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DeClara
Jornal do Agrupamento Escolas Clara de Resende
DeClara
nº51
Fevereiro
2022
Capa: João Malheiro, nº11, 7.ºB
Projeto Composição bidimensional em tapeçaria de papel e alusivo ao S. Valentim.
Disciplina Oficina de Artes, professora Maria Cristina Silva
Aniversário
5
2
3.º CICLO PÁG. 94
DIGULGAÇÃO DE CLUBES PÁG. 59
BIBLIOTECA ESCOLAR PÁG. 10
EDITORIAL PÁG. 2
PLANO 21|23 ESCOLA+ PÁG. 12
Editorial
ENSINO SECUNDÁRIO PÁG. 106
Isabel Pereira
https://erte.dge.mec.pt/cic-clubes
PROJETO ECO-ESCOLAS PÁG. 117
1.º CICLO EB JOÃO DE DEUS PÁG. 74
Agrupamento de Escolas
Clara de Resende
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
2.º CICLO – TIC - DIA OS AFETOS PÁG. 84
DIA DA INTERNET MAIS SEGURA PÁG. 87
SERVIÇO PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO PÁG. 3
ATIVIDADES CLUBE CIÊNCIAS PÁG. 61
Comemoramos no mês de fevereiro o quinto
aniversário do Jornal do Agrupamento, com a
publicação da 51.ª edição do DeClara.
Este projeto nasceu da parceria da Biblioteca
Escolar com a Associação de Pais e com a
Associação de Estudantes da Escola, em
fevereiro de 2017. Entretanto, porque tudo na
vida e na escola é dinâmico, as equipas mudam,
a disponibilidade e os objetivos dos diferentes
grupos também, saem uns, entram outros, e
ficou a “Biblioteca Escolar” com o privilégio de,
mensalmente, dar continuidade à elaboração do
Jornal, contando, para isso, com a excelente
colaboração de toda a comunidade escolar.
Este mês deu-se especial importância à gestão
do relacionamento professor-aluno na sala de
aula, acesso ao ensino superior, afetos, amor,
empatia, Filosofia Ubuntu, segurança na
internet, propostas de leitura e escrita, desafios,
Planos 21|23 Escola +, entre outros projetos
igualmente importantes.
Um agrupamento onde se trabalha muito e a
Empatia tem de estar na ordem do dia!
Mais importante do que a teoria é a prática
diária das muitas ações que estão ao nosso
alcance e que, certamente, permitirão uma
convivência mais saudável, alegre, pacífica entre
todos, uma escola mais feliz e promotora de PAZ!
Continuação de bom trabalho e até breve!
EMPATIA E SOLIDARIEDADE PÁG. 118
3
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Serviço de Psicologia e Orientação #1: Ação de Formação
Ação de Formação
“Gestão do Relacionamento Professor-Aluno na sala de aula”
Nos dias 19 de Janeiro e 02 de Fevereiro, o Serviço de Psicologia e Orientação
(SPO) dinamizou à distância uma curta formação (3 horas) para professores do 2º; 3 ciclo e
ensino secundário com o título “Gestão do Relacionamento Professor-Aluno na sala de
aula”.
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Diogo Lima
(Psicólogo – Escola Clara de Resende)
Tendo em conta que a sociedade em que vivemos está cada vez mais violenta e
conflituosa, abordar o tema do relacionamento entre professor e aluno no dia a dia da sala de
aula torna-se fundamental como forma de prevenir o surgimento de situações de indisciplina e
violência.
Na primeira sessão procurou-se sensibilizar os docentes para a importância da
qualidade do relacionamento entre professores-alunos na gestão dos conflitos, sublinhando
que estes são inerentes à natureza humana, existindo sempre aspetos positivos que devem ser
potencializados.
Na segunda sessão percebeu-se o papel do feedback na construção dessa relação de
qualidade, apresentando-se e discutindo-se casos práticos
Este evento contou com a participação ativa e interessada por parte de todos os
professores presentes, pois “aprender, reciclar e partilhar conhecimentos e experiências nunca
ocupou lugar!”
Serviço de Psicologia e Orientação #1: Ação de Formação
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Serviço de Psicologia e Orientação #2: Acesso Ensino Superior
ACESSO AO ENSINO SUPERIOR
No dia 03 de Fevereiro, o Serviço de Psicologia e Orientação (SPO) em parceria com a
Inspiring Future organizaram para todas as turmas do 12º ano de escolaridade uma manhã
dedicada ao acesso ao Ensino Superior.
Num primeiro momento os alunos participaram numa sessão de informação acerca
do processo de candidatura ao Ensino Superior (as fases; os documentos e as datas mais
importantes) e num segundo momento tiveram a oportunidade de visitar uma Feira de ofertas
formativas e educativas que se realizou num dos espaços exteriores da nossa escola!
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Primeiro momento
Sessão de informação acerca do processo de candidatura ao Ensino Superior
Serviço de Psicologia e Orientação #2: Acesso Ensino Superior
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Segundo momento
Feira de ofertas formativas e educativas num dos espaços exteriores da nossa escola
Serviço de Psicologia e Orientação #2: Acesso Ensino Superior
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Serviço de Psicologia e Orientação #2: Acesso Ensino Superior
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Essa feira teve a presença de várias entidades públicas e privadas do ensino superior
em Portugal. Através de folhetos e perguntas colocadas diretamente aos representantes de
cada instituição, os alunos procuraram ver esclarecidas as suas dúvidas e solicitar informações
que os pudessem auxiliar na definição do seu projeto académico!
Este evento revelou uma grande interação entre os alunos e os dinamizadores, em
que a participação e a vontade de obterem informações e esclarecimentos foi uma constante
durante esta manhã!
Diogo Lima
(Psicólogo – Escola Clara de Resende)
Serviço de Psicologia e Orientação #2: Acesso Ensino Superior
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Serviço de Psicologia e Orientação #3: A Voz dos alunos
Assembleia de delegados e subdelegados do 2° Ciclo
No dia 8 de fevereiro, às 11h15min, decorreu a assembleia de delegados e
subdelegados de turma do 2º ciclo, na biblioteca da escola
Esta reunião foi dinamizada pela Dra. Marta Alves, Psicóloga do Serviço de Psicologia
e Orientação da Escola, com a colaboração da Coordenadora de Projetos Educativos e da
Cidadania e Desenvolvimento e a Coordenadora dos Diretores de Turma do Ensino Básico.
Esta ação teve como principal objetivo apoiar os alunos na reflexão sobre o papel e
importância do Delegado e Subdelegado na vida da escola.
Nessa reunião, os alunos fizeram grupos de trabalho, com três elementos cada e
elegeram o porta-voz de cada grupo. Foi também eleito o aluno Tomás Baldaque, da turma 6.º
A, como porta-voz da assembleia.
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Cada grupo discutiu vários temas e, numa folha, escreveu o que poderiam melhorar
na vida da escola!
No final, o porta-voz de cada grupo foi para o centro da sala e partilhou com a
restante assembleia as suas ideias.
Houve alunos que discordaram e outros que concordaram com as diversas sugestões,
mas evidentemente chegou-se a um consenso!
O que ficou decidido na respetiva reunião foi:
- melhorar a higiene sanitária;
- criar mais opções de lazer;
- melhorar a comida na cantina;
- aumentar a diversidade de produtos no bar;
- aumentar a área de relvado;
- repor as balizas;
- apostar mais no tema da reciclagem.
A Direção da Escola irá deliberar e tomará uma decisão sobre a melhor maneira de
implementar estas medidas, de forma a melhorar a vida da escola.
Maria Carolina da Costa Cunha, 6.ºA
Tomás Baldaque Ferreira, 6.ºA
Serviço de Psicologia e Orientação #3: A Voz dos alunos
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Plano 21|23 Escola+ Escola a Ler
A ação «Escola a ler», da responsabilidade da Rede de Bibliotecas Escolares, do Plano Nacional de
Leitura 2027 e da Direção-Geral de Educação, resulta da agregação de todas as propostas
respeitantes à ação Escola a ler, integrada no Plano Escola + 21|23.
Visa trabalhar a leitura de forma sistemática, estruturada e diversificada e constituir uma rede
colaborativa de trabalho e partilha, no âmbito desta medida.
Público-alvo
Todos os Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas (doravante escolas) do subsistema
público, são convidados a inscrever-se nesta ação, selecionando as atividades que pretendem
implementar.
Atividades
1. As atividades a implementar são as que constam do Plano Escola+ 21|23, a saber:
a) Leitura orientada
Realização de atividades que proporcionem o contacto dos alunos com livros que os motivem e
estimulem a prática regular e continuada da leitura e da escrita: uma hora por dia no primeiro
ciclo do ensino básico e uma hora por semana no segundo ciclo do ensino básico.
b) Projeto Pessoal de Leitura
Desenvolvimento de projetos individuais de leitura que explicitem objetivos de leitura e
impliquem o contacto com temas comuns em obras, em géneros e em manifestações artísticas
diferentes (obras escolhidas em contrato de leitura com o(a) professor(a)). Continua…
13
c) Tempo para ler e pensar!
Leitura e exploração de livros, jornais, revistas e/ ou outros materiais de leitura na biblioteca
escolar em articulação com docentes de diferentes áreas curriculares, com periodicidade e
tempo estipulados (desejavelmente mensal, em cada turma).
d) Vou levar-te comigo!
Dinamização periódica de sessões de requisição domiciliária na biblioteca escolar, em articulação
com os docentes da turma e com recurso a estratégias motivadoras.
e) Livr’ à mão
Leitura silenciosa de um livro que o aluno traz sempre consigo.
A atividade e respetiva seleção de livros é organizada pela biblioteca e desenvolve-se de forma
articulada com o professor titular de turma/ professor de português/ diretor de turma, podendo
aderir qualquer docente do conselho de turma.
f) Equipas de leitura
Seleção de alunos com bom desempenho leitor, disponíveis para prestarem apoio aos alunos/
colegas na dinamização de sessões regulares de leitura.
Orientação das sessões e preparação das atividades de leitura pelo professor bibliotecário e/ou
outros docentes.
2. De entre as seis atividades propostas, o nosso Agrupamento selecionou quatro, que
considerou adequarem-se ao seu contexto, a saber:
a) Leitura orientada
b) Projeto Pessoal de Leitura
c) Tempo para ler e pensar!
d) Vou levar-te comigo!
A trabalhar até 31 de julho de 2023.
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Plano 21|23 Escola+ Escola a Ler
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O programa faz parte do Plano 21|23 Escola + e no âmbito deste plano encontra-se
previsto o desenvolvimento da Ação Específica 1.6.2 - Programa para competências sociais e
emocionais (como o autoconhecimento, autoconfiança, resiliência, empatia e sentido de
serviço) concorrendo para o objetivo global de promoção de medidas diferenciadas dirigidas à
promoção do sucesso escolar e combate às desigualdades através da educação, procurando
dar resposta às necessidades de recuperação de aprendizagens e garantir que ninguém fica para
trás.
Decorrente deste enquadramento a Direção Geral da Educação pretende desenvolver, em
parceria com o Instituto Padre António Vieira, nos anos letivos 2021-2022 e 2022-2023 o
Programa Escolas Ubuntu.
Em parceria com a Direção-Geral da Educação, o projeto tem capacitado centenas de
educadores para o trabalho em contexto escolar através do Método Ubuntu.
O modelo de intervenção passa por diferentes fases de apropriação da metodologia.
DGE / IPAV – Academia de Escolas Ubuntu
Decorrida a formação teórica e prática para a equipa da Escola Clara de Resende envolvida
na dinâmica, foi dinamizada de 21 a 25 de fevereiro de 2022 a Semana Ubuntu com os alunos
da turma 10.º F, contando com a presença e apoio da Formadora Marta Rodrigues do IPAV.
Está lançada a semente! O próximo passo é verificar o impacto da ação na turma, na
comunidade… e a criação do Clube Ubuntu da Escola Clara de Resende!
UBUNTU 🖐 Eu sou porque tu és!
https://www.dge.mec.pt/noticias/encontros-programa-escolas-ubuntu
https://www.academialideresubuntu.org/pt/escolas-ubuntu
Isabel Pereira
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Plano 21|23 Escola+ Programa Escolas Ubuntu
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A BE apoia a Leitura Orientada em Sala de Aula
Plano 21|23 Escola+
https://pnl2027.gov.pt/np4/file/3074/LeituraOrientadaemSaladeAula.pdf
A leitura é fundamental para o sucesso dos alunos pela sua transversalidade e pela
forma como influencia as aprendizagens em todas as áreas curriculares. O sucesso neste
domínio está diretamente relacionado com a frequência de contactos com livros e com práticas
de leitura, pelo que o tempo dedicado à leitura condiciona de forma decisiva os progressos na
compreensão, cabendo à escola um papel relevante no ensino da leitura e na promoção do
gosto de ler.
No âmbito do Plano 21|23 Escola+, que visa a recuperação das aprendizagens,
procurando garantir que ninguém fica para trás, o PNL2027 disponibiliza propostas de trabalho
integradas na ação Escola a Ler: para os 1.º e 2.º ciclos, Leitura Orientada na Sala de Aula e,
para o 3.º ciclo, Contratos de Leitura.
O PNL2027 propõe que os docentes do ensino básico reforcem as atividades em
torno do livro e, nesse sentido, apresenta um conjunto de orientações organizadas em oito
áreas:
https://www.leituraorientada.pnl2027.gov.pt/orienta%C3%A7%C3%B5es
Isabel Pereira
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Plano 21|23 Escola+ Biblioteca Escolar
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O Jornal da Agrupamento de Escolas Clara de Resende, o DeClara, é um projeto de
promoção da leitura, de caráter mensal e pretende colocar toda a comunidade escolar a ler e
escrever, de modo formativo, informativo e recreativo. Dar a conhecer tudo o que se faz na
escola, presencial ou digitalmente, e dar voz a todos aqueles que querem partilhar algo com a
comunidade educativa… Pretende constituir-se como um instrumento de educação para a
cidadania, de promoção do espírito crítico e de integração dos diferentes saberes, com recurso
às diferentes tecnologias da informação e comunicação, a um nível transversal.
Este projeto dirige-se e envolve alunos do 1.º ao 12.º ano, professores, funcionários,
pais/encarregados de educação e Comunidade educativa em geral. É gratuito, enviado
digitalmente por email para toda a comunidade escolar e fica disponível no blogue das
Bibliotecas do Agrupamento Clara de Resende.
http://bibliotecaescolarclararesende.blogspot.pt/
As notícias para publicação podem ser enviadas para o email:
isabelpereira@clararesende.pt
Com a vossa colaboração e participação, o Jornal será "mais nosso" e sairá muito mais
enriquecido!
DeClara - A Escrever, a Ler e a Recuperar Aprendizagens
https://erte.dge.mec.pt/cic-clubes
Isabel Pereira
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Plano 21|23 Escola+ DeClara – A Escrever, a Ler e a Recuperar
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar: Calendário dos Afetos mês de fevereiro
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar: Semana Ubuntu da Empatia
A Semana Ubuntu da Empatia a passar pelas escolas portuguesas
De 21 a 25 de fevereiro, estudantes e escolas de todo o país associaram-se à iniciativa
‘Semana Ubuntu da Empatia’. O objetivo passou por promover uma “revolução de empatia”,
através de ações que levaram os jovens “pensar e sentir a partir do ponto de vista do outro”.
Durante 5 dias, a comunidade Ubuntu realizou atividades e dinâmicas que
promoveram uma verdadeira revolução de empatia. O objetivo central destas atividades,
inseridas na Semana Ubuntu da Empatia e que se realizaram em escolas de todo o país, foi
pensar e sentir a partir do ponto de vista do outro.
A Semana Ubuntu da Empatia é promovida pelo Instituto Padre António Vieira – mais
precisamente através do seu projeto da Academia de Líderes Ubuntu – em parceria com a
revista Forum Estudante. A iniciativa está alinhada com o movimento internacional “Empathy
Week” e realizou-se de 21 a 25 de fevereiro.
https://bityli.com/Dadjr
Foram os parceiros das Academia de Líderes Ubuntu a dar forma a esta iniciativa,
dinamizando uma ou mais atividades, no seu contexto de intervenção, a partir da inspiração
Ubuntu. Neste âmbito particular, assumiram especial importância as Escolas Ubuntu que,
através dos seus Clubes Ubuntu, propuseram e organizaram atividades no seu contexto
educativo e alargaram, em alguns casos, à comunidade, bem como outros parceiros, como
Instituições de Ensino Superior. Algumas destas ações serão em breve divulgadas em streaming
nas redes sociais da Academia de Líderes Ubuntu.
Na Escola Clara de Resende realizou-se, em simultâneo com a ´Semana Ubuntu da
Empatia`, na Biblioteca Escolar, a Semana Ubuntu com a turma do 10.ºF
IPAV Academia de lideres Ubuntu
Isabel Pereira
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
O que é a filosofia africana Ubuntu e por que ganha adeptos nas escolas portuguesas?
“Aceito que um aluno não queira construir pontes, posso respeitar que seja passivo, o
que não aceito é que destrua as pontes que construímos.” Paulo Mota é diretor da secundária
Almeida Garrett, em Vila Nova de Gaia, uma escola não agrupada e uma das primeiras em
Portugal a deixar entrar a filosofia africana Ubuntu. A referência às pontes não vem por acaso:
Ubuntu é criar pontes, laços, perceber que sem o outro ninguém existe. Quando Paulo Mota pôs
o braço no ar para participar na iniciativa — apresentada às escolas de Gaia pela Câmara
Municipal — a secundária Almeida Garrett estava fora da lista daquelas onde o programa faria
especial sentido por terem comunidades mais problemáticas. Mas Paulo Mota gostou tanto do
que ouviu que foi em frente.
Formou na filosofia africana professores e técnicos especializados da escola
(psicólogos), avançou para as academias de alunos — uma semana inteira Ubuntu sem aulas —
e criou o clube com o mesmo nome. Hoje, o objetivo é chegar a cada vez mais estudantes, de
preferência à maioria, mesmo que saiba que nunca chegará a todos.
Ubuntu, de forma muito resumida, é um programa de capacitação de jovens que usa
como modelos de inspiração líderes como Nelson Mandela, Martin Luther King, Malala, Madre
Teresa de Calcutá ou Aristides de Sousa Mendes. De origem africana, traduz-se na expressão “eu
sou porque tu és”, e valoriza a solidariedade, procurando inspirar os jovens a serem agentes de
mudança ao serviço da comunidade, de forma a construir uma sociedade mais justa e solidária.
Este ano letivo, o programa ganhou novo fôlego. O Instituto Padre António Vieira
(IPAV), criador das Academias Ubuntu, assinou uma parceria com a Direção Geral de Educação
(DGE) e a iniciativa passou a fazer parte do Plano 21|23 Escola+. Dito de outra forma, ao ser
integrado no programa de recuperação de aprendizagens desenhado pelo Ministério da
Educação, que serve de resposta às perdas sofridas pelos alunos durante a pandemia
(académicas e sócio emocionais), qualquer escola do país pode candidatar-se a ter uma
Academia de Líderes Ubuntu. O mentor do projeto, Rui Marques, não podia estar mais satisfeito
e os vários diretores ouvidos pelo Observador aplaudem a iniciativa — desde que se mantenha
de adesão voluntária, quer seja da escola, dos professores e dos alunos.
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
O programa em escolas públicas é único em Portugal — em 2016 tinha duas escolas,
hoje chega a 380 —, mas o IPAV quer crescer e já tem parcerias com dezenas de países. Para
chegar às escolas, nos últimos anos, têm sido os municípios a entrar com o financiamento
necessário. Um dos exemplos é o da Câmara da Mealhada — que celebrou um protocolo com o
Instituto Padre António Vieira e o agrupamento de escolas do município —, atribuindo um total de
18 mil euros ao IPAV para a implementação e execução do projeto em três anos letivos
consecutivos (2020/2021, 2021/2022 e 2022/2023). Feitas as contas, são 6 mil euros por ano para
as várias escolas.
Seja em que agrupamento for, o custo por aluno irá variar consoante o número de
estudantes que cada escola mobiliza para as suas academias, explica Rui Marques. “A nossa
estimativa é que possa corresponder entre 60 a 90 euros por aluno participante e por ano letivo.”
Segundo declarações feitas no início do ano letivo pelo ministro da Educação, cada aluno
da rede pública custa 6.200 euros por ano ao Estado, segundo as contas do ministério que
apontam para um aumento da despesa de mais de 30% nos últimos seis anos.
A Fundação Gulbenkian, parceira da iniciativa desde o seu nascimento em 2010, já
investiu cerca de um milhão e meio de euros nas várias vertentes do Projeto Ubuntu, do qual as
Academias são uma pequena parte. Estas passam agora a estar inseridas, durante três anos letivos,
no plano de recuperação de aprendizagens que assenta em três eixos e cinco domínios. O
orçamento? 900 milhões de euros para a totalidade do plano de recuperação, do qual Ubuntu é
uma ínfima parte.
No Plano 21|23, as Academias Ubuntu fazem parte do eixo Ensinar a Aprender (que
oferece 37 ações específicas à escolha dos diretores) e do domínio Inclusão e Bem Estar. Este
engloba oito ações específicas e, dentro delas, as academias Ubuntu fazem parte do Programa
para Competências Sócio Emocionais.
Ashoka, Dream a Dream e Ubuntu: tudo tem a ver com empatia
João Costa, secretário de Estado Adjunto da Educação, explica ao Observador que
Ubuntu não é único, há outros movimentos de empreendedorismo social a acontecer nas escolas
de todo o mundo. “Há várias iniciativas deste tipo noutros países, por exemplo o programa Ashoka,
ou o Dream a Dream, com forte presença na Índia. Portugal é, tanto quanto me é dado perceber,
um dos poucos países que integra um programa desta natureza na política pública de educação.”
O programa Ashoka, que tem presença em Portugal, defende que todos são agentes de
mudança e contribuem para alterações sociais de uma maneira positiva. Uma das suas pedras
basilares é garantir que todas as crianças praticam a empatia.
Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
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Já o Dream a Dream chama a si a missão de capacitar jovens de origens vulneráveis ​​a superar
as adversidades, dando-lhes competências sócio emocionais, para que possam prosperar.
Com tantos projetos que visam aumentar as soft skills dos estudantes, por que motivo
a escolha recaiu no Ubuntu? Enquanto o projeto funcionou em piloto, explica João Costa, teve
sempre o acompanhamento da tutela e o apoio financeiro de alguns municípios e da
Gulbenkian e foi mostrando resultados positivos entre os alunos. “Os resultados dos estudos de
impacto e a avaliação das intervenções nas escolas TEIP revela que há um efeito transformador
em várias dimensões do desenvolvimento dos alunos, em tudo coerente com o trabalho
pretendido no Apoio Tutorial Específico, pelo que entendemos que faria todo o sentido abrir a
possibilidade a que todas escolas aderissem ao programa.”
O secretário de Estado diz ainda que “a fase piloto foi sujeita a avaliação, sendo
manifestos os impactos nos resultados escolares e em competências sociais e emocionais”.
Desde que o Apoio Tutorial Específico foi criado, em 2016, que se assumiu que se devia centrar
no desenvolvimento de competências que permitem uma melhor relação dos alunos consigo
próprios e com os outros, argumenta João Costa. “Entendemos que este programa é um apoio
inequívoco para os professores tutores.”
O Observador pediu ao ministério dados dessa avaliação, mas não os obteve até à
publicação deste texto. Da mesma forma, o ministério não esclareceu quais os custos das
academias por aluno.
Autoconfiança e autoestima são indicadores que sobem entre os alunos.
