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D R A . M A R I A A U XI L I A D O R A M O T TA B A R R E TO
PROCESSO GRUPAL
 Vida cotidiana = vida em grupo  tempo todo nos relacionando com
outras pessoas.
 Mesmo sozinhos, a referência são os outros: amigos, próxima atividade
que, provavelmente, envolverá mais de uma pessoa, o namoro, a família.
 Raramente uma pessoa vive completamente isolada e mesmo um eremita
levará, para o exílio voluntário, suas lembranças, seu conhecimento, sua
cultura.
 Por encontrarmos determinantes sociais em qualquer circunstância
humana, podemos afirmar que toda Psicologia é, no fundo, uma
Psicologia Social.
 As pessoas precisam combinar algumas regras para viverem
juntas  se estiver num ponto de ônibus às cinco horas da
tarde, é preciso ter alguma certeza de que ele passará por ali
mais ou menos neste horário, para não perder aula
 Dependemos do outro em nosso cotidiano. Um funcionário
precisou abrir o portão da escola, cujas dependências já
estavam devidamente limpas; um professor os espera; ao
chegar à escola, encontra colegas que também têm aulas no
mesmo horário. A esse tipo de regularidade normatizada pela
vida em grupo, chamamos de institucionalização.
A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA REALIDADE
 “instituição” = O termo é utilizado, de forma corriqueira, para
designar o local onde se presta um determinado tipo de serviço
— geralmente público, como os serviços de saúde e social.
 Freqüentemente ouvimos alguém mencionar que trabalha na
instituição tal, ou somos orientados a procurar determinada
instituição para resolver um tipo de problema - hospitais e
centros de saúde, ou locais que atendem a crianças e
adolescentes.
 Outro emprego = determinadas organizações sociais, como a
família —“A família é uma instituição modelar”
 # do empregado no texto
O PROCESSO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO
 O processo de institucionalização começa com o estabelecimento
de regularidades comportamentais (Berger e Luckmann).
 As pessoas vão descobrindo a forma mais rápida, simples e
econômica de desempenhar as tarefas do cotidiano.
 homem primitivo: no momento em que começou a ter
consciência da realidade que o cercava, passou a estabelecer
essas regularidades – pesca – formas práticas que garantissem a
maior eficiência possível na realização da tarefa.
 um hábito se estabelece quando uma dessas formas repete-se muitas
vezes. Um hábito estabelecido, com o passar do tempo e das gerações,
transforma-se em tradição
 A tradição se impõe porque é uma herança dos antepassados. Se
eles determinaram que essa é a melhor forma, é porque tinham
alguma razão...
 Após muitas gerações, a regra estabelecida perde essa referência de
origem (o grupo de antepassados), e pode-se dizer que essa regra
social foi institucionalizada.
 A monogamia pode ser considerada uma dessas instituições.
 As sociedades primitivas não a conheciam - casamentos eram poligâmicos.
 surge, na Grécia antiga e no Oriente Médio com o estabelecimento da
propriedade privada e a descoberta da paternidade biológica.
 Povos primitivos, o papel de pai era atribuído ao irmão materno mais velho;
as famílias eram matrilineares (baseadas na linhagem materna).
 O surgimento das cidades, da propriedade privada e a descoberta da
paternidade biológica colocavam o homem da época diante de uma questão: a
herança - os homens que acumulavam riquezas durante sua vida não tinham
para quem deixá-las.
 A família paterlinear e o casamento monogâmico foi a forma de organização
encontrada - perpetuar a propriedade através da herança. O filho passou a ser
o herdeiro dos bens paternos  os homens proprietários passaram a
estabelecer, como regra, que suas mulheres deveriam manter relações sexuais
somente com eles (em função da descoberta do funcionamento da paternidade
biológica) e, assim, teriam certeza de que o filho lhes pertencia.
 Hoje, se questionada sobre a monogamia, qualquer pessoa de
nossa sociedade dirá que o casamento se dá desta forma
porque “é natural”.
 Ainda há culturas, como a muçulmana, que não adotam a monogamia como
regra e, mesmo assim, alguém da cultura ocidental continuará considerando
a monogamia natural.
 A este fenômeno chamamos de instituição.
