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Atenção Farmacêutica: Mito ou Realidade
Abrangência da AF
 O termo “Atenção Farmacêutica” esta
ligado ao Farmacêutico Clínico.
 Engloba todas as atividades realizadas pelo
farmacêutico orientadas ao paciente, com o
objetivo de conseguir o máximo benefício
possível em termos de saúde (FAUS DÁDER,
2008)
2
ATENÇÃO FARMACÊUTICA -
Minnesota
 O conceito de “Atenção Farmacêutica”
estabelecido por Hepler & Strand em 1990, é:
“A missão principal do farmacêutico é prover a
atenção farmacêutica, que é a provisão
responsável de cuidados relacionados a
medicamentos com o propósito de conseguir
resultados definidos que melhorem a
qualidade de vida dos pacientes”.
Prof. Drd. Poty Ribeiro 3
ATENÇÃO FARMACÊUTICA – Espanha
(Consenso de Granada - 2001)
 Grupo de Investigação em Cuidados Farmacêuticos. Universidade de Granada. (Espanha)
 Grupo de Investigação em Farmacologia Aplicada e Farmacoterapia. Universidade de Sevilha. (Espanha)
 Grupo de Investigação em Farmacologia. Universidade de Granada. (Espanha)
 “Atenção Farmacêutica é a participação ativa do
farmacêutico para a assistência ao paciente na
dispensação e seguimento de um tratamento
farmacoterapêutico, cooperando assim com o médico e
outros profissionais de saúde a fim de conseguir
resultados que melhorem a qualidade de vida do
paciente. Também envolve a implicação do farmacêutico
em atividades que proporcionem boa saúde e previnam
as doençãs.
Prof. Drd. Poty Ribeiro 4
Consenso Brasileiro de AF (2001-
2002) - Proposta
 É um modelo de prática farmacêutica, desenvolvida no
contexto da Assistência Farmacêutica.
 Compreende atitudes, valores éticos, comportamentos,
habilidades, compromissos e co-responsabilidades na
prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde,
de forma integrada à equipe de saúde.
 É a interação direta do farmacêutico com o usuário, visando
uma farmacoterapia racional e a obtenção de resultados
definidos e mensuráveis, voltados para a melhoria da
qualidade de vida.
 Esta interação também deve envolver as concepções dos
seus sujeitos, respeitadas as suas especificidades bio-psico-
sociais, sob a ótica da integralidade das ações de saúde”.
Prof. Drd. Poty Ribeiro 5
Objetivo real da AF
 Trabalhar com:
 O paciente na dispensação de medicamentos;
 O paciente na indicação farmacêutica;
 O paciente no seguimento farmacoterapêutico;
 A saúde do paciente;
 O contexto social do paciente.
Prof. Drd. Poty Ribeiro 6
Atividades do farmacêutico na AF,
segundo consenso espanhol
FONTE: FAUS DÁDER, 2008.
Prof. Drd. Poty Ribeiro 7
Atividades essenciais do Farmacêutico
na AF
 Dispensação;
 Consulta ou Indicação Farmacêutica;
 Seguimento Farmacoterapêutico.
Prof. Drd. Poty Ribeiro 8
Dispensação
 Atuação profissional do farmacêutico, afim de
proporcionar ao paciente ou a seus cuidadores:
 Entrega de Medicamentos e/ou produtos sanitários;
 Serviços clínicos;
 Objetivo:
 Melhorar o processo de uso;
 Proteger o paciente de possíveis RNM (resultado
negativo do medicamento), causados por PRM
(problemas relacionados com medicamento).
Prof. Drd. Poty Ribeiro 9
Consulta ou Indicação Farmacêutica
 Ato profissional, pelo qual o farmacêutico se
responsabiliza pela seleção de um
medicamento que não necessita prescrição
médica.
 Objetivos:
 Aliviar ou resolver um problema de saúde a pedido
do paciente;
 Encaminhamento ao médico quando o referido
problema necessite de sua atuação.
Prof. Drd. Poty Ribeiro 10
Seguimento Farmacoterapêutico
 “Prática profissional na qual o farmacêutico se
responsabiliza das necessidades do paciente
relacionadas com os medicamentos mediante
a detecção de problemas relacionados ao
medicamento (PRM) e a prevenção e
resolução de resultados negativos associados
ao medicamento (RNM).”
Prof. Drd. Poty Ribeiro 11
Terceiro Consenso de Granada (2007)
 PRM
 Aquelas situações que, no processo de uso de
medicamentos, causam ou podem causar o
aparecimento de um RNM.
 RNM
 Resultado em saúde do paciente não adequado ao
objetivo da farmacoterapia e associados ao uso
ou falha no uso de medicamentos.
Prof. Drd. Poty Ribeiro 12
Lista de PRM (FÓRUM de AF, 2006)
 Administração errônea do medicamento;
 Características pessoais;
 Conservação inadequada;
 Contra-indicação;
 Dose, pauta, e/ou duração inadequada;
 Duplicidade;
 Erros de dispensação;
Prof. Drd. Poty Ribeiro 13
Lista de PRM (FÓRUM de AF, 2006)
 Erros de prescrição;
 Não adesão;
 Interações;
 Outros problemas de saúde que afetam o
tratamento;
 Probabilidade de efeitos adversos;
 Problemas de saúde insuficientemente
tratados;
 Outros.
