SlideShare uma empresa Scribd logo
Sabado Nicolau Girardi
Estação de Pesquisas de Sinais de Mercado em Saúde do
Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da UFMG
Apresentação para a Comissão Especial da Carreira do SUS
Brasilia, 07 de dezembro de 2010
Objetivos da pesquisa:
 Identificação, ranqueamento e mapeamento das áreas geográficas,
territórios e populações que vivenciam situações de carências de
profissionais de saúde;
 Construção de um Índex (ou Escala) para medir a Intensidade da
Escassez de Profissionais de Saúde – IEPS.
Escassez > Carência > Privação Essencial
(econômico) (político)
Gradiente
Experiências mundiais
Zonas carentes, áreas desassistidas, subservidas e regiões remotas
País Designação oficial Índice
Canadá, 1969 Underserviced Area Programs (UAP’s). E.g., RIO: Rurality Index
of Ontario
ZIM
Estados Unidos,
1970s
Health Professional Shortage Areas
(HPSA’s);
Medically Underserved Areas (MUA’s).
Shortage Professional
Areas Score
MUA’s
Austrália, 1990 Rural and Remote Areas
Australian Standard Geographical
Classification Remoteness Areas
Australian Standard
Geographical
Classification
Remoteness Index
No caso dos Estados Unidos,
 6.204 áreas designadas com escassez de profissionais de saúde (HPSA) em atenção primária;
 4.230 HPSAs em saúde bucal;
 3.291 HPSAs em saúde mental;
 Mais de 60 milhões de pessoas vivem nestas áreas de HPSA.
Canadá
RIO: Rurality Index of Ontario (recente)
RIO revisado
Experiência anterior:
Classificação de comunidades urbanas e rurais
Áreas rurais classificadas segundo influência de
zonas metropolitanas:
Forte, Moderada, Fraca, Ausente
Austrália
Classificações de isolamento (remoteness)
RRMA: Rural, Remote and Metropolitan Areas Classification
 Zona metropolitana
 Zona rural
 Zona remota
ARIA: Acessibility / Remoteness Index of Australia
 Altamente acessível
 Acessível
 Moderadamente acessível
 Remota
 Muito remota
Dois fatores críticos no desenvolvimento de um índice consensual:
1. Seleção de variáveis ou indicadores incluídos no cálculo e o
peso de cada;
2. A escolha das unidades territoriais geográficas.
Fatores Críticos
1. Seleção de indicadores/variáveis
Necessidade de parcimônia deve ser pesada contra a necessidade de inclusão de todas
as variáveis relevantes: relativo consenso sobre a inclusão:
 Medida/indicador de alta necessidade de saúde (mortalidade, morbidade, etc.)
 Medida/indicador de necessidades /carências sócioeconômicas
 População (densidade, composição demográfica etc.)
 Indicadores de oferta de recursos humanos e pesos
 Indicadores de capacidade instalada
 Distância (física e em tempo) e localização como medida de acessibilidade/
barreiras geográficas
2. A escolha das unidades territoriais geográficas
 A escolha deve ser consistente com a disponibilidade de dados;
 Deve possibilitar a medida de pequenas diferenças entre áreas e populações;
 Deve possibilitar a agregação em áreas mais abrangentes.
No caso dos EUA: Primary Care Rational Services Areas
Definição de variáveis e indicadores para o exercício feito no Brasil:
Disponibilidade de profissionais na Atenção primária:
• Razão população/profissional: número de habitantes no município por profissional
(Médico em Atenção Primária, Enfermeiro e Dentista), ajustado por tempo equivalente
a 40 horas ambulatoriais – FTE – nas especialidades de clinica médica, pediatria e
saúde da família) em dezembro 2008;
Altas necessidades de saúde:
• Taxa de Mortalidade infantil em 2007;
Carências socioeconômicas:
• Porcentagem de domicílios na pobreza: proporção de municípios elegíveis ao
Programa Bolsa Família em 2006 – com renda familiar per capita de até R$ 137,00
mensais.
Distância
Definição de áreas geográficas:
• Municípios brasileiros segundo divisão administrativa até dezembro de 2008;
Foram considerados como municípios com escassez de profissionais de
saúde:
 Municípios com razão de um profissional para mais de 3.000 habitantes ou
com ausência de médico, que foram automaticamente incluídos;
 Adicionalmente foram incluídos municípios com número de profissionais
acima do parâmetro, mas com maiores necessidades sociais e de saúde:
 Municípios com um profissional para 1.500 até menos de 3.000 habitantes
e TMI de mais de 100% acima da média nacional;
 Municípios com um profissional para 1.500 até menos de 3.000 habitantes
e mais de 50% dos domicílios na pobreza;
Nome do indicador Categorias Nome das categorias
Número de habitantes
por profissional
equivalente a tempo
integral (40 horas
ambulatoriais) - Full
Time Equivalent
0 1 médico 40 horas para até 3.000 habitantes
1 1 médico 40 horas para mais de 3.000 até 4.000 hab.
2 1 médico 40 horas para mais de 4.000 até 5.000 hab.
3 1 médico 40 horas para mais de 5.000 até 10.000 hab.
4 1 médico 40 horas para mais de 10.000 até 15.000 hab.
5 1 médico 40 horas para mais de 15.000 hab.
Taxa de Mortalidade
Infantil (TMI)
0 TMI abaixo da média nacional
1 TMI até 10% acima da média
2 TMI mais de 10% até 25% acima da média
3 TMI mais de 25% até 50% acima da média
4 TMI mais de 50% até 100% acima da média
5 TMI mais de 100% acima da média
Proporção de domicílios
elegíveis ao Programa
Bolsa Família em 2006 -
com renda domiciliar per
capita de até R$137,00
0 Menos de 10% de domicílios pobres
1 De 10% a menos de 20% de domicílios pobres
2 De 20% a menos de 30% de domicílios pobres
3 De 30% a menos de 40% de domicílios pobres
4 De 40% a menos de 50% de domicílios pobres
5 50% ou mais de domicílios pobres
A soma proveniente dos graus em cada um dos indicadores é o
valor do índice, variável de 1 a 15, e classificados segundo o quadro
abaixo:
Intervalo do índice Intensidade da escassez
1-3 Traços
4-6 Baixa
7-9 Moderada
10-12 Alta
13-15 Severa
MÉDICOS
Municípios brasileiros segundo critérios de designação para o Índice de
escassez de médicos em Atenção Primária - Brasil, dezembro de 2008
Critérios de designação N %
%
acumulado
Mais de 3.000 habitantes por médico 646 11,6 11,6
De 1.500 a menos de 3.000 habitantes por médico e TMI mais
de 100% acima da média
148 2,7 14,3
De 1.500 a menos de 3.000 habitantes por médico e mais de
50% dos domicílios na pobreza
319 5,7 20,0
De 1.500 a menos de 3.000 habitantes por médico, TMI mais de
100% acima da média e mais de 50% dos domicílios na pobreza
21 0,4 20,4
Não designado 4.430 79,6 100,0
Total 5.564 100,0
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM) a partir dos dados do Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de Saúde (CNES/MS), do Sistema Nacional de Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS), do Ministério
