SlideShare uma empresa Scribd logo
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
ESTUDO MEDIÚNICO: DIALOGANDO COM ESPÍRITOS
Texto extraído do site: https://juancarlosespiritismo.blog <Em 14/06/2023> Direitos reservados à fonte.
1. DIALOGADOR, DOUTRINADOR OU MÉDIUM ESCLARECEDOR
A palavra doutrinação, ainda muito utilizada no meio espírita, sofreu certo desgaste
ao longo do tempo em razão de ser utilizada na forma de catequese ou de sermão. Porém
encontramos nas obras de André Luiz, Emmanuel e outros orientadores o uso indistinto das
designações: doutrinador, dialogador ou médium esclarecedor, palavras empregadas como
sinônimo de diálogo fraterno ou de esclarecimento evangélico-doutrinário aos
comunicantes que necessitam de apoio espiritual
Na equipe em serviço, os médiuns esclarecedores, mantidos sob a condução e
inspiração dos benfeitores espirituais, são os orientadores da enfermagem ou da
assistência aos sofredores desencarnados. Constituídos pelo dirigente do grupo e seus
assessores, são eles que os instrutores da Vida maior utilizam em sentido direto para o
ensinamento ou o socorro necessário. Naturalmente que a esses companheiros compete
um dos setores mais importantes da reunião.
O bom doutrinador tem desenvolvida a mediunidade de intuição que, como qualquer
faculdade mediúnica, aperfeiçoa-se com a prática. Daí ser importante manter-se vigilante e
atento às intuições que lhe surgem no foro íntimo durante o diálogo mantido com
comunicantes desencarnados.
O médium esclarecedor deve esforçar-se para desenvolver outros recursos, úteis à
boa execução da tarefa: paciência e tolerância, que acalmam e acolhem irmãos sofredores;
estudo espírita, sedimentando sólida base doutrinária necessária para neutralizar quaisquer
tentativas de introdução de modismos e equívocos à prática espírita; benevolência,
afabilidade e simplicidade durante o trato com os Espíritos comunicantes; manutenção de
clima de simplicidade, otimismo e fraternidade ao conversar com Espíritos mais rebeldes,
revoltados ou que buscam vingança, aparando-se na certeza do auxílio prestado pelos
orientadores espirituais; atenção à problemática apresentada pelo Espírito e, ao mesmo
tempo, envolvimento em vibrações harmônicas, a fim de que o médium exercite também a
sua capacidade de auxiliar com proveito.
O encarnado encarregado do diálogo deve conscientizar-se do esforço de combate
às próprias imperfeições morais, trabalhando na aquisição e no desenvolvimento de
virtudes, pois o seu comportamento no bem e as suas atitudes equilibradas apresentam
significativo efeito moral sobre os Espíritos com quem dialoga.
A atividade de dialogador, doutrinador ou médium esclarecedor é de suma
importância no acolhimento aos Espíritos sofredores que comparecem à reunião mediúnica
espírita, principalmente nos trabalhos de desobsessão.
“Esclarecer, em reunião de desobsessão, é clarear o raciocínio; é levar uma entidade
desencarnada, através de uma série de reflexões, a entender determinado problema que
ela traz consigo e que não consegue resolver; ou fazê-la compreender que as suas atitudes
representam um problema para terceiros, com agravantes para ela mesma. É leva-la a
modificar conceitos errôneos, distorcidos e cristalizados, por meio de uma lógica clara,
concisa, com base na Doutrina Espírita e, sobretudo, permeada de amor.
Essa é uma das mais belas tarefas na reunião de desobsessão e que requer muita
prudência, discernimento e diplomacia. Que requer, principalmente, o ascendente moral
daquele que fala sobre aquele que ouve, que está sendo atendido. Esse ascendente moral
faz com que as explicações dadas levem o cunho da serenidade, da energia equilibrada e
da veracidade.” (Schubert)
No instante do esclarecimento, quando a entidade se comunica, ela está de alguma
forma expectante, aguardando alguma coisa, para ela, imprevisível. Também os presentes
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
à reunião se colocam em posição especial, porém, de doação, de desejo de atender à
expectativa do irmão necessitado. E qualquer que seja a maneira sob a qual ele se
apresente, todos os pensamentos e todas as vibrações devem estar unidos, homogêneos,
dirigidos no intuito de beneficiá-lo. Nesta hora, o doutrinador será o polo centralizador desse
conjunto de emoções positivas, estabelecendo-se uma corrente magnética que envolve o
comunicante e que ajuda, concomitantemente, ao que esclarece. Este, recebendo ainda o
influxo amoroso do mentor da reunião, terá condições de dirigir a conversação para o rumo
mais acertado e que atinja o cerne da problemática que o Espírito apresenta.
O esclarecimento não se faz mostrando erudição, conhecimentos filosóficos ou
doutrinários. Também não há necessidade de dar uma aula sobre o que é o Espiritismo,
nem de mostrar o quanto os espíritas trabalham. Como não é o instante para criticar,
censurar, acusar ou julgar. Esclarecer não é fazer sermão. Não surtirão bons resultados
palavras revestidas de grande beleza, mas vazias, ocas, frias. Não atenderão às angústias
e aflições daquele que sofre e muito menos abrandarão os revoltados e vingativos.
Em quaisquer dos casos, é preciso compreendamos que é quase impossível a uma
pessoa mudar de procedimento, sem que seja levada a conhecer as causas que deram
origem aos seus problemas. Razão por que, em grande número de comunicações, o
doutrinador, sentindo que há esta necessidade, deve aplicar as técnicas de regressão de
memória no comunicante. Esta técnica consiste em levá-lo a recordar-se de fatos do seu
passado, de sua última ou anterior reencarnação, despertando lembranças que jazem
adormecidas. Nessas ocasiões, os Trabalhadores da Espiritualidade agem, seja acordando
as reminiscências nos painéis da mente, seja formando quadros fluídicos com as cenas
que evidenciem a sua própria responsabilidade perante os fatos em que se proclamava
inocente e vítima.
De outras vezes, a lógica e clareza dos argumentos, aliadas à compreensão e ao
amor, são o suficiente para convencer as entidades.
Para sentir aquilo que diz, é essencial ao doutrinador uma vivência que se enquadre
nos princípios que procura transmitir. Assim, a sua vida diária deve ser pautada, o mais
possível, dentro dos ensinamentos evangélicos e doutrinários. Inclusive, porque, os
desencarnados que estão sendo atendidos, não raro, acompanham-lhe os passos para
verificar o seu comportamento e se há veracidade em tudo o que fala e aconselha. Eis o
motivo pelo qual Joanna de Ângelis recomenda: ‘(…) quem se faz instrutor deve valorizar
o ensino, aplicando-o em si próprio’.
Outro cuidado que o doutrinador deve ter durante o diálogo é o de dosar a verdade,
para não prejudicar o Espírito que veio em busca de socorro e lenitivo, esclarecimentos,
enfim, que lhe deem paz. A franqueza, em certos casos, pode ser destrutiva. A verdade
pode ferir àquele que não está em condições de recebê-la. É o caso, por exemplo, de uma
entidade que desconhece que deixou a Terra e apresenta total despreparo para a morte.
Este esclarecimento só deve ser transmitido depois de uma conversação que a prepare
psicologicamente para a realidade. A medida justa para isto é colocar-se o doutrinador na
posição do comunicante, vivendo o seu drama e imaginando o que seria o seu sofrimento.
Há um outro ponto a se considerar a respeito dos que estão na tarefa de
esclarecimento, nas sessões de desobsessão: é que estes não devem ser médiuns de
incorporação, pois não teriam condições de acumular as duas funções, além de sofrerem
de modo direto as influências dos obsessores, o que obviamente prejudicaria a tarefa de
esclarecimento.”
“O esclarecimento dos desencarnados sofredores, perseguidores, renitentes ou não
de viciações, ódios, desvios emocionais, entre outros, por meio das manifestações
mediúnicas ostensivas, constitui atividade de elevada importância no âmbito da caridade
fraternal desenvolvida na Casa Espírita. Indica, igualmente, o ponto máximo da reunião
mediúnica.
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
2. CONDIÇÕES FAVORÁVEIS DE UM BOM DIÁLOGO COM OS ESPÍRITOS
Allan Kardec assinala no livro O que é o espiritismo, que há três condições essenciais
para que um Espírito se comunique:
• Que lhe convenha fazê-lo;
• Que sua posição ou suas ocupações lho permitam;
• Que encontre no médium um instrumento apropriado à sua natureza.
Tendo como base esses fatores, apontamos, em seguida, as principais condições
que favorecem um bom diálogo com os desencarnados.
2.1 – O AMOR
A arte da doutrinação se aperfeiçoa com a prática, como acontece a qualquer outra
mediunidade, sobretudo se há empenho do doutrinador na aquisição de valores intelectuais
e morais. Francisco Thiesen nos lembra, no prefácio do livro Diálogo com as sombras, as
palavras do autor da referida obra: “[…] o segredo da doutrinação é o amor.” E André Luiz,
no livro No mundo maior, comenta: “[…] conhecimento auxilia por fora, só o amor socorre
por dentro […]. Com a nossa cultura retificamos os efeitos, quanto possível, e só os que
amam conseguem atingir as causas profundas.”
O conhecimento intelectual, por si só, não é garantia de êxito na tarefa desobsessiva.
O esclarecedor deve aliar à sua argumentação o mais elevado sentimento de solidariedade,
fraternidade e compreensão, buscando auscultar os sentimentos do sofredor, colocando-
se na posição do assistido, para melhor compreendê-lo e auxiliá-lo, como alerta André Luiz:
“Para esse fim, para decifrar os complicados labirintos do sofrimento moral, é imprescindível
haver atingido mais elevados degraus da humana compreensão.”
2.2 – A PALAVRA
No atendimento mediúnico a Espíritos necessitados, a palavra expressa tanto ‘o que
dizer’ quanto ‘o como dizer’. Deve ser pronunciada num tom de voz harmônico, tranquilo,
destituído de afetação, nem imposição, na forma fraterna como a de quem conversa com
um amigo ou familiar, momentaneamente, distante do equilíbrio. André Luiz recorda que,
ao nos comunicarmos com alguém, emitimos energias que poderão conduzir o ouvinte à
harmonia ou ao desajuste, pois a palavra sempre carrega o magnetismo de quem fala:
[A] […] palavra, qualquer que ela seja, surge invariavelmente dotada de energias
elétricas específicas, libertando raios de natureza dinâmica. A mente, como não ignoramos,
é o incessante gerador de força, por intermédio dos fios positivos e negativos do sentimento
e do pensamento, produzindo o verbo que é sempre uma descarga eletromagnética,
regulada pela voz.
Em outra obra de sua autoria, André Luiz descreve um atendimento que modificou
radicalmente a conduta adotada pelo obsessor, simplesmente porque o dialogador soube
aliar simplicidade, tato, gentileza e entonação adequados à palavra:
A paciência do doutrinador sensibilizava-nos. Não recebia Libório, qual se fora
defrontado por um habitante das sombras, suscetível de acordar-lhe qualquer impulso de
curiosidade menos digna. Ainda mesmo descontando o valioso concurso do mentor que o
acompanhava, Raul emitia de si mesmo sincera compaixão de mistura com inequívoco
interesse paternal. Acolhia o hóspede sem estranheza ou irritação, como se o fizesse a um
familiar que regressasse demente ao santuário doméstico. Talvez por essa razão o
obsessor a seu turno se revelava menos agastadiço. […] Ante o argumento enunciado com
sinceridade e simpleza, o renitente sofredor pareceu apaziguar-se ainda mais. Jatos de
energia mental, partidos de Silva, alcançavam-no agora em cheio, no tórax, como a lhe
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
buscarem o coração. […] Sob o sábio comando de Clementino, falou o doutrinador com
afetividade ardente:
– Libório, meu irmão!
Essas três palavras foram pronunciadas com tamanha inflexão de generosidade
fraternal que o hóspede não pôde sopitar o pranto que lhe subia do âmago.
Emmanuel, no livro O consolador, abordando os elevados sentimentos que precisam
ser desenvolvidos pelo médium esclarecedor, estabelece uma valiosa diferenciação entre
doutrinar e evangelizar:
Assim, não basta doutrinar o Espírito, no sentido de transmitir-lhes informações ou
ensinar-lhe algo, é importante evangelizar. […] Para doutrinar, basta o conhecimento
intelectual dos postulados do Espiritismo; para evangelizar é necessária a luz do amor no
íntimo. Na primeira, bastarão a leitura e o conhecimento; na segunda, é preciso vibrar e
sentir com o Cristo.
2.3 – A PRECE, O PASSE E AS IRRADIAÇÕES MENTAIS
A prece e o passe são recursos valiosos de apoio ao diálogo com os Espíritos,
