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Estudo e Prática da
Mediunidade
Módulo I
Roteiro 5
Fundamentação Espírita: As
Reuniões Mediúnicas
Avaliação da reunião
mediúnica
Leonardo Pereira
Grupo Espírita Lamartine Palhano Jr – Vitória - ES
Mas o que sai da boca procede do coração,
e isso contamina o homem. Porque do
coração procedem os maus pensamentos,
mortes, adultérios, prostituição, furtos,
falsos testemunhos e blasfêmias.
(Mateus, 15:18-19)
1. Conceitos sobre avaliação.
Essencialmente, avaliar é emitir juízo
de valor. Esse juízo, porém, só é
confiável se fundamentado em
informações válidas e imparciais.
1A avaliação não é um fim, mas um meio
que permite verificar até que ponto os
objetivos ou as finalidades de um trabalho
estão sendo alcançados.
A avaliação da prática mediúnica deve
focalizar aspectos doutrinários espíritas do
trabalho e a conduta dos participantes
perante a manifestação dos Espíritos.
Não permita que suscetibilidades lhe
conturbem o coração.
Por que?
Dê aos outros a liberdade de pensar,
tanto quanto você é livre para pensar
como deseja. Cada pessoa vê os
problemas da vida em ângulo
diferente. Muita vez, uma opinião
diversa da sua pode ser de grande
auxilio em sua experiência ou
negócio, se você se dispuser a
estudá-la.
Dê aos outros a liberdade de pensar,
tanto quanto você é livre para pensar
como deseja.
Como Fazer isso?
Melindres arrasam as melhores
plantações de amizade.
Quem reclama, agrava as
dificuldades.
Não cultive ressentimentos.
Melindrar-se é um modo de perder as
melhores situações.
Não se aborreça, coopere.
Quem vive de se ferir, acaba na
condição de espinheiro. (17)
2. Fins e Benefícios da Avaliação
Por que Devemos Fazer
Avaliações?
Avaliamos para estimular uma reflexão
crítica sobre as ações desencadeadas
num trabalho ou atividade.
Quais os pós e contras de uma
avaliação?
Os resultados da avaliação permitem
correção de rumos e melhoria de
processos, desde que decisões
efetivas sejam tomadas.
Revela também precioso instrumento
de auxílio mútuo numa equipe, se
utilizado com responsabilidade.
Emmanuel, a propósito, nos esclarece
com sabedoria:
Abraçando na Doutrina Espírita o clima
da própria fé, lembra-te de Jesus, à
frente do povo a que se propunha
servir. Não se localiza o Divino Mestre
em tribuna garantida por assessores
plenamente identificados com os seus
princípios.
Ele é alguém que caminha diante da
multidão. Chama açoitada pela
ventania das circunstancias adversas...
Árvore sublime batida pelas varas da
exigência incessante... Ninguém o vê
rodeado de colaboradores completos,
mas de problemas a resolver.
E, renteando com os doentes e aflitos
que lhe solicitam apoio, todas as
personalidades que lhe cruzam a
senda representam atitudes diversas,
reclamando-lhe paciência. [...] Assim
também, na instituição em que
transitas, encontrarás em quase todos
os companheiros oportunidades de
aprender ou de auxiliar.
[...] Entretanto, se conheces o
caminho exato, é preciso ajudes aos
que se transviam;
se te equilibras, é preciso socorras os
que se perturbam;
se te manténs firme, é preciso
sustentar os que caem,
e, se já entesouraste leve migalha de
luz, é preciso auxilies os que se
debatem nas trevas. (13)
3. A Prática Mediúnica:
Critérios de Avaliação
Como foi dito no roteiro três, a
avaliação não deve ser dispensada,
uma vez que é sempre importante
fazer uma reflexão sobre o conteúdo
das comunicações mediúnicas
recebidas e as percepções e
sensações captadas pelos
integrantes do grupo.
Nesse aspecto, são considerados
critérios básicos da avaliação de um
grupo mediúnico:
a)impessoalidade;
a)b) autocrítica;
c) esforço de cada participante para
transformar o grupo num todo
coletivo e homogêneo, unidos como
num feixe de varas; (2)
d) análise das comunicações
recebidas pelos médiuns.
