Conselho Nacional do Café – CNC
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Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632
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CLIPPING – 06/02/2015
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CNC: inegavelmente, volume a ser colhido em 2015 sofrerá quebra
P1 / Ascom CNC
06/02/2015
— Os efeitos do clima adverso fizeram com que os pés de café tivessem menos frutos, com a má
formação das rosetas, e geraram desuniformidade dos grãos.
REFLEXO DO CLIMA — Nas últimas semanas, mantivemos contatos com nossas cooperativas,
visitamos lavouras e notamos problemas que as adversidades climáticas de 2014, acrescidas do
veranico de janeiro deste ano, ocasionaram nos cafezais brasileiros. É nítida, até o momento, a
menor quantidade de frutos nos pés, com a má formação das rosetas, bem como a desuniformidade
dos grãos, o que, inegavelmente, já impactará de forma negativa no volume a ser colhido em 2015.
Teremos uma ideia real do tamanho que essa quebra poderá ter somente no final deste mês, quando
a Fundação Procafé finalizará as pesquisas de campo que está realizando a pedido do CNC.
Observou-se, neste começo de fevereiro, o retorno das precipitações em algumas regiões do cinturão
produtor, mas as chuvas vieram em volumes aquém da média para o período e de forma intercalada,
não sendo suficientes para a recuperação do armazenamento de água no solo. Por outro lado,
devemos monitorar a questão climática e aguardar que as precipitações voltem em sua escala
normal, de maneira que os frutos do café possam completar seu ciclo de granação e não registrarmos
uma quebra ainda maior na colheita deste ano.
DESENVOLVIMENTO DE INTERNÓDIOS — Outro reflexo que observamos nas lavouras devido ao
clima irregular é o menor desenvolvimento dos internódios do cafeeiro, que, em média, encontram-se
com um atraso de dois a quatro nós em seu crescimento, totalizando cerca de seis nós, quando, para
esta época do ano, normalmente deveriam somar de oito a 10. Esse cenário se justifica pelo estresse
hídrico de 2014 e pelo atraso das chuvas neste ano, os quais não permitirão que seja observado o
crescimento padrão de aproximadamente 15 nós ao ano e, consequentemente, comprometerá a
produção 2016, haja vista que são nesses nós que nascem os frutos das safras futuras.
MERCADO – As cotações futuras do café apresentaram discreta recuperação nesta semana, com os
investidores voltando a se preocupar com os impactos das perdas da safra 2015 do Brasil no
equilíbrio entre oferta e demanda mundial e, também, com a perspectiva de uma baixa produção em
2016. Embora tenha chovido em parte das regiões produtoras nacionais, especialistas consideram
que os danos derivados do clima quente e seco dos últimos meses já são irreversíveis.
Segundo a Climatempo, a intensificação de um sistema de baixa pressão atmosférica no litoral
paulista traz perspectivas de chuvas, até 9 de fevereiro, para o leste de São Paulo, Zona da Mata,
Leste e Oeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e também para o Espírito Santo. No entanto, a
empresa alerta que os volumes previstos não são suficientes para cobrir o grave déficit de
precipitações, especialmente sobre o estado capixaba. Já a Somar Meteorologia prevê, para a
próxima semana, redução das chuvas nas áreas produtoras, devendo ocorrer apenas pancadas
irregulares, principalmente na parte sul do cinturão produtor de café.
Reforçando o cenário de aperto de oferta, as exportações brasileiras de café continuaram elevadas
em janeiro, pressionando ainda mais os estoques. Segundo o Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o País embarcou 2,725 milhões de sacas de 60 kg de café
verde no mês passado, volume 7% superior ao de janeiro de 2014. A receita cambial apresentou
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elevação de 61% no período, para US$ 546 milhões ante os US$ 339 milhões registrados no mesmo
mês do ano passado.
