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Programa minha EmPrEsa rural
AssociAtivismo, cooperAtivismo e
sindicAlismo no Agronegócio
Quando vivenciados de forma paralela e complementar, o
associativismo, o cooperativismo e o sindicalismo formam
uma resistente base de sustentação para boas parcerias no
agronegócio. Diante disto, este curso irá proporcionar um
melhor entendimento sobre os conceitos, as similaridades e as
diferenças desses movimentos, bem como reforçar e permitir a
compreensão de como é possível encontrar nas ações coletivas
e cooperativas a oportunidade de empreender e gerar bons
negócios na propriedade rural.
Bons estudos!
Este curso tem
20 horas
SENAR 2015
Programa Minha Empresa Rural
Associativismo, Cooperativismo e
Sindicalismo no Agronegócio
2015. Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR
Informações e Contato
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás - SENAR/AR-GO
Rua87,nº662,Ed.Faeg,1ºAndar–SetorSul,Goiânia/GO,CEP:74.093-
300 (62) 3412-2700 / 3412-2701 – E-mail: senar@senargo.org.br
http://www.senargo.org.br/
http://ead.senargo.org.br/
Programa Minha Empresa Rural
Presidente do conselho administrativo
José Mário Schreiner
Titulares do conselho administrativo
Daniel Klüppel Carrara, Alair Luiz dos Santos, Osvaldo Moreira Guima-
rães e Tiago Freitas de Mendonça.
Suplentes do conselho administrativo
Bartolomeu Braz Pereira, Silvano José da Silva, Eleandro Borges da
Silva, Bruno Heuser Higino da Costa e Tiago de Castro Raynaud de
Faria.
Superintendente
Eurípedes Bassamurfo da Costa
Gestora
Rosilene Jaber Alves
COORDENAÇÃO
Stella Miranda Menezes Corrêa
Ficha Técnica
IEA - instituto de estudos avançados s/s
Conteudista – Jaqueline Bernardi Ferreira
Tratamento de linguagem e revisão
IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S
Diagramação e projeto gráfico
IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 52
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Modalidades de Associativismo
O associativismo pode ser praticado de várias formas previstas em
suas bases ideológicas, por isso as diversas formas e modalidades do
associativismo precisam ser conhecidas e estudadas para que cada
grupo de interesse possa identificar qual atende melhor seus anseios
e necessidades.
Módulo 3
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 53
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Fonte: Shutterstock
Neste contexto, ao longo deste módulo, você estudará
sobre os consórcios e as sociedades de propósitos, as
redes de empresas e participação comunitária e sobre
como funcionam os grupos formais e informais.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 54
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Para isso, o módulo está dividido em três aulas:
•	 Aula 1: Consórcio e Sociedade de Propósitos Específicos
•	 Aula 2: Redes de empresas e participação comunitária
•	 Aula 3: Grupos formais e informais
Ao final deste módulo, você será capaz de analisar as características
do consórcio e das sociedades de propósito específicos, analisar o
funcionamento das redes de empresas e empresas de participação
comunitária e analisar e comparar o funcionamento de grupos formais
e informais.
Siga em frente e bom estudo!
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 55
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Aula 1
Consórcio e Sociedade de Propósitos Específicos
Você já ouviu falar ou sabe o que é um Consórcio e uma Sociedade de
Propósitos Específicos (SPE)? Ao longo desta aula, você estudará os
conceitos e as características desses modelos de associativismo.
O Consórcio é a junção de duas ou mais empresas para a constitui-
ção de um objetivo comum, assim como estudamos na essência do
associativismo. Isso ocorre sem que cada empresa perca a sua indi-
vidualidade, ou seja, cada uma, individualmente, continua em pleno
funcionamento conforme os seus objetivos sociais.
A inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica
(CNPJ) para consolidação de um consórcio é
obrigatória, porém não tem personalidade jurídica, e as
obrigações das empresas consorciadas se restringem
às condições previstas no contrato.
No consórcio, as empresas estabelecem em contrato as prerrogativas
e as responsabilidades das partes envolvidas, sem que com isso seja
constituída uma empresa, nomeando-se uma empresa líder que será
a responsável pela escrituração contábil, guarda dos livros e documen-
tos comprobatórios das operações do consórcio, conforme a lei.
A seguir, confira algumas ações e atividades em que é comum à cons-
tituição de consórcio.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 56
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Execução de grandes
obras de engenharia.
Serviços de transporte.
Desenvolvimento de
serviços no mercado
de capitais.
Exploração de atividades
minerais e outras relacionadas.
