Ecologia Professor Rodrigo Nogueira
O termo  ECOLOGIA  foi empregado pela 1ª vez por E. Haeckel, em 1866. gr. OIKOS ESTUDO CASA, AMBIENTE Ecologia  é o estudo das interações dos  seres vivos  entre si e com o  meio ambiente .
Espécie Conceito:  Indivíduos morfologicamente semelhantes que são capazes de se cruzar naturalmente e gerar descendentes férteis. + + + +
Indivíduo É considerado indivíduo qualquer exemplar de uma  espécie , seja animal, vegetal, fungo, alga ou microrganismo. Espécie  :  é o conjunto de indivíduos muito semelhantes e que, na natureza, podem se intercruzar, originando descendentes férteis.  É única em forma, função e em repertório de comportamento, e contém uma programação genética própria, fruto da resposta do organismo às pressões ambientais ao longo de sua evolução. Ex.  Homo sapiens, Entamoeba coli, Pygoplites diacanthus... Ramphocelus bresilius  (tiê-sangue)
População É um conjunto de indivíduos da  mesma espécie , que habita uma  mesma área , durante um determinado  período de tempo . A área é delimitada pelo pesquisador em função da necessidade de suas pesquisas.
Comunidade ou Biocenose ou Biota É o conjunto de populações (seres vivos de várias espécies) que habitam uma mesma região.  Os seres vivos que formam uma comunidade constituem os  componentes ou fatores bióticos (vivos) de um ecossistema.   Estão relacionadas de diversas maneiras, principalmente no aspecto alimentar.
Biótopo Corresponde à porção não-viva do ambiente, caracterizados pelas condições físicas, químicas, climáticas, geológicas, etc. da região onde vive a comunidade.  Os componentes ambientais de natureza não-viva constituem os  componentes ou fatores abióticos  de um ecossistema.
Ecossistema É o conjunto de seres vivos (fatores bióticos) mais o biótopo (fatores abióticos), que se relacionam e funcionam com um todo.  É um conjunto dinâmico e variável, no qual os seres vivos e os fatores ambientais estão sempre interagindo e se alterando. Não tem tamanho definido.
Biosfera É o conjunto de todos os ecossistemas existentes no planeta. É a porção da Terra onde existe vida.
A biosfera da Terra seria a soma de todas as áreas que contêm vida no planeta.
Habitat Compreende o lugar ou espaço físico onde vive uma determinada espécie. É a localização mais precisa de uma espécie em seu ambiente.  Determina a sobrevivência e reprodução do grupo.  Local de abrigo, alimentação e reprodução.
Nicho Ecológico Representa o papel desempenhado por uma espécie dentro de seu  habitat . Devemos analisar também: tipo de alimentação, hábitos comportamentais, período de reprodução,...
 
Ecossistemas   Níveis de Organização Fonte: (Odum, 1988) CONJUNTO DE  POPULAÇÕES QUE CONVIEM EM UM DETERMINADO ESPAÇO FÍSICO ECOSSISTEMA = BIÓTOPO + BIOCENOSE
Ecossistemas   Definindo o Ecossistema Componentes: Biótopo  (fatores abióticos); Biocenose (comunidades) atuando reciprocamente com o meio físico; Fluxo de energia; Ciclagem de materiais.
Ecossistemas   Estrutura Básica de um Ecossistema
Ecossistemas   Sistema Terrestre
Ecossistemas   Ambiente Aquático
Ecossistemas   Os Limites do Ecossistema: Escalas Espaciais A delimitação do ecossistema depende do nível de detalhamento do estudo.
Ecossistemas   Os Limites do Ecossistema: ECÓTONE OU ECÓTONO LINHA DE TRANSIÇÃO ENTRE DOIS ECOSSISTEMAS
Ecótono: Transição entre dois ecossistemas vizinhos . ECÓTONO Ecossistema 1 Ecossistema 2
 
CADEIA ALIMENTAR (Cadeia Trófica) Relações de alimentação entre os  organismos  de uma  comunidade , iniciando-se nos  produtores  e passando pelos  herbívoros ,  predadores  e  decompositores , por esta ordem.
CADEIA ALIMENTAR (Cadeia Trófica) PRODUTORES:  capazes de fixar a energia luminosa sob a forma de  energia química . São chamados  autótrofos. Dividem-se em: * Produtores fotossintetizantes; * Produtores químiossintetizantes.
PRODUTORES FOTOSSINTETIZANTES: * Equação geral da fotossíntese: 12 H 2 O + 6 CO 2  + energia -> C 6 H 12 O 6  + 6 H 2 O + 6 O 2
CADEIA ALIMENTAR (Cadeia Trófica) PRODUTORES FOTOSSINTETIZANTES: * São as plantas verdes, algas e  cianobactérias (fitoplâncton.)
PRODUTORES QUIMIOSSINTÉTICOS: * A matéria orgânica é proveniente da oxidação de compostos orgânicos; * Ocorrem em certas bactérias. CADEIA ALIMENTAR (Cadeia Trófica) 2 NH 3  + 3 O 2  ->  2 NO 2  + 2 H +  + 2 H 2 O + energia
CADEIA ALIMENTAR (Cadeia Trófica) CONSUMIDORES:   são organismos que não produzem seu alimento (heterótrofos) e nutrem-se dos produtores (direta ou indiretamente). *  Consumidores primários (C1):   são os herbívoros e parasitas de plantas verdes.
CADEIA ALIMENTAR (Cadeia Trófica) *  Consumidores secundários (C2):   são os carnívoros que se alimentam de herbívoros.
CADEIA ALIMENTAR (Cadeia Trófica) *  Consumidores terciários (C3):   são os carnívoros que se alimentam de carnívoros.
CADEIA ALIMENTAR (Cadeia Trófica) *Decompositores :  decompõe matéria orgânica morta em inorgânica, num processo natural de reciclagem de matéria.
CADEIA ALIMENTAR (Cadeia Trófica) Numa CADEIA ALIMENTAR o NÍVEL TRÓFICO é a  posição do organismo na cadeia. PLANTA    >   HERBÍVORO   >    CARNÍVORO 1º Nível Trófico           2º Nível Trófico          3º Nível Trófico
Classificação dos seres vivos nas cadeias alimentares Capim Grilo Sapo Cobra Seriema Fungos e bactérias Hábito alimentar Grau de consumo Nível trófico (NT) Produtor Produtor Herbívoro Carnívoros Consumidor primário Consumidor secundário Consumidor terciário Consumidor quaternário 1° NT 2° NT 3° NT 4° NT 5° NT São classificados  como decompositores A classificação de onívoro não aparece, no hábito alimentar, para os animais representados em cadeias, mas somente em teias alimentares.
CADEIA ALIMENTAR (Cadeia Trófica) Quando se constrói uma cadeia alimentar, as setas indicam sempre o trajeto do alimento.
 
