1
2
Diante da ameaça. Eminência de perigo.
RaivaMedo
Tristeza
Amor
Alegria
Enfrentar o perigo
ou ameaça
Fugir da ameaça
ou perigo
• “Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre
aqueles que acham que sabem alguma coisa.”
• “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo.”
• “O amor nos faz adotar atitudes nobres para sermos merecedores do amado.”
• Em “O Livro dos Espíritos” no capítulo Conhecimento de si mesmo, à pergunta
919, Allan Kardec questiona aos Espíritos:
o Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e
de resistir à atração do mal?
o Resp.: “Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”
• “O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do desenvolvimento
individual.” - Santo Agostinho - E.S.E. - (KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o
Espiritismo).
3
• Não há certeza absoluta em relação a quem
foi autor desta máxima, mas há vários
autores que atribuem a autoria da frase ao
sábio grego Tales de Mileto. Apesar disso,
existem teorias que afirmam que a frase foi
dita por Sócrates, Heráclito ou Pitágoras.
• Discípulo de Sócrates;
• Amor Eros - relacionado entre homem e mulher, afeição, sensual, por atração física;
• O amar é desejar.
o Você ama aquilo/aquele(a) que deseja. Você ama na intensidade que deseja. E
você ama enquanto deseja.
o Se o desejo acabou é porque o amor acabou também.
• Desejo é a busca daquilo que faz falta.
o Desejo é pelo que não temos e queremos ter. Desejo é pelo o que não somos e
queremos ser. Pelo que não fazemos e gostaríamos de conseguir fazer.
o Desaparece a falta, ou é suprida a falta, desaparece o desejo. Você ama o que
deseja e deseja o que não tem. E quando tem não deseja mais. E também não
ama mais.
o O desejo é na impossibilidade.
• Os desejos devem nos conduzir ou somos nós que devemos conduzir nossos desejos?
o Observar a si mesmo, conhecer a si mesmo, conhecer a natureza dos nossos
impulsos e desejos.
• Na visão capitalista, no mundo do consumo, o que você compra não vale nada. O que
vale é o que você ainda não comprou. O capitalismo aplaude o amor de Platão
porque é movido pelo que falta. Do lado da produção o lucro ainda não alcançado. Do
lado do consumo os bens que ainda faltam ser adquiridos. Sempre haverá o que você
não tem ainda. A falta, a frustração do que você não conseguiu alcançar ou adquirir.
4
• Aristóteles foi discípulo de Platão, mas seguiu o próprio caminho, com uma filosofia
bem diferente do mestre.
• Amor Fileo, Phileo (Filial) - (Philia, Philos):
o Amor do ser humano, amizade, afinidade, partilha, ternura, amor entre a família,
entre amigos.
o É uma forte ligação entre pessoas que compartilham um interesse ou uma vida
comum;
• Aristóteles propõe a definição de amor como a alegria do que não falta mais e não
desejo pelo que falta.
• Batizado de Phila, encontrado em filosofia. Amor pela sabedoria. A alegria que
sentimos quando aprendemos o que não sabíamos. Quando pensamos o que não
tínhamos pensado.
• Amor pela presença, pelo encontro, por aquilo que já é nosso. O amor de Aristóteles
pelo mundo como ele é, uma reconciliação com o real, uma reconciliação com o
mundo, quando o mundo alegra, quando o mundo faz bem. Claro, o mundo nem
sempre alegra, por isso não amamos tudo que está em nossa volta.
• “Alegria é a passagem para um estado mais potente do próprio ser.” (Spinoza).
5
• Amor Ágape: amor-doação, amor incondicional, amor de Deus, caracterizado pelo
amor de Deus às criaturas, amor transcendental, que nos vincula ao criador, “Eu e o
pai somos um.” (João 10:30), o amor fraterno, capaz de dividir-se, de doar-se sem
necessidade de reconhecimento nem gratidão, amor ao próximo, caridade.
o “Mas se as faço, embora não me creiais a mim, crede nas obras; para que
entendais e saibais que o Pai está em mim e eu no Pai.” (João 10:38).
