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Guia de Planejamento e
  Orientações Didáticas
Professor Alfabetizador – 1º ano
governo do estado de são paulo
                        secretaria da educação
           fundação para o desenvolvimento da educação




      Guia de Planejamento e
       Orientações Didáticas
    Professor Alfabetizador – 1o ano



PROFESSOR(A): _____________________________________________________________

TURMA:_____________________________________________________________________




                             São Paulo, 2011
Governo do Estado de São Paulo
                                                                                                     Agradecimentos
                       Governador
                     Geraldo Alckmin

                      Vice-Governador                                       Esta publicação contou com a preciosa participação
                 Guilherme Afif Domingos                                    de autores, editores e colaboradores que cederam seu
                                                                            trabalho sem ônus algum para a SEE. Gostaríamos de
                Secretário da Educação                                      agradecer:
            Herman Jacobus Cornelis Voorwald
                                                                            À equipe do ISA – Instituto Socioambiental, pelos diver-
                    Secretário-Adjunto                                      sos textos de seu site que aqui reproduzimos;
                João Cardoso Palma Filho
                                                                            À editora Terceiro Nome e Renata Meirelles, por seu
                    Chefe de Gabinete                                       texto e foto sobre piões dos Galibis do Oiapoque do
                     Fernando Padula                                        livro Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras
                                                                            dos meninos do Brasil.
     Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas
               Maria de Lourdes Rocha                                       À editora Peirópolis e Adelsin pelos textos e ilustrações
                                                                            de Barangandão Arco-íris – 36 brinquedos inventa-
                                                                            dos por meninos e meninas.
      Coordenador de Ensino da Região Metropolitana
                  da Grande São Paulo
                                                                            Editora Berlendis Vertechia, Bruno Berlendis Vertechia
               José Benedito de Oliveira
                                                                            e Luiz Donizete Grupioni, por autorizarem a reprodução
                                                                            de trechos do livro Viagem ao mundo indígena.
            Coordenador de Ensino do Interior
           Rubens Antônio Mandetta de Souza
                                                                            À Revista Ciência Hoje e Carlos Fausto, por ceder o
                                                                            texto A outra história do descobrimento do Brasil.
Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação
                    José Bernardo Ortiz                                     Ao escritor Waldemar de Andrade e Silva, pelos textos
                                                                            Mandioca – o pão indígena, Mavutsinim, o primeiro
           Diretora de Projetos Especiais da FDE                            homem, Guaraná, a essência dos frutos e Mumuru,
                Claudia Rosenberg Aratangy                                  a estrela dos lagos.

                                                                            À Secretaria Municipal de Educação de São José do Rio
                                                                            Preto, por ter cedido trechos do seu material de 1o ano
                                                                            para compor o presente Guia.




                  Este material foi impresso pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, por meio da
             Fundação para o Desenvolvimento da Educação, para uso da rede estadual de ensino e das prefeituras
               integrantes do Programa de Integração Estado/Município – Ler e Escrever, com base em convênios
                 celebrados nos termos do Decreto Estadual 54.553 de 15/07/2009 e alterações posteriores.




                                    Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas

                                      São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.
                            S239L         Ler e escrever: guia de planejamento e orientações didáticas;
                                      professor alfabetizador – 1o ano / Secretaria da Educação, Fundação para o
                                      Desenvolvimento da Educação; concepção e elaboração, Claudia Rosenberg
                                      Aratangy... [e outros]. - São Paulo : FDE, 2011.
                                          208 p. : il.

                                           1. Ensino Fundamental 2. Ciclo I 3. Leitura 4. Atividade Pedagógica
                                      5. Programa Ler e Escrever 6. São Paulo I. Título. II. Fundação para o
                                      Desenvolvimento da Educação. III. Aratangy, Claudia Rosenberg.

                                                                                    CDU: 372.4(815.6)
Prezada professora, prezado professor

     De acordo com a Lei no 11.274/2006, o Ensino Fundamental passou a ter 9 anos,
incluindo-se assim as crianças de 6 anos no Ciclo I. Na rede pública de São Paulo, a delibe-
ração CEE no 73/2008 regulamentou a implantação do Ensino Fundamental de 9 anos. Em
2009, a implantação ocorreu em alguns municípios; em 2010 toda a Rede recebeu alunos
no 1o ano do Ensino Fundamental e, agora, em 2011, com a publicação do presente Guia,
os professores e alunos de 1o ano passam a fazer parte do Programa Ler e Escrever.

    Entendemos que todo processo de mudança requer um esforço adicional da equipe
escolar na adaptação de tempos e espaços para melhor atender as crianças. Isso requer
um compromisso da rede pública e seus gestores para oferecer acesso a um maior nú-
mero de crianças à escolaridade e para construção de uma educação de qualidade para
todos os cidadãos.

     Ao incluir o 1o ano no Ler e Escrever estamos dando um importante passo na melho-
ria do processo de alfabetização. Sabemos que, para as crianças pequenas, participar das
práticas sociais de leitura e escrita, conviver com leituras, livros, histórias, revistas, informa-
ções, num ambiente estimulante e convidativo, não “apressa” a aprendizagem da leitura e
da escrita, e sim, torna-o mais fácil e natural.

     A primeira parte deste texto traz orientações gerais sobre o primeiro ano, abordando as
características das crianças desta faixa etária, a organização da rotina, o modelo de ensino
e a concepção de aprendizagem.

    Na segunda parte encontra-se o quadro com tudo que se espera que as crianças apren-
dam ao longo deste ano. Tanto a primeira quanto a segunda partes já são conhecidas de
muitos educadores, pois estiveram disponíveis em versão eletrônica.

     A terceira parte traz os projetos e atividades que concretizam as expectativas de apren-
dizagem em situações didáticas.

     Esperamos que este material ajude não apenas a planejar seu dia a dia com seus alu-
nos, mas, principalmente, a tornar este primeiro ano da escolaridade obrigatória um ano de
experiências de sucesso que torne as crianças confiantes na sua capacidade de aprender
e os professores seguros em suas competências de ensinar.

     Bom trabalho!



                                                            Secretaria do Estado da Educação
Calendário Escolar 2011
         JANEIRO                              FEVEREIRO                             MARÇO                                    ABRIL
	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S                 	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S                 	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S                    	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S
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              MAIO                              JUNHO                     JULHO                                               AGOSTO
	D	      S	 T	 Q	 Q	 S	 S            	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S      	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S                               	D	      S	 T	 Q	 Q	 S	 S
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         SETEMBRO                  OUTUBRO                                          NOVEMBRO                               DEZEMBRO
	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S      	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S                            	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S                    	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S
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                                        Calendário Escolar 2012
          JANEIRO                              FEVEREIRO                           MARÇO                                      ABRIL
	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S                 	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S                 	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S                    	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S
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	 8	 9	 10	11	12	13	14	              	 5	 6	 7	 8	 9	 10	11	              	 4	5	 6	 7	 8	 9	10	                   	 8	9	    10	 11	12	13	14	
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           MAIO                                JUNHO                     JULHO                                             AGOSTO
	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S                 	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S     	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S                                	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S
			 1	 2	3	4	5	                      						            1	 2		 1	2	3	 4	5	6	7	                                     				        1	2	3	4	
	 6	7	8	 9	 10	11	12	                	 3	4	5	 6	 7	8	9	 	 8	 9	 10	 11	12	13	14	                                  	 5	6	7	 8	 9	 10	11	
	 13	14	15	 16	17	18	19	             	 10	11	12	 13	14	15	16	 	 15	16	17	 18	19	20	21	                            	 12	13	14	 15	16	17	18	
	 20	21	22	 23	24	25	26	             	 17	18	19	 20	21	22	23	 	 22	23	 24	 25	26	27	28	                           	 19	20	21	 22	23	24	25	
	 27	28	29	 30	31                    	 24	25	26	 27	28	29	30  	 29	30	31                                          	 26	27	28	 29	30	31



        SETEMBRO                  OUTUBRO                                          NOVEMBRO                 DEZEMBRO
	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S      	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S                            	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S      	D	 S	 T	 Q	 Q	 S	 S
							               1			 1	 2	 3	4	5	6	                                 					           1	 2	3	 							                1	
	 2	3	4	 5	6	7	8	 	 7	8	9	 10	11	12	13	                                   	 4	5	6	 7	8	9	       10		 2	3	4	 5	6	7	8	
	 9	10	 11	 12	13	14	15	 	 14	15	16	 17	18	19	20	                         	 11	12	13	 14	 15	16	17	 	 9	10	 11	 12	13	14	15	
	 16	17	18	 19	20	21	22	 	 21	22	23	 24	25	26	27	                         	 18	19	 20	 21	22	23	24	 	 16	17	18	 19	20	21	22	
	 23	24	25	 26	27	28	 29	 	 28	29	30	 31                                  	 25	26	27	 28	29	30      	 23	24	25	 26	27	28	29	
	 30                                                                                                	 30	31



    Feriados	                                                                                                              2011 | 2012

    Dia Mundial da Paz___________________________________ 1o janeiro    Revolução Constitucionalista______________________________ 9 julho
    Aniversário de São Paulo_____________________________ 25 janeiro    Independência do Brasil_____________________________ 7 setembro
    Carnaval_____________________________8 de março | 21 de fevereiro   Nossa Senhora Aparecida_____________________________12 outubro
    Paixão___________________________________22 de abril | 6 de abril   Finados__________________________________________ 2 novembro
    Páscoa___________________________________24 de abril | 8 de abril   Proclamação da República__________________________ 15 novembro
    Tiradentes___________________________________________ 21 abril      Dia da Consciência Negra___________________________ 20 novembro
    Dia do Trabalho_______________________________________ 1o maio      Natal___________________________________________25 dezembro
    Corpus Christi___________________________23 de junho | 7 de junho
Sumário
Calendário Escolar de 2011/2012 .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 9

Introdução  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .
          . .                                                                                                                                                                           12
  A criança e suas especificidades. .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                 12
  Modelo de ensino e aprendizagem.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                       13
  A ação do professor.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .               15
  Organização da rotina e as modalidades organizativas do tempo didático.  .  .  .  .  .  .                                                                                             15
  Os cantos de atividades diversificadas .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                        16
  Conteúdos e expectativas de aprendizagem.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                                   18


Expectativas de aprendizagem.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                20
  Língua Portuguesa. .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .               20
  Matemática .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .     24
  Ciências Naturais e Sociais (História, Geografia e Ciências Naturais). . . . . . . . . . .                                                                                            26
  Artes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .                                                        29
  Movimento, jogar e brincar .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                         30
  Avaliação das aprendizagens  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .
                                                     . .                                                                                                                                32


Situações de leitura e escrita de nomes .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 35
  O que os alunos aprendem nas situações de leitura e escrita de nomes .  .  .  .  .  .  .  . 35
Expectativas de aprendizagem abordadas.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 37
  Ler os nomes dos colegas da classe – dicas  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 37
                                                                                               . .
  Escrever os nomes dos colegas da classe – dicas .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 39
  Condições didáticas para as situações de leitura e escrita de nomes dos colegas da
    classe.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 40
Modelo de Atividade: Ler nomes dos colegas da classe .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 41


Situações de escrita pelo aluno .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                               45
  O que os alunos aprendem nas situações em que escrevem por si mesmos .  .  .  .  .                                                                                                    45
Expectativas de aprendizagem abordadas.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                              46
  Condições didáticas para as situações de escrita pelo aluno.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                                                       47
MODELO DE ATIVIDADE.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                    48
Situações de leitura pelo aluno  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .
                                             . .                                                                                                                                          53
O que os alunos aprendem nas aulas de leitura por si mesmos, antes que leiam
  convencionalmente .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                  54
Expectativas de aprendizagem abordadas.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                                55
  Ler antes de saber ler convencionalmente – dicas.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                                            56
  Condições didáticas para as situações de leitura do aluno .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                                                       58
MODELO DE ATIVIDADE: Organizar os versos de uma parlenda conhecida.  .  .  .  .  .  .  .  .                                                                                               59


Situações de ditado para o professor – produzir textos antes de
  saber escrever  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 63
                   . .
  O que os alunos aprendem nas situações em que ditam um texto para
    o professor.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 64
Expectativas de aprendizagem abordadas.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 65
  Condições didáticas para as situações de ditado para o professor ou produção oral
    com destino escrito .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 65
MODELO DE ATIVIDADE: Ditado para o professor de um bilhete para os pais.  .  .  .  .  .  . 66


Situações de leitura pelo professor .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                      70
  O que os alunos aprendem nas situações em que o professor lê para eles .  .  .  .  .  .                                                                                                 71
Expectativas de aprendizagem abordadas.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                                74
  Acompanhar a leitura do professor – dicas  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .
                                                       . .                                                                                                                                75
  Condições didáticas para as situações de leitura do professor .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                                                            76
MODELO DE ATIVIDADE: Leitura de conto pelo professor .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                                                     77