INSTITUIÇÕES,
ORGANIZAÇÕES E GRUPOS
 A instituição é um valor ou regra social reproduzida no cotidiano com
estatuto de verdade, que serve como guia básico de comportamento e de
padrão ético para as pessoas, em geral.
 Se a instituição é o corpo de regras e valores, a base concreta da
sociedade é a organização.
 As organizações representam o aparato que reproduz o quadro de instituições no
cotidiano da sociedade.
 A organização pode ser um complexo organizacional — um Ministério,
como, por exemplo, o Ministério da Saúde; uma Igreja, como a
Católica; uma grande empresa, como a Volkswagen do Brasil; ou pode
estar reduzida a um pequeno estabelecimento, como uma creche de uma
entidade filantrópica.
 As instituições sociais são mantidas e reproduzidas nas
organizações.
 A organização é o pólo prático das instituições.
 Grupo = elemento que completa a dinâmica de construção
social da realidade — o lugar onde a instituição se realiza.
 Se a instituição constitui o campo dos valores e das regras (um
campo abstrato), e se a organização é a forma de materialização
destas regras através da produção social, o grupo, por sua vez,
realiza as regras e promove os valores.
 O grupo é o sujeito que reproduz e que reformula as regras.
 É responsável pela produção dentro das organizações e pela
singularidade — ora controlado, submetido de forma acrítica a
essas regras e valores, ora sujeito da transformação, da
rebeldia, da produção do novo.
A IMPORTÂNCIA DO
ESTUDO DOS GRUPOS
 primeiros estudos sobre grupos - final do século 19
 Um dos primeiros pesquisadores deste assunto foi Gustav Le
Bon
 O que se perguntava no campo da Psicologia era o que levaria
uma multidão a seguir a orientação de um líder mesmo que
fosse preciso colocar em risco a própria vida.
 Hitler – hipnotismo coletivo , Jim Jones – suicídio coletivo
 nem sempre os episódios de mobilização popular podem ser
considerados um fenômeno irracional em que as pessoas perdem
momentaneamente sua capacidade de discernir a realidade,
ficando à mercê de um líder carismático que, na verdade,
tenciona manipulá-las em função de interesses particulares ou
políticos.
 em diversas ocasiões, as pessoas se unem e formam massas compactas
muito organizadas e autônomas, com objetivos claros e racionais.
 Um exemplo: Diretas Já, episódio importante para a queda da ditadura militar.
 Mas com grupos menores, com objetivos claramente definidos é que se
desenvolveu a pesquisa de grupos (a partir de 1930)
 Kurt Lewin — professor alemão refugiado do nazismo, nos EUA –
desenvolveu a primeira teoria consistente sobre grupos.
 também influenciou o desenvolvimento de uma teoria organizacional
psicológica que, nas empresas, é aplicada no estudo das relações
humanas no trabalho.
 Na década de 30, Elton Mayo realizou uma pesquisa que se tornaria o
paradigma dos estudos motivacionais na área organizacional.
 Relevância do fenômeno das relações interpessoais (entre os
operários, entre os operários e a administração) - prioridade ao estudo
da organização social do grupo de trabalho, das relações sociais entre
o supervisor e os subordinados, dos padrões informais que dirigem o
comportamento dos participantes num grupo de trabalho, dos motivos
e das atitudes dos operários no contexto do grupo.
A DINÂMICA DOS GRUPOS
 temas comuns na dinâmica grupal:
 coesão do grupo (condições necessárias para a sua manutenção);
 pressões e padrão do grupo (argumentos reais ou imaginários,
manifestos ou velados que seus membros utilizam para garantir a
fidelidade dos demais aos objetivos do grupo e ao padrão de conduta
estabelecido);
 motivos individuais e objetivos do grupo (elementos que garantem
fidelidade e que estão relacionados com a escolha que cada indivíduo
faz ao decidir participar de um grupo);
 liderança e realização do grupo (força de convencimento — carisma —
exercida por um ou mais indivíduos sobre os outros e o tipo de
atividade exercida pelo grupo);
 as propriedades estruturais dos grupos (padrões de comunicação,
desempenho de papéis, relações de poder etc.).
 as pessoas vivem, em nossa sociedade, em campos institucionalizados =
moram com suas famílias, vão à escola, ao emprego, à igreja, ao clube;
convivem com grupos informais, como o grupo de amigos da rua, do bar,
do centro acadêmico ou grêmio estudantil etc.
