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Índice 
Introdução ....................................................................................................................................... 3 
1.Apuramento de custo de produto (GGF) ..................................................................................... 4 
1.1.Regimes de fabrico ou produção............................................................................................... 4 
2.Elementos de custos ..................................................................................................................... 4 
2.1.Determinação do custo e controlo dos materiais directos consumidos (MD) .......................... 5 
2.2.Sistema de inventários .............................................................................................................. 6 
2.3.Determinação do custo e controlo da Mão-de-obra Directa (MOD) ........................................ 7 
3.Gastos gerais de fabrico (GGF) ................................................................................................... 8 
3.1.Determinação de Gastos Gerais de Fabrico (GGF) .................................................................. 9 
3.1.1.Custeio real ............................................................................................................................ 9 
3.1.2.Coeficiente global .................................................................................................................. 9 
3.1.3.Custos das secções ............................................................................................................... 10 
3.1.4.Imputação aos custos dos produtos ...................................................................................... 10 
3.1.5. Exemplos 1.......................................................................................................................... 11 
3.1.5 Exemplo 2 ............................................................................................................................ 12 
Solução de exemplo2 .................................................................................................................... 12 
Conclusão...................................................................................................................................... 14 
Bibliografia ................................................................................................................................... 15
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Introdução 
O presente trabalho tem como o tema ‘’Apuramento do custo de produto (GGF). Na verdade no 
cálculo dos custos da produção podem ser utilizados dois métodos diferentes (método directo ou 
método indirecto), correspondentes a situações diferentes. Numa dada empresa podem ser 
utilizados simultaneamente os dois métodos, um para uns produtos e outro para outros. O mais 
normal é a utilização em cada empresa de um só dos métodos. 
Na contabilidade analítica, abrimos uma conta para cada prédio, obra, encomenda, etc. Essas 
contas serão debitadas enquanto decorrer a produção, pelo consumo das matérias-primas e outros 
materiais, pelo custo da mão-de-obra utilizada e pelos gastos gerais de fabrico, imputáveis a cada 
um dos produtos. O valor acumulado a débito da conta de cada produto (conta de fabricação ou 
produção, indicará em cada momento o custo respectivo). Quando o “produto” estiver concluído, 
o valor a débito indicará o seu custo. 
A produção repete-se sistematicamente ao longo do ano, torna-se necessário definir um período 
de custeio (geralmente um mês). Para esse período teremos que quantificar a produção realizada 
(produção efectiva, produção terminada, produção em curso de fabrico), tendo em conta os 
coeficientes de acabamento respectivos. Igualmente será necessário calcular o custo da produção 
efectiva, tendo em conta os coeficientes de homogeneização, o custo da produção terminada, 
tendo em conta um método de custeio das saídas (FIFO, LIFO, custo médio) e o custo dos 
produtos em curso de fabrico no fim do período, tendo em conta o seu grau de acabamento. Este 
processo repetir-se-á em cada período de custeio.
4 
1.Apuramento de custo de produto (GGF) 
1.1.Regimes de fabrico ou produção 
A transformação das matérias pode exigir um número maior ou menor de operações e 
desenrolar-se num só centro de actividade ou distribuir-se por diversos serviços ou 
departamentos fabris. Sendo assim, a fabricação pode ser: 
 Uniforme: quando se fabrica um único produto. 
 Múltipla: quando se fabrica diversos produtos. 
 Múltipla conjunta: quando a partir da transformação da mesma matéria-prima se obtém 
simultaneamente diversos produtos. Exemplo, na refinaria de petróleo se obtém gasolina, 
o gasóleo e outros produtos. 
Múltipla disjunta: quando os diversos produtos são obtidos em operações de transformação 
absolutamente diferente, exemplo, fabrico de moveis, conservas de carne e peixe. 
Contínua: a produção em curso para que seja considerada acabada implica passar nas diversas 
fases de transformação recomendadas, exemplo, o fabrico de cimento. 
Descontínua: será o caso contrário do anterior, quer dizer, a produção em curso para que seja 
considerada acabada não é necessariamente que passe nas diversas fases de transformação 
recomendada, exemplo, tipografia, etc. Relacionado a este regime podemos distinguir a 
fabricação: simples que é quando se verifica uma só operação de transformação e complexa que 
é quando se verifica várias operações de transformação. 
2.Elementos de custos 
Na óptica do produto fabricado, os custos industriais tem 3 (três) elementos principais, 
nomeadamente: 
 Custo das matérias-primas directa consumida (MPD): são os bens que se elaboram 
para obter o produto final, a “ matéria que constitui a própria substância do produto 
acabado”.
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 Custo da mão-de-obra directa aplicada (MOD): assim se designa o custo com pessoal 
que trabalha directamente na fabricação do produto. Aqui não se inclui o custo com 
pessoal da área industrial que tem funções de supervisão (encarregados, chefes das 
secções, directores) ou de apoio (direcção fabril, planeamento, etc.) 
