SlideShare uma empresa Scribd logo
Free Powerpoint Templates
TEORIAS E TÉCNICAS
DE GRUPOS
Prof. Maria Sara de Lima Dias
Grupos, organizações e instituições
• A vida humana é grupal, está relacionada a estar
sempre em convivência com o outro, sendo assim é
necessária que existam regras para que a vida em grupo
se torne possível.
• Às vezes um comportamento pode se manifestar
inadequado em um determinado contexto, porque o seu
emissor estava utilizando como referência um grupo
distinto àquele com o qual está interagindo
momentaneamente.
O ser humano tem necessidades fisiológicas,
psicológicas, sociais e espirituais que devem ser
satisfeitas para que sobreviva. Sua capacidade
de adaptação ao meio ambiente, que está em
constante mudança, depende de sua habilidade
em identificar, examinar e enfrentar problemas.
Essa capacidade varia de indivíduo para
indivíduo e em um mesmo indivíduo, de época
para época.
CHAVES; IDE (1995) definem identidade social
como o conjunto de cognições que o indivíduo
tem sobre si mesmo, decorrentes do
relacionamento com as outras pessoas, ou a
resposta que se dá às perguntas: "quem sou
eu"?. "quem é você?" e "quem é êle?'.
Consideram que dentre as necessidades
psicosociais básicas, a estima é a que se
relaciona mais diretamente com a identidade
social, por implicar na avaliação da pessoa e no
contato com seus semelhantes.
IDENTIDADE SOCIAL
Grupo de referência
Aquele no qual o indivíduo é motivado a manter relações.
Quando um grupo de relações (p.ex. colegas de
trabalho),
torna-se um grupo de referência, este passa a
desempenhar um papel normativo no comportamento do
indivíduo.
Vale salientar, ainda, que um grupo normativo tem a
função de imprimir aos seus membros valores e normas
amplamente compartilhadas pela sociedade.
( Zanelli, BorgesAndrade, Bastos e
Cols. P.358)
Definição e características dos grupos
Embora todos conheçamos grupos e pertençamos a vários deles, é mais fácil
descrever um grupo que defini-lo.
Uma definição que tem se mostrado adequada é a de que um grupo é um conjunto
formado por duas ou mais pessoas que para atingir determinado(s) objetivo(s)
necessita algum tipo de interação, durante um intervalo de tempo relativamente
longo, sem o qual seria mais difícil ou impossível obter o êxito desejado.
Ou dito de outro modo, um conjunto de pessoas se caracterizará mais fortemente
como grupo segundo as seguintes condições:
a) quanto menor for o número de seus membros;
b) quanto maior for a interação entre os seus membros;
c) quanto maior for a sua história e
d) quanto mais perspectiva de futuro partilhado seja percebido pelos seus
membros.
Definições funcionais que pretendem apenas compreender o processo que se
estabelece em uma relação na qual se pode dizer que existe um grupo.
GRUPO SOCIAL
Conjunto de indivíduos que interagem uns com os outros
durante certo período de tempo. Se dividem em :
• Grupos primários - família, amigos, amigos de infância,
de escola, ou seja, pessoas com quem o indivíduo
interaja mais pessoalmente.
• Grupos Secundários - Colegas em geral, vizinhos,
professores, patrões, motoristas, secretárias, ou seja,
pessoas que o indivíduo trata de maneira impessoal por
não ter pouco ou nenhum contato íntimo, restrito.
Características dos grupos
 Normas
 Pertencer ao grupo implica em se submeter às suas
regras e normas. Para isto são também estabelecidos
prêmios e castigos.
 As organizações não fogem à regra, ali também os
grupos existem e constituem a matéria prima do seu
desenvolvimento.
 Em duas organizações que têm mesmo objetivo, como
dois colégios, duas lojas comerciais ou duas fábricas de
automóveis, muitas vezes o que vai diferenciar uma da
outra é a maneira como as normas grupais foram
estabelecidas.
Todos esses componentes influem na definição de
normas de funcionamento e concomitante
estabelecimento do clima do grupo.
Pessoas valores
Filosofia
e orientação de vida
Conhecimento mutuo
Base para
Normas coletivas,
tácitas e explicitas
na dinamica
Funcionamento do Grupo
Comportamento grupal
Desempenho grupal
Produtos
individuais
Valores
Normas
Sentimentos
Cultura do grupo
Clima do grupo
Objetivos
Motivação
Comunicação
Processo
decisório
Relacionamento
Liderança
Inovação
Individualização
Sinergia
Produtividade
Satisfação
Interação grupo x comportamento
• Em que medida o seu comportamento representa a sua
individualidade ou reflete as características do seu grupo.
• São as duas coisas. Somos fruto de nossa
personalidade, porém somos ao mesmo tempo resultado
da interação dessa personalidade com os grupos a que
pertencemos, aos quais valoramos.
• Todos queremos aparecer bem ante os demais. A
questão é que não a todos os demais e sim àqueles que
elegemos como mais importantes para nós.
O grupo é maior do que os indivíduos
• Para administrar pessoas, possuir uma visão global ou
