AULA 1
BEM-VINDO À DISCIPLINA
ANÁLISE TEXTUAL
Prof. Roberto Paes
AULA 1
Objetivo desta aula
Revisar o conteúdo das aulas 6 a 10 para a primeira avaliação
da disciplina
AULA 1
Conceitos a serem vistos nesta aula
- Tópico frasal
- Construção de parágrafos: função e estrutura
AULA 1
http://www.youtube.com/watch?v=gKjoJ-GNe20
AULA 1
Parágrafo é a menor unidade de análise um texto, e consiste
tipicamente de uma ideia, pensamento ou ponto principal,
acompanhado por detalhes que o complementam.
Cada novo parágrafo de um texto é concebido sobre o que veio
antes, e prepara para o que vem adiante, de forma a se ter um
encadeamento lógico e coerente.
Conceituando parágrafo...
Nos textos poéticos, a unidade de análise é o verso. Um
conjunto de versos forma uma estrofe. A estrofe funciona
como um parágrafo no poema.
AULA 1
A Constituição da República de 1988 prevê, em seu artigo 227, que
serão assegurados às crianças e aos adolescentes, com absoluta
prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao
lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar e comunitária. A garantia de tais
direitos é um dever da família, da sociedade e do Estado que devem,
ainda, proteger as crianças e adolescentes de toda forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
O aludido dispositivo constitucional traduz a doutrina da proteção
integral, que se orienta pela ideia de que as crianças e os adolescentes
são titulares (sujeitos) de direitos, sendo certo que sua especial condição
de pessoas em desenvolvimento demanda particulares relações com a
família, a sociedade e o Estado.
Estudo de caso: parágrafo como continuidade de um texto
AULA 1
O tópico frasal
A idéia central do parágrafo é enunciada através de um período
(ou, eventualmente, trecho dele) denominado tópico frasal. Esse
período orienta ou governa o resto do parágrafo; dele nascem
outros períodos secundários ou periféricos.
Muitas vezes, um parágrafo é composto por só um período,
embora isso possa indicar um possível erro de “organização” ou
falta de aprofundamento.
O tópico frasal é uma espécie de núcleo principal, do qual
outras ideias serão desenvolvidas, sempre ligadas à ideia
apresentada no tópico. Caso o assunto ou abordagem
presente no tópico frasal mude, muda-se de parágrafo.
AULA 1
Para construir um parágrafo dissertativo/argumentativo:
levantamento de ideias
Ideia central:
A preocupação com o meio ambiente deixou de ser um assunto
somente para ecologistas.
Outras ideias/informações possíveis:
- A Região Amazônica sofre queimadas e desmatamentos
diariamente.
- O Brasil é o 4º maior poluidor do clima no mundo - cerca de 75%
das emissões vêm dos desmatamentos e queimadas,
principalmente na região.
AULA 1
Como ficaria o parágrafo?
A partir da junção das ideias, através de elementos coesivos,
é possível construir um parágrafo, liderado pelo tópico frasal
e pela correlação das ideias adjacentes a ele.
A preocupação com o meio ambiente deixou de ser um
assunto somente para ecologistas. A Região Amazônica, por
exemplo, sofre queimadas e desmatamentos diariamente. Isso
fez com que o Brasil se tornasse o 4º maior poluidor do clima no
mundo, pois cerca de 75% das emissões de monóxido de
carbono vêm dos desmatamentos e queimadas, principalmente
naquela região.
AULA 1
Os gêneros textuais mais comuns ao tipo narrativo são
notícia, informe, conto, crônica e romance.
O texto narrativo normalmente se organiza a partir das seguintes
perguntas (nem todas precisam estar presentes):
O quê?
Quem?
Quando?
Como?
Por quê?
Outras informações relevantes?
Estrutura do texto narrativo
AULA 1
Organização dos parágrafos do texto narrativo
1º parágrafo – O quê? Quem? Quando?
