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III Reunião Técnica Regional
do Proinfância
Diretrizes Municipais da Educação Infantil
Estratégias de construção coletiva
ABRE-SE A PORTA PARA DECISÕES
A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa
de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
Voltava igualmente com meio perfil
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
Seu capricho, sua ilusão, sua miopia”. (CARLOS D. DE ANDRADE)
Diferentes pesquisadores têm enfatizado a importância
de levar em conta os sujeitos (professores, crianças e
jovens, famílias) na produção das propostas e nos
estudos dos processos educacionais. Um campo que
nos parece profícuo remete à necessidade de conhecer
não só histórias e trajetórias individuais de professores,
mas também as histórias das propostas e das equipes
institucionais, seus rumos, erros e acertos.
DIRETRIZ NACIONAL
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA
CRECHE/PRÉ-ESCOLA
DIRETRIZ MUNICIPAL
Avanços na construção de caminhos próprios para a Educação Infantil
dos municípios – a partir dos anos 2000.
- Desafios:
- Centralidade das decisões nas secretarias de educação;
- Ausência de diálogo entre o que se pretende e o que se tem;
- Descontinuidade.
Pensar coletivamente estratégias de ação a curto,
médio e longo prazo que garantam uma
construção de fato coletiva, uma implementação
mais eficiente, uma avaliação constante e
mudanças e/ou fortalecimento dos rumos.
Desafio:
•encontrar unidade na
diversidade;
PROPOSTA PEDAGÓGICA e CURRÍCULO
• Proposta Pedagógica, entre outros conceitos:
“explicitação de qualquer orientação presente na
escola” (KISHIMOTO, 1994);
• Poderíamos então afirmar que o currículo na
Educação Infantil orienta-se por uma proposta
pedagógica que revela determinada concepção de
infância e de escola?
CONCEPÇÕES DE CRIANÇA E INFÂNCIA
• Ambas as concepções são produtos da cultura e da história, todas são crianças,
porém, podemos encontrar nos diversos contextos sociais várias formas de infância;
• Defendemos a concepção de criança contextualizada em sua concretude de
existência social, cultural e histórica, participante da sociedade e da cultura de seu
tempo e espaço, modificando e sendo modificada por ela;
• Tê-la como um “sujeito de direitos” socialmente competente com direito à voz e a
participação nas escolhas, que consegue recriar, refundar, resignificar a história
individual e social, que vê o mundo com seus próprios olhos, capaz de estabelecer
múltiplas relações, de produzir cultura do grupo, as culturas infantis, por meio da
expressão e manifestação nas diferentes linguagens e de diferentes modos de agir.
Constrói seus saberes, reproduzindo e criando novas brincadeiras com novos
significados;
CONCEPÇÕES DE CRIANÇA E INFÂNCIA
• Dar visibilidade aos bebês, pois defendemos a ideia de que são
competentes e capazes de interagir entre si desde muito pequenos, não
dependendo do nível de competência cognitiva ou linguística. São
capazes de criar uma série de estratégias que aproximam umas das
outras, realizando uma verdadeira “fusão eu – outro, através das
imitações, oposições e sincronias de ritmos e harmonia com grupos de
crianças e dos adultos/educadores com os quais convive.
• Defesa de que a Infância não se encerra aos 05 anos quando as
crianças saem da Educação Infantil; sua entrada no Ensino
Fundamental, não a destitui dessa categoria que segundo alguns
autores se estendem até aos doze anos, ECA por exemplo.
CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
• É a primeira etapa da Educação Básica, que em nossa rede é oferecida
nos CEIs, CEIIs, EMEIs e CEMEI que devem ser considerados espaços
coletivos e privilegiados de vivência da Infância (0 a 5 anos), que
contribuem para a identidade social e cultural das crianças,
fortalecendo o caráter integrado do cuidar e educar, em ação
complementar a da família;
• É o lugar onde se garante o direito à infância e o direito a melhor
condição de vida para todas as crianças – meninos e meninas, pobres,
ricas, negras, brancas, indígenas, com deficiência sensorial, física,
intelectual e com distúrbios globais do desenvolvimento reconhecendo
e valorizando a diversidade cultural das crianças e de suas famílias;
PRINCÍPIOS DA PEDAGOGIA DA INFÂNCIA
• Considerar a criança como principal protagonista da ação educativa;
• A indissociabilidade do cuidar e educar no fazer pedagógico;
• Considerar a criança como centro da atenção do Projeto Político Pedagógico;
• Possibilitar à criança o acesso aos bens culturais, construídos pela humanidade,
considerando-a: sujeito de direitos, portadora de história e construtora das culturas
infantis;
• Reconhecer e valorizar a diversidade cultural das crianças e de suas famílias;
• Dar destaque ao brincar, a ludicidade e às expressões das crianças na prática
pedagógica de construção de todas as dimensões humanas;
• Considerar a organização do espaço físico e tempo como um dos elementos
fundamentais na construção dessa pedagogia;
PRINCÍPIOS DA PEDAGOGIA DA INFÂNCIA
• Efetivar propostas que promovam a autonomia e a multiplicidade de experiências;
• Possibilitar a integração de diferentes idades entre os agrupamentos ou turmas;
• Estabelecer parcerias de participação com as famílias;
• Estender o “espaço educativo” para a rua ou bairro e a cidade;
• Buscar continuidade educativa da Educação Infantil na direção do Ensino
Fundamental.
CONCEPÇÕES DE CURRÍCULO E
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
• Partindo dos conceitos apresentados nas Diretrizes Curriculares Nacionais para
Educação Infantil, de currículo: “ conjunto de práticas que buscam articular as
experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do
patrimônio cultural, artístico, ambiental, cientifico e tecnológico, de modo a promover o
desenvolvimento integral das crianças de 0 a 5 anos” e de Projeto Politico Pedagógico:
“plano orientador das ações da instituição e define as metas que se pretende para a
aprendizagem e o desenvolvimento das crianças que nela são educados e cuidados. É
elaborado num processo coletivo, com a participação da direção, dos professores e da
comunidade escolar” , promover na rede um movimento em que possamos conhecer e
discutir sobre qual currículo está sendo praticado nas unidades.
CONCEPÇÕES DE CURRÍCULO E PROJETO
POLÍTICO PEDAGÓGICO
• Efetivar uma reflexão sobre o currículo para que possamos
promover um movimento de reorientação curricular que vá ao
encontro com as concepções de criança/infância , educação
infantil e princípios da pedagogia da infância que
defendemos;
Concepção de Currículo
nos últimos 20 anos, foi se acumulando uma série de
conhecimentos sobre as formas de organização do cotidiano
das unidades de Educação Infantil de modo a promover o
desenvolvimento das crianças. Finalmente, a integração das
creches e pré-escolas no sistema da educação formal impõe à
Educação Infantil trabalhar com o conceito de currículo,
articulando-o com o de projeto pedagógico.
Concepção de Currículo
Esta concepção de currículo foge de versões já superadas de conceber
listas de conteúdos obrigatórios, ou disciplinas estanques, de pensar
que na Educação infantil não há necessidade de qualquer
planejamento de atividades onde o que rege é um calendário voltado a
comemorar determinadas datas sem avaliar o sentido das mesmas e o
valor formativo dessas comemorações, e também da ideia de que o
saber do senso comum é o que deve ser tratado com crianças
pequenas.
Concepção de currículo
A definição de currículo defendida nas Diretrizes
põe o foco na ação mediadora da instituição de
Educação infantil como articuladora das
experiências e saberes das crianças e os
conhecimentos que circulam na cultura mais
ampla e que despertam o interesse das crianças.
PERFIL DO(A) EDUCADOR(A) DA INFÂNCIA
• Consideramos que todos (as) os (as)profissionais da Unidade de Educação Infantil são
educadores (as) porque contribuem para a formação e crescimento das crianças, cuidando e
educando-as;
• O (a) educador (a) da Infância deve ter um papel fundamental como “observador
participativo”, que intervém para oferecer, em cada circunstância, os recursos necessários à
atividade infantil, de forma a desafiar, promover interações, despertar a curiosidade, mediar
conflitos, garantir realizações significativas e promover acesso à cultura, possibilitando que as
crianças expressem a cultura infantil;
PERFIL DO(A) EDUCADOR(A) DA INFÂNCIA
• Investir nas reflexões dos (as) educadores (as) enquanto sujeitos na construção de sua
competência destacando e respeitando os seus “saberes da experiência”, os seus “saberes
pedagógicos” e seus “saberes das diversas áreas do conhecimento” (sociologia, antropologia,
historia, arte, matemática, meio ambiente, tecnologia, linguísticos ), para torna-los
profissionais sensíveis, capaes de lidar com a especificidade exigida para o trabalho com as
crianças de 0 a 10 anos.