Pesquisas, uso de tecnologia em
comum, licitações públicas e outras.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 57
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
O contrato de constituição do Consórcio deve ser aprovado pelo órgão
competente, e deve constar alguns dados importantes, como:
•	 a duração, o endereço e o foro;
•	 a definição das obrigações e responsabilidades de cada socie-
dade consorciada, e das prestações específicas;
•	 normas sobre o recebimento de receitas e partilha de resulta-
dos;
•	 normas sobre administração do consórcio, contabilização, repre-
sentação das sociedades consorciadas e taxa de administração,
se houver;
•	 forma de deliberação sobre assuntos de interesse comum, com
o número de votos que cabe a cada consorciado;
•	 contribuição de cada consorciado para as despesas comuns, se
houver.
 Atenção
Caso venha a ocorrer a falência de alguma das empresas consorciadas, isso
não interfere nas demais, podendo ser substituída em acordo com a contra-
tante, e eventuais créditos devem ser pagos à empresa falida de acordo com
os critérios do contrato.
Agora que você estudou sobre Consórcio, siga em frente para enten-
der o conceito e as características da Sociedade de Propósito Especí-
fico (SPE).
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 58
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
A Sociedade de Propósito Específico (SPE) é um modelo de organiza-
ção empresarial pelo qual se constitui uma nova empresa limitada ou
sociedade anônima com um objetivo específico. Ela pode ser compos-
ta por empresas particulares e Administração Pública, tem um prazo
determinado e, como o próprio nome diz, é constituída com um objeti-
vo específico. Veja o exemplo abaixo.
Exemplo
Criar uma Sociedade de Propósitos Específicos constituída para
construção e venda e venda de condomínios, loteamentos, constru-
ção de estradas entre outros.
Portanto, a SPE é uma empresa como outra qualquer e possui regras
previstas na legislação e varia de acordo com o tipo de sociedade que
seus membros definiram para nortear suas ações. Também pode ser
chamada de Consórcio Societário devido às suas semelhanças com
a tradicional forma de associação denominada Consórcio Contratual.
Porém, apresenta características especiais que as tornam mais segu-
ras e práticas nas relações entre as empresas.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 59
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Uma das diferenças entre SPE e Consórcio Contratual
é a questão da personalidade jurídica.
Embora o Consórcio Contratual não tenha personali-
dade jurídica própria, ele é obrigado a se cadastrar no
CNPJ. Isso, porém, não o torna passível de obriga-
ções tributárias como, por exemplo, emitir uma nota
fiscal para recolhimento de ICMS.
Podemos concluir que a constituição de uma SPE é mais interessan-
te para o Poder Público, pois facilita a fiscalização e as concessões,
tendo em vista o seu longo prazo e a complexidade das relações das
consorciadas com o Poder Público.
Já o Consórcio tem como objetivo trazer benefícios individuais para
as sociedades consorciadas, mantendo total autonomia quanto à ad-
ministração de seus negócios e respeitando os limites previstos no
respectivo contrato social.
Siga em frente e bons estudos!
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Módulo 2 - Gestão estratégica competitiva // 60
Aula 2
Redes de empresas e participação comunitária
Agora que você já conheceu um pouco sobre Consórcio e Sociedade
de Propósitos Específicos, vamos avançar os estudos sobre redes em-
presariais e participação comunitária?
As redes de empresas são grupos de firmas que cooperam no de-
senvolvimento conjunto de um projeto, complementando-se umas às
outras e especializando-se para superar problemas comuns, adquirir
eficiência coletiva e penetrar novos mercados.
SE UMA EMPRESA É FORMADA POR PESSOAS, ENTÃO REDES
DE EMPRESAS SÃO GRUPOS DE PESSOAS CONECTADAS E
QUE BUSCAM SE FORTALECER.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 61
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Existem muitas empresas produzindo produtos semelhantes e isso
acarreta muita competição e exige que as empresas desenvolvam es-
tratégias rápidas e inovadoras para que se mantenham competitivas e
bem posicionadas no mercado.
Neste caso, parcerias, alianças estratégicas, redes de empresas e to-
dos os tipos de cooperação empresarial tornam-se cada vez mais co-
mum no ambiente de negócios.
Empresários têm identificado nas parcerias cooperati-
vas oportunidades de negócios mais acessíveis e me-
lhores condições de negociação diante de tanta com-
petição.
Todos os ramos de empresas, independente de seu porte, têm buscado
na rede de cooperação empresarial novas perspectivas de negociação.
Estas parcerias podem ocorrem em diferentes níveis e as relações
podem variar de acordo com os objetivos definidos, com os recursos
investidos, com o grau de comprometimento e interesse dos parceiros,
indo de simples acordos até grandes fusões de empresas ou de coo-
perativas.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 62
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Reflexão
Neste momento, é importante que você reflita sobre algumas questões,
como:
•	 Quais fatores você considera importantes para que essa parceria entre
as empresas funcione bem?