São indicadores de avaliação da
prática mediúnica seria:
Tem base na orientação espírita
existente nas obras editadas por
Allan Kardec e nas complementares
a estas, de autores fiéis à
Codificação, assim como nos
preceitos morais do Evangelho de
Jesus.
Na reunião mediúnica “[...] há que
considerar a excelência da codificação
kardequiana; contudo, será sempre útil
a lembrança de que as reuniões
doutrinárias devem observar o máximo
de simplicidade, como as assembleias
humildes e sinceras do Cristianismo
primitivo[...]”(9)
Há sigilo quanto ao conteúdo das
comunicações mediúnicas
relacionadas a pessoas conhecidas
ou não do grupo, evitando-se
manifestações de curiosidade e
cuidando-se para não expor a
intimidade das pessoas.
“É por isso que, em nossas
atividades, precisamos todos de
obrigação cumprida e atitude exata,
humildade vigilante e fé operosa,
com a caridade e a tolerância
infatigáveis para com todos, sem
desprezar a ninguém.” (14)
Há conscientização de que os
acontecimentos ocorridos durante a
reunião mediúnica não devem ser
comentados com pessoas estranhas
ao trabalho.
“Necessário, assim, saibamos
reconhecer por nós mesmos o que
seja essencial a fazer pelo
rendimento digno da atividade
geral”. (8)
Revela compromisso com a
tarefa pelo pontualidade e
assiduidade demonstradas.
Diante das obrigações naturais que a
mediunidade impõe em sua prática,
muitos companheiros trazem à baila
desculpas diversas que lhes
justifiquem a fuga, embora
demonstrem vivo interesse na
aquisição de poderes psíquicos.
[...] Não admitas possa haver
construção útil sem estudo e atividade,
atenção e suor. [...]
Mediunidade na lavoura do espírito é
igual a planta nobre na lavoura comum.
Deus dá a semente, mas, para que a
semente produza, não prescinde do
esforço de nossas mãos. (16)
Considera medida de bom senso
não fazer registros de assuntos ou
acontecimentos relacionados a
pessoas, em fichas ou cadernos.
“Ninguém alegue conquistas
intelectuais ou sentimentos como
razão para desentendimentos com
os irmãos da Terra.” (3)
Identifica dificuldades que possam
impedir o bom andamento do
trabalho, assim como as respectivas
soluções. “Se queres que Jesus
venha santificar as tuas atividades,
endireita os caminhos da existência,
regenera os teus impulsos. Desfaze
as sombras que te rodeiam e senti-
Lo-ás, ao teu lado, com a sua
benção.” (4)
Desestimula o excesso de
entusiasmo pelo fenômeno
mediúnico.
“As manifestações mediúnicas não
são a base essencial do Espiritismo.
Descentralizar a atenção das
manifestações fenomênicas [...]
para deter-se no sentido moral dos
fatos e das lições.
Na mediunidade, o fenômeno
constitui o envoltório externo que
reveste o fruto do ensinamento”. (5)
Dificulta, firmemente,
manifestações de vaidade e
evidência pessoal.
“A primeira necessidade do
médium (aqui entendido como todo
trabalhador do grupo mediúnico) é
evangelizar-se a si mesmo antes
de se entregar às grandes
atividades doutrinárias [...]”. (10)
Analisa e organiza as mensagens
transmitidas pelos Espíritos, somente
divulgando-as sob aval da direção da
Casa Espírita. Kardec aconselha
submeter todas as comunicações
mediúnicas:
Observa atentamente o
comportamento e atitudes dos
participantes, sobretudo os dos
médiuns ostensivos, quanto ao
controle das próprias manifestações
mediúnicas (bocejos, tom de voz
alterado – alto ou baixo demais –
gesticulação exagerada, respiração
ofegante, uso de palavras rudes ou
inconvenientes, etc).