sistêmica é o caminho mais adequado para conseguir
estabelecer padrões de comportamento desejáveis em
uma organização.
• Compreendendo que os grupos existem, que
estabelecem normas de convivência e que estas normas
podem ir a favor ou em contra dos objetivos
organizacionais.
Dinâmica dos Grupos
• A expressão “Dinâmica de Grupo” foi criada por Kurt
Lewin, ele utilizou pela primeira vez este termo em
meados dos anos 40.
• Para Lewin toda dinâmica de grupo é a resultante do
conjunto das interações no interior de um espaço
psico-social
• A explicação dos fenômenos grupais não está nos
aspectos singulares dos elementos, mas nas
múltiplas interações que se produzem entre os
elementos da situação social, assim como no próprio
momento em que são observados e interpretados
• O ambiente social contribui para a formação e
transformação das atitudes coletivas favorecendo, ou
inibindo, as tendências sociais já adquiridas
Influência social
Os anos iniciais do século passado foram tomados por
enormes discussões entre os sociólogos e psicólogos de
então sobre se de fato existiam os grupos, se estes eram
determinantes para o comportamento; se existia alguma
entidade supra-individual formada pela interação entre os
indivíduos, ou se os indivíduos eram quem determinavam
em última instância os comportamentos.
Influência social
Variavam as opiniões de um extremo a outro.
Alguns defendiam que a sociedade era basicamente constituída
por grupos, e que seria a partir desses grupos que se poderia
modificá-la de maneira a ser mais ética, justa e equilibrada; ou
que os grupos constituíram uma espécie de força própria, de
consciência coletiva que suplantaria, em determinadas
circunstâncias a consciência individual, como Dukheim, Tarde,
Le Bon e McDougall ou, como se posicionava Floyd Allport.
No outro extremo, se existia unicamente o indivíduo e como tal
todo o comportamento e toda a sociedade somente poderia ser
explicada através dele, considerando o seu processo de
aprendizagem, individual e intransferível (Álvaro, &
Garrido,2003).
• McDougall (1987) chama atenção para o contraditório
que existe na participação na vida grupal, já que, se
por um lado degrada a pessoa, como afirmava Le
Bon, por outro a eleva a sua máxima potencialidade
como ser humano.
• McDougall pensa encontrar na organização do grupo
a solução. Quando o grupo está organizado, e não é
simplesmente uma multidão, as tendências
degradantes são minimizadas.
• Segundo Morales (1994) um grupo de teóricos pré-
experimentais cujos expoentes principais foram LeBon,
McDougall e Freud, defendia que os grupos se
caracterizam realmente por uma psicologia diferente,
impossível de reduzir à psicologia do membro individual
mas igualmente real. Postulavam alguma versão da
idéia segundo a qual nos contextos grupais ou
coletivos os indivíduos eram possuídos por uma
mente de grupo que transformava de forma
qualitativa sua psicologia e sua conduta.
Poder e influencia dos grupos
• Pressões de uniformidade se exercem mediante a
interação social na qual os membros tentam modificar
suas crenças, atitudes e ações de forma mútua.
• Existe um jogo de papeis
• Haverá sempre uma dinâmica própria de poder que é a
contradição entre a mudança e a resistência a mudança.
Processos implicados no rendimento
grupal.
• O sentimento de pertença , de ser importante, de ter um
grupo de amigos com objetivos comuns é provavelmente
um conjunto de variáveis que pode influenciar
definitivamente o exito ou o fracasso de um
empreendimento.
No Brasil este termo foi utilizado pelo Prof.
Pierre Weil em 1960 o qual introduziu o
Laboratório de Sensibilidade Social, com
objetivo desenvolver a qualidade de atuação
do indivíduo como membro de um grupo e
como lider.
“Grupo” ?
Durante as técnicas de dinâmica de grupo estes
fatores emergem
o tempo todo e é importante entender que sob
este aspecto não há certo ou errado. O
indivíduo vem para o grupo com todas os seus
“aspectos” individuais.
Podemos dizer que é um instrumento que
põe em movimento um grupo de pessoas
através de situações de ensaios da
realidade, que permitirão expressões
espontâneas de sentimentos e atitudes,
muitas vezes levando a pessoa a uma
melhor compreensão de sí mesma.
O que é uma técnica de
dinâmica de Grupo?
Técnica de Dinâmica de Grupo
O aspecto ludico nos remete a
espontaneidade, ao improviso e ao
ensaio da realidade.
Favorece a expressão espontânea das
pessoas, o que nos permite a observação
de atitudes com menor probabilidade
de simulação.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Aula 3 - Personalidade e Processos Psicológicos Básicos
Aula 3 -  Personalidade e Processos Psicológicos BásicosAula 3 -  Personalidade e Processos Psicológicos Básicos
Aula 3 - Personalidade e Processos Psicológicos Básicos
Felipe Saraiva Nunes de Pinho
 
Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.
Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.
Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.
Alexandre Simoes
 
Fundamentos de psicopatologia
Fundamentos de psicopatologiaFundamentos de psicopatologia
Fundamentos de psicopatologia
UNICEP
 
Diferentes abordagens da psicologia
Diferentes abordagens da psicologiaDiferentes abordagens da psicologia
Diferentes abordagens da psicologia
Rita Cristiane Pavan
 

Mais procurados (20)

Definições e conceitos básicos em análise do comportamento
Definições e conceitos básicos em análise do comportamentoDefinições e conceitos básicos em análise do comportamento
Definições e conceitos básicos em análise do comportamento
 
Psicologia organizacional e do trabalho
Psicologia organizacional e do trabalhoPsicologia organizacional e do trabalho
Psicologia organizacional e do trabalho
 
Psicologia hospitalar
Psicologia hospitalarPsicologia hospitalar
Psicologia hospitalar
 
A clínica psicológica do trabalho
A clínica psicológica do trabalhoA clínica psicológica do trabalho
A clínica psicológica do trabalho
 
Aula 3 - Personalidade e Processos Psicológicos Básicos
Aula 3 -  Personalidade e Processos Psicológicos BásicosAula 3 -  Personalidade e Processos Psicológicos Básicos
Aula 3 - Personalidade e Processos Psicológicos Básicos
 
Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidade
Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidadeSaúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidade
Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidade
 
Emoções e sentimentos.pptx
Emoções e sentimentos.pptxEmoções e sentimentos.pptx
Emoções e sentimentos.pptx
 
Introdução à psicopatologia
Introdução à psicopatologiaIntrodução à psicopatologia
Introdução à psicopatologia
 
Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.
Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.
Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.
 
