Aula 14

Taxas relacionadas. Diferenciais

14.1       Taxas relacionadas
Na linguagem do c¶lculo diferencial, se uma vari¶vel u ¶ fun»~o da vari¶vel v, a taxa
                   a                            a       e    ca        a
                                                              du
de varia»~o (instant^nea) de u, em rela»~o a v, ¶ a derivada
        ca          a                  ca       e                .
                                                              dv
     Em v¶rias problemas de c¶lculo, duas ou mais grandezas vari¶veis est~o rela-
           a                        a                                a        a
cionadas entre si por uma equa»~o. Por exemplo, na equa»~o v1 =v2 = (sen µ1 )=(sen µ2 ),
                                 ca                           ca
temos quatro vari¶veis, v1 , v2 , µ1 e µ2 , relacionadas entre si.
                  a
        Se temos vari¶veis, digamos u, v e w, relacionadas entre si por uma equa»~o,
                      a                                                               ca
podemos ainda ter as tr^s como fun»~es de uma unica vari¶vel s. Por deriva»~o impl¶
                         e           co            ¶        a               ca       ³cita,
ou µs vezes, por deriva»~o em cadeia, podemos relacionar as v¶rias derivadas du , dv e
     a                   ca                                      a                ds ds
dw                             du dv
 ds
    , ou ainda, por exemplo, dv , dw , etc. Problemas em que duas ou mais grandezas
vari¶veis est~o inter-relacionadas, e nos quais s~o levadas em conta as taxas de varia»~es
     a       a                                   a                                    co
instant^neas, de algumas grandezas em rela»~o a outras, s~o chamados, na literatura
         a                                     ca             a
do c¶lculo, de problemas de taxas relacionadas.
      a

Exemplo 14.1 Um tanque tem a forma de um cone invertido, tendo altura H e raio do
topo circular igual a R. Encontrando-se inicialmente vazio, o tanque come»a a encher-se
                                                                         c
de ¶gua, a uma vaz~o constante de k litros por minuto. Exprima a velocidade com que
   a                 a
sobe o n¶ da ¶gua (dh=dt), em fun»~o da profundidade h. Com que velocidade a
         ³vel    a                     ca
¶gua sobe no instante em que h = 0 ?
a

                                                                        1
Solu»~o. O volume da ¶gua quando esta tem profundidade h ¶ dado por V = 3 ¼r2 h,
    ca                 a                                    e
sendo r o raio da superf¶ (circular) da ¶gua. Veja ¯gura 14.1.
                        ³cie            a
      Sendo R o raio do topo da caixa, e H sua altura, por raz~es de semelhan»a de
                                                              o              c
tri^ngulos, temos r=R = h=H, da¶ r = Rh=H.
   a                           ³




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                                     R                               R




                                r                  H             r           H


                                         h                               h




                                    Figura 14.1.

     Assim sendo, obtemos
                                     µ        ¶2
                               1         Rh             ¼R2 3
                            V = ¼                  h=        h
                               3         H              3H 2

A taxa de varia»~o do volume de ¶gua no tempo, isto ¶, sua vaz~o, ¶ constante, ou seja
               ca               a                   e         a e
dV
    = k (litros por minuto).
dt
                                     dV    dV dh             dV
     Por deriva»~o em cadeia, temos
                ca                       =     ¢ . Como          = k, temos ent~o
                                                                                a
                                     dt    dh dt             dt
                           ¼R2 2 dh          dh   kH 2 1
                      k=      h ¢ , ou seja,    =     ¢
                           H2    dt          dt   ¼R2 h2

     Assim, estabelemos que a velocidade de subida do n¶ da ¶gua ¶ inversamente
                                                       ³vel a    e
proporcional ao quadrado de sua profundidade.
      Quando h = 0, temos, dh = +1. Na pr¶tica, este resultado nos diz que nossa
                            dt
                                             a
modelagem matem¶tica n~o nos permite determinar a velocidade de subida da ¶gua no
                  a     a                                                 a
instante em que o tanque come»a a encher-se.
                              c

Exemplo 14.2 Uma escada de 5 m de comprimento est¶ recostada em uma parede. A
                                                       a
base da escada escorrega, afastando-se da parede a uma taxa (velocidade) de 2 cm/seg.
Com que velocidade cai o topo da escada, no momento em que a base da escada est¶    a
a 3 m da parede ?

Solu»~o. Na ¯gura 14.2 temos um diagrama geom¶trico para o problema, em que deno-
    ca                                          e
tamos por x e y as dist^ncias da base e do topo da escada µ base da parede, respecti-
                       a                                  a
vamente.
             dx
     Temos      = 2 (cm/seg).
             dt
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                                          escada vista
                                            de perfil


                                y

                                                  5




                                            x



                                     Figura 14.2.