Os números concretos são apresentados por Rui Marques e decorrem da avaliação de
impacto que é medida através da autoavaliação: os jovens dizem como estavam no início da
formação e dizem como estão no final. A seguir é fazer contas. “Esta ferramenta mostra,
consistentemente, melhorias em todos os indicadores”, sublinha Rui Marques.
Os aumentos mais expressivos são nos indicadores da autoconfiança, que sobe, em
média, 34%; no do desenvolvimento pessoal e profissional (28%); no da autoestima (24%); e no
do autoconhecimento (22%).
“Em autoavaliação, os estudantes participantes sinalizam um impacto muito
significativo, mas temos em desenvolvimento outras ferramentas de avaliação que nos darão
progressivamente mais informação sobre o impacto gerado na Academia”, sustenta Rui
Marques. Aliás, o facto de fazer parte do plano de recuperação e aprendizagens obriga a isso
mesmo: a medir e monitorizar resultados.
Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
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Filinto Lima, diretor do agrupamento de escolas Dr. Costa Matos, está no início do
processo de ser uma escola Ubuntu. Ele próprio fez a formação, em conjunto com muitos outros
diretores de Vila Nova de Gaia. “É muito interessante, aprende-se muito da vida e faz-nos olhar
para o nosso interior. Muitas vezes fazemos as coisas de forma mecânica, sem as saborearmos.
Este lado humanista interessa-me muito e cativou-me.”
Satisfeito de ver chegar a iniciativa ao resto do país, o também presidente da Andaep,
associação que representa diretores de escolas públicas, só deixa um alerta: “Deve continuar a
ser voluntário aderir. Não devemos impor este tipo de projetos, devemos proporcioná-los para
que as escolas, onde façam sentido, os abracem. Mas vejo muitas qualidades e acho que em
qualquer escola o feed back será positivo, porque trabalha sobretudo o lado do aluno-cidadão, a
forma como olha as pessoas e como interage com elas.”
O mesmo diz a presidente do Conselho de Administração da Gulbenkian, parceira do
IPAV desde a primeira hora. “Faz sentido disponibilizar, mas não impondo localmente, antes
facultando como recurso para que, quem assim o entenda, o possa aplicar”, afirma Isabel Mota.
Nesse sentido, e tendo surgido como resposta “de baixo para cima”, diz ver com agrado que
quase 400 agrupamentos tenham entendido experimentar esta metodologia.
Até à data, junto dos diretores, não foram levantadas objeções sobre um projeto que o
ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, já assumiu que gostava de ver chegar a mais
escolas do país. Por agora, estão envolvidas 380 escolas espalhadas por 170 concelhos do país,
segundo Rui Marques.
As Academias Ubuntu contam com o alto patrocínio do Presidente da República e o do
secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na versão Ubuntu United Nations, que
levou a metodologia criada em Portugal a 190 países (só Coreia do Norte, Mónaco e
Liechtenstein ficaram de fora). Nesses eventos, 100% online, os jovens Ubuntu têm a
oportunidade de ouvir vários prémios Nobel da Paz falar sobre as suas experiências de vida.
Programa chega a metade das escolas portuguesas
“O Ministério da Educação, de forma inteligente — e nem sempre é assim —, conseguiu ir buscar
este programa que faz todo o sentido. Se estivermos bem, estamos mais disponíveis,
aprendemos melhor”, diz Paulo Mota. Quanto a potenciais críticos ao programa, está sempre
disponível para conversar.
Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
“Ser contra estas ideias não é crime e não estamos a falar de um programa curricular. É
de adesão voluntária, qualquer aluno precisa da autorização do encarregado de educação para
participar. Se o aluno não acredita, se a família não acredita, está no seu direito e convivemos
bem com isso”, explica o diretor, que faz um paralelismo com a história dos alunos de Famalicão,
onde, por opção dos pais, dois irmãos não frequentaram a disciplina de Cidadania e
Desenvolvimento, curricular e obrigatória. Aqui, não há qualquer semelhança, porque tudo é
opcional.
No entanto, Paulo Mota assume que, se tivesse à sua frente um pai ou uma mãe
contrários à filosofia, tentaria explicar ao encarregado de educação o que está em causa, para
garantir que a sua resposta às Academias Ubuntu é mesmo negativa, depois de se estar
informado sobre o tema.
“Até agora, não apareceu ninguém contra. Mas estou pronto para conversar com quem
quer que seja sobre o que Nelson Mandela, Martin Luther King ou Madre Teresa de Calcutá
tenham exercido de mal ou em que é que foram contra o Homem. Até me podem ajudar a ver
onde falharam”, conclui o diretor da escola secundária.
A filosofia é africana, a metodologia portuguesa. A meta é ter líderes servidores
A Academia de Líderes Ubuntu nasceu há 11 anos, recorda Rui Marques, quando a
Fundação Calouste Gulbenkian procurava uma iniciativa que capacitasse jovens descendentes de
imigrantes africanos e originários de contextos vulneráveis. Em 2010, a Amadora tornou-se o
epicentro Ubuntu em Portugal e as academias aconteciam fora das escolas, com a ajuda de
parceiros como a Fundação Oriente e o Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão
Portuguesa da Universidade Católica.
Ter começado por olhar para jovens descendentes de africanos com uma filosofia vinda
da África do Sul foi apenas uma feliz coincidência, sustenta Rui Marques. “O Ubuntu é um
presente de África para o mundo e que faz muita falta no mundo em que estamos. A ideia ‘eu
sou porque tu és’ é um conceito fundamental das comunidades ancestrais, e foi a chave para
Nelson Mandela e Desmond Tutu quererem transformar uma África do Sul que vivia num regime
de apartheid num Estado em que todas as etnias fossem consideradas membros de uma Nação
Arco-Íris.” Como é que de um país que vivia em segregação racial se dá o pulo para um programa
que faça sentido nas escolas portuguesas onde a democracia já tem 47 anos? “A ideia é africana,
mas a visão é portuguesa”, explica Rui Marques.
Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
O que o IPAV desenvolveu, com Rui Marques a encabeçar o projeto, foi uma
metodologia de educação não formal — ou seja, que passa pelas experiências e relações — para
capacitar jovens para a liderança, através da ética do cuidado, do cuidar de si próprio, do outro,
da comunidade e do planeta, explica. “O primeiro foco é capacitar jovens para serem líderes. A
segunda dimensão é que sejam líderes servidores, que servem a comunidade. É quase o oposto
da tradição de que líder é aquele que é servido e tem todos os direitos. O líder servidor tem uma
grande carga de humildade e é o primeiro a servir quem está à sua volta.”
Outro ponto fundamental da metodologia, explica o mentor do projeto, é a construção
de pontes: “Os Ubuntus são pontífices, construtores de pontes num mundo cheio de fraturas,
polarização e discurso de ódio. Ser Ubuntu é dialogar com uma perspetiva construtiva, é ser
capaz de construir pontes entre ideias, crenças ou religiões diferentes.”
Os cinco pilares Ubuntu e os cinco dias sem aulas
A metodologia Ubuntu está estruturada em cinco pilares “essenciais para o
desenvolvimento sócio emocional” dos alunos, como explica Isabel Mota, presidente da
Fundação Calouste Gulbenkian: o autoconhecimento, a autoconfiança, a resiliência, a empatia e
o serviço.
A avaliação externa, garante, tem demonstrado resultados muito positivos, tornando
evidente que “os alunos que acedem a esta oportunidade se sentem mais confiantes e mais
capazes de cuidarem de si, dos outros e do planeta”, defende Isabel Mota que vê com satisfação
o crescimento do projeto: “É com agrado que vemos como esta ideia portuguesa, nascida pela
mão do Dr. Rui Marques e do IPAV, se internacionalizou, estando presente em 190 países, e agora
se transformou em política pública.”
Mas, na prática, como é que o Ubuntu chega às escolas? Primeiro, formam-se os
adultos — diretores, professores e técnicos especializados — depois os alunos. Os alunos, que só
podem entrar nas academias com o consentimento dos pais, não têm aulas durante uma semana
inteira e as atividades decorrem no estabelecimento de ensino ou noutro local alternativo.
“Ao longo de uma semana, juntamos entre 30 a 40 alunos, escolhidos pelas escolas, e
temos cinco dias temáticos: liderar como Mandela; construir pontes, vencer obstáculos; vidas
Ubuntu e I have a Dream”, explica Rui Marques. A metodologia usada passou pelo crivo do
programa Academias de Conhecimento da Gulbenkian, que testa e valida metodologias que
melhorem as chamadas soft skills.
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Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
O agrupamento de escolas do Alto do Lumiar, dirigido por Maria Caldeira, fez parte do
primeiro projeto piloto de Academias Ubuntu em Portugal. “Foi durante as Jornadas do
Pensamento Emocional do ISCTE, quando as academias foram apresentadas com o intuito de
puderem vir a ser adaptadas às escolas, que tive o prazer de conhecer o Rui Marques.” Mais
tarde, a DGE convocou todas as escolas de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP)
de Lisboa para integrar o piloto e ver como funcionava em adolescentes. Até à data, o alvo do
programa eram jovens adultos.
“Em 2018, fizemos a primeira semana e decidimos fazê-la fora do contexto da escola,
porque achámos que era bom os alunos sentirem outra dinâmica, e usámos o Centro Social da
Musgueira”, conta a diretora Maria Caldeira. Desde então, têm feito as semanas com alunos do
7.º, 8.º e 9.º anos, inclusive durante a pandemia. “Começámos depois a fazer outra reflexão
sobre como seria alargar a iniciativa ao 1.º ciclo e o IPAV queria muito responder a essa pergunta.
Assim, este ano estamos a formar os professores dos mais novos e, se tudo correr bem, no 2.º
período faremos a formação das turmas do 3.º ano.”
As Academias de Líderes Ubuntu são cinco dias de experiência imersiva. “Não têm
aulas, usam uma metodologia muito própria, trabalham a resiliência, partilham experiências de
vida, criam pontes, discutem projetos de vida, ouvem-se testemunhos de líderes servidores,
exemplos de superação e histórias de sucesso de pessoas que tiveram percursos de vida
desafiantes”, conta a diretora, que considera que o dia mais marcante para os alunos é aquele
em que ouvem as histórias de vida. No último dia, são os alunos a dar o seu próprio testemunho
e, no final, quando se tornam Ubuntu recebem uma t-shirt preta com o número 466/64, o
número de Mandela na prisão na Ilha Robben.
Se algum dos alunos escolhidos não quiser participar, algo que até à data não
aconteceu, é integrado noutra turma durante essa semana e tem um horário letivo normal. E há
diferenças visíveis nos estudantes ao fim desses cinco dias? “Varia imenso, porque também estão
em diferentes estágios de vida, de empatia, em diferentes estágios emocionais. Onde sinto maior
diferença é nos alunos com histórias de vida mais difíceis e que mudam muito o comportamento
em sala de aula e em relação aos outros.”
Na sua escola, os líderes Ubuntu acabam por ser integrados noutro programa do
agrupamento, os Diálogos de Liderança, Tutorias e Mentorias, onde desempenham o papel de
mentores. O projeto é para continuar neste agrupamento, e só resta ver como será a sua
evolução depois da experiência com o 3.º ano.
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Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
“Julgo que alargar este projeto é bom para todos. Em territórios como os meus é ainda
mais importante porque dá outro ponto de vista aos alunos. A ideia de ‘eu sou porque tu és’
nestas escolas com enquadramentos sociais desafiantes ajuda muito a criar empatia”, sublinha a
diretora. Em contrapartida, acha que desperta quem não teve experiências de vida tão marcantes
para a dificuldade de outras existências e ajuda esses jovens a olhar os colegas de outra forma.
Se até agora nunca ouviu um não de um encarregado de educação, acredita que isso
possa acontecer noutras zonas de Lisboa, com outros contextos sociais. “A única justificação que
vejo que possa ser usada, em contextos mais favorecidos, é por ter alguma ligação à religião,
embora não tenha qualquer cariz católico. Mas como a iniciativa é do Padre António Vieira, se os
pais não forem católicos podem achar que tem a ver com a igreja e não querer participar.”
Em Sintra, “parece que vinham possuídos pelo bem”
A primeira experiência de Luísa Oliveira com a filosofia Ubuntu foi em 2016. O seu
agrupamento de escolas, o Alto dos Moinhos, em Sintra, fez uma parceria com o IPAV e uma
turma passou pela Academia de Líderes. “Ficamos com o bichinho de ter mais”, conta a diretora.
A hipótese chegou através da Câmara Municipal de Sintra e das candidaturas ao Portugal 2020.
“Apresentámos a proposta como um programa de promoção de sucesso escolar e foi aceite.”
A diferença que viu nos primeiros professores formados foi imediata. “Parecia que
vinham possuídos pelo bem”, diz rindo. “Vinham de coração cheio, energia renovada, e ficámos
cheios de vontade de irmos aplicando a metodologia a mais turmas, principalmente a grupos de
alunos mais velhos, com mais problemas de relacionamento e de insucesso escolar.” Sobre a
semana Ubuntu não tem dúvidas: é intensiva e muito poderosa. Se, no início, alguns professores
ficavam reticentes com o facto de os alunos não terem aulas, as dúvidas dissiparam-se. “Os
professores veem a importância dessa semana e não levantam problemas, até porque é mesmo
visível a mudança nos alunos. Fica ali uma semente.”
Continuando sempre a dar passos em frente, a escola já tem um mediador Ubuntu, um
psicólogo, a trabalhar na escola a tempo inteiro e a potenciar outros projetos que o agrupamento
já tinha, como o da equipa de bem estar ou o programa de mentorias e tutorias. “Aqui na escola
o Ubuntu acaba por estar sempre presente e tem princípios que deviam fazer parte do projeto
educativo de qualquer escola: aprender a cuidar dos outros, a cuidar de si e da comunidade”,
argumenta a diretora. No seu agrupamento, este ano letivo, as academias vão chegar também ao
1.º ciclo.
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A conclusão de Luísa Oliveira é que ser Ubuntu muda mesmo alunos e professores:
“Olham e veem verdadeiramente o outro como ele é, aprendem a compreender porque é que o
outro é assim e acabam por cuidar e respeitar mais o outro. Há mais empatia, menos bullying.
Para os professores, é mais uma ferramenta para percebermos melhor os alunos e cumprirmos a
missão de não deixar ninguém para trás.”
Ubuntu como ferramenta para combater o bullying
“O programa é uma ferramenta apenas.” João Costa usa a expressão, mas não
minimizando o que a ferramenta pode fazer. “O propósito” é que seja usada para combater, ou
até evitar, problemas como bullying, exclusão e insucesso escolar.
O plano de recuperação das aprendizagens prevê que sejam desenvolvidos
instrumentos de monitorização do próprio plano, mas também de indicadores de bem-estar
sócio emocional, lembra o secretário de Estado, revelando que para tal o Ministério da Educação
conta com o apoio da Ordem dos Psicólogos. “Sabemos que a pandemia afetou o bem-estar de
todos e também dos jovens. Por isso, recuperar aprendizagens é também trabalhar a inclusão e
as emoções.”
E essa é uma das vantagens, quando se pensa no bem-estar, desta metodologia: o
estudante que se torna Ubuntu, em relação a outro a quem não são dadas as mesmas
ferramentas (seja através de que metodologias for), terá mais capacidades ao nível do
autoconhecimento, da autorregulação, autoconfiança, resiliência, empatia e cuidado consigo e
com os outros, ressalva João Costa.
A evidência? “Temos hoje dados, por exemplo do estudo em que Sintra participou,
promovido pela OCDE, que mostra uma clara correlação entre estas dimensões e o desempenho
académico dos alunos.” João Costa refere-se ao estudo apresentado em novembro em Sintra,
que analisou as competências sociais e emocionais de milhares de alunos, de 10 e 15 anos, em
10 cidades de todo o mundo.
Uma das conclusões apresentadas é que os jovens de 15 anos têm menos capacidades
sociais e emocionais do que os colegas de 10 anos, mostrando que a criatividade e a curiosidade
dos alunos cai à medida que avançam no percurso escolar.
Por outro lado, o estudo inédito revela que o sentido de responsabilidade é a
característica que é partilhada pelos bons alunos do concelho de Sintra, a cidade portuguesa que
participou no estudo inédito. Assim, as competências sociais e emocionais são “fortes
indicadores do desempenho na escola”, conclui a OCDE.
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Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
Isabel Mota acrescenta que a experiência no terreno, e a avaliação externa que vem
sendo conduzida, tem demonstrado resultados muito positivos, evidenciando que os alunos que
acedem a esta oportunidade se sentem mais confiantes e mais capazes de cuidarem de si, dos
outros e do planeta.
Para a presidente da Gulbenkian, estas academias estão ao serviço da escola, mas
também da comunidade, ajudando a construir uma sociedade mais justa e solidária. “Ao desafiar
os jovens a olharem para si, para os outros e para a sua escola e comunidade, a Academia tem o
poder de os convocar a agirem sobre as suas realidades e contextos”, acredita. Esse foco nos
problemas próximos, e esse convite para agir enquanto coletivo na mudança que queremos ver,
tem por si só uma enorme potencialidade.
Rui Marques resume de outra maneira. “Os jovens Ubuntu são mais bem-sucedidos, e
têm mais sentido e propósito na vida. Quando se questionam sobre o que andam aqui a fazer, já
estão a ajudar a promover o sucesso escolar e a combater o bullying, porque se detetam um caso
são os primeiros a intervir. Um Ubuntu não pode ser passivo.”
in vozprof
Isabel Pereira
ALU
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Biblioteca Escolar: Sugestão de Leitura Francisco Manta 12º C
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«O Vendedor de Passados», de José Eduardo Agualusa
Félix Ventura exerce uma profissão peculiar: vende passados falsos. Apesar de
terem o futuro assegurado, os seus clientes, geralmente pessoas poderosas e influentes,
carecem de um passado glorioso, repleto de memórias felizes e com boas origens.
A vida, em Luanda, corria-lhe bem até que, numa noite, recebeu em casa um
misterioso estrangeiro a pedir que lhe vendesse uma identidade angolana. É a partir deste
momento que «o passado irrompe pelo presente» e que se dão vários acontecimentos
inesperados: uma osga reflete sobre lembranças da sua encarnação passada, como ser
humano; o misterioso cliente fica tão obcecado com o seu novo passado que se transforma
na sua identidade falsa. Estas são apenas duas entre outras situações, algumas bastante
inverosímeis.
Este romance oferece uma sátira mordaz, sempre divertida e bem-humorada, à
sociedade angolana.
Francisco Manta Rodrigues, 12.º C
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Biblioteca Escolar: Sugestão de Leitura
Não sei quem disse que o inverno
não tem perfume,
não tem alma nem encanto.
Se a brancura da neve
não trouxesse o seu alvo manto
a uma natureza calma
não a encheria de beleza.
Passa o frio que cobre essa princesa.
E, se alguma chuva cai
beijada pelo vento;
Então é tempo de procurar uma janela e
contemplar como a vida é bela, calma mas
efémera.
Inverno dá para refletir,
caminhar devagar e esperar que a Primavera
traga novamente o desabrochar de mais um ano.
Elaborado por TM
Encanto do Inverno
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Biblioteca Escolar: Sugestão de Leitura
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Biblioteca Escolar: Ideias de Leitura PNL
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Biblioteca Escolar: Ideias de Escrita PNL
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
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Biblioteca Escolar: Ideias de Leitura PNL
http://bibliotecaescolarclararesende.blogspot.com/
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
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Biblioteca Escolar: Ideias de Escrita PNL
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
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Biblioteca Escolar: Poemas escolhidos…
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Flutua, parado, o rosto
afogado de Ofélia
com o seu cabelo verde
em compridos véus
esparzidos.
Lírio depositado em vão
que suspira ainda na vaga
verde de um qualquer rio,
num pôr do sol
de um dia de verão.
Transparência num corpo
de Ninfa que vogará
com os braços abertos
no fulgor iridescente
da corrente.
João Santos - 29/12/2021
Professor de Português AECR
Iridescências
A partir de Ofélia morta, pintura de John Everett Millais (1851-1852)
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Biblioteca Escolar: Poemas escolhido…
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
A teoria de Darwin diz-nos
(Sapiens nihil affirmat quod non probet)
que a evolução da espécie humana
se fez por sucessiva mutação.
O primata e o hominídeo compõem
duas linhagens com partes em comum:
a linhagem do macaco e dos chimpazés,
depois - exempli gratia -,
a linhagem do Homo habilis, do Homo erectus
e outros mais que vieram
em quatro patas até aos dois pés
do manequim final.
João Santos - 29/11/2021
Hoc post hoc
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Biblioteca Escolar: Poemas escolhidos…
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Amanhã e depois irei
até junto do mar. Quero
escutar o marulhar das
ondas para aprender
a força do seu embalo de
encontro ao areal. Quero
sentir a fragrância da maresia
e da ressalga. Quero
poder ver ao longe o desenho
do barco no instante em que
se perde no sol poente,
rumo à vida além da linha do
horizonte.
João Santos - 25/11/2021
Ela trazia consigo um enigma
escondido no peito e
só ela o saberia desvelar.
Esperou, por isso, o nascer do dia
e lançou a sua pedra
ao mar
João Santos -11/11/2021
Encontro com o mar
Sibila
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Biblioteca Escolar: Poema escolhido…
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
razão e coração
duas palavras
em desunião
sim e não.
Razão e coração
Dia de chuva
A água da chuva que cai, lá fora,
nervosa, escorrega pelos beirais
do telhado, e cai no abismo,
marcando compassadamente o tempo.
As esferas do pêndulo de Newton,
aqui, no tampo da secretária, dançam
convulsas, procurando o seu equilíbrio.
É por isto que gosto de estar sozinho.
João Santos - 04/10/2021
Professor de Português AECR
João Santos -12/11/2021
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Biblioteca Escolar: Página Cultural
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
“A guerra nunca partiu, filho. As guerras são como as estações do ano: ficam
suspensas, a amadurecer no ódio da gente miúda.”
Mia Couto, in 𝘖 Ú𝘭𝘵𝘪𝘮𝘰 𝘝𝘰𝘰 𝘥𝘰 𝘍𝘭𝘢𝘮𝘪𝘯𝘨𝘰
Pintura de Jacqueline Hurley (Reino Unido)
"É preciso falar de esperança todos os
dias. Só para que ninguém esqueça que
ela existe..." Mia Couto
Edward Burne-Jones
“Esperança”
41
Continua…
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar: Página Cultural
Padre António Vieira [6/02/1608 -18/07/1697]
" A primeira coisa, que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros (...). Olhai
como estranha isto Santo Agostinho (...) "Os homens com suas más, e perversas cobiças vêm a
ser como os peixes, que se comem uns aos outros." (...)
Olhai, peixes, lá do mar para a terra (...) Para cá, para cá , para a cidade é que haveis de olhar.
(...)
Vedes vós todo aquele bulir, vedes todo aquele andar, vedes aquele concorrer às praças, e
cruzar as ruas; vedes aquele subir, e descer as calçadas, vedes aquele entrar, e sair sem
quietação, nem sossego? Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão de comer,
e como se hão-de comer ".
Padre António Vieira, Sermão de Santo António (aos Peixes), Cap. IV
Santo António pregando aos peixes, c 1580, Paolo Veronese (1528 -1588), Galleria Borghese, Roma
42
Professora Fátima Noronha Peres Miranda, Grupo 300
Biblioteca Escolar: Página Cultural
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
"Não precisa ter pressa. Não há necessidade de
brilhar. Não precisa ser ninguém além de si
mesmo."
Virgínia Woolf
(25 de Janeiro de 1882 - 28 de Março de 1941)
Virgínia Woolf, 1939, by Gisèle Freund
"O beijo é flor no canteiro ou desejo na
boca?"