•	 E quais as vantagens relevantes dessa parceria?
Se preferir, utilize o espaço abaixo para anotar suas reflexões.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 63
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Olá, tudo bem?
Para que uma parceria tenha sucesso é
necessário que nós consideremos alguns
fatores importantes, não é mesmo?
Quando entrei para esse mundo das parce-
rias, percebi que esses fatores são:
• a identificação dos parceiros ideais;
• a aprovação de todos os envolvidos no
processo;
• a definição de objetivos;
• o estabelecimento de um sistema de
planejamento;
• o controle e a implementação final.
Você precisa estar atento a estes fatores
quando for estabelecer parcerias, pois não
considerar estes requisitos pode comprome-
ter o desenvolvimento positivo e a eficácia
da aliança.
Lembre-se sempre que: a partir dessa união,
as empresas podem alcançar vantagens
competitivas em comum, redução de custos,
maior agilidade e flexibilidades, melhores
prazos e diminuição de riscos.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 64
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Portanto, participar de uma rede de empre-
sas pode ser uma ótima oportunidade para
ampliar sua rede de contatos comerciais.
Até logo e bom estudo!
Paulo.
Podemos considerar que uma parceria é ideal quando todas as partes
envolvidas são beneficiadas. No caso de empresas, o negócio deve
ser lucrativo e gerar satisfação. Por isso, é importante que antes de
constituir uma parceria empresarial seja feito um estudo de viabilidade
para se certificar de que a parceria é mesmo viável para todas as par-
tes, bem como identificar parceiros com objetivos compatíveis, e estes
geralmente são aqueles que já conhecidos no ramo e que já existe
alguma relação comercial.
A confiança é fator determinante no fortalecimento de
uma parceria. A disponibilidade de compartilhar infor-
mações, a dedicação e a cooperação também preci-
sam ser caracterizadas no processo, e os objetivos e
as estratégias devem ser claros para todos os inte-
grantes do negócio.
Adversidades e problemas são comuns em parcerias, por isso, ao en-
trar em uma parceria, é necessário tomar consciência de algumas pos-
turas necessárias. Confira quais são elas no infográfico a seguir.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 65
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Tenha objetivos que
complementam os
objetivos dos
parceiros e
desenvolva práticas
gerenciais
apropriadas.
Seja sensível e
respeitoso em relação à
cultura e maneira de
pensar do parceiro.
Tenha sempre a
intenção de
aprender com a
experiência do
empreendimento e
com o próprio
parceiro.
O crescimento e a prosperidade econômica são mais difíceis de serem
atingidos quando as empresas agem individualmente, mas quando se
unem para explorar as competências coletivas as oportunidades se
expandem.
A seguir, você conhecerá as empresas de participação comunitária,
que são mais uma alternativa de “associação” que visa benefícios
comuns.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 66
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Você sabia que dentre as formas de associativismo temos a possibili-
dade de constituir uma Empresa de Participação Comunitária – EPC?
Mas você sabe o que é uma EPC?
Uma Empresa de Participação Comunitária é um gru-
po de pequenos investidores de uma comunidade ou
setor empresarial, que aplicam seus recursos na cria-
ção de novos negócios ou na capitalização dos já exis-
tentes.
Geralmente, uma EPC é formada por pessoas jurídi-
cas e físicas, tais como: empresários, técnicos, profes-
sores, estudantes, membros de entidades de classe e
sindicatos etc.
Vale destacar que ser comunitária não significa ser filantrópica ou en-
tão que as ações podem ser desenvolvidas sem foco. Na verdade, é
o contrário disso, as Empresas de Participação Comunitária têm como
característica exigência rigorosa em sua gestão em relação ao lucro,
segurança do capital investido e rentabilidade.
Uma EPC apresenta várias vantagens que justificam o trabalho inicial
de constituí-la. A seguir, conheça algumas dessas vantagens.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 67
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
VANTAGENS DA EPC
Acompanhamento dos resultados sem influência dos
movimentos especulativos das bolsas de valores e dos
grandes investidores.
Os recursos são direcionados à produção, estimulando o
surgimento de pequenas empresas, a criação novas empresas
e incentivando a geração de novos empregos.
Possibilidade fazer um bom investimento sem a dedicação
necessária para estar à frente de um empreendimento próprio.
Reunião dos recursos individuais em um capital maior, capaz
de oferecer rendimentos mais atraentes do que os oferecidos
no mercado financeiro.
Oportunidades de negócios na comunidade e impostos
revertidos em favor da comunidade.
