Complicações crônicas Diabetes Mellitus Dra.Adriana Ganam Alves Endocrinologista Graduação e Clínica Médica-UFG Endocrinologia-UNB Prof. Semiologia-UFG
Anatomia ocular
Retinopatia Diabética Introdução Causa de cegueira:20-74 anos Após 20 anos acomete 100% dos diabéticos tipo 1 e 60% dos tipo 2 DM1:após 5 anos de doença e pós puberdade DM2:até 21% ao diagnóstico IOG:em até 7,5%
Introdução Risco entre 2 a 5% do diabético tornar-se cego UKPDS:cegueira em 13% dos diabéticos
Retinopatia diabética Fisiopatologia Hiperglicemia -> espessamento membrana basal +proliferação endotelial Menor adesão das cells endoteliais+perda de pericitos-> microaneurismas Expansão de zonas avasculares+hipóxia-> estímulo neovascularização
 
 
Fisiopatologia
 
 
Classificação Sem retinopatia Retinopatia diabética não-proliferativa Branda     anormalidades microvasculares microaneurismas,>permeabilidade vascular Moderada,severa e muito severa  piora progressiva,anormalidades venosas e oclusão vascular,exsudatos algodonosos
 
Exsudatos duros
Não proliferativa
 
Retinopatia diabética proliferativa  vasoproliferação retiniana,hemorragia pré-retiniana,vítrea e proliferação de tecido fibrótico Precoce Alto-risco Severa *Coexistência de edema macular em qualquer fase
Retinopatia fase proliferativa
 
 
Edema macular
Monitorização e Tratamento Exame oftalmológico seriado > das causas de cegueira podem ser evitadas c/ diagnóstico e TTO precoce Dilatação pupilar:50% mais efetivo Biomicroscopia:catarata Tonometria:glaucoma Oftalmoscopia
Monitorização e Tratamento Seguimento *Trimestral a anual RDP alto risco *Risco de 28% de perda visual em 2 anos *Fotocoagulação:risco    p/ 4% RDP precoce *Risco de 7% de perda visual em 2 anos *Considerar fotocoagulação
Monitorização e tratamento Controle intensivo DMtipo1
Controle intensivo no DM tipo2 UKPDS Redução do risco de complicações microvasculares    25% no GI *  risco de retinopatia    21%UKPDS *< necessidade de fotocoagulação
Medidas gerais Controle pressórico intensivo UKPDS *Redução de 34% no risco de progressão de retinopatia e 47% no risco de perda da AV no grupo de controle intensivo da Pa
Medidas gerais Dislipidemia? Exercícios? *RDP-evitar anaeróbios,aeróbicos de alto impacto Tabagismo?     estudos sugerem impacto,outros não Hb < 12g/dl    risco 5    maior de retinopatia severa *Corrigir anemia
Monitorização e Tratamento Fotocoagulação Aumenta aporte de O2 p/ retina Resposta variável    regressão ou estabilização de neovasos Indicada:retinopatia não-proliferativa de alto risco e proliferativa Complicações:redução da acuidade visual e contração do campo visual
Monitorização e Tratamento Vitrectomia precoce Indicada em casos de proliferação fibrovascular severa Hemorragia vítrea e descolamento de retina Reduz a chance de perda visual Riscos:glaucoma,catarata,descolamento de retina
Tomografia de coerência óptica
Acetonido de triancinolona Bons resultados no tratamento de membranas neovasculares subretinianas e de edemas maculares  ->  via intra-vítrea Efeitos antiinflamatórios já conhecidos, ação inibitória sobre a angiogênese e a permeabilidade capilar Tratamento do edema macular diabético refratário à fotocoagulação  Duração limitada de seus efeitos, que exige reaplicações
Pré e pós triancinolona
Drogas anti-VEGF Neovascularização,edema macular e oclusões venosas Permeabilidade vascular aumentada e a formação de neovasos sangüíneos são a causa da perda de visão
Drogas anti-VEGF Disponíveis três drogas inibidoras de neovascularização: o Bevacizumab (Avastin®), o Ranibizumab(Lucentis®) e o Pegaptanib (Macugen®). Avastin e o Lucentis(anticorpos monoclonais humanizados)-agem contra todos os tipos de VEGF Macugen é um oligonucleotídeo-ação é somente contra o VEGF165, o principal VEGF na retina humana. Aplicados em injeções intravítreas com  intervalos de 4 a 6 semanas
Ruboxistaurina Inibe PKC-B Bem tolerada em doses de até 64mg/dia, não se associando a efeitos adversos significativos  252 pacientes com diabetes e retinopatia de base tratados com a medicação ou placebo por 36-48 meses demonstraram menor progressão da retinopatia sem alterações no controle glicêmico nos indivíduos tratados(redução de 32% no risco de progressão)
