Organização
	

Celso Furlan

Coordenação
	

Janete Dias do Valle

Pesquisa e Edição de Texto
	

Alessandra Rodrigues

	

Denise de Almeida Sylos Nemer

	

Isabel Cristina Dias Lombardeiro Biondi

	

Maria Antonia Rosa Alves

	

Maristela de Azevedo Abreu

	

Monica Barros Duarte Lessa

	

Nerlí de Lourdes Cesarino Vieira

	

Nilza Aparecida Ribeiro Silva

	

Rosemeire da Silva Souza

Revisão de Texto
	

Regiane Marly da Silva Rodrigues

Ilustração
	

Damaris de Oliveira

	

Monica Barros Duarte Lessa

	

Paula Donegati Oliveira Araújo

	

Regina de Oliveira
Professor,
Tudo que existe antes, dentro e depois do ofício de educar,
existe no interior de relações de trocas vivas
onde o trabalho sobre o mundo e
entre os homens
é o único poder que tem o dom de a
tudo transformar.
Pensar nossa própria prática como
um trabalho entre os outros,
recriá-la e fazê-la,
transformar-se em cada uma das
suas esferas a da sala de
aula, a da escola, a do sistema, a
do lugar do sistema,
entre outros de nosso mundo agora,
imaginar que a educação existe muito mais imensa do que a
escola,
que os educadores somos todos os que temos
o olhar dirigido ao horizonte de um mundo de homens livres,
mas com as mãos e coração metidos nas questões e nos
caminhos de agora,
de que devemos ser, mais do que mestres
muito mais do que meros mediadores de um poder supremo:
“Irmãos e companheiros da lição humana de um mesmo caminhar.”
Última estrofe do poema: “Avôs e netos no meio da noite”
Carlos Rodrigues Brandão.

Carlos Rodrigues Brandão, nascido em 1940 em Goiás, onde foi professor universitário de 1967 a 1975. Mestre em Antropologia
Social pela Universidade de Brasília (UNB), doutor em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e livre-docente pela
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Trabalha atualmente no Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade
Federal de Goiás e no Doutorado em Ambiente e Sociedade, também na Unicamp. É autor de vários livros nas áreas de Antropologia
Social, Educação e Literatura.

3
Apresentação
Caro professor,
Este caderno foi especialmente elaborado com o objetivo de subsidiar seu trabalho
pedagógico, facilitando o planejamento de suas aulas e orientando-o quanto ao uso do
Caderno Adoleta.
Nele, você encontrará fundamentos teóricos que justificam a importância das
atividades do Caderno Adoleta e a linha de pensamento que desencadeou a
elaboração das mesmas. Além disso, poderá contar com uma série de sugestões de
atividades que favorecem o aprendizado e complementam o trabalho sistematizado.
Com o apoio deste material, é esperado que você torne seu cotidiano escolar ainda
mais dinâmico e proveitoso, pois o caderno tem por objetivo possibilitar o acesso a
informações relevantes dentro da rotina de sala de aula, com rapidez e praticidade.
Vale lembrar, que trata-se de mais uma ferramenta, que só ganhará vida em suas
mãos, professor. É você que, com seu comprometimento e entusiasmo, próprios dos
profissionais desta Rede, irá fazer desse material um grande aliado.
Secretaria Municipal de Educação

4
Estrutura do Caderno Adoleta
O Caderno ADOLETA é um material didático de apoio ao professor
da Educação Infantil da Rede Municipal de Barueri. Além de pautar-se
no Plano de Referência Municipal (2003 e 2010), elaborado por uma
equipe de profissionais da Rede, ele propõe atividades elaboradas em
consonância com o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil, que
aponta os seguintes eixos de trabalho: Identidade e autonomia, Movimento, Artes visuais, Música,
Linguagem oral e escrita, Natureza e sociedade e Matemática.
É com o propósito, cada vez maior, de oferecer às crianças condições para que avancem
em seus processos de aprendizagem que o material reúne atividades direcionadas para o
desenvolvimento de grande parte das habilidades relacionada na base curricular elencadas
no planejamento anual, organizado por esta Secretaria. Tais atividades procuram articular os
diferentes eixos de trabalho, de modo que haja inter-relações entre os diferentes âmbitos de
experiências: Formação Pessoal e Social e Conhecimento de Mundo, ambos ressaltados no
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.
A forma lúdica, dinâmica e desafiadora, concatenada ao compromisso com uma educação
de qualidade, é o que deve conduzir o educador rumo a um trabalho pedagógico eficiente, que
considera as especificidades da criança e gera uma aprendizagem significativa.
Para atender às transformações próprias da realidade atual e garantir ao aluno um
desenvolvimento integral, no qual os aspectos físicos, cognitivos, afetivos, sociais, éticos e
estéticos sejam constantemente considerados, o Caderno apresenta uma sequência didática,
solicitada pelos professores da Rede, que tem como ponto de partida a própria criança e segue
ampliando seu universo gradativamente. Nessa trajetória curricular, temas relacionados ao seu
meio social e natural transportam os principais conteúdos apresentados de acordo com o grau
de complexidade.
No entanto, frente à necessidade de qualquer adaptação, o
educador pode intervir com liberdade para adequar o material aos
objetivos propostos em seu planejamento, de acordo com o Projeto
Pedagógico de sua Unidade Escolar.
Sabe-se também, que a prática pedagógica requer atividades
diferenciadas, que possam atender a todos em suas diferenças individuais e na heterogeneidade
própria da turma, o que implica ao professor a habilidade de não se limitar ao Caderno, tampouco,
transformá-lo no único recurso em sala de aula.

5
Sumário
Parte I – Reflexão Teórica
•	Breve Histórico dA Educação Infantil
•	A Criança e O seu Desenvolvimento
•	Organizando o Tempo: A Rotina Escolar
•	Psicomotricidade
•	O Brincar na Educação Infantil
•	Organização Sensorial
•	formação pessoal e social
•	Linguagem Oral e Escrita
1. Falar e Escutar
	 - Oralidade na Educação Infantil
	 - Ampliando a Competência Linguística: Consciência Fonológica

2. Ler e Escrever
	 - Letramento e Alfabetização
	 - A construção da escrita
	 - Sondagem do Nível da Escrita
	 - Vivenciando e Aprendendo: Alfabeto Móvel

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•	MATEMÁTICA
•	Jogos e brincadeiras na Matemática
	 1. Números e sistema de numeração
	 2. Resolução de problemas
	 3. Tratamento de informação
	 4. Grandezas e medidas
	 5. Espaço e forma
	 - Explorando os blocos lógicos
•	NATUREZA E SOCIEDADE: A DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E
	
SOCIOCULTURAL
•	AS ARTES COMO FORMA DE EXPRESSÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
	 1. A arte de ouvir: Música
	 2. Artes Visuais
•	Planejamento de aula
•	avaliação

Parte II - Sugestões para complementar as atividades propostas
nos cadernos Adoletinha e Adoletas Fase I e II
Parte III - Sugestões de atividades para complementar o
trabalho do professor
Parte lV - Encarte de histórias

7
8
Parte I
Reflexão Teórica

9
BREVE HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
No Brasil e no mundo, o atendimento a crianças de 0 a 6 anos partiu da
necessidade de assistir as mães que saíram em busca do mercado de trabalho.
No entanto, o trabalho das instituições que recebiam as crianças foi por
muito tempo marcado por características assistencialistas, desconsiderando
tanto os aspectos pedagógicos, quanto os relacionados à cidadania.
A intensão de imprimir caráter educativo às creches e pré-escolas surge
na década de 70, onde os profissionais da área defendiam a importância dos
aspectos pedagógicos.
Na LDB de 1971, a Educação Infantil ocupa pela primeira vez, um lugar na legislação da educação
brasileira. Em 1975, ocorreu o primeiro estudo extensivo sobre a Educação Infantil, denominado
Diagnóstico Nacional da Educação Pré-Escolar. Ainda nessa década, mais precisamente em 1979, o
discurso é marcado pelo Ano Internacional da Criança.
Já a Constituição Federal de 1988 aponta o atendimento a crianças de
0 a 6 anos como dever do Estado. Em 1990, o Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA), representa mais uma conquista em defesa dos direitos
infantis. Mas, só com a LDB de 1996, a Educação Infantil recebe o merecido
destaque e é então afirmada como primeira etapa da Educação Básica. Esse
é o grande marco e denota a busca efetiva pela qualidade da Educação
Infantil em nosso país.
Hoje, de acordo com a Lei nº11. 274/2006, que estabelece o Ensino
Fundamental de 9 anos, a Educação Infantil passa a atender crianças de 0 a 5 anos.
Para Winnicott (1982),

A função da escola maternal não é ser um substituto para uma mãe ausente, mas suplementar e
ampliar o papel que, nos primeiros anos da criança, só a mãe desempenha. Uma escola maternal,
ou jardim de infância será possivelmente considerada, de modo mais correto, uma ampliação da
família ‘para cima’, em vez de uma extensão ‘para baixo’ da escola primária.

Em se tratando da pedagogia para Educação Infantil, esta enfatiza o direito de ser criança,
podendo brincar, viver experiências de forma lúdica e o direito de ir à escola e aprender de forma mais
sistematizada.
Desta forma, este caminho busca a superação dos traços antigos da educação - a assistência, que
ainda se fortalece em muitas instituições de ensino especializado.
Finalizando, a Educação Infantil é avaliada como a primeira etapa da educação básica, tendo como
finalidade o desenvolvimento integral da criança de 0 a 5 anos de idade, devendo estar associada
a padrões de qualidade, estando acessível a qualquer criança, conforme o Referencial Curricular
Nacional para a Educação Infantil (1998, v1, p.23):

10
Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens
orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades
infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação,
respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade
social e cultural.

Compreender a indissociabilidade entre educar, cuidar e brincar implica em promover uma ação
pedagógica respaldada em uma visão integrada acerca do desenvolvimento infantil, respeitando
as peculiaridades de cada criança e oportunizando situações de aprendizagem significativas e
prazerosas. Assim, é preciso refletir como educar, cuidar e brincar, na Educação Infantil, podem
auxiliar o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento da criança em relação
a si e ao mundo.

11
A CRIANÇA E O SEU DESENVOLVIMENTO
Há muitas escolas que não passam de jacarés. Devoram as crianças em nome do rigor do ensino apertado, da
boa base, do preparo para o vestibular . É com essa propaganda que elas convencem os pais e cobram mais caro...
Mas, e a infância? E o dia que não se repetirá nunca mais?
Rubem Alves
											

Da mesma forma que a tecnologia evoluiu com o passar do tempo, a
visão que se tinha da criança também se modificou, sob influência das
novas tendências pedagógicas e teorias científicas a respeito de seu
desenvolvimento.
O desenvolvimento abrange processos fisiológicos, psicológicos
e ambientais contínuos e ordenados, ou seja, segue determinados
padrões gerais. Tanto o crescimento como o desenvolvimento produzem
mudanças nos componentes físicos, mentais, emocionais e sociais do
indivíduo, independentemente de sua vontade. As mudanças ocorrem
segundo uma ordem invariante. Por exemplo: antes de falar a primeira palavra, a criança balbucia.
Antes de formar uma sentença completa com sujeito, predicado e complemento, ela usa frases
monossílabas. O mesmo acontece com a marcha. Antes de andar, a criança senta e engatinha.
Essa sequência segue um padrão de evolução, da mesma forma que acontece em outras áreas do
desenvolvimento.
É importante fazer a distinção entre crescimento e desenvolvimento:
• 	Crescimento: refere-se ao aspecto quantitativo das proporções do organismo, ou seja, trata das
	
mudanças das dimensões corpóreas, como peso, altura, etc.
• 	Desenvolvimento: refere-se às mudanças qualitativas, tais como aquisição e o aperfeiçoamento
	
de capacidades e funções, que permitem à criança realizar coisas novas, progressivamente mais
	
complexas, com uma habilidade cada vez maior.
O crescimento termina em determinada idade, quando a criança alcança sua maturidade
biológica, enquanto que o desenvolvimento é um processo que
acompanha o homem através de toda a sua existência.
Durante toda a sua vida, o ser humano tem que ajustar-se às
mudanças causadas pelas transformações do seu próprio corpo e
pelos fatores do meio em que vive, e isto depende de dois aspectos
básicos: maturação e aprendizagem.
•	 Maturação: é o processo através do qual ocorre a mudança
	
e o crescimento progressivo, nas áreas física e psicológica do
	
organismo infantil. Subjacentes a tais mudanças, existem fatores
	
intrínsecos transmitidos por hereditariedade.

12
• Aprendizagem: é a mudança sistemática do comportamento ou da conduta, que se realiza
	
através da experiência e da repetição e depende de fatores internos e externos, ou seja, de
	
condições neuropsicológicas e ambientais.
Toda aprendizagem depende da maturação, de condições orgânicas e psicológicas e dos
aspectos ambientais e culturais. Portanto, se a criança não está madura para executar uma
determinada atividade, não poderá aprendê-la, porque não disporá de condições para a sua
realização.
Compreender tais aspectos é fundamental para saber o que
esperar da criança em cada estágio e não exigir dela determinada
atitude ou aprendizagem que não está de acordo com seu grau de
maturidade, pois, embora todas as crianças progridam com certos padrões,
a idade em que cada uma se torna capaz de executar atividades novas e
a maneira como as executa, varia de uma para outra, isto é, uma criança
pode desenvolver-se de uma forma lenta, rápida, regular ou irregular em
vários aspectos de sua vida.
A tabela a seguir mostra as características mais comuns para cada faixa etária:

Faixa etária
1 a 2 anos

Ações que realiza

Como reage
Mostra senso de
humor.

Anda sem apoio.
Com 1 ano e 6 meses pode
começar a correr, subir em
móveis e ficar nas pontas
dos pés sem apoio.

Nesta fase, o bebê ainda
não compreende regras,
contudo, chora quando leva
uma bronca e sorri quando
é o centro das atenções ou
quando é elogiado.

Vira páginas de um livro ou
revistas (várias ao mesmo
tempo).

Quando está bravo,
pode atirar objetos ou
brinquedos.

Gosta de rabiscar no papel.
Sabe quando uma
ilustração está de cabeça
para baixo.

É possessivo. Prefere não
compartilhar brinquedos
com outras crianças.

Como se comunica
Reconhece o próprio nome.
A partir dos 18 meses
começa a criar frases
curtas.
A criança começa a formar
frases com uma palavra só,
tipo “nenê-papá”, “nenênaná”, mas até o término do
ano constrói frases de até
três palavras como: “quer
ver tevê”.
Esta é a fase das perguntas:
“que é isso?”
Usa o próprio nome.
Reconhece as partes do seu
corpo e de outras pessoas.
Apresenta atenção para
histórias pequenas.

13
Faixa etária
2 a 3 anos

Ações que realiza

Como reage

Como se comunica

Sobe escadas colocando os dois pés em
cada degrau.

Apresenta percepção de quem
é.

As frases vão aumentando e surge o plural.

Chuta bola sem perder o equilíbrio.

Mexe em tudo e testa a autoridade.

As crianças, nesta fase,
tem uma ótima compreensão, entendem tudo
o que é dito a sua volta.

Gosta de dançar, consegue acompanhar o
ritmo da música batendo palmas.
Nesta fase, a criança está pronta para abandonar o uso das fraldas.
Participa do ato de despir-se e descalçarse.

Prefere companhia para brincar.
Gosta de ajudar nas pequenas tarefas (guardar objetos e
brinquedos).
É negativista (gosta de recusar,
protestar).

Rabisca em folhas grandes.
Quer descobrir as coisas por
conta própria.

Brinca com jogos de encaixe.
Identifica algumas cores sem nomeá-las.

Pergunta: “cadê?, o quê?,
onde? “ .
Fala de si mesma na
terceira pessoa.
Chama familiares próximos pelo nome.

É impulsiva e gosta de impor
suas vontades.

Conta por imitação sem que signifique compreensão da quantidade.

Faixa etária
3 a 4 anos

Ações que realiza

Como reage

Consegue colocar suas roupas e tirá-las sem
ajuda de um adulto.

Suas reações emocionais não
duram muito tempo.

Gosta de desenhar.

É ansiosa e ciumenta.

Nesta fase, já consegue segurar um lápis na
posição correta.

Brinca com as outras crianças.

É capaz de separar os brinquedos por
tamanho e cor.
Aprecia muito atividades motoras.
Interessa-se por jogos de armar, encaixes de
formas simples.

Apresenta interesse pelos
sentimentos das pessoas
que estão ao seu redor, por
exemplo, se perceber que seu
pai está triste, procura confortálo.

Como se comunica
Constrói frases com até
seis palavras, sobre o
dia-a-dia, situações reais
e pessoas próximas.
É comum a troca do “r”
pelo “l”, a qual acaba
por volta dos 3 anos e 6
meses.
Compreende os conceitos
de igual e diferente.
Lembra e conta histórias.

Aparece o sentimento de medo.

Apresenta bom equilíbrio.

Já entende o que significa
“esperar a sua vez”.

Ainda não diferencia as cores, mas
compreende as formas.
Sobe escadas sem ajuda, alternando o uso
dos pés.

Utiliza o pronome na
primeira pessoa “eu”.
No desenho, começa a
controlar seus traços,
que tornam-se menos
confusos.

Começa a controlar a bexiga durante o dia.
Inventa nomes para
pessoas e objetos.

Compara objetos percebendo suas
diferenças: muito/pouco; alto/baixo;
pequeno/grande; grosso/fino.
Utiliza o próprio corpo fazendo descobertas
sobre ele mesmo, bem como sua localização
no espaço ( pular, saltar, dançar.)
Consegue pedalar.

14

Pratica a linguagem
falando sozinha.
Faixa etária
4 a 5 anos

Ações que realiza

Como reage

Como se comunica

Consegue usar a tesoura, corta papel.

Está mais sociável com as outras
crianças.

Nesta fase, o vocabulário da
criança aumentou bastante, já
fala muitas palavras.

Apresenta maior domínio no uso de
talheres.
Consegue pegar uma bola com
as duas mãos quando está em
movimento.
Veste-se sozinha necessitando de
ajuda apenas para abotoar ou dar
laços.
Sua coordenação motora fina já está
mais desenvolvida ( ex. consegue
enfiar uma agulha de tricô em um
orifício pequeno).
Segura o lápis com mais segurança.

Se sente grande perto das
crianças menores.
Sente vontade de tomar as suas
próprias decisões.
Apresenta maior sociabilidade,
idependência e autonomia.
Demonstra intenso prazer nas
brincadeiras.
Já empresta seus brinquedos.
Prefere brincar em grupo.
O mundo da fantasia e do
imaginário é muito significativo.

Expressa seus sentimentos e
emprega verbos como “pensar”
e “lembrar”.
Também
fala
de
coisas
ausentes e usa palavras de
ligação entre as sentenças,
como por exemplo: “e”,
“então”, “porque”, “mas” etc.
Gosta de inventar e contar as
próprias histórias.
Consegue identificar algumas
letras do alfabeto e números.
Torna-se muito questionadora.
É capaz de transmitir recados
simples.
Aprecia histórias mais longas,
principalmente da vida real e de
bichinhos humanizados.
Na conversação, conclui o pensamento que iniciou e revela
autocrítica.

Esse desenvolvimento dependerá essencialmente dos estímulos que a criança recebe no seu
dia-a-dia. Uma criança não deve ser comparada com outra, pois cada uma segue um estilo próprio e
um ritmo peculiar de desenvolvimento.
As aprendizagens não resultam apenas da absorção da informação do meio envolvente; o
essencial desta aprendizagem é a promoção do desenvolvimento cognitivo (Piaget) do desenvolvimento
afetivo-emocional (Freud, Erik Erikson) e do desenvolvimento moral e social (Kohlberg) de cada
criança.
Neste contexto, o professor entra como mediador entre a criança e o objeto de conhecimento,
propiciando espaços e situações de aprendizagens significativos que envolvam todas as capacidades
afetivas, cognitivas, emocionais, sociais e físicas.
Curiosidade, interesse, alegria e motivação são os pré-requisitos necessários à aprendizagem das
crianças assim, conforme explicita Piaget,
[...]os professores podem guiá-las proporcionando-lhes os materiais apropriados, mas o
essencial é que, para que uma criança entenda, deve construir ela mesma, deve reinventar. Cada
vez que ensinamos algo a uma criança estamos impedindo que ela descubra por si mesma. Por
outro lado, aquilo que permitimos que descubra por si mesma, permanecerá com ela.

O professor tem a função de propiciar à criança, um ambiente saudável, sem discriminação, rico,
prazeroso, onde seja possível explorar as variadas práticas educativas e sociais.
15
ORGANIZANDO O TEMPO: A ROTINA ESCOLAR

A busca do saber só se dá com rigor e sistematização de atividades. Construir conhecimento
não é como ir ao cinema ou jogar bola. Exige tempo determinado, espaço determinado, rotina
de trabalho, constância. Sem rotina não se desenvolve disciplina intelectual.
Madalena Freire

A organização das atividades no tempo/ espaço é a ação que estrutura o fazer do educador
e possibilita às crianças a compreensão do conceito de tempo. Partindo dessa concepção, a
construção de uma rotina de atividades é fator imprescindível para garantir essa organização, pois
“a rotina representa a estrutura sobre a qual será organizado o tempo didático, ou seja, o tempo de
trabalho educativo realizado com as crianças.” (RCNEI, 1998, v2, p.54).
O estabelecimento de uma rotina estável, clara e compreensível, permite que as crianças a
incorporem, podendo antecipar o que irá acontecer em seguida de cada atividade. A partir da
internalização da dinâmica da classe, as crianças ficam mais seguras, contribuindo para que atuem
com maior autonomia e tranquilidade.
Uma rotina estável não é sinônimo de uma rotina rígida e inflexível. É importante que o professor
organize o tempo de acordo com o seu planejamento, mas pode contar com a possibilidade de
alterá-lo de acordo com suas necessidades e as de seu grupo. A rotina deve favorecer a fluidez do
trabalho e não aprisionar o professor ao ponto de tornar seu trabalho monótono e repetitivo. Por
esse motivo, mesmo que a sequência de atividades seja a mesma, o professor deve ser criativo o
bastante para inovar a cada dia. Em síntese, seguir uma rotina não significa fazer as mesmas coisas, da
mesma maneira todos os dias.
Vale ressaltar que, rotinas iguais não servem para grupos diferentes, cada professor deve construir
a sua rotina respeitando as suas necessidades e as necessidades dos seus alunos, porque mesmo
sendo estabelecidas previamente, o professor não precisa sentir-se obrigado a realizar todas as
atividades indicadas.

• Como organizar uma rotina de atividades
Apesar de a construção da rotina ser tarefa individual do professor, ela deve seguir alguns
critérios para que contemple atividades bastante diversificadas, portanto “a rotina deve envolver os
cuidados, as brincadeiras e as situações de aprendizagens orientadas.”(RCNEI, 1998, v2, p.54)

16
Partindo do pressuposto de que “a apresentação de novos conteúdos às
crianças requer sempre as mais diferentes estruturas didáticas, desde contar
uma nova história até o desenvolvimento de um projeto, que requer um
planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que objetivam
desenvolver aprendizagens específicas”, o Referencial Curricular Nacional para
a Educação Infantil distribui essas estruturas didáticas agrupando-as em três
modalidades de organização do tempo:
1) Atividades permanentes
	
	
• Brincadeiras no espaço interno e externo;
	
• Roda de história;
	
• Roda de conversa;
	
• Atividades de desenho, pintura, modelagem e música;
	
• Atividades diversificadas ou ambientes organizados por temas ou materiais;
	
• Cuidados com o corpo.
2) Sequência de atividades
	
	
• Atividades referentes a um conteúdo específico de um dos eixos a serem trabalhados. Elas
são planejadas e orientadas com o objetivo de promover uma aprendizagem específica e definida.
3) Projetos de trabalho
	
	
• Atividades específicas do projeto desenvolvido na escola ou exclusivamente em uma classe.

• O que é necessário para organizar uma rotina semanal de atividades
didáticas
1. Listar as áreas que serão trabalhadas.
2. Definir a frequência com que cada área será trabalhada.
3. Listar os tipos de atividades a serem realizadas durante a semana.
4. Identificar qual a melhor forma de tratar didaticamente os conteúdos
	 (projetos, atividades permanentes, atividades sequenciadas).
5. Definir a frequência com que cada atividade será trabalhada.
Sendo a escola um espaço de aprendizagem, o trabalho do professor
precisa ser organizado de forma tal que possa favorecer a construção de conhecimentos, por isso, o
planejamento deve estar norteado por uma rotina pedagógica que estruture o trabalho, torne-o eficaz
e que situe a criança em seu contexto de construção de conhecimentos.
A rotina é a construção do tempo da aula e o tempo não caiu do céu. Não é uma dádiva. Ele é
construído, é assumido.
Madalena Freire

17
PSICOMOTRICIDADE
“O corpo é o veículo do ser no mundo [....]”, “meu corpo é o eixo do
mundo [....]”, “não é preciso dizer que nosso corpo está no espaço,
nem que está no tempo. Ele habita o espaço e o tempo. Eu não estou
diante do meu corpo, estou em meu corpo, ou melhor, eu sou o meu
corpo”.
Merleau-Ponty apud Le Camus, 1986, p.33

Durante os primeiros anos de vida a criança vai experimentando as habilidades que se
desenvolvem em uma rápida progressão que inicia-se no sentar, depois no engatinhar e a ficar em
pé, até chegar ao sexto ano, quando então é capaz de correr, subir e saltar. A aquisição dessas
habilidades proporciona às crianças uma satisfação, à medida em que alcança a destreza para
executar os movimentos.
Todo o repertório motor que a criança adquire ao longo de seu desenvolvimento- rastejar,
engatinhar, caminhar, correr e saltar- é construído a partir da capacidade de usar seu corpo,
do amadurecimento do sistema nervoso e do crescimento de músculos e ossos. Para que esse
processo de desenvolvimento e controle dos atos motores evolua, de maneira eficaz, é necessário
criar situações de aprendizagem, ou seja, a aquisição dessas habilidades precisa ser estimulada.
Para Arribas (2004),
quando nos propomos a educar a criança sob a perspectiva de sua
motricidade, abre-se diante de nós um amplo campo de ação, que
vai desde o conhecimento e a consciência que a criança deve adquirir
de seu próprio corpo até a possibilidade que tem de se mover com
eficiência e expressar-se com este corpo.

Nesse sentido, é impossível desvincular corpo e movimento da educação infantil, pois estes estão
intrinsicamente relacionados na medida em que influenciam diretamente o desenvolvimento cognitivo
e integral da criança.
Segundo Piaget (1976), a inteligência se constrói a partir da atividade motriz, ou seja, o conhecimento
e a aprendizagem centram-se na ação da criança sobre o meio, através de seus movimentos.
Considerando essa relevância da atividade motriz, a psicomotricidade deve ocupar lugar de
excelência na educação da primeira infância.
O termo psicomotricidade se divide em duas partes: a motriz e o psiquismo. A palavra motriz se
refere ao movimento enquanto o psico determina a atividade psíquica em duas fases: a sócio-afetiva
e a cognitiva. Esse conceito nos faz entender o motivo pelo qual o movimento está constantemente
presente na relação da criança com outras pessoas e com sua própria aprendizagem. É através dele
que se articula toda sua afetividade e todas as suas possibilidades de comunicação e conceituação.

18
Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil,
o movimento para a criança pequena significa muito mais do que
mexer as partes do corpo ou deslocar-se no espaço. A criança se
expressa, se comunica por meio dos gestos e das mímicas faciais e
interage utilizando fortemente o apoio do corpo. A dimensão corporal
integra-se ao conjunto da atividade da criança. O ato motor faz-se
presente em suas funções expressivas...
(RCNEI, v.3, 1998)

Dessa forma, o corpo e o movimento precisam necessariamente fundamentar a prática pedagógica
na educação infantil através de ações educativas, lúdicas e motoras, ou seja, é preciso associá-lo
a objetivos educacionais. Para isso, cabe ao professor promover ações pedagógicas voltadas aos
objetivos da psicomotricidade promovendo assim o desenvolvimento das habilidades:
•	 Motoras: força, equilíbrio, flexibilidade, coordenação fina e ampla.
•	 Comportamentais: desinibição, socialização, conceito de saúde, vivências emocionais.
•	 Expressivas: fluência verbal, ritmo, expressão dramática, dicção e destreza manual.
Considerando que todas as atividades motoras realizadas na escola precisam ter uma
intencionalidade pedagógica, estas precisam ser avaliadas de maneira contínua, “levando em
consideração os processos vivenciados pelas crianças”. (RCNEI,v.3,1998)
Essa avaliação é tarefa indispensável nessa fase do desenvolvimento e deve ser realizada através
da observação cuidadosa sobre a evolução dos atos motores nas crianças.
Para garantir que a avaliação do movimento responda à necessidade de conhecer o nível evolutivo
em que cada um dos alunos se encontra, é aconselhável que o professor realize a observação dirigida
a pequenos grupos em momentos distintos, a fim de que seja possível perceber a evolução integral
de cada criança. Dessa forma, a avaliação cumprirá o seu papel de instrumento de investigação
didática que fornecerá “elementos que podem auxiliar na construção de uma prática que considere
o corpo e o movimento das crianças.” (RCNEI,v.3-1998).

19
O BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL
A criança deve ter todas as possibilidades de entregar-se aos jogos e às atividades recreativas,
que devem ser orientadas para os fins visados pela educação; a sociedade e os poderes públicos
devem esforçar-se por favorecer o gozo deste direito.
Declaração Universal dos Direitos da Criança, 1959

A linguagem cultural própria da criança é o lúdico, e para entender o universo lúdico é importante
conceituar palavras como jogo, brincadeira e brinquedo, que constituem um universo maior,
chamado de ato de brincar.
O que é brinquedo?
Para a autora KISHIMOTO 1 o brinquedo é compreendido como um “objeto suporte da
brincadeira”, ou seja, brinquedo aqui estará representado por objetos como piões, bonecas, carrinhos
etc. Os brinquedos podem ser considerados: estruturados e não-estruturados. São denominados
brinquedos estruturados aqueles que já são adquiridos prontos. Os brinquedos denominados
não-estruturados são simples objetos como paus ou pedras, que, nas mãos das crianças, adquirem
novo significado, passando assim a ser um brinquedo. A pedra se transforma em comidinha e o
pau se transforma em cavalinho.
O que é brincadeira?
A brincadeira se caracteriza por alguma estruturação e pela utilização de regras. São exemplos
de brincadeiras amplamente conhecidas: brincar de casinha, carrinho, boneca, pega-pega, etc. A
brincadeira é uma atividade que pode ser tanto coletiva quanto individual. Na brincadeira, a
existência das regras não limita a ação lúdica, a criança pode modificá-la, ausentar-se quando
desejar, incluir novos membros, modificar as próprias regras, enfim, existe maior liberdade de ação
para as crianças.
É brincando que as crianças expressam o papel que assumem; por meio das brincadeiras estarão
se divertindo e evoluindo suas habilidades e conhecimentos. A brincadeira também auxilia no
desenvolvimento mental, melhorando assim, sua autoestima, desenvolvendo a criatividade e
acelerando o processo de raciocínio.
O que é jogo?
A compreensão de jogo está associada tanto ao objeto (brinquedo) quanto à brincadeira. É
uma atividade mais estruturada e organizada por um sistema de regras mais explícitas. Exemplos
clássicos seriam: Jogo de Mímica, de Cartas, de Tabuleiro, de Construção, de Faz-de-Conta etc.
Na Educação Infantil, o jogo apresenta-se como uma das formas mais naturais da criança entrar
em contato com a realidade, tendo o jogo simbólico um papel especial, pois é representação
corporal do imaginário, e apesar de nele predominar a fantasia, a atividade psicomotora exercida
acaba por prender a criança à realidade. Na sua imaginação, ela pode modificar sua vontade,
mas quando expressa corporalmente as atividades, ela precisa respeitar a realidade concreta e
as relações do mundo real. Por essa via, quando a criança estiver mais velha, é possível estimular
a diminuição da atividade centrada em si própria, para que ela vá adquirindo uma socialização
crescente.
1. Tizuko Morchida Kishimoto é pedagoga e professora titular do Departamento de Metodologia de Ensino e Educação Comparada da Faculdade de Educação da Universidade de São
Paulo; Pós-doutorado junto à Universidade Gaguguei Daigaku - Japão e Université Paris 13. França. Docente na graduação e pesquisadora na área da educação infantil. Temas de pesquisa:
brinquedo, brincadeiras, história da educação infantil, formação de professores. Coordenadora da rede de pesquisadores: Contextos Integrados na educação Infantil.
Trecho adptado da reportagem, Grandes Pensadores - Maria Montessori,
Revista Nova Escola. Ed.Abril. Edição 164-ago/2003.

20
Através do jogo, a criança libera e canaliza suas energias; tem o poder de transformar uma
realidade difícil, propicia condições de liberação da fantasia e, por fim, é uma grande fonte de prazer.
É necessário esclarecer que as definições apresentadas servem para auxiliar na reflexão do
professor em sua ação lúdica diante da criança e não para limitá-lo neste processo. O importante é
que ele acredite que o jogo, o brinquedo e a brincadeira só terão um sentido mais profundo se vierem
representados pelo brincar.
Para Piaget (1976), a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança.
Estas não são apenas uma forma de desafio ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas
meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.
O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de
simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento
necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os
métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material
conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem
isso, permanecem exteriores à inteligência infantil. (PIAGET,1976, p.160).

Vygotsky (1984) atribui relevante papel ao ato de brincar na constituição do pensamento infantil. É
brincando, jogando, que a criança revela seu estado cognitivo, visual, auditivo, tátil, motor, seu modo
de aprender e entrar em uma relação cognitiva com o mundo de eventos, pessoas, coisas e símbolos.

A brincadeira cria para as crianças uma “zona de desenvolvimento proximal” que não é outra
coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de
resolver independentemente um problema, e o nível atual de desenvolvimento potencial,
determinado através da resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou com a
colaboração de um companheiro mais capaz. (VYGOTSKY, 1984, p.97).

Tanto para Vygotsky como para Piaget, o desenvolvimento não é linear, mas evolutivo e, nesse
trajeto, a imaginação se desenvolve. Uma vez que a criança brinca e desenvolve a capacidade
para determinado tipo de conhecimento,
ela dificilmente perde esta capacidade. É
com a formação de conceitos que se dá
a verdadeira aprendizagem e é no brincar
que está um dos maiores espaços para a
formação de conceitos.
Em síntese, brincar é sinônimo de aprender,
pois o ato de brincar gera um espaço
para pensar, sendo que a criança avança
no raciocínio, desenvolve o pensamento,
estabelece contatos sociais, compreende
o meio, satisfaz desejos, desenvolve
habilidades, conhecimentos e criatividade.

21
• O Papel do educador na educação lúdica
A esperança de uma criança, ao caminhar para a escola é encontrar um amigo, um guia, um
animador, um líder - alguém muito consciente e que se preocupe com ela e que a faça pensar,
tomar consciência de si, do mundo e que seja capaz de dar-lhe as mãos para construir com ela
uma nova história e uma sociedade melhor. (ALMEIDA, 1987, p.195).

A decisão de se permitir envolver no mundo mágico infantil seria o primeiro passo que o professor
deveria dar. Explorar o universo infantil exige do educador conhecimento teórico, prático, capacidade
de observação, amor e vontade de ser parceiro da criança neste processo. Os professores podem,
através das experiências lúdicas infantis, obter informações importantes no brincar espontâneo ou
no brincar orientado.	
	No brincar espontâneo, podemos registrar as ações lúdicas a partir da observação, registro,
análise e tratamento. As informações obtidas pelo brincar espontâneo permitem diagnosticar:
• Idéias, valores interessantes e necessidades do coletivo ou do indivíduo;
• Estágio de desenvolvimento da criança;
• Comportamento dos envolvidos nos diferentes ambientes lúdicos;
• Conflitos, problemas, valores etc.
	Já no brincar dirigido, pode-se propor desafios a partir da escolha
de jogos, brinquedos ou brincadeiras determinadas por um adulto ou
responsável. Estes jogos orientados podem ser feitos com propósitos
claros de promover o acesso a aprendizagens de conhecimentos
específicos como: matemáticos, linguísticos, científicos, históricos, físicos, estéticos, culturais,
naturais, morais etc. Um outro propósito é ajudar no desenvolvimento cognitivo, afetivo, social,
motriz, linguístico e na construção da moralidade (nos valores). 	
Segundo REGO (1994), é papel do educador:
• 	 Ser um facilitador das brincadeiras, sendo necessário mesclar momentos onde orienta e dirige
		 o processo, com outros momentos onde as crianças são responsáveis pelas suas próprias
		 brincadeiras.
• 	 Observar e coletar informações sobre as brincadeiras das crianças para enriquecê-las em
		 futuras oportunidades.
•	 Sempre que possível, participar com as crianças das brincadeiras e aproveitar para quetioná-las.
•	 Organizar e estruturar o espaço de forma a estimular na criança a necessidade de brincar,
		 também visando facilitar a escolha das brincadeiras.

22
•	 Nos jogos de regras, não estimular os valores competitivos, mas sim, tentar desenvolver
		 atitudes cooperativas entre as crianças, já que o mais importante no brincar é participar das
		 brincadeiras e dos jogos.
•	 Respeitar o direito da criança em participar ou não de um jogo. Neste caso, o professor tem que
		 criar uma situação diferente de participação dela em atividades como: auxiliar com materiais,
		 fazer observações, emitir opiniões etc.
•	 Em uma situação de jogo ou brincadeira, explicar de forma clara e objetiva as regras às
		 crianças. E, se for necessário, mudá-las ou adaptá-las de acordo com as faixas etárias.
•	 Estimular nas crianças a socialização do espaço lúdico e dos brinquedos, criando assim o
		 hábito de cooperação, conservação e manutenção dos jogos e brinquedos. Exemplos: “quem
		 brincou, guarda”; “no final da brincadeira todos ajudam a guardar os materiais” etc.
•	 Estimular a imaginação infantil, oferecendo materiais dos mais simples aos mais complexos,
		 podendo estes brinquedos ou jogos serem estruturados (fabricados) ou serem brinquedos e
		 jogos confeccionados com material reciclado. Todo e qualquer material cria para a criança
		 uma possibilidade de fantasiar e brincar.
•	 Dar o tempo necessário às crianças para que as brincadeiras se desenvolvam e se encerrem.
•	 Coordenar sua ação à ação da criança, pelo conhecimento e ligação com as emoções desta.
Nessa perspectiva de valorizar o brincar, foi criado o Caderno Risoleta. Nele, o professor
encontra uma variedade de jogos e brincadeiras direcionadas aos alunos de Educação Infantil, com
habilidades, objetivos e seus respectivos desenvolvimentos, que antecedem o trabalho
sistematizado no Caderno Adoleta.

23
ORGANIZAÇÃO SENSORIAL
Para conhecer nosso corpo, para diferenciar suas partes
e suas funções e para estabelecer relações com objetos é
imprescindível desenvolver nas crianças suas possibilidades
perceptivas e motoras.
Dessa forma, faz-se necessário, já nos primeiros anos
de vida, estimular o desenvolvimento da consciência
multissensorial.
Consciência Multissensorial é conjunto de habilidades
sensorias por meio da qual é possivel o cérebro receber e organizar informações do próprio corpo e
do ambiente. Estas informações, uma vez organizadas, irão promover atenção adequada, habilidade
para concentrar e se organizar, habilidades para realizar atividades cotidianas, autoestima, autocontrole,
autoconfiança e favorecer a aprendizagem escolar.
O cérebro humano pode ser comparado a um computador. Ele depende da informação que recebe
do ambiente através dos sistemas sensoriais:
•	 Auditivo, tátil, visual, gustativo, olfativo: recebem informações através do ouvido, pele, olhos,
		 língua e nariz, respectivamente.

•	 Vestibular: este sistema fica localizado na parte mais interna de nosso
ouvido. De modo automático, coordena os movimentos de nossos olhos,
cabeça e corpo. É importante para nosso equilíbrio, pela coordenação
olho-mão e pela coordenação bilateral (dos dois lados do corpo).
•	 Proprioceptivo: nos informa sobre a posição do corpo no espaço. Os receptores deste
		 sentido estão em nossos músculos, articulações e tendões, sendo muito importantes para o
		 planejamento dos movimentos.
O cérebro reúne todas essas sensações e as organiza para um plano de ação. Assim, quando a
criança não é estimulada a desenvolver suas habilidades sensoriais de forma clara e concisa, pode
não estar recebendo o “alimento” que o cérebro precisa para o processo de aprendizagem.
Pesquisas sustentam que um sentido não funciona sem exercer influência no funcionamento de
outros sentidos. Portanto, antes de propor atividades enfocadas no desenvolvimento de um sentido,
optar por situações que envolvam o maior número deles.
O brincar é a melhor forma de desenvolver a consciência multissensorial. Desde pequena, a
criança naturalmente procura as atividades que promovem uma boa integração da informação
recebida através dos sentidos.

24
Uma das precursoras do método multissensorial foi Maria Montessori.
Ela defendia que o caminho do intelecto passa pelas mãos, porque é por
meio do movimento e do toque que os pequenos exploram e decodificam o
mundo ao seu redor. “A criança ama tocar os objetos para depois poder
reconhecê-los”, disse certa vez. Sua visão pedagógica era: “o potencial de
aprender está em cada um de nós”.
Muitos dos exercícios desenvolvidos pela educadora — hoje utilizados
largamente na Educação Infantil — objetivam chamar a atenção das crianças
para as propriedades dos objetos: tamanho, forma, cor, textura, peso, cheiro, barulho e o equilíbrio
corporal. Seu método parte do concreto rumo ao abstrato. Baseia-se na observação de que as crianças
aprendem melhor pela experiência direta de procura e descoberta.
Individualidade, atividade e liberdade da criança são as bases da teoria, com ênfase para o
conceito de indivíduo como, simultaneamente, sujeito e objeto do ensino. Montessori defendia uma
concepção de educação que se estende além dos limites do acúmulo de informações. O objetivo
da escola é a formação integral do jovem, uma “educação para a vida”. A filosofia e os métodos
elaborados pela médica italiana procuram desenvolver o potencial criativo desde a primeira infância,
associando-o à vontade de aprender — conceito que ela considerava inerente a todos os seres
humanos2.
As atividades montessorianas criam inúmeras condições para o desenvolvimento destes valores,
um bom exemplo dessa afirmação é a Aula de linha.
	
Maria Montessori, ao observar as crianças andando nas ruas, interessou-se pela tendência que
elas apresentavam ao equilibrarem-se sobre trilhos, sarjetas e muros. Notou que esses exercícios
lhes traziam grande satisfação pelo fato de exigir um enorme domínio corporal, concentração e
esforço muscular.
	
Apaixonada por novas experiências, Montessori resolveu traçar uma linha em sua sala de
aula, criando uma sequência de exercícios para desenvolver a tendência natural da criança de se
autocomandar. Para isso desenvolveu desenvolveu um plano sistemático com objetivos definidos,
voltados para o aprimoramento da atenção, da coordenação de movimento, da concentração,
do desabrochamento e da recomposição interior, que mais tarde foi aperfeiçoada junto com sua
discípula Lubienska de Lenval.

• Desenvolvimento da aula de linha
Desde a sua criação, a Aula de linha vem sendo desenvolvida de formas diferentes nos vários países em que é aplicada, e em particular no Brasil. São concepções e “roupagens” variadas, visando
o mesmo fim e tendo como base o esquema original. Ela é composta de cinco fases:
• 1ª Fase – Atenção: Observação e atenção das crianças para a figura do professor através dos
		 mais variados exercícios motores, visuais e auditivos. Nessa fase, a criança está em cima da linha
		 parada.
2.Trecho adptado da reportagem, Grandes Pensadores - Maria Montessori,
Revista Nova Escola. Ed.Abril. Edição 164-ago/2003.

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• 2ª Fase – Caminhar na linha: Andar em cima de uma linha traçada no chão, com ou sem
		 obstáculos nas mãos ou no chão, tendo como objetivo desenvolver o equilíbrio, através dos
		 mais variados movimentos: andar, saltar, pular, correr, etc.
•
		
		
		

3ª Fase – Desconcentração: Tem como objetivo a desconcentração das
crianças, devido à atenção e concentração desenvolvidas nas fases anteriores.
Utiliza-se como forma para descontrair: músicas, jogos, danças, brincadeiras
dirigidas, etc.

•
		
		
		
		

4ª Fase – Desabrochamento e criatividade: Construção de conhecimento
simbólico para as crianças, pois o professor vai associar o conhecimento prévio com outras
informações sobre o assunto, construindo novos sentidos para ele e aprendendo a relacioná-lo
com a vida cotidiana. Esta fase tem como objetivo desenvolver a criatividade e a imaginação,
através de dramatização de histórias, exercícios de expressão corporal ou oral.

•
		
		
		

5ª Fase – Relaxamento ou silêncio: Esta é a última fase da aula, é a culminância de tudo o
que foi anteriormente desenvolvido. Seu objetivo é levar à criança, a calma e tranquilidade, depois
dos exercícios executados. Nesta fase, é desenvolvida a lição do silêncio, como por exemplo:
ouvir músicas de relaxamento, o assobio dos passarinhos e outros ruídos externos.

• Exemplos práticos sobre cada fase da aula de linha

1ª FASE
Atenção

• Marcação com palmas em compasso: binário, ternário e quaternário;
• Imitar o pedalar da bicicleta: pernas flexionadas;
• Pular com os dois pés como se estivesse em um colchão de molas;
• Bater com os pés no chão;
• Balançar levemente uma perna de cada vez, para frente e para trás;
• Bater os pés como se estivesse com raiva;
• Movimentar os braços imitando nado, voo;
• Elevar as pernas e braços (alternando-os).;
• Abrir e fechar as mãos;
• Movimento com os dedos;
• Ginástica musicada;
• Imitar gestos realizados pelo professor.

2ª FASE
Caminhar
na linha

• 	 aminhar ao som de um tambor, cada batida corresponde a um passo;
C
• 	 aminhar devagar e parar ao ouvir um sinal combinado;
C
• 	 aminhar para frente quando o tambor tocar forte e caminhar para trás quando o tambor
C
	 tocar fraco;
• 	 aminhar sem pisar em obstáculos colocados na linha;
C
• 	 aminhar com todo o peso dos pés, bem exagerado;
C
•	Caminhar ao ritmo de músicas: lentas, moderadas e rápidas;
•	Marchar na linha;
•	Caminhar de mãos dadas.

3ª FASE
Desconcentração

• Esta fase deverá constar de jogos, canções, danças, brincadeiras dirigidas a critério e
	 criatividade do professor.

4ª FASE
Desabrochamento
e criatividade

Nesta fase, as crianças ficarão à vontade espalhadas pelo pátio.
• 	Andar, correr, saltar, trotar, marchar, pular, imitar aviões, imitar dirigir automóvel, etc.
• 	Expressar-se através do corpo, temas da vida real como: árvores, vento, tempestade,
	 trovoada, pássaros, animais, etc.;
• 	Apresentar várias ideias para que cada criança escolha aquilo que quer representar: casa,
	 estátua, formiga, escada, bola, astronauta, etc.;
• 	Histórias dramatizadas.

26
5ª FASE
Relaxamento
aula do
silêncio

• Relaxar braços/pernas/cabeça;
• Prender os músculos do corpo e soltá-los;
• Fechar e abrir os olhos lentamente;
• Inspirar e expirar;
• Assoprar levemente um pedaço de algodão, um copo d’água, bolinhas de isopor, etc.;
• Ouvir ruídos internos e externos do ambiente;
• Ouvir músicas para relaxamento,
• Cantar até 10 e quando chegar ao número 5, fazer um ruído;
• Ouvir histórias.

• Finalidade da aula de linha
•	 Normalização: Desenvolver o autodomínio do “eu” físico-psíquico por meio da tomada de
		 consciência.
•	 Disciplina: Obedecendo a um comando externo, a criança será levada a se autocomandar;
		 essa satisfação plena conduz o indivíduo à autodisciplina que lhe possibilita tomar posse de sua
		 independência, baseada na liberdade consciente.
•	 Aquisição de conhecimento: No campo cognitivo, a linha tem a finalidade de favorecer a interiorização
		 de conteúdos reais (desenvolvimento sensório-motor – perceptivo) e abstratos (consciência
		 das emoções).
•	 Habilidades psicomotoras: Visa desenvolver a coordenação, o equilíbrio, o controle do
		 esquema corporal, da lateralidade e do ritmo.
•	 Interação socioafetiva: Tem por objetivo despertar a consciência das emoções e do “outro”,
		 estimular a criatividade individual e em grupo, proporcionando oportunidade para que a criança
		 possa: ver, observar, sentir e criar.

• Objetivos específicos da Aula de Linha
• Autodomínio e consequente equilíbrio interior;
• Interiorização e consciência real;
• Coordenação neuromotora;
• Consciência do próprio corpo (esquema corporal), dos outros e do ambiente;
• Desenvolvimento da atenção e da capacidade de seguir ordens (externas) e do autocontrole;
• Desenvolvimento da sensibilidade ao ritmo e a criatividade;
• Liberação de energia acumulada e da emoção;
• Aquisição de conhecimento experienciais;
• Desabrochamento físico-motor-emocional;
• Relaxamento e desconcentração.

• Aspectos da linha
A linha poderá ser traçada no chão com tinta, giz, fita crepe ou outro material disponível. Seu
traçado pode ser em curvas, sinuosas ou retas, e seu formato pode ser circular ou retangular, porém,
sempre com as quinas arredondadas para não haver quebra do ritmo do movimento.
Maria Montessori nasceu na Itália em 31/08/1870 e morreu em 06/05/1952 com
81 anos. Foi a primeira mulher diplomada em medicina na Itália (1896). Essa mesma
inteligência e determinação a levaram a transformar a sala de aula num lugar onde
as crianças eram tratadas como “pessoas” que queriam aprender e eram capazes de
fazê-lo no seu ritmo próprio.
Maria Montessori costumava dizer: “Eu estudo minhas crianças e elas me ensinam
a ensiná-las”.

27
Formação pessoal e social
“É triste ter meninos sem escola, mas mais triste é vê-los enfileirados em
salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação humana.”
Carlos Drummond de Andrade

O processo de socialização ocorre através da interação e do intercâmbio que se estabelece entre
as pessoas.
A criança, como um ser social, necessita não apenas de uma interação social com pessoas
significativas de seu ambiente, mas uma interação positiva que possibilite a consciência do seu “eu”
para alcançar seu pleno desenvolvimento e realização.
Ao receber, por exemplo, os cuidados básicos de um adulto ( higiene, alimentação etc.) num clima
de afeto e atenção, proporcionando sentimentos positivos como confiança, autoestima e segurança,
a criança percebe seu corpo como separado do outro, aos poucos, através do convívio social,
percebe-se como ser independente.
Considerando que as situações de interação são essenciais para a socialização, a escola
desempenha um papel fundamental, já que é um dos principais agentes de socialização, pois
propicia o contato e o confronto com adultos e crianças de várias
origens socioculturais, de diferentes religiões, etnias, costumes,
hábitos e valores, fazendo dessa diversidade um campo privilegiado
da experiência educativa.(RCNEI, v2, 1998).

Sendo, por excelência, um espaço de socialização, a escola deve oportunizar a aprendizagem de
técnicas eficazes de vida em grupo que favoreçam a construção da identidade e da autonomia.
A identidade está relacionada à ideia de distinção, isto é, perceber as diferenças entre as pessoas
com relação ao nome, características físicas, modos de agir e de pensar. Já a autonomia é a
capacidade de se conduzir e tomar decisões por si próprias, respeitando regras e valores. Esses
processos de construção da identidade e da autonomia
estão intimamente relacionados com os processos de socialização. Nas interações sociais se dá a
ampliação dos laços afetivos que as crianças podem estabelecer com as outras crianças e com os
adultos, contribuindo para que o reconhecimento do outro e a constatação das diferenças entre as
pessoas sejam valorizadas e aproveitadas para o enriquecimento de si próprias. (RCNEI, v.2, p.11,1998)

Uma das maneiras de a criança interiorizar e processar valores e condutas dos grupos sociais nos
quais se desenvolve é através da educação dos hábitos.
Segundo Arribas (2004), os hábitos são “ recursos que o educador pode utilizar para influir, de
maneira positiva, o crescimento pessoal e social, afetivo e intelectual de seus alunos.”

28
Hábitos a educar nos primeiros seis anos de vida
- Hábitos em relação às vivências vitais:
. alimentação (alimentar-se sozinho, aceitar alimentos variados etc.);
. higiene ( lavar as mãos, escovar os dentes, tomar banho, cortar as unhas etc.);
. descanso ( repousar no período determinado).
- Hábitos que reforçam a imagem positiva da pessoa:
. cuidado pessoal ( higiene e cuidados com o corpo e a aparência );
. agilidade corporal ( bom desenvolvimento motor propiciando participação em
brincadeiras, danças, apresentações etc.).
- Hábitos relacionados à própria defesa:
. cuidados com o fogo e a fumaça ( diferenciar quente de frio, não tocar em coisas quentes etc.);
. cuidados em relação à água ( não entrar em piscinas, lagoas, sem a supervisão de um adulto
etc.);
. cuidados em relação ao uso de instrumentos e produtos ( cuidados no manuseio de objetos
como facas, tesouras, produtos químicos etc. );
. cuidados em relação ao trânsito e à rua ( andar nas calçadas, respeitar os sinais de trânsito etc.).
- Hábitos relacionados ao trabalho e à atividade:
. ordem ( organização dos ambientes de uso comum e objetos pessoais);
. trabalho intelectual ( capacidade de concentração, busca de respostas para
suas dúvidas etc.);
. atividades corriqueiras ( demonstrar autonomia, capricho e ordem na realização de pequenas
tarefas ).
- Hábitos em relação à comunicação e à convivência:
. relações interpessoais ( comunicar suas vontades e demonstrar respeito e colaboração às outras
crianças e adultos);
. experiências grupais ( dançar, cantar, dramatizar junto com outras crianças ).
Nesse sentido, é preciso planejar situações em que as crianças dirijam suas próprias ações,
incentivando-as a tomar iniciativas, pois “o exercício da cidadania é um processo que se inicia
desde a infância, quando se oferecem às crianças oportunidades de escolha e de autogoverno”
(RCNEI,v.2 p.39 ,1998)

29
LINGUAGEM ORAL E ESCRITA
A educação infantil, ao promover experiências significativas de aprendizagem da língua, por meio
de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação
das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças.
Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das capacidades associadas às
quatro competências linguísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever. (RCNEI, 1998, v2, p.117)

1. Falar e escutar
• Oralidade na Educação Infantil
Não existe outro momento na vida em que uma criança pequena esteja mais sensível à aquisição
da linguagem do que o período do nascimento até os 5 anos de idade.
O desenvolvimento da linguagem oral envolve aprender a escutar, adquirir novo vocabulário,
aperfeiçoar a sintaxe, aumentar o tamanho das sentenças e ter clareza na comunicação.
Segundo o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil (1998, v2, p.126):
[...] A construção da linguagem oral não é linear e ocorre em um processo de aproximações
sucessivas com a fala do outro, seja ela do pai, da mãe, do professor, dos amigos ou aquelas
ouvidas na televisão, no rádio, etc.

Na Educação Infantil, coloca-se um importante desafio em linguagem oral, não apenas falar, mas
antecipar e planejar o que se quer dizer. Para que isso aconteça, ou seja, para que a oralidade seja
usada cada vez mais e de melhor forma, é preciso trabalhá-la diariamente com base em diferentes
temas, contextos e interlocutores.
A escola de Educação Infantil poderá oferecer um ambiente que estimule a comunicação verbal,
não apenas no refeitório, mas também, no pátio, na brinquedoteca, nos corredores. Para conversar,
ali estão amigos, educadores, merendeiros, porteiros e diretores. Oportunidades tão distintas tornam
as situações de fala mais ricas, elaboradas e complexas.
A ampliação da comunicação verbal pode ser estimulada em situações informais e formais:
As situações informais são, por exemplo, as rodas de conversa. Nelas, o professor faz uma
proposição, cada um ouve o que os outros têm a dizer, coloca sua opinião e indica os próprios relatos.
As situações formais são aquelas em que as crianças se dirigem a outros interlocutores que não
os próprios colegas da classe, como a outra turma para quem vão contar umas histórias, tratarem
determinado assunto, ou um adulto a ser entrevistado. Assim, ao longo de todo o período da
Educação Infantil, são desenvolvidas e aperfeiçoadas competências como a de recontar histórias
e elaborar perguntas, declamar poesias e relatar acontecimentos do próprio cotidiano ou de outras
pessoas. Desta forma, é possível que as crianças aprendam linguagem com a linguagem.
A ampliação de suas capacidades de comunicação oral ocorre gradativamente, por meio de
um processo de idas e vindas que envolve tanto a participação das crianças nas conversas
cotidianas, em situação de escuta e canto de músicas, em brincadeiras e outras, bem como, a
participação em situações mais formais de uso da linguagem, como aquelas que envolvem a
leitura de textos diversos. (RCNEI, 1998, v2, p.127).

Essa competência também é potencializada por meio das brincadeiras com as palavras presentes
na tradição oral, nos textos poéticos e nas parlendas, por exemplo, que já contribuem para o aumento
do repertório verbal. Portanto, podemos dizer que é na riqueza do cotidiano do universo infantil que
encontramos a maior ferramenta para o desenvolvimento pleno da linguagem oral.
30
• Ampliando a competência linguística: consciência fonológica
A consciência fonológica é a habilidade metalinguística de tomada de consciência das
características formais da linguagem, ou seja, a consciência com relação aos sons que ouvimos e
falamos.
Esta habilidade abrange 2 níveis:
1)	 A consciência de que a fala pode ser segmentada em unidades distintas, ou seja, a frase pode ser
	 segmentada em palavras; as palavras em sílabas, e as sílabas em fonemas.
2)	 A consciência de que essas mesmas unidades repetem-se em diferentes palavras faladas.
Os resultados em diferentes pesquisas têm apontado para a relevância do desenvolvimento da
consciência fonológica para a aquisição da leitura e da escrita, uma vez que é ela que possibilita a
reflexão sobre os sons que devem ser representados graficamente.
A consciência fonológica desenvolve-se na relação das crianças com diferentes formas de
expressão oral. Diferentes formas linguísticas a que as crianças são expostas vão construindo
sua consciência fonológica. Entre elas, destacamos as mais comuns do universo infantil: músicas,
cantigas de roda, poesias, parlendas, jogos orais e a própria fala.

Habilidades em consciência fonológica
•	 Rima: representa a combinação do som final de uma palavra. A equidade deve ser sonora e não
	
necessariamente gráfica, por exemplo, as palavras OSSO E PESCOÇO rimam, pois o som em
	
que terminam é igual, independente da forma ortográfica.
•	 Aliteração: representa a repetição da mesma sílaba ou fonema na posição inicial das palavras.
	 Os trava-línguas e as parlendas são bons exemplos de utilização da aliteração, pois repetem, no
	
decorrer da frase, várias vezes o mesmo fonema.
•	 Consciência de palavras: representa a capacidade de segmentar a frase em palavras e, além
	
disso, perceber a relação entre elas e organizá-las numa sequência que dê sentido. O déficit
	
nessa habilidade pode levar a erros na escrita como aglutinações de palavras e separações ina
	
dequadas.
Ex: ABOLA (aglutinação)

MACA CO (separação)

•	 Consciência da sílaba: consiste na capacidade de segmentar as palavras em sílabas. Atividades
	
como contar o número de sílabas; dizer qual é a sílaba inicial, medial ou final de uma palavra,
	
dependem dessa habilidade.
	
É importante ressaltar que as atividades que envolvem a consciência fonológica devem ser lúdicas,
tendo como objetivo não um ensino ou treinamento, mas a pretensão de desenvolver habilidades em
consciência fonológica a partir de brincadeiras, incentivando a criança a participar ativamente das
atividades e a construir suas próprias hipóteses.
31
2. Ler e escrever
•  Letramento e alfabetização
Vivemos em um universo socialmente letrado, cercado de materiais
escritos e textos dos mais variados gêneros. As crianças mantém contato
com esse universo em maior ou menor grau de intensidade e a classe social
pode interferir na variedade e frequência com que isso ocorre, mas não as
afasta da oportunidade do contato. Assim como a classe social não pode ser
empecilho para o processo de letramento, a idade também não o é.
Desde muito pequenas e antes de estarem alfabetizadas, as crianças
reconhecem práticas sociais de leitura.
Portanto, letrar é ir além da aquisição do código escrito, é preciso
apropriar-se da função social da prática de ler e escrever, para ser de fato um indivíduo letrado.
O processo de letramento, no âmbito escolar, é movido pela ação de conduzir os alunos a
conviverem, experimentarem e dominarem a prática social de leitura e escrita, pois, numa sociedade
centrada nessa prática, ser apenas alfabetizado não basta para atender a demanda atual.
A escola atua como orientadora desse processo, de modo intencional e sistematizado, e a
Educação Infantil pode e deve garantir o início desse trabalho. É um momento de especial riqueza
em que as crianças podem ser envolvidas pelo fascínio de ver as palavras eclodirem nas histórias,
contos, poemas, quadrinhas, parlendas e também podem conferir a existência de jornais, revistas,
manuais, gibis, enfim, de um vasto material que lhes proporcione diversão e informação, criando
situações que tornem necessárias e significativas as práticas de produção de textos.
A alfabetização, por sua vez, é parte do letramento, ela envolve técnicas de codificar fonemas e
decodificar grafemas, o que possibilita ao indivíduo apropriar-se do sistema alfabético e, portanto,
deve ser considerada em suas especificidades. Alfabetização e letramento se somam. Ou melhor, a
alfabetização é um componente do letramento, como exemplifica MAGDA SOARES (2000):
[...]Considero que é um risco o que se vinha fazendo, ou se vem fazendo, repetindo-se que
alfabetização não é apenas ensinar a ler e a escrever, desmerecendo assim, de certa forma,
a importância de ensinar a ler e a escrever. É verdade que esta é uma maneira de reconhecer
que não basta saber ler e escrever, mas, ao mesmo tempo, pode levar também a perder-se a
especificidade do processo de aprender a ler e a escrever, entendido como aquisição do sistema
de codificação de fonemas e decodificação de grafemas, apropriação do sistema alfabético
e ortográfico da língua, aquisição que é necessária, mais que isso, é imprescindível para a
entrada no mundo da escrita. Um processo complexo, difícil de ensinar e difícil de aprender, por
isso, é importante que seja considerado em sua especificidade. Mas isso não quer dizer que
os dois processos, alfabetização e letramento, sejam processos distintos; na verdade, não se
distinguem, deve-se alfabetizar letrando.

Portanto, é o letramento que denota o estado de convívio real e significativo com a leitura e a escrita,
que se estende não só pelos anos de escolaridade, mas por toda a vida.

32
O QUE É LETRAMENTO?

I

V

Letramento não é um gancho
Em que se pendura cada som enunciado,
Não é treinamento repetitivo
De uma habilidade,
Nem um martelo
Quebrando blocos de gramática.

É um Atlas do mundo,
Sinais de trânsito, caças ao tesouro,
Manuais, instruções, guias,
E orientações em bulas de remédios,
Para que você não fique perdido.

II

VI

Letramento é diversão
É leitura à luz de vela
Ou lá fora, à luz do sol.
São notícias sobre o presidente
O tempo, os artistas da TV
E mesmo Mônica e Cebolinha
Nos jornais de domingo.

É uma receita de biscoito,
Uma lista de compras, recados colados na
geladeira,
Um bilhete de amor,
Telegramas de parabéns e cartas de velhos
amigos.

VII

III

Letramento é, sobretudo,
Um mapa do coração do homem,
Um mapa de quem você é,
E de tudo que você pode ser.

São notícias sobre o presidente
O tempo, os artistas da TV
E mesmo Mônica e Cebolinha
Nos jornais de domingo.

IV
É viajar para países desconhecidos,
Sem deixar sua cama,
É rir e chorar
Com personagens, heróis e grandes amigos.

Poema de uma estudante norte-americana,
de origem asiática, Kate M. Chong, ao escrever
sua história pessoal de letramento.

O poema expressa que letramento é um estado ou condição de quem interage com diferentes
portadores, gêneros e tipos de leitura e escrita, e as diferentes funções que ambas desempenham
em nossa vida.
Enfim, letramento é o estado ou condição de quem se envolve nas numerosas e variadas práticas
sociais de leitura e de escrita.
33
•A construção da escrita
Muitos estudos têm comprovado que as crianças, quando são percebidas e respeitadas como
sujeitos da própria aprendizagem, além de dominarem o código escrito, constroem, de fato,
essa modalidade de linguagem. Esses estudos objetivam investigar as tentativas que as crianças
realizam para aprender a ler e escrever, na perspectiva de entender como ocorre esse processo,
consequentemente, ressignificar a alfabetização.
As pesquisadoras Emilia Ferreiro e Ana Teberosky investigaram a maneira como as crianças
refletem sobre a língua e, a partir dos resultados das pesquisas, elaboraram a “Psicogênese da
Língua Escrita”. Nesse estudo, concluíram que as crianças elaboram hipóteses em relação à escrita,
pois considerando que, desde muito cedo, elas estão expostas a um mundo letrado, a aprendizagem
da leitura e da escrita inicia-se muito antes da escolarização.
Nessa perspectiva, FERREIRO e TEBEROSKY acreditam que a criança busca a aprendizagem na
medida em que o processo evolutivo de aprender a ler e escrever passa por níveis de conceitualização
que revelam as hipóteses a que chegou a criança. Assim, definiram essas hipóteses em três níveis:
	
	
	

• Hipótese pré-silábica,
• Hipótese silábica,
• Hipótese alfabética.

Dessa forma, a “psicogênese da língua escrita deslocou a questão central da alfabetização do
ensino para a aprendizagem: partiu não de como se deve ensinar e sim de como de fato se aprende”
(WEISZ,1999).
Diante disso, os conceitos de prontidão, imaturidade e habilidades motoras e perceptuais,
deixam de ter sentido isoladamente. Eles necessitam estar vinculados ao contexto da realidade
sociocultural das crianças.
A psicogênese de língua escrita, portanto “demonstra que, além dos métodos, dos manuais, dos
recursos didáticos, existe um sujeito buscando a aquisição de conhecimento; sujeito este que se
propõe problemas e trata de solucioná-los, seguindo sua própria metodologia”. (FERREIRO, 1999).
É importante ressaltar que, nesse processo de construção de conhecimento, o professor se apresente
como mediador, pois
[...] não é porque o aluno participa de forma direta da construção do seu conhecimento que
o professor não precisa ensiná-lo. Faz-se necessário que o professor organize atividades que
favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando que ela aprende.
(CENED, 2003, p.72)

34
• Sondagem do nível da escrita
Um valioso instrumento que o professor pode utilizar é a sondagem, que consiste numa avaliação
diagnóstica, utilizada pelo professor na identificação dos níveis de desenvolvimento da escrita. A partir
dela, é possível planejar atividades específicas para atender às necessidades de cada aluno. Além
disso, é um momento que gera reflexão por parte da criança, pois, ao elaborar uma hipótese seguida
de uma leitura, a criança vivencia conflitos cognitivos, age sobre o objeto de conhecimento e avança
no seu processo de aprendizagem.
Além de contribuir com o planejamento das ações pedagógicas, a sondagem pode servir como
base de aferição do progresso de cada aluno em relação ao seu conhecimento sobre a língua escrita
e deve ser realizada periodicamente.

Sondagem, como fazê-la?
O professor dita uma lista de palavras do mesmo campo
semântico, sem escandir as sílabas no momento do ditado, sendo que:

• A primeira palavra deve ser polissílaba;
• A segunda trissílaba;
• A terceira dissílaba;
• A quarta monossílaba;
• Finaliza-se com uma frase retomando uma das palavras.
É fundamental que o professor peça para a criança ler o que escreveu com objetivo de entender
como ela elaborou a hipótese, além de colocá-la frente ao seu próprio pensamento. Os níveis não são
caracteristicamente estanques, o que explica o fato de, muitas vezes a criança usar conceitos de um
nível anterior, aparentando regressão. A criança perde a estabilidade do nível anterior, mas não tem
o nível seguinte totalmente organizado. É um momento de conflito que caracteriza principalmente os
níveis intermediários.

O fato de se procurar organizar as atividades por níveis de conceitualização
constitui, por si só, um grande avanço, porque isso implica o mínimo de respeito
pela criança que temos diante de nós em ação educativa. Trata-se de, depois de
ter conhecido os níveis de conceitualização das crianças, considerá-los e conseguir
integrá-los às propostas que atendam ao processo de construção dessas crianças
sem “coisificar” os níveis enquanto níveis.
				
Emília Ferreiro

35
EXEMPLO DE SONDAGEM
(nome e idade do aluno)
TARTARUGA
CAVALO
PATO
RÃ
EU GOSTO MUITO DE CAVALO.
*Hipótese de escrita_____________________________________________________________
*Observações do professor______________ _________________________________________
_____________________________________________________________________________

Com base em fudamentações teóricas de vários autores, foi elaborada uma tabela com a
descrição dos níveis psicogenéticos. Essa organização tem como finalidade instrumentar o professor
na realização da sondagem diagnóstica de seus alunos.
As palavras usadas nesses exemplos foram:
1)	
2)	
3)	
4)	
5)	

TARTARUGA
CAVALO
PATO
RÃ
EU GOSTO MUITO DE CAVALO.

Níveis
de Escrita

Principais características

•	 Não estabelece vínculo entre a fala e a escrita.
	
	
Pré-silábico 1

	
	
	

•	 Supõe que a escrita é outra forma de desenhar
ou de representar coisas e usa desenhos,
garatujas e rabiscos para escrever.
•	 Supõe que a escrita representa o nome dos
objetos e não os objetos; coisas grandes devem
	 ter nomes grandes, coisas pequenas devem ter
nomes pequenos.
•	 Não separa números de letras, já que ambos
os caracteres envolvem linhas retas ou curvas.
•	 A leitura é global.

36

Exemplos
Níveis
de Escrita

Pré-silábico 2

Níveis
de Escrita

Silábico

Principais características
•	Acredita que para poder ler não pode haver duas letras
	 iguais, uma ao lado da outra.
•	Reconhece que as letras desempenham um papel na
	 escrita.
•	Compreende que somente com as letras é possível
	 escrever.
•	Faz distinções entre imagem, texto ou palavras, letras e
	 números – o signo gráfico é desvinculado do figurativo.
•	Descobre, quando lhe é apresentado materiais gráficos,
	 que coisas diferentes têm nomes diferentes. Imprime,
	 então, diferenças nas grafias das palavras, muitas vezes,
	 mudando apenas a ordem das letras, principalmente
	 quando possui pouco recursos gráficos (usam poucas
	 letras ou pseudoletras).
•	Enfrenta problemas:
-	 no eixo qualitativo: acredita que para ler ou escrever
	 uma palavra, torna-se necessária uma variedade de
	 caracteres gráficos.
-	 no eixo quantitativo: exige um mínimo de três letras
	 para ler ou escrever uma palavra.
Principais características
•	 Correspondência quantitativa de sílabas orais – uma
	 letra para cada sílaba na palavra, uma letra para cada palavra
	 na frase ou uma letra por sílaba oral, também na frase.
-	 Sem valor sonoro: escreve uma letra para representar a
	 sílaba sem se preocupar com o valor sonoro correspondente.
-	 Iniciando uma correspondência sonora: escreve uma
	 letra para cada sílaba e começa a utilizar letras que
	 correspondem ao som da sílaba.
-	 Com valor sonoro: escreve uma letra para cada sílaba,
	 utilizando letras que correspondem ao som da sílaba: às
	 vezes, usa só vogais e outras vezes, consoantes e vogais.
-	 Silábico em conflito ou hipótese falsa necessária:
	 momento de conflito cognitivo relacionado à quantidade
	 mínima de letras (BIS/ISIS) e a contradição entre a
	 interpretação silábica e as escritas alfabéticas que têm
	 sempre mais letras. Acrescenta letras e dá a impressão
	 que regrediu para o pré-silábico.
•	 Cada criança é silábica a seu modo:
- 	 silábica que escreve com riscos; com pseudoletras; com
	 letras.
-	 as que conhecem só as letras do nome.
- 	 as que conhecem mais letras ou todas.

37

Exemplos
1) AZNIRLOAP
2) NOLAZIRS
3) OLISRNLA
4) IANLSOR
5) ALNIPASOZHL

Exemplos
Sem valor sonoro
1) S O D P
2) BIE
3) TA
4) P
5) ASETI

Com valor sonoro
1) TAUA
2) KAO
3) AO
4) H
5) E OT UO D KAO.
Níveis
de Escrita

Silábicoalfabético

Níveis
de Escrita

Alfabético

Principais características

Exemplos

• Descobre que a sílaba não pode ser considerada como
	 unidade, mas que ela é composta de elementos menores
–	as letras. Enfrenta problemas:
-	 no eixo quantitativo: percebe que uma letra apenas,
	 não pode ser considerada sílaba, porque existem sílabas
	 com mais de uma letra. Assim, sem nenhum critério, vai
	 aumentando o número de letras por sílabas.
-	 no eixo qualitativo: percebe que a identidade do som
	 não garante a identidade das letras, nem a identidade das
	 letras, a do som. Descobre que existem sons iguais com
	 grafias diferentes e que, na maioria das vezes, não se
	 fala o que se escreve e não se escreve o que se fala.
•	Grafa algumas sílabas completas e outras incompletas
	 (com uma só letra por sílaba).
•	Utiliza-se da soletração para ler, unindo consoante e
	 vogal.
•	Esbarra na leitura e escrita de palavras que são iniciadas
	 por vogais. Como saída, ela pode fazer a inversão das
	 letras tanto na leitura como na escrita.

1) TATAUH
2) KVALO
3) PATO
4) R
5) EU HOTO MUTO
D KVALO.

Principais características

•	Estabelecimento de vinculação mais coerente entre
	 leitura e escrita.
•	Concentra-se na sílaba para escrever. Adequação do
	 escrito ao sonoro.
•	As unidades linguísticas (palavras, letras, sílabas) que
	 antes não tinham nenhuma relação entre si, são tratadas
	 como categorias estáveis.
•	Escreve do jeito que fala (presença da oralidade na
	 escrita).
•	Inicia a compreensão de que cada um dos caracteres
	 da escrita (letra) corresponde a valores sonoros menores
	 que a sílaba.
•	Realiza leitura sem e com imagem.
•	Enfrenta problemas relativos à ortografia.

38

Exemplos

1) TATARUGA
2) CAVALO
3) PATO
4) RA
5) EU GOTO MUIN­ O
T
DE CAVALO.
• Vivenciando e aprendendo: trabalhando com o alfabeto móvel
O trabalho com alfabeto móvel possibilita à criança entrar em contato com o mundo letrado
de forma lúdica e prazerosa, favorecendo a ampliação e familiarização com o repertório de letras
necessárias para ler e escrever. Este trabalho leva a criança a escrever as palavras de acordo com sua
hipótese de escrita, propiciando situações de ensino e aprendizagem.
Segundo Elvira Souza Lima3 a formação da imagem mental das letras é condição fundamental
para a leitura e o desenvolvimento da representação mental simbólica em um suporte, como o papel.
As imagens mentais são desenvolvidas a partir dos sentidos e do movimento e, no caso, da
escrita, visão, tato e movimento se combinam para, integrados, constituírem unidades imagéticas que
compõem o sistema de escrita: letras, sinais e pontuação. Portanto, deixar de lado o uso restrito do
lápis e do papel e utilizar o alfabeto de forma concreta é uma possibilidade de construir o aprendizado
de forma eficaz.

É importante ressaltar que a criança passa da hipótese silábica para a hipótese silábica-alfabética,
descobrindo a construção das sílabas. Nessa proposta, o trabalho com o alfabeto móvel, contribui
significativamente para essa passagem, pois ele permite à criança construir e comparar palavras,
sílabas, e a separar palavras, entre outras atividades específicas para a progressão das hipóteses da
escrita.
Finalizando, o uso do alfabeto móvel na Educação Infantil é um recurso importantíssimo que deve
permear todas as atividades de linguagem oral, leitura e escrita, propiciando à criança o estímulo
necessário para que exercite de forma sensorial o processo de análise e reflexão sobre a língua.

3. Elvira Souza Lima é pesquisadora, especialista e consultora internacional em desenvolvimento humano, com formação em Antropologia, Neurociências e Psicologia. Doutora
pela Sorbonne e pós-doutorada pela Stanford University. Pesquisadora no CRESAS - Paris, Northwestern University e Georgetown University.

39
MATEMÁTICA
Aprender matemática é um processo contínuo de abstração no qual as crianças atribuem
significados e estabelecem relações com base nas observações, experiências e ações que
fazem, desde cedo, sobre elementos do seu ambiente físico e sociocultural.
								
(RCNEI, 1998, v2, pág. 217)

Uma proposta de trabalho que vise desenvolver o raciocínio lógico-matemático na Educação
Infantil deve oportunizar a exploração de uma grande variedade de idéias que vão além do ato de
contar, saber ler e escrever números. Como afirma Kamii4 (1990, p.40),
[...] é bom para a criança aprender a contar, ler e escrever numerais, mas é muito mais importante
que ela construa a estrutura mental do número. Sem essa construção, o processo se torna
mecânico, a criança pode realizar a contagem apenas decorando, sem compreender de fato o
significado numérico.

Para que a construção ocorra efetivamente, é necessário que a criança atue sobre os objetos, não
apenas manipulando-os, mas agindo sobre eles e refletindo sobre suas ações. É fundamental que
as crianças, além de pegar, dobrar, deixar cair, apertar, esticar, sacudir, juntar, separar e classificar
objetos, sejam estimuladas a estabelecer relações entre eles. Só assim estarão desenvolvendo o
raciocínio lógico.
As crianças precisam se defrontar com diferentes formas de perceber a realidade, ter a curiosidade
estimulada e conhecer o sabor das próprias descobertas. Incorporar a essa proposta de trabalho a
realidade da criança e os conhecimentos que ela traz de suas experiências, pode tornar as aulas de
matemática significativas e estimulantes para o pensamento, de modo que realmente contribuam
com o desenvolvimento do raciocínio e com a construção do número. É na interação com objetos
que a criança começa a estabelecer relações entre eles para, posteriormente, ser capaz de realizar
a operação mental, nesse sentido, Piaget afirma que “operações mentais são ações... executadas
sobre objetos antes de serem efetuadas sobre símbolos.” A partir dessa afirmação, fica evidente a
necessidade dos jogos e brincadeiras como fontes inesgotáveis de estímulos, no entanto, a ludicidade,
assim como a continuidade do processo de aprendizagem, “não dispensa a intencionalidade e o
planejamento.”(RCNEI, 1998, v2, p.213)

Jogos e brincadeiras na matemática
Hoje as crianças vêm sistematicamente perdendo o espaço do brincar, principalmente do brincar
coletivo. Isso deve impulsionar o professor a incluir em seu planejamento atividades que resgatem
esse brincar esmagado pela vida moderna, visto que,

4. Constance Kamii é mestra em Educação e doutora em Educação e Psicologia, pela Universidade de Michigan, EUA. Foi aluna e colaboradora de Jean Piaget, tendo feito
diversos cursos de Pós-Doutorado nas universidades de Genebra e de Michigan, relacionados com a epistemologia genética e com outras áreas educacionais pertinentes
tanto à teoria piagetiana como de outros pesquisadores. Atualmente é professora da Universidade do Alabama.

40
[...] enquanto brinca, o aluno amplia sua capacidade corporal, sua consciência do outro, a
percepção de si mesmo como um ser social, a percepção do espaço que o cerca e de como
pode explorá-lo. (SMOLE, 2000, p.13)

Os jogos e brincadeiras constituem um rico contexto em que o professor pode evidenciar idéias
matemáticas. Com eles, as crianças podem fazer correspondências, contar, comparar, identificar
propriedades de objetos, representá-los, compor, decompor e operar de diversas maneiras. Além
disso, “pelo seu caráter coletivo, os jogos e as brincadeiras permitem que o grupo se estruture, que
as crianças estabeleçam relações ricas de troca, aprendam a esperar sua vez, acostumem-se a lidar
com regras, conscientizando-se que podem ganhar ou perder.” (RCNEI, 1998, p.235).
É importante que essa seja uma prática permanente na Educação Infantil, para isso se faz
necessário um planejamento detalhado onde todos os aspectos estejam previamente organizados,
desde a escolha dos materiais, a divisão do tempo e a determinação do espaço. “Brincar é tão
importante e sério para a criança como trabalhar é para o adulto.” (SMOLE, 2003, p.13)
Baseando-se nisso o Caderno Risoleta apresenta sugestões de jogos e brincadeiras que podem
auxiliar o professor no desenvolvimento dessa prática. Dentro dessa perspectiva, o professor pode
organizar e promover outras atividades relacionadas a:
•	Compilar jogos, canções e poesias que utilizem números e a série
	 numérica;
•	Contar, calcular, numerar ou etiquetar objetos de uso cotidiano;
•	Jogos como: boliche, bolinhas de gude, corre cutia, dança das
	 cadeiras, memória, percursos e de tabuleiro em geral; (KAMII,1990)
•	Calendário com data dos aniversariantes e principais
	 acontecimentos.
O registro dos resultados e do desenvolvimento são cruciais, pois, além de permitirem a
reflexão por parte da criança, possibilitam ao professor visualizar o progresso e as estratégias
utilizadas por ela, de modo que se constitui também numa forma de avaliação.
Os Cadernos Adoleta I e II oferecem atividades que contemplam as especificidades dos
conhecimentos matemáticos de acordo com a organização dos conteúdos apontados no Referencial
Curricular Nacional para Educação Infantil. Lembrando que a vivência desses conteúdos deve
ocorrer de maneira integrada e que a divisão em blocos propõe facilitar o planejamento dando maior
visibilidade aos pontos específicos de cada conhecimento.