de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS) e da Contagem 2007 do IBGE.
Municípios brasileiros segundo graus de escassez do
Índice de escassez de médicos em Atenção Primária -
Brasil, dezembro de 2008
Graus de escassez N %
%
acumulado
Baixa 458 8,2 8,2
Moderada 333 6,0 14,2
Alta 343 6,2 20,4
Não designado 4.430 79,6 100
Total 5.564 100
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
Distribuição dos municípios segundo graus de escassez de
médicos em Atenção Primária, por classificação do porte
populacional - Brasil, dezembro de 2008
Classificação dos municípios
Graus de escassez (%)
Total
Baixa Moderada Alta
Capitais e RMs (17) 76,5 17,6 5,9 100,0
Mais de 100 mil hab. (13) 53,8 38,5 7,7 100,0
Mais de 50 até 100 mil hab. (48) 37,5 41,7 20,8 100,0
Mais de 20 até 50 mil hab. (262) 42,7 29,0 28,2 100,0
Mais de 10 até 20 mil hab. (321) 43,9 27,1 29,0 100,0
Até 10 mil hab. (473) 35,3 30,0 34,7 100,0
Total (1.134) 40,4 29,4 30,2 100,0
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
Índice de escassez de Médicos em Atenção Primária
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
ENFERMEIROS
Municípios brasileiros segundo critérios de designação para o Índice de escassez
de enfermeiros - Brasil, dezembro de 2008
Critérios de designação N %
%
acumulado
Mais de 3.000 habitantes por enfermeiro 1.320 23,7 23,7
De 1.500 a menos de 3.000 habitantes por enfermeiro e TMI mais
de 100% acima da média
178 3,2 26,9
De 1.500 a menos de 3.000 habitantes por enfermeiro e mais de
50% dos domicílios na pobreza
349 6,3 33,2
De 1.500 a menos de 3.000 habitantes por enfermeiro, TMI mais
de 100% acima da média e mais de 50% dos domicílios na pobreza
24 0,4 33,6
Não designado 3.693 66,4 100,0
Total 5.564 100,0
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM) a partir dos dados do Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de Saúde (CNES/MS), do Sistema Nacional de Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS), do Ministério de
Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS) e da Contagem 2007 do IBGE.
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
Municípios brasileiros segundo graus de escassez de
Enfermeiros - Brasil, dezembro de 2008
Graus de escassez N %
%
acumulado
Baixa 672 12,1 12,1
Moderada 664 11,9 24,0
Alta 535 9,6 33,6
Não designado 3.693 66,4 100,0
Total 5.564 100
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
Distribuição dos municípios segundo graus de escassez de
Enfermeiros, por classificação do porte populacional - Brasil,
dezembro de 2008
Classificação dos municípios
Graus de escassez
Total
Baixa Moderada Alta
Capitais e RMs (93) 69,9 25,8 4,3 100,0
Mais de 100 mil hab. (57) 73,7 24,6 1,8 100,0
Mais de 50 até 100 mil hab. (110) 54,5 29,1 16,4 100,0
Mais de 20 até 50 mil hab. (429) 38,2 38,7 23,1 100,0
Mais de 10 até 20 mil hab. (461) 30,2 40,6 29,3 100,0
Até 10 mil hab. (721) 28,0 33,4 38,6 100,0
Total (1.871) 35,9 35,5 28,6 100,0
Índice de escassez de Enfermeiros
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
CIRURGIÕES-DENTISTAS
Nome do indicador Categorias Nome das categorias
Número de habitantes
por cirurgião-dentista
equivalente a tempo
integral (40 horas
ambulatoriais) - Full
Time Equivalent
0 1 dentista 40 horas para até 4.000 habitantes
1 1 dentista 40 horas para mais de 5.000 até 5.500 hab.
2 1 dentista 40 horas para mais de 5.500 até 7.000 hab.
3 1 dentista 40 horas para mais de 7.000 até 12.500 hab.
4 1 dentista 40 horas para mais de 12.500 até 18.000 hab.
5 1 dentista 40 horas para mais de 18.000 hab.
Exclusivamente para oferta de cirurgiões-dentistas, o parâmetro utilizado
para o indicador foi o seguinte:
Municípios brasileiros segundo critérios de designação para o Índice de
escassez de Cirurgiões-dentistas - Brasil, dezembro de 2008
Critérios de designação N %
%
acumulado
Mais de 4.000 habitantes por dentista 1.304 23,4 23,4
De 2.000 a menos de 4.000 habitantes por dentista e TMI mais
de 100% acima da média
120 2,2 25,6
De 2.000 a menos de 4.000 habitantes por dentista e mais de
50% dos domicílios na pobreza
247 4,4 30,0
De 2.000 a menos de 4.000 habitantes por dentista, TMI mais
de 100% acima da média e mais de 50% dos domicílios na
pobreza
20 ,4 30,4
Não designado 3.873 69,6 100,0
Total 5.564 100,0
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM) a partir dos dados do Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de Saúde (CNES/MS), do Sistema Nacional de Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS), do Ministério
de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS) e da Contagem 2007 do IBGE.
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
Municípios brasileiros segundo graus de escassez de
Cirurgiões-dentistas - Brasil, dezembro de 2008
Graus de escassez N %
%
acumulado
Baixa 799 14,4 14,4
Moderada 426 7,7 22,0
Alta 466 8,4 30,4
Não designado 3.873 69,6 100,0
Total 5.564 100
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
Distribuição dos municípios segundo graus de escassez de
Cirurgiões-dentistas - Brasil, dezembro de 2008
Classificação dos municípios
Graus de escassez
Total
Baixa Moderada Alta
Capitais e RMs (206) 81,6 17,3 1,0 100,0
Mais de 100 mil hab. (163) 78,0 14,6 7,3 100,0
Mais de 50 até 100 mil hab. (281) 51,8 24,1 24,1 100,0
Mais de 20 até 50 mil hab. (954) 46,1 21,5 32,4 100,0
Mais de 10 até 20 mil hab. (1.372) 47,1 24,8 28,1 100,0
Até 10 mil hab. (2.588) 39,4 30,3 30,3 100,0
Total (5.564) 47,3 25,2 27,6 100,0
Índice de escassez de Cirurgiões-dentistas
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
Caso o parâmetro
de oferta de
dentistas fosse o
mesmo utilizado
para médicos e
enfermeiros...
Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
Considerações Finais
 Oferta
Incorporação de novas variáveis no dimensionamento da oferta de serviços
de Atenção Primária: enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e
agentes comunitários de saúde; saúde bucal; saúde mental
 População
Estabelecimento de pesos diferenciados por segmento demográfico:
crianças menores de 5 anos, idosos, mulheres em idade fértil e restante da
população
 Área Geográfica de entrega dos serviços
Áreas de Atenção Primária, microrregiões de saúde e outras
 Coordenação da ação governamental
Variáveis utilizadas pelo Programa Territórios de Cidadania, como a
concentração de agricultores familiares e assentamentos da Reforma
Agrária, proporção de populações quilombolas e indígenas, pescadores etc.;
 Outras variáveis
 Integrar outros Grupos de Pesquisa