PROJETO DIDÁTICO
Brincadeiras tradicionais.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 81
Por que realizar um projeto de resgate das brincadeiras tradicionais.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                                                                       83
  O resgate das brincadeiras infantis e a aprendizagem da língua.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                                                               85
Expectativas de aprendizagem.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                               86
  Comunicar-se no cotidiano .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                            86
  Ler, ainda que não convencionalmente.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                             86
  Conhecer diferentes gêneros textuais.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                          87
  Produzir textos escritos ainda que não saiba escrever convencionalmente.  .  .  .  .  .  .                                                                                              87
  Uso de texto fonte para escrever de próprio punho .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                                             87
Produto final .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .   87
Organização geral do projeto  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 88
                                                          . .
Etapa 1: Apresentação do projeto e do produto final.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 89
  Atividade 1A: Apresentação do projeto.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 90
  Atividade 1B: Preparação de entrevistas sobre brincadeiras conhecidas dos
    familiares .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 91
  Atividade 1C: Elaboração de convites aos familiares que queiram ensinar uma das
    brincadeiras aos alunos.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 94
Etapa 2: Aprender brincadeiras a partir da leitura do professor .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 95
  Atividade 2A: Escrita do título de uma brincadeira, com análise coletiva .  .  .  .  .  .  .  . 96
  Atividade 2B: Leitura do professor das regras de uma nova brincadeira. .  .  .  .  .  .  .  . 98
  Atividade 2C: Desenho e legenda em duplas da brincadeira aprendida na aula
    anterior.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 101
  Atividade 2D: Leitura de texto instrucional para confecção de um brinquedo.  .  . 103
  Atividade 2E: Leitura de texto instrucional para confecção de um brinquedo e escrita
    em duplas de uma das instruções. .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 106
Etapa 3: Aprender novas brincadeiras a partir do relato oral de diferentes
  convidados .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 109
  Atividade 3A: Aprender uma brincadeira a partir do relato de um convidado.  . 109                                                                                         . .
  Atividade 3B: Ditado para o professor das opiniões a respeito da brincadeira .  . 111
  Atividade 3C: Escrita em duplas de uma das regras da brincadeira (letras móveis) e
    desenho do jogo.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 112
  Atividade 3D: Ditado ao professor da brincadeira aprendida com um dos
    convidados.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 115
Etapa 4: Preparação dos produtos finais .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 117
  Atividade 4A: Escolha da brincadeira que será apresentada pelos alunos .  .  .  .  . 117
  Atividade 4B: Escrita da ficha de uma das brincadeiras aprendidas .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 119
  Atividade 4C: Ensaios para a “Tarde de brincadeiras” .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 121


ANEXO 1 (para ser lido pelo professor na atividade 2B) .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                                                                   123
  Coelhinho sai da toca .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                       123
  Cabra-cega.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .        124
  Pega-pega corrente .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .                    124
  Mãe da rua  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .
                  . .                                                                                                                                                                  125
  Nunca três.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .        125
  Fugi fugi.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .   126
PROJETO DIDÁTICO
     Índios do Brasil: conhecendo algumas etnias  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 127
                                               . .
     Por que realizar um projeto que envolva o estudo dos povos
       indígenas brasileiros  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 129
                                             . .
       A formação de estudantes  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 130
                                                         . .
       Aprender sobre a linguagem escrita e sobre a escrita no contexto de um
         projeto .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 131
     Expectativas de aprendizagem.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 132
       Língua Portuguesa. .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 132
       Ciências Naturais e Sociais (História, Geografia e Ciências Naturais). . . . . . . . . . 133
       Artes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133
       Produto final .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 133
     Organização geral do projeto .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 134
       Atividade permanente.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 136
     Etapa 1: Apresentação do projeto e do produto final.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 136
       Atividade 1A: Compartilhar o projeto com os alunos e fazer levantamento do que já
         sabem sobre o tema .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 136
       Atividade 1B: Levantamento do que já sabem sobre o tema a partir da leitura de
         imagens .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 138
     Etapa 2: Aprender sobre aspectos gerais das nações indígenas brasileiras .  .  .  .  .  . 141
       Atividade 2A: Leitura do professor e anotação das informações relevantes .  .  .  . 141
       Atividade 2B: Elaboração coletiva e reflexão sobre características
         das legendas .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 145
       Atividade 2C: Escrita do aluno – informações sobre diferentes nações
         (ditadas pelo professor).  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 147
     Etapa 3: Aprender sobre uma nação indígena – Xikrins-Kaiapós  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 152                                 . .
       Atividade 3A: Leitura do professor de texto sobre o cotidiano dos índios Xikrins-
         -Kaiapós.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 152
       Atividade 3B: Leitura de legenda sobre os Yanomamis .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 153
       Atividade 3C: Escrita de legenda sobre o povo estudado.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 157
     Etapa 4: Aprender sobre alimentação, crianças e mitos em diferentes nações
       indígenas.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 159
       Atividade 4A: Comparar a relação entre a alimentação dos povos indígenas e a dos
         alunos. .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 159




10                                                                                         Guia de Planejamento e Orientações didáticas
Atividade 4B: Discussão em quartetos sobre os hábitos alimentares dos povos
    indígenas .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 163
  Atividade 4C: Escrita de legendas sobre hábitos alimentares dos povos
    indígenas .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 167
  Atividade 4D: Brincadeiras e brinquedos indígenas .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 168
  Atividade 4E: Ditado ao professor de uma das brincadeiras apresentadas na aula
    anterior.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 170
  Atividade 4F: Como as crianças índias aprendem .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 172
  Atividade 4G: Mitos de origem de dois povos indígenas  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 176        . .
  Atividade 4H: Ditado ao professor do mito de origem dos índios Desanas .  .  .  .  . 177
Etapa 5: Aspectos históricos.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 178
  Atividade 5A: Leitura pelo professor de matéria sobre o descobrimento
    do Brasil.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 178
  Atividade 5B: Ouvir e cantar uma canção sobre o descobrimento.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 180
Etapa 6: Preparação do produto final.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 184
  Atividade 6A: Divisão dos grupos .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 184
  Atividade 6B: Preparação de materiais para exposição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 186
  Atividade 6C: Escrita de legendas.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 187
  Atividade 6D: Revisão das legendas que acompanham o material de apoio
    para a exposição .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 188
  Atividade 6E: Ensaios para a apresentação .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 190


ANEXO 2A: texto para Atividade 2A .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 192
ANEXO 3A: texto para ser lido pelo professor para os alunos .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 193
ANEXO 4D: texto de apoio para o professor, que vai expor informações na
  Atividade 4D .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 197
ANEXO 4Da - Relato de brincadeira, será lido para os alunos na Atividade 4C. .  .  . 198
ANEXO 4F – Texto que será lido para os alunos na Atividade 4F.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 199
ANEXO 4Fa - Texto que será lido para os alunos na Atividade 4F .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 200
ANEXO 4G: Será lido para os alunos durante a Atividade 4G. . . . . . . . . . . . . . . . . . 201
ANEXO 4Ga: Será lido para os alunos durante a Atividade 4G .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 202
ANEXO 5A: Texto sobre o descobrimento do Brasil para ser lido na Atividade 5A 203                                                                                        . .
ANEXO 6: Lendas e mitos indígenas para serem lidos no momento da atividade
  habitual de leitura pelo professor .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  . 205




Guia de Planejamento e Orientações didáticas                                                                                                                                             11
Introdução

           A frequência neste primeiro ano configura-se em uma transição, seja para
     aquele aluno que entrará na escola pela primeira vez, seja para aquele que vem
     da Educação Infantil. Em qualquer um dos casos, é necessário assegurar-lhes o
     direito à infância, pois os alunos não deixarão de ser crianças pelo simples fato
     de estarem regularmente matriculados no Ensino Fundamental. A criança do 1o
     ano deve ter garantido seu direito à educação em ambiente próprio e com roti-
     nas adequadas que possibilitem a construção de conhecimentos, considerando
     as características de sua faixa etária, integrando o cuidar e o educar. Cuidar e
     educar são princípios básicos da educação nesta faixa etária.

         Cabe ressaltar que a ampliação do Ensino Fundamental visa dar continui-
     dade ao trabalho desenvolvido nas escolas de Educação Infantil, ou garantir
     àqueles que nunca frequentaram a escola um início de escolaridade tranquilo e
     promissor. A unidade escolar deverá, então, assegurar um trabalho pedagógico
     que envolva experiências em diferentes linguagens e suas expressões, buscan-
     do uma metodologia que favoreça o desenvolvimento social, afetivo e cognitivo
     dessas crianças.

         Nesta perspectiva, a ampliação do Ciclo I do Ensino Fundamental de quatro
     para cinco anos assegura às crianças um período maior para as aprendizagens
     próprias desta fase, inclusive da alfabetização, permitindo que elas avancem para
     os anos seguintes de forma segura e confiante em relação aos seus processos
     de construção de conhecimento.


     A criança e suas especificidades

         A criança dessa faixa etária possui um grande repertório de conhecimentos
     construídos a partir das experiências cotidianas que vivenciou. Pode estabelecer
     novos e diferentes vínculos afetivos e se interessa cada vez mais pelas ativida-
     des em grupo, o que amplia suas habilidades sociais.

          A capacidade de simbolização está bem estabelecida nesta fase, e se ma-
     nifesta por meio da linguagem, da imaginação, da imitação e da brincadeira em
     situações diversas. A criança faz uso de um repertório cada vez mais rico de sím-
     bolos, signos, imagens e conceitos para mediar sua relação com a realidade e
     o mundo social. Embora seja um processo longo, a capacidade de conceituação




12                                Guia de Planejamento e Orientações didáticas
já aparece nesta fase, permitindo que a criança estabeleça relações e genera-
lizações. Há um desenvolvimento acentuado de habilidades, como a atenção e
a memória, que se tornam mais conscientes e intencionais. A curiosidade e a
necessidade de saber sobre e compreender o mundo são visíveis, ainda que as
associações e as relações sejam regidas por critérios subjetivos. Essa forma de
pensar, no entanto, confere originalidade e poesia ao pensamento infantil, como
vemos no exemplo abaixo.


                Uma menina já próxima aos seis anos respondeu, assim, à seguinte pergunta:
                “Por que a Lua não cai em cima da Terra?”
                – A Lua... né... ela já foi impedida várias vezes... é... com o Sol. Aí a Lua fica mais
                alta que o Sol pra poder os dois não brigar. Porque... é... a Lua já tinha nascido
                antes do Sol... aí começou uma briga de quem era mais velho... daí por isso que
                a Lua foi pra cima.
                – E como é que ela foi impedida?
                – Impedida por a mãe do Sol... falou que ele era mais velho e aí a mãe do Sol
                arrastou muitas vezes a Lua, né... aí a Lua se machucou e não pode mais andar...
                aí ela ficou lá no mesmo lugar.1



     A consideração desse modo peculiar de pensar o mundo, quando incorporada
pelos educadores, possibilita conhecer a criança, planejar atividades significati-
vas, propiciar uma produção infantil rica e original e ampliar seus conhecimentos.


Modelo de ensino e aprendizagem

     A concepção de aprendizagem que embasa este e os demais documentos
orientadores da rede estadual pressupõe que o conhecimento não é concebido
como uma cópia do real e assimilado pela relação direta do sujeito com o obje-
to de conhecimento, mas, produto de uma atividade mental por parte de quem
aprende, que organiza e integra informações e novos conhecimentos aos já exis-
tentes, construindo relações entre eles.

     O modelo de ensino relacionado a essa concepção de aprendizagem é o da
resolução de problemas, que compreende situações em que o aluno, no esforço
de realizar a tarefa proposta, precisa pôr em jogo o que sabe para aprender o
que não sabe. Neste modelo, o trabalho pedagógico promove a articulação en-
tre a ação do aprendiz, a especificidade de cada conteúdo a ser aprendido e a
intervenção didática.


1	 Fala extraída da fita de vídeo Do outro lado da Lua, de Regina Scarpa e Priscila Monteiro.




Guia de Planejamento e Orientações didáticas                                                              13
O senso comum repete desde sempre que a criança aprende brincando, o
     que tem gerado inúmeras atividades equivocadas, infantilizando conteúdos que
     se quer ensinar. O brincar é sim atividade importantíssima na infância, na qual
     as crianças criam por conta própria enredos e ensaiam papéis sociais, o que
     certamente envolve muita aprendizagem relativa à sociedade em que vivem. Ao
     jogar com regras, elas também aprendem a interagir, a raciocinar. Mas a apren-
     dizagem de conteúdos envolve muito pensamento, trabalho investigativo e es-
     forço, portanto é necessário um trabalho pedagógico intencional e competente.

          As propostas pedagógicas devem reconhecer as crianças como seres ínte-
     gros, que aprendem a ser e conviver consigo próprios, com os demais e com o
     ambiente de maneira articulada e gradual. Devem organizar atividades intencio-
     nais que possibilitem a interação entre as diversas áreas de conhecimento e os
     diferentes aspectos da vida cidadã em momentos de ações ora estruturadas,
     ora espontâneas e livres, contribuindo assim com o provimento de conteúdos
     básicos para constituição de novos conhecimentos e valores.


     A ação do professor

           Considerar as crianças como seres únicos, provenientes de diferentes famí-
     lias, com necessidades e jeitos próprios de se desenvolver e aprender, pressupõe
     um profissional flexível, observador, capaz de ter empatia com os alunos e suas
     famílias, além dos conhecimentos didáticos imprescindíveis a uma boa atuação
     pedagógica. Conforme Zabalza: “O peso do componente das relações [pessoais]
     é muito forte. As relações constituem, provavelmente, o recurso fundamental na
     hora de trabalhar com crianças pequenas”. (1998, p. 27).

          Essas crianças, tendo frequentado ou não a Educação Infantil, chegarão
     ao 1o ano com uma bagagem de conhecimentos sobre a qual o professor terá
     que se debruçar para, a partir daí, basear suas ações pedagógicas. Considerar
     a criança dessa faixa etária competente e capaz é requisito fundamental para
     uma ação educativa de qualidade.

           O papel de mediador das aprendizagens, das interações e dos cuidados de
     si, do outro e do ambiente poderá exigir do professor novas competências e habi-
     lidades. O desafio de possibilitar aprendizagens desafiantes, enquanto a criança
     desenvolve autoconfiança em suas capacidades e relações positivas com seus
     pares e os adultos, implica um professor conhecedor do desenvolvimento e das
     aprendizagens infantis. E, principalmente, de um educador que aposta nas crian-
     ças e confia em suas capacidades.

          Outro aspecto importante dessa atuação profissional é a inclusão das famí-
     lias como parceiras da ação educativa, o que significa ir além de respeitar a di-


14                                Guia de Planejamento e Orientações didáticas
versidade, pressupõe, acima de tudo, considerá-las competentes e interlocutoras
em diferentes situações de aprendizagem propostas para as crianças. Segundo
o RCNEI, “a valorização e o conhecimento das características étnicas e culturais
dos diferentes grupos sociais que compõem a nossa sociedade, e a crítica às re-
lações sociais discriminatórias e excludentes, indicam que novos caminhos devem
ser trilhados na relação entre as instituições de Educação Infantil e as famílias”.