 
TEIA ALIMENTAR É um conjunto de  cadeias alimentares  interconectadas, geralmente representado como um diagrama das relações entre os diversos  organismos  de um  ecossistema . Nas teias aparecem os organismos  onívoros .
 
EXEMPLO DE UMA TEIA ALIMENTAR DO PANTANAL
Fluxo de energia nas cadeias alimentares Aumento do nível trófico Diminuição da energia disponível Cadeias e teias alimentares
 
DDT: acumulação nos consumidores  de último nível   Cadeias e teias alimentares
DINÂMICA DAS POPULAÇÕES BIOLÓGICAS Densidade Populacional : número de indivíduos de uma mesma espécie que vive em determinada área ou volume (no caso dos hábitats aquáticos)
Caracteriza o espaçamento dos indivíduos entre si, formando padrões. Agrupado Aleatório Homogêneo
Agrupamento ou agregação Resulta de tendências sociais, e da tendência dos filhotes em permanecer próximos aos pais. As salamandras preferem viver sob toras apresentam dispersão agrupada, correspondente aos padrões dos troncos mortos caídos. Pássaros viajam em grandes grupos pela segurança do grupo
Homogênea Surge comumente de interações diretas entre indivíduos. Manutenção de distância mínima Distância de ninhos de aves Plantas muito próximas à maiores sofrem com a sombra e competição de raízes
Aleatória Ausência de antagonismo social ou atração mútua
Movimento dentro da população    Dispersão Movimento entre populações    Emigração (saída) e Imigração (entrada)
Curva de Crescimento Populacional Potencial Biótico : Capacidade teórica de crescer apresenta pelas populações biológicas. Resistência ao meio : Conjunto de fatores que limitam o crescimento da população Curva de Crescimento Real :Resulta  da interação entre o seu potencial biótico e a resistência imposta pelo meio
A CURVA S Por meio da análise de curvas de crescimento populacional pode-se ter uma noção da dinâmica do processo.  A curva S é a de crescimento populacional padrão e esperada para a maioria das populações existentes na natureza.
A CURVA S
A CURVA S CRESCIMENTO LENTO: fase inicial. Ocorre o ajuste dos organismos ao meio de vida. CRESCIMENTO EXPONENCIAL: rápido crescimento. ESTABILIZAÇÃO: não apresenta mais crescimento.
FATORES QUE REGULAM O CRESCIMENTO POPULACIONAL Crescimento da população     POTENCIAL BIÓTICO  (capacidade de reprodução) Para limitar esse crescimento sem fim, o meio ambiente impõe barreiras naturais ( resistência ambiental ). Resistência ambiental: espaço, alimento, clima, predatismo, parasitismo, competição resíduos.
 
A dinâmica populacional Características da população:  Taxa de natalidade; Taxa de mortalidade; Taxa de crescimento; Tamanho calculado pela densidade populacional.
-  Taxa de Natalidade: número de nascimentos durante certo tempo num determinado local - Taxa de Mortalidade: número de mortes durante certo tempo Influenciada por diversos fatores como disponibilidade de alimento e clima. T a  =  n° de nascimentos Tempo T m  =  n° de mortes Tempo
Espaço ocupado: área para populações terrestres e volume para populações aquáticas. Pode sofrer alterações.  Mantendo-se fixa a área de distribuição: Aumento da população: nascimentos ou  imigrações de indivíduos.  diminuição da densidade: mortes ou emigrações.
Natalidade (N) + Imigração (I)    densidade demográfica    mortalidade (M) + emigração (E) N+I = M+E    ESTABILIDADE N+I > M+E    CRESCIMENTO N+I < M+E    DIMINUIÇÃO
 
 
Estratégias  K  e  r Espécies  r -estrategistas Populações aumentam rapidamente se aproximando da curva exponencial de crescimento.  Suas populações aumentam em número após algum tipo de distúrbio ou são ditas oportunistas
Estratégias  K  e  r Espécies  K -estrategistas Sobrevivem onde há intensa competição pelos recursos Populações geralmente agregadas, e passam a maior parte do tempo numa fase  K  (capacidade suporte do ambiente) Geralmente crescem contra os limites de recursos ambientais
Estratégias  K  e  r Espécies  r -estrategistas Geralmente possuem prole numerosa e de pequeno porte Menor cuidado parental Espécies  K -estrategistas Prole menos numerosa e de maior porte Maior cuidado parental
Estratégias  K  e  r Plantas  r -estrategistas Gramíneas, cereais, plantas anuais Plantas  K -estrategistas Plantas perenes, incluindo árvores
Ciclos Biosfera / Biogeoquímicos Biosfera 1.Talassociclo - biociclo marinho. 2. Epinociclo - biociclo terrestre. 3. Limnociclo - biociclo da água doce. Biogeoquímicos 1.Oxigênio  2. Carbono 3. Nitrogênio  4.Fósforo 5.Água
Ciclo do Oxigênio
 
Ciclo do Nitrogênio VEGETAIS N 2 Fixação Amônia Nitrificação Nitrito Nitrato Desnitrificação Consumidores Acidos Nucleicos Proteínas Decomposição/Excreção Bactérias Bactérias Bactérias
 
 
 
