FALÁCIAS LÓGICAS
QUE VOCÊ NÃO VAI MAIS COMETER Prof. Alan Eric Fonseca
Sociologia | Filosofia
Argumentos
A lógica faz parte da nossa vida (ou deveria fazer! 🤨)...
Toda vez que conversamos e defendemos uma ideia, ponto de vista ou opinião, usamos argumentos
para expor nosso raciocínio.
É sempre bom usar argumentos bem fundamentados e lógicos, para garantir que cheguemos a uma
boa conclusão.
Seja com amigos, com pais (e filhos também!), com namorados(as), no trabalho, na escola etc, usamos
argumentos e contra-argumentos diariamente, seja para assuntos corriqueiros ou mais profundos.
Persuasão
No entanto, às vezes, desejamos também persuadir alguém a respeito das ideias que defendemos:
• um político faz promessas tendo em vista o voto do eleitor;
• um advogado quer convencer o juiz ou o júri da inocência do seu cliente;
• um vendedor quer mostrar a superioridade de seu produto ao comprador;
• uma mãe quer que o filho coma legumes...
• um professor quer que seus alunos leiam um pequeno texto de 6 páginas
Nesses casos, não se trata apenas de simples exposição de raciocínio, porque se apela também para a
emoção e subjetividade para convencer o interlocutor.
Essas técnicas são conhecidas como retórica, a arte do discurso persuasivo.
Falácias lógicas
Nosso interesse não é a persuasão, mas a lógica como instrumento rigoroso para organizar ideias, a
fim de chegar a conclusões adequadas e evitar o erro.
A lógica nos ajuda a distinguir uma conclusão correta da falsa, um argumento válido do não válido.
Falácias
São argumentos não válidos ou argumentos falaciosos. A palavra falácia vem do latim fallacia, e
significa “engano”, “trapaça”, “ardil”, “estratagema”.
Portanto, existe uma nuança entre “estar enganado” e “trapacear”:
• no primeiro caso, trata-se de um paralogismo, um raciocínio enganoso, em que o erro não é
intencional.
• no segundo caso, é um sofisma, porque há a intenção de enganar.
Alguns tipos de falácias
Vejamos a seguir alguns exemplos de argumentação que devemos evitar...
Argumento de
autoridade
argumentum magister dixit
Ainda que às vezes seja apropriado citar uma autoridade
para suportar uma opinião, o apelo à autoridade é
impróprio se:
• A pessoa não está qualificada para ter uma opinião
sobre o assunto.
• Não há acordo entre os peritos do campo em questão.
Argumento de
autoridade
A Angelina Jolie recomenda usar
o perfume Mon Guerlain. Como a
atriz é famosa e reconhecida,
logo o perfume é bom.
Contra-argumente que:
• A pessoa citada não é uma
autoridade no campo em
questão;
• Entre os especialistas não há
consenso sobre o assunto
discutido.
Argumento contra
a pessoa
argumentum ad hominen
Esse tipo de argumento é ofensivo, pois ataca-se a pessoa
que apresentou um argumento e não o argumento em si.
Ataca-se, por exemplo, o carácter, a nacionalidade, a etnia
ou a religião da pessoa.
Em outros casos, a falácia sugere que a pessoa tem algo a
ganhar com o argumento, é movida pelo interesse. A
pessoa pode ainda ser atacada por associação ou pelas
suas companhias.
Argumentum ad hominen
Desconsiderar o valor musical da obra de
Richard Wagner por causa de sua suposta
adesão aos movimentos antissemitas.
Desconsiderar a versão de um mendigo como
testemunha de um crime.
Contra-argumente que:
o carácter ou as circunstâncias da pessoa nada
tem a ver com a verdade ou falsidade da
proposição defendida.
Generalização
apressada
Consiste em chegar a conclusões tomando por base
apenas um ou poucos fatos.
Generalização
apressada
“Como vimos nos ataques terroristas de
2001, todos os muçulmanos são fanáticos
religiosos e violentos.”
“A polícia prendeu dez deputados por
corrupção. Logo, todos os políticos são
corruptos.”
Contra-argumente que:
as dimensões da amostra (fatos) e a
população em questão são insuficientes
para uma conclusão segura. Note-se
que uma prova formal requer cálculo
matemático porque está em jogo a
teoria das probabilidades. Mas em
muitas situações podemos confiar no
bom senso.
Falácia do
acidente
É aplicada a regra geral quando as circunstâncias sugerem
que se deve aplicar uma exceção à regra em casos
“acidentais” e particulares. Ocorre com pessoas
excessivamente legalistas, que aplicam as regras
independente das circunstâncias.
Falácia do acidente
“A lei diz que não se deve conduzir a mais de 50
km/h. Portanto, mesmo que o teu pai não
possa respirar, não deves passar o limite de
velocidade.”