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar
Mendes, disse nesta terça-feira que pretende decidir até o dia 23
de abril sobre o pedido de intervenção federal no governo do
Distrito Federal, apresentado pelo procurador-geral da República,
Roberto Gurgel.
2º parágrafo – Como? Por quê?
Como Mendes deixa a presidência do STF no dia 23, o ministro
disse que sua disposição é levar a questão ao plenário da Corte
até a data.
AULA 1
Estrutura do texto dissertativo
O texto dissertativo (também denominado expositivo, ou
informativo) normalmente se organiza a partir das seguintes
etapas (nem todas precisam estar presentes):
- Definição
- Contextualização histórica
- Características
- Finalidades/objetivos
- Exemplos/aplicações
AULA 1
Organização dos parágrafos do texto dissertativo
1º parágrafo – Definição
A globalização corresponde ao envolvimento de várias economias
no mercado internacional, ou a interdependência comercial entre
os países.
2º parágrafo – Finalidades
Ela tem promovido a diminuição do mundo, diminuição esta
ocasionada pela modernização dos transportes, por exemplo.
3º parágrafo – Exemplos/aplicações
Entretanto, uma das aplicações mais importantes é a
modernização dos meios de comunicação que atuam em nível
global, através de aparelhos como telefone celular, fax,
televisores a cabo e internet, fazendo com que as pessoas
mantenham contato em tempo real, estejam onde estiverem.
AULA 1
Conceitos a serem vistos nesta aula
- Organização do raciocínio argumentativo
AULA 8
AULA 1
A
Analisando o vídeo...
Quando observamos uma roleta, sabemos que há uma
possibilidade de se obter números da cor vermelha e números da
cor preta.
Isso quer dizer que nós podemos antecipar uma verdade, mesmo
que ela não seja fisicamente comprovada.
AULA 8
AULA 1
Raciocínio indutivo
O raciocínio indutivo é um movimento de pensamento que vai
de uma ou várias verdades singulares a uma verdade universal.
O calor dilata o ferro, o cobre, o bronze, o aço.
Logo, o calor dilata todos os metais.
Um argumento indutivo afirma que a verdade da conclusão é
apenas apoiada pelas premissas.
AULA 8
AULA 1
Raciocínio dedutivo
O raciocínio dedutivo. — O raciocínio dedutivo é um
movimento de pensamento que vai de uma verdade universal a
uma outra verdade menos universal (ou singular).
A expressão principal deste raciocínio é o silogismo.
Tudo o que é espiritual é incorruptível. Ora, a alma humana é
espiritual. Logo, a alma humana é incorruptível.
Um argumento dedutivo afirma que a verdade de uma conclusão
é uma consequência lógica das premissas que o antecedem.
A expressão principal deste raciocínio é o silogismo.
AULA 8
AULA 1
A argumentação pelo raciocínio
Para argumentarmos, precisamos envolver nosso interlocutor em
um raciocínio que seja considerado válido por ele.
Ou seja, há uma adesão ao argumento porque há uma adesão ao
raciocínio estabelecido no argumento.
TESE – afirmação ou ponto de vista, opinião.
ARGUMENTO – justificativas, explicações que validam a tese.
AULA 8
AULA 1
A argumentação pelo raciocínio
TESE: O melhor plano de saúde é viver.
ARGUMENTO IMPLÍCITO: para realizar seus diversos sonhos, é
preciso estar vivo.
Todo ser humano deseja realizar vários sonhos.
Para eles serem realizados, o ser humano precisa estar vivo.
Logo, viver é a única forma de realizar sonhos.
Por extensão...
Não adianta termos um plano de saúde se não estivermos vivos.
AULA 8
AULA 1
A contra-argumentação
Contra-argumentar é tomar como base o raciocínio usado para
desestruturá-lo.
ARGUMENTO
Todo mundo que mora na favela é ou será criminoso.
CONTRA-ARGUMENTO
- A Rocinha possui cerca de 100.000 mil habitantes. A Rocinha é
uma entre as mais de 100 favelas na cidade do Rio de Janeiro.
