Etiopatogenia da Osteoartrite Equina
Mestrando: Pedro Augusto Cordeiro Borges
Orientador: Prof. Dr. Rogério Elias Rabelo
Comitê de Orientação:
Prof.a Dr.a Luciana Ramos Gaston Brandstetter –EVZ/UFG
Prof.a Dr.a Maria Clorinda Soares Fioravantti –EVZ/UFG
Introdução
2
Atividades diversas
Esporte & Lazer
Interesse econômico
Fonte: Luciano Barreto
3
OCD
Cistos
ósseos
Artrite
Séptica
Fraturas intra-
articulares
Fragmentação
osteocondral
OSTEOARTRITE
ARTROPATIAS
Introdução
(Sclueter & Orth, 2004)
Introdução
4
SINE QUA NON
(Frisbie, 2011; Mcllwraith, 2011)
Fonte: Di Flora et al, 2006.
Osteoartrose
Artrose
DAD
Introdução
5
Osteoartrite
OCD
Sinovite &
Capsulite Trauma e
infecção
o Claudicação
o Aumento de volume
o Redução da amplitude
(Maranhão et al, 2006; Garcia et al, 2009; Mcllwraith, 2011; Milner, 2011; Eliashar, 2011)
Fonte: www.dreamstime.com
Introdução
6
Fonte: Pro Stride®
Tratamento
Anti-inflamatórios
Terapias celulares
Objetivo
7
Revisar aspectos relevantes
Anatomia, Fisiologia e Etiopatogenia
Melhor entendimento
Classificação das articulações
8
Fibrosas
Cartilaginosas
Sinoviais
(Frisbie, 2011; Mcllwraith, 2011)
9
Classificação das articulações
Sinartrose
Anfiartroses
Fibrosas
Diartroses
Fibrosas Cartilag.
Sinoviais
-
+ ou -
+
(Frisbie, 2011; Mcllwraith, 2011)
10
o Permitir movimento
o Transferir forças
Fonte: Adaptado de De Grauw, 2011
(Frisbie, 2011)
Articulação sinovial
Fonte: Adaptado de Equioxx®
11
Membrana sinovial
o Células sobrepostas
o Sem Membrana Basal
o Contato direto com o LS
o Profunda
o Tecido conjuntivo
o Rede Vascular
(Gronblad et al, 1985; Frisbie, 2011; van Wereen & Brahma 2001; van Wereen, 2016)
Articulação sinovial
12
Fonte: Adaptado de van Weeren, 2016
(Frisbie, 2011; Mochos, 2007; van Wereen, 2016)
Membrana sinovial
Articulação sinovial
Fagocitose e Pinocitose
TIPO A
TIPO B
Ácido Hialurônico
TIPO C
Transição
13
Fonte: Adaptado de Mcllwraith, 2011
(Palmer & Bertone, 1994; Mcllwraith, 2014)
Membrana sinovial
Articulação sinovial
o Barreira seletiva
o Reparação
o Redundância
14
o Estrutura central
o Movimento e absorção de atritos
o Leitosa e opaca ou translucida a azulada
o 1 a 4mm
Fonte: Verônica Garcez
(Gadner et al, 1971; Michelon et al, 2008; Fox et al, 2009; Frisbie, 2011)
Cartilagem Articular
Articulação sinovial
15
1 a 5% ou
1 a 12%
(Palmer & Bertone, 1994; Todhunter, 1996; Dyce et al, 2010; Mcllwraith, 2005; van Weeren, 2016)
Cartilagem Articular
Articulação sinovial
Fonte: Adriano Karpstein, 2014
MEC
Água: 70 a 80%
Colágeno: 50%
Proteoglicanos: 35%
Condrócitos
16
Fonte: Adaptado de Mcllwraith, 2011
(Mochos, 2007; Junqueira & Carneiro, 2012)
Cartilagem Articular: colágeno e proteoglicanos
Articulação sinovial
85%
AGRECCAN
Sulfato de
condroitina
Sulfato de
queratana
Ácido
Hialurônico
Proteína
de ligação
Núcleo
proteico
17
o Estrutura
o 90 a 95% tipo II
o VI; XI; XII; XIV
o Resistência tênsil
Fonte: Adaptado de Mcllwraith, 2011
(Weeren & Brahma, 2001)
Cartilagem Articular: colágeno e proteoglicanos
Articulação sinovial
Agreccan
Colágeno
tipo II
Ácido
Hialurônico
18(Heinegard, 1994; Wereen & Brahma, 2001; Mochos, 2007; Weeren, 2016)
Cartilagem Articular: glicoproteínas não colagenosas
Articulação sinovial
Condrócitos
Fibronectina Condronectina COMP
Reparação
tecidual
Colágeno tipo II Dano articular
Adesão
19
o Desenvolvimento, maturação e reparo
o Secreção de componentes da MEC
o Equilíbrio anabolismo x catabolismo
o Interação
Fonte: Ed Uthman
(Platt, 2001; Alfrod & Cole, 2005; Fox et al, 2009; Junqueira & Carneiro,2012)
Cartilagem Articular: condrócitos
Articulação sinovial
20
o Condrócitos achatados
o Colágeno tangencial
o +Água -Proteoglicanos
o Condrócitos largos
o Colágeno aleatório
o <água
o Condrócitos perpendiculares
o <Colágeno
o <água e + Proteoglicanos
o Condrócitos em degeneração
o Cartilagem mineralizada
Fonte: Adaptado de van Weeren, 2016
(Lyons et al, 2006; Mcllwraith, 2011; van Weeren, 2016)
Cartilagem Articular: histologia
Articulação sinovial
21(Todhunter, 1996; Hung et al, 1997; Mcllwraith, 2011; Mcllwraith, 2016)
Cartilagem Articular: metabolismo
Articulação sinovial
Tecido
Dinâmico
TURNOVER
MMP’s
Citocinas
Mecânicas
Síntese
da MEC
22
300 dias 20 anos
120 anos 350 anos
?
?
Willian Hunter
“A cartilagem ulcerada,
quando destruída,
nunca será reparada.”