     Esses novos desafios ao papel do professor demonstram a importância da
reflexão sobre a prática pedagógica por meio dos instrumentos metodológicos,
tais como: a observação atenta, o registro sistemático, o planejamento coleti-
vo e a autoavaliação efetuada por todos da equipe escolar relativa à qualidade
educativa oferecida aos alunos.


Organização da rotina e as modalidades organizativas
do tempo didático

    Considerando que não é indicado atuar com as crianças desta faixa etária
em aulas estanques de 50 minutos com alguns poucos minutos de recreio, será
necessário organizar uma rotina mais flexível.

     Incorporando a nomenclatura do RCNEI, sugere-se que o tempo escolar pa-
ra o 1o ano seja intencionalmente planejado para proporcionar os cuidados de
higiene cotidianos, as brincadeiras e as situações de aprendizagem orientadas.
Os eventos da rotina podem se organizar em:
   j  tividades permanentes (por exemplo: brincadeiras no espaço interno, no
     a
     externo, cantos de atividades diversificadas, ateliês de artes visuais, roda
     de leitura etc.);
   j  equência de atividades “planejadas e orientadas com o objetivo de pro-
     s
     mover uma aprendizagem específica e definida. São sequenciadas com a
     intenção de oferecer desafios com graus diferentes de complexidade para
     que as crianças possam ir paulatinamente resolvendo problemas a partir
     das diferentes proposições”. (RCNEI)


                Pode-se pensar, por exemplo, sequências de atividades para promover entre as
                crianças as discussões sobre como se organizam os números e como aparecem
                no mundo, para buscar informações específicas sobre um fenômeno da natureza
                noticiado pelos jornais, para conhecer um artista cujas obras serão visitadas no
                passeio ao museu etc.”2.




2	 Silvia Pereira de Carvalho, Adriana Klisys e Silvana Augusto. Bem-vindo, mundo!: criança, cultura e formação
   de educadores. São Paulo: Peirópolis, 2006.



Guia de Planejamento e Orientações didáticas                                                                      15
Outra modalidade de organização do tempo didático que tem especial in-
     teresse para crianças de 6 anos são os projetos didáticos, que se caracterizam
     por serem conjuntos de atividades envolvendo uma ou mais linguagens e pos-
     suem um produto final que será socializado para um público externo à sala de
     aula. Em geral, possuem duração de várias semanas.


                 A isto, Delia Lerner acrescenta outra característica: para ela, os projetos, mais
                 do que métodos, são formas de organizar o tempo de modo a articular propósitos
                 didáticos e comunicativos, cuja função social torna as situações de aprendizagem
                 mais atuais, correspondentes às que são vivenciadas fora da escola. Como
                 exemplo de proposta compartilhada com as crianças (propósito social), produzir
                 e colecionar álbuns de figurinhas, montar coletâneas de contos favoritos, gravar
                 fitas com poesias declamadas pelo grupo etc. Desse modo, os projetos articulam
                 objetivos das crianças com os dos professores, objetivos de realização em
                 conjunto com objetivos didáticos, comprometidos com propósitos educativos
                 bastante claros. Os projetos também contribuem para aprimorar as relações em
                 grupo e a organização de um trabalho cada vez mais autônomo, livre do controle
                 do professor. (RCNEI) (grifos nossos)


     Os cantos de atividades diversificadas

           A introdução da proposta de cantos de atividades diversificadas, na qual as
     crianças em um determinado período do dia podem escolher entre os cantos de
     livros e o de jogo simbólico e de artes visuais, por exemplo, pode colaborar para
     uma rotina mais apropriada à faixa etária atendida.

          Com essa modalidade de organização as crianças podem vivenciar diferen-
     tes situações de aprendizagem, escolhendo, exercitando a autonomia e buscan-
     do conhecer as próprias necessidades, preferências e desejos ligados à cons-
     trução de conhecimento e relacionamento interpessoal. É importante que esse
     tipo de organização favoreça o acesso aos mais variados bens culturais, como
     os proporcionados pela produção literária, informativa e comunicativa, pela pro-
     dução artística e pelo conhecimento acumulado sobre a natureza e sociedade.

          Essa proposta tem função decisiva na formação pessoal e social e na cons-
     trução da autonomia da criança, uma vez que prescinde de um controle direto
     do professor. Por outro lado, permite que ele observe mais atentamente os pro-
     blemas enfrentados pelas crianças, suas dificuldades, aprendizagens, gostos e
     interesses, o que muito o auxiliará no replanejamento pedagógico.

         Os cantos devem possibilitar:
       j participação em situações de brincadeiras e jogos nas quais se pode esco-
         lher parceiros, materiais, brinquedos etc.;
       j participação em situações que envolvam a combinação de algumas regras



16                                   Guia de Planejamento e Orientações didáticas
de convivência em grupo e aquelas referentes ao uso dos materiais e do
    espaço;
  j valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos;
  j valorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo.


    Organizando os cantos de atividades diversificadas
     O professor programa diferentes propostas – jogos de construção, jogos de
regras, faz-de-conta, desenho, leitura de livros e gibis etc. – e organiza a sala em
cantos, de forma que as crianças possam percorrer o espaço, tomar conhecimen-
to das ofertas e decidir por uma delas para começar, podendo ainda desenvolver
outras propostas, durante o tempo previsto para a atividade. As crianças podem
ajudar o professor a organizar a sala em cantos, mas isso não o libera de tomar
decisões de caráter didático, tais como:
  j diversificar propostas a cada dia a fim de que as crianças tenham maiores
    possibilidades de escolha;
  j manter algumas propostas durante um tempo a fim de que as crianças
    aprofundem conhecimentos e se apropriem dos conteúdos apresentados;
  j decidir possíveis agrupamentos entre as crianças, em uma ou outra ocasião,
    quando perceber que alguém precisa de ajuda e, por outro lado, reconhecer
    quem pode ajudar;
  j organizar o espaço em função do que espera que as crianças desempenhem:
    um canto mais aconchegante e acolhedor para atividades que exigem maior
    concentração, um outro mais aberto e livre para atividades que pressupõem
    maior movimentação, como alguns jogos;
  j disponibilizar materiais de apoio e suporte para as atividades das crianças,
    por exemplo, facilitando o acesso aos materiais para quem está no canto de
    pintura, à lousa e ao giz para quem vai fazer placares, registros de jogos etc.;
  j fazer intervenções ajustadas às possibilidades e necessidades das crianças.


    Reorganização do espaço físico
    O espaço organizado de maneira flexível e desafiante é considerado por
estudiosos como um segundo educador na educação das crianças no início da
escolaridade.

     O que fazer então quando há um prédio escolar pronto que não é adequado
ao funcionamento de uma proposta que amplie as competências infantis em vez
de as limitar? Se a equipe tem uma proposta que realmente está bem construída
em direção à autonomia e expressão da criança, fazer as adaptações necessárias
não é tão difícil. Modificar a organização da sala para incluir, por exemplo, cantos
de atividades diversificadas não é tão difícil quando há boa vontade de todos os



Guia de Planejamento e Orientações didáticas                                           17
envolvidos. Descobrir outros usos para área externa, para refeitórios, enfim, se
     há uma proposta educativa coesa, bem fundamentada, é possível, mesmo com
     os prédios existentes, construir novos ambientes.


                ... é preciso que o espaço seja versátil e permeável à sua ação, sujeito às
                modificações propostas pelas crianças e pelos professores em função das ações
                desenvolvidas. (RCNEI)



         Muito importante também, como cita o RCNEI, são:


                ... os recursos materiais entendidos como mobiliários, espelhos, brinquedos,
                livros, lápis, tintas, pincéis, tesouras, cola, massa de modelar, argila, jogos os
                mais diversos, blocos para construções, material de sucata, roupas, panos para
                brincar etc. ... (RCNEI)



           Acrescenta-se, ainda, a acessibilidade aos materiais, de maneira que as
     crianças tenham autonomia no uso, além de cuidados de conservação e subs-
     tituição regular.


     Conteúdos e expectativas de aprendizagem

          Considerando que dos objetivos gerais para essa faixa etária faz parte a
     necessidade de a criança desenvolver uma imagem positiva de si, que possa
     descobrir e conhecer progressivamente suas potencialidades físicas, cognitivas
     e sociais, e tenha a oportunidade de brincar expressando suas emoções, co-
     nhecimento e imaginação, incluem-se nas expectativas de aprendizagem dois
     eixos que não figuram com destaque nas séries iniciais do Ensino Fundamental:


         Movimento, jogar e brincar/Cuidar de si, do outro
          Entende-se neste documento que os conteúdos são um meio para que a
     criança se desenvolva, aprenda, adquira confiança em suas capacidades e se
     expresse em diferentes linguagens advindas das seguintes áreas:




18                                   Guia de Planejamento e Orientações didáticas
n Língua Portuguesa
  n Matemática
  n Ciências Sociais e Naturais (História, Geografia e Ciências)
  n Movimento, jogar, brincar/Cuidar de si e do outro
  n Artes



     Os conhecimentos advindos principalmente das ciências, história e geografia
serão desenvolvidos como temas das sequências de atividades e dos projetos
didáticos. É uma ação pedagógica que integra conhecimentos advindos de dife-
rentes áreas do conhecimento.




Guia de Planejamento e Orientações didáticas                                       19
Expectativas de
     aprendizagem


     Língua Portuguesa

         As crianças do 1o ano têm o direito de aprender e desenvolver competências
     em comunicação oral, em ler e escrever de acordo com suas hipóteses. Para is-
     so, é necessário que a escola de Ensino Fundamental promova oportunidades e
     experiências variadas para que elas desenvolvam com confiança crescente todo
     o seu potencial na área e possam se expressar com propriedade por meio da
     linguagem oral e da escrita.

         Fonte: RCNEI – MEC – Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil



      Expectativas de             Condições didáticas e
                                                                 Observar se o aluno
      aprendizagem                atividades

                                  Criar situações em que as      Expressa oralmente seus
                                  crianças possam expressar-     desejos, sentimentos, ideias
                                  -se oralmente.                 e pensamentos.


                                  Solicitar relatos sobre
                                                                 Relata fatos que compõem
                                  episódios do cotidiano,
                                                                 episódios cotidianos, ainda
                                  ouvindo com atenção,
                                                                 que com apoio de recursos
                                  considerando a criança um
      Comunicar-se no cotidiano                                  e/ou do professor.
                                  interlocutor real.


                                  Criar situações em que a
                                                                 Escuta atentamente o que os
                                  criança tenha que ouvir os
                                                                 colegas falam em uma roda
                                  colegas, por exemplo, nas
                                                                 de conversa, respeitando
                                  rodas de conversa, atentando
                                                                 opiniões, ocupando seu turno
                                  para os comportamentos
                                                                 de fala adequadamente.
                                  necessários à interlocução.




20                                  Guia de Planejamento e Orientações didáticas
Comenta notícias veiculadas
                             Ler para crianças notícias
                                                             em diferentes mídias: rádio,
                             interessantes e solicitar
                                                             TV, internet, jornais, revistas
                             comentários pessoais.
                                                             etc.



                                                             Usa o repertório de textos
 Comunicar-se no cotidiano   Ler e ensinar para os alunos    de tradição oral, tais como
                             parlendas, quadrinhas,          parlendas, quadrinhas e
                             adivinhas etc.                  adivinhas, para brincar e
                                                             jogar.


                             Tornar observável para
                                                             Reconhece e utiliza rimas em
                             as crianças as rimas e
                                                             suas brincadeiras.
                             repetições.




                                                             Identifica parlendas,
                                                             quadrinhas, adivinhas e
                             Oferecer oportunidades          outros textos de tradição oral
                             frequentes de contato com       apresentados pelo professor.
                             diferentes suportes de texto,   Ajusta o falado ao escrito
                             tornando observáveis as         a partir dos textos já
                             características linguísticas,   memorizados, tais como
                             estruturais e função social.    parlendas, quadrinhas e
                                                             outros do repertório de
                                                             tradição oral.




 Ler, ainda que não                                          Localiza palavras num texto
 convencionalmente           Propor atividades solicitando   que sabe de memória,
                             que a criança diga onde         tais como as brincadeiras
                             está escrita determinada        cantadas, adivinhas,
                             expressão e/ou palavra em       quadrinhas, parlendas e
                             textos conhecidos.              demais textos do repertório
                                                             da tradição oral.



                             Efetuar atividades que
                             envolvam a identificação de
                                                             Localiza um nome específico
                             nomes das crianças da sala
                                                             numa lista de palavras do
                             e de nomes em diferentes
                                                             mesmo campo semântico
                             listas, usando práticas
                                                             (nomes, ingredientes de uma
                             sociais tais como chamadas,
                                                             receita, peças do jogo etc.).
                             elaboração de lista de
                             material para festa etc.




Guia de Planejamento e Orientações didáticas                                                   21
Diferencia publicações tais
                                                                 como jornais, cartazes,
                                  Tornar observável a relação
                                                                 folhetos, textos publicitários
                                  entre imagem e texto,
                                                                 etc.
                                  chamando a atenção para
                                                                 Distingue algumas
                                  os recursos que o ilustrador
                                                                 características básicas
                                  usou para transmitir ideias.
                                                                 dos textos informativos e
                                  Criar situações em que as
                                                                 jornalísticos e conhece os
                                  crianças possam antecipar
                                                                 diferentes usos e funções
                                  os sentidos do conteúdo dos
                                                                 desses portadores.
                                  textos olhando as imagens.
                                                                 Lê legendas ou partes delas
                                  Manifestar às crianças suas
                                                                 a partir das imagens e de
                                  preferências e escolhas em
                                                                 outros índices gráficos.
                                  relação às leituras.
                                                                 Aprecia a leitura e comenta
                                                                 suas preferências.