Na Bolsa de Nova York, o vencimento março do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,6475
por libra-peso, acumulando valorização de 285 pontos em relação ao final da semana passada. Com
a proximidade do período de notificação de entrega do vencimento março (a partir de 19 de
fevereiro), as atenções estão voltadas para as negociações de spreads das rolagens de posição,
principalmente para maio. Na ICE Futures Europe, as cotações do robusta não apresentaram
variação significativa, com o vencimento março/2015 encerrando a sessão de ontem a US$ 1.922 por
tonelada, com perdas de US$ 3 desde a última sexta-feira.
O mercado físico brasileiro registrou volume um pouco maior de negócios com a relativa melhora dos
preços. No entanto, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou que os
produtores ainda seguem retraídos, aguardando novas valorizações. Na quinta-feira, os indicadores
calculados pela instituição para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 475,12/saca e a
R$ 296,68/saca, respectivamente, com variação de 6,7% e 2,7% no acumulado semanal.
Em relação ao câmbio, o dólar comercial acumulou alta de 1,9% nesta semana, encerrando a sessão
de ontem a R$ 2,7415. Essa tendência foi estimulada pela crise na Grécia, pela troca de comando da
Petrobrás e também pelas especulações quanto ao futuro das intervenções do Banco Central do
Brasil no mercado cambial.
Por fim, ressaltamos que 2015 se inicia com maiores custos para a cafeicultura, mesmo sem
considerar a redução de produtividade derivada da estiagem prolongada. O Centro de Inteligência e
Mercado da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), em parceria com a Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), analisou o impacto do reajuste do salário mínimo para R$
788,00 nas despesas dos cafeicultores. Os resultados indicam aumento de até 5,35% nos gastos
operacionais dos sistemas produtivos exclusivamente manuais. Considerando, ainda, o aumento dos
custos com insumos, esse fato reforça a importância da revisão do preço mínimo do café, de forma
que os instrumentos de política agrícola, quando forem utilizados, reflitam a realidade do produtor.
Atenciosamente,
Silas Brasileiro
Presidente Executivo do CNC
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OIC: reexportações de café da UE subiram 16,3% em outubro de 2014
P1 / Ascom CNC
06/02/2015
Paulo A. C. Kawasaki
De acordo com dados preliminares do relatório estatístico
atualizado pela Organização Internacional do Café (OIC), a
União Europeia aumentou em 16,31% suas reexportações de
café em outubro de 2014 na comparação com o mês anterior. O
volume reembarcado foi de 2.871.507 sacas de 60 kg, ao passo que, em setembro, o total
comercializado pelos europeus foi de 2.468.927 sacas. Desde janeiro de 2014, a divulgação dos
dados referentes ao bloco passou a ser feita de forma globalizada e não mais por países.
Os Estados Unidos reexportaram 351.573 sacas no décimo mês deste ano, volume que implicou alta
de 18,37% em relação às 297.001 sacas reembarcadas em setembro passado. A Suíça também
elevou suas reexportações de café em outubro passado. O volume negociado foi de 169.743 sacas,
representando crescimento de 17% frente às 145.079 sacas reembarcadas no mês antecedente.
Veja, na tabela a seguir, mais números referentes às reexportações de café realizadas pelos países
consumidores.
Importação de café da EU sobe 8,8% em outubro de 2014, aponta OIC
P1 / Ascom CNC
06/02/2015
Paulo A. C. Kawasaki
A Organização Internacional do Café (OIC) divulgou a
atualização dos números referentes às importações realizadas
pelos países consumidores em outubro de 2014. De acordo com
a entidade, a União Europeia adquiriu, no décimo mês do ano
passado, 6.813.908 sacas de 60 kg do produto, o que implicou alta de 8,78% em relação ao volume
comprado em setembro (6.264.109 sacas). Desde janeiro de 2014, a divulgação dos dados referentes
ao bloco passou a ser feita de forma globalizada e não mais por países.