- O efetivo da Polícia Militar no Estado do Rio de Janeiro é de
aproximadamente 50.000 policiais.
LOGO...
Todos sofreríamos crimes incessantemente, ou o argumento está
errado.
AULA 8
AULA 1
Reconhecendo o argumento...
Tá legal
Tá legal, eu aceito o argumento
Mas não me altere o samba tanto assim
Olha que a rapaziada está sentindo a falta
De um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim
AULA 8
AULA 1
Reconhecendo o argumento...
AULA 8
AULA 1
Argumentação e contra-argumentação
TESE
Uma imagem vale mais que mil palavras.
AULA 8
AULA 1
Conceitos a serem vistos nesta aula
- Sentidos metafóricos
- Sentidos metonímicos
AULA 1
http://www.youtube.com/watch?v=WIA3zIZW_QU
AULA 1
Do texto para o “outro” texto
Quando estamos diante de um texto para fazer uma leitura,
geralmente imaginamos que todas as informações estarão
disponíveis no próprio texto, não é mesmo? Bem, nem sempre
acontece dessa maneira.
Há textos em que as mensagens não estão tão evidentes, e
por isso necessitam mais de nosso conhecimento, já que as
palavras não se bastam sozinhas.
Muitas vezes lemos nas entrelinhas e nem nos damos conta
disso... Quando isso acontece, estamos ativando nosso
conhecimento prévio para interpretar um texto.
AULA 1
Interpretação de texto: publicidade
Os textos publicitários, por não terem como característica a presença de
um texto longo, usam o conhecimento de mundo para comunicarem. Para
tal, usam “chaves” interpretativas.
AULA 1
Do texto para o “outro” texto
Quando as palavras estão estrategicamente colocadas e não
trazem a maior parte do conteúdo da mensagem, o leitor tem
mais trabalho, pois o texto não explica, mas necessita que o leitor
busque o entendimento.
Assim, ele precisa acionar seu “conhecimento de mundo” para
fazer as conexões adequadas com as palavras e chegar ao
entendimento do texto.
O efeito de sentido exige a interpretação e o acionamento de
conhecimento prévio.
AULA 1
Estudo de caso: interpretação
- Olá, tudo bem?
- Mais ou menos... Estou com glaucoma.
- A Dra. Elisa é ótima, posso lhe dar o telefone.
E você, conseguiu entender os sentidos evocados no texto?
AULA 1
Estudo de caso: a piada
Só é possível fazer humor se tivermos certeza de que
entendemos as pistas de interpretação.
Dois bêbados conversam:
— Você não sabe da última. — disse o primeiro.
— O que foi? — responde o outro.
— Eu ouvi dizer que descobriram uma doença que se cura com
whisky.
— Oba, que legal! E você sabe como é que a gente faz para
pegar essa doença?
AULA 1
http://www.youtube.com/watch?v=SxdW2JI00a4
AULA 1
Conceito
“Metáfora é um princípio onipresente da linguagem, pois é um
meio de nomear um conceito de um dado domínio de
conhecimento pelo emprego de uma palavra usual em outro
domínio. Essa versatilidade faz da metáfora um recurso de
economia lexical, mas com um potencial expressivo muitas vezes
surpreendente”.
(AZEREDO, 2008, p. 484).
A metáfora baseia-se na transferência (metaphorá em grego
significa “transporte”) de um termo para um contexto que
não lhe é próprio.
Interpretação de texto: a metáfora
AULA 1
A metáfora funciona a partir do estabelecimento de uma relação
de sentido entre um elemento comparado e um elemento
comparante.
A vida é chuva de verão.
A associação da vida a chuva de verão é puramente subjetiva.
Cabe ao leitor completar o sentido de tal associação, a partir da
sua sensibilidade, da sua experiência. Essa metáfora, portanto,
pode ser compreendida das mais diferentes formas. Isso não
quer dizer que ela possa ser interpretada de qualquer jeito, mas
que a compreensão dela é flexível, ampla.
