura da EbJD.
Por Abel Cruz
De entre os premiados, a
aluna Margarida Costa Fon-
te do Amaral,
estará integrada
na fase intermu-
nicipal, cuja data
está programada
para 22 de Abril
na biblioteca
Municipal de Vila Nova de
Gaia.
Nessa altura, a obra a con-
curso é “O morcego bibliote-
cário”, de Carmen Zita Fer-
estimular hábitos
de leitura, pôr à
prova
competências de
expressão escrita e
oral e incentivar a
associação estreita
entre práticas de
sala de aula e
práticas na
biblioteca ...
Página 2F O L H E A R
Após a leitura e compreen-
são do livro de Michael Ro-
sen, We’re Going On A Bear
Hunt, foram propostas duas
actividades diferentes às
turmas do 4.º Ano: o 4.º A
envolveu-
se no
projecto
“ C o n t a -
nos Uma
História/
O n c e
Upon A
T i m e ” ,
que esta-
rá a con-
curso em
formato
de vídeo digital, iniciativa do
ME, através da D-GE (página
ERTE); ao 4.º B foi pedido
que imaginassem uma capa
diferente para o livro, que,
de certa forma, desse a
entender algo sobre a narra-
tiva da história e que des-
pertasse o interesse e aten-
ção dos leitores.
Seguem-se alguns exem-
plos:
Por Susana Marinho e Abel Cruz
C O N T A - N O S U M A H I S T Ó R I A | O N C E U P O N A T I M E
O R I G I N A L I D A D E | C R I A T I V I D A D E | D I V E R S I D A D E
E V I D Ê N C I A D A P A R T I C I P A Ç Ã O D O S A L U N O S . . .
Promover a apropriação da
tecnologia digital no
desenvolvimento das
literacias, a utilização dos
recursos educativos e a
utilização da biblioteca
escolar;
Promover a leitura e a
criatividade;
Envolver os participantes no
conto ou reconto colaborativo
de histórias;
Desenvolver competências
linguísticas e o gosto pela
literatura infantil em língua
inglesa.
Página 3F O L H E A R
DE AVENTURA EM AVENTURA
Viver é uma aventura carregada
de magia.
Nem sempre a percebemos.
Nem sempre aceitamos.
Muitas vezes a questionamos.
É uma aventura diária e dinâmi-
ca.
O Falaroco (o nosso amigo
mágico)
desfia-nos a entrar em mais e
mais aventuras.
Hoje vamos poesia fazer.
Quando o ano está a começar
temos que muita coisa prepa-
rar.
CONHECER
Esta é a primeira aventura.
Quem vamos encontrar?
Será que de nós vai gostar?
Será que connosco vai querer
brincar?
O que teremos de aprender
para ajudar os meninos a cres-
cer?
Sim. Não são só as crianças
que crescem.
Todos nós crescemos.
E com eles muito aprendemos.
EXPLICAR
Saber bem explicar é uma arte.
É difícil a todos agradar.
Ora, há que primeiro conhecer
para depois saber que palavras
usar.
Explicar tem sabedoria
é preciso muita magia
para a todos sabermos chegar.
E o português
trabalhando
De uma forma
diferente
Mas muito
contagiante
Pois todos que-
rem vir partici-
par,
Os nossos trabalhos visualizar
AVALIAR
Para bem as sessões terminar
Precisamos de as avaliar
Para saber o que, na próxima,
Podemos melhorar.
De aventura em aventura
Vamos, pouco a pouco crescen-
do,
As regras aprendendo
E, até mesmo, experimentar.
Por Fátima Vaz
(docente CiiL)
A C Ç Ã O C I I L
“ D E A V E N T U R A E M A V E N T U R A L O N G E V A M O S C H E G A R ”
RESPEITAR
Saber pela nossa vez esperar,
Pôr o dedo no ar quando sabe-
mos ajudar,
Bem sentados saber estar.
Ouvir bem as instruções
Para no jogo não haver compli-
cações,
São formas de respeitar
Que temos que treinar.