(1743)
(Todhunter, 1996; Hung et al, 1997; Mcllwraith, 2011; Mcllwraith, 2016)
Cartilagem Articular: metabolismo
Articulação sinovial
23
o Tecido sub-articular mineralizado
o Funções: Suporte, distribuição, absorção, nutrição
o Altamente vascularizado e invervado
o Intensa taxa de “turnover”  resposta intensa a estímulos
(Burr, 1998; Sanz et al, 2006; Guangyi et al, 2013; van Wereen, 2016)
Osso subcondral
Articulação sinovial
Fonte: Adaptado de Li et al, 2014
24
Fonte: Adaptado de Guangyi Li, 2013
Osso subcondral
Articulação sinovial
Osso
Trabecular
Absorção
Cartilagem
calcificada
Osso
Lamelar
Placa
subcondral
+
Conexão
(Burr, 1998; Sanz et al, 2006; Guangyi et al, 2013; van Wereen, 2016)
25(Katzenstein et al, 1990; Knowlton et al, 1990; Hough et al, 1997; Dekequer, 1998; Caron, 2011)
Etiopatogenia da osteoartrite
o Condições normais
o Colágeno tipo II
o Humanos
o Estresse mecânico
o Micro-fraturas da PSC e OTB
o < absorção de impacto
Fonte: Adaptado de Yuan-Hun-Xu, 2015Fonte: Adaptado de Pezaratt, 2014
o Microtraumas
o Condrócitos  enzimas
o Dano a MEC
Fonte: Adaptado de Yuan-Hun-Xu, 2015
26
o Inicialmente pouco considerada
o Biologia molecular  importância dos sinoviócitos
o Primária ou secundária
o Afeta a difusão de moléculas e altera o metabolismo
o Tecido fibroso
o Hiperplasia da camada íntima  efusão
(Frisbie, 2011;Caron, 2011; Mcllwraith, 2011; Mcllwraith, 2016)
Sinovite
Etiopatogenia da osteoartrite
Fonte: Adaptado de Legend®
27
A- Articulação saudável
B- Sinovite Aguda
C- Fibrilação inicial da cartilagem
D- Fibrilação da zona profunda
E- Erosões na cartilagem
Fonte: Adaptado de Mcllwraith, 2011
Sinovite
Etiopatogenia da osteoartrite
28
o Peptídeos solúveis
o Produzidos em uma célula  outros tipos
(Morris et al, 1990; Webb et al, 1997; van den Berg, 1999; Sutton et al, 2009; Frisbie, 2011; Mcllwraith, 2011)
Papel das citocinas
Etiopatogenia da osteoartrite
Fonte: Wikipedia
IL-1
TNF-α
Citocinas
Proteases
Radicais
29
IL-1Ra
o < Inibe a PGI-E2
o < Produção de colagenases
Liga-se ao
receptor de IL-1
Elevada no
dano articular
(May et al, 1992; Martel-Pelletier et al, 1999; Frisbie, 2007; Sutton et al, 2009; Textor, 2011; Mcllwraith, 2011)
Papel das citocinas
Etiopatogenia da osteoartrite
IL-4
IL-10
IL-13
< IL-1
> TIMPs e IL-1Ra
IL-6
Mista
Fonte: Dreamstime
30
o Produzidas por condrócitos, sinoviócitos e outras células
o Capazes de degradar todos os componentes da MEC
o Apresentam inibidores naturais (TIMP’s)
Papel das metaloproteinases
Etiopatogenia da osteoartrite
Fonte: Lisa Leary, 2105
(Materl-Pelletier et al, 1994; Lewis et al, 1997; Okada et al, 2001; Burrage et al, 2006; Mcllwraith, 2011)
31
Colagenases
MMP-1 MMP-
8 MMP-13
Clivagem do
colágeno tipo
II
Estromelisinas
MMP-3
MMP-10
MMP-11
Clivagem do
aggrecan (2º
as ADAMTS)
Gelatinases
MMP-2
MMP-9
Clivagem do
colágeno e
elastina
Papel das metaloproteinases
Etiopatogenia da osteoartrite
Fonte: Pinterest®
(Materl-Pelletier et al, 1994; Lewis et al, 1997; Okada et al, 2001; Burrage et al, 2006; Mcllwraith, 2011)
32
IL-1
COX-2
PGE
sintetase
Condrócitos
PGI-E2
<proteoglicanos Dor
Papel das prostaglandinas
Etiopatogenia da osteoartrite
(Grenwald & Moy, 1980; Takafuji et al, 2002; Park et al, 2006; Mcllwraith, 2016)
33
Papel das ERO’s e radicais livres
Etiopatogenia da osteoartrite
Ác.
Hialurônico
Proteog.
ERO’s Óxido Nítrico
+ MMP’s - IL1-Ra
(Sasaki et al, 1998; Herotin et al, 2005; Ziskoven et al, 2010; Mcllwraith, 2016)
34
Etiopatogenia da osteoartrite
Fonte: Adaptado de Mcllwraith, 2011
35
o Reconhecimento da dor e patogênese
o Neurotransmissores inflamatórios
o Substância P  PGI-E2, IL-1 e TNF-α
o CRF, Urocortina e VIP
Neuropeptídios
Etiopatogenia da osteoartrite
Substância P
Fonte: www.shutterstock.com
(Fortier et al, 1997; Mobasheri et al, 2005; Sutton et al, 2009)
36
Fatores de crescimento
Etiopatogenia da osteoartrite
o Polipeptídios ativos
o Divisão, crescimento e diferenciação
o TGF- β  síntese de colágeno e aggrecan
o IGF-1  efeitos anabólicos
IGF-1
Fonte: www.shutterstock.com
(Goldring et al, 2006; Sutton et al, 2009; Halper, 2014)
37
Fonte: www.teclasap.com.br
Fatores de crescimento
Etiopatogenia da osteoartrite
38
o Esclerose inicial  < absorção
o Fragmentação  fibrilação e erosão focal
o Instabilidade articular
Osteoartrite relacionada a doença do osso subcondral
Etiopatogenia da osteoartrite
Fonte: www.curapelanatureza.com
Fonte: Renansan®
(Radin et al, 1986; Kawack et al, 2001; Mcllwraith, 2011)
39
Grupo controle OA inicial OA avançada
Osteoartrite relacionada a doença do osso subcondral
Etiopatogenia da osteoartrite
40
o Processo patológico secundário
o Osteófitos
o Tentativa de estabilizar
o Dias ou semanas
Resposta morfológica
Etiopatogenia da osteoartrite
Fonte: Grant Miller, 2014
(Jonhston, 1997; Mcllwraith, 2014; Mcllwraith, 2016)
41
o Exposição subcondral
o Eburnação
o Colapso articular
Fonte: Adaptado de Julian Stoodart, 2012
Resposta morfológica
Etiopatogenia da osteoartrite
(Jonhston, 1997; Mcllwraith, 2014; Mcllwraith, 2016)
Osteoartrite
42
Fonte: Arquivo Pessoal, 2017 Fonte: Arquivo Pessoal, 2017
Osteoartrite
43
Fonte: HV-EVZ-UFG, 2017 Fonte: HV-EVZ-UFG, 2017
Considerações Finais
44
Entre as principais enfermidades
Aumento na carga de trabalho
Avanços nas últimas três décadas
Melhores alvos terapêuticos
Retardar a progressão da doença
Melhor qualidade de vida
45
OBRIGADO!
pedroavet@yahoo.com.br
p__borges@hotmail.com
Etiopatogenia da Osteoartrite Equina
Mestrando: Pedro Augusto Cordeiro Borges
Orientador: Prof. Dr. Rogério Elias Rabelo
Comitê de Orientação:
Prof.a Dr.a Luciana Ramos Gaston Brandstetter –EVZ/UFG
Prof.a Dr.a Maria Clorinda Soares Fioravantti –EVZ/UFG
47
Osteoartrite relacionada a doença do osso subcondral
Etiopatogenia da osteoartrite

Etiopatogenia da Osteoartrite Equina

  • 1.
