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Estudos do Evangelho
Capítulo 5 – Bem aventurados os aflitos - item 11 ao 13
Leonardo Pereira
Esquecimento do Passado
O evangelho e o Livro dos Espíritos
Por que o Espírito encarnado perde a
lembrança do seu passado?
392 - LE
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que lhe encobre certas coisas, o
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NÍVEIS DA CASA MENTAL
SUPER- CONSCIENTE
CONSCIENTE
INCONSCIENTE
EGO
SUPER-EGO
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No Mundo Maior - André Luiz – cap. 3
CASA MENTAL
INTERAÇÃO
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PASSADO
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EGO
SUPER-EGO
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FUTURO
CONFLITO INTERIOR
Aos catorze anos,
aproximadamente, de posição
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funcionar no homem
reencarnado. O que representava
controle é fonte criadora e válvula
de escapamento
A glândula pineal reajusta-se ao
concerto orgânico e reabre seus
mundos maravilhosos de sensações e
impressões na esfera emocional.
Entrega-se a criatura à recapitulação
da sexualidade, examina o inventário
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expressão no corpo etéreo. Desata, de
certo modo, os laços divinos da
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umas às outras, na sequência de lutas,
pelo aprimoramento da alma, e deixa
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criadoras de que a criatura se acha
investida.
É em vão que se aponta o
esquecimento como um obstáculo
ao aproveitamento da experiência
das existências anteriores. Se Deus
considerou conveniente lançar um
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deve ser útil. Com efeito, a
lembrança do passado traria
inconvenientes muito
graves.
Em certos casos, poderia
humilhar-nos estranhamente, ou
então exaltar o nosso orgulho, e por
isso mesmo dificultar o exercício do
nosso livre arbítrio. De qualquer
maneira, traria perturbações
inevitáveis às relações
sociais.
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O Espírito renasce
frequentemente no mesmo meio
em que viveu, e se encontra em
relação com as mesmas pessoas,
a fim de reparar o mal que lhes
tenha feito.
Se nelas reconhecesse as
mesmas que havia odiado, talvez
o ódio reaparecesse. De
qualquer modo, ficaria
humilhado perante aquelas
pessoas que tivesse ofendido.
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393 - LE
Como pode aproveitar-se da
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Seria concebível que as tribulações da
vida fossem para ele uma lição, se
pudesse lembrar-se daquilo que as atraiu
mas desde que não se recorda, cada
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a recomeçar. Como conciliar isto com a
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393 - LE
A cada nova existência o
homem tem mais inteligência e
pode melhor distinguir o bem e o
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ele se recordasse de todo o
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na sua vida de origem (a vida
espírita) toda a sua vida passada
se desenrola diante dele;
vê as faltas cometidas e que são
causa do seu sofrimento, bem
como aquilo que poderia tê-lo
impedido de cometê-las;
compreende a justiça da posição
que lhe é dada e procura então a
existência necessária a reparara
que acaba de escoar-se.
Deus nos deu, para nos melhorarmos,
justamente o que necessitamos e nos é
suficiente:
1 = A voz da consciência.
2 = As tendências
instintivas.
E nos tira o que poderia
prejudicar-nos.
O homem traz, ao nascer,
aquilo que adquiriu. Ele
nasce exatamente como se
fez.
Cada existência é para ele
um novo ponto de partida.
Pouco lhe importa saber o
que foi: se estiver sendo
punido, é porque fez o mal,
e suas más tendências atuais
indicam o que lhe resta
corrigir em si mesmo.
É sobre isso que ele deve
concentrar toda a sua
atenção, pois daquilo que
foi completamente
corrigido já não restam
sinais
As boas resoluções que
tomou são a voz da
consciência, que o adverte
do bem e do mal e lhe dá a
força de resistir às más
tentações.
De resto, esse
esquecimento só existe
durante a vida corpórea.
Voltando à vida espiritual,
o Espírito reencontra a
lembrança do passado
Trata-se, portanto, apenas de
uma interrupção momentânea,
como a que temos na própria
vida terrena, durante o sono, e
que não nos impede de lembrar,
no outro dia, o que fizemos na
véspera e nos dias anteriores.
Da mesma maneira, não é
somente após a morte que o Espírito
recobra a lembrança do passado.