BRINCAR
Queremos brincar,
Novos jogos aprender
Para o português
Bem saber aplicar
E a todos surpreender.
De aventura em aventura
Longe vamos chegar
E das palavras cada vez mais
gostar.
São tantas e tão bonitas
E com a magia que vamos usar
Logo as pomos, com alegria,
Para nós a trabalhar.
ACALMAR
Tanta magia e jogos trazem
alguma agitação.
Há que saber todos acalmar
para com serenidade podermos
jogar.
Reina a alegria, a emoção,
mas sempre com a calma
para podermos bem pensar
e à primeira acertar.
Viver é uma
aventura carregada
de magia...
E das palavras cada
vez mais gostar...
Página 4V O L U M E 2 , E D I Ç Ã O 1
A biblioteca escolar continua
a apostar na promoção do
livro e da leitura.
A sessão do conto para a
infância é uma estratégia
fundamental que proporcio-
na, à criança, um prazer
incontestável e um factor de
desenvolvimento cognitivo.
Através desta, a criança tem
a oportunidade de conhecer
-se a si própria e de desen-
volver a sua personalidade,
confrontando a realidade
com os vários contextos de
acção.
A sessão é também uma
forma de chamar leitores à
biblioteca, de prolongar o
momento de leitura e, ao
mesmo tempo, entreter as
crianças.
O momento junta a narração
oral e experimentação sono-
ra e termina com um atelier
de expressão artística.
Numa das histórias apresen-
tadas às crianças, com re-
curso ao teatro Kamishibai,
um dos protagonista do
conto encontra um gato na
selva e leva-o para casa.
Sem saber que nome atri-
buir ao felino, visita o sábio
da aldeia para o ajudar a
escolher...
Por Abel Cruz
tor de motivação, o "C(urtas)
inema..." ajuda a criar uma
atmosfera adequada para a
aprendizagem. Mantêm-se
as expectativais iniciais de:
▪ desenvolvimento de com-
petências de literacia para
o cinema junto dos alunos
e de divulgação de filmes;
▪ formação de públicos
escolares para o cinema,
garantindo-lhes os instru-
O ciclo "C(urtas)inema..."
integra o PAA da biblioteca
como suporte informativo
para reforçar conteúdos e
veículo de conhecimentos,
atitudes e valores.
A componente visual da
literacia fílmica pode poten-
ciar a compreensão da men-
sagem, devido à sua capaci-
dade de transmitir distintas
informações. Enquanto fac-
mentos básicos de leitura
e compreensão de obras
cinematográficas e audio-
visuais, despertando nas
crianças o prazer para o
hábito de ver cinema ao
longo da vida, bem como
a valorização do cinema
enquanto arte, junto da
comunidade escolar.
Por Abel Cruz
S E S S Ã O D O C O N T O
C ( U R T A S ) I N E M A E M T E M P O D O R E C R E I O
M O C H E À L E I T U R A
ra de leitura em contexto de
sala de aula e biblioteca.
Também aqui, a criança
explora actividades que
traduzem os processos cog-
nitivos em expressões céni-
cas e plásticas, procurando
consolidar o conhecimento,
alicerçado na leitura e
na escrita.
Recriar as palavras e voar
com elas, promover o prazer
de ler, através do reconto e
envolver a comunidade, eis
o que se pretende: aproxi-
mar a literatura/leitura das
artes e da Família.
A promoção da leitura infan-
to-juvenil nos seus diferen-
tes modos e usos: leitura
literária, informativa e funci-
onal, leitura orientada, re-
creativa e autónoma, e a
leitura digital (mediada por
dispositivos móveis), é um
predicado indispensável ao
êxito do projecto.
Por Abel Cruz
O moche à leitura continua
a incentivar a criança para o
hábito de ouvir ler e contar,
como estratégia de sucesso
e fulcral do projecto educati-
vo do agrupamento.
