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Escola Dr. Jaime Monteiro
Aluno(a):____________________________________________________________ Nº______
Gameleira, ______ de setembro de 2013
Professora: Márcia Oliveira da Silva série: 8ª “D”
Avaliação de Língua Portuguesa – III bimestre
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C A D A B B A B D C A B B C D B B A C A
Texto: A Voz do Nordeste
O dramaturgo, romancista e poeta brasileiro Ariano Vilar Suassuna nasceu em João
Pessoa, no dia 16 de junho de 1927, filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna e
Rita de Cássia Dantas Villar. [...]
Em 1930, aos três anos de idade, perdeu tragicamente o pai, vítima de um crime político,
no Rio de Janeiro, por apoiar o então candidato a vice-presidente na chapa de oposição
liderada por Getúlio Vargas, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, também assassinado.
Sua mãe teve que fugir várias vezes com a família, perseguida pelos assassinos de seu
marido. Ariano Suassuna realizou seus estudos fundamentais em Taperoá, sertão da
Paraíba, pois aí passou a infância, no Sítio Acauã. Nesta região ele teve os primeiros
contatos com a cultura popular, presenciando um teatro de mamulengos e um desafio de
viola.
Em 1942, no início da adolescência, Ariano parte com a família para Recife, onde finalmente fixa raízes. Ele estudou
no conhecido Ginásio Pernambucano e depois no Colégio Oswaldo Cruz. No ano de 1946, o jovem Suassuna ingressou na
Faculdade de Direito de Recife, aí convivendo com escritores, atores, poetas, romancistas e demais aficionados por arte
e literatura. Conheceu então Hermilo Borba Filho, ao lado de quem fundou o Teatro de Estudantes de Pernambuco.
Ele se graduou em Ciências Jurídicas e Sociais em 1950, formando-se também em Filosofia, no ano de 1964. [...]A
iniciação no universo literário se deu no dia 07 de outubro de 1945, ao publicar seu poema ‗Noturno‘ no ―Jornal do
Comércio do Recife‖. Sua peça inaugural de teatro foi ―Uma mulher vestida de sol‖, adaptada do romanceiro popular do
Nordeste. [...]
No final da década de 50 ele casa-se com Zélia de Andrade Lima, e com ela tem seis filhos. Nos anos 60,institui o
Conselho Federal de Cultura, o qual integra de 1967 a 1973, e o Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, no qual
atua de 1968 a 1972. Em 1970,lança o Movimento Armorial, com a intenção de produzir cultura erudita mesclada à
cultura popular nordestina, englobando todas as formas de arte – música, dança, literatura, artes plásticas, teatro,
cinema, arquitetura, entre outras. [...]
Sua obra inclui os célebres Auto da Compadecida, adaptado também para a TV e o cinema, e A Pedra do Reino, além
de O desertor de Princesa (1948); Os homens de barro (1949, inédita); Auto de João da Cruz (1949); O arco desabado
(1952); O santo e a porca (1957); O casamento suspeitoso (1957); A pena e a lei (1959); Farsa da boa preguiça (1960); A
caseira e a Catarina (1962). [...]
Disponível em:http://www.infoescola.com/escritores/ariano-suassuna/. Acesso em 31/08/13.
01. Por suas características, esse texto pertence ao gênero
A) reportagem. B) depoimento. C) biografia. D) crônica.
02. O texto foi escrito com o objetivo de
A) relatar a história da vida de uma pessoa, enfatizando os principais fatos.
B) narrar fatos que acarretaram no assassinato do candidato a vice-presidência da República.
C) apresentar as obras de um escritor e dramaturgo paraibano.
D) dar informações sobre o autor do texto lido.
03. No trecho ― Em 1942, no início da adolescência, Ariano parte com a família para Recife, onde finalmente fixa
raízes.‖ A expressão destacada significa:
A) tornou-se agricultor B) desprezou a cultura popular nordestina.
C) adotou a cultura popular nordestina D) passou a residir permanentemente .
Leia os textos abaixo
Leia o texto a seguir
Amor à primeira vista
Papel, plástico, alumínio. Modernas embalagens industrializadas são essencialmente confeccionadas com essas três
matérias-primas. Mas o resultado está longe de ser monótono.