 
Sucessão Ecológica
Sucessão   Ecológica   Definição Sucessão é o processo ordenado de mudanças no ecossistema, resultante da modificação do ambiente físico pela comunidade biológica, culminante em um tipo de ecossistema persistente – o clímax; Sucessão é parte natural da dinâmica da comunidade;
Sucessão   Ecológica   Processos Várias características podem ser abordadas no processo de sucessão ecológica como: •  Biomassa total Diversidade em espécies •  Teia alimentar •  Nichos ecológicos Energia
Sucessão   Ecológica   SUCESSÃO ECOLÓGICA PRIMÁRIA A PARTIR DE ROCHA NUA ESPÉCIE PIONEIRA – LÍQUENS MUITO TEMPO Dois tipos SUCESSÃO ECOLÓGICA SECUNDÁRIA A PARTIR DE TERRENO ABANDONADO ESPÉCIE PIONEIRA  -  AUTÓTROFOS POUCO TEMPO
Sucessão   Ecológica   Fases Ecese  Sere  Clímax
 
Sucessão   Ecológica   Fases •  Ecese:  comunidade pioneira onde os primeiros organismos a se instalarem no ambiente são: liquens, musgos, gramíneas e insetos; •  Sere:  comunidade intermediária é representada por vegetação arbustiva e herbácea. Nessa etapa ocorrem profundas alterações no ambiente e na diversidade das espécies; •  Clímax:  comunidade estabilizadora. Nessa fase, a comunidade atinge a estabilidade, com elevado número de espécies e de nichos ecológicos e apresenta grande biomassa.
 
Ocorre ao longo de uma sucessão ecológica: •  Aumento da produtividade bruta •  Aumento do consumo •  Diminuição da produtividade líquida •  Aumento da biomassa •  Aumento da diversidade de espécies •  extinção de algumas espécies e surgimento de outras PRODUTIVIDADE •  Produtividade Bruta (PB): total de matéria orgânica, produzida pela comunidade, através da fotossíntese •  Produtividade Líquida (PL): representa o saldo obtido, da relação entre a produção (fotossíntese) e o consumo (respiração) de uma comunidade. PL = PB - R
Etapas PB PL Biomassa Biodiversidade Ecese Pequena Elevada Pequena Pequena Sere Aumenta gradativamente Diminui gradativamente Aumenta gradativamente Aumenta gradativamente Clímax Elevada Pequena Elevada Elevada
Sucessão Ecológica   Facilitação Tolerância Inibição Espécies pioneiras da sucessão possam alterar as condições e/ou a disponibilidade de recursos em um habitat de maneira que favoreça a entrada e o desenvolvimento de novas espécies. Mecanismos Habilidade de diferentes espécies em tolerar as condições do ambiente conforme elas mudam ao longo da sucessão e em minimizar os efeitos de outras espécies. Espécies tolerantes excluem outras da sere por competição. As espécies tardias da sucessão são mais capazes de suportar baixos níveis de recursos que as espécies  iniciais. Assim, elas podem invadir e crescer na presença das espécies que as precedem na colonização de um substrato.
Sucessão   Ecológica   Clímax e Disclímax •  Comunidade Clímax:  ponto final da sucessão; •  Comunidade Disclímax:  distúrbio; ( O efeito do distúrbio é remeter a comunidade a um estágio inicial de sucessão)
Sucessão e Evolução
Sucessão e Evolução Sucessão Sucessão é um fenômeno fundamental em ecologia, é uma ferramenta essencial para se entender como funciona o fenômeno da evolução.
Sucessão e Evolução Diferenças Sucessão, comportamento dinâmico dos ecossistemas . Evolução, resultado do funcionamento dos ecossistemas. ->  A sucessão tem sido muito eficaz em estimular e dirigir a evolução das espécies.
Sucessão e Evolução Espécies que apresentam menor capacidade de dispersão e crescimento lento tornam-se dominantes nas fases finais da sucessão. (sp. de áreas já estabelecidas)  Enquanto que as espécies que tem crescimento rápido e altas taxas de dispersão são aquelas que predominam nas fases iniciais da sucessão. (sp.Pioneiras)
Relações Ecológicas  Colônia x Sociedade Divisão de trabalho União Física
Colônia (+,+) Associações entre indivíduos da mesma espécie que formam um conjunto funcional integrado, onde todos os indivíduos estão unidos anatomicamente. Ex: algas, bactérias, caravelas.
Colônias
Sociedade (+,+) Grupos de organismos de mesma espécie onde pode-ser observar nítida divisão de trabalho. Os indivíduos são unidos anatomicamente e apresentam diferenças morfológicas nítidas. Ex.: formigas, abelhas, vespas, cupins
Sociedade
Sociedade
Relações Ecológicas Mutualismo x Protocooperação Obrigatoriedade
Protocooperação (+,+) Traz benefícios para ambas as espécies. É uma relação não obrigatória. Ex.: caranguejo e anêmona, gado e anu.
Mutualismo (+,+) Traz benefícios para ambas as espécies. É uma relação obrigatória, caso os indivíduos sejam separados, ambos morrem. Ex.: liquens, micorrizas, ruminantes e bactérias que degradam celulose.
Mutualismo Protocooperação
Comensalismo (+,0) Apenas um dos indivíduos se beneficia e o outro nem se prejudica, nem se beneficia. O comensalismo é dividido em: Comensalismo típico     quando uma espécie se alimenta dos restos alimentares deixados por um individuo de outra espécie. Ex.: leão e hiena
Comensalismo (+,0) Inquilinismo (epifitismo) : quando uma espécie usa outra como moradia. Ex.: bromélias, orquídeas e  “ plantas suporte ” . Forésia : quando uma espécie usa outra como meio de transporte. Ex.: rêmora e tubarão.
Relações Ecológicas    Comensalismo
Relações Ecológicas Inquilinismo Epifitismo em plantas
Relações Ecológicas    Comensalismo
Competição intra-específica Indivíduos de mesma espécie precisam dos mesmos recursos (água, alimento, território, acasalamento) do meio. Isso gera uma competição intra-específica.
Competição Interespecífica Indivíduos de espécies diferentes precisam dos mesmos recursos (água, alimento, território) do meio. Isso gera uma competição interespecífica. Ex.: duas espécies de pássaros que usem o mesmo tipo de local para fazer seus ninhos competem no aspecto reprodutivo.
Relações Ecológicas Competição
Competição    Sobreposição de Nichos Ecológicos Relações Ecológicas
Competição Indireta  Direta
PARASITA PARASITÓIDE Pastadores / Consumidores de partes Predador Proximidade entre os indivíduos em interação Grande Alta Baixa Pequena Probabilidade de morte da espécie
Predatismo (+,-) Quando um indivíduo de uma espécie mata e se alimenta de um individuo de outra espécie. Predador    quem mata para se alimentar Presa    que morre Ex.: leão e veado.
Predatismo
 
Canibalismo (+,-) Quando um indivíduo de uma espécie mata e se alimenta de um individuo da mesma espécie. Ex.: viúva negra.
 