Voar com o moche, associa-
se à natureza do programa
aLer+2027 do PNL e (re)
valida a leitura como funda-
mental do sucesso escolar,
pessoal e profissional do
aluno, ao mesmo tempo que
procura aprofundar a cultu-
(re)validar a leitura
como fundamental
do sucesso escolar,
pessoal e
profissional do
aluno, e aprofundar
a cultura de leitura
em contexto de sala
de aula e biblioteca
Página 5V O L U M E 2 , E D I Ç Ã O 1
No passado mês de Feverei-
ro, as turmas do 4.º ano da
comemoraram o Dia dos
Afetos “St. Valentine’s Day”
de uma forma bem docinha.
Confeccionaram bolinhas de
chocolate para oferecerem
aos seus familiares e tam-
bém tiveram oportunidade
de as degustar na sala de
aula.
E não é
que fica-
ram deli-
ciosas?!
Construí-
ram também umas caixi-
nhas em forma de coração e
na aula de Inglês, em articu-
lação com a docente Susa-
na Marinho, escreveram
uma linda mensagem para
agradecer à família todo o
amor, carinho e protecção
que recebem diariamente.
Foi ainda proporcionado um
momento de reflexão sobre
os afectos e a amizade,
através de um diálogo inte-
ractivo, a partir do qual se
concluiu que "A VIDA COM
AMIGOS É MAIS COLORIDA".
Por Liliana Pacheco;
Magda Santos e Susana Marinho
A escassez de água é um
problema de extrema gravi-
dade à escala global, tal
como tem sido demonstrado
pelas alterações climáticas
do planeta. Sem água não
há vida. É importante, por
isso, reflectir. E o humor
subtil dos artistas contribui
para novas abordagens
sobre a importância de um
bem tão essencial à vida.
Por Abel Cruz
D I A D O S A F E C T O S “ S T . V A L E N T I N E ’ S D A Y ”
Á G U A V I V A : T E R R A V I V A | L I V I N G W A T E R : L I V I N G
E A R T H
E X P O S I Ç Ã O :
Indonésia, Itália, México,
Moçambique, Polónia, Por-
tugal, Turquia e Ucrânia são
alguns dos países represen-
tados.
Os desenhos reflectem um
assunto de extrema impor-
tância e grande actualidade
para a sociedade contempo-
rânea, que implica reflexão
e intervenção.
A exposição “Água Viva:
Terra Viva | Living Water:
Living Earth”, gentilmente
cedida pelo Museu Nacional
da Imprensa, expõe o me-
lhor do humor sobre a água,
permitindo sensibilizar a
comunidade escolar para a
importância do tema.
A mostra integra cerca de
20 cartoons de diferentes
países: Alemanha, Argenti-
na, Áustria, Bélgica, Brasil,
Canadá, Coreia do Sul, Escó-
cia, Espanha, EUA, França,
Os desenhos
reflectem um
assunto de extrema
importância e
grande actualidade
para a sociedade
contemporânea,
que implica reflexão
e intervenção
Página 6V O L U M E 2 , E D I Ç Ã O 1
Abrir e folhear um livro é
descobrir um novo amigo
para a vida, um mundo de
encontros, onde tudo é pos-
sível — dentro dele há histó-
ria, conhecimento, aventura,
fantasia, emoção.
A leitura é um pilar determi-
nante do desenvolvimento
pessoal e cognitivo do alu-
no. O passa.porte da leitura
pretende incentivar o prazer
de ler, colocar o aluno na
rota do livro (e concluir a
viagem, cujo destino é che-
gar a casa), (re)descobrir o
hábito da leitura parental e
assim:
▪ formar de públicos leito-
res;
▪ criar e desenvolver hábi-
tos de leitura nos alunos e
comunidade escolar;
▪ promover o livro, a leitura,
a escrita, a interpretação,
a ortografia e a ilustração;
▪ aferir e acompanhar o
desenvolvimento da leitu-
ra, escrita e interpretação;
▪ celebrar a leitura em voz
alta;
▪ incentivar a leitura dentro
e fora da escola, de forma
a inspirar o aluno a tornar-
se leitor fluent;
▪ promover encontros com
os livros, com as histó-
rias e com os autores.