Carlos Drummond de Andrade
Gustav Klimt, 1904-1905
"Eu tento decorar minha imaginação, tanto
quanto posso."
Franz Schubert
"Schubert at the Piano", 1945 by Gustav Klimt
43
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Biblioteca Escolar: Reflexões…
Que sentido faz?
Que sentido faria?
O que é o sentido?
Tem de existir sentido para a existência ou existências. O sentido existe?
Existirá mesmo sem existência?
O que é o passado, presente e o futuro?
O que é um … Um conjunto de Partículas, um conjunto de algo existencial??
E se não existir mundo? É possível que exista algo que não conseguimos …designar por
palavras.
O que é a matéria?
O que é um sentimento? Se não puderes ser sentido… o que seria o sentir se não houvesse
sentimentos, relações, emoções?
O que é o mundo se não existissem partículas do que seriam as partículas, se não existisse
mundo. Mas, afinal, o que é um mundo?
Mas o que define a forma de uma Memória? a forma do mundo …
O que é que define a minha forma? Que sou? O que é o mundo? O que é forma?
A verdade é que eu … Não sei o que é verdade. Não sei o que é mentira, não sei o que é um
sonho, imaginação.
Conhecer o desconhecido. Esquecer o que conheço? E o que é que eu conheço?
Não sei…Não sei.
Porque não sei o que desconheço? Como posso dizer que conheço algo… Se não o conheço na
infinitude do seu ser...
Que sentido faz?
44
IN^D´FL~
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar: Reflexões…
Dizer que este mundo pode vir a ser perfeito. Podemos afirmá-lo?
E quando afirmamos? “Este momento podia ser perfeito ou é perfeito” Como podemos nós
afirmar isso ou sequer pensá-lo? Se nós não estamos? Nem, nunca estaremos ao nível da
compreensão … num diálogo que não nos possui. E que nós também não possuímos?
A perfeição… estará? não … não … Não está ao alcance de quem é finito no tempo. De quem
é esquecido em palavras? De quem é quem sem vida deu mais passos em frente do que o
reflexo descreveu para trás. De quem? Tudo fez para ser lembrado. Ou simplesmente nada fiz
por ser esquecido.
Como pode algo ser perfeito neste mundo? Onde? Não sei o que conheço, nem o que
desconheço. Porque a cada momento se tudo se altera, tudo se transforma em algo. Que não
consigo definir.
Afinal, que sentido faz?
2021-2022
45
Imagem
do
mês
fevereiro
de
2022
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar: Imagem do mês de Fevereiro
46
Notícias
em
revista…
Na pagina seguinte, encontrarás as capas utilizadas na montagem… Quantas capas consegues
encontrar nesta montagem ?
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar: Notícias em revista…
47
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar: Notícias em revista… Desafios
Nesta montagem encontram-se distribuídas as seguintes capas :
48
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar: Literacia Científica - Animal do Mês
Melro Preto
Distribuição
Comum em zonas arborizadas na maioria da sua área de distribuição, o melro-preto tem
preferência por florestas de folha caduca com vegetação rasteira densa, podendo também
ser encontrado em zonas arbustivas, campos de cultivo, jardins ou parques, mesmo em zonas
urbanas. Os jardins fornecem os melhores locais de nidificação.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Turdidae
Género: Turdus
Espécie: T. merula
Alimentação
O melro-preto é omnívoro, consumindo uma grande variedade de insetos, vermes, bagas e
drupas. A caça é predominante, sendo particularmente importante durante a época de
nidificação, com as bagas e as drupas a serem mais consumidas durante o outono e o
inverno. Alimenta-se sobretudo no solo, correndo e pulando, progredindo aos trancos e
barrancos, com a cabeça inclinada para um dos lados. Caça principalmente com a visão mas
também pode usar a audição, pesquisando o húmus em busca de minhocas e fazendo-as sair
das suas tocas com o bico, e revirando folhas em decomposição de forma barulhenta e
demonstrativa em busca de outros invertebrados.
Ocasionalmente, pode ainda caçar pequenos vertebrados como girinos e pequenos sapos ou
lagartos.
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Professor Artur Neri
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar: Literacia Científica - Animal do Mês
Reprodução
Acasalam em março abril, o melro-preto macho atrai a fêmea com uma exibição de
corte, que consiste de corridas oblíquas combinadas com vénias, o bico aberto e uma canção
grave "estrangulada". A fêmea permanece imóvel até levantar a cabeça e a cauda para permitir a
cópula.
Embora o macho possa ajudar na construção do ninho, principalmente no transporte
de materiais de construção, é a fêmea que constrói sozinha um ninho em forma de taça com
ervas ou pequenos galhos, geralmente forrado com lama. Cada postura possui habitualmente
três a cinco (normalmente quatro) ovos verde-azulados salpicados com pequenas manchas
vermelho-acastanhadas.
A incubação é feita unicamente pela fêmea e dura geralmente de 12 a 14 dias.
Predadores
O melro-preto é muito vulnerável à predação, visto que passa muito do seu tempo no
solo em busca de alimento e patrulhando o seu território. Junto a habitações humanas o
principal predador desta espécie é o gato doméstico (Felis silvestris catus).
50
Professor Artur Neri
Professor Artur Neri
Desafio de matemática de fevereiro
Resposta ao desafio de janeiro
Numa mala há 5 cofres, em cada cofre há 3 caixas e em cada caixa há dez moedas de ouro. A
mala, os cofres e as caixas estão todos fechados, Quantas fechaduras devem ser abertas para se
obterem 50 moedas?
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Resposta ao problema de janeiro: 8 fechaduras
Quantas letras têm em comum as palavras CANGURU e PROBLEMA?
As secas do mês #44
Atenção: Estas anedotas são extremamente secas. Mesmo
muito secas! As mais secas que já alguma vez ouviste!
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Informação (in)útil #2
Depois de cada jogador fazer três movimentos num jogo de xadrez, existem 121
milhões de caminhos possíveis para a partida.
ISP
Francisco Manta Rodrigues 12.ºC
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar: Sugestões do mês
Num stand de automóveis:
- Bom dia, procuro um automóvel com
poucos quilómetros.
- Não procure mais, tenho aqui um modelo
com apenas 0,003 km de comprimento! Como é que sabes se tens um
urso escondido dentro do
forno?
- A porta não fecha!
Qual é o peixe preferido dos ladrões?
- Roubalo!
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Obras selecionadas para a Fase Municipal
Biblioteca Escolar: Concurso Nacional de Leitura – Fase 2
As obras de leitura obrigatória selecionadas para a Fase Municipal são da autoria do premiado
escritor, radicado na cidade do Porto desde 1990, Richard Zimler, nomeadamente:
2.º Ciclo do Ensino Básico:
• O cão que comia a chuva. Porto: Porto Editora, 2016.
3.º Ciclo do Ensino Básico:
• Ilha Teresa. Alfragide: D. Quixote, 2011.
Ensino Secundário:
• Os anagramas de Varsóvia. Alfragide: Oceanos, 2009.
A data para a realização das provas da fase municipal é o dia 3 de março, quinta-feira,
As obras para leitura serão gentilmente emprestadas pelas Bibliotecas da Câmara Municipal do
Porto.
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
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Alunos apurados para a Fase Municipal
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar: Concurso Nacional de Leitura-Fase Escola
http://bibliotecaescolarclararesende.blogspot.com/2022/01/obras-para-leitura-fase-municipal.html
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Biblioteca Escolar: Concurso Nacional de Leitura – Fase 2
55
Biblioteca Escolar: Concurso Nacional de Leitura – Fase 2
http://bibliotecaescolarclararesende.blogspot.com/2022/01/regulamento-do-cnl-fase-municipal.html
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
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O concurso Media@ção, este ano, coloca à escolha dos concorrentes a abordagem
de um dos três temas: relacionar os media com a liberdade de expressão; com a participação
em termos de cidadania, na escola e/ou comunidade; pensar a relação entre diferentes
media. Mais uma vez, partindo da vivência e dos usos e práticas mediáticas individuais.
O atual Regulamento faz referência à desvalorização de trabalhos tipo Powerpoint
animado ou construídos a partir de programas de animação automática.
Abrangendo o público estudantil o concurso Media@ção destina-se a todos os
alunos que queiram refletir sobre a sua experiência de uso dos media e dar expressão à sua
criatividade através de um vídeo, um podcast ou uma animação 2D, 3D ou stop motion!
A data limite para entrega dos trabalhos é o dia 5 de abril de 2022, não sendo
necessária inscrição prévia.
Regulamento no Portal RBE https://www.rbe.mec.pt/np4/Mediaacao.html
Biblioteca Escolar: Concurso Media@ção 2022
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
57
Biblioteca Escolar:
Concursos “Isto também é comigo!” e "Jornalistas em Rede"
O concurso “Isto também é comigo!” insere-se numa parceria entre o PÚBLICO na
Escola e a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE). Tem como destinatários alunos do 9.º ao 12.º
ano, desafiados a escrever um texto de opinião a propósito de um trabalho do jornal PÚBLICO
O regulamento do concurso está disponível online.
Em cada mês, o estudante vencedor recebe uma coleção de livros do PÚBLICO e vê o
seu texto publicado nas plataformas digitais do PÚBLICO na Escola e da RBE e respetivas redes
sociais. À escola é oferecida uma assinatura digital anual do PÚBLICO ou uma coleção de livros
para a biblioteca.
Integram o júri do concurso: Bárbara Simões, coordenadora do PÚBLICO na Escola;
Cláudia Sá, professora de Português e coordenadora do Clube de Jornalismo da Escola Básica
António Correia de Oliveira, em Esposende; Joana Amaral, aluna do 12.º ano na Escola
Secundária Emídio Navarro, em Almada; e Raquel Ramos, elemento da equipa do Gabinete
Coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares.
Um outro concurso, “Jornalistas em Rede”, está também a decorrer neste ano letivo,
no âmbito da mesma iniciativa conjunta, apresentada, no final de outubro, num programa no Ao
Vivo do PÚBLICO: “Aceita o desafio: da tua biblioteca ao PÚBLICO”.
Participa!
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
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Biblioteca Escolar: Concurso Repórter XS
REPÓRTER XS – faz uma reportagem sobre a tua escola!
Um desafio que deverá passar pelo espaço da biblioteca escolar e que tem como objetivos
promover a leitura, a escrita e o sentido crítico, com recurso aos media.
#rededebibliotecasescolares #rbe #parcerias #concursos #projetos
Destinatários
Poderão concorrer todos os alunos dos 1.º e 2.º ciclos das escolas de Portugal Continental,
correspondendo cada ciclo a um escalão.
Participação
Cada Agrupamento de Escolas/ Escola não Agrupada apenas poderá enviar uma reportagem
por escalão – 1.º ciclo e 2.º ciclo, com duração máxima de 3 minutos.
Submissão
A submissão das reportagens é formalizada pelo professor bibliotecário até 26 de abril de
2022.
Participa!
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
59
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Divulgação: Clube de Xadrez
60
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Divulgação / Convite: Clube de Ciência
O Clube da Ciência, pela primeira vez a funcionar na nossa escola, tem as suas
atividades no Laboratório Polivalente à quinta-feira, das 14:20 h às 15:10 h.
Temos trabalhado com os nossos jovens temas diversos. Fizemos algumas experiências
de Química, construímos um “vulcão efusivo”, fizemos um presépio com material de laboratório
e material reciclado, testamos soluções ácidas e básicas de uso comum com papel indicador
universal, fizemos experiências de eletricidade estática, testamos a água da Ribeira da Granja,
procuramos o amido em alguns alimentos, vimos rosas brancas a ficarem coloridas e vimos flores
de papel a desabrochar, etc. Começamos também a fazer cartazes sobre a reciclagem de papel e
plástico/metal.
As inscrições no Clube continuam abertas aos alunos das várias turmas do ensino
básico (2.º e 3.º ciclos).
Vem fazer parte desta equipa jovem e curiosa!
As Professoras responsáveis pelo Clube da Ciência
Cristina Pereira e Fátima Vieira
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Atividades / Informação: Clube da Ciência
Rede Nacional de Clubes Ciência Viva
A Escola candidatou-se à Rede Nacional de Clubes Ciência Viva na Escola no final do
ano passado, tendo a candidatura sido aprovada.
O projeto aprovado visa atividades na e para a comunidade, abrangendo quatro anos
letivos.
Os Clubes Ciência Viva funcionam nas escolas como espaços abertos de contacto com
a ciência e a tecnologia, para a educação e para o acesso generalizado dos alunos a práticas
científicas, promovendo o ensino experimental das ciências.
Clube da Ciência na Clara de Resende
Torre de líquidos
As Professoras dinamizadoras do Clube da Ciência
Cristina Pereira e Fátima Vieira
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Atividades do Clube da Ciência
Análise de uma amostra de água da Ribeira da Granja
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Atividades do Clube da Ciência
O que são vulcões? Construção de um vulcão efusivo!
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Plantas coloridas e Flores que desabrocham sobre a água
Atividades do Clube da Ciência
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Atividades do Clube da Ciência
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Atividades do Clube da Ciência
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As Professoras responsáveis pelo Clube da Ciência
Fátima Viera e Cristina Pereira
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Vamos fazer enfeites de Natal
Atividades do Clube da Ciência
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Vamos reciclar
Atividades do Clube da Ciência
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Atividades do Clube da Ciência
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Ácidos e bases
Atividades do Clube da Ciência
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Vamos descobrir o amido
Atividades do Clube da Ciência
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Experiências de pôr os cabelos em pé!
Atividades do Clube da Ciência
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As Professoras dinamizadoras do Clube da Ciência
Fátima Viera e Cristina Pereira
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Viva o Clube da Ciência!
Atividades do Clube da Ciência
Como montar um circuito elétrico simples?
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
1.º ciclo: EB João de Deus – São Valentim
St. Valentine's Day
ou
Dia de S. Valentim
O vermelho entrou
pela porta adentro
e ninguém o recusou.
Entrou de forma discreta
e a todos encantou.
Em forma de coração apareceu
Coberto de diferentes materiais
VERMELHOS
Vermelho de coração
Vermelho de beleza
Vermelho de emoção
Vermelho de amizade
Vermelho de paixão
O vermelho entrou discreto
E a escola, de forma diferente, enfeitou.
Corações pendentes do teto,
corações em cartões
desejando um dia de S. Valentim
bem alegre, animado
e em conjunto vivenciado.
Porta da Entrada
Interior
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Basta ver os olhos de uns:
espantados, admirados, ….
e os de outros:
fascinados, orgulhosos, …,
com o trabalho realizado
e o belo efeito provocado.
Quem aqui chega
é obrigado a parar
e a observar.
Tanta beleza! Tanta simplicidade!
Tanta harmonia! Tanta cor!!!
Espalhado por vários sítios
e de diferentes formas,
cá fica o resultado
de uma sã cooperação:
a escola e a família.
E assim conseguiram,
o dia de S. Valentim comemorar.
Entrada da cantina
Entrada interior
1.º ciclo: EB João de Deus – São Valentim
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Entrada da Escola vista do interior
Mural
1.º ciclo: EB João de Deus – São Valentim
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Parabéns a todos aqueles que colaboraram nesta iniciativa.
E à mentora de todo este trabalho feito e pensado com simplicidade, com amor e dedicação -
professora Sónia (professora de Inglês).
Obrigada!
A Coordenadora da EB João de Deus
Fátima Vaz
1.º ciclo: EB João de Deus – São Valentim
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
1.º ciclo: EB João de Deus – Orçamento Participativo
Temos visitas!!!!
No dia 18 de fevereiro tivemos visitas.
O que fazer então?
Vamos ter visitas …. Como as receber?
Sim, pois na arte de bem receber
temos sempre muito a aprender.
- Não estou a perceber? Tiveste visitas? Assim? Sem mais?
- Não, claro que não. Vou-te contar. Mas tem que ser do princípio para perceberes.
- Está bem. Sou toda “ouvidos”. Adoro histórias verdadeiras ou inventadas, reais ou sonhadas.
- Esta é verdadeira e real. Vais gostar.
No ano passado houve duas propostas apresentadas no Orçamento Participativo da Junta de
Freguesia de Ramalde “A Horta da João de Deus” e “Brincar à Vontade e em Segurança
Aprendendo melhor”.
Fizemos cartazes onde ilustramos as duas propostas.
Mais tarde, as turmas do 3º e 4º ano foram chamadas a votar.
- Votar? Como nas eleições ou nas salas de aula com o dedo no ar?
- Não. Aqui votamos a sério. Fazemos tudo como nas eleições. Temos cadernos eleitorais, o
boletim de voto, a mesa de voto, a urna para colocar os votos, a votação (um de cada vez), a
contagem dos votos com representantes da escola – alunos e professores propostos – e
elementos da Junta de Freguesia para que tudo seja transparente e decorra com normalidade.
- Ena!!! Isso é que é uma eleição a sério!!
- Sim. Tudo integrado no Projeto Educar para a Cidadania do ano 2020 /2021 da Junta de
Freguesia.
- E depois? E depois?
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
1.º ciclo: EB João de Deus – Orçamento Participativo
- Depois fazemos uma ata onde consta o resultado das propostas apresentadas. Esta ata é
enviada para a Junta e lá analisam os resultados.
- Sim, sim … Mas tu começaste a falar em VISITAS e até agora só te ouvi falar de ELEIÇÕES …
- Pois! É para tu perceberes a razão de termos tido visitas.
- O quê? As visitas têm a ver com as eleições?
- Exatamente. Ora, hoje, dia dezoito de fevereiro, tivemos visitas. Da Junta de Freguesia de
Ramalde chegaram muitas bolas para os meninos e meninas poderem brincar sem se magoar.
- Ora! São bolas e pronto.
- Nem penses. Na nossa escola os alunos só podem jogar com bolas bem fofas para não se
magoarem. Claro que nas aulas de Desporto usam outras, ou melhor, usam várias e de vários
tipos e tamanhos. No campo de futebol é que não. E como são fofas gastam-se muito depressa.
- Ah! Essas não conheço. Um dia mostra-me. Assim, se calhar, posso jogar futebol com a minha
irmã mais pequena sem a magoar.
- Claro que sim. Mas recebemos mais coisas.
- A sério?
- Sim. Uns patins fantásticos. Lindos! Devias ver.
- E eu que adoro andar de patins. E mais alguma coisa?
- Sim. Tivemos colunas para colocar nas salas de aula. Umas têm, mas outras não. Assim podem
ficar todas com colunas. Um aspirador e triturador de folhas para fazer a limpeza do recreio mais
fácil quando começam a cair as folhas e tivemos uma surpresa …
- Mais, ainda?
- Sim. Um projetor. Lá na escola estamos a equipar as salas de aula que não têm quadros
interativos com projetores de teto. Veio mesmo a calhar.
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
1.º ciclo: EB João de Deus – Orçamento Participativo
E para recebermos estas visitas tão especiais que nos iam oferecer todas estas coisas,
convidamos mais pessoas: A Sr.ª Diretora do Agrupamento, a Associação de Pais, os professores
dos 3ºs e 4ºs anos e os alunos.
A entrada
O Staff
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
1.º ciclo: EB João de Deus – Orçamento Participativo
- Tanta gente? E que fizeste?
- Ora, quando temos visitas temos de as receber, certo? E visitas especiais têm de ter uma
receção especial, certo?
- Dá jeito.
- Pois. Para isso enfeitamos o local com a ÁRVORE DOS VALORES. Valores e Cidadania combinam,
não achas? E os alunos das 4 turmas depois de receberem em nome da escola os presentes
deram um bocadinho daquilo que sabem fazer.
Árvore dos Valores
- Como assim?
-Uns LERAM poemas, outros CANTARAM, outros TOCARAM e, num instante, fizemos uma festa.
Uma festa simples, mas genuína. Foi a forma que encontramos de agradecer as ofertas e a
visita. Que te parece?
- Acho que foi uma boa ideia!
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
1.º ciclo: EB João de Deus – Orçamento Participativo
- Esqueci-me de te dizer uma coisa muito importante.
- O quê?
- Algumas pessoas adultas falaram antes a explicar a razão de estarem ali e, no fim, a agradecer a
nossa receção. Foi um momento diferente na escola. Foi uma festa quase improvisada, mas que
eu gostei de ver. Foi muito bonito. Simples, mas bonito.
- Tiraste fotografias?
- Algumas.
- Depois deixas-me ver?
- Claro que sim. E mostro-te tudo.
- Obrigada.
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
1.º ciclo: EB João de Deus – Orçamento Participativo
E assim termina uma história verdadeira e real. Fruto da colaboração de várias instituições:
Junta de Freguesia de Ramalde, Associação de Pais e Escola João de Deus.
Agradeço a todos aqueles que tornaram possível este momento de partilha e alegria:
Junta de Freguesia: com a presença da Sr.ª Presidente da Junta de Freguesia de Ramalde
Patrícia Rapazote, da Sr.ª Engenheira Ana Alonso, Vogal da Educação, e da Subunidade de
Desporto, Educação, Juventude e Comunicação o Dr. Nuno Silva, Coordenador, Dr.ª Rita Correia,
Técnica Superior e a Dr.ª Mariana.
Direção Executiva: Diretora Dr.ª Ana Alves
Associação de Pais com a presença de dois representantes
Professores do 3º, 4º ano e de Inglês
Alunos do 3º e 4º anos
OBRIGADA!
A Coordenadora
Fátima Vaz
As ofertas
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF - Dia dos Afetos…
Para celebrar o Dia dos Afetos, 14 de fevereiro, os alunos das turmas 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF, na
disciplina de TIC, criaram "nuvens de palavras" sobre o tema.
Dia dos Afetos
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2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF - Dia dos Afetos…
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2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF - Dia dos Afetos…
Professora da disciplina de TIC:
Sofia Ribeiro
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Dia da Internet Mais Segura - 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF
Dia da Internet Mais Segura
No mês de fevereiro celebrou-se o dia da Internet Mais Segura e, como é habitual, na
disciplina de TIC realizaram-se trabalhos e abordaram-se temas relacionados com a Segurança
Digital.
Os alunos das turmas do 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF criaram uma imagem de perfil, intitulada
de "Avatar", como forma de preservar a sua identidade visual na comunidade virtual e
elaboraram bandas desenhadas, com histórias imaginadas por eles, sobre os comportamentos
seguros na Internet.".
Avatares 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF
"Avatar"
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Os alunos criaram bandas desenhadas, com histórias imaginadas por eles, sobre os
comportamentos seguros na Internet.".
BD – Comportamentos seguros na Internet
Abril 5.ºD
BD - Abril
Dia da Internet Mais Segura - 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF
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Ana Cunha, 5.ºF
BD - Ana Cunha
Dia da Internet Mais Segura - 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF
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Catarina, 5.ºF
BD - Catarina
Dia da Internet Mais Segura - 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF
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Professora da disciplina de TIC:
Sofia Ribeiro
Joaquim, 5.ºF
BD - Joaquim
Dia da Internet Mais Segura - 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF
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Soluções…
Dia da Internet Mais Segura: TIC Funcional-Ensino Secundário
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João Pereira da turma 12ºF
Professora de TIC: Sofia Ribeiro
E.S.: TIC Funcional Dia da Internet Mais Segura
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
3.º ciclo: Inglês 7.º ano_St Valentine_Professora Paula Cunha
Professora
Paula
Cunha
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD – A vida das abelhas
A VIDA DAS ABELHAS
Entrevista ao professor Luís Nelson Cardoso*
Como Albert Einstein disse:
“Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a
humanidade terá apenas mais quatro anos de
existência (…)”.
