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ESCASSEZ DE MÉDICOS EM ATENÇÃO
PRIMÁRIA EM SAÚDE NO BRASIL – 2010 - 2021
Sabado Nicolau Girardi*
Lucas Wan Der Maas*
Ana Cristina Van Stralen*
Jackson Freire Araujo*
Joana Cella*
Cristiana Leite Carvalho*
Valeria Morgana Penzin Goulart**
*EPSM/NESCON/FM/UFMG
** FIOCRUZ
XXXIII Congresso Anual da ALASS
CALASS 2023
2
Evidências que apontavam um
cenário de profunda escassez de
médicos no Brasil.
Contexto
Insuficiência
de médicos
A baixa propensão
de médicos irem
para áreas remotas e
mais necessitadas
(DCE)
Sinais relativos ao mercado de
trabalho médico:
• Salários crescentes
• Formalização dos postos de
trabalho
• Saldos positivos de
empregos
• Baixas taxas de desemprego
• Alta procura e
aproveitamento das vagas
nos cursos de formação
20% dos munícipios
Brasileiros com c/
escassez e má
distribuição de
médicos
Problema mundial resistente as
mais diversas estratégias
adotadas:
• estratégias educativas
• Regulatórias
• Incentivos financeiros.
• Suporte aos profissionais
Fontes: Brasil, 2013; Pinto et
al, 2014; Campos et al, 2009;
EPSM, 2013; WHO, 2010
Programa Mais Médicos – PMM
Percepção social de que a
escassez de médicos é um
dos principais problemas
da saúde
Estudos de projeção
indicaram que no melhor
dos cenários o Brasil não
alcançaria número de
médicos suficiente
• Identificação, ranqueamento e mapeamento das áreas geográficas, territórios
e populações que vivenciam situações de carências de médicos em Unidades
Básicas de Saúde, Postos de Saúde e Unidades Mistas;
• Construção de um Índex (ou Escala) para medir a Intensidade da Escassez de
Médicos em Atenção Primária.
Escassez > Carência > Privação Essencial
(econômico) (político)
Gradiente
Objetivo: construção de uma medida de escassez
3
Disponibilidade de profissionais na Atenção Primária:
• Razão população/médico na atenção primária (ajustado por tempo equivalente a 40 horas
ambulatoriais – FTE – nas especialidades de clinica médica, pediatria e saúde da família) no período em
análise;
Altas necessidades de saúde:
• Taxa de Mortalidade infantil no período em análise;
Carências socioeconômicas:
• Porcentagem de domicílios em extrema pobreza;
Distância
• As distâncias foram calculadas, entre todos os municípios brasileiros e suas respectivas sedes da CIR.
Variáveis e indicadores
6
7
Foram considerados com escassez de médicos em APS, automaticamente, os municípios com
razão de 1 médico para mais de 3.000 habitantes ou com ausência de médico;
✓ Adicionalmente foram incluídos municípios com número de médicos acima do parâmetro,
mas com maiores necessidades sociais e de saúde, a saber:
• 1 médico para 1.500 até menos de 3.000 hab. e TMI de mais de 100% acima da média
nacional;
• 1 médico para 1.500 até menos de 3.000 hab. e mais de 50% dos domicílios na
pobreza;
Critérios de designação de municípios com escassez:
8
Resultados - Municípios com escassez
Fonte: EPSM/NESCON/FM/UFMG a partir de dados do CNES/MS, SIM/DATASUS, SINASC/DATASUS, Censo Demográfico de 2010
e Estimativas populacionais do IBGE e OpenStreetMap.
Tabela 1 – Distribuição (N e %) dos municípios com escassez de médicos na Atenção Primária à
Saúde. Brasil e Regiões Geográficas, 2010 a 2021.