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCC
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCCIdentificando e mudando as crenças intermediárias - TCC
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCC
 
Psicologia humanista
Psicologia humanistaPsicologia humanista
Psicologia humanista
 
psicologia social
psicologia socialpsicologia social
psicologia social
 
Como cuidar da minha saúde mental?
Como cuidar da minha saúde mental?Como cuidar da minha saúde mental?
Como cuidar da minha saúde mental?
 
Aula 01 o behaviorismo radical e a psicologia como ciência.ppt
Aula 01 o behaviorismo radical e a psicologia como ciência.pptAula 01 o behaviorismo radical e a psicologia como ciência.ppt
Aula 01 o behaviorismo radical e a psicologia como ciência.ppt
 
Grupo E Seus FenôMenos ContribuiçãO Da Psicologia
Grupo E Seus FenôMenos  ContribuiçãO Da PsicologiaGrupo E Seus FenôMenos  ContribuiçãO Da Psicologia
Grupo E Seus FenôMenos ContribuiçãO Da Psicologia
 
Psicologia social
Psicologia socialPsicologia social
Psicologia social
 
Humanismo Carl Rogers
Humanismo Carl RogersHumanismo Carl Rogers
Humanismo Carl Rogers
 
Fundamentos de psicopatologia
Fundamentos de psicopatologiaFundamentos de psicopatologia
Fundamentos de psicopatologia
 
Pichón rivière
Pichón rivièrePichón rivière
Pichón rivière
 
Diferentes abordagens da psicologia
Diferentes abordagens da psicologiaDiferentes abordagens da psicologia
Diferentes abordagens da psicologia
 

Semelhante a Teoria e técnica de dinâmica de grupo

Sessao 1 pso ecm d pl
Sessao 1 pso ecm d plSessao 1 pso ecm d pl
Sessao 1 pso ecm d pl
Andreecm
 
O Consumidor Na Sociedade Comportamento Do Consumidor Eliane Karsaklian
O Consumidor Na Sociedade     Comportamento Do Consumidor   Eliane KarsaklianO Consumidor Na Sociedade     Comportamento Do Consumidor   Eliane Karsaklian
O Consumidor Na Sociedade Comportamento Do Consumidor Eliane Karsaklian
mktmkt
 
Din mica de_grupo__apostila
Din mica de_grupo__apostilaDin mica de_grupo__apostila
Din mica de_grupo__apostila
Solange Montosa
 
Apoio cp5 a_b
Apoio cp5 a_bApoio cp5 a_b
Apoio cp5 a_b
profisa70
 
Resumo Relações Interpessoais
Resumo Relações InterpessoaisResumo Relações Interpessoais
Resumo Relações Interpessoais
Jorge Barbosa
 
Resumo relações interpessoais
Resumo relações interpessoaisResumo relações interpessoais
Resumo relações interpessoais
Jorge Barbosa
 
25 08-1022-56-47 adm-teleaula3_apresentacao
25 08-1022-56-47 adm-teleaula3_apresentacao25 08-1022-56-47 adm-teleaula3_apresentacao
25 08-1022-56-47 adm-teleaula3_apresentacao
digosdigos
 

Semelhante a Teoria e técnica de dinâmica de grupo (20)

Sessao 1 pso ecm d pl
Sessao 1 pso ecm d plSessao 1 pso ecm d pl
Sessao 1 pso ecm d pl
 
O Consumidor Na Sociedade Comportamento Do Consumidor Eliane Karsaklian
O Consumidor Na Sociedade     Comportamento Do Consumidor   Eliane KarsaklianO Consumidor Na Sociedade     Comportamento Do Consumidor   Eliane Karsaklian
O Consumidor Na Sociedade Comportamento Do Consumidor Eliane Karsaklian
 
Processos Grupais - Aula de Ética e Humanização em Saúde
Processos Grupais - Aula de  Ética e Humanização em SaúdeProcessos Grupais - Aula de  Ética e Humanização em Saúde
Processos Grupais - Aula de Ética e Humanização em Saúde
 
DINÂMICA de GRUPO.pptx
DINÂMICA de GRUPO.pptxDINÂMICA de GRUPO.pptx
DINÂMICA de GRUPO.pptx
 