     Ler, ainda que não
     convencionalmente




                                                                 Antecipa significados de um
                                                                 texto escrito a partir das
                                                                 imagens/ilustrações que o
                                                                 acompanham ou marcadores
                                  Ler para as crianças           característicos de cada
                                  diferentes tipos de livros e   gênero.
                                  textos, tornando observáveis   Identifica legendas e
                                  os procedimentos de leitura    levanta hipóteses sobre seu
                                  para cada tipo de suporte de   significado.
                                  texto.                         Diferencia tipos de livros,
                                                                 literários, informativos e
                                                                 demais suportes de texto, e
                                                                 sabe nomeá-los, conhecendo
                                                                 seus usos.




                                  Ler narrativas e contos
                                                                 Escuta atentamente. Faz
                                  para as crianças, tornando
                                                                 comentários sobre a trama,
                                  observáveis as linguagens
                                                                 os personagens e cenários.
     Apreciar textos literários   próprias a este tipo
                                                                 Relembra trechos. Consegue
                                  de texto, explicitando
                                                                 relacionar as ilustrações com
                                  os comportamentos e
                                                                 trechos da história.
                                  procedimentos leitores.




22                                 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
Consegue recontar uma
                                                               história que ouviu mantendo
                              Ler para crianças com
                                                               uma sequência, recupera
                              regularidade textos
                                                               trechos da história usando
                              narrativos literários.
                                                               expressões ou termos do
                                                               texto escrito.



 Apreciar textos literários                                    Emite comentários pessoais
                              Roda de biblioteca. Produção
                                                               e opinativos sobre o texto
                              oral com destino escrito.
                                                               lido.



                                                               Reconta histórias
                              Solicitar que as crianças        conhecidas, recuperando
                              recontem após ouvir leituras     algumas características da
                              de contos.                       linguagem do texto lido pelo
                                                               professor.




                                                               Usa conhecimentos sobre as
                              Apresenta diferentes gêneros     características estruturais
                              por meio da leitura, tornando-   das narrativas clássicas ao
                              -os familiares, apontando        produzir um texto, ditando
                              diferentes funções e             ao professor, respeitando as
                              organizações discursivas.        normas da linguagem que se
                                                               escreve.



 Produzir textos escritos
 ainda que não saiba          Criar oportunidades de
 escrever convencionalmente                                    Usa conhecimentos sobre as
                              escrita coletiva de bilhetes,
                                                               características estruturais
                              cartas e textos instrucionais,
                                                               dos bilhetes, das cartas,
                              tornando observáveis suas
                                                               e-mails ao produzir um texto,
                              características gráficas,
                                                               ditando ao professor.
                              estruturais e função social.



                              Criar oportunidades de
                              escrever coletivamente           Antecipa significados de um
                              contos, tornando observáveis     texto escrito.
                              suas características.




Guia de Planejamento e Orientações didáticas                                                   23
Propor jogos nos quais as
                                  crianças precisam achar as
                                  letras.
                                                                   Recita o nome de todas as
                                  Apresentar e disponibilizar
                                                                   letras, apontando-as.
                                  o alfabeto em letra bastão
                                                                   Associa as letras ao próprio
                                  (sem enfeites e desenhos),
                                                                   nome e aos dos colegas.
                                  lista de nomes etc. para
                                                                   Recorre ao alfabeto exposto
                                  apoiar a pesquisa gráfica
                                                                   na sala, quadro de presença,
                                  da criança para escrever de
                                                                   listas diversas etc. para
                                  próprio punho.
                                                                   escrever em situações de
                                  Criar oportunidades diárias
                                                                   prática social.
                                  para que as crianças
                                                                   Escreve o nome próprio e o
      Uso de texto fonte para     escrevam seus nomes.
                                                                   de seus colegas onde isto se
      escrever de próprio punho   Fazer atividades em que os
                                                                   faz necessário.
                                  alunos tenham necessidade
                                                                   Produz listas em contextos
                                  de utilizar a ordem alfabética
                                                                   necessários a uma
                                  em algumas de suas
                                                                   comunicação social: lista
                                  aplicações sociais, como no
                                                                   de ingredientes para uma
                                  uso de agenda telefônica,
                                                                   receita, títulos de histórias
                                  dicionários, enciclopédias
                                                                   lidas, brincadeiras preferidas
                                  etc.
                                                                   etc.
                                  Criar oportunidades para
                                                                   Arrisca-se a escrever
                                  que os alunos escrevam
                                                                   segundo suas hipóteses.
                                  listas com função social
                                  real, ainda que não o façam
                                  convencionalmente.




     Matemática

          As crianças do 1o ano têm o direito de usar seus conhecimentos e habilida-
     des para resolver problemas, raciocinar, calcular, medir, contar, localizar-se, es-
     tabelecer relações entre objetos e formas. Para isso, é necessário que a escola
     de Ensino Fundamental promova oportunidades e experiências variadas para
     que elas desenvolvam com confiança crescente todo o seu potencial na área.

          Fontes: PCNs, RCNEI, Matemática é D+ FVC




24                                 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
Expectativas de             Condições didáticas e
                                                              Observar se o aluno
 aprendizagem                atividades

                             Propor atividades que
                             envolvam o sistema de
                             numeração e o uso dos            Atribui significado, produz e
                             números em diferentes            opera números em situações
                             situações.                       diversas, de acordo com suas
                             Promover sequências didáticas    hipóteses.
                             e/ou projetos didáticos nos      Reflete acerca das
                             quais as crianças precisem       regularidades do sistema
                             escrever os números (por         numérico.
                             exemplo, idade, telefone,        Produz escritas numéricas,
                             numeração do calçado, peso,      ainda que não seja registro
                             altura etc.), auxiliando para    convencional.
                             que se tornem observáveis as     Sabe ouvir as explicações de
                             regularidades.                   seus colegas, respeitando
                             Garantir que todas as crianças   as diferentes soluções
                             tenham espaço, em algum          encontradas.
                             momento, para expor o que
                             pensam e fazem.




                             Criar situações em que as
 Usar números no cotidiano   crianças ouçam as soluções
                                                              Incorpora soluções quando
 e efetuar operações         que os colegas acharam para
                                                              pertinente.
                             os problemas e reavaliem
                                                              Realiza contagens orais de
                             suas soluções, caso seja
                                                              objetos usando a sequência
                             apropriado.
                                                              numérica.
                             Criar oportunidades de
                                                              Comunica quantidades,
                             contagens em situações de
                                                              utilizando linguagem oral,
                             práticas sociais reais, por
                                                              notação numérica ou
                             exemplo, usando coleções
                                                              registros não convencionais.
                             de objetos de interesse das
                                                              Constrói procedimentos
                             crianças.
                                                              de agrupamentos a fim
                             Verificar como as crianças
                                                              de facilitar a contagem e
                             fazem contagens e que
                                                              a comparação entre duas
                             estratégias usam.
                                                              coleções.
                             Possibilitar o uso de jogos
                                                              Indica o número que será
                             de tabuleiro e de regras que
                                                              obtido se forem retirados
                             necessitem marcar pontos.
                                                              objetos de uma coleção
                             Criar oportunidades nas
                                                              dada.
                             quais as crianças tenham
                                                              Indica o número de objetos
                             que comparar quantidades
                                                              que é preciso acrescentar
                             de forma contextualizada.
                                                              a uma coleção para que
                             Propor problemas que
                                                              ela tenha tantos elementos
                             envolvam somar e subtrair.
                                                              quanto os de outra coleção
                             Criar situações-problema
                                                              dada.
                             envolvendo ações de
                             transformar e acrescentar.




Guia de Planejamento e Orientações didáticas                                                  25
Propor situações em que a
                                   criança tenha que se situar      Identifica pontos de
                                   no espaço, deslocar-se nele,     referência para indicar sua
                                   dar e receber instruções de      localização na sala de aula.
                                   localização.                     Indica oralmente a posição
                                   Propor atividades em que as      onde se encontra no espaço
      Estabelecer relações entre   crianças possam representar      escolar e a representa por
      espaço, objetos, pessoas e   a posição de um objeto e/        meio de desenhos.
      forma                        ou pessoa estática ou em         Indica o caminho para se
                                   movimento.                       movimentar no espaço
                                   Propor atividades nas quais      escolar e chegar a um
                                   as crianças tenham que           determinado local da escola
                                   construir utilizando desenhos    e representa a trajetória, por
                                   de seu itinerário, solicitando   meio de desenhos.
                                   pontos de referência.

                                   Propor atividades nas
                                   quais as crianças tenham
                                   que medir e/ou pesar             Compara tamanhos,
                                   usando instrumentos              estabelece relações.
                                   não convencionais e              Utiliza expressões que
                                   convencionais, tais como fita    denotam altura, peso,
                                   métrica, régua, balança etc.     tamanho etc.
      Explorar diferentes          Oferecer atividades em           Pensa e desenvolve
      procedimentos para medir     que as crianças precisem         estratégias próprias e/
      objetos e tempo              calcular, por exemplo,           ou com colegas para
                                   quantos passos é preciso         medir, pesar e produzir
                                   dar para chegar a um             representações dos dados
                                   determinado local etc.           encontrados.
                                   Trabalhar diariamente com        Identifica dias da semana,
                                   o calendário para identificar    meses do ano, horas.
                                   o dia do mês e registrar a
                                   data.



     Ciências Naturais e Sociais
     (História, Geografia e Ciências Naturais)

          As crianças do 1o ano do Ensino Fundamental têm o direito de exercer seu
     pensamento, suas hipóteses, conhecendo a vida dos seres vivos e sua relação
     com o ambiente, os fenômenos naturais e sociais e as transformações que deles
     decorrem. Para isso, a escola de Ensino Fundamental precisa oferecer diferentes
     oportunidades para que a criança pense, estabeleça relações entre o ambiente,
     os seres vivos e os fenômenos naturais e sociais, valorize as diferenças entre
     os povos, para que pesquise com sentido e significado e desenvolva ações pa-
     ra garantir seu bem-estar, o bem-estar do outro e os cuidados com o ambiente.

          Fontes: RCNEI, PCNS




26                                  Guia de Planejamento e Orientações didáticas
Expectativas de                Condições didáticas e
                                                                Observar se o aluno
 aprendizagem                   atividades

                                Propor sequências de
                                atividades e/ou projetos
                                didáticos que envolvam
                                estabelecer relações entre o
                                ambiente e os seres vivos,
                                                                Acompanha com interesse,
                                seus modos de vida e as
                                                                participando ativamente
                                transformações pelas quais
                                                                das etapas do projeto e/ou
                                passam.
                                                                sequência.
                                Saber elaborar perguntas
 Interessar-se e demonstrar                                     Busca responder às
                                instigantes que despertam a
 curiosidade pelo mundo                                         perguntas, pensando, criando
                                curiosidade dos alunos.
 social e natural.                                              hipóteses.
                                Considerar o conhecimento
                                                                Expõe suas ideias e modos
                                das crianças acerca dos
                                                                de resolver problemas.
                                assuntos em estudo.
                                                                Interessa-se pela maneira de
                                Fomentar, entre as crianças,    viver de diferentes grupos.
                                curiosidade sobre a
                                diversidade de hábitos,
                                modos de vida e costumes
                                de diferentes épocas,
                                lugares e povos.

                                Apresentar às crianças
                                diferentes fontes para buscar
                                informações, como objetos,      Utiliza, com ajuda do
                                fotografias, documentários,     professor, diferentes fontes
                                relatos de pessoas, livros,     para buscar informações.
                                mapas etc.                      Demonstra respeito em
                                Estimular o respeito às         relação às diferenças.
                                diferenças existentes           Interage com as diferentes
                                entre os costumes,              tradições culturais e as
                                valores e hábitos das           utiliza em suas brincadeiras,
                                diversas famílias e grupos,     jogos e apresentações.
                                e o reconhecimento de           Estabelece relações entre
                                semelhanças.                    os fenômenos da natureza
                                Proporcionar atividades         de diferentes regiões (relevo,
 Estabelecer relações entre     que envolvam histórias,         rios, chuvas, secas etc.) e as
 o modo de vida de seu grupo    brincadeiras, jogos e           formas de vida dos grupos
 social e de outros grupos no   canções que digam respeito      sociais que ali vivem.
 presente e ou passado.         às tradições culturais de sua
                                comunidade e de outras.

                                Criar, a partir de questões
                                instigantes, situações
                                para que as crianças            Utiliza, com ajuda dos
                                observem a paisagem e           adultos, fotos, relatos e
                                suas variações, construam       outros registros para a
                                novos conhecimentos e os        observação de mudanças
                                registrem.                      ocorridas nas paisagens ao
                                Utilizar como suporte           longo do tempo.
                                fotografias, cartões-postais,   Registra e representa de
                                documentários, filmes,          diferentes maneiras os
                                entrevistas, mapas, que         conhecimentos construídos.
                                retratem as variações da
                                paisagem.




Guia de Planejamento e Orientações didáticas                                                     27
Partir do interesse das              Utiliza a observação direta
                                  crianças e/ou instigá-las por        e com uso de instrumentos,
                                  meio de questões a observar          como binóculos, lupas,
                                  e conhecer formas de vida            microscópios etc., para
     Identificar paisagens e      de animais e pequenos                obtenção de dados e
     fenômenos da natureza e      seres vivos presentes no             informações.
     sua relação com a vida dos   cotidiano que despertem a            Registra informações
     animais e das pessoas.       curiosidade dos alunos.              utilizando diferentes
                                  Oferecer oportunidades para          formas: desenhos, textos
                                  que as crianças possam               orais ditados ao professor,
                                  expor o que sabem sobre os           comunicação oral registrada
                                  seres vivos que conhecem.            em gravador etc.