• Analisa e organiza as mensagens transmitidas
pelos Espíritos, somente divulgando-as sob aval
da direção da Casa Espírita. Kardec aconselha
submeter todas as comunicações mediúnicas
“[...] a um exame escrupuloso, em se lhes
perscrutando e analisando o pensamento e as
expressões, como é de uso fazer-se quando se
trata de julgar uma obre literária, rejeitando-se,
sem hesitação, tudo o que peque contra a lógica
e o bom senso, tudo o que desminta o caráter do
Espírito que se supõe ser o que se está
manifestando [...]”. (1)
A “[...] mediunidade, acima de tudo,
precisa levantar-se e esclarecer-se,
edificar-se e servir, com bases na
educação”. (15)
Reconhece a inconveniência de
consultas contínuas aos Espíritos
benfeitores ou das seguidas
orientações que, supostamente, tais
orientadores transmitem aos
companheiros encarnados.
Admitamos que os benfeitores
espirituais, por mais dedicados e
evoluídos, não devem interferir nos
mecanismos de manifestação da lei
de causa e efeito dos seus
protegidos.
O costume de tudo aguardar de um
guia pode transformar-se em vício
detestável, infirmando as
possibilidades mais preciosas da
alma. Chegando-se a esse
desvirtuamento, atinge-se o declive
das mistificações e das
extravagâncias doutrinárias,
tornando-se o médium preguiçoso e
leviano responsável pelo desvio de
sua tarefa sagrada. (11)
Impede a utilização de práticas e
métodos exóticos ou estranhos à
Doutrina Espírita no atendimento aos
desencarnados. “Em suma, diante do
acesso aos mais altos valores da vida,
Jesus e Kardec estão perfeitamente
conjugados pela Sabedoria Divina.
Jesus, a porta, Kardec, a chave.” (12)
Considerando os fins e os benefícios do
processo avaliativo, podemos representá-lo por
meio deste esquema:
Avaliação
Ação Reflexão
Correção
4. Avaliação da Prática
Mediúnica
4.1 Quando deve ser
realizada a avaliação no
grupo mediúnico?
Em quantos momentos?
A avaliação da prática mediúnica deve
ser realizada em dois momentos
específicos.
Quais?
a) após a prece final de cada reunião;
b) em dias, horas e locais específicos,
previamente estipulado.
É importante que os participantes,
dirigente, assessores, médiuns
psicofônicos e demais integrantes da
equipe, “[...] finda a reunião, analisem,
sempre que possível, as comunicações
havidas, indicando-se para exame
proveitoso os pontos vulneráveis dessa
ou daquela transmissão.” (6) Esta
avaliação deve ser breve, cerca de 15
minutos, não se prendendo a detalhes.
A outra avaliação, ao contrário,
abrange um período maior de tempo,
necessário à análise das mensagens,
da troca de ideias a respeito do
trabalho desenvolvido, das
dificuldades surgidas e das propostas
de melhoria do trabalho. Segue um
calendário previamente definido pelo
grupo, ou se reúne sempre que se
fizer necessário.
Há situações específicas que não
necessitam a presença de todos os
participantes nessas reuniões.
Quais situações?
André Luiz destaca, nesse sentido, a reunião de
médiuns esclarecedores (dialogadores), os
quais, reunidos periodicamente, analisam
tópicos do trabalho ou apresentam “[...] planos
entre si com o objetivo de melhoria e
aperfeiçoamento do grupo.
Semelhantes reuniões são absolutamente
necessárias para que se aparem
determinadas arestas da máquina em ação
e se ajustem providencias e beneficio das
obras em andamento. Esses ajustes, à
maneira de sodalícios doutrinários,
constituem, ainda, meios de atuação
segura e direta dos mentores espirituais do
grupo para assumirem medidas ou
plasmarem advertências, aconselháveis ao
equilíbrio e ao rendimento do conjunto”. (7)
4.2
O que avaliar ?
• Conteúdos e significância das
comunicações mediúnicas.
• Habilidades, atitudes e
comportamentos dos participantes, em
relação ao atendimento dos Espíritos
comunicantes.
• Métodos e critérios utilizados pelo
dirigente da reunião, pelos médiuns,
pelos dialogadores e pela equipe de
apoio.
• Relações interpessoais.