41
1. Números e sistema de numeração
Os números estão presentes no cotidiano e servem para memorizar quantidades, para identificar
algo, antecipar resultados, contar, numerar, medir e operar. Alguns desses usos são familiares
às crianças desde pequenas e outros nem tanto.
(RCNEI. 1998, v2, p.220)

Partindo dessa afirmação, cabe à escola utilizar os conhecimentos prévios dos
alunos e a partir deles introduzir outros, proporcionando o contato com situações
em que os números sejam pesquisados, organizados e utilizados e podem iniciar a
compreensão sobre o sistema de numeração.
É nesse contexto que a criança dá continuidade ao seu processo de construção do número e
começa a realizar, de modo sistematizado, a contagem, a notação e escrita numérica e as operações
matemáticas. É importante ressaltar que tudo deve proceder com base no uso de jogos, brincadeiras
e resolução de problemas, sempre inseridos em situações contextualizadas, nas quais a criança seja
“desafiada a aprender e a produzir conhecimento”.(RCNEI, 1998, v2, p.222)

2. Resolução de problemas
A aprendizagem a partir da resolução de problemas atua no desenvolvimento do
pensamento matemático de modo significativo. Naturalmente, a vida coloca a
criança em situações matemáticas, isto é, propõe-lhe problemas, desencadeando
na criança a necessidade de buscar solução e, consequentemente, provocando
questionamentos, investigações, levantamento de hipóteses, estabelecimento de
relações, interpretação e compreensão.
Na Educação Infantil, a prática de resolução de problemas segue caminhos
diferentes daqueles mais formais, pois se tratam de atividades direcionadas a
problematizações, tais como: jogos, brincadeiras e situações do cotidiano. “A ênfase está mais no
desenvolvimento do que nos conceitos aritméticos”. (SMOLE, DINIZ e CÂNDIDO, 2000, p.14)
Dessa forma, desde o início da escolaridade, as crianças, mesmo não leitoras, devem ser
desafiadas a resolver situações-problema, pois são capazes de ouvir, observar, falar, compreender,
pensar e registrar. Nessa perspectiva, a forma como pensou para solucionar a situação-problema,
permite o desenvolvimento do processo metacognitivo5.
Os registros podem ser os mais variados: oralmente, através de desenhos, através de tabelas,
quadros e painéis, registro escrito feito pelo professor e finalmente o registro aritmético.
Algumas situações desencadeadoras para as propostas de resoluções de problemas são:
adivinhas, simulações da realidade, figuras ou cenas, situações cotidianas, jogos, materiais
didáticos, materiais manipuláveis (concretos) e texto escrito.
Enfim, a resolução de problemas é uma prática desencadeadora de elementos que favorecem
o desenvolvimento do raciocínio-lógico, além de contribuir para que “...as crianças tenham maior
confiança em suas próprias capacidades.” (RCNEI, 1998, v2, p.225), isso se soma à afirmação de que
“a aritmética não nasce do técnico, e sim da capacidade que a criança possui de pensar logicamente.”
(SMOLE, DINIZ e CÂNDIDO, 2000, p.18)
5.Etmológicamente, metacognição significa para além da cognição, conhecer o próprio ato de conhecer.
Fonte: www.scielo.br/pdf/prc/v16n1/16802.pdf

42
3. Tratamento de informação
O bloco de conteúdos Números e Sistema de Numeração aborda a
importância da criança em “identificar os números nos diferentes contextos
em que se encontram.”(RCNEI, 1998, v2, p.220).
Além disso, o Referencial Curricular para a Educação Infantil apresenta,
de forma clara, a importância de levar às crianças diversas possibilidades de
investigar os números e os diferentes meios em que eles aparecem. “Ao se
deparar com números em diferentes contextos, a criança é desafiada a
aprender, a desenvolver o seu próprio pensamento e a produzir conhecimento
a respeito.” (RNCEI, 1998, p.222)

Com base nessa afirmação, é importante incluir a interpretação e leitura de gráficos nas atividades
do Caderno Adoleta, oportunizando o contato com mais uma linguagem matemática, e enriquecendo
o repertório do aluno. Trabalhar com gráficos permite uma série de interações por parte do aluno,
que vão desde a contagem, a classificação, a ordenação até a interpretação dos resultados e ainda
podem ser utilizados como forma de tratar algum tema específico ligado a outra área de estudo, como
por exemplo, as frutas preferidas da classe, atribuindo maior significado à atividade.

4. Grandezas e medidas
As medidas estão presentes em grande parte do cotidiano infantil. Em sua
interação com os mais variados objetos, a criança percebe que os mesmos
possuem tamanhos, pesos, volumes, temperaturas diferentes e que essas
diferenças permitem comparações e estabelecem relações entre os objetos.
Na Educação Infantil, as práticas de medidas devem acontecer em
situações contextualizadas nas quais as crianças utilizem tanto instrumentos
não convencionais como os convencionais. Ao medir, as crianças utilizam a
observação, a percepção e o sistema sensorial, aspectos que contribuem para
a estruturação do pensamento.
Outras grandezas com as quais as crianças devem ter contato e sobre as
quais devem pensar e inferir são as noções de tempo, que envolvem o uso do
calendário e o dinheiro que, por si só, incentiva o pensamento matemático,
através da contagem e dos cálculos mentais e estimativos.

43
5. Espaço e forma
A geometria na Educação Infantil deve ser direcionada para o desenvolvimento das competências
espaciais das crianças. Para que isso aconteça, ela deve fazer
parte do cotidiano escolar, não ficando restrita à nomeação de
figuras. Nesse sentido, “Considera-se que as experiências das
crianças, nessa faixa etária, ocorrem prioritariamente na sua relação
com o espaço e não em relação à geometria propriamente dita...”
(RCNEI, 1998, p. 229). A criança desenvolve a noção de espaço a partir
da percepção de si mesma, passando pela percepção de mundo e do
espaço ao seu redor, para então chegar ao espaço representado por figuras. Esse processo
tem início na exploração do espaço físico através das brincadeiras e atividades que permitam
percorrê-lo, delimitá-lo e organizá-lo. Desse modo, a geometria, na Educação Infantil, não pode
ser estática, limitada ao uso do lápis e papel. É necessário pensar numa proposta que contemple a
organização do esquema corporal, a orientação espacial e o desenvolvimento de noções geométricas.
O esquema corporal e a orientação espacial compreendem a lateralidade, a coordenação
visuomotora6 e a capacidade de mover-se no espaço; As noções geométricas auxiliam na
percepção de propriedades como igualdade e diferença, tamanhos e características de formas. A
união dos três aspectos destacados, promovem o desenvolvimento da percepção espacial, que por
sua vez, é necessária para interpretar, compreender e apreciar o mundo em nossa volta, mundo que é,
por natureza, geométrico, bem como, o desenvolvimento da linguagem simbólica e das capacidades
de representar e operar com símbolos e representações.
Para que todo esse processo ocorra de maneira bem sucedida, é
preciso dar ao aluno oportunidades para:
•	 Explorar relações de tamanho, direção e posição no espaço;
•	 Analisar e comparar objetos, inclusive figuras geométricas
	
	
planas e espaciais;
•	 Classificar e organizar objetos de acordo com diferentes
	
	
propriedades que os mesmos tenham em comum;
•	 Construir modelos e representações, envolvendo relações espaciais através de desenhos,
	
maquetes, dobraduras, etc.
Para isso, as crianças precisam, prioritariamente, manipular modelos de figuras geométricas
diversas, fazer observações e explorações táteis e visuais.
A variedade de recursos é fundamental para atingir os alunos com diferentes motivações, ritmos
e momentos de aprendizagem. As atividades devem ser desenvolvidas seguindo uma gradação de
complexidade e realizadas mais de uma vez para que haja, no primeiro momento, familiarização com
o material para, posteriormente, ocorrer maior aprofundamento. A mesma atividade pode cumprir
diferentes objetivos em diferentes momentos, o que sugere que ela pode ser reapresentada aos
alunos ao longo do ano.
Segue um quadro com algumas sugestões de atividades, divididas em três eixos com seus
respectivos objetivos específicos.

44
Eixos

Organização do
esquema corporal

Organização
do espaço

Noções
Geométricas

Objetivos

Atividades sugeridas
Corpo e espaço
Dobraduras
Quebra-cabeças
Blocos lógicos
Acerte o alvo
Brincadeiras infantis
Recortes
Colagens
Modelagens

Conscientizar-se de partes do próprio corpo e de
sua estatura

Blocos lógicos
Dobraduras
Sólidos geométricos
Atividades que envolvam: lateralidade
Simetria
Brincadeiras infantis
Sequência lógica com figuras ou
objetos

Explorar e desenvolver relações de medida,
direção e posição no espaço.
Adquirir vocabulário correspondente: perto,
longe, frente, atrás, etc.

Blocos Lógicos
Dobradura
Sólidos geométricos
Desenhos livres
Comparar, classificar, compor e
decompor figuras

Quanto às formas geométricas:
Identificar, comparar, descrever, desenhar,
classificar, reconhecer, nomear, representar
construir, etc.

Orientar o corpo em relação a objetos e
pessoas.
Adquirir vocabulário correspondente.
Desenvolver a coordenação visual e motora.

Visualizar, desenhar, comparar e imaginar figuras em
diferentes posições.

Quadro de sugestões de atividades extraído de: SMOLE, K.C.S.; DINIZ, M.I.; CÂNDIDO, P. Figuras e formas. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Explorando os Blocos lógicos
As atividades com blocos lógicos, na Educação Infantil, permitem que a
criança manipule, construa e represente objetos estruturados, auxiliando o
desenvolvimento de habilidades de discriminação e memória visual, constância de
forma e tamanho, sequência e simbolização. Desse modo, a criança não só visualiza,
mas tem oportunidade de analisar concretamente as propriedades das formas
geométricas. Os blocos lógicos contribuem com o
desenvolvimento da habilidade de classificar, trata-se de uma
estrutura lógica fundamental para a aquisição da noção do que são
figuras geométricas. Esse material pode ser utilizado em diferentes
situações, direcionado para o alcance de objetivos variados, tanto é
que se faz presente nos três eixos mencionados no quadro anterior,
ou seja, a riqueza do material faz dele instrumento indispensável no
cotidiano escolar. Algumas atividades dos Cadernos Adoleta I e II não
só fomentam o uso desse material como fazem dele ferramenta indispensável para sua realização.

45
NATUREZA E SOCIEDADE: A DESCOBERTA DO AMBIENTE
NATURAL E SOCIOCULTURAL
As crianças são ansiosas para descobrir tudo o que puderem sobre o mundo onde vivem.
Ao falar do ambiente na Educação Infantil, deve-se fazer referência aos ambientes onde as
crianças se desenvolvem: familiar, escolar, urbano, rural, às condições que incidem sobre eles, aos
elementos que os constituem a aos acontecimentos que ali transcorrem. Sobre isso, o Referencial
Curricular para a Educação Infantil explicita que,
[...] o mundo onde as crianças vivem se constitui em um conjunto de fenômenos naturais e sociais
indissociáveis diante do qual elas se mostram curiosas e investigativas. Desde muito pequenas,
pela interação com o meio natural e social no qual vivem, as crianças aprendem sobre o mundo,
fazendo perguntas e procurando respostas às suas indagações e questões. Como integrantes de
grupos socioculturais singulares, vivenciam experiências e interagem num contexto de conceitos,
valores, idéias, objetos e representaçãos sobre os mais diversos temas a que tem acesso na vida
cotidiana, construindo um conjunto de conhecimentos sobre o mundo que as cerca.
(RCNEI, 1998, v3, p.163)

Ao explorar o ambiente social, é necessário privilegiar propostas pedagógicas que ofereçam
atividades variadas relacionadas a festas, brincadeiras, músicas e danças da tradição cultural e que
estejam vinculadas ao contexto da realidade sociocultural das crianças. Quanto ao ambiente natural,
o contato com a natureza é de fundamental importância e o professor deve oferecer oportunidades
para a investigação e descoberta.
Sendo assim, esses conceitos não podem ficar reduzidos a propostas limitadas, estanques e que
desprezam o interesse e a curiosidade peculiar das crianças. Propostas como, falar da natureza
oferecendo apenas um desenho para colorir no “Dia da Árvore” ou limitar o conhecimento da cultura
indígena confeccionando um “cocar” de papel e pintando o rosto das crianças no “Dia do Índio” pouco
contribui para que elas avancem nos seus conhecimentos.
Portanto,
[...] as crianças devem, desde pequenas ser instigadas a observar fenômenos, relatar
acontecimentos, formular hipóteses, prever resultados para experimentos, conhecer diferentes
contextos históricos e sociais, tentar localizá-los no espaço e no tempo. (RCNEI, 1998, v2, p.172).

A Educação Infantil é apenas o início do processo de consolidação desses conhecimentos
que são construídos gradativamente, na medida em que as crianças desenvolvem atitudes de
curiosidade, de crítica, de refutação e de reformulação de explicações sobre o ambiente natural e
sociocultural.

46
AS ARTES COMO FORMA DE EXPRESSÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Por serem atividades que integram a função simbólica e a emoção, as artes têm grande significado no processo
de desenvolvimento da infância e da adolescência. Para a criança pequena, o desenho, a música e o teatro são
práticas necessárias, uma vez que elas constituem o processo de desenvolvimento.
Elvira de Souza Lima

1. A arte de ouvir: Música
A linguagem musical promove a integração entre os aspectos cognitivo, psicomotor e sócio-afetivo,
além de ser uma das formas importantes de expressão humana, o que justifica a relevância de enfatizar
atividades musicais na Educação Infantil.
Sobre isso, Gardner (2002) define que,
[...] a primeira inteligência humana demonstrada na vida social é a inteligência musical, pois, ao
sairmos do útero materno, descobrimos o mundo pelos sons do ambiente em que vivemos, pela
voz da mãe e demais familiares. Em função disso, a educação usa a música como estímulo ao
desenvolvimento de várias habilidades e competências humanas.

A música provoca movimentação externa e interna, contribuindo
para o pensamento criativo, portanto, se ela for trabalhada
de forma criativa, mais respostas criativas teremos das
crianças. Partindo desse pressuposto, o educador infantil não deve
abrir mão da música nas ações pedagógicas diárias.
As atividades musicais promovem a ludicidade e a expressividade,
além de representarem em um meio de se estabelecer vínculos
interpessoais e fomentar a socialização.
Ao cantar em grupo, por exemplo, a criança compartilha sua
energia, sua expressão, sua espontaneidade e sua alegria.
Apesar do caráter lúdico da música na Educação infantil, as
atividades precisam valorizar o exercício da expressão musical.
Assim, trabalhar música é muito mais do que ensinar canções
referentes às datas comemorativas, o que caracteriza a produção musical das crianças, nesse
estágio, é a exploração do som e suas qualidades, que são:
• Altura: refere-se aos sons graves e agudos.
• Duração: tempo em que os sons ou silêncios ficam acontecendo (sons curtos ou longos).
• Intensidade: força com que o som é executado (sons fortes ou fracos).
• Timbre: permite identificar a fonte produtora dos sons.
Além disso, a escola deve oportunizar a escuta de obras musicais variadas para que as crianças
enriqueçam e ampliem o conhecimento musical.
A expressão musical das crianças nessa fase é caracterizada pela ênfase nos aspectos intuitivo e
afetivo e pela exploração (sensório-motora) dos materiais sonoros. As crianças integram a música
às demais brincadeiras e jogos: cantam enquanto brincam, dançam e dramatizam situações
sonoras diversas, conferindo “personalidade” e significados simbólicos aos objetos sonoros ou
instrumentos musicais e à sua produção musical. (RCNEI, p. 52).

É importante salientar que o educador não precisa ser um especialista na área de música,
mas é essencial que ele compreenda que a linguagem musical contribui significativamente no
desenvolvimento infantil.
47
2. Artes Visuais
O propósito da arte no currículo da educação infantil é estimular as crianças a explorarem meios
artísticos e proporcionar um meio para a expressão criativa de cada criança. Fazer arte não é imitar
o trabalho dos outros, nem colorir um desenho,

[...] as artes visuais expressam, comunicam e atribuem sentido a sensações, sentimentos,
pensamentos e realidade por meio da organização de linhas, formas, pontos, tanto bidimensional
como tridimensional, além de volume, espaço, cor e luz na pintura, no desenho, na escultura,
na gravura, na arquitetura, nos brinquedos bordados, entalhes etc. O movimento, o equilíbrio,
o ritmo, a harmonia, o contraste, a continuidade, a proximidade e a semelhança são atributos
da criação artística. A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos e intuitivos, estéticos
e cognitivos, assim como a promoção de interação e comunicação social, conferem caráter
significativo às artes visuais.
(RCNEI, 1998, v2, pág. 85)

Apesar da importância de todas as modalidades artísticas, o desenho exerce papel relevante no
fazer artístico e na construção das demais linguagens visuais (pintura, modelagem, colagens etc),
pois o desenvolvimento progressivo do desenho implica mudanças significativas que partem das
garatujas para os primeiros símbolos (imagens de
sol, figuras humanas, animais, entre outros). Portanto,
a arte é um processo e não um produto e, sendo
assim, as propostas pedagógicas devem oferecer
oportunidades para que as crianças sejam capazes
de:
- interessar-se pelas próprias produções, e
alheias, além das diversas obras artísticas
com as quais entram em contato, ampliando o
conhecimento de mundo e da cultura;
- produzir trabalhos de arte utilizando a linguagem
do desenho, da pintura, da modelagem, da colagem,
da construção, desenvolvendo o gosto, o cuidado
e o respeito pelo processo de produção e criação.
(RCNEI, 1998, V2, p.95).
A educação em artes visuais não tem por
objetivo formar artistas, mas sim, crianças sensíveis
ao mundo e conhecedoras da linguagem da arte.

48
PLANEJAMENTO
O ato de planejar está, muitas vezes, relacionado a idéia de uma tarefa árdua, mecânica
e burocrática de preenchimento de formulários administrativos.
A contemporaneidade, em vista de um novo conceito de educação e de educador, também exige
a ressignificação do planejamento, de modo a compreendê-lo como instrumento indispensável para
a organização e coordenação da prática docente.
A finalidade do plano é criar e organizar o trabalho. Para tanto, deve ser: objetivo, verdadeiro,
crítico e comprometido. (VASCONCELLOS, 1995, p.60).

Ao assumir esse caráter de orientador da prática pedagógica, o planejamento deve ser registrado
não como uma mera lista de conteúdos e objetivos, numa sequência rígida e absoluta, sem
espaço para a reflexão, mas como uma ferramenta indispensável para que o professor sistematize
sua intencionalidade pedagógica e estabeleça uma proposta didática que contemple diferentes
alternativas de aprendizagem.
Dessa forma, o registro possibilita que o professor analise todo o processo, num movimento
constante de planejar, fazer, rever e reavaliar a sequência lógica da ação educativa, assegurando que
as atividades pedagógicas sejam:
	
	
	
	
	
	

•	
•	
•	
•	
•	
•	

coerentes com as habilidades que se pretende desenvolver;
adaptadas às necessidades e características do grupo;
apresentadas com clareza;
interrelacionadas e ordenadas numa progressão gradual de complexidade;
atrativas (estimulem a participação dos alunos);
variadas.

Compreender o planejamento como instrumento norteador do processo educativo, remete o
professor a vários questionamentos acerca de como elaborá-lo de forma que, realmente, cumpra o
seu papel de objeto de reflexão da ação pedagógica.
Esses questionamentos ficam mais contundentes para os educadores da primeira infância, pois,
na sala de aula de educação infantil, Matemática é Música e Música é Matemática; Ciência é Arte e
Arte é Ciência.
Ao elaborar um plano de aula, o professor precisa definir:
	 •	Eixos de trabalho: contemplar todos os eixos de trabalho numa frequência em que não haja
		 supervalorização de uns em detrimento de outros.
	 •	Habilidades: o que se espera que o aluno aprenda.
	 •	Conteúdos: que conteúdos serão meios para o desenvolvimento da(s) habilidades(s).

49
•	Situação didática / metodologia
Prever três momentos de aprendizagem:
-	Começar a partir de algo que possa mobilizar os conhecimentos que a criança traz consigo;
-	 Como será desenvolvido o conteúdo;
-	Como a aula será finalizada.
•	Recursos didáticos: espaços lúdicos e materiais utilizados.
•	Procedimentos de avaliação: Definição do que será observado no desenvolvimento da atividade.
		 É fundamental que o professor defina aquilo que interessa analisar.
No planejamento de educação infantil, uma mesma situação didática pode servir mais de uma
área de conhecimento, caracterizando um trabalho interdisciplinar. Portanto, é possível estabelecer
habilidades e conteúdos específicos para cada área de conhecimento partindo de uma única
situação didática, conforme mostra o exemplo no quadro abaixo:
Plano de Aula
U.E.
Professor:

Classe:

Semana de_____ a _____ .
Dias da semana

Eixo de
trabalho

Habilidades / Descritores

Identidade e
Autonomia

• Decidir as normas
de convivência do
grupo.

Conteúdos
Formulação e
compreensão
dos
acordos
coletivos.

Situação Didática /
Metodologia
• Roda de conversa: Diálogo
sobre regras de convivência
(comportamentos
desejáveis para uma boa
convivência com os colegas).

Recursos
Didáticos

Procedimentos de
Avaliação

Cartolina ou
papel pardo e cane
tinhas coloridas.

Observar a capacidade de discriminar atitudes favoráveis à convivência
em grupo.

• Elaboração de um   cartaz de “combinados”: As
crianças devem decidir
quais das regras discutidas devem compor o
cartaz.
• Será confeccionado pelo
professor um cartaz com
as regras decididas pelo
grupo para ser fixado na
sala de aula.
Segunda-feira

Movimento/
Matemática

Movimento:
Atividade de
• Explorar as potencia engatinhar.
lidades e os limites
do próprio corpo relacionados à: flexibilidade, coordenação
motora, tonicidade
muscular e organização espaço-temporal;
• Deslocar-se no espaço com destreza
progressiva.
Matemática
• Representar graficamente brincadeiras
realizadas.

Representação
espacial.

Brincadeira “A tartaruga”:
• Apresentar a brincadeira
para as crianças e propor, oralmente, situaçõesproblema como: “Onde
é possível realizar essa
brincadeira?”; “Por que
não podemos brincar na
sala de aula?”
• Desenvolvimento: Um
grupo de 6 ou 8 crianças
coloca-se debaixo de
um “casco de tartaruga”
(colchonete, papelão ou
pano) e devem conseguir que a tartaruga ande,
deslocando-se todos na
mesma direção.
• As crianças farão um
desenho para representar
a brincadeira.

Colchonetes, Observar:
pedaços de - a organização e
papelão ou as iniciativas dos
panos, lápis membros
do
e papel sul- grupo;
fite.
- a sincronização
de movimentos;
- a capacidade de
deslocar-se no espaço de acordo
com a orientação
estabelecida.

Planejar é essa atitude de traçar, projetar, programar, elaborar um roteiro para empreender uma
viagem de conhecimento, de interação, de experiências múltiplas e significativas para com
o grupo de crianças. Planejamento pedagógico é atitude crítica do educador diante do seu
trabalho docente. Por isso não é uma fôrma! Ao contrário, é flexível e, como tal, permite ao
educador repensar, revisando, buscando novos significados para sua prática pedagógica.
(OSTETTO, 2002, p. 177).

50
AVALIAÇÃO
As intenções educativas que orientam a intervenção no processo ensino
e aprendizagem muitas vezes requerem, para sua verificação, um ajuste
nos conteúdos, nos meios e nos recursos metodológicos adequados às
características individuais das crianças. Assim, a avaliação tem a
finalidade de orientar e reconduzir o encaminhamento das propostas
educativas. Ela deve ser entendida como a comprovação da validade do
projeto educativo e das estratégias didáticas utilizadas para atingir os
objetivos propostos.
A avaliação não consiste em emitir juízos de valor sobre a criança ou sobre suas atividades, mas
tem com objetivo coletar informações necessárias para ajustar e aperfeiçoar o processo de ensino e
aprendizagem, por isso,

[...] o professor deve entendê-la como um instrumento de investigação didática que, a partir da
identificação, da coleta e do tratamento de dados, permite-lhe comprovar as hipóteses de ação,
com a finalidade de confirmá-las e introduzir nelas as modificações pertinentes. A avaliação deve
proporcionar retroalimentação a todo processo didático. (ARRIBAS [et al], 2004, p.390).

A avaliação proporciona ao educador a informação necessária para conhecer, a cada momento, o
andamento do processo educativo. As atividades desempenhadas pelo aluno deverão ser avaliadas
e suas dificuldades registradas, para que o professor possa planejar a intervenção adequada,
buscando saná-las.

O professor deve adotar uma postura que leve o aluno a aceitar suas intervenções com satisfação,
percebendo que sua intenção é que ele progrida.
É fundamental que a criança se sinta feliz e satisfeita e avance cada vez mais em seus
conhecimentos. Por isso, é essencial que ela seja informada pelo professor sobre seus avanços
e que não seja comparada aos seus colegas; isso gera desconforto e afeta sua autoestima.
(Plano de referência para a Educação Infantil, 2003, p.30).

Portanto, a avaliação na Educação Infantil tem um caráter multidimensional, ou seja, podemos
avaliar tudo aquilo que faz parte ou atua na evolução da criança.

51
52
Adoletinha

Parte II
Sugestões para complementar
as atividades propostas nos cadernos
Adoletinha e Adoletas Fase I e II

53
54

Adoletinha
55

Adoletinha

Sugestões
de atividades
Adoletinha
•	 Pág. 06 - Brincadeira do espelho
Pergunte: O que é, o que é, que está sempre na sua frente e você não vê?
A criança descobrirá com sua ajuda que é o nariz.
Após responderem, a professora pergunta: —E agora, quem está na frente do espelho? A criança
responde seu nome.
•	 Deixe a atividade proposta na página 06 do Caderno Adoletinha exposta de forma organizada

Adoletinha

	

para que todos visualizem as produções dos amigos.

• Sugestão de leitura:
A joaninha que perdeu as pintinhas
Autor: Ducarmo Paes - Ed. Noovha América
Sinopse: Nesta história, a joaninha aventura-se na busca de suas pintinhas
	 perdidas, na esperança de reencontrar sua identidade. Para isso, conta com a	
	 amizade e a solidariedade de uma formiguinha muito especial.
•	 Pag. 07 - Brinque de roda com a cantiga “Se eu fosse um peixinho”.                                 
•	 Após a brincadeira, distribua letras móveis e, com o auxílio do crachá, ajude os alunos a
	

montarem seus nomes.             
•	 Realize após a chamada a contagem das crianças. Conte o total e depois separadamente,

	

meninos e meninas. Registre na lousa ou em papel pardo. Faça-os perceberem quais e quantos	

	

alunos faltaram, perguntando:
	 — Será que temos mais meninas? Por quê?
	 — Será que temos mais meninos? Por quê?
                                                                          
•	 Pág. 08 - Realize a brincadeira com seus alunos em roda, recitando:
	 ”Mamãe é uma bola, papai é um bolão,
	 A/o (nome da criança) é a bolinha que rola pelo chão.”
	 Ao falar o nome da criança, a mesma rola no chão no centro da roda e volta	

	

para o seu lugar. Todas as crianças deverão ter oportunidade de participar.

56
•	 Confeccione com as crianças bolas de papel marchê. Organize-as em grupos de 3 ou 4 crianças.
Entregue uma bexiga cheia (mas não muito), cola e pedaços de papel rasgado (revista ou jornal).	

	

As crianças irão alternando camadas de cola e de papel rasgado (6 a 8 camadas). Deixe secar	

	

e depois pinte com tinta guache. As bolas poderão ficar disponíveis na sala para a realização de	

	

diversas atividades.

Adoletinha

	

• Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta
1) Bexigas ao ar – página 36
2) Bola rasteira- página 53
• Pág. 09 - 1) Sugestão de música  

O corpo Humano
Angélica  
Pra que que serve essa boquinha? — Pra falar.
Pra que que servem esses olhinhos? — Pra olhar.
Pra que que serve esse nariz?  — Pra respirar.
Pra que que servem os dedinhos? — Pra pegar.
Pra que que servem essas perninhas? — Pra andar.
Pra que que serve o coração? — Pra amar.
O corpo da gente se divide sempre em três partes:
cabeça, tronco e membros, é assim que a gente é.
Aprenda essa lição,
Seu corpo agora é uma canção
É assim que a gente é.
É assim que a gente é feito
Seu coração sabe o que quer.
O corpo humano é perfeito
A gente aprende que viver
É dar e receber.

A partir da música, aborde a importância dos órgãos dos sentidos.
2) Exploração dos órgãos dos sentidos
57
•	 Percepção gustativa: Em roda, cubra os olhos das crianças, ofereça-lhes sal, açúcar, limão
	

ou pedacinhos de alimentos (banana picadinha, maçã picadinha, tomate picadinho), para que	

	

elas descubram o alimento experimentado.
•	 Percepção visual: Traga para a classe objetos ou figuras para que as crianças observem e

	

digam o nome e para que serve.
•	 Percepção olfativa:

1)	Peça às crianças que cheirem um vidro com perfume ou um pouco de   creme. Pergunte se o
	 cheiro é agradável. Depois mostre figuras de elementos que não tenham cheiro agradável (lixo,	

Adoletinha

	 restos de comida etc.) para que elas digam se o cheiro é bom ou não.
2)	Coloque em uma caixa figuras de elementos que tenham cheiro agradável e desagradável. Fixe
	 em um local onde as crianças possam alcançar, duas folhas de papel de cores diferentes. Explique	
	 que em um cartaz serão coladas as figuras de elementos que tenham cheiro agradável e no outro	
	 os que tenham cheiro desagradável. Uma criança de cada vez retira uma figura da caixa e cola	
	 no cartaz correspondente.
•	 Percepção tátil: Em roda, peça que as crianças observem os colegas. Escolha uma delas, cubra
	

seus olhos e deixe-a tatear o rosto de outro colega tentando descobrir quem é.
	 Repita a atividade enquanto durar o interesse das crianças.
Pág. 10 - Corte o palito de sorvete ao meio para fazer a perna de pau do pirata.

• Sugestões de músicas:
1) Marchinhas populares de carnaval.
Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Dá a chupeta, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebê não chorar [...]
(Trecho da marcha Mamãe eu quero, de Jararaca e Vicente Paiva, 1936.)

[...]                        
   Có, có, có, có, có, có, ró
Có, có, có, có, có, có, ró
O galo tem saudade
Da galinha carijó!
[...]
(Trecho da marcha Marchinha do grande galo, de Lamartine Babo e Paulo Barbosa, 1935)

58
• Sugestão de CD - Carnaval Palavra Cantada      

Adoletinha

• Máscara com a impressão das mãos.

• Sugestão de leitura:
Bruxa, bruxa, venha a minha festa.
Autor: Arden Druce - Ed. Brinque Book
Sinopse: Uma garota pede que toda sorte de seres assustadores compareça
à sua festa. E lá vão: bruxa, gato, espantalho, coruja, árvore, duende, dragão,
pirata, tubarão, cobra, unicórnio, fantasma, babuíno, lobo e, epa! Chapeuzinho
Vermelho?  Uma história diferente que mostra como a imaginação das crianças
as faz capazes de se deliciar com a ideia do medo.
•	 Pág. 11- Explore a música proposta na atividade. Depois utilize canções e parlendas para brincar
	

com os dedinhos.

1)	 Mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo, mata piolho...                                                                         
2)	 Este porquinho foi ao mercado (mostre o polegar)
	

Este porquinho ficou em casa (mostre o indicador)  

	

Este porquinho comeu carne assada (mostre o dedo médio)

	

Para este porquinho não sobrou nada (mostre o anular).

	

E este porquinho aqui veio gritando (mostre o dedo mínimo)   

	

Qui qui qui qui até chegar em casa ( faça cócegas na barriga da criança).

• Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta- Qual é a parte do seu corpo? Página 48                               
•	 Pág. 12 - Faça, em papel pardo, o contorno do corpo de duas crianças: um menino e uma
	

menina. Junto com as crianças, nomeie as partes do corpo. Através da técnica de recorte e	

	

colagem, as crianças farão o rosto e as roupas, utilizando revistas e papéis variados. Realize	

	

uma votação para a escolha dos nomes dos bonecos
59
• Sugestão de música: Minha boneca de lata.
•	 Pág. 13 - Mostre algumas peças do vestuário (blusa, calça, chapéu etc.) e pergunte
	 	 em qual parte do corpo colocamos cada uma delas. Faça questionamentos como:
	 — Ela serve para ser usada em dias quentes ou devemos colocá-la quando está frio?
•	 Separe as crianças em pequenos grupos e brinque de desfile de moda. Cada criança fará uma
	 	 troca de roupa e desfilará para as outras.
•	 Pág.14 - Utilize os bonecos de papel do encarte para complementar a atividade. Peça para

Adoletinha

	 	 que os alunos coloquem a roupa de inverno na Tainá e de verão no Gabriel. Faça-os	
	 	 observarem como está o clima no dia. Pergunte qual roupa é mais adequada a esse clima.	
	 	 Explore as diversas possibilidades do brinquedo e depois estes serão levados para casa.
•	 Pág. 15 - Organize os alunos em roda. Ofereça primeiramente a esponja passando-a de mão
	 	 em mão para que sintam a textura. Questione o que sentem:
	 — É macia ou áspera? Faça o mesmo com a lixa.
•	 Caixa tátil: Prepare uma caixa surpresa contendo objetos diversos (algodão, lixa, esponja,
	 	 sabonete, lã etc.). Deixe os alunos tatearem os objetos tentando descobrir o que é.

•	 Corte a lixa em pequenos pedaços para que os alunos realizem a atividade de colagem sugerida.
•	 Pág. 16 - Roda de conversa: Apresente-lhes uma caixa contendo diferentes expressões
	 	 faciais (alegre/triste). Cada criança escolherá uma expressão e o professor questionará:
	 — Por que você está sentindo-se feliz?
	 — Você está triste? Por quê?
•	 Emocionômetro: Peça para que cada criança cole a expressão escolhida no papel pardo. Deixe
	 	 o cartaz exposto na sala. Retome a roda de conversa no dia seguinte perguntando:
	 — Você estava triste ontem. E hoje, continua se sentindo assim? Por quê?
	 — Você estava feliz ontem. E hoje, continua se sentindo assim? Por quê?
• Sugestões de leitura:
1) Seu Feliz
Autor: Roger Hargreaves - Ed. Brinque Book
Sinopse: Personagens pitorescos, criados pelo autor, simbolizam de uma forma
divertida o comportamento do ser humano. Os personagens representam sentimentos e sensações universais, como o medo, felicidade, vaidade e arrogância
identificadas por crianças de todas as partes do mundo.
60
2) O ursinho apavorado
Autor: Keith Faulkner – Ed. Companhia das letrinhas
Sinopse: Um livro colorido, cheio de brincadeiras gráficas, que conta a
história de um ursinho que acorda sozinho e assustado no meio da noite. As
dobraduras, que saltam de cada página, fazem com que a historinha fique
ainda mais emocionante.
• Sugestão de pesquisa para o professor: www.opoderdasemocoes.com.br

• Pág. 17 - Sugestão de música

Formiguinha da roça endoideceu

Formiguinha da roça endoideceu

Aperta a barriguinha

Com uma dor de cabeça que lhe

Com o calor que lhe deu.

E faz assim, e faz assim.

deu.

Ai, ai, ai pobre formiguinha

Formiguinha da roça endoideceu

Ai, ai, ai, pobre formiguinha

Abana com as mãozinhas

Com o soninho que lhe deu.

Põe a mão na cabeça

E faz assim, e faz assim.

Ai, ai, ai pobre formiguinha

E faz assim, e faz assim.

Formiguinha da roça endoideceu

Esfrega os olhinhos

Formiguinha da roça endoideceu

Com a dor de barriga que lhe

E faz assim, e faz assim.

Com o frio que lhe deu.

deu.

(Adaptado de -Formiguinha da

Ai, ai, ai, pobre formiguinha

Ai, ai, ai, pobre formiguinha

roça- Bia Bedran)

Abraça o corpinho
E faz assim, e faz assim.

• 	Pág.18 - Ouça com os alunos o Hino Municipal de Barueri. Explique que o hino é uma música  
	

feita para homenagear a cidade.
•	 Dobradura da tulipa:

61

Adoletinha

• Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta- Caras e caretas - página 20
•	 Pág.19 / 20 - Roda de conversa: Organize um diálogo enfatizando os principais hábitos de
	

higiene pessoal. Faça questionamentos como:
	 — Quais produtos usamos para deixar os cabelos, o corpo, os dentes e as unhas limpas?
	 — Por que é importante cuidarmos da higiene do nosso corpo?
•	 Distribua revistas ou encartes de supermercado para que os alunos encontrem produtos de

	

higiene pessoal e colem em papel pardo.
•	 Dobradura da escova de dente: Distribua um quadrado de papel dobradura. Auxilie as crianças
a dobrá-lo quatro vezes. Cole em uma folha de papel sulfite e oriente-as a fazer as cerdas	

	

colando palitos de fósforo ou desenhando com tinta guache ou canetinha.

Adoletinha

	

•	 Percepção tátil: Prepare uma caixa surpresa com quatro objetos necessários à higiene (creme
	

dental, sabonete, papel higiênico, escova de dente). Com os olhos vendados, a criança deverá	

	

descobrir através do tato que objeto pegou e relatar para que ele serve. Continue a brincadeira	

	

até que todos participem ou até enquanto durar o interesse das crianças.
• Percepção e memória visual: Coloque três ou quatro objetos numa sequência para que as

	

crianças observem. Aponte e nomeie cada objeto (creme dental, sabonete, papel higiênico,	

	

escova de dente). Em seguida, peça para que fechem os olhos e retire um objeto. Pergunte o	

	

que aconteceu.

• Sugestão de música:

Meus dentinhos, meus dentinhos
Vou escovar, vou escovar,
Vão ficar limpinhos, vão ficar limpinhos,
E brilhar! E brilhar!
(Melodia- Meu lanchinho)

62
• Sugestão de leitura:
Eu gosto de mim
Autor: Lilian Corgozinho - Ed. LGE
Sinopse: Eu gosto de mim mostra a importância dos cuidados que devemos ter
conosco, com a limpeza do nosso corpo, com a alimentação, com a prática de
esportes e até mesmo com a nossa inteligência. Se eu gosto de mim, eu cuido de
mim.

Lavar as mãos
Arnaldo Antunes

Uma

Verme, bactéria, mando embora

Lava outra, lava uma

Embaixo da torneira

Lava outra, lava uma mão

Água uma, água outra

Lava outra mão, lava uma mão

Água uma (mão), água outra

Lava outra mão

Água uma

Lava uma

A segunda, terça, quarta

Depois de brincar no chão de

Quinta e sexta-feira

Areia a tarde inteira

Na beira da pia, tanque, bica

Antes de comer, beber, lamber

Bacia, banheira

Pegar na mamadeira

Lava uma mão, mão, mão, mão

Lava uma (mão), lava outra (mão)

Água uma mão, lava outra mão

Lava uma, lava outra (mão)

Lava uma mão

Lava uma

Lava outra, lava uma.

A doença vai embora junto com a
sujeira

•	 Sugestão de atividade de artes: Massaroca
	 Use a “massaroca” (massa de modelar) para que as crianças confeccionem objetos utilizados	
	 	 na higiene pessoal.
	 A massa poderá ser feita com auxílio das crianças, colaborando para o desenvolvimento da	
	 	 percepção tátil. Após a confecção, estimule-as a relatarem a importância do uso desses	
	 	 objetos na higiene diária.

63

Adoletinha

• Pág. 21- Sugestão de música
•	 Receita da massaroca
	 Ingredientes:
	 	 - 1 kg de farinha de trigo;
	 	 - 3 colheres de guache ou 1 vidro de anilina comestível;
	 	 - 1 pitada de sal.
	 Preparo:
	 	 - Acrescente água até ficar ao ponto de massa.
• Sugestão de leitura:

Adoletinha

	

Olhim

	

Autor: Magna Diniz Matos- Ed. Dimensão

	

Sinopse: Olhim era um piolho muito magrinho e pequeno. Até que conheceu Zezito,
aliás, a cabeça de Zezito e logo se mudou e mudou de nome: Olhão. Lá, arranjou
uma namorada e se casou. Em um mês, já tinham 300 filhotes.
•	 Pág. 22 - Fantoche do sapo
	 Materiais:
	 	 - 1 caixa de remédio, sabonete ou creme dental.
	 	 - Tinta guache verde
	 Como fazer:

1)	Distribua para as crianças a tinta guache verde para que elas pintem a caixa;
2)	Depois de secar, corte a caixa ao meio;
3)	Distribua os olhos e a boca para que as crianças colem.

• Sugestão de música:
Lá no pântano, lá no pântano
Dois sapinhos puseram-se a cantar
Quari, qui, qui, qui, qui, qui,
Quari, qua, qua, qua, qua, qua,
Quari, quiiiiii!
Quari, quáaa!
(Cantiga popular)

64
• Sugestão de leitura:
1) Eram dez girinos
Autor: Debbie Ferbett- Ed. Ciranda Cultural
Sinopse: Dez girinos formavam uma fila. Um deles foi atrás de uma libélula e
ele, coitado, ficou para trás.
Acompanhe as aventuras em 3D desses espertos e corajosos girinos com
uma surpresa em pop-up no final.
2) O sapo Bocarrão
Autor: Keith Faulkner- Ed. Cia. Das Letrinhas
é muito guloso e vive perguntando aos outros bichos o que eles gostam de
comer. Gordão, verdíssimo, de olhos arregalados, ele pula de página em
página comendo moscas e jogando conversa fora até o momento em que
encontra o terrível crocodilo com seus dentes brancos pontudos- e aí tem que
tomar uma atitude radical. De produção esmerada, este livro tem dobraduras-surpresa em todas as
páginas, brincadeiras gráficas e cores vibrantes.
•	 Pág. 23 - Sugestão de brincadeira
	 Corrida do sapo: Trace com giz ou demarque com fita crepe no chão a linha de partida e a
	

linha de chegada. Organize os alunos na linha de partida e peça que, ao seu comando, eles	

	

saltem imitando o sapo.   Aquele que ultrapassar a linha de chegada primeiro será o sapo	

	

campeão.

• Sugestão de chapéu do sapo (poderá ser usado na corrida do sapo)

•	 Pág. 24 - Faça o brigadeiro junto com as crianças. Apresente os ingredientes e, antes de
	

iniciar o preparo, fale sobre a importância e a necessidade de higienizar as mãos para manu	

	

sear os alimentos. Organize as crianças para que todos participem do preparo e vá explicando	

	

todos os procedimentos.
65

Adoletinha

Sinopse: O sapo Bocarrão é um divertido animal que tem uma boca enorme,
Receita do brigadeiro:
	 Ingredientes:
	 	 - Achocolatado;
	 	 - Leite em pó;
	 	 - Bolacha maisena;
	 	 - Açúcar cristal;
	 	 - Água.
Modo de fazer: Coloque numa vasilha o leite em pó, o achocolatado e vá acrescentando um
pouco de água. Triture as bolachas com as mãos e vá misturando até adquirir consistência firme.

Adoletinha

Enrole os bombons e passe no açúcar cristal.
Obs. Todos os ingredientes utilizados nessa receita fazem parte do cardápio das escolas maternais,
exceto o acúcar cristal.
•	 Rale a cenoura e ofereça a seus alunos para degustação. Converse sobre a importância de
	

comermos todos os alimentos.

• Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta - Toca do coelho- página 97
• Sugestões de leitura:
1)	 O almoço
	 Autor: Mario Vale - Ed. Formato
	 Sinopse: Cartões coloridos, recortados, colados, montados e fotografados
	

fazem parte deste “Almoço”. Um livro só de imagens que vale a pena conferir.

2) Nhac, Nhac! De onde vem a comida
Autor: Mick Manning e Brita Granstron - Ed. Ática
Sinopse: O primeiro passo para a criança entender a relação dos seres
	 vivos através da cadeia alimentar.

• Sugestão de montagem dirigida – Coelho com corações

Montagem: Entregue aos alunos os corações recortados e oriente-os passo a passo na colagem
dos mesmos.
66
• Pág. 25 -   Parlenda “Era uma vez três”
	 Veja a sequência de movimentos que devem acompanhar a parlenda.

Era uma vez três:____indica-se a quantidade três levantando-se três dedos.
Um bassê,_________abaixam-se os três dedos e levanta-se um dedo para indicar a
quantidade 1.
Um vira-lata___________levanta-se mais um dedo para indicar a quantidade 2.
E um pequinês._________levanta-se mais um dedo para indicar a quantidade 3.
Ah... Esqueci.____________bate-se com a mão espalmada na testa, como sinal de
esquecimento.
Era uma vez três:_____novamente, indica-se a quantidade três levantando-se três dedos.
Um bassê________________abaixam-se os três dedos e levanta-se um dedo para indicar
a quantidade 1.
Um vira-lata____________levanta-se mais um dedo para indicar a quantidade 2.
E um pequinês__________levanta-se mais um dedo para indicar a quantidade 3.
O bassê latiu___________imita-se o latido do cachorro: au, au...
O vira-lata deu um pulo_pula-se com os braços dobrados e encolhidos, imitando um
cachorro.
E o pequinês fugiu_____com os braços dobrados e encolhidos
imita-se o cachorro fugindo, assustado: ”caim, caim, caim,...”
Vou contar outra vez.
Era uma vez três...          
                  (Parlenda popular)

67

Adoletinha

• Realize o carimbo das cenouras conforme modelo abaixo:
• Sugestão de leitura:
Meus porquinhos
Autor: Audrey Wood- Ed. Ática
Sinopse: Brincando aos pares nos dedos das mãos, dez minúsculos porquinhos
só fazem estripulias e criam para a espera do sono, uma gostosa fantasia.

•	 Pág. 26 - É comum que as crianças, desde pequenas, recitem a sequência numérica sem
entender o significado da contagem. Indicar a quantidade com os dedos auxiliará na construção	

	

Adoletinha

	

da ideia de número. Músicas e parlendas como “O meu chapéu”, ”A galinha do vizinho”, “1,2,	

	

feijão com arroz” são ótimos recursos para auxiliar a construção do conceito de número.

• Sugestão de música: O meu chapéu

O meu chapéu ____entrelace os dedos das duas mãos, colocando-os assim na cabeça para
representar o chapéu.
Tem três pontas_________mostre a mão direita com 3 dedos levantados e 2 abaixados.
Tem 3 pontas___________mostre a mão esquerda com 3 dedos levantados e 2 abaixados.
O meu chapéu__________entrelaça novamente os dedos das duas mãos, colocando-os na
cabeça.
Se não tivesse 3 pontas___mostra uma das mãos com 3 dedos levantados e 2 abaixados.
Não seria o meu chapéu.___entrelaça novamente os dedos das duas mãos, colocando-os na
cabeça.

• Pág. 27- Realize a dobradura da casquinha de sorvete seguindo as instruções abaixo:

68
• Carimbe as bolas utilizando cebola, cenoura ou batata cortada ao meio de forma arredondada
cebola

cenoura

• Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta- Gotinhas numeradas- página 41
•	 Pág. 28 - Separe alguns brinquedos e informe às crianças que cada uma receberá um.
	 Entregue os brinquedos, deixando algumas crianças sem e pergunte:
	 — Alguém ficou sem brinquedo? Por quê?
	 Instigue-os a perceber que isso ocorre porque a quantidade de brinquedos era menor do que a	
	

de crianças.
•	 Pág. 29 - Proponha outras atividades com sequências diversas utilizando blocos lógicos e

	

outros materiais ou envolvendo as próprias crianças como na sugestão a seguir:
Descubra o segredo:
Organize as crianças sentadas. Escolha algumas delas (4 ou mais) e acomode-as em colchonetes

segundo um padrão de repetição que só o professor conheça.
Exemplos: Uma para cima, outra para baixo, uma para cima, outra para baixo, e assim por
diante, ou:
- Uma sentada e uma deitada, uma sentada e uma deitada e assim por diante.
Feito isso, peça aos demais que observem e descubram o segredo de como continuar a sequência.
• Pág. 30 - Sugestão de leitura:
	A coruja curiosa
	Autor: Michele Iacocca e Liliana Iacocca - Ed. Ática
	Sinopse: Querendo ouvir histórias, a coruja foi visitar a tia. No caminho, encontrou uma
	árvore solitária que...                                                                                   
•	 Pág. 31 - Roda de conversa: Pergunte às crianças o que está escrito nas outras árvores.
	

Incentive-os a levantarem hipóteses.
•	 Identifique os nomes dos objetos da sala com fichas (ex. armário – porta - relógio etc.). Isso

	

auxilia na diferenciação de texto e imagem.
69

Adoletinha

batata
•	 Prepare algumas fichas com palavras e outras com gravuras. Encape duas caixas decorando
	

uma com desenhos e a outra com letras.
Espalhe as fichas e peça para que as crianças as guardem nas caixas adequadas (texto ou imagem).
•	 Pág. 32 - Sugestão de leitura:
	 Se eu fosse um menino com asas
	 Autor: Nerlí de Lourdes Cesarino Vieira
	 Sinopse: Se você tivesse asas, o que faria?   
  

Adoletinha

A história desse livro posssibilita várias discussões a respeito de preservação da natureza e
solidariedade.
•	 Roda de conversa: Organize um diálogo para refletir sobre a preservação da natureza.
•	 Realize atividade de expressão corporal imitando os movimentos do menino com asas (andar
	

com os braços abertos imitando o voo dos pássaros).
•	 Pág. 33 - Utilize o jogo do encarte em sala de aula antes de mandar para casa.  

• Sugestão de leitura:
O medo da sementinha
Autor: Rubem Alves- Ed. Paulus
Sinopse: O livro conta a trajetória de uma sementinha desde o seu nascimento até
virar uma bela árvore. Durante esse percurso, surgem medos e preocupações com o
desconhecido. A mãe da pequenina acompanha esses sentimentos, confortando-a
e tentando tornar esses momentos mais fáceis. Da morte da sementinha nasce uma
linda árvore, e, assim, o medo vai embora, dando lugar a uma vida muito feliz. Com
essa metáfora, o autor aproxima vida e morte, situações amigas em que uma dá lugar à outra.
•	 Pág. 34 - Faça uma lista com os nomes das mães e deixe exposta na sala. Se possível, providencie
	

cópias das fotos das crianças e cole-as ao lado do nome da mãe. Isso auxiliará a identificação	

	

do nome de cada mãe.

• Sugestão de leitura:
Bililico
Autor: Eva Furnari- Ed. Formato
Sinopse: Era uma vez uma mãe muito grande chamada Bi e um filho muito
pequeno chamado Bililico. Um dia, Bililico desapareceu e foi aquela choradeira.
Depois de um longo tempo, ele reapareceu, e a mãe encontrou uma forma de os
dois nunca mais se perderem um do outro.
70
•	 Pág. 35 - Fantoche de Cobra
Materiais:

	

- Papel sulfite, dois palitos de sorvete, tesoura, cola ou fita adesiva e tinta guache.

	

Como fazer:

	

	 1) Desenhe a cobra no papel sulfite;

	

	 2) Proponha que as crianças façam a pintura;

	

	 3) Recorte a cobra e cole dois palitos de sorvete conforme o modelo.

• Realize o agrupamento das cobras baseando-se nas cores utilizadas.
• Sugestão de leitura:
A sucuri
Autor: Eliardo França e Mary França- Ed. Ática
Sinopse: Cobrinhas, cobras, cobronas... Comem ovos, comem sapos, comem
peixes. E a sucuri, como ela é?

• Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta- Circuito das cores- página 30
•	Pág. 36 – Jogo do encaixe
	 Materiais:
	 - Potes de sorvete;
	 - Bolinhas de pingue-pongue e/ou tampas de frascos de iogurte;
	 - Peças de monta-monta.
	 Como fazer:
	 	 1)	Abra buracos diferentes na tampa do pote de sorvete, um circular
	

	 	 para que passe a bola de pingue-pongue ou a tampa do iogurte;	

	

	 	 um retangular e um quadrado para que passem as peças do	

	

	 	 monta-monta.

	

	 2)	Decore o pote como desejar.

	

	 3)	As crianças deverão guardar os objetos no pote passando-os pelos

	

	 	 buracos correspondentes.
71

Adoletinha
• Sugestão de leitura para o professor:
Figuras e formas
Autor: Smole, Diniz e Candido – Ed. Artmed.

• Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta - História musicada- O trenzinho, página 43.
• Sugestão de leitura:

Adoletinha

O trem
Autor: Eliardo França e Mary França- Ed. Ática
Sinopse: É gostoso viajar de trem. E viajar com o vovô, então, é melhor ainda!

•	 Pág. 37- Confeccione fichas com gravuras que rimem.
	 Exemplos:
avião                            coração           

balão,

boneca                            caneca                               peteca.

Mostre uma figura de cada vez e peça para que as crianças digam o nome do objeto. Assim elas
perceberão o som semelhante das palavras.
• Sugestões de leitura:
1) 	 Plic, plic, um barulho da chuva
    	 Autor: Liliana Iacocca- Ed. Ática
    	 Sinopse: Plic, plic...crac...brumm...tac... Vamos brincar de descobrir os barulhinhos
	

	

diferentes que a chuva pode fazer?
72
2)	 Assim começa a história: Era uma vez
	

Autor: Neir Ilelis- Ed. Noovha América

	

Sinopse: Assim começa a história: era uma vez... uma simples gotinha.

	

Numa viagem encantadora, que passa pelo texto de Neir Ilelis e as	

	

ilustrações de Grace Arruda, a linguagem textual e visual apresenta como	

	

resultado este belíssimo livro. O fio condutor da história é uma gotinha,	

	

que, cansada de surgir com a noite e sumir com o sol desponta. A gotinha	

sai em busca de seu destino. Visita uma flor, voa com um beija-flor, corre no rosto de uma mulher,
passeia pelo rio, chega às águas salgadas do mar e quase alcança o sol, até surgir novamente no

•	 Sugestão de história: Um dia chuvoso (anexo no encarte de histórias)
Essa história possibilita trabalhar exercícios fonoarticulatórios.
• 	Pág. 38 - Roda de conversa: Encaminhe um diálogo sobre a chuva. Faça questionamentos
	

como:
	 — O que devemos usar quando chove?
	 — Está chovendo hoje?
	 — Você se lembra quando choveu pela última vez?
	 — Por que é importante chover?

• Sugestões de músicas e DVD:
1)

Chuva, chuvisco, chuvarada
Hélio Ziskind – DVD Cocoricó 28 clipes musicais.
Chove, mas como chove	
Chuva, chuvisco, chuvarada	
Por que é que chove tanto assim?	
	
A terra gosta da chuva   
E eu gosto da chuva também	
Ela lá e eu aqui	
Cocoricó, qui qui ri qui     

“menino vem cá,           
vem tomar chá.
Vem comer bolo de cenoura,
com cobertura de chocolate quente”

Chove, mas como chove	
Chuva, chuvisco, chuvarada	
	
Por que é que chove tanto assim?     
	
Quando chove, a terra fica molinha	
A planta fica verdinha	
E eu fico todo molhado	
Com o pé na lama
Meu nariz tapado	
Minha vó me chama:	
	
	

Oh que tarde tão bela
banana quente no forno
Com açúcar e canela

Bom, muito bom, muito mais do que bom
É excelente

Chove, chove, chove
Deixa chover
Enquanto tiver bolo de cenoura
A gente nem vai perceber
Chove, chove, chove
deixa chover
Comendo banana quente
A gente nem vai perceber.                                         

73

Adoletinha

varal. Mas, agora, não mais como uma gotinha qualquer.
2)
Uma bolinha marrom
Hélio Ziskind- CD O gigante da floresta

Adoletinha

Era uma vez uma bolinha marrom,	
E a bolinha respondeu:
Que tinha uma asa comprida...	
Vai buscar a luz do sol...
Veio voando com o vento,	
Mas como é que eu vou fazer?...
Girando, girando, fazendo pirueta no ar	
Folhas...chegando lá você vai ver...
Voou, voou, voou...                                                 
E quando o vento parou,	
E veio a chuva, e veio o sol,   
A bolinha foi descendo devagar...	
E como diz o locutor de futebol:                                                                         
Entrou na terra... E dormiu.                       	
O tempo passa!...                                   
	
E o tempo passou ô ô...
Na natureza as histórias são assim...	
E a bolinha  marrom se transformou
Tem histórias que precisam dormir	
Na árvore mais alta da floresta!
Antes de começar...                                                              
	
Seus galhos formaram jardins,
E veio a chuva, e veio o sol	
Os bichos fizeram festa!
E como diz o locutor de futebol:	
A bolinha marrom se transformou
—O tempo passa!...	
Ô ô ô ô ô no gigante da floresta!
E o tempo passou ô ô ...
Até que um dia a bolinha acordou,                                            
E a transformação começou:	
Um dia, um índio, que passava por aqui
	
Que falava tupi, tupi-guaraní,
Primeiro apareceu uma pontinha,	
Olhou...olhou...olhou...Olhou e disse:          
Virada pra baixo,  que perguntou	
Ibá, jequi, jequitibá. O gigante da floresta
O que é que eu faço?
Aonde eu vou?
	
Muito antes de Cabral chegar,
E a bolinha respondeu:	
E Portugal fazer a festa,
Vai buscar água na terra...	
O jequitibá já era o jequitibá,
Vai, vai, vai...eu vou...	
O gigante da floresta.
	
O Brasil não chamava Brasil,
Depois apareceu outra pontinha,	
Não havia nenhuma cidade,
Virada pra cima, que perguntou	
E o gigante tinha mil, mil anos de idade.
O que é que eu faço?
Me ensina aonde eu vou?

• Sugestão de confecção de instrumento musical:
Instrumento de chacoalhar:
Materiais:
	 - Caixa de pizza;
	 - 1 copo de grãos de arroz;
	 - Fita adesiva;
	 - Tinta guache.
Como fazer:
Proponha às crianças a pintura da caixa de pizza utilizando tinta guache. Coloque os grãos de 	
	 arroz dentro da caixa. Passe fita adesiva nas bordas para lacrar.
	 o girar e inclinar a caixa delicadamente, o instrumento reproduzirá o barulho da água (chuva, 	
A
	 ondas do mar etc.)

74
• Pág. 39 - Roda de conversa: Encaminhar um diálogo sobre as mudanças climáticas. Fazer
	

questionamentos como:
	 — O que podemos fazer em dias quentes?
	 — Que roupas devemos usar em dias quentes?
	 — O sol e as chuvas são importantes para as plantações? Por quê?
• Sugestão de leitura:
João Feijão
Autor: Sylvia Orthof- Ed. Ática
da

natureza

apresentados

para

as

crianças

com

fantasia

e

bom

humor.	

•	 Pág. 40 - Roda de conversa: Encaminhar uma roda de conversa sobre as diferenças entre o dia
	 e a noite. Faça questionamentos como:
	 — O que você faz durante o dia? E durante a noite?
	

— Vamos ficar em silêncio. O que podemos ouvir? Que som é esse?
	 — Os barulhos que ouvimos durante o dia são iguais aos barulhos da noite? Por quê?

• Sugestão de história: “Dia de sol, noite de lua” ( anexo no encarte)
•	 Pág. 41, 42, 43 - Brincadeira “Gatinho quer tomar um leitinho?”
	 Habilidade(s) desenvolvida(s): contagem, coordenação-motora, atenção.
	 Espaço: Ambiente aberto ou fechado
	 Organização: O professor fica em uma extremidade da sala ou no pátio de costas. Na outra
	

extremidade ficam as crianças (gatinhos), uma ao lado da outra.
	 Desenvolvimento:
	 O professor pergunta:
	 — Gatinho, quer tomar um leitinho?
	 As crianças respondem:

	

— Sim!

	

O professor fala:
	

— Então dê 2 passinhos (solicite a quantidade de passos de 1 a 5).

	

Os alunos, juntos, avançam contando os passos solicitados.

	

A brincadeira prossegue até que os alunos (gatinhos) estejam bem próximos ao professor. Este	

	

então faz a última pergunta:

	

— Gatinho, quer tomar um leitinho?

	

As crianças respondem:

	

— Sim!

	

O professor diz:

	

— Então eu vou te dar!!!!

	

O professor corre para pegar os gatinhos que tentam fugir.
75

Adoletinha

Sinopse: João Feijão é uma semente que quer germinar e crescer. Os ciclos
• Sugestão de música: Atirei o pau no gato.
Explore também a versão “Não atire o pau no gato”

Adoletinha

Não atire o pau no gato-to
Porque isso, so
Não se faz, faz, faz
O gatinho, nho
É nosso amigo, go
Não devemos maltratar
Os animais.
Miau!
• Sugestão de leitura:
Pula, Gato!
Autor: Marilda Castanha- Ed. Scipione
Sinopse: Em visita a uma galeria com quadros de artistas brasileiros, uma garota
é surpreendida pelo gato da tela que há pouco admirara. Uma história inteligente,
que retrata com criatividade e sensibilidade a interação do artista e seu público.
Neste livro, feito apenas com imagens, a autora faz uma releitura de obras de
artistas que admira como Tarsila do Amaral, Amilcar de Castro, Candido Portinari
e Oswald Goeldi.
• 	Confeccione com as crianças uma máscara de gato utilizando pratos de papelão ou papel
	

cartão e canudinhos conforme modelo abaixo:

•  Sugestão de pesquisa para o professor:  www.escritoriodearte.com/aldemir-martins.asp
• Sugestão de quadrinha:
Eu tenho uma gatinha
chamada Jasmim
Ela é fofa e branquinha
E gosta de mim.
Jasmim é espertinha
Vive no muro e no telhado
Mas sempre volta mansinha
Para deitar ao meu lado.

76
• Sugestão de adivinha: o que é o que é?
Bebe leite,
Mas não bebe café.
Fica no telhado
Mas não na chaminé?
•	 Pág. 44, 45 – Junto com as crianças, confeccione um cartaz que informe aos pais e demais
	

funcionários da escola sobre os perigos nas festas juninas. Fixe-os nos corredores da escola.
•	 Prepare bandeirinhas para que as crianças decorem utilizando a técnica do mosaico com
papel picado ou E.V.A.

• Sugestão de leitura:
Fogo no céu!
Autor: Eliardo França e Mary França- Ed. Ática
Sinopse: O livro enfatiza, de forma lúdica, os perigos que os balões representam.
•	 Pág. 46, 47- Sugestão de história: Um dia especial (anexo no encarte de histórias)
	 O texto explora diferentes exercícios fonoarticulatórios.
•	 Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta- Enrolando a língua- página 21
•	 Sugestão de confecção de instrumentos musicais:
	 Confeccione instrumentos musicais e utilize-os como acompanhamento para a música “O sítio	
	
do seu Lobato” e para outras canções que desejar.
1)	 Instrumento de corda:
	 Materiais:
	
	
	
	
	
	

- Pote de sorvete;
- Elásticos .    
Como fazer:
- Desenhe um círculo na tampa do pote e recorte-o. Passe os elásticos	
ao redor do pote como se fossem as cordas do violão. Decore como	
desejar.

	 Ao serem dedilhados, os elásticos produzirão som.
2)	Instrumento de percussão:
	 Materiais:
	
	
	
	
	

- Lata de leite em pó;
- Bexiga;
- Fita adesiva
- Papéis diversos;
- Lápis ou palito de sorvete.

77

Adoletinha
Como fazer:
	 Retire a tampa e enfeite a lata como quiser (pintura a dedo, colagem com papel colorido etc.).	
	

Recorte a ponta da bexiga, de forma que possa esticá-la sobre a abertura da lata. Se necessário,	

	

prenda-a com fita adesiva. Como baqueta utilize lápis ou palito de sorvete.

Adoletinha

3)	 Instrumento para friccionar:
	

Materiais:

	

- Garrafa plástica pequena com superfície rugosa;

	

- Vareta de bambu ou palito de sorvete;

	

- Papéis coloridos.

	

- Cola Branca

	

Como fazer:

	

Enfeite a garrafa como quiser utilizando os papéis coloridos, cuidando para não cobrir a	

	

parte rugosa. Friccione ou raspe a vareta de bambu ou o palito de sorvete sobre a superfície	

	

rugosa da garrafa para produzir som.
	

	

Obs. Para maior segurança passe cola branca na tampinha e aperte-a bem ou descarte o uso	
da tampinha.

•	 Pág. 48 - Roda de conversa: Encaminhar um diálogo sobre os animais. Fazer questionamentos
	

como:
	 — Alguém tem um animal em casa?
	 — Que animal é esse? Qual o nome dele?
	 — Como você cuida desse animal? O que ele come?
•	 Proponha a brincadeira de mímica para imitar animais.
•	 Jogo do certo ou errado (variação da batata quente).

	

	
	
	

	 Materiais: Fichas com gravuras simbolizando as atitudes corretas e não corretas com relação
aos animais de estimação.
	 Corretas (banho, alimentação, vacinação etc.)
	 Não corretas (agressão, animais sujos, soltos nas ruas etc.)
	 Organize as crianças sentadas em círculo. Coloque as fichas dentro de um saquinho, o qual	
passará de mão em mão enquanto todos recitam a quadrinha da brincadeira da batata quente.	
O aluno que ficar com o saquinho na mão sorteará uma ficha, deverá observá-la e dizer se	
aquela atitude está correta ou não.
	 A brincadeira continua enquanto durar o interesse das crianças.
78
• Sugestão de música: Imitando os animais (Xuxa só para baixinhos, v.3)

• Sequência da dobradura proposta na história

• Realize a dobradura individualmente. Cole nela uma pequena mensagem alusiva ao dia dos pais.
• Sugestão de leitura:
Tanto, tanto!
Autor: Trish Cooke- Ed. Ática
Sinopse: Tanto, tanto! é um texto de ficção realista que narra uma tarde de uma família
comum de afro-ingleses. Trata-se do aniversário do pai da família e os parentes vão
chegando pouco a pouco, sem que o leitor saiba bem porque aquelas personagens
estão se reunindo. Todos que chegam querem abraçar, beijar, afagar e brincar com o bebê da família.
Daí vem o título “Tanto, tanto!”. Há uma surpresa final com a chegada do pai e a festa de aniversário.
• Pág. 50 - Utilize a técnica do carimbo da mão para montar um pintinho conforme modelo abaixo:

79

Adoletinha

• Pág. 49 - Sugestão de história: “Um presente para Mário” (anexo no encarte de histórias)
• Sugestão de leitura:
Que bicho será que botou o ovo?
Autor: Angelo Machado- Ed. Nova Fronteira
Sinopse: Que bicho será que a cobra comeu? Quem fez o buraco? Está
morto ou está só dormindo? Estes são alguns dos problemas que preocupam
os personagens dos livros desta coleção, cujo principal objetivo é aguçar a
curiosidade das crianças naquela idade em que, como pequenos cientistas, gastam grande parte de
sua energia na complicada tarefa de descobrir como é o mundo e para que servem as coisas.

Adoletinha

•	 Pág. 51- Roda de conversa: Encaminhe um diálogo instigando as crianças a levantar
	

hipóteses sobre o que pode haver dentro da caixa.
	 — O que será que há dentro da caixa que a pulga dará ao percevejo?
	 — Será que é um presente grande ou um presente pequeno?
	 — Que tipo de presente é grande?
	 — Que tipo de presente é pequeno?
	 Faça uma lista com as opiniões.
•	 Pág. 52 - Organize as crianças sentadas em círculo. O professor pensa em uma criança e a

	

descreve, destacando características físicas e roupa que está usando. As crianças tentam adi	

	

vinhar quem é o colega que o professor descreveu.

• Sugestão de leitura:
Ida e volta
Autor: Juarez Machado- Ed. Agir
Sinopse: O livro mostra através de imagens o percurso de um dia na vida de um
homem, desde o momento em que sai de casa pela manhã até o seu regresso.
	 Este livro possibilita instigar a imaginação das crianças com questões como:
	 — De quem são as pegadas deixadas no chão?
	 — São de um homem ou de uma mulher? Por quê?
	 — É de alguém alto ou baixo?
	 — Como são seus cabelos?
	 — Qual a cor dos seus olhos?
•	 Após chegarem a uma conclusão, proponha que façam o desenho da personagem de acordo
	

com o que imaginaram.
•	 Pág. 53 - Faça a leitura da lenda Iara, bem como de outras lendas do nosso folclore.
	

80
•	 Sequência da dobradura do rabo da sereia.

•	Trabalhe parlendas, adivinhas diversas.
	

uma

semana

repleta

de

brincadeiras

folclóricas

(cobra-cega,

ciranda-cirandinha, morto ou vivo, bolinha de sabão etc.)
•	Leitura de imagens: Apresente as obras da coleção “Brincadeira de criança” de Ivan Cruz e

	

elabore perguntas que instiguem a observação, a descoberta e o interesse da criança pelas	

	

obras do artista.

•	 Sugestões:
	 - Que brincadeira é essa?
	 - Quem está brincando?
	 - Quais as cores utilizadas pelo artista?
	 - Que nome você daria para cada quadro?

• Sugestão de DVD - Lá vem história: Histórias do folclore mundial

Obs.: Esse material poderá ser utilizado como fonte de pesquisa para o professor.
81

Adoletinha

•	Organize
• Sugestões de leitura:
1)	 Lá vem história outra vez
	

Autor: Heloisa Prieto – Ed. Cultura

	

Sinopse: O que será que tem dentro do cofre do sábio?  Qual é a mensagem secreta

	

dos papagaios? Quem é o ser humano mais inteligente do mundo? As	

	

respostas podem estar num conto do Himalaia, numa fábula persa ou numa singela	

	

história africana.
2)	 Zé Pião

Adoletinha

	

Autor: Ducarmo Paes - Ed. Noovha América

	

Sinopse: Um piãozinho aventureiro resolve escapar da fieira à procura de amigos.

	

Ele Acaba se envolvendo em muitas peripécias com outros brinquedos do nosso	

	

folclore. Num texto poético e com ilustrações atraentes, Zé Pião nos apresenta	

brincadeiras tradicionais e emocionantes que o tempo jamais apagará de nossas lembranças.
3)	 Quem canta seus males espanta - vol. 1 e 2
	

Autor: Theodora Maria Mendes de Almeida- Ed. Siciliano

	

Sinopse: Essa coleção contempla um rico repertório de músicas

	

infantis tradicionais, parlendas, trava-línguas e adivinhas. Essa coleção	

	

acompanha um CD.

• 	 Pág.54 - Roda de conversa: Encaminhe um diálogo sobre a cooperação e a solidariedade. Faça
	

questionamentos como:
	 — É bom ajudar as pessoas?
	 — O que sentimos quando ajudamos?
	 — E quando somos ajudados? O que sentimos?
	 — Alguém tem uma história para contar de alguém que foi ajudado?

• Sugestões de leitura:
1)	 Quer uma mãozinha?
	

	

Autor: Claire Llewellyn- Ed. Scipione

	

	

Sinopse: Por que ajudar as outras pessoas? Nem sempre temos vontade de

	

	

colaborar com elas. No entanto, muitas vezes somos nós que necessitamos de

	

	

ajuda. Este livro traz situações que mostram a importância da colaboração.

2)	Deixa que eu faço
	

Autor: Brian Moses e Mike Gordon - Ed. Scipione
Sinopse: Estimular a criança a realizar certas atividades cotidianas como arrumar
a cama ou cuidar do animal de estimação é um modo de fazê-las compreender
a importância de ser responsável. Neste livro são apresentadas situações que
exploram esse tema.
82
• Sugestão de leitura para o professor:
Origami & Folclore
Autor: Leila Maria Grillo e Tânia Queiroz
Sinopse: Uma obra que integra a magia do nosso folclore com a magia do origami
permitindo a prática de uma pedagogia transformadora, capaz de desenvolver a
criatividade, a sensibilidade, a imaginação, o raciocínio e o gosto pela leitura.

• 	 Sugestão de Brincadeira: Cada macaco no seu galho.

	 macacos deverão subir. Uma criança será o “pegador” e quando falar:
“— Cada macaco no seu galho! “, os macaquinhos deverão correr e subir nos	
	 colchonetes. Se o pegador conseguir pegar algum macaquinho antes que ele	
	 chegue ao galho (colchonete) este será o novo pegador.
•	 Pag.55-56 - Roda de Conversa: Encaminhar um diálogo sobre a importância de se manter uma
	

alimentação saudável. Faça questionamentos como:
	 — Por que não devemos comer muitos doces?
	 — Quais alimentos fazem bem à nossa saúde?
	 — Qual alimento você mais gosta?
	 — E depois de comer, o que devemos fazer?
	 Enriqueça a história com recursos como: fantoches, avental de história, dedoches. Não se	

	

esqueça de utilizar-se muito de expressões corporais e entonações diversas de voz.
•	 Pág. 57- Roda de conversa: Estimule as crianças a perceberem a diferença entre figuras, letras

	

e números. Faça questionamentos como:
	 — Os símbolos não circulados na atividade são letras?
	 — O que são então? (números, formas, desenhos).
	 — Para que servem as letras?
	 — Para que servem os números?
•	 Pág. 58 - Roda de conversa: Encaminhe um diálogo sobre os cuidados e necessidades das

	

plantas. Faça questionamentos como:
	 — Você gosta de plantas?
	 — O que é necessário para as plantas crescerem?
•	 Realize o plantio de grãos de feijão utilizando floreiras e ou garrafas pet cortadas com terra.
	 O plantio será coletivo. Observe diariamente os cuidados necessários para o desenvolvimento	

	

da planta (água, luz e calor do sol).
83

Adoletinha

	 Disponha colchonetes pela sala. Os mesmos serão os “galhos” onde os
-
•  Atividade de impressão: Formar flores com o carimbo dos dedos.

•	 Faça com as crianças a pintura e ou decoração da máscara com a técnica de sua escolha.

Adoletinha

•	 Organize um desfile da primavera pedindo que as crianças tragam uma roupa colorida para usar
	

junto com as máscaras.
•	Pag.59 - Roda de conversa: Encaminhe um diálogo sobre alguns hábitos que perdemos à

	

medida que crescemos. Faça questionamentos como:
	 — Por que é importante não chupar chupeta?
	 — Ela estraga os dentes?
	 — O que devemos fazer após usar o banheiro?

• Sugestões de músicas:
1)

Eu também estou crescendo,
A chupeta já larguei, já larguei
Muitas coisas vou aprendendo,
Beber no copo, também já sei.
(Melodia : Meu pintinho amarelinho)

2)

Já sabe
Palavra Cantada - CD Canções de Brincar

Já gosta da mamãe

Já escova bem os dentes

Já gosta do papai

Já vai até na escola

Não sabe tomar banho não

Não sabe jogar bola não

Já sabe tomar banho

Já sabe jogar bola

Já quer ouvir histórias

Já roda, roda, roda

Não sabe pôr sapato não

Não sabe pular corda não

Já sabe pôr sapato

Já sabe pular corda

Já come até sozinho

No colo quer carinho.

Mas nunca escova os dentes não

84
• Sugestões de leitura:
1)	 Grande ou pequena?
	

Autor: Beatriz Meirelles- Ed. Scipione

	

Sinopse: Para brincar na rua, Mariana ainda era pequena. Para chupar chupeta, já

	

era grande. Afinal, ela era grande ou pequena?
2) Bibi não chupa mais o dedo
  	 Autor: Alejandro Rosas- Ed. Scipione
	 Sinopse: Quando nasceu, Bibi mamava no peito da mãe e usava chupeta para

	

	 dormir. Até que um dia ela descobre como é gostoso chupar o dedo e não larga

mais. Mas não dá para brincar com o dedo na boca a toda hora. Bibi então percebe que é preciso
tomar uma grande decisão.
•	 Pág. 60- Roda de conversa: Encaminhar um diálogo sobre brinquedos e brincadeiras. Fazer
	

questionamentos como:
	 — Quem gosta de brincar?
	 — Qual é a sua brincadeira preferida? E o seu brinquedo?
	 — Com quem você gosta de brincar?
•	 Faça uma lista das brincadeiras preferidas e fixe-a no mural da sala de aula, de preferência, com

	

ilustrações.

•Sugestões de leitura:
1)	Eu gosto de mim!
	 Autor: Beatriz Monteiro da Cunha- Ed. Evoluir Cultural
	 Sinopse: A autoestima deve ser aprendida, vivenciada e estimulada desde cedo.
	 É a base de um desenvolvimento integrado. Com suas ilustrações, “Eu gosto de
mim!” certamente ajudará as crianças a se perceberem, se aceitarem e assumirem suas próprias
características. No livro, quem apresenta esta história é um elefantinho muito desengonçado, mas
que vive muito bem com ele mesmo e que adora a sua barriguinha, seu nariz comprido e seu jeito de
ser.
OBS: Este livro mostra que a infância é uma fase especial de nossas vidas.
2) 	A descoberta do Coala
	 Autor: Cristina de Oliveira Garcia Lopes
	 Sinopse: O coalinha estava entediado querendo algo diferente para brincar. Até que
	

	

fez uma incrível descoberta...

•	 Pág. 61 - Envie previamente o papel de carta para casa. Cuide para que todas as crianças
	

tragam de volta sua cartinha. Organize uma roda e leia todas as cartinhas.
85

Adoletinha
•	 Pág. 62 - Leitura da história A galinha ruiva.
•	 Roda de conversa: Faça perguntas sobre a história que exijam que as crianças ampliem seu
	

raciocínio e sua compreensão.
	 — O que a galinha ruiva estava tentando fazer?
	 — Para quem ela pediu ajuda?
	 — Você pode pensar em alguma vez que alguém lhe pediu ajuda com algo e você não quis	

	

	   ajudar?
	 — O que você fez?
	 — O que teria acontecido se os animais tivessem ajudado a galinha?

Adoletinha

	 — Você acha que está certo a galinha não dividir o bolo? Por quê?          
•	 Organize com as crianças a dramatização da história e apresente às crianças das outras salas.
•	 Pág. 63 – Após a degustação do sal e do açúcar, peça que nomeiem alimentos doces e salgados.
•	 Pág. 64 - Roda de conversa: Encaminhe um diálogo sobre o Natal. Faça questionamentos como:
	 — Você sabe o que é Natal?
	 — O que é importante no Natal?
•	 Destaque o molde vazado para realizar a atividade. Utilize a parte de dentro da árvore para
	

confeccionar, por exemplo, móbiles para a sala de aula, convites, cartões de Natal etc.

• Sugestão de CD: Noite feliz- Palavra Cantada         

• Sugestão de música: Estrela guia- CD XSPB-9 – Natal mágico.

Estrela guia

(Michael Sullivan/Paulo Massadas)
Quem é que nunca esperou	
Numa noite assim tão bela	
Coração cheio de sonhos	
Sapatinho na janela	

Nessa noite que ele vem
Todo mundo é uma criança
Toca o sino de Belém
Enchendo o ar de esperança

Quem é que nunca chorou	
Nessa noite tão feliz, vem me dar a tua mão
Quando vê o bom velhinho	
Hoje o coração me diz, vem cantar essa canção
Mesmo que fosse o papai	
Vem brilhar estrela guia, ilumina todo o céu
Todo cheio de carinho	
Traga o amor e a harmonia, com o meu Papai Noel.
                                                           
Quem é que nunca pediu                     
Por um mundo diferente
Pra trazer felicidade
Embrulhada num presente

86
Sugestões
de atividades
1ª fase

87
•	Pág. 07 – Antes de realizar a pintura do tatu, proponha a brincadeira Adoleta. Desse modo, além
		 de explorar o movimento, é um resgate às brincadeiras em grupo. A linguagem oral também é um
		 campo a ser explorado, através das variações da letra e da rima que nela aparece.
• Variações: Dependendo da região, a segunda parte da música pode ser cantada de outras maneiras.

ADOLETÁ, LEPETI, LETOMÁ.
LECAFÉ COM CHOCOLÁ.
ADOLETÁ, PUXA O CABO DA PANELA,
QUEM SAIU FOI ELA.

ADOLETÁ, LEPETI, LETOMÁ
LECAFÉ COM CHOCOLÁ.
ADOLETÁ, PUXA O PINO DO PNEU,
QUEM SAIU FUI EU.