• “Amai uns aos outros como eu vos amei.” (João 13:34) e (João 15:12).
6¹ palavra de origem grega - Amor que se doa, amor que se entrega.
Jesus não veio destruir a lei de Moisés, mas cumpri-la e ampliá-
la de acordo com a prática da Lei do Amor.
O Cristo iniciou a mais pura e sublime moral, a moral evangélica,
que há de renovar o mundo, aproximar os homens, tornando-os
irmãos.
O Evangelho ensina como praticar a caridade e o amor do
próximo, estabelecendo entre os humanos uma solidariedade
comum; de uma moral, enfim, que há de transformar a Terra,
tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a
habitam. (KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo.
Cap. I Item 9). 7
8
9
10
Homem primitivo  EU
Instinto visando a
sobrevivência
Busca afetiva  Formação
Familiar
Satisfação dos instintos
“O lar é a primeira escola da vida física e a família é o mecanismo superior
para valorização da harmonia” (FRANCO, Divaldo Pereira. Iluminação Interior.
Pelo Espírito de Joanna de Ângelis).
“Não existe teoria no mundo que explique o amor de uma mãe para com seu
filho e nem o quanto ela pode sofrer por ele. Respeite todas formas de vida.
Respeite os animais, teu próximo!” (de Marcos Arthur Degregorio). 11
“Ser mãe é descobrir forças que você achava que não tinha e lidar com medos
que você achava que não existiam.” (Desconheço o autor).
12
189 - Que deve fazer a mãe terrestre para cumprir evangelicamente os seus deveres, conduzindo os filhos para o bem e
para a verdade?
No ambiente doméstico, o coração maternal deve ser o expoente divino de toda a compreensão espiritual e de
todos os sacrifícios pela paz da família.
Dentro dessa esfera de trabalho, na mais santificada tarefa de renúncia pessoal, a mulher cristã acende a
verdadeira luz para o caminho dos filhos através da vida.
A missão materna resume-se em dar sempre o amor de Deus, o Pai de Infinita Bondade, que pôs no coração
das mães a sagrada essência da vida. Nos labores do mundo, existem aquelas que se deixam levar pelo egoísmo do
ambiente particularista; contudo, é preciso acordar a tempo, de modo a não viciar a fonte da ternura.
A mãe terrestre deve compreender, antes de tudo, que seus filhos, primeiramente, são filhos de Deus.
Desde a infância, deve prepará-los para o trabalho e para a luta que os esperam.
Desde os primeiros anos, deve ensinar a criança a fugir do abismo da liberdade, controlando-lhe as atitudes e
concertando-lhe as posições mentais, pois que essa é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida.
Deve sentir os filhos de outras mães como se fossem os seus próprios, sem guardar, de modo algum, a falsa
compreensão de que os seus são melhores e mais altamente aquinhoados que os das outras.
Ensinará a tolerância mais pura, mas não desdenhará a energia quando seja necessária no processo da
educação, reconhecida a heterogeneidade das tendências e a diversidade dos temperamentos.
Sacrificar-se-á de todos os modos ao seu alcance, sem quebrar o padrão de grandeza espiritual da sua tarefa,
pela paz dos filhos, ensinando-lhes que toda dor é respeitável, que todo trabalho edificante é divino, e que todo
desperdício é falta grave.
Ensinar-lhes-á o respeito pelo infortúnio alheio, para que sejam igualmente amparados no mundo, na hora de
amargura que os espera, comum a todos os Espíritos encarnados.
Nos problemas da dor e do trabalho, da provação e da experiência, não deve dar razão a qualquer queixa dos
filhos, sem exame desapaixonado e meticuloso das questões, levantando-lhes os sentimentos para Deus, sem permitir
que estacionem na futilidade ou nos prejuízos morais das situações transitórias do mundo.
Será ela no lar o bom conselho sem parcialidade, o estímulo do trabalho e a fonte de harmonia para todos.
Buscará na piedosa Mãe de Jesus o símbolo das virtudes cristãs, transmitindo aos que a cercam os dons
sublimes da humildade e da perseverança, sem qualquer preocupação pelas gloríolas efêmeras da vida material.