    Etiopatogenia da OsteoartriteEquina Mestrando: Pedro Augusto Cordeiro Borges Orientador: Prof. Dr. Rogério Elias Rabelo Comitê de Orientação: Prof.a Dr.a Luciana Ramos Gaston Brandstetter –EVZ/UFG Prof.a Dr.a Maria Clorinda Soares Fioravantti –EVZ/UFG
  • 2.
    Introdução 2 Atividades diversas Esporte &Lazer Interesse econômico Fonte: Luciano Barreto
  • 3.
  • 4.
    Introdução 4 SINE QUA NON (Frisbie,2011; Mcllwraith, 2011) Fonte: Di Flora et al, 2006. Osteoartrose Artrose DAD
  • 5.
    Introdução 5 Osteoartrite OCD Sinovite & Capsulite Traumae infecção o Claudicação o Aumento de volume o Redução da amplitude (Maranhão et al, 2006; Garcia et al, 2009; Mcllwraith, 2011; Milner, 2011; Eliashar, 2011) Fonte: www.dreamstime.com
  • 6.
  • 7.
    Objetivo 7 Revisar aspectos relevantes Anatomia,Fisiologia e Etiopatogenia Melhor entendimento
  • 8.
  • 9.
    9 Classificação das articulações Sinartrose Anfiartroses Fibrosas Diartroses FibrosasCartilag. Sinoviais - + ou - + (Frisbie, 2011; Mcllwraith, 2011)
  • 10.
    10 o Permitir movimento oTransferir forças Fonte: Adaptado de De Grauw, 2011 (Frisbie, 2011) Articulação sinovial Fonte: Adaptado de Equioxx®
  • 11.
    11 Membrana sinovial o Célulassobrepostas o Sem Membrana Basal o Contato direto com o LS o Profunda o Tecido conjuntivo o Rede Vascular (Gronblad et al, 1985; Frisbie, 2011; van Wereen & Brahma 2001; van Wereen, 2016) Articulação sinovial
  • 12.
    12 Fonte: Adaptado devan Weeren, 2016 (Frisbie, 2011; Mochos, 2007; van Wereen, 2016) Membrana sinovial Articulação sinovial Fagocitose e Pinocitose TIPO A TIPO B Ácido Hialurônico TIPO C Transição
  • 13.
    13 Fonte: Adaptado deMcllwraith, 2011 (Palmer & Bertone, 1994; Mcllwraith, 2014) Membrana sinovial Articulação sinovial o Barreira seletiva o Reparação o Redundância
  • 14.
    14 o Estrutura central oMovimento e absorção de atritos o Leitosa e opaca ou translucida a azulada o 1 a 4mm Fonte: Verônica Garcez (Gadner et al, 1971; Michelon et al, 2008; Fox et al, 2009; Frisbie, 2011) Cartilagem Articular Articulação sinovial
  • 15.
    15 1 a 5%ou 1 a 12% (Palmer & Bertone, 1994; Todhunter, 1996; Dyce et al, 2010; Mcllwraith, 2005; van Weeren, 2016) Cartilagem Articular Articulação sinovial Fonte: Adriano Karpstein, 2014 MEC Água: 70 a 80% Colágeno: 50% Proteoglicanos: 35% Condrócitos
  • 16.
    16 Fonte: Adaptado deMcllwraith, 2011 (Mochos, 2007; Junqueira & Carneiro, 2012) Cartilagem Articular: colágeno e proteoglicanos Articulação sinovial 85% AGRECCAN Sulfato de condroitina Sulfato de queratana Ácido Hialurônico Proteína de ligação Núcleo proteico
  • 17.
    17 o Estrutura o 90a 95% tipo II o VI; XI; XII; XIV o Resistência tênsil Fonte: Adaptado de Mcllwraith, 2011 (Weeren & Brahma, 2001) Cartilagem Articular: colágeno e proteoglicanos Articulação sinovial Agreccan Colágeno tipo II Ácido Hialurônico
  • 18.
    18(Heinegard, 1994; Wereen& Brahma, 2001; Mochos, 2007; Weeren, 2016) Cartilagem Articular: glicoproteínas não colagenosas Articulação sinovial Condrócitos Fibronectina Condronectina COMP Reparação tecidual Colágeno tipo II Dano articular Adesão
  • 19.
    19 o Desenvolvimento, maturaçãoe reparo o Secreção de componentes da MEC o Equilíbrio anabolismo x catabolismo o Interação Fonte: Ed Uthman (Platt, 2001; Alfrod & Cole, 2005; Fox et al, 2009; Junqueira & Carneiro,2012) Cartilagem Articular: condrócitos Articulação sinovial
  • 20.
    20 o Condrócitos achatados oColágeno tangencial o +Água -Proteoglicanos o Condrócitos largos o Colágeno aleatório o <água o Condrócitos perpendiculares o <Colágeno o <água e + Proteoglicanos o Condrócitos em degeneração o Cartilagem mineralizada Fonte: Adaptado de van Weeren, 2016 (Lyons et al, 2006; Mcllwraith, 2011; van Weeren, 2016) Cartilagem Articular: histologia Articulação sinovial
  • 21.
    21(Todhunter, 1996; Hunget al, 1997; Mcllwraith, 2011; Mcllwraith, 2016) Cartilagem Articular: metabolismo Articulação sinovial Tecido Dinâmico TURNOVER MMP’s Citocinas Mecânicas Síntese da MEC
  • 22.
    22 300 dias 20anos 120 anos 350 anos ? ? Willian Hunter “A cartilagem ulcerada, quando destruída, nunca será reparada.” (1743) (Todhunter, 1996; Hung et al, 1997; Mcllwraith, 2011; Mcllwraith, 2016) Cartilagem Articular: metabolismo Articulação sinovial
  • 23.
    23 o Tecido sub-articularmineralizado o Funções: Suporte, distribuição, absorção, nutrição o Altamente vascularizado e invervado o Intensa taxa de “turnover”  resposta intensa a estímulos (Burr, 1998; Sanz et al, 2006; Guangyi et al, 2013; van Wereen, 2016) Osso subcondral Articulação sinovial Fonte: Adaptado de Li et al, 2014
  • 24.