Parasitismo (+,-) Quando um indivíduo de uma espécie se alimenta de um individuo de outra espécie sem mata-lo (pelo menos essa não é sua intenção, uma vez que se o hospedeiro morre o parasita geralmente morre também. Parasita    quem se alimenta Hospedeiro    quem serve de alimento
Parasitismo
Parasitismo (+,-) Ectoparasitas     vivem na superfície externa do corpo do hospedeiro. Ex.: piolhos, carrapatos. Endoparasitas     vivem no interior do hospedeiro. Ex.: lombriga, solitária
Amensalismo (+,-) Os indivíduos de uma espécie eliminam para o meio substancias que prejudicam o crescimento ou a reprodução de outras espécies do habitat. Ex.: alguns fungos eliminam substancias (antibióticos) que matam bactérias. O eucalipto libera pelas raízes substancias que impedem a germinação de sementes ao redor.
Amensalismo
Esclavagismo (Sinfilia)
Gregarismo
Gregarismo
Mimetismo
Mimetismo
Camuflagem
Camuflagem Homocromia e Homotipia
Camuflagem
Cão-muflagem  : )
Biomas Terrestres Tundra Taiga Floresta Temperada (Descíduas) Florestas Pluviais Formações Herbáceas Desertos
 
Biomas Brasileiros Pampas Mata de Araucária Manguezais Cerrado Floresta Amazônica Mata Atlântica Caatinga Mata dos Cocais Pantanal
 
Biomas Brasileiros Floresta Amazônica (Hiléia)  Altos índices pluviométricos  Temperatura constante (latitude) Folhas com grande área foliar (latifoliadas) Pluriestratificada  Solo pobre, mas M.O. elevada. Alta diversidade
 
Biomas Brasileiros Floresta Atlântica  Umidade alta(chuva orográfica)  Temperatura constante (maritimidade) Folhas com grande área foliar (latifoliadas)  Maior densidade no andar arbustivo e presença de epífitas
 
Biomas Brasileiros Floresta de Araucária   “ Taiga brasileira”: Coníferas    3 andares vegetais  Andar arbustivo: Samambaias
 
Biomas Brasileiros Cerrado Amplitude térmica alta Folhas coriáceas Troncos retorcidos, casca espessa Regime de queimadas Árvores espassadas
 
Biomas Brasileiros Caatinga Baixa pluviosidade Folhas coriáceas, ou modificadas em espinhos Caule armazena água  Vegetação cactácea (xeromórfica)
 
Biomas Brasileiros Manguezais Latitude não interfere Fatores edáficos (solo) Salinidade e solo argiloso Pneumatóforos, árvores risóforas. Viviparidade (semente germina no fruto) “ Berço do mar”
 
Biomas Brasileiros Pantanal Alta pluviosidade na época de chuva Alta biodiversidade Cocais Babaçu, alta pluviosidade e lençóis freáticos rasos (umidade)
 
Ecossistemas Aquáticos Lênticos (Lagoas)    Litoral    Limnética    Profunda Lóticos (Rios, corredeiras) Água Doce
Harmônicas Interespecíficas Mutualismo  Protocooperação Comensalismo  Observações +/+ +/+ +/0 Ex: ruminantes/bactérias; líquens (algas+fungos/cianobactérias); Micorrizas (fungos +raízes); Cupins (térmitas) /protozoários; Não-obrigatória: caranguejo paguro (ermitão)/anêmonas; boi/anu; Jacaré/pássaros; Girafa/pássaros; Ex: Tubarão/rêmora (comensal); EPIFITISMO: Bromélias , orquídeas (epífitas)/árvores; INQUILISMO: Bactérias ( Escherichia coli ) / homem; Ave/árvore; Simbiose:   sinônimo de mutualismo  OU    qualquer interação entre seres vivos Beneficio apenas para o comensal
Desarmônicas Interespecíficas Predatismo Parasitismo Competição Amensalismo Esclavagismo +/- +/- -/- 0/- +/- Tipo predominante da teia alimentar, garante a transferência de M.O. para os níveis tróficos mais elevados; Zebra/leão; Peixe/gato; presa/predador; Exploração do hospedeiro pelo parasita; Parasita/hospedeiro; ENDOPARASITISMO: lombriga, tênia, plasmódios malária/homem; ECTOPARASITISMO: insetos hematófagos/homem; Disputa por alimento, espaço, luz, etc. Disputa pelo mesmo nível trófico. = antibiose; espécie inibe crescimento de outra através de de substâncias antibióticas; Penicilina: inibição de bactérias por compostos de fungos; Espécie se aproveita do trabalho de outra; Formigas (ovos); chopim-/tico-tico;
Desarmônicas intraespecíficas Competição -/- Demarcação de território; Canibalismo; Aranha-caranguejeira;

