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DISCIPLINAELETIVA DE FILOSOFIA
TEXTO DA AULA: O HOMEM É UM ANIMAL POLÍTICO?
 DIÁLOGOS COM ARISTÓTELES
1) APRESENTANDO ARISTÓTELES
 Nasceu em Estargira, na Macedônia em 384 a.C. Seu pai, Nicômaco, foi médico na corte do rei
Amintas, pai de Felipe II e avô de Alexandre, o Grande.
 Aos 18 anos, Aristóteles mudou-se para Atenas e foi estudar na Academia de Platão, onde foi
brilhante aluno e mais tarde tornou-se professor de retórica, lá permanecendo por duas
décadas, até a morte de seu mestre.
 Em 345 a.C. foi convidado por Felipe II para sr tutor de Alexandre, nessa época com treze anos
e, com a morte de Felipe II, Alexandre subiu ao trono e Aristóteles retornou a Atenas fundando,
no ano de 335 a.C. sua própria academia chamada Liceu.
 Seus escritos abrangem diversos assuntos, entre eles: Física, Metafísica, Poesia, teatro,
Música, Retórica, Política, Ética, Biologia e Zoologia.
 Em 323 a.C., com a morte de Alexandre, o Grande, Aristóteles foi perseguido pelos atenienses
devido a forte sentimento contra os macedônios que dominavam todo o mundo grego naquela
época e. para não ser vítima de outro golpe contra a Filosofia, Aristóteles se refugiou na cidade
de Calcis, na ilha do mar Egeu, chamada Eubéia, morrendo no ano de 323 a.C.
2) QUADRO COMPARATIVO SOBRE ALGUNS ASPECTOS DA FILOSOFIA DE PLATÃO E
ARISTÓTELES
PLATÃO ARISTÓTELES
Matemático Naturalista
Teoria do Conhecimento:
 Mundo Inteligível: é superior, nele
encontram-se as ideias. Só pode ser
alcançado pela razão e pela lógica.
 Mundo Sensível: é inferior, nele encontram-se
os seres vivos e objetos. É transitório e ilusório.
Teoria do Conhecimento:
 Mundo Real: é o mundo físico, concreto (a
physis – está no próprio mundo e não fora
dele )
Nunca aceitou a ideia de dois mundos distintos e
defendia o empirismo onde as ideias são adquiridas
através da experiência.
A razão aniquila as paixões. A razão governa e domina as paixões.
Política: o Estado deve ser governado por
aqueles que possuem habilidade e
conhecimento.
 Comunismo de bens.
 A cidade Ideal deve possuir três classes
sociais:
 Classe Dirigente: filósofos (alma
racional) devem governar a cidade.
 Classe dos Guardiães: soldados (alma
irascível) - defesa da cidade
 Classe dos Produtores: agricultores e
artesãos (alma concupiscível) -
manutenção da cidade.
 O Estado é dirigido por reis-filósofos.
Política: o homem é por natureza um animal
político, portanto, o fato do homem viver em
comunidade é próprio de sua essência.
 É dever do Estado garantir o bem-estar do
cidadão.
 Somente os proprietários (elite) teriam
comdições efetivas de trabalharem como
políticos.
 Há três formas de governos:
 Boas ou desejáveis: a monarquia, a
aristocracia e poleiteia.
 Ruins ou degeneradas: a tirania, a
oligarquia e a democracia (ou
demagogia)
 O estado de dirigido por uma elite
dominante.
3) O LIVRO POLÍTICA
Os escritos sobre a filosofia política de Aristóteles estão dispersos em várias obras e a datação da
obra é questionada. Alguns afirmam que ela foi escrita em um determinado período da história,
outros afirmam que foi escrita em dois períodos, uma parte escrita quando ele ainda era jovem,
ainda aluno de Platão e uma outra parte depois de sua volta a Atenas e de ter fundado o Liceu.
Esta última é a posição do filólogo alemão Werner Jaeger1, sendo bastante aceita. Portanto, é
muito difícil falar em data, quando se trata da Política em Aristóteles.