Com a aquisição de 2.145.266 sacas no décimo mês do ano passado, os EUA registraram queda de
6,09% na comparação com as 2.284.439 sacas de setembro. O Japão também diminuiu suas
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compras do produto (-5,46%), em outubro, ao adquirir 582.407 sacas. Um mês antes, os nipônicos
haviam importado 616.051 sacas. Confira, na sequência, mais números referentes às importações de
café realizadas pelos países consumidores.
Consórcio Pesquisa Café disponibiliza análises periódicas no Observatório do Café
Embrapa Café
06/02/2015
Flávia Bessa
Produzir e difundir conhecimentos e informações qualificadas em
apoio à formulação de estratégias de Pesquisa, Desenvolvimento
e Inovação – PDI e à tomada de decisão no âmbito do Consórcio
Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Esse é o objetivo
do Observatório do Café, cujas análises e publicações técnicas
de relevância para os agentes do agronegócio café brasileiro
estão disponíveis no site www.consorciopesquisacafe.com.br. A iniciativa está relacionada ao
Sistema de Inteligência Estratégica da Embrapa, o Agropensa, que atua no mapeamento e apoio à
organização, integração e disseminação de base de dados e de informações agropecuárias.
No Observatório do Café podem ser acessados relatórios de análises e de tendências nacionais e
internacionais do café, informes estatísticos e levantamentos de safras e de estoques privados no
Brasil, tendências de consumo interno, além de circulares e comunicados técnicos, entre outros. Para
Gabriel Bartholo, gerente geral da Embrapa Café, o Observatório do Café é uma ferramenta de
inteligência estratégica para os agentes do agronegócio café obterem informações atualizadas sobre
os avanços e tendências do setor.
As mais recentes análises disponibilizadas na página do Consórcio na internet são:
- Relatório Internacional de Tendências do Café (com dados e análise de produção, indústria e
cafeterias nos principais países produtores, sendo parte do projeto do Consórcio intitulado "Criação e
Difusão de Inteligência Competitiva para a Cafeicultura Brasileira), do Bureau de Inteligência
Competitiva do Café, desenvolvido no Centro de Inteligência em Mercados – CIM, da Universidade
Federal de Lavras – UFLA;
- Relatório sobre o mercado de café (com informações de análise de produção, consumo,
exportação, importação, preço e estoques, entre outras, além de dados relevantes para a formulação
e gestão de políticas e tomada de decisão pelos agentes do agronegócio café em nível mundial), da
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Organização Internacional do Café – OIC, principal organismo intergovernamental que congrega
governos, exportadores e importadores; e
- Informe Estatístico do Café (com dados da cafeicultura brasileira sobre produção, exportação e
consumo mundial de café; recursos disponibilizados do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira -
Funcafé; cotação mensal dos preços de cafés e previsão de safra), da Secretaria de Produção e
Agroenergia – SPAE, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.
Veja resumo de cada uma dessas edições no site da Embrapa Café: https://www.embrapa.br/busca-
de-noticias/-/noticia/2473940/consorcio-pesquisa-cafe-disponibiliza-analises-periodicas-no-
observatorio-do-cafe.
Aumentam títulos do agronegócio na BM&FBovespa
Agrolink
06/02/2015
Leonardo Gottems
O estoque de títulos do agronegócio registrados na BM&FBovespa totalizou R$ 121,14 bilhões em
janeiro de 2015. O resultado representa aumento ante os R$ 112,41 bilhões apontados em dezembro
do ano passado.
O estoque de LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio) totalizou R$ 114,45 bilhões, ante R$ 107,46
bilhões no mês anterior. No mês de abertura do ano, foram ainda negociados 171.130 contratos
futuros e de opções sobre futuro de commodities, ante 143.410 em dezembro.
O número de contratos negociados de boi gordo foi de 56.029, em janeiro, ante 66.628 em dezembro.
O milho fechou o período com total de 90.783 contratos, entre futuros e opções, ante 61.375 no mês
anterior. O café arábica encerrou janeiro com 12.655 contratos, enquanto em dezembro o total foi de
6.902. O etanol hidratado registrou 6.236 contratos negociados, ante 4.367 em dezembro. A soja
registrou negociação de 877 contratos em janeiro, ante 843 no mês anterior.