IECA Lisinopril-efeito não estatisticamente significativo Estudo com pequeno número de pacientes:redução de VEGF intra-vítreo Estudo experimental com ramipril:redução de ativação da PKC
Nefropatia diabética
Nefropatia diabética Acomete 20-40% dos diabéticos tipo 1 e 1/3 dos tipo 2(pico com 15 anos) Causa mais comum de IRC nos EUA 60% dos com IRC tem DM2 Implica em risco maior de HAS,doença cardiovascular e eleva mortalidade Prevenível:controle glicêmico,pressórico e de lípides
Nefropatia diabética 7% dos diabéticos tipo 2 tem microalbuminúria ao diagnóstico 30 a 45% dos microalbuminúricos evoluem para proteinúria em 10 anos
Fisiopatologia Predisposição genética + hiperglicemia  afeta função de transporte de glicose,formação de ROS,sorbitol,ativação da PKC,formação de AGE e via da hexosamina Hiperperfusão(> fluxo no capilar glomerular) e hipertensão  hiperfiltração   mudanças morfológicas e albuminúria progressiva
Fisiopatologia PAN,NO e PGs   arteríolas aferentes Angiotensina 2,endotelina e vasoconstritor prostanóides   arteríolas eferentes Expansão dos capilares e tensão mesangial      matriz mesangial e  membrana basal   perda de néfrons
Fisiopatologia Glomeruloesclerose clássica:espessamento da membrana basal,esclerose mesangial,hialinose,microaneurismas,ateroesclerose hialina Nódulos de Kimmelstiel-Wilson:áreas de expansão mesangial extrema,observadas em 40% a 50% dos pacientes que desenvolvem proteinúria
Nódulos de Kimmelstiel-Wilson
Avaliação do paciente Triagem:albuminúria em amostra isolada Se alteração presente,colher amostra de 24h Reavaliar com 3 amostras em intervalo de 3-6 meses ITU,hematúria,febre,exercício, hiperglicemia,HAS e ICC:falso +
Diagnóstico diferencial HDA,exame físico,laboratório,imagem Biópsia renal:situações específicas *Proteinúria >1g em 24h,hematúria inexplicada e retinopatia ausente *DM1:proteinúria e Dm de curta duração *Rápido declínio da TFG,sem retinopatia Presença de retinopatia corrobora o diagnóstico
Estágios da nefropatia diabética Estágio 1- Hiperfiltração glomerular e aumento renal * hiperglicemia,fatores hormonais e vasoativos Maior fluxo plasmático  Maior pressão hidrostática
Estágio2- Lesões glomerulares precoces * estágio silencioso c/ excreção normal de albumina * espessamento da membrana basal e expansão mesangial * microalbuminúria após exercícios
Estágio 3- Nefropatia diabética incipiente ou microalbuminúria *microalbuminúria persistente e progressiva *Persistência da hiperfiltração *Microalbuminúria maior c/ HAS,exercício,febre,controle glicêmico ruim e ICC
Estágio 4- Nefropatia diabética clínica *HAS e redução da GFR  *Proteinúria variável,sobrevida de 10 anos após início *Diagnóstico diferencial  biópsia renal  GFR   7,5-28ml/min/ano sem TTO
Estágio 5- Doença renal terminal *Após 20-30 anos de DM no tipo1 *Prevenção   TTO intensivo da HAS, hiperglicemia e dislipidemia
Clínica Descenso noturno anormal e PA  ;CT,TG e LDL  SM,DC,RD 20-199Mg/min  30-299mg/24h 30-299mg/g Microalbuminúria HAS TG,CT e LDL   Isquemia miocárdica e  GFR  200Mg/min  300mg/24h >300mg/g Macroalbumi núria Clínica Valores de Albuminúria Estágio
Estratégias e metas de reno e cardioproteção Previne aterosclerose Cessação tabagismo Prevenir trombose AAS LDL<100 ou 70 Estatinas A1c<7% A1c<7% Glicemia Pa<125/75 Pa<130/80 Anti-hipertensivo GFR<2ml/min/ano Estabilização da GFR Proteinúria<0,5g/ 24h    albuminúria ou normoalbuminúria IECA e/ou ARA e hipoproteica(0,6-0,8g/kg) Macroalbuminúria Microalbuminúria Intervenção
Prevenção e tratamento Normoalbuminúricos TTO intensivo da hiperglicemia DCCT   reduz microalbuminúria em 39%  UKPDS   reduz microalbuminúria em 30%
Redução da Pa *UKPDS :   de 154 p/ 144 mmHg   microalbuminúria em 29% *Redução de PaD de 85 p/ 81mmHg    redução de risco de eventos cardiovasculares em 50% nos diabéticos Uso de IECA- estudo micro-HOPE      de nefropatia em 24% e de risco cardiovascular em 37% c/ ramipril Cessar tabagismo e tratar dislipidemia
Micro e macroalbuminúricos Prevenir queda da função,progressão da proteinúria e eventos cardiovasculares Controle glicêmico intensivo : *Eficácia isolada divergente nos estudos,mas deve ser realizado