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a Construção do índice de escassez de médicos, enfermeiros e dentistas em AP - BSB 2010.pdf

Mercado de Trabalho de Médicos na Atenção Básica 2012.pdf
Mercado de Trabalho de Médicos na Atenção Básica 2012.pdfMercado de Trabalho de Médicos na Atenção Básica 2012.pdf
Mercado de Trabalho de Médicos na Atenção Básica 2012.pdf
DaviCarvalho66
 
Audiência Pública Reunião Ordinária na Comissão de Constituição e Justiça e d...
Audiência Pública Reunião Ordinária na Comissão de Constituição e Justiça e d...Audiência Pública Reunião Ordinária na Comissão de Constituição e Justiça e d...
Audiência Pública Reunião Ordinária na Comissão de Constituição e Justiça e d...
Ministério da Saúde
 
Informe de rhs
Informe de  rhsInforme de  rhs
Informe de rhs
origem jose
 
Sistemas informacaosaude
Sistemas informacaosaudeSistemas informacaosaude
Sistemas informacaosaude
Leoide
 
Sistemas informacao de saude
Sistemas informacao de saudeSistemas informacao de saude
Sistemas informacao de saude
Fernandinhalima
 
O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias - Edson Correia Araujo
O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias  - Edson Correia AraujoO Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias  - Edson Correia Araujo
O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias - Edson Correia Araujo
Fundação Fernando Henrique Cardoso
 
Saude coletiva novembro
Saude coletiva novembroSaude coletiva novembro
Saude coletiva novembro
gabileaoskt
 
Desigualdades regionais na saúde: mudanças observadas no Brasil de 2000 a 2016
Desigualdades regionais na saúde: mudanças observadas no Brasil de 2000 a 2016Desigualdades regionais na saúde: mudanças observadas no Brasil de 2000 a 2016
Desigualdades regionais na saúde: mudanças observadas no Brasil de 2000 a 2016
Região e Redes
 
Indicadores de mortalidade
Indicadores de mortalidadeIndicadores de mortalidade
Indicadores de mortalidade
AgeoMrioCndidodaSilv
 
FGV / IBRE – Governança e Gestão dos Hospitais de Atendimento Público no Brasil
FGV / IBRE – Governança e Gestão dos Hospitais de Atendimento Público no BrasilFGV / IBRE – Governança e Gestão dos Hospitais de Atendimento Público no Brasil
FGV / IBRE – Governança e Gestão dos Hospitais de Atendimento Público no Brasil
FGV | Fundação Getulio Vargas
 
População do Brasil
População do BrasilPopulação do Brasil
População do Brasil
PIBID Geografia UNEAL CAMPUS I
 
O Brasil com mais saúde
O Brasil com mais saúdeO Brasil com mais saúde
O Brasil com mais saúde
Palácio do Planalto
 
Determinantes saúde e Morte materna
Determinantes saúde e Morte maternaDeterminantes saúde e Morte materna
Determinantes saúde e Morte materna
Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS
 
Cadunico ibge joana_mostafa
Cadunico ibge joana_mostafaCadunico ibge joana_mostafa
Cadunico ibge joana_mostafa
UNDP Policy Centre
 
O papel das lideranças nas equipes de saúde, influenciando nos processos de c...
O papel das lideranças nas equipes de saúde, influenciando nos processos de c...O papel das lideranças nas equipes de saúde, influenciando nos processos de c...
O papel das lideranças nas equipes de saúde, influenciando nos processos de c...
CBA Consórcio Brasileiro de Acreditação
 
Apresentação - Mais Médicos
Apresentação - Mais MédicosApresentação - Mais Médicos
Apresentação - Mais Médicos
Palácio do Planalto
 
Acesso SAUDE no Vale do Paraiba DIAGNOSTICO POR IMAGEM
Acesso SAUDE no Vale do Paraiba DIAGNOSTICO POR IMAGEMAcesso SAUDE no Vale do Paraiba DIAGNOSTICO POR IMAGEM
Acesso SAUDE no Vale do Paraiba DIAGNOSTICO POR IMAGEM
Ricardo Mutuzoc
 
Novas regras Programas Mais Médicos 2015
Novas regras Programas Mais Médicos 2015Novas regras Programas Mais Médicos 2015
Novas regras Programas Mais Médicos 2015
Ministério da Saúde
 
O Financiamento da Saúde: o caso da Atenção Primária à Saúde
O Financiamento da Saúde: o caso da Atenção Primária à SaúdeO Financiamento da Saúde: o caso da Atenção Primária à Saúde
O Financiamento da Saúde: o caso da Atenção Primária à Saúde
Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS
 