       Pelo teorema de Pit¶goras, x2 +y 2 = 25, da¶ derivando implicitamente em rela»~o
                           a                      ³,                                ca
                 dx         dy
a t, temos 2x ¢     + 2y ¢     = 0, ou seja,
                 dt         dt
                                         dy        dx
                                    y¢      = ¡x ¢
                                         dt        dt

                                                                 dy
     Quando x = 3 m = 300 cm, temos y = 4 m = 400 cm, e ent~o
                                                           a         = ¡1;5 cm/seg.
                                                                  dt
     Nesse instante, a velocidade com que o topo da escada cai ¶ 1;5 cm/seg.
                                                               e


14.2      Diferenciais
Quando uma fun»~o f (x) ¶ deriv¶vel em um ponto x0 , temos
              ca        e      a

                              f (x0 + ¢x) ¡ f(x0 )
                          lim                      = f 0 (x0 )
                         ¢x!0         ¢x
Assim, se chamamos
                          f (x0 + ¢x) ¡ f (x0 )
                                                ¡ f 0 (x0 ) = "
                                  ¢x
teremos lim " = 0.
        ¢x!0

     Assim, sendo ¢f = f(x0 + ¢x) ¡ f(x0 ), temos ¢f = f 0 (x0 )¢x + " ¢ ¢x.
      Como " ¼ 0 quando j¢xj ¶ su¯cientemente pequeno, temos, para um tal ¢x, a
                             e
aproxima»~o
        ca
                               ¢f ¼ f 0 (x0 ) ¢ ¢x
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Chama-se diferencial de f em x0 a express~o simb¶lica
                                         a      o

                                         df(x0 ) = f 0 (x0 ) dx

O produto f 0 (x0 ) ¢ ¢x ¶ o valor da diferencial de f no ponto x0 , df (x0 ), quando
                         e
dx = ¢x.
A express~o dx, diferencial da vari¶vel x, pode assumir qualquer valor real. A im-
         a                         a
port^ncia da diferencial ¶ que quando dx = ¢x e este ¶ su¯cientemente pequeno,
    a                    e                              e
temos
                                     ¢f ¼ df
ou, mais explicitamente,

                                  f(x0 + ¢x) ¡ f(x0 ) ¼ f 0 (x0 )¢x

e em geral, ¶ mais f¶cil calcular f 0 (x0 ) ¢ ¢x do que f (x0 + ¢x) ¡ f (x0 ).
            e       a
       Nos prim¶rdios do c¶lculo, matem¶ticos diziam que dx seria uma varia»~o in-
                o          a               a                                     ca
¯nitesimal" de x, atribu¶ a x0 , e que df (x0 ) seria a varia»~o in¯nitesimal, sofrida por
                        ³da                                  ca
f (x0 ), correspondente µ varia»~o dx atribu¶ a x0 . Esses matem¶ticos chegavam a
                        a      ca            ³da                      a
escrever f (x + dx) ¡ f (x) = f 0 (x) dx".
      Ainda hoje, muitos textos de c¶lculo para ci^ncias f¶
                                    a             e       ³sicas, referem-se a um ele-
mento de comprimento dx," um elemento de carga el¶trica dq," um elemento de
                                                         e
massa dm," um elemento de ¶rea dA," etc., quando querem referir-se a quantidades
                              a
in¯nitesimais" dessas grandezas.
     Na ¯gura 14.3 temos uma interpreta»~o geom¶trica da diferencial de uma fun»~o
                                       ca      e                               ca
f em um ponto x0 , quando dx assume um certo valor ¢x.

                              y
                                                                   P
             f( x 0 + ∆ x)
                                                                              t
                                                                   Q
                                                                                  ∆y
                                                P0                       dy
                    f( x 0)


                                                 x0                x0 + ∆ x       x

                                                         dx = ∆x


Figura 14.3. Note que, quanto menor ¢x, melhor a aproxima»~o dy ¼ ¢y. Na ¯gura,
                                                                ca
t ¶ a reta tangente ao gr¶¯co de f no ponto (x0 ; f (x0 )). As coordenadas do ponto Q,
  e                      a
sobre a reta t, s~o x0 + ¢x e f (x0 ) + f 0 (x0 )¢x (veri¯que).
                 a
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Sumarizando, quando x sofre uma varia»~o ¢x,
                                     ca

   1. ¢y = f (x + ¢x) ¡ f(x) ¶ a varia»~o sofrida por f (x);
                             e        ca

   2. dy = f 0 (x)¢x ¶ a diferencial de f, em x, para dx = ¢x;
                     e

   3. ¢y ¼ dy, se ¢x ¶ su¯cientemente pequeno.
                     e

Convenciona-se dizer ainda que
         ¢x
   4.       ¶ a varia»~o relativa de x, correspondente µ varia»~o ¢x;
            e        ca                                a      ca
          x
        ¢y      dy
   5.        ¼      ¶ a varia»~o relativa de y = f(x), correspondente µ varia»~o ¢x,
                    e        ca                                       a      ca
         y       y
        sofrida por x.

