EUTANÁSIA
VIVER OU MORRER?
CONCEITOS E DISTINÇÕES
EUTANÁSIA
Eu=boa;thanatos=morte.
Significa=morte boa.
Euthanatos, na origem não
visava a morte, mas sim
os cuidados para evitar o
sofrimento. Era tanto o
alívio da dor, como
também, a interrupção de
tratamentos inúteis ou que
prolongassem a agonia.
EUTANÁSIA (sentido atual)
Só é eutanásia a morte
provocada em doente com
doença incurável, em
estado terminal e que
passa por fortes
sofrimentos, movida por
compaixão ou piedade em
relação ao doente. E
constitui crime de
homicídio privilegiado,
perante o atual Código
Penal (art.121, §1º).
SUÍCIDIO ASSISTIDO ou AUXÍLIO
É quando alguém ajuda a
doente, que não se
encontra em estado
terminal e com fortes
dores, a se matar,
oferecendo-lhe meios
idôneos para tal. É
crime perante o atual CP
(art. 122).
DISTANÁSIA
Trata-se do prolongamento
exagerado da morte de
um paciente terminal ou
tratamento inútil. Não
visa prolongar a vida,
mas sim o processo de
morte. É expressão da
obstinação terapêutica
pelo tratamento e pela
tecnologia, sem a devida
atenção em relação ao
ser humano.
ORTOTANÁSIA
Orto=certo;Thanatos=morte.
Significa: “morte certa”
Chamada: “eutanásia passiva”
É o não prolongamento
artificial do processo
natural de morte, onde o
médico, sem provocar
diretamente a morte do
indivíduo, suspende os
tratamentos extraordinários
que apenas trariam mais
desconforto e sofrimento
ao doente, sem melhorias
práticas.
PAÍSES QUE ADMITEM
HOLANDA: admite a eutanásia e suicídio assistido
desde 2002.
BÉLGICA: admite a eutanásia desde 2002.
SUÍCA e ALEMANHA: admitem o suicídio assistido.
URUGUAI e COLÔMBIA: o juiz pode isentar de pena
quem comete eutanásia.
CASOS CONCRETOS
KAREN ANN QUINLAN
Em 1975, ingere substâncias tóxicas,
para de respirar, sofre lesão cerebral
irreversível, entra em coma, mas
continua a apresentar atividade
cerebral mínima;
É mantida viva, ligada a um respirador;
O pai solicita à Corte o seu
desligamento, tendo posterior
permissão;
Karen viveu mais nove anos.
BEBÊ JOHN DE
BLOOMINGTON
Nasceu com a Síndrome de Down e um defeito
respiratório que também o impedia de
engolir.
Os médicos eram de opinião que podiam corrigir
os defeitos, exceto a Síndrome.
Mesmo assim, os pais solicitam a aplicação da
eutanásia;
Centenas de casais imploraram para o adotar,
sendo recusado pela Corte Suprema;
Dias antes de chegar um recurso à Corte
Suprema dos EUA, o bebé “morreu”
agonizando.
TERRI SCHIAVO
Sofre um dano cerebral profundo, provocado por uma rígida
dieta alimentar.
Durante os 15 anos de vida, o marido arranja uma
companheira de quem tem 2 filhos;
Michael Schiavo solicita à Justiça dos EUA que desliguem
os tubos que mantêm a vida de Terri;
Os pais de Terri, lutam na Justiça dos EUA para que a vida
da filha se mantenha.
A 18 de Março de 2005, foi aceito o pedido do marido, tendo
Terri sido desligada e passado os horrores da fome e
da sede durante 13 dias, quando “morreu”
NANCY CRUZAN
Nancy Cruzan sofreu um grave acidente de
automóvel em 1983, com 25 anos de idade.
Entrou em coma vegetativo permanente. O
seu caso foi discutido nos tribunais durante
alguns anos, dada a sua convicção de realizar
a eutanásia. Os juízes acabaram por deliberar
a sua morte, desligando, deste modo, as
máquinas que a mantinham viva em 1990.
VIRGÍNIA HELENA SOARES DE SOUZA
Médica da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do
Hospital Evangélico de Curitiba, acusada de
praticar eutanásia em pacientes internados em
estado grave desde 2006. O paciente da UTI tem
dois pontos críticos, que são a ventilação
mecânica e as medicações que servem para
manter a pessoa viva. Ela interrompia um dos
dois, ou os dois.