Na aula de Ciências Naturais do dia 27 de janeiro descobrimos que a vida das abelhas
Apis mellifera se revela numa relação biótica Intraespecífica de Cooperação (Social) e tendo
tido o privilégio de ouvir e questionar o professor Luís Nelson Cardoso, que também é o nosso
professor de Português e cuja paixão é a apicultura, muito em voga nos dias de hoje pela
importância da sustentabilidade ambiental e saúde sustentável. Uma aula diferente!
As abelhas são os seres que mais poliniza as plantas, e estas têm uma grande
capacidade de cooperar entre si, e várias curiosidades sobre as mesmas.
A abelha rainha, mãe de todas as abelhas, coloca cerca de 1000 ovos por dia e vive
durante 3 a 5 anos. Esta só sai de dentro do ninho duas vezes na vida. A primeira vez é para
realizar o voo nupcial, onde acasala, e a segunda vez é quando a nova rainha nasce e esta
tem que sair, juntamente com um pequeno enxame, para procurar um novo lar.
As abelhas operárias são responsáveis por coletar pólen e fazer o mel. Elas duram
apenas 2 a 3 meses, pois acabam por morrer de exaustão, mas no seu tempo de vida dão o
equivalente a 2-3 voltas ao mundo durante o trabalho.
Os zangãos por outro lado morrem congelados, pois são postos de fora da colmeia
nos meses frios, pois são inúteis durante esse tempo, e têm apenas a função de acasalar com
a rainha.
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD – A vida das abelhas
Numa colmeia podem ficar alojadas 60 mil abelhas, sendo que a temperatura ideal
para essas é entre 30º e 35ºC, caso contrário, quando a temperatura está acima de 35ºC, um
grupo de abelhas junta-se na entrada da colmeia a bater as asas para retirar o ar quente da
mesma.
As colmeias são constituídas por duas partes. Na parte inferior fica o ninho, e na
parte superioras alças, onde é produzido o mel.
As abelhas levam uma alimentação simples, sendo que as adultas comem mel, e
as criascomem mel e também pólen.
Quando uma destas, por exemplo, encontra um bom campo de flores, para reunir
todas asabelhas, realiza uma dança em forma de oito (8).
Entrevista ao Professor Luís Nelson Cardoso acerca da vida das abelhas
1. Durante quanto tempo vive uma abelha?
R.: Uma abelha operária vive durante 2 a 3 meses, pois acabam por morrer de exaustão,
enquanto a abelha rainha vive durante 3 a 5 anos.
2. Quantas abelhas pode conter uma colmeia?
R.: Uma colmeia pode conter até 60 mil abelhas.
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD – A vida das abelhas
3. De que se alimentam as abelhas?
R.: As abelhas adultas alimentam-se de mel, enquanto as crias não só se alimentam de mel,
como também de pólen.
4.Qual é a temperatura ideal das colmeias?
R.: A temperatura ideal para as colmeias é entre 30º e 35ºC.
5.Como reagem as abelhas a temperaturas elevadas?
R.: Quando a temperatura é superior a 35ºC, um grupo de abelhas junta-se na entrada da
colmeia, e começam a bater as asas para retirar o ar quente da colmeia.
6.Que sinal usam as abelhas para se reunirem?
R.: As abelhas fazem uma dança em forma de oito (8), para quando estão afastadas umas das
outras, se reunirem.
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD – A vida das abelhas
7.Como se classificam as abelhas?
R.: A abelha rainha ou abelha mestra põe os ovos, sendo mãe de todas as outras. As abelhas
fêmeas ou operárias são responsáveis por coletar o pólen e fazer o mel. E as abelhas macho ou
zangão, são apenas responsáveis por acasalar com a abelha rainha, sendo “descartáveis” durante
o inverno, pois vão para fora da colmeia para morrerem, pois nesta altura do ano não são
necessários.
8. Como se organizam as colmeias?
R.: Na parte de baixo das colmeias fica o ninho, onde a rainha fica a maior parte do tempo e
onde vivem as abelhas, e em cima ficam as alças, onde as abelhas operárias depositam o mel.
9. Quantos ovos põe uma abelha rainha?
R.: Uma abelha rainha põe cerca de 1000 ovos por dia.
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD – A vida das abelhas
10. O que é o voo nupcial?
R.: O voo nupcial é o voo realizado pela abelha rainha para acasalar, sendo também uma das
poucas vezes em que a mesma sai do ninho.
Escola Básica e Secundária Clara de
Resende, 27 Janeiro 2022
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD - CNC
CNC. Competições Nacionais das Ciências, Universidade de Aveiro
A CNC em Rede decorreu em todas as escolas a nível nacional, de 14 a 18 de
fevereiro 2022.
No dia 18 de Fevereiro de 2021 a Escola Clara de Resende participou na CNC em
rede, com a representação de 9 equipas de 8ºano, da turma D.
As Competições Nacionais de Ciência (CNC) são constituídas por um conjunto de
doze competições, nas áreas de matemática, biologia, geociências, física, química, português,
inglês e literacia financeira, destinadas a jovens do 1.º Ciclo do Ensino Básico ao Ensino
Secundário.
9 equipas do 8ºD.
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD - CNC
Desde o início do ano letivo são disponibilizadas provas para os estudantes irem
testando os seus conhecimentos. Estas provas, em constante atualização, contemplam as várias
áreas científicas que entram em competição e têm por base as orientações programáticas do
Ministério da Educação.
As CNC não se restringem aos dias de competição. Na realidade, estas competições
iniciam-se com a disponibilização dos treinos, a partir da plataforma online e, depois
materializam-se em dois eventos nacionais, um em Rede que se realiza em fevereiro/março e para
culminar todo este processo, as CNC na Universidade de Aveiro, em abril.
As CNC têm como objetivos basilares desenvolver conteúdos e eventos ao serviço da
promoção do sucesso escolar e da literacia científica, levando a ciência ao público jovem, de
forma lúdica e divertida, promovendo o uso das tecnologias da informação e da comunicação.
Obrigada 8ºD pelo espírito de equipa, iniciativa e representação da nossa escola!
Professora, Paula Sanches
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
3.º ciclo: Ciências Naturais – 9.º A
Visita ao Laboratório Aberto do IPATIMUP
Na passada quinta-feira (10 de fevereiro) a turma 9ºA , acompanhados pelas
professoras Alda Dias e Célia Rego, fizeram uma visita de estudo ao Laboratório Aberto do
IPATIMUP , para realizar uma atividade experimental no âmbito da disciplina de Ciências
Naturais .
O que são o Laboratório Aberto e o IPATIMUP .
O IPATIMUP, Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto é
uma associação privada, sem fins lucrativos e de Utilidade Pública e que tem por objetivos
compreender as causas e a evolução das doenças oncológicas humanas de forma a avançar no
diagnóstico precoce, maximizar a eficiência do tratamento, melhorar a qualidade de vida dos
doentes e diminuir a incidência de cancro na população. As principais vertentes da sua atividade
passam por investigar em Oncologia e Genética Populacional, procurando otimizar as interações
de diversos domínios científicos (Medicina, Biologia, Genética, Farmácia, Biofísica), em formar e
treinar alunos pós-graduados, especialistas e técnicos nacionais e estrangeiros, em difundir o
conhecimento científico como contributo para o desenvolvimento da cultura científica na
comunidade e disponibilizar serviços de diagnóstico e consultoria.
Em conjunto com outras entidades, o IPATIMUP iniciou o projeto Laboratório Aberto
com o objetivo de dar a conhecer à comunidade a vida no laboratório através de simples
experiências sobre vários tipos de campos das ciências naturais .
A atividade feita pelos alunos foi …
O ABC das Hemácias. A atividade tinha como objetivo observar os constituintes do
sangue ao microscópio, determinar o grupo sanguíneo de amostras e prever quais as
incompatibilidades existentes entre grupos sanguíneos.
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
3.º ciclo: Ciências Naturais – 9.º A
Em conjunto com outras entidades, o IPATIMUP iniciou o projeto Laboratório Aberto
com o objetivo de dar a conhecer à comunidade a vida no laboratório através de simples
experiências sobre vários tipos de campos das ciências naturais .
Os alunos puderam presenciar a aglutinação sanguínea e puderam desempenhar um
trabalho semelhante ao dos cientistas que estudam o sangue e as suas patologias.
A atividade ajudou, também, os alunos a compreender melhor a matéria dada nas
aulas
A viagem
Os alunos deslocaram-se de metro até ao Polo Universitário , tendo de mudar de linha
na estação da Trindade. Saídos do metro , os alunos foram a pé até a uma antiga escola
primária, onde se encontra o Laboratório Aberto .
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
3.º ciclo: Ciências Naturais – 9.º A
Morada do laboratório: Rua do Tâmega, s/n (Antiga Escola Primária de Paranhos) 4220 - 465
Porto.
Conclusão
A visita ajudou os alunos a concluir que, o fenómeno da aglutinação deve-se à reação
entre o anticorpo presente no sangue e os diferentes antigénios.
Os resultados foram, evidentemente, diferentes entre os diferentes alunos da turma que, a
partir dos resultados obtidos, puderam determinar o tipo sanguíneo da sua amostra de sangue.
A visita foi muito esclarecedora e interessante. Caso tenham a oportunidade de visitar o
Laboratório Aberto, aproveitem a visita, que decerto será interessante.
Ana Carolina / Nº2/ 9ºA
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Professora
de
História:
Célia
Rego
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
3.º ciclo: História 9.ºA, B, C, D – Efemérides - fevereiro 2022
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Ensino Secundário: Inglês 10.ºG
Review on Lord of The Rings: The Two Towers
The notorious film Lord of The Rings: The Two Towers, the second subtitle of the
saga Lord of The Rings, was released 20 years ago. During all this time, a giant community of
fans has been active and continues to support the fantasy world created by John Ronald
Tolkien.
In brief, this particular film is centred on Aragorn, a member of the Fellowship of the
Ring, a society with the mission of destroying the Ring of Power, central subject of the saga.
This film begins when Gandalf resurrects as Gandalf, The White, after fighting Balrog, a demon
from the Mines of Moria. Then, the fellowship departs to save Merry and Pippin, members of
the group, and with the help of the Ents, mythological creatures that live in forests and are
able to speak, defeat Saruman and destroy Isengard, ally of Mordor, ruled by Sauron. At the
same time, Frodo and Sam try to enter Mordor to destroy the Ring, with a new unlikely ally,
Gollum, a horrible creature possessed by the Ring of Power. The film ends with the battle of
Helm's Deep, where elves, dwarves and humans fight alongside against thousands of orc
legions.
This outstanding film features many famous actors such as Ian McKellen as Gandalf,
Elijah Wood as Frodo, Viggo Mortensen as Aragorn, Orlando Bloom as Legolas and Billy Boyd
as Pippin.
From my perspective, this is one of the best films ever made, if not the best. I say
this because the relationship between the second book and this film is sincerely positive,
having many interesting characteristics added, such as more detailed battles, namely, the
siege of Helm's Deep and a better way of actually seeing landscapes and characters, for
instance. Furthermore, the actors' performances were quite good, mainly Ian McKellen and
Orlando Bloom.
In my opinion, the film was well done, being important to understand better descriptions and
characters. Additionally, it follows the main subjects of the book and I really recommend
watching it.
João Henrique Guimarães, nº 20, 10ºG
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Ensino Secundário: Físico-Química 10.ºC
Review on The Little Mermaid
The film “The Little Mermaid”, inspired by Hans Christian
Andersen's Fairy Tales, was released in 1989 by Walt Disney
Studios.
The film is about the story of a young mermaid named Ariel
who falls in love with a human prince named Eric, but
unfortunately she’s forbidden by her father, King Triton, to
have contact with humans. To make her dream come true,
Ariel asks Ursula, The Sea Witch, for help. Ursula takes
Ariel's voice and so she becomes a human. Finally, Ariel
meets her platonic love, but Ursula has an evil plan. With
great courage, Ariel manages to unmask Ursula and so the
mermaid and the prince live happily ever after on land and
sea.
I love this film, because I think that despite being a fantasy film labeled for children, it is also
important for everyone to watch, because it helps us to open our minds to dream and not be
afraid to make our dreams come true.
But what I like most about the film is the soundtrack that makes us dream of other universes.
In my opinion the song “Part of Your World” is a melody full of hope and nostalgia, but above
all full of strength. The song is performed by the American singer Jodi Benson.
I recommend this film to anyone who likes a good orchestra, musical or flying to the land of
dreams; those who like very pragmatic things probably won't identify with the film, but there's
nothing like trying…
Joana Curado, nº 18, 10ºG
Professora de Inglês: Alexandra Soares
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Ensino Secundário: Físico-Química 10.ºC
Sabes como o dinitrogénio atmosférico é incorporado na matéria orgânica?
Normalmente, o nitrogénio é encontrado em forma de gás na atmosfera,
representando cerca de 78,1% do volume do ar.
Uma boa parte das substâncias orgânicas que constituem os seres vivos contêm
átomos de nitrogénio. Efetivamente, algumas bactérias têm a capacidade de capturar
moléculas de nitrogénio (N) e transformá-las em componentes úteis para os restantes seres
vivos.
O nitrogénio é ainda encontrado em substâncias como os ácidos nucleicos. De facto,
os ácidos nucleicos (DNA e RNA) são responsáveis pelo armazenamento, transmissão e
tradução dos caracteres hereditários.
O corpo humano é ainda formado por proteínas, macromoléculas compostas por
16% de nitrogénio.
O ciclo do nitrogénio é um ciclo
biogénico-químico que garante a
circulação do dinitrogénio no
ambiente físico e dos seres vivos.
Neste ciclo, estão envolvidos
processos como a decomposição da
matéria orgânica. Como por
exemplo – fixação do nitrogénio.
109
Professora Físico - Química 10.º C: Isabel Pinto
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Ensino Secundário: Físico-Química 10.ºC
Neste processo o dinitrogénio atmosférico, disponibilizado para as plantas, é
incorporado em compostos orgânicos nitrogenados. Este processo depende assim das
condições características do material orgânico.
Apesar disso, o nitrogénio não é utilizado por maior parte dos seres vivos, pois estes
não o conseguem incorporar. Somente algumas bactérias conseguem utilizá-lo.
Estas, (maior parte) associadas às raízes das plantas, fornecem-lhes os sais de nitrogénio,
enquanto as bactérias recebem delas a matéria orgânica.
Para além disso, as rochas da superfície terrestre fornecem o nitrogénio, através da
penetração deste no solo, que acaba por passar para as plantas.
Assim prossegue este ciclo.
Trabalho elaborado por:
Ana Catarina Silva,
Ana Sofia Lopes,
Clara Pires,
Henrique Tomé,
Maria Moutinho,
Matilde Barbas,
Natália
110
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Ensino Secundário: Inglês 10.ºF – Aula de Russo
A Língua Russa
Atividade de Inglês – 10ºano, turma F
Nas aulas de Inglês e aceitando o desafio que a professora lançou aos alunos da
turma, a Cármen Gravikova Fraga, aluna ucraniana desta turma, achou boa ideia
“ensinar” russo aos seus colegas.
Esta é uma turma da área de Línguas e Humanidades, logo, a aprendizagem de línguas
estrangeiras é um bom mote para aulas diferentes.
Como já tinham recebido um aluno paquistanês do programa Erasmus, que
também os ensinou a falar/ escrever urdu na aula de Novembro, porque não aprender
russo?
A Cármen elaborou um PowerPoint com a evolução dos alfabetos russos, a
contextualização histórica da Rússia, da Ucrânia, da Bielorrússia, da Macedónia, da
Sérvia, da Bulgária e com os alfabetos cirílicos antigo e simplificado, para mostrar aos
alunos. A seguir exemplificou no quadro como se escrevem algumas palavras e como se
pronunciam.
111
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
- Olá =
- Vodka =
- Sim =
- Não =
- Moscovo =
Em seguida, os alunos tomaram notas e copiaram os carateres que a Cármen foi
escrevendo no quadro e tentaram escrever os seus próprios nomes:
- Rita =
- Mariana =
- Paula = , entre outros.
Os alunos aprenderam mais sobre outra língua, outra cultura e tiveram uma aula
diferente: muito agradável, em que todos participaram e todos ficaram mais enriquecidos!
Valeu a pena!
NB: - A Cármen deu esta aula em inglês, russo e português. Uma verdadeira poliglota!
Ensino Secundário: Inglês 10.ºF – Aula de Russo
Professora de Inglês e Diretora de turma 10.ºF
Paula Cunha
112
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Ensino Secundário:12.ºD Cidadania e Desenvolvimento
No passado dia 19 de fevereiro, os alunos da turma 12º D da escola Clara de
Resende tiveram a oportunidade de assistir ou participar numa simulação de um julgamento
elaborada pelos mesmos (tentativa de homicídio), no tribunal da Póvoa de Varzim, no âmbito
da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Esta atividade teve como objetivo enriquecer
as experiências sociais dos alunos, preparando-os para o futuro e, ainda, esclarecer qualquer
dúvida para aqueles que pensam em seguir Direito, futuramente.
Na nossa opinião, esta experiência permitiu-nos compreender melhor todo o
trabalho envolvido por trás de um julgamento, quer por parte dos juízes, quer por parte dos
advogados, procuradores, entre outros, e perceber que, muitas vezes, o que é visto na
televisão não acontece na realidade, uma vez que o sistema judicial português tem diferenças
evidentes relativamente ao americano. Além disso, ajudou-nos a esclarecer algumas dúvidas
relacionadas com os julgamentos na vida real e a refletir sobre o nosso futuro e o caminho
académico a seguir.
Maria Almeida n°21 e Marta Rocha n°23
Visita de estudo ao tribunal /Participação em simulação de julgamento
113
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Ensino Secundário: 12.º ano Psicologia B
Emoções e Sentimentos
No âmbito do programa de Psicologia B (12º ano) foi proposto aos alunos o
comentário a uma crónica de Carmen Garcia no P2 do Jornal Público de 9 de janeiro de 2020
intitulada – Hoje estou triste, obrigada
Apresenta-se seguidamente o trabalho da aluna Beatriz Avides Moreira nº3 do 12ºB
Comentário à crónica de Carmen Garcia
A enfermeira começa por realçar a ideia de esperança e expectativa que está
atualmente associada ao Ano Novo. Todos admitimos que, de facto, o Ano Novo não vem só,
mas acompanhado por um monte de pressões de todos os tipos. Arrasta consigo os objetivos
pessoais, as ambições profissionais e muitos outros tipos de metas. E estas metas podem ser
extremamente benéficas, pois, se perspetivadas de forma saudável, podem ajudar-nos a
mantermo-nos motivados e a perseguir a concretização desses sonhos. No entanto, se estas
forem vistas como obrigações, podem transformar-se em pesos que nos retiram o gosto em
concretizá-las e a vontade de as perseguir. Assim, penso que é muito importante controlar a
dimensão das nossas resoluções de Ano Novo, para que este possa ter um princípio pacífico e
renovador.
A enfermeira afirma, no final do 2º parágrafo, que a resolução a que se comprometeu
neste Novo Ano foi a de encarar a tristeza “como uma amiga”. A autora confessa que está farta
de tratar a tristeza com uma atitude desleixada, alheada e quase repressora. Assim, traça, para
o ano de 2022, o objetivo de aprender a dar o devido valor a esta emoção, a abraçá-la, a deixá-
la emergir e expressar-se em si. Carmen diz que quer deixar de evitar a tristeza, de a ignorar, de
a inferiorizar e de lhe fechar a porta quando ela parece aproximar-se. E explica também que
este seu hábito negativo para com a tristeza advém de uma ideia enraizada na sua mente desde
nova: a ideia de que a tristeza, ou pelo menos a sua manifestação, é uma coisa de fracos, é uma
desistência, uma demonstração do carácter frágil de alguém. A jovem Carmen acreditava que a
tristeza, emoção perfeitamente normal e tão intrinsecamente válida como qualquer outra, seria
sinónimo de depressão, solidão e exclusão social.
Agora, adulta, reconhece que qualquer indivíduo feliz tem de se sentir triste
pontualmente. As emoções, como estudámos em aula, são estados momentâneos, efémeros e
muitas vezes desligados da consciência, logo, é impossível que uma pessoa sinta sempre alegria.
Continua…
114
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
As emoções não são constantes, não perduram no tempo, e, portanto, é perfeitamente normal que
os estímulos a que somos expostos e os acontecimentos que vivemos diariamente nos despertem
muitas e diversas emoções. Reconhece também que sentir alegria não é sinónimo de ser feliz,
que estar triste não é o mesmo que ser triste, e, partindo destas constatações, declara que tratará,
neste novo ano, a tristeza como uma amiga, de forma compreensiva, tolerante e dedicada.
A enfermeira confessa também que, no passado, se sentia permanentemente cansada
de reprimir a tristeza, de a pisar e de a enterrar num sítio muito profundo, onde ninguém a
pudesse ver. E explicita que fazia isto porque não se considerava merecedora ou digna de se
sentir triste. Achava que, por ter uma vida estável, boa, garantida e confortável, não lhe era dado
o direito de experimentar esse tipo de emoção, ou seja, estava convencida de que tinha de estar
feliz em todos os momentos. Citando, por palavras suas, Clarice Lispector, a autora do artigo
destaca também que a experiência da tristeza pode ajudar-nos a entrar em contacto com o que
somos, a conhecer a nossa essência, e também nos pode permite conhecer, por contraste, o valor
da felicidade.
Em jeito de conclusão, Carmen reflete acerca do mundo em que vivemos, esta
realidade frenética, supersónica e hiperacelerada em que construímos o nosso dia-a-dia, que nos
impede de sentir e experienciar tudo aquilo que não é contentamento supérfluo e satisfação
imediata, promovendo a desvalorização e a repressão de sentimentos profundos e de
pensamentos potencialmente dolorosos. Acaba a sua crónica anunciando que, este ano, se vai
revoltar contra esta corrente, que vai permitir-se a si própria experienciar a tristeza e manifestá-
la visivelmente.
Esta crónica é muitíssimo relevante no sentido do que temos vindo a estudar em
Psicologia. Isto porque a posição assumida por Carmen Garcia é um exemplo perfeito da
integração da inteligência emocional no comportamento e na vida de uma pessoa. A enfermeira
compromete-se a assumir, de ali em diante, a sua tristeza, sempre que ela aparecer e se quiser
manifestar. Esta atitude, de reconhecimento e aceitação das próprias emoções, é um dos
principais pilares do autoconhecimento e da gestão inteligente do comportamento com base na
informação emocional. Assim, a adoção deste tipo comportamento em relação às próprias
emoções pode proporcionar uma enorme melhoria no bem estar individual e na interação com os
outros.
Beatriz Avides Moreira nº3 do 12ºB
Professora – Isabel Moura Silva
Ensino Secundário: 12.º ano Psicologia B
115
Professora
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12.ºano:
Isabel
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DeClara nº 51 Fevereiro 2022
Projeto Eco-escolas: Educação para a Saúde
Atividade Painel dos Alimentos “Açúcar ao Lanche”
A Professora de Educação para a Saúde e Coordenadora do Projeto Eco-escolas,
Cristina Vilaça Pereira
Na disciplina de Educação para a Saúde, os alunos José Rodrigo Coelho e João Pedro
Pereira elaboraram um trabalho “Painel dos Alimentos- Açúcar ao lanche”, no âmbito do
projeto/atividade Alimentação Saudável e Sustentável do Projeto Eco-Escolas.
Este trabalho implicou a elaboração e posterior aplicação de um questionário aos
colegas, no qual foram identificados os principais alimentos que os alunos consomem ao
lanche. Foram selecionados os seguintes alimentos: iogurte, leite, pão, lanche misto e sumo
Compal.