• Para a pequena infância promover a discussão: COMO SER PROFESSOR SEM DAR AULAS?
QUALIDADE E AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO
INFANTIL
• Tendo como ponto de partida o que nos aponta Bondioli, 2003 – a qualidade não é um valor
absoluto, não é um produto, não é um dado, mas sim se constrói, através da consciência, da
troca de saberes, do confronto construtivo de pontos de vista, do hábito de pactuar e
examinar a realidade, da capacidade de cooperar para aspectos da “transformação
para melhor”, entendemos que possamos instaurar um movimento para que sejam construídos
critérios para avaliarmos a qualidade do trabalho desenvolvido na rede, levando em conta
organização dos tempos e espaços, materiais, relação com a família e comunidade, infra-
estrutura dos prédios e outros aspectos indicados pelos educadores.
QUALIDADE E AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO
INFANTIL
• A avaliação se dá em vários âmbitos, e no âmbito da aprendizagem das crianças, deve estar em
sintonia entre a prática cotidiana vivenciada pelas crianças e o planejamento do (a) educador
(a), constituindo-se em um elo significativo refletindo permanentemente sobre as ações e
pensamentos das crianças, realizando, uma análise teórico-reflexiva de suas observações.
Nunca terá como objetivo classificar as crianças por suas aprendizagens e saberes, mas sim
historicizar o percurso por elas vivido;
• Propor um estudo sobre o que é um trabalho de qualidade social na Educação Infantil para a
Rede Municipal de Ensino com vistas a criação de Indicadores de Qualidade.
Pontos a considerar:
•Interesse político e pedagógico;
•Despertar e convencer da necessidade de
fazer essa tarefa;
Pontos a considerar:
• Se já existe Diretriz, Proposta – considerar essa
trajetória;
• Construir um Plano estratégico: consultoria, tamanho
da rede, momentos para estudo, discussão,
encaminhamentos de propostas, sistematização,
revisão, aprovação (presenciais ou outras formas de
participação), recursos;
Pontos a considerar:
•Construir coletivamente um esboço do que
é necessário constar nessa diretriz;
•Definir referenciais teóricos;
• Elaborar os textos bases (preliminares);
• Distribuir no tempo – etapas: estudo, discussão,
proposições, sistematização, revisão, aprovação;
• Definir o que é diretriz para o município (Princípios,
Fundamentos e Procedimentos) e o que é proposta
pedagógica da instituição (Princípios, Fundamentos e
Procedimentos);
Pontos a considerar:
Dinâmica de Grupo
•Levantar elementos que
poderão compor uma
Diretriz Municipal;
•Sugerir temas para a IV
Reunião Regional
Elementos da Diretriz Municipal
• Breve histórico da Educação Infantil no Brasil
• Marcos Legais
• A Educação Infantil no município – avanços e desafios
• Compromisso com os princípios éticos, políticos e estéticos
• Composição da rede municipal
• Concepção de Infância
• Concepção de currículo
Elementos da Diretriz Municipal
• As crianças de 0 a 3 anos
• As crianças de 4 e 5 anos
• O cuidar e o educar como aspectos integrados
• As interações e as brincadeiras
• O corpo e o movimento
• O processo inclusivo
• Os mecanismos de controle social
• A relação com as famílias
• O trabalho articulado com outras políticas
Elementos da Diretriz Municipal
• Os critérios de matrícula;
• Jornada, dias letivos
• A organização dos grupos etários;
• A organização dos tempos e dos espaços
• A avaliação da qualidade
• A avaliação da aprendizagem e do desenvolvimento das
crianças
Elementos da Diretriz Municipal
• A articulação com o ensino fundamental
• Formação continuada em serviço;
• Hora atividade;
• Os mecanismos de distribuição de recursos
• O papel da secretaria municipal de educação
• O papel da gestão
• O papel do professor
• O papel dos demais profissionais
“Criança tem pressa de viver,
e não lhe prometam uma
compensação no
futuro,
a necessidade é urgente,
o bálsamo que venha já,
amanhã será tarde demais...”