                                                                       Valoriza e desenvolve
                                  Oferecer oportunidades para          atitudes de manutenção e
                                  que as crianças, a partir de         preservação dos espaços
                                  questões instigantes sobre a         coletivos e do meio
                                  relação entre luz, nutrientes,       ambiente.
     Estabelecer relações                                              Estabelece algumas
                                  água e crescimento de
     entre os seres vivos e seu                                        relações entre algumas
                                  vegetais, acompanhem e
     ambiente.                                                         espécies vegetais e suas
                                  cuidem de pequenos vasos             necessidades vitais.
                                  na sala ou do cultivo de             Conhece os cuidados
                                  hortaliças no espaço externo         básicos para o crescimento
                                  da instituição.                      dos vegetais, por meio da
                                                                       sua criação e cultivo.

                                                                       Conhece algumas
                                                                       propriedades dos objetos:
                                                                       refletir, ampliar ou inverter
                                  Criar condições para que as          as imagens, produzir,
                                  crianças possam atender às           transmitir ou ampliar
                                  necessidades físicas com             sons, propriedades
                                  independência.                       ferromagnéticas etc.
                                  Ensinar e oferecer condições         Identifica necessidades
                                  para o autoaprendizado dos           físicas e sabe satisfazê-
                                  cuidados de saúde.                   -las com independência.
                                  Tornar observável para a             Exemplos: sede, frio, calor
     Aprender a cuidar de si no   criança possíveis áreas de           etc.
     cotidiano, com segurança     risco, auxiliá-la a identificá-las   Aprende cuidados básicos
     e autoconfiança, cuidar do   com códigos identificadores          de higiene. Exemplo: lavar as
     outro e do ambiente.         de perigo.                           mãos após a ida ao banheiro
                                  Estimular as crianças a              e antes de comer.
                                  auxiliarem os colegas em             Movimenta-se com
                                  situações cotidianas.                segurança, identificando
                                  Estimular as crianças a              situações cotidianas de risco
                                  economizarem água.                   contra sua integridade física.
                                  Introduzir hábito de                 Oferece ajuda a um colega
                                  separação de lixo nas salas          quando se faz necessário.
                                  e na escola.                         Desenvolve hábitos de
                                                                       cuidados com o ambiente,
                                                                       separação de lixo, economia
                                                                       de água etc.




28                                  Guia de Planejamento e Orientações didáticas
Artes

     As crianças do 1o ano têm o direito de conhecer a produção artística e ex-
pressar sua criatividade compartilhando pensamentos, ideias e sentimentos tam-
bém por meio de atividades de exploração envolvendo artes visuais e música,
reconhecidas como linguagem e conhecimento. Para isso, a escola de Ensino
Fundamental deverá oferecer diferentes situações de contato com a produção
artística, possibilitando o fazer e o apreciar.

     Fontes: RCNEI



 Expectativas de                Condições didáticas e
                                                                Observar se o aluno
 aprendizagem                   atividades

                                Oferecer diversidade de
                                produções artísticas para
                                que a criança as aprecie.
                                Instigar, na observação das
                                obras, a descoberta e o
                                                                Identifica algumas técnicas
                                interesse das crianças.
                                                                e procedimentos artísticos
                                Escolher artistas cujas obras
                                                                presentes nas obras visuais.
                                sejam significativas para as    Aprecia, externando opiniões,
 Reconhecer elementos           crianças, quer pelo uso de      sentimentos, reproduções
 básicos da linguagem visual.   temas, quer pelas técnicas e    de obra de arte em livros,
                                suportes.                       internet, documentário,
                                Pesquisar, junto com            museus, casas de cultura,
                                as crianças, em livros,         ateliês.
                                internet, museus e ao
                                vivo, com artistas locais,
                                informações interessantes
                                sobre os artistas e as obras
                                analisadas.

                                Organizar um espaço
                                para dispor os materiais
                                e suportes necessários à        Desenha, pinta, esculpe,
                                produção e criar sistemática    produz colagens, etc.,
                                de uso.                         transformando, produzindo
                                Promover situações em           novas formas, pesquisando
                                que as crianças possam          materiais, pensando sobre o
 Utilizar elementos da          produzir em argila, massa
 linguagem visual para                                          que produz.
                                de modelar e demais             Explora espaços e
 expressar-se.                  recursos que permitam a         materiais bidimensionais
                                tridimensionalidade.            e tridimensionais em suas
                                Expor, com estética e
                                                                produções.
                                cuidado, as produções das
                                                                Valoriza suas produções e as
                                crianças, socializar em roda
                                                                de seus colegas.
                                de conversa, por exemplo, as
                                soluções encontradas para
                                produzir com singularidade.