Controle pressórico Metas<130/80 ou <125/75mmHg(se prot>1g/24h) Se PaS>20 ou PaD>10mmHg    2agentes *ARA e IECA   combinar p/ alcançar metas *IECA+tiazídico *Furosemida se Cl de C<30 ou C>2,5-3mg/dl *MAPA    Pa resistente,jaleco branco ou hipotensão
Dieta *Trocar carne vermelha por branca     reduz proteinúria,CT e LDL *Melhora hemodinâmica glomerular Dislipidemia *LDL<100 no geral ou 70 nos cardiopatas *Estudos sugerem redução da queda da GFR em 25%
Anemia *Deficiência de eritropoietina(mesmo c/ C<1,8) *Fator de risco para progressaõ de doença renal e retinopatia *Eritropoietina    iniciar mais precocemente *Hb alvo    12-13 g/dl
Aspirina *Não altera função renal *Reduz risco cardiovascular Abordagem multifatorial(estudo Steno-2) *   do risco de microalbuminúria em 61%
Novas estratégias Tiamina e benfotiamina *Retardam microalbuminúria(experimental) *Ativação reduzida da PKC,glicosilação reduzida de proteínas e < estresse oxidativo Aminoguanidina *quebra ligações   dos produtos finais de glicosilação *redução de albuminúria e lesão renal
Novas estratégias Ruboxistaurina *Inibidor da prot KC- B *Normalizou GFR,reduziu albuminúria e lesões renais Glicosaminoglicano de heparina *previniu albuminúria,acúmulo de matriz glomerular em cobaias
Novas estratégias Pimagedina *Inibidor de 2 geração de produtos finais da glicosilação *Reduziu proteinúria e queda da GFR em DM tipo1(estudo placebo-controlado)
Neuropatia diabética
Neuropatia diabética Definição:conjunto de síndromes clínicas que afeta diversas áreas do sistema nervoso,isoladamente ou em combinação
Epidemiologia Prevalência de difícil determinação:10 a 90% dos diabéticos *Nervos sensitivos e motores e sistema nervoso autonômico Responsável maior por hospitalizações associadas a complicações diabéticas 50 a 75% das amputações não traumáticas
Neuropatia periférica + de 50% dos diabéticos tipo2  < proporção dos diabéticos tipo1
Fisiopatologia Hiperglicemia Via poliol Hiperglicemia   aumento da atividade da PCK      da atividade da ATPase Na/K nos nervos        da condução nervosa    disponibilidade de cofatores vitais na formação do NO
Fisiopatologia Hiperglicemia Não-enzimática Produtos estáveis da glicosilação  formação de AGE Estresse oxidativo Auto-oxidação da glicose      de ROS e    de espécies que recolhem O2
Fisiopatologia Hiperglicemia Alterações em neurotrofinas Anormalidades bioquímicas c/ apoio neurotrófico alterado(neurotrofina-3 e fator neurotrófico derivado do cérebro)  neurodegeneração
Fisiopatologia Alterações vasculares Disfunção de moléculas de adesão celular  predizem o desenvolvimento e progressão da neuropatia    na expressão da óxido nítrico-sintetase   edema endoneural
Fisiopatologia Alterações vasculares Shunts arteriovenoso e neoformação vascular   hiperplasia e hipertrofia da íntima    desnervação
Classificação clínica da neuropatia Polineuropatias simétricas-difusas-persistentes Sensitivomotora simétrica distal Autonômica
Classificação clínica da neuropatia Mononeuropatias-focal/multifocal-reversíveis Craniana Radiculopatias toracoabdominais Focal Compressiva Formas mistas
Neuropatias reversíveis Mononeuropatias focais   Recuperação:1 –12 meses(6 a 8 semanas) Neuropatias cranianas *microinfartos focais mesencefálicos *instalação súbita *idosos *afastar tumor,aneurisma e isquemia
Neuropatias reversíveis Mononeuropatias focais-radiculopatias truncais *raízes nervosas torácicas *dor,perda de peso *idosos *diferenciar de angina
Neuropatias reversíveis Mononeuropatias nos membros *início abrupto-origem vascular *início insidioso-fenômeno compressivo *DM:causa + comum de neuropatia compressiva *Mediano e tibial
Neuropatias reversíveis Neuropatias simétricas agudas *Descompensação intensa ou após controle *Alterações neurológicas mínimas
Neuropatias progressivas Neuropatia autonômica *menos predominante *+ comum:manifestações cardiovasculares *   da variação da FC e descenso noturno *Taquicardia sinusal,hipotensão,    de fração de ejeção
Neuropatias progressivas Neuropatia autonômica *Gastroparesia *Hipotonia vesical *Sudorese gustatória *Disfunção erétil  *Déficit de acomodação pupilar *Ressecamento de pele e vasodilatação dorsal dos pés