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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck CLIPPING – 06/02/2015 Acesse: www.cncafe.com.br CNC: inegavelmente, volume a ser colhido em 2015 sofrerá quebra P1 / Ascom CNC 06/02/2015 — Os efeitos do clima adverso fizeram com que os pés de café tivessem menos frutos, com a má formação das rosetas, e geraram desuniformidade dos grãos. REFLEXO DO CLIMA — Nas últimas semanas, mantivemos contatos com nossas cooperativas, visitamos lavouras e notamos problemas que as adversidades climáticas de 2014, acrescidas do veranico de janeiro deste ano, ocasionaram nos cafezais brasileiros. É nítida, até o momento, a menor quantidade de frutos nos pés, com a má formação das rosetas, bem como a desuniformidade dos grãos, o que, inegavelmente, já impactará de forma negativa no volume a ser colhido em 2015. Teremos uma ideia real do tamanho que essa quebra poderá ter somente no final deste mês, quando a Fundação Procafé finalizará as pesquisas de campo que está realizando a pedido do CNC. Observou-se, neste começo de fevereiro, o retorno das precipitações em algumas regiões do cinturão produtor, mas as chuvas vieram em volumes aquém da média para o período e de forma intercalada, não sendo suficientes para a recuperação do armazenamento de água no solo. Por outro lado, devemos monitorar a questão climática e aguardar que as precipitações voltem em sua escala normal, de maneira que os frutos do café possam completar seu ciclo de granação e não registrarmos uma quebra ainda maior na colheita deste ano. DESENVOLVIMENTO DE INTERNÓDIOS — Outro reflexo que observamos nas lavouras devido ao clima irregular é o menor desenvolvimento dos internódios do cafeeiro, que, em média, encontram-se com um atraso de dois a quatro nós em seu crescimento, totalizando cerca de seis nós, quando, para esta época do ano, normalmente deveriam somar de oito a 10. Esse cenário se justifica pelo estresse hídrico de 2014 e pelo atraso das chuvas neste ano, os quais não permitirão que seja observado o crescimento padrão de aproximadamente 15 nós ao ano e, consequentemente, comprometerá a produção 2016, haja vista que são nesses nós que nascem os frutos das safras futuras. MERCADO – As cotações futuras do café apresentaram discreta recuperação nesta semana, com os investidores voltando a se preocupar com os impactos das perdas da safra 2015 do Brasil no equilíbrio entre oferta e demanda mundial e, também, com a perspectiva de uma baixa produção em 2016. Embora tenha chovido em parte das regiões produtoras nacionais, especialistas consideram que os danos derivados do clima quente e seco dos últimos meses já são irreversíveis. Segundo a Climatempo, a intensificação de um sistema de baixa pressão atmosférica no litoral paulista traz perspectivas de chuvas, até 9 de fevereiro, para o leste de São Paulo, Zona da Mata, Leste e Oeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e também para o Espírito Santo. No entanto, a empresa alerta que os volumes previstos não são suficientes para cobrir o grave déficit de precipitações, especialmente sobre o estado capixaba. Já a Somar Meteorologia prevê, para a próxima semana, redução das chuvas nas áreas produtoras, devendo ocorrer apenas pancadas irregulares, principalmente na parte sul do cinturão produtor de café. Reforçando o cenário de aperto de oferta, as exportações brasileiras de café continuaram elevadas em janeiro, pressionando ainda mais os estoques. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o País embarcou 2,725 milhões de sacas de 60 kg de café verde no mês passado, volume 7% superior ao de janeiro de 2014. A receita cambial apresentou
  • 2.