sobretudo quando se esgota qualquer tentativa de entendimento. Fornecem a necessária
harmonia tanto ao manifestante portador de desequilíbrio quanto ao próprio médium,
considerando que os trabalhadores da equipe espiritual recolhem também as forças
mentais emitidas pelos participantes do grupo, inclusive as que fluem abundantes do
médium.
Em algumas situações específicas, quando a conversa fraterna não se revela
produtiva, pode-se induzir o Espírito ao sono ou à regressão da memória, favorecidos pela
atuação dos benfeitores espirituais que, intuitivamente, sugerirão tais medidas.
Se o comunicante perturbado procura fixar-se no braseiro da revolta ou na sombra
da queixa, indiferente ou recalcitrante, o diretor ou o auxiliar em serviço solicitará a
cooperação dos benfeitores espirituais presentes para que o necessitado rebelde seja
confiado à assistência de organizações espirituais adequadas a isso. Nesse caso, a
hipnose benéfica será utilizada a fim de que o magnetismo balsamizante asserene o
companheiro perturbado, amparando-se-lhe o afastamento da cela mediúnica, à maneira
do enfermo desesperado da Terra a quem se administra a dose calmante para que se
ponha mais facilmente sob o tratamento preciso.”
Assim, o dialogador, doutrinador ou médium esclarecedor exerce uma tarefa muito
importante na reunião mediúnica espírita, trazendo em sua bagagem a base doutrinária
edificante e a vivência evangélica adquirida em processo constante de autoaprimoramento,
para esclarecer os Espíritos sofredores em socorro espiritual realizados pelas Casas
Espíritas.
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
3. ETAPAS DO ESCLARECIMENTO
Seguem algumas etapas didáticas nas comunicações com Espíritos que
comparecem às reuniões mediúnicas espíritas.
O esclarecimento doutrinário ocorre durante o principal momento da reunião
mediúnica, considerado o ápice da realização dos trabalhos organizados entre os dois
planos de vida.
3.1 – ETAPA INICIAL: OUVIR O ESPÍRITO E IDENTIFICAR AS SUAS PRINCIPAIS
DIFICULDADES
É de fundamental importância que o dialogador, em especial, e o grupo, em geral,
escutem o que o Espírito tem a dizer. Se este revela dificuldades para se expressar, é
preciso saber auxiliá-lo porque somente lhe concedendo a chance de expor suas
amarguras será possível prestar-lhe efetiva assistência. Contudo, usualmente, o diálogo é
iniciado pelo próprio Espírito que, naturalmente, toma a palavra e apresenta as suas
necessidades.
Qualquer que seja a abertura da comunicação, o doutrinador deve esperar, com
paciência, depois de receber o companheiro com uma saudação sinceramente cortês e
respeitosa. Seja quem for que compareça diante de nós, é um Espírito desajustado, que
precisa de socorro. Alguns bem mais desarmonizados do que outros, mas todos
necessitados – e desejosos – de uma palavra de compreensão e carinho, por mais que
reajam à nossa aproximação. Os primeiros momentos de um contato mediúnico são muito
críticos. Ainda não sabemos a que vem o Espírito, que angústias traz no coração, que
intenções, que esperanças e recursos, que possibilidades e conhecimentos.
Estará ligado a alguém que estamos tentando ajudar? Tem problemas pessoais com
algum membro do grupo? Luta por uma causa? Ignora seu estado, ou tem consciência do
que se passa com ele? É culto, inteligente, ou se apresenta ainda inexperiente e incapaz
de um diálogo mais sofisticado? Uma coisa é certa: não devemos subestimá-lo. Pode, de
início, revelar clamorosa ignorância, e entrar, depois, na posse de todo o acervo cultural de
que dispõe. Dificilmente o Espírito é bastante primário para ser classificado, sumariamente,
como ignorante.
Se o Espírito demorar a dar início à fala, o esclarecedor poderá fazer algumas
perguntas provocativas, tais como: Em que podemos servi-lo? Como se sente? Deseja algo
de nós?
Não é produtivo forçar a entidade a se identificar, pois talvez não possa fazê-lo em
função de seu comprometimento psíquico, de ser desconhecida do grupo ou mesmo pelos
inconvenientes que tal revelação possa causar. A identificação ocorre naturalmente, caso
não haja impedimentos.
O comunicante espiritual poderá exibir uma ideia fixa, repetir um mesmo assunto,
como se andasse em círculos. Nesse caso, o doutrinador poderá ir fazendo apartes até que
o assunto passe a ser conduzido de forma proveitosa e um entendimento se estabeleça.
Em qualquer situação, deve-se evitar o monólogo ou diálogos muito longos. As
monopolizações, por parte do comunicante espiritual ou do doutrinador, são sempre
indesejáveis. A reunião torna-se extremamente cansativa, porque ocorre dispersão mental
e de fluidos. Há participantes que podem até ser dominados pelo sono, outros permanecem
distraídos, alheios às lições transmitidas. Tudo isso compromete o êxito e a produtividade
da reunião.
A conversação será vazada em termos claros e lógicos, mas na base da edificação,
sem qualquer toque de impaciência ou desapreço ao comunicante, mesmo que haja
motivos de indução ao azedume ou à hilaridade. O esclarecimento não será, todavia, longo
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
em demasia, compreendendo-se que há determinações de horário e que outros casos
requisitam atendimento.
Em síntese:
• Deixar o Espírito falar, colhendo informações, identificando problemas e
características individuais;
• Fazer perguntas esclarecedoras, se necessário, caso não consiga reconhecer o seu
principal problema;
• Manter-se no foco do problema apresentado é a melhor forma de auxiliar;
• Ficar atento às ideias fixas que podem dificultar ou impedir o diálogo.
3.2 – ETAPA INTERMEDIÁRIA: ESCLARECER E APOIAR FRATERNALMENTE O
ESPÍRITO
Assim que o doutrinador perceber a problemática do Espírito, começa o
esclarecimento doutrinário propriamente dito. Destacamos alguns pontos que devem ser
observados nessa fase:
• Identificar a condição masculina ou feminina da entidade para que se possa conduzir
a conversação na linha psicológica apropriada;
• O dialogador deve acalmar ou tranquilizar o Espírito com palavras gentis, fraternas
e solidárias, envolvendo-o em fluidos reparadores, calmantes, tendo como base as
orientações espíritas e evangélicas;
• O médium psicofônico deve ter cuidado para controlar o Espírito a fim de que este
não monopolize a conversa nem dê chance ao dialogador de auxiliá-lo. Há entidades
que dominam a arte da manipulação. O médium, o dialogador e o próprio grupo
devem envidar esforços para controlar a situação;
• Se o Espírito se revela muito perturbado, envolvê-lo nas energias positivas do passe,
da prece ou de ambos. Importa reconhecer que nem sempre o Espírito apresenta
condições para estabelecer uma conversa fraterna. Às vezes, necessita apenas das
energias ou das vibrações do médium e dos demais participantes do grupo;
• Dialogar com bom senso, bondade, clareza, tato e firmeza, usando linguagem
simples, descontraída e objetiva. Evitar o uso de frases feitas ou de chavões; não é
aconselhável ter uma fala padrão para suicidas, homicidas, obsessores, etc. O
diálogo não deve ter também a feição de preleção ou de catequese;
• O dialogador jamais deve discutir ou polemizar com o Espírito. Não deve censurá-
lo, condená-lo ou ironizá-lo;
• Fugir de disputas com entidades desencarnadas que ameacem ou que se recusem
a se afastarem do encarnado, recordando que desobsessão é processo lento, que
implica reforma moral dos envolvidos;
• É importante considerar que a conversa fraterna não beneficia apenas o Espírito
comunicante. Este representa na reunião um grupo de Espíritos que se encontra em
situação semelhante. Os demais, Espíritos em situação similar, podem se encontrar
no mesmo local da reunião ou em outras localidades no plano espiritual,
acompanhando o atendimento. Os sofredores que não se encontram na reunião são
atendidos a distância, por meio de equipamentos instalados pelos trabalhadores da
equipe espiritual;
• O médium psicofônico e demais participantes devem apoiar mental e fluidicamente
o doutrinador, acompanhando o diálogo, sem fazer interferências de qualquer
natureza;
• Nas comunicações complexas, sobretudo nas manifestações de comunicantes mais
endurecidos, o dialogador e o médium psicofônico devem impedir a desestruturação
da reunião, usando a energia, mas sem perda do espírito de fraternidade;
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
• O diálogo não deve ser longo, não deve ser também excessivamente curto, mesmo
em se tratando de Espíritos que revelem grandes desarmonias. André Luiz, no livro
Desobsessão, recomenda até dez minutos, uma vez que o horário de início e término
da reunião deve ser respeitado;
• Evitar múltiplas manifestações psicofônicas ao mesmo tempo, pois além de ser
necessário preservar a harmonia da sessão, atendendo a cada caso por sua vez,
em ambiente de concórdia e serenidade, qualquer comunicação é do interesse de
todos os participantes encarnados, que, em conjunto, devem amparar o Espírito
necessitado de auxílio;
• Não induzir, direta ou indiretamente, os médiuns a receber essa ou aquela entidade,
pois a espontaneidade é essencial ao êxito da tarefa;
• Utilizar a indução hipnótica ao desencarnado comunicante, quando necessário,
conduzindo-o ao sono (sonoterapia) ou à hipnose construtiva.
3.3 – ETAPA FINAL: CONCLUSÃO DO ATENDIMENTO
Passado o momento da argumentação doutrinária e o atendimento propriamente
dito, encaminha-se para o encerramento do diálogo, propiciando o afastamento do Espírito
manifestante.
O doutrinador e o médium promovem, então, o desligamento psíquico do Espírito
segundo a intuição captada: frases indicativas de despedida; indução ao sono;
encaminhamento pelos benfeitores espirituais presentes; emissão de uma prece etc. É
importante que o Espírito tenha ciência de que ele será sempre bem-vindo às reuniões do
grupo mediúnico.
A entidade que foi adequadamente esclarecida afasta-se naturalmente do médium,
apoiando-se nos cuidados amigos dos trabalhadores da equipe espiritual.
Nos casos dos Espíritos que não conseguem ou não querem se desligar do médium,
o dialogador deve solicitar-lhe o afastamento, considerando a responsabilidade do trabalho
e a finalização do atendimento. Se necessário, pedir a cooperação do médium psicofônico,
orientando-o a se desligar mentalmente do comunicante.
Quanto ao Espírito, deve-se prestar-lhe esclarecimento respeitoso, alegando os
motivos que obrigam o seu afastamento, tais como:
• o desgaste energético do médium e a consequente sobrecarga mental;
• a necessidade de outros Espíritos se comunicarem;
• o tempo que se esgotou, mas outras oportunidades surgirão;
• o atendimento está a cargo dos benfeitores espirituais, os quais prestarão
assistência mais completa.”
Segundo Hermínio Corrêa de Miranda, o doutrinador não pode deixar de dispor de
cinco qualidades, ou aptidões básicas:
• Formação doutrinária muito sólida, com apoio insubstituível nos livros da Codificação
Kardequiana.
• Familiaridade com o Evangelho de Jesus.
• Autoridade moral.
• Fé.
• Amor.
As demais são desejáveis, importantes também, mas não tão críticas:
• Paciência.
• Sensibilidade.
• Tato.
• Energia.
• Vigilância.
• Humildade.
• Destemor.
• Prudência.
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
Obs: Texto e imagens com direitos reservados às respectivas fontes.
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
REFERÊNCIAS:
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução De Salvador Gentile. 85ª Ed. Araras –
SP: Ide, 2008.
MIRANDA, Hermínio C. Diálogo com as sombras: Teoria e prática da doutrinação. 22ª
ed. Brasília-DF: Federação Espírita Brasileira, 2006.
MOURA, Marta Antunes de Oliveira de (Organizadora). Organização e funcionamento da
reunião mediúnica espírita. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2008.
MOURA, Marta Antunes de Oliveira de (Organizadora). Mediunidade: estudo e
prática. Programa II. 2ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.
SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão/Desobsessão: profilaxia e terapêutica espíritas.
3ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2018.
XAVIER, Chico. Nos domínios da Mediunidade. 36ª ed. Brasília: FEB, 2018. Pelo Espírito
André Luiz.
https://juancarlosespiritismo.blog/2021/12/16/dialogando-com-espiritos-etapas-do-
esclarecimento/
https://juancarlosespiritismo.blog/2021/12/14/dialogando-com-espiritos-dialogador-
doutrinador-ou-medium-esclarecedor/
www.google.com.br (imagens)