Os alunos efetuaram uma pesquisa sobre a quantidade de açúcar presente em cada
um destes alimentos, e posteriormente ilustraram os alimentos numa cartolina, onde
registaram junto de cada alimento a quantidade de açúcar nele contido
118
DeClara nº 51 Fevereiro 2022
EMPATIA E SOLIDARIEDADE COM O POVO UCRANIANO
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DeClara n.º 51 fevereiro 2022

  • 1. DeClara Jornal do Agrupamento Escolas Clara de Resende DeClara nº51 Fevereiro 2022 Capa: João Malheiro, nº11, 7.ºB Projeto Composição bidimensional em tapeçaria de papel e alusivo ao S. Valentim. Disciplina Oficina de Artes, professora Maria Cristina Silva Aniversário 5
  • 2. 2 3.º CICLO PÁG. 94 DIGULGAÇÃO DE CLUBES PÁG. 59 BIBLIOTECA ESCOLAR PÁG. 10 EDITORIAL PÁG. 2 PLANO 21|23 ESCOLA+ PÁG. 12 Editorial ENSINO SECUNDÁRIO PÁG. 106 Isabel Pereira https://erte.dge.mec.pt/cic-clubes PROJETO ECO-ESCOLAS PÁG. 117 1.º CICLO EB JOÃO DE DEUS PÁG. 74 Agrupamento de Escolas Clara de Resende DeClara nº 51 Fevereiro 2022 2.º CICLO – TIC - DIA OS AFETOS PÁG. 84 DIA DA INTERNET MAIS SEGURA PÁG. 87 SERVIÇO PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO PÁG. 3 ATIVIDADES CLUBE CIÊNCIAS PÁG. 61 Comemoramos no mês de fevereiro o quinto aniversário do Jornal do Agrupamento, com a publicação da 51.ª edição do DeClara. Este projeto nasceu da parceria da Biblioteca Escolar com a Associação de Pais e com a Associação de Estudantes da Escola, em fevereiro de 2017. Entretanto, porque tudo na vida e na escola é dinâmico, as equipas mudam, a disponibilidade e os objetivos dos diferentes grupos também, saem uns, entram outros, e ficou a “Biblioteca Escolar” com o privilégio de, mensalmente, dar continuidade à elaboração do Jornal, contando, para isso, com a excelente colaboração de toda a comunidade escolar. Este mês deu-se especial importância à gestão do relacionamento professor-aluno na sala de aula, acesso ao ensino superior, afetos, amor, empatia, Filosofia Ubuntu, segurança na internet, propostas de leitura e escrita, desafios, Planos 21|23 Escola +, entre outros projetos igualmente importantes. Um agrupamento onde se trabalha muito e a Empatia tem de estar na ordem do dia! Mais importante do que a teoria é a prática diária das muitas ações que estão ao nosso alcance e que, certamente, permitirão uma convivência mais saudável, alegre, pacífica entre todos, uma escola mais feliz e promotora de PAZ! Continuação de bom trabalho e até breve! EMPATIA E SOLIDARIEDADE PÁG. 118
  • 3. 3 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Serviço de Psicologia e Orientação #1: Ação de Formação Ação de Formação “Gestão do Relacionamento Professor-Aluno na sala de aula” Nos dias 19 de Janeiro e 02 de Fevereiro, o Serviço de Psicologia e Orientação (SPO) dinamizou à distância uma curta formação (3 horas) para professores do 2º; 3 ciclo e ensino secundário com o título “Gestão do Relacionamento Professor-Aluno na sala de aula”.
  • 4. 4 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Diogo Lima (Psicólogo – Escola Clara de Resende) Tendo em conta que a sociedade em que vivemos está cada vez mais violenta e conflituosa, abordar o tema do relacionamento entre professor e aluno no dia a dia da sala de aula torna-se fundamental como forma de prevenir o surgimento de situações de indisciplina e violência. Na primeira sessão procurou-se sensibilizar os docentes para a importância da qualidade do relacionamento entre professores-alunos na gestão dos conflitos, sublinhando que estes são inerentes à natureza humana, existindo sempre aspetos positivos que devem ser potencializados. Na segunda sessão percebeu-se o papel do feedback na construção dessa relação de qualidade, apresentando-se e discutindo-se casos práticos Este evento contou com a participação ativa e interessada por parte de todos os professores presentes, pois “aprender, reciclar e partilhar conhecimentos e experiências nunca ocupou lugar!” Serviço de Psicologia e Orientação #1: Ação de Formação
  • 5. 5 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Serviço de Psicologia e Orientação #2: Acesso Ensino Superior ACESSO AO ENSINO SUPERIOR No dia 03 de Fevereiro, o Serviço de Psicologia e Orientação (SPO) em parceria com a Inspiring Future organizaram para todas as turmas do 12º ano de escolaridade uma manhã dedicada ao acesso ao Ensino Superior. Num primeiro momento os alunos participaram numa sessão de informação acerca do processo de candidatura ao Ensino Superior (as fases; os documentos e as datas mais importantes) e num segundo momento tiveram a oportunidade de visitar uma Feira de ofertas formativas e educativas que se realizou num dos espaços exteriores da nossa escola!
  • 6. 6 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Primeiro momento Sessão de informação acerca do processo de candidatura ao Ensino Superior Serviço de Psicologia e Orientação #2: Acesso Ensino Superior
  • 7. 7 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Segundo momento Feira de ofertas formativas e educativas num dos espaços exteriores da nossa escola Serviço de Psicologia e Orientação #2: Acesso Ensino Superior
  • 8. 8 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Serviço de Psicologia e Orientação #2: Acesso Ensino Superior
  • 9. 9 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Essa feira teve a presença de várias entidades públicas e privadas do ensino superior em Portugal. Através de folhetos e perguntas colocadas diretamente aos representantes de cada instituição, os alunos procuraram ver esclarecidas as suas dúvidas e solicitar informações que os pudessem auxiliar na definição do seu projeto académico! Este evento revelou uma grande interação entre os alunos e os dinamizadores, em que a participação e a vontade de obterem informações e esclarecimentos foi uma constante durante esta manhã! Diogo Lima (Psicólogo – Escola Clara de Resende) Serviço de Psicologia e Orientação #2: Acesso Ensino Superior
  • 10. 10 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Serviço de Psicologia e Orientação #3: A Voz dos alunos Assembleia de delegados e subdelegados do 2° Ciclo No dia 8 de fevereiro, às 11h15min, decorreu a assembleia de delegados e subdelegados de turma do 2º ciclo, na biblioteca da escola Esta reunião foi dinamizada pela Dra. Marta Alves, Psicóloga do Serviço de Psicologia e Orientação da Escola, com a colaboração da Coordenadora de Projetos Educativos e da Cidadania e Desenvolvimento e a Coordenadora dos Diretores de Turma do Ensino Básico. Esta ação teve como principal objetivo apoiar os alunos na reflexão sobre o papel e importância do Delegado e Subdelegado na vida da escola. Nessa reunião, os alunos fizeram grupos de trabalho, com três elementos cada e elegeram o porta-voz de cada grupo. Foi também eleito o aluno Tomás Baldaque, da turma 6.º A, como porta-voz da assembleia.
  • 11. 11 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Cada grupo discutiu vários temas e, numa folha, escreveu o que poderiam melhorar na vida da escola! No final, o porta-voz de cada grupo foi para o centro da sala e partilhou com a restante assembleia as suas ideias. Houve alunos que discordaram e outros que concordaram com as diversas sugestões, mas evidentemente chegou-se a um consenso! O que ficou decidido na respetiva reunião foi: - melhorar a higiene sanitária; - criar mais opções de lazer; - melhorar a comida na cantina; - aumentar a diversidade de produtos no bar; - aumentar a área de relvado; - repor as balizas; - apostar mais no tema da reciclagem. A Direção da Escola irá deliberar e tomará uma decisão sobre a melhor maneira de implementar estas medidas, de forma a melhorar a vida da escola. Maria Carolina da Costa Cunha, 6.ºA Tomás Baldaque Ferreira, 6.ºA Serviço de Psicologia e Orientação #3: A Voz dos alunos
  • 12. 12 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Plano 21|23 Escola+ Escola a Ler A ação «Escola a ler», da responsabilidade da Rede de Bibliotecas Escolares, do Plano Nacional de Leitura 2027 e da Direção-Geral de Educação, resulta da agregação de todas as propostas respeitantes à ação Escola a ler, integrada no Plano Escola + 21|23. Visa trabalhar a leitura de forma sistemática, estruturada e diversificada e constituir uma rede colaborativa de trabalho e partilha, no âmbito desta medida. Público-alvo Todos os Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas (doravante escolas) do subsistema público, são convidados a inscrever-se nesta ação, selecionando as atividades que pretendem implementar. Atividades 1. As atividades a implementar são as que constam do Plano Escola+ 21|23, a saber: a) Leitura orientada Realização de atividades que proporcionem o contacto dos alunos com livros que os motivem e estimulem a prática regular e continuada da leitura e da escrita: uma hora por dia no primeiro ciclo do ensino básico e uma hora por semana no segundo ciclo do ensino básico. b) Projeto Pessoal de Leitura Desenvolvimento de projetos individuais de leitura que explicitem objetivos de leitura e impliquem o contacto com temas comuns em obras, em géneros e em manifestações artísticas diferentes (obras escolhidas em contrato de leitura com o(a) professor(a)). Continua…
  • 13. 13 c) Tempo para ler e pensar! Leitura e exploração de livros, jornais, revistas e/ ou outros materiais de leitura na biblioteca escolar em articulação com docentes de diferentes áreas curriculares, com periodicidade e tempo estipulados (desejavelmente mensal, em cada turma). d) Vou levar-te comigo! Dinamização periódica de sessões de requisição domiciliária na biblioteca escolar, em articulação com os docentes da turma e com recurso a estratégias motivadoras. e) Livr’ à mão Leitura silenciosa de um livro que o aluno traz sempre consigo. A atividade e respetiva seleção de livros é organizada pela biblioteca e desenvolve-se de forma articulada com o professor titular de turma/ professor de português/ diretor de turma, podendo aderir qualquer docente do conselho de turma. f) Equipas de leitura Seleção de alunos com bom desempenho leitor, disponíveis para prestarem apoio aos alunos/ colegas na dinamização de sessões regulares de leitura. Orientação das sessões e preparação das atividades de leitura pelo professor bibliotecário e/ou outros docentes. 2. De entre as seis atividades propostas, o nosso Agrupamento selecionou quatro, que considerou adequarem-se ao seu contexto, a saber: a) Leitura orientada b) Projeto Pessoal de Leitura c) Tempo para ler e pensar! d) Vou levar-te comigo! A trabalhar até 31 de julho de 2023. DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Plano 21|23 Escola+ Escola a Ler
  • 14. 14 O programa faz parte do Plano 21|23 Escola + e no âmbito deste plano encontra-se previsto o desenvolvimento da Ação Específica 1.6.2 - Programa para competências sociais e emocionais (como o autoconhecimento, autoconfiança, resiliência, empatia e sentido de serviço) concorrendo para o objetivo global de promoção de medidas diferenciadas dirigidas à promoção do sucesso escolar e combate às desigualdades através da educação, procurando dar resposta às necessidades de recuperação de aprendizagens e garantir que ninguém fica para trás. Decorrente deste enquadramento a Direção Geral da Educação pretende desenvolver, em parceria com o Instituto Padre António Vieira, nos anos letivos 2021-2022 e 2022-2023 o Programa Escolas Ubuntu. Em parceria com a Direção-Geral da Educação, o projeto tem capacitado centenas de educadores para o trabalho em contexto escolar através do Método Ubuntu. O modelo de intervenção passa por diferentes fases de apropriação da metodologia. DGE / IPAV – Academia de Escolas Ubuntu Decorrida a formação teórica e prática para a equipa da Escola Clara de Resende envolvida na dinâmica, foi dinamizada de 21 a 25 de fevereiro de 2022 a Semana Ubuntu com os alunos da turma 10.º F, contando com a presença e apoio da Formadora Marta Rodrigues do IPAV. Está lançada a semente! O próximo passo é verificar o impacto da ação na turma, na comunidade… e a criação do Clube Ubuntu da Escola Clara de Resende! UBUNTU 🖐 Eu sou porque tu és! https://www.dge.mec.pt/noticias/encontros-programa-escolas-ubuntu https://www.academialideresubuntu.org/pt/escolas-ubuntu Isabel Pereira DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Plano 21|23 Escola+ Programa Escolas Ubuntu
  • 15. 15 A BE apoia a Leitura Orientada em Sala de Aula Plano 21|23 Escola+ https://pnl2027.gov.pt/np4/file/3074/LeituraOrientadaemSaladeAula.pdf A leitura é fundamental para o sucesso dos alunos pela sua transversalidade e pela forma como influencia as aprendizagens em todas as áreas curriculares. O sucesso neste domínio está diretamente relacionado com a frequência de contactos com livros e com práticas de leitura, pelo que o tempo dedicado à leitura condiciona de forma decisiva os progressos na compreensão, cabendo à escola um papel relevante no ensino da leitura e na promoção do gosto de ler. No âmbito do Plano 21|23 Escola+, que visa a recuperação das aprendizagens, procurando garantir que ninguém fica para trás, o PNL2027 disponibiliza propostas de trabalho integradas na ação Escola a Ler: para os 1.º e 2.º ciclos, Leitura Orientada na Sala de Aula e, para o 3.º ciclo, Contratos de Leitura. O PNL2027 propõe que os docentes do ensino básico reforcem as atividades em torno do livro e, nesse sentido, apresenta um conjunto de orientações organizadas em oito áreas: https://www.leituraorientada.pnl2027.gov.pt/orienta%C3%A7%C3%B5es Isabel Pereira DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Plano 21|23 Escola+ Biblioteca Escolar
  • 16. 16 O Jornal da Agrupamento de Escolas Clara de Resende, o DeClara, é um projeto de promoção da leitura, de caráter mensal e pretende colocar toda a comunidade escolar a ler e escrever, de modo formativo, informativo e recreativo. Dar a conhecer tudo o que se faz na escola, presencial ou digitalmente, e dar voz a todos aqueles que querem partilhar algo com a comunidade educativa… Pretende constituir-se como um instrumento de educação para a cidadania, de promoção do espírito crítico e de integração dos diferentes saberes, com recurso às diferentes tecnologias da informação e comunicação, a um nível transversal. Este projeto dirige-se e envolve alunos do 1.º ao 12.º ano, professores, funcionários, pais/encarregados de educação e Comunidade educativa em geral. É gratuito, enviado digitalmente por email para toda a comunidade escolar e fica disponível no blogue das Bibliotecas do Agrupamento Clara de Resende. http://bibliotecaescolarclararesende.blogspot.pt/ As notícias para publicação podem ser enviadas para o email: isabelpereira@clararesende.pt Com a vossa colaboração e participação, o Jornal será "mais nosso" e sairá muito mais enriquecido! DeClara - A Escrever, a Ler e a Recuperar Aprendizagens https://erte.dge.mec.pt/cic-clubes Isabel Pereira DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Plano 21|23 Escola+ DeClara – A Escrever, a Ler e a Recuperar
  • 17. 17 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Calendário dos Afetos mês de fevereiro
  • 18. 18 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Semana Ubuntu da Empatia A Semana Ubuntu da Empatia a passar pelas escolas portuguesas De 21 a 25 de fevereiro, estudantes e escolas de todo o país associaram-se à iniciativa ‘Semana Ubuntu da Empatia’. O objetivo passou por promover uma “revolução de empatia”, através de ações que levaram os jovens “pensar e sentir a partir do ponto de vista do outro”. Durante 5 dias, a comunidade Ubuntu realizou atividades e dinâmicas que promoveram uma verdadeira revolução de empatia. O objetivo central destas atividades, inseridas na Semana Ubuntu da Empatia e que se realizaram em escolas de todo o país, foi pensar e sentir a partir do ponto de vista do outro. A Semana Ubuntu da Empatia é promovida pelo Instituto Padre António Vieira – mais precisamente através do seu projeto da Academia de Líderes Ubuntu – em parceria com a revista Forum Estudante. A iniciativa está alinhada com o movimento internacional “Empathy Week” e realizou-se de 21 a 25 de fevereiro. https://bityli.com/Dadjr Foram os parceiros das Academia de Líderes Ubuntu a dar forma a esta iniciativa, dinamizando uma ou mais atividades, no seu contexto de intervenção, a partir da inspiração Ubuntu. Neste âmbito particular, assumiram especial importância as Escolas Ubuntu que, através dos seus Clubes Ubuntu, propuseram e organizaram atividades no seu contexto educativo e alargaram, em alguns casos, à comunidade, bem como outros parceiros, como Instituições de Ensino Superior. Algumas destas ações serão em breve divulgadas em streaming nas redes sociais da Academia de Líderes Ubuntu. Na Escola Clara de Resende realizou-se, em simultâneo com a ´Semana Ubuntu da Empatia`, na Biblioteca Escolar, a Semana Ubuntu com a turma do 10.ºF IPAV Academia de lideres Ubuntu Isabel Pereira
  • 19. 19 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU O que é a filosofia africana Ubuntu e por que ganha adeptos nas escolas portuguesas? “Aceito que um aluno não queira construir pontes, posso respeitar que seja passivo, o que não aceito é que destrua as pontes que construímos.” Paulo Mota é diretor da secundária Almeida Garrett, em Vila Nova de Gaia, uma escola não agrupada e uma das primeiras em Portugal a deixar entrar a filosofia africana Ubuntu. A referência às pontes não vem por acaso: Ubuntu é criar pontes, laços, perceber que sem o outro ninguém existe. Quando Paulo Mota pôs o braço no ar para participar na iniciativa — apresentada às escolas de Gaia pela Câmara Municipal — a secundária Almeida Garrett estava fora da lista daquelas onde o programa faria especial sentido por terem comunidades mais problemáticas. Mas Paulo Mota gostou tanto do que ouviu que foi em frente. Formou na filosofia africana professores e técnicos especializados da escola (psicólogos), avançou para as academias de alunos — uma semana inteira Ubuntu sem aulas — e criou o clube com o mesmo nome. Hoje, o objetivo é chegar a cada vez mais estudantes, de preferência à maioria, mesmo que saiba que nunca chegará a todos. Ubuntu, de forma muito resumida, é um programa de capacitação de jovens que usa como modelos de inspiração líderes como Nelson Mandela, Martin Luther King, Malala, Madre Teresa de Calcutá ou Aristides de Sousa Mendes. De origem africana, traduz-se na expressão “eu sou porque tu és”, e valoriza a solidariedade, procurando inspirar os jovens a serem agentes de mudança ao serviço da comunidade, de forma a construir uma sociedade mais justa e solidária. Este ano letivo, o programa ganhou novo fôlego. O Instituto Padre António Vieira (IPAV), criador das Academias Ubuntu, assinou uma parceria com a Direção Geral de Educação (DGE) e a iniciativa passou a fazer parte do Plano 21|23 Escola+. Dito de outra forma, ao ser integrado no programa de recuperação de aprendizagens desenhado pelo Ministério da Educação, que serve de resposta às perdas sofridas pelos alunos durante a pandemia (académicas e sócio emocionais), qualquer escola do país pode candidatar-se a ter uma Academia de Líderes Ubuntu. O mentor do projeto, Rui Marques, não podia estar mais satisfeito e os vários diretores ouvidos pelo Observador aplaudem a iniciativa — desde que se mantenha de adesão voluntária, quer seja da escola, dos professores e dos alunos.