É para reforçar a competên-
cia da leitura, escrita, inter-
pretação, ortografia e ilus-
tração, que o passa.porte foi
implementado.
O movimento do emprésti-
mo domiciliário registou, de
acordo com a leitura do
gráfico, entre
os meses de
Janeiro e
Março de
2020, um
total de
1041 livros
em circulação.
Por Abel Cruz
P A S S A . P O R T E D A L E I T U R A : N A R O T A D O L I V R O
M O V I M E N T O D E L E I T U R A . . .
“ E S T R E I T A R O L A Ç O F A M I L I A R … ”
A família pode e deve aju-
dar.
As orientações do “Já Sei
Ler: escolas 2020” diz-nos
que as crianças que lêem,
ouvem ler e conversam so-
bre os livros:
▪ adquirem maior vocabulá-
rio;
▪ desenvolvem a leitura
mais depressa;
▪ gostam mais de livros;
▪ têm mais sucesso escolar.
O projecto visa continuar a
estreitar o laço familiar; uma
ligação que ajuda muito o
processo de alfabetização. É
fundamental que EE/pais e
restante família estimulem
as crianças para a leitura,
leiam com eles e para eles,
de maneira a incutir-lhes o
gosto, os hábitos e as com-
petências leitoras.
É também uma oportunida-
de para viajar pelo mundo
da imaginação de cada um
dos contos.
...continuar a
estreitar o laço
familiar; uma
ligação que ajuda
muito o processo
de alfabetização.
Página 7V O L U M E 2 , E D I Ç Ã O 1
BIBLIOTECA ESCOLAR JOÃO DE DEUS
Rua João de Deus - 399
4100-461 Porto
Telef: 226098182
correio electrónico:
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Folhear 2

  • 1.
    Atendendo à emergência desaúde pública de âmbi- to internacional, declarada pela Organização Mundial de Saúde, no dia 30 de janeiro de 2020, bem co- mo à classificação do vírus como uma pandemia, no dia 11 de março de 2020, o Governo, através do Decreto-Lei n.º 10- A/2020, de 13 de março, aprovou um conjunto de medidas excepcionais e temporárias relativas à situação epidemiológica da doença COVID-19, entre as quais a suspensão das actividades lectivas e não lectivas presenciais, que impediu a conclusão dos resultados. A biblioteca escolar tem vindo a promover conteú- dos e actividades de natu- reza teórico-prática em infoliteracia como uma estratégia agregadora dos vários tipos de intervenção junto da comunidade esco- lar. São iniciativas que visam dar a conhecer a forma como o processo de infoli- teracia intervém, atua e contribui para a transfor- mação dos alunos em ter- mos de competências, conhecimentos e compor- tamentos no que toca à informação como recurso de valor que usam nas suas actividades curricula- res ao longo do seu percur- so e como contribuem pa- ra a melhoria das suas aprendizagens. São de destacar neste processo: ▪ serviços de apoio; ▪ formação regular em Be; ▪ formação à medida; ▪ capacidades de traba- lho prático. O processo de observação da infoliteracia foi, em par- te, medido com recurso a uma análise SWOT, fazen- do-se referência aos meca- nismos de avaliação imple- mentados, incluindo a defi- nição de indicadores de processo e de indicadores de resultado, de natureza quantitativa e qualitativa. I N F O L I T E R A C I A I N F O L I T E R A C I A Ainda assim, um balanço parcial apresenta algumas dificul- dades e s u c e s - sos ine- r e n t e s ao pro- c e s s o , s e n d o de refe- rir como desenvolvimento positivo a autonomia dos alunos em Be e a capaci- dade de trabalho prático que revelaram ao nível da formação de utilizadores. Por Abel Cruz BEJD J A N . - M A R . 2 0 2 0 V O L U M E 2 , E D I Ç Ã O 1 F O L H E A R N E S T A E D I Ç Ã O : I N F O L I T E R A - C I A 1 C O N C U R S O D E L E I T U R A 2 C O N T A - N O S U M A H I S T Ó - R I A 3 A C Ç Ã O C I I L 4 M O C H E À L E I - T U R A 5 D I A D O S A F E C T O S 5 Á G U A V I V A : T E R R A V I V A . . . 6 F O L H E A R . . . O novo número da NewsLetter "Folhear" conta com conteúdos pluridisciplinares e um design que se mantém inalterado. Este número abre com um peque- no texto em infoliteracia e junta contributos que exploram a importância da leitura e do acto de Ler; a componente visual da literacia fílmica; os afectos; o trabalho de intervenção com base científica dirigido às crianças com dificuldades na aprendizagem da leitura, etc. O boletim digital divulga e reforça, portanto, o trabalho da comunida- de escolar, reunindo um conjunto de informações úteis da prática educativa. Por Abel Cruz
  • 2.