 Em alguns casos, a institucionalização nos obriga a conviver com pessoas
que não escolhemos.
 Solidariedade mecânica = forma de convívio que independe da nossa
escolha
 Solidariedade orgânica = forma de convívio na qual nos afiliamos a um
grupo porque escolhemos nossos pares
 Nos grupos em que predomina a solidariedade mecânica, geralmente formam-
se subgrupos que se caracterizam pela solidariedade orgânica, como é o caso
das “panelinhas” em sala de aula ou do grupo de amigos no trabalho
O grupo
 Grupo = um todo dinâmico
 o que significa dizer que ele é mais que a simples soma de seus
membros),
 a mudança no estado de qualquer subparte modifica o estado do grupo
como um todo.
 se caracteriza pela reunião de um número de pessoas com um
determinado objetivo, compartilhado por todos os seus membros, que
podem desempenhar diferentes papéis para a execução desse objetivo.
 Quando um grupo se estabelece, os fenômenos grupais passam a
atuar sobre as pessoas individualmente e sobre o grupo, ao que
chamamos de processo grupal.
 A coesão é a forma encontrada pelos grupos para que seus membros sigam as
regras estabelecidas.
 É a “certeza” da fidelidade dos membros
 Grupos com baixo grau de coesão tendem a se dissolver, como geralmente acontece
com associações de pais em colégios.
 Além de reunirem-se eventualmente, poucos membros participam das reuniões
 A fidelidade ao grupo dependerá do tipo de pressão exercida pelo grupo em
relação aos novatos e aos outros membros
 Os motivos individuais são importantes para a adesão ao grupo.
 Alguém que pretenda ingressar num grupo jovem de góticos está se dispondo,
individualmente, a mudar o seu modo de ser.
 as diferenças individuais são admitidas desde que não interfiram nos objetivos
centrais do grupo, na sua idéia central ou nas suas características básicas.
A questão da liderança
 Lewin argumentava que o clima democrático, autoritário ou o
laissez-faire dependiam da vocação do grupo e do estabelecimento
de lideranças que os viabilizassem.
 os grupos democráticos são, a longo prazo, os mais eficientes.
 Já os autoritários têm uma eficiência imediata. Mas são pouco produtivos, pois
funcionam a partir da demanda do líder, e seus membros são, geralmente,
cumpridores de tarefas.
 Os grupos democráticos exigem maior participação de todos os membros, que
dividem a responsabilidade da realização da tarefa cora sua liderança.
GRUPOS OPERATIVOS
 Pichon-Rivière, francês radicado na Argentina, desenvolveu
uma abordagem de trabalho em grupo - “Grupos Operativos”.
 De acordo com o psicólogo Saidon, estudioso da obra de
Pichon-Rivière,
 “o grupo operativo se caracteriza por estar centrado, de forma explícita, em uma
tarefa que pode ser o aprendizado, a cura (no caso da psicoterapia), o diagnóstico de
dificuldades etc. Sob essa tarefa, existe outra implícita subjacente à primeira, que
aponta para a ruptura das estereotipias que dificultam o aprendizado e a
comunicação”
 configura-se como um modo de intervenção,
organização e resolução de problemas grupais, baseado
em uma teoria consistente, desenvolvida por Pichon-
Rivière e conhecida como Teoria do Vínculo.
 Tal abordagem transformou-se num poderoso
instrumento de intervenção
 Silvia Lane - categorias de produção grupal:
 1. Categoria de produção — produção das relações grupais..
 2. Categoria de dominação — os grupos tendem a reproduzir as
formas sociais de dominação.