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Atendimento fraterno
Atendimento fraternoAtendimento fraterno
Atendimento fraterno
Jorge Elarrat
 
Atendimento espiritual na casa espírita
Atendimento espiritual na casa espíritaAtendimento espiritual na casa espírita
Atendimento espiritual na casa espírita
Alexandre Pinheiro
 
Curso Expositor Espírita 2011
Curso Expositor Espírita 2011Curso Expositor Espírita 2011
Curso Expositor Espírita 2011
newton bandini
 
Cap xi Amar ao proximo como a si mesmo
Cap xi Amar ao proximo como a si mesmoCap xi Amar ao proximo como a si mesmo
Cap xi Amar ao proximo como a si mesmo
gmo1973
 
Evangelização - Escola de Espíritos - versão 2
Evangelização - Escola de Espíritos - versão 2Evangelização - Escola de Espíritos - versão 2
Evangelização - Escola de Espíritos - versão 2
Ricardo Azevedo
 
Conhece se a árvore pelos frutos gec 03-09-2011
Conhece se a árvore pelos frutos gec 03-09-2011Conhece se a árvore pelos frutos gec 03-09-2011
Conhece se a árvore pelos frutos gec 03-09-2011
Izabel Cristina Fonseca
 
Culto do Evangelho no lar
Culto do Evangelho no larCulto do Evangelho no lar
Culto do Evangelho no lar
Dr. Walter Cury
 
Palestra beneficência
Palestra beneficênciaPalestra beneficência
Palestra beneficência
Denise Tamaê
 
Ser espírita
Ser espíritaSer espírita
Ser espírita
Sônia Marques
 
A importância da palestra espirita
A importância da palestra espiritaA importância da palestra espirita
A importância da palestra espirita
carlos freire
 
Dia De Finados
Dia De FinadosDia De Finados
Dia De Finados
Semente de Esperança
 
VISÃO ESPÍRITA DO NATAL
VISÃO ESPÍRITA DO NATALVISÃO ESPÍRITA DO NATAL
VISÃO ESPÍRITA DO NATAL
Jorge Luiz dos Santos
 
Centro Espírita - Farol de Luz
Centro Espírita - Farol de LuzCentro Espírita - Farol de Luz
Centro Espírita - Farol de Luz
Ricardo Azevedo
 
O PENSAMENTO Uma abordagem espírita
O PENSAMENTO Uma abordagem espíritaO PENSAMENTO Uma abordagem espírita
O PENSAMENTO Uma abordagem espírita
Jorge Luiz dos Santos
 
Parentela corporal e espiritual
Parentela corporal e espiritualParentela corporal e espiritual
Parentela corporal e espiritual
Helio Cruz
 
Palestra Espírita - A caridade material e a caridade moral
Palestra Espírita - A caridade material e a caridade moralPalestra Espírita - A caridade material e a caridade moral
Palestra Espírita - A caridade material e a caridade moral
Divulgador do Espiritismo
 
Os Inimigos Desencarnados(Ese)
Os Inimigos Desencarnados(Ese)Os Inimigos Desencarnados(Ese)
Os Inimigos Desencarnados(Ese)
Grupo Espírita Cristão
 
AFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão Espírita
AFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão EspíritaAFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão Espírita
AFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão Espírita
ARMAZÉM DE ARTES TANIA PAUPITZ
 
Inimigos desencarnados
Inimigos desencarnadosInimigos desencarnados
Inimigos desencarnados
Graça Maciel
 
Transtornos mentais, obsessão e o espiritismo
Transtornos mentais, obsessão e o espiritismoTranstornos mentais, obsessão e o espiritismo
Transtornos mentais, obsessão e o espiritismo
Marlon Reikdal
 

Mais procurados (20)

Atendimento fraterno
Atendimento fraternoAtendimento fraterno
Atendimento fraterno
 
Atendimento espiritual na casa espírita
Atendimento espiritual na casa espíritaAtendimento espiritual na casa espírita
Atendimento espiritual na casa espírita
 
Curso Expositor Espírita 2011
Curso Expositor Espírita 2011Curso Expositor Espírita 2011
Curso Expositor Espírita 2011
 
Cap xi Amar ao proximo como a si mesmo
Cap xi Amar ao proximo como a si mesmoCap xi Amar ao proximo como a si mesmo
Cap xi Amar ao proximo como a si mesmo
 
Evangelização - Escola de Espíritos - versão 2
Evangelização - Escola de Espíritos - versão 2Evangelização - Escola de Espíritos - versão 2
Evangelização - Escola de Espíritos - versão 2
 
Conhece se a árvore pelos frutos gec 03-09-2011
Conhece se a árvore pelos frutos gec 03-09-2011Conhece se a árvore pelos frutos gec 03-09-2011
Conhece se a árvore pelos frutos gec 03-09-2011
 
Culto do Evangelho no lar
Culto do Evangelho no larCulto do Evangelho no lar
Culto do Evangelho no lar
 
Palestra beneficência
Palestra beneficênciaPalestra beneficência
Palestra beneficência
 
Ser espírita
Ser espíritaSer espírita
Ser espírita
 
A importância da palestra espirita
A importância da palestra espiritaA importância da palestra espirita
A importância da palestra espirita
 