  • 20. 20 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 O programa em escolas públicas é único em Portugal — em 2016 tinha duas escolas, hoje chega a 380 —, mas o IPAV quer crescer e já tem parcerias com dezenas de países. Para chegar às escolas, nos últimos anos, têm sido os municípios a entrar com o financiamento necessário. Um dos exemplos é o da Câmara da Mealhada — que celebrou um protocolo com o Instituto Padre António Vieira e o agrupamento de escolas do município —, atribuindo um total de 18 mil euros ao IPAV para a implementação e execução do projeto em três anos letivos consecutivos (2020/2021, 2021/2022 e 2022/2023). Feitas as contas, são 6 mil euros por ano para as várias escolas. Seja em que agrupamento for, o custo por aluno irá variar consoante o número de estudantes que cada escola mobiliza para as suas academias, explica Rui Marques. “A nossa estimativa é que possa corresponder entre 60 a 90 euros por aluno participante e por ano letivo.” Segundo declarações feitas no início do ano letivo pelo ministro da Educação, cada aluno da rede pública custa 6.200 euros por ano ao Estado, segundo as contas do ministério que apontam para um aumento da despesa de mais de 30% nos últimos seis anos. A Fundação Gulbenkian, parceira da iniciativa desde o seu nascimento em 2010, já investiu cerca de um milhão e meio de euros nas várias vertentes do Projeto Ubuntu, do qual as Academias são uma pequena parte. Estas passam agora a estar inseridas, durante três anos letivos, no plano de recuperação de aprendizagens que assenta em três eixos e cinco domínios. O orçamento? 900 milhões de euros para a totalidade do plano de recuperação, do qual Ubuntu é uma ínfima parte. No Plano 21|23, as Academias Ubuntu fazem parte do eixo Ensinar a Aprender (que oferece 37 ações específicas à escolha dos diretores) e do domínio Inclusão e Bem Estar. Este engloba oito ações específicas e, dentro delas, as academias Ubuntu fazem parte do Programa para Competências Sócio Emocionais. Ashoka, Dream a Dream e Ubuntu: tudo tem a ver com empatia João Costa, secretário de Estado Adjunto da Educação, explica ao Observador que Ubuntu não é único, há outros movimentos de empreendedorismo social a acontecer nas escolas de todo o mundo. “Há várias iniciativas deste tipo noutros países, por exemplo o programa Ashoka, ou o Dream a Dream, com forte presença na Índia. Portugal é, tanto quanto me é dado perceber, um dos poucos países que integra um programa desta natureza na política pública de educação.” O programa Ashoka, que tem presença em Portugal, defende que todos são agentes de mudança e contribuem para alterações sociais de uma maneira positiva. Uma das suas pedras basilares é garantir que todas as crianças praticam a empatia. Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
  • 21. 21 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Já o Dream a Dream chama a si a missão de capacitar jovens de origens vulneráveis ​​a superar as adversidades, dando-lhes competências sócio emocionais, para que possam prosperar. Com tantos projetos que visam aumentar as soft skills dos estudantes, por que motivo a escolha recaiu no Ubuntu? Enquanto o projeto funcionou em piloto, explica João Costa, teve sempre o acompanhamento da tutela e o apoio financeiro de alguns municípios e da Gulbenkian e foi mostrando resultados positivos entre os alunos. “Os resultados dos estudos de impacto e a avaliação das intervenções nas escolas TEIP revela que há um efeito transformador em várias dimensões do desenvolvimento dos alunos, em tudo coerente com o trabalho pretendido no Apoio Tutorial Específico, pelo que entendemos que faria todo o sentido abrir a possibilidade a que todas escolas aderissem ao programa.” O secretário de Estado diz ainda que “a fase piloto foi sujeita a avaliação, sendo manifestos os impactos nos resultados escolares e em competências sociais e emocionais”. Desde que o Apoio Tutorial Específico foi criado, em 2016, que se assumiu que se devia centrar no desenvolvimento de competências que permitem uma melhor relação dos alunos consigo próprios e com os outros, argumenta João Costa. “Entendemos que este programa é um apoio inequívoco para os professores tutores.” O Observador pediu ao ministério dados dessa avaliação, mas não os obteve até à publicação deste texto. Da mesma forma, o ministério não esclareceu quais os custos das academias por aluno. Autoconfiança e autoestima são indicadores que sobem entre os alunos. Os números concretos são apresentados por Rui Marques e decorrem da avaliação de impacto que é medida através da autoavaliação: os jovens dizem como estavam no início da formação e dizem como estão no final. A seguir é fazer contas. “Esta ferramenta mostra, consistentemente, melhorias em todos os indicadores”, sublinha Rui Marques. Os aumentos mais expressivos são nos indicadores da autoconfiança, que sobe, em média, 34%; no do desenvolvimento pessoal e profissional (28%); no da autoestima (24%); e no do autoconhecimento (22%). “Em autoavaliação, os estudantes participantes sinalizam um impacto muito significativo, mas temos em desenvolvimento outras ferramentas de avaliação que nos darão progressivamente mais informação sobre o impacto gerado na Academia”, sustenta Rui Marques. Aliás, o facto de fazer parte do plano de recuperação e aprendizagens obriga a isso mesmo: a medir e monitorizar resultados. Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
  • 22. 22 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Filinto Lima, diretor do agrupamento de escolas Dr. Costa Matos, está no início do processo de ser uma escola Ubuntu. Ele próprio fez a formação, em conjunto com muitos outros diretores de Vila Nova de Gaia. “É muito interessante, aprende-se muito da vida e faz-nos olhar para o nosso interior. Muitas vezes fazemos as coisas de forma mecânica, sem as saborearmos. Este lado humanista interessa-me muito e cativou-me.” Satisfeito de ver chegar a iniciativa ao resto do país, o também presidente da Andaep, associação que representa diretores de escolas públicas, só deixa um alerta: “Deve continuar a ser voluntário aderir. Não devemos impor este tipo de projetos, devemos proporcioná-los para que as escolas, onde façam sentido, os abracem. Mas vejo muitas qualidades e acho que em qualquer escola o feed back será positivo, porque trabalha sobretudo o lado do aluno-cidadão, a forma como olha as pessoas e como interage com elas.” O mesmo diz a presidente do Conselho de Administração da Gulbenkian, parceira do IPAV desde a primeira hora. “Faz sentido disponibilizar, mas não impondo localmente, antes facultando como recurso para que, quem assim o entenda, o possa aplicar”, afirma Isabel Mota. Nesse sentido, e tendo surgido como resposta “de baixo para cima”, diz ver com agrado que quase 400 agrupamentos tenham entendido experimentar esta metodologia. Até à data, junto dos diretores, não foram levantadas objeções sobre um projeto que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, já assumiu que gostava de ver chegar a mais escolas do país. Por agora, estão envolvidas 380 escolas espalhadas por 170 concelhos do país, segundo Rui Marques. As Academias Ubuntu contam com o alto patrocínio do Presidente da República e o do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na versão Ubuntu United Nations, que levou a metodologia criada em Portugal a 190 países (só Coreia do Norte, Mónaco e Liechtenstein ficaram de fora). Nesses eventos, 100% online, os jovens Ubuntu têm a oportunidade de ouvir vários prémios Nobel da Paz falar sobre as suas experiências de vida. Programa chega a metade das escolas portuguesas “O Ministério da Educação, de forma inteligente — e nem sempre é assim —, conseguiu ir buscar este programa que faz todo o sentido. Se estivermos bem, estamos mais disponíveis, aprendemos melhor”, diz Paulo Mota. Quanto a potenciais críticos ao programa, está sempre disponível para conversar. Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
  • 23. 23 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 “Ser contra estas ideias não é crime e não estamos a falar de um programa curricular. É de adesão voluntária, qualquer aluno precisa da autorização do encarregado de educação para participar. Se o aluno não acredita, se a família não acredita, está no seu direito e convivemos bem com isso”, explica o diretor, que faz um paralelismo com a história dos alunos de Famalicão, onde, por opção dos pais, dois irmãos não frequentaram a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, curricular e obrigatória. Aqui, não há qualquer semelhança, porque tudo é opcional. No entanto, Paulo Mota assume que, se tivesse à sua frente um pai ou uma mãe contrários à filosofia, tentaria explicar ao encarregado de educação o que está em causa, para garantir que a sua resposta às Academias Ubuntu é mesmo negativa, depois de se estar informado sobre o tema. “Até agora, não apareceu ninguém contra. Mas estou pronto para conversar com quem quer que seja sobre o que Nelson Mandela, Martin Luther King ou Madre Teresa de Calcutá tenham exercido de mal ou em que é que foram contra o Homem. Até me podem ajudar a ver onde falharam”, conclui o diretor da escola secundária. A filosofia é africana, a metodologia portuguesa. A meta é ter líderes servidores A Academia de Líderes Ubuntu nasceu há 11 anos, recorda Rui Marques, quando a Fundação Calouste Gulbenkian procurava uma iniciativa que capacitasse jovens descendentes de imigrantes africanos e originários de contextos vulneráveis. Em 2010, a Amadora tornou-se o epicentro Ubuntu em Portugal e as academias aconteciam fora das escolas, com a ajuda de parceiros como a Fundação Oriente e o Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa da Universidade Católica. Ter começado por olhar para jovens descendentes de africanos com uma filosofia vinda da África do Sul foi apenas uma feliz coincidência, sustenta Rui Marques. “O Ubuntu é um presente de África para o mundo e que faz muita falta no mundo em que estamos. A ideia ‘eu sou porque tu és’ é um conceito fundamental das comunidades ancestrais, e foi a chave para Nelson Mandela e Desmond Tutu quererem transformar uma África do Sul que vivia num regime de apartheid num Estado em que todas as etnias fossem consideradas membros de uma Nação Arco-Íris.” Como é que de um país que vivia em segregação racial se dá o pulo para um programa que faça sentido nas escolas portuguesas onde a democracia já tem 47 anos? “A ideia é africana, mas a visão é portuguesa”, explica Rui Marques. Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU
  • 24. 24 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU O que o IPAV desenvolveu, com Rui Marques a encabeçar o projeto, foi uma metodologia de educação não formal — ou seja, que passa pelas experiências e relações — para capacitar jovens para a liderança, através da ética do cuidado, do cuidar de si próprio, do outro, da comunidade e do planeta, explica. “O primeiro foco é capacitar jovens para serem líderes. A segunda dimensão é que sejam líderes servidores, que servem a comunidade. É quase o oposto da tradição de que líder é aquele que é servido e tem todos os direitos. O líder servidor tem uma grande carga de humildade e é o primeiro a servir quem está à sua volta.” Outro ponto fundamental da metodologia, explica o mentor do projeto, é a construção de pontes: “Os Ubuntus são pontífices, construtores de pontes num mundo cheio de fraturas, polarização e discurso de ódio. Ser Ubuntu é dialogar com uma perspetiva construtiva, é ser capaz de construir pontes entre ideias, crenças ou religiões diferentes.” Os cinco pilares Ubuntu e os cinco dias sem aulas A metodologia Ubuntu está estruturada em cinco pilares “essenciais para o desenvolvimento sócio emocional” dos alunos, como explica Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian: o autoconhecimento, a autoconfiança, a resiliência, a empatia e o serviço. A avaliação externa, garante, tem demonstrado resultados muito positivos, tornando evidente que “os alunos que acedem a esta oportunidade se sentem mais confiantes e mais capazes de cuidarem de si, dos outros e do planeta”, defende Isabel Mota que vê com satisfação o crescimento do projeto: “É com agrado que vemos como esta ideia portuguesa, nascida pela mão do Dr. Rui Marques e do IPAV, se internacionalizou, estando presente em 190 países, e agora se transformou em política pública.” Mas, na prática, como é que o Ubuntu chega às escolas? Primeiro, formam-se os adultos — diretores, professores e técnicos especializados — depois os alunos. Os alunos, que só podem entrar nas academias com o consentimento dos pais, não têm aulas durante uma semana inteira e as atividades decorrem no estabelecimento de ensino ou noutro local alternativo. “Ao longo de uma semana, juntamos entre 30 a 40 alunos, escolhidos pelas escolas, e temos cinco dias temáticos: liderar como Mandela; construir pontes, vencer obstáculos; vidas Ubuntu e I have a Dream”, explica Rui Marques. A metodologia usada passou pelo crivo do programa Academias de Conhecimento da Gulbenkian, que testa e valida metodologias que melhorem as chamadas soft skills.
  • 25. 25 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU O agrupamento de escolas do Alto do Lumiar, dirigido por Maria Caldeira, fez parte do primeiro projeto piloto de Academias Ubuntu em Portugal. “Foi durante as Jornadas do Pensamento Emocional do ISCTE, quando as academias foram apresentadas com o intuito de puderem vir a ser adaptadas às escolas, que tive o prazer de conhecer o Rui Marques.” Mais tarde, a DGE convocou todas as escolas de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) de Lisboa para integrar o piloto e ver como funcionava em adolescentes. Até à data, o alvo do programa eram jovens adultos. “Em 2018, fizemos a primeira semana e decidimos fazê-la fora do contexto da escola, porque achámos que era bom os alunos sentirem outra dinâmica, e usámos o Centro Social da Musgueira”, conta a diretora Maria Caldeira. Desde então, têm feito as semanas com alunos do 7.º, 8.º e 9.º anos, inclusive durante a pandemia. “Começámos depois a fazer outra reflexão sobre como seria alargar a iniciativa ao 1.º ciclo e o IPAV queria muito responder a essa pergunta. Assim, este ano estamos a formar os professores dos mais novos e, se tudo correr bem, no 2.º período faremos a formação das turmas do 3.º ano.” As Academias de Líderes Ubuntu são cinco dias de experiência imersiva. “Não têm aulas, usam uma metodologia muito própria, trabalham a resiliência, partilham experiências de vida, criam pontes, discutem projetos de vida, ouvem-se testemunhos de líderes servidores, exemplos de superação e histórias de sucesso de pessoas que tiveram percursos de vida desafiantes”, conta a diretora, que considera que o dia mais marcante para os alunos é aquele em que ouvem as histórias de vida. No último dia, são os alunos a dar o seu próprio testemunho e, no final, quando se tornam Ubuntu recebem uma t-shirt preta com o número 466/64, o número de Mandela na prisão na Ilha Robben. Se algum dos alunos escolhidos não quiser participar, algo que até à data não aconteceu, é integrado noutra turma durante essa semana e tem um horário letivo normal. E há diferenças visíveis nos estudantes ao fim desses cinco dias? “Varia imenso, porque também estão em diferentes estágios de vida, de empatia, em diferentes estágios emocionais. Onde sinto maior diferença é nos alunos com histórias de vida mais difíceis e que mudam muito o comportamento em sala de aula e em relação aos outros.” Na sua escola, os líderes Ubuntu acabam por ser integrados noutro programa do agrupamento, os Diálogos de Liderança, Tutorias e Mentorias, onde desempenham o papel de mentores. O projeto é para continuar neste agrupamento, e só resta ver como será a sua evolução depois da experiência com o 3.º ano.
  • 26. 26 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU “Julgo que alargar este projeto é bom para todos. Em territórios como os meus é ainda mais importante porque dá outro ponto de vista aos alunos. A ideia de ‘eu sou porque tu és’ nestas escolas com enquadramentos sociais desafiantes ajuda muito a criar empatia”, sublinha a diretora. Em contrapartida, acha que desperta quem não teve experiências de vida tão marcantes para a dificuldade de outras existências e ajuda esses jovens a olhar os colegas de outra forma. Se até agora nunca ouviu um não de um encarregado de educação, acredita que isso possa acontecer noutras zonas de Lisboa, com outros contextos sociais. “A única justificação que vejo que possa ser usada, em contextos mais favorecidos, é por ter alguma ligação à religião, embora não tenha qualquer cariz católico. Mas como a iniciativa é do Padre António Vieira, se os pais não forem católicos podem achar que tem a ver com a igreja e não querer participar.” Em Sintra, “parece que vinham possuídos pelo bem” A primeira experiência de Luísa Oliveira com a filosofia Ubuntu foi em 2016. O seu agrupamento de escolas, o Alto dos Moinhos, em Sintra, fez uma parceria com o IPAV e uma turma passou pela Academia de Líderes. “Ficamos com o bichinho de ter mais”, conta a diretora. A hipótese chegou através da Câmara Municipal de Sintra e das candidaturas ao Portugal 2020. “Apresentámos a proposta como um programa de promoção de sucesso escolar e foi aceite.” A diferença que viu nos primeiros professores formados foi imediata. “Parecia que vinham possuídos pelo bem”, diz rindo. “Vinham de coração cheio, energia renovada, e ficámos cheios de vontade de irmos aplicando a metodologia a mais turmas, principalmente a grupos de alunos mais velhos, com mais problemas de relacionamento e de insucesso escolar.” Sobre a semana Ubuntu não tem dúvidas: é intensiva e muito poderosa. Se, no início, alguns professores ficavam reticentes com o facto de os alunos não terem aulas, as dúvidas dissiparam-se. “Os professores veem a importância dessa semana e não levantam problemas, até porque é mesmo visível a mudança nos alunos. Fica ali uma semente.” Continuando sempre a dar passos em frente, a escola já tem um mediador Ubuntu, um psicólogo, a trabalhar na escola a tempo inteiro e a potenciar outros projetos que o agrupamento já tinha, como o da equipa de bem estar ou o programa de mentorias e tutorias. “Aqui na escola o Ubuntu acaba por estar sempre presente e tem princípios que deviam fazer parte do projeto educativo de qualquer escola: aprender a cuidar dos outros, a cuidar de si e da comunidade”, argumenta a diretora. No seu agrupamento, este ano letivo, as academias vão chegar também ao 1.º ciclo.
  • 27. 27 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU A conclusão de Luísa Oliveira é que ser Ubuntu muda mesmo alunos e professores: “Olham e veem verdadeiramente o outro como ele é, aprendem a compreender porque é que o outro é assim e acabam por cuidar e respeitar mais o outro. Há mais empatia, menos bullying. Para os professores, é mais uma ferramenta para percebermos melhor os alunos e cumprirmos a missão de não deixar ninguém para trás.” Ubuntu como ferramenta para combater o bullying “O programa é uma ferramenta apenas.” João Costa usa a expressão, mas não minimizando o que a ferramenta pode fazer. “O propósito” é que seja usada para combater, ou até evitar, problemas como bullying, exclusão e insucesso escolar. O plano de recuperação das aprendizagens prevê que sejam desenvolvidos instrumentos de monitorização do próprio plano, mas também de indicadores de bem-estar sócio emocional, lembra o secretário de Estado, revelando que para tal o Ministério da Educação conta com o apoio da Ordem dos Psicólogos. “Sabemos que a pandemia afetou o bem-estar de todos e também dos jovens. Por isso, recuperar aprendizagens é também trabalhar a inclusão e as emoções.” E essa é uma das vantagens, quando se pensa no bem-estar, desta metodologia: o estudante que se torna Ubuntu, em relação a outro a quem não são dadas as mesmas ferramentas (seja através de que metodologias for), terá mais capacidades ao nível do autoconhecimento, da autorregulação, autoconfiança, resiliência, empatia e cuidado consigo e com os outros, ressalva João Costa. A evidência? “Temos hoje dados, por exemplo do estudo em que Sintra participou, promovido pela OCDE, que mostra uma clara correlação entre estas dimensões e o desempenho académico dos alunos.” João Costa refere-se ao estudo apresentado em novembro em Sintra, que analisou as competências sociais e emocionais de milhares de alunos, de 10 e 15 anos, em 10 cidades de todo o mundo. Uma das conclusões apresentadas é que os jovens de 15 anos têm menos capacidades sociais e emocionais do que os colegas de 10 anos, mostrando que a criatividade e a curiosidade dos alunos cai à medida que avançam no percurso escolar. Por outro lado, o estudo inédito revela que o sentido de responsabilidade é a característica que é partilhada pelos bons alunos do concelho de Sintra, a cidade portuguesa que participou no estudo inédito. Assim, as competências sociais e emocionais são “fortes indicadores do desempenho na escola”, conclui a OCDE.
  • 28. 28 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar Clara de Resende: Filosofia UBUNTU Isabel Mota acrescenta que a experiência no terreno, e a avaliação externa que vem sendo conduzida, tem demonstrado resultados muito positivos, evidenciando que os alunos que acedem a esta oportunidade se sentem mais confiantes e mais capazes de cuidarem de si, dos outros e do planeta. Para a presidente da Gulbenkian, estas academias estão ao serviço da escola, mas também da comunidade, ajudando a construir uma sociedade mais justa e solidária. “Ao desafiar os jovens a olharem para si, para os outros e para a sua escola e comunidade, a Academia tem o poder de os convocar a agirem sobre as suas realidades e contextos”, acredita. Esse foco nos problemas próximos, e esse convite para agir enquanto coletivo na mudança que queremos ver, tem por si só uma enorme potencialidade. Rui Marques resume de outra maneira. “Os jovens Ubuntu são mais bem-sucedidos, e têm mais sentido e propósito na vida. Quando se questionam sobre o que andam aqui a fazer, já estão a ajudar a promover o sucesso escolar e a combater o bullying, porque se detetam um caso são os primeiros a intervir. Um Ubuntu não pode ser passivo.” in vozprof Isabel Pereira ALU
  • 29. 29 Biblioteca Escolar: Sugestão de Leitura Francisco Manta 12º C DeClara nº 51 Fevereiro 2022 «O Vendedor de Passados», de José Eduardo Agualusa Félix Ventura exerce uma profissão peculiar: vende passados falsos. Apesar de terem o futuro assegurado, os seus clientes, geralmente pessoas poderosas e influentes, carecem de um passado glorioso, repleto de memórias felizes e com boas origens. A vida, em Luanda, corria-lhe bem até que, numa noite, recebeu em casa um misterioso estrangeiro a pedir que lhe vendesse uma identidade angolana. É a partir deste momento que «o passado irrompe pelo presente» e que se dão vários acontecimentos inesperados: uma osga reflete sobre lembranças da sua encarnação passada, como ser humano; o misterioso cliente fica tão obcecado com o seu novo passado que se transforma na sua identidade falsa. Estas são apenas duas entre outras situações, algumas bastante inverosímeis. Este romance oferece uma sátira mordaz, sempre divertida e bem-humorada, à sociedade angolana. Francisco Manta Rodrigues, 12.º C
  • 30. 30 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Sugestão de Leitura Não sei quem disse que o inverno não tem perfume, não tem alma nem encanto. Se a brancura da neve não trouxesse o seu alvo manto a uma natureza calma não a encheria de beleza. Passa o frio que cobre essa princesa. E, se alguma chuva cai beijada pelo vento; Então é tempo de procurar uma janela e contemplar como a vida é bela, calma mas efémera. Inverno dá para refletir, caminhar devagar e esperar que a Primavera traga novamente o desabrochar de mais um ano. Elaborado por TM Encanto do Inverno
  • 31. 31 Biblioteca Escolar: Sugestão de Leitura DeClara nº 51 Fevereiro 2022
  • 32. 32 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Ideias de Leitura PNL
  • 33. 33 Biblioteca Escolar: Ideias de Escrita PNL DeClara nº 51 Fevereiro 2022
  • 34. 34 Biblioteca Escolar: Ideias de Leitura PNL http://bibliotecaescolarclararesende.blogspot.com/ DeClara nº 51 Fevereiro 2022
  • 35. 35 Biblioteca Escolar: Ideias de Escrita PNL DeClara nº 51 Fevereiro 2022
  • 36. 36 Biblioteca Escolar: Poemas escolhidos… DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Flutua, parado, o rosto afogado de Ofélia com o seu cabelo verde em compridos véus esparzidos. Lírio depositado em vão que suspira ainda na vaga verde de um qualquer rio, num pôr do sol de um dia de verão. Transparência num corpo de Ninfa que vogará com os braços abertos no fulgor iridescente da corrente. João Santos - 29/12/2021 Professor de Português AECR Iridescências A partir de Ofélia morta, pintura de John Everett Millais (1851-1852)
  • 37. 37 Biblioteca Escolar: Poemas escolhido… DeClara nº 51 Fevereiro 2022 A teoria de Darwin diz-nos (Sapiens nihil affirmat quod non probet) que a evolução da espécie humana se fez por sucessiva mutação. O primata e o hominídeo compõem duas linhagens com partes em comum: a linhagem do macaco e dos chimpazés, depois - exempli gratia -, a linhagem do Homo habilis, do Homo erectus e outros mais que vieram em quatro patas até aos dois pés do manequim final. João Santos - 29/11/2021 Hoc post hoc
  • 38. 38 Biblioteca Escolar: Poemas escolhidos… DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Amanhã e depois irei até junto do mar. Quero escutar o marulhar das ondas para aprender a força do seu embalo de encontro ao areal. Quero sentir a fragrância da maresia e da ressalga. Quero poder ver ao longe o desenho do barco no instante em que se perde no sol poente, rumo à vida além da linha do horizonte. João Santos - 25/11/2021 Ela trazia consigo um enigma escondido no peito e só ela o saberia desvelar. Esperou, por isso, o nascer do dia e lançou a sua pedra ao mar João Santos -11/11/2021 Encontro com o mar Sibila
  • 39. 39 Biblioteca Escolar: Poema escolhido… DeClara nº 51 Fevereiro 2022 razão e coração duas palavras em desunião sim e não. Razão e coração Dia de chuva A água da chuva que cai, lá fora, nervosa, escorrega pelos beirais do telhado, e cai no abismo, marcando compassadamente o tempo. As esferas do pêndulo de Newton, aqui, no tampo da secretária, dançam convulsas, procurando o seu equilíbrio. É por isto que gosto de estar sozinho. João Santos - 04/10/2021 Professor de Português AECR João Santos -12/11/2021
  • 40. 40 Biblioteca Escolar: Página Cultural DeClara nº 51 Fevereiro 2022 “A guerra nunca partiu, filho. As guerras são como as estações do ano: ficam suspensas, a amadurecer no ódio da gente miúda.” Mia Couto, in 𝘖 Ú𝘭𝘵𝘪𝘮𝘰 𝘝𝘰𝘰 𝘥𝘰 𝘍𝘭𝘢𝘮𝘪𝘯𝘨𝘰 Pintura de Jacqueline Hurley (Reino Unido) "É preciso falar de esperança todos os dias. Só para que ninguém esqueça que ela existe..." Mia Couto Edward Burne-Jones “Esperança”
  • 41. 41 Continua… DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Página Cultural Padre António Vieira [6/02/1608 -18/07/1697] " A primeira coisa, que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros (...). Olhai como estranha isto Santo Agostinho (...) "Os homens com suas más, e perversas cobiças vêm a ser como os peixes, que se comem uns aos outros." (...) Olhai, peixes, lá do mar para a terra (...) Para cá, para cá , para a cidade é que haveis de olhar. (...) Vedes vós todo aquele bulir, vedes todo aquele andar, vedes aquele concorrer às praças, e cruzar as ruas; vedes aquele subir, e descer as calçadas, vedes aquele entrar, e sair sem quietação, nem sossego? Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão de comer, e como se hão-de comer ". Padre António Vieira, Sermão de Santo António (aos Peixes), Cap. IV Santo António pregando aos peixes, c 1580, Paolo Veronese (1528 -1588), Galleria Borghese, Roma
  • 42. 42 Professora Fátima Noronha Peres Miranda, Grupo 300 Biblioteca Escolar: Página Cultural DeClara nº 51 Fevereiro 2022 "Não precisa ter pressa. Não há necessidade de brilhar. Não precisa ser ninguém além de si mesmo." Virgínia Woolf (25 de Janeiro de 1882 - 28 de Março de 1941) Virgínia Woolf, 1939, by Gisèle Freund "O beijo é flor no canteiro ou desejo na boca?" Carlos Drummond de Andrade Gustav Klimt, 1904-1905 "Eu tento decorar minha imaginação, tanto quanto posso." Franz Schubert "Schubert at the Piano", 1945 by Gustav Klimt
  • 43. 43 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Reflexões… Que sentido faz? Que sentido faria? O que é o sentido? Tem de existir sentido para a existência ou existências. O sentido existe? Existirá mesmo sem existência? O que é o passado, presente e o futuro? O que é um … Um conjunto de Partículas, um conjunto de algo existencial?? E se não existir mundo? É possível que exista algo que não conseguimos …designar por palavras. O que é a matéria? O que é um sentimento? Se não puderes ser sentido… o que seria o sentir se não houvesse sentimentos, relações, emoções? O que é o mundo se não existissem partículas do que seriam as partículas, se não existisse mundo. Mas, afinal, o que é um mundo? Mas o que define a forma de uma Memória? a forma do mundo … O que é que define a minha forma? Que sou? O que é o mundo? O que é forma? A verdade é que eu … Não sei o que é verdade. Não sei o que é mentira, não sei o que é um sonho, imaginação. Conhecer o desconhecido. Esquecer o que conheço? E o que é que eu conheço? Não sei…Não sei. Porque não sei o que desconheço? Como posso dizer que conheço algo… Se não o conheço na infinitude do seu ser... Que sentido faz?