 3. Categoria grupo-sujeito — trata-se do nível de resistência à
mudança apresentada pelo grupo. Grupos com capacidade de
crescimento através da mudança, são considerados grupos-sujeitos. Os
grupos que se submetem cegamente às normas institucionais e
apresentam muita dificuldade para a mudança são os grupos-sujeitados
Finalizando
 O conhecimento da dinâmica grupal facilita a adaptação a
qualquer grupo
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individualidade dos membros em interface com os
objetivos do grupo

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Grupos

  • 1. D R A . M A R I A A U XI L I A D O R A M O T TA B A R R E TO PROCESSO GRUPAL
  • 2.  Vida cotidiana = vida em grupo  tempo todo nos relacionando com outras pessoas.  Mesmo sozinhos, a referência são os outros: amigos, próxima atividade que, provavelmente, envolverá mais de uma pessoa, o namoro, a família.  Raramente uma pessoa vive completamente isolada e mesmo um eremita levará, para o exílio voluntário, suas lembranças, seu conhecimento, sua cultura.  Por encontrarmos determinantes sociais em qualquer circunstância humana, podemos afirmar que toda Psicologia é, no fundo, uma Psicologia Social.
  • 3.  As pessoas precisam combinar algumas regras para viverem juntas  se estiver num ponto de ônibus às cinco horas da tarde, é preciso ter alguma certeza de que ele passará por ali mais ou menos neste horário, para não perder aula  Dependemos do outro em nosso cotidiano. Um funcionário precisou abrir o portão da escola, cujas dependências já estavam devidamente limpas; um professor os espera; ao chegar à escola, encontra colegas que também têm aulas no mesmo horário. A esse tipo de regularidade normatizada pela vida em grupo, chamamos de institucionalização.
  • 4. A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA REALIDADE  “instituição” = O termo é utilizado, de forma corriqueira, para designar o local onde se presta um determinado tipo de serviço — geralmente público, como os serviços de saúde e social.  Freqüentemente ouvimos alguém mencionar que trabalha na instituição tal, ou somos orientados a procurar determinada instituição para resolver um tipo de problema - hospitais e centros de saúde, ou locais que atendem a crianças e adolescentes.  Outro emprego = determinadas organizações sociais, como a família —“A família é uma instituição modelar”  # do empregado no texto
  • 5. O PROCESSO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO  O processo de institucionalização começa com o estabelecimento de regularidades comportamentais (Berger e Luckmann).  As pessoas vão descobrindo a forma mais rápida, simples e econômica de desempenhar as tarefas do cotidiano.  homem primitivo: no momento em que começou a ter consciência da realidade que o cercava, passou a estabelecer essas regularidades – pesca – formas práticas que garantissem a maior eficiência possível na realização da tarefa.
  • 6.  um hábito se estabelece quando uma dessas formas repete-se muitas vezes. Um hábito estabelecido, com o passar do tempo e das gerações, transforma-se em tradição  A tradição se impõe porque é uma herança dos antepassados. Se eles determinaram que essa é a melhor forma, é porque tinham alguma razão...  Após muitas gerações, a regra estabelecida perde essa referência de origem (o grupo de antepassados), e pode-se dizer que essa regra social foi institucionalizada.
  • 7.  A monogamia pode ser considerada uma dessas instituições.  As sociedades primitivas não a conheciam - casamentos eram poligâmicos.  surge, na Grécia antiga e no Oriente Médio com o estabelecimento da propriedade privada e a descoberta da paternidade biológica.  Povos primitivos, o papel de pai era atribuído ao irmão materno mais velho; as famílias eram matrilineares (baseadas na linhagem materna).  O surgimento das cidades, da propriedade privada e a descoberta da paternidade biológica colocavam o homem da época diante de uma questão: a herança - os homens que acumulavam riquezas durante sua vida não tinham para quem deixá-las.  A família paterlinear e o casamento monogâmico foi a forma de organização encontrada - perpetuar a propriedade através da herança. O filho passou a ser o herdeiro dos bens paternos  os homens proprietários passaram a estabelecer, como regra, que suas mulheres deveriam manter relações sexuais somente com eles (em função da descoberta do funcionamento da paternidade biológica) e, assim, teriam certeza de que o filho lhes pertencia.
  • 8.  Hoje, se questionada sobre a monogamia, qualquer pessoa de nossa sociedade dirá que o casamento se dá desta forma porque “é natural”.  Ainda há culturas, como a muçulmana, que não adotam a monogamia como regra e, mesmo assim, alguém da cultura ocidental continuará considerando a monogamia natural.  A este fenômeno chamamos de instituição.