	 •	 Para brincar de Adoleta: Em círculo, com as mãos apoiadas umas nas outras, sempre a direita
		 sobre a esquerda. Enquanto todos cantam, uma criança bate com a mão direita sobre a mão
		 direita do colega que está a esquerda, no sentido horário. Sai a criança que ficar por último.

VOCÊ SABIA?
Como surgiu Adoleta?
Histórias contam que, devido a grande influência francesa no Brasil, trata-se de
uma melodia francesa, a julgar pelo “lê petít” o pequeno ou a criança. O resto da letra
traz uma mistura de português incorreto imitando uma pronúncia afrancesada.
Mas afinal, o que seria Adoleta?
	O mais próximo disso é “andouillette” que se pronuncia “andolete” e significa almôndega.
Em geral, as canções infantis que tentamos muitas vezes “decifrar” podem surgir de palavras
inventadas pelas crianças ou, por não saberem pronunciar corretamente, acabam inventando
uma versão.
Fonte:http://artefatosinterativos.blogspot.com/2008/07lepet-curiosidades.htm]. acesso em março/2009

	 •	Pág. 8 – Nesse primeiro momento, escreva o nome do aluno com letra bastão para que ele
		 contorne primeiro com o dedo, depois com giz, lápis ou outro material que considere apropriado.
		 Algumas crianças têm maior dificuldade e precisam desse apoio inicial. Complemente a ativida
		 de realizando a leitura de um poema ou apresentando uma música que aborde o assunto.

88
• Sugestão de música:

Gente tem sobrenome
Toquinho/ Elifas Andreato

Todo brinquedo tem nome:
Bola, boneca e patins.
Brinquedos não têm sobrenome,
Mas a gente sim.
Coisas gostosas têm nome:
Bolo, mingau e pudim.
Doces não têm sobrenome,
Mas a gente sim.
Renato é Aragão, o que faz confusão,
Carlitos é o Charles Chaplin.
E tem o Vinícius, que era de Moraes,
E o Tom Brasileiro é Jobim.
Quem tem apelido, Zico, Maguila, Xuxa,
Pelé e He-man.
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também.

Todas as coisas têm nome,
Casa, janela e jardim.
Coisas não têm sobrenome,
Mas a gente sim.
Todas as flores têm nome:
Rosa, camélia e jasmim.
Flores não têm sobrenome,
Mas a gente sim.
O Jô é Soares, Caetano é Veloso,
O Ary foi Barroso também.
Entre os que são Jorge
Tem um Jorge Amado
E um outro que é o Jorge Ben.
Quem tem apelido,
Dedé, Zacharias, Mussum e a Fafá de Belém.
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também.

	 •	A partir da música, aborde a importância do sobrenome para identificar crianças com o mesmo
		 nome, usando os exemplos da sala e explorando a lista de nomes ou o crachá.

	 •	 Pág. 10 - Permita que o aluno monte o próprio nome com apoio do crachá
		 usando o alfabeto móvel. Em seguida, dê aos alunos uma lista com vários
		 nomes, para que ele localize o seu. É intessante fazer listas com,
		 no máximo, 5 nomes entre os quais deve estar o da criança, ela
		 pode pintar, circular ou fazer um X.
	 •	Pág. 11 – Leia a história do nome de cada um para a sala, pode ser um momento precioso para
		 manifestar emoções, em geral, as crianças sentem grande satisfação ao terem uma história
pessoal sendo ouvida por todos, contribuindo para elevar a autoestima, além
disso, trata-se de algo enviado pela família, o que gera sensação de proteção,
respeito e participação familiar. Outro ponto importante é ter seu nome
valorizado pelo significado ou pelo que motivou a escolha, permitindo que a
criança se reconheça como um sujeito importante que possui um nome que
marca sua identidade e história de vida.
Você pode confeccionar, com participação das crianças, um álbum com fotos
ou desenhos de cada uma delas, seus nomes e suas respectivas histórias, para
que, a cada dia, uma criança leve o álbum para casa e apresente à família.

89
•	Pág. 13 – Trabalhar com as emoções é fundamental para que as crianças
		 aprendam a externar seus sentimentos. Converse com elas sobre o que gostam e
		 o que não gostam, coisas tristes ou coisas alegres, esse trabalho pode auxiliar no
		 processo de autoconhecimento e fortalecê-las enquanto indivíduos com
		 sentimentos que devem ser respeitados. Além disso, “o pensamento
		 propriamente dito é gerado pela motivação, isto é, por nossos desejos e
		 necessidades, nossos interesses e emoções.” (VYGOTSKY, 1991).
		 O aprendizado pode ser afetado pelas emoções, assim como as emoções afetam o aprendizado:
		 “aprendizagem então é um processo profundamente emocional – dirigido, inibido e guiado por
		 diferentes emoções, incluindo medo e esperança, excitamento e desespero, curiosidade e
		 ansiedade”. (ANTONACOPOULOU; GABRIEL, 2001).
	 •	Apresente diferentes expressões faciais em forma de desenho. Exponha diversas situações
		 para que as crianças identifiquem a expressão que melhor revela o sentimento gerado pela
		 situação exposta.

Modelos de expressões

• Sugestões de leitura:

1) Quem tem medo de quê?
Autor: Ruth Rocha – Ed. Global.
Sinopse: Este livro é escrito em forma de quadrinhas, onde a autora, com um
enorme alto astral e a sabedoria de quem trabalha com crianças há muitos anos,
mexe com o imaginário da criança quando o assunto é “medo” de lagartixa,
trovão, vampiro, escuro, injeção... E com o bom humor de sempre mostra que
determinadas coisas existem, de fato, e podem até causar certo medo. Outras nem
existem. Pra que ter medo?

90
2) Quem Tem Medo de Monstro
Autor: Ruth Rocha – Ed. Global.
Sinopse: Rimas e mais rimas, frases diferentes e engraçadas, não dão medo,
muito pelo contrário. E só riso e diversão? Imagens simpáticas, enormes como
monstros, convocam o olhar da criança para compreensão de detalhes, de outras
possibilidades de leitura, também divertidas, inteligentes e prazerosas. O medo de
monstro fica tão insignificante porque monstro também é “humano”, também tem
medo de seus medos. A autora cria uma rede de relações entre eles, e no fim tudo é
um grande medo! E, então, pra que ter medo? Era uma bruxa malvada que assustava
a criançada; com seu horrível ruído... Mas o que não sabia/ é que ela também sofria, tinha medo de
bandido! Era um bandido horrível/ era muito temível/ a sua voz de trovão/ Mas ele tem um segredo/ é
que ele também tem medo, / medo de bicho-papão

3) Quem tem medo de cachorro?
Autor: Ruth Rocha – Ed. Global.
Sinopse: Lulu tem medo do Pudol. O Pudol tem medo do Bassê. O Bassê tem
medo do Cóquer. O Cóquer tem medo do Séter. O Séter tem medo do galgo.
O Galgo... E com todas essas raças corajosas e medrosas, muito coloridamente
caracterizadas pelos traços de Marina Massarani, Ruth Rocha cria uma espécie de
corrente do medo. Nessa corrente, em vez de o medo ficar maior, há a sensação de
que fica menor porque no fundo todo mundo é medroso, tem lá os seus medos... Até
o Dinamarquês, forte e valentão... Mas o susto que ele leva, / vendo o Dobermann
por perto... / É que o Dobermann é feroz, / agressivo e muito esperto! Um jeito inteligente de minimizar
o medo de cachorro e outros tantos medos presentes na vida da criança.

Obs.: Apesar de a indicação desses três livros ser infanto-juvenil, é possível utilizá-lo na Educação
Infantil.
4) Adivinha quanto eu te amo
Autor: Sam Mcbratney – Ed. Martins Fontes
Sinopse: Você já tentou explicar o tamanho do amor que sente por alguém? Um
coelhinho se esforça para mostrar o tamanho do amor que ele tem pelo pai.
O Coelho Pai entra na brincadeira, mas ambos percebem que não é fácil medir o
amor. Tem pouco texto e letras grandes.

	 •	 Sugestão de site: www.opoderdasemocoes.com.br (no link “para o professor”, é possível acessar
		 tirinhas divertidas, atividades e jogos que abordam o tema)

91
•	 Pág. 15 – Antes de realizar a atividade da página 12, é fundamental fazer
		 com as crianças um passeio pela escola para que elas se apropriem
		 de certos detalhes que lhe chamem atenção. Durante o passeio, enfatize
		 informações que considere importantes, como os cuidados ao usar
		 o banheiro e levante questões como: o que está mais longe da sala de
		 aula? A secretaria ou a cozinha? O que é maior: o pátio ou o parque? E
		 outras questões relacionadas a orientação espacial.
	 •	Pág. 16 –  Abra espaço para que todos contem como vão à escola, levante
		 algumas questões que considerar pertinentes de acordo com as
		 necessidades da sala, estabeleça a relação entre o meio de transporte e a
		 distância que cada criança tem que percorrer para chegar na escola.

•	 Sugestão de música:

Indo para escola

Ritmo: Pirulito que bate-bate

Vou pra escola todo dia
de transporte escolar.
No caminho vejo amigos
que comigo vão brincar.
O Pedrinho vai de ônibus
a Carlinha vai a pé.
Não importa qual o meio
vamos ver como é que é.
As autoras

	 •	 Pág. 17 – Explore os materiais que cada um tem na mochila em diversos aspectos. Um deles é a
		 importância de manter a mochila organizada, outro é o cuidado em não levar para a escola
		 objetos sem a permissão da família, até mesmo brinquedos, devem ser deixados para o dia
		 combinado e escolhidos seguindo alguns critérios previamente estabelecidos. A partir disso,
		 apresente as seguintes sugestões para trabalhar com classificação:
	 •	 Peça para as crianças formarem grupos de acordo com os objetos iguais;
	 •	 Peça para que fiquem em pé apenas as crianças com escova de dente branca (por exemplo);
	 •	 Dê algumas ordens de comando como: equilibrem-se num pé só apenas quem tiver estojo
		 vermelho ou vá até a lousa quem tiver toalhinha amarela, e etc.

92
•	 Pág. 18 – Depois de realizar a atividade dessa página, peça para
		 que a criança localize a primeira letra em cada um dos nomes das
		 personagens e pinte os nomes iguais da mesma cor.
		 Outra possibilidade para a criança, é observar e identificar o maior e
		 o menor nome das personagens, o mesmo pode ser feito com o
		 nome dos alunos. Seguem algumas opções para enriquecer a atividade:
	 •	 Em fichas de papel cartão, escreva o nome dos alunos. As fichas devem ser do mesmo tamanho;
	 •	 Solicite que as crianças identifiquem e separem os nomes pelo tamanho. Para isso, coloque
		 duas caixas, uma para os nomes maiores e outra para os menores;
	 •	 Levante questões como: por que alguns nomes ocupam mais espaço? O tamanho do nome está
		 ligado ao tamanho da pessoa? Ao pronunciar o nome, dá para perceber se é grande ou pequeno?
• Sugestão de brincadeira: Corrida das assinaturas – Risoleta (pág. 124).
	 •	 Pág. 23 – Antes de iniciar a atividade da receita, liste com os alunos tudo que podemos
		 encontrar numa festa. Faça o registro de modo que as crianças possam visualizar. Dessa forma,
elas vão se apropriando de características da escrita como: escreve-se da
esquerda para a direita; de cima para baixo. Além disso, podem associar
melhor a letra inicial (no seu aspecto gráfico) ao som inicial de cada
palavra (aspecto sonoro).
Faça o brigadeiro, seguindo a receita da página 22, para enriquecer a
atividade, além de ser uma prática estimuladora do sistema sensorial.

	 •	 Pág. 25 – Antes da sistematização no Caderno Adoleta, vivencie as atividades:
	 1)	Utilize os blocos lógicos para trabalhar a sequência de cores.
	
	 2)	Apresente, na prática, os três copos de água com a quantidade correspondente ao da atividade.
		 Levante questões sobre a quantidade discutindo-as com os alunos.
• Sugestões de atividades com blocos lógicos:
	 •	 Sopa de pedras: Disponha as crianças em círculo. Peça
		 que cada criança escolha uma peça dos blocos lógicos.
		 Prepare uma panela grande e diga que a turma fará uma
		 sopa de pedras, mas para que a receita fique boa, as
		 pedras devem ser colocadas uma a uma.
		 Você será “cozinheiro”, peça uma pedra para pôr na
		 sopa falando sobre uma das peças dos blocos e
		 levantando a maioria dos atributos da peça.
		 A criança que tiver a peça a coloca dentro da panela. Segue-se até que todas as crianças coloquem
		 as peças na panela.

93
•	 Que peça eu tenho?: Organize a sala em grupos, cada grupo deve ter um líder. O foco agora está
		 no desenvolvimento da memória visual.
		 O líder do grupo escolhe uma peça sem que as outras crianças vejam. Todos fazem perguntas
		 ao líder sobre a peça:
	 	 	 • É vermelha?
	 	 	 • É grande?
	 	 	 • É grossa?
O líder só pode responder sim ou não. Quem adivinhar qual é a peça fica com ela e torna-se líder.
Ganha que ficar com mais peças.
	 •	 Pág. 29 - Antes da atividade no Caderno Adoleta, proponha uma Aula de Linha.
1ª fase – Atenção: As crianças, à vontade no pátio, devem observar o professor e repetir os
movimentos repetindo o versinho:

Com as mãos eu bato 1...2...3...(bater palmas),
Com os pés eu bato 1...2...3...(bater os pés no chão),
Vamos todos rodar,
Movimentar o corpo sem parar.
(Repetir o versinho, substituindo a palavra rodar por: pular, marchar e sentar).

2ª	 fase – Caminhar na linha: Trace no chão as linhas representando: as montanhas, estradas e o rio
que as crianças caminhem silenciosamente, com bastante atenção, sobre todas elas.
- montanha
- estrada
- rio
3ª fase – Desconcentração: Brincadeira “Borboletas e flores”
	 •	 Material: Apito ou chocalho.
	 •	 Organização: Divida as crianças em dois grupos com o número de
		 elementos iguais (borboletas e flores). O grupo das flores deverá ficar
		 espalhado pelo pátio, com as crianças de cócoras, bem afastadas umas
		 das outras.
	•	 Dinâmica: Ao sinal do professor, as borboletas põem-se a dançar por entre as flores.
		 Quando o professor soar o apito ou tocar o chocalho devem parar imediatamente
		 onde estiverem. As flores, então, tentam tocar as borboletas. Quando alcançadas, as
		 borboletas devem ficar de cócoras junto das flores. A brincadeira termina quando o
					
grupo de borboletas tiver cinco elementos ou menos.

94
4ª fase - Desabrochamento: Dramatizar o poema:

Subindo a montanha
Folclore italiano.

l

ll

Eu vou colher as flores
Subindo a montanha.
Vou ver os passarinhos
Subindo a montanha.
Um belo arco-íris
E nuvens multicores,
Vou ver a natureza
Subindo a montanha.

Chegando lá em cima
No topo da montanha,
Vou respirar bem fundo
O ar puro da montanha.
É bom estar bem perto
Do céu e das estrelas,
Poder olhar o mundo
Do alto da montanha.

5ª fase – Relaxamento: Crianças deitadas no chão com os olhos fechados e uma música
orquestrada com o volume baixo. Conte a seguinte história:
Todos estão ouvindo a música... Agora, com os olhinhos fechados vão
dormir e sonhar com uma linda borboleta que voava tranquila... Até que
começou uma ventania (use o ventilador ou algo para abanar as crianças),
depois logo a chuva começou a cair (jogue gotinhas de água nas crianças),
tudo passou e o sol surgiu (acenda uma luz ou lanterna), um cheiro de flor
exalava pelo ar (aperte um desodorante) e as crianças que estavam dormindo
foram despertando, espreguiçando, levantando e caminhando bem devagar para classe.
	 •	 Pág. 30 – Coloque todas as crianças sentadas em círculo. No centro, cole um círculo de papelão
		 amarelo representando um sol. Pergunte às crianças: “O que está faltando para terminarmos de
		 desenhar o sol?” Em seguida, uma criança por vez, traçará uma linha do círculo de papelão
		 (o sol), até o seu lugar, usando, se possível, giz amarelo ou branco. Assim os raios do sol irão
		 surgindo.
		 Após a dinâmica, cante ou declame com eles a música “O Girassol”, desenhando muitos
		 girassóis no chão ou em uma folha.

O Girassol

Toquinho/Vinícius de Moraes
Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel
Fica um gentil
Carrossel
Roda, roda, roda
Carrossel
Roda, roda, roda
Rodador
Vai rodando, dando mel
Vai rodando, dando flor

Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel
Fica um gentil
Carrossel
Roda, roda, roda
Carrossel
Gira, gira, gira,
Girasssol
Redondinho como o céu
Marelinho como o sol.

95
•	 Pág. 31 - Sugestão de história:
As gotinhas e o arco-íris
Autor: Eunice Braido – ED. FTD
Sinopse: De onde vem o arco íris? Este livro vai responder,
com prazer, cor e beleza, esta pergunta. Além de estimular
a curiosidade científica, desvenda e explica esse fenômeno
da natureza tão atraente e que encanta a todos.
	 •	 Pág. 32 - A expressão oral, como forma de comunicação, acontece em todas as atividades que
		 favoreçam a manifestação de ideias, as expressões de fantasias, instiguem a curiosidade e a
		 imaginação das crianças. As atividades de expressão oral liberam a criança, levando-a a
		 imprimir sua individualidade criativa na relação com as pessoas, objetos e pessoas com
as quais convive. Sendo assim, as histórias são um instrumento rico no
desenvolvimento da linguagem oral e da criatividade da criança.
Uma atividade interessante para estimular as crianças na linguagem oral e
na criatividade, é pedir a elas que observem um desenho e depois contem
uma história sobre ele. Assim, sugere-se que as crianças continuem a
história a partir da frase:
“E, quando chegou na praia, Camila avistou o mar e um lindo barquinho
a navegar, então...
	 •	 Pág. 34 – Converse sobre alguns lugares que existem na cidade de Barueri
		 como: Parque Municipal, PS Infantil e Adulto, Boulevard, Brinquedoteca,
		 bibliotecas, praças... Questione-os a respeito desses lugares, se os
		 conhecem; como são; como foram até eles; que cuidados devem ter ao
		 chegarem nesses lugares; qual a importância deles, etc. Esse é um ótimo
		 momento para ouvir o hino municipal e destacar o refrão que aparece na
		 atividade.
		 Fazer um painel coletivo com fotos da cidade (tiradas de revistas locais) é uma atividade
		 complementar. Outra sugestão é a classe escolher a foto de um dos monumentos para fazer
		 uma reprodução em forma de desenho ou de escultura com massa de modelar.
	 •	 Pág. 35 – Sugestões de leitura:
	 1)	 A aventura da bolinha azul (anexo no encarte de histórias)
		 Autor: Neuza Maria Tamborlin – Bolsa Nacional do Livro
	 2) Tudo bem ser diferente
Autor: Todd Paar – Ed. Panda Books
Sinopse: As crianças vão adorar esse livro muito colorido e divertido, com uma só
frase em cada página. Mas o melhor de tudo é a mensagem que ele traz resumida
no próprio título. Cada pessoa é diferente da outra e ninguém é melhor do que
ninguém. De um jeito bem simples e fofinho, o autor mostra que todo mundo deve gostar
do próximo e de si mesmo também. Você, por exemplo, já dançou sozinho alguma vez?
“Tudo bem ter uma minhoca como animal de estimação.”
“Tudo bem ter orelhas grandes.”
“Tudo bem dançar sozinho”.

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• Sugestão de leitura para o professor:
Desenhando faces
Autor: Ed Emberley – Ed. Panda Books
Sinopse: É uma sugestão de livro para o professor. Mostra como desenhar diversos
tipos de rostos e feições a partir de elementos simples como quadrados, círculos,
triângulos e outras formas já conhecidas pelas crianças. Com traços básicos,
a criança poderá desenhar menino s, soldados, palhaços, bichos e até extraterrestres!
	 •	 Pág. 36 – O trabalho com o espelho é muito importante,
		 sobretudo nesta fase. Essa atividade estimula a percepção e
		 permite que a criança se observe. Conduza essa observação,
		 chamando a atenção da criança quanto a cor dos seus olhos,
		 cabelo, pele...em seguida, oriente as crianças a formarem
		 pares e a observarem-se, um tocando o rosto do outro e verbalizando as partes do mesmo.
• 	 Sugestão de atividade:
	
	
	
	

Peça que a criança fique de olhos fechados para desenhar as partes do rosto à
medida que você ditar. É interessante falar partes que ficam longe umas das
outras. Ao terminar o desenho, a criança abre os olhos e o observa, ela achará
divertido ver tudo fora do lugar.

	 •	 Pág. 37 – A percepção visual deve ser explorada desde cedo, assim como os demais sentidos.
		 proponha aos alunos a observação de gravuras, fotos, objetos, espaço escolar e seus arredores,
		 sempre chamando-lhes atenção para os detalhes.
•	 Sugestões de atividades:
	 •	 Organize alguns objetos na sala, em seguida, peça para a criança virar-se de costas, a fim de
		 não ver o que o professor vai fazer. Nesse momento, retire um dos objetos ou simplesmente altere
		 sua posição inicial. A criança tentará descobrir o que está diferente;
•	 Letra intrusa:
	 •	 Use o mesmo procedimento, escreva o nome do aluno acrescentando uma letra que não faz
		 parte dele, para que a criança perceba o que está diferente.
	 •	 Na lousa, escreva o nome de quatro crianças, que devem ser lidos, um a um, em voz alta junto
		 com toda a sala. Em seguida, peça que todos fechem os olhos por alguns instantes, enquanto
		 apaga um dos nomes. Ao abrir os olhos as crianças tentarão descobrir que nome está faltando.
•	 Pág. 38 – Para aumentar o repertório musical dos alunos, ofereça músicas
	 de diferentes gêneros e explore, através da audição, a sonoridade, inclusive
	 do ambiente.
• Sugestões de atividades:
•	 Realize um passeio pela escola e, em um determinado momento, peça aos alunos que se
		 sentem e fechem os olhos para ouvirem os sons que o ambiente oferece. Em seguida, abra uma
		 roda de conversa para que as crianças relatem os sons que perceberam;
	 •	 Ofereça aos alunos músicas com sons de natureza. Existe hoje no mercado uma série de cds
		 para relaxamento com os diversos sons da natureza.
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•	 Peça aos alunos que façam desenhos representando alguns sons. Essa é uma forma de
		 estimular a criança a pensar em como transformar um som em marca gráfica. Eles irão relacionar o
		 registro com a característica do som que lhe for mais marcante. Exemplos de sons que podem
		 ser propostos: o toque do telefone, o barulho do avião, o canto de um pássaro, etc.
	 • O trabalho com rimas ou aliteração, no campo da oralidade, pode ser constantemente explorado
		 vinculado à percepção auditiva.
	 •	 Pág. 39 – Solicite que os alunos tragam para a escola panfletos de supermercados para serem
		 utilizados nessa atividade. Além dela, explore:
	 •	 Atividades práticas de experimentação, em que os alunos experimentem sal, açúcar, e identifi
		 quem seus sabores.
	 •	 A própria merenda, através de desenho dos alimentos que fizeram parte do cardápio do dia,
		 classificando-os quanto ao sabor;
	 •	 Brincadeiras como: feirinha ou mercadinho, com embalagens vazias trazidas de casa pelas
		 crianças. Proponha aos alunos que separem os produtos, formando o grupo de doces e o de
		 salgados, inclua a música “Fui ao mercado “, na atividade e cante realizando os gestos.

Fui ao mercado
Fui ao mercado comprar café
Veio a formiguinha
E picou o meu pé
Eu sacudi, sacudi, sacudi
Mas a formiguinha não
parava de subir

Eliana

Fui ao mercado comprar batata-roxa
Veio a formiguinha
E picou a minha coxa
Eu sacudi, sacudi, sacudi
Mas a formiguinha não
parava de subir

Fui ao mercado comprar mamão
Veio a formiguinha
E picou a minha mão
Eu sacudi, sacudi, sacudi
Mas a formiguinha não
parava de subir
Fui ao mercado comprar jerimum
Veio a formiguinha
E picou o meu bumbum
Eu sacudi, sacudi, sacudi
Mas a formiguinha não
parava de subir

	 •	 Pág. 40 – Nessa página, a criança vai realizar uma colagem, opte pela forma que lhe parecer
		 mais apropriada, seguem três sugestões:
	 •	 Recortar e colar de revistas as figuras solicitadas na atividade;
	 •	 Recortar de papéis de presente, providenciados anteriormente pelo professor;
	 •	 Recorte e colagem com papéis coloridos como espelho, laminado, camurça, etc, como
		 mostram os exemplos abaixo:

98
•	 Para enriquecer a atividade, coloque em alguns potes algo para as crianças cheirarem como:
		 alho, cebola, cravo, vinagre, café, perfume,... Cada criança que for realizar a atividade, deverá
		 estar com os olhos vendados a fim de explorar a percepção olfativa.
	
	 •	 Liste com os alunos cheiros que são agradáveis e os que não são agradáveis.
• Sugestão de software:
Descobrindo O Corpo Humano
Descrição: Tudo que as crianças precisam saber sobre o corpo humano está aqui, bem
explicadinho. Uma obra dinâmica, com textos em áudio repletos de ilustrações, efeitos em
3D e animações que dão vida ao corpo, muitas brincadeiras, atividades e jogos interativos.
• Sugestão de livro + DVD:
Hi-5: Cinco Sentidos
Sinopse: Junte-se à turma do Hi-5 nesta animada viagem pelo mundo dos sentidos. Na
companhia de Kimee, Karla, Jennifer, Shaun e Curtis, vamos cantar, dançar e liberar toda
a imaginação para explorar a visão, a audição, o paladar, o tato e o olfato. Duas vezes
indicado ao prêmio Emmy na categoria Destaque em Série Pré-Escolar, Hi-5 é líder de
audiência na televisão de setenta países. Criada com a consultoria de especialistas em pedagogia
infantil, a série diverte crianças de várias idades ao mesmo tempo em que estimula e desenvolve
habilidades, sempre respeitando os diferentes estilos e níveis de aprendizado.
• Sugestão de leitura:
Enganei o bicho-papão! Os cinco sentidos
Autor: José Parrondo – Ed. Scipione
Sinopse: O bicho-papão tem seus sentidos testados: em frente a sua porta, vê uma
criança dentro de um sanduíche, ouve seus gritos, apalpa o sanduíche, morde e.
Surpresa! As roupas do menino estavam repletas de pimenta. Essa historinha convida
a criança, a saber, mais sobre os cinco sentidos. Cada sentido corresponde a uma parte do corpo.
	 cérebro traduz em cheiros, sabores, sons, imagens e sensações as informações captadas pelo
O
nariz, pela língua, pelas orelhas, pelos olhos e pela pele. Com algumas brincadeiras podemos testar
os nossos sentidos e entender como funcionam.
	 •	 Pág. 41 – Ofereça diferentes materiais (macio, áspero, duro, mole, grande,
		 pequeno...) para que sejam explorados pelas crianças em situações
		 contextualizadas. A caixa surpresa é um dos recursos sugeridos.
	
	 •	 Numa caixa de sapato, coloque vários objetos (macio, áspero, duro, mole,
		 grande, pequeno...) deixe um buraco para que a criança possa colocar
		 apenas suas mãos e sentir o objeto. o aluno deve dizer como é este objeto que pegou. o
		 professor poderá auxiliar o aluno lançando perguntas sobre o objeto;
	
	 •	 Oriente as crianças a tirarem os sapatos e andarem sobre um tapete e depois na areia do parque
		 ou grama (sintética ou natural);
	 •	 Prepare uma caixa grande e coloque vários canudinhos para que as crianças, uma de cada vez,
		 possam sentar-se em frente a ela e explorá-la, pegando com os dedos dos pés os canudinhos
		 que conseguirem. Os canudinhos podem ser substituídos por outro material que proporcione
		 sensação agradável;
99
•	 Confeccione painéis coletivos com recortes de papéis de diferentes texturas e outros materiais
		 como algodão, lixa, etc.
	 •	 Pág. 42 – O contorno das mãos é um excelente recurso. A partir dele, explore diversos temas ou
		 introduza um assunto novo, em qualquer área de estudo, sobretudo, na de Artes visuais. Uma
		 sugestão é confeccionar cartazes, livrinhos, painéis, etc, utilizando o contorno das mãos das
		 crianças e compondo diferentes figuras.
		 Seguem várias sugestões de modelos para reproduzir com os alunos, adequando-os ao trabalho
		 pedagógico.

	
	

	 Galinha: colagem de penas na galinha; o ninho pode ser feito com colagem
	 de chá mate, casquinhas de lápis, pó de serra...; colagem com grãos de milho
	 ou bolinhas de papel crepom amarelo na frente da galinha.

• Índio: colagem de penas como cocar; perfuração com palito de
		 churrasco, onde, no pontilhado, a criança representará a flecha; pintura
		 com lápis colorido ou giz de cera para os riscos do rosto do índio...

•	 Coelho: colagem de algodão na orelha do coelho, cartolina branca nos
	 dentes, um laço com papel crepom ou fita no pescoço.

• Cachorro: confecção da coleira do cachorro com papel pardo ou tiras de
		 tecido...; pedaço de barbante como corrente; papel camurça vermelho na
		 língua; isopor (bandeja de frios) para o osso pintado com tinta guache branca.

	

•	 Dente: pintura com creme dental; tinta guache branca misturada com cola;
	
giz de lousa branco molhado...

•	 Peixe: colagem de lantejoulas no peixe, glitter, pintura com lápis colorido
		 ou giz de cera; com a ponta dos dedos, as crianças deverão marcar as
		 bolhas de ar com tinta guache...
• 	Cobra: colagem de papel camurça vermelho na língua da cobra; colagem
	
de círculos no corpo da cobra ou de papéis picados pelas próprias crianças...

•	 Girafa: pintura com lápis colorido (laranja) ou giz de cera; marcar as
		 manchas da girafa com a ponta dos dedos com tinta guache preta; colagem
		 de lã ou barbante no rabinho...

100
• Papai Noel: colagem de algodão na barba do Papai Noel e na ponta do
	
gorro; tecido vermelho ou papel camurça no gorro...

	 •	 Obs: Os olhinhos das figuras sugeridas ficam a critério do professor, tanto podem ser feitos com
		 recorte e colagem de papéis, como podem ser pintados ou comprados prontos.
	 •	 Pág. 43 – Além do contorno das mãos, o carimbo ou impressão das
		 mesmas também confere ao professor inúmeras possibilidades
		 criativas de atividades. Além disso, é uma prática que estimula o
		 sistema multissensorial.
			 Trata-se também, de uma prática extremamente rica no que se refere ao
		 e l e m e n t o s u r p re s a , p o i s a c r i a n ç a d e s c o b re u m a f i g u r a i n e s p e r a d a a p a r t i r
		 da impressão de sua própria mão o que, para ela, representa um momento mágico, lúdico e
		 divertido somado à satisfação de ver impresso no papel uma marca que é exclusivamente sua.
• Sugestão de leitura para o professor:
Desenhando com os dedos
Autor: Ed Emberley – Ed. Panda Books.
Sinopse: Desenhar pode ser divertido, e o livro Desenhando com os Dedos prova
isso na prática. A criança descobre que em suas mãos estão formas, cores, diversão,
imagens simples e complexas. Seus dedos transformam-se em instrumento de
desenho, em brinquedo, em criatividade. Do mesmo jeito que duas impressões
digitais nunca são iguais, nenhum desenho feito com os dedos será igual a outro.
As impressões serão mais claras ou escuras, as linhas serão mais grossas ou finas, as cores serão
diferentes.
Mas o desenho feito por você será único! O livro traz desenhos divertidos e coloridos, ótimos para
a criança brincar em casa ou praticar na escola. Para os professores será fornecido um Suplemento
de Atividades com propostas de exercícios lúdicos e criativos para trabalho em sala de aula. Pinte o
sete pintando com os dedos!
	 •	 Pág. 44 – Proponha outras atividades para completar a figura humana, utilizando recortes de
		 revistas. As crianças podem recortar e colar numa folha apenas partes do corpo humano, como
		 por exemplo, só a cabeça ou só a metade do corpo, para que em seguida completem a figura
		 desenhando as partes que faltam. Depois, ilustram fazendo o cenário.

101
Para explorar ainda mais o esquema corporal, o trabalho pode ganhar continuidade com a
confecção de um boneco a partir do contorno do corpo de uma criança. O professor pode dividir o
boneco, transformando-o em um grande quebra-cabeça que as crianças podem montar e desmontar.
Se forem confeccionados dois bonecos, a classe pode ser dividida em dois grupos, a fim de que
cada um monte um boneco e brinque de ver que grupo acaba primeiro.
• Sugestão de música:

Cabeça, ombro, joelho e pé
Xuxa

Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé

	 •	 PÁG. 45 – Além do esquema corporal, nessa atividade o professor pode explorar a ordem
		 numérica. Cada vez que a música Boneca de Lata se repete, o número que se refere a
		 quantidade de horas aumenta. Primeiro, canta-se: “levou mais de uma hora pra...” Depois
		 canta-se: Levou mais de duas horas...” E assim sucessivamente.
• Sugestões de atividades:
	 1)	 Combine com as crianças que, ao falar um número, todos irão realizar um movimento,
		 previamente definido, na quantidade correspondente.
		
	 Exemplo:	o professor fala um e todos pulam uma vez, fala dois e todos pulam duas vezes.
			
Os movimentos devem ser variados a cada nova sequência.
	 2)	 Distribua cartões com os números para que as crianças organizem na sequência, obedecendo
		 a ordem numérica.
	 •	 PÁG. 55 – Proponha várias músicas em que a palavra sapo apareça.
	 	 Ex: O sapo não lava o pé; Sapo Cururu; O Sapo na beira da lagoa...
	 •	 Explore, nas músicas, a sonoridade da palavra sapo.
	
	 •	 Apresente o trava-língua que consta na atividade e brinque com as crianças de repetir o
		 trava-língua até a língua travar

102
•	 Sugestão de música:

Moda do sapo
Trem da Alegria
(refrão)

(refrão)

Bate palma pra dentro
Bate palma pra fora
Que amanhã bem cedinho
Todo mundo vai embora

A mulher do sapo
Teve privilégio
Pegou a sapinha, maninha
Botou no colégio

(refrão)

(refrão)

Encontrei com o sapo
Na beira do rio
Tava sem camisa
Morrendo de frio

Encontrei com o sapo
Lá no pé da serra
Camisa pra fora
Voltando da guerra

(refrão)
A mulher do sapo
Foi quem me falou
Que o marido dela
Era professor

	 •	 Ouvir a música realizando os principais gestos, “bate palma pra dentro...”, iniciar o refrão
		 “encontrei com o sapo...” com todos agachados, quando disser sapo levanta para continuar
		 cantando e fazendo os gestos que a própria letra da música sugere.
	 •	 Após a atividade escrita do Caderno Adoleta, proponha o seguinte jogo: prepare vários cartões
		 com a palavra sapo e esconda-os pela classe ou pelo “campo”. Depois, organize as crianças em
		 duplas para encontrarem os cartões (pode-se até utilizar a técnica: tá quente, tá frio). A dupla que
		 encontrar mais cartões será a vencedora.
		 Na hora da verificação do número de cartões encontrados, aproveite para fazer contagem e a
		 apuração do resultado junto com as crianças, problematizando a situação.
	 •	 Obs: A mesma sequência pode ser utilizada para trabalhar outras palavras significativas.
• Sugestão de atividade: sapinho dentro do saco
	 •	 Um sapinho pintado por elas, dentro de um saquinho de plástico transparente,
		 providenciado pelo professor. É importante que seja um saquinho pequeno que
		 não ofereça riscos à criança.
	
	 •	 Confeccione um saquinho com papel crepom. Recorte um sapinho no E.V.A. ou
		 no papel cartão.
		 Cole-o em um palito de churrasco passando-o para fora do saco através de um
		 orifício no fundo.
		 As crianças brincarão colocando o sapo para fora e para dentro do saquinho.

103
Vale a pena relembrar!
O que é um trava-língua?
Espécie de jogo verbal que consiste em dizer, com clareza e rapidez, versos ou frases
com grande concentração de sílaba difíceis de pronunciar, ou de sílabas formadas com
os mesmos sons, mas em ordem diferente. É uma modalidade de parlenda.
Trata-se de uma brincadeira onde se pede que a pessoa repita rapidamente uma
dada sequência, por várias vezes, para testar a “agilidade” da língua. A dificuldade de
dicção, literalmente trava a língua, isso diverte e provoca disputa lúdica para saber quem
se sai melhor na brincadeira, mas é quase impossível pronunciá-las sem tropeço. O que
motiva as pessoas, principalmente crianças a repetirem os trava-línguas, é o desafio
de reproduzi-los sem errar, o que requer atenção, ritmo e agilidade orais. São usados
também de forma técnica por atores, cantores e professores como exercícios de foniatria
e impostação de voz.
Fonte: Kathleen Lessa. recantodasletras.uol.com.br

	 •	 Pág. 57 – Apresente outras telas do artista Romero Brito às crianças, peça a
		 opinião delas sobre as obras, questione-as a respeito das cores que o artista usa e
		 quais sensações que elas transmitem (alegria, tristeza,diversão, ...).
• Sugestão de Pesquisa: Site Oficial Romero Britto: www.romerobritto.com.br
	 •	 Após a realização da atividade no Caderno Adoleta, proponha outra atividade:
•	 Divida a sala em grupos e escolha uma cor diferente para cada um. Cada criança do grupo
		 recebe uma fita de crepom colorido na cor que ficou definida para o seu grupo, que deve
		 ser amarrada no seu pulso. Os grupos se reunirão no pátio ou campo, cada um já identificado
		 por sua respectiva cor. O professor comandará a brincadeira direcionando uma ordem diferente
		 para cada grupo. Sempre mencionando a cor e a ação que deve ser realizada. Por exemplo:
Grupo azul – pula
Grupo verde – deita
Grupo vermelho - marcha
Grupo amarelo – bate palmas
E assim sucessivamente, alternando as ordens de comando de forma que as crianças tenham que
ficar atentas a cor e ao movimento que lhes foi direcionado.
Ao retornar à sala, é interessante fazer o registro do jogo através de desenho. É uma forma da
criança fazer uma representação gráfica de uma situação que vivenciou.

• Sugestão de brincadeira: Elefante Colorido – Risoleta (pág. 54).

104
• Pág. 58 – Sugestão de leitura:
Olivia
Autor: Ian Falconer – Ed. Globo
Sinopse: Cantar, assustar o irmão, ir à praia, pintar paredes, ler: a porquinha Olivia
nunca se cansa. Para sossegar a menina, a mãe promove passeios que instigam
a curiosidade sobre as várias formas de expressão artística. Ótimo para iniciar os
pequenos no mundo das artes.
	 •	 Pág. 69 – A atividade a seguir desenvolve a noção de esquema corporal, a percepção visual e a
		 auditiva. Além disso, é um jogo que exercita o pensamento simbólico pelo qual a criança
		 exercita sua capacidade de pensar e representar suas ações, desenvolvendo também, suas
		 habilidades motoras.
			 Combine com as crianças que se trata de uma brincadeira de faz-de-conta. Ela tem início quan
		 do ele distribui um círculo de cartolina branca para cada criança e segue narrando uma série de
		 situações que elas vão realizando simultaneamente. Sugere-se a seguinte sequência:
Comece falando:
―	 Vamos tomar banho?
E continua...
— 	 Ele virou um chapéu.
— 	 Coloquem-o na cabeça e não deixem cair.
— 	 Quem gosta de banho?
— 	 Peguem o sabonete (o círculo)
— 	 Passem na cabeça.
— 	 Passem na barriga.
— 	 No pé, embaixo do braço, etc.
— 	 Hum! Como é cheiroso!
— 	 Acabou o banho.
— 	 Agora o círculo é uma toalha.
	Agora o chapéu virou um relógio. Equilibrem o círculo no braço, sem deixar cair para não quebrar!
— 	 O relógio virou um volante e vocês vão dirigir o carro.
— 	 Agora vamos pintar o círculo com giz de cera.
	 Depois que todos pintarem os círculos, o professor pode montar com as crianças um painel
coletivo em que os círculos colados formem uma única figura ou em folhas individuais nas quais cada
criança pode compor sua própria figura.
• Sugestôes de  brincadeiras:
	 1)	 Com bambolês:
	 •	 Explorar alguns conceitos: dentro do círculo, fora do círculo, ao lado, em frente, etc.
		 Estimule uma série de movimentos: em pé, sentado, ajoelhado...
	
	 •	 Contorne os bambolês com o giz de lousa no chão, formando vários círculos coloridos e
		 andando sobre eles livremente.
	
	 • 	 Segure-o na posição vertical para que as crianças entrem uma a uma no bambolê como se ele
		 fosse uma porta secreta. A brincadeira pode continuar enquanto as crianças mostrarem entusiasmo.
105
2) Em volta do Círculo – Risoleta (pág. 112).

	 •	 Pág. 73 – Dobradura do gatinho.

• Sugestões de leitura:
	 1) A lagarta e a borboleta
Autor: Eunice Braido – Ed. FTD
Sinopse: Como nasce a borboleta? Este livro vai responder a muitas perguntas
de seus alunos. E responder com prazer, cor e beleza. Ele faz parte da coleção
Vira-vira que estimula a curiosidade científica, desvendando e explicando
transformações ocorridas na natureza, além de ser uma fonte de pesquisa
acessível, agradável e atraente para a Educação Infantil.

	 2) Eram dez lagartas
Autor: Debbie Tarbett – Ed. Ciranda cultural
Sinopse: “Eram Dez Lagartas” ruidosas num lindo amanhecer. Uma delas
adormeceu a ela, coitada, ficou para trás... Ficaram nove... Descubra em 3D o que
aconteceu com cada uma das lagartas brilhantes. Nesta divertida aventura você
encontrará uma página surpresa pop-up no final.

	 3) O caso da lagarta que tomou chá-de-sumiço
Autor: Milton Célio de Oliveira Filho – Ed. Brinque Book
Sinopse: Algum caso a ser resolvido na floresta? Chamem a Dona Coruja, a melhor
investigadora da região! Após resolver o caso das bananas roubadas do Macaco e do
pote quebrado do Marreco, chega às mãos da detetive outro mistério: o que houve
com a Lagarta? A história começa quando a preocupada Joaninha recorre à Dona
Coruja, a fim de desvendar o paradeiro de sua amiga Lagarta. Com a primeira pista em
mãos, a experiente detetive sai pela floresta perguntando aos animais se eles haviam
visto a Lagarta desaparecida. A cada bicho interrogado, surgem novos vestígios e começa um jogo
de adivinhação e suspense, no qual ganha quem conhece melhor a natureza. Acompanhe a Dona
Coruja nessa aventura e descubra que fim teve a Lagarta fujona. As ilustrações de André Neves dão
vida e colorido à história e acompanham o leitor na busca pela Lagarta.

106
•	 Sugestão de música:

Eufrida, Eufrida é uma borboleta azul 2x
Ela é azul e voa assim (imitar a borboleta)
mexe as anteninhas piscando para mim
Mas eu aaamo
e gosto dela assim
De asas abertas de asas fechadas
Piscando pra mim.

Eufracho, Eufracho é uma borboleta macho 2x
Ela é macho e voa assim (imitar um homem forte)
mexe as anteninhas piscando para mim
Mas eu aaamo
e gosto dela assim
De asas abertas de asas fechadas
Piscando pra mim.

Eufreia, Eufreia é uma borboleta veia 2x
Ela é veia e voa assim (imitar uma velhinha)
mexe as anteninhas piscando para mim
Mas eu aaamo
e gosto dela assim
De asas abertas de asas fechadas
Piscando pra mim.

• Sugestão de atividade: impressão com o dedo.

	 •	 Pág. 80 – Discuta com as crianças sobre os cuidados que devemos ter com a escada, caso
		 tenha uma na escola, demonstre a forma correta de descê-la para evitar acidentes.
		 Além da escada, a tesoura, a porta, o brinquedo no chão e o balanço aparecem no poema.
			 Procure explorá-los enfatizando os cuidados que devem ter com cada um deles. Ilustrar cada
		 estrofe, individual ou coletivamente, é uma alternativa a mais para trabalhar o assunto.
			 É um momento muito apropriado para alertá-los também sobre outros perigos: O cadarço
		 desamarrado, o escorregador (nunca descer de cabeça para baixo) e outros que surgirem
		 durante a conversa.
	 •	 Pág. 85, 86 e 87 – Se possível leia na íntegra o livro CLACT...CLACT...CLACT... antes da sequência
		 proposta no Caderno Adoleta. Posteriormente, realize uma atividade de mosaico coletivo
		 confeccionando um painel para a sala com papéis de diferentes cores texturas picados
		 (crepom, espelho, laminado, camurça...)

107
CLACT...CLACT...CLACT...
Autor: Liliana Lacocca e Michele Lacocca – Ed. Ática.
Sinopse: Será que essa tesoura tem um parafuso a menos na cabeça? Doidinha
da silva, ela fica picotando os papéis, sem nunca se dar por satisfeita!

	 • 	Pág. 92 – Faça a leitura da história:
Qual é a cor do amor?
Autor: Linda Strachan – Ed. Brinque-Book.
Sinopse: O elefantinho cinzento tinha uma dúvida: qual seria a cor do amor?
Curioso, perguntou para o avô, para a zebra e para todos os outros animais que
encontrava pelo caminho. O dia acabou e o elefantinho cinzento não resolveu a
questão. Mas tinha alguém para quem ele ainda não havia perguntado. Qual é a
Cor do Amor? é um magnífico livro ilustrado, que apresenta as cores de maneira
divertida às crianças. O verde da grama, o azul do céu, o amarelo do sol são algumas das pistas para
que o elefantinho cinzento faça a sua descoberta.
	 •	 Pág. 99 – Confecção do binóculo
• Materiais:
- 2 Rolinhos de papelão (do rolo de papel higiênico);
- cola;
- tinta guache;
- pincel;
- barbante.
• Como fazer:
Peça para que as crianças pintem os rolinhos usando pincel e tinta guache e deixe secar. Depois de
secos, ela devem colar um ao lado do outro. Faça um furinho nas extremidades laterais dos rolinhos
e passe o barbante fazendo um nó em cada ponta. Se preferir, coloque papel celofane nas aberturas
frontais dos rolinhos.
	 •	 Pág. 121 – Passear pelo jardim pode ser muito divertido! Se o professor planeja explorar o jogo
		 simbólico, pode propor um passeio pela escola em busca dos animais do jardim. Para isso,
		 deverá reproduzí-los em tamanho maior e distribuí-los pela escola, para que as crianças os
		 encontrem. No final, todos se reúnem para contar e classificar os bichinhos.
		 Outra sugestão é realizar a versão “Passeio na Floresta”, em que o professor vai contando a
		 história e as crianças vivenciam dramatizando cada fala.
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Vamos fazer um passeio?
Então vamos.
Pé na estrada!
Olha o muro!		
Vamos pulá-lo?	
Então vamos.
Pé na estrada!	
Olha o rio!
Vamos atravessá-lo?
Então vamos...	
Ufa! Como cansei-me!
Pé na estrada!
Olha o matagal!	

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Vamos atravessá-lo?
Então vamos.
Pé na estrada!
Olha a montanha!
Vamos escalá-la?
Então vamos.
Como é alto!
Vamos descer?
Então vamos.
Pé na estrada!
Olha a caverna!	
Vamos entrar?
Então vamos.

108

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Está tão escuro!
Eu não estou enxergando nada!
Mas, vamos continuar andando.
Ai, bati em alguma coisa.
É uma coisa grande!
É macia!
É quentinha!
Tem orelhas! Tem boca!
Tem olhos! É peludo!
Alguém me empresta um fósforo?
Nossa! É um urso.
Pé na estrada.
•	 Pág. 115 – Proponha aos alunos que elejam uma das brincadeiras que
		 aparecem nessa página retratadas nas obras do artista Ivan Cruz.
			 Possibilite a vivência de uma rica ação democrática em sala de aula.
			 Em seguida, leve-os a um espaço apropriado e oriente-os quanto à
		 realização da brincadeira escolhida.

	 •	 Pág. 118 – Uma sugestão é usar as músicas “A canoa virou” incluindo o nome dos alunos e “O
		 meu barquinho de papel”.

O meu barquinho de papel
(ritmo: meu pintinho amarelinho)
O meu barquinho de papel
A enxurrada vai levar, vai levar.
Muita chuva caiu do céu
E o meu barquinho não quer parar.
As autoras

	 •	 Depois de explorar as músicas, faça um barco de papel, utilizando a técnica da dobradura com
		 jornal e proponha a brincadeira de mover o barco com sopro. Para isso, o barco deve ser
		 colocado sobre uma superfície plana e lisa como o chão do pátio, por exemplo, aí cada criança
		 aproxima-se do barco e lhe dá um forte sopro, até que o barco chegue ao ponto determinado
		 anteriormente. É um excelente exercício fonoarticulatório.
	 •	 Pág. 119 – Sugestão de brincadeira:

Baralho das ações
“A ação e o movimento são representados pelo
verbo, ambos importantíssimos no desenvolvimento
na infância. O verbo de ação tem maior resiliência no
cérebro, ou seja, é o elemento mais agregador de
significados.” (Elvira de Souza Lima, 2003)
•
	
	
	

Material: confeccionar cartas de cartolina com figuras recortadas de revistas
ou desenhos representando ações. Exemplos: Uma pessoa: tomando banho/
correndo/ dando um abraço/ dormindo/ escovando os dentes/ pulando/ nadando/
tocando violão/ falando ao telefone/ andando de bicicleta/ chutando bola.

•	 Dinâmica: crianças sentadas em círculo e as cartas viradas com as figuras
	 para baixo no centro. Uma criança do grupo escolhe uma carta, sem mostrar para
	 grupo, e realiza a ação para as outras adivinharem. Ela não pode falar, apenas fazer
	 mímica. Quem adivinhar será a próxima a escolher uma carta.

109
•	 Pág. 121 – Realize a atividade na prática antes de fazê-la no Caderno Adoleta, para que a
		 criança vivencie as diferentes possibilidades de resolver o problema.
• Sugestão de brincadeira: Boliche – Risoleta (pág. 83).
	 •	 Pág. 122 – Sugestão de brincadeira:
•	 Desenvolvimento: Divida a classe em grupos, organizando as crianças em círculo sentadas no
		 chão. Para cada grupo, escolha uma terminação de palavras (por exemplo: LA, TO, ÃO). Quando
		 o professor pronunciar uma palavra com uma das terminações (ex: avião), o grupo que
		 representa o som final da palavra deve se levantar.
		 Explicar às crianças que em vários textos, músicas e histórias existem palavras que são
		 diferentes, mas terminam com o mesmo som.
•	 Sugestão de música:

Brincar de rimar
Xuxa
Seu Manoel tem orelhas de papel
Seu Joaquim tem cabeça de pudim
Dona Dedé tem boca de jacaré
Dona Maria tem nariz de melancia
O seu João tem cabeça de melão
Seu Amaral tem uma cara de pau

Quá quá quá que gozado é...
A Dorotéia tem a cara de geléia
A Tatiana tem cabeça de banana
A Vanessa tem a cara de travessa
O Ari uma cara de sagui
O seu Romão tem nariz de pimentão
E a Carolina tem a cara de buzina

Quá quá quá que gozado é
Não leve a mal a rima
A brincadeira é
Vem, vem, vem, vem brincar também
De rimar com o nome que a pessoa tem

Quá quá quá que gozado é...
O Benedito tem orelha de cabrito
A Graziela tem cabeça de panela
O André tem um bafo de chulé
A Isabel tem cabelo de pincel
A Sueli tem cara de abacaxi
E a Xuxa não me faça rima não!

O Rafael tem a cara de pastel
O Adriano tem a cabeça de pano
A Karina tem cheirinho de gasolina
A Teresinha tem um bico de galinha
O Luiz tem nariz de chafariz
O Nivaldão tem um ronco de avião

Quá quá quá que gozado é...

110
•	 Pág. 130 – Sugestão de brincadeira: Caixa da rima.
•	 Prepare uma caixa com diversas palavras. Sentadas em roda, com uma música ao fundo, as
		 crianças vão passando a caixa umas para as outras (como na brincadeira batata quente). Ao
		 parar a música, a criança que estiver com caixa retira uma palavra que será lida pelo professor
		 em voz alta. A criança deverá falar outra palavra que termine com o mesmo som.
•	 Sugestão de atividade: modelagem com massinha.
•
		
		
		
		
		

Modelar diferentes frutas com massinha é uma boa opção para dar continuidade ao tema
explorando o sistema multissensorial, pois a manipulação da massinha possibilita uma gama de
sensações táteis, olfativas e visuais. Se não houver massinha suficiente, o professor poderá
fazê-la, seu preparo é uma atração à parte que também pode ser o foco de uma aula. A
modelagem é também uma atividade que estimula a criatividade, a motricidade e o controle da
força muscular.

Receita de massa de modelar
• Ingredientes
- ½ xícaras de farinha de trigo.	
- meia xícara de sal.
- 1 xícara de água.
- 1 colher de óleo.

• Modo de fazer
	
Basta juntar todos os ingredientes e
amassá-los. Pode ser colorida com
corante comestível ou suco em pó.

	 •	 Pág. 133 – Plante sementes de alpiste em um potinho que pode ser pintado anteriormente pelas
		 crianças, cada uma pinta o seu próprio pote. Faça o acompanhamento diário do
		 desenvolvimento do alpiste
•	 Sugestão de leitura:
A semente e o fruto
Autor: Eunice Braido – Ed. FTD
Sinopse: Sob a terra, a sementinha acordou querendo água. Inchou, inchou até
aparecer a raizinha que cresceu... A semente se transforma em um lindo fruto. Veja
isso acontecer.
	 •	 Pág. 137 – Peça aos alunos para trazerem caixas vazias de leite longa vida, devidamente
		 higienizadas. Explore as características das caixas como: cores, forma, números de lados,
		 cantos (vértices), o que está escrito, enfim, esgote todas as possibilidades, forme grupos com as
		 possíveis caixas iguais que possam aparecer. Proponha que as crianças observem as caixas
		 e tentem reproduzir a que mais lhes chamou atenção. Depois de concluir a atividade, seria
		 interessante encapar as caixas com a participação dos alunos, confeccionando blocos
		 coloridos para que eles possam brincar.
111
•	 Pág. 141– Além de explorar o tema “mamíferos,” enfatize a questão dos filhotes através da
		 seguinte atividade:
	 •	 Desenvolvimento: Sentados em círculo, o professor apresenta a quadrinha Os Filhotes para
		 a turma e, cada criança na sua vez, a completa.

OS FILHOTES
Mamãe coelha vem pra cá,
Traz seus coelhinhos para brincar.

Mamãe leoa vem pra cá,
Traz seus leõzinhos para brincar.

Mamãe gata vem pra cá,
Traz seus gatinhos para brincar.

Mamãe cabra vem pra cá,
Traz seus cabritinhos para brincar.

Mamãe cadela vem pra cá.
Traz seus cachorrinhos para brincar.

Mamãe ovelha vem pra cá.
Traz seus carneirinhos para brincar.

Mamãe égua vem pra cá,
Traz seus potrinhos pra brincar.

	 •	 Pág. 141 – Sugestão de leitura:
Coleção Mamíferos
Autor: Equipe Wikids – Ed. Ciranda Cultural
Sinopse: Nessa coleção, o professor encontra 10 livrinhos com personagens bem
conhecidos de nossas crianças. Os mamíferos mais bonitos do mundo, trazem
pequenas histórias para divertir as crianças. O pacote ainda tem um CD com
músicas para ouvir e cantar.
• Sugestão de música:

Tá na hora de mamar
Palavra Cantada – CD Canções de brincar
Da floresta da Tijuca ao sertão do Ceará
Do Egito até a China, do Saara ao Canadá
Todo bicho quer brincar, mas é hora de mamar
Mamãe-bicho tem paciência e não cansa de chamar
Diz que se passar da hora o bichinho vai chorar
Macaquinho vem pra cá, tá na hora de mamar
Macaquinho já mamou tudo o que tinha pra mamar
Mas estou vendo no muro um gatinho angorá
Hei, gatinho, vem pra cá, tá na hora de mamar!
O gatinho já mamou tudo o que tinha pra mamar

Mas no pasto o carneirinho não se cansa de berrar
Carneirinho vem pra cá, tá na hora de mamar
Carneirinho já mamou tudo o que tinha pra mamar
Mas eu sei de uma preguiça com preguiça de acordar
Hei, preguiça, acorda já, tá na hora de mamar!
A preguiça já mamou tudo o que tinha pra mamar
Já chamei 2, 3 vezes o golfinho lá no mar
Hei, golfinho, vem pra cá, tá na hora de mamar!
Todo bicho quer brincar, mas é hora de mamar...

	 •	 Pág. 148 – Aproveite a atividade para orientar as crianças no sentido de não aceitarem coisas de
		 pessoas estranhas como alimentos ou convites para passeio. Caso isso ocorra, enfatize a
		 necessidade de procurar o adulto responsável por ela para perguntar sobre o assunto.
			 Outro cuidado em relação aos alimentos é lavá-los bem antes de consumí-lo relacionando ao
		 fato de que a Branca de Neve não lavou a maçã.
112
•	 Pág. 149 – É fundamental que as crianças sejam orientadas a usar as palavrinhas mágicas,
		 inclusive em casa. O professor pode enfatizar a importância dessa atitude apresentando s
		 ituações do cotidiano escolar em que o uso das palavras mágicas é necessário e perguntando
		 aos alunos que palavra mágica melhor se encaixaria na situação. Por exemplo:
	 — 	Uma criança esbarrou na outra sem querer. O que ela deve falar?
	 — 	Uma criança está com o cadarço desamarrado e não sabe amarrar. Como ela deve pedir para
			 outra pessoa?
• Sugestão de música:

Palavrinhas mágicas
Eliana

Algumas palavrinhas são mágicas
E ajudam a gente a viver melhor
Por favor, muito obrigado
Com licença, tudo bem?
Pode passar
Eu te amo, brinca comigo?
Como vai meu amigo?
Aquele abraço!
Bom dia, boa tarde, boa noite
Um beijo mãe, um beijo pai
Bom dia, boa tarde, boa noite
Viver assim é bom demais

Essas palavrinhas mágicas
Palavras mágicas são assim
Têm um poder maior
Que abracadabra e sinsalabim
Assim, assim
Se alguém fizer o nosso bem
Muito obrigado, muito obrigado
Se alguém quiser pedir pra alguém
Diz por favor, diz por favor, diz por favor
Então é bom acreditar
A vida é bem melhor se a gente tem
O quê?

•	 Sugestão de história:
Quando mamãe virou um monstro
Autor: Joanna Harrison – Ed. Brinque-Book
Sinopse: Ao receber a notícia de que os sobrinhos vêm lanchar, mamãe fica
desesperada. A casa está uma bagunça, não há nada para servir para as visitas e
a pobre mãe não sabe por onde começar... Enquanto isso, os filhos só pensam em
brincar. Em vez de arrumar suas coisas, sempre encontram outras para desarrumar,
um motivo para brigar e outro para chorar. De repente, uma coisa estranha acontece
com Mamãe...

113
•	 Pág. 151 – Sugestão de história:
A noite e o dia
Autor: Eunice Braido – Ed. FTD.
Sinopse: Como a noite vira dia? Este livro vai responder essa pergunta com prazer, cor e beleza, estimulando a curiosidade científica, desvendando e explicando
transformações ocorridas na natureza.
	 •	 Pág. 155 e 156 – Promova brincadeiras utilizando cartazes confeccionados previamente, nas
		 cores do semáforo. Risque o chão com giz de lousa desenhando as faixas de pedestre. Faça
		 jalecos de papel crepom para diferenciar as crianças que “serão” automóveis das que serão
		 pedestres, pode-se incluir a figura do guarda de trânsito. Combine que ao falar verde, todos
		 andam aleatoriamente e ao falar vermelho, todos param. Cante músicas infantis relacionadas ao
		 trânsito.
• Sugestão de música:

O trânsito
(Ritmo: Terezinha de Jesus)

Papai, mamãe tenham calma
Tenham calma ao dirigir.
Um trânsito mais tranqüilo teremos
Se suas regras seguir.
Sinal verde os carros andam
As pessoas vão esperar.
No vermelho os carros param
E então se pode passar.

114
Sugestões
de atividades
2ª fase

115
•	 Pág. 7 – Sobre a brincadeira Adoleta, ver sugestões Adoleta I.
	 •	 Vivencie a atividade propondo uma brincadeira. Traçe no chão um caminho igual ao traçado na
		 atividade. Solicite que as crianças andem dentro do espaço, convidando-as a fazer um passeio.
			 Diga a elas que têm que seguir esse caminho, com cuidado porque nos dois lados tem uma
		 floresta cheia de bichos perigosos. Avise-as que, quem sair do caminho, será pego por
		 alguma fera.
	 •	 Obs: A cada conclusão de percurso, varie a espessura do traçado (do mais largo para o mais
		 estreito).
			 Apesar de, em um primeiro momento, parecer uma atividade simples, trata-se de um trabalho
		 de “coordenação motora visual, ou seja, corresponde à capacidade de coordenar a visão com o
		 movimento do corpo. Essa habilidade é importante para o domínio da escrita.”(SMOLE, DINIZ &
		 CÂNDIDO, 2003).
• Sugestão de atividade: dobradura com círculos (círculos grandes e pequenos dobrados ao meio).

	 •	 Pág. 8 – Faça um levantamento das brincadeiras preferidas da classe.
		 Prepare uma lista com os nomes dessas brincadeiras. Ao fazer o
		 registro, incentive as crianças para que, além de desenhar,
		 escrevam o nome da sua brincadeira preferida através da escrita
		 espontânea ou cópia da lista de apoio. Esses momentos de escrita são
		 importantes para que a criança inicie a compreensão de como se organiza a escrita.
	 •	 Pág. 9 – Coloque um espelho grande dentro de uma caixa de sapatos sem que as crianças
		 vejam. Diga que dentro da caixa tem algo muito bonito e precioso. Peça para que as crianças,
		 uma a uma, olhem dentro da caixa. Estimule-as a observar bem o rosto, pois algumas crianças
		 não gostam de se olhar no espelho. Reforçe a comanda: “Veja que preciosidade, que coisa linda
		 tem dentro dessa caixa.” Oriente-os a não revelar o que viram até que todos tenham olhado. Na
		 verdade, a preciosidade é a própria criança. A princípio, algumas dirão que é um espelho, mas o
		 diálogo deve ser conduzido de modo que elas percebam que são pessoas importantes e muito
		 bonitas. Depois dessa dinâmica, permita que as crianças se olhem no espelho para fazer o
		 auto-retrato.
	 •	 Pág. 11 – Peça às crianças que tragam 1 foto de quando eram bebês e
		 uma foto atual para montar um mural na classe. Converse sobre:
	 -	 hábitos que tinham e que agora não têm mais como: usar fralda,
		 engatinhar, comer papinha etc.
	 -	 o que elas aprenderam fazer sozinhas.

116
•	 Pág. 17 – Faça um passeio pela escola para que as crianças observem as características do
		 prédio (espaço físico) e percebam as diferenças entre a estrutura da sua casa com o prédio da
		 escola. Depois da atividade no Caderno Adoleta, o professor pode propor questões como:
	
	
	
	

- 	Quantas salas de aula têm na escola?
-	 Qual o número da sua classe?
-	 Quantos banheiros há na escola?
-	 Olhando da porta da sua sala de aula para fora, o que você vê? Responda desenhando.

	 •	 Pág. 18 – Além de ter o mesmo objetivo da atividade da página
		 5 (coordenação motora visual), a proposta é comparar
		 distâncias. Dessa forma, é importante explorar algumas
		 questões problematizando-as, como por exemplo:
	 ¯	 Quem mora mais longe da escola?
	 ¯	 Por que a Tainá chegou primeiro?
	 ¯	 Para à escola, Gabriel acorda mais cedo do que a Camila. Por quê?

	 •	 Pág. 19 – Promova um diálogo sobre os cuidados com os objetos de uso pessoal. Assim como
		 sugerido na atividade da página 6, incentive as crianças a escreverem o nome dos objetos.
	 •	 Pág. 21 – Antes de proceder ao registro no Caderno Adoleta, é importante vivenciar
		 as situações-problema propostas. O registro da resposta deve ser livre, pois cada
		 criança elabora suas hipóteses e pode encontrar maneiras diferentes de explicitar
		 o resultado.
	 • 	Pág. 24 – Sugestões de leitura:
1)	Amigos
Autor: Helme Heine – Ed. Ática.
Sinopse: São três amigos que ninguém pode separar: o rato Frederico, o galo Juvenal e
o gordo Valdemar. Todo dia, de bicicleta, saem pelo sítio à procura de uma aventura legal.

2) 	Amigos
Autor: Rob Lewis – Ed. Martins Fontes.
Sinopse: Ambrósio pensou que fosse fácil arranjar amigos, mas ficou decepcionado.
Cada um tinha um defeito: Maísa era muito barulhenta, Bernardo era muito bobo e Carlota
era tímida demais. Ambrósio ficou sozinho. Então ele descobriu que, se aceitasse e
respeitasse o jeito de cada um, sempre teria um amigo a seu lado.

117
3)	Pedro e Tina: uma amizade muito especial
Autor: Stephen Michael King – Ed. Brinque-Book.
Sinopse: Pedro fazia tudo torto; se quisesse desenhar uma linha, ela saía torta;
os cordões de seus sapatos nunca estavam bem amarrados. Já Tina fazia tudo
certinho. Um dia eles se encontraram, e Pedro ficou encantado com o jeito de Tina
fazer tudo certinho, mas Tina bem que gostaria que tudo que fizesse não fosse tão
perfeito. Assim, falando da amizade entre Pedro e Tina, Stephen Michael King está
nos falando da necessidade de sermos equilibrados: masculino e feminino, certo e
errado, positivo e negativo.
	 • Sugestão para ilustração da história Pedro e Tina: Dobradura e desenho.

	 •	 Pág. 24 – Vivencie a atividade com uma brincadeira. Prepare previamente fichas com o nome
		 das personagens escrevendo uma letra em cada quadro, conforme o exemplo.

Prenda o nome com fita crepe, na lousa, nomeando cada letra. A seguir, peça que as crianças
abaixem a cabeça e fechem os olhos, e retire uma letra. Dado um sinal, as crianças levantam a cabeça
e devem descobrir que letra está faltando.
Obs: Faça a brincadeira com um nome de cada vez.

	 •	 Pág. 27 – Antes do registro, peça para que as crianças identifiquem
		 e nomeiem a letra inicial de cada palavra. Esse trabalho oral é
		 importante para a compreensão da correspondência grafofonêmica
		 das palavras. Se possível, é interessante fazer a receita.

118
•	 Pág. 30 – Sugestão de brincadeira: As partes do corpo.
	 • Desenvolvimento: Peça às crianças que andem livremente pelo espaço da
		 sala. Fale o nome de uma parte do corpo. Então, sem parar de se
		 movimentar, cada criança deve tentar encostar a parte do seu corpo na
		 parte do corpo correspondente de um de seus colegas. Por exemplo, se o
		 professor disser “barriga”, cada criança deve encostar sua barriga na
		 barriga de algum colega e continuar andando.
			 “A partir das atividades de conhecimento do próprio corpo, o aluno conscientiza-se de seu
		 tamanho, da posição dos seus membros, dos lados do seu corpo e, ao representá-lo, precisará
		 utilizar procedimentos de observação, análise, proporcionalidade e manter algumas
		 características da sua imagem, que são habilidades importantes na configuração da percepção
		 espacial e no desenvolvimento das primeiras noções de localização espacial.” (SMOLE, DINIZ &
		 CÂNDIDO, 2003).
	 •	 Pág. 31 – Proponha outras atividades em que as crianças tenham
		 que identificar a localização das partes do corpo. Recorte, de
		 revistas figuras de pessoas e faça cortes em diferentes posições.
		 Cole no papel sulfite ou no caderno de desenho para que as
		 crianças completem as partes que faltam.
	 •	 Pág. 32 – Utilizando barbante, meça as crianças e peça que façam as comparações com os
		 colegas. Permita que elas fiquem livres para compararem seu tamanho com os colegas que
		 desejar. Enquanto isso faça intervenções e questionamentos, se necessário. Depois, separe-as
		 em 2 grupos (meninos e meninas). Selecione o mais alto de cada grupo e, entre os dois
		 selecionados, faça a confirmação de quem é o mais alto da classe. A seguir, aproveite as
		 comparações de tamanho que foram feitas no início da dinâmica e lançe algumas perguntas como:
		 ¯	 Janaína, você é mais alta do que...
		 ¯	 Vitor, você é mais baixo do que....
		 ¯	 Julia, você tem o mesmo tamanho que...
	 •	 Pág. 33 – Vivencie situações em que os sentidos sejam estimulados através de experiências
para descrever objetos e figuras; apalpar materiais; experimentar alimentos;
cheirar produtos; discriminar sons. Além disso, o software “Descobrindo o corpo
humano” traz uma atividade específica para explorar os órgãos dos sentidos.
Descrição: Tudo que as crianças precisam saber sobre o corpo humano está
aqui, bem explicadinho. Uma obra dinâmica, com textos em áudio repletos de
ilustrações, efeitos em 3D e animações que dão vida ao corpo, muitas
brincadeiras, atividades e jogos interativos.
	 •	 Pág. 34 – A história foi resumida e adaptada para anexar na página do Caderno Adoleta. A
		 história na íntegra está em:
O coelhinho que não era de Páscoa
Autor: Ruth Rocha – Ed. Ática .
Sinopse: O que Vivinho vai ser quando crescer? Coelho de Páscoa, com certeza
não, pois ele já tem sua vocação. Será que a família aceita outra profissão?

119
•	 Sugestão de leitura:
Dona Galinha e o Ovo de Páscoa
Autor: Eliana Sá – Ed. Scipione
Sinopse: Dona Galinha achou um ovo no terreiro, mas era um ovo diferente, todo
enfeitado. Ela o levou para casa e foi então que começou toda a confusão. As outras
aves queriam chocá-lo também. O que será que aconteceu no final?
•	 Sugestão de dobradura.

	 •	 Pág. 38 – Sugestão de brincadeira: Caçadores de palavras.
	 •	 Distribua em cada grupo fichas com as palavras da atividade
		 (AMARELINHA, CABRA-CEGA, PARQUE) e outras palavras
		 iniciadas com A, C e P, todas misturadas. Dê um comando:
		 “Encontrem a palavra PARQUE”, escrevendo a palavra na
			 lousa. Os grupos têm que encontrar a palavra pedida. Quem
		 encontrar primeiro, marca 1 ponto. Use o mesmo procedimento
		 com as outras palavras.
	 •	 Pág. 40 – Leitura do livro:
Sai sujeira
Autores: Mick Manning e Bita Granströn – Ed. Ática.
Sinopse: É impossível brincar, correr, pular e não ficar sujinho! E às vezes
dá uma preguiça de tomar banho...Mas agora você vai descobrir por que é
importante escovar os dentes, pentear o cabelo e se arrumar. A coleção Xereta
incentiva as crianças a usarem a imaginação e a observação para satisfazer sua
curiosidade sobre o mundo e as pessoas.

120
•	 Pág. 41 – Proponha a brincadeira “O banho” – Risoleta pág. 65. Nesse caso,
		 não há a necessidade de usar a caixa de papelão ou a banheira. As crianças
		 podem sentar-se no chão.
	 •	 Converse sobre a importância do banho diário, enfatizando, porém, que o
		 banho não pode ser demorado evitando desperdício de água (fechar o
		 chuveiro enquanto se ensaboa, não brincar durante o banho, ...).
	 •	 Pág. 45 – Aproveite o momento da escovação dirigida para fazer apontamentos sobre o poema,
		 reforçando a importância de se escovar bem os dentes de trás.
•	 Sugestão de leitura:
Notícias da rua dos dentes de leite
Autor: Ana Russelman – Ed. Ática.
Sinopse: Neste livro as crianças aprendem como os dentes vivem em luta
permanente contra as cáries. E ao mesmo tempo são despertadas para a importância
da escovação.

•	 Recorte e colagem com papel colorset e papel crepom: Jacaré.

	 •	 Pág. 48 – Apresente outras cenas (por exemplo, fotos de revistas) e peça que as crianças
		 identifiquem as ações representadas. Segundo a especilaista em neurociência,
		 Elvira Souza Lima, “o verbo de ação tem maior resiliência no cérebro, ou seja, é o elemento mais
		 agregador de significados. Então, é muito importante que o verbo entre como eixo de ensino
		 desde o começo.”
	 •	 Pág. 49 – Enquanto as crianças falam as palavras, escreva-as em papel pardo para ser fixado na
		 classe. Depois, sugira que as crianças façam desenhos de alimentos para decorar a lista. Essa
		 lista pode conter todas as palavras que as crianças falaram, porém, para se fazer o registro, é
		 aconselhável solicitar a cópia de no máximo 6 palavras.
•	 Enfatize a importância do não-desperdicío de alimentos.

121
•	 Sugestão de leitura:
Amanda no país das vitaminas
Autor: Leonardo Mendes Cardoso – Ed. Do Brasil.
Sinopse: Amanda era fraquinha e não gostava de comer frutas e legumes.
Adorava guloseimas empacotadas, com corante e gordura, daquelas que se
compram no mercado. Sua saúde era ruim. A menina não tinha forças para pular
e correr. Um dia caiu no gavetão da geladeira e descobriu o valor das vitaminas
e a energia que elas fornecem ao nosso corpo.

Sopa
Palavra Cantada – CD Canções de brincar.
O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem espinafre?
Será que tem tomate?
Será que tem feijão?
Será que tem agrião?
É um, é dois, é três...

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem rabanete?
Será que tem sorvete?
Será que tem berinjela?
Será que tem panela?
É um, é dois, é três...

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem alho-poró?
Será que tem sabão em pó?
Será que tem repolho?
Será que tem piolho?
É um, é dois, é três...

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem farinha?
Será que tem balinha?
Será que tem macarrão?
Será que tem caminhão?
É um, é dois, é três...

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem mandioca?
Será que tem minhoca?
Será que tem jacaré?
Será que tem chulé?
É um, é dois, é três...

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem caqui?
Será que tem javali?
Será que tem palmito?
Será que tem pirulito?
É um, é dois, é três...

	 •	 Pág. 54 – A história foi resumida e adaptada para ser anexada na página do Caderno Adoleta. 	
		 A história na íntegra está em:
Se as coisas fossem mães
Autor: Silvia Orthof – Ed. Nova Fronteira.
Sinopse: Como seria se a Lua fosse mãe? E se a cadeira fosse mãe, quem seriam
seus filhinhos? Esta é a temática deste belo livro em que Sylvia Orthof expõe de
forma simples e singela o conceito de mãe, expandindo-o aos objetos que nos
cercam no cotidiano. O texto do livro também possibilita ao professor dialogar
sobre as crianças que não convivem com a mãe biológica.
•	 Sugestão de leitura:
No coração e na bolsa
Autor: Laurence Bourguignon – Ed. Brinque Book
Sinopse: O Pequeno Canguru se sente muito bem na bolsa de sua mãe. Ele não
gosta de sair de lá. Mamãe Canguru mostra para ele uma linda nuvem e uma
borboleta. Mas o Pequeno Canguru não quer saber para onde eles vão. O mundo
é muito grande! Na bolsa, o Pequeno Canguru sabe onde está e pode ouvir as
batidas do coração da Mamãe Canguru.
122
•	 Sugestão de atividade de enfiagem: “Um lindo vestido para a mamãe!”
	 •	 Recorte um vestido em cartolina branca e fure-o na parte inferior (saia). Com lã ou
		 barbante, as crianças farão a enfiagem. O início deve ser pela parte superior para
		 que, ao final da enfiagem, possa ser dado um laço exatamente na cintura do
		 vestido. As crianças decoram o vestido como quiserem.

	 •	 Pág. 58 – Primeiramente, explore as rimas do texto. Em seguida, escreva na lousa,
		 aleatoriamente, os nomes que completarão os versos:

ABELHA

MACACO

ELEFANTE

BARATA

Depois, enfatizando a letra inicial, peça para que as crianças identifiquem cada palavra para
copiá-las nos lugares corretos.
	 •	 Pág. 59 – Proposta da atividade: Aliteração – palavras que começam
		 com o mesmo som.
			 Incentive as crianças a descobrirem palavras que se iniciem com a
		 sílaba CA. Enquanto as crianças falam, registre as palavras na lousa
		 para ampliar a compreensão da correspondência grafofonêmica.
	 •	 Pág. 62 – Conte a história “João e Maria”.
	 •	 Importante: Existem várias versões dos clássicos infantis, mas é melhor escolher o
		 conto original ou aquele que mais se aproxime dele.

	 •	 Pág. 67 – As crianças são muito curiosas e adoram surpresas, por isso, experiências são
		 sempre bem-vindas.
Explosão de cores
	 •	 O que você precisa:
	
	
	
	
	

-	 1 prato fundo
-	 um pouco de leite
-	 corantes de alimento (pelo menos duas cores diferentes)
-	 1 palito de dente
-	 detergente de cozinha

123
•	 O que deve fazer:
1.	Coloque um pouco de leite num prato fundo e deixe descansando alguns minutos para que o leite
	 esteja sem se mover no prato.
2.	Pingue algumas gotas de corantes de alimentos de cores diferentes. No exemplo, foi colocada
	 uma gota de corante amarelo, uma de corante vermelho, uma de azul e uma de corante rosa.
	 NÃO MISTURE OS CORANTES!

3.	Pingue 1 gota de detergente sobre cada gota de anilina. As cores se misturam de uma forma
divertida, formando manchas coloridas que se misturam em ondas. Fica bem legal!

	 •	 Pág. 72 – É importante que a atividade dessa página seja feita somente
		 após as crianças terem tido a experiência de explorar os blocos lógicos,
		 por isso, sugere-se que a proposta seja feita em dois momentos.

	 •	 1º momento: Coloque à disposição de cada grupo um conjunto de blocos lógicos. Nesse
momento, é importante garantir que as crianças possam explorar livremente os blocos
lógicos. Circule pela classe para ver o envolvimento dos alunos, o que cada grupo faz
com o material, como se organizam para distribuí-lo, etc. Só depois que as crianças
tiverem oportunidade de familiarizarem-se com o material, faça questionamentos
sobre os nomes das figuras, incentivando as crianças a descobrirem as semelhanças e
diferenças entre as peças e nomeá-las.

	 •	 2º momento: Ofereça 1 jogo de blocos lógicos para cada grupo e peça que t
		 entem reproduzir as mesmas figuras que se encontram nessa página.
		 Depois, permita que elas criem outras figuras. Somente depois desse
		 momento de exploração livre solicitar o registro proposto na atividade.

124
•	 Pág. 74 – Coloque 1 jogo de blocos lógicos em cada grupo. Peça que cada grupo
		 selecione as figuras solicitadas na atividade. Faça as intervenções necessárias
		 para que todos os grupos selecionem as peças corretamente. Em seguida,
		 oriente-as a apoiar a peça sobre a folha para riscá-la. Lembrando-os que devem
		 segurar firmente e só soltar quando o traçado estiver totalmente concluído. Como
		 não existem peças disponíveis para todos do grupo, cada um terá que
		 esperar a sua vez para riscar a figura. Essa é uma ótima oportunidade
		 para falar sobre a importância de trabalhar em grupo.
	 •	 Pág. 77 – Vivenciar a atividade antes da sistematização gráfica.
		 Ofereça 1 jogo de blocos lógicos para cada grupo. Solicite que
		 separem as peças em grupos conforme a proposta da atividade.

Outras atividades com formas geométricas
	 •	 Conte a seguinte história:

A história do pirata
Era uma vez um pirata que adorava tesouros. Havia
no porão de seu navio um baú carregado de pedras
preciosas. Nesse porão, ninguém entrava. Somente o
pirata tinha a chave. Mas sua felicidade durou pouco.
Numa das viagens, uma tempestade virou seu barco e
obrigou todos os marinheiros a se refugiarem numa ilha.
Furioso, o pirata ordenou que eles voltassem a nado para resgatar o
tesouro. Mas, quando retornaram, os marujos disseram que o baú havia sumido. “Um de
vocês pegou” – esbravejou o pirata desconfiado.
• Nesse ponto começa o jogo com as crianças. Pegue 1 jogo de blocos
lógicos e peça para que cada um escolha um. Ao observar as peças sorteadas,
escolha uma delas, sem comunicar às crianças qual é. Ela será a chave para
descobrir o “marujo” que está com o tesouro. Apresente então um quadro
com três colunas (veja abaixo). Supondo que a peça escolhida seja um triângulo pequeno,
azul e grosso, você diz: “Quem pegou o tesouro tem a peça azul”. Pedindo ajuda às crianças,
preencha os atributos no quadro. Em seguida, dê outra dica: “Quem pegou o
tesouro tem a forma triangular”. Siga até chegar ao marinheiro que esconde o
tesouro. A atividade estimula mais que a comparação visual.
Também exercita a comparação entre o atributo, agora imaginado pela
criança, e a peça que a criança tem na mão. A negação (segunda coluna do
quadro) leva à assificação e ajuda a compreender, por exemplo, que um número pertence a
um e não a outro conjunto numérico.