    Após dezoito sessõesde leitura que pretendeu esti- mular hábitos de leitura, pôr à prova competências de expressão escrita e oral e incentivar a associação estreita entre práticas de sala de aula e práticas na Be, o júri da prova seleccio- nou as candidatas Margari- da Costa Fonte do Amaral e Teresa Chaves Barny Mon- teiro, que representarão a Escola Básica João de Deus na final concelhia da 14.ª Edição do Concurso Nacio- nal de Leitura (CNL). A obra de leitura que esteve a concurso para o 1.º Ciclo foi o texto de José Eduardo Agualusa “Estranhões & Bizarrocos”, conto que as meninas da escola estuda- ram com toda a atenção, rigor e empenho, sob a su- pervisão dos encarregados de educação, professora titular e professor bibliotecá- rio, que preparou especifi- camente para o evento um “Guião de actividade: o pai que se tornou mãe”, história que é parte integrante do texto do autor. No dia da prova, 12 de Fe- vereiro, que teve lugar na Biblioteca Municipal Almei- da Garrett, que contou com a presença de 15 escolas e agrupamentos do concelho do Porto, e depois de uma manhã muito animada e divertida, os vencedores receberam, por ciclo, che- ques-prenda. conjunto de 20 cartazes que contêm propostas de códigos de conduta ambiental, realiza- dos por crianças e jovens, alu- nos de Eco-Escolas de todo o país, que pretendem “exprimir de forma visual as atitudes e comportamentos que devem ser interiorizados pela comuni- dade escolar e por cada um de nós de forma a termos estilos de vida mais saudáveis e sus- tentáveis.” A mostra inclui um jogo de Eco-Escolas é um programa internacional da Foundation for Environmental Education, de- senvolvido em Portugal desde 1996 pela Associação Bandeira Azul da Europa - ABAE. A ONG disponibiliza um conjun- to de exposições lúdico- científicas para as escolas, que são merecedoras de uma análi- se atenta e cuidada pela comu- nidade escolar. A exposição de posteres Eco- Código é constituída por um observação “olhó-código”, o qual visa a dinamização da leitura e interpretação do conte- údo dos cartazes baseado no conhecimento geográfico dos concelhos do país. Por Abel Cruz C O N C U R S O D E L E I T U R A : F A S E C O N C E L H I A E C O - E S C O L A S : E D U C A Ç Ã O “ E C O - C Ó D I G O ” C O N C U R S O D E L E I T U R A reira. Parabéns às nossas alunas e a todos os outros partici- pantes do Concurso de Lei- tura da EbJD. Por Abel Cruz De entre os premiados, a aluna Margarida Costa Fon- te do Amaral, estará integrada na fase intermu- nicipal, cuja data está programada para 22 de Abril na biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia. Nessa altura, a obra a con- curso é “O morcego bibliote- cário”, de Carmen Zita Fer- estimular hábitos de leitura, pôr à prova competências de expressão escrita e oral e incentivar a associação estreita entre práticas de sala de aula e práticas na biblioteca ... Página 2F O L H E A R
  • 3.
