O documento descreve a morfologia e histomorfologia do trato respiratório superior e inferior, mecanismos de defesa, patologias inflamatórias como rinite e bronquite, neoplasias e alterações do pulmão.
PATOLOGIA DO TRATORESPIRATÓRIO VIA AERÓGENA - Mais comum ( Animais de confinamento, gases irritantes NH 3 , H 2 S) VIA HEMATÓGENA
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MECANISMOS DE DEFESALençol Muco- ciliar - Recobre toda a superfície das vias respiratórias do TR inferior com exceção dos alvéolos O muco se move no sentido da laringe através do batimento dos cílios, Deglutição Tempo (algumas horas – traquéia/ até 24 bronquíolos)
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MECANISMOS DE DEFESARemoção de partículas: Partículas com > 10 µm remoção completa Partículas com 1 a 2µm deposita-se na junção bronquíolo- alveolar ASBESTO 100µm Transporte e difusão de Subst. Humorais IgA – Interferon – Lizozima - Lactoferrina
MECANISMOS DE DEFESATecido Linfóide Broncoassociado Adjacentes as vias aereas Linfocitos T e B (IgE, IgM, IgA, IgG) BALT (“Linfoid tissue bronquiolar associated”)
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MECANISMOS DE DEFESAFlora bacteriana Saprófita Macrófagos Alveolares Fontes de interferon Rápida fagocitose Macrófagos intersticiais e Intravasculares (pulmão) 5. Tosse
ALTERAÇÕES DO METABOLISMOAmiloidose - Ocorre em equinos Vestíbulo nasal, porções anteriores do septo nasal e os cornetos nasais Conseqüências: comprometimento da performance do cavalo e até estenose com sinais de obstrução
ALTERAÇÕES CIRCULATÓRIAS Causasde Epistaxe TRAUMAS (sonda nasogástrica) EXERCÍCIO Equinos (Hemorragia pulmonar induzida por exercício) 75%, mas de 1 a 10% apresentam hemorragia Diminuição da perfomance
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ALTERAÇÕES CIRCULATÓRIAS Causasde Epistaxe INFLAMAÇÕES: agudas ou crônicas com erosão. Micoses nas bolsas guturais (equinos) 4. NEOPLASIAS 5. DIATESES HEMORRÁGICAS Trombocitopenias (erliquiose) Defc de VTM K Intoxicação por dicumarinicos (warfarin) Intox aguda por samambaia (bov) Septicemias
ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS Classificaçãoquanto ao exsudato - SEROSA (translúcido e liquido com poucas céls inflamt e epiteliais. Predispoem infec bacterianas)
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ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS Classificaçãoquanto ao exsudato CATARRAL (aspecto mais viscoso rico em muco) CATARRAL-PURULENTA ou muco purulenta: maior concentração de leucocitos. EX. Cinomose
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ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS Classificaçãoquanto ao exsudato PURULENTA ( grande quantidade de neutrofilos e céls epiteliais descamadas, geralmente associada a infec bacterianas. Pode haver ulceração da mucosa) Ex. garrotilho S. equi HEMORRÁGICA FIBRINOSA ( pseudodifterica que corresponde a uma placa de fibrina que contem restos de céls e tecidos aderidos a mucosa integra) EX. Rinotraqueite infeciosa bovina (HVB-1)
ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS Classificaçãoquanto ao exsudato FIBRINO-NECROTICA ( semelhante a fibrinosa mas com ulceração da mucosa) EX. Difteria dos bezerros F. necrophorum - GRANULOMATOSA ( processo inflamatório crônico, geralmente associado a fibrose. Evolução de processos persistentes) Ex. rinosporidiose, aspergilose, criptococose, tuberculose.
ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS Principaisdoenças que cursam com Rinite RINITE VIRAL DOS SUÍNOS “ Rinite por corpúsculo de inclusão” Citomegalovírus (hespesvirus) Leitões 1 a 5 semanas Causa inflamação seromucosa Alta MORB e Baixa MORT Porcas gestantes podem apresentar mumificação fetal e natimortalidade MICRO: grandes CI intranucleares basofilicos.
ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS Principaisdoenças que cursam com Rinite RINITE ATROFICA DOS SUÍNOS Multifatorial Assoc da P. multocida (tox. D) e B. bronchiseptica Rinite por CI, gases nocivos, defc. de Ca Predispoem a pneumonias, bx conversão, refugos MACRO: atrofia das conchas nasais, desvio, encurtamento, assimetria, epifóra.