No Brasil, já são inúmeras atuando na indústria, comércio, serviços e
na agropecuária, principalmente nos setores de turismo, da agroindús-
tria, da química, do plástico e da construção civil. Diante disso, pode-
mos concluir que uma EPC é um modelo de organização e investimen-
to que facilita e democratiza a participação de pequenos investidores
de uma comunidade ou ainda de um grupo empresarial em outros em-
preendimentos.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 68
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Um exemplo de EPC é o Pólo Empresarial Spartaco, localizado em
Cotia – SP. Ele é administrado pela empresa de participação Espri –
Empreendimentos, Serviços e Projetos Industriais S/A. Atualmente, o
pólo é composto por seis empresas cerca de 200 acionistas e mais de
3.000 associados.
Para saber mais acesse: http://www.edc-online.org/br/
AulA 3
GruPos forMais e inforMais
Fonte: Shutterstock
Toda organização se constitui
de um grupo, ou seja, um con-
junto de pessoas que têm um
objetivo comum ou que com-
partilha alguma característica.
Nas organizações, os grupos
são classificados em duas ca-
tegorias: formais e informais.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 69
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Grupos formais
Os grupos formais são aqueles criados pela administração para equi-
par as unidades de trabalho, ou seja, são grupos que apresentam um
grau de hierarquia previamente planejada e representada no organo-
grama da organização.
Eles têm a função de auxiliar no desempenho de tarefas complexas e/
ou interdependentes; desenvolver a criatividade dos membros do gru-
po, visando novas ideias e soluções de problemas profissionais; e au-
xiliar na implementação de decisões complexas.
Esses grupos formais possuem uma hierarquia, ou seja, um grau de
autoridade entre os colaboradores da organização.
Conheça, a seguir, os principais tipos de grupos formais.
É o poder que uma pessoa possui de ordenar a realização
de atividades, exigir o cumprimento das mesmas, punir ou
premiar seus colaboradores.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 70
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Grupos permanentes Grupos temporários
Representados no organogra-
ma funcional. Estes grupos são
permanentes na empresa, e seus
membros desempenham funções
nas áreas de recursos humanos,
financeira, compras ou outras
áreas permanentes da
organização.
Grupos designados para reali-
zação de uma tarefa que durará
um tempo determinado, como
por exemplo, a execução de um
projeto. Assim que a tarefa for
cumprida, os membros do grupo
retornam às suas atividades nor-
mais no grupo permanente.
Grupos informais
Os grupos informais são aqueles que surgem das relações sociais
entre os membros da organização de forma espontânea e, portanto,
não possuem uma representação formal. Nesses grupos, não existem
chefes, mas sim líderes.
 Atenção
Dentro dos grupos formais, existem os grupos informais e um mesmo indiví-
duo pode pertencer a diversos grupos informais.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 71
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Os grupos informais se formam por diversas causas: idade, antiguida-
de, localização no trabalho, competência técnica, personalidade agra-
dável, visando satisfazer aos desejos de seus membros; melhorar a
comunicação; e auxiliar no controle social, fazendo com que os mem-
bros do grupo sigam a cultura da organização.
Entretanto, por ter caráter subjetivo, os grupos informais são mais ins-
táveis que os formais e não crescem tanto quanto a estrutura formal
pelo mesmo motivo.
Abaixo, conheça os principais tipos de grupos informais.
Grupo de interesses Grupo de amizade
Formados independente de ami-
zade entre os membros, surgem
apenas para defender um inte-
resse em comum.
Surgem porque os integrantes
descobrem interesses profissio-
nais ou afinidades em comum.
Nestes grupos, os integrantes
possuem sentimentos de amiza-
de, afinidade e identidade.
Os grupos informais apresentam algumas vantagens: maior rapidez no
processo decisório, menor distorção de informações, auxiliam na mo-
tivação e integração das pessoas na organização. Por outro lado, eles
dificultam o controle das atividades por parte do grupo formal, além de
estarem sujeitos a atritos mais facilmente.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 72
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Conclusão
Para que um grupo seja eficaz é necessário que haja sinergia, ou seja,
os integrantes precisam trabalhar em conjunto, visando um objetivo
comum. Para que isso ocorra os objetivos devem ser claros para todos
os membros do grupo.
Os membros do grupo devem confiar uns nos outros.
É necessário que os integrantes do grupo tenham coesão, ou seja,
tenham o desejo de permanecer no grupo, defendê-lo e continuar tra-
balhando com as mesmas pessoas. Os integrantes se percebem como
partes do mesmo conjunto de pessoas e têm interesses em continuar
assim.
Dentro do associativismo, temos a seguinte definição para grupos for-
mais e informais:
Associativismo formal Associativismo informal
•	 Associações comunitárias
de produtores, de mulhe-
res, de jovens etc.
•	 Cooperativas de produção,
de crédito, de comercia-
lização, de profissionais
autônomos, de consumo
etc.
•	 Grupos de produção solidá-
ria.
•	 Grupos de ação comunitária.
•	 Redes.
Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 73
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
O ideal é que a organização saiba administrar os grupos formais e
informais conjuntamente e não que tente acabar com a informalida-
de, primeiramente porque não será possível e porque, trabalhando em
conjunto com os líderes informais, torna-se mais fácil alcançar os obje-
tivos propostos pela empresa.
Siga em frente e bom estudo!

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ASSOCIATIVISMO 3

  • 1. Programa minha EmPrEsa rural AssociAtivismo, cooperAtivismo e sindicAlismo no Agronegócio Quando vivenciados de forma paralela e complementar, o associativismo, o cooperativismo e o sindicalismo formam uma resistente base de sustentação para boas parcerias no agronegócio. Diante disto, este curso irá proporcionar um melhor entendimento sobre os conceitos, as similaridades e as diferenças desses movimentos, bem como reforçar e permitir a compreensão de como é possível encontrar nas ações coletivas e cooperativas a oportunidade de empreender e gerar bons negócios na propriedade rural. Bons estudos! Este curso tem 20 horas
  • 2. SENAR 2015 Programa Minha Empresa Rural Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
  • 3. 2015. Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR Informações e Contato Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás - SENAR/AR-GO Rua87,nº662,Ed.Faeg,1ºAndar–SetorSul,Goiânia/GO,CEP:74.093- 300 (62) 3412-2700 / 3412-2701 – E-mail: senar@senargo.org.br http://www.senargo.org.br/ http://ead.senargo.org.br/ Programa Minha Empresa Rural Presidente do conselho administrativo José Mário Schreiner Titulares do conselho administrativo Daniel Klüppel Carrara, Alair Luiz dos Santos, Osvaldo Moreira Guima- rães e Tiago Freitas de Mendonça. Suplentes do conselho administrativo Bartolomeu Braz Pereira, Silvano José da Silva, Eleandro Borges da Silva, Bruno Heuser Higino da Costa e Tiago de Castro Raynaud de Faria. Superintendente Eurípedes Bassamurfo da Costa Gestora Rosilene Jaber Alves COORDENAÇÃO Stella Miranda Menezes Corrêa Ficha Técnica
  • 4. IEA - instituto de estudos avançados s/s Conteudista – Jaqueline Bernardi Ferreira Tratamento de linguagem e revisão IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S Diagramação e projeto gráfico IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S
  • 5. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 52 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Modalidades de Associativismo O associativismo pode ser praticado de várias formas previstas em suas bases ideológicas, por isso as diversas formas e modalidades do associativismo precisam ser conhecidas e estudadas para que cada grupo de interesse possa identificar qual atende melhor seus anseios e necessidades. Módulo 3
  • 6. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 53 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Fonte: Shutterstock Neste contexto, ao longo deste módulo, você estudará sobre os consórcios e as sociedades de propósitos, as redes de empresas e participação comunitária e sobre como funcionam os grupos formais e informais.
  • 7. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 54 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Para isso, o módulo está dividido em três aulas: • Aula 1: Consórcio e Sociedade de Propósitos Específicos • Aula 2: Redes de empresas e participação comunitária • Aula 3: Grupos formais e informais Ao final deste módulo, você será capaz de analisar as características do consórcio e das sociedades de propósito específicos, analisar o funcionamento das redes de empresas e empresas de participação comunitária e analisar e comparar o funcionamento de grupos formais e informais. Siga em frente e bom estudo!
  • 8. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 55 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Aula 1 Consórcio e Sociedade de Propósitos Específicos Você já ouviu falar ou sabe o que é um Consórcio e uma Sociedade de Propósitos Específicos (SPE)? Ao longo desta aula, você estudará os conceitos e as características desses modelos de associativismo. O Consórcio é a junção de duas ou mais empresas para a constitui- ção de um objetivo comum, assim como estudamos na essência do associativismo. Isso ocorre sem que cada empresa perca a sua indi- vidualidade, ou seja, cada uma, individualmente, continua em pleno funcionamento conforme os seus objetivos sociais. A inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) para consolidação de um consórcio é obrigatória, porém não tem personalidade jurídica, e as obrigações das empresas consorciadas se restringem às condições previstas no contrato. No consórcio, as empresas estabelecem em contrato as prerrogativas e as responsabilidades das partes envolvidas, sem que com isso seja constituída uma empresa, nomeando-se uma empresa líder que será a responsável pela escrituração contábil, guarda dos livros e documen- tos comprobatórios das operações do consórcio, conforme a lei. A seguir, confira algumas ações e atividades em que é comum à cons- tituição de consórcio.
  • 9. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 56 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Execução de grandes obras de engenharia. Serviços de transporte. Desenvolvimento de serviços no mercado de capitais. Exploração de atividades minerais e outras relacionadas. Pesquisas, uso de tecnologia em comum, licitações públicas e outras.