    Após a leiturae compreen- são do livro de Michael Ro- sen, We’re Going On A Bear Hunt, foram propostas duas actividades diferentes às turmas do 4.º Ano: o 4.º A envolveu- se no projecto “ C o n t a - nos Uma História/ O n c e Upon A T i m e ” , que esta- rá a con- curso em formato de vídeo digital, iniciativa do ME, através da D-GE (página ERTE); ao 4.º B foi pedido que imaginassem uma capa diferente para o livro, que, de certa forma, desse a entender algo sobre a narra- tiva da história e que des- pertasse o interesse e aten- ção dos leitores. Seguem-se alguns exem- plos: Por Susana Marinho e Abel Cruz C O N T A - N O S U M A H I S T Ó R I A | O N C E U P O N A T I M E O R I G I N A L I D A D E | C R I A T I V I D A D E | D I V E R S I D A D E E V I D Ê N C I A D A P A R T I C I P A Ç Ã O D O S A L U N O S . . . Promover a apropriação da tecnologia digital no desenvolvimento das literacias, a utilização dos recursos educativos e a utilização da biblioteca escolar; Promover a leitura e a criatividade; Envolver os participantes no conto ou reconto colaborativo de histórias; Desenvolver competências linguísticas e o gosto pela literatura infantil em língua inglesa. Página 3F O L H E A R
  • 4.
    DE AVENTURA EMAVENTURA Viver é uma aventura carregada de magia. Nem sempre a percebemos. Nem sempre aceitamos. Muitas vezes a questionamos. É uma aventura diária e dinâmi- ca. O Falaroco (o nosso amigo mágico) desfia-nos a entrar em mais e mais aventuras. Hoje vamos poesia fazer. Quando o ano está a começar temos que muita coisa prepa- rar. CONHECER Esta é a primeira aventura. Quem vamos encontrar? Será que de nós vai gostar? Será que connosco vai querer brincar? O que teremos de aprender para ajudar os meninos a cres- cer? Sim. Não são só as crianças que crescem. Todos nós crescemos. E com eles muito aprendemos. EXPLICAR Saber bem explicar é uma arte. É difícil a todos agradar. Ora, há que primeiro conhecer para depois saber que palavras usar. Explicar tem sabedoria é preciso muita magia para a todos sabermos chegar. E o português trabalhando De uma forma diferente Mas muito contagiante Pois todos que- rem vir partici- par, Os nossos trabalhos visualizar AVALIAR Para bem as sessões terminar Precisamos de as avaliar Para saber o que, na próxima, Podemos melhorar. De aventura em aventura Vamos, pouco a pouco crescen- do, As regras aprendendo E, até mesmo, experimentar. Por Fátima Vaz (docente CiiL) A C Ç Ã O C I I L “ D E A V E N T U R A E M A V E N T U R A L O N G E V A M O S C H E G A R ” RESPEITAR Saber pela nossa vez esperar, Pôr o dedo no ar quando sabe- mos ajudar, Bem sentados saber estar. Ouvir bem as instruções Para no jogo não haver compli- cações, São formas de respeitar Que temos que treinar. BRINCAR Queremos brincar, Novos jogos aprender Para o português Bem saber aplicar E a todos surpreender. De aventura em aventura Longe vamos chegar E das palavras cada vez mais gostar. São tantas e tão bonitas E com a magia que vamos usar Logo as pomos, com alegria, Para nós a trabalhar. ACALMAR Tanta magia e jogos trazem alguma agitação. Há que saber todos acalmar para com serenidade podermos jogar. Reina a alegria, a emoção, mas sempre com a calma para podermos bem pensar e à primeira acertar. Viver é uma aventura carregada de magia... E das palavras cada vez mais gostar... Página 4V O L U M E 2 , E D I Ç Ã O 1