 Gastos gerais de Fabrico (GGF): se inclui os restantes encargos relativos ao pessoal da 
área industrial com funções de supervisão ou apoio, matérias subsidiárias, que são 
matérias auxiliares de transformação das matérias-primas, como por exemplo, cola no 
fabrico duma mesa; e outros custos adicionais como electricidade, combustível, aguam, 
que indirectamente contribui no processo produtivo. 
2.1.Determinação do custo e controlo dos materiais directos consumidos (MD) 
Antes de determinar o custo do produto é indispensável determinar o valor de cada elemento de 
custo e nesta ordem de ideia, começaremos pelo 1º elemento. A determinação do custo do 
produto envolve o conhecimento do custo das matérias directas consumidas no seu fabrico. Por 
conseguinte, o sistema de informação da Empresa deve possibilitar a quantidade de cada matéria 
consumida e o respectivo valor por cada um dos objectos de custos definidos. 
Para atingir aqueles objectivos é necessário implantar um subsistema de informação adequado 
em que as meterias são controladas por inventário permanente, definir o critério de valorização 
das existências a adoptar (FIFO, LIFO e Custo médio ponderado, etc.) e observar procedimentos 
que possibilitem a informação desejada. O controlo das matérias tem 3 (três) fases principais que 
são: 
 Primeira fase: Entrada das matérias-primas no armazém. 
 Segunda fase: Saídas de matérias-primas do armazém através da requisição emitida pelo 
serviço que as consome. 
Na requisição indica-se o objecto de custo relativamente ao qual se pretendem determinar os 
custos das matérias-primas consumidas, que são o produto fabricado si se tratar de matérias 
directas ou o centro de custos no caso de matérias que não são imputadas directamente aos 
produtos a custear (matérias subsidiarias e materiais diversos fundamentalmente).
6 
Assim, pelo processamento das requisições obtêm-se mensalmente os custos das matérias 
consumidas por produtos e centros de custos. Em caso de até no fim do mês no centro de custo 
existir as matérias que não foram ainda laboradas, o procedimento habitual para corrigir o valor 
das requisições efectuadas e encontrar os consumos do mês, consiste na emissão de uma guia de 
devolução onde consta as quantidades naquela situação, servindo a cópia desta guia como 
requisição a processar no primeiro dia do mês seguinte. 
 Terceira fase: Movimentos verificados em cada artigo e o stock até a data. O documento 
onde reflecte estes movimentos, entradas, saídas e existências se conhece vulgarmente 
por ficha de armazém, 
2.2.Sistema de inventários 
Para o efeito de contabilização, existem 2 (dois) sistemas de inventário que são: 
1. Sistema de inventário permanente 
Aquele que se efectua permanentemente, cuja as características principais que diferenciam com o 
anterior, são: 
 Uso da ficha de armazém como a ilustrada na página anterior. 
 Qualquer momento se conhece o valor do inventário final e o custo das matérias usadas 
ou consumidas. 
 Tem definido o critério de valorização das existências que podem ser: FIFO, LIFO e 
Custo médio ponderado. 
FIFO: Primeiro a entrar é o primeiro a sair, a matéria-prima comprada primeiro passa ser o que 
se consome primeiro e o inventário final estará composto pelo valor da matéria-prima recebida 
em último. 
LIFO: Ultimo a entrar é o primeiro a sair, a matéria-prima comprada em ultimo é que se 
consome em primeiro e o inventário final estará composto pelo valor da matéria-prima recebida 
em primeiro.
7 
Custo médio ponderado: consiste em dividir o custo total da matéria-prima adquirida pelas 
unidades compradas para determinar o custo médio ponderado e este, multiplica-se pela matéria-prima 
usada logo, o resultado é o custo da matéria usada. Se queremos determinar o valor de 
inventário final, é só multiplicar custo médio ponderado pela quantidade da matéria-prima 
existente. 
2. Sistema de inventário periódico ou intermitente 
Ė aquele que se efectua a determinação do inventário final e para conhecer o custo da matéria 
prima usada é preciso esperar no fim do exercício para a realização da contagem física. 
Finalmente, para determinar o custo das matérias-primas consumidas ou usadas durante o 
exercício utiliza-se a seguinte formula: 
Inventário inicial de matérias + Compras de matérias – Inventario final de matérias = 
Custo de matéria usada ou consumida. 
2.3.Determinação do custo e controlo da Mão-de-obra Directa (MOD) 
Nos últimos anos os custos totais cresceram significativamente devidos os subsídios, pagamentos 
de férias, pensões, assistência médica, seguros de vida e outros benefícios laborais que significa 
este elemento de custo é o mais elevado de todos. As remunerações podemos classificar em fixas 
e variáveis. São remunerações fixas: 
 A remuneração mensal (ordenado). 
 O subsídio de férias: qualquer trabalhador tem direito depois, de 12 meses de trabalho, a 
30 dias de férias e a um subsídio de férias equivalente à remuneração mensal. 