Exemplo 14.3 Mostre que se h ¶ su¯cientemente pequeno, vale a aproxima»~o
                             e                                        ca
                                p             h
                                 a2 + h ¼ a +         (a > 0)
                                              2a
                                                    p    p
Com tal f¶rmula, calcule valores aproximados de
         o                                           24 e 104. Compare com resultados
obtidos em uma calculadora.
                               p
Solu»~o. Sendo y = f (x) =
    ca                          x, usamos a aproxima»~o ¢y ¼ dy.
                                                    ca
                                                         1
        Temos ¢y = f(x + ¢x) ¡ f (x) e dy = f 0 (x) dx = p dx.
                                                        2 x
        Tomando x = a2 e dx = ¢x = h, teremos
        p        p
         a2 + h ¡ a2 ¼ 2a , e portanto
                         h


                                     p             h
                                      a2 + h ¼ a +
                                                   2a
Temos ent~o
         a
    p       p                   ¡1
      24 = 52 + (¡1) ¼ 5 +           = 4;9, e
                               2¢5
    p       p                    4
      104 = 102 + 4 ¼ 10 +           = 10;2.
                              2 ¢ 10
                                     p             p
                              ³amos 24 ¼ 4;898979 e 104 ¼ 10;198039.
    Por uma calculadora, obter¶
      Dizemos que um n¶mero real x est¶ representado em nota»~o cient¶
                       u                 a                       ca        ³¯ca quando
escrevemos x na forma x = a ¢ 10 , com 1 · jaj < 10 e n inteiro (positivo ou negativo).
                                n

Assim, por exemplo, em nota»~o cient¶
                            ca       ³¯ca temos os n¶meros 2; 46 ¢ 10¡5 e 4; 584 ¢ 1011 ,
                                                     u
enquanto que, convertendo µ nota»~o cient¶
                          a      ca       ³¯ca os n¶meros ¡0; 023 ¢ 108 e 452; 36 ¢ 103 ,
                                                   u
teremos
        ¡0;023 ¢ 108 = ¡2;3 ¢ 106 , e 452;36 ¢ 103 = 4;5236 ¢ 105 .
Taxas relacionadas. Diferenciais                                                     122

                                                                            1       1
Exemplo 14.4 Estimar, em nota»~o cient¶
                             ca       ³¯ca, uma aproxima»~o de
                                                        ca                        ¡ 2,
                                                                         (n + 1)2  n
quando n = 1028 .

Solu»~o. (uma calculadora pode n~o dar conta desta tarefa)
    ca                          a
                     1                 2
     Sendo f (x) =     2
                         , temos df = ¡ 3 dx.
                     x                 x
         1       1
               ¡ 2 = f (n + 1) ¡ f (n) = ¢f , para x = n e ¢x = 1.
      (n + 1)2  n
     Pela aproxima»~o ¢f ¼ df , teremos, quando n = 1028 ,
                  ca
                        2     ¡2
     ¢f ¼ f 0 (n)¢x = ¡ 3 = 84 = ¡2 ¢ 10¡84 .
                       n     10

Exemplo 14.5 Quando estima-se que a medida de uma grandeza ¶ M unidades, com
                                                                e
poss¶ erro de E unidades, o erro relativo dessa medi»~o ¶ E=M. O erro relativo da
    ³vel                                            ca e
medi»~o indica o erro m¶dio (cometido na medi»~o) por unidade da grandeza.
     ca                e                     ca
      O raio r de uma bolinha de a»o ¶ medido, com a medi»~o sujeita a at¶ 1% de
                                     c e                      ca             e
erro. Determine o maior erro relativo que pode ocorre na aferi»~o de seu volume.
                                                              ca

Solu»~o. O volume de uma bola de raio r ¶ dado por V = 4 ¼r3 .
    ca                                  e              3

     Sendo V = 4 ¼r3 , temos dV = 4¼r2 dr.
               3

       O erro ¢V , na aferi»~o do volume, correspondente ao erro ¢r na medi»~o do
                           ca                                              ca
raio, quando ¢r ¶ bem pequeno, ¶ aproximadamente dV . Temos ent~o
                 e               e                                a
                           ¢V   dV   4¼r2 (¢r)   3¢r
                              ¼    =           =
                           V    V    (4=3)¼r 3    r
Para ¢r = §0;01 (erro m¶ximo relativo na medi»~o do raio), temos
      r
                         a                   ca                         ¢V
                                                                        V
                                                                             ¼ §0;03, e
portanto 3% ¶ o maior erro poss¶ na medi»~o do volume.
            e                  ³vel     ca