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    A biblioteca escolarcontinua a apostar na promoção do livro e da leitura. A sessão do conto para a infância é uma estratégia fundamental que proporcio- na, à criança, um prazer incontestável e um factor de desenvolvimento cognitivo. Através desta, a criança tem a oportunidade de conhecer -se a si própria e de desen- volver a sua personalidade, confrontando a realidade com os vários contextos de acção. A sessão é também uma forma de chamar leitores à biblioteca, de prolongar o momento de leitura e, ao mesmo tempo, entreter as crianças. O momento junta a narração oral e experimentação sono- ra e termina com um atelier de expressão artística. Numa das histórias apresen- tadas às crianças, com re- curso ao teatro Kamishibai, um dos protagonista do conto encontra um gato na selva e leva-o para casa. Sem saber que nome atri- buir ao felino, visita o sábio da aldeia para o ajudar a escolher... Por Abel Cruz tor de motivação, o "C(urtas) inema..." ajuda a criar uma atmosfera adequada para a aprendizagem. Mantêm-se as expectativais iniciais de: ▪ desenvolvimento de com- petências de literacia para o cinema junto dos alunos e de divulgação de filmes; ▪ formação de públicos escolares para o cinema, garantindo-lhes os instru- O ciclo "C(urtas)inema..." integra o PAA da biblioteca como suporte informativo para reforçar conteúdos e veículo de conhecimentos, atitudes e valores. A componente visual da literacia fílmica pode poten- ciar a compreensão da men- sagem, devido à sua capaci- dade de transmitir distintas informações. Enquanto fac- mentos básicos de leitura e compreensão de obras cinematográficas e audio- visuais, despertando nas crianças o prazer para o hábito de ver cinema ao longo da vida, bem como a valorização do cinema enquanto arte, junto da comunidade escolar. Por Abel Cruz S E S S Ã O D O C O N T O C ( U R T A S ) I N E M A E M T E M P O D O R E C R E I O M O C H E À L E I T U R A ra de leitura em contexto de sala de aula e biblioteca. Também aqui, a criança explora actividades que traduzem os processos cog- nitivos em expressões céni- cas e plásticas, procurando consolidar o conhecimento, alicerçado na leitura e na escrita. Recriar as palavras e voar com elas, promover o prazer de ler, através do reconto e envolver a comunidade, eis o que se pretende: aproxi- mar a literatura/leitura das artes e da Família. A promoção da leitura infan- to-juvenil nos seus diferen- tes modos e usos: leitura literária, informativa e funci- onal, leitura orientada, re- creativa e autónoma, e a leitura digital (mediada por dispositivos móveis), é um predicado indispensável ao êxito do projecto. Por Abel Cruz O moche à leitura continua a incentivar a criança para o hábito de ouvir ler e contar, como estratégia de sucesso e fulcral do projecto educati- vo do agrupamento. Voar com o moche, associa- se à natureza do programa aLer+2027 do PNL e (re) valida a leitura como funda- mental do sucesso escolar, pessoal e profissional do aluno, ao mesmo tempo que procura aprofundar a cultu- (re)validar a leitura como fundamental do sucesso escolar, pessoal e profissional do aluno, e aprofundar a cultura de leitura em contexto de sala de aula e biblioteca Página 5V O L U M E 2 , E D I Ç Ã O 1
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    No passado mêsde Feverei- ro, as turmas do 4.º ano da comemoraram o Dia dos Afetos “St. Valentine’s Day” de uma forma bem docinha. Confeccionaram bolinhas de chocolate para oferecerem aos seus familiares e tam- bém tiveram oportunidade de as degustar na sala de aula. E não é que fica- ram deli- ciosas?! Construí- ram também umas caixi- nhas em forma de coração e na aula de Inglês, em articu- lação com a docente Susa- na Marinho, escreveram uma linda mensagem para agradecer à família todo o amor, carinho e protecção que recebem diariamente. Foi ainda proporcionado um momento de reflexão sobre os afectos e a amizade, através de um diálogo inte- ractivo, a partir do qual se concluiu que "A VIDA COM AMIGOS É MAIS COLORIDA". Por Liliana Pacheco; Magda Santos e Susana Marinho A escassez de água é um problema de extrema