 O subsídio de natal: depois de 12 meses de trabalho há direito a um subsídio equivalente 
à remuneração mensal. 
 Pelo exposto, o trabalhador recebe durante os 12 meses de trabalho uma remuneração 
anual equivalente a 14 ordenados. 
 E mais outras remunerações fixas como o subsídio de isenção de horário de trabalho e a 
gratificação de falhas de caixa e gratificação de chefia.
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As Empresas podem prever outras remunerações como por exemplo, subsidio pela prestação de 
trabalho em turnos. Dos diversos tipos de remunerações variáveis, salientamos: 
 Remuneração pela prestação de trabalho para alem do horário normal (horas 
extraordinárias). 
 Comissões sobre vendas ou compras. 
 Prémios de produtividade. 
As remunerações pagas aos trabalhadores a entidade patronal devem efectuar os seguintes 
descontos: 
 A segurança social que a entidade patronal retém para depois canalizar a INSS. 
 O IRPS que depende do nível de remuneração da pessoa e da sua situação familiar, e 
 Mais outros descontos como prestações de empréstimos concedidos pela Empresa. 
Normalmente a contabilização do custo referente a mão-de-obra numa empresa compreende três 
(3) actividades: 
1º Se busca o tempo trabalhado através dos livros de ponto e se elabora efectividades. 
2º Se efectua o processamento do salário e 
3º Se efectua a distribuição destes por centros de custos. 
3.Gastos gerais de fabrico (GGF) 
Os gastos gerais de fabrico caracterizam-se por reunir os custos relativos a energia, manutenção, 
depreciação das máquinas, etc. Neste estudo os valores relativos a energia e manutenção já foram 
apresentados, os valores relativos a depreciações e amortizações não são contemplados, pois, 
actualmente não existe maquinaria a amortizar. No trabalho desenvolvido foram identificadas 
duas alternativas relativamente à forma como se alocam os gastos gerais de fabrico aos produtos. 
As duas versões propostas para o sistema de custeio diferenciam-se na forma como atribuem os 
GGF nos orçamentos. A primeira alternativa (versão 1) baseia-se no número de máquinas postos 
e no tempo aparente de utilização de cada uma/um, atribuindo uma taxa particular a cada posto a 
qual inclui também a MOD, resultando daí uma taxa para os custos de transformação. Enquanto
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na outra alternativa definem-se os custos relativos aos gastos gerais de fabrico em função dos 
custos com mão-de-obra directa. Esta segunda alternativa é mais simples e expedita mas também 
é aquela que tem o maior erro de imputação associado. 
3.1.Determinação de Gastos Gerais de Fabrico (GGF) 
Para uma melhor compreensão sobre a problemática associada à imputação dos custos Indirectos 
(G.G.F) vamos partir de dois conceitos importantes, que são: custeio real e Custeio normal. 
3.1.1.Custeio real 
Esta técnica se caracteriza em acumular os custos na medida em que se incorre. Ela é aceite 
geralmente para o registo das matérias directas e mão-de-obra directa pois se pode imputar 
facilmente às ordens específicas (Custeio por ordem de produção) ou aos departamentos (custeio 
por processo). 
Os G.G.F por se tratar dum elemento indirecto de custo do produto, não se pode imputar 
facilmente a uma ordem de produção ou a um departamento, pois nele se encontra tanto os 
custos variáveis como os custos fixos e como consequência deve-se utilizar a técnica do custeio 
normal que consiste em acumular os custos na medida em que se incorre, com uma excepção, os 
G.G.F se imputam à produção com base em produção real (horas, unidades produzidas) 
multiplicadas por um coeficiente de imputação predeterminado dos G.G.F pois os G.G.F não se 
incorrem uniformemente durante o período. A determinação de um coeficiente de imputação 
implica: 
 Identificar os custos indirectos (G.G.F) 
 Definir base de imputação. 
 Dividir o valor de G.G.F pela respectiva base de imputação. 
3.1.2.Coeficiente global 
Se utiliza quando se fabrica um só produto ou quando se fabricam diferentes produtos que 
passam através dos mesmos departamentos produtivos e se imputam valores similares de G.G.F. 
Coeficientes múltiplos: se usa quando se fabricam diferentes produtos que não passam, ou que
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sim passam, se lhes deve imputar valores diferentes de G.G.F devido às quantidades diferentes 
de atenção que cada produto recebe. 
Imputação dos coeficientes separados: as Empresas imputam separadamente os seus gastos 
gerais de fabrico tanto variáveis como fixos perante uma mudança de actividade pois eles não se 
comportam de igual maneira. Esses coeficientes são úteis para o controle e análise dos G.G.F 
imputados contra os G.G.F reais. 
3.1.3.Custos das secções 
As Empresas de acordo com as finalidades podem imputar os seus custos utilizando as Secções 
principais que são aquelas que para o cumprimento dos objectivos são indispensáveis podendo 
ser compostas por aprovisionamento, produção, etc. E as secções auxiliares que são destinadas a 
auxiliar os trabalhos realizados noutras secções principais podendo ser reparação, manutenção, 
transporte, etc. 