Dia De Finados
Dia De FinadosDia De Finados
Dia De Finados
 
VISÃO ESPÍRITA DO NATAL
VISÃO ESPÍRITA DO NATALVISÃO ESPÍRITA DO NATAL
VISÃO ESPÍRITA DO NATAL
 
Centro Espírita - Farol de Luz
Centro Espírita - Farol de LuzCentro Espírita - Farol de Luz
Centro Espírita - Farol de Luz
 
O PENSAMENTO Uma abordagem espírita
O PENSAMENTO Uma abordagem espíritaO PENSAMENTO Uma abordagem espírita
O PENSAMENTO Uma abordagem espírita
 
Parentela corporal e espiritual
Parentela corporal e espiritualParentela corporal e espiritual
Parentela corporal e espiritual
 
Palestra Espírita - A caridade material e a caridade moral
Palestra Espírita - A caridade material e a caridade moralPalestra Espírita - A caridade material e a caridade moral
Palestra Espírita - A caridade material e a caridade moral
 
Os Inimigos Desencarnados(Ese)
Os Inimigos Desencarnados(Ese)Os Inimigos Desencarnados(Ese)
Os Inimigos Desencarnados(Ese)
 
AFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão Espírita
AFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão EspíritaAFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão Espírita
AFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão Espírita
 
Inimigos desencarnados
Inimigos desencarnadosInimigos desencarnados
Inimigos desencarnados
 
Transtornos mentais, obsessão e o espiritismo
Transtornos mentais, obsessão e o espiritismoTranstornos mentais, obsessão e o espiritismo
Transtornos mentais, obsessão e o espiritismo
 

Semelhante a Dialogando com Espíritos.pdf

Dialogando com Espíritos.pptx
Dialogando com Espíritos.pptxDialogando com Espíritos.pptx
Dialogando com Espíritos.pptx
Marta Gomes
 
O doutrinador Dialogo com as Sombras
O doutrinador   Dialogo com as SombrasO doutrinador   Dialogo com as Sombras
O doutrinador Dialogo com as Sombras
Prof. Paulo Ratki
 
Seminario de Mediunidade
Seminario de Mediunidade Seminario de Mediunidade
Seminario de Mediunidade
USE Jabaquara
 
Mediunidade e Obsessão - Doutrina Espírita
Mediunidade e Obsessão - Doutrina EspíritaMediunidade e Obsessão - Doutrina Espírita
Apostila obsessão lar rubataiana -2009 .doc - 14 doc
Apostila obsessão   lar rubataiana -2009 .doc - 14 docApostila obsessão   lar rubataiana -2009 .doc - 14 doc
Apostila obsessão lar rubataiana -2009 .doc - 14 doc
Instituto de Psicobiofísica Rama Schain
 
Apostila obsessão lar rubataiana -doc - 14 doc
Apostila obsessão   lar rubataiana -doc - 14 docApostila obsessão   lar rubataiana -doc - 14 doc
Apostila obsessão lar rubataiana -doc - 14 doc
Instituto de Psicobiofísica Rama Schain
 
Doutrinação
DoutrinaçãoDoutrinação
Doutrinação
paikachambi
 
Estudo Sistematizado da Mediunidade
Estudo Sistematizado da Mediunidade Estudo Sistematizado da Mediunidade
Estudo Sistematizado da Mediunidade
Leonardo Pereira
 
A dinamica da comunicacao dos espiritos
A dinamica da comunicacao dos espiritosA dinamica da comunicacao dos espiritos
A dinamica da comunicacao dos espiritos
Marcos Silva
 
FRANCO, Divaldo Pereira - Atendimento Fraterno -Manoel Philomeno de Miranda-.pdf
FRANCO, Divaldo Pereira - Atendimento Fraterno -Manoel Philomeno de Miranda-.pdfFRANCO, Divaldo Pereira - Atendimento Fraterno -Manoel Philomeno de Miranda-.pdf
FRANCO, Divaldo Pereira - Atendimento Fraterno -Manoel Philomeno de Miranda-.pdf
JulianeSNTorres
 
Apostila obsessão lar rubataiana -2009 .doc - 12 doc
Apostila obsessão   lar rubataiana -2009 .doc - 12 docApostila obsessão   lar rubataiana -2009 .doc - 12 doc
Apostila obsessão lar rubataiana -2009 .doc - 12 doc
Instituto de Psicobiofísica Rama Schain
 
Apostila obsessão lar rubataiana -doc - 12 doc
Apostila obsessão   lar rubataiana -doc - 12 docApostila obsessão   lar rubataiana -doc - 12 doc
Apostila obsessão lar rubataiana -doc - 12 doc
Instituto de Psicobiofísica Rama Schain
 
( Espiritismo) # - astolfo o o filho - a doutrinacao e seus metodos
( Espiritismo)   # - astolfo o o filho - a doutrinacao e seus metodos( Espiritismo)   # - astolfo o o filho - a doutrinacao e seus metodos
( Espiritismo) # - astolfo o o filho - a doutrinacao e seus metodos
Instituto de Psicobiofísica Rama Schain
 
Atendimento Fraterno (Livro) - Projeto Manoel Philomeno de Miranda
Atendimento Fraterno (Livro) - Projeto Manoel Philomeno de MirandaAtendimento Fraterno (Livro) - Projeto Manoel Philomeno de Miranda
Atendimento Fraterno (Livro) - Projeto Manoel Philomeno de Miranda
Edna Costa
 
Atendfraterno
AtendfraternoAtendfraterno
Atendfraterno
Mariana Alves
 
Divaldo -atendimento_fraterno-manoel_p._miranda
Divaldo  -atendimento_fraterno-manoel_p._mirandaDivaldo  -atendimento_fraterno-manoel_p._miranda
Divaldo -atendimento_fraterno-manoel_p._miranda
zfrneves
 
Atendimentofraterno
AtendimentofraternoAtendimentofraterno
Atendimentofraterno
Henrique Garcia Cardoso
 
Projetomanoelphilomenodemiranda vivnciamedinica-140910113139-phpapp02
Projetomanoelphilomenodemiranda vivnciamedinica-140910113139-phpapp02Projetomanoelphilomenodemiranda vivnciamedinica-140910113139-phpapp02
Projetomanoelphilomenodemiranda vivnciamedinica-140910113139-phpapp02
Márcia Cleto
 
Projeto manoel philomeno de miranda vivência mediúnica
Projeto manoel philomeno de miranda   vivência mediúnicaProjeto manoel philomeno de miranda   vivência mediúnica
Projeto manoel philomeno de miranda vivência mediúnica
Helio Cruz
 
Curso para doutrinadores
Curso para doutrinadoresCurso para doutrinadores
Curso para doutrinadores
Alencar Santana
 

Semelhante a Dialogando com Espíritos.pdf (20)

Dialogando com Espíritos.pptx
Dialogando com Espíritos.pptxDialogando com Espíritos.pptx
Dialogando com Espíritos.pptx
 
O doutrinador Dialogo com as Sombras
O doutrinador   Dialogo com as SombrasO doutrinador   Dialogo com as Sombras
O doutrinador Dialogo com as Sombras
 
Seminario de Mediunidade
Seminario de Mediunidade Seminario de Mediunidade
Seminario de Mediunidade
 
Mediunidade e Obsessão - Doutrina Espírita
Mediunidade e Obsessão - Doutrina EspíritaMediunidade e Obsessão - Doutrina Espírita
Mediunidade e Obsessão - Doutrina Espírita
 
Apostila obsessão lar rubataiana -2009 .doc - 14 doc
Apostila obsessão   lar rubataiana -2009 .doc - 14 docApostila obsessão   lar rubataiana -2009 .doc - 14 doc
Apostila obsessão lar rubataiana -2009 .doc - 14 doc
 
Apostila obsessão lar rubataiana -doc - 14 doc
Apostila obsessão   lar rubataiana -doc - 14 docApostila obsessão   lar rubataiana -doc - 14 doc
Apostila obsessão lar rubataiana -doc - 14 doc
 
Doutrinação
DoutrinaçãoDoutrinação
Doutrinação
 
Estudo Sistematizado da Mediunidade
Estudo Sistematizado da Mediunidade Estudo Sistematizado da Mediunidade
Estudo Sistematizado da Mediunidade
 
A dinamica da comunicacao dos espiritos
A dinamica da comunicacao dos espiritosA dinamica da comunicacao dos espiritos
A dinamica da comunicacao dos espiritos
 
FRANCO, Divaldo Pereira - Atendimento Fraterno -Manoel Philomeno de Miranda-.pdf
FRANCO, Divaldo Pereira - Atendimento Fraterno -Manoel Philomeno de Miranda-.pdfFRANCO, Divaldo Pereira - Atendimento Fraterno -Manoel Philomeno de Miranda-.pdf
FRANCO, Divaldo Pereira - Atendimento Fraterno -Manoel Philomeno de Miranda-.pdf
 
Apostila obsessão lar rubataiana -2009 .doc - 12 doc
Apostila obsessão   lar rubataiana -2009 .doc - 12 docApostila obsessão   lar rubataiana -2009 .doc - 12 doc
Apostila obsessão lar rubataiana -2009 .doc - 12 doc
 
Apostila obsessão lar rubataiana -doc - 12 doc
Apostila obsessão   lar rubataiana -doc - 12 docApostila obsessão   lar rubataiana -doc - 12 doc
Apostila obsessão lar rubataiana -doc - 12 doc
 
( Espiritismo) # - astolfo o o filho - a doutrinacao e seus metodos
( Espiritismo)   # - astolfo o o filho - a doutrinacao e seus metodos( Espiritismo)   # - astolfo o o filho - a doutrinacao e seus metodos
( Espiritismo) # - astolfo o o filho - a doutrinacao e seus metodos
 
Atendimento Fraterno (Livro) - Projeto Manoel Philomeno de Miranda
Atendimento Fraterno (Livro) - Projeto Manoel Philomeno de MirandaAtendimento Fraterno (Livro) - Projeto Manoel Philomeno de Miranda
Atendimento Fraterno (Livro) - Projeto Manoel Philomeno de Miranda
 
Atendfraterno
AtendfraternoAtendfraterno
Atendfraterno
 
Divaldo -atendimento_fraterno-manoel_p._miranda
Divaldo  -atendimento_fraterno-manoel_p._mirandaDivaldo  -atendimento_fraterno-manoel_p._miranda
Divaldo -atendimento_fraterno-manoel_p._miranda
 