  • 9. INSTITUIÇÕES, ORGANIZAÇÕES E GRUPOS  A instituição é um valor ou regra social reproduzida no cotidiano com estatuto de verdade, que serve como guia básico de comportamento e de padrão ético para as pessoas, em geral.  Se a instituição é o corpo de regras e valores, a base concreta da sociedade é a organização.  As organizações representam o aparato que reproduz o quadro de instituições no cotidiano da sociedade.  A organização pode ser um complexo organizacional — um Ministério, como, por exemplo, o Ministério da Saúde; uma Igreja, como a Católica; uma grande empresa, como a Volkswagen do Brasil; ou pode estar reduzida a um pequeno estabelecimento, como uma creche de uma entidade filantrópica.
  • 10.  As instituições sociais são mantidas e reproduzidas nas organizações.  A organização é o pólo prático das instituições.  Grupo = elemento que completa a dinâmica de construção social da realidade — o lugar onde a instituição se realiza.  Se a instituição constitui o campo dos valores e das regras (um campo abstrato), e se a organização é a forma de materialização destas regras através da produção social, o grupo, por sua vez, realiza as regras e promove os valores.
  • 11.  O grupo é o sujeito que reproduz e que reformula as regras.  É responsável pela produção dentro das organizações e pela singularidade — ora controlado, submetido de forma acrítica a essas regras e valores, ora sujeito da transformação, da rebeldia, da produção do novo.
  • 12. A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DOS GRUPOS  primeiros estudos sobre grupos - final do século 19  Um dos primeiros pesquisadores deste assunto foi Gustav Le Bon  O que se perguntava no campo da Psicologia era o que levaria uma multidão a seguir a orientação de um líder mesmo que fosse preciso colocar em risco a própria vida.
  • 13.  Hitler – hipnotismo coletivo , Jim Jones – suicídio coletivo  nem sempre os episódios de mobilização popular podem ser considerados um fenômeno irracional em que as pessoas perdem momentaneamente sua capacidade de discernir a realidade, ficando à mercê de um líder carismático que, na verdade, tenciona manipulá-las em função de interesses particulares ou políticos.
  • 14.  em diversas ocasiões, as pessoas se unem e formam massas compactas muito organizadas e autônomas, com objetivos claros e racionais.  Um exemplo: Diretas Já, episódio importante para a queda da ditadura militar.  Mas com grupos menores, com objetivos claramente definidos é que se desenvolveu a pesquisa de grupos (a partir de 1930)  Kurt Lewin — professor alemão refugiado do nazismo, nos EUA – desenvolveu a primeira teoria consistente sobre grupos.  também influenciou o desenvolvimento de uma teoria organizacional psicológica que, nas empresas, é aplicada no estudo das relações humanas no trabalho.
  • 15.  Na década de 30, Elton Mayo realizou uma pesquisa que se tornaria o paradigma dos estudos motivacionais na área organizacional.  Relevância do fenômeno das relações interpessoais (entre os operários, entre os operários e a administração) - prioridade ao estudo da organização social do grupo de trabalho, das relações sociais entre o supervisor e os subordinados, dos padrões informais que dirigem o comportamento dos participantes num grupo de trabalho, dos motivos e das atitudes dos operários no contexto do grupo.
  • 16. A DINÂMICA DOS GRUPOS  temas comuns na dinâmica grupal:  coesão do grupo (condições necessárias para a sua manutenção);  pressões e padrão do grupo (argumentos reais ou imaginários, manifestos ou velados que seus membros utilizam para garantir a fidelidade dos demais aos objetivos do grupo e ao padrão de conduta estabelecido);  motivos individuais e objetivos do grupo (elementos que garantem fidelidade e que estão relacionados com a escolha que cada indivíduo faz ao decidir participar de um grupo);  liderança e realização do grupo (força de convencimento — carisma — exercida por um ou mais indivíduos sobre os outros e o tipo de atividade exercida pelo grupo);  as propriedades estruturais dos grupos (padrões de comunicação, desempenho de papéis, relações de poder etc.).