Neuropatias progressivas Polineuropatia simétrica crônica distal *Forma + prevalente de neuropatia por DM *50% PSCD,25% mononeuropatias,7% neuropatia autonômica *Associada à exposição crônica à hiperglicemia *8% ao diagnóstico,50% com 25 anos
Polineuropatia simétrica crônica distal Clínica *Predomínio sensitivo *Instalação gradual *Envolvimento difuso de fibras sensitivas (longas e grossas) *Envolvimento distal p/ proximal *Fibras motoras  estágio avançado
Polineuropatia simétrica crônica distal Dor *Tipo *Disparo espontâneo:lancinante,pontada  *Disparo assíncrono:queimação *Alodínea,hiperalgesia *Sensação de frio ou calor intenso *  dos sintomas c/ 3,6 anos
Polineuropatia simétrica crônica distal Sinais *Testes eletrofisiológicos *Sinais sensitivos *Reflexos
Avaliação da sensibilidade Monofilamento de 10 g -  1º, 3º, 5º pododáctilos e metatarsos * insensibilidade    risco 18 x maior Alteração dos reflexos aquileus – risco 6x maior
Testes para neuropatia Fibras grossas Monofilamento 10g Limiar da percepção de pressão plantar  fibras  grossas martelo Motora fibras grossas diapasão 128 Hz Sensibilidade vibratória fibras finas cabo do diapazão Sensibilidade térmica fibras finas chumaço algodão Sensibilidade tátil fibras finas pino, palito Sensibilidade dolorosa
Avaliação com monofilamento
Sensibilidade dolorosa
Sensibilidade tátil
Sensibilidade vibratória
Screening do pé em risco Pé neuropático hipotrofia mm. dorsais proeminência metatarsos vasodilatação dorsal dedos em martelo / em garra calosidades pele seca, fissuras, rachaduras pé quente, rosáceo alt. articulares
Neuropatia por DM
Neuropatia diabética
Tratamento Controle metabólico Mudança no estilo de vida Exclusão de outras causas Abordagem com fisioterapia Medicação *Boa interação c/ paciente
Tratamento Polineuropatia Analgésico simples Paracetamol,aspirina e AINE Anti-depressivos tricíclicos Amitriptilina,imipramina,nortriptilina Bloqueio na recaptação sináptica de norepinefrina e efeito modulador nos receptores nociceptivos das fibras C
Tratamento-polineuropatia Anticonvulsivantes *Carbamazepina:2 linha *Gabapentina -agente neurotransmissor do GABA *Topiramato -inibe canais sensíveis ao Na
Tratamento Opióides *Curto período,quadros resistentes e de intensidade dolorosa *Tramadol
Tratamento Disfunções autonômicas Gastroparesia *Metoclopramida *Domperidona *Eritromicina:agonista da motilina
Tratamento Disfunções autonômicas Gastroparesia *Metoclopramida *Domperidona *Eritromicina:agonista da motilina
Tratamento Cardiovasculopatia-hipotensão postural Aumento da ingestão de sal Meias de compressão Elevação da cabeçeira Fludrocortisona:100-400 mcg/d Propranolol,clonidina:status adrenérgico
Tratamento Drogas em experimentação Inibidores da aldose redutase:inibem acúmulo de sorbitol e frutose *Ponalrestat,tolrestat,zenarestat *melhora de disfunção autonômica e periférica Aminoguanidina:inibidor das AGEs;elevada toxicidade Ácido gamalinolênico:Constituinte da membrana neuronal e substrato de prostaglandinas Fator de crescimento neural
Bibliografia Endocrinologia Clínica-Lúcio Vilar-3 edição Williams Textbook of endocrinology-tenth edition Arquivos Brasileiros Endocrinologia Metab vol.47 no.6 São Paulo Dec. 2003 www.medscape.com www.google-imagens.com.br Diabetes Care-março/2005

Complicações Crônicas Do Dm Aula Ldm

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    Complicações crônicas DiabetesMellitus Dra.Adriana Ganam Alves Endocrinologista Graduação e Clínica Médica-UFG Endocrinologia-UNB Prof. Semiologia-UFG
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    Retinopatia Diabética IntroduçãoCausa de cegueira:20-74 anos Após 20 anos acomete 100% dos diabéticos tipo 1 e 60% dos tipo 2 DM1:após 5 anos de doença e pós puberdade DM2:até 21% ao diagnóstico IOG:em até 7,5%
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    Introdução Risco entre2 a 5% do diabético tornar-se cego UKPDS:cegueira em 13% dos diabéticos
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    Retinopatia diabética FisiopatologiaHiperglicemia -> espessamento membrana basal +proliferação endotelial Menor adesão das cells endoteliais+perda de pericitos-> microaneurismas Expansão de zonas avasculares+hipóxia-> estímulo neovascularização