Interpretação de texto: a metáfora
AULA 1
http://www.youtube.com/watch?v=HV6YvjHyeGY&feature=related
AULA 1
Conceito
“Metonímia consiste na transferência de um termo para o âmbito
de um significado que não é o seu, processado por uma relação
cuja lógica se dá, não na semelhança, mas na contigüidade das
idéias.”
(AZEREDO, 2008, p. 485).
Na metonímia, a relação entre os elementos que os termos
designam não depende exclusivamente do indivíduo, mas da
ligação objetiva que esses elementos mantêm na realidade.
Interpretação de texto: a metonímia
AULA 1
Na metáfora a substituição de um termo por outro se dá por um
processo interno, intuitivo, estritamente dependente do sujeito
que realiza a substituição.
Na metonímia, o processo é externo, pois a relação entre aquilo
que os termos significam é verificável na realidade externa ao
sujeito que estabelece tal relação.
Na metonímia, um termo substitui outro não porque a nossa
sensibilidade estabeleça uma relação de semelhança entre os
elementos que esses termos designam (caso da metáfora), mas
porque esses elementos têm, de fato, uma relação de
dependência.
Interpretação de texto: metáfora x metonímia
AULA 1
Metonímia: exemplos
Sou alérgico a cigarro (causa por consequência)
Fumei um cubano (produtor por produto)
Comprei 200 cabeças de gado (parte por todo)
Cole com durex! (marca por produto)
Tomei uma caixa de cerveja (continente por conteúdo)
Li Shakespeare ontem (autor por obra)
AULA 1
Atividade: análise de propaganda
AULA 1
Conceitos a serem vistos nesta aula
- Duplo sentido
- Ambiguidade
AULA 1
http://www.youtube.com/watch?v=0CXpf-4ArM8&feature=related
AULA 1
Duplo sentido
Duplo sentido é a propriedade que têm certas palavras e
expressões da língua de serem interpretadas de duas maneiras
diferentes.
Em diferentes contextos de interlocução, é possível explorar essa
possibilidade para se permitir mais de uma interpretação, criando
um efeito de sentido que pode ser “lido” de duas maneiras
diferentes.
Devemos ser capazes de reconhecer quando uma palavra ou
expressão pode adquirir mais de um sentido, bem como
associar cada um desses sentidos a um contexto particular.
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AULA 1
AULA 1
http://www.youtube.com/watch?v=sVPa46W3uMY
AULA 1
Ambiguidade
Muitas vezes um texto apresenta palavras ou expressões que
permitem mais de um sentido de leitura, embora isso não tenha
sido feito propositadamente.
Nesses casos, estamos diante de uma ambiguidade, o que pode
gerar dificuldades de compreensão de um texto.
A ambiguidade deve ser evitada, já que pode provocar leitura
completamente afastada da intenção original de comunicar.
AULA 1
Ambiguidade
AULA 1
Ambiguidade
AULA 1
Ambiguidade estrutural
Temos ambiguidade estrutural quando uma palavra ou expressão
está distribuída no texto de forma irregular.
Os estudantes perguntaram ao
professor sobre o agendamento das
provas no dia 09 de abril.
Qual informação no texto acima está ambígua?
AULA 1
Exemplos de ambiguidade estrutural: qual é o problema?
Solicitei o agendamento para a Estácio.
Os alunos que estudam frequentemente têm
boas notas.
No chat, vários estudantes perguntaram ao
professor sobre suas limitações acadêmicas.
AULA 1
Ambiguidade lexical (ou polissêmica)
Muitas vezes a ambiguidade é gerada pelo uso de uma palavra
que possui mais de um sentido.
Nesses casos, temos a ambiguidade lexical, devido à
possibilidade de significados alternativos à mesma palavra.
Polissemia é uma propriedade que uma mesma palavra tem
de apresentar vários significados.
AULA 1
Exemplos de ambiguidade lexical
O cartaz foi colocado próximo ao banco.
Estudantes viram porcos na fazenda.
O professor foi educado com a turma.
AULA 1
Análise de texto: onde está a ambiguidade?