Grau de RiniteAtrófica Suína (Segundo Müller e Abbott, 1986)
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ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS Principaisdoenças que cursam com Rinite RINOTRAQUEITE INFECCIOSA BOVINA (IBR) HVB-1 (HVB 1.1 inflamação do TRSup e aborto; HVB 1.2ª/b vulvovaginite pustular e aborto Confinamento, alta densidade populacional HV equino 1 (rinopneumonite viral inflam do TRsup e aborto) HV felino 1 ( rinite e conjuntivite assoc ao calicivirus felino)
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MACRO: rinotraqueite seromucosa as vezes conjuntivite. Casos graves exsudato mucopurulento, erosões, ulcerações. Pode afetar nasofaringe, laringe e traquéia
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ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS Principaisdoenças que cursam com Rinite GARROTILHO Contagiosa S. equi subs zooepidermicus Inflam do TR sup com abscedação dos linfonodos regionais Aderência e internalização do patogeno em céls epiteliais Febre, tosse, descarga purulenta nasal,otites por extensão, lesões em nervos cranianos (VII, IX, X, XI e XII)
ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS Principaisdoenças que cursam com Rinite MORMO Doença de equideos Burkholderia mallei MACRO: lesões nodulares e ulcerativas na mucosa nasal e pele e nódulos granulomatosos no pulmão
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ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS Principaisdoenças que cursam com Rinite CRIPTOCOCOSE Comum em felinos “nariz de palhaço” Cryptococos neoformans MACRO: nódulos polipoides ou massas difusas RINOSPORIDIOSE Rinosporidium seeberi Polipos unicos ou bilaterais pedunculados Aspecto de couve-flor
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ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS SinusiteSINUSITE Inflamação dos seios paranasais Dificilmente é detectada clinicamente, a não ser que haja deformidade da face ou formação de fistulas nos ossos ou pele CONSEQUENCIAS: Mucocele Empiema Meningite
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ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS SinusiteSINUSITE CAUSAS RINITE oclusão da drenagem dos seios paranasais LARVAS DE OESTRUS OVIS PERIODONTITES comum em equinos DESCORNA E FRATURAS DE OSSOS DO CRÂNIO
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NEOPLASIAS DA CAVIDADENASAL E SEIOS PARANASAIS EPITELIAIS CARCINOMAS DE CÉLS ESCAMOSAS Felinos e equinos Origem no seio maxilar TUMOR ETMOIDAL ENZOOTICO Ovinos, caprinos e bovinos Adenocarcinoma Causa desconhecida (Retrovirus ?)
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NEOPLASIAS DA CAVIDADENASAL E SEIOS PARANASAIS MACRO: origem na região etmoidal, massas amareladas, flácidas, friaveis e fétidas que destroem as estruturas adjacentes
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NEOPLASIAS DA CAVIDADENASAL E SEIOS PARANASAIS Mesenquimais Fibromas /Fibrossarcomas ( Mais frequentes) Condromas/Condrossarcomas Osteoma (bovinos e equinos)/Osteossarcomas (cães, gatos)
Alterações Inflamatórias GarrotilhoFaringite crônica dos equinos com hiperplasia linfóide Na jovens <5 anos PSI S. zooepidermicos Sem sinais clínicos (bx rendimento)
HEMIPLEGIA LARINGEA EQUINA- Paralisia da laringe - É uma doença característica de eqüinos - Caracterizada por uma lesão no nervo laringo-recurrente, devido a um traumatismo ou compressão Doença do cavalo roncador ALTERAÇÕES DEGENERATIVAS Laringe e Traquéia
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Lesão no N.Laringo-recurrente Perda local de inervação Atrofia muscular (m. cricoaritenoideo) Prolapso da corda vocal Na maioria dos casos, do lado esquerdo! Causa: trauma(?), compressão(?)
