Comunicação e Interação
Médico-Paciente
ProjetoProjeto MAIS MÉDICOSMAIS MÉDICOS para o Brasilpara o Brasil
Dra. Juliana de Carvalho MouraDra. Juliana de Carvalho Moura
Agosto 2016Agosto 2016
Conceito de Comunicação
Pierre Lévy
• “Comunicar não é de modo algum transmitir uma
mensagem ou receber uma mensagem...”
• “Comunicar é partilhar o sentido...partilhar um
contexto comum, partilhar uma cultura, partilhar uma
história, partilhar uma experiência...”
• “Comunicar é tentar ter alguma coisa em comum...é
necessariamente, um verdadeiro encontro, a
comunicação. Não é só transmitir uma mensagem.
É alguma coisa que se constrói. Que se constrói no
tempo.”
Cuidado Centrado na DoençaCuidado Centrado na Doença
CUIDADO CENTRADO NA DOENÇA
DOENÇA
MÉDICOMÉDICO
Saberes Técnicos e Científicos
Saberes Práticos
Paciente
Interação e
Comunicação
Centrada no
DOENÇA
Adaptado: Ayres, 2003; Ayres, 2007; Ayres 2004
CCD = (DOENÇA – PACIENTE)
O AFUNILAMENTO DA NARRATIVA
1.Narrativas dos pacientes
(necessidades de saúde)
3.Anamnese médica
tradicional
5.Exclusão de elementos “não médicos”
da narrativa
4.Raciocínio hipotético-
dedutivo
Médico
Paciente

“Afunilamento” do
paciente
Sintomas doenças
2.Escuta Seletiva
5.Narrativas de sintomas de
doenças
6.Hipóteses diagnósticas
(doenças)
CUIDADO CENTRADO NAS DOENÇAS
Cuidado Centrado no PacienteCuidado Centrado no Paciente
Adaptado: Ayres, 2003; Ayres, 2007; Ayres 2004
PACIENTE DOENÇA
CUIDADO CENTRADO NO PACIENTE CCP= (PACIENTE + DOENÇA)
MÉDICOMÉDICO
Saberes Técnico-
Científicos Doença
Saberes Práticos
Doença
PACIENTEPACIENTE
Saberes Doença
Saberes Práticos
“mundo da vida”
Fusão Horizontes
Interação e Comunicação
PRODUÇÃO DE
NARRATIVAS
Comunicação Centrada no Paciente – O quê perguntar
INTERAÇÃO Médico-Paciente
▪ DISEASE ▪ Prevenção e promoção
• Dieta
• Atividade Física
• Tabagismo
• Uso Álcool e Drogas
• Uso Preservativo
• Vacinação
• Rastreamento CA
▪ ILLNESS
•IDÉIAS
•SENTIMENTOS
•EFEITOS FUNÇÂO
•EXPECTATIVAS
▪ Compreender o CONTEXTO

Contexto
Pessoa
FAMILIAR
TRABALHO
SOCIAL
Medicina Baseada em Narrativa – COMO?
Doenças
Contexto
familiar
Cuidados com a
saúde
Estilo de vida/Comportamento
Histórias
de vida
Cultura/crenças
Contexto
trabalho
Significados processo saúde/doença
Perguntas Abertas
Perguntas Fechadas
Narrativa do paciente
Respostas do paciente
(sim/não)
COMO COMPREENDER AS NARRATIVAS
Perguntas Abertas
 
Doença
Escuta Seletiva
 
Narrativa do paciente
Escuta Ampliada
COMO COMPREENDER AS NARRATIVAS
Escuta Ampliada
COMO COMPREENDER AS NARRATIVAS
Identificar e Explorar as Idéias-Chaves
Perguntas Abertas
Perguntas Fechadas
Narrativa do paciente
Respostas do paciente
(sim/não)
Idéias-Chaves
Kurtz , Silverman, Draper J (1998),
Silverman JD, Kurtz SM, Draper J (1998)
Síntese: Elaboração de Narrativas
DEFINIR
METAS
PROPOR
AÇÃO
PACTUAR
AÇÃO
ESCLARECER
DUVIDAS
EXPLICAR
PROBLEMA
DECISÃO
COMPARTILHADA
Decisão Compartilhada: Plano de Cuidado
• Captar e verificar as pistas não-verbais do pacienteCaptar e verificar as pistas não-verbais do paciente
• linguagem corporallinguagem corporal
• expressão facialexpressão facial
• afetoafeto
• contato visualcontato visual
• postura corporalpostura corporal
• MovimentoMovimento
• tom de voztom de voz
Comunicação não-verbal
 
Sujeito e suas expressões
corporais
OLHAR
para o outro
Kurtz , Silverman, Draper J (1998), Silverman JD, Kurtz SM, Draper J (1998)
  