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    Classificação Sem retinopatiaRetinopatia diabética não-proliferativa Branda  anormalidades microvasculares microaneurismas,>permeabilidade vascular Moderada,severa e muito severa piora progressiva,anormalidades venosas e oclusão vascular,exsudatos algodonosos
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    Retinopatia diabética proliferativa vasoproliferação retiniana,hemorragia pré-retiniana,vítrea e proliferação de tecido fibrótico Precoce Alto-risco Severa *Coexistência de edema macular em qualquer fase
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    Monitorização e TratamentoExame oftalmológico seriado > das causas de cegueira podem ser evitadas c/ diagnóstico e TTO precoce Dilatação pupilar:50% mais efetivo Biomicroscopia:catarata Tonometria:glaucoma Oftalmoscopia
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    Monitorização e TratamentoSeguimento *Trimestral a anual RDP alto risco *Risco de 28% de perda visual em 2 anos *Fotocoagulação:risco  p/ 4% RDP precoce *Risco de 7% de perda visual em 2 anos *Considerar fotocoagulação
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    Monitorização e tratamentoControle intensivo DMtipo1
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    Controle intensivo noDM tipo2 UKPDS Redução do risco de complicações microvasculares  25% no GI *  risco de retinopatia  21%UKPDS *< necessidade de fotocoagulação
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    Medidas gerais Controlepressórico intensivo UKPDS *Redução de 34% no risco de progressão de retinopatia e 47% no risco de perda da AV no grupo de controle intensivo da Pa
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    Medidas gerais Dislipidemia?Exercícios? *RDP-evitar anaeróbios,aeróbicos de alto impacto Tabagismo?  estudos sugerem impacto,outros não Hb < 12g/dl  risco 5  maior de retinopatia severa *Corrigir anemia
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    Monitorização e TratamentoFotocoagulação Aumenta aporte de O2 p/ retina Resposta variável  regressão ou estabilização de neovasos Indicada:retinopatia não-proliferativa de alto risco e proliferativa Complicações:redução da acuidade visual e contração do campo visual
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    Monitorização e TratamentoVitrectomia precoce Indicada em casos de proliferação fibrovascular severa Hemorragia vítrea e descolamento de retina Reduz a chance de perda visual Riscos:glaucoma,catarata,descolamento de retina
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    Acetonido de triancinolonaBons resultados no tratamento de membranas neovasculares subretinianas e de edemas maculares -> via intra-vítrea Efeitos antiinflamatórios já conhecidos, ação inibitória sobre a angiogênese e a permeabilidade capilar Tratamento do edema macular diabético refratário à fotocoagulação Duração limitada de seus efeitos, que exige reaplicações
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    Pré e póstriancinolona
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    Drogas anti-VEGF Neovascularização,edemamacular e oclusões venosas Permeabilidade vascular aumentada e a formação de neovasos sangüíneos são a causa da perda de visão
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    Drogas anti-VEGF Disponíveistrês drogas inibidoras de neovascularização: o Bevacizumab (Avastin®), o Ranibizumab(Lucentis®) e o Pegaptanib (Macugen®). Avastin e o Lucentis(anticorpos monoclonais humanizados)-agem contra todos os tipos de VEGF Macugen é um oligonucleotídeo-ação é somente contra o VEGF165, o principal VEGF na retina humana. Aplicados em injeções intravítreas com intervalos de 4 a 6 semanas
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    Ruboxistaurina Inibe PKC-BBem tolerada em doses de até 64mg/dia, não se associando a efeitos adversos significativos 252 pacientes com diabetes e retinopatia de base tratados com a medicação ou placebo por 36-48 meses demonstraram menor progressão da retinopatia sem alterações no controle glicêmico nos indivíduos tratados(redução de 32% no risco de progressão)