TRAQUEOBRONQUITE INFECCIOSA DOSCAES “ Tosse dos canis” Etiologia complexa: Parainfluenza tipo II Adenovirus Canino tipo II Cinomose Bordetella bronchiseptica Baixa letalidade Tosse seca Predisposição a broncopneumonias em filhotes BRÔNQUIOS E BRONQUIOLOS Alterações Inflamatórias
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Classificação de exsudatosegue o das rinites CONSEQUENCIAS - Broncopneumonias Broncoestenose Bronquiectasia Insuficiência respiratória BRÔNQUIOS E BRONQUIOLOS Alterações Inflamatórias
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BROCOESTENOSE Estreitamento doLúmen bronquial ETIOLOGIAS Bronquites Compressões externas (linfon, neoplasias) Contração da musculatura lisa (parasitas pulmonares) BRÔNQUIOS E BRONQUIOLOS Alterações Diâmetro ATELECTASIA ENFISEMA
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BRONQUIECTASIA Dilatação doLúmen bronquial - BOV CAUSAS - Acumulo de exsudato no lúmen com enfraquecimento ou destruição da parede bronquial BRÔNQUIOS E BRONQUIOLOS Alterações Diâmetro ATELECTASIA PIOTORAX Broncopneumonia
Pulmão Alterações doconteúdo de ar nos pulmões ATELECTASIA Expansão incompleta do pulmão LOCALIZADA GENERALIZADA * Congênita * Adquirida
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Pulmão Alterações doconteúdo de ar nos pulmões ATELECTASIA CONGÊNITA Natimorto Neonatos com movimentos respiratórios fracos FOCAL MULTIFOCAL GENERALIZADA
ENFISEMA “ Distensão excessiva e anormal dos alvéolos associado a destruição de paredes alveolares o que caracteriza o excesso de ar nos pulmões” PRIMARIO - homem SECUNDÁRIO – an. Domésticos Alveolar Intersticial Pulmão Alterações do conteúdo de ar nos pulmões
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Pulmão Alterações doconteúdo de ar nos pulmões ENFISEMA ALVEOLAR - Obstrução parcial - Comum em animais velhos Inspiração – ATIVA Expiração – PASSIVA MACRO: área aumentada de volume, hipercrepitante, consistência fofa Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - Equinos
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Pulmão Alterações doconteúdo de ar nos pulmões ENFISEMA INTERSTICIAL - Acumulo de ar nos septos intersticiais - Espécies com pulmões septados (Bovinos) - Morte agônica (esforço da respiração) MACRO: Bolhas de ar nos septos intersticiais (Tipo rosário)
Pulmão Alterações CirculatóriasHEMORRAGIA – Septicemias, rupturas de aneurisma, traumas migração de larvas Suíno – SALMONELLA CHOLERASUIS
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PULMÕES - ALTERAÇÕESINFLAMATÓRIAS PNEUMONIA Classificação Quanto ao curso: Superaguda, aguda, subaguda, crônica Quanto ao exsudato Catarral, fibrinoso, purulenta, hemorrágica, necrotica, granulomatosa - Quanto ao local de inicio do processo BRONCOPNEUMONIA – que se inicia na junção bronquíolo alveolar PNEUMONIA LOBAR – também se inicia na junção bronquíolo alveolar, porém com evolução rápida PNEUMONIA INTERSTICIAL – que se inicia no interstício
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BRONCOPNEUMONIA Via deinfecção AEROGÊNA Localização – Crânio Ventral Maior turbilhonamento do ar Gravidade
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BRONCOPNEUMONIA FATORES PREDISPONENTESa) Agrupamento de animais – diferentes origens, diferentes status imunitários, maior pressão de infecção; b) Comprometimento das defesas pulmonares Desidratação Frio excessivo Infecções virais Gases tóxicos (NH 3 , H 2 S) Doenças crônicas no pulmão An muito jovens ou senis Inanição
PNEUMONIA LOBAR Semelhantea broncopneumonia mas, a evolução é mais rápida e o processo é mais extenso. Um lobo ou um hemiorgão inteiramente afetado Curso Superagudo Agudo Exsudato Fibrinoso , fibrinopurulento, necro hemorragico BOVINO STRESS - FEBRE DO TRANSPORTE ( M. haemolitica )
PNEUMONIA LOBAR ComplicaçõesSão muito frequentes e mais letais que na bronquiopneumonia Formação de abscessos disseminados Pericardite, peritonite Endocardite Poliartrite, meningite Toxemia e MORTE