125
•	 Saco surpresa: Para essa atividade as crianças precisam estar bem familiarizadas com o nome
		 das figuras. Coloque uma peça dos blocos lógicos dentro de um saco (que deve ser grosso e com
		 cor escura). Escolha uma criança que deverá colocar a mão dentro do saco e, sem olhar, ela
		 deve apalpar a peça e descobrir qual é. É importante possibilitar a participação de todos.
	 •	 Adivinhe quem sou: Distribua uma caixa de blocos lógicos para cada grupo. Proponha adivinhas
		 esclarecendo que a resposta será sempre uma peça dos blocos lógicos, mas que os grupos
		 precisam esperar que todas as dicas sejam dadas.
Sugestões:
	 •	 Sou amarelo; tenho 3 pontas; não sou fino e sou grande. Quem sou?
	
	 •	 Não tenho pontas; não sou amarelo nem azul; não sou grosso e nem pequeno. Quem sou?
Para saber mais: SMOLE, DINIZ & CÂNDIDO. Figuras e formas, 2004.

•	 Sugestões de leitura:
1)	As três partes
Autor: Edson Luis Kozminski – Ed. Ática.
Sinopse: Este livro conta a história de uma casa que decidiu não ser mais casa
e, por isso, dividiu-se em três figuras geométricas que podiam se transformar
em várias coisas, como um pássaro, um barco, um peixe. Assim, elas puderam
viajar e conhecer o mundo. Um dia, as três peças encontraram algumas crianças e passaram a brincar de formar figuras com elas. Como gostaram muito
da avó das crianças, resolveram realizar o grande desejo da vida dela. Leia o
livro para descobrir que desejo era esse. Depois, você pode fazer peças iguais
às da história, criar suas próprias figuras e se divertir um bocado.
	 a)	Após ler a história, ofereça um jogo com as três figuras geométricas (vide capa do livro) para
		 cada criança. Mostre as figuras em que a casa se transformou para que as crianças
		 reproduzam-as sobre a mesa.

126
b) 	 Cada criança poderá escolher uma das figuras para montá-la definitivamente em seu
			 caderno de desenho.

	 c) A última página do livro também é uma boa proposta de atividade. As crianças podem
			 reproduzi-la através de desenho ou recorte.

2)	O gato geométrico
	 Autor: Cida Herrera – Projeto C.O.A.L.A. promovido pela Secretaria de Educação.
	 Sinopse: Quadrado, retângulo ou triângulo? Esta é a dúvida do gato geométrico que queria ficar
	 diferente. Tanta dúvida tira até a paciência da sua amiga bruxinha que fazia todos os seus
	 desejos. Como será que esse gato quer ficar?
•	 Sugestão de atividade: construção com as formas geométricas.

127
•	 Pág. 79 – Retome com as crianças as profissões que querem ter quando crescer. Depois,
		 faça os “bonecos das profissões”. Cada criança recebe um boneco recortado em cartolina
		 branca (modelo abaixo) e deverá vesti-lo com a roupa característica da profissão escolhida,
		 utilizando materiais variados (colorset, papel crepom, papel camurça, botões, fitas etc.).

	 •	 Pág. 86 – Proposta da atividade: Consciência silábica.	
		 Faça, junto com as crianças, o exercício de bater palmas à cada sílaba pronunciada. É muito
		 importante realizar o trabalho oral antes da sistematização no Caderno Adoleta.
	 •	 Sugestão de atividade: recorte e colagem.
	 •	 Entregue para cada criança o desenho de um caipirinha (modelo abaixo). Peça para que elas
		 pintem, recortem e colem no caderno de desenho ou em folha de papel sulfite. Em seguida, as
		 crianças fazem a fogueira com palito de sorvete e papel laminado.

	 •	 Pág. 89 – Sugestão de enfiagem:
	 •	 Recorte uma blusa em papel colorset (conforme modelo) e fure ao redor. Com lã ou barbante, as
		 crianças farão a enfiagem e depois os detalhes com papel camurça.

128
•	 Pág. 91 – Sugestões de leitura:
1) Ninguém é igual a ninguém
Autor: Regina Otero – Ed. Do Brasil.
Sinopse: O livro trata sobre as diferenças de gênero, etnia, peso e estatura entre
as pessoas. Apesar de ser um livro infanto-juvenil, é possível utilizá-lo na Educação
Infantil pois, como o texto é um diálogo entre a personagem do livro e os ouvintes,
fica mais interessante falar sobre esse tema e as crianças acabam se identificando
com as personagens.
Obs: Este é um livro interativo. A partir da página 12 ele traz propostas de atividades
sobre a leitura, mais indicadas para as crianças maiores.
2) Menino de todas as cores
	 Autor: Luísa Ducla Soares – Ed. Aventura das letras.
Era uma vez um menino branco, chamado Miguel, que
vivia numa terra de meninos brancos e dizia:
— É bom ser branco
porque é branco o açúcar, tão doce
porque é branco o leite, tão saboroso
porque é branca a neve, tão linda.

O menino branco entrou depois num avião, que
só parou numa terra onde todos os meninos são
vermelhos. Escolheu, para brincar um
menino chamado Pena de Águia. E o
menino vermelho dizia:
— É bom ser vermelho
da cor das fogueiras
da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.

1
Mas um certo dia, o menino partiu numa grande
viagem, e chegou a uma terra onde todos os meninos
são amarelos.
Arranjou uma amiga, chamada Flor de
Lótus que, como todos os meninos amarelos
dizia:
— É bom ser amarelo
porque é amarelo o sol
e amarelo o girassol
mais a areia amarela da praia.

O menino branco foi correndo mundo até uma terra
onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia
corridas de camelo com um menino chamado
Ali-Bábá, que dizia:

O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os
meninos são pretos. Fez-se amigo de um pequeno
caçador, chamado Lumumba que, com os outros
meninos pretos, dizia:
— É bom ser preto
como a noite
preto como as azeitonas
preto como as estradas que
nos levam a toda a parte.
5

Quando o menino voltou à sua terra de meninos
brancos, dizia:
— É bom ser branco como o açúcar
Amarelo como o sol
Preto como as estradas
Vermelho como as fogueiras
Castanho da cor do chocolate.

— É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho
como o chocolate.

4

6

Enquanto, na escola os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele
fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores, de todas as raças.

129
•	 Sugestões após contar a história:
1.	Recontar a história através da confecção de um livrinho, com desenhos das crianças ou
	 utilizando outras técnicas.
2. 	 ramatizar a história confeccionando fantoche de vareta.
D

3. Brincando...
	 •	 Dinâmica: forme dois ou mais grupos com as crianças. Cada grupo terá como tarefa apontar o
		 máximo de diferenças entre cada componente. Exemplos: cor da pele, cabelo, estatura, peso,
		 simpatia, etc. O grupo que listar o maior número de diferenças ganhará como prêmio um abraço
		 de todos os amigos.
	 •	 Pág. 93 – Explore outras sensações afetivo-emocionais (alegria, medo, surpresa,...).
		 Diga uma frase e as crianças deverão expressar-se de acordo com a sensação, como por
		 exemplo: “Quando o lobo aproximou-se de Chapeuzinho Vermelho, ela ficou com muito
		 medo”. (as crianças devem imaginar e fazer a expressão de Chapeuzinho Vermelho diante
		 dessa situação).
•	 Brincando com a imaginação.
[...] O desenvolvimento da imaginação possibilita a aprendizagem de conceitos e dos sistemas
simbólicos, como a escrita, a linguagem matemática, a escrita musical, a linguagem oral,
além de constituir posturas de curiosidade e de busca de formas de ação não convencionais.
Portanto, trabalhar a imaginação desenvolve processos do pensamento e instrumentos
mentais que dão autonomia e maiores recursos para as crianças lidarem com os problemas
da vida cotidiana.
(Elvira de Souza Lima, 2003)

Frase mágica
	 •	 Desenvolvimento: Através de perguntas, estimule as crianças a imaginarem situações
		 inusitadas, criando oportunidades para que elas pensem e inventem circunstâncias possíveis e
		 impossíveis. Exemplos:
	
	
	
	
	
	

•	 O que aconteceria se as ruas fossem de gelo?
•	 O que aconteceria se um macaco entrasse na escola?
•	 Se você fosse um leão, o que faria?
•	 Como seria se as pessoas tivessem asas?
•	 O que aconteceria se os cachorros falassem?
•	 Se você pudesse ir à Lua, o que gostaria de encontrar por lá?
Junto com as crianças, avalie as soluções propostas e solicite que registrem suas ideias
através de desenhos, pintura ou escrita.
130
•	 Pág. 94 – Distribua um jogo de alfabeto móvel para cada
		 grupo e solicite que tentem organizar a letra na sequência.
			 Num primeiro momento, permita que as crianças façam
		 essa organização sem ajuda de um modelo, depois ofereça
		 um modelo. Quanto mais experiências as crianças tiverem
		 com o alfabeto (aprender sua sequência, aprendê-lo fora de
		 ordem, invertê-lo, repeti-lo de trás para frente), mais elas
		 serão capazes de usá-lo mais tarde de maneira que não exijam ter de recitá-lo por memorização.
	 •	 Alfabeto musical.
	 • Material: letras do alfabeto de papel, plástico, EVA ou outro material.
Stop musical
• Dinâmica:
1. Nomeie todas as letras do alfabeto. Depois, combine com as
crianças que você apontará para as letras e elas deverão falar em
voz alta o nome delas. Faça isso primeiramente na ordem alfabética
e depois fora de ordem.
2. Sente-se em roda com as crianças e peça para que uma delas fale a primeira letra do alfabeto. O
	 próximo deverá falar a segunda letra, e assim sucessivamente.
3. Repita a dinâmica anterior, mas quando você falar a palavra “stop”, a criança que falaria a próxima
	 letra, deverá falar uma palavra que comece com essa letra. Depois, todos juntos devem pensar em
	 uma música que contenha essa palavra e em seguida cantá-la.
	 Obs: Fique atento para falar “stop” nas letras que possuem palavras facilmente encontradas em
	 músicas do repertório infantil.
	 Trocando palavras na música
	 •	 Dinâmica: Selecione algumas músicas que possuem palavras que podem ser substituídas sem
		 que a melodia e o sentido da letra sejam alterados. Exemplos: O sapo não lava o pé (gato, rato,
		 pato macaco); Meu pintinho amarelinho (galinho, patinho, passarinho). Depois, cante-as com
		 as crianças.
	 •	 Pág. 95 – Antes de iniciar a proposta, explore a história oralmente. Peça às crianças que recontem
		 a história para depois recortarem as figuras e organizarem as cenas.
	 •	 Sugestão para ilustração da história “O patinho feio”: pintura com guache e desenho.

131
•	 Pág. 96 – A música “O pato” está no CD “A arca de Noé 1”.

	 •	 Proposta da atividade: aliteração – identificação de palavras que começam com o mesmo som.
		 Explique que, geralmente, quando as palavras começam com o mesmo som, elas também são
		 escritas com as mesmas letras no início. Lembre-se da importância do trabalho oral antes da
		 sistematização gráfica.
	 •	 Pág. 98 – Conte a história:
Menina bonita do laço de fita
Autor: Ana Maria machado – Ed. Ática
Sinopse: O coelhinho branco quer ter uma filha pretinha como aquela menina do laço
de fita. Mas ele não sabe como a menina herdou aquela cor.

	 •	 Pág. 100 – Após a apresentação das personagens, proponha a brincadeira
		 “Descobrindo as personagens do Sítio”. Nessa brincadeira, além de explorar
		 os movimentos, as crianças também farão experiências com os órgãos dos
		 sentidos. Antes, prepare cartas com as características das personagens do
		 Sítio conforme os itens A, B, C, D, E, F descritos no desenvolvimento da
		 brincadeira.
	 •	 Desenvolvimento:
1)	Fale às crianças que elas receberam um convite para uma festa que acontecerá no Reino
	 das Águas Claras.
2)	Para chegarem à festa, todos terão que percorrer um circuito explorando os cinco sentidos e
	 identificando as características das personagens do Sítio.
3)	Cada personagem deixou uma carta. Leia as cartas na ordem e deixe as crianças descobrirem
	 de quais personagens você está falando.
A.	É a grande vilã da história. Adora ser má e não aceita que outros bruxos invadam seu território.
	 Tem cara e corpo de jacaré e vive em uma caverna, criando poções e planejando como invadir
	 o Sítio. Quem é ela? Para chegarem à festa, terão que passar por suas armadilhas.
	 •	 Resposta: Cuca
	 •	 Coordenação motora: prepare um circuito com mesas, cadeiras e barbantes, como se fosse
		 uma caverna. As crianças terão que passar por esses obstáculos para conseguirem a próxima
		 pista. Deixe a carta que fala sobre o próximo personagem no fim da “caverna”.

132
B.	É o neto querido da Dona Benta. Mora e estuda na cidade e, nas férias, adora ir para o Sítio. É muito
	 corajoso e não tem medo do Saci. Quem pode ser? Para conseguirem a próxima carta, terão que
	 ajudá-lo a encontrar seu brinquedo preferido.
	 •	 Resposta: Pedrinho.
	 •	 Tato: em uma caixa, coloque vários objetos, incluindo um estilingue, o brinquedo favorito do
		 Pedrinho. As crianças devem colocar a mão dentro da caixa e, sem olhar, encontrar o estilingue.
		 Depois que todas pegarem o brinquedo, leia a próxima carta.

C.	É a dona do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Ela adora contar histórias e está sempre
	 se divertindo com as invenções e brincadeiras das crianças. Qual é o nome dela?
	 Como ela gosta muito de histórias, emprestou os seus livros preferidos para que
	 todos possam ler.
	 •	 Resposta: Dona Benta.
	
	 •	 Visão: peça às crianças para sentarem e escolherem um livro para ler. Depois,	
		 leia a carta da próxima personagem.

D. 	 Seu nome é Lucia, mas todos a conhecem pelo apelido. É inteligente e
	 encantadora. Apronta todas ao lado de seu primo e de sua boneca. Quem pode ser? Para
	 encontrarem a próxima carta deverão ajudá-la a encontrar o seu vidro de perfume.
	 •	 Resposta: Narizinho.
	 •	 Olfato: providencie quatro potes idênticos, cada um com a etiqueta de uma cor. Em um coloque
		 álcool, no outro vinagre, no outro perfume e no último, água. As crianças devem cheirar todos os
		 potes e descobrir qual contém perfume. Depois que todos acertarem, leia as pistas da próxima
		 personagem.

E.	É a cozinheira do Sítio e já faz parte da família. Todos adoram as suas rosquinhas de polvilho e os
	 causos que ela conta. Quem é? Antes de ler as próximas pistas vamos saborear as bolachas doces
	 e salgadas que ela preparou?
	 •	 Resposta: Tia Nastácia.
	 •	 Paladar: providencie uma bandeja com biscoitos doces e salgados de vários sabores. As
		 crianças devem experimentá-los e identificar seus sabores, Depois, leia a última carta.

F.	 É uma boneca de pano que tomou a pílula falante do Doutor Caramujo e começou a falar. É crítica,
	 mandona e age como adulto. Como ela se chama?
	 •	 Resposta: Emília.
	 •	 Audição: depois de tantas pistas, finalmente as crianças chegaram à festa. Coloque músicas de
		 vários ritmos e convide a turma para dançar.
(Texto de Mirtes S.L. De Meo. Guia Prático para Professores de Educação Infantil).

133
•	 Pág. 102 – Explore oralmente as características de um sítio (tipo de paisagem, quais animais
		 são comuns nesse lugar, etc).
	 •	 Sugestão de música:

O sítio do Seu Lobato.
SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA, IA, Ô!

SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA, IA, Ô!

E NO SEU SÍTIO TINHA UMA VACA, IA, IA, Ô!

E NO SEU SÍTIO TINHA UM CACHORRO, IA, IA, Ô!

ERA MU, MU, MU PRA CÁ

ERA AU, AU, AU PRA CÁ

ERA MU, MU, MU PRA LÁ

ERA AU, AU, AU PRA LÁ

ERA MU, MU, MU PRA TODO LADO, IA, IA, Ô!

ERA AU, AU, AU, PRA TODO LADO, IA, IA, Ô!

SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA, IA, Ô!

SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA, IA, Ô!

E NO SEU SÍTIO TINHA UM PATO, IA, IA, Ô!

E NO SEU SÍTIO TINHA UMA GALINHA, IA, IA, Ô!

ERA QUÁ, QUÁ, QUÁ PRA CÁ

ERA COCORICÓ PRA CÁ

ERA QUÁ, QUÁ, QUÁ PRA LÁ

ERA COCORICÓ PRA LÁ

ERA QUÁ, QUÁ, QUÁ PRA TODO LADO, IA, IA, Ô!

ERA COCORICÓ PRA TODO LADO, IA, IA, Ô!

IA, IA, Ô
IA, IA, Ô

	 •	 Pág. 103 – O trabalho com verbos é muito relevante, conforme explicitado
		 na sugestão da página 46, portanto, as atividades que propõem o
		 trabalho com verbos de ação merecem destaque no desenvolvimento
		 infantil.
			 Antes de sistematizar a atividade no Caderno Adoleta, diga frases onde
		 as crianças deverão completá-las com o verbo.
Exemplos:
	 •	 Tainá ___________ de suco.
	 •	 A professora gosta de ______________.
	 •	 Ontem Camila foi _________________ com sua mãe.
	 •	 Pág. 104 – Sugestão de leitura:
Dez sacizinhos
Autor: Tatiana Belinky – Ed. Paulinas.
Sinopse: Aqui está uma brincadeira matemática de subtrair sacis. Entre versos e
estrofes, dez graciosos sacizinhos vão desaparecendo, um a um, em diversos
acidentes, como ingestão de comida estragada, jejum exagerado, quebra de regras...
Após ler a história, explore outras situações-problema envolvendo a subtração.
	 •	 Sugestões de brincadeiras
	 •	 Jogo: O saci passou por aqui.
	 •	 Materiais: envelopes com 2 palavras, separadas em fichas de letras. (palavras de 4 letras);
		 uma lista de apoio com as palavras dos envelopes.
	 •	 Desenvolvimento: cada dupla de crianças recebe um envelope contendo as fichas de letras
		 que formam as palavras. Explique que as palavras estavam todas organizadas, mas que o
		 saci passou por elas e misturou as letras. Cada dupla deverá formar as palavras com as fichas
		 do envelope. Ganhará a dupla que formar as palavras primeiro.
134
• Brincadeira: Corrida do saci
•	Desenvolvimento: trace 2 linhas paralelas no chão, deixando um espaço
	 central com aproximadamente 2 metros de largura entre elas. As crianças
	 deverão passar de um lado para o outro. O jogo tem início com a escolha de
	 uma criança que será o saci. Essa criança tem que pegar as outras, pulando
	 em uma perna só. A criança que for pega, vira saci também e ajudará a pegar
	 os outros. Vence a criança que não for pega.

	 •	 Pág. 107– Proposta da atividade: produção oral de palavras que rimam.
		 O encaminhamento da atividade deve ser de forma lúdica: “Vamos brincar de rimar?”
	 •	 Sugestão de brincadeira: Pegue um par.
	 •	 Materiais: pares de fichas com figuras que os nomes rimem entre si
		 (GATO/PATO; BOLICHE/SANDUÍCHE; PENTE/DENTE; etc).
	 •	 Desenvolvimento: distribua as figuras entre as crianças. Depois que todos estiverem com as
		 figuras nas mãos, coloque uma música e peça que dancem pelo pátio ou pela sala, à procura
		 do par. Este deverá ter uma figura que o nome rime com a ilustração do colega.
		 Exemplos: gato/pato – panela/janela. Ao se encontrarem, a dupla ficará de mãos dadas dançando
		 até o término da música.
	 •	 Pág. 109 – Realize com as crianças a brincadeira Amarelinha.
“A amarelinha é uma brincadeira que desenvolve noções espaciais e auxilia diretamente na
organização do esquema corporal das crianças.” (SMOLE, DINIZ & CÂNDIDO. Brincadeiras infantis
nas aulas de matemática, 2000).
	
	
	
	
	
	
	

	 Ao propor o jogo pela primeira vez, utilize alguns recursos como:
•	 coloque a classe em semicírculo ao redor do diagrama da
	 amarelinha e vá jogando com as crianças, convidando uma de cada
	 vez para fazer o percurso sem a pedrinha. Nunca dispor as crianças
	 em fila para aguardar a vez, pois em semicírculo elas podem observar
	 os movimentos e as jogadas.
•	 verifique no grupo quais as crianças que conhecem a amarelinha e pedir
para que pulem, ensinando as outras.
	 •	 proponha a brincadeira várias vezes.
		 A amarelinha possibilita o trabalho com noções específicas de matemática. Dessa forma, após as
		 crianças familiarizarem-se com a amarelinha, o professor pode propor problematizações como:
	 •	 Por onde começamos a jogar? Por quê?
	 •	 Qual o maior número da amarelinha? E o menor?
	 •	 Quantos números tem a amarelinha?
	 •	 Quem sabe onde está o número 5?
	 •	 Que números estão depois do 3?
	 •	 Que números estão antes do 4?
		 Depois da brincadeira, peça para que as crianças façam o registro.

Para saber mais consulte SMOLE, DINIZ & CÂNDIDO. Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Porto Alegre: Artmed, 2002).

135
•	 Pág. 115
1)	Pintando um mundo melhor: Após a leitura do poema que apresenta às crianças o
	 artista Gustavo Rosa, faça uma “roda de conversa” levando os alunos a refletirem
	 porque seria bom se todos pintassem um mundo melhor. Sugestão:
“Vocês já pararam pra olhar que o mundo está de pernas pro ar? Muita poluição, milhões de
enchentes, quantos bichinhos em extinção? Onde tudo isso vai parar?
E lembrando... Disso tudo, a gente pensa que não tem mais jeito. Hum... Mas, pense direito.
Ideia! E se a gente pintasse um mundo melhor? E pintando a gente fosse pensando... Em coisas
bonitas.
De tanta alegria em nosso coração, a gente passa pra mão uma vontade de ser feliz, e começa a
pintar...
Com o branco a gente pinta a paz, com o vermelho a gente pinta o amor, e de cor em cor a gente
faz um mundo colorido, um mundo divertido, bem melhor de se viver!”
Fonte: www.canalkids.com.br/pumm/index.html. Acesso em março/09.

Agora é com vocês! Em uma folha, usando todas as cores, façam um desenho como imaginam
“um mundo melhor”.
2)	Leitura de imagens: elabore perguntas que instiguem a observação, a descoberta e o interesse da
	 criança pelas obras de Gustavo Rosa.
Sugestões:
•	Qual o nome do artista que pintou esses quadros?
•	Que nome você daria para cada quadro?
•	Como é o fundo? Qual é a figura?
•	O que está na frente, e o que está atrás?
•	O que está em movimento ou parado?
•	Está iluminado ou escuro?
	 •	 Quais as cores utilizadas?
	 •	 O que é mais colorido e menos colorido?
	 •	 Sobre o tema: é paisagem?, retrato?, figura?, animal?, etc.
	 •	 Sobre o que está acontecendo na obra, procurando, na medida do possível e de forma lúdica,
		 contextualizá-la com os fatos reais e as experiências da criança.
3) Releitura da obra de Gustavo Rosa.
	 O trabalho com “releitura de obras” faz com que as crianças entrem em
	 contato com o universo da arte de forma participativa; após apreciar e ter
	 informações sobre determinada obra. Ao reproduzir esta obra, a criança
	 desenvolve habilidades como: percepção, imaginação e amplia seu
	 universo cultural.
	 Mas, lembre-se: “a diferença entre releitura e cópia é a seguinte: na cópia
	 você reproduz fielmente (ou pelo menos tenta) o quadro do artista. Neste caso, você está apenas
	 preocupado com o poder de observação e capacidade para copiar que seu aluno tem. Já a releitura
	 implica em produzir aquilo que se entendeu da obra, sem preocupações com semelhanças. É o
	 sentimento se aliando à observação na produção de um trabalho”. (Heleny Galati).

136
•	 Pág. 116 – Além do trabalho com os contrários, você pode propor uma
		 atividade de consciência de palavras. Utilizando as palavras da atividade,
		 diga frases incompletas para que as crianças completem com palavras
		 que dão sentido à frase, como por exemplo:
	 •	 O café ficou quente porque ...
	 •	 Fechei o guarda-chuva quando...
	 •	 A girafa é muito alta, por isso ela consegue...
	 •	 Como o elefante é pesado, ele caiu na água e ...
	 •	 Pág. 122 – Em uma roda de conversa, fale sobre Educação no Trânsito e
		 explique a importância da faixa de pedestre, o significado das cores dos
		 semáforos, a importância de se respeitar os limites de velocidade, etc., depois
		 inicie o jogo.

Atenção no trânsito
	 •	 Materiais: apito, um bambolê para cada aluno.
	 •	 Dinâmica: distribua os bambolês e solicite que os alunos fiquem dentro dele e o segurem na
		 cintura, como se fosse um carro. Depois, dê os comandos:
1. Liguem o carro para sair da garagem. As crianças fingem ligar o motor e fazem o som bruuummm.
2. Cuidado para não bater! Todos começam a andar bem devagar pelo pátio, desviando dos colegas
	 e evitando as batidas.
3. Cuidado com as curvas! As crianças devem virar o bambolê, fazendo a curva para um lado, e
	 depois para o outro.
	

4.	Poucos carros na rua, o trânsito está bom. As crianças devem dirigir um pouco
mais rápido, mas sem esbarrar ou bater em ninguém.
5.	Sinal vermelho: parada obrigatória! Todos devem parar e permanecer no lugar
	 por alguns segundos.

6. Sinal verde! Todos voltam a dirigir com cuidado.
7. Estacionar e trocar de carro. Todos “estacionam seus carros” (deixam o bambolê no chão) e saem
	 de dentro dele. Ao sinal do apito, todos trocam de carro e pegam outro bambolê.
8.	Cuidado com os obstáculos! Espalhe cordas e outros objetos pelo chão para que as crianças
	 desviem contornando-os. Para isso, avise que devem diminuir a velocidade ao se aproximarem dos
	 obstáculos.
9.	Estacionamento. Agora, todos irão a um supermercado muito cheio e com poucas vagas para
	 estacionar. Escolha três crianças e retire-as do grupo. As outras devem se posicionar em fileiras,
	 uma ao lado da outra, deixando espaços vazios entre elas. Ao sinal do apito, os três alunos que
	 foram retirados do grupo deverão estacionar seus carros nas vagas, entrando nos espaços vazios.
	 Repita várias vezes esta última sequência da brincadeira para que todos possam realizar o desafio
	 de estacionar.
137
•	 Sugestão de música: Atravessar a rua (CD. Xuxa só para baixinhos 1)
Tem que parar, olhar o sinal,
olhar para um lado e para o outro
Tem que esperar, fechar o sinal, para atravessar.
A gente sempre sai para passear,
mas preste atenção, quando atravessar!
Tem que parar, olhar o sinal,
olhar para um lado e para o outro
Tem que esperar, fechar o sinal, para atravessar.
	 •	 Pág. 125 – Brincadeira “Diga uma palavra”.
	 •	 Desenvolvimento: Coloque as crianças sentadas em círculo e, no centro, uma
		 caixa contendo fichas com as vogais. Entregue uma bolinha e peça para as
		 crianças passarem de mão em mão enquanto toca uma música. Quando a
		 música parar, a criança que estiver com a bolinha na mão deve dirigir-se até a
		 caixa, sortear uma vogal e dizer uma palavra que se inicie com a letra sorteada.
		 O jogo continua enquanto durar o interesse das crianças.
	 •	 Pág. 131 – Sugestões de leitura:
1) Terra Maravilhosa
Autor:  Nick Butterworth – Ed. Callis
Sinopse: Terra Maravilhosa é um livro que trata da vida e do
fantástico lugar em que vivemos. O livro apresenta milhões e milhões
de anos de evolução, tratando do aparecimento da Terra, das plantas,
dos animais e, finalmente, do aparecimento do homem sobre a
Terra. Dando ênfase ao maravilhoso ato da Criação, o livro trata da
importante questão da preservação do nosso planeta.
2) Azul e lindo, planeta Terra, nossa casa
Autores: Ruth Rocha e Otávio Roth – Ed. Salamandra
Sinopse: Aliando uma linguagem acessível a imagens muito significativas, Ruth
Rocha e Otávio Roth criaram um belíssimo livro, voltado para a importância de
cuidarmos bem de nossa grande casa – o planeta Terra – única possibilidade de
vida das atuais e das futuras gerações, que merecem encontrá-lo azul e lindo. O que
devemos fazer para que a Terra não se transforme num ambiente hostil, com muitos
desertos, águas envenenadas, florestas devastadas, onde seria impossível viver?
3) O mundinho
Autor: Ingrid Biesemeyer Bellinghaussen – Ed. DCL
Sinopse: Era uma vez um mundinho onde viviam homenzinhos felizes que res
peitavam a natureza: não poluíam os rios, reciclavam matérias, respeitavam a fauna
e a flora, convivendo em harmonia com os elementos. Conheça esse mundo ideal.
138
4)	Vamos abraçar o mundinho
Autor: Ingrid Biesemeyer Bellinghaussen – Ed. DCL
Sinopse: Dar as mãos e fazer um trabalho em conjunto para a melhoria da saúde
de nosso planeta é como um verdadeiro abraço que, se for dado com carinho pelas
crianças, possibilitará a essa geração ter uma vida mais feliz e saudável e ao mundinho
também.
	 •	 Pág. 133 – Prepare uma cópia do poema, em tamanho pequeno, para cada criança. Cole no
		 caderno (de desenho) e peça para que as elas façam a ilustração com desenho ou recorte
		 de figuras.

	 •	 Pág. 136 – Incentive a coleta seletiva do lixo. Na própria sala de aula pode haver 2 cestos de lixo:
		 um para papéis secos e outro para outros tipos de lixo.
	 •	 Sugestão de música:

Ratinho: Rap do reciclar
– Helio Ziskind –

Uma cesta é muito bom,
Quatro cestas é melhor.
Uma lata quando fica
toda torta, velha, amassada,
tá pedindo...
- Ah! Eu quero a minha cesta,
Quero voltar prá minha cesta,
me joga lá vai!
Ah Ah, nasci de novo!
Cesto fantástico,
vire cartola.
Faça o plástico,
virar bola.

Num papel eu desenhei.
Eu olhei e não gostei.
Mandei prá cesta
o meu papel
Hum, hum....
sabe o que aconteceu?
Ele rodou, virou, dobrou,
dobrou e foi pro ceú.
Era uma vez,
um vidro verde
um rato azul malabarista,
girando garrafa
com panca de artista.
De repente surgiu,
uma cara de palhaço
teve gente que aplaudiu
eu vi garrafa no espaço...

Abracadabra,
carrapato, carambola vai...
e vira bola e vira pato e
vira carro hum, hum.

139

O palhaço abriu a boca
mastigou, mastigou,
mastigou e cuspiu
tin, tin, tin, tin,
três copos cantando em trio.
Cantando o quê?
Cantando o rap do Re,
o rap do Ci,
o rap do Clar.
Lata, plástico, papel e vidro,
vão reciclar, é prá acabar.
Vou repetir mais uma vez,
Você limpa bem o seu ouvido:
Lata, plástico, papel e vidro
cada um tem uma cesta especial.
Tá bom não falo mais, Tchau!
•	 Pág. 140 – Sugestão de livro:
O mundinho azul
Autor: Ingrid Biesemeyer Bellinghaussen – Ed. DCL
Sinopse: A água é um recurso natural precioso, é hora de se preocupar com ela. Se
as crianças descobrirem logo a importância de preservá-la, contribuirão para o futuro
dos “homenzinhos” deste “mundinho azul” e do meio ambiente.
	 •	 Pág. 144 – Sugestão de música:
1) O velho Noé

CD. Mil pássaros – Palavra Cantada
O velho Noé
E a bicharada
Navegando ao léu
Em sua arca
Chove chuva
Chuva chove
Chove pra chuchu

Chove chuva
Chuva chove
Chove pra chuchu
Um dia chegou
Que a chuva parou
E o sol tudo secou
E era...
Tanta água!

	 •	 Pág. 147 – Sugestões de atividades com o tema animais:
1) Cachorrinho:

a) Círculo em papel colorset

b) dobrar ao meio

140

b) fazer os detalhes com papel camurça
	 (nos dois lados): orelhas, manchas,
	 olhos.
c)	 patinhas com palitos de sorvete
	 cortados em 4.
2) Leão: recorte a dedo.

3) Tartarugas.

dobradura
Com pratinho de bolo e barbante para puxar.

	 •	 Pág. 151 – Sugestão de dobradura para ilustrar a parlenda “A galinha do vizinho”.

141
Adivinhe quem está faltando?

1) 	Prepare as mesmas figuras da atividade do Caderno Adoleta como cartazes e o nome
	 de cada criança separada em sílabas.
2) 	Fixe na lousa um cartaz com uma das figuras e, ao lado, a palavra (nome do animal) com todas as
	 sílabas. Explore as palavras: número de sílabas, quais as sílabas.
3) 	Inicie com a comanda: “Observem a palavra com muita atenção. Agora fechem os olhos porque eu
	 vou tirar uma sílaba e vocês terão que descobrir qual eu tirei.”
4)	Retire uma das sílabas da palavra (a mesma sugerida na atividade do Caderno Adoleta) e peça que
	 as crianças adivinhem qual sílaba está faltando.
5)	Use o mesmo procedimento com as outras palavras, uma a uma. Depois de explorar todas as
	 palavras, peça para que as crianças façam a sistematização no Caderno Adoleta.
• A segunda proposta é uma atividade de resolução de problema. Apesar de parecer
insignificante, esse tipo de situação-problema é importante para desenvolver as potencialidades em termos de inteligência e cognição. Portanto, especialmente para as
crianças pequenas, deve-se considerar como problema toda situação que permita
algum questionamento ou investigação. Quanto ao registro, ele é fundamental, pois,
além da criança expressar a solução que encontrou, também funciona como uma
forma de reconhecer e interpretar os dados do texto. Por isso, é muito importante que o professor
possibilite que as crianças comentem suas respostas.
	 •	 Pág. 163 – A música “A borboleta e a lagarta” está no CD “Mil pássaros”– Palavra
		 Cantada.
	 •	 Pág. 164 – História:
A primavera da lagarta
Autor: Ruth Rocha – Ed. Formato.
Sinopse: Veja o que tem nesta história: Uma lagarta comilona. Dona
Formiga furiosa. Um comício na floresta: ¯Vamos acabar com ela! ¯
os bichos gritam em bando. Não sabem que a primavera devagar
já vem chegando...

142
•	 Sugestão de música:

A metamorfose das borboletas
Helio Ziskind – Cd O gigante da floresta.
Assim como nós
que nascemos do ovo
A borboleta
nasce também
Só que o ovo dela
é bem pequenininho
também pudera
O filho dela é bem menor do
que um pintinho
có có có có có
có có có
A Borboleta
põe o ovo numa folha
e vai embora
e vai embora
o ovo fica lá
lá lá lá lá lá
o ovo fica lá
Passa o tempo
e lá de dentro do ovo
sai uma lagarta
la la la lagarta
sai uma lagarta

la la la lagarta
sai uma lagarta
já sai já sai
com fome e come
e come a casca do ovo
e anda e anda
e come e come
e acha tudo gostoso
có có có có
có có
e acha tudo gostoso
Um dia a lagarta resolve
se pendurar
troca de pele, joga as pernas
fora
fica que nem um pacotinho
até o nome ela muda
pupa pupa pupa
lagarta vira pupa

•	 Sugestão de atividade: impressão com o dedo.

143

E quando o pacotinho se abre...
sai a borboleta
toda dobradinha
força borboleta!
estica estica estica estica as
asas
bor bor borboleta
vai de flor em flor
bor bor bor borboleta
tem de toda cor

Um dia a borboleta
pousa numa folha
e põe ovo, e põe ovo, e
toc toc toc
a história começa de novo
Na natureza
as histórias são assim
voltam pro começo
quando chegam no fim
•	 Pág. 165 – Sugestão de história:
A Descoberta da Joaninha
Autor: Bellah Leite Cordeiro – Ed. Paulinas
Sinopse: Joaninha enfeitou-se toda para ir à festa na casa da
lagartixa. No caminho, descobriu que mais importante que estar
bela e receber elogios é ter amigos. A alegria de dentro deixa a
gente mais bonita por fora.  

	 •	 Sugestão de filme: Vida de Inseto
		 Sinopse: No mundo dos insetos, as formigas são manipuladas pelos gafanhotos,
		 que todos os anos exigem uma quantia de comida. Se as formigas não
		 cumprirem essa exigência, os gafanhotos ameaçam atacar o formigueiro. Mas,
		 em um certo ano, houve um problema com a “oferenda”. É quando Flik, uma
		 formiga cansada de ser oprimida, sai em busca de outros insetos dispostos a
		 ajudar o formigueiro a combater os gafanhotos.

	 •	 Joaninha confeccionada com bandeja para maçã.

1) Recorte as partes
da bandeja conforme
o modelo (1 para cada
criança)

2) As crianças pintam
a parte da frente de
preto.

•	 Sugestão de dobradura.

144

2) Depois, pintam a parte de trás de vermelho.
Após a secagem, elas fazem as pintinhas
com tinta preta e as anteninhas com papel
colorset preto.
•	 Pág. 170 – Faça uma mini-horta na própria sala de aula para que as crianças acompanhem o
		 desenvolvimento de uma semente.
	
	
	
	
	

•	
-	
-	
-	
	

Materiais:
uma floreira de plástico (fure embaixo);
terra vegetal;
sementes de salsinha ou cebolinha (são mais
fáceis de germinar).

	 •	 Sugestão de atividade: impressão com folhas.
	
	
	
	

•	 Materiais:
- 	folhas de árvores
- 	tinta de várias cores
-	 cartolina branca

	 •	 Como fazer: Peça para que as crianças colham folhas de árvores de diferentes formatos.
		 Espalhe a tinta em um pratinho de plástico. Oriente as crianças a molhar cada folha na tinta,
		 no lado que tem mais saliências, e depois, pressionar as folhas sobre a cartolina branca, como
		 carimbos.

	 •	 Pág. 173 – Sugestão de história:
O caso das bananas
Autor: Milton Célio de Oliveira Filho – Ed. Brinque Book
Sinopse: Quem não gosta de uma história de suspense? Quem não gosta daquela
inquietação para descobrir logo como se resolverá um mistério? Pois O Caso
das Bananas é puro suspense. Enquanto o macaco dormia, suas bananas, pif!,
desapareceram. Quem teria comido as bananas do macaco? Esse é o mistério que
vem agitando a mata e que vai levar o pequeno leitor a avançar página a página
com prazer na leitura do livro. Desvendar o caso é a missão da investigadora
Coruja. Missão nada fácil, pois todos os bichos são suspeitos e, para complicar mais ainda, cada um
joga a culpa no outro. Não, não assim deslavadamente, mas por meio de enigmáticas insinuações.
Porém, a Coruja, inteligente como ela só, vai decifrando uma a uma e, seguindo essas pistas,
encontra a verdade.
145
•	 Recorte a dedo: frutas.

	 •	 Pág. 174 – Antes do registro no Caderno Adoleta, faça junto com as crianças um gráfico em
		 tamanho grande.
	 •	 Procedimento: Entregue para cada criança um quadrado de folha de papel
		 sulfite (6 cm X 6 cm) e peça que desenhem sua fruta preferida. Quadricule
		 uma folha de papel pardo seguindo o modelo do gráfico impresso na página.
		 A seguir, cada criança cola o seu desenho no espaço correspondente à sua
		 fruta preferida. Faça oralmente a interpretação do gráfico e depois a
		 sistematização no Caderno Adoleta.
	 •	 Pág. 178 – Sugestão de música:

Pomar
Palavra Cantada – CD Canções de Brincar
Amora, amoreira
Pitanga, pitangueira
Figo, figueira
Mexerica, mexeriqueira
Açaí, açaizeiro
Sapoti, sapotizeiro
Mangaba, mangabeira
Uva, parreira
Coco, coqueiro
Ingá, ingazeiro
Jambo, jambuzeiro
Jabuticaba, jabuticabeira

Banana, bananeira
Goiaba, goiabeira
Laranja, laranjeira
Maçã, macieira
Mamão, mamoeiro
Abacate, abacateiro
Limão, limoeiro
Tomate, tomateiro
Caju, cajueiro
Umbu, umbuzeiro
Manga, mangueira
Pera, pereira

	 •	 Pág. 183 – Sugestão de história:
Por quê?
Autor: Nikolai Popov – Ed. Ática
Sinopse: Rãs e ratos são os pesonagens deste livro, mas poderiam ser seres humanos
em seus lugares. Numa sempre bem equilibrada composição de texto sucinto,
porém vigoroso, com imagens belíssimas e eficientes quanto à mensagem, Por quê?
estimula a reflexão infantil através de uma sensível metáfora sobre os conflitos. Uma
flor solitária suscita uma feroz batalha entre camundongos e rãs que, ínsistindo em
mútuas brigas, conseguem o que todas as guerras representam em última análise - a destruição oca
de sentido ou, mais simplesmente, a incapacidade de dialogar com o outro.
O escritor e ilustrador russo Nikolai Popov, nesta poética metáfora bélica, pergunta ao leitor: “Por
quê?” Certamente que as almas puras das crianças entenderão a ideia difundida nesta obra de se
limitar a todo custo conflitos que não permitam a possibilidade do diálogo.
146
Parte III
Sugestões de atividades
para complementar
o trabalho do professor
ORGANIZAÇÃO SENSORIAL
O Caderno Risoleta apresenta várias propostas de
atividades que contribuem para desenvolver
habilidades em consciência multissensorial,
conforme mostra o quadro abaixo:

AULA DE LINHA
	 •	 Aula 1
1ª 	 fase – Atenção: crianças à vontade no pátio. Observar o professor e
	
repetir os movimentos: bater palmas no compasso binário, estalar os
	
dedos e bater os pés no chão.
2ª 	 fase – Caminhar na linha: ao soar de um apito: caminhar para frente.
	
Ao soar de dois apitos: caminhar para trás. Forma da linha: círculo.
3ª 	 fase – Desconcentração: roda cantada com gestos – música “A tartaruguinha” ou outra do
	
repertório infantil.

148
A tartaruguinha
Vou contar uma história,
Uma história engraçadinha,
Da tartaruguinha, da tartaruguinha.
Houve uma festa lá no céu,
Mas o céu era distante
E a tartaruguinha, viajou
na orelha do elefante.

Quando a festa terminou,
a bicharada se mandou.
Quem viu a tartaruguinha? Quem
viu?
Lá no céu ela ficou.
São Pedro o céu varreu
e da pobrezinha se esqueceu.

Ela disse:

– Eu quebrei toda,
meu corpinho está de fora,
O que é que eu vou fazer Pai do
Céu,
O que vou fazer agora?
Pai do Céu juntou os caquinhos,
colou,
Mais bonita ela ficou!

4ª	 fase - Desabrochamento: as crianças andam livremente por todo espaço, sem esbarrar no
	 amiguinho e em nenhum objeto. Quando ouvirem o som de um apito, param imediatamente.
	 Repetir o exercício de três a quatro vezes.
5ª 	 fase – Relaxamento: as crianças devem deitar no pátio e em silêncio procurar ouvir todos os
	 ruídos externos. Depois, o professor deverá perguntar o que ouviram.
	

•	 Aula 2

1ª 	 fase – Atenção: Música com movimentos. Imitar os gestos do professor:
	
	
	
	
	
	

“Lá vem o crocodilo...” (imitar o abrir e fechar da boca do crocodilo com as mãos).
“O orangotango, (pular imitado macaco) as duas serpentinhas” (movimento da cobra com os braços).
“A águia real”. (abrir os braços e imitar uma ave voando).
“O gato, o rato”. (imitar um gato e um rato).
“Não faltou ninguém”.
Só não se via os dois elefantes. (imitar a tromba do elefante com as mãos).

2ª 	 fase – Caminhar na linha: as crianças caminham na linha ao som de um tambor, cada batida
	 corresponde a um passo. Forma da linha: retangular.
3ª 	 fase – Desconcentração: “A corrida do gato”.
	 •	 Desenvolvimento: crianças à vontade pelo pátio. Um grande retângulo determina a casa do
		 gato. Ao soar a batida do tambor o gato deverá sair da sua casa e tentar pegar uma criança. A
		 criança que for pega pelo gato, também torna-se um gato e vai tentar pegar outra criança. A
		 brincadeira terminha quando todos virarem “gatos”.
4ª 	 fase - Desabrochamento: andar livremente pelo pátio imitando: pássaros, jacarés,
	 orangotangos, gatos cobras, etc.
5ª 	 fase – Relaxamento: crianças sentadas no pátio realizam exercícios de inspirar e expirar o ar.
	 Depois, deitados no chão, ouvirão um trecho de uma música orquestrada.

149
•	 Aula 3
1ª 	 fase – Atenção: imitar o professor: mãos na cintura, na cabeça, nos ombros, nos braços, nos
	 joelhos, nas pernas e nos pés. Repetir o exercício quatro vezes.
2ª 	 fase – Caminhar na linha: a professor conta: 1, 2, 3, 4. As crianças caminham na
	 linha depressa. O professor conta: 4, 3, 2, 1. As crianças caminham na linha
	 andando devagar. Forma da linha: círculo.
3ª 	 fase – Desconcentração: jogo “Coelho comilão”
	 •	 Desenvolvimento: duas linhas traçadas no chão, distantes uma da outra. Uma demarca a
		 plantação de cenouras e a outra a toca dos coelhinhos. Todas as crianças em cima da linha que
		 demarca a casa do coelhinho, estão com muita fome e vão em busca de cenouras gostosas.
		 Quando o professor bater palmas duas vezes, as crianças darão dois pulos para frente, uma
		 palma, elas ficam paradas no lugar onde estão. Quem errar dará um pulo para trás. Vence o
		 jogo quem primeiro chegar à linha que demarca a plantação de cenouras.
4ª 	 fase - Desabrochamento: História dramatizada
	
	
	
	

“Sou uma árvore e sei balançar de um lado para outro com minhas folhas bailando no ar, pra lá e
pra cá. Balançando... balançando..acabei adormecendo e tive um lindo sonho. Sonhei que era um
criança feliz que: sorria, corria, pulava, cantava, dançava, abraçava os amigos... Mas, o sonho
acabou. Agora sou uma árvore novamente”.

5ª 	 fase – Relaxamento: somos todos uma árvore com um troco bem durinho (contrair os músculos).
	 Agora somos um pedaço de borracha bem molinha (soltar todos os músculos). Repetir o exercício
	 quatro vezes.

EU JÁ SEI...

BANDINHA

Melodia: “Se esta rua fosse minha”

Melodia: “ciranda cirandinha”

Eu já sei, eu já sei andar na linha,
Eu já sei, eu já sei o meu lugar,
Vou andando atrás do coleguinha
Não preciso, não preciso empurrar.

Quem quiser tocar bandinha
Nesta linha tem que entrar.
Vem chegando bem depressa
Pra tomar o seu lugar.

(Repetir a estrofe várias vezes, substituindo a
palavra em destaque por: marchar/marchando,
saltar/saltando, correr/correndo, etc.)
Última estrofe:

Nossa banda finalmente
Vai agora começar.
O regente da orquestra
Já tomou o seu lugar.

Eu já sei, eu já sei andar na linha,
Eu já sei, eu já sei o meu lugar,
Vou parando, vou parando devagar,
E agora, e agora vou sentar.

(Caminhar na linha cantando e fazendo a mímica
dos instrumentos musicais ou distribuir instrumentos
para as crianças e caminhar na linha cantando e
tocando.)

150
MÃOZINHA
Mãozinha pra frente,
Mãozinha pra trás,
Com a mão na cintura
É assim que se faz.

1º - 	Em pé, sobre a linha, executar os movimentos sugeridos;
2º - 	Com a mão na cintura, girar;
3º - 	Substituir a palavra mãozinha por: pezinho, cabeça, um pulo, olhando, curvando, palminha,
		 andando, correndo, etc.

MÚSICA
Localização do som
	 •	 Formação: Em círculo, sentados.
	 •	 Material: Venda e sino.
	 •	 Jogo: Uma criança fica em determinado local tocando um sino. Uma outra
		 criança, com os olhos vendados, procura pela criança que toca o instrumento.
		 Revezam-se as crianças.

Reconhecimento do Som
	 •	 Formação: Em círculo.
	 •	 Material: Sino, chocalho, tambor, prato.
	 •	 Jogo: mostre os instrumentos, diga o nome e toque. Peça às crianças que fechem os olhos.
		 Toque dois instrumentos deixando uma pequena pausa entre eles. Mande todos abrirem os olhos
		 e peça a uma criança que reproduza a sequência. Depois, toque 3 instrumentos e peça a
		 reprodução da sequência. Toque finalmente 4 e peça novamente a reprodução. Em seguida,
		 toque 2 instrumentos e peça a uma criança que diga apenas os nomes. Depois toque 3
		 instrumentos e finalmente os 4, sempre pedindo que algumas crianças digam apenas os nomes.
	 •	 Final: As crianças deverão fazer o que o professor pedir: todos de olhos fechados deverão
		 obedecer as ordens: batendo palmas, batendo o pé, dando risadas, chorando, miando, dando
		 beijinhos.

151
Discriminação Auditiva
	 •	 Formação: Todos na classe.
	 •	 Material: Sulfite, giz de cera.
	 •	 Jogo 1: Dê para cada criança uma folha sulfite cortada ao meio e uma caixa de giz de cera.
		 Mostre um apito e diga: “toda vez que eu tocar um som longo assim (tocar), vocês vão fazer um
		 risco bem comprido (faça o risco com giz na lousa) e quando eu tocar um som curto assim
		 (tocar), vocês vão fazer um risco bem curto (mostrar)”. Vire-se de costas para a classe e
		 reproduza sons longos e curtos, alternando-os e repetindo-os. Se necessário, repita o exercício.
	 •	 Jogo 2: Dê o resto da folha cortada ao meio e diga: agora, quando eu fizer um som grave (bater
		 numa caixa), vocês vão fazer um risco grosso no papel. Quando eu fizer um som agudo (sino),
		 vocês farão um risco fino. Vire-se de costas e reproduza sons graves e agudos. Alternando-os e
		 repetindo-os. E, se necessário, repita o exercício.

Memória Auditiva
	 •	 Formação: Todos na classe.
	 •	 Material: Cartões de cartolinas com animais: cão, gato, passarinho, galinha e porco.
	 •	 Jogo: Distribua os cartões para as crianças como se fosse um baralho.”Eu vou fazer o som da
		 voz de dois animais. Vocês irão procurá-los nos cartões e colocá-los em cima da mesa, na
		 ordem”. Ex. miau, cocoricó (gato, galinha).
		 As crianças deverão colocar primeiro o gato, depois a galinha. Faça então mais duas vozes e
		 verifique.
		 Repita a operação. Depois da verificação, elas recolhem as figuras. Faça mais dois sons até usar
		 todos os cartões. Em seguida, faça uma sequência de 3 sons. Depois de quatro sons e,
		 finalmente, de 5.

Análise Auditiva
	 •	 Formação: Em círculos, sentados.
	 •	 Jogo 1: Repita a sequência sonora: Faça uma sequência sonora com palmas.
Ex:
	 a)	 Palmas, palmas, palmas (pausa), palmas, palmas, palmas.
	
	 b) 	Palmas, palmas (pausa), palmas, palmas (pausa). Depois peça que elas, em grupo ou
		 individualmente, a repitam. Dar outras sequências sonoras iguais a estas:
	
	 c) 	Palmas, estalos de língua, estalos dedos (pausa); palmas, estalos de língua, estalos dedos (pausa)
	 d) 	Palmas, dois estalos de língua (pausa), palmas, dois estalos de língua.
	 e) 	Três estalos de língua (pausa), três estalos de língua (pausa)

152
Sons vocais: timbre , sons graves e agudos
	 •	 	 Formação: Em círculo, sentados.
	 •	 	 História curta: Belinha e seu papai.
	 •	 Personagens: Narradora (voz normal), menina (voz fina) e papai (voz grossa).
		 “Naquela tarde, a mamãe estava tomando banho e Belinha estava na sala, brincando sozinha.
		 De repente, a campainha da porta tocou: Dim – Dom.
		 A menina muito esperta perguntou:
		 — Quem é?
		 Uma voz respondeu:
		 — Sou eu.
		 O coração da menina pulou dentro do peito. Aquela voz era do seu papai. Então ela disse, abrindo
		 a porta:
		 — Pode entrar!
		 Os dois se abraçaram e se beijaram muito.”
	 •	 Explique que cada pessoa tem um tipo de voz (timbre): o papai, a mamãe, as crianças, a
		 professora, os animais e também os instrumentos musicais.
		 Quando o som da voz é grosso e baixo, dizemos som grave (basta encostar o queixo no peito e
		 cantar uma música para as crianças entenderem).
		 Quando o som da voz é fino e alto, dizemos som agudo (cantar uma música, levantando o
		 queixo bem alto).
	 •	 Dramatização: A história de Belinha será dramatizada por todos. A voz grave do papai pelos
		 meninos e a voz aguda da Belinha pelas meninas.
	
	 •	 Final: Cante uma música qualquer, obedecendo ao comando do queixo da professora: um trecho
		 em voz grave, um trecho em voz aguda.

Sons vocais: alto e baixo (forte e fraco)
	 •	 Formação: Em círculos ou fileiras sentados.
	 •	 Explique que os sons podem ser graves (grossos) ou agudos (finos). Mas eles
		 também podem ser: sons altos e sons baixos. Cantar “Marcha soldado” bem
		 baixinho e depois cantar bem alto.
	 •	 Jogo: Diga: Vamos cantar agora outra música usando o nosso corpo? Todos
		 em pé. Quando cantarmos em som baixo, vamos nos abaixar e em som alto, vamos nos levantar.
		 Cante, obedecendo ao comando da professora.
	 •	 Integração: Cante uma música com som baixo e grave, e outra com som baixo e agudo. Depois,
		 com som alto e grave e com som alto e agudo, com o corpo fazendo o movimento certo com o
		 corpo.
	 •	 Final: Todos deitados, cantam de boca fechada (murmurando), bem baixinho.

153
Sons vocais: curto e longo
	 •	 Formação: Em círculo, sentados.
	
	 •	 Explique que os sons podem ser curtos e longos. Os sons curtos vão ser representados por um
		 grilo (que faz cri – cri e pula). Os sons longos, por um besouro (que faz Bzz e voa).
•	 Jogo: Emita sons curtos para as crianças repetirem pulando.
	
	
	
	

Ex:	
lá-lá (2 pulos); pó,pó,pó (3 pulos).
	 Depois, emita sons longos que as crianças repitam voando, isto é,
	 correndo de braços abertos,
Ex: 	
vogais: aaaaa, eeee...

	 •	 Integração: Crianças divididas em oito grupos. Cada grupo repete um dos sons emitidos pelo
	 professor, acompanhados dos movimentos correspondentes.
Ex:
	
	
	
	
	
	
	
	

1) 	ô,ô,ô,ô,ô: som grave, longo e alto (queixo junto ao corpo, voando de pé);
2) 	ô,ô,ô,ô,ô: som grave, longo e baixo (queixo junto ao corpo, voando abaixado);
3)	 mu-um: som grave, curto e alto (queixo junto ao corpo, pulando).
4) 	tô-tô: som grave, curto e baixo (queixo junto ao corpo, pulando abaixado, de cócoras).
5) 	bééééé: som agudo, longo e alto (queixo levantado, voando de pé).
6) 	sóóóóó: som agudo, longo e baixo (queixo levantado, voando abaixado).
7) 	lá-lá: som agudo, curto e alto ( queixo levantado, voando de pé).
8) 	mi-mi: som agudo, curto e baixo (queixo levantado, voando abaixado, de cócoras)

	 •	 Final: Sentadas, as crianças deverão cantar e fazer os gestos de uma música qualquer,
		 sem imitar a voz.

Sons Onomatopaicos (vozes dos animais)
	 •	 Formação: Círculo ou livre; de pé ou sentados.
	 •	 Jogo 1: Conte uma história (O casamento da Dona Baratinha, por exemplo) e a cada animal que
		 aparecer, as crianças fazem uma mímica e o som que emite.
	 •	 Jogo 2: Um grupo deve fazer a mímica e o som, para o outro adivinhar que animal é.
	 •	 Jogo 3: Um grupo faz apenas o som, para o outro adivinhar qual é o animal.
	 •	 Final: Sentadas, as crianças deverão fazer os gestos de uma música, emitindo a voz de
		 um animal.
	 Ex: “miar”- Música: Atirei o pau no gato...

154
Sons do próprio corpo
	 •	 Formação: Em círculo.
	 •	 Proposta: Livremente, explore os sons do próprio corpo (assobiar, estalar os dedos, estalar a
		 língua, estalar lábios, vibrar o nariz, ruídos com a boca, bater palmas, bater os pés...)
	 •	 Jogo: Acompanhe uma música com palmas, estalando os dedos, batendo os pés etc.
	 •	 Final: Em círculo, aos pares, dar saltos e uma criança escuta o coração da outra.

Sons ambientais (na sala)
	 •	 Proposta: Explore livremente sons na parede, portas, mesas e cadeiras usando o
		 corpo, procurando sons graves e agudos, curtos e longos, altos e baixos.
	 •	 Explore também, sons em copos, lápis, papéis etc...
	 •	 Final: Cante uma música e acompanhe-a batendo os dedos na mesa ou o lápis no copo.

Sons ambientais e do próprio corpo (voz)
	 •	 Jogo1: Coloca-se uma música, as crianças batucam a vontade.
	 •	 Jogo2: Batucada ordenada: A professora comanda com gestos para elevar, abaixar, cessar,
		 iniciar, mais rápido, mais lento etc
	 •	 Final: Disco de samba, batucada começa alto e termina baixo.

Explorando instrumentos musicais
	 •	 Sugestão de músicas:
	 1) A loja do mestre André.

Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei uma flautinha,
Flá, flá, flá, uma flautinha 
Dão, dão, dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé! 
Foi na loja do Mestre André!(Bis)
Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um tamborzinho,
Dum, dum, dum, um tamborzinho
Flá, flá, flá, uma flautinha 
Dão, dão, dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André! (Bis

155

Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um pianinho,
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!(Bis)
Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um violão,
Dão, dão,dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé! 
Foi na loja do Mestre André!(Bis)
•	 Sugestão de atividade: confeccionar um violão com cartolina e trabalhando a técnica de enfiagem.

	 2)	Vinheta Blém, blém (Passarinho, que som é esse?)
•	Helio Ziskind – Cd Meu pé meu querido pé.
	
	

Sinopse: Essa música apresenta diferentes instrumentos musicais de uma
forma bem divertida, convidando as crianças a identificá-los.

LER E ESCREVER

Pré-silábico 1 e 2

Essas são sugestões de atividades para intervenção nos referidos
níveis, porém, vale ressaltar que esta separação foi feita apenas para fins
metodológicos e não para fins classificatórios.
•	
	
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Trabalho intenso com os nomes das crianças, destacando as letras iniciais – atividades
variadas com fichas, crachás e alfabeto móvel.
Contato com variado material escrito: revistas, jornais, cartazes, livros, jogos, rótulos,
embalagens, texto do professor e dos alunos, músicas, poesias, parlendas, entre outros.
Observação de atos de leitura e escrita.
Atividades para distinção de letras e numerais.
Manipulação intensa do alfabeto móvel.
Classificação de palavras ou nomes que se parecem – as que começam com a mesma
letra, as que possuem o mesmo número de letras, palavras grandes e pequenas etc.
Jogos diversos com letras e nomes: bingo; memória; quebra-cabeças variados com
gravuras, nomes, letras.
Jogos com cartões: parear cartões com nomes iguais; parear cartões com letras; parear
cartões com desenhos.
Jogos com alfabeto móvel.
Reescrita com representação através de desenhos do texto trabalhado.
Autoditado e escritas espontâneas.

156
Silábico

•	Escrita e recebimento de cartas, avisos e outros.
•	Elaboração de textos coletivos.
•	Leitura de poesias, músicas, parlendas, histórias e outros textos significativos e
		previamente memorizados.
•	Identificação de frases pelo seu correspondente oral.
•	Análise sonora sobre as iniciais dos nomes próprios e palavras significativas.
•	Desmembramento oral dos nomes e das palavras em sílabas; pronúncia pausada das
		palavras, solicitando aos alunos que contem os pedacinhos.
•	Classificação de palavras com o mesmo número de sílabas que iniciam com a mesma
		letra.
•	Completar lacunas em textos e palavras.
•	Autoditado, listas, escritas espontâneas diversas.
•	Atividades para trabalhar com rimas, sons iniciais, finais e medianos das palavras.
•	Colocar letras em ordem alfabética.
•	Montar, com o alfabeto móvel, nomes e palavras livremente.
•	Varal de letras.
•	Completar palavras com a primeira letra (usar o alfabeto móvel).
•	Contar o número de palavras de cada frase.

Silábico-alfabético

•	 Jogos e atividades variadas com alfabeto móvel e sílabas móveis.
•	 Caça-palavras.
•	 Cruzadinhas.
•	 Produção de textos coletivos.
•	 Montagem e escrita de pequenas estruturas linguísticas.
•	 Escrita de cartas, bilhetes, listas, ...
•	 Análise e síntese de palavras significativas.
•	 Escritas espontâneas, autoditado.
•	 Oficina de histórias, reconto, reescrita.
•	 Recorte de figuras ou palavras para montagem de álbuns ou dicionários.
•	 Reestruturar frases de poesias, parlendas ou músicas que já saibam de cor.
•	 Localizar palavras num texto, copiá-las separando suas sílabas num diagrama.

Alfabético

•	 Atividades com alfabetos variados (tamanho, forma, letra, material) para montagem de
		 palavras ou frases mediante desafios.
•	 Atividades para completar a primeira ou a última sílaba dos nomes ou palavras com
		 material concreto (fichas, jogos).
•	 Ligar nomes às sílabas iniciais.
•	 Completar fichas de palavras com as letras que faltam (usando o alfabeto móvel).
•	 Classificar palavras com o mesmo número de sílabas.
•	 Separar palavras em sílabas (com fichas para recortar e colar ou por escrito).
•	 Separar e registrar o número de sílabas das palavras da frase.
•	 Escrita de palavras e nomes que iniciam ou terminam com uma determinada sílaba.
•	 Reconhecimento de palavras, frases ou letras no texto.
•	 Separar frases em palavras.
•	 Escolher palavras do texto e elaborar pequenas frases.
•	 Remontar do texto com fichas de frases ou palavras.
157
ALFABETO MÓVEL
	 •	 Apresentar o alfabeto móvel para os alunos, manusear as
		 letras com as mãos e senti-las. Depois, no próprio
		 material, com os dedos, fazer os movimentos corretos da
		 escrita da letra.
	 •	 Trabalhar a forma de escrita das letras através do alfabeto móvel, usando como recurso a
		 modelagem em massinha ou argila, da colagem de grãos ou areia, etc.
	 •	 Formar o próprio nome e dos colegas.
	 •	 estacar letras iniciais e finais do nome ou palavras e compará-las.
	 •	 Fixar, na sala de aula, cartaz com o nome de todos os alunos da classe em ordem alfabética,
	 destacando a letra inicial. Solicitar que escrevam dois, três ou quatro nomes dos amigos e
	 escrevam utilizando o alfabeto móvel.
	 •	 Autoditado: Formar palavra frente à imagem ou figura.
	 •	 Letrinha fujona: Omitir letra para ser completada na formação da palavra.
	 •	 Letrinha intrometida: Apresentar palavras com letra que não pertence a ela e solicitar à criança
		 que descubra qual é a letra que não pertence aquela palavra. Usar lista de apoio.

	
	
	
	
	

•	 Troca-troca de letrinhas: Selecionar uma palavra. Distribuir uma letra para cada
criança que deverá ser fixada no corpo, formando a palavra escolhida. O
restante da classe deverá formar a mesma palavra com o alfabeto móvel.
Pedir que as crianças troquem de lugar formando uma nova palavra. A
mesma troca de posição deverá ser feita com o alfabeto móvel pelo restante
da classe.

Exemplo: gato/pato – lama/alma – janela/panela – bola/cola.
	 •	 Colocar o alfabeto na sequência correta à vista do modelo.
	 •	 Abraço das letrinhas: Solicitar que cada criança escolha uma letra do seu alfabeto móvel. Pedir
		 que circulem pela sala e procurem o amiguinho que tem a mesma letra. Quando se
		 encontrarem, dar um abraço.
	 •	 O professor fala o nome de uma letra e as crianças retiram do alfabeto móvel a letra solicitada.
		 Pedir que falem palavras que os nomes comecem com essa letra.
	 •	 Propor a construção das palavras significativas, observando a quantidade de letras, as que se
		 repetem e outras palavras que podem ser formadas a partir dela.
	 •	 Escrever palavras do mesmo campo semântico. Usar
		 lista de apoio.
	 •	 Jogo da memória: Agrupar as crianças em duplas.
		 Espalhar sobre a mesa dois jogos do alfabeto móvel.
		 Memorizar o lugar de cada letra. Virar os cartões e
		 pedir que encontrem os pares das letras iguais.

158
•	 Distribuir a cada criança a ficha com seu nome ou com palavras significativas. Peça que todos
		 reproduzam o que está escrito com o alfabeto móvel. O processo deve ser auxiliado com
		 questionamentos.
Exemplos: “Tem certeza de que é essa letra?” ou “A letra está na posição correta?”
	 •	 Escrever o nome de músicas, poesias, histórias que estão sendo trabalhas com o alfabeto móvel.
	 •	 Separar do alfabeto as vogais e fazer uma lista de palavras iniciadas pelas mesmas.
	 •	 Estimular o exercício da escrita espontânea, usando como recurso o alfabeto móvel.
	 •	 Escrever uma palavra e pedir que as crianças copiem utilizando o alfabeto móvel. Depois realizar
		 a análise da mesma quanto ao número de letras, letra inicial, letra final e letras iguais.
	 •	 Classificar letras segundo número de aberturas, curvas ou retas.
Obs:	 À medida que as crianças evoluem em suas hipóteses de escrita, pode-se utilizar as
		 mesmas sugestões de atividades aumentando o grau de complexidade, como por exemplo,
		 utilizar um jogo com sílabas ao invés de letras.
CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA
	 •	 Exercícios fonoarticulatórios: indicados para exercitar as áreas específicas
		 que influenciam na produção da fala: os lábios, a língua, o palato, a mandíbula
		 e as bochechas.
	 •	 Imitar o motor de um carro, vibrando com os lábios.
	 •	 Fechar a boca, apertando bem os lábios.
	 •	 Projetar os lábios fazendo “bico” e movê-los para a direita e para a esquerda.
	 •	 Imitar vozes de animais.
	 •	 Rir exageradamente.
	 •	 Passar a língua nos lábios, em movimento de rotação.
	 •	 Abrir a boca e tocar com a língua o lábio superior, o lábio inferior e os cantos da boca.
	 •	 Fechar a boca e, com a língua, empurrar a parte interna da bochecha direita e da bochecha
		 esquerda.
	 •	 Estalar a língua.
	 •	 Colocar a língua para fora e recolhê-la lentamente ou rapidamente.
	 •	 Imitar um gatinho bebendo leite.
	 •	 Bocejar, fazendo de conta que está com sono.
	 •	 Dar gargalhadas.
	 •	 Com a boca aberta, inspirar pelo nariz e expirar rapidamente pela boca.
	 •	 Passar a ponta da língua no palato, de dentro para fora.
	 •	 Estalar a língua imitando cavalinho.
	 •	 Inflar as bochechas e pressioná-las com as mãos, mantendo a boca fechada.
	 •	 Encher a boca de ar, antes de um lado e depois do outro.
	 •	 Assoprar, evitando que as bochechas se inflem.
	 •	 Massagear externamente as bochechas com as mãos.

159
-	 Exercícios respiratórios: indicados para desenvolver hábitos corretos de respiração,
		 propiciando melhor ritmo de fala e melhor emissão dos fonemas e de uma voz mais natural.
	
	 -	 Soprar tiras de papel, penas, algodão, língua de sogra, bexigas, bolinhas de sabão, barquinhos
		 de papel e ou bolas de isopor em vasilha com água.
	 -	 Soprar, através de canudos, no espelho, tentando deixar marcas.

Atividades de rimas, aliterações, consciência de sílabas e de palavras
	 •	 Bater palmas correspondentes aos números de sílabas de palavras e frases.
	 •	 Dizer palavras que comecem ou terminem com determinada sílaba.
	 •	 Fazer perguntas que exijam reflexão sobre as sílabas:
Ex: “Quantas vezes eu abro a boca para dizer a palavra PATO?”
	 •	 Diga e toque:
	 •	 Apresente para as crianças as seguintes rimas em forma de um jogo que pode ser repetidas
		 várias vezes de maneira lenta e depois rápida.
Diga “ré”, toque o pé.
Diga “pelo”, toque o cabelo.
Diga “aço”, toque o braço.
Diga “fecho”, toque o queixo.
Diga “abelha”, toque a orelha.
Diga “desça”, toque a cabeça.
Diga “pão”, toque a mão.
	 •	 Quando as crianças adquirirem mais experiências com as rimas, dê a pista e deixe que elas
		 digam a palavra: “Diga pão, toque a __________”.
	 •	 Canções com onomatopeias:
	 •	 Cante “canções que tenham onomatopeias, como a cantiga popular “No sítio do seu Lobato” ou
		 “O Relógio” (Vinícius de Moraes).
	 •	 Descubra a resposta:
	 •	 Apresente questionamentos cujas respostas devem rimar com a última palavra da pergunta.
Exemplos:
	 -	 O que Marieta guarda dentro da gaveta?
1)	Uma revista em quadrinhos.
2)	A sua primeira chupeta.
3)	Um cachorrinho pequeno.
160
-	 O que João tem embaixo do colchão?
1)	Um livro de estimação.
2)	Um papel de presente.
3)	Uma carta de amor.
	 •	 Segmentação de frases.
	 -	 O professor fala uma frase. Em seguida, a repete omitindo a última palavra e escolhe uma
		 criança para dizer a palavra que faltou (que foi omitida).
Ex:	 Minha irmã gosta de comer macarrão.
		 Minha irmã gosta de comer...
	 (Criar o número de frases correspondente ao número de alunos da classe).
	 •	 Classificação de figuras conforme o início de seus nomes falados.
	 -	 Material: Cartões com diferentes inícios escritos (Ex: “bo”, “ca”, “ma”) e cartas contendo cada
		 qual uma figura.
	 -	 Desenvolvimento: Distribua às crianças cartas com figuras de objetos cujos nomes aliterem.
		 O professor estipula um local para que as cartas sejam agrupadas. Cada criança deve pegar a
		 sua carta, dizer o nome da figura e enfatizar a aliteração. Depois, colocar a carta no local
		 correspondente.
	 •	 Contagem de sílabas durante a nomeação oral de figuras

	 -	 Material: Cartas com figuras e caixa.
	 -	 Desenvolvimento: Disponha as crianças em círculo e, no centro, coloque uma caixa com as
		 cartas.
		 Cada criança, na sua vez, retira uma carta e deve dizer o nome da figura e, em seguida, deve
			 repeti-lo, batendo palmas a cada sílaba para mostrar quantas sílabas o nome da figura tem.
	 •	 Mostre um objeto e peça que as crianças digam o nome e quantos “pedacinhos” (sílabas) têm.
		 (mostrar vários objetos). “Vamos dizer o nome do objeto, acompanhando com batidas de pé cada
		 pedacinho.”

161
Atividades para desenvolver habilidades motoras, perceptivas e
cognitivas.
1)	 Jogo das diferenças
	

Habilidade desenvolvida: Memória visual

Material- Pares de cartelas: a primeira com uma figura e a segunda com a mesma figura, mas
faltando algum detalhe.
Exemplo:

Como jogar:
Mostre a primeira cartela e peça para que as crianças observem e identifiquem a figura.
A seguir, mostre a outra cartela e pergunte: — As duas são iguais? — O que está faltando?
Se necessário, mostre as duas cartelas ao mesmo tempo.
2)	 Futebol de sopro.
	 Habilidade desenvolvida: Controle da respiração e capacidade espacial.
	 Materiais: Mesa; pote de sorvete vazio; canudinhos; bolinha de isopor pequena ou de
	

pingue-pongue.
	 Como jogar: Coloque o pote de sorvete sobre a mesa como se fosse o gol. Um aluno será o

	

goleiro e tentará defender soprando, através do canudinho, a bolinha para longe. Outro aluno

	

será o atacante que tentará soprar a bolinha com o canudinho para dentro do gol.

162
3)	 Basquete com caixas.
	
	

Materiais: Caixa de papelão; bolas de papel amassado; fita crepe.

	
	

Habilidade desenvolvida: Noção de distância.

Como jogar: Demarque o ponto de arremesso com uma fita crepe no chão. Coloque a caixa
de papelão a uma distância apropriada. A criança arremessa a bola tentando acertar a caixa.

4) 	 oleibol com bexiga
V
	 Habilidade desenvolvida: Destreza, reflexo, paciência
	 Material: Bexigas.
	 Como jogar: Os alunos ficam dispostos em uma roda e passam a bexiga para o colega da direita
	

apenas usando o dedo indicador, sem deixá-la cair. Depois que os alunos demonstrarem maior

	

segurança realize a brincadeira com 2 ou 3 bexigas ao mesmo tempo.

163
5)	 Esconde- esconde diferente.
	

Habilidade desenvolvida: Percepção visual, memória visual.

	

Material: Armário.

	

Como jogar: Organize as crianças em círculo. Escolha uma delas para sair da sala em

	

companhia de uma educadora e aguardar. Outra criança é escolhida para esconder-se atrás

	

do armário. A criança que estava do lado de fora é chamada e tenta adivinhar quem está

	

faltando na roda. Caso tenha dificuldade, ofereça dicas.

6) 	Gincana dos chinelos.
	 Habilidade desenvolvida: Destreza, discriminação visual, reconhecimento dos seus pertences.
	 Materiais: Chinelos, fita crepe
	 Como jogar: Num dia quente, em que todos os alunos tenham trazido seus chinelos, organize
	

duas filas com quantidades iguais de crianças. Os chinelos serão amontoados. Trace a linha

	

de partida. Ao seu comando, os primeiros da fila deverão correr até os chinelos, localizar o seu

	

par, colocá-lo no pé e voltar para o final da fila. A próxima criança faz o mesmo até acabarem

	

os chinelos.

• Sugestões de sites para o professor:
	

http://guiadobebe.uol.com.br

	

http://sitededicas.uol.com.br

	

http://estimulando.com.br

	

http://taturana.com/cantigas/html

	

http://nordesteweb.com/nejunino.htm
164
Parte IV

165

Encarte de Histórias

Encarte de Histórias
Dia de sol, noite de lua
Certa vez, o dia amanheceu com uma vontade repentina de conhecer a
noite.
Ficou pensando no que faria para acabar com a sua curiosidade.
Resolveu pedir ajuda para a coruja que recebeu a missão de observar com detalhes tudo o que
acontece durante a noite e contar para ele depois.
E assim ela o fez.
Ao voltar para o seu ninho, pela manhã, encontrou o dia pronto para ouvir as novidades.
A coruja, mesmo com sono (pois ela dorme durante o dia) começou a contar.
Disse que durante a noite o silêncio é grande. O céu escurece e fica todo enfeitado com pontinhos
brilhantes chamados de estrelas, e, em meio a elas, surge a mais bela de todas as coisas noturnas- a
lua! Linda! Às vezes tímida, aparece só pela metade. Às vezes imponente e brilhante, empresta sua
luminosidade à noite.
A maioria dos animais dorme e das pessoas também. Apenas algumas trabalham.
O sol, que é muito amigo do dia e estava a seu lado nessa hora, ouviu tudo e ficou muito interessado.
Principalmente na lua que lhe pareceu tão bela. Sentiu vontade de conhecê-la.
Pediu então permissão ao dia para visitar a noite, mas soube que isso seria impossível.
Vendo o sol tão triste, o dia pediu à coruja que também contasse para a noite as coisas lindas que
aconteciam durante o dia e a convidasse para uma visita. É claro que a lua e as estrelas também
seriam convidadas.
A coruja assim o fez.
Logo que a noite surgiu, a ave pôs-se a falar sobre o dia. Contou sobre os muitos sons que
ouvimos, o grande movimento de pessoas para lá e para cá. E o mais importante... O calor agradável
e o brilho maravilhoso do sol!
No mesmo instante, a lua, que é a melhor amiga da noite, sentiu vontade de conhecer esse tal sol.
Mas também soube que seria impossível. O sol e o dia jamais poderão encontrar-se com a lua e a
noite.

Encarte de Histórias

Porém, a lua que é muito teimosa, descobriu uma maneira de, ao menos de vez em quando, dar
uma olhadinha no sol.
Sabem o que ela faz? Esconde-se atrás das nuvens e quando a noite se vai e o dia chega, ela fica
no céu dando uma espiadinha. Depois ela vai embora antes que a noite perceba.
Então, se alguma vez vocês olharem para o céu e avistarem, de um lado o sol e do outro a lua,
saberão que é pura traquinagem dessa menina curiosa e apaixonada.
Autora: Nerlí de Lourdes Cesarino Vieira

166
Um dia especial.
Certo dia, Camila pediu à mamãe que a levasse até o sítio do vovô Gabriel.
Pelo caminho viu vários animaizinhos: vaca, cavalo, porquinho, pintinho, tinha até um cabritinho.
O vovô esperava-a com carinho, para juntos irem até a cachoeira (barulho de água- chuá, chuá,
chuá). Depois Camila andou no cavalo (barulho andar do cavalo – estalar a língua), ele era muito
mansinho.
Foi ao curral tomar leite quentinho (barulho engolindo – glup, glup, glup) e visitou o galpão onde a
vovó fazia os queijos e comeu um pedacinho (barulho mastigando – nhoc, nhoc, nhoc).
Brincou com seu primo de carrinho (barulho de carro – vrum, vrum, vrum), vendo ao longe os
tratores que ajudam a cuidar da terra com carinho.
Queria continuar brincando, mas a chuva começou cair (barulho de chuva – plic, plic, plic), foi
quando deu três espirros (barulho de espirro - atchim, atchim, atchim).
Era preciso para casa voltar, já estava anoitecendo quando ouviu o barulho da coruja e dos
passarinhos (barulho de pássaro - piu, piu, piu).
Camila gostou do passeio, despediu-se da vovó e do vovô com muitos beijinhos (barulho de beijo
– smac, smac, smac).
Ao escurecer, o papai veio buscá-la. Camila prometeu voltar nas férias para mais uma aventura.	