N
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021
Norte 226 246 238 219 182 192 185 163 191 165 150 141
Nordeste 493 540 559 487 416 426 475 381 448 402 329 285
Sudeste 239 267 257 238 182 179 177 149 168 153 99 90
Sul 197 195 168 167 103 111 92 83 96 84 64 64
Centro - Oeste 116 114 114 98 62 81 77 54 63 57 44 35
Brasil 1.271 1.362 1.336 1.209 945 989 1.006 830 966 861 686 615
%
Norte 50,3 54,8 53,0 48,8 40,5 42,8 41,2 36,3 42,5 36,7 33,4 31,4
Nordeste 27,5 30,1 31,2 27,1 23,2 23,7 26,5 21,2 25,0 22,4 18,3 15,9
Sudeste 14,3 16,0 15,4 14,3 10,9 10,7 10,6 8,9 10,1 9,2 5,9 5,4
Sul 16,6 16,4 14,1 14,1 8,7 9,3 7,8 7,0 8,1 7,1 5,4 5,4
Centro - Oeste 24,9 24,5 24,5 21,0 13,3 17,4 16,5 11,6 13,5 12,2 9,4 7,5
Brasil 22,8 24,5 24,0 21,7 17,0 17,8 18,1 14,9 17,4 15,5 12,3 11,1
9
Resultados de designação de municípios com escassez
0
10
20
30
40
50
60
0
10
20
30
40
50
60
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro - Oeste
Fonte: EPSM/NESCON/FM/UFMG a partir de dados do CNES/MS, SIM/DATASUS, SINASC/DATASUS, Censo Demográfico de 2010
e Estimativas populacionais do IBGE e OpenStreetMap.
Gráfico 1 – Evolução da proporção de municípios com escassez de médicos na Atenção Primária à
Saúde. Brasil e Regiões Geográficas, 2010 a 2021.
10
Fonte: EPSM/NESCON/FM/UFMG a partir de dados do CNES/MS, SIM/DATASUS, SINASC/DATASUS, Censo Demográfico de 2010
e Estimativas populacionais do IBGE e OpenStreetMap.
Resultados da Classificação da intensidade da escassez
Figura 1 - Evolução da distribuição dos municípios do Brasil segundo Índice de Escassez de médicos em Atenção Primária à
Saúde.. Brasil, 2010 -2015 - 2021
2010 2021
2015
Indicadores Pontos Classes
0 1 médico p/ até 3.000 hab.
1 1 médico p/ mais de 3.000 até 4.000 hab.
2 1 médico p/ mais de 4.000 até 5.000 hab.
3 1 médico p/ mais de 5.000 até 10.000 hab.
4 1 médico p/ mais de 10.000 até 15.000 hab.
5 1 médico p/ mais de 15.000 hab.
0 TMIabaixo da média nacional
1 TMIaté 10%acima da média
2 TMImais de 10%até 25%acima da média
3 TMImais de 25%até 50%acima da média
4 TMImais de 50%até 100%acima da média
5 TMImais de 100%acima da média
0 Menos de 10%de domicílios pobres
1 De 10%a menos de 20%
2 De 20%a menos de 30%
3 De 30%a menos de 40%
4 De 40%a menos de 50%
5 50%ou mais
0 Até 15 minutos
1 De 16 a 30 minutos
2 De 31 a 45 minutos
3 De 46 a 60 minutos
4 De 61 a 120 minutos
5 Mais de 120 minutos
Proporção de domicílios
elegíveis ao Programa Bolsa
Família - com renda
domiciliar per capita de até
R$140
Distância, em minutos, até o
município de
encaminhamento de
pacientes em caso de
ausência de médicos
Nº de habitantes por médico
em APS equivalente a tempo
integral (40 horas) - Full
Time Equivalent
Taxa de Mortalidade Infantil
(TMI)
Classificação da intensidade da escassez: Indicadores, graus e escalas
11
A soma proveniente dos pontos em cada um dos
indicadores é o valor do índice, variável de 1 a 20:
Intervalo do
resultado
Intensidade da escassez
1-4 Traços
5-8 Baixa
9-12 Moderada
13-16 Alta
17-20 Severa
OBS: Municípios com elevado grau de isolamento
(onde não foi-se encontrado rotas ou ligações com
outro municípios), foram automaticamente
classificados com escassez Severa.
12
Resultados da Classificação da intensidade da escassez
Tabela 2 – Distribuição (N e %) dos municípios com escassez de médicos em Atenção Primária à
Saúde segundo intensidade da escassez. Brasil, 2010 a 2021.
Fonte: EPSM/NESCON/FM/UFMG a partir de dados do CNES/MS, SIM/DATASUS, SINASC/DATASUS, Censo Demográfico de 2010
e Estimativas populacionais do IBGE e OpenStreetMap.