Ecologia 2012 1.0

  • 1.
  • 2.
    O termo ECOLOGIA foi empregado pela 1ª vez por E. Haeckel, em 1866. gr. OIKOS ESTUDO CASA, AMBIENTE Ecologia é o estudo das interações dos seres vivos entre si e com o meio ambiente .
  • 3.
    Espécie Conceito: Indivíduos morfologicamente semelhantes que são capazes de se cruzar naturalmente e gerar descendentes férteis. + + + +
  • 4.
    Indivíduo É consideradoindivíduo qualquer exemplar de uma espécie , seja animal, vegetal, fungo, alga ou microrganismo. Espécie : é o conjunto de indivíduos muito semelhantes e que, na natureza, podem se intercruzar, originando descendentes férteis. É única em forma, função e em repertório de comportamento, e contém uma programação genética própria, fruto da resposta do organismo às pressões ambientais ao longo de sua evolução. Ex. Homo sapiens, Entamoeba coli, Pygoplites diacanthus... Ramphocelus bresilius (tiê-sangue)
  • 5.
    População É umconjunto de indivíduos da mesma espécie , que habita uma mesma área , durante um determinado período de tempo . A área é delimitada pelo pesquisador em função da necessidade de suas pesquisas.
  • 6.
    Comunidade ou Biocenoseou Biota É o conjunto de populações (seres vivos de várias espécies) que habitam uma mesma região. Os seres vivos que formam uma comunidade constituem os componentes ou fatores bióticos (vivos) de um ecossistema. Estão relacionadas de diversas maneiras, principalmente no aspecto alimentar.
  • 7.
    Biótopo Corresponde àporção não-viva do ambiente, caracterizados pelas condições físicas, químicas, climáticas, geológicas, etc. da região onde vive a comunidade. Os componentes ambientais de natureza não-viva constituem os componentes ou fatores abióticos de um ecossistema.
  • 8.
    Ecossistema É oconjunto de seres vivos (fatores bióticos) mais o biótopo (fatores abióticos), que se relacionam e funcionam com um todo. É um conjunto dinâmico e variável, no qual os seres vivos e os fatores ambientais estão sempre interagindo e se alterando. Não tem tamanho definido.
  • 9.
    Biosfera É oconjunto de todos os ecossistemas existentes no planeta. É a porção da Terra onde existe vida.
  • 10.
    A biosfera daTerra seria a soma de todas as áreas que contêm vida no planeta.
  • 11.
    Habitat Compreende olugar ou espaço físico onde vive uma determinada espécie. É a localização mais precisa de uma espécie em seu ambiente. Determina a sobrevivência e reprodução do grupo. Local de abrigo, alimentação e reprodução.
  • 12.
    Nicho Ecológico Representao papel desempenhado por uma espécie dentro de seu habitat . Devemos analisar também: tipo de alimentação, hábitos comportamentais, período de reprodução,...
  • 13.
  • 14.
    Ecossistemas Níveis de Organização Fonte: (Odum, 1988) CONJUNTO DE POPULAÇÕES QUE CONVIEM EM UM DETERMINADO ESPAÇO FÍSICO ECOSSISTEMA = BIÓTOPO + BIOCENOSE
  • 15.
    Ecossistemas Definindo o Ecossistema Componentes: Biótopo (fatores abióticos); Biocenose (comunidades) atuando reciprocamente com o meio físico; Fluxo de energia; Ciclagem de materiais.
  • 16.
    Ecossistemas Estrutura Básica de um Ecossistema
  • 17.
    Ecossistemas Sistema Terrestre
  • 18.
    Ecossistemas Ambiente Aquático
  • 19.
    Ecossistemas Os Limites do Ecossistema: Escalas Espaciais A delimitação do ecossistema depende do nível de detalhamento do estudo.
  • 20.
    Ecossistemas Os Limites do Ecossistema: ECÓTONE OU ECÓTONO LINHA DE TRANSIÇÃO ENTRE DOIS ECOSSISTEMAS
  • 21.
    Ecótono: Transição entredois ecossistemas vizinhos . ECÓTONO Ecossistema 1 Ecossistema 2
  • 22.
  • 23.
    CADEIA ALIMENTAR (CadeiaTrófica) Relações de alimentação entre os organismos de uma comunidade , iniciando-se nos produtores e passando pelos herbívoros , predadores e decompositores , por esta ordem.
  • 24.
    CADEIA ALIMENTAR (CadeiaTrófica) PRODUTORES: capazes de fixar a energia luminosa sob a forma de energia química . São chamados autótrofos. Dividem-se em: * Produtores fotossintetizantes; * Produtores químiossintetizantes.
  • 25.
    PRODUTORES FOTOSSINTETIZANTES: *Equação geral da fotossíntese: 12 H 2 O + 6 CO 2 + energia -> C 6 H 12 O 6 + 6 H 2 O + 6 O 2
  • 26.
    CADEIA ALIMENTAR (CadeiaTrófica) PRODUTORES FOTOSSINTETIZANTES: * São as plantas verdes, algas e cianobactérias (fitoplâncton.)
  • 27.
    PRODUTORES QUIMIOSSINTÉTICOS: *A matéria orgânica é proveniente da oxidação de compostos orgânicos; * Ocorrem em certas bactérias. CADEIA ALIMENTAR (Cadeia Trófica) 2 NH 3 + 3 O 2 -> 2 NO 2 + 2 H + + 2 H 2 O + energia
  • 28.
    CADEIA ALIMENTAR (CadeiaTrófica) CONSUMIDORES: são organismos que não produzem seu alimento (heterótrofos) e nutrem-se dos produtores (direta ou indiretamente). * Consumidores primários (C1): são os herbívoros e parasitas de plantas verdes.
  • 29.
    CADEIA ALIMENTAR (CadeiaTrófica) * Consumidores secundários (C2): são os carnívoros que se alimentam de herbívoros.
  • 30.
    CADEIA ALIMENTAR (CadeiaTrófica) * Consumidores terciários (C3): são os carnívoros que se alimentam de carnívoros.
  • 31.
    CADEIA ALIMENTAR (CadeiaTrófica) *Decompositores : decompõe matéria orgânica morta em inorgânica, num processo natural de reciclagem de matéria.
  • 32.
    CADEIA ALIMENTAR (CadeiaTrófica) Numa CADEIA ALIMENTAR o NÍVEL TRÓFICO é a posição do organismo na cadeia. PLANTA   >   HERBÍVORO  >    CARNÍVORO 1º Nível Trófico           2º Nível Trófico         3º Nível Trófico
