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O Livro dos Espíritos questão 933
Se o homem, frequentemente, é o artífice dos seus sofrimentos
materiais, não ocorre o mesmo com os sofrimentos morais?
Mais ainda, porque os sofrimentos materiais, algumas vezes, são
independentes da vontade; mas o orgulho ferido, a ambição frustrada, a
ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, em uma palavra,
são torturas da alma.
A inveja e o ciúme! Felizes aqueles que não conhecem esses dois vermes
roedores! Com a inveja e o ciúme, não há calma nem repouso possível para
aquele que está atacado desse mal: os objetos de sua cobiça, de seu ódio, de
seu despeito, se levantam diante dele como fantasmas que não lhe dão
nenhuma trégua e o perseguem até no sono. Os invejosos e os ciumentos
estão num estado de febre contínua. Portanto, está aí uma situação desejável
e não compreendeis que, com suas paixões, o homem criou para si suplícios
voluntários, e a Terra torna-se para ele um verdadeiro inferno?
Allan Kardec:
Várias expressões pintam energicamente os efeitos de certas paixões;
diz-se: estar inchado de orgulho, morrer de inveja, secar de ciúme ou de
despeito, perder com isso a bebida e o alimento, etc. Esse quadro não é
senão muito verdadeiro. Algumas vezes mesmo o ciúme não tem
objetivo determinado. Há pessoas ciumentas por natureza, de tudo que
se eleva, de tudo que escapa à linha vulgar, nesse caso, mesmo que não
tenham nisso nenhum interesse direto, mas unicamente porque elas não
o podem alcançar. Tudo o que parece acima do horizonte as ofusca, e se
são a maioria na sociedade, elas querem tudo reconduzir ao seu nível. É
o ciúme somado à mediocridade.
Frequentemente, o homem não é infeliz senão pela importância que liga
às coisas deste mundo. É a vaidade, a ambição e a cobiça frustradas que
fazem sua infelicidade. Se ele se coloca acima do círculo estreito da vida
material, se eleva seus pensamentos até o infinito, que é a sua
destinação, as vicissitudes da Humanidade lhe parecem, então,
mesquinhas e pueris, como as tristezas de uma criança que se aflige com
a perda de um brinquedo que representava a sua felicidade suprema.
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Aquele que não vê felicidade senão na satisfação do orgulho e dos
apetites grosseiros, é infeliz quando não os pode satisfazer, ao passo
que aquele que nada pede ao supérfluo é feliz com o que os outros olham
como calamidades.
Falamos do homem civilizado, porque o selvagem, tendo suas
necessidades mais limitadas, não tem os mesmos objetos de cobiça e de
angústias: sua maneira de ver as coisas é diferente. No estado de
civilização, o homem raciocina sua infelicidade e a analisa e, por isso, é
por ela mais afetado. Mas pode, também, raciocinar e analisar os meios
de consolação. Essa consolação, ele a possui no sentimento cristão que
lhe dá a esperança de um futuro melhor, e no Espiritismo que lhe dá a
certeza desse futuro.
Comentários:
Nós convivemos diariamente com a inveja, com o ciúme, com a cobiça, com o
orgulho.
A questão nos mostra claramente que o homem civilizado a partir do momento
que cria para si mais necessidade, se vê torturado por todos esses desejos
inferiores.
Nos vemos a todo momento frustrados porque não temos determinadas coisas
ambicionadas, com ciúme, inveja do nosso próximo porque tem e gostaríamos
também de ter, estar com alguém que gostaríamos de estar, ter uma condição
financeira que o outro tem, enfim, algo que gostaríamos de ter e não será
possível nessa existência.
Aqui na vida material precisamos lembrar que estamos junto às pessoas, no
meio, no lugar, na profissão que nós precisamos para crescermos e
evoluirmos. Não existe a situação de que somos deserdados da justiça divina,
que Deus não olha, não nos ajuda, que não trabalha em nosso benefício.
Na verdade, Deus é nosso Pai, trabalha em benefício de todos nós.
Nós é que temos que compreender que em cada reencarnação estamos em
uma condição necessária para o nosso crescimento.
Não podemos e não devemos viver almejando o que outro tem.
Podemos trabalhar, nos esforçar para crescer, mas não podemos deixar que
a inveja, o ciúme e todos esses sentimentos inferiores destruam a nossa
vontade de viver, de crescer, de ser uma pessoa melhor, pois de outra forma,
a vida se torna uma tortura, perdendo a oportunidade sagrada da
reencarnação.
Os sofrimentos no mundo devastam os homens, trazendo-Ihes padecimentos de todas as
ordens que se possa imaginar, sofrimentos materiais e morais. De certa forma, não se pode
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deter esses sofrimentos, por serem processos de despertamento espiritual, no entanto,
compreender que são eles da nossa culpa é bem melhor para que possamos nos esforçar
para nos livrarmos deles.
Estamos falando de dois apenas, que são o ciúme e a inveja. São realmente dois vermes
roedores da alma, senão do próprio corpo físico. Como combater essas duas enfermidades,
livrar-se delas? Qual o ser humano, e mesmo o espiritual, que não sentiu ou sente ciúme
ou inveja? Todos, embora haja os que já se livraram deles.
Os que ainda não sentiram essas duas doenças, talvez se encontrem na fila para sentir
suas torturas. Elas, por seu caráter inferior, trazem lições dolorosas para a alma na sua
sequência de vida. Como encarnados, e por vezes fora da carne, todos sentirão esse
estado negativo do Espírito, por não terem ainda conhecido a verdade. Somente os
Espíritos livres das paixões humanas são limpos dos resíduos de todas as inferioridades.
Certamente que devemos combater todos os tipos de inferioridade nos caminhos que
percorremos, para que no amanhã, possamos dizer: "conheci a verdade e ela me tornou
livre das peias da ignorância." (Miramez)
INVEJA
A inveja é um processo doloroso e perturbador a nível psicológico. As virtudes,
êxitos e felicidade dos outros são para o invejoso uma força que ameaça o seu
equilíbrio emocional, enfraquecendo terrivelmente o seu amor-próprio e a
confiança. Sente-se irredutivelmente inferiorizado perante a vida, recalcando
sucessivos fracassos e frustrações. Tal como uma criatura ferida, reage por
instinto, destilando o veneno da maledicência e do desprezo, que usa para
esconder a raiva que sente, a insegurança em que vive e a inferioridade que
o martiriza.
Invejar não é apenas desejar para si o que o outro tem ou é, a isso chamamos
cobiça. Além de cobiçar, quem inveja pretende sobretudo que o outro não
tenha ou não seja. A grande tragédia do invejoso é interiorizar que a sua
felicidade não depende de si próprio mas sim da infelicidade dos outros.
Apegos, medos e especialmente a insegurança pessoal, aliados ao egoísmo
são seus geradores.