Atendimentofraterno
AtendimentofraternoAtendimentofraterno
Atendimentofraterno
 
Projetomanoelphilomenodemiranda vivnciamedinica-140910113139-phpapp02
Projetomanoelphilomenodemiranda vivnciamedinica-140910113139-phpapp02Projetomanoelphilomenodemiranda vivnciamedinica-140910113139-phpapp02
Projetomanoelphilomenodemiranda vivnciamedinica-140910113139-phpapp02
 
Projeto manoel philomeno de miranda vivência mediúnica
Projeto manoel philomeno de miranda   vivência mediúnicaProjeto manoel philomeno de miranda   vivência mediúnica
Projeto manoel philomeno de miranda vivência mediúnica
 
Curso para doutrinadores
Curso para doutrinadoresCurso para doutrinadores
Curso para doutrinadores
 

Mais de Marta Gomes

Capitulo III - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à c...
Capitulo III - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à c...Capitulo III - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à c...
Capitulo III - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à c...
Marta Gomes
 
1.3 - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à criação.
1.3 - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à criação.1.3 - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à criação.
1.3 - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à criação.
Marta Gomes
 
Capitulo II - Elementos Gerais do Universo.docx
Capitulo II - Elementos Gerais do Universo.docxCapitulo II - Elementos Gerais do Universo.docx
Capitulo II - Elementos Gerais do Universo.docx
Marta Gomes
 
1.2 - Elementos Gerais do Universo.pptx
1.2 - Elementos Gerais do  Universo.pptx1.2 - Elementos Gerais do  Universo.pptx
1.2 - Elementos Gerais do Universo.pptx
Marta Gomes
 
Capitulo I - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo
Capitulo I - Deus. Deus e o infinito. PanteísmoCapitulo I - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo
Capitulo I - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo
Marta Gomes
 
1.1 - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo
1.1 - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo1.1 - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo
1.1 - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo
Marta Gomes
 
Apresentação da doutrina espírita e do Livro dos Espíritos.docx
Apresentação da doutrina espírita e do Livro dos Espíritos.docxApresentação da doutrina espírita e do Livro dos Espíritos.docx
Apresentação da doutrina espírita e do Livro dos Espíritos.docx
Marta Gomes
 
Apresentação da Doutrina Espírita e do Livro dos Espíritos.pptx
Apresentação da Doutrina Espírita e do Livro dos Espíritos.pptxApresentação da Doutrina Espírita e do Livro dos Espíritos.pptx
Apresentação da Doutrina Espírita e do Livro dos Espíritos.pptx
Marta Gomes
 
Capítulo II - Penas e Gozos Futuros.docx
Capítulo II - Penas e Gozos Futuros.docxCapítulo II - Penas e Gozos Futuros.docx
Capítulo II - Penas e Gozos Futuros.docx
Marta Gomes
 
4.2.3 - Ressurreição da carne - Paraíso - Inferno - Pugatório.pptx
4.2.3 - Ressurreição da carne - Paraíso - Inferno - Pugatório.pptx4.2.3 - Ressurreição da carne - Paraíso - Inferno - Pugatório.pptx
4.2.3 - Ressurreição da carne - Paraíso - Inferno - Pugatório.pptx
Marta Gomes
 
4.2.2 - Penas e gozos futuros.pptx
4.2.2 - Penas e gozos futuros.pptx4.2.2 - Penas e gozos futuros.pptx
4.2.2 - Penas e gozos futuros.pptx
Marta Gomes
 
4.2.1 - Vida futura.pptx
4.2.1 - Vida futura.pptx4.2.1 - Vida futura.pptx
4.2.1 - Vida futura.pptx
Marta Gomes
 
Capítulo I - Penas e Gozos Terrestres.docx
Capítulo I - Penas e Gozos Terrestres.docxCapítulo I - Penas e Gozos Terrestres.docx
Capítulo I - Penas e Gozos Terrestres.docx
Marta Gomes
 
4.1.3 - Suicídio.pptx
4.1.3 - Suicídio.pptx4.1.3 - Suicídio.pptx
4.1.3 - Suicídio.pptx
Marta Gomes
 
4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx
4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx
4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx
Marta Gomes
 
4.1.1 - Felicidade e infelicidade relativas.pptx
4.1.1 - Felicidade e infelicidade relativas.pptx4.1.1 - Felicidade e infelicidade relativas.pptx
4.1.1 - Felicidade e infelicidade relativas.pptx
Marta Gomes
 
Inveja e Ciúme.docx
Inveja e Ciúme.docxInveja e Ciúme.docx
Inveja e Ciúme.docx
Marta Gomes
 
0.5 - Inveja e ciúme.pptx
0.5 - Inveja e ciúme.pptx0.5 - Inveja e ciúme.pptx
0.5 - Inveja e ciúme.pptx
Marta Gomes
 
O Homem de bem.docx
O Homem de bem.docxO Homem de bem.docx
O Homem de bem.docx
Marta Gomes
 
3.12.1 - O Homem de bem.pptx
3.12.1 - O Homem de bem.pptx3.12.1 - O Homem de bem.pptx
3.12.1 - O Homem de bem.pptx
Marta Gomes
 

Mais de Marta Gomes (20)

Capitulo III - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à c...
Capitulo III - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à c...Capitulo III - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à c...
Capitulo III - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à c...
 
1.3 - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à criação.
1.3 - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à criação.1.3 - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à criação.
1.3 - Criação. Considerações e concordâncias bíblicas no tocante à criação.
 
Capitulo II - Elementos Gerais do Universo.docx
Capitulo II - Elementos Gerais do Universo.docxCapitulo II - Elementos Gerais do Universo.docx
Capitulo II - Elementos Gerais do Universo.docx
 
1.2 - Elementos Gerais do Universo.pptx
1.2 - Elementos Gerais do  Universo.pptx1.2 - Elementos Gerais do  Universo.pptx
1.2 - Elementos Gerais do Universo.pptx
 
Capitulo I - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo
Capitulo I - Deus. Deus e o infinito. PanteísmoCapitulo I - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo
Capitulo I - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo
 
1.1 - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo
1.1 - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo1.1 - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo
1.1 - Deus. Deus e o infinito. Panteísmo
 
Apresentação da doutrina espírita e do Livro dos Espíritos.docx
Apresentação da doutrina espírita e do Livro dos Espíritos.docxApresentação da doutrina espírita e do Livro dos Espíritos.docx
Apresentação da doutrina espírita e do Livro dos Espíritos.docx
 
Apresentação da Doutrina Espírita e do Livro dos Espíritos.pptx
Apresentação da Doutrina Espírita e do Livro dos Espíritos.pptxApresentação da Doutrina Espírita e do Livro dos Espíritos.pptx
Apresentação da Doutrina Espírita e do Livro dos Espíritos.pptx
 
Capítulo II - Penas e Gozos Futuros.docx
Capítulo II - Penas e Gozos Futuros.docxCapítulo II - Penas e Gozos Futuros.docx
Capítulo II - Penas e Gozos Futuros.docx
 
4.2.3 - Ressurreição da carne - Paraíso - Inferno - Pugatório.pptx
4.2.3 - Ressurreição da carne - Paraíso - Inferno - Pugatório.pptx4.2.3 - Ressurreição da carne - Paraíso - Inferno - Pugatório.pptx
4.2.3 - Ressurreição da carne - Paraíso - Inferno - Pugatório.pptx
 
4.2.2 - Penas e gozos futuros.pptx
4.2.2 - Penas e gozos futuros.pptx4.2.2 - Penas e gozos futuros.pptx
4.2.2 - Penas e gozos futuros.pptx
 
4.2.1 - Vida futura.pptx
4.2.1 - Vida futura.pptx4.2.1 - Vida futura.pptx
4.2.1 - Vida futura.pptx
 
Capítulo I - Penas e Gozos Terrestres.docx
Capítulo I - Penas e Gozos Terrestres.docxCapítulo I - Penas e Gozos Terrestres.docx
Capítulo I - Penas e Gozos Terrestres.docx
 
4.1.3 - Suicídio.pptx
4.1.3 - Suicídio.pptx4.1.3 - Suicídio.pptx
4.1.3 - Suicídio.pptx
 
4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx
4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx
4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx
 
4.1.1 - Felicidade e infelicidade relativas.pptx
4.1.1 - Felicidade e infelicidade relativas.pptx4.1.1 - Felicidade e infelicidade relativas.pptx
4.1.1 - Felicidade e infelicidade relativas.pptx
 
Inveja e Ciúme.docx
Inveja e Ciúme.docxInveja e Ciúme.docx
Inveja e Ciúme.docx
 
0.5 - Inveja e ciúme.pptx
0.5 - Inveja e ciúme.pptx0.5 - Inveja e ciúme.pptx
0.5 - Inveja e ciúme.pptx
 
O Homem de bem.docx
O Homem de bem.docxO Homem de bem.docx
O Homem de bem.docx
 
3.12.1 - O Homem de bem.pptx
3.12.1 - O Homem de bem.pptx3.12.1 - O Homem de bem.pptx
3.12.1 - O Homem de bem.pptx
 

Último

Lição 2 O Livro de Rute - CPAD Adultos.pptx
Lição 2 O Livro de Rute - CPAD Adultos.pptxLição 2 O Livro de Rute - CPAD Adultos.pptx
Lição 2 O Livro de Rute - CPAD Adultos.pptx
Celso Napoleon
 
10 Orações Poderosas Ao Espírito Santo
10 Orações Poderosas Ao Espírito Santo10 Orações Poderosas Ao Espírito Santo
10 Orações Poderosas Ao Espírito Santo
Nilson Almeida
 
A Parábola da Figueira Seca - Grupo Espírita Rafael
A Parábola da Figueira Seca - Grupo Espírita RafaelA Parábola da Figueira Seca - Grupo Espírita Rafael
A Parábola da Figueira Seca - Grupo Espírita Rafael
DavidBertelli3
 
Encontro ECC - Sacramento Penitência.ppt
Encontro ECC - Sacramento Penitência.pptEncontro ECC - Sacramento Penitência.ppt
Encontro ECC - Sacramento Penitência.ppt
SanturioTacararu
 