    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck elevação de 61% no período, para US$ 546 milhões ante os US$ 339 milhões registrados no mesmo mês do ano passado. Na Bolsa de Nova York, o vencimento março do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,6475 por libra-peso, acumulando valorização de 285 pontos em relação ao final da semana passada. Com a proximidade do período de notificação de entrega do vencimento março (a partir de 19 de fevereiro), as atenções estão voltadas para as negociações de spreads das rolagens de posição, principalmente para maio. Na ICE Futures Europe, as cotações do robusta não apresentaram variação significativa, com o vencimento março/2015 encerrando a sessão de ontem a US$ 1.922 por tonelada, com perdas de US$ 3 desde a última sexta-feira. O mercado físico brasileiro registrou volume um pouco maior de negócios com a relativa melhora dos preços. No entanto, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou que os produtores ainda seguem retraídos, aguardando novas valorizações. Na quinta-feira, os indicadores calculados pela instituição para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 475,12/saca e a R$ 296,68/saca, respectivamente, com variação de 6,7% e 2,7% no acumulado semanal. Em relação ao câmbio, o dólar comercial acumulou alta de 1,9% nesta semana, encerrando a sessão de ontem a R$ 2,7415. Essa tendência foi estimulada pela crise na Grécia, pela troca de comando da Petrobrás e também pelas especulações quanto ao futuro das intervenções do Banco Central do Brasil no mercado cambial. Por fim, ressaltamos que 2015 se inicia com maiores custos para a cafeicultura, mesmo sem considerar a redução de produtividade derivada da estiagem prolongada. O Centro de Inteligência e Mercado da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), analisou o impacto do reajuste do salário mínimo para R$ 788,00 nas despesas dos cafeicultores. Os resultados indicam aumento de até 5,35% nos gastos operacionais dos sistemas produtivos exclusivamente manuais. Considerando, ainda, o aumento dos custos com insumos, esse fato reforça a importância da revisão do preço mínimo do café, de forma que os instrumentos de política agrícola, quando forem utilizados, reflitam a realidade do produtor. Atenciosamente, Silas Brasileiro Presidente Executivo do CNC
  • 3.
    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck OIC: reexportações de café da UE subiram 16,3% em outubro de 2014 P1 / Ascom CNC 06/02/2015 Paulo A. C. Kawasaki De acordo com dados preliminares do relatório estatístico atualizado pela Organização Internacional do Café (OIC), a União Europeia aumentou em 16,31% suas reexportações de café em outubro de 2014 na comparação com o mês anterior. O volume reembarcado foi de 2.871.507 sacas de 60 kg, ao passo que, em setembro, o total comercializado pelos europeus foi de 2.468.927 sacas. Desde janeiro de 2014, a divulgação dos dados referentes ao bloco passou a ser feita de forma globalizada e não mais por países. Os Estados Unidos reexportaram 351.573 sacas no décimo mês deste ano, volume que implicou alta de 18,37% em relação às 297.001 sacas reembarcadas em setembro passado. A Suíça também elevou suas reexportações de café em outubro passado. O volume negociado foi de 169.743 sacas, representando crescimento de 17% frente às 145.079 sacas reembarcadas no mês antecedente. Veja, na tabela a seguir, mais números referentes às reexportações de café realizadas pelos países consumidores. Importação de café da EU sobe 8,8% em outubro de 2014, aponta OIC P1 / Ascom CNC 06/02/2015 Paulo A. C. Kawasaki A Organização Internacional do Café (OIC) divulgou a atualização dos números referentes às importações realizadas pelos países consumidores em outubro de 2014. De acordo com a entidade, a União Europeia adquiriu, no décimo mês do ano passado, 6.813.908 sacas de 60 kg do produto, o que implicou alta de 8,78% em relação ao volume comprado em setembro (6.264.109 sacas). Desde janeiro de 2014, a divulgação dos dados referentes ao bloco passou a ser feita de forma globalizada e não mais por países. Com a aquisição de 2.145.266 sacas no décimo mês do ano passado, os EUA registraram queda de 6,09% na comparação com as 2.284.439 sacas de setembro. O Japão também diminuiu suas
  • 4.