CARACTERÍSTICAS MAIS COMUNS DA INVEJA:
a) Desejo manifestado dentro de nós de possuir algo que vemos em alguém
ou na propriedade de alguém;
- Quando a pessoa não sossega enquanto não consegue algo que
alguém tem, como um bom emprego, carro, cônjuge, etc.
b) Crítica a alguém que pouco faz e muito possui, comparando sua posição
com os sacrifícios que a vida nos apresenta;
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- Quanto externamos críticas incessantes ou constantes alfinetadas;
- Quando não conseguimos ver nada para elogiar ou valorizar em outra
pessoa, mas só encontra dúvidas, equívocos ou encontra alguma razão para
duvidar da outra pessoa ou derrubá-la. “Estava bom, mas...”
c) Estados de depressão, causando tristeza, sofrimento, inconformação e
revolta com a própria sorte;
- Sentimento de ressentimento quando alguém está à frente.
d) Sentimento penetrante e corrosivo que emitimos quando assim olhamos
para outrem, nos deixando entregues a ódios infundados por deterem o que
ambicionamos.
- Pessoas que vivem praguejando os outros.
GERALMENTE INVEJAMOS:
• Um bom carro
• Um corpo espetacular
• Uma casa maravilhosa
• Uma saúde de ferro
• Um cargo hierárquico
• Um bom marido, uma boa esposa
• O carisma de um amigo, etc.
A inveja pode se originar naquilo que pensamos que não temos e precisamos
obter para sermos felizes e em uma autoestima pobre e machucada que sente
que, se tivesse o que outro conseguiu, aí sim seria feliz.
Invejar é desejar o que o outro tem.
PESSOA INVEJOSA
• Vive de aparência;
• Gasta até o que não tem para manter um padrão de vida acima de suas
condições;
• Busca impressionar os outros com a imagem de pessoa bem-sucedida;
• Acaba pagando um preço muito alto por isso, tendo noites mal dormidas
e sendo torturada pela sombra de suas dívidas;
• Não olha a vida com otimismo;
• Não reconhece as oportunidades que lhe são apresentadas como
possibilidades de transformação.
5
Pode-se encontrar este tipo de pessoa em todas as áreas, por exemplo, na
religiosa, política, esportiva, profissional, entre outras. Quantas pessoas não
desejam que o casamento do amigo acabe? Ou então, comemoram quando o
colega perde o emprego?
A pessoa que tem inveja passa energia negativa para o invejado e também
para as pessoas que os cercam. Ele também é inseguro, supersensível,
desconfiado, além de se passar por superior, quando na verdade, se sente
inferior.
A vibração que o invejoso emite é de tão forte envolvimento negativo, que, ao
atingir alguém desprotegido e desprevenido, realmente pode provocar vários
males.
Portanto, cuidado com os nossos sentimentos de inveja que venhamos a emitir
para quem quer que seja, lembrando sempre que colheremos para nós
mesmos todo o mal que aos outros provocarmos. (Manual Prático do Espírita)
Devemos manter a nossa sintonia no bem, controlando os pensamentos,
sentimentos, atitudes e comportamentos. Para isso precisamos ter
consciência; visando exercer o controle sobre nossos pensamentos, palavras
e ações. Só depende de nós.
- Uma pessoa que sente inveja pertinaz de alguém também é uma obsessora
- O melhor a fazer é não se deixar contaminar pelo receio.
- Não importa se alguém sente inveja de nós, o importante é que devemos
cuidar é de nós mesmos, de nossos sentimentos e atitudes; o que os outros
pensam ou sentem é problema deles.
Mas quando sentir que está sendo vítima de inveja, pergunte a si mesmo se
não é você que está descontente consigo mesmo e está procurando
subterfúgios para seus fracassos. Isso é mais comum do que se pensa…
Jesus nos deu um conselho simples e sucinto: “Orai e vigiai”.
6
A serpente e o vaga-lume
Conta a lenda que a serpente começou a perseguir um
vaga-lume. Este fugia rápido, com medo da feroz
predadora, mas a cobra nem pensava em desistir.
Fugiu um dia, e ela não desistia; dois dias e nada… No
terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume disse à cobra:
“Posso lhe fazer três perguntas”?
“Não costumo dar este precedente para ninguém, mas já
que vou devorá-lo, pode perguntar”, disse a serpente.
“Faço parte de sua cadeia alimentar”?
“Não”, respondeu a cobra.
“Fiz-lhe algum mal”?
“Não”, retrucou a serpente.
“Então, por que quer acabar comigo?”, perguntou o desesperado vaga-lume.
“Porque não suporto o seu brilho”.
Que beleza não poderia ser a vida sem a dimensão da inveja, que desde tenra idade
atormenta as pessoas, normalmente abastecida pelos adultos, porque precisam de que
alguém seja melhor do que o outro.
É muito difícil, mas muito difícil mesmo, não se tornar refém da inveja, que mina o espírito
do ser humano, abalando amizades e comprometendo, quando não destruindo, o espírito
de equipe.
A qualquer momento, uma cobra pode cruzar nosso caminho. Esteja sempre alerta, pois o
que não faltam são serpentes querendo nos atrapalhar. Mas, não tenha medo! Não fuja!
Brilhe sempre, com muita intensidade!
CIÚME
O espiritismo é insistente em nos apontar o orgulho e o egoísmo como os
geradores de todos os defeitos humanos. O ciúme não escapa a essa regra.
Como sentimento egoísta, o ciúme procura roubar a liberdade do outro, tenta
obrigá-lo a seguir por um caminho delimitado ou simplesmente aprisioná-lo.
O ciúme é um exercício enlouquecido de poder, de dominação e de
aprisionamento do outro.
A pessoa ciumenta não sabe diferenciar imaginação e realidade, não sabe
distinguir fantasia e certeza. Qualquer dúvida em sua cabeça logo se
transforma em delírio.
A vítima do ciumento se sujeita a ter seus pertences revistados em busca de
vestígios que nem imagina do que seja.
7
O ciumento tem ciúme do passado do outro, dos seus relacionamentos
anteriores, e vive imaginando detalhes sobre fatos verdadeiros ou não.
O que o ciumento quer é o controle total e absoluto dos sentimentos, da
atenção e do comportamento em geral do outro. O outro passa por situações
vexatórias e bizarras, isso quando não impera a violência.
Quantos crimes passionais devem sua origem ao ciúme doentio?
Quantos casos de mulheres que se sujeitam à violência doméstica por
depender economicamente do parceiro?
Existe o ciumento movido pelo egoísmo, que não tem só ciúmes de pessoas,
mas de objetos também e de tudo que outras pessoas possam vir a ter
também.
E tem os ciumentos que só sentem isso por determinada pessoa, como se
fosse uma obsessão, onde pra esta pessoa só existe uma coisa importante
neste mundo, a pessoa que eles tanto amam.
Reflexões:
O ciúme refere-se simplesmente a casais? Ou pode ser estendido a
relacionamentos outros, tipo: de amizade, profissional, de
relacionamentos em geral?
R: O ciúme por ser proveniente do espírito, pode sim ser extensivo a demais
pessoas, não tendo como base apenas casais, mas sim duas ou mais pessoas
ligadas num mesmo passado próximo. Ex: mãe e filho.
O ciúme é realmente o tempero do Amor? Por que?
R: Erradamente foi criada esta afirmação, talvez seja o tempero da discórdia,
das brigas, etc. Infelizmente as pessoas acham que quando demonstram
ciúmes a pessoa amada fica feliz e se sente assim mais importante pro outro.
É verdade que "Quanto mais amor, muito menos ciúme. Quanto mais
amor, é possível até não existir o ciúme."? Por que?