Carlos Drummond de Andrade
PROGRAMAÇÃO
III Encontro Estadual do Proinfância no Paraná e X Encontro
Regional Sul do MIEIB -
07, 08 e 09 de abril de 2014 - Curitiba - PR -
Realização: MEC/SEB/COEDI e MIEIB/FEIPAR/FCEI/FGEI
"A Educação Infantil no contexto das políticas públicas:
demandas, ações e perspectivas"
07/04/14 – SEGUNDA
9:00 – 12:00: Colegiado MIEIB
12:00 - 13:30: Almoço
13:30 - 14:30: PNE, CONAE e PME: perspectivas no
contexto político atual.
14:30 – 1730: Grupos temáticos – Fóruns do Regional
Sul
1. PNE – CONAE: contexto, posicionamento do MIEIB quanto à meta 5, reconhecimento do movimento pelo FNE,
mapeamento da representatividade na CONAE e posicionamento quanto ao adiamento – moção de repúdio
2. PROINFÂNCIA e FÓRUNS: (pauta em Vitória) acompanhamento dos fóruns estaduais, devolutiva dos
consultores da realidade dos municípios quanto à dimensão pedagógica em consonância com as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a EI de 2009, dentre outros documentos orientadores oficiais produzidos pelo
MEC-COEDI
3. Docência na EI: formação inicial, articulação com as IES para o debate quanto ao currículo dos cursos de
Pedagogia, fomento para discussão nos fóruns sobre a carreira docente e a divisão do trabalho –
fragmentação – com a contratação de especialistas dentre outros, Lei do piso...
4. Corte etário – matrícula na EI e EF: contexto atual nos estados e municípios e a LDB 12.796
18:00 - 19:00: Mesa de abertura: MEC/SEB, SECADI, ANPED, CNE,
UNDIME NACIONAL, MIEIB, UNCME NACIONAL, MP-PR, CEE-PR,
UFPR, SEED-PR
19:00 - 20:00: Conferência "Educação Infantil como uma política
de inclusão" Martinha Clarete Dutra dos Santos - (SECADI).
Coordenação: Sueli Fernandes - (UFPR)
20:30 - 22:00: Jantar
08/04/14 - TERÇA
9:00 - 10:30: Mesa "Desafios e perspectivas da Educação Infantil -
Qualidade, Financiamento e Acesso". Astrit Tozzo (UNDIME-SC); Hilário
Royer (TCE-RS); Tiago Lippold Radünz (FNDE) . Mediação: Carlos Eduardo Sanches
(CEE-PR)
10:30 - 12:00: Mesa: "Avaliação na Educação Infantil no âmbito das políticas
públicas" - Marlene dos Santos (MIEIB/GT Avaliação); Catarina de Souza Moro
(Comissão de especialistas INEP e GT de Avaliação UFPR); representante INEP.
Mediação: Rita de Cássia F. Coelho (COEDI/SEB/MEC)
14:00 – 15h30: Mesa "A docência na Educação Infantil e as políticas de
formação: um diálogo necessário entre os cursos de pedagogia, a gestão
municipal e a Secretaria da Educação Básica". - Yvelise Arcoverde (DAGE/SEB/MEC);
Marcelo Soares P. da Silva (FORUMDIR); Maria Carmem Silveira Barbosa (UFRGS). Mediação:
Moacir Feitosa (CNE)
15h30 – 15h50: Intervalo
15h50 – 17h: Debatedores - MIEIB e UNDIME
17h – 18h45: Grupos temáticos MIEIB: proposições para apresentação na
Assembléia
19:00 - 20:00: Jantar
09/04/14 - QUARTA
08:30 - 10:30: Mesa: "Organização do espaço do Proinfância". Maria da
Graça Horn consultora (COEDI/MEC). Debatedoras: Claudia Maria da Cruz, consultora
(COEDI/MEC); Daniele Marques Vieira, consultora (COEDI/MEC), Simone Albuquerque
coordenadora Projeto UFRGS/MEC
11:00 - 11:30: Debate
12:00 - 13:30: Almoço
13:45 - 14:30: Organização dos grupos temáticos
14:30 - 14:45: Intervalo
14:45 - 17:30: Assembléia do Regional Sul do MIEIB
Coordenação: apresentação das proposições dos grupos e
definição dos encaminhamentos mediante as pautas
apresentadas.