Lição 3 Rute e Noemi - Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Lição 3 Rute e Noemi - Entrelaçadas pelo Amor.pptxLição 3 Rute e Noemi - Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Lição 3 Rute e Noemi - Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Celso Napoleon
 
edgard-armond-passes-e-radiacoes.pdf rad
edgard-armond-passes-e-radiacoes.pdf radedgard-armond-passes-e-radiacoes.pdf rad
edgard-armond-passes-e-radiacoes.pdf rad
carla983678
 
21 Dias - Jejum de Daniel Copyright ©️ de Joel Engel.pdf
21 Dias - Jejum de Daniel Copyright ©️ de Joel Engel.pdf21 Dias - Jejum de Daniel Copyright ©️ de Joel Engel.pdf
21 Dias - Jejum de Daniel Copyright ©️ de Joel Engel.pdf
AlailzaSoares1
 
quem e essa pessoa. Rogerio Augusto Ayres de Araújo
quem e essa pessoa. Rogerio Augusto Ayres de Araújoquem e essa pessoa. Rogerio Augusto Ayres de Araújo
quem e essa pessoa. Rogerio Augusto Ayres de Araújo
Rogério Augusto Ayres de Araujo
 
controle-unidade.pptxvvvvggffgfftrddfyug
controle-unidade.pptxvvvvggffgfftrddfyugcontrole-unidade.pptxvvvvggffgfftrddfyug
controle-unidade.pptxvvvvggffgfftrddfyug
AntonioMugiba
 
Biblia em ordem cronologica-Edward Reese e Frank Klassen-NVI-pdf.pdf
Biblia em ordem cronologica-Edward Reese e Frank Klassen-NVI-pdf.pdfBiblia em ordem cronologica-Edward Reese e Frank Klassen-NVI-pdf.pdf
Biblia em ordem cronologica-Edward Reese e Frank Klassen-NVI-pdf.pdf
AndreyCamarini
 
Série Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 142 - Revides
Série Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 142 - RevidesSérie Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 142 - Revides
Série Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 142 - Revides
Ricardo Azevedo
 
Apresentação Transformando-Membros-e-Líderes.pptx
Apresentação Transformando-Membros-e-Líderes.pptxApresentação Transformando-Membros-e-Líderes.pptx
Apresentação Transformando-Membros-e-Líderes.pptx
AlexandreCarvalho858758
 
Batismo CELEBRANDO A NOSSA FÉ BATISMAL.pptx
Batismo CELEBRANDO A NOSSA FÉ BATISMAL.pptxBatismo CELEBRANDO A NOSSA FÉ BATISMAL.pptx
Batismo CELEBRANDO A NOSSA FÉ BATISMAL.pptx
nadeclarice
 

Último (13)

Lição 2 O Livro de Rute - CPAD Adultos.pptx
Lição 2 O Livro de Rute - CPAD Adultos.pptxLição 2 O Livro de Rute - CPAD Adultos.pptx
Lição 2 O Livro de Rute - CPAD Adultos.pptx
 
10 Orações Poderosas Ao Espírito Santo
10 Orações Poderosas Ao Espírito Santo10 Orações Poderosas Ao Espírito Santo
10 Orações Poderosas Ao Espírito Santo
 
A Parábola da Figueira Seca - Grupo Espírita Rafael
A Parábola da Figueira Seca - Grupo Espírita RafaelA Parábola da Figueira Seca - Grupo Espírita Rafael
A Parábola da Figueira Seca - Grupo Espírita Rafael
 
Encontro ECC - Sacramento Penitência.ppt
Encontro ECC - Sacramento Penitência.pptEncontro ECC - Sacramento Penitência.ppt
Encontro ECC - Sacramento Penitência.ppt
 
Lição 3 Rute e Noemi - Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Lição 3 Rute e Noemi - Entrelaçadas pelo Amor.pptxLição 3 Rute e Noemi - Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Lição 3 Rute e Noemi - Entrelaçadas pelo Amor.pptx
 
edgard-armond-passes-e-radiacoes.pdf rad
edgard-armond-passes-e-radiacoes.pdf radedgard-armond-passes-e-radiacoes.pdf rad
edgard-armond-passes-e-radiacoes.pdf rad
 
21 Dias - Jejum de Daniel Copyright ©️ de Joel Engel.pdf
21 Dias - Jejum de Daniel Copyright ©️ de Joel Engel.pdf21 Dias - Jejum de Daniel Copyright ©️ de Joel Engel.pdf
21 Dias - Jejum de Daniel Copyright ©️ de Joel Engel.pdf
 
quem e essa pessoa. Rogerio Augusto Ayres de Araújo
quem e essa pessoa. Rogerio Augusto Ayres de Araújoquem e essa pessoa. Rogerio Augusto Ayres de Araújo
quem e essa pessoa. Rogerio Augusto Ayres de Araújo
 
controle-unidade.pptxvvvvggffgfftrddfyug
controle-unidade.pptxvvvvggffgfftrddfyugcontrole-unidade.pptxvvvvggffgfftrddfyug
controle-unidade.pptxvvvvggffgfftrddfyug
 
Biblia em ordem cronologica-Edward Reese e Frank Klassen-NVI-pdf.pdf
Biblia em ordem cronologica-Edward Reese e Frank Klassen-NVI-pdf.pdfBiblia em ordem cronologica-Edward Reese e Frank Klassen-NVI-pdf.pdf
Biblia em ordem cronologica-Edward Reese e Frank Klassen-NVI-pdf.pdf
 
Série Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 142 - Revides
Série Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 142 - RevidesSérie Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 142 - Revides
Série Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 142 - Revides
 
Apresentação Transformando-Membros-e-Líderes.pptx
Apresentação Transformando-Membros-e-Líderes.pptxApresentação Transformando-Membros-e-Líderes.pptx
Apresentação Transformando-Membros-e-Líderes.pptx
 
Batismo CELEBRANDO A NOSSA FÉ BATISMAL.pptx
Batismo CELEBRANDO A NOSSA FÉ BATISMAL.pptxBatismo CELEBRANDO A NOSSA FÉ BATISMAL.pptx
Batismo CELEBRANDO A NOSSA FÉ BATISMAL.pptx
 