R: O amor quando é verdadeiro não há espaço para coisas pequenas como o
ciúme, porque ele como sentimento nobre, nos envolve de certa forma que
fica quase impossível vivê-los ao mesmo tempo. O ciúme é a falta ou o uso
incorreto do amor.
O ciúme pode ser uma obsessão? Por que?
R: O ciumento é um obsessor, onde há a falta de controle e certas atitudes
exclusivas para com determinadas pessoas. A obsessão pode estar por trás
de um ataque de ciúmes, mas é preciso muitas coisas acontecerem antes para
que um obsessor venha a nos incomodar e nos incentivar no ciúme. Lutar
contra o ciúme é o caminho para evitar este tipo de assédio.
8
CARACTERÍSTICAS DESTRUTIVAS DO CIUMENTO:
• Ciumento queixoso – Aquele que implora, falando ou em silencio o
amor que pensa não receber – usa da agressividade com pitadas de
covardia, pois se esmera em ofender de forma dissimulada. Sente-se
ofendido e frustrado e é capaz de interpretar um papel, com cena e tudo
para demonstrar sua insatisfação.
• Ciumento trombudo – Introvertido e desconfiado por natureza,
demonstra grande imaturidade afetiva, ficando de tromba quando o
companheiro não corresponde. Usa o silencio e a frieza para revidar
quando não é correspondido – faz greves intermináveis.
• Ciumento recriminante – com o dedo em riste este ciumento, meio
maníaco e paranoico, explica minuciosamente os motivos de sua
desconfiança. Sente-se prejudicado por não ser amado o suficiente.
Acusa e faz vexame em público, usando de agressividade. Não aceita
que o parceiro seja daquele jeito.
• Ciumento autopunitivo – é o ciumento que se sente infeliz por amar.
Inflige-se a própria tortura e desconfiança e se pune, afastando-se de
quem gosta. Dispõe-se a desaparecer se for preciso. Deixa de comer e
tenta o suicídio de maneira que não morra. Cria todas as facilidades para
que o outro o traia, para dizer: “a culpa é sua”, criando armadilhas para
o outro.
• Ciumento vingativo/destruidor – esta é da época de Moises – “olho
por olho, dente por dente “. Pensa: me traiu – me aguarde. Sente-se
abandonado e restitui o sofrimento que se julga vítima, compete com o
par e imagina represálias para punir a quem julga amar. A frase para
este ciumento: “aqui jaz o cadáver do amor”.
Por que vamos, então, transformar nossa vida num verdadeiro inferno?
Procuremos serenamente indagar o porquê dos nossos ciúmes. Com que
sentido nos deixamos envolver por eles? Será por carência, ou por
insegurança? Por apego ou desespero?
Localizemos as causas do aparecimento desse fantasma que é o ciúme.
Fantasma criado pela nossa imaginação, que pode estar mal-informada ou até
deformada, e que precisa ser realimentada com a confiança, a fé, o otimismo,
a esperança, a alegria, a dedicação e o desprendimento, para sermos felizes
em profundidade, gerando felicidade e bem-estar em volta de nós.
COBIÇA
• É querer ter o que não tem.
• Desejo de possuir aquilo que o outro tem, sem que isso lhe cause tristeza
ou prejuízo.
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• É se preocupar em ter alguma coisa, muitas vezes tendo o outro como
parâmetro.
• Pode ser legítimo, quando não se prejudica ninguém.
• Às vezes é o estímulo para buscar crescimento, melhoria da qualidade
de vida. É positivo, desde que haja equilíbrio e não cause a infelicidade
do outro.
INVEJA
• Não querer que o outro tenha.
• Só é feliz com a infelicidade do outro.
• O problema não é o que eu tenho, mas o outro.
• Se preocupar com alguém que tem alguma coisa.
• É um sentimento de descontentamento ou ressentimento com base no
que outra pessoa tem.
• É um forte desejo de ter as mesmas coisas que a outra pessoa possui.
• A coisa desejada pode ser uma qualidade, uma posse, como bens,
propriedade, emprego, salário ou um atributo que pertence a outra
pessoa, especialmente a seus inimigos.
A inveja é uma das causas mais poderosas da infelicidade e tem duas
vertentes:
• A inveja torna a pessoa infeliz.
• A pessoa invejosa deseja que a outra pessoa seja igualmente infeliz.
CIÚME
• É o sentimento de posse.
• Não querer perder, medo de perder algo que se tem ou que pelo menos
acha que tem.
• Medo de perder para uma terceira pessoa.
• Pode ser real ou imaginário.
É uma emoção de três partes: a pessoa A está preocupada com a perda da
pessoa (ou coisa) B por causa da pessoa (ou coisa) C.
10
O ciúme, assim como outros sentimentos como raiva, mágoa, inveja,
desencadeia uma série de doenças. Essas doenças podem se manifestar já
nesta encarnação ou acompanhar o Espírito imortal até uma próxima
oportunidade na matéria para expurgar essas energias negativas, esse lixo
mental e emocional.
É importante que o ciumento e sua(s) vítima(s) se conscientizem da
necessidade de ajuda. Pois, além da própria personalidade desajustada do
ciumento, há interferência de Espíritos obsessores nessas situações. Mas de
nada adianta tratamento desobsessivo ou ajuda profissional se não houver o
propósito firme de uma reforma íntima urgente. Só com a vontade real de se
ajudar, de colaborar consigo mesmo, pode ser efetivada uma melhoria
significativa. Isso vale para o ciumento, como também para as pessoas,
vitimadas pelo seu ciúme. Lembremos que ninguém é vítima por acaso. O
acaso não existe. Tudo o que nós colhemos é o que um dia nós plantamos…
https://www.chicoxavieramericana.com.br/ciumes-na-visao-espirita/
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12
TEXTOS COMPLEMENTARES
A Inveja
A inveja é a arma dos fracos. Matriz de inúmeros males, mentora de muitas
desordens, alicerce de incontáveis desventuras. Discreta, incomodamente,
tem sido deixada à margem pelos expositores das verdades evangélicas em
todas as crenças. Sutil como é, passa despercebida, embora maliciosa,
comparável a vapor deletério que intoxica todo aquele que lhe padece a
presença, espalhando miasma em derredor.
Hábil, consegue travestir-se de ciúme exacerbado, quando não o faz como
arrogância vingadora ou aparenta na condição de humildade, sempre
perniciosa, ou se disfarça como orgulho prepotente.
A inveja, além dos males psíquicos que produz, em razão dos pensamentos
negativos que dirige contra outrem, proporciona, simultaneamente, graves
prejuízos morais àquele que dela se empesta.
A inveja é capaz de caluniar, investindo contra uma vida com uma frase
dúbia, na qual consegue infamar o mais puro caráter. Soez, transmuda
palavras e infiltra doestos perniciosos; vê o que lhe apraz e realize conforme
lhe parece lucrar.
Consequentemente, o invejoso é um peso infeliz na comunidade humana,
porque débil moral; adapta-se, amolda-se, é venenoso na bajulação e terrível
na agressividade…
A arma do invejoso é o ódio desenfreado, mortífero. Na impossibilidade de
valorizar o trabalho que alguém faz, procura inspirar em muitos o despeito e
a mágoa, a raiva e a imponderação, e palavra ácida e a acusação mordaz, a
fim de realizar-me e afligir.