  • 33.
    Classificação dos seresvivos nas cadeias alimentares Capim Grilo Sapo Cobra Seriema Fungos e bactérias Hábito alimentar Grau de consumo Nível trófico (NT) Produtor Produtor Herbívoro Carnívoros Consumidor primário Consumidor secundário Consumidor terciário Consumidor quaternário 1° NT 2° NT 3° NT 4° NT 5° NT São classificados como decompositores A classificação de onívoro não aparece, no hábito alimentar, para os animais representados em cadeias, mas somente em teias alimentares.
  • 34.
    CADEIA ALIMENTAR (CadeiaTrófica) Quando se constrói uma cadeia alimentar, as setas indicam sempre o trajeto do alimento.
  • 35.
  • 36.
  • 37.
    TEIA ALIMENTAR Éum conjunto de cadeias alimentares interconectadas, geralmente representado como um diagrama das relações entre os diversos organismos de um ecossistema . Nas teias aparecem os organismos onívoros .
  • 38.
  • 39.
    EXEMPLO DE UMATEIA ALIMENTAR DO PANTANAL
  • 40.
    Fluxo de energianas cadeias alimentares Aumento do nível trófico Diminuição da energia disponível Cadeias e teias alimentares
  • 41.
  • 42.
    DDT: acumulação nosconsumidores de último nível Cadeias e teias alimentares
  • 43.
    DINÂMICA DAS POPULAÇÕESBIOLÓGICAS Densidade Populacional : número de indivíduos de uma mesma espécie que vive em determinada área ou volume (no caso dos hábitats aquáticos)
  • 44.
    Caracteriza o espaçamentodos indivíduos entre si, formando padrões. Agrupado Aleatório Homogêneo
  • 45.
    Agrupamento ou agregaçãoResulta de tendências sociais, e da tendência dos filhotes em permanecer próximos aos pais. As salamandras preferem viver sob toras apresentam dispersão agrupada, correspondente aos padrões dos troncos mortos caídos. Pássaros viajam em grandes grupos pela segurança do grupo
  • 46.
    Homogênea Surge comumentede interações diretas entre indivíduos. Manutenção de distância mínima Distância de ninhos de aves Plantas muito próximas à maiores sofrem com a sombra e competição de raízes
  • 47.
    Aleatória Ausência deantagonismo social ou atração mútua
  • 48.
    Movimento dentro dapopulação  Dispersão Movimento entre populações  Emigração (saída) e Imigração (entrada)
  • 49.
    Curva de CrescimentoPopulacional Potencial Biótico : Capacidade teórica de crescer apresenta pelas populações biológicas. Resistência ao meio : Conjunto de fatores que limitam o crescimento da população Curva de Crescimento Real :Resulta da interação entre o seu potencial biótico e a resistência imposta pelo meio
  • 50.
    A CURVA SPor meio da análise de curvas de crescimento populacional pode-se ter uma noção da dinâmica do processo. A curva S é a de crescimento populacional padrão e esperada para a maioria das populações existentes na natureza.
  • 51.
  • 52.
    A CURVA SCRESCIMENTO LENTO: fase inicial. Ocorre o ajuste dos organismos ao meio de vida. CRESCIMENTO EXPONENCIAL: rápido crescimento. ESTABILIZAÇÃO: não apresenta mais crescimento.
  • 53.
    FATORES QUE REGULAMO CRESCIMENTO POPULACIONAL Crescimento da população  POTENCIAL BIÓTICO (capacidade de reprodução) Para limitar esse crescimento sem fim, o meio ambiente impõe barreiras naturais ( resistência ambiental ). Resistência ambiental: espaço, alimento, clima, predatismo, parasitismo, competição resíduos.
  • 54.
  • 55.
    A dinâmica populacionalCaracterísticas da população: Taxa de natalidade; Taxa de mortalidade; Taxa de crescimento; Tamanho calculado pela densidade populacional.
  • 56.
    - Taxade Natalidade: número de nascimentos durante certo tempo num determinado local - Taxa de Mortalidade: número de mortes durante certo tempo Influenciada por diversos fatores como disponibilidade de alimento e clima. T a = n° de nascimentos Tempo T m = n° de mortes Tempo
  • 57.
    Espaço ocupado: áreapara populações terrestres e volume para populações aquáticas. Pode sofrer alterações. Mantendo-se fixa a área de distribuição: Aumento da população: nascimentos ou imigrações de indivíduos. diminuição da densidade: mortes ou emigrações.
  • 58.
    Natalidade (N) +Imigração (I)  densidade demográfica  mortalidade (M) + emigração (E) N+I = M+E  ESTABILIDADE N+I > M+E  CRESCIMENTO N+I < M+E  DIMINUIÇÃO
  • 59.
  • 60.
  • 61.
    Estratégias K e r Espécies r -estrategistas Populações aumentam rapidamente se aproximando da curva exponencial de crescimento. Suas populações aumentam em número após algum tipo de distúrbio ou são ditas oportunistas
  • 62.
    Estratégias K e r Espécies K -estrategistas Sobrevivem onde há intensa competição pelos recursos Populações geralmente agregadas, e passam a maior parte do tempo numa fase K (capacidade suporte do ambiente) Geralmente crescem contra os limites de recursos ambientais
  • 63.
    Estratégias K e r Espécies r -estrategistas Geralmente possuem prole numerosa e de pequeno porte Menor cuidado parental Espécies K -estrategistas Prole menos numerosa e de maior porte Maior cuidado parental
  • 64.
    Estratégias K e r Plantas r -estrategistas Gramíneas, cereais, plantas anuais Plantas K -estrategistas Plantas perenes, incluindo árvores
  • 65.
    Ciclos Biosfera /Biogeoquímicos Biosfera 1.Talassociclo - biociclo marinho. 2. Epinociclo - biociclo terrestre. 3. Limnociclo - biociclo da água doce. Biogeoquímicos 1.Oxigênio 2. Carbono 3. Nitrogênio 4.Fósforo 5.Água
  • 66.