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    IECA Lisinopril-efeito nãoestatisticamente significativo Estudo com pequeno número de pacientes:redução de VEGF intra-vítreo Estudo experimental com ramipril:redução de ativação da PKC
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    Nefropatia diabética Acomete20-40% dos diabéticos tipo 1 e 1/3 dos tipo 2(pico com 15 anos) Causa mais comum de IRC nos EUA 60% dos com IRC tem DM2 Implica em risco maior de HAS,doença cardiovascular e eleva mortalidade Prevenível:controle glicêmico,pressórico e de lípides
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    Nefropatia diabética 7%dos diabéticos tipo 2 tem microalbuminúria ao diagnóstico 30 a 45% dos microalbuminúricos evoluem para proteinúria em 10 anos
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    Fisiopatologia Predisposição genética+ hiperglicemia  afeta função de transporte de glicose,formação de ROS,sorbitol,ativação da PKC,formação de AGE e via da hexosamina Hiperperfusão(> fluxo no capilar glomerular) e hipertensão  hiperfiltração  mudanças morfológicas e albuminúria progressiva
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    Fisiopatologia PAN,NO ePGs  arteríolas aferentes Angiotensina 2,endotelina e vasoconstritor prostanóides  arteríolas eferentes Expansão dos capilares e tensão mesangial   matriz mesangial e membrana basal  perda de néfrons
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    Fisiopatologia Glomeruloesclerose clássica:espessamentoda membrana basal,esclerose mesangial,hialinose,microaneurismas,ateroesclerose hialina Nódulos de Kimmelstiel-Wilson:áreas de expansão mesangial extrema,observadas em 40% a 50% dos pacientes que desenvolvem proteinúria
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    Avaliação do pacienteTriagem:albuminúria em amostra isolada Se alteração presente,colher amostra de 24h Reavaliar com 3 amostras em intervalo de 3-6 meses ITU,hematúria,febre,exercício, hiperglicemia,HAS e ICC:falso +
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    Diagnóstico diferencial HDA,examefísico,laboratório,imagem Biópsia renal:situações específicas *Proteinúria >1g em 24h,hematúria inexplicada e retinopatia ausente *DM1:proteinúria e Dm de curta duração *Rápido declínio da TFG,sem retinopatia Presença de retinopatia corrobora o diagnóstico
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    Estágios da nefropatiadiabética Estágio 1- Hiperfiltração glomerular e aumento renal * hiperglicemia,fatores hormonais e vasoativos Maior fluxo plasmático Maior pressão hidrostática
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    Estágio2- Lesões glomerularesprecoces * estágio silencioso c/ excreção normal de albumina * espessamento da membrana basal e expansão mesangial * microalbuminúria após exercícios
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    Estágio 3- Nefropatiadiabética incipiente ou microalbuminúria *microalbuminúria persistente e progressiva *Persistência da hiperfiltração *Microalbuminúria maior c/ HAS,exercício,febre,controle glicêmico ruim e ICC
  • 48.
    Estágio 4- Nefropatiadiabética clínica *HAS e redução da GFR *Proteinúria variável,sobrevida de 10 anos após início *Diagnóstico diferencial  biópsia renal  GFR  7,5-28ml/min/ano sem TTO
  • 49.
    Estágio 5- Doençarenal terminal *Após 20-30 anos de DM no tipo1 *Prevenção  TTO intensivo da HAS, hiperglicemia e dislipidemia
  • 50.
    Clínica Descenso noturnoanormal e PA  ;CT,TG e LDL  SM,DC,RD 20-199Mg/min 30-299mg/24h 30-299mg/g Microalbuminúria HAS TG,CT e LDL  Isquemia miocárdica e  GFR  200Mg/min  300mg/24h >300mg/g Macroalbumi núria Clínica Valores de Albuminúria Estágio
  • 51.
    Estratégias e metasde reno e cardioproteção Previne aterosclerose Cessação tabagismo Prevenir trombose AAS LDL<100 ou 70 Estatinas A1c<7% A1c<7% Glicemia Pa<125/75 Pa<130/80 Anti-hipertensivo GFR<2ml/min/ano Estabilização da GFR Proteinúria<0,5g/ 24h  albuminúria ou normoalbuminúria IECA e/ou ARA e hipoproteica(0,6-0,8g/kg) Macroalbuminúria Microalbuminúria Intervenção
  • 52.
    Prevenção e tratamentoNormoalbuminúricos TTO intensivo da hiperglicemia DCCT  reduz microalbuminúria em 39% UKPDS  reduz microalbuminúria em 30%
  • 53.
