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Marketing Político
PROFA. PAULA CORRÊA

AULA 01_A
MARKETING POLÍTICO
POLÍTICA
Ética e política na Antiguidade
Marisa da Silva Lopes e José Carlos Estêvão
Manual de filosofia política: para cursos de teoria do Estado, e ciência política, filosofia e ciências
sociais / Flamarion Caldeira Ramos, Rúrion Melo, Yara Frateschi. – São Paulo: Saraiva, 2012.



Tanto a ética quanto a política
nasceram nas cidades gregas, entre os
séculos VI e IV antes da era corrente.



Derivam de palavras gregas: ethos,
“costumes”, e polis, “cidade”.



A concepção grega marca nossas
formas de pensamento pelo aspecto
de igualdade; uma concepção de
isonomia.



As cidades gregas eram escravagistas
e estabelecia-se uma contraposição
polar entre livres e escravos.
CONCEPÇÃO DE
ISONOMIA



Os homens livres eram considerados
iguais como absolutamente livres em
contraposição aos escravos,
também iguais em sua absoluta
privação de liberdade.
Ética e política na Antiguidade


Ao término do século VI a.C., Sólon
promoveu uma reforma política em
Atenas, aumentando o poder de
participação política dos atenienses.



A escravidão por dívida foi extinta e
clãs, famílias e diferentes posições
sociais foram misturadas, por sorteio,
em “distritos eleitorais”.



Os distritos elegiam ou sorteavam
aqueles que deveriam ocupar, por
turnos, as funções de direção da
cidade, além de participarem das
assembleias.



Mulheres, crianças e os que não
nasceram na cidade eram excluídos.
Ética e política na Antiguidade


Monarquia, aristocracia e a
democracia vigoravam na Grécia,
onde muitas cidades reivindicavam sua
autonomia.



Ainda assim, independente do regime,
o pressuposto da igualdade obrigava a
um uso do poder diferente do
tradicional.



Aos inferiores, servos e escravos, se dá
ordens. Aos iguais não. Não há, sobre
aqueles que são iguais, nenhum poder
superior.

Regime
democrático, com
todos governando
por meio da
assembleia.
Ética e política na Antiguidade


As razões pelas quais se ordena devem
ser apresentas.



Como entre iguais não há poder
superior, era necessário argumentar
para convencer.



Surge a metáfora do poder entre
iguais: círculo cujo centro, equidistante
de cada um dos pontos da
circunferência, está vazio e é ocupado
sucessivamente por cada um dos que
delimitam a circunferência.



Tudo era debatido e resolvido pela
assembleia. Surgem os grandes
oradores. Os sábios.
Ética e política na Antiguidade


Os sábios, chamados de sofistas,
apresentavam razões pelas quais se
pudesse compreender a natureza.



Fundavam o que veio a se chamar de
Filosofia.



Homens livres passaram a contratar
especialistas para argumentar em
causas de benefício próprio.



Daí surge a palavra “sofisma”, o
argumento do sofista, significando
“argumento falso”.

De fato os sofistas
sabiam argumentar e
ensinar a argumentar.
Protágoras, por
exemplo, ganhou o
respeito de Platão.
Ética e política na Antiguidade


Um bom orador era capaz de orientar
a opinião da maioria não em defesa
dos interesses da cidade, mas de
grupos ou indivíduos, em defesa de
interesses menores.



Ou, para manter o prestígio, tendia a
ajustar-se à opinião da maioria, a se
fazer seu porta-voz, sem se perguntar se
a opinião majoritária era ou não a
melhor para todos.



Tornava-se um demagogo e fazia da
democracia demagogia, termo que
significava “conduzir o povo”, mas que
veio a significar justamente falsa
direção.
Ética e política na Antiguidade


Não recebia alunos e não era
remunerado por eles, como faziam os
sofistas.



Não defendia causas alheias.



Importava-se com os procedimentos
dos homens e seguia interrogando seus
interlocutores sobre temas como a
justiça ou a coragem.



Praticava o que viria a ser conhecido
como Ética e como Política.