O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias - Andre Medici
O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias - Andre MediciO Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias - Andre Medici
O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias - Andre Medici
Fundação Fernando Henrique Cardoso
 

Semelhante a Construção do índice de escassez de médicos, enfermeiros e dentistas em AP - BSB 2010.pdf (20)

Mercado de Trabalho de Médicos na Atenção Básica 2012.pdf
Mercado de Trabalho de Médicos na Atenção Básica 2012.pdfMercado de Trabalho de Médicos na Atenção Básica 2012.pdf
Mercado de Trabalho de Médicos na Atenção Básica 2012.pdf
 
Audiência Pública Reunião Ordinária na Comissão de Constituição e Justiça e d...
Audiência Pública Reunião Ordinária na Comissão de Constituição e Justiça e d...Audiência Pública Reunião Ordinária na Comissão de Constituição e Justiça e d...
Audiência Pública Reunião Ordinária na Comissão de Constituição e Justiça e d...
 
Informe de rhs
Informe de  rhsInforme de  rhs
Informe de rhs
 
Sistemas informacaosaude
Sistemas informacaosaudeSistemas informacaosaude
Sistemas informacaosaude
 
Sistemas informacao de saude
Sistemas informacao de saudeSistemas informacao de saude
Sistemas informacao de saude
 
O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias - Edson Correia Araujo
O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias  - Edson Correia AraujoO Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias  - Edson Correia Araujo
O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias - Edson Correia Araujo
 
Saude coletiva novembro
Saude coletiva novembroSaude coletiva novembro
Saude coletiva novembro
 
Desigualdades regionais na saúde: mudanças observadas no Brasil de 2000 a 2016
Desigualdades regionais na saúde: mudanças observadas no Brasil de 2000 a 2016Desigualdades regionais na saúde: mudanças observadas no Brasil de 2000 a 2016
Desigualdades regionais na saúde: mudanças observadas no Brasil de 2000 a 2016
 
Indicadores de mortalidade
Indicadores de mortalidadeIndicadores de mortalidade
Indicadores de mortalidade
 
FGV / IBRE – Governança e Gestão dos Hospitais de Atendimento Público no Brasil
FGV / IBRE – Governança e Gestão dos Hospitais de Atendimento Público no BrasilFGV / IBRE – Governança e Gestão dos Hospitais de Atendimento Público no Brasil
FGV / IBRE – Governança e Gestão dos Hospitais de Atendimento Público no Brasil
 
População do Brasil
População do BrasilPopulação do Brasil
População do Brasil
 
O Brasil com mais saúde
O Brasil com mais saúdeO Brasil com mais saúde
O Brasil com mais saúde
 
Determinantes saúde e Morte materna
Determinantes saúde e Morte maternaDeterminantes saúde e Morte materna
Determinantes saúde e Morte materna
 
Cadunico ibge joana_mostafa
Cadunico ibge joana_mostafaCadunico ibge joana_mostafa
Cadunico ibge joana_mostafa
 
O papel das lideranças nas equipes de saúde, influenciando nos processos de c...
O papel das lideranças nas equipes de saúde, influenciando nos processos de c...O papel das lideranças nas equipes de saúde, influenciando nos processos de c...
O papel das lideranças nas equipes de saúde, influenciando nos processos de c...
 
Apresentação - Mais Médicos
Apresentação - Mais MédicosApresentação - Mais Médicos
Apresentação - Mais Médicos
 
Acesso SAUDE no Vale do Paraiba DIAGNOSTICO POR IMAGEM
Acesso SAUDE no Vale do Paraiba DIAGNOSTICO POR IMAGEMAcesso SAUDE no Vale do Paraiba DIAGNOSTICO POR IMAGEM
Acesso SAUDE no Vale do Paraiba DIAGNOSTICO POR IMAGEM
 
Novas regras Programas Mais Médicos 2015
Novas regras Programas Mais Médicos 2015Novas regras Programas Mais Médicos 2015
Novas regras Programas Mais Médicos 2015
 
O Financiamento da Saúde: o caso da Atenção Primária à Saúde
O Financiamento da Saúde: o caso da Atenção Primária à SaúdeO Financiamento da Saúde: o caso da Atenção Primária à Saúde
O Financiamento da Saúde: o caso da Atenção Primária à Saúde
 
O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias - Andre Medici
O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias - Andre MediciO Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias - Andre Medici
O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias - Andre Medici
 

Mais de DaviCarvalho66

DESIGUALDADES DE GÉNERO Y RAZA EN LA FUERZA DE TRABAJO EN SALUD EN BRASIL.pdf
DESIGUALDADES DE GÉNERO Y RAZA EN LA FUERZA DE TRABAJO EN SALUD EN BRASIL.pdfDESIGUALDADES DE GÉNERO Y RAZA EN LA FUERZA DE TRABAJO EN SALUD EN BRASIL.pdf
DESIGUALDADES DE GÉNERO Y RAZA EN LA FUERZA DE TRABAJO EN SALUD EN BRASIL.pdf
DaviCarvalho66
 
Deserción de Programas de Residencia Médica y de Otras Profesiones de la Salu...
Deserción de Programas de Residencia Médica y de Otras Profesiones de la Salu...Deserción de Programas de Residencia Médica y de Otras Profesiones de la Salu...
Deserción de Programas de Residencia Médica y de Otras Profesiones de la Salu...
DaviCarvalho66
 
MERCADO DE TRABALHO EM SAÚDE E ESCOPO DE PRÁTICA
MERCADO DE TRABALHO EM SAÚDE E  ESCOPO DE PRÁTICAMERCADO DE TRABALHO EM SAÚDE E  ESCOPO DE PRÁTICA
MERCADO DE TRABALHO EM SAÚDE E ESCOPO DE PRÁTICA
DaviCarvalho66
 
Caracterização de sistema formador de especialistas das profissões de saúde, ...
Caracterização de sistema formador de especialistas das profissões de saúde, ...Caracterização de sistema formador de especialistas das profissões de saúde, ...
Caracterização de sistema formador de especialistas das profissões de saúde, ...
DaviCarvalho66
 