• Nível de comprometimento dos
participantes com o trabalho
mediúnico.
“De semelhante providencia, efetuada com
apreço recíproco que necessitamos
sustentar uns para com os outros, resultará
que todos os componentes da reunião se
investirão, por si mesmos, na
responsabilidade que nos cabe manter no
estudo constante para a eficiência do
grupo.” (6)
4.3 Quem deve avaliar ?
Os integrantes da reunião: dirigente, assessores,
dialogadores, médiuns e equipe de apoio. (5)
4.4 Como avaliar ?
O processo avaliativo comporta, em síntese, três
etapas: avaliação de si mesmo (auto avaliação),
avaliação da conduta ou ações do outro (não se
avalia a pessoa) e a avaliação que o outro faz,
da nossa conduta ou das nossas ações. Assim:
1
23
Avaliação
1. Auto avaliação 2. Avaliar o outro 3. Ser pelo outro avaliado
A avaliação realizada no grupo mediúnico
deve, necessariamente, ter um caráter
fraterno. “As observações fraternas e
desapaixonadas, nesse sentido, alertarão
os companheiros da mediunidade quanto a
senões que precisem evitar e recordarão
aos encarregados do esclarecimento
pequenas inconveniências de atitude ou
palavras nas quais não devem reincidir.” (6)
Estudo e Prática da
Mediunidade
Prática I
Atividade 5
As reuniões Mediúnicas
Observação da prática mediúnica
1. KARDEC, Allan. O livro dos médiuns, Segunda parte, cap 24, item 266
2. _______, Cap 29, item 331
3. XAVIER, Francisco C . Caminho, verdade e vida., Cap 8
4. _______, Cap 16
5. VIEIRA, Waldo. Conduta Espírita. Cap (Perante o fenômeno)
6. XAVIER, Francisco C e VIEIRA, Waldo, Desobsessão, Cap 60
7. _______, Cap 65
8. XAVIER, Francisco C . Educandário de Luz. Cap 5
9. _______, O Consolador, questão 373
10._______, questão 387
11._______, questão 392
12.XAVIER, Francisco C e VIEIRA, Waldo, Opinião Espírita, Cap 2
13.XAVIER, Francisco C . Seara dos médiuns, item: Em tarefa espírita
14._______, item: Caridade e tolerância
15._______, item: Mediunidade e alienação mental
16._______, item: Mediunidade e trabalho

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Avaliação da reunião mediúnica ( estudo sistematizado da mediunidade ( Leonardo Pereira).

  • 1. Estudo e Prática da Mediunidade Módulo I Roteiro 5 Fundamentação Espírita: As Reuniões Mediúnicas Avaliação da reunião mediúnica Leonardo Pereira Grupo Espírita Lamartine Palhano Jr – Vitória - ES
  • 2. Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. (Mateus, 15:18-19)
  • 3. 1. Conceitos sobre avaliação. Essencialmente, avaliar é emitir juízo de valor. Esse juízo, porém, só é confiável se fundamentado em informações válidas e imparciais.
  • 4. 1A avaliação não é um fim, mas um meio que permite verificar até que ponto os objetivos ou as finalidades de um trabalho estão sendo alcançados. A avaliação da prática mediúnica deve focalizar aspectos doutrinários espíritas do trabalho e a conduta dos participantes perante a manifestação dos Espíritos.
  • 5. Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração. Por que?
  • 6. Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja. Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente. Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxilio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
  • 7. Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja. Como Fazer isso?
  • 8. Melindres arrasam as melhores plantações de amizade. Quem reclama, agrava as dificuldades. Não cultive ressentimentos. Melindrar-se é um modo de perder as melhores situações.
  • 9. Não se aborreça, coopere. Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro. (17)
  • 10. 2. Fins e Benefícios da Avaliação Por que Devemos Fazer Avaliações?
  • 11. Avaliamos para estimular uma reflexão crítica sobre as ações desencadeadas num trabalho ou atividade.
  • 12. Quais os pós e contras de uma avaliação? Os resultados da avaliação permitem correção de rumos e melhoria de processos, desde que decisões efetivas sejam tomadas.