Crise nas Interações
(Relações Assimétricas)
Parceria ao longo do
Processo de Adoecimento e de
Cuidado
INTERAÇÃO Médico-Paciente
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 Kurtz SM, Silverman JD, Draper J (1998) Teaching and Learning Communication SkillsKurtz SM, Silverman JD, Draper J (1998) Teaching and Learning Communication Skills
in Medicine. Radcliffe Medical Press (Oxford)in Medicine. Radcliffe Medical Press (Oxford)
 Silverman JD, Kurtz SM, Draper J (1998) Skills for Communicating withSilverman JD, Kurtz SM, Draper J (1998) Skills for Communicating with
Patients.Patients.Radcliffe Medical Press (Oxford)Radcliffe Medical Press (Oxford)
 AYRES,2007. Uma Concepção Hermenêutica de Saúde in PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva,AYRES,2007. Uma Concepção Hermenêutica de Saúde in PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva,
Rio de Janeiro, 17(1):43-62, 2007Rio de Janeiro, 17(1):43-62, 2007
 GADAMER, H.G. A verdade e o método Volume 1:Traços fundamentais de umGADAMER, H.G. A verdade e o método Volume 1:Traços fundamentais de um
hermenêutica filosófica. 7º ed. Editora VOZES, 2005hermenêutica filosófica. 7º ed. Editora VOZES, 2005
 GADAMER,H.G. O caráter oculto da saúde. 1º ed. Editora VOZES.GADAMER,H.G. O caráter oculto da saúde. 1º ed. Editora VOZES. 20062006
 GREENHALGH, T.; HURWITZ, B. Narrative Based Medicine: dialogue and discourse inGREENHALGH, T.; HURWITZ, B. Narrative Based Medicine: dialogue and discourse in
clinical practice.4º ed. BMJ Books, 1998.clinical practice.4º ed. BMJ Books, 1998.
 LAUNER,J. 2002. Narrative-based Primary Care: A Practical Guide. by John LaunerLAUNER,J. 2002. Narrative-based Primary Care: A Practical Guide. by John Launer
Radcliffe Medical Press London.Radcliffe Medical Press London. (Capítulos 1 e 2 e 3)(Capítulos 1 e 2 e 3)
 MERHY, E., 2000.MERHY, E., 2000. Um ensaio sobre o médico e suas valises tecnológicas - contribuiçõesUm ensaio sobre o médico e suas valises tecnológicas - contribuições
para compreender as reestruturações produtivas do setor Saúde in Interface -para compreender as reestruturações produtivas do setor Saúde in Interface -
Comunic, Saúde, Educ fev.2000.Comunic, Saúde, Educ fev.2000.
 STWEART,M. et cols.,1995. Patiente-centred medicine:transforming the clinicalSTWEART,M. et cols.,1995. Patiente-centred medicine:transforming the clinical
method. SAGE Publications,Thousand Oaks,California.method. SAGE Publications,Thousand Oaks,California. (capítulos 2 a 8)(capítulos 2 a 8)