Sócrates, “amigo da
sabedoria”, se
dedicava a buscar
conhecimento
racionalmente. Platão
foi seu discípulo.

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  • 3. Ética e política na Antiguidade Marisa da Silva Lopes e José Carlos Estêvão Manual de filosofia política: para cursos de teoria do Estado, e ciência política, filosofia e ciências sociais / Flamarion Caldeira Ramos, Rúrion Melo, Yara Frateschi. – São Paulo: Saraiva, 2012.  Tanto a ética quanto a política nasceram nas cidades gregas, entre os séculos VI e IV antes da era corrente.  Derivam de palavras gregas: ethos, “costumes”, e polis, “cidade”.  A concepção grega marca nossas formas de pensamento pelo aspecto de igualdade; uma concepção de isonomia.  As cidades gregas eram escravagistas e estabelecia-se uma contraposição polar entre livres e escravos.
  • 4. CONCEPÇÃO DE ISONOMIA  Os homens livres eram considerados iguais como absolutamente livres em contraposição aos escravos, também iguais em sua absoluta privação de liberdade.
  • 5. Ética e política na Antiguidade  Ao término do século VI a.C., Sólon promoveu uma reforma política em Atenas, aumentando o poder de participação política dos atenienses.  A escravidão por dívida foi extinta e clãs, famílias e diferentes posições sociais foram misturadas, por sorteio, em “distritos eleitorais”.  Os distritos elegiam ou sorteavam aqueles que deveriam ocupar, por turnos, as funções de direção da cidade, além de participarem das assembleias.  Mulheres, crianças e os que não nasceram na cidade eram excluídos.
  • 6. Ética e política na Antiguidade  Monarquia, aristocracia e a democracia vigoravam na Grécia, onde muitas cidades reivindicavam sua autonomia.  Ainda assim, independente do regime, o pressuposto da igualdade obrigava a um uso do poder diferente do tradicional.  Aos inferiores, servos e escravos, se dá ordens. Aos iguais não. Não há, sobre aqueles que são iguais, nenhum poder superior. Regime democrático, com todos governando por meio da assembleia.
  • 7. Ética e política na Antiguidade  As razões pelas quais se ordena devem ser apresentas.  Como entre iguais não há poder superior, era necessário argumentar para convencer.  Surge a metáfora do poder entre iguais: círculo cujo centro, equidistante de cada um dos pontos da circunferência, está vazio e é ocupado sucessivamente por cada um dos que delimitam a circunferência.  Tudo era debatido e resolvido pela assembleia. Surgem os grandes oradores. Os sábios.
  • 8. Ética e política na Antiguidade  Os sábios, chamados de sofistas, apresentavam razões pelas quais se pudesse compreender a natureza.  Fundavam o que veio a se chamar de Filosofia.  Homens livres passaram a contratar especialistas para argumentar em causas de benefício próprio.  Daí surge a palavra “sofisma”, o argumento do sofista, significando “argumento falso”. De fato os sofistas sabiam argumentar e ensinar a argumentar. Protágoras, por exemplo, ganhou o respeito de Platão.
  • 9. Ética e política na Antiguidade  Um bom orador era capaz de orientar a opinião da maioria não em defesa dos interesses da cidade, mas de grupos ou indivíduos, em defesa de interesses menores.  Ou, para manter o prestígio, tendia a ajustar-se à opinião da maioria, a se fazer seu porta-voz, sem se perguntar se a opinião majoritária era ou não a melhor para todos.  Tornava-se um demagogo e fazia da democracia demagogia, termo que significava “conduzir o povo”, mas que veio a significar justamente falsa direção.
  • 10. Ética e política na Antiguidade  Não recebia alunos e não era remunerado por eles, como faziam os sofistas.  Não defendia causas alheias.  Importava-se com os procedimentos dos homens e seguia interrogando seus interlocutores sobre temas como a justiça ou a coragem.  Praticava o que viria a ser conhecido como Ética e como Política. Sócrates, “amigo da sabedoria”, se dedicava a buscar conhecimento racionalmente. Platão foi seu discípulo.