Século XIV até século XVI

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Século XIV até século XVI

  1. 1. O estilo românicoCaracterísticas:- Planta em cruz latina- Arco de volta perfeito- Abóbada de berço Estilo gótico O estilo gótico teve origem em França no século XII. O estilo gótico tinhacaracterísticas próprias:- Arcos quebrados – substituindo os tradicionais arcos de volta perfeita.
  2. 2. - Abobadas sobre cruzamento de ogivas – um tipo novo de abóbada.- Pináculo.- Arco botante – elemento que substitui os contrafortes no suporte das abóbadas e permitem ocrescimento vertical dos edifícios.
  3. 3. - Janelas e rosáceas – decorados com vitrais, aberturas que permitem a entrada da luz nointerior dos edifícios.O estilo gótico era aplicado:- Arquitectura (civil, militar e religiosa);- Escultura;- Pintura;- Tapeçaria;- Ourivesaria. Crise e revolução no século XIV O século XIV foi um século de crise económica e social. Houve maus anos agrícolas,que levam a fomes, que levam a doenças e a pestes (peste negra), que levam a mortes. E aguerra também leva a mortes. Crise de 1383/1385 A morte do rei D. Fernando leva a uma crise política. Como só tinha uma filha, D.Beatriz – legítima herdeira do trono português –, casada com o rei de Castela. Se herdasse otrono português, Portugal perdia a independência. Dois grupos sociais, a nobreza e clero apoiavam D. Beatriz, porque queriam continuarcom os privilégios. O povo (Burguesia) queria um Portugal independente. Surgiu D. João – Mestre de Avis que liderou a revolta. Depois de dois anos de lutacom Castela, os Portugueses confirmaram a independência na Batalha de Aljubarrota, 1385. D. João é aclamado rei de Portugal nas Cortes de Coimbra, em 1385, como D. João I.
  4. 4. Expansionismo europeu No inicio do século XV, a Europa encontrava-se mergulhada numa profunda criseeconómica. Tornava-se, assim, difícil de chegar directamente aos locais de origem de algunsdos produtos mais necessários: ouro e cereais de África e especiarias da Ásia. Europa nas vésperas da expansão marítima Antes de se expandir, a Europa, vivia uma crise económica e social. Devastados porfomes, pestes e guerras, os Europeus debatiam-se com a falta de mão-de-obra, de cereaise de metais preciosos. Alem disso, as relações comerciais entre a Europa e o Oriente tornaram-se maisinstáveis. As motivações dos grupos sociais A situação económica do nosso país era gravíssima. No âmbito social, a nobreza via a sua riqueza diminuir, pelo qual ansiava por novoscombates que lhe fornecessem terras, cargos, rendas e títulos, assim como aspirava aparticipar nas lucrativas actividades mercantis. O clero queria expandir a fé cristã e o espírito de cruzada e aumentar as rendas. A burguesia, por seu lado, pretendia alcançar e controlar novos mercados eprodutos, de modo a aumentar os seus rendimentos. Já o povo, procurava melhorar as suas condições de vida, através de empregosmais bem remunerados ou do cultivo de novas terras. O rei queria resolver a crise económica do país, mais prestígio e mais riqueza. As condições da prioridade portuguesa Portugal foi pioneiro na expansão marítima. Tal só foi possível devido à conjugação devárias condições favoráveis, nos planos político, geográfico, técnico e científico. Devido à sua extensa costa atlântica e inúmeros portos naturais, os Portuguesesdesde cedo se dedicaram à pesca e ao comércio marítimo. Em resultado da presença muçulmana e da judaica na Península Ibérica, osPortugueses contactaram com diversos instrumentos de orientação (bússola, astrolábio,quadrante, balestilha, portulano, cartas de marear, etc.), que lhes permitiram praticar anavegação astronómica (orientação pelos astros) em alto mar. Outras inovações importantesconsistiram no aperfeiçoamento de uma embarcação que seria fundamental nas viagens ao