  • 10. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 57 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio O contrato de constituição do Consórcio deve ser aprovado pelo órgão competente, e deve constar alguns dados importantes, como: • a duração, o endereço e o foro; • a definição das obrigações e responsabilidades de cada socie- dade consorciada, e das prestações específicas; • normas sobre o recebimento de receitas e partilha de resulta- dos; • normas sobre administração do consórcio, contabilização, repre- sentação das sociedades consorciadas e taxa de administração, se houver; • forma de deliberação sobre assuntos de interesse comum, com o número de votos que cabe a cada consorciado; • contribuição de cada consorciado para as despesas comuns, se houver.  Atenção Caso venha a ocorrer a falência de alguma das empresas consorciadas, isso não interfere nas demais, podendo ser substituída em acordo com a contra- tante, e eventuais créditos devem ser pagos à empresa falida de acordo com os critérios do contrato. Agora que você estudou sobre Consórcio, siga em frente para enten- der o conceito e as características da Sociedade de Propósito Especí- fico (SPE).
  • 11. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 58 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio A Sociedade de Propósito Específico (SPE) é um modelo de organiza- ção empresarial pelo qual se constitui uma nova empresa limitada ou sociedade anônima com um objetivo específico. Ela pode ser compos- ta por empresas particulares e Administração Pública, tem um prazo determinado e, como o próprio nome diz, é constituída com um objeti- vo específico. Veja o exemplo abaixo. Exemplo Criar uma Sociedade de Propósitos Específicos constituída para construção e venda e venda de condomínios, loteamentos, constru- ção de estradas entre outros. Portanto, a SPE é uma empresa como outra qualquer e possui regras previstas na legislação e varia de acordo com o tipo de sociedade que seus membros definiram para nortear suas ações. Também pode ser chamada de Consórcio Societário devido às suas semelhanças com a tradicional forma de associação denominada Consórcio Contratual. Porém, apresenta características especiais que as tornam mais segu- ras e práticas nas relações entre as empresas.
  • 12. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 59 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Uma das diferenças entre SPE e Consórcio Contratual é a questão da personalidade jurídica. Embora o Consórcio Contratual não tenha personali- dade jurídica própria, ele é obrigado a se cadastrar no CNPJ. Isso, porém, não o torna passível de obriga- ções tributárias como, por exemplo, emitir uma nota fiscal para recolhimento de ICMS. Podemos concluir que a constituição de uma SPE é mais interessan- te para o Poder Público, pois facilita a fiscalização e as concessões, tendo em vista o seu longo prazo e a complexidade das relações das consorciadas com o Poder Público. Já o Consórcio tem como objetivo trazer benefícios individuais para as sociedades consorciadas, mantendo total autonomia quanto à ad- ministração de seus negócios e respeitando os limites previstos no respectivo contrato social. Siga em frente e bons estudos!
  • 13. Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Módulo 2 - Gestão estratégica competitiva // 60 Aula 2 Redes de empresas e participação comunitária Agora que você já conheceu um pouco sobre Consórcio e Sociedade de Propósitos Específicos, vamos avançar os estudos sobre redes em- presariais e participação comunitária? As redes de empresas são grupos de firmas que cooperam no de- senvolvimento conjunto de um projeto, complementando-se umas às outras e especializando-se para superar problemas comuns, adquirir eficiência coletiva e penetrar novos mercados. SE UMA EMPRESA É FORMADA POR PESSOAS, ENTÃO REDES DE EMPRESAS SÃO GRUPOS DE PESSOAS CONECTADAS E QUE BUSCAM SE FORTALECER.
  • 14. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 61 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Existem muitas empresas produzindo produtos semelhantes e isso acarreta muita competição e exige que as empresas desenvolvam es- tratégias rápidas e inovadoras para que se mantenham competitivas e bem posicionadas no mercado. Neste caso, parcerias, alianças estratégicas, redes de empresas e to- dos os tipos de cooperação empresarial tornam-se cada vez mais co- mum no ambiente de negócios. Empresários têm identificado nas parcerias cooperati- vas oportunidades de negócios mais acessíveis e me- lhores condições de negociação diante de tanta com- petição. Todos os ramos de empresas, independente de seu porte, têm buscado na rede de cooperação empresarial novas perspectivas de negociação. Estas parcerias podem ocorrem em diferentes níveis e as relações podem variar de acordo com os objetivos definidos, com os recursos investidos, com o grau de comprometimento e interesse dos parceiros, indo de simples acordos até grandes fusões de empresas ou de coo- perativas.
  • 15. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 62 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Reflexão Neste momento, é importante que você reflita sobre algumas questões, como: • Quais fatores você considera importantes para que essa parceria entre as empresas funcione bem? • E quais as vantagens relevantes dessa parceria? Se preferir, utilize o espaço abaixo para anotar suas reflexões.