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021
Traços
N
127 142 138 114 67 56 58 45 60 45 20 18
Baixa 396 441 390 368 280 282 292 216 276 222 179 150
Moderada 568 594 594 558 433 496 475 444 471 443 357 330
Alta 167 179 205 163 164 152 178 123 154 150 129 117
Severa 13 6 9 6 1 3 3 2 5 1 1 0
Total 1.271 1.362 1.336 1.209 945 989 1.006 830 966 861 686 615
Traços
%
10,0 10,4 10,3 9,4 7,1 5,7 5,8 5,4 6,2 5,2 2,9 2,9
Baixa 31,2 32,4 29,2 30,4 29,6 28,5 29,0 26,0 28,6 25,8 26,1 24,4
Moderada 44,7 43,6 44,5 46,2 45,8 50,2 47,2 53,5 48,8 51,5 52,0 53,7
Alta 13,1 13,1 15,3 13,5 17,4 15,4 17,7 14,8 15,9 17,4 18,8 19,0
Severa 1,0 0,4 0,7 0,5 0,1 0,3 0,3 0,2 0,5 0,1 0,1 0,0
Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
13
Fonte: EPSM/NESCON/FM/UFMG a partir de dados do CNES/MS, SIM/DATASUS, SINASC/DATASUS, Censo Demográfico de 2010
e Estimativas populacionais do IBGE e OpenStreetMap.
Gráfico 2 – Evolução do número de municípios com escassez de médicos em Atenção Primária à
Saúde segundo intensidade da escassez. Brasil, 2010 a 2021.
0
100
200
300
400
500
600
700
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021
Traços Baixa Moderada Alta Severa
Resultados da Classificação da intensidade da escassez
14
Fonte: EPSM/NESCON/FM/UFMG a partir de dados do CNES/MS, SIM/DATASUS, SINASC/DATASUS, Censo Demográfico de 2010
e Estimativas populacionais do IBGE e OpenStreetMap.
Figura 1 - Evolução da distribuição dos municípios do Brasil segundo Índice de Escassez de médicos em Atenção Primária à
Saúde.. Brasil, 2010 -2015 - 2021
2010 2021
2015
Resultados da Classificação da intensidade da escassez
• Entre 2010 e 2021, o número de municípios com escassez de médicos em Atenção Primária em Saúde no
Brasil diminuiu de 22,8% para 11,1% do total.
– Essa diminuição se explica pelo crescimento da força de trabalho médica no período e sua interiorização,
sobretudo, como resultado do Programa Mais Médicos (PMM), tanto em seu componente de provisionamento
emergencial, quanto no de ampliação de cursos e vagas de medicina.
• Redução do número de municípios designados pelo critério de oferta, isto é, mais de 3.000 habitantes por
médico (60,4% em 2010 e 29,4% em 2021).
– A exceção ocorre no ano de 2018, quando se tem o impacto da retirada dos intercambistas do PMM, registrando-
se 49,2% dos municípios designados pelo critério em questão.
– Os demais critérios se mantiveram quase inalterados em termos absolutos, mas passaram a ganhar mais
importância na designação, em termos relativos.
– A mortalidade infantil é a que ganhou mais importância, pois, em 2010, eram 30,1% dos municípios designados
por registrarem uma mortalidade de mais de 100% acima da média e, em 2021, eram 48,6%.
15
Considerações Finais
• As regiões Norte e Nordeste são as mais resilientes à redução da escassez.
– Os municípios do Nordeste representavam, em 2010, 38,8% do total de municípios com escassez no País,
passando para 46,3%, em 2021.
– Os municípios do Norte passaram de 17,8% para 22,9%.
– Os municípios das demais regiões reduziram sua participação na escassez.
• A concentração de casos de escassez moderada e alta na Região Norte está associada principalmente às
barreiras de acesso, ao passo que a concentração dessas situações na Região Nordeste se associa
principalmente à pobreza.
