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As Grandes Navegações 
Introdução: 
Durante os séculos XV e XVI, os europeus, 
principalmente portugueses e espanhóis, lançaram-se 
nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois 
objetivos principais : descobrir uma nova rota marítima 
para as Índias e encontrar novas terras. Este período 
ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações 
e Descobrimentos Marítimos.
As Grandes Navegações 
Por volta de século XIV, o conhecimento europeu sobre nosso globo 
era escasso. 
Essa situação só começou a mudar quando os portugueses começaram a 
resgatar a herança náutica deixada pelos povos antigos, desenvolvendo 
embarcações e instrumentos que possibilitaram sua chegada a lugares antes 
desconhecidos, como a Ásia, o sul da África e, posteriormente, a América. 
O processo de expansão marítima europeia liderado pelos portugueses, logo 
seguidos pelos navegadores da Espanha e outros países, possibilitou o 
contato com diferentes culturas e a expansão das atividades comerciais do 
velho continente, promovendo um processo duplo, de intercâmbio cultural e 
ao mesmo tempo exploração das populações nativas.
Fatores que provocaram a Expansão 
Centralização Política: Estado Centralizado reuniu 
riquezas para financiar a navegação; 
O Renascimento: Permitiu o surgimento de novas 
idéias e uma evolução técnica; 
Objetivo da Elite da Europa Ocidental em romper o 
monopólio Árabe-Italiano sobre as mercadorias 
orientais; 
 A busca de terras e novas minas (ouro e prata) com o 
objetivo de superar a crise do século XIV; 
 Expandir a fé católica;
Fatores que provocaram a Expansão 
Em 1453, a 
tomada de 
Constantinopla 
pelos turco-otomanos 
dificultou ainda 
mais o acesso 
dos europeus 
ao comércio 
de especiarias.
As principais especiarias 
Cravo da Índia
As principais especiarias 
Pimenta do reino
As principais especiarias 
Noz Moscada
As principais especiarias 
Eram especiarias 
também o gengibre, a 
canela, o açúcar entre 
outros. 
Os europeus também 
compravam outros 
produtos do Oriente, 
como: tecidos finos, 
tapetes, cristais, 
perfumes, porcelanas 
e seda.
A Conquista dos Mares 
No início do século XIV, os conhecimentos náuticos europeus eram bastante 
restritos, proporcionando apenas deslocamentos por mar que se limitavam a 
locais com acesso pelo mar Mediterrâneo, como o norte da África, e os 
limites entre Europa e Ásia. 
Além da falta de tecnologias náuticas, o pouco conhecimento a respeito 
dos mares criava o cenário para a invenção de histórias fantásticas a 
respeito de monstros e seres tenebrosos que habitavam os oceanos, em 
especial 
o Atlântico. 
Gravuras de Hartmann Schedel (1440-1514), representando alguns monstros nas Crônicas de Nuremberg (1493).
A Conquista dos Mares
A Conquista dos Mares
A Conquista dos Mares 
Essa crença européia começou a mudar a partir das primeiras décadas do 
século XV, mais especificamente a partir de 1415, quando os portugueses 
conquistaram Ceuta (importante cidade do norte da África), fato que 
representou um grande marco na expansão marítima portuguesa. 
Após a conquista de Ceuta, os portugueses tomaram conhecimento de um 
reino africano rico em ouro localizado ao sul do Saara – o reino do Mali –, 
fato que impulsionou uma série de investidas da coroa de Portugal na 
expansão marítima. 
O processo de expansão posto em prática por Portugal pode 
ser dividido em duas fases:
Portugueses na Costa Atlântica da África 
A primeira teve início em 1418, 
com a conquista da costa 
africana, e terminou em 1487, 
quando os portugueses 
alcançaram o extremo 
sul do continente.
Chega às Índias 
A segunda fase, a Era das Grandes Navegações, começou com a chegada 
da frota de Vasco da Gama, em 1498, às Índias, na Ásia, depois de 
percorrer 
a costa africana.
Navegações espanholas e portuguesas (séculos XV e XVI)
Por Mares Nunca Antes Navegados 
Como uma forma de ressaltar o grande 
passo dado por Portugal, após a 
conquista de Ceuta, o governo passou 
a incentivar a recuperação de 
informações náuticas de outros 
povos, como os fenícios, gregos, 
árabes e egípcios. 