Apostila relações interpessoais e ética profissional
Apostila relações interpessoais e ética profissionalApostila relações interpessoais e ética profissional
Apostila relações interpessoais e ética profissional
 
A organização como contexto social e desenvolvimento cognitivo
A organização como contexto social e desenvolvimento cognitivoA organização como contexto social e desenvolvimento cognitivo
A organização como contexto social e desenvolvimento cognitivo
 
12.2 relaes interpessoais
12.2 relaes interpessoais12.2 relaes interpessoais
12.2 relaes interpessoais
 
Interação social e papéis sociais
Interação social e papéis sociaisInteração social e papéis sociais
Interação social e papéis sociais
 
Din mica de_grupo__apostila
Din mica de_grupo__apostilaDin mica de_grupo__apostila
Din mica de_grupo__apostila
 
Apoio cp5 a_b
Apoio cp5 a_bApoio cp5 a_b
Apoio cp5 a_b
 
Resumo Relações Interpessoais
Resumo Relações InterpessoaisResumo Relações Interpessoais
Resumo Relações Interpessoais
 
Resumo relações interpessoais
Resumo relações interpessoaisResumo relações interpessoais
Resumo relações interpessoais
 
Introdução ao Estudo do Indivíduo nos Grupos
Introdução ao Estudo do Indivíduo nos GruposIntrodução ao Estudo do Indivíduo nos Grupos
Introdução ao Estudo do Indivíduo nos Grupos
 
Aula 01; Kurt Lewin (1).pptx
Aula 01; Kurt Lewin (1).pptxAula 01; Kurt Lewin (1).pptx
Aula 01; Kurt Lewin (1).pptx
 
Curso de chefia e liderança parte 6/6
Curso de chefia e liderança   parte 6/6Curso de chefia e liderança   parte 6/6
Curso de chefia e liderança parte 6/6
 
Comportamento organizacional
Comportamento organizacionalComportamento organizacional
Comportamento organizacional
 
As 5 etapas da transformação cultural
As 5 etapas da transformação culturalAs 5 etapas da transformação cultural
As 5 etapas da transformação cultural
 
Interação Social
Interação SocialInteração Social
Interação Social
 
Atividade psicologia institucional e processo grupal cap 15
Atividade psicologia institucional e processo grupal   cap 15Atividade psicologia institucional e processo grupal   cap 15
Atividade psicologia institucional e processo grupal cap 15
 
25 08-1022-56-47 adm-teleaula3_apresentacao
25 08-1022-56-47 adm-teleaula3_apresentacao25 08-1022-56-47 adm-teleaula3_apresentacao
25 08-1022-56-47 adm-teleaula3_apresentacao
 

Último

OFICINA - CAFETERIA DAS HABILIDADES.pdf_20240516_002101_0000.pdf
OFICINA - CAFETERIA DAS HABILIDADES.pdf_20240516_002101_0000.pdfOFICINA - CAFETERIA DAS HABILIDADES.pdf_20240516_002101_0000.pdf
OFICINA - CAFETERIA DAS HABILIDADES.pdf_20240516_002101_0000.pdf
AndriaNascimento27
 
INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]
INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]
INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]
ESCRIBA DE CRISTO
 
O QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkkO QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
LisaneWerlang
 
manual-de-introduc3a7c3a3o-ao-direito-25-10-2011.pdf
manual-de-introduc3a7c3a3o-ao-direito-25-10-2011.pdfmanual-de-introduc3a7c3a3o-ao-direito-25-10-2011.pdf
manual-de-introduc3a7c3a3o-ao-direito-25-10-2011.pdf
rarakey779
 
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdfGRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
rarakey779
 
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdfManual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Pastor Robson Colaço
 

Último (20)