ARGUMENTOS PRÓ E CONTRA
A FAVOR DA EUTANÁSIA CONTRA A EUTANÁSIA
FUGA AO SOFRIMENTO COVARDIA FRENTE À VIDA
DIREITO A UMA MORTE DIGNA INDISPONIBILIDADE DO DIREITO À VIDA
A PESSOA TEM AUTONOMIA /
LIBERDADE
NÃO HÁ LIBERDADE NESSE CAMPO
ACEITAÇÃO SOCIAL CRIMINALIZAÇÃO
SOFRIMENTO DA FAMÍLIA SACRALIDADE DA VIDA
DEUS CRIOU O HOMEMLIVRE PERSPECTIVA ÉTICA MÉDICA
NÃO OBSTINAÇÃO TERAPÊUTICA EVOLUÇÃO DA TECNOCIÊNCIA
PREVISÕES LEGAIS
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção
de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade [...]
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a
honra e a imagem das pessoas, assegurado o
direito a indenização pelo dano material ou
moral decorrente de sua violação;
CÓDIGO PENAL
TÍTULO I
DOS CRIMES CONTRA A PESSOA
CAPÍTULO I
DOS CRIMES CONTRA A VIDA
Homicídio simples
Art. 121. Matar alguém:
Pena - reclusão, de seis a vinte anos.
Caso de diminuição de pena
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de
relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de
violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da
vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.
LEI 9.434/1997
Art. 3º A retirada post mortem de tecidos,
órgãos ou partes do corpo humano destinados
a transplante ou tratamento deverá ser
precedida de diagnóstico de morte encefálica,
constatada e registrada por dois médicos não
participantes das equipes de remoção e
transplante, mediante a utilização de critérios
clínicos e tecnológicos definidos por resolução
do Conselho Federal de Medicina.
CÓDIGO CIVIL
Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os
direitos da personalidade são intransmissíveis e
irrenunciáveis.
Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou
altruístico, a disposição gratuita do próprio
corpo, no todo ou em parte, para depois da
morte.
Parágrafo único. O ato de disposição pode ser
livremente revogado a qualquer tempo.
RESOLUÇÃO CFM Nº1931/2009
(Código de Ética Médica)
II - O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser
humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo
de zelo e o melhor de sua capacidade profissional.
VI - O médico guardará absoluto respeito pelo ser humano e
atuará sempre em seu benefício. Jamais utilizará seus
conhecimentos para causar sofrimento físico ou moral,
para o extermínio do ser humano ou para permitir e
acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade.
XXII - Nas situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico
evitará a realização de procedimentos diagnósticos e
terapêuticos desnecessários e propiciará aos pacientes sob
sua atenção todos os cuidados paliativos apropriados.
VISÃO ESPÍRITA
MOISÉS
5º Mandamento da Lei:
“NÃO MATARÁS!”
JESUS
Muitas vezes os propósitos de
Deus são revelados através
do sofrimento;
Nenhum homem há que
tenha domínio sobre o
espírito, para o reter; nem
tampouco tem ele poder
sobre o dia da morte;
Deus tem a palavra final
sobre a morte.
ESPIRITISMO
“[...] percebemos que o
sofrimento sempre tem
uma causa, na vida
presente ou nas
anteriores”. ESE, Cap.5
“[...] As vicissitudes dessa
vida não passam de
incidentes que ele
suporta com paciência,
por sabê-las de curta
duração[...]”. ESE, Cap.2
ESPIRITISMO
“Ninguém pode afirmar com segurança que lhe
haja soado a hora derradeira.
Desconhecereis as reflexões que seu Espírito
poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos
tormentos lhe pode poupar um relâmpago de
arrependimento[...]. Minorai os derradeiros
sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-
vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto,
porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas
no futuro”. São Luis, ESE, Cap. 5
ESPIRITISMO
953. Quando uma pessoa vê diante de si um fim
inevitável e horrível, será culpada se abreviar de
alguns instantes os seus sofrimentos, apressando
voluntariamente sua morte?
“É sempre culpado aquele que não aguarda o
termo que Deus lhe marcou para a existência. E
quem poderá estar certo de que, malgrado às
aparências, esse termo tenha chegado; de que
um socorro inesperado não venha no último
momento?”