Grata pela atenção!!!
Claudia Maria da Cruz
proinfanciasc@gmail.com
claudiacruzeduca@gmail.com
http://maisinfanciasantacatarina.blogspot.com.br/
41-35379019
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Diretriz municipal da_educação_infantil

  • 1. III Reunião Técnica Regional do Proinfância Diretrizes Municipais da Educação Infantil Estratégias de construção coletiva
  • 2. ABRE-SE A PORTA PARA DECISÕES A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, Porque a meia pessoa que entrava Só trazia o perfil de meia verdade. E sua segunda metade Voltava igualmente com meio perfil E os meios perfis não coincidiam.
  • 3. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram ao lugar luminoso Onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades Diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era totalmente bela. E carecia optar. Cada um optou conforme Seu capricho, sua ilusão, sua miopia”. (CARLOS D. DE ANDRADE)
  • 4. Diferentes pesquisadores têm enfatizado a importância de levar em conta os sujeitos (professores, crianças e jovens, famílias) na produção das propostas e nos estudos dos processos educacionais. Um campo que nos parece profícuo remete à necessidade de conhecer não só histórias e trajetórias individuais de professores, mas também as histórias das propostas e das equipes institucionais, seus rumos, erros e acertos.
  • 5. DIRETRIZ NACIONAL PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA CRECHE/PRÉ-ESCOLA DIRETRIZ MUNICIPAL
  • 6. Avanços na construção de caminhos próprios para a Educação Infantil dos municípios – a partir dos anos 2000. - Desafios: - Centralidade das decisões nas secretarias de educação; - Ausência de diálogo entre o que se pretende e o que se tem; - Descontinuidade.
  • 7. Pensar coletivamente estratégias de ação a curto, médio e longo prazo que garantam uma construção de fato coletiva, uma implementação mais eficiente, uma avaliação constante e mudanças e/ou fortalecimento dos rumos.
  • 9. PROPOSTA PEDAGÓGICA e CURRÍCULO • Proposta Pedagógica, entre outros conceitos: “explicitação de qualquer orientação presente na escola” (KISHIMOTO, 1994); • Poderíamos então afirmar que o currículo na Educação Infantil orienta-se por uma proposta pedagógica que revela determinada concepção de infância e de escola?
  • 10. CONCEPÇÕES DE CRIANÇA E INFÂNCIA • Ambas as concepções são produtos da cultura e da história, todas são crianças, porém, podemos encontrar nos diversos contextos sociais várias formas de infância; • Defendemos a concepção de criança contextualizada em sua concretude de existência social, cultural e histórica, participante da sociedade e da cultura de seu tempo e espaço, modificando e sendo modificada por ela; • Tê-la como um “sujeito de direitos” socialmente competente com direito à voz e a participação nas escolhas, que consegue recriar, refundar, resignificar a história individual e social, que vê o mundo com seus próprios olhos, capaz de estabelecer múltiplas relações, de produzir cultura do grupo, as culturas infantis, por meio da expressão e manifestação nas diferentes linguagens e de diferentes modos de agir. Constrói seus saberes, reproduzindo e criando novas brincadeiras com novos significados;
  • 11. CONCEPÇÕES DE CRIANÇA E INFÂNCIA • Dar visibilidade aos bebês, pois defendemos a ideia de que são competentes e capazes de interagir entre si desde muito pequenos, não dependendo do nível de competência cognitiva ou linguística. São capazes de criar uma série de estratégias que aproximam umas das outras, realizando uma verdadeira “fusão eu – outro, através das imitações, oposições e sincronias de ritmos e harmonia com grupos de crianças e dos adultos/educadores com os quais convive. • Defesa de que a Infância não se encerra aos 05 anos quando as crianças saem da Educação Infantil; sua entrada no Ensino Fundamental, não a destitui dessa categoria que segundo alguns autores se estendem até aos doze anos, ECA por exemplo.
