Os sentidos da comunicação
Profa. Dra. Rosane Borges
Universidade Estadual de Londrina (UEL) – PR
Aparecida – SP
Julho de 2012
PARA INICIARMOS
O termo comunicação recobre um conjunto
amplo e heterogêneo de perspectivas e noções.
Qual o sentido da comunicação que nos
interessa e nos orienta?
Relação Indissociável
A informação e a comunicação são
inseparáveis da história da emancipação do
homem. Foi por meio da liberdade de
informação que o conhecimento do mundo e
o espírito crítico desenvolveram-se. Foi
graças à comunicação que a igualdade entre
os indivíduos e a legitimidade do diálogo se
impuseram. São as duas faces da grande
questão da emancipação. Serão salvas ou
perdidas juntas.
Repensando conceitos e
territórios
Comunicação # Informação
• Século XIX caracterizou-se pela revolução da informação com a
conquista das liberdades essenciais. O século XX foi marcado pela
vitória da informação e da tecnologia graças ao fenômeno da
comunicação ao alcance de todos. O século XXI será da convivência
no sentido da geração de condições para a coabitação possível entre
pontos de vista diferentes, num mundo cada vez menor onde os
indivíduos sabem tudo e do qual não se pode escapar.
• Precisamos repensar a comunicação no momento do triunfo da
informação e das tecnologias que a acompanham.
Desafios da Pascom
 Repensar o estatuto da comunicação sob o signo das três
rupturas acontecidas em 50 anos: a vitória da informação, o
triunfo das tecnologias, com a integração das
telecomunicações, da informática e do audiovisual; e a
globalização.
 Tirar a informação e a comunicação do império da tecnologia,
que acaba por frear a reflexão sobre a comunicação na
medida em que a performance das ferramentas apaga ou
encobre os fracassos inevitáveis da comunicação humana e
social. Pensar a passagem da informação à comunicação
significa “destecnologizar” a comunicação, recolocando a
técnica do seu devido lugar.
Desafios da Pascom
 Perpetuar, num mundo saturado de informação, de
comunicação e de tecnologia, o valor da
emancipação, que sempre as regeu desde o século
XVI. É preciso impedir que a informação e a
comunicação, até ontem fatores de aproximação,
tornem-se aceleradores de incompreensão e de ódio
justamente por serem visíveis todas as diferenças e
toda alteridade.
Vínculo - Relação
 A revolução do século XXI não é a da informação,
mas a da comunicação. Não é a da mensagem, mas
a da relação. Não é a da produção e da distribuição
da informação por meio de tecnologias sofisticadas,
mas a das condições de sua aceitação ou de sua
recusa pelos milhões de pessoas, todas sempre
diferentes e raramente em sintonia com os
produtores.
Fundamentos
 Os fundamentos teóricos da comunicação à luz da
Pastoral da Comunicação: a Pastoral da
Comunicação deve estar afinada com as reflexões e
teorias da comunicação, pensando, primordialmente,
nas orientações e documentos da Igreja. É
fundamental que as ações da Pascom seja
suportadas por fundamentos teóricos e éticos que
orientem o agente de pastoral a ser um gestor
importante dos processos comunicativos na
comunidade;
Orientações teóricas
 Como conviver pacificamente num universo onde todo
mundo vê tudo e sabe tudo e onde as diferenças são
mais visíveis e menos negociáveis?
 A comunicação envolve três dimensões: tecnológica,
cultural e econômica – base reflexiva e teórica
 Pensar a comunicação a partir dessas dimensões
possibilita pensar globalmente nos eventos
comunicativos contemporâneos. Uma teoria da
comunicação deve, portanto, firmar-se na busca de
convivência, uma convite à experiência e à
tolerância.
Um imperativo
 O bios midiático, essa intervenção da tecnologia do ver e da
tecnologia do sentir na vida nua, na vida crua dos indivíduos,
obriga a todos nós, agentes de comunicação e de pastorais, a
repensarmos na forma de vida que estamos ingressando, não
apenas como forma de vida afetada por invenções tecnológicas
que vão se acumulando e que nos usamos comodamente. É
preciso pensar na radicalidade desse uso da técnica. É preciso
pensarmos com coração nesse novo modo de compreensão e
ação do mundo que se insinua junto com a emergência do bios
midiático
Noção radical de vínculo
 Se a comunicação é vínculo, é quando nos juntamos ao
outro, é quando olhamos para o outro, que nós fazemos a
diferença. E só uma coisa pode dar nome bom para essa
junção, é o amor. Segundo o filósofo Karl Jaspers a
comunicação é, nesse sentido, emancipatória quando ela
não é apenas um dispositivo técnico, ou meios técnicos de
colocar produtos, mas quando ela é uma dolorosa e
recíproca interrogação sobre si mesma e sobre o outro.