Essa reunião de especialistas ficou 
conhecida como Escola de Sagres, 
responsável pela melhoria dos 
instrumentos de navegação já 
existentes e pela elaboração das 
cartas de navegação. 
Uma nau (1557), xilogravura de autoria desconhecida 
do livro de Hans Stä den, conhecido também pelo 
título Duas Viagens ao Brasil.
Por Mares Nunca Antes Navegados 
Uma das grandes novidades desenvolvidas pela Escola de Sagres foram as 
caravelas, embarcações mais leves e velozes, apropriadas para a 
navegação tanto em rios quanto em oceanos, que começaram a ser 
utilizadas pelos portugueses por volta de 1440. 
As caravelas não conseguiam carregar 
muita bagagem nem enfrentar mau tempo. 
Sendo assim, as naus eram as 
embarcações mais utilizadas, pois em seus 
três andares internos eram capazes de 
carregar grandes quantidades de 
mercadorias e um número maior de 
pessoas. 
O tráfico de escravos foi realizado pelos 
portugueses de 1444 até o século XIX. 
Réplica da caravela Vera Cruz navegando no rio Tejo, Lisboa.
A Vida nas Embarcações 
As expedições marítimas do século XVI tinham um perfil bastante variado: 
• diferentes tipos de embarcações, que variavam de acordo com a viagem; 
• quantidade de tripulantes diversas, que podiam chegar até 1200 por 
expedição; 
• as expedições eram comandadas pelo capitão-mor e geralmente também 
havia um mestre, um contramestre, um piloto, além de um escrivão; 
• embarcava tanto representantes do rei, nobres em busca de aventura ou 
riqueza, estudiosos relacionados ao mundo náutico, quanto trabalhadores 
encarregados dos serviços mais pesados; 
• em cada expedição era obrigatória a presença de membros de 
instituições religiosas, que tinham o intuito de difundir a fé católica e 
converter os povos nativos encontrados ao cristianismo;
A Vida nas Embarcações 
• a massa de viajantes era composta de trabalhadores pobres a 
analfabetos, que embarcavam, em alguns casos, com problemas de 
saúde e subnutrição; 
• outra parte das tripulações era composta de prisioneiros, com a promessa 
de uma vida livre após um período a bordo das embarcações; 
• com pessoas responsáveis por diversos serviços, os navios partiam 
carregando uma superpopulação, o que tornava a vida nas embarcações 
muito difícil; 
• os alimentos levados nas viagens – em geral bolachas, vinho tinto, queijo, 
bacalhau, carnes, frutos secos, etc. – acabavam se deteriorando, tendo 
em vista os longos períodos de viagem e as precárias condições de 
higiene das embarcações;
A Vida nas Embarcações 
• as péssimas condições de higiene, somadas à má alimentação, 
ocasionalmente causavam inúmeras doenças na população; 
• além disso, revoltas e motins ocorriam com frequência nas navegações, 
sempre punidos com severidade; 
• outro grande problema eram os 
constantes naufrágios, tendo em 
vista a imprecisão das cartas de 
navegação, o grande volume 
de mercadorias carregado e as 
tempestades em alto mar. 
Gravura de Theodor de Bry, de 1603, representa a fortaleza 
de São Jorge de Mina na Costa do Ouro, na África, 
construída em 1482, por ordem de dom João II de Portugal, 
como um entreposto comercial e base de apoio para os 
navegadores portugueses.
A Igreja e a Expansão Ultramarina 
A Igreja católica detinha tanto poder que suas determinações eram acatacas 
por diversos governos, como Portugal e Espanha. 
Uma dessas decisões foi a resolução do conflito diplomático pelos territórios 
da América: o Tratado de Tordesilhas. 
O documento dividia o mundo 
em duas partes: 
• a leste do meridiano, as terras 
pertenceriam a Portugal; 
• a oeste do meridiano, as terras 
pertenceriam à Espanha.
Divisão do Novo mundo (1493-1494)
Significado da Expansão Ultramarina 
A expansão ultramarina comercial é um grande marco da história da 
humanidade, tendo em vista que possibilitou o contato da Europa com 
outros continentes, o que levou a um intercâmbio cultural e comercial. 
Regiões antes desconhecidas ou restritas, passaram a ser visitadas e 
povoadas pelos europeus, o que abriu espaço para a colonização de 
diferentes partes do globo. 