    24 Fonte: Adaptado deGuangyi Li, 2013 Osso subcondral Articulação sinovial Osso Trabecular Absorção Cartilagem calcificada Osso Lamelar Placa subcondral + Conexão (Burr, 1998; Sanz et al, 2006; Guangyi et al, 2013; van Wereen, 2016)
  • 25.
    25(Katzenstein et al,1990; Knowlton et al, 1990; Hough et al, 1997; Dekequer, 1998; Caron, 2011) Etiopatogenia da osteoartrite o Condições normais o Colágeno tipo II o Humanos o Estresse mecânico o Micro-fraturas da PSC e OTB o < absorção de impacto Fonte: Adaptado de Yuan-Hun-Xu, 2015Fonte: Adaptado de Pezaratt, 2014 o Microtraumas o Condrócitos  enzimas o Dano a MEC Fonte: Adaptado de Yuan-Hun-Xu, 2015
  • 26.
    26 o Inicialmente poucoconsiderada o Biologia molecular  importância dos sinoviócitos o Primária ou secundária o Afeta a difusão de moléculas e altera o metabolismo o Tecido fibroso o Hiperplasia da camada íntima  efusão (Frisbie, 2011;Caron, 2011; Mcllwraith, 2011; Mcllwraith, 2016) Sinovite Etiopatogenia da osteoartrite Fonte: Adaptado de Legend®
  • 27.
    27 A- Articulação saudável B-Sinovite Aguda C- Fibrilação inicial da cartilagem D- Fibrilação da zona profunda E- Erosões na cartilagem Fonte: Adaptado de Mcllwraith, 2011 Sinovite Etiopatogenia da osteoartrite
  • 28.
    28 o Peptídeos solúveis oProduzidos em uma célula  outros tipos (Morris et al, 1990; Webb et al, 1997; van den Berg, 1999; Sutton et al, 2009; Frisbie, 2011; Mcllwraith, 2011) Papel das citocinas Etiopatogenia da osteoartrite Fonte: Wikipedia IL-1 TNF-α Citocinas Proteases Radicais
  • 29.
    29 IL-1Ra o < Inibea PGI-E2 o < Produção de colagenases Liga-se ao receptor de IL-1 Elevada no dano articular (May et al, 1992; Martel-Pelletier et al, 1999; Frisbie, 2007; Sutton et al, 2009; Textor, 2011; Mcllwraith, 2011) Papel das citocinas Etiopatogenia da osteoartrite IL-4 IL-10 IL-13 < IL-1 > TIMPs e IL-1Ra IL-6 Mista Fonte: Dreamstime
  • 30.
    30 o Produzidas porcondrócitos, sinoviócitos e outras células o Capazes de degradar todos os componentes da MEC o Apresentam inibidores naturais (TIMP’s) Papel das metaloproteinases Etiopatogenia da osteoartrite Fonte: Lisa Leary, 2105 (Materl-Pelletier et al, 1994; Lewis et al, 1997; Okada et al, 2001; Burrage et al, 2006; Mcllwraith, 2011)
  • 31.
    31 Colagenases MMP-1 MMP- 8 MMP-13 Clivagemdo colágeno tipo II Estromelisinas MMP-3 MMP-10 MMP-11 Clivagem do aggrecan (2º as ADAMTS) Gelatinases MMP-2 MMP-9 Clivagem do colágeno e elastina Papel das metaloproteinases Etiopatogenia da osteoartrite Fonte: Pinterest® (Materl-Pelletier et al, 1994; Lewis et al, 1997; Okada et al, 2001; Burrage et al, 2006; Mcllwraith, 2011)
  • 32.
    32 IL-1 COX-2 PGE sintetase Condrócitos PGI-E2 <proteoglicanos Dor Papel dasprostaglandinas Etiopatogenia da osteoartrite (Grenwald & Moy, 1980; Takafuji et al, 2002; Park et al, 2006; Mcllwraith, 2016)
  • 33.
    33 Papel das ERO’se radicais livres Etiopatogenia da osteoartrite Ác. Hialurônico Proteog. ERO’s Óxido Nítrico + MMP’s - IL1-Ra (Sasaki et al, 1998; Herotin et al, 2005; Ziskoven et al, 2010; Mcllwraith, 2016)
  • 34.
    34 Etiopatogenia da osteoartrite Fonte:Adaptado de Mcllwraith, 2011
  • 35.
    35 o Reconhecimento dador e patogênese o Neurotransmissores inflamatórios o Substância P  PGI-E2, IL-1 e TNF-α o CRF, Urocortina e VIP Neuropeptídios Etiopatogenia da osteoartrite Substância P Fonte: www.shutterstock.com (Fortier et al, 1997; Mobasheri et al, 2005; Sutton et al, 2009)
  • 36.
    36 Fatores de crescimento Etiopatogeniada osteoartrite o Polipeptídios ativos o Divisão, crescimento e diferenciação o TGF- β  síntese de colágeno e aggrecan o IGF-1  efeitos anabólicos IGF-1 Fonte: www.shutterstock.com (Goldring et al, 2006; Sutton et al, 2009; Halper, 2014)
  • 37.
    37 Fonte: www.teclasap.com.br Fatores decrescimento Etiopatogenia da osteoartrite
  • 38.
    38 o Esclerose inicial < absorção o Fragmentação  fibrilação e erosão focal o Instabilidade articular Osteoartrite relacionada a doença do osso subcondral Etiopatogenia da osteoartrite Fonte: www.curapelanatureza.com Fonte: Renansan® (Radin et al, 1986; Kawack et al, 2001; Mcllwraith, 2011)
  • 39.
    39 Grupo controle OAinicial OA avançada Osteoartrite relacionada a doença do osso subcondral Etiopatogenia da osteoartrite
  • 40.
    40 o Processo patológicosecundário o Osteófitos o Tentativa de estabilizar o Dias ou semanas Resposta morfológica Etiopatogenia da osteoartrite Fonte: Grant Miller, 2014 (Jonhston, 1997; Mcllwraith, 2014; Mcllwraith, 2016)
  • 41.
    41 o Exposição subcondral oEburnação o Colapso articular Fonte: Adaptado de Julian Stoodart, 2012 Resposta morfológica Etiopatogenia da osteoartrite (Jonhston, 1997; Mcllwraith, 2014; Mcllwraith, 2016)
  • 42.
    Osteoartrite 42 Fonte: Arquivo Pessoal,2017 Fonte: Arquivo Pessoal, 2017
  • 43.
  • 44.
    Considerações Finais 44 Entre asprincipais enfermidades Aumento na carga de trabalho Avanços nas últimas três décadas Melhores alvos terapêuticos Retardar a progressão da doença Melhor qualidade de vida
  • 45.
  • 46.