Observa»~o 14.1 Se o gr¶¯co de f afasta-se muito rapidamente da reta tangente ao
            ca               a
ponto (x0 ; f (x0 )), quando x afasta-se de x0 , a aproxima»~o ¢y ¼ dy pode falhar, quan-
                                                           ca
do tomamos um valor de ¢x que julgamos su¯cientemente pequeno, por n~o sabermos
                                                                            a
qu~o su¯cientemente pequeno" devemos tom¶-lo. Isto pode ocorrer quando a derivada
    a                                              a
f 0 (x0 ) tem valor absoluto muito grande.
     Como um exemplo, seja f (x) = x100 .
     Temos f (1;08) = (1;08)100 ¼ 2199;76, por uma calculadora con¯¶vel (con¯ra).
                                                                   a
      No entanto, o uso de diferenciais nos d¶ f (1+¢x) ¼ f (1)+f 0 (1)¢x = 1+100¢x,
                                             a
e portanto, para ¢x = 0;08, f (1;08) ¼ 1 + 100 ¢ 0;08 = 9.
       A raz~o dessa discrep^ncia ¶ que f 0 (1) = 100, o que torna o gr¶¯co de f com
            a               a     e                                    a
alta inclina»~o no ponto x0 = 1. Nesse caso, somente um valor muito pequeno de ¢x
            ca
Taxas relacionadas. Diferenciais                                                      123


torna v¶lida a aproxima»~o ¢f ¼ df . Por exemplo, (1;0005)100 ¼ 1;0513, por uma
       a               ca
calculadora, enquanto que, (1;0005)100 ¼ 1; 05, pela aproxima»~o ¢f ¼ df .
                                                             ca


14.3      Problemas

14.3.1    Problemas sobre taxas relacionadas
  1. Um tanque tem a forma de um cone invertido, tendo altura de 5 m e raio da base
     (isto ¶, do topo) de 1 m. O tanque se enche da ¶gua µ taxa de 2 m3 /min. Com que
           e                                        a    a
     velocidade sobe o n¶ da ¶gua no instante em que ela tem 3 m de profundidade ?
                          ³vel  a
                 50
     Resposta. 9¼ m/min ¼ 1; 77 m/min.

  2. O g¶s de um bal~o esf¶rico escapa µ raz~o de 2 dm3 /min. Mostre que a taxa de
         a            a      e          a   a
     varia»~o da superf¶ S do bal~o, em rela»~o ao tempo, ¶ inversamente propor-
          ca            ³cie        a         ca             e
     cional ao raio. Dado. A superf¶ de um bal~o de raio r tem ¶rea S = 4¼r2 .
                                   ³cie         a              a

  3. Considere um avi~o em v^o horizontal, a uma
                      a        o
     altura h em rela»~o ao solo, com velocidade
                      ca
     constante v, afastando-se de um observador A
     que se encontra em terra ¯rme. Seja µ a ele-                                 h

     va»~o angular do avi~o, em rela»~o ao solo, a
        ca                 a        ca                   A       θ
     partir do observador. Determine, como fun»~o
                                              ca
     de µ, a taxa de varia»~o de µ em rela»~o ao
                            ca             ca
     tempo. Resposta. dµ = ¡ h sen µ.
                        dt
                                v


  4. Um ponto m¶vel desloca-se, em um sistema de coordenadas cartesianas, ao longo
                   o
     da circunfer^ncia x2 +y 2 = r2 (r constante) com uma velocidade cuja componente
                 e
     em x ¶ dada por dx = y (cm/seg). Calcule a componente da velocidade em y,
            e           dt
     dy
     dt
        . Seja µ o deslocamento angular desse ponto m¶vel, medido a partir do ponto
                                                        o
     (1; 0) no sentido anti-hor¶rio. Calcule a velocidade angular dµ . Em que sentido
                                a                                  dt
     o ponto se desloca sobre a circunfer^ncia, no sentido hor¶rio ou no anti-hor¶rio ?
                                          e                   a                  a
     Respostas. dt = ¡x, dt = ¡1 (rad/seg), portanto o ponto se desloca no sentido
                 dy          dµ

     anti-hor¶rio.
              a

  5. Prende-se a extremidade A de uma
     haste de 3 m de comprimento a                   y
                                                             A
     uma roda de raio 1 m, que gira no
     sentido anti-hor¶rio µ taxa de 0; 3
                      a a                                1m              3m

     radianos por segundo. A outra ex-                       θ                B
     tremidade da haste est¶ presa a um
                              a                      0                            x

     anel que desliza livremente ao longo                            x

     de um outra haste que passa pelo
     contro da roda. Qual ¶ a velocidade
                            e
     do anel quando A atinge a altura
     m¶xima ? Resposta. ¡0; 3 m/seg.
       a
Taxas relacionadas. Diferenciais                                                   124


  6. No exemplo 14.2, uma escada de 5 m de comprimento est¶ recostada em uma
                                                                 a
     parede. Mostre que ¶ ¯sicamente imposs¶ manter a base da escada escorregan-
                         e                   ³vel
     do-se, afastando-se da parede a uma velocidade constante, at¶ o momento em que
                                                                 e
     o topo da escada toque o ch~o. Sugest~o. Avalie a velocidade com que o topo da
                                 a         a
     escada toca o ch~o.
                      a


14.3.2    Problemas sobre diferenciais
  1. Se w = z 3 ¡ 3z 2 + 2z ¡ 7, use a diferencial dw para obter uma aproxima»~o da
                                                                             ca
     varia»~o de w quando z varia de 4 a 3; 95. Resposta. ¢w ¼ ¡1; 30.
          ca

