Comunicando com
efetividade com
Comunicação não violenta
Uma introdução à comunicação não violenta
Giovanni Bassi
giovanni@lambda3.com.br
@giovannibassi
Giovanni Bassi
• Trouxe a Scrum.org, PSM e PSD pro Brasil
• Palestrante nacional e internacional (gestão, agile, engenharia e
arquitetura de software)
• Programador
• tecnoretorica.com.br, blog.lambda3.com.br, dotnetarchitects.net
• Escalador e ciclista
• Não gerente
Tenha cuidado,
posso ser eu na sua
frente
http://bit.ly/lambda3democracia
Disclaimer:
O fato de eu estar aqui palestrando não significa que eu sou um
mestre em comunicação não violenta, mas só que eu conheci o
assunto antes de vocês, comecei a estudá-lo e submeti uma
palestra ao evento que foi aprovada.
Também não significa que eu sempre me comunico sem
violência.
Aliás, um das coisas que me motiva a estar aqui palestrando e
estudando e divulgando o assunto é que eu me lembro de ser
menos violento nas minhas comunicações.
Agenda
NVC
Necessidades
Sentindo
Comunicando
Non Violent Communication (NVC)
• Idealized by Marshall Rosenberg
• Started his work with NVC in 1960
• Center for NVC: www.cnvc.org
Marshall Rosenberg
Expressar
honestamente
Receber
empaticamente
Duas partes no CNV
Não temos um problema de comunicação
Nós não vemos a violência
... porque vivemos em
uma cultura de violência
Física
Moral
Constantemente
procuramos
soluções no lugar
errado
Quando
tratadas com
compaixão em
algum
momento as
pessoas
correspondem
www.flickr.com/photos/dave77459/2795439787
Mindset
O processo
NVC
Necessidades
Sentindo
Comunicando
http://www.flickr.com/photos/terremonto/2218142483
É a milionésima vez que eu vejo
as meias sujas jogadas no meio
da sala!
Pegue imediatamente e coloque
pra lavar!
Mentira
Ordem
Isso é ineficiente
Fato
Sentimento
Necessidade
Pedido
Eu me sinto irritado
Filho, quando eu vejo meias
sujas jogadas no meio da sala
Porque eu preciso de mais
organização na sala
Será que você poderia colocar
as meias para lavar?
Comunicando
É muito difícil expressar o que
sentimos com palavras
Palavras podem ser...
=
criticismo
observação + avaliação
“O Márcio é
péssimo
programador”
“O Márcio entregou os
últimos cinco
trabalhos com bugs”
“Se você não fizer
testes seu código
vai ficar ruim”
“Temo pela qualidade
do seu código se você
não fizer testes”
Cuidado com “sempre”, “nunca”
e outros advérbios ou expressões
de tempo exagerados e/ou
imprecisos
Quando separamos avaliação de
julgamento as pessoas ouvem as
nossas necessidades no lugar de
demandas
Ela demanda muito sua atenção: carente
Ela demanda pouco sua atenção: ausente
“Valorizo sua presença
duas horas por dia”
Julgamento de valor
Julgamento moral
Somos ensinados desde
crianças a punir:
- Os maus
- Quem não atende
nossas necessidades e
valores
- Os errados
Expressando sentimentos
Expressar os nossos
sentimentos é difícil
Muitos de nós não foram
treinados pra isso
Expressar nossas vulnerabilidades
também é difícil, mas pode ser
muito produtivo
“Eu sinto que sou um programador ruim”
“Eu me sinto frustrado enquanto programador”
impaciente
desapontado
“Eu sinto que sou ignorado”
“Me sinto pouco valorizado”
“Me sinto incompreendido”
Não misture o que você acha que os
outros pensam com seus sentimentos
Quando expressamos nossos
verdadeiros sentimentos as pessoas
podem nos compreender melhor e
simpatizar conosco
Negando Responsabilidade
Sendo julgado em Nuremberg:
“Eu nunca fui um anti-semita. ...
Eu, pessoalmente, não tinha nada
a ver com isso. Meu trabalho era
observar e relatar sobre ele.”
Em um campo de concentração,
repassando uma ordem:
“O Führer ordenou o extermínio físico [dos
judeus].”
Adolf Eichmann, Tenente Coronel da SS Nazista
“Eu sou obrigado a bater cartão todos os
dias.”
“Eu bato cartão todos os dias porque
eu quero manter meu emprego.”
“Ninguém escreve testes de software
então também não escrevo.”
“Eu não escrevo testes porque eu
tenho medo do que meus colegas vão
pensar se eu escrever .”
“Ninguém escreve testes de software
então também não escrevo.”
“Eu não escrevo testes porque eu
tenho preguiça, e já que ninguém
escreve ninguém vai cobrar.”