A estrutura segue a orientação dos diversos editores e comentadores, mas todas elas constitui-se
de um conjunto de reflexões, a partir da visão naturalista de Aristóteles. Ao longo da história vários
pensadores beberam da fonte política de Aristóteles para inspiração de suas obras, entre eles
Maquiavel, Montesquieu, Rousseau, Marx, Max Weber e Hanna Arendt. A reunião dos diversos
apontamentos sobre a política de Aristóteles, em uma sequencia datada de três séculos após sua
morte e hoje podemos considera-la sob quatro partes distintas:
4) PORQUE O HOMEM É UM ANIMAL POLÍTICO
A Política em Aristóteles é essencialmente ligada à Ética, porque, segundo ele, o fim último do
Estado é a formação moral de seus cidadãos e as virtudes são o seu objetivo principal. Mas a
política e a ética são distintas entre si – a ética é a doutrina moral e a política é a doutrina moral
social e, esta última cuida dos negócios do governo, do bem público ou comunidade, chamada
polis.
 Primeira Tese: O Estado é uma comunidade política voltada para o bem de todos objetivando
maior excelência possível
Aristóteles inicia a obra discutindo acerca da origem do Estado, ou seja, da sociedade política, e
revela que o Estado teria um fundamento natural, pois seria o resultado de um processo
desencadeado por força da natureza.
LIVRO I, Capítulo 1, §1º: “A OBSERVAÇÃO NOS mostra que cada Estado é uma comunidade
estabelecida com alguma boa finalidade, uma vez que todos sempre agem de modo a obter o
que acham bom. Mas, se todas as comunidades almejam o bem, o Estado ou comunidade
política , que é a forma mais elevada de comunidade e engloba tudo o mais, objetiva o bem nas
maiores proporções e excelência possíveis.
(...)Acostumamo-nos a analisar outras coisas compostas até que não possam mais ser
subdivididas; façamos o mesmo com o Estado (...)”
O vínculo conjugal: Ele afirma que, em primeiro lugar, existe uma atração natural entre o
homem e a mulher com vistas à reprodução uma vez que a espécie precisa continuar.
Juntamente com o vínculo conjugal, a natureza fez distinção entre a mulher e o escravo, o que
é diferente nas comunidades bárbaras, onde não existe governo e comando.
CAP. 1, §4º: “(...) Em primeiro lugar, deve haver união entre os elementos que não podem
subsistir uns sem os outros, por exemplo, homem e mulher, uma vez que a espécie precisa
continuar (e esta união formada não por escolha mas pelo desejo, implantado pela natureza,
porque, em comum com outros animais e plantas, a humanidade tem o impulso natural de
propagar-se) e ambos precisam ser preservados de acordo com um mecanismo e um motivo
naturais.
(...) Contudo, a natureza fez distinção entre a mulher e o escravo. (...) Mas entre os bárbaros
nenhuma distinção é feita entre mulheres e escravos; isso porque não existe entre eles aquela
parte da comunidade destinada, por natureza, a governar e a comandar; são uma sociedade
composta unicamente de escravos, tanto os homens quanto as mulheres.”
 Segunda Tese: O homem é o único animal político dotado de palavra.
Para Aistóteles o homem é um zoon politikon (em griego, ζῷον: animal, y πoλίτικoν: social ou
político, animal político).
O homem é um animal como todos os demais, mas ele tem uma característica de distingue de
todos os demais. Essa especificidade do ser humano é criar instituições políticas, então é
natural que o ser humano vá viver em cidades, assim como é natural para uma borboleta fazer
um casulo e passar pelo processo de metarmorfose, Então Aristóteles naturaliza a política como
parte integrante da própria natureza do ser humano, ou seja, é parte daquilo que o ser humano
é: criar estruturas políticas. Isso o coloca as cidades (polia) como um fenômeno natural.
Livro 1, Cap. 2, §9: “Por conseguinte, é evidente que o Estado é uma criação da natureza e que o
homem é, por natureza, um animal político. E aquele que por natureza, e não por mero acidente,
não tem cidade, nem Estado, ou é muito mau ou muito bom - sub-humano ou super-humano.
(...) É evidente que o homem é um animal mais político do que as abelhas ou qualquer outro ser
gregário. A natureza. Como se afirma frequentemente, não faz nada em vão, e o homem é o
único animal que tem o dom da palavra.