Cumprindo esse programa de esforço evangélico, na hipótese de fracassarem todas as suas dedicações e
renúncias, compete às mães incompreendidas entregar o fruto de seus labores a Deus, prescindindo de qualquer
julgamento do mundo, pois que o Pai de Misericórdia saberá apreciar os seus sacrifícios e abençoará as suas penas,
no instituto sagrado da vida familiar.
(XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Ditado pelo espírito Emmanuel. 23a. Edição. 1940).
13
890. Será uma virtude o amor materno, ou um sentimento instintivo, comum aos
homens e aos animais?
“Uma e outra coisa. A Natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse da
conservação deles. Entre os animais, esse amor se limita às necessidades
materiais e cessa quando desnecessários se tornam os cuidados. No homem, ele
persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são
virtudes, sobrevivendo mesmo à morte e acompanhando o filho até no além-túmulo
[…]. (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questão 890, Capítulo XI - Da lei de justiça, de amor e
de caridade).
“Os filhos, por sua vez, renascem através daqueles com os quais têm compromissos
morais […].” (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Pelo
Espírito Joanna de Angelis. Salvador: LEAL, 2014) - (Série Psicológica).
[…] a fim de viver longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará, conforme
preconiza o Decálogo (Êxodo, 20:12).
14
Pietà - Michelangelo
Uma Pietà (italiano para Piedade) é um tema da arte cristã
em que é representada a Virgem Maria com o corpo morto
de Jesus nos braços, após a crucificação.
A mais famosa pietà é, seguramente, a Pietà do Vaticano,
esculpida em mármore por Michelangelo em 1499.
Atualmente esta obra está localizada no interior da Basílica
de São Pedro, em Roma.
“Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava
presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.” (João 19:26).
Expressão de carinho filial, confiando-a ao jovem apóstolo.
“O amor de mãe é o combustível que capacita um ser humano
comum a fazer o impossível.” (Marion C. Garretty).
15
“Tal é o amor da mãe pelos seus filhos, muito
mais é o amor de Deus por cada um de nós.”
O amor é a presença
de Deus em nós.

Amor filial

  • 1.
  • 2.
    2 Diante da ameaça.Eminência de perigo. RaivaMedo Tristeza Amor Alegria Enfrentar o perigo ou ameaça Fugir da ameaça ou perigo
  • 3.
    • “Só seique nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa.” • “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo.” • “O amor nos faz adotar atitudes nobres para sermos merecedores do amado.” • Em “O Livro dos Espíritos” no capítulo Conhecimento de si mesmo, à pergunta 919, Allan Kardec questiona aos Espíritos: o Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? o Resp.: “Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.” • “O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do desenvolvimento individual.” - Santo Agostinho - E.S.E. - (KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo). 3 • Não há certeza absoluta em relação a quem foi autor desta máxima, mas há vários autores que atribuem a autoria da frase ao sábio grego Tales de Mileto. Apesar disso, existem teorias que afirmam que a frase foi dita por Sócrates, Heráclito ou Pitágoras.
  • 4.
    • Discípulo deSócrates; • Amor Eros - relacionado entre homem e mulher, afeição, sensual, por atração física; • O amar é desejar. o Você ama aquilo/aquele(a) que deseja. Você ama na intensidade que deseja. E você ama enquanto deseja. o Se o desejo acabou é porque o amor acabou também. • Desejo é a busca daquilo que faz falta. o Desejo é pelo que não temos e queremos ter. Desejo é pelo o que não somos e queremos ser. Pelo que não fazemos e gostaríamos de conseguir fazer. o Desaparece a falta, ou é suprida a falta, desaparece o desejo. Você ama o que deseja e deseja o que não tem. E quando tem não deseja mais. E também não ama mais. o O desejo é na impossibilidade. • Os desejos devem nos conduzir ou somos nós que devemos conduzir nossos desejos? o Observar a si mesmo, conhecer a si mesmo, conhecer a natureza dos nossos impulsos e desejos. • Na visão capitalista, no mundo do consumo, o que você compra não vale nada. O que vale é o que você ainda não comprou. O capitalismo aplaude o amor de Platão porque é movido pelo que falta. Do lado da produção o lucro ainda não alcançado. Do lado do consumo os bens que ainda faltam ser adquiridos. Sempre haverá o que você não tem ainda. A falta, a frustração do que você não conseguiu alcançar ou adquirir. 4
  • 5.