Secção auxiliar Secção principal 
Energia Manutenção Provisionamento Oficina 1 Oficina 2 Oficina 3 
15% 10% 5% 25% 20% 25% 
2% 5% 5% 3% 
1% 3% 4% 2% 
Total % Total 33% Total 29 % Total 30% 
3.1.4.Imputação aos custos dos produtos 
A afectação dos custos das secções pode ocorrer em dois estádios de imputação que são: 
 Imputação primária: os custos são imputados às secções correspondentes cabendo a 
cada uma um valor relacionado com o seu coeficiente de imputação. 
 Imputação secundária: os custos afectos na secção auxiliar são reimputados a 
secção principal e dai, soma-se os custos de cada área.
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A medida que vão surgindo os gastos, irão sendo classificados segundo as secções a que 
respeitam e nelas são imputados. A soma dos custos direitos registados e dos custos das secções 
auxiliares, corresponde o total dos custos da secção. Se pretendermos determinar o custo 
industrial do produto nessa obra, dividimos o custo total da secção pelo número de unidades de 
obra. Quando a secção não tem unidades de obra, mas sim unidades de custeio ou de imputação, 
apuramos na mesma os custos industriais. 
3.1.5. Exemplos 1 
A partir da seguinte informação, calcule os coeficientes de imputação de G.G.F usando Como 
base horas/MOD. Depois, efectue a imputação de G.G.F usando coeficiente global e por 
separado tomando em consideração que h/MOD trabalhadas a estatística indica que foram 1.000 
horas. 
Horas de MOD estimada……………………………………………………………500.000 h 
Matéria-prima indirecta…………………………………………………………125.000,00Mt 
Mão-de-obra indirecta……………………………………………………………….75.000,00 
Combustível………………………………………………………………………...450.000,00 
Total de G.G.F variável………………………………………………………….650.000,00Mt 
Depreciação de equipamento……………………………………………………...50.000,00Mt 
Aluguer de fábrica……………………………………………………………….300.000,00Mt 
Total de G.G.F fixo………………………………………………………………350.000,00Mt 
Total de G.G.F………………………………………………………………….1.000.000,00Mt 
Resolução 
 Cálculo de coeficiente: 
Coeficiente global =$1.000,00 : 500.000h = $2,00/h 
Coeficiente GGF variável = $650.000,00 : 500.000h = $1,30/h 
Coeficiente GGF fixo = $350.000,00 : 500.000h = $0,70/h
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 Imputação dos coeficientes: 
Coeficiente Global=1.000,00h x $2,00/h = $200.000,00 
Coeficiente GGF variável = 1.000h x $1.30/h=$130.000,00 
Coeficiente GGF fixo = 1.000h x $0.70/h=$70.000,00 
3.1.5 Exemplo 2 
Consideremos os dados abaixo apresentando um determinado período de tempo referente a 
empresa Moçambique LTD. 
MOD 6000h 4.000h 10.000h 
GGF - - 500.000.00 
Secção A 3000h 1000h 3000.000,00 
Secção B 4000h 2000h 2000.000,00 
Pretende-se: 
Produto A Produto B Totais 
a imputação dos GGf aos dois produtos sabendo que a base a horas por MOD a que empresa 
utiliza base única ă múltipla 
Solução de exemplo 2 
Cálculo de coeficiente de base único: 
Coef. De base única=GGF : HMOD = 500.000,00:1.000H=50,00/h 
Imputação do coefiente aos produtos: 
Produto A Produto B 
Secção 1-3000hx50.00h=150.00.00 1000hx50;00/h=50.00,00 
Secção 2 - 4.000h x $33,33/h = $133.400,00 2.000h x $33,33/h = $66.600,00 
$358.400,00 $141.600,00
13 
Coef. de base múltipla = G.G.F : HMOD 
Secção 1- $300.000,00 : 4.000h =$75,00/h
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Conclusão 
O presente estudo visa efectuar um apuramento de custos de produção a partir de gastos gerais de 
fabrico (GGF). Um exemplo representativo de tal impossibilidade respeita à imputação de 
encargos indirectos logo, não imputáveis directamente - a cada uma das valências e, dentro 
destas, à produção de cada nível de produção. Deste modo, o presente estudo viu-se focalizado 
no apuramento dos custos directos, numa perspectiva orçamentalista. 
A não consideração da componente do custo de produção referente aos encargos indirectos, com 
um peso indubitavelmente relevante nos custos totais das unidades, deverá ser tida em conta 
aquando da análise dos resultados obtidos, porquanto estes deverão ser encarados como tendo 
sido determinados por baixo. Alguns dos resultados obtidos, nomeadamente ao nível das 
quantidades de matérias consumidas, resultaram de um exaustivo levantamento de dados 
efectuado numa entidade privada convencionada, tendo-se colocado a questão de saber se a 
dimensão, operacionalidade e capacidade produtiva da entidade em causa permite atingir 
economias de escala dificilmente acompanháveis no restante sector de actividade.