Pode dizer-se que ele nunca a perde,
pois a experiência prova que,
encarnado, durante o sono do corpo,
ele goza de certa liberdade e tem
consciência de seus atos anteriores.
Então, ele sabe por que
sofre, e que sofre
justamente.
A lembrança só se apaga
durante a vida exterior de
relação.
A falta de uma lembrança precisa,
que poderia ser-lhe penosa e
prejudicial às suas relações
sociais, permite-lhe haurir novas
forças nesses momentos de
emancipação da alma, se ele
souber aproveitá-los.
Motivos de Resignação
Pelas palavras: Bem-aventurados
os aflitos, porque eles serão
consolados, Jesus indica, ao
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que espera os que sofrem e a
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sofrimento, como o prelúdio da
cura.
Essas palavras podem, também,
ser traduzidas assim: deveis
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porque as vossas dores neste
mundo são as dívidas de vossas
faltas passadas, e essas dores,
suportadas pacientemente na
Terra, vos poupam séculos de
sofrimento na vida futura.
Deveis, portanto, estar
felizes por Deus ter
reduzido vossa dívida,
permitindo-vos quitá-las
no presente, o que vos
assegura a tranquilidade
para o futuro.
O homem que sofre é
semelhante a um devedor de
grande soma, a quem o credor
dissesse: “Se me pagares hoje
mesmo a centésima parte, darei
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submeter-se a todas as
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dívida, pagando somente a
centésima parte da mesma?
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porque eles serão consolados”.
Eles são felizes porque pagam
suas dívidas, e porque, após a
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Ora, cada nova falta aumenta a
dívida, pois não existe uma única
falta, qualquer que seja, que não
traga consigo a própria punição,
necessária e inevitável. Se não for
hoje, será amanhã; se não for
nesta vida, será na outra.
Entre essas faltas, devemos colocar
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resignação, como alguma coisa que
merecemos, se acusamos a Deus de
injusto, contraímos uma nova dívida,
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Eis por que precisamos
recomeçar, exatamente como
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Ao entrar no Mundo dos
Espíritos, o homem é
semelhante ao trabalhador
que comparece no dia de
pagamento. A uns, dirá o
patrão: “Eis a paga do teu dia
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A outros, aos felizes da Terra,
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que puseram a sua felicidade na
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Terra. Ide, e recomeçai a vossa
tarefa”.
O homem pode abrandar ou
aumentar o amargor das suas
provas...
O homem pode abrandar
ou aumentar o amargor
das suas provas, pela
maneira de encarar a vida
terrena. Maior é o eu
sofrimento, quando o
considera mais longo.
Ora, aquele que se coloca no
ponto de vista da vida espiritual,
abrange na sua visão a vida
corpórea, como um ponto no
infinito, compreendendo a sua
brevidade, sabendo que esse
momento penoso passa bem
depressa.
A certeza de um futuro próximo
e mais feliz o sustenta encoraja,
e em vez de lamentar-se, ele
agradece ao céu as dores que o
fazem avançar. Para aquele que,
ao contrário, só vê a vida
corpórea, esta parece
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ele com todo o seu peso.
O resultado da maneira espiritual
de encarar a vida é:
1 - A diminuição de
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mundanas.
2 - A moderação dos
desejos humanos.
fazendo o homem
contentar-se com a
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voluntariamente à tortura,
aumentando as misérias e as
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existência.
Abençoa com alegria cada
oportunidade evolutiva. A dor
enfrentada com resignação
diminui de intensidade, tanto
quanto suportada em silêncio
passa com mais rapidez.
Do Espírito: Joanna de Ângelis
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Abençoa com alegria cada
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Estudos do evangelho - continuação - Bem aventurados os Aflitos

  • 1. Estudos do Evangelho Capítulo 5 – Bem aventurados os aflitos - item 11 ao 13 Leonardo Pereira
  • 3. O evangelho e o Livro dos Espíritos
  • 4. Por que o Espírito encarnado perde a lembrança do seu passado? 392 - LE
  • 5. — O homem nem pode nem deve saber tudo; Deus assim o quer na sua sabedoria. Sem o véu que lhe encobre certas coisas, o homem ficaria ofuscado como aquele que passa sem transição da obscuridade para a luz Pelo esquecimento do passado, ele é mais ele mesmo
  • 6. NÍVEIS DA CASA MENTAL SUPER- CONSCIENTE CONSCIENTE INCONSCIENTE EGO SUPER-EGO ID No Mundo Maior - André Luiz – cap. 3
  • 7. CASA MENTAL INTERAÇÃO PRESENTE PASSADO IDÉIAS / METAS ESFORÇO / VONTADE AUTOMATISMO / HÁBITOS EGO SUPER-EGO ID FUTURO CONFLITO INTERIOR
  • 8. Aos catorze anos, aproximadamente, de posição estacionária, quanto às suas atribuições essenciais, recomeça a funcionar no homem reencarnado. O que representava controle é fonte criadora e válvula de escapamento
  • 9. A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examina o inventário de suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob fortes impulsos.