  2. Estima-se em 8 polegadas o raio de um disco plano circular, com margem de erro
     de §0; 06 polegadas. Ulizando diferenciais, estime a margem de erro no c¶lculo da
                                                                               a
     ¶rea do disco (uma face). Qual ¶ o erro relativo no c¶lculo dessa ¶rea ? Resposta.
     a                              e                     a            a
     ¢A ¼ dA = 3; 84¼ polegadas quadradas, com erro relativo de 1; 5%.
                                                         p
  3. Usando diferenciais, deduza a f¶rmula aproximada 3 a3 + h ¼ a + 3a2 . Utilize-a
                                    o                                      h
                                   p       p
     para calcular aproxima»~es de 3 63 e 3 65. (Compare com os resultados obtidos
                           co
     em uma calculadora eletr^nica.) Respostas. 3; 98 e 4; 02.
                              o

  4. Mostre que aplicando-se uma ¯na camada de tinta de espessura h, µ superf¶ de
                                                                     a       ³cie
     uma bola esf¶rica de ¶rea externa S, o volume da esfera sofre um acr¶scimo de
                 e        a                                              e
     aproximadamente S ¢ h.

  5. A ¶rea A de um quadrado de lado s ¶ dada por s2 . Para um acr¶scimo ¢s de s,
        a                              e                          e
     ilustre geometricamente dA e ¢A ¡ dA.
     Resposta. dA ¶ a ¶rea da regi~o sombreada.
                  e a             a
               ¢A ¡ dA ¶ a ¶rea do quadrado menor, que
                         e a                                   ∆s
               aparece no canto superior direito.