  • 13. Revela também precioso instrumento de auxílio mútuo numa equipe, se utilizado com responsabilidade.
  • 14. Emmanuel, a propósito, nos esclarece com sabedoria: Abraçando na Doutrina Espírita o clima da própria fé, lembra-te de Jesus, à frente do povo a que se propunha servir. Não se localiza o Divino Mestre em tribuna garantida por assessores plenamente identificados com os seus princípios.
  • 15. Ele é alguém que caminha diante da multidão. Chama açoitada pela ventania das circunstancias adversas... Árvore sublime batida pelas varas da exigência incessante... Ninguém o vê rodeado de colaboradores completos, mas de problemas a resolver.
  • 16. E, renteando com os doentes e aflitos que lhe solicitam apoio, todas as personalidades que lhe cruzam a senda representam atitudes diversas, reclamando-lhe paciência. [...] Assim também, na instituição em que transitas, encontrarás em quase todos os companheiros oportunidades de aprender ou de auxiliar.
  • 17. [...] Entretanto, se conheces o caminho exato, é preciso ajudes aos que se transviam; se te equilibras, é preciso socorras os que se perturbam;
  • 18. se te manténs firme, é preciso sustentar os que caem, e, se já entesouraste leve migalha de luz, é preciso auxilies os que se debatem nas trevas. (13)
  • 19. 3. A Prática Mediúnica: Critérios de Avaliação
  • 20. Como foi dito no roteiro três, a avaliação não deve ser dispensada, uma vez que é sempre importante fazer uma reflexão sobre o conteúdo das comunicações mediúnicas recebidas e as percepções e sensações captadas pelos integrantes do grupo.
  • 21. Nesse aspecto, são considerados critérios básicos da avaliação de um grupo mediúnico: a)impessoalidade; a)b) autocrítica;
  • 22. c) esforço de cada participante para transformar o grupo num todo coletivo e homogêneo, unidos como num feixe de varas; (2) d) análise das comunicações recebidas pelos médiuns.
  • 23. São indicadores de avaliação da prática mediúnica seria:
  • 24. Tem base na orientação espírita existente nas obras editadas por Allan Kardec e nas complementares a estas, de autores fiéis à Codificação, assim como nos preceitos morais do Evangelho de Jesus.
  • 25. Na reunião mediúnica “[...] há que considerar a excelência da codificação kardequiana; contudo, será sempre útil a lembrança de que as reuniões doutrinárias devem observar o máximo de simplicidade, como as assembleias humildes e sinceras do Cristianismo primitivo[...]”(9)
  • 26. Há sigilo quanto ao conteúdo das comunicações mediúnicas relacionadas a pessoas conhecidas ou não do grupo, evitando-se manifestações de curiosidade e cuidando-se para não expor a intimidade das pessoas.
  • 27. “É por isso que, em nossas atividades, precisamos todos de obrigação cumprida e atitude exata, humildade vigilante e fé operosa, com a caridade e a tolerância infatigáveis para com todos, sem desprezar a ninguém.” (14)
  • 28. Há conscientização de que os acontecimentos ocorridos durante a reunião mediúnica não devem ser comentados com pessoas estranhas ao trabalho.
  • 29. “Necessário, assim, saibamos reconhecer por nós mesmos o que seja essencial a fazer pelo rendimento digno da atividade geral”. (8)
  • 30. Revela compromisso com a tarefa pelo pontualidade e assiduidade demonstradas.
  • 31. Diante das obrigações naturais que a mediunidade impõe em sua prática, muitos companheiros trazem à baila desculpas diversas que lhes justifiquem a fuga, embora demonstrem vivo interesse na aquisição de poderes psíquicos.