  • 44. 44 IN^D´FL~ DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Reflexões… Dizer que este mundo pode vir a ser perfeito. Podemos afirmá-lo? E quando afirmamos? “Este momento podia ser perfeito ou é perfeito” Como podemos nós afirmar isso ou sequer pensá-lo? Se nós não estamos? Nem, nunca estaremos ao nível da compreensão … num diálogo que não nos possui. E que nós também não possuímos? A perfeição… estará? não … não … Não está ao alcance de quem é finito no tempo. De quem é esquecido em palavras? De quem é quem sem vida deu mais passos em frente do que o reflexo descreveu para trás. De quem? Tudo fez para ser lembrado. Ou simplesmente nada fiz por ser esquecido. Como pode algo ser perfeito neste mundo? Onde? Não sei o que conheço, nem o que desconheço. Porque a cada momento se tudo se altera, tudo se transforma em algo. Que não consigo definir. Afinal, que sentido faz? 2021-2022
  • 45. 45 Imagem do mês fevereiro de 2022 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Imagem do mês de Fevereiro
  • 46. 46 Notícias em revista… Na pagina seguinte, encontrarás as capas utilizadas na montagem… Quantas capas consegues encontrar nesta montagem ? DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Notícias em revista…
  • 47. 47 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Notícias em revista… Desafios Nesta montagem encontram-se distribuídas as seguintes capas :
  • 48. 48 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Literacia Científica - Animal do Mês Melro Preto Distribuição Comum em zonas arborizadas na maioria da sua área de distribuição, o melro-preto tem preferência por florestas de folha caduca com vegetação rasteira densa, podendo também ser encontrado em zonas arbustivas, campos de cultivo, jardins ou parques, mesmo em zonas urbanas. Os jardins fornecem os melhores locais de nidificação. Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Aves Ordem: Passeriformes Família: Turdidae Género: Turdus Espécie: T. merula Alimentação O melro-preto é omnívoro, consumindo uma grande variedade de insetos, vermes, bagas e drupas. A caça é predominante, sendo particularmente importante durante a época de nidificação, com as bagas e as drupas a serem mais consumidas durante o outono e o inverno. Alimenta-se sobretudo no solo, correndo e pulando, progredindo aos trancos e barrancos, com a cabeça inclinada para um dos lados. Caça principalmente com a visão mas também pode usar a audição, pesquisando o húmus em busca de minhocas e fazendo-as sair das suas tocas com o bico, e revirando folhas em decomposição de forma barulhenta e demonstrativa em busca de outros invertebrados. Ocasionalmente, pode ainda caçar pequenos vertebrados como girinos e pequenos sapos ou lagartos.
  • 49. 49 Professor Artur Neri DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Literacia Científica - Animal do Mês Reprodução Acasalam em março abril, o melro-preto macho atrai a fêmea com uma exibição de corte, que consiste de corridas oblíquas combinadas com vénias, o bico aberto e uma canção grave "estrangulada". A fêmea permanece imóvel até levantar a cabeça e a cauda para permitir a cópula. Embora o macho possa ajudar na construção do ninho, principalmente no transporte de materiais de construção, é a fêmea que constrói sozinha um ninho em forma de taça com ervas ou pequenos galhos, geralmente forrado com lama. Cada postura possui habitualmente três a cinco (normalmente quatro) ovos verde-azulados salpicados com pequenas manchas vermelho-acastanhadas. A incubação é feita unicamente pela fêmea e dura geralmente de 12 a 14 dias. Predadores O melro-preto é muito vulnerável à predação, visto que passa muito do seu tempo no solo em busca de alimento e patrulhando o seu território. Junto a habitações humanas o principal predador desta espécie é o gato doméstico (Felis silvestris catus).
  • 50. 50 Professor Artur Neri Professor Artur Neri Desafio de matemática de fevereiro Resposta ao desafio de janeiro Numa mala há 5 cofres, em cada cofre há 3 caixas e em cada caixa há dez moedas de ouro. A mala, os cofres e as caixas estão todos fechados, Quantas fechaduras devem ser abertas para se obterem 50 moedas? DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Resposta ao problema de janeiro: 8 fechaduras Quantas letras têm em comum as palavras CANGURU e PROBLEMA?
  • 51. As secas do mês #44 Atenção: Estas anedotas são extremamente secas. Mesmo muito secas! As mais secas que já alguma vez ouviste! 51 Informação (in)útil #2 Depois de cada jogador fazer três movimentos num jogo de xadrez, existem 121 milhões de caminhos possíveis para a partida. ISP Francisco Manta Rodrigues 12.ºC DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Sugestões do mês Num stand de automóveis: - Bom dia, procuro um automóvel com poucos quilómetros. - Não procure mais, tenho aqui um modelo com apenas 0,003 km de comprimento! Como é que sabes se tens um urso escondido dentro do forno? - A porta não fecha! Qual é o peixe preferido dos ladrões? - Roubalo!
  • 52. 52 Obras selecionadas para a Fase Municipal Biblioteca Escolar: Concurso Nacional de Leitura – Fase 2 As obras de leitura obrigatória selecionadas para a Fase Municipal são da autoria do premiado escritor, radicado na cidade do Porto desde 1990, Richard Zimler, nomeadamente: 2.º Ciclo do Ensino Básico: • O cão que comia a chuva. Porto: Porto Editora, 2016. 3.º Ciclo do Ensino Básico: • Ilha Teresa. Alfragide: D. Quixote, 2011. Ensino Secundário: • Os anagramas de Varsóvia. Alfragide: Oceanos, 2009. A data para a realização das provas da fase municipal é o dia 3 de março, quinta-feira, As obras para leitura serão gentilmente emprestadas pelas Bibliotecas da Câmara Municipal do Porto. DeClara nº 51 Fevereiro 2022
  • 53. 53 Alunos apurados para a Fase Municipal DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Concurso Nacional de Leitura-Fase Escola http://bibliotecaescolarclararesende.blogspot.com/2022/01/obras-para-leitura-fase-municipal.html
  • 54. 54 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Biblioteca Escolar: Concurso Nacional de Leitura – Fase 2
  • 55. 55 Biblioteca Escolar: Concurso Nacional de Leitura – Fase 2 http://bibliotecaescolarclararesende.blogspot.com/2022/01/regulamento-do-cnl-fase-municipal.html DeClara nº 51 Fevereiro 2022
  • 56. 56 O concurso Media@ção, este ano, coloca à escolha dos concorrentes a abordagem de um dos três temas: relacionar os media com a liberdade de expressão; com a participação em termos de cidadania, na escola e/ou comunidade; pensar a relação entre diferentes media. Mais uma vez, partindo da vivência e dos usos e práticas mediáticas individuais. O atual Regulamento faz referência à desvalorização de trabalhos tipo Powerpoint animado ou construídos a partir de programas de animação automática. Abrangendo o público estudantil o concurso Media@ção destina-se a todos os alunos que queiram refletir sobre a sua experiência de uso dos media e dar expressão à sua criatividade através de um vídeo, um podcast ou uma animação 2D, 3D ou stop motion! A data limite para entrega dos trabalhos é o dia 5 de abril de 2022, não sendo necessária inscrição prévia. Regulamento no Portal RBE https://www.rbe.mec.pt/np4/Mediaacao.html Biblioteca Escolar: Concurso Media@ção 2022 DeClara nº 51 Fevereiro 2022
  • 57. 57 Biblioteca Escolar: Concursos “Isto também é comigo!” e "Jornalistas em Rede" O concurso “Isto também é comigo!” insere-se numa parceria entre o PÚBLICO na Escola e a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE). Tem como destinatários alunos do 9.º ao 12.º ano, desafiados a escrever um texto de opinião a propósito de um trabalho do jornal PÚBLICO O regulamento do concurso está disponível online. Em cada mês, o estudante vencedor recebe uma coleção de livros do PÚBLICO e vê o seu texto publicado nas plataformas digitais do PÚBLICO na Escola e da RBE e respetivas redes sociais. À escola é oferecida uma assinatura digital anual do PÚBLICO ou uma coleção de livros para a biblioteca. Integram o júri do concurso: Bárbara Simões, coordenadora do PÚBLICO na Escola; Cláudia Sá, professora de Português e coordenadora do Clube de Jornalismo da Escola Básica António Correia de Oliveira, em Esposende; Joana Amaral, aluna do 12.º ano na Escola Secundária Emídio Navarro, em Almada; e Raquel Ramos, elemento da equipa do Gabinete Coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares. Um outro concurso, “Jornalistas em Rede”, está também a decorrer neste ano letivo, no âmbito da mesma iniciativa conjunta, apresentada, no final de outubro, num programa no Ao Vivo do PÚBLICO: “Aceita o desafio: da tua biblioteca ao PÚBLICO”. Participa! DeClara nº 51 Fevereiro 2022
  • 58. 58 Biblioteca Escolar: Concurso Repórter XS REPÓRTER XS – faz uma reportagem sobre a tua escola! Um desafio que deverá passar pelo espaço da biblioteca escolar e que tem como objetivos promover a leitura, a escrita e o sentido crítico, com recurso aos media. #rededebibliotecasescolares #rbe #parcerias #concursos #projetos Destinatários Poderão concorrer todos os alunos dos 1.º e 2.º ciclos das escolas de Portugal Continental, correspondendo cada ciclo a um escalão. Participação Cada Agrupamento de Escolas/ Escola não Agrupada apenas poderá enviar uma reportagem por escalão – 1.º ciclo e 2.º ciclo, com duração máxima de 3 minutos. Submissão A submissão das reportagens é formalizada pelo professor bibliotecário até 26 de abril de 2022. Participa! DeClara nº 51 Fevereiro 2022
  • 59. 59 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Divulgação: Clube de Xadrez
  • 60. 60 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Divulgação / Convite: Clube de Ciência O Clube da Ciência, pela primeira vez a funcionar na nossa escola, tem as suas atividades no Laboratório Polivalente à quinta-feira, das 14:20 h às 15:10 h. Temos trabalhado com os nossos jovens temas diversos. Fizemos algumas experiências de Química, construímos um “vulcão efusivo”, fizemos um presépio com material de laboratório e material reciclado, testamos soluções ácidas e básicas de uso comum com papel indicador universal, fizemos experiências de eletricidade estática, testamos a água da Ribeira da Granja, procuramos o amido em alguns alimentos, vimos rosas brancas a ficarem coloridas e vimos flores de papel a desabrochar, etc. Começamos também a fazer cartazes sobre a reciclagem de papel e plástico/metal. As inscrições no Clube continuam abertas aos alunos das várias turmas do ensino básico (2.º e 3.º ciclos). Vem fazer parte desta equipa jovem e curiosa! As Professoras responsáveis pelo Clube da Ciência Cristina Pereira e Fátima Vieira
  • 61. 61 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Atividades / Informação: Clube da Ciência Rede Nacional de Clubes Ciência Viva A Escola candidatou-se à Rede Nacional de Clubes Ciência Viva na Escola no final do ano passado, tendo a candidatura sido aprovada. O projeto aprovado visa atividades na e para a comunidade, abrangendo quatro anos letivos. Os Clubes Ciência Viva funcionam nas escolas como espaços abertos de contacto com a ciência e a tecnologia, para a educação e para o acesso generalizado dos alunos a práticas científicas, promovendo o ensino experimental das ciências. Clube da Ciência na Clara de Resende Torre de líquidos As Professoras dinamizadoras do Clube da Ciência Cristina Pereira e Fátima Vieira
  • 62. 62 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Atividades do Clube da Ciência Análise de uma amostra de água da Ribeira da Granja
  • 63. 63 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Atividades do Clube da Ciência O que são vulcões? Construção de um vulcão efusivo!
  • 64. 64 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Plantas coloridas e Flores que desabrocham sobre a água Atividades do Clube da Ciência
  • 65. 65 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Atividades do Clube da Ciência
  • 66. 66 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Atividades do Clube da Ciência
  • 67. 67 As Professoras responsáveis pelo Clube da Ciência Fátima Viera e Cristina Pereira DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Vamos fazer enfeites de Natal Atividades do Clube da Ciência
  • 68. 68 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Vamos reciclar Atividades do Clube da Ciência
  • 69. 69 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Atividades do Clube da Ciência
  • 70. 70 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Ácidos e bases Atividades do Clube da Ciência
  • 71. 71 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Vamos descobrir o amido Atividades do Clube da Ciência
  • 72. 72 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Experiências de pôr os cabelos em pé! Atividades do Clube da Ciência
  • 73. 73 As Professoras dinamizadoras do Clube da Ciência Fátima Viera e Cristina Pereira DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Viva o Clube da Ciência! Atividades do Clube da Ciência Como montar um circuito elétrico simples?
  • 74. 74 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 1.º ciclo: EB João de Deus – São Valentim St. Valentine's Day ou Dia de S. Valentim O vermelho entrou pela porta adentro e ninguém o recusou. Entrou de forma discreta e a todos encantou. Em forma de coração apareceu Coberto de diferentes materiais VERMELHOS Vermelho de coração Vermelho de beleza Vermelho de emoção Vermelho de amizade Vermelho de paixão O vermelho entrou discreto E a escola, de forma diferente, enfeitou. Corações pendentes do teto, corações em cartões desejando um dia de S. Valentim bem alegre, animado e em conjunto vivenciado. Porta da Entrada Interior
  • 75. 75 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Basta ver os olhos de uns: espantados, admirados, …. e os de outros: fascinados, orgulhosos, …, com o trabalho realizado e o belo efeito provocado. Quem aqui chega é obrigado a parar e a observar. Tanta beleza! Tanta simplicidade! Tanta harmonia! Tanta cor!!! Espalhado por vários sítios e de diferentes formas, cá fica o resultado de uma sã cooperação: a escola e a família. E assim conseguiram, o dia de S. Valentim comemorar. Entrada da cantina Entrada interior 1.º ciclo: EB João de Deus – São Valentim
  • 76. 76 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Entrada da Escola vista do interior Mural 1.º ciclo: EB João de Deus – São Valentim
  • 77. 77 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Parabéns a todos aqueles que colaboraram nesta iniciativa. E à mentora de todo este trabalho feito e pensado com simplicidade, com amor e dedicação - professora Sónia (professora de Inglês). Obrigada! A Coordenadora da EB João de Deus Fátima Vaz 1.º ciclo: EB João de Deus – São Valentim
  • 78. 78 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 1.º ciclo: EB João de Deus – Orçamento Participativo Temos visitas!!!! No dia 18 de fevereiro tivemos visitas. O que fazer então? Vamos ter visitas …. Como as receber? Sim, pois na arte de bem receber temos sempre muito a aprender. - Não estou a perceber? Tiveste visitas? Assim? Sem mais? - Não, claro que não. Vou-te contar. Mas tem que ser do princípio para perceberes. - Está bem. Sou toda “ouvidos”. Adoro histórias verdadeiras ou inventadas, reais ou sonhadas. - Esta é verdadeira e real. Vais gostar. No ano passado houve duas propostas apresentadas no Orçamento Participativo da Junta de Freguesia de Ramalde “A Horta da João de Deus” e “Brincar à Vontade e em Segurança Aprendendo melhor”. Fizemos cartazes onde ilustramos as duas propostas. Mais tarde, as turmas do 3º e 4º ano foram chamadas a votar. - Votar? Como nas eleições ou nas salas de aula com o dedo no ar? - Não. Aqui votamos a sério. Fazemos tudo como nas eleições. Temos cadernos eleitorais, o boletim de voto, a mesa de voto, a urna para colocar os votos, a votação (um de cada vez), a contagem dos votos com representantes da escola – alunos e professores propostos – e elementos da Junta de Freguesia para que tudo seja transparente e decorra com normalidade. - Ena!!! Isso é que é uma eleição a sério!! - Sim. Tudo integrado no Projeto Educar para a Cidadania do ano 2020 /2021 da Junta de Freguesia. - E depois? E depois?
  • 79. 79 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 1.º ciclo: EB João de Deus – Orçamento Participativo - Depois fazemos uma ata onde consta o resultado das propostas apresentadas. Esta ata é enviada para a Junta e lá analisam os resultados. - Sim, sim … Mas tu começaste a falar em VISITAS e até agora só te ouvi falar de ELEIÇÕES … - Pois! É para tu perceberes a razão de termos tido visitas. - O quê? As visitas têm a ver com as eleições? - Exatamente. Ora, hoje, dia dezoito de fevereiro, tivemos visitas. Da Junta de Freguesia de Ramalde chegaram muitas bolas para os meninos e meninas poderem brincar sem se magoar. - Ora! São bolas e pronto. - Nem penses. Na nossa escola os alunos só podem jogar com bolas bem fofas para não se magoarem. Claro que nas aulas de Desporto usam outras, ou melhor, usam várias e de vários tipos e tamanhos. No campo de futebol é que não. E como são fofas gastam-se muito depressa. - Ah! Essas não conheço. Um dia mostra-me. Assim, se calhar, posso jogar futebol com a minha irmã mais pequena sem a magoar. - Claro que sim. Mas recebemos mais coisas. - A sério? - Sim. Uns patins fantásticos. Lindos! Devias ver. - E eu que adoro andar de patins. E mais alguma coisa? - Sim. Tivemos colunas para colocar nas salas de aula. Umas têm, mas outras não. Assim podem ficar todas com colunas. Um aspirador e triturador de folhas para fazer a limpeza do recreio mais fácil quando começam a cair as folhas e tivemos uma surpresa … - Mais, ainda? - Sim. Um projetor. Lá na escola estamos a equipar as salas de aula que não têm quadros interativos com projetores de teto. Veio mesmo a calhar.
  • 80. 80 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 1.º ciclo: EB João de Deus – Orçamento Participativo E para recebermos estas visitas tão especiais que nos iam oferecer todas estas coisas, convidamos mais pessoas: A Sr.ª Diretora do Agrupamento, a Associação de Pais, os professores dos 3ºs e 4ºs anos e os alunos. A entrada O Staff
  • 81. 81 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 1.º ciclo: EB João de Deus – Orçamento Participativo - Tanta gente? E que fizeste? - Ora, quando temos visitas temos de as receber, certo? E visitas especiais têm de ter uma receção especial, certo? - Dá jeito. - Pois. Para isso enfeitamos o local com a ÁRVORE DOS VALORES. Valores e Cidadania combinam, não achas? E os alunos das 4 turmas depois de receberem em nome da escola os presentes deram um bocadinho daquilo que sabem fazer. Árvore dos Valores - Como assim? -Uns LERAM poemas, outros CANTARAM, outros TOCARAM e, num instante, fizemos uma festa. Uma festa simples, mas genuína. Foi a forma que encontramos de agradecer as ofertas e a visita. Que te parece? - Acho que foi uma boa ideia!
  • 82. 82 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 1.º ciclo: EB João de Deus – Orçamento Participativo - Esqueci-me de te dizer uma coisa muito importante. - O quê? - Algumas pessoas adultas falaram antes a explicar a razão de estarem ali e, no fim, a agradecer a nossa receção. Foi um momento diferente na escola. Foi uma festa quase improvisada, mas que eu gostei de ver. Foi muito bonito. Simples, mas bonito. - Tiraste fotografias? - Algumas. - Depois deixas-me ver? - Claro que sim. E mostro-te tudo. - Obrigada.
  • 83. 83 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 1.º ciclo: EB João de Deus – Orçamento Participativo E assim termina uma história verdadeira e real. Fruto da colaboração de várias instituições: Junta de Freguesia de Ramalde, Associação de Pais e Escola João de Deus. Agradeço a todos aqueles que tornaram possível este momento de partilha e alegria: Junta de Freguesia: com a presença da Sr.ª Presidente da Junta de Freguesia de Ramalde Patrícia Rapazote, da Sr.ª Engenheira Ana Alonso, Vogal da Educação, e da Subunidade de Desporto, Educação, Juventude e Comunicação o Dr. Nuno Silva, Coordenador, Dr.ª Rita Correia, Técnica Superior e a Dr.ª Mariana. Direção Executiva: Diretora Dr.ª Ana Alves Associação de Pais com a presença de dois representantes Professores do 3º, 4º ano e de Inglês Alunos do 3º e 4º anos OBRIGADA! A Coordenadora Fátima Vaz As ofertas
  • 84. 84 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF - Dia dos Afetos… Para celebrar o Dia dos Afetos, 14 de fevereiro, os alunos das turmas 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF, na disciplina de TIC, criaram "nuvens de palavras" sobre o tema. Dia dos Afetos
  • 85. 85 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF - Dia dos Afetos…
  • 86. 86 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF - Dia dos Afetos… Professora da disciplina de TIC: Sofia Ribeiro
  • 87. 87 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Dia da Internet Mais Segura - 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF Dia da Internet Mais Segura No mês de fevereiro celebrou-se o dia da Internet Mais Segura e, como é habitual, na disciplina de TIC realizaram-se trabalhos e abordaram-se temas relacionados com a Segurança Digital. Os alunos das turmas do 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF criaram uma imagem de perfil, intitulada de "Avatar", como forma de preservar a sua identidade visual na comunidade virtual e elaboraram bandas desenhadas, com histórias imaginadas por eles, sobre os comportamentos seguros na Internet.". Avatares 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF "Avatar"
  • 88. 88 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Os alunos criaram bandas desenhadas, com histórias imaginadas por eles, sobre os comportamentos seguros na Internet.". BD – Comportamentos seguros na Internet Abril 5.ºD BD - Abril Dia da Internet Mais Segura - 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF
  • 89. 89 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Ana Cunha, 5.ºF BD - Ana Cunha Dia da Internet Mais Segura - 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF
  • 90. 90 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Catarina, 5.ºF BD - Catarina Dia da Internet Mais Segura - 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF
  • 91. 91 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Professora da disciplina de TIC: Sofia Ribeiro Joaquim, 5.ºF BD - Joaquim Dia da Internet Mais Segura - 2.º ciclo: TIC 5.ºC, 5.ºD e 5.ºF
  • 92. 92 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Soluções… Dia da Internet Mais Segura: TIC Funcional-Ensino Secundário
  • 93. 93 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 João Pereira da turma 12ºF Professora de TIC: Sofia Ribeiro E.S.: TIC Funcional Dia da Internet Mais Segura
  • 94. 94 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 3.º ciclo: Inglês 7.º ano_St Valentine_Professora Paula Cunha Professora Paula Cunha
  • 95. 95 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD – A vida das abelhas A VIDA DAS ABELHAS Entrevista ao professor Luís Nelson Cardoso* Como Albert Einstein disse: “Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência (…)”. Na aula de Ciências Naturais do dia 27 de janeiro descobrimos que a vida das abelhas Apis mellifera se revela numa relação biótica Intraespecífica de Cooperação (Social) e tendo tido o privilégio de ouvir e questionar o professor Luís Nelson Cardoso, que também é o nosso professor de Português e cuja paixão é a apicultura, muito em voga nos dias de hoje pela importância da sustentabilidade ambiental e saúde sustentável. Uma aula diferente! As abelhas são os seres que mais poliniza as plantas, e estas têm uma grande capacidade de cooperar entre si, e várias curiosidades sobre as mesmas. A abelha rainha, mãe de todas as abelhas, coloca cerca de 1000 ovos por dia e vive durante 3 a 5 anos. Esta só sai de dentro do ninho duas vezes na vida. A primeira vez é para realizar o voo nupcial, onde acasala, e a segunda vez é quando a nova rainha nasce e esta tem que sair, juntamente com um pequeno enxame, para procurar um novo lar. As abelhas operárias são responsáveis por coletar pólen e fazer o mel. Elas duram apenas 2 a 3 meses, pois acabam por morrer de exaustão, mas no seu tempo de vida dão o equivalente a 2-3 voltas ao mundo durante o trabalho. Os zangãos por outro lado morrem congelados, pois são postos de fora da colmeia nos meses frios, pois são inúteis durante esse tempo, e têm apenas a função de acasalar com a rainha.