As locadoras de São Carlos estão escondendo suas
fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma
portaria de dezembro de 1991, do Juizado de
Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem,
exponham e vendam fitas pornográficas a menores
de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18
anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou
autorização dos pais.
Muitas vezes a ambiguidade pode ser desfeita pelo nosso
conhecimento de mundo.

Analise textual

  • 1.
    AULA 1 BEM-VINDO ÀDISCIPLINA ANÁLISE TEXTUAL Prof. Roberto Paes
  • 2.
    AULA 1 Objetivo destaaula Revisar o conteúdo das aulas 6 a 10 para a primeira avaliação da disciplina
  • 3.
    AULA 1 Conceitos aserem vistos nesta aula - Tópico frasal - Construção de parágrafos: função e estrutura
  • 4.
  • 5.
    AULA 1 Parágrafo éa menor unidade de análise um texto, e consiste tipicamente de uma ideia, pensamento ou ponto principal, acompanhado por detalhes que o complementam. Cada novo parágrafo de um texto é concebido sobre o que veio antes, e prepara para o que vem adiante, de forma a se ter um encadeamento lógico e coerente. Conceituando parágrafo... Nos textos poéticos, a unidade de análise é o verso. Um conjunto de versos forma uma estrofe. A estrofe funciona como um parágrafo no poema.
  • 6.
    AULA 1 A Constituiçãoda República de 1988 prevê, em seu artigo 227, que serão assegurados às crianças e aos adolescentes, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. A garantia de tais direitos é um dever da família, da sociedade e do Estado que devem, ainda, proteger as crianças e adolescentes de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. O aludido dispositivo constitucional traduz a doutrina da proteção integral, que se orienta pela ideia de que as crianças e os adolescentes são titulares (sujeitos) de direitos, sendo certo que sua especial condição de pessoas em desenvolvimento demanda particulares relações com a família, a sociedade e o Estado. Estudo de caso: parágrafo como continuidade de um texto
  • 7.
    AULA 1 O tópicofrasal A idéia central do parágrafo é enunciada através de um período (ou, eventualmente, trecho dele) denominado tópico frasal. Esse período orienta ou governa o resto do parágrafo; dele nascem outros períodos secundários ou periféricos. Muitas vezes, um parágrafo é composto por só um período, embora isso possa indicar um possível erro de “organização” ou falta de aprofundamento. O tópico frasal é uma espécie de núcleo principal, do qual outras ideias serão desenvolvidas, sempre ligadas à ideia apresentada no tópico. Caso o assunto ou abordagem presente no tópico frasal mude, muda-se de parágrafo.
  • 8.
    AULA 1 Para construirum parágrafo dissertativo/argumentativo: levantamento de ideias Ideia central: A preocupação com o meio ambiente deixou de ser um assunto somente para ecologistas. Outras ideias/informações possíveis: - A Região Amazônica sofre queimadas e desmatamentos diariamente. - O Brasil é o 4º maior poluidor do clima no mundo - cerca de 75% das emissões vêm dos desmatamentos e queimadas, principalmente na região.
  • 9.
    AULA 1 Como ficariao parágrafo? A partir da junção das ideias, através de elementos coesivos, é possível construir um parágrafo, liderado pelo tópico frasal e pela correlação das ideias adjacentes a ele. A preocupação com o meio ambiente deixou de ser um assunto somente para ecologistas. A Região Amazônica, por exemplo, sofre queimadas e desmatamentos diariamente. Isso fez com que o Brasil se tornasse o 4º maior poluidor do clima no mundo, pois cerca de 75% das emissões de monóxido de carbono vêm dos desmatamentos e queimadas, principalmente naquela região.
  • 10.
    AULA 1 Os gênerostextuais mais comuns ao tipo narrativo são notícia, informe, conto, crônica e romance. O texto narrativo normalmente se organiza a partir das seguintes perguntas (nem todas precisam estar presentes): O quê? Quem? Quando? Como? Por quê? Outras informações relevantes? Estrutura do texto narrativo
  • 11.