Portugueses, espanhóis, holandeses, franceses e ingleses expandiram 
seus territórios para diferentes regiões das Américas e África, tendo 
acesso a extensas riquezas e terras cultiváveis, o que levou a uma nova 
etapa do desenvolvimento comercial.
Significado da Expansão Ultramarina 
As Grandes Navegações proporcionaram a formação de vastos impérios 
coloniais e a criação, na Inglaterra e na Holanda, de um novo tipo de 
organização comercial: as Companhias de Comércio das Índias Orientais e 
das Índias Ocidentais, poderosas companhias de comércio que 
monopolizavam a economia mundial, gerando a acumulação de riqueza e 
poder para esses estados europeus. 
Para os povos colonizados, 
entretanto, as conquistas 
ultramarinas significaram 
violência, trabalho escravo e 
intolerância a sua cultura, 
religiosidade e costumes. 
Gravura de Cosson e Smeeton, de 1864, 
representando a chegada dos primeiros colonos 
ingleses na América do Norte, atual Estados 
Unidos, em 1620.
Mercantilismo 
A Doutrina que Movia os Governos 
Entre os séculos XV e XVIII vigorou entre os países europeus o que se 
convencionou chamar de mercantilismo, um esquema comercial que 
envolvia colonizadores e colônias em relações de exclusividade. 
Os preceitos do mercantilismo consistiam em: 
• incentivar o consumo de produtos nacionais por parte das colônias 
por meio do estabelecimento de impostos sobre os produtos 
estrangeiros (protecionismo); 
• o objetivo europeu de acumular metais preciosos em grandes 
quantidades (metalismo); 
• e o grande empenho em exportar mais que importar qualquer tipo 
de produto (balança comercial favorável).
Outras características do mercantilismo são a proibição das colônias de 
produzir bens manufaturados e a obrigatoriedade da colônia em vender seus 
produtos apenas para o estado europeu que a controla, a metrópole. 
O processo colonizatório foi o responsável por promover a ascensão da 
burguesia mercantil, que emprestava dinheiro aos monarcas e financiava 
novas expansões marítimas. 
Gravura de Theodor de Bry, de 1607, representando 
comerciantes indianos e portugueses no mercado 
de Bantam, na Indonésia. 
Mercantilismo 
A partir do século XVI, o escambo passou a ser substituído pelo uso de 
dinheiro. Esse processo de crescimento da economia, proporcionado pela 
expansão marítima, ficou conhecido como Revolução Comercial.
Referência Bibliográfica 
Projeto Teláris: História / Gislane Campos de Azevedo, 
Reinaldo Seriacopi. – 1ª Edição – São Paulo: Ática, 2012.

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As Grandes Navegações

  • 1. AAss GGrraannddeess NNaavveeggaaççõõeess SSééccuulloo XXVV www.professoredley.com.br
  • 2. As Grandes Navegações Introdução: Durante os séculos XV e XVI, os europeus, principalmente portugueses e espanhóis, lançaram-se nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois objetivos principais : descobrir uma nova rota marítima para as Índias e encontrar novas terras. Este período ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos.
  • 3. As Grandes Navegações Por volta de século XIV, o conhecimento europeu sobre nosso globo era escasso. Essa situação só começou a mudar quando os portugueses começaram a resgatar a herança náutica deixada pelos povos antigos, desenvolvendo embarcações e instrumentos que possibilitaram sua chegada a lugares antes desconhecidos, como a Ásia, o sul da África e, posteriormente, a América. O processo de expansão marítima europeia liderado pelos portugueses, logo seguidos pelos navegadores da Espanha e outros países, possibilitou o contato com diferentes culturas e a expansão das atividades comerciais do velho continente, promovendo um processo duplo, de intercâmbio cultural e ao mesmo tempo exploração das populações nativas.
  • 4. Fatores que provocaram a Expansão Centralização Política: Estado Centralizado reuniu riquezas para financiar a navegação; O Renascimento: Permitiu o surgimento de novas idéias e uma evolução técnica; Objetivo da Elite da Europa Ocidental em romper o monopólio Árabe-Italiano sobre as mercadorias orientais;  A busca de terras e novas minas (ouro e prata) com o objetivo de superar a crise do século XIV;  Expandir a fé católica;
  • 5. Fatores que provocaram a Expansão Em 1453, a tomada de Constantinopla pelos turco-otomanos dificultou ainda mais o acesso dos europeus ao comércio de especiarias.