Comunicação e Interação Médico-Paciente

  • 1.
    Comunicação e Interação Médico-Paciente ProjetoProjetoMAIS MÉDICOSMAIS MÉDICOS para o Brasilpara o Brasil Dra. Juliana de Carvalho MouraDra. Juliana de Carvalho Moura Agosto 2016Agosto 2016
  • 2.
    Conceito de Comunicação PierreLévy • “Comunicar não é de modo algum transmitir uma mensagem ou receber uma mensagem...” • “Comunicar é partilhar o sentido...partilhar um contexto comum, partilhar uma cultura, partilhar uma história, partilhar uma experiência...” • “Comunicar é tentar ter alguma coisa em comum...é necessariamente, um verdadeiro encontro, a comunicação. Não é só transmitir uma mensagem. É alguma coisa que se constrói. Que se constrói no tempo.”
  • 3.
    Cuidado Centrado naDoençaCuidado Centrado na Doença CUIDADO CENTRADO NA DOENÇA DOENÇA MÉDICOMÉDICO Saberes Técnicos e Científicos Saberes Práticos Paciente Interação e Comunicação Centrada no DOENÇA Adaptado: Ayres, 2003; Ayres, 2007; Ayres 2004 CCD = (DOENÇA – PACIENTE)
  • 4.
    O AFUNILAMENTO DANARRATIVA 1.Narrativas dos pacientes (necessidades de saúde) 3.Anamnese médica tradicional 5.Exclusão de elementos “não médicos” da narrativa 4.Raciocínio hipotético- dedutivo Médico Paciente  “Afunilamento” do paciente Sintomas doenças 2.Escuta Seletiva 5.Narrativas de sintomas de doenças 6.Hipóteses diagnósticas (doenças) CUIDADO CENTRADO NAS DOENÇAS
  • 5.
    Cuidado Centrado noPacienteCuidado Centrado no Paciente Adaptado: Ayres, 2003; Ayres, 2007; Ayres 2004 PACIENTE DOENÇA CUIDADO CENTRADO NO PACIENTE CCP= (PACIENTE + DOENÇA) MÉDICOMÉDICO Saberes Técnico- Científicos Doença Saberes Práticos Doença PACIENTEPACIENTE Saberes Doença Saberes Práticos “mundo da vida” Fusão Horizontes Interação e Comunicação PRODUÇÃO DE NARRATIVAS
  • 6.
    Comunicação Centrada noPaciente – O quê perguntar INTERAÇÃO Médico-Paciente ▪ DISEASE ▪ Prevenção e promoção • Dieta • Atividade Física • Tabagismo • Uso Álcool e Drogas • Uso Preservativo • Vacinação • Rastreamento CA ▪ ILLNESS •IDÉIAS •SENTIMENTOS •EFEITOS FUNÇÂO •EXPECTATIVAS ▪ Compreender o CONTEXTO  Contexto Pessoa FAMILIAR TRABALHO SOCIAL
  • 7.
    Medicina Baseada emNarrativa – COMO? Doenças Contexto familiar Cuidados com a saúde Estilo de vida/Comportamento Histórias de vida Cultura/crenças Contexto trabalho Significados processo saúde/doença
  • 8.
    Perguntas Abertas Perguntas Fechadas Narrativado paciente Respostas do paciente (sim/não) COMO COMPREENDER AS NARRATIVAS Perguntas Abertas
  • 9.
      Doença Escuta Seletiva  Narrativa do paciente Escuta Ampliada COMO COMPREENDER AS NARRATIVAS Escuta Ampliada
  • 10.
    COMO COMPREENDER ASNARRATIVAS Identificar e Explorar as Idéias-Chaves Perguntas Abertas Perguntas Fechadas Narrativa do paciente Respostas do paciente (sim/não) Idéias-Chaves Kurtz , Silverman, Draper J (1998), Silverman JD, Kurtz SM, Draper J (1998)
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    • Captar everificar as pistas não-verbais do pacienteCaptar e verificar as pistas não-verbais do paciente • linguagem corporallinguagem corporal • expressão facialexpressão facial • afetoafeto • contato visualcontato visual • postura corporalpostura corporal • MovimentoMovimento • tom de voztom de voz Comunicação não-verbal   Sujeito e suas expressões corporais OLHAR para o outro Kurtz , Silverman, Draper J (1998), Silverman JD, Kurtz SM, Draper J (1998)
  • 14.
       Crisenas Interações (Relações Assimétricas) Parceria ao longo do Processo de Adoecimento e de Cuidado INTERAÇÃO Médico-Paciente
  • 15.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  KurtzSM, Silverman JD, Draper J (1998) Teaching and Learning Communication SkillsKurtz SM, Silverman JD, Draper J (1998) Teaching and Learning Communication Skills in Medicine. Radcliffe Medical Press (Oxford)in Medicine. Radcliffe Medical Press (Oxford)  Silverman JD, Kurtz SM, Draper J (1998) Skills for Communicating withSilverman JD, Kurtz SM, Draper J (1998) Skills for Communicating with Patients.Patients.Radcliffe Medical Press (Oxford)Radcliffe Medical Press (Oxford)  AYRES,2007. Uma Concepção Hermenêutica de Saúde in PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva,AYRES,2007. Uma Concepção Hermenêutica de Saúde in PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 17(1):43-62, 2007Rio de Janeiro, 17(1):43-62, 2007  GADAMER, H.G. A verdade e o método Volume 1:Traços fundamentais de umGADAMER, H.G. A verdade e o método Volume 1:Traços fundamentais de um hermenêutica filosófica. 7º ed. Editora VOZES, 2005hermenêutica filosófica. 7º ed. Editora VOZES, 2005  GADAMER,H.G. O caráter oculto da saúde. 1º ed. Editora VOZES.GADAMER,H.G. O caráter oculto da saúde. 1º ed. Editora VOZES. 20062006  GREENHALGH, T.; HURWITZ, B. Narrative Based Medicine: dialogue and discourse inGREENHALGH, T.; HURWITZ, B. Narrative Based Medicine: dialogue and discourse in clinical practice.4º ed. BMJ Books, 1998.clinical practice.4º ed. BMJ Books, 1998.  LAUNER,J. 2002. Narrative-based Primary Care: A Practical Guide. by John LaunerLAUNER,J. 2002. Narrative-based Primary Care: A Practical Guide. by John Launer Radcliffe Medical Press London.Radcliffe Medical Press London. (Capítulos 1 e 2 e 3)(Capítulos 1 e 2 e 3)  MERHY, E., 2000.MERHY, E., 2000. Um ensaio sobre o médico e suas valises tecnológicas - contribuiçõesUm ensaio sobre o médico e suas valises tecnológicas - contribuições para compreender as reestruturações produtivas do setor Saúde in Interface -para compreender as reestruturações produtivas do setor Saúde in Interface - Comunic, Saúde, Educ fev.2000.Comunic, Saúde, Educ fev.2000.  STWEART,M. et cols.,1995. Patiente-centred medicine:transforming the clinicalSTWEART,M. et cols.,1995. Patiente-centred medicine:transforming the clinical method. SAGE Publications,Thousand Oaks,California.method. SAGE Publications,Thousand Oaks,California. (capítulos 2 a 8)(capítulos 2 a 8)