Desde que os especialistas em vendas descobriram que a embalagem é um dos primeiros fatores que influenciam a
escolha do consumidor, ela passou a ser estudada com mais atenção. Atualmente, estampa cores fortes, letras garrafais
e formatos curiosos na tentativa de chamar atenção nas prateleiras dos supermercados. Produtos infantis, por exemplo,
apelam para desenhos animados, ou super-heróis da moda para derrubar a concorrência. Provavelmente é o caso do
achocolatado que você toma de manhã, do queijinho suíço do meio da tarde e até mesmo da sopinha da noite.
Essas embalagens despertam o interesse dos consumidores de tal forma que, muitas vezes eles levam o produto
para casa mais porque gostaram de sua roupagem do que pelo fato de apreciarem um conteúdo.[...]
06. Um argumento que sustenta a tese de que ―a embalagem agora é uma forma de conquistar o consumidor‖ é que
A) a embalagem tem formatos muito curiosos.
B) a embalagem passou a ser mais bem cuidada.
C) a embalagem objetiva vestir bem os produtos
D) os consumidores são atraídos pela embalagem
07. No trecho ―Desde que os especialistas em vendas descobriram que a embalagem é um dos primeiros fatores que
influenciam a escolha do consumidor...‖(l.3-4), o termo em destaque tem valor semântico de
A) tempo B) conseqüência C) condição D) finalidade
08. Em ―...ela passou a ser estudada com mais atenção.‖ (l.4), o pronome destacado refere-se a
A) indústria B) embalagem C) matéria-prima D) venda
TEXTO 2: Dito Popular
―O tempo é o melhor remédio.‖
TEXTO 1: Como uma onda
Nada do que foi será
de novo do jeito que já foi um dia
tudo passa
tudo sempre passará
a vida vem em ondas
como um mar
num indo e vindo infinito.
tudo que se vê não é
igual ao que a gente viu há um segundo
tudo muda o tempo todo no mundo
não adianta fugir
nem mentir pra si mesmo agora
há tanta vida lá fora
aqui dentro sempre
como uma onda no mar!
(Lulu Santos e Nélson Motta)
04. Esses textos tratam da:
A) ação do tempo na vida das pessoas.
B) comunicação e memória na atualidade.
C) linguagem no tempo.
D) transformação na memória.
05. No trecho ―... a vida vem em ondas como um mar...‖ fica clara a
presença da figura de linguagem:
A) metonímia B) comparação
C) hipérbole D) metáfora
Leia os textos a seguir.
Texto I - Amor é fogo que
arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
CAMÕES, Luis de. Obras Completas. Rio de Janeiro,
Aguilar, 1963
09. No poema de Camões, o amor é determinado como um sentimento
A) ruim. B) confuso C) triste D) contraditório. .
10. Nos versos do poema de Camões percebe-se a predominância de:
A) sinonímia B) parônimos C) antíteses D) homônimos
11)Analisando os textos I e II, depreende-se o fator de textualidade chamado
A) intertextualidade B) pressuposto C) coerência textual D) intencionalidade
Texto: Como num filme
Antonio Gil Neto
Não foi difícil cair nas graças de Seu Amalfi. Direto, sincero, amoroso, foi logo falando de sua vida, com um jeito
meio solto, especial, como quem vai montando uma sequência de cenas em nosso pensamento. (...)
Ele foi contando, contando e imagens foram se instalando em mim como quem entra em um filme.
―Esse cheirinho de café pendurado no vento leve conduz a meu tempo mais antigo.‖
Pensei ouvir bem baixinho um fiapo de uma canção napolitana e tudo veio à tona. Logo lembrei-me de minha mãe
torrando café, fazendo o pão, a macarronada. Bem que procuro não pensar muito para não marejar os olhos.
O começo de tudo foi na Itália. De lá vieram meus pais. Fugidos do horror da guerra, acabaram por fazer a vida
aqui em São Paulo, onde nasci.
É a partir dessas lembranças que minha cabeça parece uma máquina de fabricar filmes.