(...) o poder da palavra tende a expor o conveniente e o inconveniente, assim como o justo e o
injusto. Essa é uma característica do ser humano, o único a ter noção do bem e do mal, da justiça
e da injustiça. E é a associação de seres que têm uma opinião comum acerca desses assuntos
que faz uma família ou uma cidade.”
5) CONCLUSÃO
A filosofia política de Aristóteles nos diz que os seres humanos criam comunidades porque a
própria natureza, o processo natural, físico, fisiológico, distinguiu todos os seres humanos em
macho e fêmea. Essa distinção de macho e fêmea, levou à criação das primeiras comunidades,
a família; a própria necessidade de proteção e reprodução leva a geração de famílias e essas
famílias não bastam a si mesmas e, por isso, começam a se reunirem em pequenas
comunidades, as vilas. Por isso o homem é, por natureza um animal político.
Mas é somente na cidade-Estado que o homem se realiza como ser político que é, pois nela é
possível viver e buscar suas mais altas aspirações ou o Bem maior que é a sua felicidade.
6) BIBLIOGRAFIA
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando – introdução à
filosofia. Volume Único. São Paulo: Moderna, 4ª. edição, 2009.
ARISTÓTELES. Política. Trad. de Therezinha Monteiro Deutsch e Baby Abrão. Coleção “Os
Pensadores”. São Paulo: Nova Cultural, 2000. 322 págs.
AMARAL, Diogo Freitas do. História do pensamento político ocidental. Coimbra: Edições Almedina,
2011.
Internet. Aristóteles. Site:youtube. https://www.youtube.com/watch?v=8uru60xR54w Acesso em 02
Set. 2014.
1 Werner Wilhelm Jaeger (1888-1961) filólogo alemão, autor da obra Paidéia: a formação do homem grego,
publicada no Brasil pela primeira vez em 1966. Atualmente está em sua 4ª. edição, traduzida por Artur M. Pereira,
e publicada pela Editora Martins Fontes. Trata-se de uma obra de referência nos campos da História, Pedagogia e
da Filosofia. Obs.: Filologia é o estudo da linguagem em fontes históricas escritas.
Texto para a aula o homem é um animal político

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Texto para a aula o homem é um animal político

  • 1. DISCIPLINAELETIVA DE FILOSOFIA TEXTO DA AULA: O HOMEM É UM ANIMAL POLÍTICO?  DIÁLOGOS COM ARISTÓTELES 1) APRESENTANDO ARISTÓTELES  Nasceu em Estargira, na Macedônia em 384 a.C. Seu pai, Nicômaco, foi médico na corte do rei Amintas, pai de Felipe II e avô de Alexandre, o Grande.  Aos 18 anos, Aristóteles mudou-se para Atenas e foi estudar na Academia de Platão, onde foi brilhante aluno e mais tarde tornou-se professor de retórica, lá permanecendo por duas décadas, até a morte de seu mestre.  Em 345 a.C. foi convidado por Felipe II para sr tutor de Alexandre, nessa época com treze anos e, com a morte de Felipe II, Alexandre subiu ao trono e Aristóteles retornou a Atenas fundando, no ano de 335 a.C. sua própria academia chamada Liceu.  Seus escritos abrangem diversos assuntos, entre eles: Física, Metafísica, Poesia, teatro, Música, Retórica, Política, Ética, Biologia e Zoologia.  Em 323 a.C., com a morte de Alexandre, o Grande, Aristóteles foi perseguido pelos atenienses devido a forte sentimento contra os macedônios que dominavam todo o mundo grego naquela época e. para não ser vítima de outro golpe contra a Filosofia, Aristóteles se refugiou na cidade de Calcis, na ilha do mar Egeu, chamada Eubéia, morrendo no ano de 323 a.C. 2) QUADRO COMPARATIVO SOBRE ALGUNS ASPECTOS DA FILOSOFIA DE PLATÃO E ARISTÓTELES PLATÃO ARISTÓTELES Matemático Naturalista Teoria do Conhecimento:  Mundo Inteligível: é superior, nele encontram-se as ideias. Só pode ser alcançado pela razão e pela lógica.  Mundo Sensível: é inferior, nele encontram-se os seres vivos e objetos. É transitório e ilusório. Teoria do Conhecimento:  Mundo Real: é o mundo físico, concreto (a physis – está no próprio mundo e não fora dele ) Nunca aceitou a ideia de dois mundos distintos e defendia o empirismo onde as ideias são adquiridas através da experiência. A razão aniquila as paixões. A razão governa e domina as paixões. Política: o Estado deve ser governado por aqueles que possuem habilidade e conhecimento.  