  • 67.
  • 68.
    Ciclo do NitrogênioVEGETAIS N 2 Fixação Amônia Nitrificação Nitrito Nitrato Desnitrificação Consumidores Acidos Nucleicos Proteínas Decomposição/Excreção Bactérias Bactérias Bactérias
  • 69.
  • 70.
  • 71.
  • 72.
  • 73.
  • 74.
    Sucessão Ecológica Definição Sucessão é o processo ordenado de mudanças no ecossistema, resultante da modificação do ambiente físico pela comunidade biológica, culminante em um tipo de ecossistema persistente – o clímax; Sucessão é parte natural da dinâmica da comunidade;
  • 75.
    Sucessão Ecológica Processos Várias características podem ser abordadas no processo de sucessão ecológica como: • Biomassa total Diversidade em espécies • Teia alimentar • Nichos ecológicos Energia
  • 76.
    Sucessão Ecológica SUCESSÃO ECOLÓGICA PRIMÁRIA A PARTIR DE ROCHA NUA ESPÉCIE PIONEIRA – LÍQUENS MUITO TEMPO Dois tipos SUCESSÃO ECOLÓGICA SECUNDÁRIA A PARTIR DE TERRENO ABANDONADO ESPÉCIE PIONEIRA - AUTÓTROFOS POUCO TEMPO
  • 77.
    Sucessão Ecológica Fases Ecese Sere Clímax
  • 78.
  • 79.
    Sucessão Ecológica Fases • Ecese: comunidade pioneira onde os primeiros organismos a se instalarem no ambiente são: liquens, musgos, gramíneas e insetos; • Sere: comunidade intermediária é representada por vegetação arbustiva e herbácea. Nessa etapa ocorrem profundas alterações no ambiente e na diversidade das espécies; • Clímax: comunidade estabilizadora. Nessa fase, a comunidade atinge a estabilidade, com elevado número de espécies e de nichos ecológicos e apresenta grande biomassa.
  • 80.
  • 81.
    Ocorre ao longode uma sucessão ecológica: • Aumento da produtividade bruta • Aumento do consumo • Diminuição da produtividade líquida • Aumento da biomassa • Aumento da diversidade de espécies • extinção de algumas espécies e surgimento de outras PRODUTIVIDADE • Produtividade Bruta (PB): total de matéria orgânica, produzida pela comunidade, através da fotossíntese • Produtividade Líquida (PL): representa o saldo obtido, da relação entre a produção (fotossíntese) e o consumo (respiração) de uma comunidade. PL = PB - R
  • 82.
    Etapas PB PLBiomassa Biodiversidade Ecese Pequena Elevada Pequena Pequena Sere Aumenta gradativamente Diminui gradativamente Aumenta gradativamente Aumenta gradativamente Clímax Elevada Pequena Elevada Elevada
  • 83.
    Sucessão Ecológica Facilitação Tolerância Inibição Espécies pioneiras da sucessão possam alterar as condições e/ou a disponibilidade de recursos em um habitat de maneira que favoreça a entrada e o desenvolvimento de novas espécies. Mecanismos Habilidade de diferentes espécies em tolerar as condições do ambiente conforme elas mudam ao longo da sucessão e em minimizar os efeitos de outras espécies. Espécies tolerantes excluem outras da sere por competição. As espécies tardias da sucessão são mais capazes de suportar baixos níveis de recursos que as espécies iniciais. Assim, elas podem invadir e crescer na presença das espécies que as precedem na colonização de um substrato.
  • 84.
    Sucessão Ecológica Clímax e Disclímax • Comunidade Clímax: ponto final da sucessão; • Comunidade Disclímax: distúrbio; ( O efeito do distúrbio é remeter a comunidade a um estágio inicial de sucessão)
  • 85.
  • 86.
    Sucessão e EvoluçãoSucessão Sucessão é um fenômeno fundamental em ecologia, é uma ferramenta essencial para se entender como funciona o fenômeno da evolução.
  • 87.
    Sucessão e EvoluçãoDiferenças Sucessão, comportamento dinâmico dos ecossistemas . Evolução, resultado do funcionamento dos ecossistemas. -> A sucessão tem sido muito eficaz em estimular e dirigir a evolução das espécies.
  • 88.
    Sucessão e EvoluçãoEspécies que apresentam menor capacidade de dispersão e crescimento lento tornam-se dominantes nas fases finais da sucessão. (sp. de áreas já estabelecidas) Enquanto que as espécies que tem crescimento rápido e altas taxas de dispersão são aquelas que predominam nas fases iniciais da sucessão. (sp.Pioneiras)
  • 89.
    Relações Ecológicas Colônia x Sociedade Divisão de trabalho União Física
  • 90.
    Colônia (+,+) Associaçõesentre indivíduos da mesma espécie que formam um conjunto funcional integrado, onde todos os indivíduos estão unidos anatomicamente. Ex: algas, bactérias, caravelas.
  • 91.
  • 92.
    Sociedade (+,+) Gruposde organismos de mesma espécie onde pode-ser observar nítida divisão de trabalho. Os indivíduos são unidos anatomicamente e apresentam diferenças morfológicas nítidas. Ex.: formigas, abelhas, vespas, cupins
  • 93.
  • 94.
  • 95.
    Relações Ecológicas Mutualismox Protocooperação Obrigatoriedade
  • 96.
    Protocooperação (+,+) Trazbenefícios para ambas as espécies. É uma relação não obrigatória. Ex.: caranguejo e anêmona, gado e anu.
  • 97.
    Mutualismo (+,+) Trazbenefícios para ambas as espécies. É uma relação obrigatória, caso os indivíduos sejam separados, ambos morrem. Ex.: liquens, micorrizas, ruminantes e bactérias que degradam celulose.
  • 98.
  • 99.
    Comensalismo (+,0) Apenasum dos indivíduos se beneficia e o outro nem se prejudica, nem se beneficia. O comensalismo é dividido em: Comensalismo típico  quando uma espécie se alimenta dos restos alimentares deixados por um individuo de outra espécie. Ex.: leão e hiena
  • 100.
    Comensalismo (+,0) Inquilinismo(epifitismo) : quando uma espécie usa outra como moradia. Ex.: bromélias, orquídeas e “ plantas suporte ” . Forésia : quando uma espécie usa outra como meio de transporte. Ex.: rêmora e tubarão.