    Etiopatogenia da OsteoartriteEquina Mestrando: Pedro Augusto Cordeiro Borges Orientador: Prof. Dr. Rogério Elias Rabelo Comitê de Orientação: Prof.a Dr.a Luciana Ramos Gaston Brandstetter –EVZ/UFG Prof.a Dr.a Maria Clorinda Soares Fioravantti –EVZ/UFG
  • 47.
    47 Osteoartrite relacionada adoença do osso subcondral Etiopatogenia da osteoartrite

Notas do Editor

  • #3  Os equinos tem sido utilizados com os mais diversos tipos de finalidade ao longo da história; e a utilização desses animais em atividades esportivas, afim de proporcionar entretenimento e lazer, gerou uma exploração de grande interesse econômico. Nesse contexto, as claudicações representam a principal causa de afastamento desses animais das atividades esportivas o que gera significativas perdas econômicas
  • #4  Dentre as artropatias, a osteoartrite, é aquela mais comum, sendo a grande responsável pela diminuição de performance e aposentadoria precoce de animais atletas
  • #5 Embora haja uma gama de nomenclaturas utilizadas para caracterizar essa enfermidade, como; osteoartrose, artrose, doença degenerativa articular. O termo osteoartrite é aquele mais utilizado pelo maioria dos autores para nomear o grupo de distúrbios que tem um estágio final comum, caracterizado pela deterioração da cartilagem articular e alterações nos ossos e tecidos moles componentes da articulação sinovial Assim a degeneração da cartilagem articular é entendida como uma condição, sem a qual não se caracteriza a osteoartrite
  • #6 Essa enfermidade pode se desenvolver como sequela de um trauma, infecção, subsequentemente a osteocondrose dissecante e cistos subcondrais e como progressão de uma sinovite e capsulite Clinicamente é caracterizada por claudicação de grau variável, aumento de volume articular e redução da amplitude da articulação A osteoartrite do boleto é comumente diagnosticada em cavalos de corrida velhos, que apresentam redução de performance, claudicação moderada a grave e diminuição da amplitude de movimento articular4. Uma outra condição conhecida relacionada a osteoartrite é o “esparavão ósseo”, enfermidade caracterizada por osteoartrite das articulações do tarso, frequentemente observada em equinos utilizados em provas de western, vaquejada, apartação e em animais de tração.
  • #7 O tratamento da osteoartrite ainda é realizado com intuito apenas de retardar o processo de degeneração da cartilagem articular; administrações intra-articulares de anti-inflamatórios, ácido hialurônico e glicosaminoglicanos são incluídos na terapia, tendo-se recentemente crescido o interesse pelo uso de terapias celulares, como; plasma rico em plaquetas, soro autólogo condicionado e células tronco mesenquimais10.
  • #8 Embora essa enfermidade tenha enorme importância econômica, o conhecimento sobre os mecanismos fisiopatológicos que levam ao seu desenvolvimento ainda é limitado1;11. Assim a presente revisão tem por objetivo descrever e discutir aspectos relevantes ao entendimento da osteoartrite equina.
  • #9 De maneira geral as articulações podem ser classificadas com base na estrutura e na amplitude de movimentação. Quanto a estrutura as articulações podem ser classificadas como; fibrosas, quando os ossos adjacentes são conectados por tecido conjuntivo fibroso; cartilaginosas, quando os ossos se conectam através de cartilagem hialina ou fibrocartilagem; e sinoviais, quando os ossos adjacentes entram em contato dentro de uma cavidade articular preenchida com fluído
  • #10  Quanto a amplitude normal de movimento, as articulações podem ser divididas em três grupos distintos; as sinartroses, que são articulações praticamente imóveis, na maioria das vezes de natureza fibrosa, como as suturas que conectam os ossos do crânio; as anfiatroses, que permitem movimentação parcial e podem ser de natureza fibrosa ou cartilaginosa, como as articulações intervertebrais; e as diartroses, que são articulações de movimentação ampla, sempre de natureza sinovial.
  • #11 A articulação do tipo sinovial/diartrodial tem duas funções primordiais; permitir o movimento e transferir forças, de maneira a contribuir com a biomecânica da locomoção dos equinos. Essas articulações são as mais corriqueiramente envolvidas nas afecções do sistema locomotor de equinos e consequentemente nas claudicações, merecendo especial atenção clínica A articulação sinovial/diartrodial, é constituída pelas superfícies articulares dos ossos revestidas pela cartilagem articular e fixadas pela capsula articular e ligamentos, além de um espaço cavitário formado por essas estruturas, que contém o líquido sinovial. O funcionamento das articulações sinovias depende da manutenção da integridade anatômica e atividade celular de cada um desses componentes
  • #12 A membrana sinovial, ou sinóvia, consiste de um tecido mesenquimatoso que envolve toda a cavidade articular; histologicamente composto por duas camadas; a íntima e a subíntima A íntima consiste de um tecido de revestimento celular incompleto, composto de uma a quatro camadas de células (sinoviócitos), sobrepostas, sem que haja uma membrana basal verdadeira. A camada íntima se sobrepõe subíntima, mantendo contato direto com o líquido sinovial, e é com isto grande responsável na determinação do conteúdo desse líquido . A subíntima, por sua vez, consiste de uma camada profunda de tecido conjuntivo fibroso, areolar e adiposo, contendo uma rica rede vascular e inúmeros vasos linfáticos, bem como inervação originada de ramos de nervos periféricos próximos e de músculos relacionados a articulação A ausência de membrana basal e a proximidade da rede vascular em relação a superfície na camada íntima, associados, a lacunas existentes entre os sinóviocitos, facilita o efluxo de exsudato capilar para cavidade sinovial19.
  • #13 As células da camada íntima, os sinoviócitos, apresentam duas funções básicas; fagocitose e secreção proteica. De acordo com as características imuno-histológicas e ultraestruturais, essas células podem ser classificadas em dois tipos; tipo A e tipo B3. As células do tipo A se assemelham a macrófagos enquanto as células do tipo B são semelhantes a fibroblastos18. Os sinoviócitos tipo A são responsáveis por fagocitose e pinocitose, enquanto os sinoviócitos tipo B são encarregados da produção de ácido hialurônico Há na literatura a descrição de sinoviócitos intermediários entre os do tipo A e tipo B, ocasionalmente denominadas sinoviócitos tipo C; pela dinâmica demonstrada pelos sinoviócitos, é provável que essas células sejam uma transição entre sinoviócitos do tipo A e tipo B3.