“Eu gostaria de parar de fumar, mas sou
viciado.”
“Eu gostaria de parar de fumar, mas
porque eu não quero passar pela luta
que é vencer o vício eu não vou tentar.”
Tudo que fazemos é nossa
responsabilidade
Lembre-se de dizer sempre “porque eu
quero” no final da frase
http://bit.ly/responsa
Ouvindo
uma
mensagem
negativa
Nós somos
responsáveis por
nossos sentimentos
O que os outros fazem
pode ser estímulo para
nossos sentimentos,
mas nunca causa
Quantas vezes você
colocou sobre o outro
seus medos, tristezas,
alegrias e expectativas?
Você é a pessoa mais
EGOÍSTA que eu já
conheci!!!!
4 opções ao receber msgs negativas
1. Culpar a si mesmo
2. Culpar os outros
3. Avaliar nossos sentimentos e necessidades
4. Avaliar os sentimentos e necessidades do
outro
}motivados por culpa,
vergonha ou medo
Você é a pessoa mais egoísta...
1. Culpar a si mesmo
“Eu devia ter sido mais sensível”
2. Culpar os outros
“Você me exige demais! Você não tem direito de
dizer isso, eu sempre estou presente quando
posso.”
Você é a pessoa mais egoísta...
3. Avaliar nossos sentimentos e necessidades
“Quando você diz que acha que sou a pessoa
mais egoísta que conhece me sinto frustrado
porque preciso que meus esforços para te
ajudar sejam reconhecidos”
Você é a pessoa mais egoísta...
4. Avaliar os sentimentos e necessidades do
outro
“Você está se sentindo magoado porque não
estou atendendo suas preferências?”
Utilize “eu sinto...” “porque eu...”
“Você me desaponta quanto ignora os
procedimentos de segurança”
“Quando você ignora os procedimentos de segurança me
sinto desapontado porque tenho medo que você se
machuque e já tentei de todas as formas que conheço te
explicar a importância dos procedimentos”
... e volte sempre aos seus sentimentos
“Me sinto mal porque ela cancelou a reunião”
“Quando ela cancelou a reunião eu me senti
irritado porque eu já havia me preparado muito
para aquela reunião”
Se você não valorizar
seus sentimentos,
ninguém mais vai
Da mesma forma: nós
não somos
responsáveis pelos
sentimentos alheios
O que fazemos pode ser
estímulo para os
sentimentos alheios,
mas nunca causa
flickr.com/photos/unitedwaystl/6334381843
Pedindo
Peça o que quer, não o que não quer
• “Não quero você me dando ordens”
• “Não quero ter que chegar às 9 horas”
• “Não quero ter um gerente controlador”
• “Não quero que implantemos uma política que
proíbe testes”
Seja específico ao pedir
• “Quero ser tratado com justiça”
• “Quero ser capaz de escrever código com mais
qualidade”
• “Quero ser mais respeitado”
• “Quero ganhar mais”
Reclamamos demais (e não pedimos)
• “Essa empresa é muito burocrática...”
• “O Marcos está sempre atrasado...”
• “Esse cliente não entende nosso modelo de
trabalho...”
Quando você não pede
claramente a chance de
você receber o que
queria é muito menor
Quando você não
acompanha seu pedido
com seus sentimentos o
pedido parece uma ordem
Diferença entre demanda e pedido
É um pedido se a outra pessoa não é obrigada a
fazer o que foi pedido
Se nosso pedido não é atendido e então
respondemos mal, então era uma demanda, não
um pedido
Duas opções diante da demanda
Ao serem demandadas as pessoas tem apenas duas
opções: se submeterem à demanda ou se rebelar
– Nenhuma das duas atitudes é positiva
As consequências de longo prazo são desastrosas
violência
Nós não conseguimos
fazer com que as
pessoas façam nada
Quando agimos dessa
forma estamos criando
mais um muro
Empatia é a chave. Sempre que
pedir algo a alguém tente
compreender profundamente a
resposta e a pessoa em vez de
tentar controlá-la
Não coloque a toalha
molhada em cima da
cama!
Quando você coloca a toalha
molhada em cima da cama
me sinto irritado porque
depois vou ter que trocar o
lençol. Você poderia colocar
ela no banheiro?
Recebendo
empaticamente
Vai ficar para uma próxima palestra
• Dicas:
– Não tente resolver todos os problemas do mundo
– Procure entender as necessidades do outro quando ele
se comunica com você
– Busque empatia constantemente
(Há bem mais sobre CNV do que vimos aqui )
Obrigado!
Giovanni Bassi
giovanni@lambda3.com.br
@giovannibassi
www.lambda3.com.br

Comunicando com efetividade com Comunicação não violenta