Prof. Drd. Poty Ribeiro 14
Classificação dos RNMs (Terceiro concenso de granada, 2007)
 NECESSIDADE
 Problema de saúde não tratado;
 Efeito de medicamento não necessário.
 EFETIVIDADE
 Inefetividade não quantitativa;
 Inefetividade quantitativa.
 SEGURANÇA
 Insegurança não quantitativa;
 Insegurança quantitativa.
Prof. Drd. Poty Ribeiro 15
FONTE: FAUS DÁDER, 2008
16
 O farmacêutico que deseja trabalhar em
contato com pacientes deve possuir, uma
série de conhecimentos e habilidades.
Prof. Drd. Poty Ribeiro 17
Desenvolvendo atividades e
conhecimentos
A atenção ao paciente requer a integração de
conhecimentos e habilidades
 Conhecimento de doenças
 Conhecimentos de farmacoterapia
 Conhecimentos de terapia não medicamentosa
 Conhecimento de análises clínicas
 Habilidades de comunicação
 Habilidades em monitoração de pacientes
 Habilidades em avaliação física
 Habilidades em informação sobre medicamentos
 Habilidades em planejamento terapêutico
Prof. Drd. Poty Ribeiro 18
Implantação
 Planejamento bem feito é o segredo para
conseguirmos resultados efetivos na Atenção
Farmacêutica.
 Planejamento deve começar pelo diagnóstico
do local onde pretende-se implantar o serviço.
Prof. Drd. Poty Ribeiro 19
Diagnóstico do local de
implantação do serviço
a) Âmbito de atuação (Ambulatorial,
Hospitalar, Farmácia Pública, Domiciliar);
b) Perfil dos pacientes (sócio-econômicos,
escolaridade, idade, sexo, religião, etc.);
c) Perfil epidemiológico de patologias na
região (Diabetes, Hipertensão, Asma,
Câncer, Osteoporose, Doenças reumáticas,
etc.);
Prof. Drd. Poty Ribeiro 20
Diagnóstico do local de
implantação do serviço
d) Farmacêuticos envolvidos no projeto
(perfil, formação, nº , carga horária);
e) Instalações físicas (salas, consultórios,
etc.);
f) Fontes de informação (Computadores,
Internet, Medline, Livros, Guias,
Bibliotecas);
Prof. Drd. Poty Ribeiro 21

Af

  • 1.
  • 2.
    Abrangência da AF O termo “Atenção Farmacêutica” esta ligado ao Farmacêutico Clínico.  Engloba todas as atividades realizadas pelo farmacêutico orientadas ao paciente, com o objetivo de conseguir o máximo benefício possível em termos de saúde (FAUS DÁDER, 2008) 2
  • 3.
    ATENÇÃO FARMACÊUTICA - Minnesota O conceito de “Atenção Farmacêutica” estabelecido por Hepler & Strand em 1990, é: “A missão principal do farmacêutico é prover a atenção farmacêutica, que é a provisão responsável de cuidados relacionados a medicamentos com o propósito de conseguir resultados definidos que melhorem a qualidade de vida dos pacientes”. Prof. Drd. Poty Ribeiro 3
  • 4.
    ATENÇÃO FARMACÊUTICA –Espanha (Consenso de Granada - 2001)  Grupo de Investigação em Cuidados Farmacêuticos. Universidade de Granada. (Espanha)  Grupo de Investigação em Farmacologia Aplicada e Farmacoterapia. Universidade de Sevilha. (Espanha)  Grupo de Investigação em Farmacologia. Universidade de Granada. (Espanha)  “Atenção Farmacêutica é a participação ativa do farmacêutico para a assistência ao paciente na dispensação e seguimento de um tratamento farmacoterapêutico, cooperando assim com o médico e outros profissionais de saúde a fim de conseguir resultados que melhorem a qualidade de vida do paciente. Também envolve a implicação do farmacêutico em atividades que proporcionem boa saúde e previnam as doençãs. Prof. Drd. Poty Ribeiro 4
  • 5.
    Consenso Brasileiro deAF (2001- 2002) - Proposta  É um modelo de prática farmacêutica, desenvolvida no contexto da Assistência Farmacêutica.  Compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e co-responsabilidades na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de saúde.  É a interação direta do farmacêutico com o usuário, visando uma farmacoterapia racional e a obtenção de resultados definidos e mensuráveis, voltados para a melhoria da qualidade de vida.  Esta interação também deve envolver as concepções dos seus sujeitos, respeitadas as suas especificidades bio-psico- sociais, sob a ótica da integralidade das ações de saúde”. Prof. Drd. Poty Ribeiro 5
  • 6.