    Redução da Pa*UKPDS :  de 154 p/ 144 mmHg  microalbuminúria em 29% *Redução de PaD de 85 p/ 81mmHg  redução de risco de eventos cardiovasculares em 50% nos diabéticos Uso de IECA- estudo micro-HOPE   de nefropatia em 24% e de risco cardiovascular em 37% c/ ramipril Cessar tabagismo e tratar dislipidemia
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    Micro e macroalbuminúricosPrevenir queda da função,progressão da proteinúria e eventos cardiovasculares Controle glicêmico intensivo : *Eficácia isolada divergente nos estudos,mas deve ser realizado
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    Controle pressórico Metas<130/80ou <125/75mmHg(se prot>1g/24h) Se PaS>20 ou PaD>10mmHg  2agentes *ARA e IECA  combinar p/ alcançar metas *IECA+tiazídico *Furosemida se Cl de C<30 ou C>2,5-3mg/dl *MAPA  Pa resistente,jaleco branco ou hipotensão
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    Dieta *Trocar carnevermelha por branca  reduz proteinúria,CT e LDL *Melhora hemodinâmica glomerular Dislipidemia *LDL<100 no geral ou 70 nos cardiopatas *Estudos sugerem redução da queda da GFR em 25%
  • 57.
    Anemia *Deficiência deeritropoietina(mesmo c/ C<1,8) *Fator de risco para progressaõ de doença renal e retinopatia *Eritropoietina  iniciar mais precocemente *Hb alvo  12-13 g/dl
  • 58.
    Aspirina *Não alterafunção renal *Reduz risco cardiovascular Abordagem multifatorial(estudo Steno-2) *  do risco de microalbuminúria em 61%
  • 59.
    Novas estratégias Tiaminae benfotiamina *Retardam microalbuminúria(experimental) *Ativação reduzida da PKC,glicosilação reduzida de proteínas e < estresse oxidativo Aminoguanidina *quebra ligações dos produtos finais de glicosilação *redução de albuminúria e lesão renal
  • 60.
    Novas estratégias Ruboxistaurina*Inibidor da prot KC- B *Normalizou GFR,reduziu albuminúria e lesões renais Glicosaminoglicano de heparina *previniu albuminúria,acúmulo de matriz glomerular em cobaias
  • 61.
    Novas estratégias Pimagedina*Inibidor de 2 geração de produtos finais da glicosilação *Reduziu proteinúria e queda da GFR em DM tipo1(estudo placebo-controlado)
  • 62.
  • 63.
    Neuropatia diabética Definição:conjuntode síndromes clínicas que afeta diversas áreas do sistema nervoso,isoladamente ou em combinação
  • 64.
    Epidemiologia Prevalência dedifícil determinação:10 a 90% dos diabéticos *Nervos sensitivos e motores e sistema nervoso autonômico Responsável maior por hospitalizações associadas a complicações diabéticas 50 a 75% das amputações não traumáticas
  • 65.
    Neuropatia periférica +de 50% dos diabéticos tipo2 < proporção dos diabéticos tipo1
  • 66.
    Fisiopatologia Hiperglicemia Viapoliol Hiperglicemia  aumento da atividade da PCK   da atividade da ATPase Na/K nos nervos   da condução nervosa  disponibilidade de cofatores vitais na formação do NO
  • 67.
    Fisiopatologia Hiperglicemia Não-enzimáticaProdutos estáveis da glicosilação  formação de AGE Estresse oxidativo Auto-oxidação da glicose   de ROS e  de espécies que recolhem O2
  • 68.
    Fisiopatologia Hiperglicemia Alteraçõesem neurotrofinas Anormalidades bioquímicas c/ apoio neurotrófico alterado(neurotrofina-3 e fator neurotrófico derivado do cérebro)  neurodegeneração
  • 69.
    Fisiopatologia Alterações vascularesDisfunção de moléculas de adesão celular  predizem o desenvolvimento e progressão da neuropatia  na expressão da óxido nítrico-sintetase  edema endoneural
  • 70.
    Fisiopatologia Alterações vascularesShunts arteriovenoso e neoformação vascular  hiperplasia e hipertrofia da íntima  desnervação
  • 71.
    Classificação clínica daneuropatia Polineuropatias simétricas-difusas-persistentes Sensitivomotora simétrica distal Autonômica
  • 72.
    Classificação clínica daneuropatia Mononeuropatias-focal/multifocal-reversíveis Craniana Radiculopatias toracoabdominais Focal Compressiva Formas mistas
  • 73.
    Neuropatias reversíveis Mononeuropatiasfocais Recuperação:1 –12 meses(6 a 8 semanas) Neuropatias cranianas *microinfartos focais mesencefálicos *instalação súbita *idosos *afastar tumor,aneurisma e isquemia
  • 74.
    Neuropatias reversíveis Mononeuropatiasfocais-radiculopatias truncais *raízes nervosas torácicas *dor,perda de peso *idosos *diferenciar de angina
  • 75.
    Neuropatias reversíveis Mononeuropatiasnos membros *início abrupto-origem vascular *início insidioso-fenômeno compressivo *DM:causa + comum de neuropatia compressiva *Mediano e tibial
  • 76.