  • 96. 96 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD – A vida das abelhas Numa colmeia podem ficar alojadas 60 mil abelhas, sendo que a temperatura ideal para essas é entre 30º e 35ºC, caso contrário, quando a temperatura está acima de 35ºC, um grupo de abelhas junta-se na entrada da colmeia a bater as asas para retirar o ar quente da mesma. As colmeias são constituídas por duas partes. Na parte inferior fica o ninho, e na parte superioras alças, onde é produzido o mel. As abelhas levam uma alimentação simples, sendo que as adultas comem mel, e as criascomem mel e também pólen. Quando uma destas, por exemplo, encontra um bom campo de flores, para reunir todas asabelhas, realiza uma dança em forma de oito (8). Entrevista ao Professor Luís Nelson Cardoso acerca da vida das abelhas 1. Durante quanto tempo vive uma abelha? R.: Uma abelha operária vive durante 2 a 3 meses, pois acabam por morrer de exaustão, enquanto a abelha rainha vive durante 3 a 5 anos. 2. Quantas abelhas pode conter uma colmeia? R.: Uma colmeia pode conter até 60 mil abelhas.
  • 97. 97 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD – A vida das abelhas 3. De que se alimentam as abelhas? R.: As abelhas adultas alimentam-se de mel, enquanto as crias não só se alimentam de mel, como também de pólen. 4.Qual é a temperatura ideal das colmeias? R.: A temperatura ideal para as colmeias é entre 30º e 35ºC. 5.Como reagem as abelhas a temperaturas elevadas? R.: Quando a temperatura é superior a 35ºC, um grupo de abelhas junta-se na entrada da colmeia, e começam a bater as asas para retirar o ar quente da colmeia. 6.Que sinal usam as abelhas para se reunirem? R.: As abelhas fazem uma dança em forma de oito (8), para quando estão afastadas umas das outras, se reunirem.
  • 98. 98 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD – A vida das abelhas 7.Como se classificam as abelhas? R.: A abelha rainha ou abelha mestra põe os ovos, sendo mãe de todas as outras. As abelhas fêmeas ou operárias são responsáveis por coletar o pólen e fazer o mel. E as abelhas macho ou zangão, são apenas responsáveis por acasalar com a abelha rainha, sendo “descartáveis” durante o inverno, pois vão para fora da colmeia para morrerem, pois nesta altura do ano não são necessários. 8. Como se organizam as colmeias? R.: Na parte de baixo das colmeias fica o ninho, onde a rainha fica a maior parte do tempo e onde vivem as abelhas, e em cima ficam as alças, onde as abelhas operárias depositam o mel. 9. Quantos ovos põe uma abelha rainha? R.: Uma abelha rainha põe cerca de 1000 ovos por dia.
  • 99. 99 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD – A vida das abelhas 10. O que é o voo nupcial? R.: O voo nupcial é o voo realizado pela abelha rainha para acasalar, sendo também uma das poucas vezes em que a mesma sai do ninho. Escola Básica e Secundária Clara de Resende, 27 Janeiro 2022
  • 100. 100 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD - CNC CNC. Competições Nacionais das Ciências, Universidade de Aveiro A CNC em Rede decorreu em todas as escolas a nível nacional, de 14 a 18 de fevereiro 2022. No dia 18 de Fevereiro de 2021 a Escola Clara de Resende participou na CNC em rede, com a representação de 9 equipas de 8ºano, da turma D. As Competições Nacionais de Ciência (CNC) são constituídas por um conjunto de doze competições, nas áreas de matemática, biologia, geociências, física, química, português, inglês e literacia financeira, destinadas a jovens do 1.º Ciclo do Ensino Básico ao Ensino Secundário. 9 equipas do 8ºD.
  • 101. 101 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºD - CNC Desde o início do ano letivo são disponibilizadas provas para os estudantes irem testando os seus conhecimentos. Estas provas, em constante atualização, contemplam as várias áreas científicas que entram em competição e têm por base as orientações programáticas do Ministério da Educação. As CNC não se restringem aos dias de competição. Na realidade, estas competições iniciam-se com a disponibilização dos treinos, a partir da plataforma online e, depois materializam-se em dois eventos nacionais, um em Rede que se realiza em fevereiro/março e para culminar todo este processo, as CNC na Universidade de Aveiro, em abril. As CNC têm como objetivos basilares desenvolver conteúdos e eventos ao serviço da promoção do sucesso escolar e da literacia científica, levando a ciência ao público jovem, de forma lúdica e divertida, promovendo o uso das tecnologias da informação e da comunicação. Obrigada 8ºD pelo espírito de equipa, iniciativa e representação da nossa escola! Professora, Paula Sanches
  • 102. 102 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 3.º ciclo: Ciências Naturais – 9.º A Visita ao Laboratório Aberto do IPATIMUP Na passada quinta-feira (10 de fevereiro) a turma 9ºA , acompanhados pelas professoras Alda Dias e Célia Rego, fizeram uma visita de estudo ao Laboratório Aberto do IPATIMUP , para realizar uma atividade experimental no âmbito da disciplina de Ciências Naturais . O que são o Laboratório Aberto e o IPATIMUP . O IPATIMUP, Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto é uma associação privada, sem fins lucrativos e de Utilidade Pública e que tem por objetivos compreender as causas e a evolução das doenças oncológicas humanas de forma a avançar no diagnóstico precoce, maximizar a eficiência do tratamento, melhorar a qualidade de vida dos doentes e diminuir a incidência de cancro na população. As principais vertentes da sua atividade passam por investigar em Oncologia e Genética Populacional, procurando otimizar as interações de diversos domínios científicos (Medicina, Biologia, Genética, Farmácia, Biofísica), em formar e treinar alunos pós-graduados, especialistas e técnicos nacionais e estrangeiros, em difundir o conhecimento científico como contributo para o desenvolvimento da cultura científica na comunidade e disponibilizar serviços de diagnóstico e consultoria. Em conjunto com outras entidades, o IPATIMUP iniciou o projeto Laboratório Aberto com o objetivo de dar a conhecer à comunidade a vida no laboratório através de simples experiências sobre vários tipos de campos das ciências naturais . A atividade feita pelos alunos foi … O ABC das Hemácias. A atividade tinha como objetivo observar os constituintes do sangue ao microscópio, determinar o grupo sanguíneo de amostras e prever quais as incompatibilidades existentes entre grupos sanguíneos.
  • 103. 103 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 3.º ciclo: Ciências Naturais – 9.º A Em conjunto com outras entidades, o IPATIMUP iniciou o projeto Laboratório Aberto com o objetivo de dar a conhecer à comunidade a vida no laboratório através de simples experiências sobre vários tipos de campos das ciências naturais . Os alunos puderam presenciar a aglutinação sanguínea e puderam desempenhar um trabalho semelhante ao dos cientistas que estudam o sangue e as suas patologias. A atividade ajudou, também, os alunos a compreender melhor a matéria dada nas aulas A viagem Os alunos deslocaram-se de metro até ao Polo Universitário , tendo de mudar de linha na estação da Trindade. Saídos do metro , os alunos foram a pé até a uma antiga escola primária, onde se encontra o Laboratório Aberto .
  • 104. 104 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 3.º ciclo: Ciências Naturais – 9.º A Morada do laboratório: Rua do Tâmega, s/n (Antiga Escola Primária de Paranhos) 4220 - 465 Porto. Conclusão A visita ajudou os alunos a concluir que, o fenómeno da aglutinação deve-se à reação entre o anticorpo presente no sangue e os diferentes antigénios. Os resultados foram, evidentemente, diferentes entre os diferentes alunos da turma que, a partir dos resultados obtidos, puderam determinar o tipo sanguíneo da sua amostra de sangue. A visita foi muito esclarecedora e interessante. Caso tenham a oportunidade de visitar o Laboratório Aberto, aproveitem a visita, que decerto será interessante. Ana Carolina / Nº2/ 9ºA
  • 105. 105 Professora de História: Célia Rego DeClara nº 51 Fevereiro 2022 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 3.º ciclo: História 9.ºA, B, C, D – Efemérides - fevereiro 2022
  • 106. 106 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Ensino Secundário: Inglês 10.ºG Review on Lord of The Rings: The Two Towers The notorious film Lord of The Rings: The Two Towers, the second subtitle of the saga Lord of The Rings, was released 20 years ago. During all this time, a giant community of fans has been active and continues to support the fantasy world created by John Ronald Tolkien. In brief, this particular film is centred on Aragorn, a member of the Fellowship of the Ring, a society with the mission of destroying the Ring of Power, central subject of the saga. This film begins when Gandalf resurrects as Gandalf, The White, after fighting Balrog, a demon from the Mines of Moria. Then, the fellowship departs to save Merry and Pippin, members of the group, and with the help of the Ents, mythological creatures that live in forests and are able to speak, defeat Saruman and destroy Isengard, ally of Mordor, ruled by Sauron. At the same time, Frodo and Sam try to enter Mordor to destroy the Ring, with a new unlikely ally, Gollum, a horrible creature possessed by the Ring of Power. The film ends with the battle of Helm's Deep, where elves, dwarves and humans fight alongside against thousands of orc legions. This outstanding film features many famous actors such as Ian McKellen as Gandalf, Elijah Wood as Frodo, Viggo Mortensen as Aragorn, Orlando Bloom as Legolas and Billy Boyd as Pippin. From my perspective, this is one of the best films ever made, if not the best. I say this because the relationship between the second book and this film is sincerely positive, having many interesting characteristics added, such as more detailed battles, namely, the siege of Helm's Deep and a better way of actually seeing landscapes and characters, for instance. Furthermore, the actors' performances were quite good, mainly Ian McKellen and Orlando Bloom. In my opinion, the film was well done, being important to understand better descriptions and characters. Additionally, it follows the main subjects of the book and I really recommend watching it. João Henrique Guimarães, nº 20, 10ºG
  • 107. 107 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Ensino Secundário: Físico-Química 10.ºC Review on The Little Mermaid The film “The Little Mermaid”, inspired by Hans Christian Andersen's Fairy Tales, was released in 1989 by Walt Disney Studios. The film is about the story of a young mermaid named Ariel who falls in love with a human prince named Eric, but unfortunately she’s forbidden by her father, King Triton, to have contact with humans. To make her dream come true, Ariel asks Ursula, The Sea Witch, for help. Ursula takes Ariel's voice and so she becomes a human. Finally, Ariel meets her platonic love, but Ursula has an evil plan. With great courage, Ariel manages to unmask Ursula and so the mermaid and the prince live happily ever after on land and sea. I love this film, because I think that despite being a fantasy film labeled for children, it is also important for everyone to watch, because it helps us to open our minds to dream and not be afraid to make our dreams come true. But what I like most about the film is the soundtrack that makes us dream of other universes. In my opinion the song “Part of Your World” is a melody full of hope and nostalgia, but above all full of strength. The song is performed by the American singer Jodi Benson. I recommend this film to anyone who likes a good orchestra, musical or flying to the land of dreams; those who like very pragmatic things probably won't identify with the film, but there's nothing like trying… Joana Curado, nº 18, 10ºG Professora de Inglês: Alexandra Soares
  • 108. 108 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Ensino Secundário: Físico-Química 10.ºC Sabes como o dinitrogénio atmosférico é incorporado na matéria orgânica? Normalmente, o nitrogénio é encontrado em forma de gás na atmosfera, representando cerca de 78,1% do volume do ar. Uma boa parte das substâncias orgânicas que constituem os seres vivos contêm átomos de nitrogénio. Efetivamente, algumas bactérias têm a capacidade de capturar moléculas de nitrogénio (N) e transformá-las em componentes úteis para os restantes seres vivos. O nitrogénio é ainda encontrado em substâncias como os ácidos nucleicos. De facto, os ácidos nucleicos (DNA e RNA) são responsáveis pelo armazenamento, transmissão e tradução dos caracteres hereditários. O corpo humano é ainda formado por proteínas, macromoléculas compostas por 16% de nitrogénio. O ciclo do nitrogénio é um ciclo biogénico-químico que garante a circulação do dinitrogénio no ambiente físico e dos seres vivos. Neste ciclo, estão envolvidos processos como a decomposição da matéria orgânica. Como por exemplo – fixação do nitrogénio.
  • 109. 109 Professora Físico - Química 10.º C: Isabel Pinto DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Ensino Secundário: Físico-Química 10.ºC Neste processo o dinitrogénio atmosférico, disponibilizado para as plantas, é incorporado em compostos orgânicos nitrogenados. Este processo depende assim das condições características do material orgânico. Apesar disso, o nitrogénio não é utilizado por maior parte dos seres vivos, pois estes não o conseguem incorporar. Somente algumas bactérias conseguem utilizá-lo. Estas, (maior parte) associadas às raízes das plantas, fornecem-lhes os sais de nitrogénio, enquanto as bactérias recebem delas a matéria orgânica. Para além disso, as rochas da superfície terrestre fornecem o nitrogénio, através da penetração deste no solo, que acaba por passar para as plantas. Assim prossegue este ciclo. Trabalho elaborado por: Ana Catarina Silva, Ana Sofia Lopes, Clara Pires, Henrique Tomé, Maria Moutinho, Matilde Barbas, Natália
  • 110. 110 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Ensino Secundário: Inglês 10.ºF – Aula de Russo A Língua Russa Atividade de Inglês – 10ºano, turma F Nas aulas de Inglês e aceitando o desafio que a professora lançou aos alunos da turma, a Cármen Gravikova Fraga, aluna ucraniana desta turma, achou boa ideia “ensinar” russo aos seus colegas. Esta é uma turma da área de Línguas e Humanidades, logo, a aprendizagem de línguas estrangeiras é um bom mote para aulas diferentes. Como já tinham recebido um aluno paquistanês do programa Erasmus, que também os ensinou a falar/ escrever urdu na aula de Novembro, porque não aprender russo? A Cármen elaborou um PowerPoint com a evolução dos alfabetos russos, a contextualização histórica da Rússia, da Ucrânia, da Bielorrússia, da Macedónia, da Sérvia, da Bulgária e com os alfabetos cirílicos antigo e simplificado, para mostrar aos alunos. A seguir exemplificou no quadro como se escrevem algumas palavras e como se pronunciam.
  • 111. 111 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 - Olá = - Vodka = - Sim = - Não = - Moscovo = Em seguida, os alunos tomaram notas e copiaram os carateres que a Cármen foi escrevendo no quadro e tentaram escrever os seus próprios nomes: - Rita = - Mariana = - Paula = , entre outros. Os alunos aprenderam mais sobre outra língua, outra cultura e tiveram uma aula diferente: muito agradável, em que todos participaram e todos ficaram mais enriquecidos! Valeu a pena! NB: - A Cármen deu esta aula em inglês, russo e português. Uma verdadeira poliglota! Ensino Secundário: Inglês 10.ºF – Aula de Russo Professora de Inglês e Diretora de turma 10.ºF Paula Cunha
  • 112. 112 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Ensino Secundário:12.ºD Cidadania e Desenvolvimento No passado dia 19 de fevereiro, os alunos da turma 12º D da escola Clara de Resende tiveram a oportunidade de assistir ou participar numa simulação de um julgamento elaborada pelos mesmos (tentativa de homicídio), no tribunal da Póvoa de Varzim, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Esta atividade teve como objetivo enriquecer as experiências sociais dos alunos, preparando-os para o futuro e, ainda, esclarecer qualquer dúvida para aqueles que pensam em seguir Direito, futuramente. Na nossa opinião, esta experiência permitiu-nos compreender melhor todo o trabalho envolvido por trás de um julgamento, quer por parte dos juízes, quer por parte dos advogados, procuradores, entre outros, e perceber que, muitas vezes, o que é visto na televisão não acontece na realidade, uma vez que o sistema judicial português tem diferenças evidentes relativamente ao americano. Além disso, ajudou-nos a esclarecer algumas dúvidas relacionadas com os julgamentos na vida real e a refletir sobre o nosso futuro e o caminho académico a seguir. Maria Almeida n°21 e Marta Rocha n°23 Visita de estudo ao tribunal /Participação em simulação de julgamento
  • 113. 113 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Ensino Secundário: 12.º ano Psicologia B Emoções e Sentimentos No âmbito do programa de Psicologia B (12º ano) foi proposto aos alunos o comentário a uma crónica de Carmen Garcia no P2 do Jornal Público de 9 de janeiro de 2020 intitulada – Hoje estou triste, obrigada Apresenta-se seguidamente o trabalho da aluna Beatriz Avides Moreira nº3 do 12ºB Comentário à crónica de Carmen Garcia A enfermeira começa por realçar a ideia de esperança e expectativa que está atualmente associada ao Ano Novo. Todos admitimos que, de facto, o Ano Novo não vem só, mas acompanhado por um monte de pressões de todos os tipos. Arrasta consigo os objetivos pessoais, as ambições profissionais e muitos outros tipos de metas. E estas metas podem ser extremamente benéficas, pois, se perspetivadas de forma saudável, podem ajudar-nos a mantermo-nos motivados e a perseguir a concretização desses sonhos. No entanto, se estas forem vistas como obrigações, podem transformar-se em pesos que nos retiram o gosto em concretizá-las e a vontade de as perseguir. Assim, penso que é muito importante controlar a dimensão das nossas resoluções de Ano Novo, para que este possa ter um princípio pacífico e renovador. A enfermeira afirma, no final do 2º parágrafo, que a resolução a que se comprometeu neste Novo Ano foi a de encarar a tristeza “como uma amiga”. A autora confessa que está farta de tratar a tristeza com uma atitude desleixada, alheada e quase repressora. Assim, traça, para o ano de 2022, o objetivo de aprender a dar o devido valor a esta emoção, a abraçá-la, a deixá- la emergir e expressar-se em si. Carmen diz que quer deixar de evitar a tristeza, de a ignorar, de a inferiorizar e de lhe fechar a porta quando ela parece aproximar-se. E explica também que este seu hábito negativo para com a tristeza advém de uma ideia enraizada na sua mente desde nova: a ideia de que a tristeza, ou pelo menos a sua manifestação, é uma coisa de fracos, é uma desistência, uma demonstração do carácter frágil de alguém. A jovem Carmen acreditava que a tristeza, emoção perfeitamente normal e tão intrinsecamente válida como qualquer outra, seria sinónimo de depressão, solidão e exclusão social. Agora, adulta, reconhece que qualquer indivíduo feliz tem de se sentir triste pontualmente. As emoções, como estudámos em aula, são estados momentâneos, efémeros e muitas vezes desligados da consciência, logo, é impossível que uma pessoa sinta sempre alegria. Continua…
  • 114. 114 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 As emoções não são constantes, não perduram no tempo, e, portanto, é perfeitamente normal que os estímulos a que somos expostos e os acontecimentos que vivemos diariamente nos despertem muitas e diversas emoções. Reconhece também que sentir alegria não é sinónimo de ser feliz, que estar triste não é o mesmo que ser triste, e, partindo destas constatações, declara que tratará, neste novo ano, a tristeza como uma amiga, de forma compreensiva, tolerante e dedicada. A enfermeira confessa também que, no passado, se sentia permanentemente cansada de reprimir a tristeza, de a pisar e de a enterrar num sítio muito profundo, onde ninguém a pudesse ver. E explicita que fazia isto porque não se considerava merecedora ou digna de se sentir triste. Achava que, por ter uma vida estável, boa, garantida e confortável, não lhe era dado o direito de experimentar esse tipo de emoção, ou seja, estava convencida de que tinha de estar feliz em todos os momentos. Citando, por palavras suas, Clarice Lispector, a autora do artigo destaca também que a experiência da tristeza pode ajudar-nos a entrar em contacto com o que somos, a conhecer a nossa essência, e também nos pode permite conhecer, por contraste, o valor da felicidade. Em jeito de conclusão, Carmen reflete acerca do mundo em que vivemos, esta realidade frenética, supersónica e hiperacelerada em que construímos o nosso dia-a-dia, que nos impede de sentir e experienciar tudo aquilo que não é contentamento supérfluo e satisfação imediata, promovendo a desvalorização e a repressão de sentimentos profundos e de pensamentos potencialmente dolorosos. Acaba a sua crónica anunciando que, este ano, se vai revoltar contra esta corrente, que vai permitir-se a si própria experienciar a tristeza e manifestá- la visivelmente. Esta crónica é muitíssimo relevante no sentido do que temos vindo a estudar em Psicologia. Isto porque a posição assumida por Carmen Garcia é um exemplo perfeito da integração da inteligência emocional no comportamento e na vida de uma pessoa. A enfermeira compromete-se a assumir, de ali em diante, a sua tristeza, sempre que ela aparecer e se quiser manifestar. Esta atitude, de reconhecimento e aceitação das próprias emoções, é um dos principais pilares do autoconhecimento e da gestão inteligente do comportamento com base na informação emocional. Assim, a adoção deste tipo comportamento em relação às próprias emoções pode proporcionar uma enorme melhoria no bem estar individual e na interação com os outros. Beatriz Avides Moreira nº3 do 12ºB Professora – Isabel Moura Silva Ensino Secundário: 12.º ano Psicologia B
  • 115. 115 Professora Química 12.ºano: Isabel Pinto DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Ensino Secundário: Química 12.ºC A Química no Amor…
  • 116. 116 Professora Química 12.ºano: Isabel Pinto DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Ensino Secundário: Química 12.ºC O Amor na Química…
  • 117. 117 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 Projeto Eco-escolas: Educação para a Saúde Atividade Painel dos Alimentos “Açúcar ao Lanche” A Professora de Educação para a Saúde e Coordenadora do Projeto Eco-escolas, Cristina Vilaça Pereira Na disciplina de Educação para a Saúde, os alunos José Rodrigo Coelho e João Pedro Pereira elaboraram um trabalho “Painel dos Alimentos- Açúcar ao lanche”, no âmbito do projeto/atividade Alimentação Saudável e Sustentável do Projeto Eco-Escolas. Este trabalho implicou a elaboração e posterior aplicação de um questionário aos colegas, no qual foram identificados os principais alimentos que os alunos consomem ao lanche. Foram selecionados os seguintes alimentos: iogurte, leite, pão, lanche misto e sumo Compal. Os alunos efetuaram uma pesquisa sobre a quantidade de açúcar presente em cada um destes alimentos, e posteriormente ilustraram os alimentos numa cartolina, onde registaram junto de cada alimento a quantidade de açúcar nele contido
  • 118. 118 DeClara nº 51 Fevereiro 2022 EMPATIA E SOLIDARIEDADE COM O POVO UCRANIANO A Nossa Empatia e Solidariedade com o povo Ucraniano ISP