As lições da convivência, todavia, muito ensinam. Desprendimentos de uns,
simplicidade de outros, confiança de muitos e não obstante a deficiência que
há em cada um, sempre menor do que as minhas imensas mazelas da inveja,
é preciso aprender a respeitar, porquanto o invejoso não considera ninguém,
padecendo despeito de todos, a todos apedrejando, maldizendo…
O exercício é para querer estimar, conseguir amizade e plantar no coração o
que muitos chamam amor, mas que ao ególatra constitui um fardo pesado,
tenebroso, difícil de carregar.
Sim, o espírito invejoso odeia, persegue, porque, tendo ciúme da felicidade
alheia, corrói-se pela inveja da felicidade dos demais.
Os que apresentam recalques entre os homens, os que cultivam complexos
de inferioridade, no fundo são Espíritos invejosos, malévolos, insidiosos,
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infelizes, pois somente quem é desventurado se compraz na desventura
alheia…
Por isso o exercício é treinar a largueza da generosidade, a difusão da
gentileza, a ampliação dos horizontes imensos da caridade, porque as mãos
que esparzem rosas sempre ficam impregnadas de perfume… Como é ditoso
oferecer-se rosas, muito melhor seria tirar-lhes, também, os espinhos, como
os cardos do caminho por onde transitam incautos pés.
Nota do autor: adaptado do texto A INVEJA, constante do livro Depoimentos
Vivos, de Divaldo Pereira Franco, Ed. LEAL, com transcrições parciais.
A Inveja
A inveja é considerada um dos grandes males da sociedade, a psicologia a
considerada como um câncer da humanidade já que ela desestrutura os
campos: emocional e físico, e ainda, ela impede o desenvolvimento de outros
sentimentos que estão ligados a ordem superior.
Muitos historiadores definem a inveja como um sentimento inferior de desejo,
que é atribuída ao egocentrismo, soberba e cobiça. Pode-se encontrar este
tipo de pessoa em todas as áreas, por exemplo, na religiosa, política,
esportiva, profissional, entre outras. Quantas pessoas não desejam que o
casamento do amigo acabe? Ou então, comemoram quando o colega perde o
emprego?
A pessoa que tem inveja passa energia negativa para o invejado e também
para as pessoas que os cercam. Ele também é inseguro, supersensível,
desconfiado, além de se passar por superior, quando na verdade, se sente
inferior. Outra característica do invejoso é a questão da cópia, do desejo de
ter aquilo que o outro tem, por exemplo, um bom relacionamento, emprego.
Fontes: O Clarim | Espiritismo, Prece de Luz
O Ciúme
Você conhece alguma pessoa ciumenta? Não me refiro ao ciúme comum,
aquele que dizem que é o tempero do amor. Falo do ciúme doentio, que foge
dos limites do aceitável. O espírito imortal traz consigo, ao reencarnar, suas
características adquiridas no curso de muitas vidas. Essas características
desabrocham logo na infância na forma de tendências. Se a educação e o
acompanhamento familiar não souberem detectar e modificar essas
tendências desde cedo, essas características se desenvolverão livremente.
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O espírito imortal mantém um padrão comportamental que lhe acompanha a
bagagem milenar. Fruto da sua lenta e gradativa evolução. A sua maneira de
pensar e de sentir, o seu modo de ação e reação você traz de outras
existências. A formação da sua personalidade, na infância, apenas utilizou o
seu material espiritual.
O espiritismo é insistente em nos apontar o orgulho e o egoísmo como os
geradores de todos os defeitos humanos. O ciúme não escapa a essa regra.
Como sentimento egoísta, o ciúme procura roubar a liberdade do outro, tenta
obrigá-lo a seguir por um caminho delimitado ou simplesmente aprisioná-lo. O
ciúme é um exercício enlouquecido de poder, de dominação e de
aprisionamento do outro.
A pessoa ciumenta não sabe diferenciar imaginação e realidade, não sabe
distinguir fantasia e certeza. Qualquer dúvida em sua cabeça logo se
transforma em delírio. A vítima do ciumento se sujeita a ter seus pertences
revistados em busca de vestígios que nem imagina do que seja. O ciumento
tem ciúme do passado do outro, dos seus relacionamentos anteriores, e vive
imaginando detalhes sobre fatos verdadeiros ou não.
O que o ciumento quer é o controle total e absoluto dos sentimentos, da
atenção e do comportamento em geral do outro. O outro passa por situações
vexatórias e bizarras, isso quando não impera a violência. Quantos crimes
passionais devem sua origem ao ciúme doentio? Quantos casos de mulheres
que se sujeitam à violência doméstica por depender emocionalmente ou
economicamente do parceiro?
Ciúme não é amor. Pode estar relacionado a amor, mas a um amor que está
doente. É um sentimento profundamente egoísta que envolve um medo
insuportável de perder o parceiro para outra pessoa. Mesmo que essa pessoa
só exista na imaginação do ciumento. O ciumento é alguém com a autoestima
baixíssima, que não confia em si e nos seus sentimentos. Julga o outro pelos
seus pensamentos mórbidos.
O ciúme, assim como outros sentimentos como raiva, mágoa, inveja,
desencadeia uma série de doenças. Essas doenças podem se manifestar já
nesta encarnação ou acompanhar o espírito imortal até uma próxima
oportunidade na matéria para expurgar essas energias negativas, esse lixo
mental e emocional.
É importante que o ciumento e sua vítima se conscientizem da necessidade
de ajuda. Parece claro que, além da própria personalidade desajustada do
ciumento, há interferência de espíritos obsessores nessas situações. Mas de
nada adianta tratamento desobsessivo ou ajuda profissional se não houver o
propósito firme de uma reforma íntima urgente. Só com a vontade real de se
ajudar, de colaborar consigo mesmo, pode ser efetivada uma melhoria
significativa. Isso vale para o ciumento e também para o seu parceiro, que é
vitimado pelo seu ciúme. Nunca é demais lembrar que ninguém é vítima por
15
acaso. O acaso não existe. Tudo o que nós colhemos é o que um dia nós
plantamos…
Amor fotografia por Yanalya – Freepik.com
O Ciúme
Você é ciumento? Você sente ciúmes de seus amigos, colegas de trabalho,
familiares? Qual a visão espírita do ciúme?
Antes de abordarmos a visão espírita do ciúme vamos relembrar que o amor
está relacionado à afinidade, a querer o próximo bem, etc.
Já o ciúme é possessão, é o chamado: “quero para mim, isto é meu”.
Ciúme não é amor. Ciúme é posse! É querer que o outro faça exatamente
aquilo que você deseja, é fazer o outro se isolar.
O ciumento nunca relaxa. Por exemplo, quando o outro não atende uma
ligação ou não responde uma mensagem, o ciumento já pensa que está sendo
traído, que a pessoa não quer lhe responder, etc. Portanto, o ciúme é sim um
inferno na Terra.
O ciúme é um excesso. Não de amor, mas sim, excesso de vaidade, de
orgulho, de egoísmo. O amor não carrega consigo nenhum sentimento ou
atitude que leva às más paixões.
Como o ciúme pode ser vencido?
A partir do momento, em que aprendermos a domar as nossas paixões. A
entendermos que o amor não é exclusivo.