    AULA 1 Organização dosparágrafos do texto narrativo 1º parágrafo – O quê? Quem? Quando? O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, disse nesta terça-feira que pretende decidir até o dia 23 de abril sobre o pedido de intervenção federal no governo do Distrito Federal, apresentado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. 2º parágrafo – Como? Por quê? Como Mendes deixa a presidência do STF no dia 23, o ministro disse que sua disposição é levar a questão ao plenário da Corte até a data.
  • 12.
    AULA 1 Estrutura dotexto dissertativo O texto dissertativo (também denominado expositivo, ou informativo) normalmente se organiza a partir das seguintes etapas (nem todas precisam estar presentes): - Definição - Contextualização histórica - Características - Finalidades/objetivos - Exemplos/aplicações
  • 13.
    AULA 1 Organização dosparágrafos do texto dissertativo 1º parágrafo – Definição A globalização corresponde ao envolvimento de várias economias no mercado internacional, ou a interdependência comercial entre os países. 2º parágrafo – Finalidades Ela tem promovido a diminuição do mundo, diminuição esta ocasionada pela modernização dos transportes, por exemplo. 3º parágrafo – Exemplos/aplicações Entretanto, uma das aplicações mais importantes é a modernização dos meios de comunicação que atuam em nível global, através de aparelhos como telefone celular, fax, televisores a cabo e internet, fazendo com que as pessoas mantenham contato em tempo real, estejam onde estiverem.
  • 14.
    AULA 1 Conceitos aserem vistos nesta aula - Organização do raciocínio argumentativo AULA 8
  • 15.
    AULA 1 A Analisando ovídeo... Quando observamos uma roleta, sabemos que há uma possibilidade de se obter números da cor vermelha e números da cor preta. Isso quer dizer que nós podemos antecipar uma verdade, mesmo que ela não seja fisicamente comprovada. AULA 8
  • 16.
    AULA 1 Raciocínio indutivo Oraciocínio indutivo é um movimento de pensamento que vai de uma ou várias verdades singulares a uma verdade universal. O calor dilata o ferro, o cobre, o bronze, o aço. Logo, o calor dilata todos os metais. Um argumento indutivo afirma que a verdade da conclusão é apenas apoiada pelas premissas. AULA 8
  • 17.
    AULA 1 Raciocínio dedutivo Oraciocínio dedutivo. — O raciocínio dedutivo é um movimento de pensamento que vai de uma verdade universal a uma outra verdade menos universal (ou singular). A expressão principal deste raciocínio é o silogismo. Tudo o que é espiritual é incorruptível. Ora, a alma humana é espiritual. Logo, a alma humana é incorruptível. Um argumento dedutivo afirma que a verdade de uma conclusão é uma consequência lógica das premissas que o antecedem. A expressão principal deste raciocínio é o silogismo. AULA 8
  • 18.
    AULA 1 A argumentaçãopelo raciocínio Para argumentarmos, precisamos envolver nosso interlocutor em um raciocínio que seja considerado válido por ele. Ou seja, há uma adesão ao argumento porque há uma adesão ao raciocínio estabelecido no argumento. TESE – afirmação ou ponto de vista, opinião. ARGUMENTO – justificativas, explicações que validam a tese. AULA 8
  • 19.
    AULA 1 A argumentaçãopelo raciocínio TESE: O melhor plano de saúde é viver. ARGUMENTO IMPLÍCITO: para realizar seus diversos sonhos, é preciso estar vivo. Todo ser humano deseja realizar vários sonhos. Para eles serem realizados, o ser humano precisa estar vivo. Logo, viver é a única forma de realizar sonhos. Por extensão... Não adianta termos um plano de saúde se não estivermos vivos. AULA 8
  • 20.