  5. 5. longo da costa africana – a caravela – e no desenvolvimento da técnica de bolinar (navegaçãocontra o vento usando as velas triangulares). A conquista de Ceuta A conquista de Ceuta deu-se no reinado de João I, em 1415. Mas porquê Ceuta? Desde logo, devido à sua localização geográfica, junto ao Estreito de Gibraltar, quepermitia aos portugueses controlar o comércio que se fazia entre o mar mediterrâneo e ooceano Atlântico. Em simultâneo, a posse desta praça garantia protecção dos frequentesataques piratas. Aí chegavam várias rotas comerciais (ouro e prata). Era uma cidade muito ricaem cereais, gado e derivados de plantas têxteis – aspecto importante devido à pobreza facea estes alimentos. No entanto, embora a conquista de Ceuta tenha sido um sucesso militar, resultou numenorme fracasso do ponto de vista económico. As rotas comerciais foram desviadas paraoutras cidades muçulmanas e, uma vez que não conseguiram ultrapassar os muros da cidade,os portugueses não tiveram acesso aos cereais. Ceuta tornou-se, assim, um bastião cristãocercado por inimigos muçulmanos.O povoamento e colonização da Madeira e dos Açores João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira chegaram pela primeira vez à Madeiraem 1419. E aos Açores, em 1427 por Diogo Silves.Forma de colonização: A colonização foi feita através de capitanias entregues a capitães donatários - quetinham poderes administrativos, judiciais e militares - povoaram as ilhas e exploraram-naseconomicamente.A descoberta e colonização da costa ocidental africana Gil Eanes foi o primeiro europeu a ultrapassar o Cabo Bojador, em 1434.Forma de colonização: A colonização foi feita através de feitorias. A primeira foi em Arguim. As feitorias eramentrepostos comerciais. Os entrepostos eram centros de armazenamento e troca de produtos. Com a morte do Infante D. Henrique, em 1460, assistiu-se à diminuição das viagens dedescobertas, que haviam atingindo já a Serra Leoa. Tal mudança deveu-se ao monarca D.Afonso V que, influenciado pela nobreza decidiu voltar-se para a conquista de novas praçasno Norte de África.
  6. 6. A política africana de Afonso V Foram conquistadas mais praças marroquinas, como Alcácer Ceguer em 1458 eArzila e Tânger em 1471. Mas, mais uma vez, esta conquista sagrou-se um novo desastreeconómico, agravado pela crescente despesa da manutenção militar. Face ao desinteresse de D. Afonso V, as viagens de descoberta prosseguiram masagora por um particular, Fernão Gomes, um mercador rico de Lisboa. Em 1469, arrendou aorei o comércio da costa africana por um período de cinco anos. Em troca, Fernão Gomescomprometeu-se a entregar uma renda em dinheiro e a descobrir cem léguas de costa para sultodos os anos. Desta forma, foi explorada a costa da Mina, onde se encontraram grandesquantidades de ouro. A política expansionista de D. João II O seu principal objectivo era atingir a Índia por mar, mas também controlar ocomércio da costa ocidental africana e, posteriormente, da Índia, impondo assim o monopóliorégio, ou seja, o comércio dos produtos dessas zonas era controlado pela