Comunismo de bens.  A cidade Ideal deve possuir três classes sociais:  Classe Dirigente: filósofos (alma racional) devem governar a cidade.  Classe dos Guardiães: soldados (alma irascível) - defesa da cidade  Classe dos Produtores: agricultores e artesãos (alma concupiscível) - manutenção da cidade.  O Estado é dirigido por reis-filósofos. Política: o homem é por natureza um animal político, portanto, o fato do homem viver em comunidade é próprio de sua essência.  É dever do Estado garantir o bem-estar do cidadão.  Somente os proprietários (elite) teriam comdições efetivas de trabalharem como políticos.  Há três formas de governos:  Boas ou desejáveis: a monarquia, a aristocracia e poleiteia.  Ruins ou degeneradas: a tirania, a oligarquia e a democracia (ou demagogia)  O estado de dirigido por uma elite dominante.
  • 2. 3) O LIVRO POLÍTICA Os escritos sobre a filosofia política de Aristóteles estão dispersos em várias obras e a datação da obra é questionada. Alguns afirmam que ela foi escrita em um determinado período da história, outros afirmam que foi escrita em dois períodos, uma parte escrita quando ele ainda era jovem, ainda aluno de Platão e uma outra parte depois de sua volta a Atenas e de ter fundado o Liceu. Esta última é a posição do filólogo alemão Werner Jaeger1, sendo bastante aceita. Portanto, é muito difícil falar em data, quando se trata da Política em Aristóteles. A estrutura segue a orientação dos diversos editores e comentadores, mas todas elas constitui-se de um conjunto de reflexões, a partir da visão naturalista de Aristóteles. Ao longo da história vários pensadores beberam da fonte política de Aristóteles para inspiração de suas obras, entre eles Maquiavel, Montesquieu, Rousseau, Marx, Max Weber e Hanna Arendt. A reunião dos diversos apontamentos sobre a política de Aristóteles, em uma sequencia datada de três séculos após sua morte e hoje podemos considera-la sob quatro partes distintas: 4) PORQUE O HOMEM É UM ANIMAL POLÍTICO A Política em Aristóteles é essencialmente ligada à Ética, porque, segundo ele, o fim último do Estado é a formação moral de seus cidadãos e as virtudes são o seu objetivo principal. Mas a política e a ética são distintas entre si – a ética é a doutrina moral e a política é a doutrina moral social e, esta última cuida dos negócios do governo, do bem público ou comunidade, chamada polis.  Primeira Tese: O Estado é uma comunidade política voltada para o bem de todos objetivando maior excelência possível Aristóteles inicia a obra discutindo acerca da origem do Estado, ou seja, da sociedade política, e revela que o Estado teria um fundamento natural, pois seria o resultado de um processo desencadeado por força da natureza. LIVRO I, Capítulo 1, §1º: “A OBSERVAÇÃO NOS mostra que cada Estado é uma comunidade estabelecida com alguma boa finalidade, uma vez que todos sempre agem de modo a obter o que acham bom. Mas, se todas as comunidades almejam o bem, o Estado ou comunidade política , que é a forma mais elevada de comunidade e engloba tudo o mais, objetiva o bem nas maiores proporções e excelência possíveis. (...)Acostumamo-nos a analisar outras coisas compostas até que não possam mais ser subdivididas; façamos o mesmo com o Estado (...)” O vínculo conjugal: Ele afirma que, em primeiro lugar, existe uma atração natural entre o homem e a mulher com vistas à reprodução uma vez que a espécie precisa continuar. Juntamente com o vínculo conjugal, a natureza fez distinção entre a mulher e o escravo, o que é diferente nas comunidades bárbaras, onde não existe governo e comando. CAP. 1, §4º: “(...) Em primeiro lugar, deve haver união entre os elementos que não podem subsistir uns sem os outros, por exemplo, homem e mulher, uma vez que a espécie precisa continuar (e esta união formada não por escolha mas pelo desejo, implantado pela natureza, porque, em comum com outros animais e plantas, a humanidade tem o impulso natural de propagar-se) e ambos precisam ser preservados de acordo com um mecanismo e um motivo naturais.