  • #14 Figura: Membrana sinovial concentrada no aspecto dorsal da extensão (A) e palmar da flexão (B) do boleto. A função primordial da membrana sinovial é prover uma barreira seletiva para realizar a filtração de componentes do plasma e assim determinar a composição do líquido sinovial Além disso, a membrana sinovial ainda exerce um papel importante em mecanismos de reparação de lesões articulares e permite a movimentação ampla da articulação ao se preguear por toda sua extensão, característica essa, a qual se denomina redundância, podendo ser observada durante a extensão e flexão do boleto, por exemplo, onde a membrana se pregueia no aspecto dorsal e palmar, respectivamente, da articulação metacarpo-falangeana. Caso haja fibrose ou aderências na membrana, a movimentação plena é impossibilitada2.
  • #15 A cartilagem articular é a estrutura central da articulação sinovial e está intimamente envolvida, juntamente do líquido sinovial, na promoção de movimento e absorção atritos É uma estrutura que se encontra aderida ao osso subcondral e se caracteriza, macroscopicamente, por ser leitosa e opaca em regiões mais densas e translucida e levemente azulada em regiões mais delgadas Embora macroscopicamente aparente; não é totalmente lisa, o que foi constatado por meio de um experimente utilizando MEV A sua espessura varia de acordo com a articulação e a idade, estando em média de 1 a 4mm
  • #16 A cartilagem articular é um tecido parcialmente acelular, avascular e aneural, dependendo do suporte neural de outras estruturas articulares para percepção da dor e propriocepção O volume de células (condrócitos) presentes no tecido cartilaginoso representa apenas, segundo Palmer e Bertone (1994), 1 a 5%; e segundo van de Weeren (2016), 1 a 12% do volume tecidual total. O volume restante do tecido cartilaginoso é atribuído a matriz extracelular, que por sua vez apresenta três componentes principais; colágeno, proteoglicanos e água3. Á agua compõe de 70 a 80% da matriz extracelular, o que varia de acordo com a idade, de tal maneira que em animais jovens a percentagem é maior do que em animais adultos3;12. No que se refere a composição da matéria sólida da matriz extracelular; 50% é representado por colágeno, 35% por proteoglicanos, 10% de proteínas, 3% de minerais, 1% de lipídeos e 1% de componentes mistos14.
  • #17 Os proteoglicanos são formados a partir de glicosaminoglicanos (sulfato de dermatana; sulfato de condroitina; sulfato de queratana ou sulfato de heparana) coerentemente arranjados ao redor de um núcleo proteico A maioria deles, cerca de 85%, forma agregados espessos, a partir da ligação monovalente do seu núcleo proteico ao ácido hialurônico, sob estabilização de uma proteína de ligação; a esse agregado dar-se o nome de aggrecan O aggrecan é principal responsável por fornecer resistência as forças de compressão dentro da cartilagem articular os demais proteoglicanos, embora menos abundantes, apresentam funções importantes em interações com colágeno e no metabolismo da cartilagem articular3.
  • #18 O colágeno é o componente da matriz extracelular que concebe a estrutura na qual todos os outros componentes estão inseridos3. O colágeno presente em maior escala na matriz cartilaginosa é o colágeno tipo II, que forma fibras e fibrilas entrelaçadas ao longo de toda essa matriz e pode chegar a representar 90 a 95% do colágeno total desta, diferindo de outros tecidos como tendões e ligamentos onde colágeno do tipo I é predominante Os grupos ácidos dos proteoglicanos fazem com que estes se liguem a resíduos básicos de aminoácidos encontrados no colágeno . Há ainda, na matriz extracelular da cartilagem articular, pequenas quantidades de colágenos dos tipos; VI, XI, XII e XIV que ajudam na formação e estabilidade das fibrilas de colágenos tipo II, que por sua vez vai conferir resistência tênsil à cartilagem7.
  • #19 Essas proteínas desempenham um papel importante na adesão dos condrócitos a matriz extracelular20 Fibronectina: tem um papel importante nos processos de reparação tecidual e embora sua atuação na cartilatem articular não esteja totalmente esclarecida, é sabido que há um aumento na sua concentração, durante as fazes iniciais da osteoartrite Condronectina: A condronectina liga-se, através de interações com os condrócitos, na presença de sultafo de condroitina, ao colágeno tipo II COMP: A COMP, talvez seja dessas proteínas aquela mais estudada; está presente em maior abundancia na cartilagem em desenvolvimento e o aumento de seus níveis no líquido sinovial pode evidenciar a ocorrência de um dano articular em andamento. Uma das possíveis justificativas para que essa glicoproteína receba uma maior atenção frente as demais é que, em humanos, o gene que a codifica, está relacionado a dois tipos de displasia; a pseudoacondroplasia e a displasia epifisária
  • #20 Os condrócitos são células originadas a partir de células tronco mesenquimais, altamente especializadas e metabolicamente ativas que desempenham um papel único no desenvolvimento, manutenção e reparo da matriz extracelular32. Variam em forma, número e tamanho, de acordo com a região da cartilagem articular São os condrócitos que secretam o colágeno tipo II, proteoglicanos e as glicoproteínas26. São responsáveis por manter um equilíbrio entre a degradação e o reparo da matriz extracelular, ou seja, entre os eventos de anabolismo e catabolismo que ocorrem na matriz, a partir de uma complexa interação entre enzimas, citocinas, fatores de crescimento e estímulos mecânicos33.  Condrócitos x condroblastos:
  • #21 Histologicamente a cartilagem articular pode ser dividida em quatro camadas ou zonas; a zona superficial, zona intermediaria e zona profunda, as quais juntas formam a parte hialina da cartilagem, e a zona calcificada que forma a interface entre a cartilagem hialina e o osso subcondral Superficial:é caracterizada por condrócitos achatados, fibras de colágeno tipo II orientadas tangencialmente, um pequeno volume de proteoglicanos e um alto teor de água Intermediaria: contem condrócitos largos, podendo serem únicos ou em pares, e fibras de colágeno orientadas aleatoriamente; há um maior volume de prostaglandinas e um menor teor de água que na camada superficial Profunda: por sua vez é aquela que apresenta a menor proporção de colágeno, maior concentração de prostaglandinas e menor teor de água de todas as camadas; os condrócitos se arranjam em colunas verticais, perpendicularmente ao osso subcondral Tidermark: . A linha divisória entre a camada profunda e a camada calcificada é denominada de “tidemark” que consiste de uma complexa estrutura tridimensional que imerge completamente na zona calcificada mantendo contato com osso subjacente Calcificada: . A camada calcificada é uma camada constituída de cartilagem mineralizada e condrócitos em vários estágios de degeneração
  • #22 Assim como qualquer outro tecido vivo, a cartilagem articular se comporta de maneira dinâmica, estando sob constante remodelamento Um serie de Eventos de degradação e síntese, mantem um equilíbrio para que ocorra o turnover da matriz cartilaginosa, que consiste na degradação fisiológica e síntese de uma nova matriz Essa degradação é mediada por diversas citocinas e metaloproteinases, bem como fatores mecânicos. e os condrócitos possuem vilosidades que se estedem para dentro da matriz e reconhecem alterações na mesma, respondendo com uma mudança metabólica que leva a síntese de nova matriz