  • 16. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 63 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Olá, tudo bem? Para que uma parceria tenha sucesso é necessário que nós consideremos alguns fatores importantes, não é mesmo? Quando entrei para esse mundo das parce- rias, percebi que esses fatores são: • a identificação dos parceiros ideais; • a aprovação de todos os envolvidos no processo; • a definição de objetivos; • o estabelecimento de um sistema de planejamento; • o controle e a implementação final. Você precisa estar atento a estes fatores quando for estabelecer parcerias, pois não considerar estes requisitos pode comprome- ter o desenvolvimento positivo e a eficácia da aliança. Lembre-se sempre que: a partir dessa união, as empresas podem alcançar vantagens competitivas em comum, redução de custos, maior agilidade e flexibilidades, melhores prazos e diminuição de riscos.
  • 17. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 64 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Portanto, participar de uma rede de empre- sas pode ser uma ótima oportunidade para ampliar sua rede de contatos comerciais. Até logo e bom estudo! Paulo. Podemos considerar que uma parceria é ideal quando todas as partes envolvidas são beneficiadas. No caso de empresas, o negócio deve ser lucrativo e gerar satisfação. Por isso, é importante que antes de constituir uma parceria empresarial seja feito um estudo de viabilidade para se certificar de que a parceria é mesmo viável para todas as par- tes, bem como identificar parceiros com objetivos compatíveis, e estes geralmente são aqueles que já conhecidos no ramo e que já existe alguma relação comercial. A confiança é fator determinante no fortalecimento de uma parceria. A disponibilidade de compartilhar infor- mações, a dedicação e a cooperação também preci- sam ser caracterizadas no processo, e os objetivos e as estratégias devem ser claros para todos os inte- grantes do negócio. Adversidades e problemas são comuns em parcerias, por isso, ao en- trar em uma parceria, é necessário tomar consciência de algumas pos- turas necessárias. Confira quais são elas no infográfico a seguir.
  • 18. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 65 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Tenha objetivos que complementam os objetivos dos parceiros e desenvolva práticas gerenciais apropriadas. Seja sensível e respeitoso em relação à cultura e maneira de pensar do parceiro. Tenha sempre a intenção de aprender com a experiência do empreendimento e com o próprio parceiro. O crescimento e a prosperidade econômica são mais difíceis de serem atingidos quando as empresas agem individualmente, mas quando se unem para explorar as competências coletivas as oportunidades se expandem. A seguir, você conhecerá as empresas de participação comunitária, que são mais uma alternativa de “associação” que visa benefícios comuns.
  • 19. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 66 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Você sabia que dentre as formas de associativismo temos a possibili- dade de constituir uma Empresa de Participação Comunitária – EPC? Mas você sabe o que é uma EPC? Uma Empresa de Participação Comunitária é um gru- po de pequenos investidores de uma comunidade ou setor empresarial, que aplicam seus recursos na cria- ção de novos negócios ou na capitalização dos já exis- tentes. Geralmente, uma EPC é formada por pessoas jurídi- cas e físicas, tais como: empresários, técnicos, profes- sores, estudantes, membros de entidades de classe e sindicatos etc. Vale destacar que ser comunitária não significa ser filantrópica ou en- tão que as ações podem ser desenvolvidas sem foco. Na verdade, é o contrário disso, as Empresas de Participação Comunitária têm como característica exigência rigorosa em sua gestão em relação ao lucro, segurança do capital investido e rentabilidade. Uma EPC apresenta várias vantagens que justificam o trabalho inicial de constituí-la. A seguir, conheça algumas dessas vantagens.
  • 20. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 67 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio VANTAGENS DA EPC Acompanhamento dos resultados sem influência dos movimentos especulativos das bolsas de valores e dos grandes investidores. Os recursos são direcionados à produção, estimulando o surgimento de pequenas empresas, a criação novas empresas e incentivando a geração de novos empregos. Possibilidade fazer um bom investimento sem a dedicação necessária para estar à frente de um empreendimento próprio. Reunião dos recursos individuais em um capital maior, capaz de oferecer rendimentos mais atraentes do que os oferecidos no mercado financeiro. Oportunidades de negócios na comunidade e impostos revertidos em favor da comunidade. No Brasil, já são inúmeras atuando na indústria, comércio, serviços e na agropecuária, principalmente nos setores de turismo, da agroindús- tria, da química, do plástico e da construção civil. Diante disso, pode- mos concluir que uma EPC é um modelo de organização e investimen- to que facilita e democratiza a participação de pequenos investidores de uma comunidade ou ainda de um grupo empresarial em outros em- preendimentos.