“Você não ama uma única pessoa, você ama várias. E conforme desenvolve
o amor, vai amando mais e várias pessoas.
O amor é um só. A forma como a gente dirige hoje é diferente, porém, chegará
o momento em que não será. Vamos amar de forma igual, com a mesma
intensidade todo mundo.
Para finalizar, não podemos nos deixar levar por paixões desenfreadas que
prejudicam tanto a nós mesmos como os outros.

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  • 1. 1 Slide: https://pt.slideshare.net/MartaMiranda6/05-inveja-e-cimepptx O Livro dos Espíritos questão 933 Se o homem, frequentemente, é o artífice dos seus sofrimentos materiais, não ocorre o mesmo com os sofrimentos morais? Mais ainda, porque os sofrimentos materiais, algumas vezes, são independentes da vontade; mas o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, em uma palavra, são torturas da alma. A inveja e o ciúme! Felizes aqueles que não conhecem esses dois vermes roedores! Com a inveja e o ciúme, não há calma nem repouso possível para aquele que está atacado desse mal: os objetos de sua cobiça, de seu ódio, de seu despeito, se levantam diante dele como fantasmas que não lhe dão nenhuma trégua e o perseguem até no sono. Os invejosos e os ciumentos estão num estado de febre contínua. Portanto, está aí uma situação desejável e não compreendeis que, com suas paixões, o homem criou para si suplícios voluntários, e a Terra torna-se para ele um verdadeiro inferno? Allan Kardec: Várias expressões pintam energicamente os efeitos de certas paixões; diz-se: estar inchado de orgulho, morrer de inveja, secar de ciúme ou de despeito, perder com isso a bebida e o alimento, etc. Esse quadro não é senão muito verdadeiro. Algumas vezes mesmo o ciúme não tem objetivo determinado. Há pessoas ciumentas por natureza, de tudo que se eleva, de tudo que escapa à linha vulgar, nesse caso, mesmo que não tenham nisso nenhum interesse direto, mas unicamente porque elas não o podem alcançar. Tudo o que parece acima do horizonte as ofusca, e se são a maioria na sociedade, elas querem tudo reconduzir ao seu nível. É o ciúme somado à mediocridade. Frequentemente, o homem não é infeliz senão pela importância que liga às coisas deste mundo. É a vaidade, a ambição e a cobiça frustradas que fazem sua infelicidade. Se ele se coloca acima do círculo estreito da vida material, se eleva seus pensamentos até o infinito, que é a sua destinação, as vicissitudes da Humanidade lhe parecem, então, mesquinhas e pueris, como as tristezas de uma criança que se aflige com a perda de um brinquedo que representava a sua felicidade suprema.
  • 2. 2 Aquele que não vê felicidade senão na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros, é infeliz quando não os pode satisfazer, ao passo que aquele que nada pede ao supérfluo é feliz com o que os outros olham como calamidades. Falamos do homem civilizado, porque o selvagem, tendo suas necessidades mais limitadas, não tem os mesmos objetos de cobiça e de angústias: sua maneira de ver as coisas é diferente. No estado de civilização, o homem raciocina sua infelicidade e a analisa e, por isso, é por ela mais afetado. Mas pode, também, raciocinar e analisar os meios de consolação. Essa consolação, ele a possui no sentimento cristão que lhe dá a esperança de um futuro melhor, e no Espiritismo que lhe dá a certeza desse futuro. Comentários: Nós convivemos diariamente com a inveja, com o ciúme, com a cobiça, com o orgulho. A questão nos mostra claramente que o homem civilizado a partir do momento que cria para si mais necessidade, se vê torturado por todos esses desejos inferiores. Nos vemos a todo momento frustrados porque não temos determinadas coisas ambicionadas, com ciúme, inveja do nosso próximo porque tem e gostaríamos também de ter, estar com alguém que gostaríamos de estar, ter uma condição financeira que o outro tem, enfim, algo que gostaríamos de ter e não será possível nessa existência. Aqui na vida material precisamos lembrar que estamos junto às pessoas, no meio, no lugar, na profissão que nós precisamos para crescermos e evoluirmos. Não existe a situação de que somos deserdados da justiça divina, que Deus não olha, não nos ajuda, que não trabalha em nosso benefício. Na verdade, Deus é nosso Pai, trabalha em benefício de todos nós. Nós é que temos que compreender que em cada reencarnação estamos em uma condição necessária para o nosso crescimento. Não podemos e não devemos viver almejando o que outro tem. Podemos trabalhar, nos esforçar para crescer, mas não podemos deixar que a inveja, o ciúme e todos esses sentimentos inferiores destruam a nossa vontade de viver, de crescer, de ser uma pessoa melhor, pois de outra forma, a vida se torna uma tortura, perdendo a oportunidade sagrada da reencarnação. Os sofrimentos no mundo devastam os homens, trazendo-Ihes padecimentos de todas as ordens que se possa imaginar, sofrimentos materiais e morais. De certa forma, não se pode
  • 3. 3 deter esses sofrimentos, por serem processos de despertamento espiritual, no entanto, compreender que são eles da nossa culpa é bem melhor para que possamos nos esforçar para nos livrarmos deles. Estamos falando de dois apenas, que são o ciúme e a inveja. São realmente dois vermes roedores da alma, senão do próprio corpo físico. Como combater essas duas enfermidades, livrar-se delas? Qual o ser humano, e mesmo o espiritual, que não sentiu ou sente ciúme ou inveja? Todos, embora haja os que já se livraram deles. Os que ainda não sentiram essas duas doenças, talvez se encontrem na fila para sentir suas torturas. Elas, por seu caráter inferior, trazem lições dolorosas para a alma na sua sequência de vida. Como encarnados, e por vezes fora da carne, todos sentirão esse estado negativo do Espírito, por não terem ainda conhecido a verdade. Somente os Espíritos livres das paixões humanas são limpos dos resíduos de todas as inferioridades. Certamente que devemos combater todos os tipos de inferioridade nos caminhos que percorremos, para que no amanhã, possamos dizer: "conheci a verdade e ela me tornou livre das peias da ignorância." (Miramez) INVEJA A inveja é um processo doloroso e perturbador a nível psicológico. As virtudes, êxitos e felicidade dos outros são para o invejoso uma força que ameaça o seu equilíbrio emocional, enfraquecendo terrivelmente o seu amor-próprio e a confiança. Sente-se irredutivelmente inferiorizado perante a vida, recalcando sucessivos fracassos e frustrações. Tal como uma criatura ferida, reage por instinto, destilando o veneno da maledicência e do desprezo, que usa para esconder a raiva que sente, a insegurança em que vive e a inferioridade que o martiriza. Invejar não é apenas desejar para si o que o outro tem ou é, a isso chamamos cobiça. Além de cobiçar, quem inveja pretende sobretudo que o outro não tenha ou não seja. A grande tragédia do invejoso é interiorizar que a sua felicidade não depende de si próprio mas sim da infelicidade dos outros. Apegos, medos e especialmente a insegurança pessoal, aliados ao egoísmo são seus geradores. CARACTERÍSTICAS MAIS COMUNS DA INVEJA: a) Desejo manifestado dentro de nós de possuir algo que vemos em alguém ou na propriedade de alguém; - Quando a pessoa não sossega enquanto não consegue algo que alguém tem, como um bom emprego, carro, cônjuge, etc. b) Crítica a alguém que pouco faz e muito possui, comparando sua posição com os sacrifícios que a vida nos apresenta;
  • 4. 4 - Quanto externamos críticas incessantes ou constantes alfinetadas; - Quando não conseguimos ver nada para elogiar ou valorizar em outra pessoa, mas só encontra dúvidas, equívocos ou encontra alguma razão para duvidar da outra pessoa ou derrubá-la. “Estava bom, mas...” c) Estados de depressão, causando tristeza, sofrimento, inconformação e revolta com a própria sorte; - Sentimento de ressentimento quando alguém está à frente. d) Sentimento penetrante e corrosivo que emitimos quando assim olhamos para outrem, nos deixando entregues a ódios infundados por deterem o que ambicionamos. - Pessoas que vivem praguejando os outros. GERALMENTE INVEJAMOS: • Um bom carro • Um corpo espetacular • Uma casa maravilhosa • Uma saúde de ferro • Um cargo hierárquico • Um bom marido, uma boa esposa • O carisma de um amigo, etc. A inveja pode se originar naquilo que pensamos que não temos e precisamos obter para sermos felizes e em uma autoestima pobre e machucada que sente que, se tivesse o que outro conseguiu, aí sim seria feliz. Invejar é desejar o que o outro tem. PESSOA INVEJOSA • Vive de aparência; • Gasta até o que não tem para manter um padrão de vida acima de suas condições; • Busca impressionar os outros com a imagem de pessoa bem-sucedida; • Acaba pagando um preço muito alto por isso, tendo noites mal dormidas e sendo torturada pela sombra de suas dívidas; • Não olha a vida com otimismo; • Não reconhece as oportunidades que lhe são apresentadas como possibilidades de transformação.