Recordo muita coisa. Não só do que minha mãe contava, mais ainda das que eu vivi.
Lá pelos idos de 1929, com cerca de sete anos de idade, era menino feito. Minha vida era um misto de cowboy com
Tarzan. Onde hoje fica o Shopping Center Norte era só mato, água e muita, muita terra. Era lá meu paraíso. Meu e dos
meus amigos: o Vitorino, o Zacarias... Vivia para jogar futebol, nadar, pescar e caçar passarinhos.
(...)
Da escola não gostava tanto. Não era um bom aluno, mas era esperto, vivido. Isso sim. O que acabava
ajudando em muitas situações... Em um abrir e fechar dos olhos da memória lá estão a escola, o corre-corre
das crianças e todos eles, intactos e em plena labuta do dia: Dona Albertina, Dona Isabel, Seu Luís, os professores...
Meu figurino era feito por minha mãe: uma camisa clara, bem limpa e passadinha com ferro de brasa. Com meus
colegas ia ver o que estava em cartaz. Bangue-bangue era o melhor. (...) No escurinho do filme começado, queimávamos
um barbante malcheiroso que fazia todo mundo desaparecer de nosso lugar preferido. Comédia pura, não é?
Texto II - A suprema excelência da caridade
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,
e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou
como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse
todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse
toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e
não tivessecaridade, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para
sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo
para ser queimado, e não tivessecaridade, nada disso me
aproveitaria.
(Primeira epístola de S. Paulo aos Coríntios, 13.1,2,3. A Bíblia
Sagrada.)
Com o passar dos anos, veio o tempo do trabalho para valer. De aprendiz de químico tornei-me o titular na fábrica
de perfumes dos libaneses. Fiz de tudo lá: brilhantina, rouge, pó-de-arroz, produtos muito usados na época. Veio
também o tempo do namoro sério e, com ele, o cinema com sorvete a dois. Minha vida era um filme deaventuras, mais que
outra coisa. Tive de vencer muitos obstáculos. E foi um bom tempo assim. (...)
Fragmento do texto escrito com base no depoimento do sr. Amalfi Mansutti, 82 anos. (Olimpíadas de Língua Portuguesa)
12. Por suas características, esse texto pertence ao gênero
A) biografia. B) memórias literárias C) diário pessoal. D) fragmento de romance.
13. Para marcar um ―tempo de relembrar‖, o autor usa:
I- os verbos no futuro.
II- os verbos no pretérito perfeito e imperfeito
III- palavras e expressões que remetem ao passado
IV- descrição de espaço.
Está correto o que se afirma em
A) I e IV B) II e III C) I e III D) II e IV
ALIMENTAÇÃO ESCOLAR
Programa atende 43 milhões
De acordo com o FNDE, responsável pelo Pnae, o Brasil atende diariamente 43 milhões de alunos e serve 130 milhões de
refeições em creches e centros de ensino. Sobre a origem dos alimentos, pelo menos 30% vem da agricultura familiar. A
coordenadora do Pnae, Albaneide Peixinho destaca os avanços do programa nos últimos dez anos – como a ampliação de
atendimento para creche e ensino médio.
Adaptação do texto retirado do Diário de Pernambuco em 25/08/13.
14. Nesse texto, o nome FNDE está escrito com letras maiúsculas para indicar
A) abreviação. B) nome próprio. C) sigla. D) palavra estrangeira.
15. No texto dentro do círculo, o trecho que indica uma
consequência é
A) ―Pai que estuda com o filho [...]‖
B)―Escola, família e comunidade‖
C) ―Todos pela educação.‖
D)―[...] reforça o aprendizado‖
16. A quem se dirige o anúncio?
A) aos professores.
B) aos pais.
C) aos diretores escolares.
D) aos filhos.
Texto:
Cobrança
Moacyr Scliar
Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa, caminhando de um lado para outro. Carregava um cartaz, cujos
dizeres atraíam a atenção dos passantes: ―Aqui mora uma devedora inadimplente.‖
— Você não pode fazer isso comigo — protestou ela.