  • 10. Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na sequência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida.
  • 11. É em vão que se aponta o esquecimento como um obstáculo ao aproveitamento da experiência das existências anteriores. Se Deus considerou conveniente lançar um véu sobre o passado, é que isso deve ser útil. Com efeito, a lembrança do passado traria inconvenientes muito graves.
  • 12. Em certos casos, poderia humilhar-nos estranhamente, ou então exaltar o nosso orgulho, e por isso mesmo dificultar o exercício do nosso livre arbítrio. De qualquer maneira, traria perturbações inevitáveis às relações sociais.
  • 14. O Espírito renasce frequentemente no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes tenha feito.
  • 15. Se nelas reconhecesse as mesmas que havia odiado, talvez o ódio reaparecesse. De qualquer modo, ficaria humilhado perante aquelas pessoas que tivesse ofendido.
  • 16. Como pode o homem ser responsável por atos e resgatar faltas dos quais não se recorda? 393 - LE
  • 17. Como pode aproveitar-se da experiência adquiria em existências que caíram no esquecimento? 393 - LE
  • 18. Seria concebível que as tribulações da vida fossem para ele uma lição, se pudesse lembrar-se daquilo que as atraiu mas desde que não se recorda, cada existência é para ele como se fosse a primeira, e é assim que ele está sempre a recomeçar. Como conciliar isto com a justiça de Deus? 393 - LE
  • 19. A cada nova existência o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem e o mal. Onde estaria o seu mérito se ele se recordasse de todo o passado? Quando o Espírito entra na sua vida de origem (a vida espírita) toda a sua vida passada se desenrola diante dele;
  • 20. vê as faltas cometidas e que são causa do seu sofrimento, bem como aquilo que poderia tê-lo impedido de cometê-las; compreende a justiça da posição que lhe é dada e procura então a existência necessária a reparara que acaba de escoar-se.
  • 21. Deus nos deu, para nos melhorarmos, justamente o que necessitamos e nos é suficiente:
  • 22. 1 = A voz da consciência. 2 = As tendências instintivas. E nos tira o que poderia prejudicar-nos.
  • 23. O homem traz, ao nascer, aquilo que adquiriu. Ele nasce exatamente como se fez. Cada existência é para ele um novo ponto de partida.
  • 24. Pouco lhe importa saber o que foi: se estiver sendo punido, é porque fez o mal, e suas más tendências atuais indicam o que lhe resta corrigir em si mesmo.
  • 25. É sobre isso que ele deve concentrar toda a sua atenção, pois daquilo que foi completamente corrigido já não restam sinais
  • 26. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, que o adverte do bem e do mal e lhe dá a força de resistir às más tentações.
  • 27. De resto, esse esquecimento só existe durante a vida corpórea. Voltando à vida espiritual, o Espírito reencontra a lembrança do passado
  • 28. Trata-se, portanto, apenas de uma interrupção momentânea, como a que temos na própria vida terrena, durante o sono, e que não nos impede de lembrar, no outro dia, o que fizemos na véspera e nos dias anteriores.
  • 29. Da mesma maneira, não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode dizer-se que ele nunca a perde, pois a experiência prova que, encarnado, durante o sono do corpo, ele goza de certa liberdade e tem consciência de seus atos anteriores.
  • 30. Então, ele sabe por que sofre, e que sofre justamente. A lembrança só se apaga durante a vida exterior de relação.
  • 31. A falta de uma lembrança precisa, que poderia ser-lhe penosa e prejudicial às suas relações sociais, permite-lhe haurir novas forças nesses momentos de emancipação da alma, se ele souber aproveitá-los.