    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck compras do produto (-5,46%), em outubro, ao adquirir 582.407 sacas. Um mês antes, os nipônicos haviam importado 616.051 sacas. Confira, na sequência, mais números referentes às importações de café realizadas pelos países consumidores. Consórcio Pesquisa Café disponibiliza análises periódicas no Observatório do Café Embrapa Café 06/02/2015 Flávia Bessa Produzir e difundir conhecimentos e informações qualificadas em apoio à formulação de estratégias de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação – PDI e à tomada de decisão no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Esse é o objetivo do Observatório do Café, cujas análises e publicações técnicas de relevância para os agentes do agronegócio café brasileiro estão disponíveis no site www.consorciopesquisacafe.com.br. A iniciativa está relacionada ao Sistema de Inteligência Estratégica da Embrapa, o Agropensa, que atua no mapeamento e apoio à organização, integração e disseminação de base de dados e de informações agropecuárias. No Observatório do Café podem ser acessados relatórios de análises e de tendências nacionais e internacionais do café, informes estatísticos e levantamentos de safras e de estoques privados no Brasil, tendências de consumo interno, além de circulares e comunicados técnicos, entre outros. Para Gabriel Bartholo, gerente geral da Embrapa Café, o Observatório do Café é uma ferramenta de inteligência estratégica para os agentes do agronegócio café obterem informações atualizadas sobre os avanços e tendências do setor. As mais recentes análises disponibilizadas na página do Consórcio na internet são: - Relatório Internacional de Tendências do Café (com dados e análise de produção, indústria e cafeterias nos principais países produtores, sendo parte do projeto do Consórcio intitulado "Criação e Difusão de Inteligência Competitiva para a Cafeicultura Brasileira), do Bureau de Inteligência Competitiva do Café, desenvolvido no Centro de Inteligência em Mercados – CIM, da Universidade Federal de Lavras – UFLA; - Relatório sobre o mercado de café (com informações de análise de produção, consumo, exportação, importação, preço e estoques, entre outras, além de dados relevantes para a formulação e gestão de políticas e tomada de decisão pelos agentes do agronegócio café em nível mundial), da
  • 5.
    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Organização Internacional do Café – OIC, principal organismo intergovernamental que congrega governos, exportadores e importadores; e - Informe Estatístico do Café (com dados da cafeicultura brasileira sobre produção, exportação e consumo mundial de café; recursos disponibilizados do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira - Funcafé; cotação mensal dos preços de cafés e previsão de safra), da Secretaria de Produção e Agroenergia – SPAE, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa. Veja resumo de cada uma dessas edições no site da Embrapa Café: https://www.embrapa.br/busca- de-noticias/-/noticia/2473940/consorcio-pesquisa-cafe-disponibiliza-analises-periodicas-no- observatorio-do-cafe. Aumentam títulos do agronegócio na BM&FBovespa Agrolink 06/02/2015 Leonardo Gottems O estoque de títulos do agronegócio registrados na BM&FBovespa totalizou R$ 121,14 bilhões em janeiro de 2015. O resultado representa aumento ante os R$ 112,41 bilhões apontados em dezembro do ano passado. O estoque de LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio) totalizou R$ 114,45 bilhões, ante R$ 107,46 bilhões no mês anterior. No mês de abertura do ano, foram ainda negociados 171.130 contratos futuros e de opções sobre futuro de commodities, ante 143.410 em dezembro. O número de contratos negociados de boi gordo foi de 56.029, em janeiro, ante 66.628 em dezembro. O milho fechou o período com total de 90.783 contratos, entre futuros e opções, ante 61.375 no mês anterior. O café arábica encerrou janeiro com 12.655 contratos, enquanto em dezembro o total foi de 6.902. O etanol hidratado registrou 6.236 contratos negociados, ante 4.367 em dezembro. A soja registrou negociação de 877 contratos em janeiro, ante 843 no mês anterior.