— Claro que posso — replicou ele. — Você comprou, não pagou. Você é uma devedora inadimplente. E eu sou
cobrador. Por diversas vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.
— Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta crise...
— Já sei — ironizou ele. — Você vai me dizer que por causa daquele ataque lá em Nova York seus negócios ficaram
prejudicados. Problema seu, ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar. E é o que estou fazendo.
— Mas você podia fazer isso de uma forma mais discreta...
— Negativo. Já usei todas as formas discretas que podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada. Você fazia de
conta que nada tinha a ver com o assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que não me restou outro recurso: vou
ficar aqui, carregando este cartaz, até você saldar sua dívida.
Neste momento começou a chuviscar.
— Você vai se molhar — advertiu ela. — Vai acabar ficando doente.
Ele riu, amargo:
— E daí? Se você está preocupada com minha saúde, pague o que deve.
— Posso lhe dar um guarda-chuva...
— Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um guarda-chuva.
Ela agora estava irritada:
— Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro. Afinal, você é meu marido, você mora aqui.
— Sou seu marido — retrucou ele — e você é minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e você é devedora. Eu
a avisei: não compre essa geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as prestações. Mas não, você não me ouviu. E
agora o pessoal lá da empresa de cobrança quer o dinheiro. O que quer você que eu faça? Que perca meu emprego? De
jeito nenhum. Vou ficar aqui até você cumprir sua obrigação.
Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava: continuava andando
de um lado para outro, diante da casa, carregando o seu cartaz.
O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001.
17.Esse texto tem o objetivo de
A) apresentar as causas dos problemas conjugais. B) ajudar o leitor a refletir criticamente sobre valores.
C) fazer um alerta sobre o consumismo. D) revelar os costumes de uma época.
18.Por suas características, esse texto pertence ao gênero
A) peça teatral. B) crônica.
C) depoimento. D) fragmento de romance
19.Nesse texto, o elemento gerador do conflito da narrativa é
A) o fato do casal viver em crise.
B) a infidelidade da esposa.
C) o dilema entre o marido, cobrador de uma determinada empresa, e sua esposa, devedora inadimplente.
D) o fato da esposa ter comprado uma geladeira.
20. O tema abordado no texto ―A cobrança‖ é
A) a honestidade B) a perseverança C) a fidelidade D) a generosidade
A vida é um grande campo de conquistas, e só chegam à reta final aqueles que transpõem os obstáculos e
veem que há outras possibilidades pela frente.

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  • 1. Escola Dr. Jaime Monteiro Aluno(a):____________________________________________________________ Nº______ Gameleira, ______ de setembro de 2013 Professora: Márcia Oliveira da Silva série: 8ª “D” Avaliação de Língua Portuguesa – III bimestre 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 C A D A B B A B D C A B B C D B B A C A Texto: A Voz do Nordeste O dramaturgo, romancista e poeta brasileiro Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, no dia 16 de junho de 1927, filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna e Rita de Cássia Dantas Villar. [...] Em 1930, aos três anos de idade, perdeu tragicamente o pai, vítima de um crime político, no Rio de Janeiro, por apoiar o então candidato a vice-presidente na chapa de oposição liderada por Getúlio Vargas, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, também assassinado. Sua mãe teve que fugir várias vezes com a família, perseguida pelos assassinos de seu marido. Ariano Suassuna realizou seus estudos fundamentais em Taperoá, sertão da Paraíba, pois aí passou a infância, no Sítio Acauã. Nesta região ele teve os primeiros