  • #23 As taxas de “turnover” do colágeno e dos proteoglicanos são bem distintas; o “turnover” dos proteoglicanos leva em torno de 300 dias na cartilagem articular de cães e pode levar até 20 anos em humanos; o “turnover” do colágeno, entretanto, é estimado em 120 anos para cães e 350 anos para humanos14. Dados comparáveis para os equinos não existem até então, porém assume-se que ocorra na mesma magnitude de tempo. O longo tempo de “turnover” e a capacidade de reparo limitada, estão colocados como ponto central da famosa observação do Médico Escocês, Willian Hunter, feita em 1743, onde o mesmo diz; “a cartilagem ulcerada, quando destruída, nunca será reparada34. E é essa característica que torna a doença articular degenerativa uma enfermidade tão debilitante e de pobre prognóstico, tanto em humanos quanto em cavalos
  • #24 O osso subcondral consiste de um tecido subarticular mineralizado diretamente adjacente a camada calcificada da cartilagem articular Suas funções incluem; o suporte a cartilagem articular supradjacente, a distribuição da carga mecânica sobre a diáfise cortical subadjacente e absorção da tensão provocada por impactos mecânicos contínuos47. Além disso, o osso subcondral, é responsável por alimentar as camadas profundas da cartilagem hialina, principalmente no período de crescimento é extremamente vascularizado, inervado e apresenta uma alta taxa de “turnover”, o que propicia uma resposta intensa a estímulos fisiológicos e patológicos, bem como concebe ao osso subcondral papel fundamental na percepção da dor
  • #25 Três estruturas distintas compõe o osso subcondral; a cartilagem calcificada e o osso lamelar cortical, comumente denominados em conjunto de placa subcondral, e o osso subcondral trabecular PSC: estrutura cortical e porosa através da qual vários canais se estendem proporcionando uma conexão direta entre o osso e a cartilagem OST: estrutura ainda mais porosa que tem importante função na absorção de impactos +
  • #26 Hipotese 1: primeira, envolve essencialmente uma cartilagem articular defeituosa com propriedades biomecânicas alteradas; por essa hipótese o dano a cartilagem ocorre sob condições normais de tensão  Em humanos esse tipo de osteoartrite pode ser atribuído a uma falha na composição do colágeno tipo II  Em cavalos, entretanto, não há uma descrição que atribua a osteoartrite a falhas na composição dos constituintes da matriz cartilaginosa Hipotese 2:A segunda hipótese propõe que a osteoartrite é oriunda de alterações no osso subcondral54. Uma vez que a cartilagem articular é consideravelmente fina para absorver de maneira total os impactos, parte destes, são absorvidos por tecidos moles periarticulares e pelo osso subcondral . Por essa hipótese, os estresses mecânicos repetitivos levam a microfraturas da placa subcondral e do osso trabecular de tal maneira que exceda a velocidade de reparação e remodelamento ósseo Hipotese 3:Microtraumas repetitivos podem causar dano à matriz extracelular e aos condrócitos, levando a alterações metabólicas destes, o que por sua vez, promove a liberação de enzimas proteolíticas. Essas enzimas, então, levam a um desarranjo na rede de proteoglicanos e colágeno que sobrepõe a remodelação fisiológica
  • #27 Por um bom tempo desconsiderou-se o papel da sinovite na etiopatogenia da osteoartrite, amparando-se na ideia de que os sinoviócitos teriam uma taxa metabólica insuficiente para influenciar processos de depleção dos constituintes da articulação Até o momento em que os conhecimentos de biologia celular permitiram entender que estas células também tem um papel central na degradação da MEC Pode ser primária em virtude de repetidos traumas, ou secundária a presença de fragmentos osteocondrais por exemplo, onde o dano físico e a presença de debris ira afetar a cápsula e a membrana Lesões na membrana sinovial podem afetar a difusão de moléculas pela mesma, afetar diretamente o metabolismo dos sinoviócitos e condrócitos e atuar através de citocinas pró-inflamatórias e mediadores solúveis da inflamação para acelerar o catabolismo da cartilagem articular, contribuindo assim para a progressão do processo degenerativo A resposta da capsula articular a injúria leva a formação de um tecido fibroso que não apresenta propriedades biomecânicas compatíveis com o tecido original, o que leva a articulação a perder grande parte de sua amplitude de movimento Alterações histológicas explicam alterações clinicas
  • #28 Na imagem pode se visualizar o desenvolvimento da osteoartrite associada a sinovite capsulite no boleto de um equino A: inicialmente se tem uma articulação saudável com todos os seus componentes íntegros B: é possível observar uma sinovite aguda, sem alterações na morfologia da cartilagem articular C: persistência da sinovite e fibrilação inicial da cartilagem D: sinovite e capsulite tornam-se crônica e a fibrilação atende a zona profunda da cartilagem E: áreas de sinovite ativa ainda persistem e desenvolvem-se erosões na cartilagem articular
  • #29 As citocinas pro inflamatórias são outro componente importante na osteoartrite As citocinas podem ser definidas como peptídeos solúveis produzidos por uma célula, que são capazes de afetar a atividade exercida por outros tipos celulares expressão dessas citocinas é inicialmente estimulada pelos macrófagos sinoviais, e a partir de então elas passam a se difundir no líquido sinovial, estimulando macrófagos e condrócitos a sintetizarem outras citocinas e proteases A IL-1 é a principal citocina pró inflamatória, atuando não só na estimulação de fatores deletérios, mas também na supressão de inibidores desses fatores como o IL-1ra e TIMPs Il-1: inibe a síntese de proteoglicanos, estimula enzimas proteolíticas, ON, reabsorção de cartilagem e MMPs Outras citocinas pro inflamatórias: IL-8, 17, 18
  • #30 Além das citocinas pró-inflamatórias, existem as citocinas moduladoras que irão atuar inibindo a síntese de IL-1, TNF e PGE e estimulando a cintese de TIMP e IL-1Ra IL-1Ra: O IL-1Ra é uma citocina que passou a receber atenção, uma vez que se entendeu que está naturalmente se faz presente em resposta a danos articulares. Esta se liga ao receptor de IL-1, prevenindo vários efeitos deletérios observados no desenvolvimento da osteoartrite, tais como; síntese de PGE2 pelos sinoviócitos, produção de colagenases pelos condrócitos e consequentemente degradação da matriz extracelular. Experimentos já demonstraram que a IL-1Ra se encontra aumentada tanto em sinovite natural quanto induzida e estudos clínicos tem sido realizados, avaliando os efeitos do soro autólogo condicionado contendo IL-1Ra tanto em equinos quanto em humanos. Il-6: potencializa IL1 e estimula os inibidores
  • #31 São enzimas produzidas por sioviocitos, condrócitos e outros tipos celulares  capazes de degradar todos os companentes da MEC  tanto na cartilagem saudável quanto na que está em um processo patológico Na cartilagem saudável sua expressão é controlada por uma seria de mecanismos dentre os quais se destacam os inibidores teciduais  sintetizados por condrócitos, sioviocitos e células endoteliais  ligam-se a as MMPs por ligações não covalentes  inativam  uma quebra na relação harmoniosa  aumento na taxa de degradação
  • #32 As metaloproteinases podem ser divididas em três grupos principais: colagenases, estromelisinas e gelatinases As colagenases desempenham seu papel sobretudo na clivagem do colágeno tipo 2 As estromelisinas foram inicialmente apontadas como principais responsáveis pela clivagem do colágeno tipo 2; porém hoje se sabe que está é atribuída principalmente a proteases denominadas agrecanases que são estruturalmente semelhantes as estromelisinas. Além de agir secundariamente na clivagem do agrecam agem na clivagem de outras proteínas como laminina e fibronectina Gelatinases clivagem do colágeno e elastina
  • #33  A PGI-E2 é produzida pelos condrócitos, diante da estimulação pela IL-1, a partir de duas enzimas; a cicloxigenase-2 (COX-2) e prostaglandina E sintetaze. Alguns autores, citam a mensuração da PGI-E2 como uma ferramenta na detecção e avaliação da sinovite34.