    AULA 1 A contra-argumentação Contra-argumentaré tomar como base o raciocínio usado para desestruturá-lo. ARGUMENTO Todo mundo que mora na favela é ou será criminoso. CONTRA-ARGUMENTO - A Rocinha possui cerca de 100.000 mil habitantes. A Rocinha é uma entre as mais de 100 favelas na cidade do Rio de Janeiro. - O efetivo da Polícia Militar no Estado do Rio de Janeiro é de aproximadamente 50.000 policiais. LOGO... Todos sofreríamos crimes incessantemente, ou o argumento está errado. AULA 8
  • 21.
    AULA 1 Reconhecendo oargumento... Tá legal Tá legal, eu aceito o argumento Mas não me altere o samba tanto assim Olha que a rapaziada está sentindo a falta De um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim AULA 8
  • 22.
    AULA 1 Reconhecendo oargumento... AULA 8
  • 23.
    AULA 1 Argumentação econtra-argumentação TESE Uma imagem vale mais que mil palavras. AULA 8
  • 24.
    AULA 1 Conceitos aserem vistos nesta aula - Sentidos metafóricos - Sentidos metonímicos
  • 25.
  • 26.
    AULA 1 Do textopara o “outro” texto Quando estamos diante de um texto para fazer uma leitura, geralmente imaginamos que todas as informações estarão disponíveis no próprio texto, não é mesmo? Bem, nem sempre acontece dessa maneira. Há textos em que as mensagens não estão tão evidentes, e por isso necessitam mais de nosso conhecimento, já que as palavras não se bastam sozinhas. Muitas vezes lemos nas entrelinhas e nem nos damos conta disso... Quando isso acontece, estamos ativando nosso conhecimento prévio para interpretar um texto.
  • 27.
    AULA 1 Interpretação detexto: publicidade Os textos publicitários, por não terem como característica a presença de um texto longo, usam o conhecimento de mundo para comunicarem. Para tal, usam “chaves” interpretativas.
  • 28.
    AULA 1 Do textopara o “outro” texto Quando as palavras estão estrategicamente colocadas e não trazem a maior parte do conteúdo da mensagem, o leitor tem mais trabalho, pois o texto não explica, mas necessita que o leitor busque o entendimento. Assim, ele precisa acionar seu “conhecimento de mundo” para fazer as conexões adequadas com as palavras e chegar ao entendimento do texto. O efeito de sentido exige a interpretação e o acionamento de conhecimento prévio.
  • 29.
    AULA 1 Estudo decaso: interpretação - Olá, tudo bem? - Mais ou menos... Estou com glaucoma. - A Dra. Elisa é ótima, posso lhe dar o telefone. E você, conseguiu entender os sentidos evocados no texto?
  • 30.
    AULA 1 Estudo decaso: a piada Só é possível fazer humor se tivermos certeza de que entendemos as pistas de interpretação. Dois bêbados conversam: — Você não sabe da última. — disse o primeiro. — O que foi? — responde o outro. — Eu ouvi dizer que descobriram uma doença que se cura com whisky. — Oba, que legal! E você sabe como é que a gente faz para pegar essa doença?
  • 31.
  • 32.
    AULA 1 Conceito “Metáfora éum princípio onipresente da linguagem, pois é um meio de nomear um conceito de um dado domínio de conhecimento pelo emprego de uma palavra usual em outro domínio. Essa versatilidade faz da metáfora um recurso de economia lexical, mas com um potencial expressivo muitas vezes surpreendente”. (AZEREDO, 2008, p. 484). A metáfora baseia-se na transferência (metaphorá em grego significa “transporte”) de um termo para um contexto que não lhe é próprio. Interpretação de texto: a metáfora
  • 33.
    AULA 1 A metáforafunciona a partir do estabelecimento de uma relação de sentido entre um elemento comparado e um elemento comparante. A vida é chuva de verão. A associação da vida a chuva de verão é puramente subjetiva. Cabe ao leitor completar o sentido de tal associação, a partir da sua sensibilidade, da sua experiência. Essa metáfora, portanto, pode ser compreendida das mais diferentes formas. Isso não quer dizer que ela possa ser interpretada de qualquer jeito, mas que a compreensão dela é flexível, ampla. Interpretação de texto: a metáfora
  • 34.