                                                                s

Calculo1 aula14

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    Aula 14 Taxas relacionadas.Diferenciais 14.1 Taxas relacionadas Na linguagem do c¶lculo diferencial, se uma vari¶vel u ¶ fun»~o da vari¶vel v, a taxa a a e ca a du de varia»~o (instant^nea) de u, em rela»~o a v, ¶ a derivada ca a ca e . dv Em v¶rias problemas de c¶lculo, duas ou mais grandezas vari¶veis est~o rela- a a a a cionadas entre si por uma equa»~o. Por exemplo, na equa»~o v1 =v2 = (sen µ1 )=(sen µ2 ), ca ca temos quatro vari¶veis, v1 , v2 , µ1 e µ2 , relacionadas entre si. a Se temos vari¶veis, digamos u, v e w, relacionadas entre si por uma equa»~o, a ca podemos ainda ter as tr^s como fun»~es de uma unica vari¶vel s. Por deriva»~o impl¶ e co ¶ a ca ³cita, ou µs vezes, por deriva»~o em cadeia, podemos relacionar as v¶rias derivadas du , dv e a ca a ds ds dw du dv ds , ou ainda, por exemplo, dv , dw , etc. Problemas em que duas ou mais grandezas vari¶veis est~o inter-relacionadas, e nos quais s~o levadas em conta as taxas de varia»~es a a a co instant^neas, de algumas grandezas em rela»~o a outras, s~o chamados, na literatura a ca a do c¶lculo, de problemas de taxas relacionadas. a Exemplo 14.1 Um tanque tem a forma de um cone invertido, tendo altura H e raio do topo circular igual a R. Encontrando-se inicialmente vazio, o tanque come»a a encher-se c de ¶gua, a uma vaz~o constante de k litros por minuto. Exprima a velocidade com que a a sobe o n¶ da ¶gua (dh=dt), em fun»~o da profundidade h. Com que velocidade a ³vel a ca ¶gua sobe no instante em que h = 0 ? a 1 Solu»~o. O volume da ¶gua quando esta tem profundidade h ¶ dado por V = 3 ¼r2 h, ca a e sendo r o raio da superf¶ (circular) da ¶gua. Veja ¯gura 14.1. ³cie a Sendo R o raio do topo da caixa, e H sua altura, por raz~es de semelhan»a de o c tri^ngulos, temos r=R = h=H, da¶ r = Rh=H. a ³ 117
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    Taxas relacionadas. Diferenciais 118 R R r H r H h h Figura 14.1. Assim sendo, obtemos µ ¶2 1 Rh ¼R2 3 V = ¼ h= h 3 H 3H 2 A taxa de varia»~o do volume de ¶gua no tempo, isto ¶, sua vaz~o, ¶ constante, ou seja ca a e a e dV = k (litros por minuto). dt dV dV dh dV Por deriva»~o em cadeia, temos ca = ¢ . Como = k, temos ent~o a dt dh dt dt ¼R2 2 dh dh kH 2 1 k= h ¢ , ou seja, = ¢ H2 dt dt ¼R2 h2 Assim, estabelemos que a velocidade de subida do n¶ da ¶gua ¶ inversamente ³vel a e proporcional ao quadrado de sua profundidade. Quando h = 0, temos, dh = +1. Na pr¶tica, este resultado nos diz que nossa dt a modelagem matem¶tica n~o nos permite determinar a velocidade de subida da ¶gua no a a a instante em que o tanque come»a a encher-se. c Exemplo 14.2 Uma escada de 5 m de comprimento est¶ recostada em uma parede. A a base da escada escorrega, afastando-se da parede a uma taxa (velocidade) de 2 cm/seg. Com que velocidade cai o topo da escada, no momento em que a base da escada est¶ a a 3 m da parede ? Solu»~o. Na ¯gura 14.2 temos um diagrama geom¶trico para o problema, em que deno- ca e tamos por x e y as dist^ncias da base e do topo da escada µ base da parede, respecti- a a vamente. dx Temos = 2 (cm/seg). dt
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    Taxas relacionadas. Diferenciais 119 escada vista de perfil y 5 x Figura 14.2. Pelo teorema de Pit¶goras, x2 +y 2 = 25, da¶ derivando implicitamente em rela»~o a ³, ca dx dy a t, temos 2x ¢ + 2y ¢ = 0, ou seja, dt dt dy dx y¢ = ¡x ¢ dt dt dy Quando x = 3 m = 300 cm, temos y = 4 m = 400 cm, e ent~o a = ¡1;5 cm/seg. dt Nesse instante, a velocidade com que o topo da escada cai ¶ 1;5 cm/seg. e 14.2 Diferenciais Quando uma fun»~o f (x) ¶ deriv¶vel em um ponto x0 , temos ca e a f (x0 + ¢x) ¡ f(x0 ) lim = f 0 (x0 ) ¢x!0 ¢x Assim, se chamamos f (x0 + ¢x) ¡ f (x0 ) ¡ f 0 (x0 ) = " ¢x teremos lim " = 0. ¢x!0 Assim, sendo ¢f = f(x0 + ¢x) ¡ f(x0 ), temos ¢f = f 0 (x0 )¢x + " ¢ ¢x. Como " ¼ 0 quando j¢xj ¶ su¯cientemente pequeno, temos, para um tal ¢x, a e aproxima»~o ca ¢f ¼ f 0 (x0 ) ¢ ¢x