  • 32. [...] Não admitas possa haver construção útil sem estudo e atividade, atenção e suor. [...] Mediunidade na lavoura do espírito é igual a planta nobre na lavoura comum. Deus dá a semente, mas, para que a semente produza, não prescinde do esforço de nossas mãos. (16)
  • 33. Considera medida de bom senso não fazer registros de assuntos ou acontecimentos relacionados a pessoas, em fichas ou cadernos. “Ninguém alegue conquistas intelectuais ou sentimentos como razão para desentendimentos com os irmãos da Terra.” (3)
  • 34. Identifica dificuldades que possam impedir o bom andamento do trabalho, assim como as respectivas soluções. “Se queres que Jesus venha santificar as tuas atividades, endireita os caminhos da existência, regenera os teus impulsos. Desfaze as sombras que te rodeiam e senti- Lo-ás, ao teu lado, com a sua benção.” (4)
  • 35. Desestimula o excesso de entusiasmo pelo fenômeno mediúnico. “As manifestações mediúnicas não são a base essencial do Espiritismo.
  • 36. Descentralizar a atenção das manifestações fenomênicas [...] para deter-se no sentido moral dos fatos e das lições. Na mediunidade, o fenômeno constitui o envoltório externo que reveste o fruto do ensinamento”. (5)
  • 37. Dificulta, firmemente, manifestações de vaidade e evidência pessoal. “A primeira necessidade do médium (aqui entendido como todo trabalhador do grupo mediúnico) é evangelizar-se a si mesmo antes de se entregar às grandes atividades doutrinárias [...]”. (10)
  • 38. Analisa e organiza as mensagens transmitidas pelos Espíritos, somente divulgando-as sob aval da direção da Casa Espírita. Kardec aconselha submeter todas as comunicações mediúnicas:
  • 39. Observa atentamente o comportamento e atitudes dos participantes, sobretudo os dos médiuns ostensivos, quanto ao controle das próprias manifestações mediúnicas (bocejos, tom de voz alterado – alto ou baixo demais – gesticulação exagerada, respiração ofegante, uso de palavras rudes ou inconvenientes, etc).
  • 40. • Analisa e organiza as mensagens transmitidas pelos Espíritos, somente divulgando-as sob aval da direção da Casa Espírita. Kardec aconselha submeter todas as comunicações mediúnicas “[...] a um exame escrupuloso, em se lhes perscrutando e analisando o pensamento e as expressões, como é de uso fazer-se quando se trata de julgar uma obre literária, rejeitando-se, sem hesitação, tudo o que peque contra a lógica e o bom senso, tudo o que desminta o caráter do Espírito que se supõe ser o que se está manifestando [...]”. (1)
  • 41. A “[...] mediunidade, acima de tudo, precisa levantar-se e esclarecer-se, edificar-se e servir, com bases na educação”. (15)
  • 42. Reconhece a inconveniência de consultas contínuas aos Espíritos benfeitores ou das seguidas orientações que, supostamente, tais orientadores transmitem aos companheiros encarnados.
  • 43. Admitamos que os benfeitores espirituais, por mais dedicados e evoluídos, não devem interferir nos mecanismos de manifestação da lei de causa e efeito dos seus protegidos.
  • 44. O costume de tudo aguardar de um guia pode transformar-se em vício detestável, infirmando as possibilidades mais preciosas da alma. Chegando-se a esse desvirtuamento, atinge-se o declive das mistificações e das extravagâncias doutrinárias, tornando-se o médium preguiçoso e leviano responsável pelo desvio de sua tarefa sagrada. (11)
  • 45. Impede a utilização de práticas e métodos exóticos ou estranhos à Doutrina Espírita no atendimento aos desencarnados. “Em suma, diante do acesso aos mais altos valores da vida, Jesus e Kardec estão perfeitamente conjugados pela Sabedoria Divina. Jesus, a porta, Kardec, a chave.” (12)
  • 46. Considerando os fins e os benefícios do processo avaliativo, podemos representá-lo por meio deste esquema: Avaliação Ação Reflexão Correção
  • 47. 4. Avaliação da Prática Mediúnica 4.1 Quando deve ser realizada a avaliação no grupo mediúnico?
  • 48. Em quantos momentos? A avaliação da prática mediúnica deve ser realizada em dois momentos específicos. Quais? a) após a prece final de cada reunião; b) em dias, horas e locais específicos, previamente estipulado.