  • 21. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 68 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Um exemplo de EPC é o Pólo Empresarial Spartaco, localizado em Cotia – SP. Ele é administrado pela empresa de participação Espri – Empreendimentos, Serviços e Projetos Industriais S/A. Atualmente, o pólo é composto por seis empresas cerca de 200 acionistas e mais de 3.000 associados. Para saber mais acesse: http://www.edc-online.org/br/ AulA 3 GruPos forMais e inforMais Fonte: Shutterstock Toda organização se constitui de um grupo, ou seja, um con- junto de pessoas que têm um objetivo comum ou que com- partilha alguma característica. Nas organizações, os grupos são classificados em duas ca- tegorias: formais e informais.
  • 22. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 69 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Grupos formais Os grupos formais são aqueles criados pela administração para equi- par as unidades de trabalho, ou seja, são grupos que apresentam um grau de hierarquia previamente planejada e representada no organo- grama da organização. Eles têm a função de auxiliar no desempenho de tarefas complexas e/ ou interdependentes; desenvolver a criatividade dos membros do gru- po, visando novas ideias e soluções de problemas profissionais; e au- xiliar na implementação de decisões complexas. Esses grupos formais possuem uma hierarquia, ou seja, um grau de autoridade entre os colaboradores da organização. Conheça, a seguir, os principais tipos de grupos formais. É o poder que uma pessoa possui de ordenar a realização de atividades, exigir o cumprimento das mesmas, punir ou premiar seus colaboradores.
  • 23. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 70 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Grupos permanentes Grupos temporários Representados no organogra- ma funcional. Estes grupos são permanentes na empresa, e seus membros desempenham funções nas áreas de recursos humanos, financeira, compras ou outras áreas permanentes da organização. Grupos designados para reali- zação de uma tarefa que durará um tempo determinado, como por exemplo, a execução de um projeto. Assim que a tarefa for cumprida, os membros do grupo retornam às suas atividades nor- mais no grupo permanente. Grupos informais Os grupos informais são aqueles que surgem das relações sociais entre os membros da organização de forma espontânea e, portanto, não possuem uma representação formal. Nesses grupos, não existem chefes, mas sim líderes.  Atenção Dentro dos grupos formais, existem os grupos informais e um mesmo indiví- duo pode pertencer a diversos grupos informais.
  • 24. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 71 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Os grupos informais se formam por diversas causas: idade, antiguida- de, localização no trabalho, competência técnica, personalidade agra- dável, visando satisfazer aos desejos de seus membros; melhorar a comunicação; e auxiliar no controle social, fazendo com que os mem- bros do grupo sigam a cultura da organização. Entretanto, por ter caráter subjetivo, os grupos informais são mais ins- táveis que os formais e não crescem tanto quanto a estrutura formal pelo mesmo motivo. Abaixo, conheça os principais tipos de grupos informais. Grupo de interesses Grupo de amizade Formados independente de ami- zade entre os membros, surgem apenas para defender um inte- resse em comum. Surgem porque os integrantes descobrem interesses profissio- nais ou afinidades em comum. Nestes grupos, os integrantes possuem sentimentos de amiza- de, afinidade e identidade. Os grupos informais apresentam algumas vantagens: maior rapidez no processo decisório, menor distorção de informações, auxiliam na mo- tivação e integração das pessoas na organização. Por outro lado, eles dificultam o controle das atividades por parte do grupo formal, além de estarem sujeitos a atritos mais facilmente.
  • 25. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 72 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Conclusão Para que um grupo seja eficaz é necessário que haja sinergia, ou seja, os integrantes precisam trabalhar em conjunto, visando um objetivo comum. Para que isso ocorra os objetivos devem ser claros para todos os membros do grupo. Os membros do grupo devem confiar uns nos outros. É necessário que os integrantes do grupo tenham coesão, ou seja, tenham o desejo de permanecer no grupo, defendê-lo e continuar tra- balhando com as mesmas pessoas. Os integrantes se percebem como partes do mesmo conjunto de pessoas e têm interesses em continuar assim. Dentro do associativismo, temos a seguinte definição para grupos for- mais e informais: Associativismo formal Associativismo informal • Associações comunitárias de produtores, de mulhe- res, de jovens etc. • Cooperativas de produção, de crédito, de comercia- lização, de profissionais autônomos, de consumo etc. • Grupos de produção solidá- ria. • Grupos de ação comunitária. • Redes.
  • 26. Módulo 3 - Modalidades de Associativismo // 73 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio O ideal é que a organização saiba administrar os grupos formais e informais conjuntamente e não que tente acabar com a informalida- de, primeiramente porque não será possível e porque, trabalhando em conjunto com os líderes informais, torna-se mais fácil alcançar os obje- tivos propostos pela empresa. Siga em frente e bom estudo!