Movimentação de profissionais de saúde: migração e circularidade
Movimentação de profissionais de saúde: migração e circularidadeMovimentação de profissionais de saúde: migração e circularidade
Movimentação de profissionais de saúde: migração e circularidade
DaviCarvalho66
 
Shortages and geographic maldistribution of physicians in Brazil.pdf
Shortages and geographic maldistribution of physicians in Brazil.pdfShortages and geographic maldistribution of physicians in Brazil.pdf
Shortages and geographic maldistribution of physicians in Brazil.pdf
DaviCarvalho66
 
Diagnóstico e Dimensionamento da Demanda por Especialidades e Residências Méd...
Diagnóstico e Dimensionamento da Demanda por Especialidades e Residências Méd...Diagnóstico e Dimensionamento da Demanda por Especialidades e Residências Méd...
Diagnóstico e Dimensionamento da Demanda por Especialidades e Residências Méd...
DaviCarvalho66
 
Rutas de la Escasez (Colombia, 2014).pdf
Rutas de la Escasez (Colombia, 2014).pdfRutas de la Escasez (Colombia, 2014).pdf
Rutas de la Escasez (Colombia, 2014).pdf
DaviCarvalho66
 
Panorama da força de trabalho em saúde - BH 2010.pdf
Panorama da força de trabalho em saúde - BH 2010.pdfPanorama da força de trabalho em saúde - BH 2010.pdf
Panorama da força de trabalho em saúde - BH 2010.pdf
DaviCarvalho66
 
Regulação Profissional Jornada_Chile.pdf
Regulação Profissional Jornada_Chile.pdfRegulação Profissional Jornada_Chile.pdf
Regulação Profissional Jornada_Chile.pdf
DaviCarvalho66
 
Assessment of the scope of practice of physicians from the More Doctors Progr...
Assessment of the scope of practice of physicians from the More Doctors Progr...Assessment of the scope of practice of physicians from the More Doctors Progr...
Assessment of the scope of practice of physicians from the More Doctors Progr...
DaviCarvalho66
 
Monitoramento do Trabalho na ESF 2001-2011 - BH2013.pdf
Monitoramento do Trabalho na ESF 2001-2011 - BH2013.pdfMonitoramento do Trabalho na ESF 2001-2011 - BH2013.pdf
Monitoramento do Trabalho na ESF 2001-2011 - BH2013.pdf
DaviCarvalho66
 
O Mercado de Trabalho das Profissões de Saúde no Brasil 2011.pdf
O Mercado de Trabalho das Profissões de Saúde no Brasil 2011.pdfO Mercado de Trabalho das Profissões de Saúde no Brasil 2011.pdf
O Mercado de Trabalho das Profissões de Saúde no Brasil 2011.pdf
DaviCarvalho66
 
Modelos e parâmetros internacionais de projeção de especialidades médicas BH ...
Modelos e parâmetros internacionais de projeção de especialidades médicas BH ...Modelos e parâmetros internacionais de projeção de especialidades médicas BH ...
Modelos e parâmetros internacionais de projeção de especialidades médicas BH ...
DaviCarvalho66
 
Insecurity Health Care Index - NYC 2010.pdf
Insecurity Health Care Index - NYC 2010.pdfInsecurity Health Care Index - NYC 2010.pdf
Insecurity Health Care Index - NYC 2010.pdf
DaviCarvalho66
 
Transformações no Mundo do Trabalho - BSB 2010.pdf
Transformações no Mundo do Trabalho - BSB 2010.pdfTransformações no Mundo do Trabalho - BSB 2010.pdf
Transformações no Mundo do Trabalho - BSB 2010.pdf
DaviCarvalho66
 
A realidade das profissões de TSB e ASB no Brasil DF 2013.pdf
A realidade das profissões de TSB e ASB no Brasil DF 2013.pdfA realidade das profissões de TSB e ASB no Brasil DF 2013.pdf
A realidade das profissões de TSB e ASB no Brasil DF 2013.pdf
DaviCarvalho66
 
Apresentação_ForumGlobal_Professional Autonomy.pdf
Apresentação_ForumGlobal_Professional Autonomy.pdfApresentação_ForumGlobal_Professional Autonomy.pdf
Apresentação_ForumGlobal_Professional Autonomy.pdf
DaviCarvalho66
 
Apresentaçao_ForumGlobal_ Shortage and maldistribution.pdf
Apresentaçao_ForumGlobal_ Shortage and maldistribution.pdfApresentaçao_ForumGlobal_ Shortage and maldistribution.pdf
Apresentaçao_ForumGlobal_ Shortage and maldistribution.pdf
DaviCarvalho66
 
Trends in Labor Contracting in the Family Health Program - Istambul 2009.pdf
Trends in Labor Contracting in the Family Health Program - Istambul 2009.pdfTrends in Labor Contracting in the Family Health Program - Istambul 2009.pdf
Trends in Labor Contracting in the Family Health Program - Istambul 2009.pdf
DaviCarvalho66
 

Mais de DaviCarvalho66 (20)

DESIGUALDADES DE GÉNERO Y RAZA EN LA FUERZA DE TRABAJO EN SALUD EN BRASIL.pdf
DESIGUALDADES DE GÉNERO Y RAZA EN LA FUERZA DE TRABAJO EN SALUD EN BRASIL.pdfDESIGUALDADES DE GÉNERO Y RAZA EN LA FUERZA DE TRABAJO EN SALUD EN BRASIL.pdf
DESIGUALDADES DE GÉNERO Y RAZA EN LA FUERZA DE TRABAJO EN SALUD EN BRASIL.pdf
 
Deserción de Programas de Residencia Médica y de Otras Profesiones de la Salu...
Deserción de Programas de Residencia Médica y de Otras Profesiones de la Salu...Deserción de Programas de Residencia Médica y de Otras Profesiones de la Salu...
Deserción de Programas de Residencia Médica y de Otras Profesiones de la Salu...
 
MERCADO DE TRABALHO EM SAÚDE E ESCOPO DE PRÁTICA
MERCADO DE TRABALHO EM SAÚDE E  ESCOPO DE PRÁTICAMERCADO DE TRABALHO EM SAÚDE E  ESCOPO DE PRÁTICA
MERCADO DE TRABALHO EM SAÚDE E ESCOPO DE PRÁTICA
 
Caracterização de sistema formador de especialistas das profissões de saúde, ...
Caracterização de sistema formador de especialistas das profissões de saúde, ...Caracterização de sistema formador de especialistas das profissões de saúde, ...
Caracterização de sistema formador de especialistas das profissões de saúde, ...
 