  • 17.  as pessoas vivem, em nossa sociedade, em campos institucionalizados = moram com suas famílias, vão à escola, ao emprego, à igreja, ao clube; convivem com grupos informais, como o grupo de amigos da rua, do bar, do centro acadêmico ou grêmio estudantil etc.  Em alguns casos, a institucionalização nos obriga a conviver com pessoas que não escolhemos.  Solidariedade mecânica = forma de convívio que independe da nossa escolha  Solidariedade orgânica = forma de convívio na qual nos afiliamos a um grupo porque escolhemos nossos pares  Nos grupos em que predomina a solidariedade mecânica, geralmente formam- se subgrupos que se caracterizam pela solidariedade orgânica, como é o caso das “panelinhas” em sala de aula ou do grupo de amigos no trabalho
  • 18. O grupo  Grupo = um todo dinâmico  o que significa dizer que ele é mais que a simples soma de seus membros),  a mudança no estado de qualquer subparte modifica o estado do grupo como um todo.  se caracteriza pela reunião de um número de pessoas com um determinado objetivo, compartilhado por todos os seus membros, que podem desempenhar diferentes papéis para a execução desse objetivo.  Quando um grupo se estabelece, os fenômenos grupais passam a atuar sobre as pessoas individualmente e sobre o grupo, ao que chamamos de processo grupal.
  • 19.  A coesão é a forma encontrada pelos grupos para que seus membros sigam as regras estabelecidas.  É a “certeza” da fidelidade dos membros  Grupos com baixo grau de coesão tendem a se dissolver, como geralmente acontece com associações de pais em colégios.  Além de reunirem-se eventualmente, poucos membros participam das reuniões  A fidelidade ao grupo dependerá do tipo de pressão exercida pelo grupo em relação aos novatos e aos outros membros  Os motivos individuais são importantes para a adesão ao grupo.  Alguém que pretenda ingressar num grupo jovem de góticos está se dispondo, individualmente, a mudar o seu modo de ser.  as diferenças individuais são admitidas desde que não interfiram nos objetivos centrais do grupo, na sua idéia central ou nas suas características básicas.
  • 20. A questão da liderança  Lewin argumentava que o clima democrático, autoritário ou o laissez-faire dependiam da vocação do grupo e do estabelecimento de lideranças que os viabilizassem.  os grupos democráticos são, a longo prazo, os mais eficientes.  Já os autoritários têm uma eficiência imediata. Mas são pouco produtivos, pois funcionam a partir da demanda do líder, e seus membros são, geralmente, cumpridores de tarefas.  Os grupos democráticos exigem maior participação de todos os membros, que dividem a responsabilidade da realização da tarefa cora sua liderança.
  • 21. GRUPOS OPERATIVOS  Pichon-Rivière, francês radicado na Argentina, desenvolveu uma abordagem de trabalho em grupo - “Grupos Operativos”.  De acordo com o psicólogo Saidon, estudioso da obra de Pichon-Rivière,  “o grupo operativo se caracteriza por estar centrado, de forma explícita, em uma tarefa que pode ser o aprendizado, a cura (no caso da psicoterapia), o diagnóstico de dificuldades etc. Sob essa tarefa, existe outra implícita subjacente à primeira, que aponta para a ruptura das estereotipias que dificultam o aprendizado e a comunicação”
  • 22.  configura-se como um modo de intervenção, organização e resolução de problemas grupais, baseado em uma teoria consistente, desenvolvida por Pichon- Rivière e conhecida como Teoria do Vínculo.  Tal abordagem transformou-se num poderoso instrumento de intervenção
  • 23.  Silvia Lane - categorias de produção grupal:  1. Categoria de produção — produção das relações grupais..  2. Categoria de dominação — os grupos tendem a reproduzir as formas sociais de dominação.  3. Categoria grupo-sujeito — trata-se do nível de resistência à mudança apresentada pelo grupo. Grupos com capacidade de crescimento através da mudança, são considerados grupos-sujeitos. Os grupos que se submetem cegamente às normas institucionais e apresentam muita dificuldade para a mudança são os grupos-sujeitados
  • 24. Finalizando  O conhecimento da dinâmica grupal facilita a adaptação a qualquer grupo  O trabalho em equipe é mais eficaz quando se respeita a individualidade dos membros em interface com os objetivos do grupo