  • 6. As principais especiarias Cravo da Índia
  • 7. As principais especiarias Pimenta do reino
  • 9. As principais especiarias Eram especiarias também o gengibre, a canela, o açúcar entre outros. Os europeus também compravam outros produtos do Oriente, como: tecidos finos, tapetes, cristais, perfumes, porcelanas e seda.
  • 10. A Conquista dos Mares No início do século XIV, os conhecimentos náuticos europeus eram bastante restritos, proporcionando apenas deslocamentos por mar que se limitavam a locais com acesso pelo mar Mediterrâneo, como o norte da África, e os limites entre Europa e Ásia. Além da falta de tecnologias náuticas, o pouco conhecimento a respeito dos mares criava o cenário para a invenção de histórias fantásticas a respeito de monstros e seres tenebrosos que habitavam os oceanos, em especial o Atlântico. Gravuras de Hartmann Schedel (1440-1514), representando alguns monstros nas Crônicas de Nuremberg (1493).
  • 13. A Conquista dos Mares Essa crença européia começou a mudar a partir das primeiras décadas do século XV, mais especificamente a partir de 1415, quando os portugueses conquistaram Ceuta (importante cidade do norte da África), fato que representou um grande marco na expansão marítima portuguesa. Após a conquista de Ceuta, os portugueses tomaram conhecimento de um reino africano rico em ouro localizado ao sul do Saara – o reino do Mali –, fato que impulsionou uma série de investidas da coroa de Portugal na expansão marítima. O processo de expansão posto em prática por Portugal pode ser dividido em duas fases:
  • 14. Portugueses na Costa Atlântica da África A primeira teve início em 1418, com a conquista da costa africana, e terminou em 1487, quando os portugueses alcançaram o extremo sul do continente.
  • 15. Chega às Índias A segunda fase, a Era das Grandes Navegações, começou com a chegada da frota de Vasco da Gama, em 1498, às Índias, na Ásia, depois de percorrer a costa africana.
  • 16. Navegações espanholas e portuguesas (séculos XV e XVI)
  • 17. Por Mares Nunca Antes Navegados Como uma forma de ressaltar o grande passo dado por Portugal, após a conquista de Ceuta, o governo passou a incentivar a recuperação de informações náuticas de outros povos, como os fenícios, gregos, árabes e egípcios. Essa reunião de especialistas ficou conhecida como Escola de Sagres, responsável pela melhoria dos instrumentos de navegação já existentes e pela elaboração das cartas de navegação. Uma nau (1557), xilogravura de autoria desconhecida do livro de Hans Stä den, conhecido também pelo título Duas Viagens ao Brasil.
  • 18. Por Mares Nunca Antes Navegados Uma das grandes novidades desenvolvidas pela Escola de Sagres foram as caravelas, embarcações mais leves e velozes, apropriadas para a navegação tanto em rios quanto em oceanos, que começaram a ser utilizadas pelos portugueses por volta de 1440. As caravelas não conseguiam carregar muita bagagem nem enfrentar mau tempo. Sendo assim, as naus eram as embarcações mais utilizadas, pois em seus três andares internos eram capazes de carregar grandes quantidades de mercadorias e um número maior de pessoas. O tráfico de escravos foi realizado pelos portugueses de 1444 até o século XIX. Réplica da caravela Vera Cruz navegando no rio Tejo, Lisboa.
  • 19. A Vida nas Embarcações As expedições marítimas do século XVI tinham um perfil bastante variado: • diferentes tipos de embarcações, que variavam de acordo com a viagem; • quantidade de tripulantes diversas, que podiam chegar até 1200 por expedição; • as expedições eram comandadas pelo capitão-mor e geralmente também havia um mestre, um contramestre, um piloto, além de um escrivão; • embarcava tanto representantes do rei, nobres em busca de aventura ou riqueza, estudiosos relacionados ao mundo náutico, quanto trabalhadores encarregados dos serviços mais pesados; • em cada expedição era obrigatória a presença de membros de instituições religiosas, que tinham o intuito de difundir a fé católica e converter os povos nativos encontrados ao cristianismo;
  • 20. A Vida nas Embarcações • a massa de viajantes era composta de trabalhadores pobres a analfabetos, que embarcavam, em alguns casos, com problemas de saúde e subnutrição; • outra parte das tripulações era composta de prisioneiros, com a promessa de uma vida livre após um período a bordo das embarcações; • com pessoas responsáveis por diversos serviços, os navios partiam carregando uma superpopulação, o que tornava a vida nas embarcações muito difícil; • os alimentos levados nas viagens – em geral bolachas, vinho tinto, queijo, bacalhau, carnes, frutos secos, etc. – acabavam se deteriorando, tendo em vista os longos períodos de viagem e as precárias condições de higiene das embarcações;
  • 21. A Vida nas Embarcações • as péssimas condições de higiene, somadas à má alimentação, ocasionalmente causavam inúmeras doenças na população; • além disso, revoltas e motins ocorriam com frequência nas navegações, sempre punidos com severidade; • outro grande problema eram os constantes naufrágios, tendo em vista a imprecisão das cartas de navegação, o grande volume de mercadorias carregado e as tempestades em alto mar. Gravura de Theodor de Bry, de 1603, representa a fortaleza de São Jorge de Mina na Costa do Ouro, na África, construída em 1482, por ordem de dom João II de Portugal, como um entreposto comercial e base de apoio para os navegadores portugueses.