Movimentação de profissionais de saúde: migração e circularidade
Movimentação de profissionais de saúde: migração e circularidadeMovimentação de profissionais de saúde: migração e circularidade
Movimentação de profissionais de saúde: migração e circularidade
 
Shortages and geographic maldistribution of physicians in Brazil.pdf
Shortages and geographic maldistribution of physicians in Brazil.pdfShortages and geographic maldistribution of physicians in Brazil.pdf
Shortages and geographic maldistribution of physicians in Brazil.pdf
 
Diagnóstico e Dimensionamento da Demanda por Especialidades e Residências Méd...
Diagnóstico e Dimensionamento da Demanda por Especialidades e Residências Méd...Diagnóstico e Dimensionamento da Demanda por Especialidades e Residências Méd...
Diagnóstico e Dimensionamento da Demanda por Especialidades e Residências Méd...
 
Rutas de la Escasez (Colombia, 2014).pdf
Rutas de la Escasez (Colombia, 2014).pdfRutas de la Escasez (Colombia, 2014).pdf
Rutas de la Escasez (Colombia, 2014).pdf
 
Panorama da força de trabalho em saúde - BH 2010.pdf
Panorama da força de trabalho em saúde - BH 2010.pdfPanorama da força de trabalho em saúde - BH 2010.pdf
Panorama da força de trabalho em saúde - BH 2010.pdf
 
Regulação Profissional Jornada_Chile.pdf
Regulação Profissional Jornada_Chile.pdfRegulação Profissional Jornada_Chile.pdf
Regulação Profissional Jornada_Chile.pdf
 
Assessment of the scope of practice of physicians from the More Doctors Progr...
Assessment of the scope of practice of physicians from the More Doctors Progr...Assessment of the scope of practice of physicians from the More Doctors Progr...
Assessment of the scope of practice of physicians from the More Doctors Progr...
 
Monitoramento do Trabalho na ESF 2001-2011 - BH2013.pdf
Monitoramento do Trabalho na ESF 2001-2011 - BH2013.pdfMonitoramento do Trabalho na ESF 2001-2011 - BH2013.pdf
Monitoramento do Trabalho na ESF 2001-2011 - BH2013.pdf
 
O Mercado de Trabalho das Profissões de Saúde no Brasil 2011.pdf
O Mercado de Trabalho das Profissões de Saúde no Brasil 2011.pdfO Mercado de Trabalho das Profissões de Saúde no Brasil 2011.pdf
O Mercado de Trabalho das Profissões de Saúde no Brasil 2011.pdf
 
Modelos e parâmetros internacionais de projeção de especialidades médicas BH ...
Modelos e parâmetros internacionais de projeção de especialidades médicas BH ...Modelos e parâmetros internacionais de projeção de especialidades médicas BH ...
Modelos e parâmetros internacionais de projeção de especialidades médicas BH ...
 
Insecurity Health Care Index - NYC 2010.pdf
Insecurity Health Care Index - NYC 2010.pdfInsecurity Health Care Index - NYC 2010.pdf
Insecurity Health Care Index - NYC 2010.pdf
 
Transformações no Mundo do Trabalho - BSB 2010.pdf
Transformações no Mundo do Trabalho - BSB 2010.pdfTransformações no Mundo do Trabalho - BSB 2010.pdf
Transformações no Mundo do Trabalho - BSB 2010.pdf
 
A realidade das profissões de TSB e ASB no Brasil DF 2013.pdf
A realidade das profissões de TSB e ASB no Brasil DF 2013.pdfA realidade das profissões de TSB e ASB no Brasil DF 2013.pdf
A realidade das profissões de TSB e ASB no Brasil DF 2013.pdf
 
Apresentação_ForumGlobal_Professional Autonomy.pdf
Apresentação_ForumGlobal_Professional Autonomy.pdfApresentação_ForumGlobal_Professional Autonomy.pdf
Apresentação_ForumGlobal_Professional Autonomy.pdf
 
Apresentaçao_ForumGlobal_ Shortage and maldistribution.pdf
Apresentaçao_ForumGlobal_ Shortage and maldistribution.pdfApresentaçao_ForumGlobal_ Shortage and maldistribution.pdf
Apresentaçao_ForumGlobal_ Shortage and maldistribution.pdf
 
Trends in Labor Contracting in the Family Health Program - Istambul 2009.pdf
Trends in Labor Contracting in the Family Health Program - Istambul 2009.pdfTrends in Labor Contracting in the Family Health Program - Istambul 2009.pdf
Trends in Labor Contracting in the Family Health Program - Istambul 2009.pdf
 

Construção do índice de escassez de médicos, enfermeiros e dentistas em AP - BSB 2010.pdf