15 
Bibliografia 
TOMAS, A. Armando, Apontamentos de lições de contabilidade de custos, Universidade de 
Camaguey, Cuba, 2000. 
PEREIRA, C. Caiano e FRANCO, S. V, Contabilidade Analítica, Rei Dos livros, Lisboa, 6ª 
Edição, 1994 
CASHIN, James A. e R. S. Polimeni, Curso de Contabilidade de custos, McGRAw -Hill, Brasil 
LDA.

Apuramento de custo de produto

  • 1.
    2 Índice Introdução....................................................................................................................................... 3 1.Apuramento de custo de produto (GGF) ..................................................................................... 4 1.1.Regimes de fabrico ou produção............................................................................................... 4 2.Elementos de custos ..................................................................................................................... 4 2.1.Determinação do custo e controlo dos materiais directos consumidos (MD) .......................... 5 2.2.Sistema de inventários .............................................................................................................. 6 2.3.Determinação do custo e controlo da Mão-de-obra Directa (MOD) ........................................ 7 3.Gastos gerais de fabrico (GGF) ................................................................................................... 8 3.1.Determinação de Gastos Gerais de Fabrico (GGF) .................................................................. 9 3.1.1.Custeio real ............................................................................................................................ 9 3.1.2.Coeficiente global .................................................................................................................. 9 3.1.3.Custos das secções ............................................................................................................... 10 3.1.4.Imputação aos custos dos produtos ...................................................................................... 10 3.1.5. Exemplos 1.......................................................................................................................... 11 3.1.5 Exemplo 2 ............................................................................................................................ 12 Solução de exemplo2 .................................................................................................................... 12 Conclusão...................................................................................................................................... 14 Bibliografia ................................................................................................................................... 15
  • 2.
    3 Introdução Opresente trabalho tem como o tema ‘’Apuramento do custo de produto (GGF). Na verdade no cálculo dos custos da produção podem ser utilizados dois métodos diferentes (método directo ou método indirecto), correspondentes a situações diferentes. Numa dada empresa podem ser utilizados simultaneamente os dois métodos, um para uns produtos e outro para outros. O mais normal é a utilização em cada empresa de um só dos métodos. Na contabilidade analítica, abrimos uma conta para cada prédio, obra, encomenda, etc. Essas contas serão debitadas enquanto decorrer a produção, pelo consumo das matérias-primas e outros materiais, pelo custo da mão-de-obra utilizada e pelos gastos gerais de fabrico, imputáveis a cada um dos produtos. O valor acumulado a débito da conta de cada produto (conta de fabricação ou produção, indicará em cada momento o custo respectivo). Quando o “produto” estiver concluído, o valor a débito indicará o seu custo. A produção repete-se sistematicamente ao longo do ano, torna-se necessário definir um período de custeio (geralmente um mês). Para esse período teremos que quantificar a produção realizada (produção efectiva, produção terminada, produção em curso de fabrico), tendo em conta os coeficientes de acabamento respectivos. Igualmente será necessário calcular o custo da produção efectiva, tendo em conta os coeficientes de homogeneização, o custo da produção terminada, tendo em conta um método de custeio das saídas (FIFO, LIFO, custo médio) e o custo dos produtos em curso de fabrico no fim do período, tendo em conta o seu grau de acabamento. Este processo repetir-se-á em cada período de custeio.
  • 3.
    4 1.Apuramento decusto de produto (GGF) 1.1.Regimes de fabrico ou produção A transformação das matérias pode exigir um número maior ou menor de operações e desenrolar-se num só centro de actividade ou distribuir-se por diversos serviços ou departamentos fabris. Sendo assim, a fabricação pode ser:  Uniforme: quando se fabrica um único produto.  Múltipla: quando se fabrica diversos produtos.  Múltipla conjunta: quando a partir da transformação da mesma matéria-prima se obtém simultaneamente diversos produtos. Exemplo, na refinaria de petróleo se obtém gasolina, o gasóleo e outros produtos. Múltipla disjunta: quando os diversos produtos são obtidos em operações de transformação absolutamente diferente, exemplo, fabrico de moveis, conservas de carne e peixe. Contínua: a produção em curso para que seja considerada acabada implica passar nas diversas fases de transformação recomendadas, exemplo, o fabrico de cimento. Descontínua: será o caso contrário do anterior, quer dizer, a produção em curso para que seja considerada acabada não é necessariamente que passe nas diversas fases de transformação recomendada, exemplo, tipografia, etc. Relacionado a este regime podemos distinguir a fabricação: simples que é quando se verifica uma só operação de transformação e complexa que é quando se verifica várias operações de transformação. 2.Elementos de custos Na óptica do produto fabricado, os custos industriais tem 3 (três) elementos principais, nomeadamente:  Custo das matérias-primas directa consumida (MPD): são os bens que se elaboram para obter o produto final, a “ matéria que constitui a própria substância do produto acabado”.