“A regra diz que animais não podem entrar no
restaurante. Logo, Marta, que é cega e usa o
cão-guia, não pode almoçar aqui.”
Contra-argumente que:
a regra geral em questão não é uma regra geral
estrita. Depois mostre que as circunstâncias
deste caso sugerem que a regra não deve
aplicar-se.
Conclusão
irrelevante
ou
Ignorância da
questão
ignoratio elenchi
Um argumento prova uma coisa diferente da pretendida,
desviando da questão principal.
Conclusão irrelevante ou
Ignorância da questão
“Uma advogada habilidosa, não
tendo como negar o crime do
réu, enfatiza ao júri que ele é
bom filho, bom marido,
trabalhador e cristão.”
Contra-argumente que:
a conclusão apresentada pelo
argumentador, com a qual você
até pode concordar, não é a
relevante e desvia da questão.
Petição de
princípio
petitio principii
É um raciocínio circular. A verdade da conclusão é
pressuposta pelas premissas. Muitas vezes, a conclusão é
apenas reafirmada nas premissas de uma forma
ligeiramente diferente. Nos casos mais sutis, a premissa é
uma consequência da conclusão.
Petição de princípio
“Dado que não estou a mentir,
segue-se que estou a dizer a
verdade.”
“Tal ação é injusta porque é
condenável; e é condenável
porque é injusta.”
Contra-argumente que:
para acreditarmos nas premissas
já teríamos de aceitar a
conclusão.
Falácia do
espantalho
O argumentador, em vez de atacar o melhor argumento
do seu opositor, ataca um argumento diferente, mais fraco
ou tendenciosamente interpretado ou exagerado (ataca
um espantalho). Infelizmente é uma das “técnicas” de
argumentação mais usadas.
Falácia do espantalho
“As pessoas que querem legalizar o aborto,
querem prevenção irresponsável da gravidez.
Mas nós queremos uma sexualidade
responsável. Logo, o aborto não deve ser
legalizado.”
Contra-argumente que:
o argumento oposto foi mal representado,
mostrando que os opositores têm argumentos
mais fortes.
Falácia da
falsa causa
post hoc ergo propter hoc
Em latim significa: “depois disso, logo, por causa disso”.
Alguém comete a falácia quando pressupõe que, por uma
coisa acontecer a seguir da outra, então aquela teve de ser
causada por esta. É uma falsa conexão de causalidades.
Falsa causa
“Toda vez que vejo o jogo com o Robson, o
Palmeiras perde. Por isso ainda não temos
mundial.”
“Toda vez que o galo canta, o Sol nasce. Logo o
Sol nasce porque o galo canta.”
Contra-argumente que:
a correlação é coincidência, mostrando que o
“efeito” teria ocorrido mesmo sem a alegada
causa ocorrer; ou o efeito teve uma causa
diferente da que foi indicada.
O jornal Folha de S. Paulo divulgou matéria
sobre correlações estatísticas estranhas:
“[...] Veja a frequência com que argumentos
estatísticos questionáveis são utilizados por
políticos ou analistas. Após determinada lei, o
número de homicídios caiu. Tal governo fez o
desemprego ser mais baixo.
Vigen lembra que o mundo é muito mais
complexo. ‘Coincidências existem’, diz. ‘Para
estabelecer relações entre duas variáveis, temos
de analisar muito bem quais são as relações
causais entre elas.’ [...]”
Matéria completa em:
https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/05/1626815-quando-
nicolas-cage-faz-filmes-mortes-sao-evitadas-veja-outras-correlacoes-
estatisticas-que-mentem.shtml
Referências
ARANHA, M. L. A. & MARTINS, M. H. P. Filosofando:
introdução à filosofia. São Paulo; Moderna, 2016.
DOWNES, S. Guia das falácias. Tradução e adaptação de
Júlio Sameiro. Disponível em:
https://criticanarede.com/falacias.html. Acesso em:
Agosto de 2019.
acesse esse link para
saber mais
POSTER Falácias Lógicas. Disponível em:
https://yourlogicalfallacyis.com/br. Acesso em: Agosto de
2019.
Trabalho
Em grupo de 4 ou 5 integrantes, produza um cartaz com
duas falácias lógicas. O cartaz será exposto. Portanto, deve
ter linguagem escrita e visual clara e convidativa para os
leitores, além de um padrão mínimo de identificação
visual e estético.
FALÁCIAS LÓGICAS
NÃO COMETERÁS MAIS
nomes
turma
Texto, imagem,
desenho etc...