Dialogando com Espíritos.pdf

  • 1. CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT ESTUDO MEDIÚNICO: DIALOGANDO COM ESPÍRITOS Texto extraído do site: https://juancarlosespiritismo.blog <Em 14/06/2023> Direitos reservados à fonte. 1. DIALOGADOR, DOUTRINADOR OU MÉDIUM ESCLARECEDOR A palavra doutrinação, ainda muito utilizada no meio espírita, sofreu certo desgaste ao longo do tempo em razão de ser utilizada na forma de catequese ou de sermão. Porém encontramos nas obras de André Luiz, Emmanuel e outros orientadores o uso indistinto das designações: doutrinador, dialogador ou médium esclarecedor, palavras empregadas como sinônimo de diálogo fraterno ou de esclarecimento evangélico-doutrinário aos comunicantes que necessitam de apoio espiritual Na equipe em serviço, os médiuns esclarecedores, mantidos sob a condução e inspiração dos benfeitores espirituais, são os orientadores da enfermagem ou da assistência aos sofredores desencarnados. Constituídos pelo dirigente do grupo e seus assessores, são eles que os instrutores da Vida maior utilizam em sentido direto para o ensinamento ou o socorro necessário. Naturalmente que a esses companheiros compete um dos setores mais importantes da reunião. O bom doutrinador tem desenvolvida a mediunidade de intuição que, como qualquer faculdade mediúnica, aperfeiçoa-se com a prática. Daí ser importante manter-se vigilante e atento às intuições que lhe surgem no foro íntimo durante o diálogo mantido com comunicantes desencarnados. O médium esclarecedor deve esforçar-se para desenvolver outros recursos, úteis à boa execução da tarefa: paciência e tolerância, que acalmam e acolhem irmãos sofredores; estudo espírita, sedimentando sólida base doutrinária necessária para neutralizar quaisquer tentativas de introdução de modismos e equívocos à prática espírita; benevolência, afabilidade e simplicidade durante o trato com os Espíritos comunicantes; manutenção de clima de simplicidade, otimismo e fraternidade ao conversar com Espíritos mais rebeldes, revoltados ou que buscam vingança, aparando-se na certeza do auxílio prestado pelos orientadores espirituais; atenção à problemática apresentada pelo Espírito e, ao mesmo tempo, envolvimento em vibrações harmônicas, a fim de que o médium exercite também a sua capacidade de auxiliar com proveito. O encarnado encarregado do diálogo deve conscientizar-se do esforço de combate às próprias imperfeições morais, trabalhando na aquisição e no desenvolvimento de virtudes, pois o seu comportamento no bem e as suas atitudes equilibradas apresentam significativo efeito moral sobre os Espíritos com quem dialoga. A atividade de dialogador, doutrinador ou médium esclarecedor é de suma importância no acolhimento aos Espíritos sofredores que comparecem à reunião mediúnica espírita, principalmente nos trabalhos de desobsessão. “Esclarecer, em reunião de desobsessão, é clarear o raciocínio; é levar uma entidade desencarnada, através de uma série de reflexões, a entender determinado problema que ela traz consigo e que não consegue resolver; ou fazê-la compreender que as suas atitudes representam um problema para terceiros, com agravantes para ela mesma. É leva-la a modificar conceitos errôneos, distorcidos e cristalizados, por meio de uma lógica clara, concisa, com base na Doutrina Espírita e, sobretudo, permeada de amor. Essa é uma das mais belas tarefas na reunião de desobsessão e que requer muita prudência, discernimento e diplomacia. Que requer, principalmente, o ascendente moral daquele que fala sobre aquele que ouve, que está sendo atendido. Esse ascendente moral faz com que as explicações dadas levem o cunho da serenidade, da energia equilibrada e da veracidade.” (Schubert) No instante do esclarecimento, quando a entidade se comunica, ela está de alguma forma expectante, aguardando alguma coisa, para ela, imprevisível. Também os presentes
  • 2. CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT à reunião se colocam em posição especial, porém, de doação, de desejo de atender à expectativa do irmão necessitado. E qualquer que seja a maneira sob a qual ele se apresente, todos os pensamentos e todas as vibrações devem estar unidos, homogêneos, dirigidos no intuito de beneficiá-lo. Nesta hora, o doutrinador será o polo centralizador desse conjunto de emoções positivas, estabelecendo-se uma corrente magnética que envolve o comunicante e que ajuda, concomitantemente, ao que esclarece. Este, recebendo ainda o influxo amoroso do mentor da reunião, terá condições de dirigir a conversação para o rumo mais acertado e que atinja o cerne da problemática que o Espírito apresenta. O esclarecimento não se faz mostrando erudição, conhecimentos filosóficos ou doutrinários. Também não há necessidade de dar uma aula sobre o que é o Espiritismo, nem de mostrar o quanto os espíritas trabalham. Como não é o instante para criticar, censurar, acusar ou julgar. Esclarecer não é fazer sermão. Não surtirão bons resultados palavras revestidas de grande beleza, mas vazias, ocas, frias. Não atenderão às angústias e aflições daquele que sofre e muito menos abrandarão os revoltados e vingativos. Em quaisquer dos casos, é preciso compreendamos que é quase impossível a uma pessoa mudar de procedimento, sem que seja levada a conhecer as causas que deram origem aos seus problemas. Razão por que, em grande número de comunicações, o doutrinador, sentindo que há esta necessidade, deve aplicar as técnicas de regressão de memória no comunicante. Esta técnica consiste em levá-lo a recordar-se de fatos do seu passado, de sua última ou anterior reencarnação, despertando lembranças que jazem adormecidas. Nessas ocasiões, os Trabalhadores da Espiritualidade agem, seja acordando as reminiscências nos painéis da mente, seja formando quadros fluídicos com as cenas que evidenciem a sua própria responsabilidade perante os fatos em que se proclamava inocente e vítima. De outras vezes, a lógica e clareza dos argumentos, aliadas à compreensão e ao amor, são o suficiente para convencer as entidades. Para sentir aquilo que diz, é essencial ao doutrinador uma vivência que se enquadre nos princípios que procura transmitir. Assim, a sua vida diária deve ser pautada, o mais possível, dentro dos ensinamentos evangélicos e doutrinários. Inclusive, porque, os desencarnados que estão sendo atendidos, não raro, acompanham-lhe os passos para verificar o seu comportamento e se há veracidade em tudo o que fala e aconselha. Eis o motivo pelo qual Joanna de Ângelis recomenda: ‘(…) quem se faz instrutor deve valorizar o ensino, aplicando-o em si próprio’. Outro cuidado que o doutrinador deve ter durante o diálogo é o de dosar a verdade, para não prejudicar o Espírito que veio em busca de socorro e lenitivo, esclarecimentos, enfim, que lhe deem paz. A franqueza, em certos casos, pode ser destrutiva. A verdade pode ferir àquele que não está em condições de recebê-la. É o caso, por exemplo, de uma entidade que desconhece que deixou a Terra e apresenta total despreparo para a morte. Este esclarecimento só deve ser transmitido depois de uma conversação que a prepare psicologicamente para a realidade. A medida justa para isto é colocar-se o doutrinador na posição do comunicante, vivendo o seu drama e imaginando o que seria o seu sofrimento. Há um outro ponto a se considerar a respeito dos que estão na tarefa de esclarecimento, nas sessões de desobsessão: é que estes não devem ser médiuns de incorporação, pois não teriam condições de acumular as duas funções, além de sofrerem de modo direto as influências dos obsessores, o que obviamente prejudicaria a tarefa de esclarecimento.” “O esclarecimento dos desencarnados sofredores, perseguidores, renitentes ou não de viciações, ódios, desvios emocionais, entre outros, por meio das manifestações mediúnicas ostensivas, constitui atividade de elevada importância no âmbito da caridade fraternal desenvolvida na Casa Espírita. Indica, igualmente, o ponto máximo da reunião mediúnica.
  • 3. CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT 2. CONDIÇÕES FAVORÁVEIS DE UM BOM DIÁLOGO COM OS ESPÍRITOS Allan Kardec assinala no livro O que é o espiritismo, que há três condições essenciais para que um Espírito se comunique: • Que lhe convenha fazê-lo; • Que sua posição ou suas ocupações lho permitam; • Que encontre no médium um instrumento apropriado à sua natureza. Tendo como base esses fatores, apontamos, em seguida, as principais condições que favorecem um bom diálogo com os desencarnados. 2.1 – O AMOR A arte da doutrinação se aperfeiçoa com a prática, como acontece a qualquer outra mediunidade, sobretudo se há empenho do doutrinador na aquisição de valores intelectuais e morais. Francisco Thiesen nos lembra, no prefácio do livro Diálogo com as sombras, as palavras do autor da referida obra: “[…] o segredo da doutrinação é o amor.” E André Luiz, no livro No mundo maior, comenta: “[…] conhecimento auxilia por fora, só o amor socorre por dentro […]. Com a nossa cultura retificamos os efeitos, quanto possível, e só os que amam conseguem atingir as causas profundas.” O conhecimento intelectual, por si só, não é garantia de êxito na tarefa desobsessiva. O esclarecedor deve aliar à sua argumentação o mais elevado sentimento de solidariedade, fraternidade e compreensão, buscando auscultar os sentimentos do sofredor, colocando- se na posição do assistido, para melhor compreendê-lo e auxiliá-lo, como alerta André Luiz: “Para esse fim, para decifrar os complicados labirintos do sofrimento moral, é imprescindível haver atingido mais elevados degraus da humana compreensão.” 2.2 – A PALAVRA No atendimento mediúnico a Espíritos necessitados, a palavra expressa tanto ‘o que dizer’ quanto ‘o como dizer’. Deve ser pronunciada num tom de voz harmônico, tranquilo, destituído de afetação, nem imposição, na forma fraterna como a de quem conversa com um amigo ou familiar, momentaneamente, distante do equilíbrio. André Luiz recorda que, ao nos comunicarmos com alguém, emitimos energias que poderão conduzir o ouvinte à harmonia ou ao desajuste, pois a palavra sempre carrega o magnetismo de quem fala: [A] […] palavra, qualquer que ela seja, surge invariavelmente dotada de energias elétricas específicas, libertando raios de natureza dinâmica. A mente, como não ignoramos, é o incessante gerador de força, por intermédio dos fios positivos e negativos do sentimento e do pensamento, produzindo o verbo que é sempre uma descarga eletromagnética, regulada pela voz. Em outra obra de sua autoria, André Luiz descreve um atendimento que modificou radicalmente a conduta adotada pelo obsessor, simplesmente porque o dialogador soube aliar simplicidade, tato, gentileza e entonação adequados à palavra: A paciência do doutrinador sensibilizava-nos. Não recebia Libório, qual se fora defrontado por um habitante das sombras, suscetível de acordar-lhe qualquer impulso de curiosidade menos digna. Ainda mesmo descontando o valioso concurso do mentor que o acompanhava, Raul emitia de si mesmo sincera compaixão de mistura com inequívoco interesse paternal. Acolhia o hóspede sem estranheza ou irritação, como se o fizesse a um familiar que regressasse demente ao santuário doméstico. Talvez por essa razão o obsessor a seu turno se revelava menos agastadiço. […] Ante o argumento enunciado com sinceridade e simpleza, o renitente sofredor pareceu apaziguar-se ainda mais. Jatos de energia mental, partidos de Silva, alcançavam-no agora em cheio, no tórax, como a lhe