  • 1. Sabado Nicolau Girardi Estação de Pesquisas de Sinais de Mercado em Saúde do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da UFMG Apresentação para a Comissão Especial da Carreira do SUS Brasilia, 07 de dezembro de 2010
  • 2. Objetivos da pesquisa:  Identificação, ranqueamento e mapeamento das áreas geográficas, territórios e populações que vivenciam situações de carências de profissionais de saúde;  Construção de um Índex (ou Escala) para medir a Intensidade da Escassez de Profissionais de Saúde – IEPS. Escassez > Carência > Privação Essencial (econômico) (político) Gradiente
  • 3. Experiências mundiais Zonas carentes, áreas desassistidas, subservidas e regiões remotas País Designação oficial Índice Canadá, 1969 Underserviced Area Programs (UAP’s). E.g., RIO: Rurality Index of Ontario ZIM Estados Unidos, 1970s Health Professional Shortage Areas (HPSA’s); Medically Underserved Areas (MUA’s). Shortage Professional Areas Score MUA’s Austrália, 1990 Rural and Remote Areas Australian Standard Geographical Classification Remoteness Areas Australian Standard Geographical Classification Remoteness Index No caso dos Estados Unidos,  6.204 áreas designadas com escassez de profissionais de saúde (HPSA) em atenção primária;  4.230 HPSAs em saúde bucal;  3.291 HPSAs em saúde mental;  Mais de 60 milhões de pessoas vivem nestas áreas de HPSA.
  • 4. Canadá RIO: Rurality Index of Ontario (recente) RIO revisado Experiência anterior: Classificação de comunidades urbanas e rurais Áreas rurais classificadas segundo influência de zonas metropolitanas: Forte, Moderada, Fraca, Ausente
  • 5. Austrália Classificações de isolamento (remoteness) RRMA: Rural, Remote and Metropolitan Areas Classification  Zona metropolitana  Zona rural  Zona remota ARIA: Acessibility / Remoteness Index of Australia  Altamente acessível  Acessível  Moderadamente acessível  Remota  Muito remota
  • 6. Dois fatores críticos no desenvolvimento de um índice consensual: 1. Seleção de variáveis ou indicadores incluídos no cálculo e o peso de cada; 2. A escolha das unidades territoriais geográficas. Fatores Críticos
  • 7. 1. Seleção de indicadores/variáveis Necessidade de parcimônia deve ser pesada contra a necessidade de inclusão de todas as variáveis relevantes: relativo consenso sobre a inclusão:  Medida/indicador de alta necessidade de saúde (mortalidade, morbidade, etc.)  Medida/indicador de necessidades /carências sócioeconômicas  População (densidade, composição demográfica etc.)  Indicadores de oferta de recursos humanos e pesos  Indicadores de capacidade instalada  Distância (física e em tempo) e localização como medida de acessibilidade/ barreiras geográficas
  • 8. 2. A escolha das unidades territoriais geográficas  A escolha deve ser consistente com a disponibilidade de dados;  Deve possibilitar a medida de pequenas diferenças entre áreas e populações;  Deve possibilitar a agregação em áreas mais abrangentes. No caso dos EUA: Primary Care Rational Services Areas
  • 9. Definição de variáveis e indicadores para o exercício feito no Brasil: Disponibilidade de profissionais na Atenção primária: • Razão população/profissional: número de habitantes no município por profissional (Médico em Atenção Primária, Enfermeiro e Dentista), ajustado por tempo equivalente a 40 horas ambulatoriais – FTE – nas especialidades de clinica médica, pediatria e saúde da família) em dezembro 2008; Altas necessidades de saúde: • Taxa de Mortalidade infantil em 2007; Carências socioeconômicas: • Porcentagem de domicílios na pobreza: proporção de municípios elegíveis ao Programa Bolsa Família em 2006 – com renda familiar per capita de até R$ 137,00 mensais. Distância Definição de áreas geográficas: • Municípios brasileiros segundo divisão administrativa até dezembro de 2008;
  • 10. Foram considerados como municípios com escassez de profissionais de saúde:  Municípios com razão de um profissional para mais de 3.000 habitantes ou com ausência de médico, que foram automaticamente incluídos;  Adicionalmente foram incluídos municípios com número de profissionais acima do parâmetro, mas com maiores necessidades sociais e de saúde:  Municípios com um profissional para 1.500 até menos de 3.000 habitantes e TMI de mais de 100% acima da média nacional;  Municípios com um profissional para 1.500 até menos de 3.000 habitantes e mais de 50% dos domicílios na pobreza;
  • 11. Nome do indicador Categorias Nome das categorias Número de habitantes por profissional equivalente a tempo integral (40 horas ambulatoriais) - Full Time Equivalent 0 1 médico 40 horas para até 3.000 habitantes 1 1 médico 40 horas para mais de 3.000 até 4.000 hab. 2 1 médico 40 horas para mais de 4.000 até 5.000 hab. 3 1 médico 40 horas para mais de 5.000 até 10.000 hab. 4 1 médico 40 horas para mais de 10.000 até 15.000 hab. 5 1 médico 40 horas para mais de 15.000 hab. Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) 0 TMI abaixo da média nacional 1 TMI até 10% acima da média 2 TMI mais de 10% até 25% acima da média 3 TMI mais de 25% até 50% acima da média 4 TMI mais de 50% até 100% acima da média 5 TMI mais de 100% acima da média Proporção de domicílios elegíveis ao Programa Bolsa Família em 2006 - com renda domiciliar per capita de até R$137,00 0 Menos de 10% de domicílios pobres 1 De 10% a menos de 20% de domicílios pobres 2 De 20% a menos de 30% de domicílios pobres 3 De 30% a menos de 40% de domicílios pobres 4 De 40% a menos de 50% de domicílios pobres 5 50% ou mais de domicílios pobres
  • 12. A soma proveniente dos graus em cada um dos indicadores é o valor do índice, variável de 1 a 15, e classificados segundo o quadro abaixo: Intervalo do índice Intensidade da escassez 1-3 Traços 4-6 Baixa 7-9 Moderada 10-12 Alta 13-15 Severa
  • 14. Municípios brasileiros segundo critérios de designação para o Índice de escassez de médicos em Atenção Primária - Brasil, dezembro de 2008 Critérios de designação N % % acumulado Mais de 3.000 habitantes por médico 646 11,6 11,6 De 1.500 a menos de 3.000 habitantes por médico e TMI mais de 100% acima da média 148 2,7 14,3 De 1.500 a menos de 3.000 habitantes por médico e mais de 50% dos domicílios na pobreza 319 5,7 20,0 De 1.500 a menos de 3.000 habitantes por médico, TMI mais de 100% acima da média e mais de 50% dos domicílios na pobreza 21 0,4 20,4 Não designado 4.430 79,6 100,0 Total 5.564 100,0 Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM) a partir dos dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES/MS), do Sistema Nacional de Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS), do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS) e da Contagem 2007 do IBGE.