Curso de Direito do Trabalho - Maurício Godinho Delgado - 2019.pdf
Curso de Direito do Trabalho - Maurício Godinho Delgado - 2019.pdfCurso de Direito do Trabalho - Maurício Godinho Delgado - 2019.pdf
Curso de Direito do Trabalho - Maurício Godinho Delgado - 2019.pdf
 
Poema - Reciclar é preciso
Poema            -        Reciclar é precisoPoema            -        Reciclar é preciso
Poema - Reciclar é preciso
 
Apresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimento
Apresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimentoApresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimento
Apresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimento
 
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdfHans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
 
OFICINA - CAFETERIA DAS HABILIDADES.pdf_20240516_002101_0000.pdf
OFICINA - CAFETERIA DAS HABILIDADES.pdf_20240516_002101_0000.pdfOFICINA - CAFETERIA DAS HABILIDADES.pdf_20240516_002101_0000.pdf
OFICINA - CAFETERIA DAS HABILIDADES.pdf_20240516_002101_0000.pdf
 
22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa
22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa
22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa
 
INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]
INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]
INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]
 
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptxAULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
AULA Saúde e tradição-3º Bimestre tscqv.pptx
 
O QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkkO QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
 
Desastres ambientais e vulnerabilidadess
Desastres ambientais e vulnerabilidadessDesastres ambientais e vulnerabilidadess
Desastres ambientais e vulnerabilidadess
 
América Latina: Da Independência à Consolidação dos Estados Nacionais
América Latina: Da Independência à Consolidação dos Estados NacionaisAmérica Latina: Da Independência à Consolidação dos Estados Nacionais
América Latina: Da Independência à Consolidação dos Estados Nacionais
 
manual-de-introduc3a7c3a3o-ao-direito-25-10-2011.pdf
manual-de-introduc3a7c3a3o-ao-direito-25-10-2011.pdfmanual-de-introduc3a7c3a3o-ao-direito-25-10-2011.pdf
manual-de-introduc3a7c3a3o-ao-direito-25-10-2011.pdf
 
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
 
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
 
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdfExercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
 
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de.    Maio laranja dds.pptxCampanha 18 de.    Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
 
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdfGRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
 
Apresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantil
Apresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantilApresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantil
Apresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantil
 
Eurodeputados Portugueses 2019-2024 (nova atualização)
Eurodeputados Portugueses 2019-2024 (nova atualização)Eurodeputados Portugueses 2019-2024 (nova atualização)
Eurodeputados Portugueses 2019-2024 (nova atualização)
 
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdfManual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
 