    • Aristóteles foidiscípulo de Platão, mas seguiu o próprio caminho, com uma filosofia bem diferente do mestre. • Amor Fileo, Phileo (Filial) - (Philia, Philos): o Amor do ser humano, amizade, afinidade, partilha, ternura, amor entre a família, entre amigos. o É uma forte ligação entre pessoas que compartilham um interesse ou uma vida comum; • Aristóteles propõe a definição de amor como a alegria do que não falta mais e não desejo pelo que falta. • Batizado de Phila, encontrado em filosofia. Amor pela sabedoria. A alegria que sentimos quando aprendemos o que não sabíamos. Quando pensamos o que não tínhamos pensado. • Amor pela presença, pelo encontro, por aquilo que já é nosso. O amor de Aristóteles pelo mundo como ele é, uma reconciliação com o real, uma reconciliação com o mundo, quando o mundo alegra, quando o mundo faz bem. Claro, o mundo nem sempre alegra, por isso não amamos tudo que está em nossa volta. • “Alegria é a passagem para um estado mais potente do próprio ser.” (Spinoza). 5
  • 6.
    • Amor Ágape:amor-doação, amor incondicional, amor de Deus, caracterizado pelo amor de Deus às criaturas, amor transcendental, que nos vincula ao criador, “Eu e o pai somos um.” (João 10:30), o amor fraterno, capaz de dividir-se, de doar-se sem necessidade de reconhecimento nem gratidão, amor ao próximo, caridade. o “Mas se as faço, embora não me creiais a mim, crede nas obras; para que entendais e saibais que o Pai está em mim e eu no Pai.” (João 10:38). • “Amai uns aos outros como eu vos amei.” (João 13:34) e (João 15:12). 6¹ palavra de origem grega - Amor que se doa, amor que se entrega.
  • 7.
    Jesus não veiodestruir a lei de Moisés, mas cumpri-la e ampliá- la de acordo com a prática da Lei do Amor. O Cristo iniciou a mais pura e sublime moral, a moral evangélica, que há de renovar o mundo, aproximar os homens, tornando-os irmãos. O Evangelho ensina como praticar a caridade e o amor do próximo, estabelecendo entre os humanos uma solidariedade comum; de uma moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. (KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. I Item 9). 7
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    10 Homem primitivo EU Instinto visando a sobrevivência Busca afetiva  Formação Familiar Satisfação dos instintos “O lar é a primeira escola da vida física e a família é o mecanismo superior para valorização da harmonia” (FRANCO, Divaldo Pereira. Iluminação Interior. Pelo Espírito de Joanna de Ângelis).
  • 11.
    “Não existe teoriano mundo que explique o amor de uma mãe para com seu filho e nem o quanto ela pode sofrer por ele. Respeite todas formas de vida. Respeite os animais, teu próximo!” (de Marcos Arthur Degregorio). 11 “Ser mãe é descobrir forças que você achava que não tinha e lidar com medos que você achava que não existiam.” (Desconheço o autor).
  • 12.