Coroa de Portugal. D. João II encarregou Diogo Cão de explorar o litoral de Angola e chegou à costa daactual Namíbia. Em 1487, Pêro da Covilhã e Afonso Paiva viajaram por terra e Bartolomeu Diasnavegou por mar e atingiu o Cabo da Boa Esperança em 1488. Tratado de Tordesilhas O tratado de Tordesilhas estabelecia as seguintes condições: Dividir o mundo em duas partes iguais por um meridiano imaginário que passava a 370 léguas a oeste de Cabo Verde As terras a descobrir para oriente passavam a pertencer a Portugal As terras a descobrir para ocidente dessa linha pertenciam a Castela A descoberta do caminho marítimo para a Índia Após a viagem de Bartolomeu Dias, o rei D. João II iniciou a preparação de umagrande expedição com o mesmo objectivo de chegar à Índia por via marítima. Foi já no reinado de D. Manuel I que tal empreendimento se concretizou: uma armadade quatro navios e cerca de 150 homens comandada por Vasco da Gama, saiu de Lisboa em1497 para atingir a cidade Indiana Calecute em Maio de 1498, após 10 meses de viagem feita
  7. 7. em condições difíceis. Vasco da Gama estabeleceu, desta forma, a ligação por mar entre aEuropa e a Ásia, para aí obter especiarias e produtos de luxo, Rota do Cabo. A chegada ao Brasil O rei, D. Manuel I, enviou uma armada comandada por Pedro Álvares Cabral, queseguiu a mesma rota de Vasco da Gama, com o objectivo de impor poder português a oriente. Porém, as embarcações foram desviadas para sudoeste, próximo do arquipélago deCabo Verde, devido a uma tempestade, tendo alcançado a Terra de Vera Cruz em 1500, maistarde designada Brasil (pau-brasil). A Terra de Vera Cruz era habitada por povos de peleavermelhada, alguns com a cara pintada e andavam nus. Desconheciam a agricultura e apastorícia, alimentavam-se da recolha de sementes e raízes que apanhavam da Natureza.A afirmação do expansionismo europeu: os impérios peninsulares Os portugueses na África negra Apesar da maioria dos povos viver em clãs, alguns destes povos estavam organizadosem reinos e até em impérios. Os portugueses nunca mostraram interesse em conquistar osreinos destas populações mas sim em estabelecer com elas relações comerciais, o quefacilitou a convivência mútua. Tais relações comerciais eram bastante favoráveis aos portugueses, que trocavamprodutos como o sal, tecidos ou trigo por escravos, marfim, ouro e malagueta, entre outros.Para facilitar as trocas estabeleceram-se acordos com os chefes locais que permitiam a criaçãode feitorias. Estas eram um misto de entreposto e de fortaleza, já que aí se realizavam trocascomerciais e armazenavam produtos, protegidos por uma guarnição militar. Em Cabo Verde, oclima e o solo eram secos, pelo que a colonização foi lenta, através de capitanias. O tráficode escravos desenvolveu-se, na sua maioria, a partir de prisioneiros das guerras travadasentre os povos africanos, que produziu uma forte quebra demográfica neste continente etornou-se no mais importante “produto” comprado pelos portugueses aos comerciantes locais,negros e mouros. No arquipélago de São Tomé e Príncipe o clima e o solo eram próprios da agricultura,aí, os portugueses dedicaram-se ao cultivo da cana-de-açúcar. A missionação era a conversão de não-cristãos ao Cristianismo, neste caso, dospovos que se encontravam em África foi outra das preocupações dos portugueses. Aoconviverem uns com os outros certos costumes foram transmitidos através da aculturação e adifusão da língua portuguesa.