16
Considerações Finais
• Refinar os níveis de agregação das unidades territoriais geográficas em análise;
– Sub-municipal para municípios de médio a grande porte;
– Regional para municípios de pequeno porte;
• Ampliar a discussão em relação à composição das equipes multiprofissionais na APS;
– Relações entre profissões no que se refere à ampliação de escopo de prática para responder aos contextos de
escassez;
– Relações entre especialidades de uma mesma profissão no que se refere a complementariedade e ampliação
de escopo de prática para responder aos contextos de escassez;
17
Próximos Passos

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  • 1. ESCASSEZ DE MÉDICOS EM ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE NO BRASIL – 2010 - 2021 Sabado Nicolau Girardi* Lucas Wan Der Maas* Ana Cristina Van Stralen* Jackson Freire Araujo* Joana Cella* Cristiana Leite Carvalho* Valeria Morgana Penzin Goulart** *EPSM/NESCON/FM/UFMG ** FIOCRUZ XXXIII Congresso Anual da ALASS CALASS 2023
  • 2. 2 Evidências que apontavam um cenário de profunda escassez de médicos no Brasil. Contexto Insuficiência de médicos A baixa propensão de médicos irem para áreas remotas e mais necessitadas (DCE) Sinais relativos ao mercado de trabalho médico: • Salários crescentes • Formalização dos postos de trabalho • Saldos positivos de empregos • Baixas taxas de desemprego • Alta procura e aproveitamento das vagas nos cursos de formação 20% dos munícipios Brasileiros com c/ escassez e má distribuição de médicos Problema mundial resistente as mais diversas estratégias adotadas: • estratégias educativas • Regulatórias • Incentivos financeiros. • Suporte aos profissionais Fontes: Brasil, 2013; Pinto et al, 2014; Campos et al, 2009; EPSM, 2013; WHO, 2010 Programa Mais Médicos – PMM Percepção social de que a escassez de médicos é um dos principais problemas da saúde Estudos de projeção indicaram que no melhor dos cenários o Brasil não alcançaria número de médicos suficiente
  • 3. • Identificação, ranqueamento e mapeamento das áreas geográficas, territórios e populações que vivenciam situações de carências de médicos em Unidades Básicas de Saúde, Postos de Saúde e Unidades Mistas; • Construção de um Índex (ou Escala) para medir a Intensidade da Escassez de Médicos em Atenção Primária. Escassez > Carência > Privação Essencial (econômico) (político) Gradiente Objetivo: construção de uma medida de escassez 3
  • 4. Disponibilidade de profissionais na Atenção Primária: • Razão população/médico na atenção primária (ajustado por tempo equivalente a 40 horas ambulatoriais – FTE – nas especialidades de clinica médica, pediatria e saúde da família) no período em análise; Altas necessidades de saúde: • Taxa de Mortalidade infantil no período em análise; Carências socioeconômicas: • Porcentagem de domicílios em extrema pobreza; Distância • As distâncias foram calculadas, entre todos os municípios brasileiros e suas respectivas sedes da CIR. Variáveis e indicadores 6
  • 5. 7 Foram considerados com escassez de médicos em APS, automaticamente, os municípios com razão de 1 médico para mais de 3.000 habitantes ou com ausência de médico; ✓ Adicionalmente foram incluídos municípios com número de médicos acima do parâmetro, mas com maiores necessidades sociais e de saúde, a saber: • 1 médico para 1.500 até menos de 3.000 hab. e TMI de mais de 100% acima da média nacional; • 1 médico para 1.500 até menos de 3.000 hab. e mais de 50% dos domicílios na pobreza; Critérios de designação de municípios com escassez:
  • 6. 8 Resultados - Municípios com escassez Fonte: EPSM/NESCON/FM/UFMG a partir de dados do CNES/MS, SIM/DATASUS, SINASC/DATASUS, Censo Demográfico de 2010 e Estimativas populacionais do IBGE e OpenStreetMap. Tabela 1 – Distribuição (N e %) dos municípios com escassez de médicos na Atenção Primária à Saúde. Brasil e Regiões Geográficas, 2010 a 2021. N 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 Norte 226 246 238 219 182 192 185 163 191 165 150 141 Nordeste 493 540 559 487 416 426 475 381 448 402 329 285 Sudeste 239 267 257 238 182 179 177 149 168 153 99 90 Sul 197 195 168 167 103 111 92 83 96 84 64 64 Centro - Oeste 116 114 114 98 62 81 77 54 63 57 44 35 Brasil 1.271 1.362 1.336 1.209 945 989 1.006 830 966 861 686 615 % Norte 50,3 54,8 53,0 48,8 40,5 42,8 41,2 36,3 42,5 36,7 33,4 31,4 Nordeste 27,5 30,1 31,2 27,1 23,2 23,7 26,5 21,2 25,0 22,4 18,3 15,9 Sudeste 14,3 16,0 15,4 14,3 10,9 10,7 10,6 8,9 10,1 9,2 5,9 5,4 Sul 16,6 16,4 14,1 14,1 8,7 9,3 7,8 7,0 8,1 7,1 5,4 5,4 Centro - Oeste 24,9 24,5 24,5 21,0 13,3 17,4 16,5 11,6 13,5 12,2 9,4 7,5 Brasil 22,8 24,5 24,0 21,7 17,0 17,8 18,1 14,9 17,4 15,5 12,3 11,1
  • 7. 9 Resultados de designação de municípios com escassez 0 10 20 30 40 50 60 0 10 20 30 40 50 60 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro - Oeste Fonte: EPSM/NESCON/FM/UFMG a partir de dados do CNES/MS, SIM/DATASUS, SINASC/DATASUS, Censo Demográfico de 2010 e Estimativas populacionais do IBGE e OpenStreetMap. Gráfico 1 – Evolução da proporção de municípios com escassez de médicos na Atenção Primária à Saúde. Brasil e Regiões Geográficas, 2010 a 2021.