Guia de Planejamento e Orientações didáticas                                                    29
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  • 1. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas Professor Alfabetizador – 1º ano
  • 2. governo do estado de são paulo secretaria da educação fundação para o desenvolvimento da educação Guia de Planejamento e Orientações Didáticas Professor Alfabetizador – 1o ano PROFESSOR(A): _____________________________________________________________ TURMA:_____________________________________________________________________ São Paulo, 2011
  • 3. Governo do Estado de São Paulo Agradecimentos Governador Geraldo Alckmin Vice-Governador Esta publicação contou com a preciosa participação Guilherme Afif Domingos de autores, editores e colaboradores que cederam seu trabalho sem ônus algum para a SEE. Gostaríamos de Secretário da Educação agradecer: Herman Jacobus Cornelis Voorwald À equipe do ISA – Instituto Socioambiental, pelos diver- Secretário-Adjunto sos textos de seu site que aqui reproduzimos; João Cardoso Palma Filho À editora Terceiro Nome e Renata Meirelles, por seu Chefe de Gabinete texto e foto sobre piões dos Galibis do Oiapoque do Fernando Padula livro Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil. Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas Maria de Lourdes Rocha À editora Peirópolis e Adelsin pelos textos e ilustrações de Barangandão Arco-íris – 36 brinquedos inventa- dos por meninos e meninas. Coordenador de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo Editora Berlendis Vertechia, Bruno Berlendis Vertechia José Benedito de Oliveira e Luiz Donizete Grupioni, por autorizarem a reprodução de trechos do livro Viagem ao mundo indígena. Coordenador de Ensino do Interior Rubens Antônio Mandetta de Souza À Revista Ciência Hoje e Carlos Fausto, por ceder o texto A outra história do descobrimento do Brasil. Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação José Bernardo Ortiz Ao escritor Waldemar de Andrade e Silva, pelos textos Mandioca – o pão indígena, Mavutsinim, o primeiro Diretora de Projetos Especiais da FDE homem, Guaraná, a essência dos frutos e Mumuru, Claudia Rosenberg Aratangy a estrela dos lagos. À Secretaria Municipal de Educação de São José do Rio Preto, por ter cedido trechos do seu material de 1o ano para compor o presente Guia. Este material foi impresso pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, por meio da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, para uso da rede estadual de ensino e das prefeituras integrantes do Programa de Integração Estado/Município – Ler e Escrever, com base em convênios celebrados nos termos do Decreto Estadual 54.553 de 15/07/2009 e alterações posteriores. Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. S239L Ler e escrever: guia de planejamento e orientações didáticas; professor alfabetizador – 1o ano / Secretaria da Educação, Fundação para o Desenvolvimento da Educação; concepção e elaboração, Claudia Rosenberg Aratangy... [e outros]. - São Paulo : FDE, 2011. 208 p. : il. 1. Ensino Fundamental 2. Ciclo I 3. Leitura 4. Atividade Pedagógica 5. Programa Ler e Escrever 6. São Paulo I. Título. II. Fundação para o Desenvolvimento da Educação. III. Aratangy, Claudia Rosenberg. CDU: 372.4(815.6)
  • 4. Prezada professora, prezado professor De acordo com a Lei no 11.274/2006, o Ensino Fundamental passou a ter 9 anos, incluindo-se assim as crianças de 6 anos no Ciclo I. Na rede pública de São Paulo, a delibe- ração CEE no 73/2008 regulamentou a implantação do Ensino Fundamental de 9 anos. Em 2009, a implantação ocorreu em alguns municípios; em 2010 toda a Rede recebeu alunos no 1o ano do Ensino Fundamental e, agora, em 2011, com a publicação do presente Guia, os professores e alunos de 1o ano passam a fazer parte do Programa Ler e Escrever. Entendemos que todo processo de mudança requer um esforço adicional da equipe escolar na adaptação de tempos e espaços para melhor atender as crianças. Isso requer um compromisso da rede pública e seus gestores para oferecer acesso a um maior nú- mero de crianças à escolaridade e para construção de uma educação de qualidade para todos os cidadãos. Ao incluir o 1o ano no Ler e Escrever estamos dando um importante passo na melho- ria do processo de alfabetização. Sabemos que, para as crianças pequenas, participar das práticas sociais de leitura e escrita, conviver com leituras, livros, histórias, revistas, informa- ções, num ambiente estimulante e convidativo, não “apressa” a aprendizagem da leitura e da escrita, e sim, torna-o mais fácil e natural. A primeira parte deste texto traz orientações gerais sobre o primeiro ano, abordando as características das crianças desta faixa etária, a organização da rotina, o modelo de ensino e a concepção de aprendizagem. Na segunda parte encontra-se o quadro com tudo que se espera que as crianças apren- dam ao longo deste ano. Tanto a primeira quanto a segunda partes já são conhecidas de muitos educadores, pois estiveram disponíveis em versão eletrônica. A terceira parte traz os projetos e atividades que concretizam as expectativas de apren- dizagem em situações didáticas. Esperamos que este material ajude não apenas a planejar seu dia a dia com seus alu- nos, mas, principalmente, a tornar este primeiro ano da escolaridade obrigatória um ano de experiências de sucesso que torne as crianças confiantes na sua capacidade de aprender e os professores seguros em suas competências de ensinar. Bom trabalho! Secretaria do Estado da Educação
  • 5.
  • 6. Calendário Escolar 2011 JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 2 3 4 5 6 7 8 6 7 8 9 10 11 12 6 7 8 9 10 11 12 3 4 5 6 7 8 9 9 10 11 12 13 14 15 13 14 15 16 17 18 19 13 14 15 16 17 18 19 10 11 12 13 14 15 16 16 17 18 19 20 21 22 20 21 22 23 24 25 26 20 21 22 23 24 25 26 17 18 19 20 21 22 23 23 24 25 26 27 28 29 27 28 27 28 29 30 31 24 25 26 27 28 29 30 30 31 MAIO JUNHO JULHO AGOSTO D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 1 2 1 2 3 4 5 6 8 9 10 11 12 13 14 5 6 7 8 9 10 11 3 4 5 6 7 8 9 7 8 9 10 11 12 13 15 16 17 18 19 20 21 12 13 14 15 16 17 18 10 11 12 13 14 15 16 14 15 16 17 18 19 20 22 23 24 25 26 27 28 19 20 21 22 23 24 25 17 18 19 20 21 22 23 21 22 23 24 25 26 27 29 30 31 26 27 28 29 30 24 25 26 27 28 29 30 28 29 30 31 31 SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 1 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2 3 4 5 6 7 8 6 7 8 9 10 11 12 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 9 10 11 12 13 14 15 13 14 15 16 17 18 19 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 16 17 18 19 20 21 22 20 21 22 23 24 25 26 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 23 24 25 26 27 28 29 27 28 29 30 25 26 27 28 29 30 31 30 31 Calendário Escolar 2012 JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 1 2 3 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 5 6 7 8 9 10 11 4 5 6 7 8 9 10 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 12 13 14 15 16 17 18 11 12 13 14 15 16 17 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 19 20 21 22 23 24 25 18 19 20 21 22 23 24 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 26 27 28 29 25 26 27 28 29 30 31 29 30 MAIO JUNHO JULHO AGOSTO D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 1 2 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 6 7 8 9 10 11 12 3 4 5 6 7 8 9 8 9 10 11 12 13 14 5 6 7 8 9 10 11 13 14 15 16 17 18 19 10 11 12 13 14 15 16 15 16 17 18 19 20 21 12 13 14 15 16 17 18 20 21 22 23 24 25 26 17 18 19 20 21 22 23 22 23 24 25 26 27 28 19 20 21 22 23 24 25 27 28 29 30 31 24 25 26 27 28 29 30 29 30 31 26 27 28 29 30 31 SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 1 2 3 4 5 6 1 2 3 1 2 3 4 5 6 7 8 7 8 9 10 11 12 13 4 5 6 7 8 9 10 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 14 15 16 17 18 19 20 11 12 13 14 15 16 17 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 21 22 23 24 25 26 27 18 19 20 21 22 23 24 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 28 29 30 31 25 26 27 28 29 30 23 24 25 26 27 28 29 30 30 31 Feriados 2011 | 2012 Dia Mundial da Paz___________________________________ 1o janeiro Revolução Constitucionalista______________________________ 9 julho Aniversário de São Paulo_____________________________ 25 janeiro Independência do Brasil_____________________________ 7 setembro Carnaval_____________________________8 de março | 21 de fevereiro Nossa Senhora Aparecida_____________________________12 outubro Paixão___________________________________22 de abril | 6 de abril Finados__________________________________________ 2 novembro Páscoa___________________________________24 de abril | 8 de abril Proclamação da República__________________________ 15 novembro Tiradentes___________________________________________ 21 abril Dia da Consciência Negra___________________________ 20 novembro Dia do Trabalho_______________________________________ 1o maio Natal___________________________________________25 dezembro Corpus Christi___________________________23 de junho | 7 de junho
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  • 8. Sumário Calendário Escolar de 2011/2012 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 A criança e suas especificidades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 Modelo de ensino e aprendizagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 A ação do professor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Organização da rotina e as modalidades organizativas do tempo didático. . . . . . . 15 Os cantos de atividades diversificadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 Conteúdos e expectativas de aprendizagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 Expectativas de aprendizagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 Língua Portuguesa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 Matemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 Ciências Naturais e Sociais (História, Geografia e Ciências Naturais). . . . . . . . . . . 26 Artes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 Movimento, jogar e brincar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 Avaliação das aprendizagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 Situações de leitura e escrita de nomes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 O que os alunos aprendem nas situações de leitura e escrita de nomes . . . . . . . . 35 Expectativas de aprendizagem abordadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 Ler os nomes dos colegas da classe – dicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 . . Escrever os nomes dos colegas da classe – dicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 Condições didáticas para as situações de leitura e escrita de nomes dos colegas da classe. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 Modelo de Atividade: Ler nomes dos colegas da classe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 Situações de escrita pelo aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 O que os alunos aprendem nas situações em que escrevem por si mesmos . . . . . 45 Expectativas de aprendizagem abordadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 Condições didáticas para as situações de escrita pelo aluno. . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 MODELO DE ATIVIDADE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
  • 9. Situações de leitura pelo aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 O que os alunos aprendem nas aulas de leitura por si mesmos, antes que leiam convencionalmente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 Expectativas de aprendizagem abordadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 Ler antes de saber ler convencionalmente – dicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 Condições didáticas para as situações de leitura do aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 MODELO DE ATIVIDADE: Organizar os versos de uma parlenda conhecida. . . . . . . . . 59 Situações de ditado para o professor – produzir textos antes de saber escrever . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 . . O que os alunos aprendem nas situações em que ditam um texto para o professor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 Expectativas de aprendizagem abordadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 Condições didáticas para as situações de ditado para o professor ou produção oral com destino escrito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 MODELO DE ATIVIDADE: Ditado para o professor de um bilhete para os pais. . . . . . . 66 Situações de leitura pelo professor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 O que os alunos aprendem nas situações em que o professor lê para eles . . . . . . 71 Expectativas de aprendizagem abordadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74 Acompanhar a leitura do professor – dicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 Condições didáticas para as situações de leitura do professor . . . . . . . . . . . . . . . . 76 MODELO DE ATIVIDADE: Leitura de conto pelo professor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77 PROJETO DIDÁTICO Brincadeiras tradicionais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81 Por que realizar um projeto de resgate das brincadeiras tradicionais. . . . . . . . . . . 83 O resgate das brincadeiras infantis e a aprendizagem da língua. . . . . . . . . . . . . . . 85 Expectativas de aprendizagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 Comunicar-se no cotidiano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 Ler, ainda que não convencionalmente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 Conhecer diferentes gêneros textuais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87 Produzir textos escritos ainda que não saiba escrever convencionalmente. . . . . . . 87 Uso de texto fonte para escrever de próprio punho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87 Produto final . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
  • 10. Organização geral do projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88 . . Etapa 1: Apresentação do projeto e do produto final. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89 Atividade 1A: Apresentação do projeto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90 Atividade 1B: Preparação de entrevistas sobre brincadeiras conhecidas dos familiares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91 Atividade 1C: Elaboração de convites aos familiares que queiram ensinar uma das brincadeiras aos alunos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94 Etapa 2: Aprender brincadeiras a partir da leitura do professor . . . . . . . . . . . . . . . . . 95 Atividade 2A: Escrita do título de uma brincadeira, com análise coletiva . . . . . . . . 96 Atividade 2B: Leitura do professor das regras de uma nova brincadeira. . . . . . . . . 98 Atividade 2C: Desenho e legenda em duplas da brincadeira aprendida na aula anterior. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101 Atividade 2D: Leitura de texto instrucional para confecção de um brinquedo. . . 103 Atividade 2E: Leitura de texto instrucional para confecção de um brinquedo e escrita em duplas de uma das instruções. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106 Etapa 3: Aprender novas brincadeiras a partir do relato oral de diferentes convidados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109 Atividade 3A: Aprender uma brincadeira a partir do relato de um convidado. . 109 . . Atividade 3B: Ditado para o professor das opiniões a respeito da brincadeira . . 111 Atividade 3C: Escrita em duplas de uma das regras da brincadeira (letras móveis) e desenho do jogo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 112 Atividade 3D: Ditado ao professor da brincadeira aprendida com um dos convidados. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115 Etapa 4: Preparação dos produtos finais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117 Atividade 4A: Escolha da brincadeira que será apresentada pelos alunos . . . . . 117 Atividade 4B: Escrita da ficha de uma das brincadeiras aprendidas . . . . . . . . . . 119 Atividade 4C: Ensaios para a “Tarde de brincadeiras” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121 ANEXO 1 (para ser lido pelo professor na atividade 2B) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123 Coelhinho sai da toca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123 Cabra-cega. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 124 Pega-pega corrente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 124 Mãe da rua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125 Nunca três. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125 Fugi fugi. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126