167

Encarte de Histórias

Autora: Maria Antonia Rosa Alves
Uma surpresa para Mário
Um menino chamado Mário ficava todos os dias na janela do seu quarto olhando as
aves que faziam piruetas no céu (folha de sulfite dobrada ao meio movimentando-se).
Ele gosta muito de brincar na sua casa com seus coleguinhas Lucas, Tainá, Gabriel
e Camila (dobradura da casinha). Depois de chegar da escola, Mário tomou um banho
esfregando seu corpinho com muito carinho: mãos, pés, pernas, braços, orelha, pescoço, enquanto
esfregava cantava:

Meu corpinho bonitinho,
Tenho que esfregar, esfregar
Ele vai ficar limpinho
E a mamãe vai elogiar.
(Melodia: Meu pintinho amarelinho)

Depois enxugou com uma toalha macia (sulfite dobrado em quatro partes) e pediu à mamãe que,
por favor, pendurasse-a no varal (sulfite aberto segura nas duas pontas e assopra).
A mamãe preparou um leite quentinho, Mário disse muito obrigado e tomou todinho. Depois
escovou os dentes e deitou-se em sua cama, dormindo rápido.
Então sonhou que estava navegando pelas águas de um rio a bordo do seu barquinho (dobradura
do barco). O barco ia de um lado para outro sem parar, repentinamente, nuvens escuras cobriram o
céu (barulho de trovão – cabrum, cabrum, cabrum) e começou a chover muito forte (chú, chú, chú).
O barco enfrentava uma tempestade quando bateu numa pedra perdendo um pedaço (rasga uma
parte do lado direito), ele vira e perde outros dois pedacinhos (rasga uma parte do lado esquerdo e
a ponta de cima).
Nesse instante, Mário acorda e vê o pôr- do sol, a chegada de um novo dia e que tudo não passou
de um sonho.
Sua família entra no quarto e todos cantam “parabéns pra você nesta data querida, muitas

Encarte de Histórias

felicidades, muitos anos de vida”.
É um grande dia para Mário, é o dia do seu aniversário!
A mamãe lhe dá um beijo, papai um abraço, os amiguinhos um cheirinho e a vovó um presente:
uma linda camisa (abre o barco que foi rasgado).
Mário sentiu-se feliz por ser muito amado.
— Como é bom estarmos com pessoas queridas ao nosso lado.
Autora: Adaptado por Maria Antonia Rosa Alves

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Ginástica historiada: Passeio no parque
Orientação: crianças em pé, em círculo, tendo a professora como orientadora
para a realização dos movimentos.
Certo dia, estava Camila a brincar, quando mamãe convidou:
— Vamos passear, pelo parque vamos caminhar.
Caminharam, caminharam até avistar:
— Um lago! Vamos de pedalinho brincar?
Pedalaram, pedalaram sem parar. (crianças sentam-se no chão com as pernas para cima e
realizam o movimento como se estivessem pedalando)
— Ufa, vamos continuar. (levantam-se e continuam com o movimento de marcha).
Caminharam, caminharam até avistar:
— Quantas árvores! Vamos de esconde-esconde brincar?
Esconderam-se, esconderam-se sem parar. (sentam-se no chão com as pernas flexionadas,
abaixam o corpo escondendo o rosto).
— Ufa, vamos continuar. (levantam-se e continuam com o movimento de marcha).
Caminharam, caminharam até avistar:
— Um parque! Vamos ao balanço brincar?
Balançaram-se, balançaram-se sem parar. (em pé, devem esticar os braços fazendo movimento
de onda do lado esquerdo e do lado direito 3 vezes).
— Ufa! Vamos continuar. (levantam-se e continuam com o movimento de marcha).
Caminharam, caminharam até avistar:
— Uma casinha! Vamos nela entrar?
Entraram e ouviram um barulho estranho aumentando, aumentando...
— Vamos correr! Não quero mais brincar! (em pé, fazem movimentos como se estivessem
correndo).
— Ufa! Quero para casa voltar!

se e têm a oportunidade de relatar/argumentar sobre o barulho)
— Pode ser, mas para lá eu não quero mais voltar.
Autora: Maria Antonia Rosa Alves
• Sugestão: Para esse momento de volta à calma, realize uma atividade de relaxamento. Use um
CD com música instrumental.

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Encarte de Histórias

Intervenção do professor: — Vocês sabem de quem era aquele barulho? (as crianças sentam-
Ginástica historiada: Fogo no circo.
O circo estava armado no centro da praça. A lona era muito grande, muito
grande mesmo (o professor abre os braços para dar ideia do tamanho da
lona e as crianças imitam). Lá dentro havia uma porção de bichos: leão, tigre,
girafa, cavalo, onça, urso e um macaco.
Era noite e estava escuro. Os bichos estavam todos dormindo. Não se ouvia
nenhum barulho. Quem tomava conta do circo de noite era o Sr. João, um velhinho que sempre
levava na mão uma lanterna acesa. Seu João estava sentado e ouviu um barulho. Ele se levantou e foi
andando devagarzinho, assim na pontinha dos pés. (deslocamento de todo o grupo).
Começou a sentir cheiro de queimado e foi andando mais depressa (marcha), mais depressa,
mais depressa... Começou a correr na direção do barulho e viu um fogo ainda pequenininho. Voltou
correndo e passou assim, por baixo dos bancos (quadrupedismo).
Para chegar mais depressa à rua, gritou:- O circo está pegando fogo, o circo está pegando fogo!
Começou a juntar gente e logo chegaram os bombeiros. Vieram muitos carros, e os bombeiros puseram
as escadas e foram subindo (mímica de subir escadas) e começaram a jogar água na fogueira que já
estava muito grande. Os leões urravam (imitar), os cavalos relinchavam, os tigres rugiam, os macacos
guinchavam. Os pobres macacos, que estavam presos nas jaulas, começaram a pular de um lado
para outro (saltar), pois o fogo já estava perto deles. Seu João veio abrir as jaulas. Os macacos
subiram pelas grades e começaram a atravessar o circo de um lado para o outro, caminhando por
cima de um arame (equilibrar), com muito cuidado para não cair, até chegarem onde não havia mais
fogo (colocar no chão uma corda para as crianças andarem em cima). Os macacos também
quiseram ajudar e começaram a jogar (lançar) tudo para fora do circo. Jogaram as bolas, os arcos, as
roupas. Tudo que encontraram eles foram jogando. Então os bombeiros apagaram o fogo.
Os carros começaram a voltar para o quartel dos bombeiros. Iam correndo pelas ruas (correr), com
a sirene tocando assim (correr imitando barulho da sirene). Lá no circo, já estava tudo calmo outra

Encarte de Histórias

vez. Seu João, que tinha tomado um grande susto, agora estava contente, porque tinha salvo todos
os bichos. E foi feliz para casa andando (marcha final com todas as crianças cantando).
Gerusa Rodrigues Lima Pinto e Regina Célia Villaça

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Um dia Chuvoso
No sábado Lucas acordou cedo, cheio de energia e com muita vontade de
brincar. Mas, ao sair da cama, ouviu um barulho assim:
Chuáááá, chuááááá!!! (as crianças imitam o barulho)
Intervenção do professor (Que barulho é esse?)
Estava chovendo! E não era uma chuva qualquer. Era forte mesmo!
De repente, um barulho ainda maior:
Cabrum!!!! Cabrum!!!!!! (as crianças imitam o barulho)
Intervenção do professor (Que barulho é esse?)
Lucas assustou-se com o trovão e voltou para a cama.
E os barulhos continuavam:
Chuááá, chuááá, cabrummmm!!
A mãe de Lucas entrou no quarto e, percebendo que ele estava triste por não poder brincar lá fora,
disse:
— Não se preocupe, meu querido. Vou preparar um bolo gostoso para comermos enquanto a
chuva não para.
Do quarto Lucas ouviu outro barulho.
Trêêêêêê, trêêêêê!!!! (as crianças imitam o barulho)
Intervenção do professor (Que barulho é esse?)
Era sua mãe que já estava com a batedeira ligada preparando o bolo.
Não demorou e um cheirinho gostoso invadiu o quarto.
Ele então se levantou e foi tomar um delicioso café da manhã.
Ao terminar olhou pela janela e ouviu apenas:
Plic, plic, plic (as crianças imitam o barulho)
Intervenção do professor (Que barulho é esse?)
Lucas correu para brincar.
			

Autora: Nerlí de Lourdes Cesarino Vieira

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Encarte de Histórias

Eram apenas algumas gotinhas que pingavam das árvores. A chuva já havia passado.
Encarte de Histórias

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Referências Bibliográficas
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e organização escolar. Porto Alegre: Artmed, 2004. / BARUERI. Secretaria de Educação
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e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional
para a Educação Infantil. Brasília, 1998. / BRITO, T. A. de. Música na Educação Infantil:
propostas para a formação integral da criança. São Paulo: Peirópolis, 2003. / CAPOVILLA,
A. G. S; CAPOVILLA, F. C. Alfabetização: método fônico. 3.ed. São Paulo: Memmon, 2004. /
CENTURIÓN, M. et al. Vai começar a brincadeira: maternal. São Paulo: FTD, 2007. (Coleção
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Porto Alegre: Artmed, 1999. / GURMINI, J. Fundamentos biológicos do desenvolvimento
infantil. Curitiba: IESDE, 2003. / KAMII, C. A criança e o número. Campinas: Papirus,
1990. / LIMA, E. S. A criança pequena e suas linguagens. São Paulo: Sobradinho, 2003. /
_________. As Dimensões da linguagem. São Paulo: Interalia, 2007. / _________. Brincar
para quê? São Paulo: Interalia, 2007. / _________. Como a criança pequena se desenvolve.
São Paulo: Sobradinho, 2006. / _________. Neurociência e aprendizagem. São Paulo:
Interalia, 2007. / _________. Neurociência e escrita. São Paulo: Interalia, 2007. / MOMO,
A. R. B.; SILVESTRE, C.; GRACIANI, Z. O processamento sensorial como ferramenta para
educadores: facilitando o processo de aprendizagem. São Paulo: Artevidade/ Memnon,
2007. / MOYLES, J. R. A excelência do brincar. Porto Alegre: Artmed, 2006. / RICHMOND,
P. G. Piaget: teoria e prática. São Paulo: Ibrasa, 1981. / SCHILLER, P.; ROSSANO, J.
Ensinar e aprender brincando. Porto Alegre: Artmed, 2008. / SMOLE, K. S. S; DINIZ, M. I.;
CÂNDIDO, P. Figuras e Formas. Porto Alegre: Artmed, 2003. (Coleção matemática de 0 a 6).
/ ________________ . Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Porto Alegre: Artmed,
2000. (Coleção matemática de 0 a 6). / ________________ . Resolução de problemas. Porto
Alegre: Artmed, 2000. (Coleção matemática de 0 a 6). / TILLMAN, D. Atividades com valores
para crianças de a 6 anos. São Paulo: Brahma Kumaris, 2002. / VILLABA, A. M. Brincar com
papel. São Paulo: Caramelo, 2006. (Coleção fazendo arte com Barney).

Livros para leitura
BELLINGHAUSSEN, I. B. O mundinho. São Paulo: DCL, 2008 / BELLINGHAUSSEN,I. B.
O mundinho azul. São Paulo: DCL, 2004. / BELLINGHAUSSEN, I. B. Vamos abraçar o
mundinho. São Paulo: DCL, 2007. / BELINKY, T. Dez sacizinhos. São Paulo: Paulinas, 2007.
/ BOURGUIGNON, L. No coração e na bolsa. São Paulo: Brinque Book, 2008. / BRAIDO, E.
A noite e o dia. São Paulo: FTD, 1999. / BRAIDO, E. A lagarta e a borboleta. São Paulo: FTD,
2001. / BRAIDO, E. A semente e o fruto. São Paulo: FTD, 1994. / BRAIDO, E. As gotinhas
e o arco-íris. São Paulo: FTD, 2001. / BUTTERWORTH, N. Terra Maravilhosa. São Paulo:
Callis, 1993. / CARDOSO, L. C. Amanda no país das vitaminas. São Paulo: Ed. Do Brasil,
1998. / DIDIER, L. Enganei o bicho-papão! Os cinco sentidos. São Paulo: Scipione, 2004. /
EMBERLEY. E. Desenhando com os dedos. São Paulo: Panda Books, 2004 / EMBERLEY,
E. Desenhando faces. São Paulo: Panda Books, 2007. / FALCONER. I. Olivia. São Paulo:
Globo, 2001. / FILHO, M.C.O. O caso da lagarta que tomou chá-de-sumiço. São Paulo:
Brinque Book, 2007. / FILHO, M. C. O. O caso das bananas. São Paulo: Brinque Book,
2003. / HARRISON, J. Quando mamãe virou um monstro. São Paulo: Brinque Book, 1996. /
HEINE, H. Amigos. São Paulo: Ática, 2000. / KING, S. M. Pedro e Tina: uma amizade muito
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o quanto eu te amo. São Paulo: Martins Fontes, 1999. / MACHADO, A. M. Menina bonita
do laço de fita. São Paulo: Ática, 1996. / MANNING, M.; GRANSTRON, B. Sai Sujeira. São
Paulo: Ática, 1993. / ORTHOF, S. Se as coisas fossem mães. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
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/ POPOV, N. Por quê? São Paulo: Ática, 2000. / ROCHA, R.; CASTANHA, M. A primavera
da lagarta. Belo Horizonte: Formato, 1999. / ROCHA, R.; ROTH, O. Azul e lindo; planeta
Terra, nossa casa. São Paulo: Moderna, 2008. / ROCHA, R. O coelhinho que não era de
Páscoa. São Paulo: Salamandra, 1994. / ROCHA. R. Quem tem medo de cachorro. São
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RUSSELMAN, A. Notícias da rua dos dentes de leite. Ática,1993. / SÁ, E. Dona Galinha e
Ovo de Páscoa. São Paulo: Scipione, 1996. / STRANCHAN, L. Qual é a cor do amor? São
Paulo: Brinque Book, 2005. / TAMBORLIM, N. M. Aventura da bolinha azul. Curitiba: Bolsa
Nacional do livro, 1999. / TARBETT, D. Eram dez lagartas. Ed. Ciranda Cultural, 2004. /
WIKIDS, E. Coleção Mamíferos. São Paulo: Ciranda Cultural, s/d.
Adoleta professor