  • 8. 10 Fonte: EPSM/NESCON/FM/UFMG a partir de dados do CNES/MS, SIM/DATASUS, SINASC/DATASUS, Censo Demográfico de 2010 e Estimativas populacionais do IBGE e OpenStreetMap. Resultados da Classificação da intensidade da escassez Figura 1 - Evolução da distribuição dos municípios do Brasil segundo Índice de Escassez de médicos em Atenção Primária à Saúde.. Brasil, 2010 -2015 - 2021 2010 2021 2015
  • 9. Indicadores Pontos Classes 0 1 médico p/ até 3.000 hab. 1 1 médico p/ mais de 3.000 até 4.000 hab. 2 1 médico p/ mais de 4.000 até 5.000 hab. 3 1 médico p/ mais de 5.000 até 10.000 hab. 4 1 médico p/ mais de 10.000 até 15.000 hab. 5 1 médico p/ mais de 15.000 hab. 0 TMIabaixo da média nacional 1 TMIaté 10%acima da média 2 TMImais de 10%até 25%acima da média 3 TMImais de 25%até 50%acima da média 4 TMImais de 50%até 100%acima da média 5 TMImais de 100%acima da média 0 Menos de 10%de domicílios pobres 1 De 10%a menos de 20% 2 De 20%a menos de 30% 3 De 30%a menos de 40% 4 De 40%a menos de 50% 5 50%ou mais 0 Até 15 minutos 1 De 16 a 30 minutos 2 De 31 a 45 minutos 3 De 46 a 60 minutos 4 De 61 a 120 minutos 5 Mais de 120 minutos Proporção de domicílios elegíveis ao Programa Bolsa Família - com renda domiciliar per capita de até R$140 Distância, em minutos, até o município de encaminhamento de pacientes em caso de ausência de médicos Nº de habitantes por médico em APS equivalente a tempo integral (40 horas) - Full Time Equivalent Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) Classificação da intensidade da escassez: Indicadores, graus e escalas 11 A soma proveniente dos pontos em cada um dos indicadores é o valor do índice, variável de 1 a 20: Intervalo do resultado Intensidade da escassez 1-4 Traços 5-8 Baixa 9-12 Moderada 13-16 Alta 17-20 Severa OBS: Municípios com elevado grau de isolamento (onde não foi-se encontrado rotas ou ligações com outro municípios), foram automaticamente classificados com escassez Severa.