Teoria e técnica de dinâmica de grupo

  • 1. Free Powerpoint Templates TEORIAS E TÉCNICAS DE GRUPOS Prof. Maria Sara de Lima Dias
  • 2. Grupos, organizações e instituições • A vida humana é grupal, está relacionada a estar sempre em convivência com o outro, sendo assim é necessária que existam regras para que a vida em grupo se torne possível. • Às vezes um comportamento pode se manifestar inadequado em um determinado contexto, porque o seu emissor estava utilizando como referência um grupo distinto àquele com o qual está interagindo momentaneamente.
  • 3. O ser humano tem necessidades fisiológicas, psicológicas, sociais e espirituais que devem ser satisfeitas para que sobreviva. Sua capacidade de adaptação ao meio ambiente, que está em constante mudança, depende de sua habilidade em identificar, examinar e enfrentar problemas. Essa capacidade varia de indivíduo para indivíduo e em um mesmo indivíduo, de época para época.
  • 4. CHAVES; IDE (1995) definem identidade social como o conjunto de cognições que o indivíduo tem sobre si mesmo, decorrentes do relacionamento com as outras pessoas, ou a resposta que se dá às perguntas: "quem sou eu"?. "quem é você?" e "quem é êle?'. Consideram que dentre as necessidades psicosociais básicas, a estima é a que se relaciona mais diretamente com a identidade social, por implicar na avaliação da pessoa e no contato com seus semelhantes. IDENTIDADE SOCIAL
  • 5. Grupo de referência Aquele no qual o indivíduo é motivado a manter relações. Quando um grupo de relações (p.ex. colegas de trabalho), torna-se um grupo de referência, este passa a desempenhar um papel normativo no comportamento do indivíduo. Vale salientar, ainda, que um grupo normativo tem a função de imprimir aos seus membros valores e normas amplamente compartilhadas pela sociedade. ( Zanelli, BorgesAndrade, Bastos e Cols. P.358)
  • 6. Definição e características dos grupos Embora todos conheçamos grupos e pertençamos a vários deles, é mais fácil descrever um grupo que defini-lo. Uma definição que tem se mostrado adequada é a de que um grupo é um conjunto formado por duas ou mais pessoas que para atingir determinado(s) objetivo(s) necessita algum tipo de interação, durante um intervalo de tempo relativamente longo, sem o qual seria mais difícil ou impossível obter o êxito desejado. Ou dito de outro modo, um conjunto de pessoas se caracterizará mais fortemente como grupo segundo as seguintes condições: a) quanto menor for o número de seus membros; b) quanto maior for a interação entre os seus membros; c) quanto maior for a sua história e d) quanto mais perspectiva de futuro partilhado seja percebido pelos seus membros. Definições funcionais que pretendem apenas compreender o processo que se estabelece em uma relação na qual se pode dizer que existe um grupo.
  • 7. GRUPO SOCIAL Conjunto de indivíduos que interagem uns com os outros durante certo período de tempo. Se dividem em : • Grupos primários - família, amigos, amigos de infância, de escola, ou seja, pessoas com quem o indivíduo interaja mais pessoalmente. • Grupos Secundários - Colegas em geral, vizinhos, professores, patrões, motoristas, secretárias, ou seja, pessoas que o indivíduo trata de maneira impessoal por não ter pouco ou nenhum contato íntimo, restrito.
  • 8. Características dos grupos  Normas  Pertencer ao grupo implica em se submeter às suas regras e normas. Para isto são também estabelecidos prêmios e castigos.  As organizações não fogem à regra, ali também os grupos existem e constituem a matéria prima do seu desenvolvimento.  Em duas organizações que têm mesmo objetivo, como dois colégios, duas lojas comerciais ou duas fábricas de automóveis, muitas vezes o que vai diferenciar uma da outra é a maneira como as normas grupais foram estabelecidas.
  • 9. Todos esses componentes influem na definição de normas de funcionamento e concomitante estabelecimento do clima do grupo. Pessoas valores Filosofia e orientação de vida Conhecimento mutuo Base para Normas coletivas, tácitas e explicitas na dinamica
  • 10. Funcionamento do Grupo Comportamento grupal Desempenho grupal Produtos individuais Valores Normas Sentimentos Cultura do grupo Clima do grupo Objetivos Motivação Comunicação Processo decisório Relacionamento Liderança Inovação Individualização Sinergia Produtividade Satisfação
  • 11. Interação grupo x comportamento • Em que medida o seu comportamento representa a sua individualidade ou reflete as características do seu grupo. • São as duas coisas. Somos fruto de nossa personalidade, porém somos ao mesmo tempo resultado da interação dessa personalidade com os grupos a que pertencemos, aos quais valoramos. • Todos queremos aparecer bem ante os demais. A questão é que não a todos os demais e sim àqueles que elegemos como mais importantes para nós.