Pode-se utilizar os
recursos que acharem
válidos para passar a
mensagem.
título padrão
(local, letra e cor são livres,
mas deve ser visível)
local padrão para nomes
dos integrantes
e turma
conteúdo pode ser
disposto segundo a vontade do
grupo, privilegiando o
entendimento de quem vê
orientação
retrato

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    FALÁCIAS LÓGICAS QUE VOCÊNÃO VAI MAIS COMETER Prof. Alan Eric Fonseca Sociologia | Filosofia
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    Argumentos A lógica fazparte da nossa vida (ou deveria fazer! 🤨)... Toda vez que conversamos e defendemos uma ideia, ponto de vista ou opinião, usamos argumentos para expor nosso raciocínio. É sempre bom usar argumentos bem fundamentados e lógicos, para garantir que cheguemos a uma boa conclusão. Seja com amigos, com pais (e filhos também!), com namorados(as), no trabalho, na escola etc, usamos argumentos e contra-argumentos diariamente, seja para assuntos corriqueiros ou mais profundos.
  • 4.
    Persuasão No entanto, àsvezes, desejamos também persuadir alguém a respeito das ideias que defendemos: • um político faz promessas tendo em vista o voto do eleitor; • um advogado quer convencer o juiz ou o júri da inocência do seu cliente; • um vendedor quer mostrar a superioridade de seu produto ao comprador; • uma mãe quer que o filho coma legumes... • um professor quer que seus alunos leiam um pequeno texto de 6 páginas Nesses casos, não se trata apenas de simples exposição de raciocínio, porque se apela também para a emoção e subjetividade para convencer o interlocutor. Essas técnicas são conhecidas como retórica, a arte do discurso persuasivo.
  • 5.
    Falácias lógicas Nosso interessenão é a persuasão, mas a lógica como instrumento rigoroso para organizar ideias, a fim de chegar a conclusões adequadas e evitar o erro. A lógica nos ajuda a distinguir uma conclusão correta da falsa, um argumento válido do não válido.
  • 6.
    Falácias São argumentos nãoválidos ou argumentos falaciosos. A palavra falácia vem do latim fallacia, e significa “engano”, “trapaça”, “ardil”, “estratagema”. Portanto, existe uma nuança entre “estar enganado” e “trapacear”: • no primeiro caso, trata-se de um paralogismo, um raciocínio enganoso, em que o erro não é intencional. • no segundo caso, é um sofisma, porque há a intenção de enganar.
  • 7.
    Alguns tipos defalácias Vejamos a seguir alguns exemplos de argumentação que devemos evitar...
  • 8.
    Argumento de autoridade argumentum magisterdixit Ainda que às vezes seja apropriado citar uma autoridade para suportar uma opinião, o apelo à autoridade é impróprio se: • A pessoa não está qualificada para ter uma opinião sobre o assunto. • Não há acordo entre os peritos do campo em questão.
  • 9.
    Argumento de autoridade A AngelinaJolie recomenda usar o perfume Mon Guerlain. Como a atriz é famosa e reconhecida, logo o perfume é bom. Contra-argumente que: • A pessoa citada não é uma autoridade no campo em questão; • Entre os especialistas não há consenso sobre o assunto discutido.
  • 10.
    Argumento contra a pessoa argumentumad hominen Esse tipo de argumento é ofensivo, pois ataca-se a pessoa que apresentou um argumento e não o argumento em si. Ataca-se, por exemplo, o carácter, a nacionalidade, a etnia ou a religião da pessoa. Em outros casos, a falácia sugere que a pessoa tem algo a ganhar com o argumento, é movida pelo interesse. A pessoa pode ainda ser atacada por associação ou pelas suas companhias.
  • 11.
    Argumentum ad hominen Desconsideraro valor musical da obra de Richard Wagner por causa de sua suposta adesão aos movimentos antissemitas. Desconsiderar a versão de um mendigo como testemunha de um crime. Contra-argumente que: o carácter ou as circunstâncias da pessoa nada tem a ver com a verdade ou falsidade da proposição defendida.
  • 12.
    Generalização apressada Consiste em chegara conclusões tomando por base apenas um ou poucos fatos.
  • 13.
    Generalização apressada “Como vimos nosataques terroristas de 2001, todos os muçulmanos são fanáticos religiosos e violentos.” “A polícia prendeu dez deputados por corrupção. Logo, todos os políticos são corruptos.” Contra-argumente que: as dimensões da amostra (fatos) e a população em questão são insuficientes para uma conclusão segura. Note-se que uma prova formal requer cálculo matemático porque está em jogo a teoria das probabilidades. Mas em muitas situações podemos confiar no bom senso.
  • 14.
    Falácia do acidente É aplicadaa regra geral quando as circunstâncias sugerem que se deve aplicar uma exceção à regra em casos “acidentais” e particulares. Ocorre com pessoas excessivamente legalistas, que aplicam as regras independente das circunstâncias.
  • 15.