ESPIRITISMO
953 a) — Concebe-se que, nas circunstâncias
ordinárias, o suicídio seja condenável; mas,
estamos figurando o caso em que a morte é
inevitável e em que a vida só é encurtada de
alguns instantes.
“É sempre uma falta de resignação e de submissão
à vontade do Criador.”
b) — Quais, nesse caso, as consequências de tal
ato?
“Uma expiação proporcionada, como sempre, à
gravidade da falta, de acordo com as
circunstâncias.”
ESPIRITISMO
“Não desrespeiteis, assim, quem se imobiliza na
cruz horizontal da doença prolongada e difícil,
administrando-lhe o veneno da morte suave,
porquanto, provavelmente, conhecerás
também mais tarde o proveitoso decúbito
indispensável à grande meditação”.
(Francisco Cândido Xavier. Religião dos Espíritos,
p. 59-60)
FIM

Eutanásia

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    EUTANÁSIA Eu=boa;thanatos=morte. Significa=morte boa. Euthanatos, naorigem não visava a morte, mas sim os cuidados para evitar o sofrimento. Era tanto o alívio da dor, como também, a interrupção de tratamentos inúteis ou que prolongassem a agonia.
  • 4.
    EUTANÁSIA (sentido atual) Sóé eutanásia a morte provocada em doente com doença incurável, em estado terminal e que passa por fortes sofrimentos, movida por compaixão ou piedade em relação ao doente. E constitui crime de homicídio privilegiado, perante o atual Código Penal (art.121, §1º).
  • 5.
    SUÍCIDIO ASSISTIDO ouAUXÍLIO É quando alguém ajuda a doente, que não se encontra em estado terminal e com fortes dores, a se matar, oferecendo-lhe meios idôneos para tal. É crime perante o atual CP (art. 122).
  • 6.
    DISTANÁSIA Trata-se do prolongamento exageradoda morte de um paciente terminal ou tratamento inútil. Não visa prolongar a vida, mas sim o processo de morte. É expressão da obstinação terapêutica pelo tratamento e pela tecnologia, sem a devida atenção em relação ao ser humano.
  • 7.
    ORTOTANÁSIA Orto=certo;Thanatos=morte. Significa: “morte certa” Chamada:“eutanásia passiva” É o não prolongamento artificial do processo natural de morte, onde o médico, sem provocar diretamente a morte do indivíduo, suspende os tratamentos extraordinários que apenas trariam mais desconforto e sofrimento ao doente, sem melhorias práticas.
  • 8.
    PAÍSES QUE ADMITEM HOLANDA:admite a eutanásia e suicídio assistido desde 2002. BÉLGICA: admite a eutanásia desde 2002. SUÍCA e ALEMANHA: admitem o suicídio assistido. URUGUAI e COLÔMBIA: o juiz pode isentar de pena quem comete eutanásia.
  • 9.
  • 10.
    KAREN ANN QUINLAN Em1975, ingere substâncias tóxicas, para de respirar, sofre lesão cerebral irreversível, entra em coma, mas continua a apresentar atividade cerebral mínima; É mantida viva, ligada a um respirador; O pai solicita à Corte o seu desligamento, tendo posterior permissão; Karen viveu mais nove anos.
  • 11.
    BEBÊ JOHN DE BLOOMINGTON Nasceucom a Síndrome de Down e um defeito respiratório que também o impedia de engolir. Os médicos eram de opinião que podiam corrigir os defeitos, exceto a Síndrome. Mesmo assim, os pais solicitam a aplicação da eutanásia; Centenas de casais imploraram para o adotar, sendo recusado pela Corte Suprema; Dias antes de chegar um recurso à Corte Suprema dos EUA, o bebé “morreu” agonizando.
  • 12.
    TERRI SCHIAVO Sofre umdano cerebral profundo, provocado por uma rígida dieta alimentar. Durante os 15 anos de vida, o marido arranja uma companheira de quem tem 2 filhos; Michael Schiavo solicita à Justiça dos EUA que desliguem os tubos que mantêm a vida de Terri; Os pais de Terri, lutam na Justiça dos EUA para que a vida da filha se mantenha. A 18 de Março de 2005, foi aceito o pedido do marido, tendo Terri sido desligada e passado os horrores da fome e da sede durante 13 dias, quando “morreu”
  • 13.