  • 5. 5 Pode-se encontrar este tipo de pessoa em todas as áreas, por exemplo, na religiosa, política, esportiva, profissional, entre outras. Quantas pessoas não desejam que o casamento do amigo acabe? Ou então, comemoram quando o colega perde o emprego? A pessoa que tem inveja passa energia negativa para o invejado e também para as pessoas que os cercam. Ele também é inseguro, supersensível, desconfiado, além de se passar por superior, quando na verdade, se sente inferior. A vibração que o invejoso emite é de tão forte envolvimento negativo, que, ao atingir alguém desprotegido e desprevenido, realmente pode provocar vários males. Portanto, cuidado com os nossos sentimentos de inveja que venhamos a emitir para quem quer que seja, lembrando sempre que colheremos para nós mesmos todo o mal que aos outros provocarmos. (Manual Prático do Espírita) Devemos manter a nossa sintonia no bem, controlando os pensamentos, sentimentos, atitudes e comportamentos. Para isso precisamos ter consciência; visando exercer o controle sobre nossos pensamentos, palavras e ações. Só depende de nós. - Uma pessoa que sente inveja pertinaz de alguém também é uma obsessora - O melhor a fazer é não se deixar contaminar pelo receio. - Não importa se alguém sente inveja de nós, o importante é que devemos cuidar é de nós mesmos, de nossos sentimentos e atitudes; o que os outros pensam ou sentem é problema deles. Mas quando sentir que está sendo vítima de inveja, pergunte a si mesmo se não é você que está descontente consigo mesmo e está procurando subterfúgios para seus fracassos. Isso é mais comum do que se pensa… Jesus nos deu um conselho simples e sucinto: “Orai e vigiai”.
  • 6. 6 A serpente e o vaga-lume Conta a lenda que a serpente começou a perseguir um vaga-lume. Este fugia rápido, com medo da feroz predadora, mas a cobra nem pensava em desistir. Fugiu um dia, e ela não desistia; dois dias e nada… No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume disse à cobra: “Posso lhe fazer três perguntas”? “Não costumo dar este precedente para ninguém, mas já que vou devorá-lo, pode perguntar”, disse a serpente. “Faço parte de sua cadeia alimentar”? “Não”, respondeu a cobra. “Fiz-lhe algum mal”? “Não”, retrucou a serpente. “Então, por que quer acabar comigo?”, perguntou o desesperado vaga-lume. “Porque não suporto o seu brilho”. Que beleza não poderia ser a vida sem a dimensão da inveja, que desde tenra idade atormenta as pessoas, normalmente abastecida pelos adultos, porque precisam de que alguém seja melhor do que o outro. É muito difícil, mas muito difícil mesmo, não se tornar refém da inveja, que mina o espírito do ser humano, abalando amizades e comprometendo, quando não destruindo, o espírito de equipe. A qualquer momento, uma cobra pode cruzar nosso caminho. Esteja sempre alerta, pois o que não faltam são serpentes querendo nos atrapalhar. Mas, não tenha medo! Não fuja! Brilhe sempre, com muita intensidade! CIÚME O espiritismo é insistente em nos apontar o orgulho e o egoísmo como os geradores de todos os defeitos humanos. O ciúme não escapa a essa regra. Como sentimento egoísta, o ciúme procura roubar a liberdade do outro, tenta obrigá-lo a seguir por um caminho delimitado ou simplesmente aprisioná-lo. O ciúme é um exercício enlouquecido de poder, de dominação e de aprisionamento do outro. A pessoa ciumenta não sabe diferenciar imaginação e realidade, não sabe distinguir fantasia e certeza. Qualquer dúvida em sua cabeça logo se transforma em delírio. A vítima do ciumento se sujeita a ter seus pertences revistados em busca de vestígios que nem imagina do que seja.
  • 7. 7 O ciumento tem ciúme do passado do outro, dos seus relacionamentos anteriores, e vive imaginando detalhes sobre fatos verdadeiros ou não. O que o ciumento quer é o controle total e absoluto dos sentimentos, da atenção e do comportamento em geral do outro. O outro passa por situações vexatórias e bizarras, isso quando não impera a violência. Quantos crimes passionais devem sua origem ao ciúme doentio? Quantos casos de mulheres que se sujeitam à violência doméstica por depender economicamente do parceiro? Existe o ciumento movido pelo egoísmo, que não tem só ciúmes de pessoas, mas de objetos também e de tudo que outras pessoas possam vir a ter também. E tem os ciumentos que só sentem isso por determinada pessoa, como se fosse uma obsessão, onde pra esta pessoa só existe uma coisa importante neste mundo, a pessoa que eles tanto amam. Reflexões: O ciúme refere-se simplesmente a casais? Ou pode ser estendido a relacionamentos outros, tipo: de amizade, profissional, de relacionamentos em geral? R: O ciúme por ser proveniente do espírito, pode sim ser extensivo a demais pessoas, não tendo como base apenas casais, mas sim duas ou mais pessoas ligadas num mesmo passado próximo. Ex: mãe e filho. O ciúme é realmente o tempero do Amor? Por que? R: Erradamente foi criada esta afirmação, talvez seja o tempero da discórdia, das brigas, etc. Infelizmente as pessoas acham que quando demonstram ciúmes a pessoa amada fica feliz e se sente assim mais importante pro outro. É verdade que "Quanto mais amor, muito menos ciúme. Quanto mais amor, é possível até não existir o ciúme."? Por que? R: O amor quando é verdadeiro não há espaço para coisas pequenas como o ciúme, porque ele como sentimento nobre, nos envolve de certa forma que fica quase impossível vivê-los ao mesmo tempo. O ciúme é a falta ou o uso incorreto do amor. O ciúme pode ser uma obsessão? Por que? R: O ciumento é um obsessor, onde há a falta de controle e certas atitudes exclusivas para com determinadas pessoas. A obsessão pode estar por trás de um ataque de ciúmes, mas é preciso muitas coisas acontecerem antes para que um obsessor venha a nos incomodar e nos incentivar no ciúme. Lutar contra o ciúme é o caminho para evitar este tipo de assédio.