    12 189 - Quedeve fazer a mãe terrestre para cumprir evangelicamente os seus deveres, conduzindo os filhos para o bem e para a verdade? No ambiente doméstico, o coração maternal deve ser o expoente divino de toda a compreensão espiritual e de todos os sacrifícios pela paz da família. Dentro dessa esfera de trabalho, na mais santificada tarefa de renúncia pessoal, a mulher cristã acende a verdadeira luz para o caminho dos filhos através da vida. A missão materna resume-se em dar sempre o amor de Deus, o Pai de Infinita Bondade, que pôs no coração das mães a sagrada essência da vida. Nos labores do mundo, existem aquelas que se deixam levar pelo egoísmo do ambiente particularista; contudo, é preciso acordar a tempo, de modo a não viciar a fonte da ternura. A mãe terrestre deve compreender, antes de tudo, que seus filhos, primeiramente, são filhos de Deus. Desde a infância, deve prepará-los para o trabalho e para a luta que os esperam. Desde os primeiros anos, deve ensinar a criança a fugir do abismo da liberdade, controlando-lhe as atitudes e concertando-lhe as posições mentais, pois que essa é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida. Deve sentir os filhos de outras mães como se fossem os seus próprios, sem guardar, de modo algum, a falsa compreensão de que os seus são melhores e mais altamente aquinhoados que os das outras. Ensinará a tolerância mais pura, mas não desdenhará a energia quando seja necessária no processo da educação, reconhecida a heterogeneidade das tendências e a diversidade dos temperamentos. Sacrificar-se-á de todos os modos ao seu alcance, sem quebrar o padrão de grandeza espiritual da sua tarefa, pela paz dos filhos, ensinando-lhes que toda dor é respeitável, que todo trabalho edificante é divino, e que todo desperdício é falta grave. Ensinar-lhes-á o respeito pelo infortúnio alheio, para que sejam igualmente amparados no mundo, na hora de amargura que os espera, comum a todos os Espíritos encarnados. Nos problemas da dor e do trabalho, da provação e da experiência, não deve dar razão a qualquer queixa dos filhos, sem exame desapaixonado e meticuloso das questões, levantando-lhes os sentimentos para Deus, sem permitir que estacionem na futilidade ou nos prejuízos morais das situações transitórias do mundo. Será ela no lar o bom conselho sem parcialidade, o estímulo do trabalho e a fonte de harmonia para todos. Buscará na piedosa Mãe de Jesus o símbolo das virtudes cristãs, transmitindo aos que a cercam os dons sublimes da humildade e da perseverança, sem qualquer preocupação pelas gloríolas efêmeras da vida material. Cumprindo esse programa de esforço evangélico, na hipótese de fracassarem todas as suas dedicações e renúncias, compete às mães incompreendidas entregar o fruto de seus labores a Deus, prescindindo de qualquer julgamento do mundo, pois que o Pai de Misericórdia saberá apreciar os seus sacrifícios e abençoará as suas penas, no instituto sagrado da vida familiar. (XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Ditado pelo espírito Emmanuel. 23a. Edição. 1940).
  • 13.
    13 890. Será umavirtude o amor materno, ou um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais? “Uma e outra coisa. A Natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse da conservação deles. Entre os animais, esse amor se limita às necessidades materiais e cessa quando desnecessários se tornam os cuidados. No homem, ele persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes, sobrevivendo mesmo à morte e acompanhando o filho até no além-túmulo […]. (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questão 890, Capítulo XI - Da lei de justiça, de amor e de caridade). “Os filhos, por sua vez, renascem através daqueles com os quais têm compromissos morais […].” (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Pelo Espírito Joanna de Angelis. Salvador: LEAL, 2014) - (Série Psicológica). […] a fim de viver longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará, conforme preconiza o Decálogo (Êxodo, 20:12).
  • 14.
    14 Pietà - Michelangelo UmaPietà (italiano para Piedade) é um tema da arte cristã em que é representada a Virgem Maria com o corpo morto de Jesus nos braços, após a crucificação. A mais famosa pietà é, seguramente, a Pietà do Vaticano, esculpida em mármore por Michelangelo em 1499. Atualmente esta obra está localizada no interior da Basílica de São Pedro, em Roma. “Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.” (João 19:26). Expressão de carinho filial, confiando-a ao jovem apóstolo. “O amor de mãe é o combustível que capacita um ser humano comum a fazer o impossível.” (Marion C. Garretty).
  • 15.
    15 “Tal é oamor da mãe pelos seus filhos, muito mais é o amor de Deus por cada um de nós.” O amor é a presença de Deus em nós.