Os sentidos da comunicação

  • 1.
    Os sentidos dacomunicação Profa. Dra. Rosane Borges Universidade Estadual de Londrina (UEL) – PR Aparecida – SP Julho de 2012
  • 2.
    PARA INICIARMOS O termocomunicação recobre um conjunto amplo e heterogêneo de perspectivas e noções. Qual o sentido da comunicação que nos interessa e nos orienta?
  • 3.
    Relação Indissociável A informaçãoe a comunicação são inseparáveis da história da emancipação do homem. Foi por meio da liberdade de informação que o conhecimento do mundo e o espírito crítico desenvolveram-se. Foi graças à comunicação que a igualdade entre os indivíduos e a legitimidade do diálogo se impuseram. São as duas faces da grande questão da emancipação. Serão salvas ou perdidas juntas.
  • 4.
    Repensando conceitos e territórios Comunicação# Informação • Século XIX caracterizou-se pela revolução da informação com a conquista das liberdades essenciais. O século XX foi marcado pela vitória da informação e da tecnologia graças ao fenômeno da comunicação ao alcance de todos. O século XXI será da convivência no sentido da geração de condições para a coabitação possível entre pontos de vista diferentes, num mundo cada vez menor onde os indivíduos sabem tudo e do qual não se pode escapar. • Precisamos repensar a comunicação no momento do triunfo da informação e das tecnologias que a acompanham.
  • 5.
    Desafios da Pascom Repensar o estatuto da comunicação sob o signo das três rupturas acontecidas em 50 anos: a vitória da informação, o triunfo das tecnologias, com a integração das telecomunicações, da informática e do audiovisual; e a globalização.  Tirar a informação e a comunicação do império da tecnologia, que acaba por frear a reflexão sobre a comunicação na medida em que a performance das ferramentas apaga ou encobre os fracassos inevitáveis da comunicação humana e social. Pensar a passagem da informação à comunicação significa “destecnologizar” a comunicação, recolocando a técnica do seu devido lugar.
  • 6.
    Desafios da Pascom Perpetuar, num mundo saturado de informação, de comunicação e de tecnologia, o valor da emancipação, que sempre as regeu desde o século XVI. É preciso impedir que a informação e a comunicação, até ontem fatores de aproximação, tornem-se aceleradores de incompreensão e de ódio justamente por serem visíveis todas as diferenças e toda alteridade.
  • 7.
    Vínculo - Relação A revolução do século XXI não é a da informação, mas a da comunicação. Não é a da mensagem, mas a da relação. Não é a da produção e da distribuição da informação por meio de tecnologias sofisticadas, mas a das condições de sua aceitação ou de sua recusa pelos milhões de pessoas, todas sempre diferentes e raramente em sintonia com os produtores.
  • 8.
    Fundamentos  Os fundamentosteóricos da comunicação à luz da Pastoral da Comunicação: a Pastoral da Comunicação deve estar afinada com as reflexões e teorias da comunicação, pensando, primordialmente, nas orientações e documentos da Igreja. É fundamental que as ações da Pascom seja suportadas por fundamentos teóricos e éticos que orientem o agente de pastoral a ser um gestor importante dos processos comunicativos na comunidade;
  • 9.
    Orientações teóricas  Comoconviver pacificamente num universo onde todo mundo vê tudo e sabe tudo e onde as diferenças são mais visíveis e menos negociáveis?  A comunicação envolve três dimensões: tecnológica, cultural e econômica – base reflexiva e teórica  Pensar a comunicação a partir dessas dimensões possibilita pensar globalmente nos eventos comunicativos contemporâneos. Uma teoria da comunicação deve, portanto, firmar-se na busca de convivência, uma convite à experiência e à tolerância.
  • 10.
    Um imperativo  Obios midiático, essa intervenção da tecnologia do ver e da tecnologia do sentir na vida nua, na vida crua dos indivíduos, obriga a todos nós, agentes de comunicação e de pastorais, a repensarmos na forma de vida que estamos ingressando, não apenas como forma de vida afetada por invenções tecnológicas que vão se acumulando e que nos usamos comodamente. É preciso pensar na radicalidade desse uso da técnica. É preciso pensarmos com coração nesse novo modo de compreensão e ação do mundo que se insinua junto com a emergência do bios midiático
  • 11.
    Noção radical devínculo  Se a comunicação é vínculo, é quando nos juntamos ao outro, é quando olhamos para o outro, que nós fazemos a diferença. E só uma coisa pode dar nome bom para essa junção, é o amor. Segundo o filósofo Karl Jaspers a comunicação é, nesse sentido, emancipatória quando ela não é apenas um dispositivo técnico, ou meios técnicos de colocar produtos, mas quando ela é uma dolorosa e recíproca interrogação sobre si mesma e sobre o outro.

Notas do Editor

  • #2 Rosane Borges
  • #6  ----- Meeting Notes (14/07/11 22:03) ----- Seminário Nacional dos Bispos