    Neuropatias reversíveis Neuropatiassimétricas agudas *Descompensação intensa ou após controle *Alterações neurológicas mínimas
  • 77.
    Neuropatias progressivas Neuropatiaautonômica *menos predominante *+ comum:manifestações cardiovasculares *  da variação da FC e descenso noturno *Taquicardia sinusal,hipotensão,  de fração de ejeção
  • 78.
    Neuropatias progressivas Neuropatiaautonômica *Gastroparesia *Hipotonia vesical *Sudorese gustatória *Disfunção erétil *Déficit de acomodação pupilar *Ressecamento de pele e vasodilatação dorsal dos pés
  • 79.
    Neuropatias progressivas Polineuropatiasimétrica crônica distal *Forma + prevalente de neuropatia por DM *50% PSCD,25% mononeuropatias,7% neuropatia autonômica *Associada à exposição crônica à hiperglicemia *8% ao diagnóstico,50% com 25 anos
  • 80.
    Polineuropatia simétrica crônicadistal Clínica *Predomínio sensitivo *Instalação gradual *Envolvimento difuso de fibras sensitivas (longas e grossas) *Envolvimento distal p/ proximal *Fibras motoras  estágio avançado
  • 81.
    Polineuropatia simétrica crônicadistal Dor *Tipo *Disparo espontâneo:lancinante,pontada *Disparo assíncrono:queimação *Alodínea,hiperalgesia *Sensação de frio ou calor intenso *  dos sintomas c/ 3,6 anos
  • 82.
    Polineuropatia simétrica crônicadistal Sinais *Testes eletrofisiológicos *Sinais sensitivos *Reflexos
  • 83.
    Avaliação da sensibilidadeMonofilamento de 10 g - 1º, 3º, 5º pododáctilos e metatarsos * insensibilidade  risco 18 x maior Alteração dos reflexos aquileus – risco 6x maior
  • 84.
    Testes para neuropatiaFibras grossas Monofilamento 10g Limiar da percepção de pressão plantar fibras grossas martelo Motora fibras grossas diapasão 128 Hz Sensibilidade vibratória fibras finas cabo do diapazão Sensibilidade térmica fibras finas chumaço algodão Sensibilidade tátil fibras finas pino, palito Sensibilidade dolorosa
  • 85.
  • 86.
  • 87.
  • 88.
  • 89.
    Screening do péem risco Pé neuropático hipotrofia mm. dorsais proeminência metatarsos vasodilatação dorsal dedos em martelo / em garra calosidades pele seca, fissuras, rachaduras pé quente, rosáceo alt. articulares
  • 90.
  • 91.
  • 92.
    Tratamento Controle metabólicoMudança no estilo de vida Exclusão de outras causas Abordagem com fisioterapia Medicação *Boa interação c/ paciente
  • 93.
    Tratamento Polineuropatia Analgésicosimples Paracetamol,aspirina e AINE Anti-depressivos tricíclicos Amitriptilina,imipramina,nortriptilina Bloqueio na recaptação sináptica de norepinefrina e efeito modulador nos receptores nociceptivos das fibras C
  • 94.
    Tratamento-polineuropatia Anticonvulsivantes *Carbamazepina:2linha *Gabapentina -agente neurotransmissor do GABA *Topiramato -inibe canais sensíveis ao Na
  • 95.
    Tratamento Opióides *Curtoperíodo,quadros resistentes e de intensidade dolorosa *Tramadol
  • 96.
    Tratamento Disfunções autonômicasGastroparesia *Metoclopramida *Domperidona *Eritromicina:agonista da motilina
  • 97.
    Tratamento Disfunções autonômicasGastroparesia *Metoclopramida *Domperidona *Eritromicina:agonista da motilina
  • 98.
    Tratamento Cardiovasculopatia-hipotensão posturalAumento da ingestão de sal Meias de compressão Elevação da cabeçeira Fludrocortisona:100-400 mcg/d Propranolol,clonidina:status adrenérgico
  • 99.
    Tratamento Drogas emexperimentação Inibidores da aldose redutase:inibem acúmulo de sorbitol e frutose *Ponalrestat,tolrestat,zenarestat *melhora de disfunção autonômica e periférica Aminoguanidina:inibidor das AGEs;elevada toxicidade Ácido gamalinolênico:Constituinte da membrana neuronal e substrato de prostaglandinas Fator de crescimento neural
  • 100.
    Bibliografia Endocrinologia Clínica-LúcioVilar-3 edição Williams Textbook of endocrinology-tenth edition Arquivos Brasileiros Endocrinologia Metab vol.47 no.6 São Paulo Dec. 2003 www.medscape.com www.google-imagens.com.br Diabetes Care-março/2005