  • 12. O grupo é maior do que os indivíduos • Para administrar pessoas, possuir uma visão global ou sistêmica é o caminho mais adequado para conseguir estabelecer padrões de comportamento desejáveis em uma organização. • Compreendendo que os grupos existem, que estabelecem normas de convivência e que estas normas podem ir a favor ou em contra dos objetivos organizacionais.
  • 13. Dinâmica dos Grupos • A expressão “Dinâmica de Grupo” foi criada por Kurt Lewin, ele utilizou pela primeira vez este termo em meados dos anos 40. • Para Lewin toda dinâmica de grupo é a resultante do conjunto das interações no interior de um espaço psico-social • A explicação dos fenômenos grupais não está nos aspectos singulares dos elementos, mas nas múltiplas interações que se produzem entre os elementos da situação social, assim como no próprio momento em que são observados e interpretados • O ambiente social contribui para a formação e transformação das atitudes coletivas favorecendo, ou inibindo, as tendências sociais já adquiridas
  • 14. Influência social Os anos iniciais do século passado foram tomados por enormes discussões entre os sociólogos e psicólogos de então sobre se de fato existiam os grupos, se estes eram determinantes para o comportamento; se existia alguma entidade supra-individual formada pela interação entre os indivíduos, ou se os indivíduos eram quem determinavam em última instância os comportamentos.
  • 15. Influência social Variavam as opiniões de um extremo a outro. Alguns defendiam que a sociedade era basicamente constituída por grupos, e que seria a partir desses grupos que se poderia modificá-la de maneira a ser mais ética, justa e equilibrada; ou que os grupos constituíram uma espécie de força própria, de consciência coletiva que suplantaria, em determinadas circunstâncias a consciência individual, como Dukheim, Tarde, Le Bon e McDougall ou, como se posicionava Floyd Allport. No outro extremo, se existia unicamente o indivíduo e como tal todo o comportamento e toda a sociedade somente poderia ser explicada através dele, considerando o seu processo de aprendizagem, individual e intransferível (Álvaro, & Garrido,2003).
  • 16. • McDougall (1987) chama atenção para o contraditório que existe na participação na vida grupal, já que, se por um lado degrada a pessoa, como afirmava Le Bon, por outro a eleva a sua máxima potencialidade como ser humano. • McDougall pensa encontrar na organização do grupo a solução. Quando o grupo está organizado, e não é simplesmente uma multidão, as tendências degradantes são minimizadas.
  • 17. • Segundo Morales (1994) um grupo de teóricos pré- experimentais cujos expoentes principais foram LeBon, McDougall e Freud, defendia que os grupos se caracterizam realmente por uma psicologia diferente, impossível de reduzir à psicologia do membro individual mas igualmente real. Postulavam alguma versão da idéia segundo a qual nos contextos grupais ou coletivos os indivíduos eram possuídos por uma mente de grupo que transformava de forma qualitativa sua psicologia e sua conduta.
  • 18. Poder e influencia dos grupos • Pressões de uniformidade se exercem mediante a interação social na qual os membros tentam modificar suas crenças, atitudes e ações de forma mútua. • Existe um jogo de papeis • Haverá sempre uma dinâmica própria de poder que é a contradição entre a mudança e a resistência a mudança.
  • 19. Processos implicados no rendimento grupal. • O sentimento de pertença , de ser importante, de ter um grupo de amigos com objetivos comuns é provavelmente um conjunto de variáveis que pode influenciar definitivamente o exito ou o fracasso de um empreendimento.
  • 20. No Brasil este termo foi utilizado pelo Prof. Pierre Weil em 1960 o qual introduziu o Laboratório de Sensibilidade Social, com objetivo desenvolver a qualidade de atuação do indivíduo como membro de um grupo e como lider.
  • 21. “Grupo” ? Durante as técnicas de dinâmica de grupo estes fatores emergem o tempo todo e é importante entender que sob este aspecto não há certo ou errado. O indivíduo vem para o grupo com todas os seus “aspectos” individuais.
  • 22. Podemos dizer que é um instrumento que põe em movimento um grupo de pessoas através de situações de ensaios da realidade, que permitirão expressões espontâneas de sentimentos e atitudes, muitas vezes levando a pessoa a uma melhor compreensão de sí mesma. O que é uma técnica de dinâmica de Grupo?
  • 23. Técnica de Dinâmica de Grupo O aspecto ludico nos remete a espontaneidade, ao improviso e ao ensaio da realidade. Favorece a expressão espontânea das pessoas, o que nos permite a observação de atitudes com menor probabilidade de simulação.