  • 3. (...) Contudo, a natureza fez distinção entre a mulher e o escravo. (...) Mas entre os bárbaros nenhuma distinção é feita entre mulheres e escravos; isso porque não existe entre eles aquela parte da comunidade destinada, por natureza, a governar e a comandar; são uma sociedade composta unicamente de escravos, tanto os homens quanto as mulheres.”  Segunda Tese: O homem é o único animal político dotado de palavra. Para Aistóteles o homem é um zoon politikon (em griego, ζῷον: animal, y πoλίτικoν: social ou político, animal político). O homem é um animal como todos os demais, mas ele tem uma característica de distingue de todos os demais. Essa especificidade do ser humano é criar instituições políticas, então é natural que o ser humano vá viver em cidades, assim como é natural para uma borboleta fazer um casulo e passar pelo processo de metarmorfose, Então Aristóteles naturaliza a política como parte integrante da própria natureza do ser humano, ou seja, é parte daquilo que o ser humano é: criar estruturas políticas. Isso o coloca as cidades (polia) como um fenômeno natural. Livro 1, Cap. 2, §9: “Por conseguinte, é evidente que o Estado é uma criação da natureza e que o homem é, por natureza, um animal político. E aquele que por natureza, e não por mero acidente, não tem cidade, nem Estado, ou é muito mau ou muito bom - sub-humano ou super-humano. (...) É evidente que o homem é um animal mais político do que as abelhas ou qualquer outro ser gregário. A natureza. Como se afirma frequentemente, não faz nada em vão, e o homem é o único animal que tem o dom da palavra. (...) o poder da palavra tende a expor o conveniente e o inconveniente, assim como o justo e o injusto. Essa é uma característica do ser humano, o único a ter noção do bem e do mal, da justiça e da injustiça. E é a associação de seres que têm uma opinião comum acerca desses assuntos que faz uma família ou uma cidade.” 5) CONCLUSÃO A filosofia política de Aristóteles nos diz que os seres humanos criam comunidades porque a própria natureza, o processo natural, físico, fisiológico, distinguiu todos os seres humanos em macho e fêmea. Essa distinção de macho e fêmea, levou à criação das primeiras comunidades, a família; a própria necessidade de proteção e reprodução leva a geração de famílias e essas famílias não bastam a si mesmas e, por isso, começam a se reunirem em pequenas comunidades, as vilas. Por isso o homem é, por natureza um animal político. Mas é somente na cidade-Estado que o homem se realiza como ser político que é, pois nela é possível viver e buscar suas mais altas aspirações ou o Bem maior que é a sua felicidade. 6) BIBLIOGRAFIA ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando – introdução à filosofia. Volume Único. São Paulo: Moderna, 4ª. edição, 2009. ARISTÓTELES. Política. Trad. de Therezinha Monteiro Deutsch e Baby Abrão. Coleção “Os Pensadores”. São Paulo: Nova Cultural, 2000. 322 págs. AMARAL, Diogo Freitas do. História do pensamento político ocidental. Coimbra: Edições Almedina, 2011. Internet. Aristóteles. Site:youtube. https://www.youtube.com/watch?v=8uru60xR54w Acesso em 02 Set. 2014. 1 Werner Wilhelm Jaeger (1888-1961) filólogo alemão, autor da obra Paidéia: a formação do homem grego, publicada no Brasil pela primeira vez em 1966. Atualmente está em sua 4ª. edição, traduzida por Artur M. Pereira, e publicada pela Editora Martins Fontes. Trata-se de uma obra de referência nos campos da História, Pedagogia e da Filosofia. Obs.: Filologia é o estudo da linguagem em fontes históricas escritas.