contatos com a cultura popular, presenciando um teatro de mamulengos e um desafio de viola. Em 1942, no início da adolescência, Ariano parte com a família para Recife, onde finalmente fixa raízes. Ele estudou no conhecido Ginásio Pernambucano e depois no Colégio Oswaldo Cruz. No ano de 1946, o jovem Suassuna ingressou na Faculdade de Direito de Recife, aí convivendo com escritores, atores, poetas, romancistas e demais aficionados por arte e literatura. Conheceu então Hermilo Borba Filho, ao lado de quem fundou o Teatro de Estudantes de Pernambuco. Ele se graduou em Ciências Jurídicas e Sociais em 1950, formando-se também em Filosofia, no ano de 1964. [...]A iniciação no universo literário se deu no dia 07 de outubro de 1945, ao publicar seu poema ‗Noturno‘ no ―Jornal do Comércio do Recife‖. Sua peça inaugural de teatro foi ―Uma mulher vestida de sol‖, adaptada do romanceiro popular do Nordeste. [...] No final da década de 50 ele casa-se com Zélia de Andrade Lima, e com ela tem seis filhos. Nos anos 60,institui o Conselho Federal de Cultura, o qual integra de 1967 a 1973, e o Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, no qual atua de 1968 a 1972. Em 1970,lança o Movimento Armorial, com a intenção de produzir cultura erudita mesclada à cultura popular nordestina, englobando todas as formas de arte – música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras. [...] Sua obra inclui os célebres Auto da Compadecida, adaptado também para a TV e o cinema, e A Pedra do Reino, além de O desertor de Princesa (1948); Os homens de barro (1949, inédita); Auto de João da Cruz (1949); O arco desabado (1952); O santo e a porca (1957); O casamento suspeitoso (1957); A pena e a lei (1959); Farsa da boa preguiça (1960); A caseira e a Catarina (1962). [...] Disponível em:http://www.infoescola.com/escritores/ariano-suassuna/. Acesso em 31/08/13. 01. Por suas características, esse texto pertence ao gênero A) reportagem. B) depoimento. C) biografia. D) crônica. 02. O texto foi escrito com o objetivo de A) relatar a história da vida de uma pessoa, enfatizando os principais fatos. B) narrar fatos que acarretaram no assassinato do candidato a vice-presidência da República. C) apresentar as obras de um escritor e dramaturgo paraibano. D) dar informações sobre o autor do texto lido.
  • 2. 03. No trecho ― Em 1942, no início da adolescência, Ariano parte com a família para Recife, onde finalmente fixa raízes.‖ A expressão destacada significa: A) tornou-se agricultor B) desprezou a cultura popular nordestina. C) adotou a cultura popular nordestina D) passou a residir permanentemente . Leia os textos abaixo Leia o texto a seguir Amor à primeira vista Papel, plástico, alumínio. Modernas embalagens industrializadas são essencialmente confeccionadas com essas três matérias-primas. Mas o resultado está longe de ser monótono. Desde que os especialistas em vendas descobriram que a embalagem é um dos primeiros fatores que influenciam a escolha do consumidor, ela passou a ser estudada com mais atenção. Atualmente, estampa cores fortes, letras garrafais e formatos curiosos na tentativa de chamar atenção nas prateleiras dos supermercados. Produtos infantis, por exemplo, apelam para desenhos animados, ou super-heróis da moda para derrubar a concorrência. Provavelmente é o caso do achocolatado que você toma de manhã, do queijinho suíço do meio da tarde e até mesmo da sopinha da noite. Essas embalagens despertam o interesse dos consumidores de tal forma que, muitas vezes eles levam o produto para casa mais porque gostaram de sua roupagem do que pelo fato de apreciarem um conteúdo.[...] 06. Um argumento que sustenta a tese de que ―a embalagem agora é uma forma de conquistar o consumidor‖ é que A) a embalagem tem formatos muito curiosos. B) a embalagem passou a ser mais bem cuidada. C) a embalagem objetiva vestir bem os produtos D) os consumidores são atraídos pela embalagem 07. No trecho ―Desde que os especialistas em vendas descobriram que a embalagem é um dos primeiros fatores que influenciam a escolha do consumidor...