  • 12. CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL • É a primeira etapa da Educação Básica, que em nossa rede é oferecida nos CEIs, CEIIs, EMEIs e CEMEI que devem ser considerados espaços coletivos e privilegiados de vivência da Infância (0 a 5 anos), que contribuem para a identidade social e cultural das crianças, fortalecendo o caráter integrado do cuidar e educar, em ação complementar a da família; • É o lugar onde se garante o direito à infância e o direito a melhor condição de vida para todas as crianças – meninos e meninas, pobres, ricas, negras, brancas, indígenas, com deficiência sensorial, física, intelectual e com distúrbios globais do desenvolvimento reconhecendo e valorizando a diversidade cultural das crianças e de suas famílias;
  • 13. PRINCÍPIOS DA PEDAGOGIA DA INFÂNCIA • Considerar a criança como principal protagonista da ação educativa; • A indissociabilidade do cuidar e educar no fazer pedagógico; • Considerar a criança como centro da atenção do Projeto Político Pedagógico; • Possibilitar à criança o acesso aos bens culturais, construídos pela humanidade, considerando-a: sujeito de direitos, portadora de história e construtora das culturas infantis; • Reconhecer e valorizar a diversidade cultural das crianças e de suas famílias; • Dar destaque ao brincar, a ludicidade e às expressões das crianças na prática pedagógica de construção de todas as dimensões humanas; • Considerar a organização do espaço físico e tempo como um dos elementos fundamentais na construção dessa pedagogia;
  • 14. PRINCÍPIOS DA PEDAGOGIA DA INFÂNCIA • Efetivar propostas que promovam a autonomia e a multiplicidade de experiências; • Possibilitar a integração de diferentes idades entre os agrupamentos ou turmas; • Estabelecer parcerias de participação com as famílias; • Estender o “espaço educativo” para a rua ou bairro e a cidade; • Buscar continuidade educativa da Educação Infantil na direção do Ensino Fundamental.
  • 15. CONCEPÇÕES DE CURRÍCULO E PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO • Partindo dos conceitos apresentados nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil, de currículo: “ conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, cientifico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral das crianças de 0 a 5 anos” e de Projeto Politico Pedagógico: “plano orientador das ações da instituição e define as metas que se pretende para a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças que nela são educados e cuidados. É elaborado num processo coletivo, com a participação da direção, dos professores e da comunidade escolar” , promover na rede um movimento em que possamos conhecer e discutir sobre qual currículo está sendo praticado nas unidades.
  • 16. CONCEPÇÕES DE CURRÍCULO E PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO • Efetivar uma reflexão sobre o currículo para que possamos promover um movimento de reorientação curricular que vá ao encontro com as concepções de criança/infância , educação infantil e princípios da pedagogia da infância que defendemos;
  • 17. Concepção de Currículo nos últimos 20 anos, foi se acumulando uma série de conhecimentos sobre as formas de organização do cotidiano das unidades de Educação Infantil de modo a promover o desenvolvimento das crianças. Finalmente, a integração das creches e pré-escolas no sistema da educação formal impõe à Educação Infantil trabalhar com o conceito de currículo, articulando-o com o de projeto pedagógico.
  • 18. Concepção de Currículo Esta concepção de currículo foge de versões já superadas de conceber listas de conteúdos obrigatórios, ou disciplinas estanques, de pensar que na Educação infantil não há necessidade de qualquer planejamento de atividades onde o que rege é um calendário voltado a comemorar determinadas datas sem avaliar o sentido das mesmas e o valor formativo dessas comemorações, e também da ideia de que o saber do senso comum é o que deve ser tratado com crianças pequenas.
  • 19. Concepção de currículo A definição de currículo defendida nas Diretrizes põe o foco na ação mediadora da instituição de Educação infantil como articuladora das experiências e saberes das crianças e os conhecimentos que circulam na cultura mais ampla e que despertam o interesse das crianças.
