COMUNICAÇÃO OU DESCOMUNICAÇÃO
TEXTO BLOG CEACOM ECA USP – WILLIAM A. CERANTOLA
É senso comum que estamos na era da comunicação, e que tudo e todos estão conectados.
Agora temos centenas de amigos virtuais e avatares, e as coisas já se conversam ao ponto de
anteciparem necessidades humanas. É o caso do waze que avisa antecipadamente, sem sua
solicitação, para planejar seu percurso de ida a um compromisso ao consultar seu calendar no
google.
Sem dúvida, a comunicação impera em nossas vidas e as pessoas nunca estiveram tão
envolvidas e sabedoras de tudo que acontece ao seu redor ou sobre os temas de seu interesse.
Na prática, todos somos protagonistas e temos muito a dizer, postar ou fotografar.
Entretanto, às vezes parece que comunicamos, às vezes parece que descomunicamos.
Em entrevistas com empresas do setor industrial, empresas de serviços, entidades de pesquisa
e demais entidades civis, tais como escolas de samba, fica claro que todos utilizam plataformas
e redes digitais, como email, whats app, facebook, instagram, entre outros, mas os antigos
problemas de comunicação permanecem.
Reclamam da descomunicação, ou o ato de comunicar mas que não informa ou não cria
relacionamento. Situações onde as pessoas não entendem o que é dito, que falta diálogo, que
utilizam canais ou linguagem inadequados e que a informação chega com atraso ou incompleta.
Há também a feira de boatos e a divulgação via twitter e redes sociais de informações falsas,
onde a fonte original sempre é obscura ou ausente.
O excesso de comunicação nos levou a novos desafiados de como chamar a atenção, deter-se
no que realmente vale a pena e tornar útil e proveitoso o tempo que investimos para nos
mantermos atualizados. A propósito, o tempo, agora instantâneo, tornou-se nosso vilão.
E não pára por aí. Outros dilemas se multiplicaram nas empresas e demais organizações. A
busca por reduzir recursos, gerir mudanças e adotar plataformas digitais, tem impactado as áreas
de comunicação, tornando-se menores ou terceirizadas. Fica a pergunta: Como comunicar mais
com menos estrutura e onde todos são potenciais comunicadores?
Um novo design de comunicação tem sido desenvolvido e testado para promover uma transição
ou adaptação da forma tradicional de hub de comunicação, a partir de uma área que coordena
as ações de comunicação, para outro design de rede de articuladores e influenciadores que
constroem e mediam a comunicação.
Evidente que esse novo design passa por um repensar do modelo de comunicação e da forma
de atuação dos profissionais de comunicação e dos demais profissionais na organização. Fica
cada vez mais difícil afirmar que a comunicação pertence a alguém ou a uma dada área.
Em síntese, comunicar ou descomunicar tem a ver com a reflexão das pessoas de como
entendem e praticam a comunicação, assim como dos modelos das organizações que deverão
passar por mudanças na forma como a comunicação vitaliza seus negócios.

Comunicação ou Descomunicação

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    COMUNICAÇÃO OU DESCOMUNICAÇÃO TEXTOBLOG CEACOM ECA USP – WILLIAM A. CERANTOLA É senso comum que estamos na era da comunicação, e que tudo e todos estão conectados. Agora temos centenas de amigos virtuais e avatares, e as coisas já se conversam ao ponto de anteciparem necessidades humanas. É o caso do waze que avisa antecipadamente, sem sua solicitação, para planejar seu percurso de ida a um compromisso ao consultar seu calendar no google. Sem dúvida, a comunicação impera em nossas vidas e as pessoas nunca estiveram tão envolvidas e sabedoras de tudo que acontece ao seu redor ou sobre os temas de seu interesse. Na prática, todos somos protagonistas e temos muito a dizer, postar ou fotografar. Entretanto, às vezes parece que comunicamos, às vezes parece que descomunicamos. Em entrevistas com empresas do setor industrial, empresas de serviços, entidades de pesquisa e demais entidades civis, tais como escolas de samba, fica claro que todos utilizam plataformas e redes digitais, como email, whats app, facebook, instagram, entre outros, mas os antigos problemas de comunicação permanecem. Reclamam da descomunicação, ou o ato de comunicar mas que não informa ou não cria relacionamento. Situações onde as pessoas não entendem o que é dito, que falta diálogo, que utilizam canais ou linguagem inadequados e que a informação chega com atraso ou incompleta. Há também a feira de boatos e a divulgação via twitter e redes sociais de informações falsas, onde a fonte original sempre é obscura ou ausente. O excesso de comunicação nos levou a novos desafiados de como chamar a atenção, deter-se no que realmente vale a pena e tornar útil e proveitoso o tempo que investimos para nos mantermos atualizados. A propósito, o tempo, agora instantâneo, tornou-se nosso vilão. E não pára por aí. Outros dilemas se multiplicaram nas empresas e demais organizações. A busca por reduzir recursos, gerir mudanças e adotar plataformas digitais, tem impactado as áreas de comunicação, tornando-se menores ou terceirizadas. Fica a pergunta: Como comunicar mais com menos estrutura e onde todos são potenciais comunicadores? Um novo design de comunicação tem sido desenvolvido e testado para promover uma transição ou adaptação da forma tradicional de hub de comunicação, a partir de uma área que coordena as ações de comunicação, para outro design de rede de articuladores e influenciadores que constroem e mediam a comunicação. Evidente que esse novo design passa por um repensar do modelo de comunicação e da forma de atuação dos profissionais de comunicação e dos demais profissionais na organização. Fica cada vez mais difícil afirmar que a comunicação pertence a alguém ou a uma dada área. Em síntese, comunicar ou descomunicar tem a ver com a reflexão das pessoas de como entendem e praticam a comunicação, assim como dos modelos das organizações que deverão passar por mudanças na forma como a comunicação vitaliza seus negócios.