‖(l.3-4), o termo em destaque tem valor semântico de A) tempo B) conseqüência C) condição D) finalidade 08. Em ―...ela passou a ser estudada com mais atenção.‖ (l.4), o pronome destacado refere-se a A) indústria B) embalagem C) matéria-prima D) venda TEXTO 2: Dito Popular ―O tempo é o melhor remédio.‖ TEXTO 1: Como uma onda Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia tudo passa tudo sempre passará a vida vem em ondas como um mar num indo e vindo infinito. tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo tudo muda o tempo todo no mundo não adianta fugir nem mentir pra si mesmo agora há tanta vida lá fora aqui dentro sempre como uma onda no mar! (Lulu Santos e Nélson Motta) 04. Esses textos tratam da: A) ação do tempo na vida das pessoas. B) comunicação e memória na atualidade. C) linguagem no tempo. D) transformação na memória. 05. No trecho ―... a vida vem em ondas como um mar...‖ fica clara a presença da figura de linguagem: A) metonímia B) comparação C) hipérbole D) metáfora
  • 3. Leia os textos a seguir. Texto I - Amor é fogo que arde sem se ver Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo amor? CAMÕES, Luis de. Obras Completas. Rio de Janeiro, Aguilar, 1963 09. No poema de Camões, o amor é determinado como um sentimento A) ruim. B) confuso C) triste D) contraditório. . 10. Nos versos do poema de Camões percebe-se a predominância de: A) sinonímia B) parônimos C) antíteses D) homônimos 11)Analisando os textos I e II, depreende-se o fator de textualidade chamado A) intertextualidade B) pressuposto C) coerência textual D) intencionalidade Texto: Como num filme Antonio Gil Neto Não foi difícil cair nas graças de Seu Amalfi. Direto, sincero, amoroso, foi logo falando de sua vida, com um jeito meio solto, especial, como quem vai montando uma sequência de cenas em nosso pensamento. (...) Ele foi contando, contando e imagens foram se instalando em mim como quem entra em um filme. ―Esse cheirinho de café pendurado no vento leve conduz a meu tempo mais antigo.‖ Pensei ouvir bem baixinho um fiapo de uma canção napolitana e tudo veio à tona. Logo lembrei-me de minha mãe torrando café, fazendo o pão, a macarronada. Bem que procuro não pensar muito para não marejar os olhos. O começo de tudo foi na Itália. De lá vieram meus pais. Fugidos do horror da guerra, acabaram por fazer a vida aqui em São Paulo, onde nasci. É a partir dessas lembranças que minha cabeça parece uma máquina de fabricar filmes. Recordo muita coisa. Não só do que minha mãe contava, mais ainda das que eu vivi. Lá pelos idos de 1929, com cerca de sete anos de idade, era menino feito. Minha vida era um misto de cowboy com Tarzan. Onde hoje fica o Shopping Center Norte era só mato, água e muita, muita terra. Era lá meu paraíso. Meu e dos meus amigos: o Vitorino, o Zacarias... Vivia para jogar futebol, nadar, pescar e caçar passarinhos. (...) Da escola não gostava tanto. Não era um bom aluno, mas era esperto, vivido. Isso sim. O que acabava ajudando em muitas situações... Em um abrir e fechar dos olhos da memória lá estão a escola, o corre-corre das crianças e todos eles, intactos e em plena labuta do dia: Dona Albertina, Dona Isabel, Seu Luís, os professores... Meu figurino era feito por minha mãe: uma camisa clara, bem limpa e passadinha com ferro de brasa. Com meus colegas ia ver o que estava em cartaz. Bangue-bangue era o melhor. (...) No escurinho do filme começado, queimávamos um barbante malcheiroso que fazia todo mundo desaparecer de nosso lugar preferido. Comédia pura, não é? Texto II - A suprema excelência da caridade Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivessecaridade, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivessecaridade, nada disso me aproveitaria. (Primeira epístola de S. Paulo aos Coríntios, 13.1,2,3. A Bíblia Sagrada.)