  • 10. 12 Resultados da Classificação da intensidade da escassez Tabela 2 – Distribuição (N e %) dos municípios com escassez de médicos em Atenção Primária à Saúde segundo intensidade da escassez. Brasil, 2010 a 2021. Fonte: EPSM/NESCON/FM/UFMG a partir de dados do CNES/MS, SIM/DATASUS, SINASC/DATASUS, Censo Demográfico de 2010 e Estimativas populacionais do IBGE e OpenStreetMap. 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 Traços N 127 142 138 114 67 56 58 45 60 45 20 18 Baixa 396 441 390 368 280 282 292 216 276 222 179 150 Moderada 568 594 594 558 433 496 475 444 471 443 357 330 Alta 167 179 205 163 164 152 178 123 154 150 129 117 Severa 13 6 9 6 1 3 3 2 5 1 1 0 Total 1.271 1.362 1.336 1.209 945 989 1.006 830 966 861 686 615 Traços % 10,0 10,4 10,3 9,4 7,1 5,7 5,8 5,4 6,2 5,2 2,9 2,9 Baixa 31,2 32,4 29,2 30,4 29,6 28,5 29,0 26,0 28,6 25,8 26,1 24,4 Moderada 44,7 43,6 44,5 46,2 45,8 50,2 47,2 53,5 48,8 51,5 52,0 53,7 Alta 13,1 13,1 15,3 13,5 17,4 15,4 17,7 14,8 15,9 17,4 18,8 19,0 Severa 1,0 0,4 0,7 0,5 0,1 0,3 0,3 0,2 0,5 0,1 0,1 0,0 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
  • 11. 13 Fonte: EPSM/NESCON/FM/UFMG a partir de dados do CNES/MS, SIM/DATASUS, SINASC/DATASUS, Censo Demográfico de 2010 e Estimativas populacionais do IBGE e OpenStreetMap. Gráfico 2 – Evolução do número de municípios com escassez de médicos em Atenção Primária à Saúde segundo intensidade da escassez. Brasil, 2010 a 2021. 0 100 200 300 400 500 600 700 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 Traços Baixa Moderada Alta Severa Resultados da Classificação da intensidade da escassez
  • 12. 14 Fonte: EPSM/NESCON/FM/UFMG a partir de dados do CNES/MS, SIM/DATASUS, SINASC/DATASUS, Censo Demográfico de 2010 e Estimativas populacionais do IBGE e OpenStreetMap. Figura 1 - Evolução da distribuição dos municípios do Brasil segundo Índice de Escassez de médicos em Atenção Primária à Saúde.. Brasil, 2010 -2015 - 2021 2010 2021 2015 Resultados da Classificação da intensidade da escassez
  • 13. • Entre 2010 e 2021, o número de municípios com escassez de médicos em Atenção Primária em Saúde no Brasil diminuiu de 22,8% para 11,1% do total. – Essa diminuição se explica pelo crescimento da força de trabalho médica no período e sua interiorização, sobretudo, como resultado do Programa Mais Médicos (PMM), tanto em seu componente de provisionamento emergencial, quanto no de ampliação de cursos e vagas de medicina. • Redução do número de municípios designados pelo critério de oferta, isto é, mais de 3.000 habitantes por médico (60,4% em 2010 e 29,4% em 2021). – A exceção ocorre no ano de 2018, quando se tem o impacto da retirada dos intercambistas do PMM, registrando- se 49,2% dos municípios designados pelo critério em questão. – Os demais critérios se mantiveram quase inalterados em termos absolutos, mas passaram a ganhar mais importância na designação, em termos relativos. – A mortalidade infantil é a que ganhou mais importância, pois, em 2010, eram 30,1% dos municípios designados por registrarem uma mortalidade de mais de 100% acima da média e, em 2021, eram 48,6%. 15 Considerações Finais
  • 14. • As regiões Norte e Nordeste são as mais resilientes à redução da escassez. – Os municípios do Nordeste representavam, em 2010, 38,8% do total de municípios com escassez no País, passando para 46,3%, em 2021. – Os municípios do Norte passaram de 17,8% para 22,9%. – Os municípios das demais regiões reduziram sua participação na escassez. • A concentração de casos de escassez moderada e alta na Região Norte está associada principalmente às barreiras de acesso, ao passo que a concentração dessas situações na Região Nordeste se associa principalmente à pobreza. 16 Considerações Finais
  • 15. • Refinar os níveis de agregação das unidades territoriais geográficas em análise; – Sub-municipal para municípios de médio a grande porte; – Regional para municípios de pequeno porte; • Ampliar a discussão em relação à composição das equipes multiprofissionais na APS; – Relações entre profissões no que se refere à ampliação de escopo de prática para responder aos contextos de escassez; – Relações entre especialidades de uma mesma profissão no que se refere a complementariedade e ampliação de escopo de prática para responder aos contextos de escassez; 17 Próximos Passos