    Objetivo real daAF  Trabalhar com:  O paciente na dispensação de medicamentos;  O paciente na indicação farmacêutica;  O paciente no seguimento farmacoterapêutico;  A saúde do paciente;  O contexto social do paciente. Prof. Drd. Poty Ribeiro 6
  • 7.
    Atividades do farmacêuticona AF, segundo consenso espanhol FONTE: FAUS DÁDER, 2008. Prof. Drd. Poty Ribeiro 7
  • 8.
    Atividades essenciais doFarmacêutico na AF  Dispensação;  Consulta ou Indicação Farmacêutica;  Seguimento Farmacoterapêutico. Prof. Drd. Poty Ribeiro 8
  • 9.
    Dispensação  Atuação profissionaldo farmacêutico, afim de proporcionar ao paciente ou a seus cuidadores:  Entrega de Medicamentos e/ou produtos sanitários;  Serviços clínicos;  Objetivo:  Melhorar o processo de uso;  Proteger o paciente de possíveis RNM (resultado negativo do medicamento), causados por PRM (problemas relacionados com medicamento). Prof. Drd. Poty Ribeiro 9
  • 10.
    Consulta ou IndicaçãoFarmacêutica  Ato profissional, pelo qual o farmacêutico se responsabiliza pela seleção de um medicamento que não necessita prescrição médica.  Objetivos:  Aliviar ou resolver um problema de saúde a pedido do paciente;  Encaminhamento ao médico quando o referido problema necessite de sua atuação. Prof. Drd. Poty Ribeiro 10
  • 11.
    Seguimento Farmacoterapêutico  “Práticaprofissional na qual o farmacêutico se responsabiliza das necessidades do paciente relacionadas com os medicamentos mediante a detecção de problemas relacionados ao medicamento (PRM) e a prevenção e resolução de resultados negativos associados ao medicamento (RNM).” Prof. Drd. Poty Ribeiro 11
  • 12.
    Terceiro Consenso deGranada (2007)  PRM  Aquelas situações que, no processo de uso de medicamentos, causam ou podem causar o aparecimento de um RNM.  RNM  Resultado em saúde do paciente não adequado ao objetivo da farmacoterapia e associados ao uso ou falha no uso de medicamentos. Prof. Drd. Poty Ribeiro 12
  • 13.
    Lista de PRM(FÓRUM de AF, 2006)  Administração errônea do medicamento;  Características pessoais;  Conservação inadequada;  Contra-indicação;  Dose, pauta, e/ou duração inadequada;  Duplicidade;  Erros de dispensação; Prof. Drd. Poty Ribeiro 13
  • 14.
    Lista de PRM(FÓRUM de AF, 2006)  Erros de prescrição;  Não adesão;  Interações;  Outros problemas de saúde que afetam o tratamento;  Probabilidade de efeitos adversos;  Problemas de saúde insuficientemente tratados;  Outros. Prof. Drd. Poty Ribeiro 14
  • 15.
    Classificação dos RNMs(Terceiro concenso de granada, 2007)  NECESSIDADE  Problema de saúde não tratado;  Efeito de medicamento não necessário.  EFETIVIDADE  Inefetividade não quantitativa;  Inefetividade quantitativa.  SEGURANÇA  Insegurança não quantitativa;  Insegurança quantitativa. Prof. Drd. Poty Ribeiro 15
  • 16.
  • 17.
     O farmacêuticoque deseja trabalhar em contato com pacientes deve possuir, uma série de conhecimentos e habilidades. Prof. Drd. Poty Ribeiro 17
  • 18.
    Desenvolvendo atividades e conhecimentos Aatenção ao paciente requer a integração de conhecimentos e habilidades  Conhecimento de doenças  Conhecimentos de farmacoterapia  Conhecimentos de terapia não medicamentosa  Conhecimento de análises clínicas  Habilidades de comunicação  Habilidades em monitoração de pacientes  Habilidades em avaliação física  Habilidades em informação sobre medicamentos  Habilidades em planejamento terapêutico Prof. Drd. Poty Ribeiro 18
  • 19.
    Implantação  Planejamento bemfeito é o segredo para conseguirmos resultados efetivos na Atenção Farmacêutica.  Planejamento deve começar pelo diagnóstico do local onde pretende-se implantar o serviço. Prof. Drd. Poty Ribeiro 19
  • 20.
    Diagnóstico do localde implantação do serviço a) Âmbito de atuação (Ambulatorial, Hospitalar, Farmácia Pública, Domiciliar); b) Perfil dos pacientes (sócio-econômicos, escolaridade, idade, sexo, religião, etc.); c) Perfil epidemiológico de patologias na região (Diabetes, Hipertensão, Asma, Câncer, Osteoporose, Doenças reumáticas, etc.); Prof. Drd. Poty Ribeiro 20
  • 21.
    Diagnóstico do localde implantação do serviço d) Farmacêuticos envolvidos no projeto (perfil, formação, nº , carga horária); e) Instalações físicas (salas, consultórios, etc.); f) Fontes de informação (Computadores, Internet, Medline, Livros, Guias, Bibliotecas); Prof. Drd. Poty Ribeiro 21