  • 20. PERFIL DO(A) EDUCADOR(A) DA INFÂNCIA • Consideramos que todos (as) os (as)profissionais da Unidade de Educação Infantil são educadores (as) porque contribuem para a formação e crescimento das crianças, cuidando e educando-as; • O (a) educador (a) da Infância deve ter um papel fundamental como “observador participativo”, que intervém para oferecer, em cada circunstância, os recursos necessários à atividade infantil, de forma a desafiar, promover interações, despertar a curiosidade, mediar conflitos, garantir realizações significativas e promover acesso à cultura, possibilitando que as crianças expressem a cultura infantil;
  • 21. PERFIL DO(A) EDUCADOR(A) DA INFÂNCIA • Investir nas reflexões dos (as) educadores (as) enquanto sujeitos na construção de sua competência destacando e respeitando os seus “saberes da experiência”, os seus “saberes pedagógicos” e seus “saberes das diversas áreas do conhecimento” (sociologia, antropologia, historia, arte, matemática, meio ambiente, tecnologia, linguísticos ), para torna-los profissionais sensíveis, capaes de lidar com a especificidade exigida para o trabalho com as crianças de 0 a 10 anos. • Para a pequena infância promover a discussão: COMO SER PROFESSOR SEM DAR AULAS?
  • 22. QUALIDADE E AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL • Tendo como ponto de partida o que nos aponta Bondioli, 2003 – a qualidade não é um valor absoluto, não é um produto, não é um dado, mas sim se constrói, através da consciência, da troca de saberes, do confronto construtivo de pontos de vista, do hábito de pactuar e examinar a realidade, da capacidade de cooperar para aspectos da “transformação para melhor”, entendemos que possamos instaurar um movimento para que sejam construídos critérios para avaliarmos a qualidade do trabalho desenvolvido na rede, levando em conta organização dos tempos e espaços, materiais, relação com a família e comunidade, infra- estrutura dos prédios e outros aspectos indicados pelos educadores.
  • 23. QUALIDADE E AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL • A avaliação se dá em vários âmbitos, e no âmbito da aprendizagem das crianças, deve estar em sintonia entre a prática cotidiana vivenciada pelas crianças e o planejamento do (a) educador (a), constituindo-se em um elo significativo refletindo permanentemente sobre as ações e pensamentos das crianças, realizando, uma análise teórico-reflexiva de suas observações. Nunca terá como objetivo classificar as crianças por suas aprendizagens e saberes, mas sim historicizar o percurso por elas vivido; • Propor um estudo sobre o que é um trabalho de qualidade social na Educação Infantil para a Rede Municipal de Ensino com vistas a criação de Indicadores de Qualidade.
  • 24. Pontos a considerar: •Interesse político e pedagógico; •Despertar e convencer da necessidade de fazer essa tarefa;
  • 25. Pontos a considerar: • Se já existe Diretriz, Proposta – considerar essa trajetória; • Construir um Plano estratégico: consultoria, tamanho da rede, momentos para estudo, discussão, encaminhamentos de propostas, sistematização, revisão, aprovação (presenciais ou outras formas de participação), recursos;
  • 26. Pontos a considerar: •Construir coletivamente um esboço do que é necessário constar nessa diretriz; •Definir referenciais teóricos;
  • 27. • Elaborar os textos bases (preliminares); • Distribuir no tempo – etapas: estudo, discussão, proposições, sistematização, revisão, aprovação; • Definir o que é diretriz para o município (Princípios, Fundamentos e Procedimentos) e o que é proposta pedagógica da instituição (Princípios, Fundamentos e Procedimentos); Pontos a considerar:
  • 28. Dinâmica de Grupo •Levantar elementos que poderão compor uma Diretriz Municipal; •Sugerir temas para a IV Reunião Regional
  • 29. Elementos da Diretriz Municipal • Breve histórico da Educação Infantil no Brasil • Marcos Legais • A Educação Infantil no município – avanços e desafios • Compromisso com os princípios éticos, políticos e estéticos • Composição da rede municipal • Concepção de Infância • Concepção de currículo