Adoleta professor

  • 2.
    Organização Celso Furlan Coordenação Janete Diasdo Valle Pesquisa e Edição de Texto Alessandra Rodrigues Denise de Almeida Sylos Nemer Isabel Cristina Dias Lombardeiro Biondi Maria Antonia Rosa Alves Maristela de Azevedo Abreu Monica Barros Duarte Lessa Nerlí de Lourdes Cesarino Vieira Nilza Aparecida Ribeiro Silva Rosemeire da Silva Souza Revisão de Texto Regiane Marly da Silva Rodrigues Ilustração Damaris de Oliveira Monica Barros Duarte Lessa Paula Donegati Oliveira Araújo Regina de Oliveira
  • 3.
    Professor, Tudo que existeantes, dentro e depois do ofício de educar, existe no interior de relações de trocas vivas onde o trabalho sobre o mundo e entre os homens é o único poder que tem o dom de a tudo transformar. Pensar nossa própria prática como um trabalho entre os outros, recriá-la e fazê-la, transformar-se em cada uma das suas esferas a da sala de aula, a da escola, a do sistema, a do lugar do sistema, entre outros de nosso mundo agora, imaginar que a educação existe muito mais imensa do que a escola, que os educadores somos todos os que temos o olhar dirigido ao horizonte de um mundo de homens livres, mas com as mãos e coração metidos nas questões e nos caminhos de agora, de que devemos ser, mais do que mestres muito mais do que meros mediadores de um poder supremo: “Irmãos e companheiros da lição humana de um mesmo caminhar.” Última estrofe do poema: “Avôs e netos no meio da noite” Carlos Rodrigues Brandão. Carlos Rodrigues Brandão, nascido em 1940 em Goiás, onde foi professor universitário de 1967 a 1975. Mestre em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UNB), doutor em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e livre-docente pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Trabalha atualmente no Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal de Goiás e no Doutorado em Ambiente e Sociedade, também na Unicamp. É autor de vários livros nas áreas de Antropologia Social, Educação e Literatura. 3
  • 4.
    Apresentação Caro professor, Este cadernofoi especialmente elaborado com o objetivo de subsidiar seu trabalho pedagógico, facilitando o planejamento de suas aulas e orientando-o quanto ao uso do Caderno Adoleta. Nele, você encontrará fundamentos teóricos que justificam a importância das atividades do Caderno Adoleta e a linha de pensamento que desencadeou a elaboração das mesmas. Além disso, poderá contar com uma série de sugestões de atividades que favorecem o aprendizado e complementam o trabalho sistematizado. Com o apoio deste material, é esperado que você torne seu cotidiano escolar ainda mais dinâmico e proveitoso, pois o caderno tem por objetivo possibilitar o acesso a informações relevantes dentro da rotina de sala de aula, com rapidez e praticidade. Vale lembrar, que trata-se de mais uma ferramenta, que só ganhará vida em suas mãos, professor. É você que, com seu comprometimento e entusiasmo, próprios dos profissionais desta Rede, irá fazer desse material um grande aliado. Secretaria Municipal de Educação 4
  • 5.
    Estrutura do CadernoAdoleta O Caderno ADOLETA é um material didático de apoio ao professor da Educação Infantil da Rede Municipal de Barueri. Além de pautar-se no Plano de Referência Municipal (2003 e 2010), elaborado por uma equipe de profissionais da Rede, ele propõe atividades elaboradas em consonância com o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil, que aponta os seguintes eixos de trabalho: Identidade e autonomia, Movimento, Artes visuais, Música, Linguagem oral e escrita, Natureza e sociedade e Matemática. É com o propósito, cada vez maior, de oferecer às crianças condições para que avancem em seus processos de aprendizagem que o material reúne atividades direcionadas para o desenvolvimento de grande parte das habilidades relacionada na base curricular elencadas no planejamento anual, organizado por esta Secretaria. Tais atividades procuram articular os diferentes eixos de trabalho, de modo que haja inter-relações entre os diferentes âmbitos de experiências: Formação Pessoal e Social e Conhecimento de Mundo, ambos ressaltados no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. A forma lúdica, dinâmica e desafiadora, concatenada ao compromisso com uma educação de qualidade, é o que deve conduzir o educador rumo a um trabalho pedagógico eficiente, que considera as especificidades da criança e gera uma aprendizagem significativa. Para atender às transformações próprias da realidade atual e garantir ao aluno um desenvolvimento integral, no qual os aspectos físicos, cognitivos, afetivos, sociais, éticos e estéticos sejam constantemente considerados, o Caderno apresenta uma sequência didática, solicitada pelos professores da Rede, que tem como ponto de partida a própria criança e segue ampliando seu universo gradativamente. Nessa trajetória curricular, temas relacionados ao seu meio social e natural transportam os principais conteúdos apresentados de acordo com o grau de complexidade. No entanto, frente à necessidade de qualquer adaptação, o educador pode intervir com liberdade para adequar o material aos objetivos propostos em seu planejamento, de acordo com o Projeto Pedagógico de sua Unidade Escolar. Sabe-se também, que a prática pedagógica requer atividades diferenciadas, que possam atender a todos em suas diferenças individuais e na heterogeneidade própria da turma, o que implica ao professor a habilidade de não se limitar ao Caderno, tampouco, transformá-lo no único recurso em sala de aula. 5
  • 6.
    Sumário Parte I –Reflexão Teórica • Breve Histórico dA Educação Infantil • A Criança e O seu Desenvolvimento • Organizando o Tempo: A Rotina Escolar • Psicomotricidade • O Brincar na Educação Infantil • Organização Sensorial • formação pessoal e social • Linguagem Oral e Escrita 1. Falar e Escutar - Oralidade na Educação Infantil - Ampliando a Competência Linguística: Consciência Fonológica 2. Ler e Escrever - Letramento e Alfabetização - A construção da escrita - Sondagem do Nível da Escrita - Vivenciando e Aprendendo: Alfabeto Móvel 6
  • 7.
    • MATEMÁTICA • Jogos e brincadeirasna Matemática 1. Números e sistema de numeração 2. Resolução de problemas 3. Tratamento de informação 4. Grandezas e medidas 5. Espaço e forma - Explorando os blocos lógicos • NATUREZA E SOCIEDADE: A DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIOCULTURAL • AS ARTES COMO FORMA DE EXPRESSÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1. A arte de ouvir: Música 2. Artes Visuais • Planejamento de aula • avaliação Parte II - Sugestões para complementar as atividades propostas nos cadernos Adoletinha e Adoletas Fase I e II Parte III - Sugestões de atividades para complementar o trabalho do professor Parte lV - Encarte de histórias 7
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    BREVE HISTÓRICO DAEDUCAÇÃO INFANTIL No Brasil e no mundo, o atendimento a crianças de 0 a 6 anos partiu da necessidade de assistir as mães que saíram em busca do mercado de trabalho. No entanto, o trabalho das instituições que recebiam as crianças foi por muito tempo marcado por características assistencialistas, desconsiderando tanto os aspectos pedagógicos, quanto os relacionados à cidadania. A intensão de imprimir caráter educativo às creches e pré-escolas surge na década de 70, onde os profissionais da área defendiam a importância dos aspectos pedagógicos. Na LDB de 1971, a Educação Infantil ocupa pela primeira vez, um lugar na legislação da educação brasileira. Em 1975, ocorreu o primeiro estudo extensivo sobre a Educação Infantil, denominado Diagnóstico Nacional da Educação Pré-Escolar. Ainda nessa década, mais precisamente em 1979, o discurso é marcado pelo Ano Internacional da Criança. Já a Constituição Federal de 1988 aponta o atendimento a crianças de 0 a 6 anos como dever do Estado. Em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), representa mais uma conquista em defesa dos direitos infantis. Mas, só com a LDB de 1996, a Educação Infantil recebe o merecido destaque e é então afirmada como primeira etapa da Educação Básica. Esse é o grande marco e denota a busca efetiva pela qualidade da Educação Infantil em nosso país. Hoje, de acordo com a Lei nº11. 274/2006, que estabelece o Ensino Fundamental de 9 anos, a Educação Infantil passa a atender crianças de 0 a 5 anos. Para Winnicott (1982), A função da escola maternal não é ser um substituto para uma mãe ausente, mas suplementar e ampliar o papel que, nos primeiros anos da criança, só a mãe desempenha. Uma escola maternal, ou jardim de infância será possivelmente considerada, de modo mais correto, uma ampliação da família ‘para cima’, em vez de uma extensão ‘para baixo’ da escola primária. Em se tratando da pedagogia para Educação Infantil, esta enfatiza o direito de ser criança, podendo brincar, viver experiências de forma lúdica e o direito de ir à escola e aprender de forma mais sistematizada. Desta forma, este caminho busca a superação dos traços antigos da educação - a assistência, que ainda se fortalece em muitas instituições de ensino especializado. Finalizando, a Educação Infantil é avaliada como a primeira etapa da educação básica, tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança de 0 a 5 anos de idade, devendo estar associada a padrões de qualidade, estando acessível a qualquer criança, conforme o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998, v1, p.23): 10
  • 11.
    Educar significa, portanto,propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. Compreender a indissociabilidade entre educar, cuidar e brincar implica em promover uma ação pedagógica respaldada em uma visão integrada acerca do desenvolvimento infantil, respeitando as peculiaridades de cada criança e oportunizando situações de aprendizagem significativas e prazerosas. Assim, é preciso refletir como educar, cuidar e brincar, na Educação Infantil, podem auxiliar o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento da criança em relação a si e ao mundo. 11
  • 12.
    A CRIANÇA EO SEU DESENVOLVIMENTO Há muitas escolas que não passam de jacarés. Devoram as crianças em nome do rigor do ensino apertado, da boa base, do preparo para o vestibular . É com essa propaganda que elas convencem os pais e cobram mais caro... Mas, e a infância? E o dia que não se repetirá nunca mais? Rubem Alves Da mesma forma que a tecnologia evoluiu com o passar do tempo, a visão que se tinha da criança também se modificou, sob influência das novas tendências pedagógicas e teorias científicas a respeito de seu desenvolvimento. O desenvolvimento abrange processos fisiológicos, psicológicos e ambientais contínuos e ordenados, ou seja, segue determinados padrões gerais. Tanto o crescimento como o desenvolvimento produzem mudanças nos componentes físicos, mentais, emocionais e sociais do indivíduo, independentemente de sua vontade. As mudanças ocorrem segundo uma ordem invariante. Por exemplo: antes de falar a primeira palavra, a criança balbucia. Antes de formar uma sentença completa com sujeito, predicado e complemento, ela usa frases monossílabas. O mesmo acontece com a marcha. Antes de andar, a criança senta e engatinha. Essa sequência segue um padrão de evolução, da mesma forma que acontece em outras áreas do desenvolvimento. É importante fazer a distinção entre crescimento e desenvolvimento: • Crescimento: refere-se ao aspecto quantitativo das proporções do organismo, ou seja, trata das mudanças das dimensões corpóreas, como peso, altura, etc. • Desenvolvimento: refere-se às mudanças qualitativas, tais como aquisição e o aperfeiçoamento de capacidades e funções, que permitem à criança realizar coisas novas, progressivamente mais complexas, com uma habilidade cada vez maior. O crescimento termina em determinada idade, quando a criança alcança sua maturidade biológica, enquanto que o desenvolvimento é um processo que acompanha o homem através de toda a sua existência. Durante toda a sua vida, o ser humano tem que ajustar-se às mudanças causadas pelas transformações do seu próprio corpo e pelos fatores do meio em que vive, e isto depende de dois aspectos básicos: maturação e aprendizagem. • Maturação: é o processo através do qual ocorre a mudança e o crescimento progressivo, nas áreas física e psicológica do organismo infantil. Subjacentes a tais mudanças, existem fatores intrínsecos transmitidos por hereditariedade. 12
  • 13.
    • Aprendizagem: éa mudança sistemática do comportamento ou da conduta, que se realiza através da experiência e da repetição e depende de fatores internos e externos, ou seja, de condições neuropsicológicas e ambientais. Toda aprendizagem depende da maturação, de condições orgânicas e psicológicas e dos aspectos ambientais e culturais. Portanto, se a criança não está madura para executar uma determinada atividade, não poderá aprendê-la, porque não disporá de condições para a sua realização. Compreender tais aspectos é fundamental para saber o que esperar da criança em cada estágio e não exigir dela determinada atitude ou aprendizagem que não está de acordo com seu grau de maturidade, pois, embora todas as crianças progridam com certos padrões, a idade em que cada uma se torna capaz de executar atividades novas e a maneira como as executa, varia de uma para outra, isto é, uma criança pode desenvolver-se de uma forma lenta, rápida, regular ou irregular em vários aspectos de sua vida. A tabela a seguir mostra as características mais comuns para cada faixa etária: Faixa etária 1 a 2 anos Ações que realiza Como reage Mostra senso de humor. Anda sem apoio. Com 1 ano e 6 meses pode começar a correr, subir em móveis e ficar nas pontas dos pés sem apoio. Nesta fase, o bebê ainda não compreende regras, contudo, chora quando leva uma bronca e sorri quando é o centro das atenções ou quando é elogiado. Vira páginas de um livro ou revistas (várias ao mesmo tempo). Quando está bravo, pode atirar objetos ou brinquedos. Gosta de rabiscar no papel. Sabe quando uma ilustração está de cabeça para baixo. É possessivo. Prefere não compartilhar brinquedos com outras crianças. Como se comunica Reconhece o próprio nome. A partir dos 18 meses começa a criar frases curtas. A criança começa a formar frases com uma palavra só, tipo “nenê-papá”, “nenênaná”, mas até o término do ano constrói frases de até três palavras como: “quer ver tevê”. Esta é a fase das perguntas: “que é isso?” Usa o próprio nome. Reconhece as partes do seu corpo e de outras pessoas. Apresenta atenção para histórias pequenas. 13
  • 14.
    Faixa etária 2 a3 anos Ações que realiza Como reage Como se comunica Sobe escadas colocando os dois pés em cada degrau. Apresenta percepção de quem é. As frases vão aumentando e surge o plural. Chuta bola sem perder o equilíbrio. Mexe em tudo e testa a autoridade. As crianças, nesta fase, tem uma ótima compreensão, entendem tudo o que é dito a sua volta. Gosta de dançar, consegue acompanhar o ritmo da música batendo palmas. Nesta fase, a criança está pronta para abandonar o uso das fraldas. Participa do ato de despir-se e descalçarse. Prefere companhia para brincar. Gosta de ajudar nas pequenas tarefas (guardar objetos e brinquedos). É negativista (gosta de recusar, protestar). Rabisca em folhas grandes. Quer descobrir as coisas por conta própria. Brinca com jogos de encaixe. Identifica algumas cores sem nomeá-las. Pergunta: “cadê?, o quê?, onde? “ . Fala de si mesma na terceira pessoa. Chama familiares próximos pelo nome. É impulsiva e gosta de impor suas vontades. Conta por imitação sem que signifique compreensão da quantidade. Faixa etária 3 a 4 anos Ações que realiza Como reage Consegue colocar suas roupas e tirá-las sem ajuda de um adulto. Suas reações emocionais não duram muito tempo. Gosta de desenhar. É ansiosa e ciumenta. Nesta fase, já consegue segurar um lápis na posição correta. Brinca com as outras crianças. É capaz de separar os brinquedos por tamanho e cor. Aprecia muito atividades motoras. Interessa-se por jogos de armar, encaixes de formas simples. Apresenta interesse pelos sentimentos das pessoas que estão ao seu redor, por exemplo, se perceber que seu pai está triste, procura confortálo. Como se comunica Constrói frases com até seis palavras, sobre o dia-a-dia, situações reais e pessoas próximas. É comum a troca do “r” pelo “l”, a qual acaba por volta dos 3 anos e 6 meses. Compreende os conceitos de igual e diferente. Lembra e conta histórias. Aparece o sentimento de medo. Apresenta bom equilíbrio. Já entende o que significa “esperar a sua vez”. Ainda não diferencia as cores, mas compreende as formas. Sobe escadas sem ajuda, alternando o uso dos pés. Utiliza o pronome na primeira pessoa “eu”. No desenho, começa a controlar seus traços, que tornam-se menos confusos. Começa a controlar a bexiga durante o dia. Inventa nomes para pessoas e objetos. Compara objetos percebendo suas diferenças: muito/pouco; alto/baixo; pequeno/grande; grosso/fino. Utiliza o próprio corpo fazendo descobertas sobre ele mesmo, bem como sua localização no espaço ( pular, saltar, dançar.) Consegue pedalar. 14 Pratica a linguagem falando sozinha.
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    Faixa etária 4 a5 anos Ações que realiza Como reage Como se comunica Consegue usar a tesoura, corta papel. Está mais sociável com as outras crianças. Nesta fase, o vocabulário da criança aumentou bastante, já fala muitas palavras. Apresenta maior domínio no uso de talheres. Consegue pegar uma bola com as duas mãos quando está em movimento. Veste-se sozinha necessitando de ajuda apenas para abotoar ou dar laços. Sua coordenação motora fina já está mais desenvolvida ( ex. consegue enfiar uma agulha de tricô em um orifício pequeno). Segura o lápis com mais segurança. Se sente grande perto das crianças menores. Sente vontade de tomar as suas próprias decisões. Apresenta maior sociabilidade, idependência e autonomia. Demonstra intenso prazer nas brincadeiras. Já empresta seus brinquedos. Prefere brincar em grupo. O mundo da fantasia e do imaginário é muito significativo. Expressa seus sentimentos e emprega verbos como “pensar” e “lembrar”. Também fala de coisas ausentes e usa palavras de ligação entre as sentenças, como por exemplo: “e”, “então”, “porque”, “mas” etc. Gosta de inventar e contar as próprias histórias. Consegue identificar algumas letras do alfabeto e números. Torna-se muito questionadora. É capaz de transmitir recados simples. Aprecia histórias mais longas, principalmente da vida real e de bichinhos humanizados. Na conversação, conclui o pensamento que iniciou e revela autocrítica. Esse desenvolvimento dependerá essencialmente dos estímulos que a criança recebe no seu dia-a-dia. Uma criança não deve ser comparada com outra, pois cada uma segue um estilo próprio e um ritmo peculiar de desenvolvimento. As aprendizagens não resultam apenas da absorção da informação do meio envolvente; o essencial desta aprendizagem é a promoção do desenvolvimento cognitivo (Piaget) do desenvolvimento afetivo-emocional (Freud, Erik Erikson) e do desenvolvimento moral e social (Kohlberg) de cada criança. Neste contexto, o professor entra como mediador entre a criança e o objeto de conhecimento, propiciando espaços e situações de aprendizagens significativos que envolvam todas as capacidades afetivas, cognitivas, emocionais, sociais e físicas. Curiosidade, interesse, alegria e motivação são os pré-requisitos necessários à aprendizagem das crianças assim, conforme explicita Piaget, [...]os professores podem guiá-las proporcionando-lhes os materiais apropriados, mas o essencial é que, para que uma criança entenda, deve construir ela mesma, deve reinventar. Cada vez que ensinamos algo a uma criança estamos impedindo que ela descubra por si mesma. Por outro lado, aquilo que permitimos que descubra por si mesma, permanecerá com ela. O professor tem a função de propiciar à criança, um ambiente saudável, sem discriminação, rico, prazeroso, onde seja possível explorar as variadas práticas educativas e sociais. 15
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    ORGANIZANDO O TEMPO:A ROTINA ESCOLAR A busca do saber só se dá com rigor e sistematização de atividades. Construir conhecimento não é como ir ao cinema ou jogar bola. Exige tempo determinado, espaço determinado, rotina de trabalho, constância. Sem rotina não se desenvolve disciplina intelectual. Madalena Freire A organização das atividades no tempo/ espaço é a ação que estrutura o fazer do educador e possibilita às crianças a compreensão do conceito de tempo. Partindo dessa concepção, a construção de uma rotina de atividades é fator imprescindível para garantir essa organização, pois “a rotina representa a estrutura sobre a qual será organizado o tempo didático, ou seja, o tempo de trabalho educativo realizado com as crianças.” (RCNEI, 1998, v2, p.54). O estabelecimento de uma rotina estável, clara e compreensível, permite que as crianças a incorporem, podendo antecipar o que irá acontecer em seguida de cada atividade. A partir da internalização da dinâmica da classe, as crianças ficam mais seguras, contribuindo para que atuem com maior autonomia e tranquilidade. Uma rotina estável não é sinônimo de uma rotina rígida e inflexível. É importante que o professor organize o tempo de acordo com o seu planejamento, mas pode contar com a possibilidade de alterá-lo de acordo com suas necessidades e as de seu grupo. A rotina deve favorecer a fluidez do trabalho e não aprisionar o professor ao ponto de tornar seu trabalho monótono e repetitivo. Por esse motivo, mesmo que a sequência de atividades seja a mesma, o professor deve ser criativo o bastante para inovar a cada dia. Em síntese, seguir uma rotina não significa fazer as mesmas coisas, da mesma maneira todos os dias. Vale ressaltar que, rotinas iguais não servem para grupos diferentes, cada professor deve construir a sua rotina respeitando as suas necessidades e as necessidades dos seus alunos, porque mesmo sendo estabelecidas previamente, o professor não precisa sentir-se obrigado a realizar todas as atividades indicadas. • Como organizar uma rotina de atividades Apesar de a construção da rotina ser tarefa individual do professor, ela deve seguir alguns critérios para que contemple atividades bastante diversificadas, portanto “a rotina deve envolver os cuidados, as brincadeiras e as situações de aprendizagens orientadas.”(RCNEI, 1998, v2, p.54) 16
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    Partindo do pressupostode que “a apresentação de novos conteúdos às crianças requer sempre as mais diferentes estruturas didáticas, desde contar uma nova história até o desenvolvimento de um projeto, que requer um planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que objetivam desenvolver aprendizagens específicas”, o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil distribui essas estruturas didáticas agrupando-as em três modalidades de organização do tempo: 1) Atividades permanentes • Brincadeiras no espaço interno e externo; • Roda de história; • Roda de conversa; • Atividades de desenho, pintura, modelagem e música; • Atividades diversificadas ou ambientes organizados por temas ou materiais; • Cuidados com o corpo. 2) Sequência de atividades • Atividades referentes a um conteúdo específico de um dos eixos a serem trabalhados. Elas são planejadas e orientadas com o objetivo de promover uma aprendizagem específica e definida. 3) Projetos de trabalho • Atividades específicas do projeto desenvolvido na escola ou exclusivamente em uma classe. • O que é necessário para organizar uma rotina semanal de atividades didáticas 1. Listar as áreas que serão trabalhadas. 2. Definir a frequência com que cada área será trabalhada. 3. Listar os tipos de atividades a serem realizadas durante a semana. 4. Identificar qual a melhor forma de tratar didaticamente os conteúdos (projetos, atividades permanentes, atividades sequenciadas). 5. Definir a frequência com que cada atividade será trabalhada. Sendo a escola um espaço de aprendizagem, o trabalho do professor precisa ser organizado de forma tal que possa favorecer a construção de conhecimentos, por isso, o planejamento deve estar norteado por uma rotina pedagógica que estruture o trabalho, torne-o eficaz e que situe a criança em seu contexto de construção de conhecimentos. A rotina é a construção do tempo da aula e o tempo não caiu do céu. Não é uma dádiva. Ele é construído, é assumido. Madalena Freire 17
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    PSICOMOTRICIDADE “O corpo éo veículo do ser no mundo [....]”, “meu corpo é o eixo do mundo [....]”, “não é preciso dizer que nosso corpo está no espaço, nem que está no tempo. Ele habita o espaço e o tempo. Eu não estou diante do meu corpo, estou em meu corpo, ou melhor, eu sou o meu corpo”. Merleau-Ponty apud Le Camus, 1986, p.33 Durante os primeiros anos de vida a criança vai experimentando as habilidades que se desenvolvem em uma rápida progressão que inicia-se no sentar, depois no engatinhar e a ficar em pé, até chegar ao sexto ano, quando então é capaz de correr, subir e saltar. A aquisição dessas habilidades proporciona às crianças uma satisfação, à medida em que alcança a destreza para executar os movimentos. Todo o repertório motor que a criança adquire ao longo de seu desenvolvimento- rastejar, engatinhar, caminhar, correr e saltar- é construído a partir da capacidade de usar seu corpo, do amadurecimento do sistema nervoso e do crescimento de músculos e ossos. Para que esse processo de desenvolvimento e controle dos atos motores evolua, de maneira eficaz, é necessário criar situações de aprendizagem, ou seja, a aquisição dessas habilidades precisa ser estimulada. Para Arribas (2004), quando nos propomos a educar a criança sob a perspectiva de sua motricidade, abre-se diante de nós um amplo campo de ação, que vai desde o conhecimento e a consciência que a criança deve adquirir de seu próprio corpo até a possibilidade que tem de se mover com eficiência e expressar-se com este corpo. Nesse sentido, é impossível desvincular corpo e movimento da educação infantil, pois estes estão intrinsicamente relacionados na medida em que influenciam diretamente o desenvolvimento cognitivo e integral da criança. Segundo Piaget (1976), a inteligência se constrói a partir da atividade motriz, ou seja, o conhecimento e a aprendizagem centram-se na ação da criança sobre o meio, através de seus movimentos. Considerando essa relevância da atividade motriz, a psicomotricidade deve ocupar lugar de excelência na educação da primeira infância. O termo psicomotricidade se divide em duas partes: a motriz e o psiquismo. A palavra motriz se refere ao movimento enquanto o psico determina a atividade psíquica em duas fases: a sócio-afetiva e a cognitiva. Esse conceito nos faz entender o motivo pelo qual o movimento está constantemente presente na relação da criança com outras pessoas e com sua própria aprendizagem. É através dele que se articula toda sua afetividade e todas as suas possibilidades de comunicação e conceituação. 18
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    Segundo o ReferencialCurricular Nacional para a Educação Infantil, o movimento para a criança pequena significa muito mais do que mexer as partes do corpo ou deslocar-se no espaço. A criança se expressa, se comunica por meio dos gestos e das mímicas faciais e interage utilizando fortemente o apoio do corpo. A dimensão corporal integra-se ao conjunto da atividade da criança. O ato motor faz-se presente em suas funções expressivas... (RCNEI, v.3, 1998) Dessa forma, o corpo e o movimento precisam necessariamente fundamentar a prática pedagógica na educação infantil através de ações educativas, lúdicas e motoras, ou seja, é preciso associá-lo a objetivos educacionais. Para isso, cabe ao professor promover ações pedagógicas voltadas aos objetivos da psicomotricidade promovendo assim o desenvolvimento das habilidades: • Motoras: força, equilíbrio, flexibilidade, coordenação fina e ampla. • Comportamentais: desinibição, socialização, conceito de saúde, vivências emocionais. • Expressivas: fluência verbal, ritmo, expressão dramática, dicção e destreza manual. Considerando que todas as atividades motoras realizadas na escola precisam ter uma intencionalidade pedagógica, estas precisam ser avaliadas de maneira contínua, “levando em consideração os processos vivenciados pelas crianças”. (RCNEI,v.3,1998) Essa avaliação é tarefa indispensável nessa fase do desenvolvimento e deve ser realizada através da observação cuidadosa sobre a evolução dos atos motores nas crianças. Para garantir que a avaliação do movimento responda à necessidade de conhecer o nível evolutivo em que cada um dos alunos se encontra, é aconselhável que o professor realize a observação dirigida a pequenos grupos em momentos distintos, a fim de que seja possível perceber a evolução integral de cada criança. Dessa forma, a avaliação cumprirá o seu papel de instrumento de investigação didática que fornecerá “elementos que podem auxiliar na construção de uma prática que considere o corpo e o movimento das crianças.” (RCNEI,v.3-1998). 19
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    O BRINCAR NAEDUCAÇÃO INFANTIL A criança deve ter todas as possibilidades de entregar-se aos jogos e às atividades recreativas, que devem ser orientadas para os fins visados pela educação; a sociedade e os poderes públicos devem esforçar-se por favorecer o gozo deste direito. Declaração Universal dos Direitos da Criança, 1959 A linguagem cultural própria da criança é o lúdico, e para entender o universo lúdico é importante conceituar palavras como jogo, brincadeira e brinquedo, que constituem um universo maior, chamado de ato de brincar. O que é brinquedo? Para a autora KISHIMOTO 1 o brinquedo é compreendido como um “objeto suporte da brincadeira”, ou seja, brinquedo aqui estará representado por objetos como piões, bonecas, carrinhos etc. Os brinquedos podem ser considerados: estruturados e não-estruturados. São denominados brinquedos estruturados aqueles que já são adquiridos prontos. Os brinquedos denominados não-estruturados são simples objetos como paus ou pedras, que, nas mãos das crianças, adquirem novo significado, passando assim a ser um brinquedo. A pedra se transforma em comidinha e o pau se transforma em cavalinho. O que é brincadeira? A brincadeira se caracteriza por alguma estruturação e pela utilização de regras. São exemplos de brincadeiras amplamente conhecidas: brincar de casinha, carrinho, boneca, pega-pega, etc. A brincadeira é uma atividade que pode ser tanto coletiva quanto individual. Na brincadeira, a existência das regras não limita a ação lúdica, a criança pode modificá-la, ausentar-se quando desejar, incluir novos membros, modificar as próprias regras, enfim, existe maior liberdade de ação para as crianças. É brincando que as crianças expressam o papel que assumem; por meio das brincadeiras estarão se divertindo e evoluindo suas habilidades e conhecimentos. A brincadeira também auxilia no desenvolvimento mental, melhorando assim, sua autoestima, desenvolvendo a criatividade e acelerando o processo de raciocínio. O que é jogo? A compreensão de jogo está associada tanto ao objeto (brinquedo) quanto à brincadeira. É uma atividade mais estruturada e organizada por um sistema de regras mais explícitas. Exemplos clássicos seriam: Jogo de Mímica, de Cartas, de Tabuleiro, de Construção, de Faz-de-Conta etc. Na Educação Infantil, o jogo apresenta-se como uma das formas mais naturais da criança entrar em contato com a realidade, tendo o jogo simbólico um papel especial, pois é representação corporal do imaginário, e apesar de nele predominar a fantasia, a atividade psicomotora exercida acaba por prender a criança à realidade. Na sua imaginação, ela pode modificar sua vontade, mas quando expressa corporalmente as atividades, ela precisa respeitar a realidade concreta e as relações do mundo real. Por essa via, quando a criança estiver mais velha, é possível estimular a diminuição da atividade centrada em si própria, para que ela vá adquirindo uma socialização crescente. 1. Tizuko Morchida Kishimoto é pedagoga e professora titular do Departamento de Metodologia de Ensino e Educação Comparada da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo; Pós-doutorado junto à Universidade Gaguguei Daigaku - Japão e Université Paris 13. França. Docente na graduação e pesquisadora na área da educação infantil. Temas de pesquisa: brinquedo, brincadeiras, história da educação infantil, formação de professores. Coordenadora da rede de pesquisadores: Contextos Integrados na educação Infantil. Trecho adptado da reportagem, Grandes Pensadores - Maria Montessori, Revista Nova Escola. Ed.Abril. Edição 164-ago/2003. 20
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    Através do jogo,a criança libera e canaliza suas energias; tem o poder de transformar uma realidade difícil, propicia condições de liberação da fantasia e, por fim, é uma grande fonte de prazer. É necessário esclarecer que as definições apresentadas servem para auxiliar na reflexão do professor em sua ação lúdica diante da criança e não para limitá-lo neste processo. O importante é que ele acredite que o jogo, o brinquedo e a brincadeira só terão um sentido mais profundo se vierem representados pelo brincar. Para Piaget (1976), a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Estas não são apenas uma forma de desafio ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil. (PIAGET,1976, p.160). Vygotsky (1984) atribui relevante papel ao ato de brincar na constituição do pensamento infantil. É brincando, jogando, que a criança revela seu estado cognitivo, visual, auditivo, tátil, motor, seu modo de aprender e entrar em uma relação cognitiva com o mundo de eventos, pessoas, coisas e símbolos. A brincadeira cria para as crianças uma “zona de desenvolvimento proximal” que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível atual de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou com a colaboração de um companheiro mais capaz. (VYGOTSKY, 1984, p.97). Tanto para Vygotsky como para Piaget, o desenvolvimento não é linear, mas evolutivo e, nesse trajeto, a imaginação se desenvolve. Uma vez que a criança brinca e desenvolve a capacidade para determinado tipo de conhecimento, ela dificilmente perde esta capacidade. É com a formação de conceitos que se dá a verdadeira aprendizagem e é no brincar que está um dos maiores espaços para a formação de conceitos. Em síntese, brincar é sinônimo de aprender, pois o ato de brincar gera um espaço para pensar, sendo que a criança avança no raciocínio, desenvolve o pensamento, estabelece contatos sociais, compreende o meio, satisfaz desejos, desenvolve habilidades, conhecimentos e criatividade. 21
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    • O Papeldo educador na educação lúdica A esperança de uma criança, ao caminhar para a escola é encontrar um amigo, um guia, um animador, um líder - alguém muito consciente e que se preocupe com ela e que a faça pensar, tomar consciência de si, do mundo e que seja capaz de dar-lhe as mãos para construir com ela uma nova história e uma sociedade melhor. (ALMEIDA, 1987, p.195). A decisão de se permitir envolver no mundo mágico infantil seria o primeiro passo que o professor deveria dar. Explorar o universo infantil exige do educador conhecimento teórico, prático, capacidade de observação, amor e vontade de ser parceiro da criança neste processo. Os professores podem, através das experiências lúdicas infantis, obter informações importantes no brincar espontâneo ou no brincar orientado. No brincar espontâneo, podemos registrar as ações lúdicas a partir da observação, registro, análise e tratamento. As informações obtidas pelo brincar espontâneo permitem diagnosticar: • Idéias, valores interessantes e necessidades do coletivo ou do indivíduo; • Estágio de desenvolvimento da criança; • Comportamento dos envolvidos nos diferentes ambientes lúdicos; • Conflitos, problemas, valores etc. Já no brincar dirigido, pode-se propor desafios a partir da escolha de jogos, brinquedos ou brincadeiras determinadas por um adulto ou responsável. Estes jogos orientados podem ser feitos com propósitos claros de promover o acesso a aprendizagens de conhecimentos específicos como: matemáticos, linguísticos, científicos, históricos, físicos, estéticos, culturais, naturais, morais etc. Um outro propósito é ajudar no desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, motriz, linguístico e na construção da moralidade (nos valores). Segundo REGO (1994), é papel do educador: • Ser um facilitador das brincadeiras, sendo necessário mesclar momentos onde orienta e dirige o processo, com outros momentos onde as crianças são responsáveis pelas suas próprias brincadeiras. • Observar e coletar informações sobre as brincadeiras das crianças para enriquecê-las em futuras oportunidades. • Sempre que possível, participar com as crianças das brincadeiras e aproveitar para quetioná-las. • Organizar e estruturar o espaço de forma a estimular na criança a necessidade de brincar, também visando facilitar a escolha das brincadeiras. 22
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    • Nos jogosde regras, não estimular os valores competitivos, mas sim, tentar desenvolver atitudes cooperativas entre as crianças, já que o mais importante no brincar é participar das brincadeiras e dos jogos. • Respeitar o direito da criança em participar ou não de um jogo. Neste caso, o professor tem que criar uma situação diferente de participação dela em atividades como: auxiliar com materiais, fazer observações, emitir opiniões etc. • Em uma situação de jogo ou brincadeira, explicar de forma clara e objetiva as regras às crianças. E, se for necessário, mudá-las ou adaptá-las de acordo com as faixas etárias. • Estimular nas crianças a socialização do espaço lúdico e dos brinquedos, criando assim o hábito de cooperação, conservação e manutenção dos jogos e brinquedos. Exemplos: “quem brincou, guarda”; “no final da brincadeira todos ajudam a guardar os materiais” etc. • Estimular a imaginação infantil, oferecendo materiais dos mais simples aos mais complexos, podendo estes brinquedos ou jogos serem estruturados (fabricados) ou serem brinquedos e jogos confeccionados com material reciclado. Todo e qualquer material cria para a criança uma possibilidade de fantasiar e brincar. • Dar o tempo necessário às crianças para que as brincadeiras se desenvolvam e se encerrem. • Coordenar sua ação à ação da criança, pelo conhecimento e ligação com as emoções desta. Nessa perspectiva de valorizar o brincar, foi criado o Caderno Risoleta. Nele, o professor encontra uma variedade de jogos e brincadeiras direcionadas aos alunos de Educação Infantil, com habilidades, objetivos e seus respectivos desenvolvimentos, que antecedem o trabalho sistematizado no Caderno Adoleta. 23
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    ORGANIZAÇÃO SENSORIAL Para conhecernosso corpo, para diferenciar suas partes e suas funções e para estabelecer relações com objetos é imprescindível desenvolver nas crianças suas possibilidades perceptivas e motoras. Dessa forma, faz-se necessário, já nos primeiros anos de vida, estimular o desenvolvimento da consciência multissensorial. Consciência Multissensorial é conjunto de habilidades sensorias por meio da qual é possivel o cérebro receber e organizar informações do próprio corpo e do ambiente. Estas informações, uma vez organizadas, irão promover atenção adequada, habilidade para concentrar e se organizar, habilidades para realizar atividades cotidianas, autoestima, autocontrole, autoconfiança e favorecer a aprendizagem escolar. O cérebro humano pode ser comparado a um computador. Ele depende da informação que recebe do ambiente através dos sistemas sensoriais: • Auditivo, tátil, visual, gustativo, olfativo: recebem informações através do ouvido, pele, olhos, língua e nariz, respectivamente. • Vestibular: este sistema fica localizado na parte mais interna de nosso ouvido. De modo automático, coordena os movimentos de nossos olhos, cabeça e corpo. É importante para nosso equilíbrio, pela coordenação olho-mão e pela coordenação bilateral (dos dois lados do corpo). • Proprioceptivo: nos informa sobre a posição do corpo no espaço. Os receptores deste sentido estão em nossos músculos, articulações e tendões, sendo muito importantes para o planejamento dos movimentos. O cérebro reúne todas essas sensações e as organiza para um plano de ação. Assim, quando a criança não é estimulada a desenvolver suas habilidades sensoriais de forma clara e concisa, pode não estar recebendo o “alimento” que o cérebro precisa para o processo de aprendizagem. Pesquisas sustentam que um sentido não funciona sem exercer influência no funcionamento de outros sentidos. Portanto, antes de propor atividades enfocadas no desenvolvimento de um sentido, optar por situações que envolvam o maior número deles. O brincar é a melhor forma de desenvolver a consciência multissensorial. Desde pequena, a criança naturalmente procura as atividades que promovem uma boa integração da informação recebida através dos sentidos. 24
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    Uma das precursorasdo método multissensorial foi Maria Montessori. Ela defendia que o caminho do intelecto passa pelas mãos, porque é por meio do movimento e do toque que os pequenos exploram e decodificam o mundo ao seu redor. “A criança ama tocar os objetos para depois poder reconhecê-los”, disse certa vez. Sua visão pedagógica era: “o potencial de aprender está em cada um de nós”. Muitos dos exercícios desenvolvidos pela educadora — hoje utilizados largamente na Educação Infantil — objetivam chamar a atenção das crianças para as propriedades dos objetos: tamanho, forma, cor, textura, peso, cheiro, barulho e o equilíbrio corporal. Seu método parte do concreto rumo ao abstrato. Baseia-se na observação de que as crianças aprendem melhor pela experiência direta de procura e descoberta. Individualidade, atividade e liberdade da criança são as bases da teoria, com ênfase para o conceito de indivíduo como, simultaneamente, sujeito e objeto do ensino. Montessori defendia uma concepção de educação que se estende além dos limites do acúmulo de informações. O objetivo da escola é a formação integral do jovem, uma “educação para a vida”. A filosofia e os métodos elaborados pela médica italiana procuram desenvolver o potencial criativo desde a primeira infância, associando-o à vontade de aprender — conceito que ela considerava inerente a todos os seres humanos2. As atividades montessorianas criam inúmeras condições para o desenvolvimento destes valores, um bom exemplo dessa afirmação é a Aula de linha. Maria Montessori, ao observar as crianças andando nas ruas, interessou-se pela tendência que elas apresentavam ao equilibrarem-se sobre trilhos, sarjetas e muros. Notou que esses exercícios lhes traziam grande satisfação pelo fato de exigir um enorme domínio corporal, concentração e esforço muscular. Apaixonada por novas experiências, Montessori resolveu traçar uma linha em sua sala de aula, criando uma sequência de exercícios para desenvolver a tendência natural da criança de se autocomandar. Para isso desenvolveu desenvolveu um plano sistemático com objetivos definidos, voltados para o aprimoramento da atenção, da coordenação de movimento, da concentração, do desabrochamento e da recomposição interior, que mais tarde foi aperfeiçoada junto com sua discípula Lubienska de Lenval. • Desenvolvimento da aula de linha Desde a sua criação, a Aula de linha vem sendo desenvolvida de formas diferentes nos vários países em que é aplicada, e em particular no Brasil. São concepções e “roupagens” variadas, visando o mesmo fim e tendo como base o esquema original. Ela é composta de cinco fases: • 1ª Fase – Atenção: Observação e atenção das crianças para a figura do professor através dos mais variados exercícios motores, visuais e auditivos. Nessa fase, a criança está em cima da linha parada. 2.Trecho adptado da reportagem, Grandes Pensadores - Maria Montessori, Revista Nova Escola. Ed.Abril. Edição 164-ago/2003. 25
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    • 2ª Fase– Caminhar na linha: Andar em cima de uma linha traçada no chão, com ou sem obstáculos nas mãos ou no chão, tendo como objetivo desenvolver o equilíbrio, através dos mais variados movimentos: andar, saltar, pular, correr, etc. • 3ª Fase – Desconcentração: Tem como objetivo a desconcentração das crianças, devido à atenção e concentração desenvolvidas nas fases anteriores. Utiliza-se como forma para descontrair: músicas, jogos, danças, brincadeiras dirigidas, etc. • 4ª Fase – Desabrochamento e criatividade: Construção de conhecimento simbólico para as crianças, pois o professor vai associar o conhecimento prévio com outras informações sobre o assunto, construindo novos sentidos para ele e aprendendo a relacioná-lo com a vida cotidiana. Esta fase tem como objetivo desenvolver a criatividade e a imaginação, através de dramatização de histórias, exercícios de expressão corporal ou oral. • 5ª Fase – Relaxamento ou silêncio: Esta é a última fase da aula, é a culminância de tudo o que foi anteriormente desenvolvido. Seu objetivo é levar à criança, a calma e tranquilidade, depois dos exercícios executados. Nesta fase, é desenvolvida a lição do silêncio, como por exemplo: ouvir músicas de relaxamento, o assobio dos passarinhos e outros ruídos externos. • Exemplos práticos sobre cada fase da aula de linha 1ª FASE Atenção • Marcação com palmas em compasso: binário, ternário e quaternário; • Imitar o pedalar da bicicleta: pernas flexionadas; • Pular com os dois pés como se estivesse em um colchão de molas; • Bater com os pés no chão; • Balançar levemente uma perna de cada vez, para frente e para trás; • Bater os pés como se estivesse com raiva; • Movimentar os braços imitando nado, voo; • Elevar as pernas e braços (alternando-os).; • Abrir e fechar as mãos; • Movimento com os dedos; • Ginástica musicada; • Imitar gestos realizados pelo professor. 2ª FASE Caminhar na linha • aminhar ao som de um tambor, cada batida corresponde a um passo; C • aminhar devagar e parar ao ouvir um sinal combinado; C • aminhar para frente quando o tambor tocar forte e caminhar para trás quando o tambor C tocar fraco; • aminhar sem pisar em obstáculos colocados na linha; C • aminhar com todo o peso dos pés, bem exagerado; C • Caminhar ao ritmo de músicas: lentas, moderadas e rápidas; • Marchar na linha; • Caminhar de mãos dadas. 3ª FASE Desconcentração • Esta fase deverá constar de jogos, canções, danças, brincadeiras dirigidas a critério e criatividade do professor. 4ª FASE Desabrochamento e criatividade Nesta fase, as crianças ficarão à vontade espalhadas pelo pátio. • Andar, correr, saltar, trotar, marchar, pular, imitar aviões, imitar dirigir automóvel, etc. • Expressar-se através do corpo, temas da vida real como: árvores, vento, tempestade, trovoada, pássaros, animais, etc.; • Apresentar várias ideias para que cada criança escolha aquilo que quer representar: casa, estátua, formiga, escada, bola, astronauta, etc.; • Histórias dramatizadas. 26
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    5ª FASE Relaxamento aula do silêncio •Relaxar braços/pernas/cabeça; • Prender os músculos do corpo e soltá-los; • Fechar e abrir os olhos lentamente; • Inspirar e expirar; • Assoprar levemente um pedaço de algodão, um copo d’água, bolinhas de isopor, etc.; • Ouvir ruídos internos e externos do ambiente; • Ouvir músicas para relaxamento, • Cantar até 10 e quando chegar ao número 5, fazer um ruído; • Ouvir histórias. • Finalidade da aula de linha • Normalização: Desenvolver o autodomínio do “eu” físico-psíquico por meio da tomada de consciência. • Disciplina: Obedecendo a um comando externo, a criança será levada a se autocomandar; essa satisfação plena conduz o indivíduo à autodisciplina que lhe possibilita tomar posse de sua independência, baseada na liberdade consciente. • Aquisição de conhecimento: No campo cognitivo, a linha tem a finalidade de favorecer a interiorização de conteúdos reais (desenvolvimento sensório-motor – perceptivo) e abstratos (consciência das emoções). • Habilidades psicomotoras: Visa desenvolver a coordenação, o equilíbrio, o controle do esquema corporal, da lateralidade e do ritmo. • Interação socioafetiva: Tem por objetivo despertar a consciência das emoções e do “outro”, estimular a criatividade individual e em grupo, proporcionando oportunidade para que a criança possa: ver, observar, sentir e criar. • Objetivos específicos da Aula de Linha • Autodomínio e consequente equilíbrio interior; • Interiorização e consciência real; • Coordenação neuromotora; • Consciência do próprio corpo (esquema corporal), dos outros e do ambiente; • Desenvolvimento da atenção e da capacidade de seguir ordens (externas) e do autocontrole; • Desenvolvimento da sensibilidade ao ritmo e a criatividade; • Liberação de energia acumulada e da emoção; • Aquisição de conhecimento experienciais; • Desabrochamento físico-motor-emocional; • Relaxamento e desconcentração. • Aspectos da linha A linha poderá ser traçada no chão com tinta, giz, fita crepe ou outro material disponível. Seu traçado pode ser em curvas, sinuosas ou retas, e seu formato pode ser circular ou retangular, porém, sempre com as quinas arredondadas para não haver quebra do ritmo do movimento. Maria Montessori nasceu na Itália em 31/08/1870 e morreu em 06/05/1952 com 81 anos. Foi a primeira mulher diplomada em medicina na Itália (1896). Essa mesma inteligência e determinação a levaram a transformar a sala de aula num lugar onde as crianças eram tratadas como “pessoas” que queriam aprender e eram capazes de fazê-lo no seu ritmo próprio. Maria Montessori costumava dizer: “Eu estudo minhas crianças e elas me ensinam a ensiná-las”. 27
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    Formação pessoal esocial “É triste ter meninos sem escola, mas mais triste é vê-los enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação humana.” Carlos Drummond de Andrade O processo de socialização ocorre através da interação e do intercâmbio que se estabelece entre as pessoas. A criança, como um ser social, necessita não apenas de uma interação social com pessoas significativas de seu ambiente, mas uma interação positiva que possibilite a consciência do seu “eu” para alcançar seu pleno desenvolvimento e realização. Ao receber, por exemplo, os cuidados básicos de um adulto ( higiene, alimentação etc.) num clima de afeto e atenção, proporcionando sentimentos positivos como confiança, autoestima e segurança, a criança percebe seu corpo como separado do outro, aos poucos, através do convívio social, percebe-se como ser independente. Considerando que as situações de interação são essenciais para a socialização, a escola desempenha um papel fundamental, já que é um dos principais agentes de socialização, pois propicia o contato e o confronto com adultos e crianças de várias origens socioculturais, de diferentes religiões, etnias, costumes, hábitos e valores, fazendo dessa diversidade um campo privilegiado da experiência educativa.(RCNEI, v2, 1998). Sendo, por excelência, um espaço de socialização, a escola deve oportunizar a aprendizagem de técnicas eficazes de vida em grupo que favoreçam a construção da identidade e da autonomia. A identidade está relacionada à ideia de distinção, isto é, perceber as diferenças entre as pessoas com relação ao nome, características físicas, modos de agir e de pensar. Já a autonomia é a capacidade de se conduzir e tomar decisões por si próprias, respeitando regras e valores. Esses processos de construção da identidade e da autonomia estão intimamente relacionados com os processos de socialização. Nas interações sociais se dá a ampliação dos laços afetivos que as crianças podem estabelecer com as outras crianças e com os adultos, contribuindo para que o reconhecimento do outro e a constatação das diferenças entre as pessoas sejam valorizadas e aproveitadas para o enriquecimento de si próprias. (RCNEI, v.2, p.11,1998) Uma das maneiras de a criança interiorizar e processar valores e condutas dos grupos sociais nos quais se desenvolve é através da educação dos hábitos. Segundo Arribas (2004), os hábitos são “ recursos que o educador pode utilizar para influir, de maneira positiva, o crescimento pessoal e social, afetivo e intelectual de seus alunos.” 28
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    Hábitos a educarnos primeiros seis anos de vida - Hábitos em relação às vivências vitais: . alimentação (alimentar-se sozinho, aceitar alimentos variados etc.); . higiene ( lavar as mãos, escovar os dentes, tomar banho, cortar as unhas etc.); . descanso ( repousar no período determinado). - Hábitos que reforçam a imagem positiva da pessoa: . cuidado pessoal ( higiene e cuidados com o corpo e a aparência ); . agilidade corporal ( bom desenvolvimento motor propiciando participação em brincadeiras, danças, apresentações etc.). - Hábitos relacionados à própria defesa: . cuidados com o fogo e a fumaça ( diferenciar quente de frio, não tocar em coisas quentes etc.); . cuidados em relação à água ( não entrar em piscinas, lagoas, sem a supervisão de um adulto etc.); . cuidados em relação ao uso de instrumentos e produtos ( cuidados no manuseio de objetos como facas, tesouras, produtos químicos etc. ); . cuidados em relação ao trânsito e à rua ( andar nas calçadas, respeitar os sinais de trânsito etc.). - Hábitos relacionados ao trabalho e à atividade: . ordem ( organização dos ambientes de uso comum e objetos pessoais); . trabalho intelectual ( capacidade de concentração, busca de respostas para suas dúvidas etc.); . atividades corriqueiras ( demonstrar autonomia, capricho e ordem na realização de pequenas tarefas ). - Hábitos em relação à comunicação e à convivência: . relações interpessoais ( comunicar suas vontades e demonstrar respeito e colaboração às outras crianças e adultos); . experiências grupais ( dançar, cantar, dramatizar junto com outras crianças ). Nesse sentido, é preciso planejar situações em que as crianças dirijam suas próprias ações, incentivando-as a tomar iniciativas, pois “o exercício da cidadania é um processo que se inicia desde a infância, quando se oferecem às crianças oportunidades de escolha e de autogoverno” (RCNEI,v.2 p.39 ,1998) 29
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    LINGUAGEM ORAL EESCRITA A educação infantil, ao promover experiências significativas de aprendizagem da língua, por meio de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das capacidades associadas às quatro competências linguísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever. (RCNEI, 1998, v2, p.117) 1. Falar e escutar • Oralidade na Educação Infantil Não existe outro momento na vida em que uma criança pequena esteja mais sensível à aquisição da linguagem do que o período do nascimento até os 5 anos de idade. O desenvolvimento da linguagem oral envolve aprender a escutar, adquirir novo vocabulário, aperfeiçoar a sintaxe, aumentar o tamanho das sentenças e ter clareza na comunicação. Segundo o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil (1998, v2, p.126): [...] A construção da linguagem oral não é linear e ocorre em um processo de aproximações sucessivas com a fala do outro, seja ela do pai, da mãe, do professor, dos amigos ou aquelas ouvidas na televisão, no rádio, etc. Na Educação Infantil, coloca-se um importante desafio em linguagem oral, não apenas falar, mas antecipar e planejar o que se quer dizer. Para que isso aconteça, ou seja, para que a oralidade seja usada cada vez mais e de melhor forma, é preciso trabalhá-la diariamente com base em diferentes temas, contextos e interlocutores. A escola de Educação Infantil poderá oferecer um ambiente que estimule a comunicação verbal, não apenas no refeitório, mas também, no pátio, na brinquedoteca, nos corredores. Para conversar, ali estão amigos, educadores, merendeiros, porteiros e diretores. Oportunidades tão distintas tornam as situações de fala mais ricas, elaboradas e complexas. A ampliação da comunicação verbal pode ser estimulada em situações informais e formais: As situações informais são, por exemplo, as rodas de conversa. Nelas, o professor faz uma proposição, cada um ouve o que os outros têm a dizer, coloca sua opinião e indica os próprios relatos. As situações formais são aquelas em que as crianças se dirigem a outros interlocutores que não os próprios colegas da classe, como a outra turma para quem vão contar umas histórias, tratarem determinado assunto, ou um adulto a ser entrevistado. Assim, ao longo de todo o período da Educação Infantil, são desenvolvidas e aperfeiçoadas competências como a de recontar histórias e elaborar perguntas, declamar poesias e relatar acontecimentos do próprio cotidiano ou de outras pessoas. Desta forma, é possível que as crianças aprendam linguagem com a linguagem. A ampliação de suas capacidades de comunicação oral ocorre gradativamente, por meio de um processo de idas e vindas que envolve tanto a participação das crianças nas conversas cotidianas, em situação de escuta e canto de músicas, em brincadeiras e outras, bem como, a participação em situações mais formais de uso da linguagem, como aquelas que envolvem a leitura de textos diversos. (RCNEI, 1998, v2, p.127). Essa competência também é potencializada por meio das brincadeiras com as palavras presentes na tradição oral, nos textos poéticos e nas parlendas, por exemplo, que já contribuem para o aumento do repertório verbal. Portanto, podemos dizer que é na riqueza do cotidiano do universo infantil que encontramos a maior ferramenta para o desenvolvimento pleno da linguagem oral. 30
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    • Ampliando acompetência linguística: consciência fonológica A consciência fonológica é a habilidade metalinguística de tomada de consciência das características formais da linguagem, ou seja, a consciência com relação aos sons que ouvimos e falamos. Esta habilidade abrange 2 níveis: 1) A consciência de que a fala pode ser segmentada em unidades distintas, ou seja, a frase pode ser segmentada em palavras; as palavras em sílabas, e as sílabas em fonemas. 2) A consciência de que essas mesmas unidades repetem-se em diferentes palavras faladas. Os resultados em diferentes pesquisas têm apontado para a relevância do desenvolvimento da consciência fonológica para a aquisição da leitura e da escrita, uma vez que é ela que possibilita a reflexão sobre os sons que devem ser representados graficamente. A consciência fonológica desenvolve-se na relação das crianças com diferentes formas de expressão oral. Diferentes formas linguísticas a que as crianças são expostas vão construindo sua consciência fonológica. Entre elas, destacamos as mais comuns do universo infantil: músicas, cantigas de roda, poesias, parlendas, jogos orais e a própria fala. Habilidades em consciência fonológica • Rima: representa a combinação do som final de uma palavra. A equidade deve ser sonora e não necessariamente gráfica, por exemplo, as palavras OSSO E PESCOÇO rimam, pois o som em que terminam é igual, independente da forma ortográfica. • Aliteração: representa a repetição da mesma sílaba ou fonema na posição inicial das palavras. Os trava-línguas e as parlendas são bons exemplos de utilização da aliteração, pois repetem, no decorrer da frase, várias vezes o mesmo fonema. • Consciência de palavras: representa a capacidade de segmentar a frase em palavras e, além disso, perceber a relação entre elas e organizá-las numa sequência que dê sentido. O déficit nessa habilidade pode levar a erros na escrita como aglutinações de palavras e separações ina dequadas. Ex: ABOLA (aglutinação) MACA CO (separação) • Consciência da sílaba: consiste na capacidade de segmentar as palavras em sílabas. Atividades como contar o número de sílabas; dizer qual é a sílaba inicial, medial ou final de uma palavra, dependem dessa habilidade. É importante ressaltar que as atividades que envolvem a consciência fonológica devem ser lúdicas, tendo como objetivo não um ensino ou treinamento, mas a pretensão de desenvolver habilidades em consciência fonológica a partir de brincadeiras, incentivando a criança a participar ativamente das atividades e a construir suas próprias hipóteses. 31
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    2. Ler eescrever • Letramento e alfabetização Vivemos em um universo socialmente letrado, cercado de materiais escritos e textos dos mais variados gêneros. As crianças mantém contato com esse universo em maior ou menor grau de intensidade e a classe social pode interferir na variedade e frequência com que isso ocorre, mas não as afasta da oportunidade do contato. Assim como a classe social não pode ser empecilho para o processo de letramento, a idade também não o é. Desde muito pequenas e antes de estarem alfabetizadas, as crianças reconhecem práticas sociais de leitura. Portanto, letrar é ir além da aquisição do código escrito, é preciso apropriar-se da função social da prática de ler e escrever, para ser de fato um indivíduo letrado. O processo de letramento, no âmbito escolar, é movido pela ação de conduzir os alunos a conviverem, experimentarem e dominarem a prática social de leitura e escrita, pois, numa sociedade centrada nessa prática, ser apenas alfabetizado não basta para atender a demanda atual. A escola atua como orientadora desse processo, de modo intencional e sistematizado, e a Educação Infantil pode e deve garantir o início desse trabalho. É um momento de especial riqueza em que as crianças podem ser envolvidas pelo fascínio de ver as palavras eclodirem nas histórias, contos, poemas, quadrinhas, parlendas e também podem conferir a existência de jornais, revistas, manuais, gibis, enfim, de um vasto material que lhes proporcione diversão e informação, criando situações que tornem necessárias e significativas as práticas de produção de textos. A alfabetização, por sua vez, é parte do letramento, ela envolve técnicas de codificar fonemas e decodificar grafemas, o que possibilita ao indivíduo apropriar-se do sistema alfabético e, portanto, deve ser considerada em suas especificidades. Alfabetização e letramento se somam. Ou melhor, a alfabetização é um componente do letramento, como exemplifica MAGDA SOARES (2000): [...]Considero que é um risco o que se vinha fazendo, ou se vem fazendo, repetindo-se que alfabetização não é apenas ensinar a ler e a escrever, desmerecendo assim, de certa forma, a importância de ensinar a ler e a escrever. É verdade que esta é uma maneira de reconhecer que não basta saber ler e escrever, mas, ao mesmo tempo, pode levar também a perder-se a especificidade do processo de aprender a ler e a escrever, entendido como aquisição do sistema de codificação de fonemas e decodificação de grafemas, apropriação do sistema alfabético e ortográfico da língua, aquisição que é necessária, mais que isso, é imprescindível para a entrada no mundo da escrita. Um processo complexo, difícil de ensinar e difícil de aprender, por isso, é importante que seja considerado em sua especificidade. Mas isso não quer dizer que os dois processos, alfabetização e letramento, sejam processos distintos; na verdade, não se distinguem, deve-se alfabetizar letrando. Portanto, é o letramento que denota o estado de convívio real e significativo com a leitura e a escrita, que se estende não só pelos anos de escolaridade, mas por toda a vida. 32
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    O QUE ÉLETRAMENTO? I V Letramento não é um gancho Em que se pendura cada som enunciado, Não é treinamento repetitivo De uma habilidade, Nem um martelo Quebrando blocos de gramática. É um Atlas do mundo, Sinais de trânsito, caças ao tesouro, Manuais, instruções, guias, E orientações em bulas de remédios, Para que você não fique perdido. II VI Letramento é diversão É leitura à luz de vela Ou lá fora, à luz do sol. São notícias sobre o presidente O tempo, os artistas da TV E mesmo Mônica e Cebolinha Nos jornais de domingo. É uma receita de biscoito, Uma lista de compras, recados colados na geladeira, Um bilhete de amor, Telegramas de parabéns e cartas de velhos amigos. VII III Letramento é, sobretudo, Um mapa do coração do homem, Um mapa de quem você é, E de tudo que você pode ser. São notícias sobre o presidente O tempo, os artistas da TV E mesmo Mônica e Cebolinha Nos jornais de domingo. IV É viajar para países desconhecidos, Sem deixar sua cama, É rir e chorar Com personagens, heróis e grandes amigos. Poema de uma estudante norte-americana, de origem asiática, Kate M. Chong, ao escrever sua história pessoal de letramento. O poema expressa que letramento é um estado ou condição de quem interage com diferentes portadores, gêneros e tipos de leitura e escrita, e as diferentes funções que ambas desempenham em nossa vida. Enfim, letramento é o estado ou condição de quem se envolve nas numerosas e variadas práticas sociais de leitura e de escrita. 33
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    •A construção daescrita Muitos estudos têm comprovado que as crianças, quando são percebidas e respeitadas como sujeitos da própria aprendizagem, além de dominarem o código escrito, constroem, de fato, essa modalidade de linguagem. Esses estudos objetivam investigar as tentativas que as crianças realizam para aprender a ler e escrever, na perspectiva de entender como ocorre esse processo, consequentemente, ressignificar a alfabetização. As pesquisadoras Emilia Ferreiro e Ana Teberosky investigaram a maneira como as crianças refletem sobre a língua e, a partir dos resultados das pesquisas, elaboraram a “Psicogênese da Língua Escrita”. Nesse estudo, concluíram que as crianças elaboram hipóteses em relação à escrita, pois considerando que, desde muito cedo, elas estão expostas a um mundo letrado, a aprendizagem da leitura e da escrita inicia-se muito antes da escolarização. Nessa perspectiva, FERREIRO e TEBEROSKY acreditam que a criança busca a aprendizagem na medida em que o processo evolutivo de aprender a ler e escrever passa por níveis de conceitualização que revelam as hipóteses a que chegou a criança. Assim, definiram essas hipóteses em três níveis: • Hipótese pré-silábica, • Hipótese silábica, • Hipótese alfabética. Dessa forma, a “psicogênese da língua escrita deslocou a questão central da alfabetização do ensino para a aprendizagem: partiu não de como se deve ensinar e sim de como de fato se aprende” (WEISZ,1999). Diante disso, os conceitos de prontidão, imaturidade e habilidades motoras e perceptuais, deixam de ter sentido isoladamente. Eles necessitam estar vinculados ao contexto da realidade sociocultural das crianças. A psicogênese de língua escrita, portanto “demonstra que, além dos métodos, dos manuais, dos recursos didáticos, existe um sujeito buscando a aquisição de conhecimento; sujeito este que se propõe problemas e trata de solucioná-los, seguindo sua própria metodologia”. (FERREIRO, 1999). É importante ressaltar que, nesse processo de construção de conhecimento, o professor se apresente como mediador, pois [...] não é porque o aluno participa de forma direta da construção do seu conhecimento que o professor não precisa ensiná-lo. Faz-se necessário que o professor organize atividades que favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando que ela aprende. (CENED, 2003, p.72) 34
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    • Sondagem donível da escrita Um valioso instrumento que o professor pode utilizar é a sondagem, que consiste numa avaliação diagnóstica, utilizada pelo professor na identificação dos níveis de desenvolvimento da escrita. A partir dela, é possível planejar atividades específicas para atender às necessidades de cada aluno. Além disso, é um momento que gera reflexão por parte da criança, pois, ao elaborar uma hipótese seguida de uma leitura, a criança vivencia conflitos cognitivos, age sobre o objeto de conhecimento e avança no seu processo de aprendizagem. Além de contribuir com o planejamento das ações pedagógicas, a sondagem pode servir como base de aferição do progresso de cada aluno em relação ao seu conhecimento sobre a língua escrita e deve ser realizada periodicamente. Sondagem, como fazê-la? O professor dita uma lista de palavras do mesmo campo semântico, sem escandir as sílabas no momento do ditado, sendo que: • A primeira palavra deve ser polissílaba; • A segunda trissílaba; • A terceira dissílaba; • A quarta monossílaba; • Finaliza-se com uma frase retomando uma das palavras. É fundamental que o professor peça para a criança ler o que escreveu com objetivo de entender como ela elaborou a hipótese, além de colocá-la frente ao seu próprio pensamento. Os níveis não são caracteristicamente estanques, o que explica o fato de, muitas vezes a criança usar conceitos de um nível anterior, aparentando regressão. A criança perde a estabilidade do nível anterior, mas não tem o nível seguinte totalmente organizado. É um momento de conflito que caracteriza principalmente os níveis intermediários. O fato de se procurar organizar as atividades por níveis de conceitualização constitui, por si só, um grande avanço, porque isso implica o mínimo de respeito pela criança que temos diante de nós em ação educativa. Trata-se de, depois de ter conhecido os níveis de conceitualização das crianças, considerá-los e conseguir integrá-los às propostas que atendam ao processo de construção dessas crianças sem “coisificar” os níveis enquanto níveis. Emília Ferreiro 35
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    EXEMPLO DE SONDAGEM (nomee idade do aluno) TARTARUGA CAVALO PATO RÃ EU GOSTO MUITO DE CAVALO. *Hipótese de escrita_____________________________________________________________ *Observações do professor______________ _________________________________________ _____________________________________________________________________________ Com base em fudamentações teóricas de vários autores, foi elaborada uma tabela com a descrição dos níveis psicogenéticos. Essa organização tem como finalidade instrumentar o professor na realização da sondagem diagnóstica de seus alunos. As palavras usadas nesses exemplos foram: 1) 2) 3) 4) 5) TARTARUGA CAVALO PATO RÃ EU GOSTO MUITO DE CAVALO. Níveis de Escrita Principais características • Não estabelece vínculo entre a fala e a escrita. Pré-silábico 1 • Supõe que a escrita é outra forma de desenhar ou de representar coisas e usa desenhos, garatujas e rabiscos para escrever. • Supõe que a escrita representa o nome dos objetos e não os objetos; coisas grandes devem ter nomes grandes, coisas pequenas devem ter nomes pequenos. • Não separa números de letras, já que ambos os caracteres envolvem linhas retas ou curvas. • A leitura é global. 36 Exemplos
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    Níveis de Escrita Pré-silábico 2 Níveis deEscrita Silábico Principais características • Acredita que para poder ler não pode haver duas letras iguais, uma ao lado da outra. • Reconhece que as letras desempenham um papel na escrita. • Compreende que somente com as letras é possível escrever. • Faz distinções entre imagem, texto ou palavras, letras e números – o signo gráfico é desvinculado do figurativo. • Descobre, quando lhe é apresentado materiais gráficos, que coisas diferentes têm nomes diferentes. Imprime, então, diferenças nas grafias das palavras, muitas vezes, mudando apenas a ordem das letras, principalmente quando possui pouco recursos gráficos (usam poucas letras ou pseudoletras). • Enfrenta problemas: - no eixo qualitativo: acredita que para ler ou escrever uma palavra, torna-se necessária uma variedade de caracteres gráficos. - no eixo quantitativo: exige um mínimo de três letras para ler ou escrever uma palavra. Principais características • Correspondência quantitativa de sílabas orais – uma letra para cada sílaba na palavra, uma letra para cada palavra na frase ou uma letra por sílaba oral, também na frase. - Sem valor sonoro: escreve uma letra para representar a sílaba sem se preocupar com o valor sonoro correspondente. - Iniciando uma correspondência sonora: escreve uma letra para cada sílaba e começa a utilizar letras que correspondem ao som da sílaba. - Com valor sonoro: escreve uma letra para cada sílaba, utilizando letras que correspondem ao som da sílaba: às vezes, usa só vogais e outras vezes, consoantes e vogais. - Silábico em conflito ou hipótese falsa necessária: momento de conflito cognitivo relacionado à quantidade mínima de letras (BIS/ISIS) e a contradição entre a interpretação silábica e as escritas alfabéticas que têm sempre mais letras. Acrescenta letras e dá a impressão que regrediu para o pré-silábico. • Cada criança é silábica a seu modo: - silábica que escreve com riscos; com pseudoletras; com letras. - as que conhecem só as letras do nome. - as que conhecem mais letras ou todas. 37 Exemplos 1) AZNIRLOAP 2) NOLAZIRS 3) OLISRNLA 4) IANLSOR 5) ALNIPASOZHL Exemplos Sem valor sonoro 1) S O D P 2) BIE 3) TA 4) P 5) ASETI Com valor sonoro 1) TAUA 2) KAO 3) AO 4) H 5) E OT UO D KAO.
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    Níveis de Escrita Silábicoalfabético Níveis de Escrita Alfabético Principaiscaracterísticas Exemplos • Descobre que a sílaba não pode ser considerada como unidade, mas que ela é composta de elementos menores – as letras. Enfrenta problemas: - no eixo quantitativo: percebe que uma letra apenas, não pode ser considerada sílaba, porque existem sílabas com mais de uma letra. Assim, sem nenhum critério, vai aumentando o número de letras por sílabas. - no eixo qualitativo: percebe que a identidade do som não garante a identidade das letras, nem a identidade das letras, a do som. Descobre que existem sons iguais com grafias diferentes e que, na maioria das vezes, não se fala o que se escreve e não se escreve o que se fala. • Grafa algumas sílabas completas e outras incompletas (com uma só letra por sílaba). • Utiliza-se da soletração para ler, unindo consoante e vogal. • Esbarra na leitura e escrita de palavras que são iniciadas por vogais. Como saída, ela pode fazer a inversão das letras tanto na leitura como na escrita. 1) TATAUH 2) KVALO 3) PATO 4) R 5) EU HOTO MUTO D KVALO. Principais características • Estabelecimento de vinculação mais coerente entre leitura e escrita. • Concentra-se na sílaba para escrever. Adequação do escrito ao sonoro. • As unidades linguísticas (palavras, letras, sílabas) que antes não tinham nenhuma relação entre si, são tratadas como categorias estáveis. • Escreve do jeito que fala (presença da oralidade na escrita). • Inicia a compreensão de que cada um dos caracteres da escrita (letra) corresponde a valores sonoros menores que a sílaba. • Realiza leitura sem e com imagem. • Enfrenta problemas relativos à ortografia. 38 Exemplos 1) TATARUGA 2) CAVALO 3) PATO 4) RA 5) EU GOTO MUIN­ O T DE CAVALO.
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    • Vivenciando eaprendendo: trabalhando com o alfabeto móvel O trabalho com alfabeto móvel possibilita à criança entrar em contato com o mundo letrado de forma lúdica e prazerosa, favorecendo a ampliação e familiarização com o repertório de letras necessárias para ler e escrever. Este trabalho leva a criança a escrever as palavras de acordo com sua hipótese de escrita, propiciando situações de ensino e aprendizagem. Segundo Elvira Souza Lima3 a formação da imagem mental das letras é condição fundamental para a leitura e o desenvolvimento da representação mental simbólica em um suporte, como o papel. As imagens mentais são desenvolvidas a partir dos sentidos e do movimento e, no caso, da escrita, visão, tato e movimento se combinam para, integrados, constituírem unidades imagéticas que compõem o sistema de escrita: letras, sinais e pontuação. Portanto, deixar de lado o uso restrito do lápis e do papel e utilizar o alfabeto de forma concreta é uma possibilidade de construir o aprendizado de forma eficaz. É importante ressaltar que a criança passa da hipótese silábica para a hipótese silábica-alfabética, descobrindo a construção das sílabas. Nessa proposta, o trabalho com o alfabeto móvel, contribui significativamente para essa passagem, pois ele permite à criança construir e comparar palavras, sílabas, e a separar palavras, entre outras atividades específicas para a progressão das hipóteses da escrita. Finalizando, o uso do alfabeto móvel na Educação Infantil é um recurso importantíssimo que deve permear todas as atividades de linguagem oral, leitura e escrita, propiciando à criança o estímulo necessário para que exercite de forma sensorial o processo de análise e reflexão sobre a língua. 3. Elvira Souza Lima é pesquisadora, especialista e consultora internacional em desenvolvimento humano, com formação em Antropologia, Neurociências e Psicologia. Doutora pela Sorbonne e pós-doutorada pela Stanford University. Pesquisadora no CRESAS - Paris, Northwestern University e Georgetown University. 39
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    MATEMÁTICA Aprender matemática éum processo contínuo de abstração no qual as crianças atribuem significados e estabelecem relações com base nas observações, experiências e ações que fazem, desde cedo, sobre elementos do seu ambiente físico e sociocultural. (RCNEI, 1998, v2, pág. 217) Uma proposta de trabalho que vise desenvolver o raciocínio lógico-matemático na Educação Infantil deve oportunizar a exploração de uma grande variedade de idéias que vão além do ato de contar, saber ler e escrever números. Como afirma Kamii4 (1990, p.40), [...] é bom para a criança aprender a contar, ler e escrever numerais, mas é muito mais importante que ela construa a estrutura mental do número. Sem essa construção, o processo se torna mecânico, a criança pode realizar a contagem apenas decorando, sem compreender de fato o significado numérico. Para que a construção ocorra efetivamente, é necessário que a criança atue sobre os objetos, não apenas manipulando-os, mas agindo sobre eles e refletindo sobre suas ações. É fundamental que as crianças, além de pegar, dobrar, deixar cair, apertar, esticar, sacudir, juntar, separar e classificar objetos, sejam estimuladas a estabelecer relações entre eles. Só assim estarão desenvolvendo o raciocínio lógico. As crianças precisam se defrontar com diferentes formas de perceber a realidade, ter a curiosidade estimulada e conhecer o sabor das próprias descobertas. Incorporar a essa proposta de trabalho a realidade da criança e os conhecimentos que ela traz de suas experiências, pode tornar as aulas de matemática significativas e estimulantes para o pensamento, de modo que realmente contribuam com o desenvolvimento do raciocínio e com a construção do número. É na interação com objetos que a criança começa a estabelecer relações entre eles para, posteriormente, ser capaz de realizar a operação mental, nesse sentido, Piaget afirma que “operações mentais são ações... executadas sobre objetos antes de serem efetuadas sobre símbolos.” A partir dessa afirmação, fica evidente a necessidade dos jogos e brincadeiras como fontes inesgotáveis de estímulos, no entanto, a ludicidade, assim como a continuidade do processo de aprendizagem, “não dispensa a intencionalidade e o planejamento.”(RCNEI, 1998, v2, p.213) Jogos e brincadeiras na matemática Hoje as crianças vêm sistematicamente perdendo o espaço do brincar, principalmente do brincar coletivo. Isso deve impulsionar o professor a incluir em seu planejamento atividades que resgatem esse brincar esmagado pela vida moderna, visto que, 4. Constance Kamii é mestra em Educação e doutora em Educação e Psicologia, pela Universidade de Michigan, EUA. Foi aluna e colaboradora de Jean Piaget, tendo feito diversos cursos de Pós-Doutorado nas universidades de Genebra e de Michigan, relacionados com a epistemologia genética e com outras áreas educacionais pertinentes tanto à teoria piagetiana como de outros pesquisadores. Atualmente é professora da Universidade do Alabama. 40
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    [...] enquanto brinca,o aluno amplia sua capacidade corporal, sua consciência do outro, a percepção de si mesmo como um ser social, a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. (SMOLE, 2000, p.13) Os jogos e brincadeiras constituem um rico contexto em que o professor pode evidenciar idéias matemáticas. Com eles, as crianças podem fazer correspondências, contar, comparar, identificar propriedades de objetos, representá-los, compor, decompor e operar de diversas maneiras. Além disso, “pelo seu caráter coletivo, os jogos e as brincadeiras permitem que o grupo se estruture, que as crianças estabeleçam relações ricas de troca, aprendam a esperar sua vez, acostumem-se a lidar com regras, conscientizando-se que podem ganhar ou perder.” (RCNEI, 1998, p.235). É importante que essa seja uma prática permanente na Educação Infantil, para isso se faz necessário um planejamento detalhado onde todos os aspectos estejam previamente organizados, desde a escolha dos materiais, a divisão do tempo e a determinação do espaço. “Brincar é tão importante e sério para a criança como trabalhar é para o adulto.” (SMOLE, 2003, p.13) Baseando-se nisso o Caderno Risoleta apresenta sugestões de jogos e brincadeiras que podem auxiliar o professor no desenvolvimento dessa prática. Dentro dessa perspectiva, o professor pode organizar e promover outras atividades relacionadas a: • Compilar jogos, canções e poesias que utilizem números e a série numérica; • Contar, calcular, numerar ou etiquetar objetos de uso cotidiano; • Jogos como: boliche, bolinhas de gude, corre cutia, dança das cadeiras, memória, percursos e de tabuleiro em geral; (KAMII,1990) • Calendário com data dos aniversariantes e principais acontecimentos. O registro dos resultados e do desenvolvimento são cruciais, pois, além de permitirem a reflexão por parte da criança, possibilitam ao professor visualizar o progresso e as estratégias utilizadas por ela, de modo que se constitui também numa forma de avaliação. Os Cadernos Adoleta I e II oferecem atividades que contemplam as especificidades dos conhecimentos matemáticos de acordo com a organização dos conteúdos apontados no Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Lembrando que a vivência desses conteúdos deve ocorrer de maneira integrada e que a divisão em blocos propõe facilitar o planejamento dando maior visibilidade aos pontos específicos de cada conhecimento. 41
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    1. Números esistema de numeração Os números estão presentes no cotidiano e servem para memorizar quantidades, para identificar algo, antecipar resultados, contar, numerar, medir e operar. Alguns desses usos são familiares às crianças desde pequenas e outros nem tanto. (RCNEI. 1998, v2, p.220) Partindo dessa afirmação, cabe à escola utilizar os conhecimentos prévios dos alunos e a partir deles introduzir outros, proporcionando o contato com situações em que os números sejam pesquisados, organizados e utilizados e podem iniciar a compreensão sobre o sistema de numeração. É nesse contexto que a criança dá continuidade ao seu processo de construção do número e começa a realizar, de modo sistematizado, a contagem, a notação e escrita numérica e as operações matemáticas. É importante ressaltar que tudo deve proceder com base no uso de jogos, brincadeiras e resolução de problemas, sempre inseridos em situações contextualizadas, nas quais a criança seja “desafiada a aprender e a produzir conhecimento”.(RCNEI, 1998, v2, p.222) 2. Resolução de problemas A aprendizagem a partir da resolução de problemas atua no desenvolvimento do pensamento matemático de modo significativo. Naturalmente, a vida coloca a criança em situações matemáticas, isto é, propõe-lhe problemas, desencadeando na criança a necessidade de buscar solução e, consequentemente, provocando questionamentos, investigações, levantamento de hipóteses, estabelecimento de relações, interpretação e compreensão. Na Educação Infantil, a prática de resolução de problemas segue caminhos diferentes daqueles mais formais, pois se tratam de atividades direcionadas a problematizações, tais como: jogos, brincadeiras e situações do cotidiano. “A ênfase está mais no desenvolvimento do que nos conceitos aritméticos”. (SMOLE, DINIZ e CÂNDIDO, 2000, p.14) Dessa forma, desde o início da escolaridade, as crianças, mesmo não leitoras, devem ser desafiadas a resolver situações-problema, pois são capazes de ouvir, observar, falar, compreender, pensar e registrar. Nessa perspectiva, a forma como pensou para solucionar a situação-problema, permite o desenvolvimento do processo metacognitivo5. Os registros podem ser os mais variados: oralmente, através de desenhos, através de tabelas, quadros e painéis, registro escrito feito pelo professor e finalmente o registro aritmético. Algumas situações desencadeadoras para as propostas de resoluções de problemas são: adivinhas, simulações da realidade, figuras ou cenas, situações cotidianas, jogos, materiais didáticos, materiais manipuláveis (concretos) e texto escrito. Enfim, a resolução de problemas é uma prática desencadeadora de elementos que favorecem o desenvolvimento do raciocínio-lógico, além de contribuir para que “...as crianças tenham maior confiança em suas próprias capacidades.” (RCNEI, 1998, v2, p.225), isso se soma à afirmação de que “a aritmética não nasce do técnico, e sim da capacidade que a criança possui de pensar logicamente.” (SMOLE, DINIZ e CÂNDIDO, 2000, p.18) 5.Etmológicamente, metacognição significa para além da cognição, conhecer o próprio ato de conhecer. Fonte: www.scielo.br/pdf/prc/v16n1/16802.pdf 42
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    3. Tratamento deinformação O bloco de conteúdos Números e Sistema de Numeração aborda a importância da criança em “identificar os números nos diferentes contextos em que se encontram.”(RCNEI, 1998, v2, p.220). Além disso, o Referencial Curricular para a Educação Infantil apresenta, de forma clara, a importância de levar às crianças diversas possibilidades de investigar os números e os diferentes meios em que eles aparecem. “Ao se deparar com números em diferentes contextos, a criança é desafiada a aprender, a desenvolver o seu próprio pensamento e a produzir conhecimento a respeito.” (RNCEI, 1998, p.222) Com base nessa afirmação, é importante incluir a interpretação e leitura de gráficos nas atividades do Caderno Adoleta, oportunizando o contato com mais uma linguagem matemática, e enriquecendo o repertório do aluno. Trabalhar com gráficos permite uma série de interações por parte do aluno, que vão desde a contagem, a classificação, a ordenação até a interpretação dos resultados e ainda podem ser utilizados como forma de tratar algum tema específico ligado a outra área de estudo, como por exemplo, as frutas preferidas da classe, atribuindo maior significado à atividade. 4. Grandezas e medidas As medidas estão presentes em grande parte do cotidiano infantil. Em sua interação com os mais variados objetos, a criança percebe que os mesmos possuem tamanhos, pesos, volumes, temperaturas diferentes e que essas diferenças permitem comparações e estabelecem relações entre os objetos. Na Educação Infantil, as práticas de medidas devem acontecer em situações contextualizadas nas quais as crianças utilizem tanto instrumentos não convencionais como os convencionais. Ao medir, as crianças utilizam a observação, a percepção e o sistema sensorial, aspectos que contribuem para a estruturação do pensamento. Outras grandezas com as quais as crianças devem ter contato e sobre as quais devem pensar e inferir são as noções de tempo, que envolvem o uso do calendário e o dinheiro que, por si só, incentiva o pensamento matemático, através da contagem e dos cálculos mentais e estimativos. 43
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    5. Espaço eforma A geometria na Educação Infantil deve ser direcionada para o desenvolvimento das competências espaciais das crianças. Para que isso aconteça, ela deve fazer parte do cotidiano escolar, não ficando restrita à nomeação de figuras. Nesse sentido, “Considera-se que as experiências das crianças, nessa faixa etária, ocorrem prioritariamente na sua relação com o espaço e não em relação à geometria propriamente dita...” (RCNEI, 1998, p. 229). A criança desenvolve a noção de espaço a partir da percepção de si mesma, passando pela percepção de mundo e do espaço ao seu redor, para então chegar ao espaço representado por figuras. Esse processo tem início na exploração do espaço físico através das brincadeiras e atividades que permitam percorrê-lo, delimitá-lo e organizá-lo. Desse modo, a geometria, na Educação Infantil, não pode ser estática, limitada ao uso do lápis e papel. É necessário pensar numa proposta que contemple a organização do esquema corporal, a orientação espacial e o desenvolvimento de noções geométricas. O esquema corporal e a orientação espacial compreendem a lateralidade, a coordenação visuomotora6 e a capacidade de mover-se no espaço; As noções geométricas auxiliam na percepção de propriedades como igualdade e diferença, tamanhos e características de formas. A união dos três aspectos destacados, promovem o desenvolvimento da percepção espacial, que por sua vez, é necessária para interpretar, compreender e apreciar o mundo em nossa volta, mundo que é, por natureza, geométrico, bem como, o desenvolvimento da linguagem simbólica e das capacidades de representar e operar com símbolos e representações. Para que todo esse processo ocorra de maneira bem sucedida, é preciso dar ao aluno oportunidades para: • Explorar relações de tamanho, direção e posição no espaço; • Analisar e comparar objetos, inclusive figuras geométricas planas e espaciais; • Classificar e organizar objetos de acordo com diferentes propriedades que os mesmos tenham em comum; • Construir modelos e representações, envolvendo relações espaciais através de desenhos, maquetes, dobraduras, etc. Para isso, as crianças precisam, prioritariamente, manipular modelos de figuras geométricas diversas, fazer observações e explorações táteis e visuais. A variedade de recursos é fundamental para atingir os alunos com diferentes motivações, ritmos e momentos de aprendizagem. As atividades devem ser desenvolvidas seguindo uma gradação de complexidade e realizadas mais de uma vez para que haja, no primeiro momento, familiarização com o material para, posteriormente, ocorrer maior aprofundamento. A mesma atividade pode cumprir diferentes objetivos em diferentes momentos, o que sugere que ela pode ser reapresentada aos alunos ao longo do ano. Segue um quadro com algumas sugestões de atividades, divididas em três eixos com seus respectivos objetivos específicos. 44
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    Eixos Organização do esquema corporal Organização doespaço Noções Geométricas Objetivos Atividades sugeridas Corpo e espaço Dobraduras Quebra-cabeças Blocos lógicos Acerte o alvo Brincadeiras infantis Recortes Colagens Modelagens Conscientizar-se de partes do próprio corpo e de sua estatura Blocos lógicos Dobraduras Sólidos geométricos Atividades que envolvam: lateralidade Simetria Brincadeiras infantis Sequência lógica com figuras ou objetos Explorar e desenvolver relações de medida, direção e posição no espaço. Adquirir vocabulário correspondente: perto, longe, frente, atrás, etc. Blocos Lógicos Dobradura Sólidos geométricos Desenhos livres Comparar, classificar, compor e decompor figuras Quanto às formas geométricas: Identificar, comparar, descrever, desenhar, classificar, reconhecer, nomear, representar construir, etc. Orientar o corpo em relação a objetos e pessoas. Adquirir vocabulário correspondente. Desenvolver a coordenação visual e motora. Visualizar, desenhar, comparar e imaginar figuras em diferentes posições. Quadro de sugestões de atividades extraído de: SMOLE, K.C.S.; DINIZ, M.I.; CÂNDIDO, P. Figuras e formas. Porto Alegre: Artmed, 2000. Explorando os Blocos lógicos As atividades com blocos lógicos, na Educação Infantil, permitem que a criança manipule, construa e represente objetos estruturados, auxiliando o desenvolvimento de habilidades de discriminação e memória visual, constância de forma e tamanho, sequência e simbolização. Desse modo, a criança não só visualiza, mas tem oportunidade de analisar concretamente as propriedades das formas geométricas. Os blocos lógicos contribuem com o desenvolvimento da habilidade de classificar, trata-se de uma estrutura lógica fundamental para a aquisição da noção do que são figuras geométricas. Esse material pode ser utilizado em diferentes situações, direcionado para o alcance de objetivos variados, tanto é que se faz presente nos três eixos mencionados no quadro anterior, ou seja, a riqueza do material faz dele instrumento indispensável no cotidiano escolar. Algumas atividades dos Cadernos Adoleta I e II não só fomentam o uso desse material como fazem dele ferramenta indispensável para sua realização. 45
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    NATUREZA E SOCIEDADE:A DESCOBERTA DO AMBIENTE NATURAL E SOCIOCULTURAL As crianças são ansiosas para descobrir tudo o que puderem sobre o mundo onde vivem. Ao falar do ambiente na Educação Infantil, deve-se fazer referência aos ambientes onde as crianças se desenvolvem: familiar, escolar, urbano, rural, às condições que incidem sobre eles, aos elementos que os constituem a aos acontecimentos que ali transcorrem. Sobre isso, o Referencial Curricular para a Educação Infantil explicita que, [...] o mundo onde as crianças vivem se constitui em um conjunto de fenômenos naturais e sociais indissociáveis diante do qual elas se mostram curiosas e investigativas. Desde muito pequenas, pela interação com o meio natural e social no qual vivem, as crianças aprendem sobre o mundo, fazendo perguntas e procurando respostas às suas indagações e questões. Como integrantes de grupos socioculturais singulares, vivenciam experiências e interagem num contexto de conceitos, valores, idéias, objetos e representaçãos sobre os mais diversos temas a que tem acesso na vida cotidiana, construindo um conjunto de conhecimentos sobre o mundo que as cerca. (RCNEI, 1998, v3, p.163) Ao explorar o ambiente social, é necessário privilegiar propostas pedagógicas que ofereçam atividades variadas relacionadas a festas, brincadeiras, músicas e danças da tradição cultural e que estejam vinculadas ao contexto da realidade sociocultural das crianças. Quanto ao ambiente natural, o contato com a natureza é de fundamental importância e o professor deve oferecer oportunidades para a investigação e descoberta. Sendo assim, esses conceitos não podem ficar reduzidos a propostas limitadas, estanques e que desprezam o interesse e a curiosidade peculiar das crianças. Propostas como, falar da natureza oferecendo apenas um desenho para colorir no “Dia da Árvore” ou limitar o conhecimento da cultura indígena confeccionando um “cocar” de papel e pintando o rosto das crianças no “Dia do Índio” pouco contribui para que elas avancem nos seus conhecimentos. Portanto, [...] as crianças devem, desde pequenas ser instigadas a observar fenômenos, relatar acontecimentos, formular hipóteses, prever resultados para experimentos, conhecer diferentes contextos históricos e sociais, tentar localizá-los no espaço e no tempo. (RCNEI, 1998, v2, p.172). A Educação Infantil é apenas o início do processo de consolidação desses conhecimentos que são construídos gradativamente, na medida em que as crianças desenvolvem atitudes de curiosidade, de crítica, de refutação e de reformulação de explicações sobre o ambiente natural e sociocultural. 46
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    AS ARTES COMOFORMA DE EXPRESSÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Por serem atividades que integram a função simbólica e a emoção, as artes têm grande significado no processo de desenvolvimento da infância e da adolescência. Para a criança pequena, o desenho, a música e o teatro são práticas necessárias, uma vez que elas constituem o processo de desenvolvimento. Elvira de Souza Lima 1. A arte de ouvir: Música A linguagem musical promove a integração entre os aspectos cognitivo, psicomotor e sócio-afetivo, além de ser uma das formas importantes de expressão humana, o que justifica a relevância de enfatizar atividades musicais na Educação Infantil. Sobre isso, Gardner (2002) define que, [...] a primeira inteligência humana demonstrada na vida social é a inteligência musical, pois, ao sairmos do útero materno, descobrimos o mundo pelos sons do ambiente em que vivemos, pela voz da mãe e demais familiares. Em função disso, a educação usa a música como estímulo ao desenvolvimento de várias habilidades e competências humanas. A música provoca movimentação externa e interna, contribuindo para o pensamento criativo, portanto, se ela for trabalhada de forma criativa, mais respostas criativas teremos das crianças. Partindo desse pressuposto, o educador infantil não deve abrir mão da música nas ações pedagógicas diárias. As atividades musicais promovem a ludicidade e a expressividade, além de representarem em um meio de se estabelecer vínculos interpessoais e fomentar a socialização. Ao cantar em grupo, por exemplo, a criança compartilha sua energia, sua expressão, sua espontaneidade e sua alegria. Apesar do caráter lúdico da música na Educação infantil, as atividades precisam valorizar o exercício da expressão musical. Assim, trabalhar música é muito mais do que ensinar canções referentes às datas comemorativas, o que caracteriza a produção musical das crianças, nesse estágio, é a exploração do som e suas qualidades, que são: • Altura: refere-se aos sons graves e agudos. • Duração: tempo em que os sons ou silêncios ficam acontecendo (sons curtos ou longos). • Intensidade: força com que o som é executado (sons fortes ou fracos). • Timbre: permite identificar a fonte produtora dos sons. Além disso, a escola deve oportunizar a escuta de obras musicais variadas para que as crianças enriqueçam e ampliem o conhecimento musical. A expressão musical das crianças nessa fase é caracterizada pela ênfase nos aspectos intuitivo e afetivo e pela exploração (sensório-motora) dos materiais sonoros. As crianças integram a música às demais brincadeiras e jogos: cantam enquanto brincam, dançam e dramatizam situações sonoras diversas, conferindo “personalidade” e significados simbólicos aos objetos sonoros ou instrumentos musicais e à sua produção musical. (RCNEI, p. 52). É importante salientar que o educador não precisa ser um especialista na área de música, mas é essencial que ele compreenda que a linguagem musical contribui significativamente no desenvolvimento infantil. 47
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    2. Artes Visuais Opropósito da arte no currículo da educação infantil é estimular as crianças a explorarem meios artísticos e proporcionar um meio para a expressão criativa de cada criança. Fazer arte não é imitar o trabalho dos outros, nem colorir um desenho, [...] as artes visuais expressam, comunicam e atribuem sentido a sensações, sentimentos, pensamentos e realidade por meio da organização de linhas, formas, pontos, tanto bidimensional como tridimensional, além de volume, espaço, cor e luz na pintura, no desenho, na escultura, na gravura, na arquitetura, nos brinquedos bordados, entalhes etc. O movimento, o equilíbrio, o ritmo, a harmonia, o contraste, a continuidade, a proximidade e a semelhança são atributos da criação artística. A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos e intuitivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de interação e comunicação social, conferem caráter significativo às artes visuais. (RCNEI, 1998, v2, pág. 85) Apesar da importância de todas as modalidades artísticas, o desenho exerce papel relevante no fazer artístico e na construção das demais linguagens visuais (pintura, modelagem, colagens etc), pois o desenvolvimento progressivo do desenho implica mudanças significativas que partem das garatujas para os primeiros símbolos (imagens de sol, figuras humanas, animais, entre outros). Portanto, a arte é um processo e não um produto e, sendo assim, as propostas pedagógicas devem oferecer oportunidades para que as crianças sejam capazes de: - interessar-se pelas próprias produções, e alheias, além das diversas obras artísticas com as quais entram em contato, ampliando o conhecimento de mundo e da cultura; - produzir trabalhos de arte utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da modelagem, da colagem, da construção, desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação. (RCNEI, 1998, V2, p.95). A educação em artes visuais não tem por objetivo formar artistas, mas sim, crianças sensíveis ao mundo e conhecedoras da linguagem da arte. 48
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    PLANEJAMENTO O ato deplanejar está, muitas vezes, relacionado a idéia de uma tarefa árdua, mecânica e burocrática de preenchimento de formulários administrativos. A contemporaneidade, em vista de um novo conceito de educação e de educador, também exige a ressignificação do planejamento, de modo a compreendê-lo como instrumento indispensável para a organização e coordenação da prática docente. A finalidade do plano é criar e organizar o trabalho. Para tanto, deve ser: objetivo, verdadeiro, crítico e comprometido. (VASCONCELLOS, 1995, p.60). Ao assumir esse caráter de orientador da prática pedagógica, o planejamento deve ser registrado não como uma mera lista de conteúdos e objetivos, numa sequência rígida e absoluta, sem espaço para a reflexão, mas como uma ferramenta indispensável para que o professor sistematize sua intencionalidade pedagógica e estabeleça uma proposta didática que contemple diferentes alternativas de aprendizagem. Dessa forma, o registro possibilita que o professor analise todo o processo, num movimento constante de planejar, fazer, rever e reavaliar a sequência lógica da ação educativa, assegurando que as atividades pedagógicas sejam: • • • • • • coerentes com as habilidades que se pretende desenvolver; adaptadas às necessidades e características do grupo; apresentadas com clareza; interrelacionadas e ordenadas numa progressão gradual de complexidade; atrativas (estimulem a participação dos alunos); variadas. Compreender o planejamento como instrumento norteador do processo educativo, remete o professor a vários questionamentos acerca de como elaborá-lo de forma que, realmente, cumpra o seu papel de objeto de reflexão da ação pedagógica. Esses questionamentos ficam mais contundentes para os educadores da primeira infância, pois, na sala de aula de educação infantil, Matemática é Música e Música é Matemática; Ciência é Arte e Arte é Ciência. Ao elaborar um plano de aula, o professor precisa definir: • Eixos de trabalho: contemplar todos os eixos de trabalho numa frequência em que não haja supervalorização de uns em detrimento de outros. • Habilidades: o que se espera que o aluno aprenda. • Conteúdos: que conteúdos serão meios para o desenvolvimento da(s) habilidades(s). 49
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    • Situação didática /metodologia Prever três momentos de aprendizagem: - Começar a partir de algo que possa mobilizar os conhecimentos que a criança traz consigo; - Como será desenvolvido o conteúdo; - Como a aula será finalizada. • Recursos didáticos: espaços lúdicos e materiais utilizados. • Procedimentos de avaliação: Definição do que será observado no desenvolvimento da atividade. É fundamental que o professor defina aquilo que interessa analisar. No planejamento de educação infantil, uma mesma situação didática pode servir mais de uma área de conhecimento, caracterizando um trabalho interdisciplinar. Portanto, é possível estabelecer habilidades e conteúdos específicos para cada área de conhecimento partindo de uma única situação didática, conforme mostra o exemplo no quadro abaixo: Plano de Aula U.E. Professor: Classe: Semana de_____ a _____ . Dias da semana Eixo de trabalho Habilidades / Descritores Identidade e Autonomia • Decidir as normas de convivência do grupo. Conteúdos Formulação e compreensão dos acordos coletivos. Situação Didática / Metodologia • Roda de conversa: Diálogo sobre regras de convivência (comportamentos desejáveis para uma boa convivência com os colegas). Recursos Didáticos Procedimentos de Avaliação Cartolina ou papel pardo e cane tinhas coloridas. Observar a capacidade de discriminar atitudes favoráveis à convivência em grupo. • Elaboração de um cartaz de “combinados”: As crianças devem decidir quais das regras discutidas devem compor o cartaz. • Será confeccionado pelo professor um cartaz com as regras decididas pelo grupo para ser fixado na sala de aula. Segunda-feira Movimento/ Matemática Movimento: Atividade de • Explorar as potencia engatinhar. lidades e os limites do próprio corpo relacionados à: flexibilidade, coordenação motora, tonicidade muscular e organização espaço-temporal; • Deslocar-se no espaço com destreza progressiva. Matemática • Representar graficamente brincadeiras realizadas. Representação espacial. Brincadeira “A tartaruga”: • Apresentar a brincadeira para as crianças e propor, oralmente, situaçõesproblema como: “Onde é possível realizar essa brincadeira?”; “Por que não podemos brincar na sala de aula?” • Desenvolvimento: Um grupo de 6 ou 8 crianças coloca-se debaixo de um “casco de tartaruga” (colchonete, papelão ou pano) e devem conseguir que a tartaruga ande, deslocando-se todos na mesma direção. • As crianças farão um desenho para representar a brincadeira. Colchonetes, Observar: pedaços de - a organização e papelão ou as iniciativas dos panos, lápis membros do e papel sul- grupo; fite. - a sincronização de movimentos; - a capacidade de deslocar-se no espaço de acordo com a orientação estabelecida. Planejar é essa atitude de traçar, projetar, programar, elaborar um roteiro para empreender uma viagem de conhecimento, de interação, de experiências múltiplas e significativas para com o grupo de crianças. Planejamento pedagógico é atitude crítica do educador diante do seu trabalho docente. Por isso não é uma fôrma! Ao contrário, é flexível e, como tal, permite ao educador repensar, revisando, buscando novos significados para sua prática pedagógica. (OSTETTO, 2002, p. 177). 50