  • 11. PROJETO DIDÁTICO Índios do Brasil: conhecendo algumas etnias . . . . . . . . . . . . . . . . . 127 . . Por que realizar um projeto que envolva o estudo dos povos indígenas brasileiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129 . . A formação de estudantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130 . . Aprender sobre a linguagem escrita e sobre a escrita no contexto de um projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131 Expectativas de aprendizagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132 Língua Portuguesa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132 Ciências Naturais e Sociais (História, Geografia e Ciências Naturais). . . . . . . . . . 133 Artes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133 Produto final . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133 Organização geral do projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134 Atividade permanente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 Etapa 1: Apresentação do projeto e do produto final. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 Atividade 1A: Compartilhar o projeto com os alunos e fazer levantamento do que já sabem sobre o tema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 Atividade 1B: Levantamento do que já sabem sobre o tema a partir da leitura de imagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138 Etapa 2: Aprender sobre aspectos gerais das nações indígenas brasileiras . . . . . . 141 Atividade 2A: Leitura do professor e anotação das informações relevantes . . . . 141 Atividade 2B: Elaboração coletiva e reflexão sobre características das legendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 145 Atividade 2C: Escrita do aluno – informações sobre diferentes nações (ditadas pelo professor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147 Etapa 3: Aprender sobre uma nação indígena – Xikrins-Kaiapós . . . . . . . . . . . . . 152 . . Atividade 3A: Leitura do professor de texto sobre o cotidiano dos índios Xikrins- -Kaiapós. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152 Atividade 3B: Leitura de legenda sobre os Yanomamis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153 Atividade 3C: Escrita de legenda sobre o povo estudado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157 Etapa 4: Aprender sobre alimentação, crianças e mitos em diferentes nações indígenas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159 Atividade 4A: Comparar a relação entre a alimentação dos povos indígenas e a dos alunos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159 10 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  • 12. Atividade 4B: Discussão em quartetos sobre os hábitos alimentares dos povos indígenas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163 Atividade 4C: Escrita de legendas sobre hábitos alimentares dos povos indígenas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167 Atividade 4D: Brincadeiras e brinquedos indígenas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168 Atividade 4E: Ditado ao professor de uma das brincadeiras apresentadas na aula anterior. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170 Atividade 4F: Como as crianças índias aprendem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172 Atividade 4G: Mitos de origem de dois povos indígenas . . . . . . . . . . . . . . . . . . 176 . . Atividade 4H: Ditado ao professor do mito de origem dos índios Desanas . . . . . 177 Etapa 5: Aspectos históricos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178 Atividade 5A: Leitura pelo professor de matéria sobre o descobrimento do Brasil. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178 Atividade 5B: Ouvir e cantar uma canção sobre o descobrimento. . . . . . . . . . . . 180 Etapa 6: Preparação do produto final. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 184 Atividade 6A: Divisão dos grupos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 184 Atividade 6B: Preparação de materiais para exposição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 186 Atividade 6C: Escrita de legendas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 187 Atividade 6D: Revisão das legendas que acompanham o material de apoio para a exposição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 188 Atividade 6E: Ensaios para a apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 190 ANEXO 2A: texto para Atividade 2A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 192 ANEXO 3A: texto para ser lido pelo professor para os alunos . . . . . . . . . . . . . . . . . 193 ANEXO 4D: texto de apoio para o professor, que vai expor informações na Atividade 4D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197 ANEXO 4Da - Relato de brincadeira, será lido para os alunos na Atividade 4C. . . . 198 ANEXO 4F – Texto que será lido para os alunos na Atividade 4F. . . . . . . . . . . . . . . 199 ANEXO 4Fa - Texto que será lido para os alunos na Atividade 4F . . . . . . . . . . . . . . 200 ANEXO 4G: Será lido para os alunos durante a Atividade 4G. . . . . . . . . . . . . . . . . . 201 ANEXO 4Ga: Será lido para os alunos durante a Atividade 4G . . . . . . . . . . . . . . . . 202 ANEXO 5A: Texto sobre o descobrimento do Brasil para ser lido na Atividade 5A 203 . . ANEXO 6: Lendas e mitos indígenas para serem lidos no momento da atividade habitual de leitura pelo professor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205 Guia de Planejamento e Orientações didáticas 11
  • 13. Introdução A frequência neste primeiro ano configura-se em uma transição, seja para aquele aluno que entrará na escola pela primeira vez, seja para aquele que vem da Educação Infantil. Em qualquer um dos casos, é necessário assegurar-lhes o direito à infância, pois os alunos não deixarão de ser crianças pelo simples fato de estarem regularmente matriculados no Ensino Fundamental. A criança do 1o ano deve ter garantido seu direito à educação em ambiente próprio e com roti- nas adequadas que possibilitem a construção de conhecimentos, considerando as características de sua faixa etária, integrando o cuidar e o educar. Cuidar e educar são princípios básicos da educação nesta faixa etária. Cabe ressaltar que a ampliação do Ensino Fundamental visa dar continui- dade ao trabalho desenvolvido nas escolas de Educação Infantil, ou garantir àqueles que nunca frequentaram a escola um início de escolaridade tranquilo e promissor. A unidade escolar deverá, então, assegurar um trabalho pedagógico que envolva experiências em diferentes linguagens e suas expressões, buscan- do uma metodologia que favoreça o desenvolvimento social, afetivo e cognitivo dessas crianças. Nesta perspectiva, a ampliação do Ciclo I do Ensino Fundamental de quatro para cinco anos assegura às crianças um período maior para as aprendizagens próprias desta fase, inclusive da alfabetização, permitindo que elas avancem para os anos seguintes de forma segura e confiante em relação aos seus processos de construção de conhecimento. A criança e suas especificidades A criança dessa faixa etária possui um grande repertório de conhecimentos construídos a partir das experiências cotidianas que vivenciou. Pode estabelecer novos e diferentes vínculos afetivos e se interessa cada vez mais pelas ativida- des em grupo, o que amplia suas habilidades sociais. A capacidade de simbolização está bem estabelecida nesta fase, e se ma- nifesta por meio da linguagem, da imaginação, da imitação e da brincadeira em situações diversas. A criança faz uso de um repertório cada vez mais rico de sím- bolos, signos, imagens e conceitos para mediar sua relação com a realidade e o mundo social. Embora seja um processo longo, a capacidade de conceituação 12 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  • 14. já aparece nesta fase, permitindo que a criança estabeleça relações e genera- lizações. Há um desenvolvimento acentuado de habilidades, como a atenção e a memória, que se tornam mais conscientes e intencionais. A curiosidade e a necessidade de saber sobre e compreender o mundo são visíveis, ainda que as associações e as relações sejam regidas por critérios subjetivos. Essa forma de pensar, no entanto, confere originalidade e poesia ao pensamento infantil, como vemos no exemplo abaixo. Uma menina já próxima aos seis anos respondeu, assim, à seguinte pergunta: “Por que a Lua não cai em cima da Terra?” – A Lua... né... ela já foi impedida várias vezes... é... com o Sol. Aí a Lua fica mais alta que o Sol pra poder os dois não brigar. Porque... é... a Lua já tinha nascido antes do Sol... aí começou uma briga de quem era mais velho... daí por isso que a Lua foi pra cima. – E como é que ela foi impedida? – Impedida por a mãe do Sol... falou que ele era mais velho e aí a mãe do Sol arrastou muitas vezes a Lua, né... aí a Lua se machucou e não pode mais andar... aí ela ficou lá no mesmo lugar.1 A consideração desse modo peculiar de pensar o mundo, quando incorporada pelos educadores, possibilita conhecer a criança, planejar atividades significati- vas, propiciar uma produção infantil rica e original e ampliar seus conhecimentos. Modelo de ensino e aprendizagem A concepção de aprendizagem que embasa este e os demais documentos orientadores da rede estadual pressupõe que o conhecimento não é concebido como uma cópia do real e assimilado pela relação direta do sujeito com o obje- to de conhecimento, mas, produto de uma atividade mental por parte de quem aprende, que organiza e integra informações e novos conhecimentos aos já exis- tentes, construindo relações entre eles. O modelo de ensino relacionado a essa concepção de aprendizagem é o da resolução de problemas, que compreende situações em que o aluno, no esforço de realizar a tarefa proposta, precisa pôr em jogo o que sabe para aprender o que não sabe. Neste modelo, o trabalho pedagógico promove a articulação en- tre a ação do aprendiz, a especificidade de cada conteúdo a ser aprendido e a intervenção didática. 1 Fala extraída da fita de vídeo Do outro lado da Lua, de Regina Scarpa e Priscila Monteiro. Guia de Planejamento e Orientações didáticas 13
  • 15. O senso comum repete desde sempre que a criança aprende brincando, o que tem gerado inúmeras atividades equivocadas, infantilizando conteúdos que se quer ensinar. O brincar é sim atividade importantíssima na infância, na qual as crianças criam por conta própria enredos e ensaiam papéis sociais, o que certamente envolve muita aprendizagem relativa à sociedade em que vivem. Ao jogar com regras, elas também aprendem a interagir, a raciocinar. Mas a apren- dizagem de conteúdos envolve muito pensamento, trabalho investigativo e es- forço, portanto é necessário um trabalho pedagógico intencional e competente. As propostas pedagógicas devem reconhecer as crianças como seres ínte- gros, que aprendem a ser e conviver consigo próprios, com os demais e com o ambiente de maneira articulada e gradual. Devem organizar atividades intencio- nais que possibilitem a interação entre as diversas áreas de conhecimento e os diferentes aspectos da vida cidadã em momentos de ações ora estruturadas, ora espontâneas e livres, contribuindo assim com o provimento de conteúdos básicos para constituição de novos conhecimentos e valores. A ação do professor Considerar as crianças como seres únicos, provenientes de diferentes famí- lias, com necessidades e jeitos próprios de se desenvolver e aprender, pressupõe um profissional flexível, observador, capaz de ter empatia com os alunos e suas famílias, além dos conhecimentos didáticos imprescindíveis a uma boa atuação pedagógica. Conforme Zabalza: “O peso do componente das relações [pessoais] é muito forte. As relações constituem, provavelmente, o recurso fundamental na hora de trabalhar com crianças pequenas”. (1998, p. 27). Essas crianças, tendo frequentado ou não a Educação Infantil, chegarão ao 1o ano com uma bagagem de conhecimentos sobre a qual o professor terá que se debruçar para, a partir daí, basear suas ações pedagógicas. Considerar a criança dessa faixa etária competente e capaz é requisito fundamental para uma ação educativa de qualidade. O papel de mediador das aprendizagens, das interações e dos cuidados de si, do outro e do ambiente poderá exigir do professor novas competências e habi- lidades. O desafio de possibilitar aprendizagens desafiantes, enquanto a criança desenvolve autoconfiança em suas capacidades e relações positivas com seus pares e os adultos, implica um professor conhecedor do desenvolvimento e das aprendizagens infantis. E, principalmente, de um educador que aposta nas crian- ças e confia em suas capacidades. Outro aspecto importante dessa atuação profissional é a inclusão das famí- lias como parceiras da ação educativa, o que significa ir além de respeitar a di- 14 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  • 16. versidade, pressupõe, acima de tudo, considerá-las competentes e interlocutoras em diferentes situações de aprendizagem propostas para as crianças. Segundo o RCNEI, “a valorização e o conhecimento das características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais que compõem a nossa sociedade, e a crítica às re- lações sociais discriminatórias e excludentes, indicam que novos caminhos devem ser trilhados na relação entre as instituições de Educação Infantil e as famílias”. Esses novos desafios ao papel do professor demonstram a importância da reflexão sobre a prática pedagógica por meio dos instrumentos metodológicos, tais como: a observação atenta, o registro sistemático, o planejamento coleti- vo e a autoavaliação efetuada por todos da equipe escolar relativa à qualidade educativa oferecida aos alunos. Organização da rotina e as modalidades organizativas do tempo didático Considerando que não é indicado atuar com as crianças desta faixa etária em aulas estanques de 50 minutos com alguns poucos minutos de recreio, será necessário organizar uma rotina mais flexível. Incorporando a nomenclatura do RCNEI, sugere-se que o tempo escolar pa- ra o 1o ano seja intencionalmente planejado para proporcionar os cuidados de higiene cotidianos, as brincadeiras e as situações de aprendizagem orientadas. Os eventos da rotina podem se organizar em: j tividades permanentes (por exemplo: brincadeiras no espaço interno, no a externo, cantos de atividades diversificadas, ateliês de artes visuais, roda de leitura etc.); j equência de atividades “planejadas e orientadas com o objetivo de pro- s mover uma aprendizagem específica e definida. São sequenciadas com a intenção de oferecer desafios com graus diferentes de complexidade para que as crianças possam ir paulatinamente resolvendo problemas a partir das diferentes proposições”. (RCNEI) Pode-se pensar, por exemplo, sequências de atividades para promover entre as crianças as discussões sobre como se organizam os números e como aparecem no mundo, para buscar informações específicas sobre um fenômeno da natureza noticiado pelos jornais, para conhecer um artista cujas obras serão visitadas no passeio ao museu etc.”2. 2 Silvia Pereira de Carvalho, Adriana Klisys e Silvana Augusto. Bem-vindo, mundo!: criança, cultura e formação de educadores. São Paulo: Peirópolis, 2006. Guia de Planejamento e Orientações didáticas 15
  • 17. Outra modalidade de organização do tempo didático que tem especial in- teresse para crianças de 6 anos são os projetos didáticos, que se caracterizam por serem conjuntos de atividades envolvendo uma ou mais linguagens e pos- suem um produto final que será socializado para um público externo à sala de aula. Em geral, possuem duração de várias semanas. A isto, Delia Lerner acrescenta outra característica: para ela, os projetos, mais do que métodos, são formas de organizar o tempo de modo a articular propósitos didáticos e comunicativos, cuja função social torna as situações de aprendizagem mais atuais, correspondentes às que são vivenciadas fora da escola. Como exemplo de proposta compartilhada com as crianças (propósito social), produzir e colecionar álbuns de figurinhas, montar coletâneas de contos favoritos, gravar fitas com poesias declamadas pelo grupo etc. Desse modo, os projetos articulam objetivos das crianças com os dos professores, objetivos de realização em conjunto com objetivos didáticos, comprometidos com propósitos educativos bastante claros. Os projetos também contribuem para aprimorar as relações em grupo e a organização de um trabalho cada vez mais autônomo, livre do controle do professor. (RCNEI) (grifos nossos) Os cantos de atividades diversificadas A introdução da proposta de cantos de atividades diversificadas, na qual as crianças em um determinado período do dia podem escolher entre os cantos de livros e o de jogo simbólico e de artes visuais, por exemplo, pode colaborar para uma rotina mais apropriada à faixa etária atendida. Com essa modalidade de organização as crianças podem vivenciar diferen- tes situações de aprendizagem, escolhendo, exercitando a autonomia e buscan- do conhecer as próprias necessidades, preferências e desejos ligados à cons- trução de conhecimento e relacionamento interpessoal. É importante que esse tipo de organização favoreça o acesso aos mais variados bens culturais, como os proporcionados pela produção literária, informativa e comunicativa, pela pro- dução artística e pelo conhecimento acumulado sobre a natureza e sociedade. Essa proposta tem função decisiva na formação pessoal e social e na cons- trução da autonomia da criança, uma vez que prescinde de um controle direto do professor. Por outro lado, permite que ele observe mais atentamente os pro- blemas enfrentados pelas crianças, suas dificuldades, aprendizagens, gostos e interesses, o que muito o auxiliará no replanejamento pedagógico. Os cantos devem possibilitar: j participação em situações de brincadeiras e jogos nas quais se pode esco- lher parceiros, materiais, brinquedos etc.; j participação em situações que envolvam a combinação de algumas regras 16 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  • 18. de convivência em grupo e aquelas referentes ao uso dos materiais e do espaço; j valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos; j valorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo. Organizando os cantos de atividades diversificadas O professor programa diferentes propostas – jogos de construção, jogos de regras, faz-de-conta, desenho, leitura de livros e gibis etc. – e organiza a sala em cantos, de forma que as crianças possam percorrer o espaço, tomar conhecimen- to das ofertas e decidir por uma delas para começar, podendo ainda desenvolver outras propostas, durante o tempo previsto para a atividade. As crianças podem ajudar o professor a organizar a sala em cantos, mas isso não o libera de tomar decisões de caráter didático, tais como: j diversificar propostas a cada dia a fim de que as crianças tenham maiores possibilidades de escolha; j manter algumas propostas durante um tempo a fim de que as crianças aprofundem conhecimentos e se apropriem dos conteúdos apresentados; j decidir possíveis agrupamentos entre as crianças, em uma ou outra ocasião, quando perceber que alguém precisa de ajuda e, por outro lado, reconhecer quem pode ajudar; j organizar o espaço em função do que espera que as crianças desempenhem: um canto mais aconchegante e acolhedor para atividades que exigem maior concentração, um outro mais aberto e livre para atividades que pressupõem maior movimentação, como alguns jogos; j disponibilizar materiais de apoio e suporte para as atividades das crianças, por exemplo, facilitando o acesso aos materiais para quem está no canto de pintura, à lousa e ao giz para quem vai fazer placares, registros de jogos etc.; j fazer intervenções ajustadas às possibilidades e necessidades das crianças. Reorganização do espaço físico O espaço organizado de maneira flexível e desafiante é considerado por estudiosos como um segundo educador na educação das crianças no início da escolaridade. O que fazer então quando há um prédio escolar pronto que não é adequado ao funcionamento de uma proposta que amplie as competências infantis em vez de as limitar? Se a equipe tem uma proposta que realmente está bem construída em direção à autonomia e expressão da criança, fazer as adaptações necessárias não é tão difícil. Modificar a organização da sala para incluir, por exemplo, cantos de atividades diversificadas não é tão difícil quando há boa vontade de todos os Guia de Planejamento e Orientações didáticas 17
  • 19. envolvidos. Descobrir outros usos para área externa, para refeitórios, enfim, se há uma proposta educativa coesa, bem fundamentada, é possível, mesmo com os prédios existentes, construir novos ambientes. ... é preciso que o espaço seja versátil e permeável à sua ação, sujeito às modificações propostas pelas crianças e pelos professores em função das ações desenvolvidas. (RCNEI) Muito importante também, como cita o RCNEI, são: ... os recursos materiais entendidos como mobiliários, espelhos, brinquedos, livros, lápis, tintas, pincéis, tesouras, cola, massa de modelar, argila, jogos os mais diversos, blocos para construções, material de sucata, roupas, panos para brincar etc. ... (RCNEI) Acrescenta-se, ainda, a acessibilidade aos materiais, de maneira que as crianças tenham autonomia no uso, além de cuidados de conservação e subs- tituição regular. Conteúdos e expectativas de aprendizagem Considerando que dos objetivos gerais para essa faixa etária faz parte a necessidade de a criança desenvolver uma imagem positiva de si, que possa descobrir e conhecer progressivamente suas potencialidades físicas, cognitivas e sociais, e tenha a oportunidade de brincar expressando suas emoções, co- nhecimento e imaginação, incluem-se nas expectativas de aprendizagem dois eixos que não figuram com destaque nas séries iniciais do Ensino Fundamental: Movimento, jogar e brincar/Cuidar de si, do outro Entende-se neste documento que os conteúdos são um meio para que a criança se desenvolva, aprenda, adquira confiança em suas capacidades e se expresse em diferentes linguagens advindas das seguintes áreas: 18 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  • 20. n Língua Portuguesa n Matemática n Ciências Sociais e Naturais (História, Geografia e Ciências) n Movimento, jogar, brincar/Cuidar de si e do outro n Artes Os conhecimentos advindos principalmente das ciências, história e geografia serão desenvolvidos como temas das sequências de atividades e dos projetos didáticos. É uma ação pedagógica que integra conhecimentos advindos de dife- rentes áreas do conhecimento. Guia de Planejamento e Orientações didáticas 19