  • 49. É importante que os participantes, dirigente, assessores, médiuns psicofônicos e demais integrantes da equipe, “[...] finda a reunião, analisem, sempre que possível, as comunicações havidas, indicando-se para exame proveitoso os pontos vulneráveis dessa ou daquela transmissão.” (6) Esta avaliação deve ser breve, cerca de 15 minutos, não se prendendo a detalhes.
  • 50. A outra avaliação, ao contrário, abrange um período maior de tempo, necessário à análise das mensagens, da troca de ideias a respeito do trabalho desenvolvido, das dificuldades surgidas e das propostas de melhoria do trabalho. Segue um calendário previamente definido pelo grupo, ou se reúne sempre que se fizer necessário.
  • 51. Há situações específicas que não necessitam a presença de todos os participantes nessas reuniões. Quais situações? André Luiz destaca, nesse sentido, a reunião de médiuns esclarecedores (dialogadores), os quais, reunidos periodicamente, analisam tópicos do trabalho ou apresentam “[...] planos entre si com o objetivo de melhoria e aperfeiçoamento do grupo.
  • 52. Semelhantes reuniões são absolutamente necessárias para que se aparem determinadas arestas da máquina em ação e se ajustem providencias e beneficio das obras em andamento. Esses ajustes, à maneira de sodalícios doutrinários, constituem, ainda, meios de atuação segura e direta dos mentores espirituais do grupo para assumirem medidas ou plasmarem advertências, aconselháveis ao equilíbrio e ao rendimento do conjunto”. (7)
  • 54. • Conteúdos e significância das comunicações mediúnicas. • Habilidades, atitudes e comportamentos dos participantes, em relação ao atendimento dos Espíritos comunicantes.
  • 55. • Métodos e critérios utilizados pelo dirigente da reunião, pelos médiuns, pelos dialogadores e pela equipe de apoio.
  • 56. • Relações interpessoais. • Nível de comprometimento dos participantes com o trabalho mediúnico.
  • 57. “De semelhante providencia, efetuada com apreço recíproco que necessitamos sustentar uns para com os outros, resultará que todos os componentes da reunião se investirão, por si mesmos, na responsabilidade que nos cabe manter no estudo constante para a eficiência do grupo.” (6)
  • 58. 4.3 Quem deve avaliar ? Os integrantes da reunião: dirigente, assessores, dialogadores, médiuns e equipe de apoio. (5) 4.4 Como avaliar ? O processo avaliativo comporta, em síntese, três etapas: avaliação de si mesmo (auto avaliação), avaliação da conduta ou ações do outro (não se avalia a pessoa) e a avaliação que o outro faz, da nossa conduta ou das nossas ações. Assim:
  • 59. 1 23 Avaliação 1. Auto avaliação 2. Avaliar o outro 3. Ser pelo outro avaliado
  • 60. A avaliação realizada no grupo mediúnico deve, necessariamente, ter um caráter fraterno. “As observações fraternas e desapaixonadas, nesse sentido, alertarão os companheiros da mediunidade quanto a senões que precisem evitar e recordarão aos encarregados do esclarecimento pequenas inconveniências de atitude ou palavras nas quais não devem reincidir.” (6)
  • 61. Estudo e Prática da Mediunidade Prática I Atividade 5 As reuniões Mediúnicas Observação da prática mediúnica
  • 62. 1. KARDEC, Allan. O livro dos médiuns, Segunda parte, cap 24, item 266 2. _______, Cap 29, item 331 3. XAVIER, Francisco C . Caminho, verdade e vida., Cap 8 4. _______, Cap 16 5. VIEIRA, Waldo. Conduta Espírita. Cap (Perante o fenômeno) 6. XAVIER, Francisco C e VIEIRA, Waldo, Desobsessão, Cap 60 7. _______, Cap 65 8. XAVIER, Francisco C . Educandário de Luz. Cap 5 9. _______, O Consolador, questão 373 10._______, questão 387 11._______, questão 392 12.XAVIER, Francisco C e VIEIRA, Waldo, Opinião Espírita, Cap 2 13.XAVIER, Francisco C . Seara dos médiuns, item: Em tarefa espírita 14._______, item: Caridade e tolerância 15._______, item: Mediunidade e alienação mental 16._______, item: Mediunidade e trabalho