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    AVALIAÇÃO As intenções educativasque orientam a intervenção no processo ensino e aprendizagem muitas vezes requerem, para sua verificação, um ajuste nos conteúdos, nos meios e nos recursos metodológicos adequados às características individuais das crianças. Assim, a avaliação tem a finalidade de orientar e reconduzir o encaminhamento das propostas educativas. Ela deve ser entendida como a comprovação da validade do projeto educativo e das estratégias didáticas utilizadas para atingir os objetivos propostos. A avaliação não consiste em emitir juízos de valor sobre a criança ou sobre suas atividades, mas tem com objetivo coletar informações necessárias para ajustar e aperfeiçoar o processo de ensino e aprendizagem, por isso, [...] o professor deve entendê-la como um instrumento de investigação didática que, a partir da identificação, da coleta e do tratamento de dados, permite-lhe comprovar as hipóteses de ação, com a finalidade de confirmá-las e introduzir nelas as modificações pertinentes. A avaliação deve proporcionar retroalimentação a todo processo didático. (ARRIBAS [et al], 2004, p.390). A avaliação proporciona ao educador a informação necessária para conhecer, a cada momento, o andamento do processo educativo. As atividades desempenhadas pelo aluno deverão ser avaliadas e suas dificuldades registradas, para que o professor possa planejar a intervenção adequada, buscando saná-las. O professor deve adotar uma postura que leve o aluno a aceitar suas intervenções com satisfação, percebendo que sua intenção é que ele progrida. É fundamental que a criança se sinta feliz e satisfeita e avance cada vez mais em seus conhecimentos. Por isso, é essencial que ela seja informada pelo professor sobre seus avanços e que não seja comparada aos seus colegas; isso gera desconforto e afeta sua autoestima. (Plano de referência para a Educação Infantil, 2003, p.30). Portanto, a avaliação na Educação Infantil tem um caráter multidimensional, ou seja, podemos avaliar tudo aquilo que faz parte ou atua na evolução da criança. 51
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    Adoletinha Parte II Sugestões paracomplementar as atividades propostas nos cadernos Adoletinha e Adoletas Fase I e II 53
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    • Pág. 06- Brincadeira do espelho Pergunte: O que é, o que é, que está sempre na sua frente e você não vê? A criança descobrirá com sua ajuda que é o nariz. Após responderem, a professora pergunta: —E agora, quem está na frente do espelho? A criança responde seu nome. • Deixe a atividade proposta na página 06 do Caderno Adoletinha exposta de forma organizada Adoletinha para que todos visualizem as produções dos amigos. • Sugestão de leitura: A joaninha que perdeu as pintinhas Autor: Ducarmo Paes - Ed. Noovha América Sinopse: Nesta história, a joaninha aventura-se na busca de suas pintinhas perdidas, na esperança de reencontrar sua identidade. Para isso, conta com a amizade e a solidariedade de uma formiguinha muito especial. • Pag. 07 - Brinque de roda com a cantiga “Se eu fosse um peixinho”. • Após a brincadeira, distribua letras móveis e, com o auxílio do crachá, ajude os alunos a montarem seus nomes. • Realize após a chamada a contagem das crianças. Conte o total e depois separadamente, meninos e meninas. Registre na lousa ou em papel pardo. Faça-os perceberem quais e quantos alunos faltaram, perguntando: — Será que temos mais meninas? Por quê? — Será que temos mais meninos? Por quê? • Pág. 08 - Realize a brincadeira com seus alunos em roda, recitando: ”Mamãe é uma bola, papai é um bolão, A/o (nome da criança) é a bolinha que rola pelo chão.” Ao falar o nome da criança, a mesma rola no chão no centro da roda e volta para o seu lugar. Todas as crianças deverão ter oportunidade de participar. 56
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    • Confeccione comas crianças bolas de papel marchê. Organize-as em grupos de 3 ou 4 crianças. Entregue uma bexiga cheia (mas não muito), cola e pedaços de papel rasgado (revista ou jornal). As crianças irão alternando camadas de cola e de papel rasgado (6 a 8 camadas). Deixe secar e depois pinte com tinta guache. As bolas poderão ficar disponíveis na sala para a realização de diversas atividades. Adoletinha • Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta 1) Bexigas ao ar – página 36 2) Bola rasteira- página 53 • Pág. 09 - 1) Sugestão de música O corpo Humano Angélica Pra que que serve essa boquinha? — Pra falar. Pra que que servem esses olhinhos? — Pra olhar. Pra que que serve esse nariz? — Pra respirar. Pra que que servem os dedinhos? — Pra pegar. Pra que que servem essas perninhas? — Pra andar. Pra que que serve o coração? — Pra amar. O corpo da gente se divide sempre em três partes: cabeça, tronco e membros, é assim que a gente é. Aprenda essa lição, Seu corpo agora é uma canção É assim que a gente é. É assim que a gente é feito Seu coração sabe o que quer. O corpo humano é perfeito A gente aprende que viver É dar e receber. A partir da música, aborde a importância dos órgãos dos sentidos. 2) Exploração dos órgãos dos sentidos 57
  • 58.
    • Percepção gustativa:Em roda, cubra os olhos das crianças, ofereça-lhes sal, açúcar, limão ou pedacinhos de alimentos (banana picadinha, maçã picadinha, tomate picadinho), para que elas descubram o alimento experimentado. • Percepção visual: Traga para a classe objetos ou figuras para que as crianças observem e digam o nome e para que serve. • Percepção olfativa: 1) Peça às crianças que cheirem um vidro com perfume ou um pouco de creme. Pergunte se o cheiro é agradável. Depois mostre figuras de elementos que não tenham cheiro agradável (lixo, Adoletinha restos de comida etc.) para que elas digam se o cheiro é bom ou não. 2) Coloque em uma caixa figuras de elementos que tenham cheiro agradável e desagradável. Fixe em um local onde as crianças possam alcançar, duas folhas de papel de cores diferentes. Explique que em um cartaz serão coladas as figuras de elementos que tenham cheiro agradável e no outro os que tenham cheiro desagradável. Uma criança de cada vez retira uma figura da caixa e cola no cartaz correspondente. • Percepção tátil: Em roda, peça que as crianças observem os colegas. Escolha uma delas, cubra seus olhos e deixe-a tatear o rosto de outro colega tentando descobrir quem é. Repita a atividade enquanto durar o interesse das crianças. Pág. 10 - Corte o palito de sorvete ao meio para fazer a perna de pau do pirata. • Sugestões de músicas: 1) Marchinhas populares de carnaval. Mamãe eu quero, mamãe eu quero Mamãe eu quero mamar Dá a chupeta, dá a chupeta Dá a chupeta pro bebê não chorar [...] (Trecho da marcha Mamãe eu quero, de Jararaca e Vicente Paiva, 1936.) [...] Có, có, có, có, có, có, ró Có, có, có, có, có, có, ró O galo tem saudade Da galinha carijó! [...] (Trecho da marcha Marchinha do grande galo, de Lamartine Babo e Paulo Barbosa, 1935) 58
  • 59.
    • Sugestão deCD - Carnaval Palavra Cantada Adoletinha • Máscara com a impressão das mãos. • Sugestão de leitura: Bruxa, bruxa, venha a minha festa. Autor: Arden Druce - Ed. Brinque Book Sinopse: Uma garota pede que toda sorte de seres assustadores compareça à sua festa. E lá vão: bruxa, gato, espantalho, coruja, árvore, duende, dragão, pirata, tubarão, cobra, unicórnio, fantasma, babuíno, lobo e, epa! Chapeuzinho Vermelho? Uma história diferente que mostra como a imaginação das crianças as faz capazes de se deliciar com a ideia do medo. • Pág. 11- Explore a música proposta na atividade. Depois utilize canções e parlendas para brincar com os dedinhos. 1) Mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo, mata piolho... 2) Este porquinho foi ao mercado (mostre o polegar) Este porquinho ficou em casa (mostre o indicador) Este porquinho comeu carne assada (mostre o dedo médio) Para este porquinho não sobrou nada (mostre o anular). E este porquinho aqui veio gritando (mostre o dedo mínimo) Qui qui qui qui até chegar em casa ( faça cócegas na barriga da criança). • Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta- Qual é a parte do seu corpo? Página 48 • Pág. 12 - Faça, em papel pardo, o contorno do corpo de duas crianças: um menino e uma menina. Junto com as crianças, nomeie as partes do corpo. Através da técnica de recorte e colagem, as crianças farão o rosto e as roupas, utilizando revistas e papéis variados. Realize uma votação para a escolha dos nomes dos bonecos 59
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    • Sugestão demúsica: Minha boneca de lata. • Pág. 13 - Mostre algumas peças do vestuário (blusa, calça, chapéu etc.) e pergunte em qual parte do corpo colocamos cada uma delas. Faça questionamentos como: — Ela serve para ser usada em dias quentes ou devemos colocá-la quando está frio? • Separe as crianças em pequenos grupos e brinque de desfile de moda. Cada criança fará uma troca de roupa e desfilará para as outras. • Pág.14 - Utilize os bonecos de papel do encarte para complementar a atividade. Peça para Adoletinha que os alunos coloquem a roupa de inverno na Tainá e de verão no Gabriel. Faça-os observarem como está o clima no dia. Pergunte qual roupa é mais adequada a esse clima. Explore as diversas possibilidades do brinquedo e depois estes serão levados para casa. • Pág. 15 - Organize os alunos em roda. Ofereça primeiramente a esponja passando-a de mão em mão para que sintam a textura. Questione o que sentem: — É macia ou áspera? Faça o mesmo com a lixa. • Caixa tátil: Prepare uma caixa surpresa contendo objetos diversos (algodão, lixa, esponja, sabonete, lã etc.). Deixe os alunos tatearem os objetos tentando descobrir o que é. • Corte a lixa em pequenos pedaços para que os alunos realizem a atividade de colagem sugerida. • Pág. 16 - Roda de conversa: Apresente-lhes uma caixa contendo diferentes expressões faciais (alegre/triste). Cada criança escolherá uma expressão e o professor questionará: — Por que você está sentindo-se feliz? — Você está triste? Por quê? • Emocionômetro: Peça para que cada criança cole a expressão escolhida no papel pardo. Deixe o cartaz exposto na sala. Retome a roda de conversa no dia seguinte perguntando: — Você estava triste ontem. E hoje, continua se sentindo assim? Por quê? — Você estava feliz ontem. E hoje, continua se sentindo assim? Por quê? • Sugestões de leitura: 1) Seu Feliz Autor: Roger Hargreaves - Ed. Brinque Book Sinopse: Personagens pitorescos, criados pelo autor, simbolizam de uma forma divertida o comportamento do ser humano. Os personagens representam sentimentos e sensações universais, como o medo, felicidade, vaidade e arrogância identificadas por crianças de todas as partes do mundo. 60
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    2) O ursinhoapavorado Autor: Keith Faulkner – Ed. Companhia das letrinhas Sinopse: Um livro colorido, cheio de brincadeiras gráficas, que conta a história de um ursinho que acorda sozinho e assustado no meio da noite. As dobraduras, que saltam de cada página, fazem com que a historinha fique ainda mais emocionante. • Sugestão de pesquisa para o professor: www.opoderdasemocoes.com.br • Pág. 17 - Sugestão de música Formiguinha da roça endoideceu Formiguinha da roça endoideceu Aperta a barriguinha Com uma dor de cabeça que lhe Com o calor que lhe deu. E faz assim, e faz assim. deu. Ai, ai, ai pobre formiguinha Formiguinha da roça endoideceu Ai, ai, ai, pobre formiguinha Abana com as mãozinhas Com o soninho que lhe deu. Põe a mão na cabeça E faz assim, e faz assim. Ai, ai, ai pobre formiguinha E faz assim, e faz assim. Formiguinha da roça endoideceu Esfrega os olhinhos Formiguinha da roça endoideceu Com a dor de barriga que lhe E faz assim, e faz assim. Com o frio que lhe deu. deu. (Adaptado de -Formiguinha da Ai, ai, ai, pobre formiguinha Ai, ai, ai, pobre formiguinha roça- Bia Bedran) Abraça o corpinho E faz assim, e faz assim. • Pág.18 - Ouça com os alunos o Hino Municipal de Barueri. Explique que o hino é uma música feita para homenagear a cidade. • Dobradura da tulipa: 61 Adoletinha • Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta- Caras e caretas - página 20
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    • Pág.19 /20 - Roda de conversa: Organize um diálogo enfatizando os principais hábitos de higiene pessoal. Faça questionamentos como: — Quais produtos usamos para deixar os cabelos, o corpo, os dentes e as unhas limpas? — Por que é importante cuidarmos da higiene do nosso corpo? • Distribua revistas ou encartes de supermercado para que os alunos encontrem produtos de higiene pessoal e colem em papel pardo. • Dobradura da escova de dente: Distribua um quadrado de papel dobradura. Auxilie as crianças a dobrá-lo quatro vezes. Cole em uma folha de papel sulfite e oriente-as a fazer as cerdas colando palitos de fósforo ou desenhando com tinta guache ou canetinha. Adoletinha • Percepção tátil: Prepare uma caixa surpresa com quatro objetos necessários à higiene (creme dental, sabonete, papel higiênico, escova de dente). Com os olhos vendados, a criança deverá descobrir através do tato que objeto pegou e relatar para que ele serve. Continue a brincadeira até que todos participem ou até enquanto durar o interesse das crianças. • Percepção e memória visual: Coloque três ou quatro objetos numa sequência para que as crianças observem. Aponte e nomeie cada objeto (creme dental, sabonete, papel higiênico, escova de dente). Em seguida, peça para que fechem os olhos e retire um objeto. Pergunte o que aconteceu. • Sugestão de música: Meus dentinhos, meus dentinhos Vou escovar, vou escovar, Vão ficar limpinhos, vão ficar limpinhos, E brilhar! E brilhar! (Melodia- Meu lanchinho) 62
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    • Sugestão deleitura: Eu gosto de mim Autor: Lilian Corgozinho - Ed. LGE Sinopse: Eu gosto de mim mostra a importância dos cuidados que devemos ter conosco, com a limpeza do nosso corpo, com a alimentação, com a prática de esportes e até mesmo com a nossa inteligência. Se eu gosto de mim, eu cuido de mim. Lavar as mãos Arnaldo Antunes Uma Verme, bactéria, mando embora Lava outra, lava uma Embaixo da torneira Lava outra, lava uma mão Água uma, água outra Lava outra mão, lava uma mão Água uma (mão), água outra Lava outra mão Água uma Lava uma A segunda, terça, quarta Depois de brincar no chão de Quinta e sexta-feira Areia a tarde inteira Na beira da pia, tanque, bica Antes de comer, beber, lamber Bacia, banheira Pegar na mamadeira Lava uma mão, mão, mão, mão Lava uma (mão), lava outra (mão) Água uma mão, lava outra mão Lava uma, lava outra (mão) Lava uma mão Lava uma Lava outra, lava uma. A doença vai embora junto com a sujeira • Sugestão de atividade de artes: Massaroca Use a “massaroca” (massa de modelar) para que as crianças confeccionem objetos utilizados na higiene pessoal. A massa poderá ser feita com auxílio das crianças, colaborando para o desenvolvimento da percepção tátil. Após a confecção, estimule-as a relatarem a importância do uso desses objetos na higiene diária. 63 Adoletinha • Pág. 21- Sugestão de música
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    • Receita damassaroca Ingredientes: - 1 kg de farinha de trigo; - 3 colheres de guache ou 1 vidro de anilina comestível; - 1 pitada de sal. Preparo: - Acrescente água até ficar ao ponto de massa. • Sugestão de leitura: Adoletinha Olhim Autor: Magna Diniz Matos- Ed. Dimensão Sinopse: Olhim era um piolho muito magrinho e pequeno. Até que conheceu Zezito, aliás, a cabeça de Zezito e logo se mudou e mudou de nome: Olhão. Lá, arranjou uma namorada e se casou. Em um mês, já tinham 300 filhotes. • Pág. 22 - Fantoche do sapo Materiais: - 1 caixa de remédio, sabonete ou creme dental. - Tinta guache verde Como fazer: 1) Distribua para as crianças a tinta guache verde para que elas pintem a caixa; 2) Depois de secar, corte a caixa ao meio; 3) Distribua os olhos e a boca para que as crianças colem. • Sugestão de música: Lá no pântano, lá no pântano Dois sapinhos puseram-se a cantar Quari, qui, qui, qui, qui, qui, Quari, qua, qua, qua, qua, qua, Quari, quiiiiii! Quari, quáaa! (Cantiga popular) 64
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    • Sugestão deleitura: 1) Eram dez girinos Autor: Debbie Ferbett- Ed. Ciranda Cultural Sinopse: Dez girinos formavam uma fila. Um deles foi atrás de uma libélula e ele, coitado, ficou para trás. Acompanhe as aventuras em 3D desses espertos e corajosos girinos com uma surpresa em pop-up no final. 2) O sapo Bocarrão Autor: Keith Faulkner- Ed. Cia. Das Letrinhas é muito guloso e vive perguntando aos outros bichos o que eles gostam de comer. Gordão, verdíssimo, de olhos arregalados, ele pula de página em página comendo moscas e jogando conversa fora até o momento em que encontra o terrível crocodilo com seus dentes brancos pontudos- e aí tem que tomar uma atitude radical. De produção esmerada, este livro tem dobraduras-surpresa em todas as páginas, brincadeiras gráficas e cores vibrantes. • Pág. 23 - Sugestão de brincadeira Corrida do sapo: Trace com giz ou demarque com fita crepe no chão a linha de partida e a linha de chegada. Organize os alunos na linha de partida e peça que, ao seu comando, eles saltem imitando o sapo. Aquele que ultrapassar a linha de chegada primeiro será o sapo campeão. • Sugestão de chapéu do sapo (poderá ser usado na corrida do sapo) • Pág. 24 - Faça o brigadeiro junto com as crianças. Apresente os ingredientes e, antes de iniciar o preparo, fale sobre a importância e a necessidade de higienizar as mãos para manu sear os alimentos. Organize as crianças para que todos participem do preparo e vá explicando todos os procedimentos. 65 Adoletinha Sinopse: O sapo Bocarrão é um divertido animal que tem uma boca enorme,
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    Receita do brigadeiro: Ingredientes: - Achocolatado; - Leite em pó; - Bolacha maisena; - Açúcar cristal; - Água. Modo de fazer: Coloque numa vasilha o leite em pó, o achocolatado e vá acrescentando um pouco de água. Triture as bolachas com as mãos e vá misturando até adquirir consistência firme. Adoletinha Enrole os bombons e passe no açúcar cristal. Obs. Todos os ingredientes utilizados nessa receita fazem parte do cardápio das escolas maternais, exceto o acúcar cristal. • Rale a cenoura e ofereça a seus alunos para degustação. Converse sobre a importância de comermos todos os alimentos. • Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta - Toca do coelho- página 97 • Sugestões de leitura: 1) O almoço Autor: Mario Vale - Ed. Formato Sinopse: Cartões coloridos, recortados, colados, montados e fotografados fazem parte deste “Almoço”. Um livro só de imagens que vale a pena conferir. 2) Nhac, Nhac! De onde vem a comida Autor: Mick Manning e Brita Granstron - Ed. Ática Sinopse: O primeiro passo para a criança entender a relação dos seres vivos através da cadeia alimentar. • Sugestão de montagem dirigida – Coelho com corações Montagem: Entregue aos alunos os corações recortados e oriente-os passo a passo na colagem dos mesmos. 66
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    • Pág. 25- Parlenda “Era uma vez três” Veja a sequência de movimentos que devem acompanhar a parlenda. Era uma vez três:____indica-se a quantidade três levantando-se três dedos. Um bassê,_________abaixam-se os três dedos e levanta-se um dedo para indicar a quantidade 1. Um vira-lata___________levanta-se mais um dedo para indicar a quantidade 2. E um pequinês._________levanta-se mais um dedo para indicar a quantidade 3. Ah... Esqueci.____________bate-se com a mão espalmada na testa, como sinal de esquecimento. Era uma vez três:_____novamente, indica-se a quantidade três levantando-se três dedos. Um bassê________________abaixam-se os três dedos e levanta-se um dedo para indicar a quantidade 1. Um vira-lata____________levanta-se mais um dedo para indicar a quantidade 2. E um pequinês__________levanta-se mais um dedo para indicar a quantidade 3. O bassê latiu___________imita-se o latido do cachorro: au, au... O vira-lata deu um pulo_pula-se com os braços dobrados e encolhidos, imitando um cachorro. E o pequinês fugiu_____com os braços dobrados e encolhidos imita-se o cachorro fugindo, assustado: ”caim, caim, caim,...” Vou contar outra vez. Era uma vez três... (Parlenda popular) 67 Adoletinha • Realize o carimbo das cenouras conforme modelo abaixo:
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    • Sugestão deleitura: Meus porquinhos Autor: Audrey Wood- Ed. Ática Sinopse: Brincando aos pares nos dedos das mãos, dez minúsculos porquinhos só fazem estripulias e criam para a espera do sono, uma gostosa fantasia. • Pág. 26 - É comum que as crianças, desde pequenas, recitem a sequência numérica sem entender o significado da contagem. Indicar a quantidade com os dedos auxiliará na construção Adoletinha da ideia de número. Músicas e parlendas como “O meu chapéu”, ”A galinha do vizinho”, “1,2, feijão com arroz” são ótimos recursos para auxiliar a construção do conceito de número. • Sugestão de música: O meu chapéu O meu chapéu ____entrelace os dedos das duas mãos, colocando-os assim na cabeça para representar o chapéu. Tem três pontas_________mostre a mão direita com 3 dedos levantados e 2 abaixados. Tem 3 pontas___________mostre a mão esquerda com 3 dedos levantados e 2 abaixados. O meu chapéu__________entrelaça novamente os dedos das duas mãos, colocando-os na cabeça. Se não tivesse 3 pontas___mostra uma das mãos com 3 dedos levantados e 2 abaixados. Não seria o meu chapéu.___entrelaça novamente os dedos das duas mãos, colocando-os na cabeça. • Pág. 27- Realize a dobradura da casquinha de sorvete seguindo as instruções abaixo: 68
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    • Carimbe asbolas utilizando cebola, cenoura ou batata cortada ao meio de forma arredondada cebola cenoura • Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta- Gotinhas numeradas- página 41 • Pág. 28 - Separe alguns brinquedos e informe às crianças que cada uma receberá um. Entregue os brinquedos, deixando algumas crianças sem e pergunte: — Alguém ficou sem brinquedo? Por quê? Instigue-os a perceber que isso ocorre porque a quantidade de brinquedos era menor do que a de crianças. • Pág. 29 - Proponha outras atividades com sequências diversas utilizando blocos lógicos e outros materiais ou envolvendo as próprias crianças como na sugestão a seguir: Descubra o segredo: Organize as crianças sentadas. Escolha algumas delas (4 ou mais) e acomode-as em colchonetes segundo um padrão de repetição que só o professor conheça. Exemplos: Uma para cima, outra para baixo, uma para cima, outra para baixo, e assim por diante, ou: - Uma sentada e uma deitada, uma sentada e uma deitada e assim por diante. Feito isso, peça aos demais que observem e descubram o segredo de como continuar a sequência. • Pág. 30 - Sugestão de leitura: A coruja curiosa Autor: Michele Iacocca e Liliana Iacocca - Ed. Ática Sinopse: Querendo ouvir histórias, a coruja foi visitar a tia. No caminho, encontrou uma árvore solitária que... • Pág. 31 - Roda de conversa: Pergunte às crianças o que está escrito nas outras árvores. Incentive-os a levantarem hipóteses. • Identifique os nomes dos objetos da sala com fichas (ex. armário – porta - relógio etc.). Isso auxilia na diferenciação de texto e imagem. 69 Adoletinha batata
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    • Prepare algumasfichas com palavras e outras com gravuras. Encape duas caixas decorando uma com desenhos e a outra com letras. Espalhe as fichas e peça para que as crianças as guardem nas caixas adequadas (texto ou imagem). • Pág. 32 - Sugestão de leitura: Se eu fosse um menino com asas Autor: Nerlí de Lourdes Cesarino Vieira Sinopse: Se você tivesse asas, o que faria? Adoletinha A história desse livro posssibilita várias discussões a respeito de preservação da natureza e solidariedade. • Roda de conversa: Organize um diálogo para refletir sobre a preservação da natureza. • Realize atividade de expressão corporal imitando os movimentos do menino com asas (andar com os braços abertos imitando o voo dos pássaros). • Pág. 33 - Utilize o jogo do encarte em sala de aula antes de mandar para casa. • Sugestão de leitura: O medo da sementinha Autor: Rubem Alves- Ed. Paulus Sinopse: O livro conta a trajetória de uma sementinha desde o seu nascimento até virar uma bela árvore. Durante esse percurso, surgem medos e preocupações com o desconhecido. A mãe da pequenina acompanha esses sentimentos, confortando-a e tentando tornar esses momentos mais fáceis. Da morte da sementinha nasce uma linda árvore, e, assim, o medo vai embora, dando lugar a uma vida muito feliz. Com essa metáfora, o autor aproxima vida e morte, situações amigas em que uma dá lugar à outra. • Pág. 34 - Faça uma lista com os nomes das mães e deixe exposta na sala. Se possível, providencie cópias das fotos das crianças e cole-as ao lado do nome da mãe. Isso auxiliará a identificação do nome de cada mãe. • Sugestão de leitura: Bililico Autor: Eva Furnari- Ed. Formato Sinopse: Era uma vez uma mãe muito grande chamada Bi e um filho muito pequeno chamado Bililico. Um dia, Bililico desapareceu e foi aquela choradeira. Depois de um longo tempo, ele reapareceu, e a mãe encontrou uma forma de os dois nunca mais se perderem um do outro. 70
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    • Pág. 35- Fantoche de Cobra Materiais: - Papel sulfite, dois palitos de sorvete, tesoura, cola ou fita adesiva e tinta guache. Como fazer: 1) Desenhe a cobra no papel sulfite; 2) Proponha que as crianças façam a pintura; 3) Recorte a cobra e cole dois palitos de sorvete conforme o modelo. • Realize o agrupamento das cobras baseando-se nas cores utilizadas. • Sugestão de leitura: A sucuri Autor: Eliardo França e Mary França- Ed. Ática Sinopse: Cobrinhas, cobras, cobronas... Comem ovos, comem sapos, comem peixes. E a sucuri, como ela é? • Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta- Circuito das cores- página 30 • Pág. 36 – Jogo do encaixe Materiais: - Potes de sorvete; - Bolinhas de pingue-pongue e/ou tampas de frascos de iogurte; - Peças de monta-monta. Como fazer: 1) Abra buracos diferentes na tampa do pote de sorvete, um circular para que passe a bola de pingue-pongue ou a tampa do iogurte; um retangular e um quadrado para que passem as peças do monta-monta. 2) Decore o pote como desejar. 3) As crianças deverão guardar os objetos no pote passando-os pelos buracos correspondentes. 71 Adoletinha
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    • Sugestão deleitura para o professor: Figuras e formas Autor: Smole, Diniz e Candido – Ed. Artmed. • Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta - História musicada- O trenzinho, página 43. • Sugestão de leitura: Adoletinha O trem Autor: Eliardo França e Mary França- Ed. Ática Sinopse: É gostoso viajar de trem. E viajar com o vovô, então, é melhor ainda! • Pág. 37- Confeccione fichas com gravuras que rimem. Exemplos: avião coração balão, boneca caneca peteca. Mostre uma figura de cada vez e peça para que as crianças digam o nome do objeto. Assim elas perceberão o som semelhante das palavras. • Sugestões de leitura: 1) Plic, plic, um barulho da chuva Autor: Liliana Iacocca- Ed. Ática Sinopse: Plic, plic...crac...brumm...tac... Vamos brincar de descobrir os barulhinhos diferentes que a chuva pode fazer? 72
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    2) Assim começaa história: Era uma vez Autor: Neir Ilelis- Ed. Noovha América Sinopse: Assim começa a história: era uma vez... uma simples gotinha. Numa viagem encantadora, que passa pelo texto de Neir Ilelis e as ilustrações de Grace Arruda, a linguagem textual e visual apresenta como resultado este belíssimo livro. O fio condutor da história é uma gotinha, que, cansada de surgir com a noite e sumir com o sol desponta. A gotinha sai em busca de seu destino. Visita uma flor, voa com um beija-flor, corre no rosto de uma mulher, passeia pelo rio, chega às águas salgadas do mar e quase alcança o sol, até surgir novamente no • Sugestão de história: Um dia chuvoso (anexo no encarte de histórias) Essa história possibilita trabalhar exercícios fonoarticulatórios. • Pág. 38 - Roda de conversa: Encaminhe um diálogo sobre a chuva. Faça questionamentos como: — O que devemos usar quando chove? — Está chovendo hoje? — Você se lembra quando choveu pela última vez? — Por que é importante chover? • Sugestões de músicas e DVD: 1) Chuva, chuvisco, chuvarada Hélio Ziskind – DVD Cocoricó 28 clipes musicais. Chove, mas como chove Chuva, chuvisco, chuvarada Por que é que chove tanto assim? A terra gosta da chuva E eu gosto da chuva também Ela lá e eu aqui Cocoricó, qui qui ri qui “menino vem cá, vem tomar chá. Vem comer bolo de cenoura, com cobertura de chocolate quente” Chove, mas como chove Chuva, chuvisco, chuvarada Por que é que chove tanto assim? Quando chove, a terra fica molinha A planta fica verdinha E eu fico todo molhado Com o pé na lama Meu nariz tapado Minha vó me chama: Oh que tarde tão bela banana quente no forno Com açúcar e canela Bom, muito bom, muito mais do que bom É excelente Chove, chove, chove Deixa chover Enquanto tiver bolo de cenoura A gente nem vai perceber Chove, chove, chove deixa chover Comendo banana quente A gente nem vai perceber. 73 Adoletinha varal. Mas, agora, não mais como uma gotinha qualquer.
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    2) Uma bolinha marrom HélioZiskind- CD O gigante da floresta Adoletinha Era uma vez uma bolinha marrom, E a bolinha respondeu: Que tinha uma asa comprida... Vai buscar a luz do sol... Veio voando com o vento, Mas como é que eu vou fazer?... Girando, girando, fazendo pirueta no ar Folhas...chegando lá você vai ver... Voou, voou, voou... E quando o vento parou, E veio a chuva, e veio o sol, A bolinha foi descendo devagar... E como diz o locutor de futebol: Entrou na terra... E dormiu. O tempo passa!... E o tempo passou ô ô... Na natureza as histórias são assim... E a bolinha marrom se transformou Tem histórias que precisam dormir Na árvore mais alta da floresta! Antes de começar... Seus galhos formaram jardins, E veio a chuva, e veio o sol Os bichos fizeram festa! E como diz o locutor de futebol: A bolinha marrom se transformou —O tempo passa!... Ô ô ô ô ô no gigante da floresta! E o tempo passou ô ô ... Até que um dia a bolinha acordou, E a transformação começou: Um dia, um índio, que passava por aqui Que falava tupi, tupi-guaraní, Primeiro apareceu uma pontinha, Olhou...olhou...olhou...Olhou e disse: Virada pra baixo, que perguntou Ibá, jequi, jequitibá. O gigante da floresta O que é que eu faço? Aonde eu vou? Muito antes de Cabral chegar, E a bolinha respondeu: E Portugal fazer a festa, Vai buscar água na terra... O jequitibá já era o jequitibá, Vai, vai, vai...eu vou... O gigante da floresta. O Brasil não chamava Brasil, Depois apareceu outra pontinha, Não havia nenhuma cidade, Virada pra cima, que perguntou E o gigante tinha mil, mil anos de idade. O que é que eu faço? Me ensina aonde eu vou? • Sugestão de confecção de instrumento musical: Instrumento de chacoalhar: Materiais: - Caixa de pizza; - 1 copo de grãos de arroz; - Fita adesiva; - Tinta guache. Como fazer: Proponha às crianças a pintura da caixa de pizza utilizando tinta guache. Coloque os grãos de arroz dentro da caixa. Passe fita adesiva nas bordas para lacrar. o girar e inclinar a caixa delicadamente, o instrumento reproduzirá o barulho da água (chuva, A ondas do mar etc.) 74
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    • Pág. 39- Roda de conversa: Encaminhar um diálogo sobre as mudanças climáticas. Fazer questionamentos como: — O que podemos fazer em dias quentes? — Que roupas devemos usar em dias quentes? — O sol e as chuvas são importantes para as plantações? Por quê? • Sugestão de leitura: João Feijão Autor: Sylvia Orthof- Ed. Ática da natureza apresentados para as crianças com fantasia e bom humor. • Pág. 40 - Roda de conversa: Encaminhar uma roda de conversa sobre as diferenças entre o dia e a noite. Faça questionamentos como: — O que você faz durante o dia? E durante a noite? — Vamos ficar em silêncio. O que podemos ouvir? Que som é esse? — Os barulhos que ouvimos durante o dia são iguais aos barulhos da noite? Por quê? • Sugestão de história: “Dia de sol, noite de lua” ( anexo no encarte) • Pág. 41, 42, 43 - Brincadeira “Gatinho quer tomar um leitinho?” Habilidade(s) desenvolvida(s): contagem, coordenação-motora, atenção. Espaço: Ambiente aberto ou fechado Organização: O professor fica em uma extremidade da sala ou no pátio de costas. Na outra extremidade ficam as crianças (gatinhos), uma ao lado da outra. Desenvolvimento: O professor pergunta: — Gatinho, quer tomar um leitinho? As crianças respondem: — Sim! O professor fala: — Então dê 2 passinhos (solicite a quantidade de passos de 1 a 5). Os alunos, juntos, avançam contando os passos solicitados. A brincadeira prossegue até que os alunos (gatinhos) estejam bem próximos ao professor. Este então faz a última pergunta: — Gatinho, quer tomar um leitinho? As crianças respondem: — Sim! O professor diz: — Então eu vou te dar!!!! O professor corre para pegar os gatinhos que tentam fugir. 75 Adoletinha Sinopse: João Feijão é uma semente que quer germinar e crescer. Os ciclos
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    • Sugestão demúsica: Atirei o pau no gato. Explore também a versão “Não atire o pau no gato” Adoletinha Não atire o pau no gato-to Porque isso, so Não se faz, faz, faz O gatinho, nho É nosso amigo, go Não devemos maltratar Os animais. Miau! • Sugestão de leitura: Pula, Gato! Autor: Marilda Castanha- Ed. Scipione Sinopse: Em visita a uma galeria com quadros de artistas brasileiros, uma garota é surpreendida pelo gato da tela que há pouco admirara. Uma história inteligente, que retrata com criatividade e sensibilidade a interação do artista e seu público. Neste livro, feito apenas com imagens, a autora faz uma releitura de obras de artistas que admira como Tarsila do Amaral, Amilcar de Castro, Candido Portinari e Oswald Goeldi. • Confeccione com as crianças uma máscara de gato utilizando pratos de papelão ou papel cartão e canudinhos conforme modelo abaixo: • Sugestão de pesquisa para o professor: www.escritoriodearte.com/aldemir-martins.asp • Sugestão de quadrinha: Eu tenho uma gatinha chamada Jasmim Ela é fofa e branquinha E gosta de mim. Jasmim é espertinha Vive no muro e no telhado Mas sempre volta mansinha Para deitar ao meu lado. 76
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    • Sugestão deadivinha: o que é o que é? Bebe leite, Mas não bebe café. Fica no telhado Mas não na chaminé? • Pág. 44, 45 – Junto com as crianças, confeccione um cartaz que informe aos pais e demais funcionários da escola sobre os perigos nas festas juninas. Fixe-os nos corredores da escola. • Prepare bandeirinhas para que as crianças decorem utilizando a técnica do mosaico com papel picado ou E.V.A. • Sugestão de leitura: Fogo no céu! Autor: Eliardo França e Mary França- Ed. Ática Sinopse: O livro enfatiza, de forma lúdica, os perigos que os balões representam. • Pág. 46, 47- Sugestão de história: Um dia especial (anexo no encarte de histórias) O texto explora diferentes exercícios fonoarticulatórios. • Sugestão de brincadeira: Caderno Risoleta- Enrolando a língua- página 21 • Sugestão de confecção de instrumentos musicais: Confeccione instrumentos musicais e utilize-os como acompanhamento para a música “O sítio do seu Lobato” e para outras canções que desejar. 1) Instrumento de corda: Materiais: - Pote de sorvete; - Elásticos . Como fazer: - Desenhe um círculo na tampa do pote e recorte-o. Passe os elásticos ao redor do pote como se fossem as cordas do violão. Decore como desejar. Ao serem dedilhados, os elásticos produzirão som. 2) Instrumento de percussão: Materiais: - Lata de leite em pó; - Bexiga; - Fita adesiva - Papéis diversos; - Lápis ou palito de sorvete. 77 Adoletinha
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    Como fazer: Retirea tampa e enfeite a lata como quiser (pintura a dedo, colagem com papel colorido etc.). Recorte a ponta da bexiga, de forma que possa esticá-la sobre a abertura da lata. Se necessário, prenda-a com fita adesiva. Como baqueta utilize lápis ou palito de sorvete. Adoletinha 3) Instrumento para friccionar: Materiais: - Garrafa plástica pequena com superfície rugosa; - Vareta de bambu ou palito de sorvete; - Papéis coloridos. - Cola Branca Como fazer: Enfeite a garrafa como quiser utilizando os papéis coloridos, cuidando para não cobrir a parte rugosa. Friccione ou raspe a vareta de bambu ou o palito de sorvete sobre a superfície rugosa da garrafa para produzir som. Obs. Para maior segurança passe cola branca na tampinha e aperte-a bem ou descarte o uso da tampinha. • Pág. 48 - Roda de conversa: Encaminhar um diálogo sobre os animais. Fazer questionamentos como: — Alguém tem um animal em casa? — Que animal é esse? Qual o nome dele? — Como você cuida desse animal? O que ele come? • Proponha a brincadeira de mímica para imitar animais. • Jogo do certo ou errado (variação da batata quente). Materiais: Fichas com gravuras simbolizando as atitudes corretas e não corretas com relação aos animais de estimação. Corretas (banho, alimentação, vacinação etc.) Não corretas (agressão, animais sujos, soltos nas ruas etc.) Organize as crianças sentadas em círculo. Coloque as fichas dentro de um saquinho, o qual passará de mão em mão enquanto todos recitam a quadrinha da brincadeira da batata quente. O aluno que ficar com o saquinho na mão sorteará uma ficha, deverá observá-la e dizer se aquela atitude está correta ou não. A brincadeira continua enquanto durar o interesse das crianças. 78
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    • Sugestão demúsica: Imitando os animais (Xuxa só para baixinhos, v.3) • Sequência da dobradura proposta na história • Realize a dobradura individualmente. Cole nela uma pequena mensagem alusiva ao dia dos pais. • Sugestão de leitura: Tanto, tanto! Autor: Trish Cooke- Ed. Ática Sinopse: Tanto, tanto! é um texto de ficção realista que narra uma tarde de uma família comum de afro-ingleses. Trata-se do aniversário do pai da família e os parentes vão chegando pouco a pouco, sem que o leitor saiba bem porque aquelas personagens estão se reunindo. Todos que chegam querem abraçar, beijar, afagar e brincar com o bebê da família. Daí vem o título “Tanto, tanto!”. Há uma surpresa final com a chegada do pai e a festa de aniversário. • Pág. 50 - Utilize a técnica do carimbo da mão para montar um pintinho conforme modelo abaixo: 79 Adoletinha • Pág. 49 - Sugestão de história: “Um presente para Mário” (anexo no encarte de histórias)
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    • Sugestão deleitura: Que bicho será que botou o ovo? Autor: Angelo Machado- Ed. Nova Fronteira Sinopse: Que bicho será que a cobra comeu? Quem fez o buraco? Está morto ou está só dormindo? Estes são alguns dos problemas que preocupam os personagens dos livros desta coleção, cujo principal objetivo é aguçar a curiosidade das crianças naquela idade em que, como pequenos cientistas, gastam grande parte de sua energia na complicada tarefa de descobrir como é o mundo e para que servem as coisas. Adoletinha • Pág. 51- Roda de conversa: Encaminhe um diálogo instigando as crianças a levantar hipóteses sobre o que pode haver dentro da caixa. — O que será que há dentro da caixa que a pulga dará ao percevejo? — Será que é um presente grande ou um presente pequeno? — Que tipo de presente é grande? — Que tipo de presente é pequeno? Faça uma lista com as opiniões. • Pág. 52 - Organize as crianças sentadas em círculo. O professor pensa em uma criança e a descreve, destacando características físicas e roupa que está usando. As crianças tentam adi vinhar quem é o colega que o professor descreveu. • Sugestão de leitura: Ida e volta Autor: Juarez Machado- Ed. Agir Sinopse: O livro mostra através de imagens o percurso de um dia na vida de um homem, desde o momento em que sai de casa pela manhã até o seu regresso. Este livro possibilita instigar a imaginação das crianças com questões como: — De quem são as pegadas deixadas no chão? — São de um homem ou de uma mulher? Por quê? — É de alguém alto ou baixo? — Como são seus cabelos? — Qual a cor dos seus olhos? • Após chegarem a uma conclusão, proponha que façam o desenho da personagem de acordo com o que imaginaram. • Pág. 53 - Faça a leitura da lenda Iara, bem como de outras lendas do nosso folclore. 80
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    • Sequência dadobradura do rabo da sereia. • Trabalhe parlendas, adivinhas diversas. uma semana repleta de brincadeiras folclóricas (cobra-cega, ciranda-cirandinha, morto ou vivo, bolinha de sabão etc.) • Leitura de imagens: Apresente as obras da coleção “Brincadeira de criança” de Ivan Cruz e elabore perguntas que instiguem a observação, a descoberta e o interesse da criança pelas obras do artista. • Sugestões: - Que brincadeira é essa? - Quem está brincando? - Quais as cores utilizadas pelo artista? - Que nome você daria para cada quadro? • Sugestão de DVD - Lá vem história: Histórias do folclore mundial Obs.: Esse material poderá ser utilizado como fonte de pesquisa para o professor. 81 Adoletinha • Organize
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    • Sugestões deleitura: 1) Lá vem história outra vez Autor: Heloisa Prieto – Ed. Cultura Sinopse: O que será que tem dentro do cofre do sábio? Qual é a mensagem secreta dos papagaios? Quem é o ser humano mais inteligente do mundo? As respostas podem estar num conto do Himalaia, numa fábula persa ou numa singela história africana. 2) Zé Pião Adoletinha Autor: Ducarmo Paes - Ed. Noovha América Sinopse: Um piãozinho aventureiro resolve escapar da fieira à procura de amigos. Ele Acaba se envolvendo em muitas peripécias com outros brinquedos do nosso folclore. Num texto poético e com ilustrações atraentes, Zé Pião nos apresenta brincadeiras tradicionais e emocionantes que o tempo jamais apagará de nossas lembranças. 3) Quem canta seus males espanta - vol. 1 e 2 Autor: Theodora Maria Mendes de Almeida- Ed. Siciliano Sinopse: Essa coleção contempla um rico repertório de músicas infantis tradicionais, parlendas, trava-línguas e adivinhas. Essa coleção acompanha um CD. • Pág.54 - Roda de conversa: Encaminhe um diálogo sobre a cooperação e a solidariedade. Faça questionamentos como: — É bom ajudar as pessoas? — O que sentimos quando ajudamos? — E quando somos ajudados? O que sentimos? — Alguém tem uma história para contar de alguém que foi ajudado? • Sugestões de leitura: 1) Quer uma mãozinha? Autor: Claire Llewellyn- Ed. Scipione Sinopse: Por que ajudar as outras pessoas? Nem sempre temos vontade de colaborar com elas. No entanto, muitas vezes somos nós que necessitamos de ajuda. Este livro traz situações que mostram a importância da colaboração. 2) Deixa que eu faço Autor: Brian Moses e Mike Gordon - Ed. Scipione Sinopse: Estimular a criança a realizar certas atividades cotidianas como arrumar a cama ou cuidar do animal de estimação é um modo de fazê-las compreender a importância de ser responsável. Neste livro são apresentadas situações que exploram esse tema. 82
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    • Sugestão deleitura para o professor: Origami & Folclore Autor: Leila Maria Grillo e Tânia Queiroz Sinopse: Uma obra que integra a magia do nosso folclore com a magia do origami permitindo a prática de uma pedagogia transformadora, capaz de desenvolver a criatividade, a sensibilidade, a imaginação, o raciocínio e o gosto pela leitura. • Sugestão de Brincadeira: Cada macaco no seu galho. macacos deverão subir. Uma criança será o “pegador” e quando falar: “— Cada macaco no seu galho! “, os macaquinhos deverão correr e subir nos colchonetes. Se o pegador conseguir pegar algum macaquinho antes que ele chegue ao galho (colchonete) este será o novo pegador. • Pag.55-56 - Roda de Conversa: Encaminhar um diálogo sobre a importância de se manter uma alimentação saudável. Faça questionamentos como: — Por que não devemos comer muitos doces? — Quais alimentos fazem bem à nossa saúde? — Qual alimento você mais gosta? — E depois de comer, o que devemos fazer? Enriqueça a história com recursos como: fantoches, avental de história, dedoches. Não se esqueça de utilizar-se muito de expressões corporais e entonações diversas de voz. • Pág. 57- Roda de conversa: Estimule as crianças a perceberem a diferença entre figuras, letras e números. Faça questionamentos como: — Os símbolos não circulados na atividade são letras? — O que são então? (números, formas, desenhos). — Para que servem as letras? — Para que servem os números? • Pág. 58 - Roda de conversa: Encaminhe um diálogo sobre os cuidados e necessidades das plantas. Faça questionamentos como: — Você gosta de plantas? — O que é necessário para as plantas crescerem? • Realize o plantio de grãos de feijão utilizando floreiras e ou garrafas pet cortadas com terra. O plantio será coletivo. Observe diariamente os cuidados necessários para o desenvolvimento da planta (água, luz e calor do sol). 83 Adoletinha Disponha colchonetes pela sala. Os mesmos serão os “galhos” onde os -
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    • Atividadede impressão: Formar flores com o carimbo dos dedos. • Faça com as crianças a pintura e ou decoração da máscara com a técnica de sua escolha. Adoletinha • Organize um desfile da primavera pedindo que as crianças tragam uma roupa colorida para usar junto com as máscaras. • Pag.59 - Roda de conversa: Encaminhe um diálogo sobre alguns hábitos que perdemos à medida que crescemos. Faça questionamentos como: — Por que é importante não chupar chupeta? — Ela estraga os dentes? — O que devemos fazer após usar o banheiro? • Sugestões de músicas: 1) Eu também estou crescendo, A chupeta já larguei, já larguei Muitas coisas vou aprendendo, Beber no copo, também já sei. (Melodia : Meu pintinho amarelinho) 2) Já sabe Palavra Cantada - CD Canções de Brincar Já gosta da mamãe Já escova bem os dentes Já gosta do papai Já vai até na escola Não sabe tomar banho não Não sabe jogar bola não Já sabe tomar banho Já sabe jogar bola Já quer ouvir histórias Já roda, roda, roda Não sabe pôr sapato não Não sabe pular corda não Já sabe pôr sapato Já sabe pular corda Já come até sozinho No colo quer carinho. Mas nunca escova os dentes não 84
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    • Sugestões deleitura: 1) Grande ou pequena? Autor: Beatriz Meirelles- Ed. Scipione Sinopse: Para brincar na rua, Mariana ainda era pequena. Para chupar chupeta, já era grande. Afinal, ela era grande ou pequena? 2) Bibi não chupa mais o dedo Autor: Alejandro Rosas- Ed. Scipione Sinopse: Quando nasceu, Bibi mamava no peito da mãe e usava chupeta para dormir. Até que um dia ela descobre como é gostoso chupar o dedo e não larga mais. Mas não dá para brincar com o dedo na boca a toda hora. Bibi então percebe que é preciso tomar uma grande decisão. • Pág. 60- Roda de conversa: Encaminhar um diálogo sobre brinquedos e brincadeiras. Fazer questionamentos como: — Quem gosta de brincar? — Qual é a sua brincadeira preferida? E o seu brinquedo? — Com quem você gosta de brincar? • Faça uma lista das brincadeiras preferidas e fixe-a no mural da sala de aula, de preferência, com ilustrações. •Sugestões de leitura: 1) Eu gosto de mim! Autor: Beatriz Monteiro da Cunha- Ed. Evoluir Cultural Sinopse: A autoestima deve ser aprendida, vivenciada e estimulada desde cedo. É a base de um desenvolvimento integrado. Com suas ilustrações, “Eu gosto de mim!” certamente ajudará as crianças a se perceberem, se aceitarem e assumirem suas próprias características. No livro, quem apresenta esta história é um elefantinho muito desengonçado, mas que vive muito bem com ele mesmo e que adora a sua barriguinha, seu nariz comprido e seu jeito de ser. OBS: Este livro mostra que a infância é uma fase especial de nossas vidas. 2) A descoberta do Coala Autor: Cristina de Oliveira Garcia Lopes Sinopse: O coalinha estava entediado querendo algo diferente para brincar. Até que fez uma incrível descoberta... • Pág. 61 - Envie previamente o papel de carta para casa. Cuide para que todas as crianças tragam de volta sua cartinha. Organize uma roda e leia todas as cartinhas. 85 Adoletinha
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    • Pág. 62- Leitura da história A galinha ruiva. • Roda de conversa: Faça perguntas sobre a história que exijam que as crianças ampliem seu raciocínio e sua compreensão. — O que a galinha ruiva estava tentando fazer? — Para quem ela pediu ajuda? — Você pode pensar em alguma vez que alguém lhe pediu ajuda com algo e você não quis ajudar? — O que você fez? — O que teria acontecido se os animais tivessem ajudado a galinha? Adoletinha — Você acha que está certo a galinha não dividir o bolo? Por quê? • Organize com as crianças a dramatização da história e apresente às crianças das outras salas. • Pág. 63 – Após a degustação do sal e do açúcar, peça que nomeiem alimentos doces e salgados. • Pág. 64 - Roda de conversa: Encaminhe um diálogo sobre o Natal. Faça questionamentos como: — Você sabe o que é Natal? — O que é importante no Natal? • Destaque o molde vazado para realizar a atividade. Utilize a parte de dentro da árvore para confeccionar, por exemplo, móbiles para a sala de aula, convites, cartões de Natal etc. • Sugestão de CD: Noite feliz- Palavra Cantada • Sugestão de música: Estrela guia- CD XSPB-9 – Natal mágico. Estrela guia (Michael Sullivan/Paulo Massadas) Quem é que nunca esperou Numa noite assim tão bela Coração cheio de sonhos Sapatinho na janela Nessa noite que ele vem Todo mundo é uma criança Toca o sino de Belém Enchendo o ar de esperança Quem é que nunca chorou Nessa noite tão feliz, vem me dar a tua mão Quando vê o bom velhinho Hoje o coração me diz, vem cantar essa canção Mesmo que fosse o papai Vem brilhar estrela guia, ilumina todo o céu Todo cheio de carinho Traga o amor e a harmonia, com o meu Papai Noel. Quem é que nunca pediu Por um mundo diferente Pra trazer felicidade Embrulhada num presente 86
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    • Pág. 07 –Antes de realizar a pintura do tatu, proponha a brincadeira Adoleta. Desse modo, além de explorar o movimento, é um resgate às brincadeiras em grupo. A linguagem oral também é um campo a ser explorado, através das variações da letra e da rima que nela aparece. • Variações: Dependendo da região, a segunda parte da música pode ser cantada de outras maneiras. ADOLETÁ, LEPETI, LETOMÁ. LECAFÉ COM CHOCOLÁ. ADOLETÁ, PUXA O CABO DA PANELA, QUEM SAIU FOI ELA. ADOLETÁ, LEPETI, LETOMÁ LECAFÉ COM CHOCOLÁ. ADOLETÁ, PUXA O PINO DO PNEU, QUEM SAIU FUI EU. • Para brincar de Adoleta: Em círculo, com as mãos apoiadas umas nas outras, sempre a direita sobre a esquerda. Enquanto todos cantam, uma criança bate com a mão direita sobre a mão direita do colega que está a esquerda, no sentido horário. Sai a criança que ficar por último. VOCÊ SABIA? Como surgiu Adoleta? Histórias contam que, devido a grande influência francesa no Brasil, trata-se de uma melodia francesa, a julgar pelo “lê petít” o pequeno ou a criança. O resto da letra traz uma mistura de português incorreto imitando uma pronúncia afrancesada. Mas afinal, o que seria Adoleta? O mais próximo disso é “andouillette” que se pronuncia “andolete” e significa almôndega. Em geral, as canções infantis que tentamos muitas vezes “decifrar” podem surgir de palavras inventadas pelas crianças ou, por não saberem pronunciar corretamente, acabam inventando uma versão. Fonte:http://artefatosinterativos.blogspot.com/2008/07lepet-curiosidades.htm]. acesso em março/2009 • Pág. 8 – Nesse primeiro momento, escreva o nome do aluno com letra bastão para que ele contorne primeiro com o dedo, depois com giz, lápis ou outro material que considere apropriado. Algumas crianças têm maior dificuldade e precisam desse apoio inicial. Complemente a ativida de realizando a leitura de um poema ou apresentando uma música que aborde o assunto. 88
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    • Sugestão demúsica: Gente tem sobrenome Toquinho/ Elifas Andreato Todo brinquedo tem nome: Bola, boneca e patins. Brinquedos não têm sobrenome, Mas a gente sim. Coisas gostosas têm nome: Bolo, mingau e pudim. Doces não têm sobrenome, Mas a gente sim. Renato é Aragão, o que faz confusão, Carlitos é o Charles Chaplin. E tem o Vinícius, que era de Moraes, E o Tom Brasileiro é Jobim. Quem tem apelido, Zico, Maguila, Xuxa, Pelé e He-man. Tem sempre um nome e depois do nome Tem sobrenome também. Todas as coisas têm nome, Casa, janela e jardim. Coisas não têm sobrenome, Mas a gente sim. Todas as flores têm nome: Rosa, camélia e jasmim. Flores não têm sobrenome, Mas a gente sim. O Jô é Soares, Caetano é Veloso, O Ary foi Barroso também. Entre os que são Jorge Tem um Jorge Amado E um outro que é o Jorge Ben. Quem tem apelido, Dedé, Zacharias, Mussum e a Fafá de Belém. Tem sempre um nome e depois do nome Tem sobrenome também. • A partir da música, aborde a importância do sobrenome para identificar crianças com o mesmo nome, usando os exemplos da sala e explorando a lista de nomes ou o crachá. • Pág. 10 - Permita que o aluno monte o próprio nome com apoio do crachá usando o alfabeto móvel. Em seguida, dê aos alunos uma lista com vários nomes, para que ele localize o seu. É intessante fazer listas com, no máximo, 5 nomes entre os quais deve estar o da criança, ela pode pintar, circular ou fazer um X. • Pág. 11 – Leia a história do nome de cada um para a sala, pode ser um momento precioso para manifestar emoções, em geral, as crianças sentem grande satisfação ao terem uma história pessoal sendo ouvida por todos, contribuindo para elevar a autoestima, além disso, trata-se de algo enviado pela família, o que gera sensação de proteção, respeito e participação familiar. Outro ponto importante é ter seu nome valorizado pelo significado ou pelo que motivou a escolha, permitindo que a criança se reconheça como um sujeito importante que possui um nome que marca sua identidade e história de vida. Você pode confeccionar, com participação das crianças, um álbum com fotos ou desenhos de cada uma delas, seus nomes e suas respectivas histórias, para que, a cada dia, uma criança leve o álbum para casa e apresente à família. 89
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    • Pág. 13 –Trabalhar com as emoções é fundamental para que as crianças aprendam a externar seus sentimentos. Converse com elas sobre o que gostam e o que não gostam, coisas tristes ou coisas alegres, esse trabalho pode auxiliar no processo de autoconhecimento e fortalecê-las enquanto indivíduos com sentimentos que devem ser respeitados. Além disso, “o pensamento propriamente dito é gerado pela motivação, isto é, por nossos desejos e necessidades, nossos interesses e emoções.” (VYGOTSKY, 1991). O aprendizado pode ser afetado pelas emoções, assim como as emoções afetam o aprendizado: “aprendizagem então é um processo profundamente emocional – dirigido, inibido e guiado por diferentes emoções, incluindo medo e esperança, excitamento e desespero, curiosidade e ansiedade”. (ANTONACOPOULOU; GABRIEL, 2001). • Apresente diferentes expressões faciais em forma de desenho. Exponha diversas situações para que as crianças identifiquem a expressão que melhor revela o sentimento gerado pela situação exposta. Modelos de expressões • Sugestões de leitura: 1) Quem tem medo de quê? Autor: Ruth Rocha – Ed. Global. Sinopse: Este livro é escrito em forma de quadrinhas, onde a autora, com um enorme alto astral e a sabedoria de quem trabalha com crianças há muitos anos, mexe com o imaginário da criança quando o assunto é “medo” de lagartixa, trovão, vampiro, escuro, injeção... E com o bom humor de sempre mostra que determinadas coisas existem, de fato, e podem até causar certo medo. Outras nem existem. Pra que ter medo? 90
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    2) Quem TemMedo de Monstro Autor: Ruth Rocha – Ed. Global. Sinopse: Rimas e mais rimas, frases diferentes e engraçadas, não dão medo, muito pelo contrário. E só riso e diversão? Imagens simpáticas, enormes como monstros, convocam o olhar da criança para compreensão de detalhes, de outras possibilidades de leitura, também divertidas, inteligentes e prazerosas. O medo de monstro fica tão insignificante porque monstro também é “humano”, também tem medo de seus medos. A autora cria uma rede de relações entre eles, e no fim tudo é um grande medo! E, então, pra que ter medo? Era uma bruxa malvada que assustava a criançada; com seu horrível ruído... Mas o que não sabia/ é que ela também sofria, tinha medo de bandido! Era um bandido horrível/ era muito temível/ a sua voz de trovão/ Mas ele tem um segredo/ é que ele também tem medo, / medo de bicho-papão 3) Quem tem medo de cachorro? Autor: Ruth Rocha – Ed. Global. Sinopse: Lulu tem medo do Pudol. O Pudol tem medo do Bassê. O Bassê tem medo do Cóquer. O Cóquer tem medo do Séter. O Séter tem medo do galgo. O Galgo... E com todas essas raças corajosas e medrosas, muito coloridamente caracterizadas pelos traços de Marina Massarani, Ruth Rocha cria uma espécie de corrente do medo. Nessa corrente, em vez de o medo ficar maior, há a sensação de que fica menor porque no fundo todo mundo é medroso, tem lá os seus medos... Até o Dinamarquês, forte e valentão... Mas o susto que ele leva, / vendo o Dobermann por perto... / É que o Dobermann é feroz, / agressivo e muito esperto! Um jeito inteligente de minimizar o medo de cachorro e outros tantos medos presentes na vida da criança. Obs.: Apesar de a indicação desses três livros ser infanto-juvenil, é possível utilizá-lo na Educação Infantil. 4) Adivinha quanto eu te amo Autor: Sam Mcbratney – Ed. Martins Fontes Sinopse: Você já tentou explicar o tamanho do amor que sente por alguém? Um coelhinho se esforça para mostrar o tamanho do amor que ele tem pelo pai. O Coelho Pai entra na brincadeira, mas ambos percebem que não é fácil medir o amor. Tem pouco texto e letras grandes. • Sugestão de site: www.opoderdasemocoes.com.br (no link “para o professor”, é possível acessar tirinhas divertidas, atividades e jogos que abordam o tema) 91
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    • Pág. 15– Antes de realizar a atividade da página 12, é fundamental fazer com as crianças um passeio pela escola para que elas se apropriem de certos detalhes que lhe chamem atenção. Durante o passeio, enfatize informações que considere importantes, como os cuidados ao usar o banheiro e levante questões como: o que está mais longe da sala de aula? A secretaria ou a cozinha? O que é maior: o pátio ou o parque? E outras questões relacionadas a orientação espacial. • Pág. 16 – Abra espaço para que todos contem como vão à escola, levante algumas questões que considerar pertinentes de acordo com as necessidades da sala, estabeleça a relação entre o meio de transporte e a distância que cada criança tem que percorrer para chegar na escola. • Sugestão de música: Indo para escola Ritmo: Pirulito que bate-bate Vou pra escola todo dia de transporte escolar. No caminho vejo amigos que comigo vão brincar. O Pedrinho vai de ônibus a Carlinha vai a pé. Não importa qual o meio vamos ver como é que é. As autoras • Pág. 17 – Explore os materiais que cada um tem na mochila em diversos aspectos. Um deles é a importância de manter a mochila organizada, outro é o cuidado em não levar para a escola objetos sem a permissão da família, até mesmo brinquedos, devem ser deixados para o dia combinado e escolhidos seguindo alguns critérios previamente estabelecidos. A partir disso, apresente as seguintes sugestões para trabalhar com classificação: • Peça para as crianças formarem grupos de acordo com os objetos iguais; • Peça para que fiquem em pé apenas as crianças com escova de dente branca (por exemplo); • Dê algumas ordens de comando como: equilibrem-se num pé só apenas quem tiver estojo vermelho ou vá até a lousa quem tiver toalhinha amarela, e etc. 92
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    • Pág. 18– Depois de realizar a atividade dessa página, peça para que a criança localize a primeira letra em cada um dos nomes das personagens e pinte os nomes iguais da mesma cor. Outra possibilidade para a criança, é observar e identificar o maior e o menor nome das personagens, o mesmo pode ser feito com o nome dos alunos. Seguem algumas opções para enriquecer a atividade: • Em fichas de papel cartão, escreva o nome dos alunos. As fichas devem ser do mesmo tamanho; • Solicite que as crianças identifiquem e separem os nomes pelo tamanho. Para isso, coloque duas caixas, uma para os nomes maiores e outra para os menores; • Levante questões como: por que alguns nomes ocupam mais espaço? O tamanho do nome está ligado ao tamanho da pessoa? Ao pronunciar o nome, dá para perceber se é grande ou pequeno? • Sugestão de brincadeira: Corrida das assinaturas – Risoleta (pág. 124). • Pág. 23 – Antes de iniciar a atividade da receita, liste com os alunos tudo que podemos encontrar numa festa. Faça o registro de modo que as crianças possam visualizar. Dessa forma, elas vão se apropriando de características da escrita como: escreve-se da esquerda para a direita; de cima para baixo. Além disso, podem associar melhor a letra inicial (no seu aspecto gráfico) ao som inicial de cada palavra (aspecto sonoro). Faça o brigadeiro, seguindo a receita da página 22, para enriquecer a atividade, além de ser uma prática estimuladora do sistema sensorial. • Pág. 25 – Antes da sistematização no Caderno Adoleta, vivencie as atividades: 1) Utilize os blocos lógicos para trabalhar a sequência de cores. 2) Apresente, na prática, os três copos de água com a quantidade correspondente ao da atividade. Levante questões sobre a quantidade discutindo-as com os alunos. • Sugestões de atividades com blocos lógicos: • Sopa de pedras: Disponha as crianças em círculo. Peça que cada criança escolha uma peça dos blocos lógicos. Prepare uma panela grande e diga que a turma fará uma sopa de pedras, mas para que a receita fique boa, as pedras devem ser colocadas uma a uma. Você será “cozinheiro”, peça uma pedra para pôr na sopa falando sobre uma das peças dos blocos e levantando a maioria dos atributos da peça. A criança que tiver a peça a coloca dentro da panela. Segue-se até que todas as crianças coloquem as peças na panela. 93
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    • Que peçaeu tenho?: Organize a sala em grupos, cada grupo deve ter um líder. O foco agora está no desenvolvimento da memória visual. O líder do grupo escolhe uma peça sem que as outras crianças vejam. Todos fazem perguntas ao líder sobre a peça: • É vermelha? • É grande? • É grossa? O líder só pode responder sim ou não. Quem adivinhar qual é a peça fica com ela e torna-se líder. Ganha que ficar com mais peças. • Pág. 29 - Antes da atividade no Caderno Adoleta, proponha uma Aula de Linha. 1ª fase – Atenção: As crianças, à vontade no pátio, devem observar o professor e repetir os movimentos repetindo o versinho: Com as mãos eu bato 1...2...3...(bater palmas), Com os pés eu bato 1...2...3...(bater os pés no chão), Vamos todos rodar, Movimentar o corpo sem parar. (Repetir o versinho, substituindo a palavra rodar por: pular, marchar e sentar). 2ª fase – Caminhar na linha: Trace no chão as linhas representando: as montanhas, estradas e o rio que as crianças caminhem silenciosamente, com bastante atenção, sobre todas elas. - montanha - estrada - rio 3ª fase – Desconcentração: Brincadeira “Borboletas e flores” • Material: Apito ou chocalho. • Organização: Divida as crianças em dois grupos com o número de elementos iguais (borboletas e flores). O grupo das flores deverá ficar espalhado pelo pátio, com as crianças de cócoras, bem afastadas umas das outras. • Dinâmica: Ao sinal do professor, as borboletas põem-se a dançar por entre as flores. Quando o professor soar o apito ou tocar o chocalho devem parar imediatamente onde estiverem. As flores, então, tentam tocar as borboletas. Quando alcançadas, as borboletas devem ficar de cócoras junto das flores. A brincadeira termina quando o grupo de borboletas tiver cinco elementos ou menos. 94
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    4ª fase -Desabrochamento: Dramatizar o poema: Subindo a montanha Folclore italiano. l ll Eu vou colher as flores Subindo a montanha. Vou ver os passarinhos Subindo a montanha. Um belo arco-íris E nuvens multicores, Vou ver a natureza Subindo a montanha. Chegando lá em cima No topo da montanha, Vou respirar bem fundo O ar puro da montanha. É bom estar bem perto Do céu e das estrelas, Poder olhar o mundo Do alto da montanha. 5ª fase – Relaxamento: Crianças deitadas no chão com os olhos fechados e uma música orquestrada com o volume baixo. Conte a seguinte história: Todos estão ouvindo a música... Agora, com os olhinhos fechados vão dormir e sonhar com uma linda borboleta que voava tranquila... Até que começou uma ventania (use o ventilador ou algo para abanar as crianças), depois logo a chuva começou a cair (jogue gotinhas de água nas crianças), tudo passou e o sol surgiu (acenda uma luz ou lanterna), um cheiro de flor exalava pelo ar (aperte um desodorante) e as crianças que estavam dormindo foram despertando, espreguiçando, levantando e caminhando bem devagar para classe. • Pág. 30 – Coloque todas as crianças sentadas em círculo. No centro, cole um círculo de papelão amarelo representando um sol. Pergunte às crianças: “O que está faltando para terminarmos de desenhar o sol?” Em seguida, uma criança por vez, traçará uma linha do círculo de papelão (o sol), até o seu lugar, usando, se possível, giz amarelo ou branco. Assim os raios do sol irão surgindo. Após a dinâmica, cante ou declame com eles a música “O Girassol”, desenhando muitos girassóis no chão ou em uma folha. O Girassol Toquinho/Vinícius de Moraes Sempre que o sol Pinta de anil Todo o céu O girassol Fica um gentil Carrossel Fica um gentil Carrossel Roda, roda, roda Carrossel Roda, roda, roda Rodador Vai rodando, dando mel Vai rodando, dando flor Sempre que o sol Pinta de anil Todo o céu O girassol Fica um gentil Carrossel Fica um gentil Carrossel Roda, roda, roda Carrossel Gira, gira, gira, Girasssol Redondinho como o céu Marelinho como o sol. 95
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    • Pág. 31- Sugestão de história: As gotinhas e o arco-íris Autor: Eunice Braido – ED. FTD Sinopse: De onde vem o arco íris? Este livro vai responder, com prazer, cor e beleza, esta pergunta. Além de estimular a curiosidade científica, desvenda e explica esse fenômeno da natureza tão atraente e que encanta a todos. • Pág. 32 - A expressão oral, como forma de comunicação, acontece em todas as atividades que favoreçam a manifestação de ideias, as expressões de fantasias, instiguem a curiosidade e a imaginação das crianças. As atividades de expressão oral liberam a criança, levando-a a imprimir sua individualidade criativa na relação com as pessoas, objetos e pessoas com as quais convive. Sendo assim, as histórias são um instrumento rico no desenvolvimento da linguagem oral e da criatividade da criança. Uma atividade interessante para estimular as crianças na linguagem oral e na criatividade, é pedir a elas que observem um desenho e depois contem uma história sobre ele. Assim, sugere-se que as crianças continuem a história a partir da frase: “E, quando chegou na praia, Camila avistou o mar e um lindo barquinho a navegar, então... • Pág. 34 – Converse sobre alguns lugares que existem na cidade de Barueri como: Parque Municipal, PS Infantil e Adulto, Boulevard, Brinquedoteca, bibliotecas, praças... Questione-os a respeito desses lugares, se os conhecem; como são; como foram até eles; que cuidados devem ter ao chegarem nesses lugares; qual a importância deles, etc. Esse é um ótimo momento para ouvir o hino municipal e destacar o refrão que aparece na atividade. Fazer um painel coletivo com fotos da cidade (tiradas de revistas locais) é uma atividade complementar. Outra sugestão é a classe escolher a foto de um dos monumentos para fazer uma reprodução em forma de desenho ou de escultura com massa de modelar. • Pág. 35 – Sugestões de leitura: 1) A aventura da bolinha azul (anexo no encarte de histórias) Autor: Neuza Maria Tamborlin – Bolsa Nacional do Livro 2) Tudo bem ser diferente Autor: Todd Paar – Ed. Panda Books Sinopse: As crianças vão adorar esse livro muito colorido e divertido, com uma só frase em cada página. Mas o melhor de tudo é a mensagem que ele traz resumida no próprio título. Cada pessoa é diferente da outra e ninguém é melhor do que ninguém. De um jeito bem simples e fofinho, o autor mostra que todo mundo deve gostar do próximo e de si mesmo também. Você, por exemplo, já dançou sozinho alguma vez? “Tudo bem ter uma minhoca como animal de estimação.” “Tudo bem ter orelhas grandes.” “Tudo bem dançar sozinho”. 96
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    • Sugestão deleitura para o professor: Desenhando faces Autor: Ed Emberley – Ed. Panda Books Sinopse: É uma sugestão de livro para o professor. Mostra como desenhar diversos tipos de rostos e feições a partir de elementos simples como quadrados, círculos, triângulos e outras formas já conhecidas pelas crianças. Com traços básicos, a criança poderá desenhar menino s, soldados, palhaços, bichos e até extraterrestres! • Pág. 36 – O trabalho com o espelho é muito importante, sobretudo nesta fase. Essa atividade estimula a percepção e permite que a criança se observe. Conduza essa observação, chamando a atenção da criança quanto a cor dos seus olhos, cabelo, pele...em seguida, oriente as crianças a formarem pares e a observarem-se, um tocando o rosto do outro e verbalizando as partes do mesmo. • Sugestão de atividade: Peça que a criança fique de olhos fechados para desenhar as partes do rosto à medida que você ditar. É interessante falar partes que ficam longe umas das outras. Ao terminar o desenho, a criança abre os olhos e o observa, ela achará divertido ver tudo fora do lugar. • Pág. 37 – A percepção visual deve ser explorada desde cedo, assim como os demais sentidos. proponha aos alunos a observação de gravuras, fotos, objetos, espaço escolar e seus arredores, sempre chamando-lhes atenção para os detalhes. • Sugestões de atividades: • Organize alguns objetos na sala, em seguida, peça para a criança virar-se de costas, a fim de não ver o que o professor vai fazer. Nesse momento, retire um dos objetos ou simplesmente altere sua posição inicial. A criança tentará descobrir o que está diferente; • Letra intrusa: • Use o mesmo procedimento, escreva o nome do aluno acrescentando uma letra que não faz parte dele, para que a criança perceba o que está diferente. • Na lousa, escreva o nome de quatro crianças, que devem ser lidos, um a um, em voz alta junto com toda a sala. Em seguida, peça que todos fechem os olhos por alguns instantes, enquanto apaga um dos nomes. Ao abrir os olhos as crianças tentarão descobrir que nome está faltando. • Pág. 38 – Para aumentar o repertório musical dos alunos, ofereça músicas de diferentes gêneros e explore, através da audição, a sonoridade, inclusive do ambiente. • Sugestões de atividades: • Realize um passeio pela escola e, em um determinado momento, peça aos alunos que se sentem e fechem os olhos para ouvirem os sons que o ambiente oferece. Em seguida, abra uma roda de conversa para que as crianças relatem os sons que perceberam; • Ofereça aos alunos músicas com sons de natureza. Existe hoje no mercado uma série de cds para relaxamento com os diversos sons da natureza. 97
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    • Peça aosalunos que façam desenhos representando alguns sons. Essa é uma forma de estimular a criança a pensar em como transformar um som em marca gráfica. Eles irão relacionar o registro com a característica do som que lhe for mais marcante. Exemplos de sons que podem ser propostos: o toque do telefone, o barulho do avião, o canto de um pássaro, etc. • O trabalho com rimas ou aliteração, no campo da oralidade, pode ser constantemente explorado vinculado à percepção auditiva. • Pág. 39 – Solicite que os alunos tragam para a escola panfletos de supermercados para serem utilizados nessa atividade. Além dela, explore: • Atividades práticas de experimentação, em que os alunos experimentem sal, açúcar, e identifi quem seus sabores. • A própria merenda, através de desenho dos alimentos que fizeram parte do cardápio do dia, classificando-os quanto ao sabor; • Brincadeiras como: feirinha ou mercadinho, com embalagens vazias trazidas de casa pelas crianças. Proponha aos alunos que separem os produtos, formando o grupo de doces e o de salgados, inclua a música “Fui ao mercado “, na atividade e cante realizando os gestos. Fui ao mercado Fui ao mercado comprar café Veio a formiguinha E picou o meu pé Eu sacudi, sacudi, sacudi Mas a formiguinha não parava de subir Eliana Fui ao mercado comprar batata-roxa Veio a formiguinha E picou a minha coxa Eu sacudi, sacudi, sacudi Mas a formiguinha não parava de subir Fui ao mercado comprar mamão Veio a formiguinha E picou a minha mão Eu sacudi, sacudi, sacudi Mas a formiguinha não parava de subir Fui ao mercado comprar jerimum Veio a formiguinha E picou o meu bumbum Eu sacudi, sacudi, sacudi Mas a formiguinha não parava de subir • Pág. 40 – Nessa página, a criança vai realizar uma colagem, opte pela forma que lhe parecer mais apropriada, seguem três sugestões: • Recortar e colar de revistas as figuras solicitadas na atividade; • Recortar de papéis de presente, providenciados anteriormente pelo professor; • Recorte e colagem com papéis coloridos como espelho, laminado, camurça, etc, como mostram os exemplos abaixo: 98
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    • Para enriquecera atividade, coloque em alguns potes algo para as crianças cheirarem como: alho, cebola, cravo, vinagre, café, perfume,... Cada criança que for realizar a atividade, deverá estar com os olhos vendados a fim de explorar a percepção olfativa. • Liste com os alunos cheiros que são agradáveis e os que não são agradáveis. • Sugestão de software: Descobrindo O Corpo Humano Descrição: Tudo que as crianças precisam saber sobre o corpo humano está aqui, bem explicadinho. Uma obra dinâmica, com textos em áudio repletos de ilustrações, efeitos em 3D e animações que dão vida ao corpo, muitas brincadeiras, atividades e jogos interativos. • Sugestão de livro + DVD: Hi-5: Cinco Sentidos Sinopse: Junte-se à turma do Hi-5 nesta animada viagem pelo mundo dos sentidos. Na companhia de Kimee, Karla, Jennifer, Shaun e Curtis, vamos cantar, dançar e liberar toda a imaginação para explorar a visão, a audição, o paladar, o tato e o olfato. Duas vezes indicado ao prêmio Emmy na categoria Destaque em Série Pré-Escolar, Hi-5 é líder de audiência na televisão de setenta países. Criada com a consultoria de especialistas em pedagogia infantil, a série diverte crianças de várias idades ao mesmo tempo em que estimula e desenvolve habilidades, sempre respeitando os diferentes estilos e níveis de aprendizado. • Sugestão de leitura: Enganei o bicho-papão! Os cinco sentidos Autor: José Parrondo – Ed. Scipione Sinopse: O bicho-papão tem seus sentidos testados: em frente a sua porta, vê uma criança dentro de um sanduíche, ouve seus gritos, apalpa o sanduíche, morde e. Surpresa! As roupas do menino estavam repletas de pimenta. Essa historinha convida a criança, a saber, mais sobre os cinco sentidos. Cada sentido corresponde a uma parte do corpo. cérebro traduz em cheiros, sabores, sons, imagens e sensações as informações captadas pelo O nariz, pela língua, pelas orelhas, pelos olhos e pela pele. Com algumas brincadeiras podemos testar os nossos sentidos e entender como funcionam. • Pág. 41 – Ofereça diferentes materiais (macio, áspero, duro, mole, grande, pequeno...) para que sejam explorados pelas crianças em situações contextualizadas. A caixa surpresa é um dos recursos sugeridos. • Numa caixa de sapato, coloque vários objetos (macio, áspero, duro, mole, grande, pequeno...) deixe um buraco para que a criança possa colocar apenas suas mãos e sentir o objeto. o aluno deve dizer como é este objeto que pegou. o professor poderá auxiliar o aluno lançando perguntas sobre o objeto; • Oriente as crianças a tirarem os sapatos e andarem sobre um tapete e depois na areia do parque ou grama (sintética ou natural); • Prepare uma caixa grande e coloque vários canudinhos para que as crianças, uma de cada vez, possam sentar-se em frente a ela e explorá-la, pegando com os dedos dos pés os canudinhos que conseguirem. Os canudinhos podem ser substituídos por outro material que proporcione sensação agradável; 99
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    • Confeccione painéiscoletivos com recortes de papéis de diferentes texturas e outros materiais como algodão, lixa, etc. • Pág. 42 – O contorno das mãos é um excelente recurso. A partir dele, explore diversos temas ou introduza um assunto novo, em qualquer área de estudo, sobretudo, na de Artes visuais. Uma sugestão é confeccionar cartazes, livrinhos, painéis, etc, utilizando o contorno das mãos das crianças e compondo diferentes figuras. Seguem várias sugestões de modelos para reproduzir com os alunos, adequando-os ao trabalho pedagógico.  Galinha: colagem de penas na galinha; o ninho pode ser feito com colagem de chá mate, casquinhas de lápis, pó de serra...; colagem com grãos de milho ou bolinhas de papel crepom amarelo na frente da galinha. • Índio: colagem de penas como cocar; perfuração com palito de churrasco, onde, no pontilhado, a criança representará a flecha; pintura com lápis colorido ou giz de cera para os riscos do rosto do índio... • Coelho: colagem de algodão na orelha do coelho, cartolina branca nos dentes, um laço com papel crepom ou fita no pescoço. • Cachorro: confecção da coleira do cachorro com papel pardo ou tiras de tecido...; pedaço de barbante como corrente; papel camurça vermelho na língua; isopor (bandeja de frios) para o osso pintado com tinta guache branca. • Dente: pintura com creme dental; tinta guache branca misturada com cola; giz de lousa branco molhado... • Peixe: colagem de lantejoulas no peixe, glitter, pintura com lápis colorido ou giz de cera; com a ponta dos dedos, as crianças deverão marcar as bolhas de ar com tinta guache... • Cobra: colagem de papel camurça vermelho na língua da cobra; colagem de círculos no corpo da cobra ou de papéis picados pelas próprias crianças... • Girafa: pintura com lápis colorido (laranja) ou giz de cera; marcar as manchas da girafa com a ponta dos dedos com tinta guache preta; colagem de lã ou barbante no rabinho... 100
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    • Papai Noel:colagem de algodão na barba do Papai Noel e na ponta do gorro; tecido vermelho ou papel camurça no gorro... • Obs: Os olhinhos das figuras sugeridas ficam a critério do professor, tanto podem ser feitos com recorte e colagem de papéis, como podem ser pintados ou comprados prontos. • Pág. 43 – Além do contorno das mãos, o carimbo ou impressão das mesmas também confere ao professor inúmeras possibilidades criativas de atividades. Além disso, é uma prática que estimula o sistema multissensorial. Trata-se também, de uma prática extremamente rica no que se refere ao e l e m e n t o s u r p re s a , p o i s a c r i a n ç a d e s c o b re u m a f i g u r a i n e s p e r a d a a p a r t i r da impressão de sua própria mão o que, para ela, representa um momento mágico, lúdico e divertido somado à satisfação de ver impresso no papel uma marca que é exclusivamente sua. • Sugestão de leitura para o professor: Desenhando com os dedos Autor: Ed Emberley – Ed. Panda Books. Sinopse: Desenhar pode ser divertido, e o livro Desenhando com os Dedos prova isso na prática. A criança descobre que em suas mãos estão formas, cores, diversão, imagens simples e complexas. Seus dedos transformam-se em instrumento de desenho, em brinquedo, em criatividade. Do mesmo jeito que duas impressões digitais nunca são iguais, nenhum desenho feito com os dedos será igual a outro. As impressões serão mais claras ou escuras, as linhas serão mais grossas ou finas, as cores serão diferentes. Mas o desenho feito por você será único! O livro traz desenhos divertidos e coloridos, ótimos para a criança brincar em casa ou praticar na escola. Para os professores será fornecido um Suplemento de Atividades com propostas de exercícios lúdicos e criativos para trabalho em sala de aula. Pinte o sete pintando com os dedos! • Pág. 44 – Proponha outras atividades para completar a figura humana, utilizando recortes de revistas. As crianças podem recortar e colar numa folha apenas partes do corpo humano, como por exemplo, só a cabeça ou só a metade do corpo, para que em seguida completem a figura desenhando as partes que faltam. Depois, ilustram fazendo o cenário. 101
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    Para explorar aindamais o esquema corporal, o trabalho pode ganhar continuidade com a confecção de um boneco a partir do contorno do corpo de uma criança. O professor pode dividir o boneco, transformando-o em um grande quebra-cabeça que as crianças podem montar e desmontar. Se forem confeccionados dois bonecos, a classe pode ser dividida em dois grupos, a fim de que cada um monte um boneco e brinque de ver que grupo acaba primeiro. • Sugestão de música: Cabeça, ombro, joelho e pé Xuxa Cabeça, ombro, joelho e pé Joelho e pé Cabeça, ombro, joelho e pé Joelho e pé Olhos, ouvidos, boca e nariz Cabeça, ombro, joelho e pé Joelho e pé • PÁG. 45 – Além do esquema corporal, nessa atividade o professor pode explorar a ordem numérica. Cada vez que a música Boneca de Lata se repete, o número que se refere a quantidade de horas aumenta. Primeiro, canta-se: “levou mais de uma hora pra...” Depois canta-se: Levou mais de duas horas...” E assim sucessivamente. • Sugestões de atividades: 1) Combine com as crianças que, ao falar um número, todos irão realizar um movimento, previamente definido, na quantidade correspondente. Exemplo: o professor fala um e todos pulam uma vez, fala dois e todos pulam duas vezes. Os movimentos devem ser variados a cada nova sequência. 2) Distribua cartões com os números para que as crianças organizem na sequência, obedecendo a ordem numérica. • PÁG. 55 – Proponha várias músicas em que a palavra sapo apareça. Ex: O sapo não lava o pé; Sapo Cururu; O Sapo na beira da lagoa... • Explore, nas músicas, a sonoridade da palavra sapo. • Apresente o trava-língua que consta na atividade e brinque com as crianças de repetir o trava-língua até a língua travar 102
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    • Sugestão demúsica: Moda do sapo Trem da Alegria (refrão) (refrão) Bate palma pra dentro Bate palma pra fora Que amanhã bem cedinho Todo mundo vai embora A mulher do sapo Teve privilégio Pegou a sapinha, maninha Botou no colégio (refrão) (refrão) Encontrei com o sapo Na beira do rio Tava sem camisa Morrendo de frio Encontrei com o sapo Lá no pé da serra Camisa pra fora Voltando da guerra (refrão) A mulher do sapo Foi quem me falou Que o marido dela Era professor • Ouvir a música realizando os principais gestos, “bate palma pra dentro...”, iniciar o refrão “encontrei com o sapo...” com todos agachados, quando disser sapo levanta para continuar cantando e fazendo os gestos que a própria letra da música sugere. • Após a atividade escrita do Caderno Adoleta, proponha o seguinte jogo: prepare vários cartões com a palavra sapo e esconda-os pela classe ou pelo “campo”. Depois, organize as crianças em duplas para encontrarem os cartões (pode-se até utilizar a técnica: tá quente, tá frio). A dupla que encontrar mais cartões será a vencedora. Na hora da verificação do número de cartões encontrados, aproveite para fazer contagem e a apuração do resultado junto com as crianças, problematizando a situação. • Obs: A mesma sequência pode ser utilizada para trabalhar outras palavras significativas. • Sugestão de atividade: sapinho dentro do saco • Um sapinho pintado por elas, dentro de um saquinho de plástico transparente, providenciado pelo professor. É importante que seja um saquinho pequeno que não ofereça riscos à criança. • Confeccione um saquinho com papel crepom. Recorte um sapinho no E.V.A. ou no papel cartão. Cole-o em um palito de churrasco passando-o para fora do saco através de um orifício no fundo. As crianças brincarão colocando o sapo para fora e para dentro do saquinho. 103
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    Vale a penarelembrar! O que é um trava-língua? Espécie de jogo verbal que consiste em dizer, com clareza e rapidez, versos ou frases com grande concentração de sílaba difíceis de pronunciar, ou de sílabas formadas com os mesmos sons, mas em ordem diferente. É uma modalidade de parlenda. Trata-se de uma brincadeira onde se pede que a pessoa repita rapidamente uma dada sequência, por várias vezes, para testar a “agilidade” da língua. A dificuldade de dicção, literalmente trava a língua, isso diverte e provoca disputa lúdica para saber quem se sai melhor na brincadeira, mas é quase impossível pronunciá-las sem tropeço. O que motiva as pessoas, principalmente crianças a repetirem os trava-línguas, é o desafio de reproduzi-los sem errar, o que requer atenção, ritmo e agilidade orais. São usados também de forma técnica por atores, cantores e professores como exercícios de foniatria e impostação de voz. Fonte: Kathleen Lessa. recantodasletras.uol.com.br • Pág. 57 – Apresente outras telas do artista Romero Brito às crianças, peça a opinião delas sobre as obras, questione-as a respeito das cores que o artista usa e quais sensações que elas transmitem (alegria, tristeza,diversão, ...). • Sugestão de Pesquisa: Site Oficial Romero Britto: www.romerobritto.com.br • Após a realização da atividade no Caderno Adoleta, proponha outra atividade: • Divida a sala em grupos e escolha uma cor diferente para cada um. Cada criança do grupo recebe uma fita de crepom colorido na cor que ficou definida para o seu grupo, que deve ser amarrada no seu pulso. Os grupos se reunirão no pátio ou campo, cada um já identificado por sua respectiva cor. O professor comandará a brincadeira direcionando uma ordem diferente para cada grupo. Sempre mencionando a cor e a ação que deve ser realizada. Por exemplo: Grupo azul – pula Grupo verde – deita Grupo vermelho - marcha Grupo amarelo – bate palmas E assim sucessivamente, alternando as ordens de comando de forma que as crianças tenham que ficar atentas a cor e ao movimento que lhes foi direcionado. Ao retornar à sala, é interessante fazer o registro do jogo através de desenho. É uma forma da criança fazer uma representação gráfica de uma situação que vivenciou. • Sugestão de brincadeira: Elefante Colorido – Risoleta (pág. 54). 104
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    • Pág. 58– Sugestão de leitura: Olivia Autor: Ian Falconer – Ed. Globo Sinopse: Cantar, assustar o irmão, ir à praia, pintar paredes, ler: a porquinha Olivia nunca se cansa. Para sossegar a menina, a mãe promove passeios que instigam a curiosidade sobre as várias formas de expressão artística. Ótimo para iniciar os pequenos no mundo das artes. • Pág. 69 – A atividade a seguir desenvolve a noção de esquema corporal, a percepção visual e a auditiva. Além disso, é um jogo que exercita o pensamento simbólico pelo qual a criança exercita sua capacidade de pensar e representar suas ações, desenvolvendo também, suas habilidades motoras. Combine com as crianças que se trata de uma brincadeira de faz-de-conta. Ela tem início quan do ele distribui um círculo de cartolina branca para cada criança e segue narrando uma série de situações que elas vão realizando simultaneamente. Sugere-se a seguinte sequência: Comece falando: ― Vamos tomar banho? E continua... — Ele virou um chapéu. — Coloquem-o na cabeça e não deixem cair. — Quem gosta de banho? — Peguem o sabonete (o círculo) — Passem na cabeça. — Passem na barriga. — No pé, embaixo do braço, etc. — Hum! Como é cheiroso! — Acabou o banho. — Agora o círculo é uma toalha. Agora o chapéu virou um relógio. Equilibrem o círculo no braço, sem deixar cair para não quebrar! — O relógio virou um volante e vocês vão dirigir o carro. — Agora vamos pintar o círculo com giz de cera. Depois que todos pintarem os círculos, o professor pode montar com as crianças um painel coletivo em que os círculos colados formem uma única figura ou em folhas individuais nas quais cada criança pode compor sua própria figura. • Sugestôes de brincadeiras: 1) Com bambolês: • Explorar alguns conceitos: dentro do círculo, fora do círculo, ao lado, em frente, etc. Estimule uma série de movimentos: em pé, sentado, ajoelhado... • Contorne os bambolês com o giz de lousa no chão, formando vários círculos coloridos e andando sobre eles livremente. • Segure-o na posição vertical para que as crianças entrem uma a uma no bambolê como se ele fosse uma porta secreta. A brincadeira pode continuar enquanto as crianças mostrarem entusiasmo. 105
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    2) Em voltado Círculo – Risoleta (pág. 112). • Pág. 73 – Dobradura do gatinho. • Sugestões de leitura: 1) A lagarta e a borboleta Autor: Eunice Braido – Ed. FTD Sinopse: Como nasce a borboleta? Este livro vai responder a muitas perguntas de seus alunos. E responder com prazer, cor e beleza. Ele faz parte da coleção Vira-vira que estimula a curiosidade científica, desvendando e explicando transformações ocorridas na natureza, além de ser uma fonte de pesquisa acessível, agradável e atraente para a Educação Infantil. 2) Eram dez lagartas Autor: Debbie Tarbett – Ed. Ciranda cultural Sinopse: “Eram Dez Lagartas” ruidosas num lindo amanhecer. Uma delas adormeceu a ela, coitada, ficou para trás... Ficaram nove... Descubra em 3D o que aconteceu com cada uma das lagartas brilhantes. Nesta divertida aventura você encontrará uma página surpresa pop-up no final. 3) O caso da lagarta que tomou chá-de-sumiço Autor: Milton Célio de Oliveira Filho – Ed. Brinque Book Sinopse: Algum caso a ser resolvido na floresta? Chamem a Dona Coruja, a melhor investigadora da região! Após resolver o caso das bananas roubadas do Macaco e do pote quebrado do Marreco, chega às mãos da detetive outro mistério: o que houve com a Lagarta? A história começa quando a preocupada Joaninha recorre à Dona Coruja, a fim de desvendar o paradeiro de sua amiga Lagarta. Com a primeira pista em mãos, a experiente detetive sai pela floresta perguntando aos animais se eles haviam visto a Lagarta desaparecida. A cada bicho interrogado, surgem novos vestígios e começa um jogo de adivinhação e suspense, no qual ganha quem conhece melhor a natureza. Acompanhe a Dona Coruja nessa aventura e descubra que fim teve a Lagarta fujona. As ilustrações de André Neves dão vida e colorido à história e acompanham o leitor na busca pela Lagarta. 106
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    • Sugestão demúsica: Eufrida, Eufrida é uma borboleta azul 2x Ela é azul e voa assim (imitar a borboleta) mexe as anteninhas piscando para mim Mas eu aaamo e gosto dela assim De asas abertas de asas fechadas Piscando pra mim. Eufracho, Eufracho é uma borboleta macho 2x Ela é macho e voa assim (imitar um homem forte) mexe as anteninhas piscando para mim Mas eu aaamo e gosto dela assim De asas abertas de asas fechadas Piscando pra mim. Eufreia, Eufreia é uma borboleta veia 2x Ela é veia e voa assim (imitar uma velhinha) mexe as anteninhas piscando para mim Mas eu aaamo e gosto dela assim De asas abertas de asas fechadas Piscando pra mim. • Sugestão de atividade: impressão com o dedo. • Pág. 80 – Discuta com as crianças sobre os cuidados que devemos ter com a escada, caso tenha uma na escola, demonstre a forma correta de descê-la para evitar acidentes. Além da escada, a tesoura, a porta, o brinquedo no chão e o balanço aparecem no poema. Procure explorá-los enfatizando os cuidados que devem ter com cada um deles. Ilustrar cada estrofe, individual ou coletivamente, é uma alternativa a mais para trabalhar o assunto. É um momento muito apropriado para alertá-los também sobre outros perigos: O cadarço desamarrado, o escorregador (nunca descer de cabeça para baixo) e outros que surgirem durante a conversa. • Pág. 85, 86 e 87 – Se possível leia na íntegra o livro CLACT...CLACT...CLACT... antes da sequência proposta no Caderno Adoleta. Posteriormente, realize uma atividade de mosaico coletivo confeccionando um painel para a sala com papéis de diferentes cores texturas picados (crepom, espelho, laminado, camurça...) 107
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    CLACT...CLACT...CLACT... Autor: Liliana Lacoccae Michele Lacocca – Ed. Ática. Sinopse: Será que essa tesoura tem um parafuso a menos na cabeça? Doidinha da silva, ela fica picotando os papéis, sem nunca se dar por satisfeita! • Pág. 92 – Faça a leitura da história: Qual é a cor do amor? Autor: Linda Strachan – Ed. Brinque-Book. Sinopse: O elefantinho cinzento tinha uma dúvida: qual seria a cor do amor? Curioso, perguntou para o avô, para a zebra e para todos os outros animais que encontrava pelo caminho. O dia acabou e o elefantinho cinzento não resolveu a questão. Mas tinha alguém para quem ele ainda não havia perguntado. Qual é a Cor do Amor? é um magnífico livro ilustrado, que apresenta as cores de maneira divertida às crianças. O verde da grama, o azul do céu, o amarelo do sol são algumas das pistas para que o elefantinho cinzento faça a sua descoberta. • Pág. 99 – Confecção do binóculo • Materiais: - 2 Rolinhos de papelão (do rolo de papel higiênico); - cola; - tinta guache; - pincel; - barbante. • Como fazer: Peça para que as crianças pintem os rolinhos usando pincel e tinta guache e deixe secar. Depois de secos, ela devem colar um ao lado do outro. Faça um furinho nas extremidades laterais dos rolinhos e passe o barbante fazendo um nó em cada ponta. Se preferir, coloque papel celofane nas aberturas frontais dos rolinhos. • Pág. 121 – Passear pelo jardim pode ser muito divertido! Se o professor planeja explorar o jogo simbólico, pode propor um passeio pela escola em busca dos animais do jardim. Para isso, deverá reproduzí-los em tamanho maior e distribuí-los pela escola, para que as crianças os encontrem. No final, todos se reúnem para contar e classificar os bichinhos. Outra sugestão é realizar a versão “Passeio na Floresta”, em que o professor vai contando a história e as crianças vivenciam dramatizando cada fala. — — — — — — — — — — — — — Vamos fazer um passeio? Então vamos. Pé na estrada! Olha o muro! Vamos pulá-lo? Então vamos. Pé na estrada! Olha o rio! Vamos atravessá-lo? Então vamos... Ufa! Como cansei-me! Pé na estrada! Olha o matagal! — — — — — — — — — — — — — Vamos atravessá-lo? Então vamos. Pé na estrada! Olha a montanha! Vamos escalá-la? Então vamos. Como é alto! Vamos descer? Então vamos. Pé na estrada! Olha a caverna! Vamos entrar? Então vamos. 108 — — — — — — — — — — — — Está tão escuro! Eu não estou enxergando nada! Mas, vamos continuar andando. Ai, bati em alguma coisa. É uma coisa grande! É macia! É quentinha! Tem orelhas! Tem boca! Tem olhos! É peludo! Alguém me empresta um fósforo? Nossa! É um urso. Pé na estrada.
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    • Pág. 115– Proponha aos alunos que elejam uma das brincadeiras que aparecem nessa página retratadas nas obras do artista Ivan Cruz. Possibilite a vivência de uma rica ação democrática em sala de aula. Em seguida, leve-os a um espaço apropriado e oriente-os quanto à realização da brincadeira escolhida. • Pág. 118 – Uma sugestão é usar as músicas “A canoa virou” incluindo o nome dos alunos e “O meu barquinho de papel”. O meu barquinho de papel (ritmo: meu pintinho amarelinho) O meu barquinho de papel A enxurrada vai levar, vai levar. Muita chuva caiu do céu E o meu barquinho não quer parar. As autoras • Depois de explorar as músicas, faça um barco de papel, utilizando a técnica da dobradura com jornal e proponha a brincadeira de mover o barco com sopro. Para isso, o barco deve ser colocado sobre uma superfície plana e lisa como o chão do pátio, por exemplo, aí cada criança aproxima-se do barco e lhe dá um forte sopro, até que o barco chegue ao ponto determinado anteriormente. É um excelente exercício fonoarticulatório. • Pág. 119 – Sugestão de brincadeira: Baralho das ações “A ação e o movimento são representados pelo verbo, ambos importantíssimos no desenvolvimento na infância. O verbo de ação tem maior resiliência no cérebro, ou seja, é o elemento mais agregador de significados.” (Elvira de Souza Lima, 2003) • Material: confeccionar cartas de cartolina com figuras recortadas de revistas ou desenhos representando ações. Exemplos: Uma pessoa: tomando banho/ correndo/ dando um abraço/ dormindo/ escovando os dentes/ pulando/ nadando/ tocando violão/ falando ao telefone/ andando de bicicleta/ chutando bola. • Dinâmica: crianças sentadas em círculo e as cartas viradas com as figuras para baixo no centro. Uma criança do grupo escolhe uma carta, sem mostrar para grupo, e realiza a ação para as outras adivinharem. Ela não pode falar, apenas fazer mímica. Quem adivinhar será a próxima a escolher uma carta. 109
  • 110.
    • Pág. 121– Realize a atividade na prática antes de fazê-la no Caderno Adoleta, para que a criança vivencie as diferentes possibilidades de resolver o problema. • Sugestão de brincadeira: Boliche – Risoleta (pág. 83). • Pág. 122 – Sugestão de brincadeira: • Desenvolvimento: Divida a classe em grupos, organizando as crianças em círculo sentadas no chão. Para cada grupo, escolha uma terminação de palavras (por exemplo: LA, TO, ÃO). Quando o professor pronunciar uma palavra com uma das terminações (ex: avião), o grupo que representa o som final da palavra deve se levantar. Explicar às crianças que em vários textos, músicas e histórias existem palavras que são diferentes, mas terminam com o mesmo som. • Sugestão de música: Brincar de rimar Xuxa Seu Manoel tem orelhas de papel Seu Joaquim tem cabeça de pudim Dona Dedé tem boca de jacaré Dona Maria tem nariz de melancia O seu João tem cabeça de melão Seu Amaral tem uma cara de pau Quá quá quá que gozado é... A Dorotéia tem a cara de geléia A Tatiana tem cabeça de banana A Vanessa tem a cara de travessa O Ari uma cara de sagui O seu Romão tem nariz de pimentão E a Carolina tem a cara de buzina Quá quá quá que gozado é Não leve a mal a rima A brincadeira é Vem, vem, vem, vem brincar também De rimar com o nome que a pessoa tem Quá quá quá que gozado é... O Benedito tem orelha de cabrito A Graziela tem cabeça de panela O André tem um bafo de chulé A Isabel tem cabelo de pincel A Sueli tem cara de abacaxi E a Xuxa não me faça rima não! O Rafael tem a cara de pastel O Adriano tem a cabeça de pano A Karina tem cheirinho de gasolina A Teresinha tem um bico de galinha O Luiz tem nariz de chafariz O Nivaldão tem um ronco de avião Quá quá quá que gozado é... 110
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    • Pág. 130– Sugestão de brincadeira: Caixa da rima. • Prepare uma caixa com diversas palavras. Sentadas em roda, com uma música ao fundo, as crianças vão passando a caixa umas para as outras (como na brincadeira batata quente). Ao parar a música, a criança que estiver com caixa retira uma palavra que será lida pelo professor em voz alta. A criança deverá falar outra palavra que termine com o mesmo som. • Sugestão de atividade: modelagem com massinha. • Modelar diferentes frutas com massinha é uma boa opção para dar continuidade ao tema explorando o sistema multissensorial, pois a manipulação da massinha possibilita uma gama de sensações táteis, olfativas e visuais. Se não houver massinha suficiente, o professor poderá fazê-la, seu preparo é uma atração à parte que também pode ser o foco de uma aula. A modelagem é também uma atividade que estimula a criatividade, a motricidade e o controle da força muscular. Receita de massa de modelar • Ingredientes - ½ xícaras de farinha de trigo. - meia xícara de sal. - 1 xícara de água. - 1 colher de óleo. • Modo de fazer Basta juntar todos os ingredientes e amassá-los. Pode ser colorida com corante comestível ou suco em pó. • Pág. 133 – Plante sementes de alpiste em um potinho que pode ser pintado anteriormente pelas crianças, cada uma pinta o seu próprio pote. Faça o acompanhamento diário do desenvolvimento do alpiste • Sugestão de leitura: A semente e o fruto Autor: Eunice Braido – Ed. FTD Sinopse: Sob a terra, a sementinha acordou querendo água. Inchou, inchou até aparecer a raizinha que cresceu... A semente se transforma em um lindo fruto. Veja isso acontecer. • Pág. 137 – Peça aos alunos para trazerem caixas vazias de leite longa vida, devidamente higienizadas. Explore as características das caixas como: cores, forma, números de lados, cantos (vértices), o que está escrito, enfim, esgote todas as possibilidades, forme grupos com as possíveis caixas iguais que possam aparecer. Proponha que as crianças observem as caixas e tentem reproduzir a que mais lhes chamou atenção. Depois de concluir a atividade, seria interessante encapar as caixas com a participação dos alunos, confeccionando blocos coloridos para que eles possam brincar. 111
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    • Pág. 141–Além de explorar o tema “mamíferos,” enfatize a questão dos filhotes através da seguinte atividade: • Desenvolvimento: Sentados em círculo, o professor apresenta a quadrinha Os Filhotes para a turma e, cada criança na sua vez, a completa. OS FILHOTES Mamãe coelha vem pra cá, Traz seus coelhinhos para brincar. Mamãe leoa vem pra cá, Traz seus leõzinhos para brincar. Mamãe gata vem pra cá, Traz seus gatinhos para brincar. Mamãe cabra vem pra cá, Traz seus cabritinhos para brincar. Mamãe cadela vem pra cá. Traz seus cachorrinhos para brincar. Mamãe ovelha vem pra cá. Traz seus carneirinhos para brincar. Mamãe égua vem pra cá, Traz seus potrinhos pra brincar. • Pág. 141 – Sugestão de leitura: Coleção Mamíferos Autor: Equipe Wikids – Ed. Ciranda Cultural Sinopse: Nessa coleção, o professor encontra 10 livrinhos com personagens bem conhecidos de nossas crianças. Os mamíferos mais bonitos do mundo, trazem pequenas histórias para divertir as crianças. O pacote ainda tem um CD com músicas para ouvir e cantar. • Sugestão de música: Tá na hora de mamar Palavra Cantada – CD Canções de brincar Da floresta da Tijuca ao sertão do Ceará Do Egito até a China, do Saara ao Canadá Todo bicho quer brincar, mas é hora de mamar Mamãe-bicho tem paciência e não cansa de chamar Diz que se passar da hora o bichinho vai chorar Macaquinho vem pra cá, tá na hora de mamar Macaquinho já mamou tudo o que tinha pra mamar Mas estou vendo no muro um gatinho angorá Hei, gatinho, vem pra cá, tá na hora de mamar! O gatinho já mamou tudo o que tinha pra mamar Mas no pasto o carneirinho não se cansa de berrar Carneirinho vem pra cá, tá na hora de mamar Carneirinho já mamou tudo o que tinha pra mamar Mas eu sei de uma preguiça com preguiça de acordar Hei, preguiça, acorda já, tá na hora de mamar! A preguiça já mamou tudo o que tinha pra mamar Já chamei 2, 3 vezes o golfinho lá no mar Hei, golfinho, vem pra cá, tá na hora de mamar! Todo bicho quer brincar, mas é hora de mamar... • Pág. 148 – Aproveite a atividade para orientar as crianças no sentido de não aceitarem coisas de pessoas estranhas como alimentos ou convites para passeio. Caso isso ocorra, enfatize a necessidade de procurar o adulto responsável por ela para perguntar sobre o assunto. Outro cuidado em relação aos alimentos é lavá-los bem antes de consumí-lo relacionando ao fato de que a Branca de Neve não lavou a maçã. 112
  • 113.