  • 4. Com o passar dos anos, veio o tempo do trabalho para valer. De aprendiz de químico tornei-me o titular na fábrica de perfumes dos libaneses. Fiz de tudo lá: brilhantina, rouge, pó-de-arroz, produtos muito usados na época. Veio também o tempo do namoro sério e, com ele, o cinema com sorvete a dois. Minha vida era um filme deaventuras, mais que outra coisa. Tive de vencer muitos obstáculos. E foi um bom tempo assim. (...) Fragmento do texto escrito com base no depoimento do sr. Amalfi Mansutti, 82 anos. (Olimpíadas de Língua Portuguesa) 12. Por suas características, esse texto pertence ao gênero A) biografia. B) memórias literárias C) diário pessoal. D) fragmento de romance. 13. Para marcar um ―tempo de relembrar‖, o autor usa: I- os verbos no futuro. II- os verbos no pretérito perfeito e imperfeito III- palavras e expressões que remetem ao passado IV- descrição de espaço. Está correto o que se afirma em A) I e IV B) II e III C) I e III D) II e IV ALIMENTAÇÃO ESCOLAR Programa atende 43 milhões De acordo com o FNDE, responsável pelo Pnae, o Brasil atende diariamente 43 milhões de alunos e serve 130 milhões de refeições em creches e centros de ensino. Sobre a origem dos alimentos, pelo menos 30% vem da agricultura familiar. A coordenadora do Pnae, Albaneide Peixinho destaca os avanços do programa nos últimos dez anos – como a ampliação de atendimento para creche e ensino médio. Adaptação do texto retirado do Diário de Pernambuco em 25/08/13. 14. Nesse texto, o nome FNDE está escrito com letras maiúsculas para indicar A) abreviação. B) nome próprio. C) sigla. D) palavra estrangeira. 15. No texto dentro do círculo, o trecho que indica uma consequência é A) ―Pai que estuda com o filho [...]‖ B)―Escola, família e comunidade‖ C) ―Todos pela educação.‖ D)―[...] reforça o aprendizado‖ 16. A quem se dirige o anúncio? A) aos professores. B) aos pais. C) aos diretores escolares. D) aos filhos. Texto: Cobrança Moacyr Scliar Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa, caminhando de um lado para outro. Carregava um cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos passantes: ―Aqui mora uma devedora inadimplente.‖
  • 5. — Você não pode fazer isso comigo — protestou ela. — Claro que posso — replicou ele. — Você comprou, não pagou. Você é uma devedora inadimplente. E eu sou cobrador. Por diversas vezes tentei lhe cobrar, você não pagou. — Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta crise... — Já sei — ironizou ele. — Você vai me dizer que por causa daquele ataque lá em Nova York seus negócios ficaram prejudicados. Problema seu, ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar. E é o que estou fazendo. — Mas você podia fazer isso de uma forma mais discreta... — Negativo. Já usei todas as formas discretas que podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada. Você fazia de conta que nada tinha a ver com o assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que não me restou outro recurso: vou ficar aqui, carregando este cartaz, até você saldar sua dívida. Neste momento começou a chuviscar. — Você vai se molhar — advertiu ela. — Vai acabar ficando doente. Ele riu, amargo: — E daí? Se você está preocupada com minha saúde, pague o que deve. — Posso lhe dar um guarda-chuva... — Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um guarda-chuva. Ela agora estava irritada: — Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro. Afinal, você é meu marido, você mora aqui. — Sou seu marido — retrucou ele — e você é minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e você é devedora. Eu a avisei: não compre essa geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora o pessoal lá da empresa de cobrança quer o dinheiro. O que quer você que eu faça? Que perca meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até você cumprir sua obrigação. Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava: continuava andando de um lado para outro, diante da casa, carregando o seu cartaz. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001. 17.Esse texto tem o objetivo de A) apresentar as causas dos problemas conjugais. B) ajudar o leitor a refletir criticamente sobre valores. C) fazer um alerta sobre o consumismo. D) revelar os costumes de uma época. 18.Por suas características, esse texto pertence ao gênero A) peça teatral. B) crônica. C) depoimento. D) fragmento de romance 19.Nesse texto, o elemento gerador do conflito da narrativa é A) o fato do casal viver em crise. B) a infidelidade da esposa. C) o dilema entre o marido, cobrador de uma determinada empresa, e sua esposa, devedora inadimplente. D) o fato da esposa ter comprado uma geladeira. 20. O tema abordado no texto ―A cobrança‖ é A) a honestidade B) a perseverança C) a fidelidade D) a generosidade A vida é um grande campo de conquistas, e só chegam à reta final aqueles que transpõem os obstáculos e veem que há outras possibilidades pela frente.