gravi- dade à escala global, tal como tem sido demonstrado pelas alterações climáticas do planeta. Sem água não há vida. É importante, por isso, reflectir. E o humor subtil dos artistas contribui para novas abordagens sobre a importância de um bem tão essencial à vida. Por Abel Cruz D I A D O S A F E C T O S “ S T . V A L E N T I N E ’ S D A Y ” Á G U A V I V A : T E R R A V I V A | L I V I N G W A T E R : L I V I N G E A R T H E X P O S I Ç Ã O : Indonésia, Itália, México, Moçambique, Polónia, Por- tugal, Turquia e Ucrânia são alguns dos países represen- tados. Os desenhos reflectem um assunto de extrema impor- tância e grande actualidade para a sociedade contempo- rânea, que implica reflexão e intervenção. A exposição “Água Viva: Terra Viva | Living Water: Living Earth”, gentilmente cedida pelo Museu Nacional da Imprensa, expõe o me- lhor do humor sobre a água, permitindo sensibilizar a comunidade escolar para a importância do tema. A mostra integra cerca de 20 cartoons de diferentes países: Alemanha, Argenti- na, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Escó- cia, Espanha, EUA, França, Os desenhos reflectem um assunto de extrema importância e grande actualidade para a sociedade contemporânea, que implica reflexão e intervenção Página 6V O L U M E 2 , E D I Ç Ã O 1
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    Abrir e folhearum livro é descobrir um novo amigo para a vida, um mundo de encontros, onde tudo é pos- sível — dentro dele há histó- ria, conhecimento, aventura, fantasia, emoção. A leitura é um pilar determi- nante do desenvolvimento pessoal e cognitivo do alu- no. O passa.porte da leitura pretende incentivar o prazer de ler, colocar o aluno na rota do livro (e concluir a viagem, cujo destino é che- gar a casa), (re)descobrir o hábito da leitura parental e assim: ▪ formar de públicos leito- res; ▪ criar e desenvolver hábi- tos de leitura nos alunos e comunidade escolar; ▪ promover o livro, a leitura, a escrita, a interpretação, a ortografia e a ilustração; ▪ aferir e acompanhar o desenvolvimento da leitu- ra, escrita e interpretação; ▪ celebrar a leitura em voz alta; ▪ incentivar a leitura dentro e fora da escola, de forma a inspirar o aluno a tornar- se leitor fluent; ▪ promover encontros com os livros, com as histó- rias e com os autores. É para reforçar a competên- cia da leitura, escrita, inter- pretação, ortografia e ilus- tração, que o passa.porte foi implementado. O movimento do emprésti- mo domiciliário registou, de acordo com a leitura do gráfico, entre os meses de Janeiro e Março de 2020, um total de 1041 livros em circulação. Por Abel Cruz P A S S A . P O R T E D A L E I T U R A : N A R O T A D O L I V R O M O V I M E N T O D E L E I T U R A . . . “ E S T R E I T A R O L A Ç O F A M I L I A R … ” A família pode e deve aju- dar. As orientações do “Já Sei Ler: escolas 2020” diz-nos que as crianças que lêem, ouvem ler e conversam so- bre os livros: ▪ adquirem maior vocabulá- rio; ▪ desenvolvem a leitura mais depressa; ▪ gostam mais de livros; ▪ têm mais sucesso escolar. O projecto visa continuar a estreitar o laço familiar; uma ligação que ajuda muito o processo de alfabetização. É fundamental que EE/pais e restante família estimulem as crianças para a leitura, leiam com eles e para eles, de maneira a incutir-lhes o gosto, os hábitos e as com- petências leitoras. É também uma oportunida- de para viajar pelo mundo da imaginação de cada um dos contos. ...continuar a estreitar o laço familiar; uma ligação que ajuda muito o processo de alfabetização. Página 7V O L U M E 2 , E D I Ç Ã O 1 BIBLIOTECA ESCOLAR JOÃO DE DEUS Rua João de Deus - 399 4100-461 Porto Telef: 226098182 correio electrónico: abelcruz@clararesende.pt rede social: facebook.com/bejd.folhear