  • 101.
  • 102.
  • 103.
  • 104.
    Competição intra-específica Indivíduosde mesma espécie precisam dos mesmos recursos (água, alimento, território, acasalamento) do meio. Isso gera uma competição intra-específica.
  • 105.
    Competição Interespecífica Indivíduosde espécies diferentes precisam dos mesmos recursos (água, alimento, território) do meio. Isso gera uma competição interespecífica. Ex.: duas espécies de pássaros que usem o mesmo tipo de local para fazer seus ninhos competem no aspecto reprodutivo.
  • 106.
  • 107.
    Competição  Sobreposição de Nichos Ecológicos Relações Ecológicas
  • 108.
  • 109.
    PARASITA PARASITÓIDE Pastadores/ Consumidores de partes Predador Proximidade entre os indivíduos em interação Grande Alta Baixa Pequena Probabilidade de morte da espécie
  • 110.
    Predatismo (+,-) Quandoum indivíduo de uma espécie mata e se alimenta de um individuo de outra espécie. Predador  quem mata para se alimentar Presa  que morre Ex.: leão e veado.
  • 111.
  • 112.
  • 113.
    Canibalismo (+,-) Quandoum indivíduo de uma espécie mata e se alimenta de um individuo da mesma espécie. Ex.: viúva negra.
  • 114.
  • 115.
    Parasitismo (+,-) Quandoum indivíduo de uma espécie se alimenta de um individuo de outra espécie sem mata-lo (pelo menos essa não é sua intenção, uma vez que se o hospedeiro morre o parasita geralmente morre também. Parasita  quem se alimenta Hospedeiro  quem serve de alimento
  • 116.
  • 117.
    Parasitismo (+,-) Ectoparasitas  vivem na superfície externa do corpo do hospedeiro. Ex.: piolhos, carrapatos. Endoparasitas  vivem no interior do hospedeiro. Ex.: lombriga, solitária
  • 118.
    Amensalismo (+,-) Osindivíduos de uma espécie eliminam para o meio substancias que prejudicam o crescimento ou a reprodução de outras espécies do habitat. Ex.: alguns fungos eliminam substancias (antibióticos) que matam bactérias. O eucalipto libera pelas raízes substancias que impedem a germinação de sementes ao redor.
  • 119.
  • 120.
  • 121.
  • 122.
  • 123.
  • 124.
  • 125.
  • 126.
  • 127.
  • 128.
  • 129.
    Biomas Terrestres TundraTaiga Floresta Temperada (Descíduas) Florestas Pluviais Formações Herbáceas Desertos
  • 130.
  • 131.
    Biomas Brasileiros PampasMata de Araucária Manguezais Cerrado Floresta Amazônica Mata Atlântica Caatinga Mata dos Cocais Pantanal
  • 132.
  • 133.
    Biomas Brasileiros FlorestaAmazônica (Hiléia)  Altos índices pluviométricos  Temperatura constante (latitude) Folhas com grande área foliar (latifoliadas) Pluriestratificada Solo pobre, mas M.O. elevada. Alta diversidade
  • 134.
  • 135.
    Biomas Brasileiros FlorestaAtlântica  Umidade alta(chuva orográfica)  Temperatura constante (maritimidade) Folhas com grande área foliar (latifoliadas) Maior densidade no andar arbustivo e presença de epífitas
  • 136.
  • 137.
    Biomas Brasileiros Florestade Araucária  “ Taiga brasileira”: Coníferas  3 andares vegetais Andar arbustivo: Samambaias
  • 138.
  • 139.
    Biomas Brasileiros CerradoAmplitude térmica alta Folhas coriáceas Troncos retorcidos, casca espessa Regime de queimadas Árvores espassadas
  • 140.
  • 141.
    Biomas Brasileiros CaatingaBaixa pluviosidade Folhas coriáceas, ou modificadas em espinhos Caule armazena água Vegetação cactácea (xeromórfica)
  • 142.
  • 143.
    Biomas Brasileiros ManguezaisLatitude não interfere Fatores edáficos (solo) Salinidade e solo argiloso Pneumatóforos, árvores risóforas. Viviparidade (semente germina no fruto) “ Berço do mar”
  • 144.
  • 145.
    Biomas Brasileiros PantanalAlta pluviosidade na época de chuva Alta biodiversidade Cocais Babaçu, alta pluviosidade e lençóis freáticos rasos (umidade)
  • 146.
  • 147.
    Ecossistemas Aquáticos Lênticos(Lagoas)  Litoral  Limnética  Profunda Lóticos (Rios, corredeiras) Água Doce
  • 148.
    Harmônicas Interespecíficas Mutualismo Protocooperação Comensalismo Observações +/+ +/+ +/0 Ex: ruminantes/bactérias; líquens (algas+fungos/cianobactérias); Micorrizas (fungos +raízes); Cupins (térmitas) /protozoários; Não-obrigatória: caranguejo paguro (ermitão)/anêmonas; boi/anu; Jacaré/pássaros; Girafa/pássaros; Ex: Tubarão/rêmora (comensal); EPIFITISMO: Bromélias , orquídeas (epífitas)/árvores; INQUILISMO: Bactérias ( Escherichia coli ) / homem; Ave/árvore; Simbiose: sinônimo de mutualismo OU  qualquer interação entre seres vivos Beneficio apenas para o comensal
  • 149.
    Desarmônicas Interespecíficas PredatismoParasitismo Competição Amensalismo Esclavagismo +/- +/- -/- 0/- +/- Tipo predominante da teia alimentar, garante a transferência de M.O. para os níveis tróficos mais elevados; Zebra/leão; Peixe/gato; presa/predador; Exploração do hospedeiro pelo parasita; Parasita/hospedeiro; ENDOPARASITISMO: lombriga, tênia, plasmódios malária/homem; ECTOPARASITISMO: insetos hematófagos/homem; Disputa por alimento, espaço, luz, etc. Disputa pelo mesmo nível trófico. = antibiose; espécie inibe crescimento de outra através de de substâncias antibióticas; Penicilina: inibição de bactérias por compostos de fungos; Espécie se aproveita do trabalho de outra; Formigas (ovos); chopim-/tico-tico;
  • 150.
    Desarmônicas intraespecíficas Competição-/- Demarcação de território; Canibalismo; Aranha-caranguejeira;