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    Taxas relacionadas. Diferenciais 120 Chama-se diferencial de f em x0 a express~o simb¶lica a o df(x0 ) = f 0 (x0 ) dx O produto f 0 (x0 ) ¢ ¢x ¶ o valor da diferencial de f no ponto x0 , df (x0 ), quando e dx = ¢x. A express~o dx, diferencial da vari¶vel x, pode assumir qualquer valor real. A im- a a port^ncia da diferencial ¶ que quando dx = ¢x e este ¶ su¯cientemente pequeno, a e e temos ¢f ¼ df ou, mais explicitamente, f(x0 + ¢x) ¡ f(x0 ) ¼ f 0 (x0 )¢x e em geral, ¶ mais f¶cil calcular f 0 (x0 ) ¢ ¢x do que f (x0 + ¢x) ¡ f (x0 ). e a Nos prim¶rdios do c¶lculo, matem¶ticos diziam que dx seria uma varia»~o in- o a a ca ¯nitesimal" de x, atribu¶ a x0 , e que df (x0 ) seria a varia»~o in¯nitesimal, sofrida por ³da ca f (x0 ), correspondente µ varia»~o dx atribu¶ a x0 . Esses matem¶ticos chegavam a a ca ³da a escrever f (x + dx) ¡ f (x) = f 0 (x) dx". Ainda hoje, muitos textos de c¶lculo para ci^ncias f¶ a e ³sicas, referem-se a um ele- mento de comprimento dx," um elemento de carga el¶trica dq," um elemento de e massa dm," um elemento de ¶rea dA," etc., quando querem referir-se a quantidades a in¯nitesimais" dessas grandezas. Na ¯gura 14.3 temos uma interpreta»~o geom¶trica da diferencial de uma fun»~o ca e ca f em um ponto x0 , quando dx assume um certo valor ¢x. y P f( x 0 + ∆ x) t Q ∆y P0 dy f( x 0) x0 x0 + ∆ x x dx = ∆x Figura 14.3. Note que, quanto menor ¢x, melhor a aproxima»~o dy ¼ ¢y. Na ¯gura, ca t ¶ a reta tangente ao gr¶¯co de f no ponto (x0 ; f (x0 )). As coordenadas do ponto Q, e a sobre a reta t, s~o x0 + ¢x e f (x0 ) + f 0 (x0 )¢x (veri¯que). a
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    Taxas relacionadas. Diferenciais 121 Sumarizando, quando x sofre uma varia»~o ¢x, ca 1. ¢y = f (x + ¢x) ¡ f(x) ¶ a varia»~o sofrida por f (x); e ca 2. dy = f 0 (x)¢x ¶ a diferencial de f, em x, para dx = ¢x; e 3. ¢y ¼ dy, se ¢x ¶ su¯cientemente pequeno. e Convenciona-se dizer ainda que ¢x 4. ¶ a varia»~o relativa de x, correspondente µ varia»~o ¢x; e ca a ca x ¢y dy 5. ¼ ¶ a varia»~o relativa de y = f(x), correspondente µ varia»~o ¢x, e ca a ca y y sofrida por x. Exemplo 14.3 Mostre que se h ¶ su¯cientemente pequeno, vale a aproxima»~o e ca p h a2 + h ¼ a + (a > 0) 2a p p Com tal f¶rmula, calcule valores aproximados de o 24 e 104. Compare com resultados obtidos em uma calculadora. p Solu»~o. Sendo y = f (x) = ca x, usamos a aproxima»~o ¢y ¼ dy. ca 1 Temos ¢y = f(x + ¢x) ¡ f (x) e dy = f 0 (x) dx = p dx. 2 x Tomando x = a2 e dx = ¢x = h, teremos p p a2 + h ¡ a2 ¼ 2a , e portanto h p h a2 + h ¼ a + 2a Temos ent~o a p p ¡1 24 = 52 + (¡1) ¼ 5 + = 4;9, e 2¢5 p p 4 104 = 102 + 4 ¼ 10 + = 10;2. 2 ¢ 10 p p ³amos 24 ¼ 4;898979 e 104 ¼ 10;198039. Por uma calculadora, obter¶ Dizemos que um n¶mero real x est¶ representado em nota»~o cient¶ u a ca ³¯ca quando escrevemos x na forma x = a ¢ 10 , com 1 · jaj < 10 e n inteiro (positivo ou negativo). n Assim, por exemplo, em nota»~o cient¶ ca ³¯ca temos os n¶meros 2; 46 ¢ 10¡5 e 4; 584 ¢ 1011 , u enquanto que, convertendo µ nota»~o cient¶ a ca ³¯ca os n¶meros ¡0; 023 ¢ 108 e 452; 36 ¢ 103 , u teremos ¡0;023 ¢ 108 = ¡2;3 ¢ 106 , e 452;36 ¢ 103 = 4;5236 ¢ 105 .
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    Taxas relacionadas. Diferenciais 122 1 1 Exemplo 14.4 Estimar, em nota»~o cient¶ ca ³¯ca, uma aproxima»~o de ca ¡ 2, (n + 1)2 n quando n = 1028 . Solu»~o. (uma calculadora pode n~o dar conta desta tarefa) ca a 1 2 Sendo f (x) = 2 , temos df = ¡ 3 dx. x x 1 1 ¡ 2 = f (n + 1) ¡ f (n) = ¢f , para x = n e ¢x = 1. (n + 1)2 n Pela aproxima»~o ¢f ¼ df , teremos, quando n = 1028 , ca 2 ¡2 ¢f ¼ f 0 (n)¢x = ¡ 3 = 84 = ¡2 ¢ 10¡84 . n 10 Exemplo 14.5 Quando estima-se que a medida de uma grandeza ¶ M unidades, com e poss¶ erro de E unidades, o erro relativo dessa medi»~o ¶ E=M. O erro relativo da ³vel ca e medi»~o indica o erro m¶dio (cometido na medi»~o) por unidade da grandeza. ca e ca O raio r de uma bolinha de a»o ¶ medido, com a medi»~o sujeita a at¶ 1% de c e ca e erro. Determine o maior erro relativo que pode ocorre na aferi»~o de seu volume. ca Solu»~o. O volume de uma bola de raio r ¶ dado por V = 4 ¼r3 . ca e 3 Sendo V = 4 ¼r3 , temos dV = 4¼r2 dr. 3 O erro ¢V , na aferi»~o do volume, correspondente ao erro ¢r na medi»~o do ca ca raio, quando ¢r ¶ bem pequeno, ¶ aproximadamente dV . Temos ent~o e e a ¢V dV 4¼r2 (¢r) 3¢r ¼ = = V V (4=3)¼r 3 r Para ¢r = §0;01 (erro m¶ximo relativo na medi»~o do raio), temos r a ca ¢V V ¼ §0;03, e portanto 3% ¶ o maior erro poss¶ na medi»~o do volume. e ³vel ca Observa»~o 14.1 Se o gr¶¯co de f afasta-se muito rapidamente da reta tangente ao ca a ponto (x0 ; f (x0 )), quando x afasta-se de x0 , a aproxima»~o ¢y ¼ dy pode falhar, quan- ca do tomamos um valor de ¢x que julgamos su¯cientemente pequeno, por n~o sabermos a qu~o su¯cientemente pequeno" devemos tom¶-lo. Isto pode ocorrer quando a derivada a a f 0 (x0 ) tem valor absoluto muito grande. Como um exemplo, seja f (x) = x100 . Temos f (1;08) = (1;08)100 ¼ 2199;76, por uma calculadora con¯¶vel (con¯ra). a No entanto, o uso de diferenciais nos d¶ f (1+¢x) ¼ f (1)+f 0 (1)¢x = 1+100¢x, a e portanto, para ¢x = 0;08, f (1;08) ¼ 1 + 100 ¢ 0;08 = 9. A raz~o dessa discrep^ncia ¶ que f 0 (1) = 100, o que torna o gr¶¯co de f com a a e a alta inclina»~o no ponto x0 = 1. Nesse caso, somente um valor muito pequeno de ¢x ca