  • #34 EROS: são liberados em articulações lesadas e atuam na clivagem do ácido hialurônico, prostaglandinas e colagenases ON: é um radical livre extremamente citotóxico e agressivo; capaz de inibir a atividade dos condrócitos, aumentar a expressão de MMP’s e reduzir a síntese de IL-1RA
  • #35 EROS: são liberados em articulações lesadas e atuam na clivagem do ácido hialurônico, prostaglandinas e colagenases ON: é um radical livre extremamente citotóxico e agressivo; capaz de inibir a atividade dos condrócitos, aumentar a expressão de MMP’s e reduzir a síntese de IL-1RA
  • #36 Os neuropeptídios têm um papel importante não só na percepção da dor, na osteoartrite, mas também na patogênese da doença, uma vez que a ativação de nervos articulares pode resultar na liberação de neurotransmissores de potencial inflamatório que exercem efeitos deletérios ao metabolismo sinovial A substancia P é um neuropeptídio que age diretamente sobre os condrócitos, alterando seu potencial de membrana e com isso sua função Outros neuropeptídios que atuam na osteoartrite são o CRF, urocortina e VIP O VIP é um neuropeptídio produzido por células do sistema imune, que se destaca por seus efeitos anti-inflamatórios, reduzindo a resposta imuno-mediada em várias enfermidades, como a doença de Parkinson e a sepse de origem bacteriana, a partir da inibição de IL-1β e TNF-α
  • #37 Os fatores de crescimento, são um grupo de polipeptídios biologicamente ativos, que podem estimular a divisão, crescimento e diferenciação celular Embora existam vários desses fatores envolvidos na osteoartrite equina, o Fator de Crescimento Transformador β (TGF- β) e o Fator de crescimento semelhante a insulina (IGF-1), são aqueles que tem papel relevante Os fatores de crescimento, diferentemente do que foi falado até aqui, irão exercer efeitos benéficos a cartilagem --> como síntese de colágeno e aggrecan e efeitos anabólicos que antagonizam os efeitos de degradação da cartilagem
  • #38 Esses fatos são amparados por estudos que mostraram o aumento na taxa de degeneração da cartilagem articular, associado a redução dos níveis de isoformas de TGF- β89 e IGF-1 na cartilagem de camundongos
  • #39 O osso subcondral pode desempenhar um papel central na patogenia da osteoartrite, uma vez que sua fragmentação pode contribuir para fibrilação e erosão focal da cartilagem articular Existe um conceito de que a destruição mecânica da cartilagem articular, há um conceito de que uma esclerose inicial do osso subcondral causa uma redução na sua capacidade de absorção de choque e consequentemente redução na estabilidade articular
  • #40 50 metacarpos de cavalos de corrida após morte  e pelo exame visual eles dividiram em 3 grupos  controle; AO inicial e AO avançada  retiraram dois fragmentos endocondrais de cada um desses ossos e fizeram microtomografia, reconstruindo modelos 2d pra avaliar a estrutura histológica e um modelo 3d pra avaliar o volume tecidual  então atribuíram scores com base na degradação tecidual 1,2,3  e no final das contas foi possível perceber que a media dos escores aumentava na direção do grupo osteoartrite avançada  lesões no osso subcondral eram mais frequentemente observadas nos grupos em que os animais apresentavam osteoartrite. Subchondral bone pits with deep focal areas of porosity were seen more frequently in AOA than EOA but never in CO. Articular cartilage damage was seen in association with a reduction in bone mineral and loss of bone tissue.
  • #41 Além disso um processo patológico secundário, caracterizada pela proliferação de tecido cartilaginoso fibroso e formação de osteofitos também ocorre Ainda não se sabe ao certo o papel dos osteofitos na osteoartrite, mas especula-se de que se formem na tentativa de estabilizar a articulação Osteofitos são compostos por um núcleo ósseo aderido ao osso subcondral e revestido por fibrocartilagem E podem se formar em até mesmo dias ou semanas
  • #42 As alterações morfológicas que ocorrem em reposta a osteoartrite podem culminar com a fragmentação da cartilagem, de tal maneira que o osso subcondral torne-se exposto, processo esse a qual da-se o nome de eburnação Essas alterações podem progredir levando a uma perda da realção harmoniosa dos componentes articulares e das propriedades biomecânicas da articulação –culminando com colapso e anquilose
  • #45 A osteoartrite apresenta-se atualmente como uma das principais enfermidades do sistema locomotor de equinos O aumento da carga de trabalho a qual os animais são submetidos tem criado maiores desafios a manutenção da integridade e funcionamento pleno dos componentes articulares Avanços obtidos nas ultimas três décadas acerca dos mecanismos que desencadeiam a osteoartrite  melhores alvos terapêuticos  estabelecendo estratégias que retardam mais ainda a progressão dessa enfermidade
  • #48 Um estudo realizado por norrdin em 1998, onde o mesmo utilizou 12 equinos de corrida dos quais 9 tinham claudicação; e os comparou com animais que foram submetidos a exercício controlado em esteira. Observou que a sobrecarga ocasionada por lesões nosso subcondral está intimamente relacionada a fragilização da cartilagem articular  bem como a morte de células componentes do osso subcondral e cartilagem o que ampara a ideia de participação do osso subcondral na etiopatogenia da osteoartrite.