  • 22. A Igreja e a Expansão Ultramarina A Igreja católica detinha tanto poder que suas determinações eram acatacas por diversos governos, como Portugal e Espanha. Uma dessas decisões foi a resolução do conflito diplomático pelos territórios da América: o Tratado de Tordesilhas. O documento dividia o mundo em duas partes: • a leste do meridiano, as terras pertenceriam a Portugal; • a oeste do meridiano, as terras pertenceriam à Espanha.
  • 23. Divisão do Novo mundo (1493-1494)
  • 24. Significado da Expansão Ultramarina A expansão ultramarina comercial é um grande marco da história da humanidade, tendo em vista que possibilitou o contato da Europa com outros continentes, o que levou a um intercâmbio cultural e comercial. Regiões antes desconhecidas ou restritas, passaram a ser visitadas e povoadas pelos europeus, o que abriu espaço para a colonização de diferentes partes do globo. Portugueses, espanhóis, holandeses, franceses e ingleses expandiram seus territórios para diferentes regiões das Américas e África, tendo acesso a extensas riquezas e terras cultiváveis, o que levou a uma nova etapa do desenvolvimento comercial.
  • 25. Significado da Expansão Ultramarina As Grandes Navegações proporcionaram a formação de vastos impérios coloniais e a criação, na Inglaterra e na Holanda, de um novo tipo de organização comercial: as Companhias de Comércio das Índias Orientais e das Índias Ocidentais, poderosas companhias de comércio que monopolizavam a economia mundial, gerando a acumulação de riqueza e poder para esses estados europeus. Para os povos colonizados, entretanto, as conquistas ultramarinas significaram violência, trabalho escravo e intolerância a sua cultura, religiosidade e costumes. Gravura de Cosson e Smeeton, de 1864, representando a chegada dos primeiros colonos ingleses na América do Norte, atual Estados Unidos, em 1620.
  • 26. Mercantilismo A Doutrina que Movia os Governos Entre os séculos XV e XVIII vigorou entre os países europeus o que se convencionou chamar de mercantilismo, um esquema comercial que envolvia colonizadores e colônias em relações de exclusividade. Os preceitos do mercantilismo consistiam em: • incentivar o consumo de produtos nacionais por parte das colônias por meio do estabelecimento de impostos sobre os produtos estrangeiros (protecionismo); • o objetivo europeu de acumular metais preciosos em grandes quantidades (metalismo); • e o grande empenho em exportar mais que importar qualquer tipo de produto (balança comercial favorável).
  • 27. Outras características do mercantilismo são a proibição das colônias de produzir bens manufaturados e a obrigatoriedade da colônia em vender seus produtos apenas para o estado europeu que a controla, a metrópole. O processo colonizatório foi o responsável por promover a ascensão da burguesia mercantil, que emprestava dinheiro aos monarcas e financiava novas expansões marítimas. Gravura de Theodor de Bry, de 1607, representando comerciantes indianos e portugueses no mercado de Bantam, na Indonésia. Mercantilismo A partir do século XVI, o escambo passou a ser substituído pelo uso de dinheiro. Esse processo de crescimento da economia, proporcionado pela expansão marítima, ficou conhecido como Revolução Comercial.
  • 28. Referência Bibliográfica Projeto Teláris: História / Gislane Campos de Azevedo, Reinaldo Seriacopi. – 1ª Edição – São Paulo: Ática, 2012.