  • 4.
    5  Custoda mão-de-obra directa aplicada (MOD): assim se designa o custo com pessoal que trabalha directamente na fabricação do produto. Aqui não se inclui o custo com pessoal da área industrial que tem funções de supervisão (encarregados, chefes das secções, directores) ou de apoio (direcção fabril, planeamento, etc.)  Gastos gerais de Fabrico (GGF): se inclui os restantes encargos relativos ao pessoal da área industrial com funções de supervisão ou apoio, matérias subsidiárias, que são matérias auxiliares de transformação das matérias-primas, como por exemplo, cola no fabrico duma mesa; e outros custos adicionais como electricidade, combustível, aguam, que indirectamente contribui no processo produtivo. 2.1.Determinação do custo e controlo dos materiais directos consumidos (MD) Antes de determinar o custo do produto é indispensável determinar o valor de cada elemento de custo e nesta ordem de ideia, começaremos pelo 1º elemento. A determinação do custo do produto envolve o conhecimento do custo das matérias directas consumidas no seu fabrico. Por conseguinte, o sistema de informação da Empresa deve possibilitar a quantidade de cada matéria consumida e o respectivo valor por cada um dos objectos de custos definidos. Para atingir aqueles objectivos é necessário implantar um subsistema de informação adequado em que as meterias são controladas por inventário permanente, definir o critério de valorização das existências a adoptar (FIFO, LIFO e Custo médio ponderado, etc.) e observar procedimentos que possibilitem a informação desejada. O controlo das matérias tem 3 (três) fases principais que são:  Primeira fase: Entrada das matérias-primas no armazém.  Segunda fase: Saídas de matérias-primas do armazém através da requisição emitida pelo serviço que as consome. Na requisição indica-se o objecto de custo relativamente ao qual se pretendem determinar os custos das matérias-primas consumidas, que são o produto fabricado si se tratar de matérias directas ou o centro de custos no caso de matérias que não são imputadas directamente aos produtos a custear (matérias subsidiarias e materiais diversos fundamentalmente).
  • 5.
    6 Assim, peloprocessamento das requisições obtêm-se mensalmente os custos das matérias consumidas por produtos e centros de custos. Em caso de até no fim do mês no centro de custo existir as matérias que não foram ainda laboradas, o procedimento habitual para corrigir o valor das requisições efectuadas e encontrar os consumos do mês, consiste na emissão de uma guia de devolução onde consta as quantidades naquela situação, servindo a cópia desta guia como requisição a processar no primeiro dia do mês seguinte.  Terceira fase: Movimentos verificados em cada artigo e o stock até a data. O documento onde reflecte estes movimentos, entradas, saídas e existências se conhece vulgarmente por ficha de armazém, 2.2.Sistema de inventários Para o efeito de contabilização, existem 2 (dois) sistemas de inventário que são: 1. Sistema de inventário permanente Aquele que se efectua permanentemente, cuja as características principais que diferenciam com o anterior, são:  Uso da ficha de armazém como a ilustrada na página anterior.  Qualquer momento se conhece o valor do inventário final e o custo das matérias usadas ou consumidas.  Tem definido o critério de valorização das existências que podem ser: FIFO, LIFO e Custo médio ponderado. FIFO: Primeiro a entrar é o primeiro a sair, a matéria-prima comprada primeiro passa ser o que se consome primeiro e o inventário final estará composto pelo valor da matéria-prima recebida em último. LIFO: Ultimo a entrar é o primeiro a sair, a matéria-prima comprada em ultimo é que se consome em primeiro e o inventário final estará composto pelo valor da matéria-prima recebida em primeiro.
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    7 Custo médioponderado: consiste em dividir o custo total da matéria-prima adquirida pelas unidades compradas para determinar o custo médio ponderado e este, multiplica-se pela matéria-prima usada logo, o resultado é o custo da matéria usada. Se queremos determinar o valor de inventário final, é só multiplicar custo médio ponderado pela quantidade da matéria-prima existente. 2. Sistema de inventário periódico ou intermitente Ė aquele que se efectua a determinação do inventário final e para conhecer o custo da matéria prima usada é preciso esperar no fim do exercício para a realização da contagem física. Finalmente, para determinar o custo das matérias-primas consumidas ou usadas durante o exercício utiliza-se a seguinte formula: Inventário inicial de matérias + Compras de matérias – Inventario final de matérias = Custo de matéria usada ou consumida. 2.3.Determinação do custo e controlo da Mão-de-obra Directa (MOD) Nos últimos anos os custos totais cresceram significativamente devidos os subsídios, pagamentos de férias, pensões, assistência médica, seguros de vida e outros benefícios laborais que significa este elemento de custo é o mais elevado de todos. As remunerações podemos classificar em fixas e variáveis. São remunerações fixas:  A remuneração mensal (ordenado).  O subsídio de férias: qualquer trabalhador tem direito depois, de 12 meses de trabalho, a 30 dias de férias e a um subsídio de férias equivalente à remuneração mensal.  O subsídio de natal: depois de 12 meses de trabalho há direito a um subsídio equivalente à remuneração mensal.  Pelo exposto, o trabalhador recebe durante os 12 meses de trabalho uma remuneração anual equivalente a 14 ordenados.  E mais outras remunerações fixas como o subsídio de isenção de horário de trabalho e a gratificação de falhas de caixa e gratificação de chefia.