  • 8. 8 CARACTERÍSTICAS DESTRUTIVAS DO CIUMENTO: • Ciumento queixoso – Aquele que implora, falando ou em silencio o amor que pensa não receber – usa da agressividade com pitadas de covardia, pois se esmera em ofender de forma dissimulada. Sente-se ofendido e frustrado e é capaz de interpretar um papel, com cena e tudo para demonstrar sua insatisfação. • Ciumento trombudo – Introvertido e desconfiado por natureza, demonstra grande imaturidade afetiva, ficando de tromba quando o companheiro não corresponde. Usa o silencio e a frieza para revidar quando não é correspondido – faz greves intermináveis. • Ciumento recriminante – com o dedo em riste este ciumento, meio maníaco e paranoico, explica minuciosamente os motivos de sua desconfiança. Sente-se prejudicado por não ser amado o suficiente. Acusa e faz vexame em público, usando de agressividade. Não aceita que o parceiro seja daquele jeito. • Ciumento autopunitivo – é o ciumento que se sente infeliz por amar. Inflige-se a própria tortura e desconfiança e se pune, afastando-se de quem gosta. Dispõe-se a desaparecer se for preciso. Deixa de comer e tenta o suicídio de maneira que não morra. Cria todas as facilidades para que o outro o traia, para dizer: “a culpa é sua”, criando armadilhas para o outro. • Ciumento vingativo/destruidor – esta é da época de Moises – “olho por olho, dente por dente “. Pensa: me traiu – me aguarde. Sente-se abandonado e restitui o sofrimento que se julga vítima, compete com o par e imagina represálias para punir a quem julga amar. A frase para este ciumento: “aqui jaz o cadáver do amor”. Por que vamos, então, transformar nossa vida num verdadeiro inferno? Procuremos serenamente indagar o porquê dos nossos ciúmes. Com que sentido nos deixamos envolver por eles? Será por carência, ou por insegurança? Por apego ou desespero? Localizemos as causas do aparecimento desse fantasma que é o ciúme. Fantasma criado pela nossa imaginação, que pode estar mal-informada ou até deformada, e que precisa ser realimentada com a confiança, a fé, o otimismo, a esperança, a alegria, a dedicação e o desprendimento, para sermos felizes em profundidade, gerando felicidade e bem-estar em volta de nós. COBIÇA • É querer ter o que não tem. • Desejo de possuir aquilo que o outro tem, sem que isso lhe cause tristeza ou prejuízo.
  • 9. 9 • É se preocupar em ter alguma coisa, muitas vezes tendo o outro como parâmetro. • Pode ser legítimo, quando não se prejudica ninguém. • Às vezes é o estímulo para buscar crescimento, melhoria da qualidade de vida. É positivo, desde que haja equilíbrio e não cause a infelicidade do outro. INVEJA • Não querer que o outro tenha. • Só é feliz com a infelicidade do outro. • O problema não é o que eu tenho, mas o outro. • Se preocupar com alguém que tem alguma coisa. • É um sentimento de descontentamento ou ressentimento com base no que outra pessoa tem. • É um forte desejo de ter as mesmas coisas que a outra pessoa possui. • A coisa desejada pode ser uma qualidade, uma posse, como bens, propriedade, emprego, salário ou um atributo que pertence a outra pessoa, especialmente a seus inimigos. A inveja é uma das causas mais poderosas da infelicidade e tem duas vertentes: • A inveja torna a pessoa infeliz. • A pessoa invejosa deseja que a outra pessoa seja igualmente infeliz. CIÚME • É o sentimento de posse. • Não querer perder, medo de perder algo que se tem ou que pelo menos acha que tem. • Medo de perder para uma terceira pessoa. • Pode ser real ou imaginário. É uma emoção de três partes: a pessoa A está preocupada com a perda da pessoa (ou coisa) B por causa da pessoa (ou coisa) C.
  • 10. 10 O ciúme, assim como outros sentimentos como raiva, mágoa, inveja, desencadeia uma série de doenças. Essas doenças podem se manifestar já nesta encarnação ou acompanhar o Espírito imortal até uma próxima oportunidade na matéria para expurgar essas energias negativas, esse lixo mental e emocional. É importante que o ciumento e sua(s) vítima(s) se conscientizem da necessidade de ajuda. Pois, além da própria personalidade desajustada do ciumento, há interferência de Espíritos obsessores nessas situações. Mas de nada adianta tratamento desobsessivo ou ajuda profissional se não houver o propósito firme de uma reforma íntima urgente. Só com a vontade real de se ajudar, de colaborar consigo mesmo, pode ser efetivada uma melhoria significativa. Isso vale para o ciumento, como também para as pessoas, vitimadas pelo seu ciúme. Lembremos que ninguém é vítima por acaso. O acaso não existe. Tudo o que nós colhemos é o que um dia nós plantamos… https://www.chicoxavieramericana.com.br/ciumes-na-visao-espirita/
  • 11. 11
  • 12. 12 TEXTOS COMPLEMENTARES A Inveja A inveja é a arma dos fracos. Matriz de inúmeros males, mentora de muitas desordens, alicerce de incontáveis desventuras. Discreta, incomodamente, tem sido deixada à margem pelos expositores das verdades evangélicas em todas as crenças. Sutil como é, passa despercebida, embora maliciosa, comparável a vapor deletério que intoxica todo aquele que lhe padece a presença, espalhando miasma em derredor. Hábil, consegue travestir-se de ciúme exacerbado, quando não o faz como arrogância vingadora ou aparenta na condição de humildade, sempre perniciosa, ou se disfarça como orgulho prepotente. A inveja, além dos males psíquicos que produz, em razão dos pensamentos negativos que dirige contra outrem, proporciona, simultaneamente, graves prejuízos morais àquele que dela se empesta. A inveja é capaz de caluniar, investindo contra uma vida com uma frase dúbia, na qual consegue infamar o mais puro caráter. Soez, transmuda palavras e infiltra doestos perniciosos; vê o que lhe apraz e realize conforme lhe parece lucrar. Consequentemente, o invejoso é um peso infeliz na comunidade humana, porque débil moral; adapta-se, amolda-se, é venenoso na bajulação e terrível na agressividade… A arma do invejoso é o ódio desenfreado, mortífero. Na impossibilidade de valorizar o trabalho que alguém faz, procura inspirar em muitos o despeito e a mágoa, a raiva e a imponderação, e palavra ácida e a acusação mordaz, a fim de realizar-me e afligir. As lições da convivência, todavia, muito ensinam. Desprendimentos de uns, simplicidade de outros, confiança de muitos e não obstante a deficiência que há em cada um, sempre menor do que as minhas imensas mazelas da inveja, é preciso aprender a respeitar, porquanto o invejoso não considera ninguém, padecendo despeito de todos, a todos apedrejando, maldizendo… O exercício é para querer estimar, conseguir amizade e plantar no coração o que muitos chamam amor, mas que ao ególatra constitui um fardo pesado, tenebroso, difícil de carregar. Sim, o espírito invejoso odeia, persegue, porque, tendo ciúme da felicidade alheia, corrói-se pela inveja da felicidade dos demais. Os que apresentam recalques entre os homens, os que cultivam complexos de inferioridade, no fundo são Espíritos invejosos, malévolos, insidiosos,