    • Pág. 149– É fundamental que as crianças sejam orientadas a usar as palavrinhas mágicas, inclusive em casa. O professor pode enfatizar a importância dessa atitude apresentando s ituações do cotidiano escolar em que o uso das palavras mágicas é necessário e perguntando aos alunos que palavra mágica melhor se encaixaria na situação. Por exemplo: — Uma criança esbarrou na outra sem querer. O que ela deve falar? — Uma criança está com o cadarço desamarrado e não sabe amarrar. Como ela deve pedir para outra pessoa? • Sugestão de música: Palavrinhas mágicas Eliana Algumas palavrinhas são mágicas E ajudam a gente a viver melhor Por favor, muito obrigado Com licença, tudo bem? Pode passar Eu te amo, brinca comigo? Como vai meu amigo? Aquele abraço! Bom dia, boa tarde, boa noite Um beijo mãe, um beijo pai Bom dia, boa tarde, boa noite Viver assim é bom demais Essas palavrinhas mágicas Palavras mágicas são assim Têm um poder maior Que abracadabra e sinsalabim Assim, assim Se alguém fizer o nosso bem Muito obrigado, muito obrigado Se alguém quiser pedir pra alguém Diz por favor, diz por favor, diz por favor Então é bom acreditar A vida é bem melhor se a gente tem O quê? • Sugestão de história: Quando mamãe virou um monstro Autor: Joanna Harrison – Ed. Brinque-Book Sinopse: Ao receber a notícia de que os sobrinhos vêm lanchar, mamãe fica desesperada. A casa está uma bagunça, não há nada para servir para as visitas e a pobre mãe não sabe por onde começar... Enquanto isso, os filhos só pensam em brincar. Em vez de arrumar suas coisas, sempre encontram outras para desarrumar, um motivo para brigar e outro para chorar. De repente, uma coisa estranha acontece com Mamãe... 113
  • 114.
    • Pág. 151– Sugestão de história: A noite e o dia Autor: Eunice Braido – Ed. FTD. Sinopse: Como a noite vira dia? Este livro vai responder essa pergunta com prazer, cor e beleza, estimulando a curiosidade científica, desvendando e explicando transformações ocorridas na natureza. • Pág. 155 e 156 – Promova brincadeiras utilizando cartazes confeccionados previamente, nas cores do semáforo. Risque o chão com giz de lousa desenhando as faixas de pedestre. Faça jalecos de papel crepom para diferenciar as crianças que “serão” automóveis das que serão pedestres, pode-se incluir a figura do guarda de trânsito. Combine que ao falar verde, todos andam aleatoriamente e ao falar vermelho, todos param. Cante músicas infantis relacionadas ao trânsito. • Sugestão de música: O trânsito (Ritmo: Terezinha de Jesus) Papai, mamãe tenham calma Tenham calma ao dirigir. Um trânsito mais tranqüilo teremos Se suas regras seguir. Sinal verde os carros andam As pessoas vão esperar. No vermelho os carros param E então se pode passar. 114
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    • Pág. 7– Sobre a brincadeira Adoleta, ver sugestões Adoleta I. • Vivencie a atividade propondo uma brincadeira. Traçe no chão um caminho igual ao traçado na atividade. Solicite que as crianças andem dentro do espaço, convidando-as a fazer um passeio. Diga a elas que têm que seguir esse caminho, com cuidado porque nos dois lados tem uma floresta cheia de bichos perigosos. Avise-as que, quem sair do caminho, será pego por alguma fera. • Obs: A cada conclusão de percurso, varie a espessura do traçado (do mais largo para o mais estreito). Apesar de, em um primeiro momento, parecer uma atividade simples, trata-se de um trabalho de “coordenação motora visual, ou seja, corresponde à capacidade de coordenar a visão com o movimento do corpo. Essa habilidade é importante para o domínio da escrita.”(SMOLE, DINIZ & CÂNDIDO, 2003). • Sugestão de atividade: dobradura com círculos (círculos grandes e pequenos dobrados ao meio). • Pág. 8 – Faça um levantamento das brincadeiras preferidas da classe. Prepare uma lista com os nomes dessas brincadeiras. Ao fazer o registro, incentive as crianças para que, além de desenhar, escrevam o nome da sua brincadeira preferida através da escrita espontânea ou cópia da lista de apoio. Esses momentos de escrita são importantes para que a criança inicie a compreensão de como se organiza a escrita. • Pág. 9 – Coloque um espelho grande dentro de uma caixa de sapatos sem que as crianças vejam. Diga que dentro da caixa tem algo muito bonito e precioso. Peça para que as crianças, uma a uma, olhem dentro da caixa. Estimule-as a observar bem o rosto, pois algumas crianças não gostam de se olhar no espelho. Reforçe a comanda: “Veja que preciosidade, que coisa linda tem dentro dessa caixa.” Oriente-os a não revelar o que viram até que todos tenham olhado. Na verdade, a preciosidade é a própria criança. A princípio, algumas dirão que é um espelho, mas o diálogo deve ser conduzido de modo que elas percebam que são pessoas importantes e muito bonitas. Depois dessa dinâmica, permita que as crianças se olhem no espelho para fazer o auto-retrato. • Pág. 11 – Peça às crianças que tragam 1 foto de quando eram bebês e uma foto atual para montar um mural na classe. Converse sobre: - hábitos que tinham e que agora não têm mais como: usar fralda, engatinhar, comer papinha etc. - o que elas aprenderam fazer sozinhas. 116
  • 117.
    • Pág. 17– Faça um passeio pela escola para que as crianças observem as características do prédio (espaço físico) e percebam as diferenças entre a estrutura da sua casa com o prédio da escola. Depois da atividade no Caderno Adoleta, o professor pode propor questões como: - Quantas salas de aula têm na escola? - Qual o número da sua classe? - Quantos banheiros há na escola? - Olhando da porta da sua sala de aula para fora, o que você vê? Responda desenhando. • Pág. 18 – Além de ter o mesmo objetivo da atividade da página 5 (coordenação motora visual), a proposta é comparar distâncias. Dessa forma, é importante explorar algumas questões problematizando-as, como por exemplo: ¯ Quem mora mais longe da escola? ¯ Por que a Tainá chegou primeiro? ¯ Para à escola, Gabriel acorda mais cedo do que a Camila. Por quê? • Pág. 19 – Promova um diálogo sobre os cuidados com os objetos de uso pessoal. Assim como sugerido na atividade da página 6, incentive as crianças a escreverem o nome dos objetos. • Pág. 21 – Antes de proceder ao registro no Caderno Adoleta, é importante vivenciar as situações-problema propostas. O registro da resposta deve ser livre, pois cada criança elabora suas hipóteses e pode encontrar maneiras diferentes de explicitar o resultado. • Pág. 24 – Sugestões de leitura: 1) Amigos Autor: Helme Heine – Ed. Ática. Sinopse: São três amigos que ninguém pode separar: o rato Frederico, o galo Juvenal e o gordo Valdemar. Todo dia, de bicicleta, saem pelo sítio à procura de uma aventura legal. 2) Amigos Autor: Rob Lewis – Ed. Martins Fontes. Sinopse: Ambrósio pensou que fosse fácil arranjar amigos, mas ficou decepcionado. Cada um tinha um defeito: Maísa era muito barulhenta, Bernardo era muito bobo e Carlota era tímida demais. Ambrósio ficou sozinho. Então ele descobriu que, se aceitasse e respeitasse o jeito de cada um, sempre teria um amigo a seu lado. 117
  • 118.
    3) Pedro e Tina:uma amizade muito especial Autor: Stephen Michael King – Ed. Brinque-Book. Sinopse: Pedro fazia tudo torto; se quisesse desenhar uma linha, ela saía torta; os cordões de seus sapatos nunca estavam bem amarrados. Já Tina fazia tudo certinho. Um dia eles se encontraram, e Pedro ficou encantado com o jeito de Tina fazer tudo certinho, mas Tina bem que gostaria que tudo que fizesse não fosse tão perfeito. Assim, falando da amizade entre Pedro e Tina, Stephen Michael King está nos falando da necessidade de sermos equilibrados: masculino e feminino, certo e errado, positivo e negativo. • Sugestão para ilustração da história Pedro e Tina: Dobradura e desenho. • Pág. 24 – Vivencie a atividade com uma brincadeira. Prepare previamente fichas com o nome das personagens escrevendo uma letra em cada quadro, conforme o exemplo. Prenda o nome com fita crepe, na lousa, nomeando cada letra. A seguir, peça que as crianças abaixem a cabeça e fechem os olhos, e retire uma letra. Dado um sinal, as crianças levantam a cabeça e devem descobrir que letra está faltando. Obs: Faça a brincadeira com um nome de cada vez. • Pág. 27 – Antes do registro, peça para que as crianças identifiquem e nomeiem a letra inicial de cada palavra. Esse trabalho oral é importante para a compreensão da correspondência grafofonêmica das palavras. Se possível, é interessante fazer a receita. 118
  • 119.
    • Pág. 30– Sugestão de brincadeira: As partes do corpo. • Desenvolvimento: Peça às crianças que andem livremente pelo espaço da sala. Fale o nome de uma parte do corpo. Então, sem parar de se movimentar, cada criança deve tentar encostar a parte do seu corpo na parte do corpo correspondente de um de seus colegas. Por exemplo, se o professor disser “barriga”, cada criança deve encostar sua barriga na barriga de algum colega e continuar andando. “A partir das atividades de conhecimento do próprio corpo, o aluno conscientiza-se de seu tamanho, da posição dos seus membros, dos lados do seu corpo e, ao representá-lo, precisará utilizar procedimentos de observação, análise, proporcionalidade e manter algumas características da sua imagem, que são habilidades importantes na configuração da percepção espacial e no desenvolvimento das primeiras noções de localização espacial.” (SMOLE, DINIZ & CÂNDIDO, 2003). • Pág. 31 – Proponha outras atividades em que as crianças tenham que identificar a localização das partes do corpo. Recorte, de revistas figuras de pessoas e faça cortes em diferentes posições. Cole no papel sulfite ou no caderno de desenho para que as crianças completem as partes que faltam. • Pág. 32 – Utilizando barbante, meça as crianças e peça que façam as comparações com os colegas. Permita que elas fiquem livres para compararem seu tamanho com os colegas que desejar. Enquanto isso faça intervenções e questionamentos, se necessário. Depois, separe-as em 2 grupos (meninos e meninas). Selecione o mais alto de cada grupo e, entre os dois selecionados, faça a confirmação de quem é o mais alto da classe. A seguir, aproveite as comparações de tamanho que foram feitas no início da dinâmica e lançe algumas perguntas como: ¯ Janaína, você é mais alta do que... ¯ Vitor, você é mais baixo do que.... ¯ Julia, você tem o mesmo tamanho que... • Pág. 33 – Vivencie situações em que os sentidos sejam estimulados através de experiências para descrever objetos e figuras; apalpar materiais; experimentar alimentos; cheirar produtos; discriminar sons. Além disso, o software “Descobrindo o corpo humano” traz uma atividade específica para explorar os órgãos dos sentidos. Descrição: Tudo que as crianças precisam saber sobre o corpo humano está aqui, bem explicadinho. Uma obra dinâmica, com textos em áudio repletos de ilustrações, efeitos em 3D e animações que dão vida ao corpo, muitas brincadeiras, atividades e jogos interativos. • Pág. 34 – A história foi resumida e adaptada para anexar na página do Caderno Adoleta. A história na íntegra está em: O coelhinho que não era de Páscoa Autor: Ruth Rocha – Ed. Ática . Sinopse: O que Vivinho vai ser quando crescer? Coelho de Páscoa, com certeza não, pois ele já tem sua vocação. Será que a família aceita outra profissão? 119
  • 120.
    • Sugestão deleitura: Dona Galinha e o Ovo de Páscoa Autor: Eliana Sá – Ed. Scipione Sinopse: Dona Galinha achou um ovo no terreiro, mas era um ovo diferente, todo enfeitado. Ela o levou para casa e foi então que começou toda a confusão. As outras aves queriam chocá-lo também. O que será que aconteceu no final? • Sugestão de dobradura. • Pág. 38 – Sugestão de brincadeira: Caçadores de palavras. • Distribua em cada grupo fichas com as palavras da atividade (AMARELINHA, CABRA-CEGA, PARQUE) e outras palavras iniciadas com A, C e P, todas misturadas. Dê um comando: “Encontrem a palavra PARQUE”, escrevendo a palavra na lousa. Os grupos têm que encontrar a palavra pedida. Quem encontrar primeiro, marca 1 ponto. Use o mesmo procedimento com as outras palavras. • Pág. 40 – Leitura do livro: Sai sujeira Autores: Mick Manning e Bita Granströn – Ed. Ática. Sinopse: É impossível brincar, correr, pular e não ficar sujinho! E às vezes dá uma preguiça de tomar banho...Mas agora você vai descobrir por que é importante escovar os dentes, pentear o cabelo e se arrumar. A coleção Xereta incentiva as crianças a usarem a imaginação e a observação para satisfazer sua curiosidade sobre o mundo e as pessoas. 120
  • 121.
    • Pág. 41– Proponha a brincadeira “O banho” – Risoleta pág. 65. Nesse caso, não há a necessidade de usar a caixa de papelão ou a banheira. As crianças podem sentar-se no chão. • Converse sobre a importância do banho diário, enfatizando, porém, que o banho não pode ser demorado evitando desperdício de água (fechar o chuveiro enquanto se ensaboa, não brincar durante o banho, ...). • Pág. 45 – Aproveite o momento da escovação dirigida para fazer apontamentos sobre o poema, reforçando a importância de se escovar bem os dentes de trás. • Sugestão de leitura: Notícias da rua dos dentes de leite Autor: Ana Russelman – Ed. Ática. Sinopse: Neste livro as crianças aprendem como os dentes vivem em luta permanente contra as cáries. E ao mesmo tempo são despertadas para a importância da escovação. • Recorte e colagem com papel colorset e papel crepom: Jacaré. • Pág. 48 – Apresente outras cenas (por exemplo, fotos de revistas) e peça que as crianças identifiquem as ações representadas. Segundo a especilaista em neurociência, Elvira Souza Lima, “o verbo de ação tem maior resiliência no cérebro, ou seja, é o elemento mais agregador de significados. Então, é muito importante que o verbo entre como eixo de ensino desde o começo.” • Pág. 49 – Enquanto as crianças falam as palavras, escreva-as em papel pardo para ser fixado na classe. Depois, sugira que as crianças façam desenhos de alimentos para decorar a lista. Essa lista pode conter todas as palavras que as crianças falaram, porém, para se fazer o registro, é aconselhável solicitar a cópia de no máximo 6 palavras. • Enfatize a importância do não-desperdicío de alimentos. 121
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    • Sugestão deleitura: Amanda no país das vitaminas Autor: Leonardo Mendes Cardoso – Ed. Do Brasil. Sinopse: Amanda era fraquinha e não gostava de comer frutas e legumes. Adorava guloseimas empacotadas, com corante e gordura, daquelas que se compram no mercado. Sua saúde era ruim. A menina não tinha forças para pular e correr. Um dia caiu no gavetão da geladeira e descobriu o valor das vitaminas e a energia que elas fornecem ao nosso corpo. Sopa Palavra Cantada – CD Canções de brincar. O que que tem na sopa do neném? O que que tem na sopa do neném? Será que tem espinafre? Será que tem tomate? Será que tem feijão? Será que tem agrião? É um, é dois, é três... O que que tem na sopa do neném? O que que tem na sopa do neném? Será que tem rabanete? Será que tem sorvete? Será que tem berinjela? Será que tem panela? É um, é dois, é três... O que que tem na sopa do neném? O que que tem na sopa do neném? Será que tem alho-poró? Será que tem sabão em pó? Será que tem repolho? Será que tem piolho? É um, é dois, é três... O que que tem na sopa do neném? O que que tem na sopa do neném? Será que tem farinha? Será que tem balinha? Será que tem macarrão? Será que tem caminhão? É um, é dois, é três... O que que tem na sopa do neném? O que que tem na sopa do neném? Será que tem mandioca? Será que tem minhoca? Será que tem jacaré? Será que tem chulé? É um, é dois, é três... O que que tem na sopa do neném? O que que tem na sopa do neném? Será que tem caqui? Será que tem javali? Será que tem palmito? Será que tem pirulito? É um, é dois, é três... • Pág. 54 – A história foi resumida e adaptada para ser anexada na página do Caderno Adoleta. A história na íntegra está em: Se as coisas fossem mães Autor: Silvia Orthof – Ed. Nova Fronteira. Sinopse: Como seria se a Lua fosse mãe? E se a cadeira fosse mãe, quem seriam seus filhinhos? Esta é a temática deste belo livro em que Sylvia Orthof expõe de forma simples e singela o conceito de mãe, expandindo-o aos objetos que nos cercam no cotidiano. O texto do livro também possibilita ao professor dialogar sobre as crianças que não convivem com a mãe biológica. • Sugestão de leitura: No coração e na bolsa Autor: Laurence Bourguignon – Ed. Brinque Book Sinopse: O Pequeno Canguru se sente muito bem na bolsa de sua mãe. Ele não gosta de sair de lá. Mamãe Canguru mostra para ele uma linda nuvem e uma borboleta. Mas o Pequeno Canguru não quer saber para onde eles vão. O mundo é muito grande! Na bolsa, o Pequeno Canguru sabe onde está e pode ouvir as batidas do coração da Mamãe Canguru. 122
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    • Sugestão deatividade de enfiagem: “Um lindo vestido para a mamãe!” • Recorte um vestido em cartolina branca e fure-o na parte inferior (saia). Com lã ou barbante, as crianças farão a enfiagem. O início deve ser pela parte superior para que, ao final da enfiagem, possa ser dado um laço exatamente na cintura do vestido. As crianças decoram o vestido como quiserem. • Pág. 58 – Primeiramente, explore as rimas do texto. Em seguida, escreva na lousa, aleatoriamente, os nomes que completarão os versos: ABELHA MACACO ELEFANTE BARATA Depois, enfatizando a letra inicial, peça para que as crianças identifiquem cada palavra para copiá-las nos lugares corretos. • Pág. 59 – Proposta da atividade: Aliteração – palavras que começam com o mesmo som. Incentive as crianças a descobrirem palavras que se iniciem com a sílaba CA. Enquanto as crianças falam, registre as palavras na lousa para ampliar a compreensão da correspondência grafofonêmica. • Pág. 62 – Conte a história “João e Maria”. • Importante: Existem várias versões dos clássicos infantis, mas é melhor escolher o conto original ou aquele que mais se aproxime dele. • Pág. 67 – As crianças são muito curiosas e adoram surpresas, por isso, experiências são sempre bem-vindas. Explosão de cores • O que você precisa: - 1 prato fundo - um pouco de leite - corantes de alimento (pelo menos duas cores diferentes) - 1 palito de dente - detergente de cozinha 123
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    • O quedeve fazer: 1. Coloque um pouco de leite num prato fundo e deixe descansando alguns minutos para que o leite esteja sem se mover no prato. 2. Pingue algumas gotas de corantes de alimentos de cores diferentes. No exemplo, foi colocada uma gota de corante amarelo, uma de corante vermelho, uma de azul e uma de corante rosa. NÃO MISTURE OS CORANTES! 3. Pingue 1 gota de detergente sobre cada gota de anilina. As cores se misturam de uma forma divertida, formando manchas coloridas que se misturam em ondas. Fica bem legal! • Pág. 72 – É importante que a atividade dessa página seja feita somente após as crianças terem tido a experiência de explorar os blocos lógicos, por isso, sugere-se que a proposta seja feita em dois momentos. • 1º momento: Coloque à disposição de cada grupo um conjunto de blocos lógicos. Nesse momento, é importante garantir que as crianças possam explorar livremente os blocos lógicos. Circule pela classe para ver o envolvimento dos alunos, o que cada grupo faz com o material, como se organizam para distribuí-lo, etc. Só depois que as crianças tiverem oportunidade de familiarizarem-se com o material, faça questionamentos sobre os nomes das figuras, incentivando as crianças a descobrirem as semelhanças e diferenças entre as peças e nomeá-las. • 2º momento: Ofereça 1 jogo de blocos lógicos para cada grupo e peça que t entem reproduzir as mesmas figuras que se encontram nessa página. Depois, permita que elas criem outras figuras. Somente depois desse momento de exploração livre solicitar o registro proposto na atividade. 124
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    • Pág. 74– Coloque 1 jogo de blocos lógicos em cada grupo. Peça que cada grupo selecione as figuras solicitadas na atividade. Faça as intervenções necessárias para que todos os grupos selecionem as peças corretamente. Em seguida, oriente-as a apoiar a peça sobre a folha para riscá-la. Lembrando-os que devem segurar firmente e só soltar quando o traçado estiver totalmente concluído. Como não existem peças disponíveis para todos do grupo, cada um terá que esperar a sua vez para riscar a figura. Essa é uma ótima oportunidade para falar sobre a importância de trabalhar em grupo. • Pág. 77 – Vivenciar a atividade antes da sistematização gráfica. Ofereça 1 jogo de blocos lógicos para cada grupo. Solicite que separem as peças em grupos conforme a proposta da atividade. Outras atividades com formas geométricas • Conte a seguinte história: A história do pirata Era uma vez um pirata que adorava tesouros. Havia no porão de seu navio um baú carregado de pedras preciosas. Nesse porão, ninguém entrava. Somente o pirata tinha a chave. Mas sua felicidade durou pouco. Numa das viagens, uma tempestade virou seu barco e obrigou todos os marinheiros a se refugiarem numa ilha. Furioso, o pirata ordenou que eles voltassem a nado para resgatar o tesouro. Mas, quando retornaram, os marujos disseram que o baú havia sumido. “Um de vocês pegou” – esbravejou o pirata desconfiado. • Nesse ponto começa o jogo com as crianças. Pegue 1 jogo de blocos lógicos e peça para que cada um escolha um. Ao observar as peças sorteadas, escolha uma delas, sem comunicar às crianças qual é. Ela será a chave para descobrir o “marujo” que está com o tesouro. Apresente então um quadro com três colunas (veja abaixo). Supondo que a peça escolhida seja um triângulo pequeno, azul e grosso, você diz: “Quem pegou o tesouro tem a peça azul”. Pedindo ajuda às crianças, preencha os atributos no quadro. Em seguida, dê outra dica: “Quem pegou o tesouro tem a forma triangular”. Siga até chegar ao marinheiro que esconde o tesouro. A atividade estimula mais que a comparação visual. Também exercita a comparação entre o atributo, agora imaginado pela criança, e a peça que a criança tem na mão. A negação (segunda coluna do quadro) leva à assificação e ajuda a compreender, por exemplo, que um número pertence a um e não a outro conjunto numérico. 125
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    • Saco surpresa:Para essa atividade as crianças precisam estar bem familiarizadas com o nome das figuras. Coloque uma peça dos blocos lógicos dentro de um saco (que deve ser grosso e com cor escura). Escolha uma criança que deverá colocar a mão dentro do saco e, sem olhar, ela deve apalpar a peça e descobrir qual é. É importante possibilitar a participação de todos. • Adivinhe quem sou: Distribua uma caixa de blocos lógicos para cada grupo. Proponha adivinhas esclarecendo que a resposta será sempre uma peça dos blocos lógicos, mas que os grupos precisam esperar que todas as dicas sejam dadas. Sugestões: • Sou amarelo; tenho 3 pontas; não sou fino e sou grande. Quem sou? • Não tenho pontas; não sou amarelo nem azul; não sou grosso e nem pequeno. Quem sou? Para saber mais: SMOLE, DINIZ & CÂNDIDO. Figuras e formas, 2004. • Sugestões de leitura: 1) As três partes Autor: Edson Luis Kozminski – Ed. Ática. Sinopse: Este livro conta a história de uma casa que decidiu não ser mais casa e, por isso, dividiu-se em três figuras geométricas que podiam se transformar em várias coisas, como um pássaro, um barco, um peixe. Assim, elas puderam viajar e conhecer o mundo. Um dia, as três peças encontraram algumas crianças e passaram a brincar de formar figuras com elas. Como gostaram muito da avó das crianças, resolveram realizar o grande desejo da vida dela. Leia o livro para descobrir que desejo era esse. Depois, você pode fazer peças iguais às da história, criar suas próprias figuras e se divertir um bocado. a) Após ler a história, ofereça um jogo com as três figuras geométricas (vide capa do livro) para cada criança. Mostre as figuras em que a casa se transformou para que as crianças reproduzam-as sobre a mesa. 126
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    b) Cadacriança poderá escolher uma das figuras para montá-la definitivamente em seu caderno de desenho. c) A última página do livro também é uma boa proposta de atividade. As crianças podem reproduzi-la através de desenho ou recorte. 2) O gato geométrico Autor: Cida Herrera – Projeto C.O.A.L.A. promovido pela Secretaria de Educação. Sinopse: Quadrado, retângulo ou triângulo? Esta é a dúvida do gato geométrico que queria ficar diferente. Tanta dúvida tira até a paciência da sua amiga bruxinha que fazia todos os seus desejos. Como será que esse gato quer ficar? • Sugestão de atividade: construção com as formas geométricas. 127
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    • Pág. 79– Retome com as crianças as profissões que querem ter quando crescer. Depois, faça os “bonecos das profissões”. Cada criança recebe um boneco recortado em cartolina branca (modelo abaixo) e deverá vesti-lo com a roupa característica da profissão escolhida, utilizando materiais variados (colorset, papel crepom, papel camurça, botões, fitas etc.). • Pág. 86 – Proposta da atividade: Consciência silábica. Faça, junto com as crianças, o exercício de bater palmas à cada sílaba pronunciada. É muito importante realizar o trabalho oral antes da sistematização no Caderno Adoleta. • Sugestão de atividade: recorte e colagem. • Entregue para cada criança o desenho de um caipirinha (modelo abaixo). Peça para que elas pintem, recortem e colem no caderno de desenho ou em folha de papel sulfite. Em seguida, as crianças fazem a fogueira com palito de sorvete e papel laminado. • Pág. 89 – Sugestão de enfiagem: • Recorte uma blusa em papel colorset (conforme modelo) e fure ao redor. Com lã ou barbante, as crianças farão a enfiagem e depois os detalhes com papel camurça. 128
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    • Pág. 91– Sugestões de leitura: 1) Ninguém é igual a ninguém Autor: Regina Otero – Ed. Do Brasil. Sinopse: O livro trata sobre as diferenças de gênero, etnia, peso e estatura entre as pessoas. Apesar de ser um livro infanto-juvenil, é possível utilizá-lo na Educação Infantil pois, como o texto é um diálogo entre a personagem do livro e os ouvintes, fica mais interessante falar sobre esse tema e as crianças acabam se identificando com as personagens. Obs: Este é um livro interativo. A partir da página 12 ele traz propostas de atividades sobre a leitura, mais indicadas para as crianças maiores. 2) Menino de todas as cores Autor: Luísa Ducla Soares – Ed. Aventura das letras. Era uma vez um menino branco, chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia: — É bom ser branco porque é branco o açúcar, tão doce porque é branco o leite, tão saboroso porque é branca a neve, tão linda. O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos. Escolheu, para brincar um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia: — É bom ser vermelho da cor das fogueiras da cor das cerejas e da cor do sangue bem encarnado. 1 Mas um certo dia, o menino partiu numa grande viagem, e chegou a uma terra onde todos os meninos são amarelos. Arranjou uma amiga, chamada Flor de Lótus que, como todos os meninos amarelos dizia: — É bom ser amarelo porque é amarelo o sol e amarelo o girassol mais a areia amarela da praia. O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Bábá, que dizia: O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos. Fez-se amigo de um pequeno caçador, chamado Lumumba que, com os outros meninos pretos, dizia: — É bom ser preto como a noite preto como as azeitonas preto como as estradas que nos levam a toda a parte. 5 Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia: — É bom ser branco como o açúcar Amarelo como o sol Preto como as estradas Vermelho como as fogueiras Castanho da cor do chocolate. — É bom ser castanho como a terra do chão os troncos das árvores é tão bom ser castanho como o chocolate. 4 6 Enquanto, na escola os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores, de todas as raças. 129
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    • Sugestões apóscontar a história: 1. Recontar a história através da confecção de um livrinho, com desenhos das crianças ou utilizando outras técnicas. 2. ramatizar a história confeccionando fantoche de vareta. D 3. Brincando... • Dinâmica: forme dois ou mais grupos com as crianças. Cada grupo terá como tarefa apontar o máximo de diferenças entre cada componente. Exemplos: cor da pele, cabelo, estatura, peso, simpatia, etc. O grupo que listar o maior número de diferenças ganhará como prêmio um abraço de todos os amigos. • Pág. 93 – Explore outras sensações afetivo-emocionais (alegria, medo, surpresa,...). Diga uma frase e as crianças deverão expressar-se de acordo com a sensação, como por exemplo: “Quando o lobo aproximou-se de Chapeuzinho Vermelho, ela ficou com muito medo”. (as crianças devem imaginar e fazer a expressão de Chapeuzinho Vermelho diante dessa situação). • Brincando com a imaginação. [...] O desenvolvimento da imaginação possibilita a aprendizagem de conceitos e dos sistemas simbólicos, como a escrita, a linguagem matemática, a escrita musical, a linguagem oral, além de constituir posturas de curiosidade e de busca de formas de ação não convencionais. Portanto, trabalhar a imaginação desenvolve processos do pensamento e instrumentos mentais que dão autonomia e maiores recursos para as crianças lidarem com os problemas da vida cotidiana. (Elvira de Souza Lima, 2003) Frase mágica • Desenvolvimento: Através de perguntas, estimule as crianças a imaginarem situações inusitadas, criando oportunidades para que elas pensem e inventem circunstâncias possíveis e impossíveis. Exemplos: • O que aconteceria se as ruas fossem de gelo? • O que aconteceria se um macaco entrasse na escola? • Se você fosse um leão, o que faria? • Como seria se as pessoas tivessem asas? • O que aconteceria se os cachorros falassem? • Se você pudesse ir à Lua, o que gostaria de encontrar por lá? Junto com as crianças, avalie as soluções propostas e solicite que registrem suas ideias através de desenhos, pintura ou escrita. 130
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    • Pág. 94– Distribua um jogo de alfabeto móvel para cada grupo e solicite que tentem organizar a letra na sequência. Num primeiro momento, permita que as crianças façam essa organização sem ajuda de um modelo, depois ofereça um modelo. Quanto mais experiências as crianças tiverem com o alfabeto (aprender sua sequência, aprendê-lo fora de ordem, invertê-lo, repeti-lo de trás para frente), mais elas serão capazes de usá-lo mais tarde de maneira que não exijam ter de recitá-lo por memorização. • Alfabeto musical. • Material: letras do alfabeto de papel, plástico, EVA ou outro material. Stop musical • Dinâmica: 1. Nomeie todas as letras do alfabeto. Depois, combine com as crianças que você apontará para as letras e elas deverão falar em voz alta o nome delas. Faça isso primeiramente na ordem alfabética e depois fora de ordem. 2. Sente-se em roda com as crianças e peça para que uma delas fale a primeira letra do alfabeto. O próximo deverá falar a segunda letra, e assim sucessivamente. 3. Repita a dinâmica anterior, mas quando você falar a palavra “stop”, a criança que falaria a próxima letra, deverá falar uma palavra que comece com essa letra. Depois, todos juntos devem pensar em uma música que contenha essa palavra e em seguida cantá-la. Obs: Fique atento para falar “stop” nas letras que possuem palavras facilmente encontradas em músicas do repertório infantil. Trocando palavras na música • Dinâmica: Selecione algumas músicas que possuem palavras que podem ser substituídas sem que a melodia e o sentido da letra sejam alterados. Exemplos: O sapo não lava o pé (gato, rato, pato macaco); Meu pintinho amarelinho (galinho, patinho, passarinho). Depois, cante-as com as crianças. • Pág. 95 – Antes de iniciar a proposta, explore a história oralmente. Peça às crianças que recontem a história para depois recortarem as figuras e organizarem as cenas. • Sugestão para ilustração da história “O patinho feio”: pintura com guache e desenho. 131
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    • Pág. 96– A música “O pato” está no CD “A arca de Noé 1”. • Proposta da atividade: aliteração – identificação de palavras que começam com o mesmo som. Explique que, geralmente, quando as palavras começam com o mesmo som, elas também são escritas com as mesmas letras no início. Lembre-se da importância do trabalho oral antes da sistematização gráfica. • Pág. 98 – Conte a história: Menina bonita do laço de fita Autor: Ana Maria machado – Ed. Ática Sinopse: O coelhinho branco quer ter uma filha pretinha como aquela menina do laço de fita. Mas ele não sabe como a menina herdou aquela cor. • Pág. 100 – Após a apresentação das personagens, proponha a brincadeira “Descobrindo as personagens do Sítio”. Nessa brincadeira, além de explorar os movimentos, as crianças também farão experiências com os órgãos dos sentidos. Antes, prepare cartas com as características das personagens do Sítio conforme os itens A, B, C, D, E, F descritos no desenvolvimento da brincadeira. • Desenvolvimento: 1) Fale às crianças que elas receberam um convite para uma festa que acontecerá no Reino das Águas Claras. 2) Para chegarem à festa, todos terão que percorrer um circuito explorando os cinco sentidos e identificando as características das personagens do Sítio. 3) Cada personagem deixou uma carta. Leia as cartas na ordem e deixe as crianças descobrirem de quais personagens você está falando. A. É a grande vilã da história. Adora ser má e não aceita que outros bruxos invadam seu território. Tem cara e corpo de jacaré e vive em uma caverna, criando poções e planejando como invadir o Sítio. Quem é ela? Para chegarem à festa, terão que passar por suas armadilhas. • Resposta: Cuca • Coordenação motora: prepare um circuito com mesas, cadeiras e barbantes, como se fosse uma caverna. As crianças terão que passar por esses obstáculos para conseguirem a próxima pista. Deixe a carta que fala sobre o próximo personagem no fim da “caverna”. 132
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    B. É o netoquerido da Dona Benta. Mora e estuda na cidade e, nas férias, adora ir para o Sítio. É muito corajoso e não tem medo do Saci. Quem pode ser? Para conseguirem a próxima carta, terão que ajudá-lo a encontrar seu brinquedo preferido. • Resposta: Pedrinho. • Tato: em uma caixa, coloque vários objetos, incluindo um estilingue, o brinquedo favorito do Pedrinho. As crianças devem colocar a mão dentro da caixa e, sem olhar, encontrar o estilingue. Depois que todas pegarem o brinquedo, leia a próxima carta. C. É a dona do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Ela adora contar histórias e está sempre se divertindo com as invenções e brincadeiras das crianças. Qual é o nome dela? Como ela gosta muito de histórias, emprestou os seus livros preferidos para que todos possam ler. • Resposta: Dona Benta. • Visão: peça às crianças para sentarem e escolherem um livro para ler. Depois, leia a carta da próxima personagem. D. Seu nome é Lucia, mas todos a conhecem pelo apelido. É inteligente e encantadora. Apronta todas ao lado de seu primo e de sua boneca. Quem pode ser? Para encontrarem a próxima carta deverão ajudá-la a encontrar o seu vidro de perfume. • Resposta: Narizinho. • Olfato: providencie quatro potes idênticos, cada um com a etiqueta de uma cor. Em um coloque álcool, no outro vinagre, no outro perfume e no último, água. As crianças devem cheirar todos os potes e descobrir qual contém perfume. Depois que todos acertarem, leia as pistas da próxima personagem. E. É a cozinheira do Sítio e já faz parte da família. Todos adoram as suas rosquinhas de polvilho e os causos que ela conta. Quem é? Antes de ler as próximas pistas vamos saborear as bolachas doces e salgadas que ela preparou? • Resposta: Tia Nastácia. • Paladar: providencie uma bandeja com biscoitos doces e salgados de vários sabores. As crianças devem experimentá-los e identificar seus sabores, Depois, leia a última carta. F. É uma boneca de pano que tomou a pílula falante do Doutor Caramujo e começou a falar. É crítica, mandona e age como adulto. Como ela se chama? • Resposta: Emília. • Audição: depois de tantas pistas, finalmente as crianças chegaram à festa. Coloque músicas de vários ritmos e convide a turma para dançar. (Texto de Mirtes S.L. De Meo. Guia Prático para Professores de Educação Infantil). 133
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    • Pág. 102– Explore oralmente as características de um sítio (tipo de paisagem, quais animais são comuns nesse lugar, etc). • Sugestão de música: O sítio do Seu Lobato. SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA, IA, Ô! SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA, IA, Ô! E NO SEU SÍTIO TINHA UMA VACA, IA, IA, Ô! E NO SEU SÍTIO TINHA UM CACHORRO, IA, IA, Ô! ERA MU, MU, MU PRA CÁ ERA AU, AU, AU PRA CÁ ERA MU, MU, MU PRA LÁ ERA AU, AU, AU PRA LÁ ERA MU, MU, MU PRA TODO LADO, IA, IA, Ô! ERA AU, AU, AU, PRA TODO LADO, IA, IA, Ô! SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA, IA, Ô! SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA, IA, Ô! E NO SEU SÍTIO TINHA UM PATO, IA, IA, Ô! E NO SEU SÍTIO TINHA UMA GALINHA, IA, IA, Ô! ERA QUÁ, QUÁ, QUÁ PRA CÁ ERA COCORICÓ PRA CÁ ERA QUÁ, QUÁ, QUÁ PRA LÁ ERA COCORICÓ PRA LÁ ERA QUÁ, QUÁ, QUÁ PRA TODO LADO, IA, IA, Ô! ERA COCORICÓ PRA TODO LADO, IA, IA, Ô! IA, IA, Ô IA, IA, Ô • Pág. 103 – O trabalho com verbos é muito relevante, conforme explicitado na sugestão da página 46, portanto, as atividades que propõem o trabalho com verbos de ação merecem destaque no desenvolvimento infantil. Antes de sistematizar a atividade no Caderno Adoleta, diga frases onde as crianças deverão completá-las com o verbo. Exemplos: • Tainá ___________ de suco. • A professora gosta de ______________. • Ontem Camila foi _________________ com sua mãe. • Pág. 104 – Sugestão de leitura: Dez sacizinhos Autor: Tatiana Belinky – Ed. Paulinas. Sinopse: Aqui está uma brincadeira matemática de subtrair sacis. Entre versos e estrofes, dez graciosos sacizinhos vão desaparecendo, um a um, em diversos acidentes, como ingestão de comida estragada, jejum exagerado, quebra de regras... Após ler a história, explore outras situações-problema envolvendo a subtração. • Sugestões de brincadeiras • Jogo: O saci passou por aqui. • Materiais: envelopes com 2 palavras, separadas em fichas de letras. (palavras de 4 letras); uma lista de apoio com as palavras dos envelopes. • Desenvolvimento: cada dupla de crianças recebe um envelope contendo as fichas de letras que formam as palavras. Explique que as palavras estavam todas organizadas, mas que o saci passou por elas e misturou as letras. Cada dupla deverá formar as palavras com as fichas do envelope. Ganhará a dupla que formar as palavras primeiro. 134
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    • Brincadeira: Corridado saci • Desenvolvimento: trace 2 linhas paralelas no chão, deixando um espaço central com aproximadamente 2 metros de largura entre elas. As crianças deverão passar de um lado para o outro. O jogo tem início com a escolha de uma criança que será o saci. Essa criança tem que pegar as outras, pulando em uma perna só. A criança que for pega, vira saci também e ajudará a pegar os outros. Vence a criança que não for pega. • Pág. 107– Proposta da atividade: produção oral de palavras que rimam. O encaminhamento da atividade deve ser de forma lúdica: “Vamos brincar de rimar?” • Sugestão de brincadeira: Pegue um par. • Materiais: pares de fichas com figuras que os nomes rimem entre si (GATO/PATO; BOLICHE/SANDUÍCHE; PENTE/DENTE; etc). • Desenvolvimento: distribua as figuras entre as crianças. Depois que todos estiverem com as figuras nas mãos, coloque uma música e peça que dancem pelo pátio ou pela sala, à procura do par. Este deverá ter uma figura que o nome rime com a ilustração do colega. Exemplos: gato/pato – panela/janela. Ao se encontrarem, a dupla ficará de mãos dadas dançando até o término da música. • Pág. 109 – Realize com as crianças a brincadeira Amarelinha. “A amarelinha é uma brincadeira que desenvolve noções espaciais e auxilia diretamente na organização do esquema corporal das crianças.” (SMOLE, DINIZ & CÂNDIDO. Brincadeiras infantis nas aulas de matemática, 2000). Ao propor o jogo pela primeira vez, utilize alguns recursos como: • coloque a classe em semicírculo ao redor do diagrama da amarelinha e vá jogando com as crianças, convidando uma de cada vez para fazer o percurso sem a pedrinha. Nunca dispor as crianças em fila para aguardar a vez, pois em semicírculo elas podem observar os movimentos e as jogadas. • verifique no grupo quais as crianças que conhecem a amarelinha e pedir para que pulem, ensinando as outras. • proponha a brincadeira várias vezes. A amarelinha possibilita o trabalho com noções específicas de matemática. Dessa forma, após as crianças familiarizarem-se com a amarelinha, o professor pode propor problematizações como: • Por onde começamos a jogar? Por quê? • Qual o maior número da amarelinha? E o menor? • Quantos números tem a amarelinha? • Quem sabe onde está o número 5? • Que números estão depois do 3? • Que números estão antes do 4? Depois da brincadeira, peça para que as crianças façam o registro. Para saber mais consulte SMOLE, DINIZ & CÂNDIDO. Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Porto Alegre: Artmed, 2002). 135
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    • Pág. 115 1) Pintandoum mundo melhor: Após a leitura do poema que apresenta às crianças o artista Gustavo Rosa, faça uma “roda de conversa” levando os alunos a refletirem porque seria bom se todos pintassem um mundo melhor. Sugestão: “Vocês já pararam pra olhar que o mundo está de pernas pro ar? Muita poluição, milhões de enchentes, quantos bichinhos em extinção? Onde tudo isso vai parar? E lembrando... Disso tudo, a gente pensa que não tem mais jeito. Hum... Mas, pense direito. Ideia! E se a gente pintasse um mundo melhor? E pintando a gente fosse pensando... Em coisas bonitas. De tanta alegria em nosso coração, a gente passa pra mão uma vontade de ser feliz, e começa a pintar... Com o branco a gente pinta a paz, com o vermelho a gente pinta o amor, e de cor em cor a gente faz um mundo colorido, um mundo divertido, bem melhor de se viver!” Fonte: www.canalkids.com.br/pumm/index.html. Acesso em março/09. Agora é com vocês! Em uma folha, usando todas as cores, façam um desenho como imaginam “um mundo melhor”. 2) Leitura de imagens: elabore perguntas que instiguem a observação, a descoberta e o interesse da criança pelas obras de Gustavo Rosa. Sugestões: • Qual o nome do artista que pintou esses quadros? • Que nome você daria para cada quadro? • Como é o fundo? Qual é a figura? • O que está na frente, e o que está atrás? • O que está em movimento ou parado? • Está iluminado ou escuro? • Quais as cores utilizadas? • O que é mais colorido e menos colorido? • Sobre o tema: é paisagem?, retrato?, figura?, animal?, etc. • Sobre o que está acontecendo na obra, procurando, na medida do possível e de forma lúdica, contextualizá-la com os fatos reais e as experiências da criança. 3) Releitura da obra de Gustavo Rosa. O trabalho com “releitura de obras” faz com que as crianças entrem em contato com o universo da arte de forma participativa; após apreciar e ter informações sobre determinada obra. Ao reproduzir esta obra, a criança desenvolve habilidades como: percepção, imaginação e amplia seu universo cultural. Mas, lembre-se: “a diferença entre releitura e cópia é a seguinte: na cópia você reproduz fielmente (ou pelo menos tenta) o quadro do artista. Neste caso, você está apenas preocupado com o poder de observação e capacidade para copiar que seu aluno tem. Já a releitura implica em produzir aquilo que se entendeu da obra, sem preocupações com semelhanças. É o sentimento se aliando à observação na produção de um trabalho”. (Heleny Galati). 136
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    • Pág. 116– Além do trabalho com os contrários, você pode propor uma atividade de consciência de palavras. Utilizando as palavras da atividade, diga frases incompletas para que as crianças completem com palavras que dão sentido à frase, como por exemplo: • O café ficou quente porque ... • Fechei o guarda-chuva quando... • A girafa é muito alta, por isso ela consegue... • Como o elefante é pesado, ele caiu na água e ... • Pág. 122 – Em uma roda de conversa, fale sobre Educação no Trânsito e explique a importância da faixa de pedestre, o significado das cores dos semáforos, a importância de se respeitar os limites de velocidade, etc., depois inicie o jogo. Atenção no trânsito • Materiais: apito, um bambolê para cada aluno. • Dinâmica: distribua os bambolês e solicite que os alunos fiquem dentro dele e o segurem na cintura, como se fosse um carro. Depois, dê os comandos: 1. Liguem o carro para sair da garagem. As crianças fingem ligar o motor e fazem o som bruuummm. 2. Cuidado para não bater! Todos começam a andar bem devagar pelo pátio, desviando dos colegas e evitando as batidas. 3. Cuidado com as curvas! As crianças devem virar o bambolê, fazendo a curva para um lado, e depois para o outro. 4. Poucos carros na rua, o trânsito está bom. As crianças devem dirigir um pouco mais rápido, mas sem esbarrar ou bater em ninguém. 5. Sinal vermelho: parada obrigatória! Todos devem parar e permanecer no lugar por alguns segundos. 6. Sinal verde! Todos voltam a dirigir com cuidado. 7. Estacionar e trocar de carro. Todos “estacionam seus carros” (deixam o bambolê no chão) e saem de dentro dele. Ao sinal do apito, todos trocam de carro e pegam outro bambolê. 8. Cuidado com os obstáculos! Espalhe cordas e outros objetos pelo chão para que as crianças desviem contornando-os. Para isso, avise que devem diminuir a velocidade ao se aproximarem dos obstáculos. 9. Estacionamento. Agora, todos irão a um supermercado muito cheio e com poucas vagas para estacionar. Escolha três crianças e retire-as do grupo. As outras devem se posicionar em fileiras, uma ao lado da outra, deixando espaços vazios entre elas. Ao sinal do apito, os três alunos que foram retirados do grupo deverão estacionar seus carros nas vagas, entrando nos espaços vazios. Repita várias vezes esta última sequência da brincadeira para que todos possam realizar o desafio de estacionar. 137
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    • Sugestão demúsica: Atravessar a rua (CD. Xuxa só para baixinhos 1) Tem que parar, olhar o sinal, olhar para um lado e para o outro Tem que esperar, fechar o sinal, para atravessar. A gente sempre sai para passear, mas preste atenção, quando atravessar! Tem que parar, olhar o sinal, olhar para um lado e para o outro Tem que esperar, fechar o sinal, para atravessar. • Pág. 125 – Brincadeira “Diga uma palavra”. • Desenvolvimento: Coloque as crianças sentadas em círculo e, no centro, uma caixa contendo fichas com as vogais. Entregue uma bolinha e peça para as crianças passarem de mão em mão enquanto toca uma música. Quando a música parar, a criança que estiver com a bolinha na mão deve dirigir-se até a caixa, sortear uma vogal e dizer uma palavra que se inicie com a letra sorteada. O jogo continua enquanto durar o interesse das crianças. • Pág. 131 – Sugestões de leitura: 1) Terra Maravilhosa Autor:  Nick Butterworth – Ed. Callis Sinopse: Terra Maravilhosa é um livro que trata da vida e do fantástico lugar em que vivemos. O livro apresenta milhões e milhões de anos de evolução, tratando do aparecimento da Terra, das plantas, dos animais e, finalmente, do aparecimento do homem sobre a Terra. Dando ênfase ao maravilhoso ato da Criação, o livro trata da importante questão da preservação do nosso planeta. 2) Azul e lindo, planeta Terra, nossa casa Autores: Ruth Rocha e Otávio Roth – Ed. Salamandra Sinopse: Aliando uma linguagem acessível a imagens muito significativas, Ruth Rocha e Otávio Roth criaram um belíssimo livro, voltado para a importância de cuidarmos bem de nossa grande casa – o planeta Terra – única possibilidade de vida das atuais e das futuras gerações, que merecem encontrá-lo azul e lindo. O que devemos fazer para que a Terra não se transforme num ambiente hostil, com muitos desertos, águas envenenadas, florestas devastadas, onde seria impossível viver? 3) O mundinho Autor: Ingrid Biesemeyer Bellinghaussen – Ed. DCL Sinopse: Era uma vez um mundinho onde viviam homenzinhos felizes que res peitavam a natureza: não poluíam os rios, reciclavam matérias, respeitavam a fauna e a flora, convivendo em harmonia com os elementos. Conheça esse mundo ideal. 138
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    4) Vamos abraçar omundinho Autor: Ingrid Biesemeyer Bellinghaussen – Ed. DCL Sinopse: Dar as mãos e fazer um trabalho em conjunto para a melhoria da saúde de nosso planeta é como um verdadeiro abraço que, se for dado com carinho pelas crianças, possibilitará a essa geração ter uma vida mais feliz e saudável e ao mundinho também. • Pág. 133 – Prepare uma cópia do poema, em tamanho pequeno, para cada criança. Cole no caderno (de desenho) e peça para que as elas façam a ilustração com desenho ou recorte de figuras. • Pág. 136 – Incentive a coleta seletiva do lixo. Na própria sala de aula pode haver 2 cestos de lixo: um para papéis secos e outro para outros tipos de lixo. • Sugestão de música: Ratinho: Rap do reciclar – Helio Ziskind – Uma cesta é muito bom, Quatro cestas é melhor. Uma lata quando fica toda torta, velha, amassada, tá pedindo... - Ah! Eu quero a minha cesta, Quero voltar prá minha cesta, me joga lá vai! Ah Ah, nasci de novo! Cesto fantástico, vire cartola. Faça o plástico, virar bola. Num papel eu desenhei. Eu olhei e não gostei. Mandei prá cesta o meu papel Hum, hum.... sabe o que aconteceu? Ele rodou, virou, dobrou, dobrou e foi pro ceú. Era uma vez, um vidro verde um rato azul malabarista, girando garrafa com panca de artista. De repente surgiu, uma cara de palhaço teve gente que aplaudiu eu vi garrafa no espaço... Abracadabra, carrapato, carambola vai... e vira bola e vira pato e vira carro hum, hum. 139 O palhaço abriu a boca mastigou, mastigou, mastigou e cuspiu tin, tin, tin, tin, três copos cantando em trio. Cantando o quê? Cantando o rap do Re, o rap do Ci, o rap do Clar. Lata, plástico, papel e vidro, vão reciclar, é prá acabar. Vou repetir mais uma vez, Você limpa bem o seu ouvido: Lata, plástico, papel e vidro cada um tem uma cesta especial. Tá bom não falo mais, Tchau!
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    • Pág. 140– Sugestão de livro: O mundinho azul Autor: Ingrid Biesemeyer Bellinghaussen – Ed. DCL Sinopse: A água é um recurso natural precioso, é hora de se preocupar com ela. Se as crianças descobrirem logo a importância de preservá-la, contribuirão para o futuro dos “homenzinhos” deste “mundinho azul” e do meio ambiente. • Pág. 144 – Sugestão de música: 1) O velho Noé CD. Mil pássaros – Palavra Cantada O velho Noé E a bicharada Navegando ao léu Em sua arca Chove chuva Chuva chove Chove pra chuchu Chove chuva Chuva chove Chove pra chuchu Um dia chegou Que a chuva parou E o sol tudo secou E era... Tanta água! • Pág. 147 – Sugestões de atividades com o tema animais: 1) Cachorrinho: a) Círculo em papel colorset b) dobrar ao meio 140 b) fazer os detalhes com papel camurça (nos dois lados): orelhas, manchas, olhos. c) patinhas com palitos de sorvete cortados em 4.
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    2) Leão: recortea dedo. 3) Tartarugas. dobradura Com pratinho de bolo e barbante para puxar. • Pág. 151 – Sugestão de dobradura para ilustrar a parlenda “A galinha do vizinho”. 141
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    Adivinhe quem estáfaltando? 1) Prepare as mesmas figuras da atividade do Caderno Adoleta como cartazes e o nome de cada criança separada em sílabas. 2) Fixe na lousa um cartaz com uma das figuras e, ao lado, a palavra (nome do animal) com todas as sílabas. Explore as palavras: número de sílabas, quais as sílabas. 3) Inicie com a comanda: “Observem a palavra com muita atenção. Agora fechem os olhos porque eu vou tirar uma sílaba e vocês terão que descobrir qual eu tirei.” 4) Retire uma das sílabas da palavra (a mesma sugerida na atividade do Caderno Adoleta) e peça que as crianças adivinhem qual sílaba está faltando. 5) Use o mesmo procedimento com as outras palavras, uma a uma. Depois de explorar todas as palavras, peça para que as crianças façam a sistematização no Caderno Adoleta. • A segunda proposta é uma atividade de resolução de problema. Apesar de parecer insignificante, esse tipo de situação-problema é importante para desenvolver as potencialidades em termos de inteligência e cognição. Portanto, especialmente para as crianças pequenas, deve-se considerar como problema toda situação que permita algum questionamento ou investigação. Quanto ao registro, ele é fundamental, pois, além da criança expressar a solução que encontrou, também funciona como uma forma de reconhecer e interpretar os dados do texto. Por isso, é muito importante que o professor possibilite que as crianças comentem suas respostas. • Pág. 163 – A música “A borboleta e a lagarta” está no CD “Mil pássaros”– Palavra Cantada. • Pág. 164 – História: A primavera da lagarta Autor: Ruth Rocha – Ed. Formato. Sinopse: Veja o que tem nesta história: Uma lagarta comilona. Dona Formiga furiosa. Um comício na floresta: ¯Vamos acabar com ela! ¯ os bichos gritam em bando. Não sabem que a primavera devagar já vem chegando... 142
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    • Sugestão demúsica: A metamorfose das borboletas Helio Ziskind – Cd O gigante da floresta. Assim como nós que nascemos do ovo A borboleta nasce também Só que o ovo dela é bem pequenininho também pudera O filho dela é bem menor do que um pintinho có có có có có có có có A Borboleta põe o ovo numa folha e vai embora e vai embora o ovo fica lá lá lá lá lá lá o ovo fica lá Passa o tempo e lá de dentro do ovo sai uma lagarta la la la lagarta sai uma lagarta la la la lagarta sai uma lagarta já sai já sai com fome e come e come a casca do ovo e anda e anda e come e come e acha tudo gostoso có có có có có có e acha tudo gostoso Um dia a lagarta resolve se pendurar troca de pele, joga as pernas fora fica que nem um pacotinho até o nome ela muda pupa pupa pupa lagarta vira pupa • Sugestão de atividade: impressão com o dedo. 143 E quando o pacotinho se abre... sai a borboleta toda dobradinha força borboleta! estica estica estica estica as asas bor bor borboleta vai de flor em flor bor bor bor borboleta tem de toda cor Um dia a borboleta pousa numa folha e põe ovo, e põe ovo, e toc toc toc a história começa de novo Na natureza as histórias são assim voltam pro começo quando chegam no fim
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    • Pág. 165– Sugestão de história: A Descoberta da Joaninha Autor: Bellah Leite Cordeiro – Ed. Paulinas Sinopse: Joaninha enfeitou-se toda para ir à festa na casa da lagartixa. No caminho, descobriu que mais importante que estar bela e receber elogios é ter amigos. A alegria de dentro deixa a gente mais bonita por fora.   • Sugestão de filme: Vida de Inseto Sinopse: No mundo dos insetos, as formigas são manipuladas pelos gafanhotos, que todos os anos exigem uma quantia de comida. Se as formigas não cumprirem essa exigência, os gafanhotos ameaçam atacar o formigueiro. Mas, em um certo ano, houve um problema com a “oferenda”. É quando Flik, uma formiga cansada de ser oprimida, sai em busca de outros insetos dispostos a ajudar o formigueiro a combater os gafanhotos. • Joaninha confeccionada com bandeja para maçã. 1) Recorte as partes da bandeja conforme o modelo (1 para cada criança) 2) As crianças pintam a parte da frente de preto. • Sugestão de dobradura. 144 2) Depois, pintam a parte de trás de vermelho. Após a secagem, elas fazem as pintinhas com tinta preta e as anteninhas com papel colorset preto.
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    • Pág. 170– Faça uma mini-horta na própria sala de aula para que as crianças acompanhem o desenvolvimento de uma semente. • - - - Materiais: uma floreira de plástico (fure embaixo); terra vegetal; sementes de salsinha ou cebolinha (são mais fáceis de germinar). • Sugestão de atividade: impressão com folhas. • Materiais: - folhas de árvores - tinta de várias cores - cartolina branca • Como fazer: Peça para que as crianças colham folhas de árvores de diferentes formatos. Espalhe a tinta em um pratinho de plástico. Oriente as crianças a molhar cada folha na tinta, no lado que tem mais saliências, e depois, pressionar as folhas sobre a cartolina branca, como carimbos. • Pág. 173 – Sugestão de história: O caso das bananas Autor: Milton Célio de Oliveira Filho – Ed. Brinque Book Sinopse: Quem não gosta de uma história de suspense? Quem não gosta daquela inquietação para descobrir logo como se resolverá um mistério? Pois O Caso das Bananas é puro suspense. Enquanto o macaco dormia, suas bananas, pif!, desapareceram. Quem teria comido as bananas do macaco? Esse é o mistério que vem agitando a mata e que vai levar o pequeno leitor a avançar página a página com prazer na leitura do livro. Desvendar o caso é a missão da investigadora Coruja. Missão nada fácil, pois todos os bichos são suspeitos e, para complicar mais ainda, cada um joga a culpa no outro. Não, não assim deslavadamente, mas por meio de enigmáticas insinuações. Porém, a Coruja, inteligente como ela só, vai decifrando uma a uma e, seguindo essas pistas, encontra a verdade. 145
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    • Recorte adedo: frutas. • Pág. 174 – Antes do registro no Caderno Adoleta, faça junto com as crianças um gráfico em tamanho grande. • Procedimento: Entregue para cada criança um quadrado de folha de papel sulfite (6 cm X 6 cm) e peça que desenhem sua fruta preferida. Quadricule uma folha de papel pardo seguindo o modelo do gráfico impresso na página. A seguir, cada criança cola o seu desenho no espaço correspondente à sua fruta preferida. Faça oralmente a interpretação do gráfico e depois a sistematização no Caderno Adoleta. • Pág. 178 – Sugestão de música: Pomar Palavra Cantada – CD Canções de Brincar Amora, amoreira Pitanga, pitangueira Figo, figueira Mexerica, mexeriqueira Açaí, açaizeiro Sapoti, sapotizeiro Mangaba, mangabeira Uva, parreira Coco, coqueiro Ingá, ingazeiro Jambo, jambuzeiro Jabuticaba, jabuticabeira Banana, bananeira Goiaba, goiabeira Laranja, laranjeira Maçã, macieira Mamão, mamoeiro Abacate, abacateiro Limão, limoeiro Tomate, tomateiro Caju, cajueiro Umbu, umbuzeiro Manga, mangueira Pera, pereira • Pág. 183 – Sugestão de história: Por quê? Autor: Nikolai Popov – Ed. Ática Sinopse: Rãs e ratos são os pesonagens deste livro, mas poderiam ser seres humanos em seus lugares. Numa sempre bem equilibrada composição de texto sucinto, porém vigoroso, com imagens belíssimas e eficientes quanto à mensagem, Por quê? estimula a reflexão infantil através de uma sensível metáfora sobre os conflitos. Uma flor solitária suscita uma feroz batalha entre camundongos e rãs que, ínsistindo em mútuas brigas, conseguem o que todas as guerras representam em última análise - a destruição oca de sentido ou, mais simplesmente, a incapacidade de dialogar com o outro. O escritor e ilustrador russo Nikolai Popov, nesta poética metáfora bélica, pergunta ao leitor: “Por quê?” Certamente que as almas puras das crianças entenderão a ideia difundida nesta obra de se limitar a todo custo conflitos que não permitam a possibilidade do diálogo. 146
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    Parte III Sugestões deatividades para complementar o trabalho do professor
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    ORGANIZAÇÃO SENSORIAL O CadernoRisoleta apresenta várias propostas de atividades que contribuem para desenvolver habilidades em consciência multissensorial, conforme mostra o quadro abaixo: AULA DE LINHA • Aula 1 1ª fase – Atenção: crianças à vontade no pátio. Observar o professor e repetir os movimentos: bater palmas no compasso binário, estalar os dedos e bater os pés no chão. 2ª fase – Caminhar na linha: ao soar de um apito: caminhar para frente. Ao soar de dois apitos: caminhar para trás. Forma da linha: círculo. 3ª fase – Desconcentração: roda cantada com gestos – música “A tartaruguinha” ou outra do repertório infantil. 148
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    A tartaruguinha Vou contaruma história, Uma história engraçadinha, Da tartaruguinha, da tartaruguinha. Houve uma festa lá no céu, Mas o céu era distante E a tartaruguinha, viajou na orelha do elefante. Quando a festa terminou, a bicharada se mandou. Quem viu a tartaruguinha? Quem viu? Lá no céu ela ficou. São Pedro o céu varreu e da pobrezinha se esqueceu. Ela disse: – Eu quebrei toda, meu corpinho está de fora, O que é que eu vou fazer Pai do Céu, O que vou fazer agora? Pai do Céu juntou os caquinhos, colou, Mais bonita ela ficou! 4ª fase - Desabrochamento: as crianças andam livremente por todo espaço, sem esbarrar no amiguinho e em nenhum objeto. Quando ouvirem o som de um apito, param imediatamente. Repetir o exercício de três a quatro vezes. 5ª fase – Relaxamento: as crianças devem deitar no pátio e em silêncio procurar ouvir todos os ruídos externos. Depois, o professor deverá perguntar o que ouviram. • Aula 2 1ª fase – Atenção: Música com movimentos. Imitar os gestos do professor: “Lá vem o crocodilo...” (imitar o abrir e fechar da boca do crocodilo com as mãos). “O orangotango, (pular imitado macaco) as duas serpentinhas” (movimento da cobra com os braços). “A águia real”. (abrir os braços e imitar uma ave voando). “O gato, o rato”. (imitar um gato e um rato). “Não faltou ninguém”. Só não se via os dois elefantes. (imitar a tromba do elefante com as mãos). 2ª fase – Caminhar na linha: as crianças caminham na linha ao som de um tambor, cada batida corresponde a um passo. Forma da linha: retangular. 3ª fase – Desconcentração: “A corrida do gato”. • Desenvolvimento: crianças à vontade pelo pátio. Um grande retângulo determina a casa do gato. Ao soar a batida do tambor o gato deverá sair da sua casa e tentar pegar uma criança. A criança que for pega pelo gato, também torna-se um gato e vai tentar pegar outra criança. A brincadeira terminha quando todos virarem “gatos”. 4ª fase - Desabrochamento: andar livremente pelo pátio imitando: pássaros, jacarés, orangotangos, gatos cobras, etc. 5ª fase – Relaxamento: crianças sentadas no pátio realizam exercícios de inspirar e expirar o ar. Depois, deitados no chão, ouvirão um trecho de uma música orquestrada. 149
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    • Aula 3 1ª fase – Atenção: imitar o professor: mãos na cintura, na cabeça, nos ombros, nos braços, nos joelhos, nas pernas e nos pés. Repetir o exercício quatro vezes. 2ª fase – Caminhar na linha: a professor conta: 1, 2, 3, 4. As crianças caminham na linha depressa. O professor conta: 4, 3, 2, 1. As crianças caminham na linha andando devagar. Forma da linha: círculo. 3ª fase – Desconcentração: jogo “Coelho comilão” • Desenvolvimento: duas linhas traçadas no chão, distantes uma da outra. Uma demarca a plantação de cenouras e a outra a toca dos coelhinhos. Todas as crianças em cima da linha que demarca a casa do coelhinho, estão com muita fome e vão em busca de cenouras gostosas. Quando o professor bater palmas duas vezes, as crianças darão dois pulos para frente, uma palma, elas ficam paradas no lugar onde estão. Quem errar dará um pulo para trás. Vence o jogo quem primeiro chegar à linha que demarca a plantação de cenouras. 4ª fase - Desabrochamento: História dramatizada “Sou uma árvore e sei balançar de um lado para outro com minhas folhas bailando no ar, pra lá e pra cá. Balançando... balançando..acabei adormecendo e tive um lindo sonho. Sonhei que era um criança feliz que: sorria, corria, pulava, cantava, dançava, abraçava os amigos... Mas, o sonho acabou. Agora sou uma árvore novamente”. 5ª fase – Relaxamento: somos todos uma árvore com um troco bem durinho (contrair os músculos). Agora somos um pedaço de borracha bem molinha (soltar todos os músculos). Repetir o exercício quatro vezes. EU JÁ SEI... BANDINHA Melodia: “Se esta rua fosse minha” Melodia: “ciranda cirandinha” Eu já sei, eu já sei andar na linha, Eu já sei, eu já sei o meu lugar, Vou andando atrás do coleguinha Não preciso, não preciso empurrar. Quem quiser tocar bandinha Nesta linha tem que entrar. Vem chegando bem depressa Pra tomar o seu lugar. (Repetir a estrofe várias vezes, substituindo a palavra em destaque por: marchar/marchando, saltar/saltando, correr/correndo, etc.) Última estrofe: Nossa banda finalmente Vai agora começar. O regente da orquestra Já tomou o seu lugar. Eu já sei, eu já sei andar na linha, Eu já sei, eu já sei o meu lugar, Vou parando, vou parando devagar, E agora, e agora vou sentar. (Caminhar na linha cantando e fazendo a mímica dos instrumentos musicais ou distribuir instrumentos para as crianças e caminhar na linha cantando e tocando.) 150
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    MÃOZINHA Mãozinha pra frente, Mãozinhapra trás, Com a mão na cintura É assim que se faz. 1º - Em pé, sobre a linha, executar os movimentos sugeridos; 2º - Com a mão na cintura, girar; 3º - Substituir a palavra mãozinha por: pezinho, cabeça, um pulo, olhando, curvando, palminha, andando, correndo, etc. MÚSICA Localização do som • Formação: Em círculo, sentados. • Material: Venda e sino. • Jogo: Uma criança fica em determinado local tocando um sino. Uma outra criança, com os olhos vendados, procura pela criança que toca o instrumento. Revezam-se as crianças. Reconhecimento do Som • Formação: Em círculo. • Material: Sino, chocalho, tambor, prato. • Jogo: mostre os instrumentos, diga o nome e toque. Peça às crianças que fechem os olhos. Toque dois instrumentos deixando uma pequena pausa entre eles. Mande todos abrirem os olhos e peça a uma criança que reproduza a sequência. Depois, toque 3 instrumentos e peça a reprodução da sequência. Toque finalmente 4 e peça novamente a reprodução. Em seguida, toque 2 instrumentos e peça a uma criança que diga apenas os nomes. Depois toque 3 instrumentos e finalmente os 4, sempre pedindo que algumas crianças digam apenas os nomes. • Final: As crianças deverão fazer o que o professor pedir: todos de olhos fechados deverão obedecer as ordens: batendo palmas, batendo o pé, dando risadas, chorando, miando, dando beijinhos. 151
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    Discriminação Auditiva • Formação: Todos na classe. • Material: Sulfite, giz de cera. • Jogo 1: Dê para cada criança uma folha sulfite cortada ao meio e uma caixa de giz de cera. Mostre um apito e diga: “toda vez que eu tocar um som longo assim (tocar), vocês vão fazer um risco bem comprido (faça o risco com giz na lousa) e quando eu tocar um som curto assim (tocar), vocês vão fazer um risco bem curto (mostrar)”. Vire-se de costas para a classe e reproduza sons longos e curtos, alternando-os e repetindo-os. Se necessário, repita o exercício. • Jogo 2: Dê o resto da folha cortada ao meio e diga: agora, quando eu fizer um som grave (bater numa caixa), vocês vão fazer um risco grosso no papel. Quando eu fizer um som agudo (sino), vocês farão um risco fino. Vire-se de costas e reproduza sons graves e agudos. Alternando-os e repetindo-os. E, se necessário, repita o exercício. Memória Auditiva • Formação: Todos na classe. • Material: Cartões de cartolinas com animais: cão, gato, passarinho, galinha e porco. • Jogo: Distribua os cartões para as crianças como se fosse um baralho.”Eu vou fazer o som da voz de dois animais. Vocês irão procurá-los nos cartões e colocá-los em cima da mesa, na ordem”. Ex. miau, cocoricó (gato, galinha). As crianças deverão colocar primeiro o gato, depois a galinha. Faça então mais duas vozes e verifique. Repita a operação. Depois da verificação, elas recolhem as figuras. Faça mais dois sons até usar todos os cartões. Em seguida, faça uma sequência de 3 sons. Depois de quatro sons e, finalmente, de 5. Análise Auditiva • Formação: Em círculos, sentados. • Jogo 1: Repita a sequência sonora: Faça uma sequência sonora com palmas. Ex: a) Palmas, palmas, palmas (pausa), palmas, palmas, palmas. b) Palmas, palmas (pausa), palmas, palmas (pausa). Depois peça que elas, em grupo ou individualmente, a repitam. Dar outras sequências sonoras iguais a estas: c) Palmas, estalos de língua, estalos dedos (pausa); palmas, estalos de língua, estalos dedos (pausa) d) Palmas, dois estalos de língua (pausa), palmas, dois estalos de língua. e) Três estalos de língua (pausa), três estalos de língua (pausa) 152
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    Sons vocais: timbre, sons graves e agudos • Formação: Em círculo, sentados. • História curta: Belinha e seu papai. • Personagens: Narradora (voz normal), menina (voz fina) e papai (voz grossa). “Naquela tarde, a mamãe estava tomando banho e Belinha estava na sala, brincando sozinha. De repente, a campainha da porta tocou: Dim – Dom. A menina muito esperta perguntou: — Quem é? Uma voz respondeu: — Sou eu. O coração da menina pulou dentro do peito. Aquela voz era do seu papai. Então ela disse, abrindo a porta: — Pode entrar! Os dois se abraçaram e se beijaram muito.” • Explique que cada pessoa tem um tipo de voz (timbre): o papai, a mamãe, as crianças, a professora, os animais e também os instrumentos musicais. Quando o som da voz é grosso e baixo, dizemos som grave (basta encostar o queixo no peito e cantar uma música para as crianças entenderem). Quando o som da voz é fino e alto, dizemos som agudo (cantar uma música, levantando o queixo bem alto). • Dramatização: A história de Belinha será dramatizada por todos. A voz grave do papai pelos meninos e a voz aguda da Belinha pelas meninas. • Final: Cante uma música qualquer, obedecendo ao comando do queixo da professora: um trecho em voz grave, um trecho em voz aguda. Sons vocais: alto e baixo (forte e fraco) • Formação: Em círculos ou fileiras sentados. • Explique que os sons podem ser graves (grossos) ou agudos (finos). Mas eles também podem ser: sons altos e sons baixos. Cantar “Marcha soldado” bem baixinho e depois cantar bem alto. • Jogo: Diga: Vamos cantar agora outra música usando o nosso corpo? Todos em pé. Quando cantarmos em som baixo, vamos nos abaixar e em som alto, vamos nos levantar. Cante, obedecendo ao comando da professora. • Integração: Cante uma música com som baixo e grave, e outra com som baixo e agudo. Depois, com som alto e grave e com som alto e agudo, com o corpo fazendo o movimento certo com o corpo. • Final: Todos deitados, cantam de boca fechada (murmurando), bem baixinho. 153
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    Sons vocais: curtoe longo • Formação: Em círculo, sentados. • Explique que os sons podem ser curtos e longos. Os sons curtos vão ser representados por um grilo (que faz cri – cri e pula). Os sons longos, por um besouro (que faz Bzz e voa). • Jogo: Emita sons curtos para as crianças repetirem pulando. Ex: lá-lá (2 pulos); pó,pó,pó (3 pulos). Depois, emita sons longos que as crianças repitam voando, isto é, correndo de braços abertos, Ex: vogais: aaaaa, eeee... • Integração: Crianças divididas em oito grupos. Cada grupo repete um dos sons emitidos pelo professor, acompanhados dos movimentos correspondentes. Ex: 1) ô,ô,ô,ô,ô: som grave, longo e alto (queixo junto ao corpo, voando de pé); 2) ô,ô,ô,ô,ô: som grave, longo e baixo (queixo junto ao corpo, voando abaixado); 3) mu-um: som grave, curto e alto (queixo junto ao corpo, pulando). 4) tô-tô: som grave, curto e baixo (queixo junto ao corpo, pulando abaixado, de cócoras). 5) bééééé: som agudo, longo e alto (queixo levantado, voando de pé). 6) sóóóóó: som agudo, longo e baixo (queixo levantado, voando abaixado). 7) lá-lá: som agudo, curto e alto ( queixo levantado, voando de pé). 8) mi-mi: som agudo, curto e baixo (queixo levantado, voando abaixado, de cócoras) • Final: Sentadas, as crianças deverão cantar e fazer os gestos de uma música qualquer, sem imitar a voz. Sons Onomatopaicos (vozes dos animais) • Formação: Círculo ou livre; de pé ou sentados. • Jogo 1: Conte uma história (O casamento da Dona Baratinha, por exemplo) e a cada animal que aparecer, as crianças fazem uma mímica e o som que emite. • Jogo 2: Um grupo deve fazer a mímica e o som, para o outro adivinhar que animal é. • Jogo 3: Um grupo faz apenas o som, para o outro adivinhar qual é o animal. • Final: Sentadas, as crianças deverão fazer os gestos de uma música, emitindo a voz de um animal. Ex: “miar”- Música: Atirei o pau no gato... 154
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    Sons do própriocorpo • Formação: Em círculo. • Proposta: Livremente, explore os sons do próprio corpo (assobiar, estalar os dedos, estalar a língua, estalar lábios, vibrar o nariz, ruídos com a boca, bater palmas, bater os pés...) • Jogo: Acompanhe uma música com palmas, estalando os dedos, batendo os pés etc. • Final: Em círculo, aos pares, dar saltos e uma criança escuta o coração da outra. Sons ambientais (na sala) • Proposta: Explore livremente sons na parede, portas, mesas e cadeiras usando o corpo, procurando sons graves e agudos, curtos e longos, altos e baixos. • Explore também, sons em copos, lápis, papéis etc... • Final: Cante uma música e acompanhe-a batendo os dedos na mesa ou o lápis no copo. Sons ambientais e do próprio corpo (voz) • Jogo1: Coloca-se uma música, as crianças batucam a vontade. • Jogo2: Batucada ordenada: A professora comanda com gestos para elevar, abaixar, cessar, iniciar, mais rápido, mais lento etc • Final: Disco de samba, batucada começa alto e termina baixo. Explorando instrumentos musicais • Sugestão de músicas: 1) A loja do mestre André. Foi na loja do Mestre André Que eu comprei uma flautinha, Flá, flá, flá, uma flautinha  Dão, dão, dão, um violão Plim, plim, plim, um pianinho Ai olé, ai olé!  Foi na loja do Mestre André!(Bis) Foi na loja do Mestre André Que eu comprei um tamborzinho, Dum, dum, dum, um tamborzinho Flá, flá, flá, uma flautinha  Dão, dão, dão, um violão Plim, plim, plim, um pianinho Ai olé, ai olé! Foi na loja do Mestre André! (Bis 155 Foi na loja do Mestre André Que eu comprei um pianinho, Plim, plim, plim, um pianinho Ai olé, ai olé! Foi na loja do Mestre André!(Bis) Foi na loja do Mestre André Que eu comprei um violão, Dão, dão,dão, um violão Plim, plim, plim, um pianinho Ai olé, ai olé!  Foi na loja do Mestre André!(Bis)
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    • Sugestão deatividade: confeccionar um violão com cartolina e trabalhando a técnica de enfiagem. 2) Vinheta Blém, blém (Passarinho, que som é esse?) • Helio Ziskind – Cd Meu pé meu querido pé. Sinopse: Essa música apresenta diferentes instrumentos musicais de uma forma bem divertida, convidando as crianças a identificá-los. LER E ESCREVER Pré-silábico 1 e 2 Essas são sugestões de atividades para intervenção nos referidos níveis, porém, vale ressaltar que esta separação foi feita apenas para fins metodológicos e não para fins classificatórios. • • • • • • • • • • • Trabalho intenso com os nomes das crianças, destacando as letras iniciais – atividades variadas com fichas, crachás e alfabeto móvel. Contato com variado material escrito: revistas, jornais, cartazes, livros, jogos, rótulos, embalagens, texto do professor e dos alunos, músicas, poesias, parlendas, entre outros. Observação de atos de leitura e escrita. Atividades para distinção de letras e numerais. Manipulação intensa do alfabeto móvel. Classificação de palavras ou nomes que se parecem – as que começam com a mesma letra, as que possuem o mesmo número de letras, palavras grandes e pequenas etc. Jogos diversos com letras e nomes: bingo; memória; quebra-cabeças variados com gravuras, nomes, letras. Jogos com cartões: parear cartões com nomes iguais; parear cartões com letras; parear cartões com desenhos. Jogos com alfabeto móvel. Reescrita com representação através de desenhos do texto trabalhado. Autoditado e escritas espontâneas. 156
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    Silábico • Escrita e recebimentode cartas, avisos e outros. • Elaboração de textos coletivos. • Leitura de poesias, músicas, parlendas, histórias e outros textos significativos e previamente memorizados. • Identificação de frases pelo seu correspondente oral. • Análise sonora sobre as iniciais dos nomes próprios e palavras significativas. • Desmembramento oral dos nomes e das palavras em sílabas; pronúncia pausada das palavras, solicitando aos alunos que contem os pedacinhos. • Classificação de palavras com o mesmo número de sílabas que iniciam com a mesma letra. • Completar lacunas em textos e palavras. • Autoditado, listas, escritas espontâneas diversas. • Atividades para trabalhar com rimas, sons iniciais, finais e medianos das palavras. • Colocar letras em ordem alfabética. • Montar, com o alfabeto móvel, nomes e palavras livremente. • Varal de letras. • Completar palavras com a primeira letra (usar o alfabeto móvel). • Contar o número de palavras de cada frase. Silábico-alfabético • Jogos e atividades variadas com alfabeto móvel e sílabas móveis. • Caça-palavras. • Cruzadinhas. • Produção de textos coletivos. • Montagem e escrita de pequenas estruturas linguísticas. • Escrita de cartas, bilhetes, listas, ... • Análise e síntese de palavras significativas. • Escritas espontâneas, autoditado. • Oficina de histórias, reconto, reescrita. • Recorte de figuras ou palavras para montagem de álbuns ou dicionários. • Reestruturar frases de poesias, parlendas ou músicas que já saibam de cor. • Localizar palavras num texto, copiá-las separando suas sílabas num diagrama. Alfabético • Atividades com alfabetos variados (tamanho, forma, letra, material) para montagem de palavras ou frases mediante desafios. • Atividades para completar a primeira ou a última sílaba dos nomes ou palavras com material concreto (fichas, jogos). • Ligar nomes às sílabas iniciais. • Completar fichas de palavras com as letras que faltam (usando o alfabeto móvel). • Classificar palavras com o mesmo número de sílabas. • Separar palavras em sílabas (com fichas para recortar e colar ou por escrito). • Separar e registrar o número de sílabas das palavras da frase. • Escrita de palavras e nomes que iniciam ou terminam com uma determinada sílaba. • Reconhecimento de palavras, frases ou letras no texto. • Separar frases em palavras. • Escolher palavras do texto e elaborar pequenas frases. • Remontar do texto com fichas de frases ou palavras. 157
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    ALFABETO MÓVEL • Apresentar o alfabeto móvel para os alunos, manusear as letras com as mãos e senti-las. Depois, no próprio material, com os dedos, fazer os movimentos corretos da escrita da letra. • Trabalhar a forma de escrita das letras através do alfabeto móvel, usando como recurso a modelagem em massinha ou argila, da colagem de grãos ou areia, etc. • Formar o próprio nome e dos colegas. • estacar letras iniciais e finais do nome ou palavras e compará-las. • Fixar, na sala de aula, cartaz com o nome de todos os alunos da classe em ordem alfabética, destacando a letra inicial. Solicitar que escrevam dois, três ou quatro nomes dos amigos e escrevam utilizando o alfabeto móvel. • Autoditado: Formar palavra frente à imagem ou figura. • Letrinha fujona: Omitir letra para ser completada na formação da palavra. • Letrinha intrometida: Apresentar palavras com letra que não pertence a ela e solicitar à criança que descubra qual é a letra que não pertence aquela palavra. Usar lista de apoio. • Troca-troca de letrinhas: Selecionar uma palavra. Distribuir uma letra para cada criança que deverá ser fixada no corpo, formando a palavra escolhida. O restante da classe deverá formar a mesma palavra com o alfabeto móvel. Pedir que as crianças troquem de lugar formando uma nova palavra. A mesma troca de posição deverá ser feita com o alfabeto móvel pelo restante da classe. Exemplo: gato/pato – lama/alma – janela/panela – bola/cola. • Colocar o alfabeto na sequência correta à vista do modelo. • Abraço das letrinhas: Solicitar que cada criança escolha uma letra do seu alfabeto móvel. Pedir que circulem pela sala e procurem o amiguinho que tem a mesma letra. Quando se encontrarem, dar um abraço. • O professor fala o nome de uma letra e as crianças retiram do alfabeto móvel a letra solicitada. Pedir que falem palavras que os nomes comecem com essa letra. • Propor a construção das palavras significativas, observando a quantidade de letras, as que se repetem e outras palavras que podem ser formadas a partir dela. • Escrever palavras do mesmo campo semântico. Usar lista de apoio. • Jogo da memória: Agrupar as crianças em duplas. Espalhar sobre a mesa dois jogos do alfabeto móvel. Memorizar o lugar de cada letra. Virar os cartões e pedir que encontrem os pares das letras iguais. 158
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    • Distribuir acada criança a ficha com seu nome ou com palavras significativas. Peça que todos reproduzam o que está escrito com o alfabeto móvel. O processo deve ser auxiliado com questionamentos. Exemplos: “Tem certeza de que é essa letra?” ou “A letra está na posição correta?” • Escrever o nome de músicas, poesias, histórias que estão sendo trabalhas com o alfabeto móvel. • Separar do alfabeto as vogais e fazer uma lista de palavras iniciadas pelas mesmas. • Estimular o exercício da escrita espontânea, usando como recurso o alfabeto móvel. • Escrever uma palavra e pedir que as crianças copiem utilizando o alfabeto móvel. Depois realizar a análise da mesma quanto ao número de letras, letra inicial, letra final e letras iguais. • Classificar letras segundo número de aberturas, curvas ou retas. Obs: À medida que as crianças evoluem em suas hipóteses de escrita, pode-se utilizar as mesmas sugestões de atividades aumentando o grau de complexidade, como por exemplo, utilizar um jogo com sílabas ao invés de letras. CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA • Exercícios fonoarticulatórios: indicados para exercitar as áreas específicas que influenciam na produção da fala: os lábios, a língua, o palato, a mandíbula e as bochechas. • Imitar o motor de um carro, vibrando com os lábios. • Fechar a boca, apertando bem os lábios. • Projetar os lábios fazendo “bico” e movê-los para a direita e para a esquerda. • Imitar vozes de animais. • Rir exageradamente. • Passar a língua nos lábios, em movimento de rotação. • Abrir a boca e tocar com a língua o lábio superior, o lábio inferior e os cantos da boca. • Fechar a boca e, com a língua, empurrar a parte interna da bochecha direita e da bochecha esquerda. • Estalar a língua. • Colocar a língua para fora e recolhê-la lentamente ou rapidamente. • Imitar um gatinho bebendo leite. • Bocejar, fazendo de conta que está com sono. • Dar gargalhadas. • Com a boca aberta, inspirar pelo nariz e expirar rapidamente pela boca. • Passar a ponta da língua no palato, de dentro para fora. • Estalar a língua imitando cavalinho. • Inflar as bochechas e pressioná-las com as mãos, mantendo a boca fechada. • Encher a boca de ar, antes de um lado e depois do outro. • Assoprar, evitando que as bochechas se inflem. • Massagear externamente as bochechas com as mãos. 159
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    - Exercícios respiratórios:indicados para desenvolver hábitos corretos de respiração, propiciando melhor ritmo de fala e melhor emissão dos fonemas e de uma voz mais natural. - Soprar tiras de papel, penas, algodão, língua de sogra, bexigas, bolinhas de sabão, barquinhos de papel e ou bolas de isopor em vasilha com água. - Soprar, através de canudos, no espelho, tentando deixar marcas. Atividades de rimas, aliterações, consciência de sílabas e de palavras • Bater palmas correspondentes aos números de sílabas de palavras e frases. • Dizer palavras que comecem ou terminem com determinada sílaba. • Fazer perguntas que exijam reflexão sobre as sílabas: Ex: “Quantas vezes eu abro a boca para dizer a palavra PATO?” • Diga e toque: • Apresente para as crianças as seguintes rimas em forma de um jogo que pode ser repetidas várias vezes de maneira lenta e depois rápida. Diga “ré”, toque o pé. Diga “pelo”, toque o cabelo. Diga “aço”, toque o braço. Diga “fecho”, toque o queixo. Diga “abelha”, toque a orelha. Diga “desça”, toque a cabeça. Diga “pão”, toque a mão. • Quando as crianças adquirirem mais experiências com as rimas, dê a pista e deixe que elas digam a palavra: “Diga pão, toque a __________”. • Canções com onomatopeias: • Cante “canções que tenham onomatopeias, como a cantiga popular “No sítio do seu Lobato” ou “O Relógio” (Vinícius de Moraes). • Descubra a resposta: • Apresente questionamentos cujas respostas devem rimar com a última palavra da pergunta. Exemplos: - O que Marieta guarda dentro da gaveta? 1) Uma revista em quadrinhos. 2) A sua primeira chupeta. 3) Um cachorrinho pequeno. 160
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    - O queJoão tem embaixo do colchão? 1) Um livro de estimação. 2) Um papel de presente. 3) Uma carta de amor. • Segmentação de frases. - O professor fala uma frase. Em seguida, a repete omitindo a última palavra e escolhe uma criança para dizer a palavra que faltou (que foi omitida). Ex: Minha irmã gosta de comer macarrão. Minha irmã gosta de comer... (Criar o número de frases correspondente ao número de alunos da classe). • Classificação de figuras conforme o início de seus nomes falados. - Material: Cartões com diferentes inícios escritos (Ex: “bo”, “ca”, “ma”) e cartas contendo cada qual uma figura. - Desenvolvimento: Distribua às crianças cartas com figuras de objetos cujos nomes aliterem. O professor estipula um local para que as cartas sejam agrupadas. Cada criança deve pegar a sua carta, dizer o nome da figura e enfatizar a aliteração. Depois, colocar a carta no local correspondente. • Contagem de sílabas durante a nomeação oral de figuras - Material: Cartas com figuras e caixa. - Desenvolvimento: Disponha as crianças em círculo e, no centro, coloque uma caixa com as cartas. Cada criança, na sua vez, retira uma carta e deve dizer o nome da figura e, em seguida, deve repeti-lo, batendo palmas a cada sílaba para mostrar quantas sílabas o nome da figura tem. • Mostre um objeto e peça que as crianças digam o nome e quantos “pedacinhos” (sílabas) têm. (mostrar vários objetos). “Vamos dizer o nome do objeto, acompanhando com batidas de pé cada pedacinho.” 161
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    Atividades para desenvolverhabilidades motoras, perceptivas e cognitivas. 1) Jogo das diferenças Habilidade desenvolvida: Memória visual Material- Pares de cartelas: a primeira com uma figura e a segunda com a mesma figura, mas faltando algum detalhe. Exemplo: Como jogar: Mostre a primeira cartela e peça para que as crianças observem e identifiquem a figura. A seguir, mostre a outra cartela e pergunte: — As duas são iguais? — O que está faltando? Se necessário, mostre as duas cartelas ao mesmo tempo. 2) Futebol de sopro. Habilidade desenvolvida: Controle da respiração e capacidade espacial. Materiais: Mesa; pote de sorvete vazio; canudinhos; bolinha de isopor pequena ou de pingue-pongue. Como jogar: Coloque o pote de sorvete sobre a mesa como se fosse o gol. Um aluno será o goleiro e tentará defender soprando, através do canudinho, a bolinha para longe. Outro aluno será o atacante que tentará soprar a bolinha com o canudinho para dentro do gol. 162
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    3) Basquete comcaixas. Materiais: Caixa de papelão; bolas de papel amassado; fita crepe. Habilidade desenvolvida: Noção de distância. Como jogar: Demarque o ponto de arremesso com uma fita crepe no chão. Coloque a caixa de papelão a uma distância apropriada. A criança arremessa a bola tentando acertar a caixa. 4) oleibol com bexiga V Habilidade desenvolvida: Destreza, reflexo, paciência Material: Bexigas. Como jogar: Os alunos ficam dispostos em uma roda e passam a bexiga para o colega da direita apenas usando o dedo indicador, sem deixá-la cair. Depois que os alunos demonstrarem maior segurança realize a brincadeira com 2 ou 3 bexigas ao mesmo tempo. 163
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    5) Esconde- escondediferente. Habilidade desenvolvida: Percepção visual, memória visual. Material: Armário. Como jogar: Organize as crianças em círculo. Escolha uma delas para sair da sala em companhia de uma educadora e aguardar. Outra criança é escolhida para esconder-se atrás do armário. A criança que estava do lado de fora é chamada e tenta adivinhar quem está faltando na roda. Caso tenha dificuldade, ofereça dicas. 6) Gincana dos chinelos. Habilidade desenvolvida: Destreza, discriminação visual, reconhecimento dos seus pertences. Materiais: Chinelos, fita crepe Como jogar: Num dia quente, em que todos os alunos tenham trazido seus chinelos, organize duas filas com quantidades iguais de crianças. Os chinelos serão amontoados. Trace a linha de partida. Ao seu comando, os primeiros da fila deverão correr até os chinelos, localizar o seu par, colocá-lo no pé e voltar para o final da fila. A próxima criança faz o mesmo até acabarem os chinelos. • Sugestões de sites para o professor: http://guiadobebe.uol.com.br http://sitededicas.uol.com.br http://estimulando.com.br http://taturana.com/cantigas/html http://nordesteweb.com/nejunino.htm 164
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    Parte IV 165 Encarte deHistórias Encarte de Histórias
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    Dia de sol,noite de lua Certa vez, o dia amanheceu com uma vontade repentina de conhecer a noite. Ficou pensando no que faria para acabar com a sua curiosidade. Resolveu pedir ajuda para a coruja que recebeu a missão de observar com detalhes tudo o que acontece durante a noite e contar para ele depois. E assim ela o fez. Ao voltar para o seu ninho, pela manhã, encontrou o dia pronto para ouvir as novidades. A coruja, mesmo com sono (pois ela dorme durante o dia) começou a contar. Disse que durante a noite o silêncio é grande. O céu escurece e fica todo enfeitado com pontinhos brilhantes chamados de estrelas, e, em meio a elas, surge a mais bela de todas as coisas noturnas- a lua! Linda! Às vezes tímida, aparece só pela metade. Às vezes imponente e brilhante, empresta sua luminosidade à noite. A maioria dos animais dorme e das pessoas também. Apenas algumas trabalham. O sol, que é muito amigo do dia e estava a seu lado nessa hora, ouviu tudo e ficou muito interessado. Principalmente na lua que lhe pareceu tão bela. Sentiu vontade de conhecê-la. Pediu então permissão ao dia para visitar a noite, mas soube que isso seria impossível. Vendo o sol tão triste, o dia pediu à coruja que também contasse para a noite as coisas lindas que aconteciam durante o dia e a convidasse para uma visita. É claro que a lua e as estrelas também seriam convidadas. A coruja assim o fez. Logo que a noite surgiu, a ave pôs-se a falar sobre o dia. Contou sobre os muitos sons que ouvimos, o grande movimento de pessoas para lá e para cá. E o mais importante... O calor agradável e o brilho maravilhoso do sol! No mesmo instante, a lua, que é a melhor amiga da noite, sentiu vontade de conhecer esse tal sol. Mas também soube que seria impossível. O sol e o dia jamais poderão encontrar-se com a lua e a noite. Encarte de Histórias Porém, a lua que é muito teimosa, descobriu uma maneira de, ao menos de vez em quando, dar uma olhadinha no sol. Sabem o que ela faz? Esconde-se atrás das nuvens e quando a noite se vai e o dia chega, ela fica no céu dando uma espiadinha. Depois ela vai embora antes que a noite perceba. Então, se alguma vez vocês olharem para o céu e avistarem, de um lado o sol e do outro a lua, saberão que é pura traquinagem dessa menina curiosa e apaixonada. Autora: Nerlí de Lourdes Cesarino Vieira 166
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    Um dia especial. Certodia, Camila pediu à mamãe que a levasse até o sítio do vovô Gabriel. Pelo caminho viu vários animaizinhos: vaca, cavalo, porquinho, pintinho, tinha até um cabritinho. O vovô esperava-a com carinho, para juntos irem até a cachoeira (barulho de água- chuá, chuá, chuá). Depois Camila andou no cavalo (barulho andar do cavalo – estalar a língua), ele era muito mansinho. Foi ao curral tomar leite quentinho (barulho engolindo – glup, glup, glup) e visitou o galpão onde a vovó fazia os queijos e comeu um pedacinho (barulho mastigando – nhoc, nhoc, nhoc). Brincou com seu primo de carrinho (barulho de carro – vrum, vrum, vrum), vendo ao longe os tratores que ajudam a cuidar da terra com carinho. Queria continuar brincando, mas a chuva começou cair (barulho de chuva – plic, plic, plic), foi quando deu três espirros (barulho de espirro - atchim, atchim, atchim). Era preciso para casa voltar, já estava anoitecendo quando ouviu o barulho da coruja e dos passarinhos (barulho de pássaro - piu, piu, piu). Camila gostou do passeio, despediu-se da vovó e do vovô com muitos beijinhos (barulho de beijo – smac, smac, smac). Ao escurecer, o papai veio buscá-la. Camila prometeu voltar nas férias para mais uma aventura. 167 Encarte de Histórias Autora: Maria Antonia Rosa Alves
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    Uma surpresa paraMário Um menino chamado Mário ficava todos os dias na janela do seu quarto olhando as aves que faziam piruetas no céu (folha de sulfite dobrada ao meio movimentando-se). Ele gosta muito de brincar na sua casa com seus coleguinhas Lucas, Tainá, Gabriel e Camila (dobradura da casinha). Depois de chegar da escola, Mário tomou um banho esfregando seu corpinho com muito carinho: mãos, pés, pernas, braços, orelha, pescoço, enquanto esfregava cantava: Meu corpinho bonitinho, Tenho que esfregar, esfregar Ele vai ficar limpinho E a mamãe vai elogiar. (Melodia: Meu pintinho amarelinho) Depois enxugou com uma toalha macia (sulfite dobrado em quatro partes) e pediu à mamãe que, por favor, pendurasse-a no varal (sulfite aberto segura nas duas pontas e assopra). A mamãe preparou um leite quentinho, Mário disse muito obrigado e tomou todinho. Depois escovou os dentes e deitou-se em sua cama, dormindo rápido. Então sonhou que estava navegando pelas águas de um rio a bordo do seu barquinho (dobradura do barco). O barco ia de um lado para outro sem parar, repentinamente, nuvens escuras cobriram o céu (barulho de trovão – cabrum, cabrum, cabrum) e começou a chover muito forte (chú, chú, chú). O barco enfrentava uma tempestade quando bateu numa pedra perdendo um pedaço (rasga uma parte do lado direito), ele vira e perde outros dois pedacinhos (rasga uma parte do lado esquerdo e a ponta de cima). Nesse instante, Mário acorda e vê o pôr- do sol, a chegada de um novo dia e que tudo não passou de um sonho. Sua família entra no quarto e todos cantam “parabéns pra você nesta data querida, muitas Encarte de Histórias felicidades, muitos anos de vida”. É um grande dia para Mário, é o dia do seu aniversário! A mamãe lhe dá um beijo, papai um abraço, os amiguinhos um cheirinho e a vovó um presente: uma linda camisa (abre o barco que foi rasgado). Mário sentiu-se feliz por ser muito amado. — Como é bom estarmos com pessoas queridas ao nosso lado. Autora: Adaptado por Maria Antonia Rosa Alves 168
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    Ginástica historiada: Passeiono parque Orientação: crianças em pé, em círculo, tendo a professora como orientadora para a realização dos movimentos. Certo dia, estava Camila a brincar, quando mamãe convidou: — Vamos passear, pelo parque vamos caminhar. Caminharam, caminharam até avistar: — Um lago! Vamos de pedalinho brincar? Pedalaram, pedalaram sem parar. (crianças sentam-se no chão com as pernas para cima e realizam o movimento como se estivessem pedalando) — Ufa, vamos continuar. (levantam-se e continuam com o movimento de marcha). Caminharam, caminharam até avistar: — Quantas árvores! Vamos de esconde-esconde brincar? Esconderam-se, esconderam-se sem parar. (sentam-se no chão com as pernas flexionadas, abaixam o corpo escondendo o rosto). — Ufa, vamos continuar. (levantam-se e continuam com o movimento de marcha). Caminharam, caminharam até avistar: — Um parque! Vamos ao balanço brincar? Balançaram-se, balançaram-se sem parar. (em pé, devem esticar os braços fazendo movimento de onda do lado esquerdo e do lado direito 3 vezes). — Ufa! Vamos continuar. (levantam-se e continuam com o movimento de marcha). Caminharam, caminharam até avistar: — Uma casinha! Vamos nela entrar? Entraram e ouviram um barulho estranho aumentando, aumentando... — Vamos correr! Não quero mais brincar! (em pé, fazem movimentos como se estivessem correndo). — Ufa! Quero para casa voltar! se e têm a oportunidade de relatar/argumentar sobre o barulho) — Pode ser, mas para lá eu não quero mais voltar. Autora: Maria Antonia Rosa Alves • Sugestão: Para esse momento de volta à calma, realize uma atividade de relaxamento. Use um CD com música instrumental. 169 Encarte de Histórias Intervenção do professor: — Vocês sabem de quem era aquele barulho? (as crianças sentam-
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    Ginástica historiada: Fogono circo. O circo estava armado no centro da praça. A lona era muito grande, muito grande mesmo (o professor abre os braços para dar ideia do tamanho da lona e as crianças imitam). Lá dentro havia uma porção de bichos: leão, tigre, girafa, cavalo, onça, urso e um macaco. Era noite e estava escuro. Os bichos estavam todos dormindo. Não se ouvia nenhum barulho. Quem tomava conta do circo de noite era o Sr. João, um velhinho que sempre levava na mão uma lanterna acesa. Seu João estava sentado e ouviu um barulho. Ele se levantou e foi andando devagarzinho, assim na pontinha dos pés. (deslocamento de todo o grupo). Começou a sentir cheiro de queimado e foi andando mais depressa (marcha), mais depressa, mais depressa... Começou a correr na direção do barulho e viu um fogo ainda pequenininho. Voltou correndo e passou assim, por baixo dos bancos (quadrupedismo). Para chegar mais depressa à rua, gritou:- O circo está pegando fogo, o circo está pegando fogo! Começou a juntar gente e logo chegaram os bombeiros. Vieram muitos carros, e os bombeiros puseram as escadas e foram subindo (mímica de subir escadas) e começaram a jogar água na fogueira que já estava muito grande. Os leões urravam (imitar), os cavalos relinchavam, os tigres rugiam, os macacos guinchavam. Os pobres macacos, que estavam presos nas jaulas, começaram a pular de um lado para outro (saltar), pois o fogo já estava perto deles. Seu João veio abrir as jaulas. Os macacos subiram pelas grades e começaram a atravessar o circo de um lado para o outro, caminhando por cima de um arame (equilibrar), com muito cuidado para não cair, até chegarem onde não havia mais fogo (colocar no chão uma corda para as crianças andarem em cima). Os macacos também quiseram ajudar e começaram a jogar (lançar) tudo para fora do circo. Jogaram as bolas, os arcos, as roupas. Tudo que encontraram eles foram jogando. Então os bombeiros apagaram o fogo. Os carros começaram a voltar para o quartel dos bombeiros. Iam correndo pelas ruas (correr), com a sirene tocando assim (correr imitando barulho da sirene). Lá no circo, já estava tudo calmo outra Encarte de Histórias vez. Seu João, que tinha tomado um grande susto, agora estava contente, porque tinha salvo todos os bichos. E foi feliz para casa andando (marcha final com todas as crianças cantando). Gerusa Rodrigues Lima Pinto e Regina Célia Villaça 170
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    Um dia Chuvoso Nosábado Lucas acordou cedo, cheio de energia e com muita vontade de brincar. Mas, ao sair da cama, ouviu um barulho assim: Chuáááá, chuááááá!!! (as crianças imitam o barulho) Intervenção do professor (Que barulho é esse?) Estava chovendo! E não era uma chuva qualquer. Era forte mesmo! De repente, um barulho ainda maior: Cabrum!!!! Cabrum!!!!!! (as crianças imitam o barulho) Intervenção do professor (Que barulho é esse?) Lucas assustou-se com o trovão e voltou para a cama. E os barulhos continuavam: Chuááá, chuááá, cabrummmm!! A mãe de Lucas entrou no quarto e, percebendo que ele estava triste por não poder brincar lá fora, disse: — Não se preocupe, meu querido. Vou preparar um bolo gostoso para comermos enquanto a chuva não para. Do quarto Lucas ouviu outro barulho. Trêêêêêê, trêêêêê!!!! (as crianças imitam o barulho) Intervenção do professor (Que barulho é esse?) Era sua mãe que já estava com a batedeira ligada preparando o bolo. Não demorou e um cheirinho gostoso invadiu o quarto. Ele então se levantou e foi tomar um delicioso café da manhã. Ao terminar olhou pela janela e ouviu apenas: Plic, plic, plic (as crianças imitam o barulho) Intervenção do professor (Que barulho é esse?) Lucas correu para brincar. Autora: Nerlí de Lourdes Cesarino Vieira 171 Encarte de Histórias Eram apenas algumas gotinhas que pingavam das árvores. A chuva já havia passado.
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    Referências Bibliográficas ARRIBAS, T.L. [et al]; trad. Fátima Murad. Educação Infantil: desenvolvimento, currículo e organização escolar. Porto Alegre: Artmed, 2004. / BARUERI. Secretaria de Educação Infantil. Plano de Referência para a Educação Infantil. 2003. / BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília, 1998. / BRITO, T. A. de. Música na Educação Infantil: propostas para a formação integral da criança. São Paulo: Peirópolis, 2003. / CAPOVILLA, A. G. S; CAPOVILLA, F. C. Alfabetização: método fônico. 3.ed. São Paulo: Memmon, 2004. / CENTURIÓN, M. et al. Vai começar a brincadeira: maternal. São Paulo: FTD, 2007. (Coleção vai começar a brincadeira). / FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999. / GURMINI, J. Fundamentos biológicos do desenvolvimento infantil. Curitiba: IESDE, 2003. / KAMII, C. A criança e o número. 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Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Porto Alegre: Artmed, 2000. (Coleção matemática de 0 a 6). / ________________ . Resolução de problemas. Porto Alegre: Artmed, 2000. (Coleção matemática de 0 a 6). / TILLMAN, D. Atividades com valores para crianças de a 6 anos. São Paulo: Brahma Kumaris, 2002. / VILLABA, A. M. Brincar com papel. São Paulo: Caramelo, 2006. (Coleção fazendo arte com Barney). Livros para leitura BELLINGHAUSSEN, I. B. O mundinho. São Paulo: DCL, 2008 / BELLINGHAUSSEN,I. B. O mundinho azul. São Paulo: DCL, 2004. / BELLINGHAUSSEN, I. B. Vamos abraçar o mundinho. São Paulo: DCL, 2007. / BELINKY, T. Dez sacizinhos. São Paulo: Paulinas, 2007. / BOURGUIGNON, L. No coração e na bolsa. São Paulo: Brinque Book, 2008. / BRAIDO, E. A noite e o dia. São Paulo: FTD, 1999. / BRAIDO, E. A lagarta e a borboleta. São Paulo: FTD, 2001. / BRAIDO, E. A semente e o fruto. São Paulo: FTD, 1994. / BRAIDO, E. As gotinhas e o arco-íris. São Paulo: FTD, 2001. / BUTTERWORTH, N. Terra Maravilhosa. São Paulo: Callis, 1993. / CARDOSO, L. C. Amanda no país das vitaminas. São Paulo: Ed. Do Brasil, 1998. / DIDIER, L. Enganei o bicho-papão! Os cinco sentidos. São Paulo: Scipione, 2004. / EMBERLEY. E. Desenhando com os dedos. São Paulo: Panda Books, 2004 / EMBERLEY, E. Desenhando faces. São Paulo: Panda Books, 2007. / FALCONER. I. Olivia. São Paulo: Globo, 2001. / FILHO, M.C.O. O caso da lagarta que tomou chá-de-sumiço. São Paulo: Brinque Book, 2007. / FILHO, M. C. O. O caso das bananas. São Paulo: Brinque Book, 2003. / HARRISON, J. Quando mamãe virou um monstro. São Paulo: Brinque Book, 1996. / HEINE, H. Amigos. São Paulo: Ática, 2000. / KING, S. M. Pedro e Tina: uma amizade muito especial. São Paulo: Brinque Book, 1999. / KOZMINSK, E. L. As três partes. São Paulo: Ática, 1998. / LACOCCA, L.; LACOCCA, M. CLACT... CLACT... CLACT... São Paulo: Ática, 2008. / LEWIS, R. Amigos. São Paulo: Martins Fontes, 2001. / MCBRATNEY, S. Adivinha o quanto eu te amo. São Paulo: Martins Fontes, 1999. / MACHADO, A. M. Menina bonita do laço de fita. São Paulo: Ática, 1996. / MANNING, M.; GRANSTRON, B. Sai Sujeira. São Paulo: Ática, 1993. / ORTHOF, S. Se as coisas fossem mães. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. / OTERO, R.; RENNÓ, R. Ninguém é igual a ninguém. São Paulo: Ed. Do Brasil, 1994. / POPOV, N. Por quê? São Paulo: Ática, 2000. / ROCHA, R.; CASTANHA, M. A primavera da lagarta. Belo Horizonte: Formato, 1999. / ROCHA, R.; ROTH, O. Azul e lindo; planeta Terra, nossa casa. São Paulo: Moderna, 2008. / ROCHA, R. O coelhinho que não era de Páscoa. São Paulo: Salamandra, 1994. / ROCHA. R. Quem tem medo de cachorro. São Paulo: Global, 2002. / ROCHA, R. Quem tem medo de monstro. São Paulo: Global, 2001. / RUSSELMAN, A. Notícias da rua dos dentes de leite. Ática,1993. / SÁ, E. Dona Galinha e Ovo de Páscoa. São Paulo: Scipione, 1996. / STRANCHAN, L. Qual é a cor do amor? São Paulo: Brinque Book, 2005. / TAMBORLIM, N. M. Aventura da bolinha azul. 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