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    8 As Empresaspodem prever outras remunerações como por exemplo, subsidio pela prestação de trabalho em turnos. Dos diversos tipos de remunerações variáveis, salientamos:  Remuneração pela prestação de trabalho para alem do horário normal (horas extraordinárias).  Comissões sobre vendas ou compras.  Prémios de produtividade. As remunerações pagas aos trabalhadores a entidade patronal devem efectuar os seguintes descontos:  A segurança social que a entidade patronal retém para depois canalizar a INSS.  O IRPS que depende do nível de remuneração da pessoa e da sua situação familiar, e  Mais outros descontos como prestações de empréstimos concedidos pela Empresa. Normalmente a contabilização do custo referente a mão-de-obra numa empresa compreende três (3) actividades: 1º Se busca o tempo trabalhado através dos livros de ponto e se elabora efectividades. 2º Se efectua o processamento do salário e 3º Se efectua a distribuição destes por centros de custos. 3.Gastos gerais de fabrico (GGF) Os gastos gerais de fabrico caracterizam-se por reunir os custos relativos a energia, manutenção, depreciação das máquinas, etc. Neste estudo os valores relativos a energia e manutenção já foram apresentados, os valores relativos a depreciações e amortizações não são contemplados, pois, actualmente não existe maquinaria a amortizar. No trabalho desenvolvido foram identificadas duas alternativas relativamente à forma como se alocam os gastos gerais de fabrico aos produtos. As duas versões propostas para o sistema de custeio diferenciam-se na forma como atribuem os GGF nos orçamentos. A primeira alternativa (versão 1) baseia-se no número de máquinas postos e no tempo aparente de utilização de cada uma/um, atribuindo uma taxa particular a cada posto a qual inclui também a MOD, resultando daí uma taxa para os custos de transformação. Enquanto
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    9 na outraalternativa definem-se os custos relativos aos gastos gerais de fabrico em função dos custos com mão-de-obra directa. Esta segunda alternativa é mais simples e expedita mas também é aquela que tem o maior erro de imputação associado. 3.1.Determinação de Gastos Gerais de Fabrico (GGF) Para uma melhor compreensão sobre a problemática associada à imputação dos custos Indirectos (G.G.F) vamos partir de dois conceitos importantes, que são: custeio real e Custeio normal. 3.1.1.Custeio real Esta técnica se caracteriza em acumular os custos na medida em que se incorre. Ela é aceite geralmente para o registo das matérias directas e mão-de-obra directa pois se pode imputar facilmente às ordens específicas (Custeio por ordem de produção) ou aos departamentos (custeio por processo). Os G.G.F por se tratar dum elemento indirecto de custo do produto, não se pode imputar facilmente a uma ordem de produção ou a um departamento, pois nele se encontra tanto os custos variáveis como os custos fixos e como consequência deve-se utilizar a técnica do custeio normal que consiste em acumular os custos na medida em que se incorre, com uma excepção, os G.G.F se imputam à produção com base em produção real (horas, unidades produzidas) multiplicadas por um coeficiente de imputação predeterminado dos G.G.F pois os G.G.F não se incorrem uniformemente durante o período. A determinação de um coeficiente de imputação implica:  Identificar os custos indirectos (G.G.F)  Definir base de imputação.  Dividir o valor de G.G.F pela respectiva base de imputação. 3.1.2.Coeficiente global Se utiliza quando se fabrica um só produto ou quando se fabricam diferentes produtos que passam através dos mesmos departamentos produtivos e se imputam valores similares de G.G.F. Coeficientes múltiplos: se usa quando se fabricam diferentes produtos que não passam, ou que
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    10 sim passam,se lhes deve imputar valores diferentes de G.G.F devido às quantidades diferentes de atenção que cada produto recebe. Imputação dos coeficientes separados: as Empresas imputam separadamente os seus gastos gerais de fabrico tanto variáveis como fixos perante uma mudança de actividade pois eles não se comportam de igual maneira. Esses coeficientes são úteis para o controle e análise dos G.G.F imputados contra os G.G.F reais. 3.1.3.Custos das secções As Empresas de acordo com as finalidades podem imputar os seus custos utilizando as Secções principais que são aquelas que para o cumprimento dos objectivos são indispensáveis podendo ser compostas por aprovisionamento, produção, etc. E as secções auxiliares que são destinadas a auxiliar os trabalhos realizados noutras secções principais podendo ser reparação, manutenção, transporte, etc. Secção auxiliar Secção principal Energia Manutenção Provisionamento Oficina 1 Oficina 2 Oficina 3 15% 10% 5% 25% 20% 25% 2% 5% 5% 3% 1% 3% 4% 2% Total % Total 33% Total 29 % Total 30% 3.1.4.Imputação aos custos dos produtos A afectação dos custos das secções pode ocorrer em dois estádios de imputação que são:  Imputação primária: os custos são imputados às secções correspondentes cabendo a cada uma um valor relacionado com o seu coeficiente de imputação.  Imputação secundária: os custos afectos na secção auxiliar são reimputados a secção principal e dai, soma-se os custos de cada área.