  • 21. Expectativas de aprendizagem Língua Portuguesa As crianças do 1o ano têm o direito de aprender e desenvolver competências em comunicação oral, em ler e escrever de acordo com suas hipóteses. Para is- so, é necessário que a escola de Ensino Fundamental promova oportunidades e experiências variadas para que elas desenvolvam com confiança crescente todo o seu potencial na área e possam se expressar com propriedade por meio da linguagem oral e da escrita. Fonte: RCNEI – MEC – Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil Expectativas de Condições didáticas e Observar se o aluno aprendizagem atividades Criar situações em que as Expressa oralmente seus crianças possam expressar- desejos, sentimentos, ideias -se oralmente. e pensamentos. Solicitar relatos sobre Relata fatos que compõem episódios do cotidiano, episódios cotidianos, ainda ouvindo com atenção, que com apoio de recursos considerando a criança um Comunicar-se no cotidiano e/ou do professor. interlocutor real. Criar situações em que a Escuta atentamente o que os criança tenha que ouvir os colegas falam em uma roda colegas, por exemplo, nas de conversa, respeitando rodas de conversa, atentando opiniões, ocupando seu turno para os comportamentos de fala adequadamente. necessários à interlocução. 20 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  • 22. Comenta notícias veiculadas Ler para crianças notícias em diferentes mídias: rádio, interessantes e solicitar TV, internet, jornais, revistas comentários pessoais. etc. Usa o repertório de textos Comunicar-se no cotidiano Ler e ensinar para os alunos de tradição oral, tais como parlendas, quadrinhas, parlendas, quadrinhas e adivinhas etc. adivinhas, para brincar e jogar. Tornar observável para Reconhece e utiliza rimas em as crianças as rimas e suas brincadeiras. repetições. Identifica parlendas, quadrinhas, adivinhas e Oferecer oportunidades outros textos de tradição oral frequentes de contato com apresentados pelo professor. diferentes suportes de texto, Ajusta o falado ao escrito tornando observáveis as a partir dos textos já características linguísticas, memorizados, tais como estruturais e função social. parlendas, quadrinhas e outros do repertório de tradição oral. Ler, ainda que não Localiza palavras num texto convencionalmente Propor atividades solicitando que sabe de memória, que a criança diga onde tais como as brincadeiras está escrita determinada cantadas, adivinhas, expressão e/ou palavra em quadrinhas, parlendas e textos conhecidos. demais textos do repertório da tradição oral. Efetuar atividades que envolvam a identificação de Localiza um nome específico nomes das crianças da sala numa lista de palavras do e de nomes em diferentes mesmo campo semântico listas, usando práticas (nomes, ingredientes de uma sociais tais como chamadas, receita, peças do jogo etc.). elaboração de lista de material para festa etc. Guia de Planejamento e Orientações didáticas 21
  • 23. Diferencia publicações tais como jornais, cartazes, Tornar observável a relação folhetos, textos publicitários entre imagem e texto, etc. chamando a atenção para Distingue algumas os recursos que o ilustrador características básicas usou para transmitir ideias. dos textos informativos e Criar situações em que as jornalísticos e conhece os crianças possam antecipar diferentes usos e funções os sentidos do conteúdo dos desses portadores. textos olhando as imagens. Lê legendas ou partes delas Manifestar às crianças suas a partir das imagens e de preferências e escolhas em outros índices gráficos. relação às leituras. Aprecia a leitura e comenta suas preferências. Ler, ainda que não convencionalmente Antecipa significados de um texto escrito a partir das imagens/ilustrações que o acompanham ou marcadores Ler para as crianças característicos de cada diferentes tipos de livros e gênero. textos, tornando observáveis Identifica legendas e os procedimentos de leitura levanta hipóteses sobre seu para cada tipo de suporte de significado. texto. Diferencia tipos de livros, literários, informativos e demais suportes de texto, e sabe nomeá-los, conhecendo seus usos. Ler narrativas e contos Escuta atentamente. Faz para as crianças, tornando comentários sobre a trama, observáveis as linguagens os personagens e cenários. Apreciar textos literários próprias a este tipo Relembra trechos. Consegue de texto, explicitando relacionar as ilustrações com os comportamentos e trechos da história. procedimentos leitores. 22 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  • 24. Consegue recontar uma história que ouviu mantendo Ler para crianças com uma sequência, recupera regularidade textos trechos da história usando narrativos literários. expressões ou termos do texto escrito. Apreciar textos literários Emite comentários pessoais Roda de biblioteca. Produção e opinativos sobre o texto oral com destino escrito. lido. Reconta histórias Solicitar que as crianças conhecidas, recuperando recontem após ouvir leituras algumas características da de contos. linguagem do texto lido pelo professor. Usa conhecimentos sobre as Apresenta diferentes gêneros características estruturais por meio da leitura, tornando- das narrativas clássicas ao -os familiares, apontando produzir um texto, ditando diferentes funções e ao professor, respeitando as organizações discursivas. normas da linguagem que se escreve. Produzir textos escritos ainda que não saiba Criar oportunidades de escrever convencionalmente Usa conhecimentos sobre as escrita coletiva de bilhetes, características estruturais cartas e textos instrucionais, dos bilhetes, das cartas, tornando observáveis suas e-mails ao produzir um texto, características gráficas, ditando ao professor. estruturais e função social. Criar oportunidades de escrever coletivamente Antecipa significados de um contos, tornando observáveis texto escrito. suas características. Guia de Planejamento e Orientações didáticas 23
  • 25. Propor jogos nos quais as crianças precisam achar as letras. Recita o nome de todas as Apresentar e disponibilizar letras, apontando-as. o alfabeto em letra bastão Associa as letras ao próprio (sem enfeites e desenhos), nome e aos dos colegas. lista de nomes etc. para Recorre ao alfabeto exposto apoiar a pesquisa gráfica na sala, quadro de presença, da criança para escrever de listas diversas etc. para próprio punho. escrever em situações de Criar oportunidades diárias prática social. para que as crianças Escreve o nome próprio e o Uso de texto fonte para escrevam seus nomes. de seus colegas onde isto se escrever de próprio punho Fazer atividades em que os faz necessário. alunos tenham necessidade Produz listas em contextos de utilizar a ordem alfabética necessários a uma em algumas de suas comunicação social: lista aplicações sociais, como no de ingredientes para uma uso de agenda telefônica, receita, títulos de histórias dicionários, enciclopédias lidas, brincadeiras preferidas etc. etc. Criar oportunidades para Arrisca-se a escrever que os alunos escrevam segundo suas hipóteses. listas com função social real, ainda que não o façam convencionalmente. Matemática As crianças do 1o ano têm o direito de usar seus conhecimentos e habilida- des para resolver problemas, raciocinar, calcular, medir, contar, localizar-se, es- tabelecer relações entre objetos e formas. Para isso, é necessário que a escola de Ensino Fundamental promova oportunidades e experiências variadas para que elas desenvolvam com confiança crescente todo o seu potencial na área. Fontes: PCNs, RCNEI, Matemática é D+ FVC 24 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  • 26. Expectativas de Condições didáticas e Observar se o aluno aprendizagem atividades Propor atividades que envolvam o sistema de numeração e o uso dos Atribui significado, produz e números em diferentes opera números em situações situações. diversas, de acordo com suas Promover sequências didáticas hipóteses. e/ou projetos didáticos nos Reflete acerca das quais as crianças precisem regularidades do sistema escrever os números (por numérico. exemplo, idade, telefone, Produz escritas numéricas, numeração do calçado, peso, ainda que não seja registro altura etc.), auxiliando para convencional. que se tornem observáveis as Sabe ouvir as explicações de regularidades. seus colegas, respeitando Garantir que todas as crianças as diferentes soluções tenham espaço, em algum encontradas. momento, para expor o que pensam e fazem. Criar situações em que as Usar números no cotidiano crianças ouçam as soluções Incorpora soluções quando e efetuar operações que os colegas acharam para pertinente. os problemas e reavaliem Realiza contagens orais de suas soluções, caso seja objetos usando a sequência apropriado. numérica. Criar oportunidades de Comunica quantidades, contagens em situações de utilizando linguagem oral, práticas sociais reais, por notação numérica ou exemplo, usando coleções registros não convencionais. de objetos de interesse das Constrói procedimentos crianças. de agrupamentos a fim Verificar como as crianças de facilitar a contagem e fazem contagens e que a comparação entre duas estratégias usam. coleções. Possibilitar o uso de jogos Indica o número que será de tabuleiro e de regras que obtido se forem retirados necessitem marcar pontos. objetos de uma coleção Criar oportunidades nas dada. quais as crianças tenham Indica o número de objetos que comparar quantidades que é preciso acrescentar de forma contextualizada. a uma coleção para que Propor problemas que ela tenha tantos elementos envolvam somar e subtrair. quanto os de outra coleção Criar situações-problema dada. envolvendo ações de transformar e acrescentar. Guia de Planejamento e Orientações didáticas 25
  • 27. Propor situações em que a criança tenha que se situar Identifica pontos de no espaço, deslocar-se nele, referência para indicar sua dar e receber instruções de localização na sala de aula. localização. Indica oralmente a posição Propor atividades em que as onde se encontra no espaço Estabelecer relações entre crianças possam representar escolar e a representa por espaço, objetos, pessoas e a posição de um objeto e/ meio de desenhos. forma ou pessoa estática ou em Indica o caminho para se movimento. movimentar no espaço Propor atividades nas quais escolar e chegar a um as crianças tenham que determinado local da escola construir utilizando desenhos e representa a trajetória, por de seu itinerário, solicitando meio de desenhos. pontos de referência. Propor atividades nas quais as crianças tenham que medir e/ou pesar Compara tamanhos, usando instrumentos estabelece relações. não convencionais e Utiliza expressões que convencionais, tais como fita denotam altura, peso, métrica, régua, balança etc. tamanho etc. Explorar diferentes Oferecer atividades em Pensa e desenvolve procedimentos para medir que as crianças precisem estratégias próprias e/ objetos e tempo calcular, por exemplo, ou com colegas para quantos passos é preciso medir, pesar e produzir dar para chegar a um representações dos dados determinado local etc. encontrados. Trabalhar diariamente com Identifica dias da semana, o calendário para identificar meses do ano, horas. o dia do mês e registrar a data. Ciências Naturais e Sociais (História, Geografia e Ciências Naturais) As crianças do 1o ano do Ensino Fundamental têm o direito de exercer seu pensamento, suas hipóteses, conhecendo a vida dos seres vivos e sua relação com o ambiente, os fenômenos naturais e sociais e as transformações que deles decorrem. Para isso, a escola de Ensino Fundamental precisa oferecer diferentes oportunidades para que a criança pense, estabeleça relações entre o ambiente, os seres vivos e os fenômenos naturais e sociais, valorize as diferenças entre os povos, para que pesquise com sentido e significado e desenvolva ações pa- ra garantir seu bem-estar, o bem-estar do outro e os cuidados com o ambiente. Fontes: RCNEI, PCNS 26 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  • 28. Expectativas de Condições didáticas e Observar se o aluno aprendizagem atividades Propor sequências de atividades e/ou projetos didáticos que envolvam estabelecer relações entre o ambiente e os seres vivos, Acompanha com interesse, seus modos de vida e as participando ativamente transformações pelas quais das etapas do projeto e/ou passam. sequência. Saber elaborar perguntas Interessar-se e demonstrar Busca responder às instigantes que despertam a curiosidade pelo mundo perguntas, pensando, criando curiosidade dos alunos. social e natural. hipóteses. Considerar o conhecimento Expõe suas ideias e modos das crianças acerca dos de resolver problemas. assuntos em estudo. Interessa-se pela maneira de Fomentar, entre as crianças, viver de diferentes grupos. curiosidade sobre a diversidade de hábitos, modos de vida e costumes de diferentes épocas, lugares e povos. Apresentar às crianças diferentes fontes para buscar informações, como objetos, Utiliza, com ajuda do fotografias, documentários, professor, diferentes fontes relatos de pessoas, livros, para buscar informações. mapas etc. Demonstra respeito em Estimular o respeito às relação às diferenças. diferenças existentes Interage com as diferentes entre os costumes, tradições culturais e as valores e hábitos das utiliza em suas brincadeiras, diversas famílias e grupos, jogos e apresentações. e o reconhecimento de Estabelece relações entre semelhanças. os fenômenos da natureza Proporcionar atividades de diferentes regiões (relevo, Estabelecer relações entre que envolvam histórias, rios, chuvas, secas etc.) e as o modo de vida de seu grupo brincadeiras, jogos e formas de vida dos grupos social e de outros grupos no canções que digam respeito sociais que ali vivem. presente e ou passado. às tradições culturais de sua comunidade e de outras. Criar, a partir de questões instigantes, situações para que as crianças Utiliza, com ajuda dos observem a paisagem e adultos, fotos, relatos e suas variações, construam outros registros para a novos conhecimentos e os observação de mudanças registrem. ocorridas nas paisagens ao Utilizar como suporte longo do tempo. fotografias, cartões-postais, Registra e representa de documentários, filmes, diferentes maneiras os entrevistas, mapas, que conhecimentos construídos. retratem as variações da paisagem. Guia de Planejamento e Orientações didáticas 27
  • 29. Partir do interesse das Utiliza a observação direta crianças e/ou instigá-las por e com uso de instrumentos, meio de questões a observar como binóculos, lupas, e conhecer formas de vida microscópios etc., para Identificar paisagens e de animais e pequenos obtenção de dados e fenômenos da natureza e seres vivos presentes no informações. sua relação com a vida dos cotidiano que despertem a Registra informações animais e das pessoas. curiosidade dos alunos. utilizando diferentes Oferecer oportunidades para formas: desenhos, textos que as crianças possam orais ditados ao professor, expor o que sabem sobre os comunicação oral registrada seres vivos que conhecem. em gravador etc. Valoriza e desenvolve Oferecer oportunidades para atitudes de manutenção e que as crianças, a partir de preservação dos espaços questões instigantes sobre a coletivos e do meio relação entre luz, nutrientes, ambiente. Estabelecer relações Estabelece algumas água e crescimento de entre os seres vivos e seu relações entre algumas vegetais, acompanhem e ambiente. espécies vegetais e suas cuidem de pequenos vasos necessidades vitais. na sala ou do cultivo de Conhece os cuidados hortaliças no espaço externo básicos para o crescimento da instituição. dos vegetais, por meio da sua criação e cultivo. Conhece algumas propriedades dos objetos: refletir, ampliar ou inverter Criar condições para que as as imagens, produzir, crianças possam atender às transmitir ou ampliar necessidades físicas com sons, propriedades independência. ferromagnéticas etc. Ensinar e oferecer condições Identifica necessidades para o autoaprendizado dos físicas e sabe satisfazê- cuidados de saúde. -las com independência. Tornar observável para a Exemplos: sede, frio, calor Aprender a cuidar de si no criança possíveis áreas de etc. cotidiano, com segurança risco, auxiliá-la a identificá-las Aprende cuidados básicos e autoconfiança, cuidar do com códigos identificadores de higiene. Exemplo: lavar as outro e do ambiente. de perigo. mãos após a ida ao banheiro Estimular as crianças a e antes de comer. auxiliarem os colegas em Movimenta-se com situações cotidianas. segurança, identificando Estimular as crianças a situações cotidianas de risco economizarem água. contra sua integridade física. Introduzir hábito de Oferece ajuda a um colega separação de lixo nas salas quando se faz necessário. e na escola. Desenvolve hábitos de cuidados com o ambiente, separação de lixo, economia de água etc. 28 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  • 30. Artes As crianças do 1o ano têm o direito de conhecer a produção artística e ex- pressar sua criatividade compartilhando pensamentos, ideias e sentimentos tam- bém por meio de atividades de exploração envolvendo artes visuais e música, reconhecidas como linguagem e conhecimento. Para isso, a escola de Ensino Fundamental deverá oferecer diferentes situações de contato com a produção artística, possibilitando o fazer e o apreciar. Fontes: RCNEI Expectativas de Condições didáticas e Observar se o aluno aprendizagem atividades Oferecer diversidade de produções artísticas para que a criança as aprecie. Instigar, na observação das obras, a descoberta e o Identifica algumas técnicas interesse das crianças. e procedimentos artísticos Escolher artistas cujas obras presentes nas obras visuais. sejam significativas para as Aprecia, externando opiniões, Reconhecer elementos crianças, quer pelo uso de sentimentos, reproduções básicos da linguagem visual. temas, quer pelas técnicas e de obra de arte em livros, suportes. internet, documentário, Pesquisar, junto com museus, casas de cultura, as crianças, em livros, ateliês. internet, museus e ao vivo, com artistas locais, informações interessantes sobre os artistas e as obras analisadas. Organizar um espaço para dispor os materiais e suportes necessários à Desenha, pinta, esculpe, produção e criar sistemática produz colagens, etc., de uso. transformando, produzindo Promover situações em novas formas, pesquisando que as crianças possam materiais, pensando sobre o Utilizar elementos da produzir em argila, massa linguagem visual para que produz. de modelar e demais Explora espaços e expressar-se. recursos que permitam a materiais bidimensionais tridimensionalidade. e tridimensionais em suas Expor, com estética e produções. cuidado, as produções das Valoriza suas produções e as crianças, socializar em roda de seus colegas. de conversa, por exemplo, as soluções encontradas para produzir com singularidade. Guia de Planejamento e Orientações didáticas 29