  8. 8. A penetração portuguesa no mundo asiático A Ásia era bem organizada, populosa, evoluída e religiosamente definida, umcontinente em tudo distinto de África em termos civilizacionais. A sua economia fundava-se numa agricultura, que incluía a exploração dasespeciarias, e numa indústria produtiva nas áreas das sedas, porcelanas, papel e tecidos dealgodão, entre outras. Os povos asiáticos praticavam diferentes religiões, sendo as principais a muçulmana,mas também o hinduísmo na Índia e o budismo na China, Japão e Índia. A Índia era composta por pequenos estados hindus e muçulmanos em lutaspermanentes. Aqui, os portugueses empenharam-se em estabelecer um império comercial, atravésdo domínio dos mares e de pontos estratégicos em terra, com a intenção de controlartotalmente o comércio dessa zona do globo – ou seja, deter o monopólio comercial. D. Manuel I criou vice-reis da Índia para governar esse território e tinham poderes. Oprimeiro vice-rei, Francisco de Almeida, desenvolveu uma política de domínio marítimo,exigindo licenças de navegação a todos os barcos que navegassem no Índico. O segundo vice--rei, Afonso de Albuquerque, optou pela conquista de portos e cidades estrategicamentesituados, além de ter mandado construir feitorias e fortalezas, defendendo uma política dedomínio terrestre. A partir destas várias feitorias, as mercadorias transaccionadas pelos portugueseseram depois canalizadas para a cidade de Goa, de onde partiam com destino a Lisboa. Aqui,D. Manuel I criou a Casa da Índia, atribuindo-lhe a função de armazenar as mercadoriasorientais e vendê-las à Europa. Todo este comércio era controlado pelo rei, que assim exerciao monopólio régio. No plano social, as autoridades portuguesas promoveram a miscigenação, ou seja, ocasamento entre portugueses e mulheres indígenas. Apesar disso, a aculturação foi poucointensa, porque os povos asiáticos possuíam culturas muito antigas e profundamenteinteriorizadas, tal como a missionação. Os portugueses no Brasil No inicio, os portugueses interessaram-se pouco pela exploração do Brasil. D. João III, em 1532, implantou / criou o sistema de capitanias, que eram 15. Noentanto, o rei detinha o monopólio comercial do pau-brasil. Em 1549, foi fundado um Governo Geral por Tomé de Sousa.
  9. 9. A principal actividade comercial ficou ligada à cana-de-açúcar. O império espanhol da América Quando os espanhóis chegaram à América também encontraram três civilizaçõesaltamente desenvolvidas: os Incas (nos Andes), os Maias (na América Central) e os Astecas(no México). Em 1519, o conquistador espanhol Fernando Cortez dominou os Astecas e, em 1531,Francisco Pizarro conquistou os Incas. Tais vitórias foram rápidas e violentas, devendo-se a 3factores: surpresa, superioridade militar mediante a utilização de armas de fogo e, aalianças com tribos índias. Esta parte da América era rica em ouro (na Colômbia) e em prata (no Peru e noMéxico) Na organização administrativa destes territórios os espanhóis adoptaram o sistema device-reis, semelhante ao utilizado pelos portugueses na Índia. Ao nível central, a Coroa criou oconselho das Índias, que detinha o monopólio comercial de todos os produtos americanos,concentrando-os na Casa da Contratação, em Sevilha, de onde eram vendidos para o restoda Europa (tal como na Casa da Índia em Lisboa). A missionação foi simples e pacífica. A assimilação da cultural europeia e amiscigenação das populações foram particularmente intensas no caso americano. Em Lisboa foi criada a Casa da Índia para organizar o comércio colonial. E em Sevilha foi criada a Casa da Contratação. Ambas desempenhavam funções muito semelhantes: Preparavam as viagens das armadas abastecendo-as de víveres essenciais à sobrevivência das tripulações; Compravam mercadorias para servir de moeda de troca junto dos mercados coloniais Traziam para a Europa os produtos do Novo Mundo Porém, apesar de Lisboa e Sevilha terem tido um papel fundamental na dinamização do comércio internacional, nunca conseguiram controlar quer a distribuição quer a venda dos produtos coloniais. Pelo contrário, limitaram-se a praticar uma política de transporte desses produtos, cabendo a Antuérpia (hoje parte da Bélgica) a lucrativa função de comercializar os produtos de origem colonial.
  10. 10. O comércio à escala mundialMundialização da economia – refere-se ao comércio intercontinental, ou seja, deixa de serdentro do próprio país e passa a ser entre os países dos vários continentes.Rotas Portuguesas: Rota do Cabo – ligava a Europa (Lisboa) à Ásia (Índia) contornando a África; Rotas de Extremo Oriente – uniam a cidade do Goa a várias zonas do Extremo Oriente, nomeadamente o Japão, a China e as ilhas asiáticas; Rotas Atlânticas – ligavam Lisboa a África e, mais tarde ao Brasil.Rotas Espanholas: Rotas Atlânticas – ligavam Sevilha à América Central; Rota de Manila – ligava Manila (hoje capital das Filipinas) ao México.

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