    NANCY CRUZAN Nancy Cruzansofreu um grave acidente de automóvel em 1983, com 25 anos de idade. Entrou em coma vegetativo permanente. O seu caso foi discutido nos tribunais durante alguns anos, dada a sua convicção de realizar a eutanásia. Os juízes acabaram por deliberar a sua morte, desligando, deste modo, as máquinas que a mantinham viva em 1990.
  • 14.
    VIRGÍNIA HELENA SOARESDE SOUZA Médica da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico de Curitiba, acusada de praticar eutanásia em pacientes internados em estado grave desde 2006. O paciente da UTI tem dois pontos críticos, que são a ventilação mecânica e as medicações que servem para manter a pessoa viva. Ela interrompia um dos dois, ou os dois.
  • 15.
  • 16.
    A FAVOR DAEUTANÁSIA CONTRA A EUTANÁSIA FUGA AO SOFRIMENTO COVARDIA FRENTE À VIDA DIREITO A UMA MORTE DIGNA INDISPONIBILIDADE DO DIREITO À VIDA A PESSOA TEM AUTONOMIA / LIBERDADE NÃO HÁ LIBERDADE NESSE CAMPO ACEITAÇÃO SOCIAL CRIMINALIZAÇÃO SOFRIMENTO DA FAMÍLIA SACRALIDADE DA VIDA DEUS CRIOU O HOMEMLIVRE PERSPECTIVA ÉTICA MÉDICA NÃO OBSTINAÇÃO TERAPÊUTICA EVOLUÇÃO DA TECNOCIÊNCIA
  • 17.
  • 18.
    CONSTITUIÇÃO FEDERAL TÍTULO II DosDireitos e Garantias Fundamentais CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...] X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
  • 19.
    CÓDIGO PENAL TÍTULO I DOSCRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A VIDA Homicídio simples Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. Caso de diminuição de pena § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.
  • 20.
    LEI 9.434/1997 Art. 3ºA retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina.
  • 21.
    CÓDIGO CIVIL Art. 11.Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis. Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo.
  • 22.
    RESOLUÇÃO CFM Nº1931/2009 (Códigode Ética Médica) II - O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional. VI - O médico guardará absoluto respeito pelo ser humano e atuará sempre em seu benefício. Jamais utilizará seus conhecimentos para causar sofrimento físico ou moral, para o extermínio do ser humano ou para permitir e acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade. XXII - Nas situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico evitará a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários e propiciará aos pacientes sob sua atenção todos os cuidados paliativos apropriados.
  • 23.
  • 24.
    MOISÉS 5º Mandamento daLei: “NÃO MATARÁS!”
  • 25.
    JESUS Muitas vezes ospropósitos de Deus são revelados através do sofrimento; Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito, para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte; Deus tem a palavra final sobre a morte.
  • 26.
    ESPIRITISMO “[...] percebemos queo sofrimento sempre tem uma causa, na vida presente ou nas anteriores”. ESE, Cap.5 “[...] As vicissitudes dessa vida não passam de incidentes que ele suporta com paciência, por sabê-las de curta duração[...]”. ESE, Cap.2
  • 27.
    ESPIRITISMO “Ninguém pode afirmarcom segurança que lhe haja soado a hora derradeira. Desconhecereis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento[...]. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai- vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro”. São Luis, ESE, Cap. 5
  • 28.
    ESPIRITISMO 953. Quando umapessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte? “É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, malgrado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no último momento?”
  • 29.
    ESPIRITISMO 953 a) —Concebe-se que, nas circunstâncias ordinárias, o suicídio seja condenável; mas, estamos figurando o caso em que a morte é inevitável e em que a vida só é encurtada de alguns instantes. “É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.” b) — Quais, nesse caso, as consequências de tal ato? “Uma expiação proporcionada, como sempre, à gravidade da falta, de acordo com as circunstâncias.”
  • 30.
    ESPIRITISMO “Não desrespeiteis, assim,quem se imobiliza na cruz horizontal da doença prolongada e difícil, administrando-lhe o veneno da morte suave, porquanto, provavelmente, conhecerás também mais tarde o proveitoso decúbito indispensável à grande meditação”. (Francisco Cândido Xavier. Religião dos Espíritos, p. 59-60)
  • 31.