  • 33. Pelas palavras: Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados, Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensação que espera os que sofrem e a resignação que nos faz bendizer o sofrimento, como o prelúdio da cura.
  • 34. Essas palavras podem, também, ser traduzidas assim: deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo são as dívidas de vossas faltas passadas, e essas dores, suportadas pacientemente na Terra, vos poupam séculos de sofrimento na vida futura.
  • 35. Deveis, portanto, estar felizes por Deus ter reduzido vossa dívida, permitindo-vos quitá-las no presente, o que vos assegura a tranquilidade para o futuro.
  • 36. O homem que sofre é semelhante a um devedor de grande soma, a quem o credor dissesse: “Se me pagares hoje mesmo a centésima parte, darei quitação do resto e ficarás livre; se não, vou perseguir-te até que pagues o último centavo
  • 37. O devedor não ficaria feliz de submeter-se a todas as privações, para se livrar da dívida, pagando somente a centésima parte da mesma? Em vez de queixar-se do credor, não lhe agradeceria?
  • 38. É esse o sentido das palavras: “Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”. Eles são felizes porque pagam suas dívidas, e porque, após a quitação, estarão livres. Mas se, ao procurar quitá-las de um lado, de outro se endividarem, nunca se tornarão livres.
  • 39. Ora, cada nova falta aumenta a dívida, pois não existe uma única falta, qualquer que seja, que não traga consigo a própria punição, necessária e inevitável. Se não for hoje, será amanhã; se não for nesta vida, será na outra.
  • 40. Entre essas faltas, devemos colocar em primeiro lugar a falta de submissão à vontade de Deus, de maneira que, se reclamamos das aflições, se não as aceitamos com resignação, como alguma coisa que merecemos, se acusamos a Deus de injusto, contraímos uma nova dívida, que nos faz perder os benefícios do sofrimento.
  • 41. Eis por que precisamos recomeçar, exatamente como se, a um credor que nos atormenta, enquanto pagamos as contas, vamos pedindo novos empréstimos.
  • 42. Ao entrar no Mundo dos Espíritos, o homem é semelhante ao trabalhador que comparece no dia de pagamento. A uns, dirá o patrão: “Eis a paga do teu dia de trabalho”.
  • 43. A outros, aos felizes da Terra, aos que viveram na ociosidade, que puseram a sua felicidade na satisfação do amor próprio e dos prazeres mundanos, dirá: “Nada tendes a receber, porque já recebestes o vosso salário na Terra. Ide, e recomeçai a vossa tarefa”.
  • 44. O homem pode abrandar ou aumentar o amargor das suas provas...
  • 45. O homem pode abrandar ou aumentar o amargor das suas provas, pela maneira de encarar a vida terrena. Maior é o eu sofrimento, quando o considera mais longo.
  • 46. Ora, aquele que se coloca no ponto de vista da vida espiritual, abrange na sua visão a vida corpórea, como um ponto no infinito, compreendendo a sua brevidade, sabendo que esse momento penoso passa bem depressa.
  • 47. A certeza de um futuro próximo e mais feliz o sustenta encoraja, e em vez de lamentar-se, ele agradece ao céu as dores que o fazem avançar. Para aquele que, ao contrário, só vê a vida corpórea, esta parece interminável, e a dor pesa sobre ele com todo o seu peso.
  • 48. O resultado da maneira espiritual de encarar a vida é:
  • 49. 1 - A diminuição de importância das coisas mundanas. 2 - A moderação dos desejos humanos.
  • 50. fazendo o homem contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, e sentir menos os seus revezes e decepções
  • 51. Ele adquire, assim, uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo como à da alma, enquanto com a inveja, o ciúme e a ambição, entregam-se voluntariamente à tortura, aumentando as misérias e as angústias de sua curta existência.
  • 52. Abençoa com alegria cada oportunidade evolutiva. A dor enfrentada com resignação diminui de intensidade, tanto quanto suportada em silêncio passa com mais rapidez. Do Espírito: Joanna de Ângelis LIVRO: VIDA FELIZ Psicografia: Divaldo Pereira Franco.
  • 53. Abençoa com alegria cada oportunidade evolutiva. A dor enfrentada com resignação diminui de intensidade, tanto quanto suportada em silêncio passa com mais rapidez.
  • 54. Uma linda noite e uma Feliz Semana!