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    Taxas relacionadas. Diferenciais 123 torna v¶lida a aproxima»~o ¢f ¼ df . Por exemplo, (1;0005)100 ¼ 1;0513, por uma a ca calculadora, enquanto que, (1;0005)100 ¼ 1; 05, pela aproxima»~o ¢f ¼ df . ca 14.3 Problemas 14.3.1 Problemas sobre taxas relacionadas 1. Um tanque tem a forma de um cone invertido, tendo altura de 5 m e raio da base (isto ¶, do topo) de 1 m. O tanque se enche da ¶gua µ taxa de 2 m3 /min. Com que e a a velocidade sobe o n¶ da ¶gua no instante em que ela tem 3 m de profundidade ? ³vel a 50 Resposta. 9¼ m/min ¼ 1; 77 m/min. 2. O g¶s de um bal~o esf¶rico escapa µ raz~o de 2 dm3 /min. Mostre que a taxa de a a e a a varia»~o da superf¶ S do bal~o, em rela»~o ao tempo, ¶ inversamente propor- ca ³cie a ca e cional ao raio. Dado. A superf¶ de um bal~o de raio r tem ¶rea S = 4¼r2 . ³cie a a 3. Considere um avi~o em v^o horizontal, a uma a o altura h em rela»~o ao solo, com velocidade ca constante v, afastando-se de um observador A que se encontra em terra ¯rme. Seja µ a ele- h va»~o angular do avi~o, em rela»~o ao solo, a ca a ca A θ partir do observador. Determine, como fun»~o ca de µ, a taxa de varia»~o de µ em rela»~o ao ca ca tempo. Resposta. dµ = ¡ h sen µ. dt v 4. Um ponto m¶vel desloca-se, em um sistema de coordenadas cartesianas, ao longo o da circunfer^ncia x2 +y 2 = r2 (r constante) com uma velocidade cuja componente e em x ¶ dada por dx = y (cm/seg). Calcule a componente da velocidade em y, e dt dy dt . Seja µ o deslocamento angular desse ponto m¶vel, medido a partir do ponto o (1; 0) no sentido anti-hor¶rio. Calcule a velocidade angular dµ . Em que sentido a dt o ponto se desloca sobre a circunfer^ncia, no sentido hor¶rio ou no anti-hor¶rio ? e a a Respostas. dt = ¡x, dt = ¡1 (rad/seg), portanto o ponto se desloca no sentido dy dµ anti-hor¶rio. a 5. Prende-se a extremidade A de uma haste de 3 m de comprimento a y A uma roda de raio 1 m, que gira no sentido anti-hor¶rio µ taxa de 0; 3 a a 1m 3m radianos por segundo. A outra ex- θ B tremidade da haste est¶ presa a um a 0 x anel que desliza livremente ao longo x de um outra haste que passa pelo contro da roda. Qual ¶ a velocidade e do anel quando A atinge a altura m¶xima ? Resposta. ¡0; 3 m/seg. a
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    Taxas relacionadas. Diferenciais 124 6. No exemplo 14.2, uma escada de 5 m de comprimento est¶ recostada em uma a parede. Mostre que ¶ ¯sicamente imposs¶ manter a base da escada escorregan- e ³vel do-se, afastando-se da parede a uma velocidade constante, at¶ o momento em que e o topo da escada toque o ch~o. Sugest~o. Avalie a velocidade com que o topo da a a escada toca o ch~o. a 14.3.2 Problemas sobre diferenciais 1. Se w = z 3 ¡ 3z 2 + 2z ¡ 7, use a diferencial dw para obter uma aproxima»~o da ca varia»~o de w quando z varia de 4 a 3; 95. Resposta. ¢w ¼ ¡1; 30. ca 2. Estima-se em 8 polegadas o raio de um disco plano circular, com margem de erro de §0; 06 polegadas. Ulizando diferenciais, estime a margem de erro no c¶lculo da a ¶rea do disco (uma face). Qual ¶ o erro relativo no c¶lculo dessa ¶rea ? Resposta. a e a a ¢A ¼ dA = 3; 84¼ polegadas quadradas, com erro relativo de 1; 5%. p 3. Usando diferenciais, deduza a f¶rmula aproximada 3 a3 + h ¼ a + 3a2 . Utilize-a o h p p para calcular aproxima»~es de 3 63 e 3 65. (Compare com os resultados obtidos co em uma calculadora eletr^nica.) Respostas. 3; 98 e 4; 02. o 4. Mostre que aplicando-se uma ¯na camada de tinta de espessura h, µ superf¶ de a ³cie uma bola esf¶rica de ¶rea externa S, o volume da esfera sofre um acr¶scimo de e a e aproximadamente S ¢ h. 5. A ¶rea A de um quadrado de lado s ¶ dada por s2 . Para um acr¶scimo ¢s de s, a e e ilustre geometricamente dA e ¢A ¡ dA. Resposta. dA ¶ a ¶rea da regi~o sombreada. e a a ¢A ¡ dA ¶ a ¶rea do quadrado menor, que e a ∆s aparece no canto superior direito. s