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Henrique VieiraCentro Espírita Luz Eterna 20.07.2016
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. XVI
711. O uso dos bens da Terra é um direito de todos os
homens?
“Esse direito é consequente da necessidade de viver. Deus não
imporia um dever sem dar ao homem o meio de cumpri-lo.”
Allan Kardec / O Livro dos Espíritos
712. Com que fim pôs Deus atributos no gozo dos bens materiais?
“Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e para experimentá-lo por
meio da tentação.”
a) Qual o objetivo dessa tentação?
“Desenvolver-lhe a razão, que deve preservá-lo dos excessos.”
“Se o homem só fosse instigado a usar dos bens terrenos pela utilidade que têm,
sua indiferença houvera talvez comprometido a harmonia do Universo. Deus
imprimiu a esse uso o atrativo do prazer, porque assim é o homem impelido ao
cumprimento dos desígnios providenciais. Mas, além disso, dando àquele uso esse
atrativo, quis Deus também experimentar o homem por meio da tentação , que o
arrasta para o abuso, de que deve a razão defendê-lo.”
“- Vende tudo quanto tens , reparte-o pelos pobres,
e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me (…)
- Permite-me primeiro – conseguiu articular,
vencendo a emoção que o transfigurava – competir
em Cesareia, logo mais, disputando para Israel os
triunfos dos jogos…”
Divaldo Pereira Franco / Primícias do reino
“- Não posso esperar. O Reino dos Céus começa hoje
e agora para o teu espírito. Não há tempo a perder.”
“- Aguardei muito essa ocasião e ela se avizinha, com a chegada do período das
competições… Exercitei-me, contratei escravos que me adestraram… aos partos
comprei, por uma fortuna, duas parelhas de fogosos cavalos… os jogos estão
próximos…”
“- Renuncia, e segue-me!”
“- Não posso… não posso seguir-Te agora… Perdoa-me, se me amas!”
19:23 Disse Jesus aos seus discípulos: Amén vos digo que um rico dificilmente
entrará no Reino dos Céus. 19:24 Novamente, vos digo: É mais fácil um
camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de
Deus.
(MATEUS, 19:23-24)
“- Este é Sadock Bem Eliazar, (…) deseja participar do empreendimento no qual nos
encontramos engajados.”
“- Aqui temos Melquíades Bar Josafá, (…) Justo e bom, sentiu-se atraído, graças às
informações que lhe dei, a cooperar com a tarefa que delineia.”
“- Este é Benjamin, que vem da casa de Judá, e é especialista em estratégia militar .”
Divaldo Pereira Franco / Pelos caminhos de Jesus
“Zaqueu, - falou o Visitante
Sublime – desce depressa,
porque hoje me convém
pousar em tua casa”.
Divaldo Pereira Franco / Primícias do reino
“16:19 Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino deleitando-se
a cada dia esplendidamente. 16:20 E um pobre, de nome Lázaro, coberto de
chagas, estava lançado junto ao portão dele 16:21 desejando saciar-se do que
caía da mesa do rico. Além disso, os cães vinham lamber-lhe as chagas.”
(Novo Testamento /Lucas)
Divaldo Pereira Franco / Depois da vida
“A consciência de culpa produz um ácido que
queima e requeima interiormente, retirando
por completo a paz do calceta enganador.”
“A consciência culpada é o mais impenitente
algoz de que se tem notícia.”
“… leis estabelecidas na consciência humana
erguem o tribunal que julga delitos e aplica
penas, jamais ludibriado pela mais astuta
inteligência, que se lhe submete quando
começa a fase da reabilitação.”
Lei de causa e efeito
A tortura do rico
Um abismo
Os bens materiais
Arrependimento forçado
Comunicabilidade dos Espíritos
Allan Kardec / O Livro dos Espíritos
“A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem,
que se conserva calmo, semelhante em tudo a quem acompanha as fases de um
tranquilo despertar. Para aquele cuja consciência ainda não está pura, a perturbação
é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à proporção que ele da sua
situação se compenetra.”
163. A alma tem consciência de si mesma
imediatamente depois de deixar o corpo?
“Imediatamente não é bem o termo. A alma
passa algum tempo em estado de
perturbação.”
164. A perturbação que se segue à separação da alma e do corpo é do mesmo
grau e da mesma duração para todos os Espíritos?
“Não; depende da elevação de cada um. Aquele que já está purificado, se
reconhece quase imediatamente, pois que se libertou da matéria antes que
cessasse a vida do corpo, enquanto que o homem carnal, aquele cuja consciência
ainda não está pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria.”
“Ao lado de extensa galeria, dois cavalheiros e três
damas admiravam singular espelho, junto do qual se
mantinha uma jovem desencarnada com expressão
de grande tristeza.(…)
- Toquei o objeto para informar-me. Este espelho
originalíssimo foi confiado à jovem por um rapaz
que lhe prometeu casamento. (…) Despediu-se da
noiva e lhe implorou guardasse a peça como
lembrança, até que pudesse voltar, e serem então
felizes para sempre… (…) Contudo, distraído na
França pelos encantos de outra mulher, não mais
regressou (…)
- A pobrezinha, no entanto, fixou-se na promessa
ouvida e continua a esperá-lo. O espelho é o
penhor da sua felicidade.”
Francisco Cândido Xavier / Nos Domínios da Mediunidade
Allan Kardec / O Céu e o Inferno
“Fui no mundo um ser inútil; não fiz uso algum proveitoso das minhas faculdades; a
fortuna serviu apenas à satisfação das minhas paixões, aos meus caprichos de luxo e à
minha vaidade; não pensei senão nos gozos do corpo, desprezando os da alma e a
própria alma. (…) Orai para que Ele me perdoe…”
“A insistência do Espírito, para que se orasse sobre o seu túmulo,
é uma particularidade notável, mas que tinha sua razão de ser se
levarmos em conta a tenacidade dos laços que ao corpo o
prendiam, à dificuldade do desprendimento, em consequência
da materialidade da sua existência.”
Esbanjar a
riqueza não é
Desprendimento
dos bens terrenos
É
Descaso e
indiferença
A riqueza pode e deve ser utilizada para a construção de um mundo melhor.
“- O dinheiro fomenta o progresso da sociedade, equilibra a família, dignifica o
homem, estimula a fraternidade, gera alegria e estrutura a esperança. Sem dúvida,
que tem sido mal empregado, produzindo a usura e a insensatez dos quais decorrem
males sem conta, que respondem pela miséria moral, social e geral no mundo.
Deus não colocaria na Terra o dinheiro, se ele não tivesse a missão de acompanhar o
homem na sua marcha ascensional na busca da perfeição. Dia virá em que a troca de
valores se fará por meio de outras técnicas e de outros recursos, dispensando o
dinheiro. Por enquanto, porém, ele é veículo para o bem e a felicidade que a todos
cumpre desenvolver, mediante a correta aplicação dos tesouros que chegarem a
quaisquer mãos.
Abençoada seja a riqueza que gera paz, a moeda que liberta do sofrimento, o dinheiro
que impele à felicidade, o recurso que santifica no exercício do desprendimento e na
ação do bem.”
Divaldo Pereira Franco / Pelos caminhos de Jesus
Referências bibliográficas