  • 13. 13 infelizes, pois somente quem é desventurado se compraz na desventura alheia… Por isso o exercício é treinar a largueza da generosidade, a difusão da gentileza, a ampliação dos horizontes imensos da caridade, porque as mãos que esparzem rosas sempre ficam impregnadas de perfume… Como é ditoso oferecer-se rosas, muito melhor seria tirar-lhes, também, os espinhos, como os cardos do caminho por onde transitam incautos pés. Nota do autor: adaptado do texto A INVEJA, constante do livro Depoimentos Vivos, de Divaldo Pereira Franco, Ed. LEAL, com transcrições parciais. A Inveja A inveja é considerada um dos grandes males da sociedade, a psicologia a considerada como um câncer da humanidade já que ela desestrutura os campos: emocional e físico, e ainda, ela impede o desenvolvimento de outros sentimentos que estão ligados a ordem superior. Muitos historiadores definem a inveja como um sentimento inferior de desejo, que é atribuída ao egocentrismo, soberba e cobiça. Pode-se encontrar este tipo de pessoa em todas as áreas, por exemplo, na religiosa, política, esportiva, profissional, entre outras. Quantas pessoas não desejam que o casamento do amigo acabe? Ou então, comemoram quando o colega perde o emprego? A pessoa que tem inveja passa energia negativa para o invejado e também para as pessoas que os cercam. Ele também é inseguro, supersensível, desconfiado, além de se passar por superior, quando na verdade, se sente inferior. Outra característica do invejoso é a questão da cópia, do desejo de ter aquilo que o outro tem, por exemplo, um bom relacionamento, emprego. Fontes: O Clarim | Espiritismo, Prece de Luz O Ciúme Você conhece alguma pessoa ciumenta? Não me refiro ao ciúme comum, aquele que dizem que é o tempero do amor. Falo do ciúme doentio, que foge dos limites do aceitável. O espírito imortal traz consigo, ao reencarnar, suas características adquiridas no curso de muitas vidas. Essas características desabrocham logo na infância na forma de tendências. Se a educação e o acompanhamento familiar não souberem detectar e modificar essas tendências desde cedo, essas características se desenvolverão livremente.
  • 14. 14 O espírito imortal mantém um padrão comportamental que lhe acompanha a bagagem milenar. Fruto da sua lenta e gradativa evolução. A sua maneira de pensar e de sentir, o seu modo de ação e reação você traz de outras existências. A formação da sua personalidade, na infância, apenas utilizou o seu material espiritual. O espiritismo é insistente em nos apontar o orgulho e o egoísmo como os geradores de todos os defeitos humanos. O ciúme não escapa a essa regra. Como sentimento egoísta, o ciúme procura roubar a liberdade do outro, tenta obrigá-lo a seguir por um caminho delimitado ou simplesmente aprisioná-lo. O ciúme é um exercício enlouquecido de poder, de dominação e de aprisionamento do outro. A pessoa ciumenta não sabe diferenciar imaginação e realidade, não sabe distinguir fantasia e certeza. Qualquer dúvida em sua cabeça logo se transforma em delírio. A vítima do ciumento se sujeita a ter seus pertences revistados em busca de vestígios que nem imagina do que seja. O ciumento tem ciúme do passado do outro, dos seus relacionamentos anteriores, e vive imaginando detalhes sobre fatos verdadeiros ou não. O que o ciumento quer é o controle total e absoluto dos sentimentos, da atenção e do comportamento em geral do outro. O outro passa por situações vexatórias e bizarras, isso quando não impera a violência. Quantos crimes passionais devem sua origem ao ciúme doentio? Quantos casos de mulheres que se sujeitam à violência doméstica por depender emocionalmente ou economicamente do parceiro? Ciúme não é amor. Pode estar relacionado a amor, mas a um amor que está doente. É um sentimento profundamente egoísta que envolve um medo insuportável de perder o parceiro para outra pessoa. Mesmo que essa pessoa só exista na imaginação do ciumento. O ciumento é alguém com a autoestima baixíssima, que não confia em si e nos seus sentimentos. Julga o outro pelos seus pensamentos mórbidos. O ciúme, assim como outros sentimentos como raiva, mágoa, inveja, desencadeia uma série de doenças. Essas doenças podem se manifestar já nesta encarnação ou acompanhar o espírito imortal até uma próxima oportunidade na matéria para expurgar essas energias negativas, esse lixo mental e emocional. É importante que o ciumento e sua vítima se conscientizem da necessidade de ajuda. Parece claro que, além da própria personalidade desajustada do ciumento, há interferência de espíritos obsessores nessas situações. Mas de nada adianta tratamento desobsessivo ou ajuda profissional se não houver o propósito firme de uma reforma íntima urgente. Só com a vontade real de se ajudar, de colaborar consigo mesmo, pode ser efetivada uma melhoria significativa. Isso vale para o ciumento e também para o seu parceiro, que é vitimado pelo seu ciúme. Nunca é demais lembrar que ninguém é vítima por
  • 15. 15 acaso. O acaso não existe. Tudo o que nós colhemos é o que um dia nós plantamos… Amor fotografia por Yanalya – Freepik.com O Ciúme Você é ciumento? Você sente ciúmes de seus amigos, colegas de trabalho, familiares? Qual a visão espírita do ciúme? Antes de abordarmos a visão espírita do ciúme vamos relembrar que o amor está relacionado à afinidade, a querer o próximo bem, etc. Já o ciúme é possessão, é o chamado: “quero para mim, isto é meu”. Ciúme não é amor. Ciúme é posse! É querer que o outro faça exatamente aquilo que você deseja, é fazer o outro se isolar. O ciumento nunca relaxa. Por exemplo, quando o outro não atende uma ligação ou não responde uma mensagem, o ciumento já pensa que está sendo traído, que a pessoa não quer lhe responder, etc. Portanto, o ciúme é sim um inferno na Terra. O ciúme é um excesso. Não de amor, mas sim, excesso de vaidade, de orgulho, de egoísmo. O amor não carrega consigo nenhum sentimento ou atitude que leva às más paixões. Como o ciúme pode ser vencido? A partir do momento, em que aprendermos a domar as nossas paixões. A entendermos que o amor não é exclusivo. “Você não ama uma única pessoa, você ama várias. E conforme desenvolve o amor, vai amando mais e várias pessoas. O amor é um só. A forma como a gente dirige hoje é diferente, porém, chegará o momento em que não será. Vamos amar de forma igual, com a mesma intensidade todo mundo. Para finalizar, não podemos nos deixar levar por paixões desenfreadas que prejudicam tanto a nós mesmos como os outros.