  • 15. Municípios brasileiros segundo graus de escassez do Índice de escassez de médicos em Atenção Primária - Brasil, dezembro de 2008 Graus de escassez N % % acumulado Baixa 458 8,2 8,2 Moderada 333 6,0 14,2 Alta 343 6,2 20,4 Não designado 4.430 79,6 100 Total 5.564 100 Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
  • 16. Distribuição dos municípios segundo graus de escassez de médicos em Atenção Primária, por classificação do porte populacional - Brasil, dezembro de 2008 Classificação dos municípios Graus de escassez (%) Total Baixa Moderada Alta Capitais e RMs (17) 76,5 17,6 5,9 100,0 Mais de 100 mil hab. (13) 53,8 38,5 7,7 100,0 Mais de 50 até 100 mil hab. (48) 37,5 41,7 20,8 100,0 Mais de 20 até 50 mil hab. (262) 42,7 29,0 28,2 100,0 Mais de 10 até 20 mil hab. (321) 43,9 27,1 29,0 100,0 Até 10 mil hab. (473) 35,3 30,0 34,7 100,0 Total (1.134) 40,4 29,4 30,2 100,0 Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
  • 17. Índice de escassez de Médicos em Atenção Primária Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
  • 19. Municípios brasileiros segundo critérios de designação para o Índice de escassez de enfermeiros - Brasil, dezembro de 2008 Critérios de designação N % % acumulado Mais de 3.000 habitantes por enfermeiro 1.320 23,7 23,7 De 1.500 a menos de 3.000 habitantes por enfermeiro e TMI mais de 100% acima da média 178 3,2 26,9 De 1.500 a menos de 3.000 habitantes por enfermeiro e mais de 50% dos domicílios na pobreza 349 6,3 33,2 De 1.500 a menos de 3.000 habitantes por enfermeiro, TMI mais de 100% acima da média e mais de 50% dos domicílios na pobreza 24 0,4 33,6 Não designado 3.693 66,4 100,0 Total 5.564 100,0 Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM) a partir dos dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES/MS), do Sistema Nacional de Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS), do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS) e da Contagem 2007 do IBGE.
  • 20. Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM). Municípios brasileiros segundo graus de escassez de Enfermeiros - Brasil, dezembro de 2008 Graus de escassez N % % acumulado Baixa 672 12,1 12,1 Moderada 664 11,9 24,0 Alta 535 9,6 33,6 Não designado 3.693 66,4 100,0 Total 5.564 100
  • 21. Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM). Distribuição dos municípios segundo graus de escassez de Enfermeiros, por classificação do porte populacional - Brasil, dezembro de 2008 Classificação dos municípios Graus de escassez Total Baixa Moderada Alta Capitais e RMs (93) 69,9 25,8 4,3 100,0 Mais de 100 mil hab. (57) 73,7 24,6 1,8 100,0 Mais de 50 até 100 mil hab. (110) 54,5 29,1 16,4 100,0 Mais de 20 até 50 mil hab. (429) 38,2 38,7 23,1 100,0 Mais de 10 até 20 mil hab. (461) 30,2 40,6 29,3 100,0 Até 10 mil hab. (721) 28,0 33,4 38,6 100,0 Total (1.871) 35,9 35,5 28,6 100,0
  • 22. Índice de escassez de Enfermeiros Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
  • 24. Nome do indicador Categorias Nome das categorias Número de habitantes por cirurgião-dentista equivalente a tempo integral (40 horas ambulatoriais) - Full Time Equivalent 0 1 dentista 40 horas para até 4.000 habitantes 1 1 dentista 40 horas para mais de 5.000 até 5.500 hab. 2 1 dentista 40 horas para mais de 5.500 até 7.000 hab. 3 1 dentista 40 horas para mais de 7.000 até 12.500 hab. 4 1 dentista 40 horas para mais de 12.500 até 18.000 hab. 5 1 dentista 40 horas para mais de 18.000 hab. Exclusivamente para oferta de cirurgiões-dentistas, o parâmetro utilizado para o indicador foi o seguinte:
  • 25. Municípios brasileiros segundo critérios de designação para o Índice de escassez de Cirurgiões-dentistas - Brasil, dezembro de 2008 Critérios de designação N % % acumulado Mais de 4.000 habitantes por dentista 1.304 23,4 23,4 De 2.000 a menos de 4.000 habitantes por dentista e TMI mais de 100% acima da média 120 2,2 25,6 De 2.000 a menos de 4.000 habitantes por dentista e mais de 50% dos domicílios na pobreza 247 4,4 30,0 De 2.000 a menos de 4.000 habitantes por dentista, TMI mais de 100% acima da média e mais de 50% dos domicílios na pobreza 20 ,4 30,4 Não designado 3.873 69,6 100,0 Total 5.564 100,0 Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM) a partir dos dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES/MS), do Sistema Nacional de Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS), do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS) e da Contagem 2007 do IBGE.
  • 26. Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM). Municípios brasileiros segundo graus de escassez de Cirurgiões-dentistas - Brasil, dezembro de 2008 Graus de escassez N % % acumulado Baixa 799 14,4 14,4 Moderada 426 7,7 22,0 Alta 466 8,4 30,4 Não designado 3.873 69,6 100,0 Total 5.564 100
  • 27. Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM). Distribuição dos municípios segundo graus de escassez de Cirurgiões-dentistas - Brasil, dezembro de 2008 Classificação dos municípios Graus de escassez Total Baixa Moderada Alta Capitais e RMs (206) 81,6 17,3 1,0 100,0 Mais de 100 mil hab. (163) 78,0 14,6 7,3 100,0 Mais de 50 até 100 mil hab. (281) 51,8 24,1 24,1 100,0 Mais de 20 até 50 mil hab. (954) 46,1 21,5 32,4 100,0 Mais de 10 até 20 mil hab. (1.372) 47,1 24,8 28,1 100,0 Até 10 mil hab. (2.588) 39,4 30,3 30,3 100,0 Total (5.564) 47,3 25,2 27,6 100,0
  • 28. Índice de escassez de Cirurgiões-dentistas Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
  • 29. Caso o parâmetro de oferta de dentistas fosse o mesmo utilizado para médicos e enfermeiros... Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde (EPSM).
  • 30. Considerações Finais  Oferta Incorporação de novas variáveis no dimensionamento da oferta de serviços de Atenção Primária: enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde; saúde bucal; saúde mental  População Estabelecimento de pesos diferenciados por segmento demográfico: crianças menores de 5 anos, idosos, mulheres em idade fértil e restante da população
  • 31.  Área Geográfica de entrega dos serviços Áreas de Atenção Primária, microrregiões de saúde e outras  Coordenação da ação governamental Variáveis utilizadas pelo Programa Territórios de Cidadania, como a concentração de agricultores familiares e assentamentos da Reforma Agrária, proporção de populações quilombolas e indígenas, pescadores etc.;  Outras variáveis  Integrar outros Grupos de Pesquisa