  • 35.
    AULA 1 Conceito “Metonímia consistena transferência de um termo para o âmbito de um significado que não é o seu, processado por uma relação cuja lógica se dá, não na semelhança, mas na contigüidade das idéias.” (AZEREDO, 2008, p. 485). Na metonímia, a relação entre os elementos que os termos designam não depende exclusivamente do indivíduo, mas da ligação objetiva que esses elementos mantêm na realidade. Interpretação de texto: a metonímia
  • 36.
    AULA 1 Na metáforaa substituição de um termo por outro se dá por um processo interno, intuitivo, estritamente dependente do sujeito que realiza a substituição. Na metonímia, o processo é externo, pois a relação entre aquilo que os termos significam é verificável na realidade externa ao sujeito que estabelece tal relação. Na metonímia, um termo substitui outro não porque a nossa sensibilidade estabeleça uma relação de semelhança entre os elementos que esses termos designam (caso da metáfora), mas porque esses elementos têm, de fato, uma relação de dependência. Interpretação de texto: metáfora x metonímia
  • 37.
    AULA 1 Metonímia: exemplos Soualérgico a cigarro (causa por consequência) Fumei um cubano (produtor por produto) Comprei 200 cabeças de gado (parte por todo) Cole com durex! (marca por produto) Tomei uma caixa de cerveja (continente por conteúdo) Li Shakespeare ontem (autor por obra)
  • 38.
  • 39.
    AULA 1 Conceitos aserem vistos nesta aula - Duplo sentido - Ambiguidade
  • 40.
  • 41.
    AULA 1 Duplo sentido Duplosentido é a propriedade que têm certas palavras e expressões da língua de serem interpretadas de duas maneiras diferentes. Em diferentes contextos de interlocução, é possível explorar essa possibilidade para se permitir mais de uma interpretação, criando um efeito de sentido que pode ser “lido” de duas maneiras diferentes. Devemos ser capazes de reconhecer quando uma palavra ou expressão pode adquirir mais de um sentido, bem como associar cada um desses sentidos a um contexto particular.
  • 42.
  • 43.
  • 44.
  • 45.
    AULA 1 Ambiguidade Muitas vezesum texto apresenta palavras ou expressões que permitem mais de um sentido de leitura, embora isso não tenha sido feito propositadamente. Nesses casos, estamos diante de uma ambiguidade, o que pode gerar dificuldades de compreensão de um texto. A ambiguidade deve ser evitada, já que pode provocar leitura completamente afastada da intenção original de comunicar.
  • 46.
  • 47.
  • 48.
    AULA 1 Ambiguidade estrutural Temosambiguidade estrutural quando uma palavra ou expressão está distribuída no texto de forma irregular. Os estudantes perguntaram ao professor sobre o agendamento das provas no dia 09 de abril. Qual informação no texto acima está ambígua?
  • 49.
    AULA 1 Exemplos deambiguidade estrutural: qual é o problema? Solicitei o agendamento para a Estácio. Os alunos que estudam frequentemente têm boas notas. No chat, vários estudantes perguntaram ao professor sobre suas limitações acadêmicas.
  • 50.
    AULA 1 Ambiguidade lexical(ou polissêmica) Muitas vezes a ambiguidade é gerada pelo uso de uma palavra que possui mais de um sentido. Nesses casos, temos a ambiguidade lexical, devido à possibilidade de significados alternativos à mesma palavra. Polissemia é uma propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados.
  • 51.
    AULA 1 Exemplos deambiguidade lexical O cartaz foi colocado próximo ao banco. Estudantes viram porcos na fazenda. O professor foi educado com a turma.
  • 52.
    AULA 1 Análise detexto: onde está a ambiguidade? As locadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. Muitas vezes a ambiguidade pode ser desfeita pelo nosso conhecimento de mundo.

Notas do Editor

  • #25 Depois deste slide, passar filme do youtube http://www.youtube.com/watch?v=jzmkrT_KE6Q