    Falácia do acidente “Alei diz que não se deve conduzir a mais de 50 km/h. Portanto, mesmo que o teu pai não possa respirar, não deves passar o limite de velocidade.” “A regra diz que animais não podem entrar no restaurante. Logo, Marta, que é cega e usa o cão-guia, não pode almoçar aqui.” Contra-argumente que: a regra geral em questão não é uma regra geral estrita. Depois mostre que as circunstâncias deste caso sugerem que a regra não deve aplicar-se.
  • 16.
    Conclusão irrelevante ou Ignorância da questão ignoratio elenchi Umargumento prova uma coisa diferente da pretendida, desviando da questão principal.
  • 17.
    Conclusão irrelevante ou Ignorânciada questão “Uma advogada habilidosa, não tendo como negar o crime do réu, enfatiza ao júri que ele é bom filho, bom marido, trabalhador e cristão.” Contra-argumente que: a conclusão apresentada pelo argumentador, com a qual você até pode concordar, não é a relevante e desvia da questão.
  • 18.
    Petição de princípio petitio principii Éum raciocínio circular. A verdade da conclusão é pressuposta pelas premissas. Muitas vezes, a conclusão é apenas reafirmada nas premissas de uma forma ligeiramente diferente. Nos casos mais sutis, a premissa é uma consequência da conclusão.
  • 19.
    Petição de princípio “Dadoque não estou a mentir, segue-se que estou a dizer a verdade.” “Tal ação é injusta porque é condenável; e é condenável porque é injusta.” Contra-argumente que: para acreditarmos nas premissas já teríamos de aceitar a conclusão.
  • 20.
    Falácia do espantalho O argumentador,em vez de atacar o melhor argumento do seu opositor, ataca um argumento diferente, mais fraco ou tendenciosamente interpretado ou exagerado (ataca um espantalho). Infelizmente é uma das “técnicas” de argumentação mais usadas.
  • 21.
    Falácia do espantalho “Aspessoas que querem legalizar o aborto, querem prevenção irresponsável da gravidez. Mas nós queremos uma sexualidade responsável. Logo, o aborto não deve ser legalizado.” Contra-argumente que: o argumento oposto foi mal representado, mostrando que os opositores têm argumentos mais fortes.
  • 22.
    Falácia da falsa causa posthoc ergo propter hoc Em latim significa: “depois disso, logo, por causa disso”. Alguém comete a falácia quando pressupõe que, por uma coisa acontecer a seguir da outra, então aquela teve de ser causada por esta. É uma falsa conexão de causalidades.
  • 23.
    Falsa causa “Toda vezque vejo o jogo com o Robson, o Palmeiras perde. Por isso ainda não temos mundial.” “Toda vez que o galo canta, o Sol nasce. Logo o Sol nasce porque o galo canta.” Contra-argumente que: a correlação é coincidência, mostrando que o “efeito” teria ocorrido mesmo sem a alegada causa ocorrer; ou o efeito teve uma causa diferente da que foi indicada.
  • 24.
    O jornal Folhade S. Paulo divulgou matéria sobre correlações estatísticas estranhas: “[...] Veja a frequência com que argumentos estatísticos questionáveis são utilizados por políticos ou analistas. Após determinada lei, o número de homicídios caiu. Tal governo fez o desemprego ser mais baixo. Vigen lembra que o mundo é muito mais complexo. ‘Coincidências existem’, diz. ‘Para estabelecer relações entre duas variáveis, temos de analisar muito bem quais são as relações causais entre elas.’ [...]” Matéria completa em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/05/1626815-quando- nicolas-cage-faz-filmes-mortes-sao-evitadas-veja-outras-correlacoes- estatisticas-que-mentem.shtml
  • 26.
    Referências ARANHA, M. L.A. & MARTINS, M. H. P. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo; Moderna, 2016. DOWNES, S. Guia das falácias. Tradução e adaptação de Júlio Sameiro. Disponível em: https://criticanarede.com/falacias.html. Acesso em: Agosto de 2019. acesse esse link para saber mais POSTER Falácias Lógicas. Disponível em: https://yourlogicalfallacyis.com/br. Acesso em: Agosto de 2019.
  • 27.
    Trabalho Em grupo de4 ou 5 integrantes, produza um cartaz com duas falácias lógicas. O cartaz será exposto. Portanto, deve ter linguagem escrita e visual clara e convidativa para os leitores, além de um padrão mínimo de identificação visual e estético. FALÁCIAS LÓGICAS NÃO COMETERÁS MAIS nomes turma Texto, imagem, desenho etc... Pode-se utilizar os recursos que acharem válidos para passar a mensagem. título padrão (local, letra e cor são livres, mas deve ser visível) local padrão para nomes dos integrantes e turma conteúdo pode ser disposto segundo a vontade do grupo, privilegiando o entendimento de quem vê orientação retrato