PNEUMONIA INTERSTICIAL CausasINFECCIOSAS Viremias, septicemias e parasitemias Vírus da cinomose Peritonite infecciosa felina Salmonelose septicemica (leitões e bov) Toxoplasmose Migração de larvas de A. suum Químicas Fumaça Toximas endógenas Metabolitos urémicos Acidose metabolica Casos de pancreatite
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PNEUMONIA INTERSTICIAL MACROConsolidação difusa em todo o pulmão principalmente nas porções dorso caudais, consistência elástica. “Pulmão inflado” Impressão das costelas. MICRO: presença de células inflamatorias nos septos interalveolares. Lesão predominantemente proliferativa
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PNEUMONIA GRANULOMATOSA Doençamais relacionada é a Tuberculose Aspergillus sp., Histoplasma capsulatum Via broncogênica inicia na junção bronquiolo alveolar Bov M. bovis; M. tuberculosis. M. avium
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Prevalência da TuberculoseBovina no Brasil determinada através da prova da tuberculina LANGENEGGER, J. et al. Tratamento massal da tuberculose bovina com isoniazida. Pesquisa Veterinária Brasileira . v.11, p.21-23, 1991. Rio Grande do Norte 409 em 932 (43,9%) COELHO, H.E. et al. Tuberculose em bovinos diagnosticada em Uberlândia-MG durante 10 anos (1986-1995). Higiene Alimentar . v.11, p.9-10, 1997. Minas Gerais 65 em 1.131 (5,0%) WANDERLEY, M.S. Produtores e técnicos controlam tuberculose e deixam lição de como enfrentá-la. Balde Branco . p.38-41, janeiro, 1998. São Paulo 4.388 em 6.770 (64,8%) LILENBAUN, W. et al. Tuberculose bovina. Prevalência e estudo epidemiológico em treze propriedades de diferentes sistemas de produção na região dos lagos do Estado do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Medicina Veterinária . v.20, p.120-123, 1998. Rio de Janeiro 207 em 1.632 (12,7%) LEITE, R.M.H. & LAGE, A.P. Controle da tuberculose bovina em bovinos da raça Sindi pelo tratamento com isoniazida: avaliação e análise de custo. Ciências Veterinárias nos Trópicos . v.2, p.21-28, 1999. Paraíba 27 em 107 (25,2%)
Pneumonia Trombo-Embolica Consequênciada fixação de trombos septicos proveniente de processos infecciosos em outros órgãos Bovinos, suínos e caninos Causas: endocardite, linfadenite caseosa,
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Classificação das PneumoniasTipo Porta de entrada Distribuição das Lesões Consistência do pulmão Broncopneumonia aerógena Consolidação Crânio- ventral firmes Lobar aerógena Consolidação Crânio- ventral firmes Intersticial Hemátogena Principalmente Consolidação difusa (+ lobos caudais) elástica Granulomatosa Aerógena ou Hematógena Focal ou Multifocal firmes nos granulomas Embólica Hematógena Focal ou Multifocal Dependente do êmbolo
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Pneumonias Especiais Pneumoniapor ASPIRAÇÃO Grande quantidade de material (liquido) é aspirado e atinge o parênquima pulmonar, Patogenicidade do processo depende Natureza do material (+ ou – irritativo) Grau de patogenicidade (+ ou – bact) Distribuição e quantidade de material aspirado Broncopneumonia - Pn Lobar – Pn Grangrenosa
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Pneumonias Especiais Pneumoniapor ASPIRAÇÃO Aspiração de leite (bezerros aliment por balde) Aspiração de liquido ruminal Aspiração de Exsudato (rinites, traqueites) Vômito – morte por espasmo laringo traqueal Aspiração de material oleoso (óleo mineral não induz reflexo da tosse)
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Pneumonias Especiais PneumoniaHIPOSTATICA Decúbito lateral prolongado Congestão hipostatica -> ↑PH -> Edema -> ↓ Defesas locais ->Infecção por bacterias do TRSuperior O hemiórgão como um todo é afetado
Pneumonias Especiais PneumoniaVERMINOTICA Cursam com consolidação pulmonar e normalmente se localizam nas porções caudais do pulmão Tecido lesado pelo parasita sofre infecção bacteriana secundária
PNEUMOTORAX Acumulo dear dentro da cavidade toracica Perda da pressão negativa Causas Traumatica Espontanea (raros – rupturas de bronquios e bronquiolos por alguma patologia)