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    11 A medidaque vão surgindo os gastos, irão sendo classificados segundo as secções a que respeitam e nelas são imputados. A soma dos custos direitos registados e dos custos das secções auxiliares, corresponde o total dos custos da secção. Se pretendermos determinar o custo industrial do produto nessa obra, dividimos o custo total da secção pelo número de unidades de obra. Quando a secção não tem unidades de obra, mas sim unidades de custeio ou de imputação, apuramos na mesma os custos industriais. 3.1.5. Exemplos 1 A partir da seguinte informação, calcule os coeficientes de imputação de G.G.F usando Como base horas/MOD. Depois, efectue a imputação de G.G.F usando coeficiente global e por separado tomando em consideração que h/MOD trabalhadas a estatística indica que foram 1.000 horas. Horas de MOD estimada……………………………………………………………500.000 h Matéria-prima indirecta…………………………………………………………125.000,00Mt Mão-de-obra indirecta……………………………………………………………….75.000,00 Combustível………………………………………………………………………...450.000,00 Total de G.G.F variável………………………………………………………….650.000,00Mt Depreciação de equipamento……………………………………………………...50.000,00Mt Aluguer de fábrica……………………………………………………………….300.000,00Mt Total de G.G.F fixo………………………………………………………………350.000,00Mt Total de G.G.F………………………………………………………………….1.000.000,00Mt Resolução  Cálculo de coeficiente: Coeficiente global =$1.000,00 : 500.000h = $2,00/h Coeficiente GGF variável = $650.000,00 : 500.000h = $1,30/h Coeficiente GGF fixo = $350.000,00 : 500.000h = $0,70/h
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    12  Imputaçãodos coeficientes: Coeficiente Global=1.000,00h x $2,00/h = $200.000,00 Coeficiente GGF variável = 1.000h x $1.30/h=$130.000,00 Coeficiente GGF fixo = 1.000h x $0.70/h=$70.000,00 3.1.5 Exemplo 2 Consideremos os dados abaixo apresentando um determinado período de tempo referente a empresa Moçambique LTD. MOD 6000h 4.000h 10.000h GGF - - 500.000.00 Secção A 3000h 1000h 3000.000,00 Secção B 4000h 2000h 2000.000,00 Pretende-se: Produto A Produto B Totais a imputação dos GGf aos dois produtos sabendo que a base a horas por MOD a que empresa utiliza base única ă múltipla Solução de exemplo 2 Cálculo de coeficiente de base único: Coef. De base única=GGF : HMOD = 500.000,00:1.000H=50,00/h Imputação do coefiente aos produtos: Produto A Produto B Secção 1-3000hx50.00h=150.00.00 1000hx50;00/h=50.00,00 Secção 2 - 4.000h x $33,33/h = $133.400,00 2.000h x $33,33/h = $66.600,00 $358.400,00 $141.600,00
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    13 Coef. debase múltipla = G.G.F : HMOD Secção 1- $300.000,00 : 4.000h =$75,00/h
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    14 Conclusão Opresente estudo visa efectuar um apuramento de custos de produção a partir de gastos gerais de fabrico (GGF). Um exemplo representativo de tal impossibilidade respeita à imputação de encargos indirectos logo, não imputáveis directamente - a cada uma das valências e, dentro destas, à produção de cada nível de produção. Deste modo, o presente estudo viu-se focalizado no apuramento dos custos directos, numa perspectiva orçamentalista. A não consideração da componente do custo de produção referente aos encargos indirectos, com um peso indubitavelmente relevante nos custos totais das unidades, deverá ser tida em conta aquando da análise dos resultados obtidos, porquanto estes deverão ser encarados como tendo sido determinados por baixo. Alguns dos resultados obtidos, nomeadamente ao nível das quantidades de matérias consumidas, resultaram de um exaustivo levantamento de dados efectuado numa entidade privada convencionada, tendo-se colocado a questão de saber se a dimensão, operacionalidade e capacidade produtiva da entidade em causa permite atingir economias de escala dificilmente acompanháveis no restante sector de actividade.
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    15 Bibliografia TOMAS,A. Armando, Apontamentos de lições de contabilidade de custos, Universidade de Camaguey, Cuba, 2000. PEREIRA, C. Caiano e FRANCO, S. V, Contabilidade Analítica, Rei Dos livros, Lisboa, 6ª Edição, 1994 CASHIN, James A. e R. S. Polimeni, Curso de Contabilidade de custos, McGRAw -Hill, Brasil LDA.