  • 4. CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT buscarem o coração. […] Sob o sábio comando de Clementino, falou o doutrinador com afetividade ardente: – Libório, meu irmão! Essas três palavras foram pronunciadas com tamanha inflexão de generosidade fraternal que o hóspede não pôde sopitar o pranto que lhe subia do âmago. Emmanuel, no livro O consolador, abordando os elevados sentimentos que precisam ser desenvolvidos pelo médium esclarecedor, estabelece uma valiosa diferenciação entre doutrinar e evangelizar: Assim, não basta doutrinar o Espírito, no sentido de transmitir-lhes informações ou ensinar-lhe algo, é importante evangelizar. […] Para doutrinar, basta o conhecimento intelectual dos postulados do Espiritismo; para evangelizar é necessária a luz do amor no íntimo. Na primeira, bastarão a leitura e o conhecimento; na segunda, é preciso vibrar e sentir com o Cristo. 2.3 – A PRECE, O PASSE E AS IRRADIAÇÕES MENTAIS A prece e o passe são recursos valiosos de apoio ao diálogo com os Espíritos, sobretudo quando se esgota qualquer tentativa de entendimento. Fornecem a necessária harmonia tanto ao manifestante portador de desequilíbrio quanto ao próprio médium, considerando que os trabalhadores da equipe espiritual recolhem também as forças mentais emitidas pelos participantes do grupo, inclusive as que fluem abundantes do médium. Em algumas situações específicas, quando a conversa fraterna não se revela produtiva, pode-se induzir o Espírito ao sono ou à regressão da memória, favorecidos pela atuação dos benfeitores espirituais que, intuitivamente, sugerirão tais medidas. Se o comunicante perturbado procura fixar-se no braseiro da revolta ou na sombra da queixa, indiferente ou recalcitrante, o diretor ou o auxiliar em serviço solicitará a cooperação dos benfeitores espirituais presentes para que o necessitado rebelde seja confiado à assistência de organizações espirituais adequadas a isso. Nesse caso, a hipnose benéfica será utilizada a fim de que o magnetismo balsamizante asserene o companheiro perturbado, amparando-se-lhe o afastamento da cela mediúnica, à maneira do enfermo desesperado da Terra a quem se administra a dose calmante para que se ponha mais facilmente sob o tratamento preciso.” Assim, o dialogador, doutrinador ou médium esclarecedor exerce uma tarefa muito importante na reunião mediúnica espírita, trazendo em sua bagagem a base doutrinária edificante e a vivência evangélica adquirida em processo constante de autoaprimoramento, para esclarecer os Espíritos sofredores em socorro espiritual realizados pelas Casas Espíritas.
  • 5. CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT 3. ETAPAS DO ESCLARECIMENTO Seguem algumas etapas didáticas nas comunicações com Espíritos que comparecem às reuniões mediúnicas espíritas. O esclarecimento doutrinário ocorre durante o principal momento da reunião mediúnica, considerado o ápice da realização dos trabalhos organizados entre os dois planos de vida. 3.1 – ETAPA INICIAL: OUVIR O ESPÍRITO E IDENTIFICAR AS SUAS PRINCIPAIS DIFICULDADES É de fundamental importância que o dialogador, em especial, e o grupo, em geral, escutem o que o Espírito tem a dizer. Se este revela dificuldades para se expressar, é preciso saber auxiliá-lo porque somente lhe concedendo a chance de expor suas amarguras será possível prestar-lhe efetiva assistência. Contudo, usualmente, o diálogo é iniciado pelo próprio Espírito que, naturalmente, toma a palavra e apresenta as suas necessidades. Qualquer que seja a abertura da comunicação, o doutrinador deve esperar, com paciência, depois de receber o companheiro com uma saudação sinceramente cortês e respeitosa. Seja quem for que compareça diante de nós, é um Espírito desajustado, que precisa de socorro. Alguns bem mais desarmonizados do que outros, mas todos necessitados – e desejosos – de uma palavra de compreensão e carinho, por mais que reajam à nossa aproximação. Os primeiros momentos de um contato mediúnico são muito críticos. Ainda não sabemos a que vem o Espírito, que angústias traz no coração, que intenções, que esperanças e recursos, que possibilidades e conhecimentos. Estará ligado a alguém que estamos tentando ajudar? Tem problemas pessoais com algum membro do grupo? Luta por uma causa? Ignora seu estado, ou tem consciência do que se passa com ele? É culto, inteligente, ou se apresenta ainda inexperiente e incapaz de um diálogo mais sofisticado? Uma coisa é certa: não devemos subestimá-lo. Pode, de início, revelar clamorosa ignorância, e entrar, depois, na posse de todo o acervo cultural de que dispõe. Dificilmente o Espírito é bastante primário para ser classificado, sumariamente, como ignorante. Se o Espírito demorar a dar início à fala, o esclarecedor poderá fazer algumas perguntas provocativas, tais como: Em que podemos servi-lo? Como se sente? Deseja algo de nós? Não é produtivo forçar a entidade a se identificar, pois talvez não possa fazê-lo em função de seu comprometimento psíquico, de ser desconhecida do grupo ou mesmo pelos inconvenientes que tal revelação possa causar. A identificação ocorre naturalmente, caso não haja impedimentos. O comunicante espiritual poderá exibir uma ideia fixa, repetir um mesmo assunto, como se andasse em círculos. Nesse caso, o doutrinador poderá ir fazendo apartes até que o assunto passe a ser conduzido de forma proveitosa e um entendimento se estabeleça. Em qualquer situação, deve-se evitar o monólogo ou diálogos muito longos. As monopolizações, por parte do comunicante espiritual ou do doutrinador, são sempre indesejáveis. A reunião torna-se extremamente cansativa, porque ocorre dispersão mental e de fluidos. Há participantes que podem até ser dominados pelo sono, outros permanecem distraídos, alheios às lições transmitidas. Tudo isso compromete o êxito e a produtividade da reunião. A conversação será vazada em termos claros e lógicos, mas na base da edificação, sem qualquer toque de impaciência ou desapreço ao comunicante, mesmo que haja motivos de indução ao azedume ou à hilaridade. O esclarecimento não será, todavia, longo
  • 6. CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT em demasia, compreendendo-se que há determinações de horário e que outros casos requisitam atendimento. Em síntese: • Deixar o Espírito falar, colhendo informações, identificando problemas e características individuais; • Fazer perguntas esclarecedoras, se necessário, caso não consiga reconhecer o seu principal problema; • Manter-se no foco do problema apresentado é a melhor forma de auxiliar; • Ficar atento às ideias fixas que podem dificultar ou impedir o diálogo. 3.2 – ETAPA INTERMEDIÁRIA: ESCLARECER E APOIAR FRATERNALMENTE O ESPÍRITO Assim que o doutrinador perceber a problemática do Espírito, começa o esclarecimento doutrinário propriamente dito. Destacamos alguns pontos que devem ser observados nessa fase: • Identificar a condição masculina ou feminina da entidade para que se possa conduzir a conversação na linha psicológica apropriada; • O dialogador deve acalmar ou tranquilizar o Espírito com palavras gentis, fraternas e solidárias, envolvendo-o em fluidos reparadores, calmantes, tendo como base as orientações espíritas e evangélicas; • O médium psicofônico deve ter cuidado para controlar o Espírito a fim de que este não monopolize a conversa nem dê chance ao dialogador de auxiliá-lo. Há entidades que dominam a arte da manipulação. O médium, o dialogador e o próprio grupo devem envidar esforços para controlar a situação; • Se o Espírito se revela muito perturbado, envolvê-lo nas energias positivas do passe, da prece ou de ambos. Importa reconhecer que nem sempre o Espírito apresenta condições para estabelecer uma conversa fraterna. Às vezes, necessita apenas das energias ou das vibrações do médium e dos demais participantes do grupo; • Dialogar com bom senso, bondade, clareza, tato e firmeza, usando linguagem simples, descontraída e objetiva. Evitar o uso de frases feitas ou de chavões; não é aconselhável ter uma fala padrão para suicidas, homicidas, obsessores, etc. O diálogo não deve ter também a feição de preleção ou de catequese; • O dialogador jamais deve discutir ou polemizar com o Espírito. Não deve censurá- lo, condená-lo ou ironizá-lo; • Fugir de disputas com entidades desencarnadas que ameacem ou que se recusem a se afastarem do encarnado, recordando que desobsessão é processo lento, que implica reforma moral dos envolvidos; • É importante considerar que a conversa fraterna não beneficia apenas o Espírito comunicante. Este representa na reunião um grupo de Espíritos que se encontra em situação semelhante. Os demais, Espíritos em situação similar, podem se encontrar no mesmo local da reunião ou em outras localidades no plano espiritual, acompanhando o atendimento. Os sofredores que não se encontram na reunião são atendidos a distância, por meio de equipamentos instalados pelos trabalhadores da equipe espiritual; • O médium psicofônico e demais participantes devem apoiar mental e fluidicamente o doutrinador, acompanhando o diálogo, sem fazer interferências de qualquer natureza; • Nas comunicações complexas, sobretudo nas manifestações de comunicantes mais endurecidos, o dialogador e o médium psicofônico devem impedir a desestruturação da reunião, usando a energia, mas sem perda do espírito de fraternidade;
  • 7. CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT • O diálogo não deve ser longo, não deve ser também excessivamente curto, mesmo em se tratando de Espíritos que revelem grandes desarmonias. André Luiz, no livro Desobsessão, recomenda até dez minutos, uma vez que o horário de início e término da reunião deve ser respeitado; • Evitar múltiplas manifestações psicofônicas ao mesmo tempo, pois além de ser necessário preservar a harmonia da sessão, atendendo a cada caso por sua vez, em ambiente de concórdia e serenidade, qualquer comunicação é do interesse de todos os participantes encarnados, que, em conjunto, devem amparar o Espírito necessitado de auxílio; • Não induzir, direta ou indiretamente, os médiuns a receber essa ou aquela entidade, pois a espontaneidade é essencial ao êxito da tarefa; • Utilizar a indução hipnótica ao desencarnado comunicante, quando necessário, conduzindo-o ao sono (sonoterapia) ou à hipnose construtiva. 3.3 – ETAPA FINAL: CONCLUSÃO DO ATENDIMENTO Passado o momento da argumentação doutrinária e o atendimento propriamente dito, encaminha-se para o encerramento do diálogo, propiciando o afastamento do Espírito manifestante. O doutrinador e o médium promovem, então, o desligamento psíquico do Espírito segundo a intuição captada: frases indicativas de despedida; indução ao sono; encaminhamento pelos benfeitores espirituais presentes; emissão de uma prece etc. É importante que o Espírito tenha ciência de que ele será sempre bem-vindo às reuniões do grupo mediúnico. A entidade que foi adequadamente esclarecida afasta-se naturalmente do médium, apoiando-se nos cuidados amigos dos trabalhadores da equipe espiritual. Nos casos dos Espíritos que não conseguem ou não querem se desligar do médium, o dialogador deve solicitar-lhe o afastamento, considerando a responsabilidade do trabalho e a finalização do atendimento. Se necessário, pedir a cooperação do médium psicofônico, orientando-o a se desligar mentalmente do comunicante. Quanto ao Espírito, deve-se prestar-lhe esclarecimento respeitoso, alegando os motivos que obrigam o seu afastamento, tais como: • o desgaste energético do médium e a consequente sobrecarga mental; • a necessidade de outros Espíritos se comunicarem; • o tempo que se esgotou, mas outras oportunidades surgirão; • o atendimento está a cargo dos benfeitores espirituais, os quais prestarão assistência mais completa.” Segundo Hermínio Corrêa de Miranda, o doutrinador não pode deixar de dispor de cinco qualidades, ou aptidões básicas: • Formação doutrinária muito sólida, com apoio insubstituível nos livros da Codificação Kardequiana. • Familiaridade com o Evangelho de Jesus. • Autoridade moral. • Fé. • Amor. As demais são desejáveis, importantes também, mas não tão críticas: • Paciência. • Sensibilidade. • Tato. • Energia. • Vigilância. • Humildade. • Destemor. • Prudência.
  • 8. CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
  • 9. CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
  • 10. CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT
  • 11. CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT Obs: Texto e imagens com direitos reservados às respectivas fontes.
  • 12. CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, 1516 – Jardim Marajó – Rondonópolis – MT REFERÊNCIAS: KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução De Salvador Gentile. 85ª Ed. Araras – SP: Ide, 2008. MIRANDA, Hermínio C. Diálogo com as sombras: Teoria e prática da doutrinação. 22ª ed. Brasília-DF: Federação Espírita Brasileira, 2006. MOURA, Marta Antunes de Oliveira de (Organizadora). Organização e funcionamento da reunião mediúnica espírita. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2008. MOURA, Marta Antunes de Oliveira de (Organizadora). Mediunidade: estudo e prática. Programa II. 2ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019. SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão/Desobsessão: profilaxia e terapêutica espíritas. 3ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2018. XAVIER, Chico. Nos domínios da Mediunidade. 36ª ed. Brasília: FEB, 2018. Pelo Espírito André Luiz. https://juancarlosespiritismo.blog/2021/12/16/dialogando-com-espiritos-etapas-do- esclarecimento/ https://juancarlosespiritismo.blog/2021/12/14/dialogando-com-espiritos-dialogador- doutrinador-ou-medium-esclarecedor/ www.google.com.br (imagens)