  • 30. Elementos da Diretriz Municipal • As crianças de 0 a 3 anos • As crianças de 4 e 5 anos • O cuidar e o educar como aspectos integrados • As interações e as brincadeiras • O corpo e o movimento • O processo inclusivo • Os mecanismos de controle social • A relação com as famílias • O trabalho articulado com outras políticas
  • 31. Elementos da Diretriz Municipal • Os critérios de matrícula; • Jornada, dias letivos • A organização dos grupos etários; • A organização dos tempos e dos espaços • A avaliação da qualidade • A avaliação da aprendizagem e do desenvolvimento das crianças
  • 32. Elementos da Diretriz Municipal • A articulação com o ensino fundamental • Formação continuada em serviço; • Hora atividade; • Os mecanismos de distribuição de recursos • O papel da secretaria municipal de educação • O papel da gestão • O papel do professor • O papel dos demais profissionais
  • 33. “Criança tem pressa de viver, e não lhe prometam uma compensação no futuro, a necessidade é urgente, o bálsamo que venha já, amanhã será tarde demais...” Carlos Drummond de Andrade
  • 34. PROGRAMAÇÃO III Encontro Estadual do Proinfância no Paraná e X Encontro Regional Sul do MIEIB - 07, 08 e 09 de abril de 2014 - Curitiba - PR - Realização: MEC/SEB/COEDI e MIEIB/FEIPAR/FCEI/FGEI "A Educação Infantil no contexto das políticas públicas: demandas, ações e perspectivas"
  • 35. 07/04/14 – SEGUNDA 9:00 – 12:00: Colegiado MIEIB 12:00 - 13:30: Almoço 13:30 - 14:30: PNE, CONAE e PME: perspectivas no contexto político atual. 14:30 – 1730: Grupos temáticos – Fóruns do Regional Sul
  • 36. 1. PNE – CONAE: contexto, posicionamento do MIEIB quanto à meta 5, reconhecimento do movimento pelo FNE, mapeamento da representatividade na CONAE e posicionamento quanto ao adiamento – moção de repúdio 2. PROINFÂNCIA e FÓRUNS: (pauta em Vitória) acompanhamento dos fóruns estaduais, devolutiva dos consultores da realidade dos municípios quanto à dimensão pedagógica em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a EI de 2009, dentre outros documentos orientadores oficiais produzidos pelo MEC-COEDI 3. Docência na EI: formação inicial, articulação com as IES para o debate quanto ao currículo dos cursos de Pedagogia, fomento para discussão nos fóruns sobre a carreira docente e a divisão do trabalho – fragmentação – com a contratação de especialistas dentre outros, Lei do piso... 4. Corte etário – matrícula na EI e EF: contexto atual nos estados e municípios e a LDB 12.796
  • 37. 18:00 - 19:00: Mesa de abertura: MEC/SEB, SECADI, ANPED, CNE, UNDIME NACIONAL, MIEIB, UNCME NACIONAL, MP-PR, CEE-PR, UFPR, SEED-PR 19:00 - 20:00: Conferência "Educação Infantil como uma política de inclusão" Martinha Clarete Dutra dos Santos - (SECADI). Coordenação: Sueli Fernandes - (UFPR) 20:30 - 22:00: Jantar
  • 38. 08/04/14 - TERÇA 9:00 - 10:30: Mesa "Desafios e perspectivas da Educação Infantil - Qualidade, Financiamento e Acesso". Astrit Tozzo (UNDIME-SC); Hilário Royer (TCE-RS); Tiago Lippold Radünz (FNDE) . Mediação: Carlos Eduardo Sanches (CEE-PR) 10:30 - 12:00: Mesa: "Avaliação na Educação Infantil no âmbito das políticas públicas" - Marlene dos Santos (MIEIB/GT Avaliação); Catarina de Souza Moro (Comissão de especialistas INEP e GT de Avaliação UFPR); representante INEP. Mediação: Rita de Cássia F. Coelho (COEDI/SEB/MEC)
  • 39. 14:00 – 15h30: Mesa "A docência na Educação Infantil e as políticas de formação: um diálogo necessário entre os cursos de pedagogia, a gestão municipal e a Secretaria da Educação Básica". - Yvelise Arcoverde (DAGE/SEB/MEC); Marcelo Soares P. da Silva (FORUMDIR); Maria Carmem Silveira Barbosa (UFRGS). Mediação: Moacir Feitosa (CNE) 15h30 – 15h50: Intervalo 15h50 – 17h: Debatedores - MIEIB e UNDIME 17h – 18h45: Grupos temáticos MIEIB: proposições para apresentação na Assembléia 19:00 - 20:00: Jantar
  • 40. 09/04/14 - QUARTA 08:30 - 10:30: Mesa: "Organização do espaço do Proinfância". Maria da Graça Horn consultora (COEDI/MEC). Debatedoras: Claudia Maria da Cruz, consultora (COEDI/MEC); Daniele Marques Vieira, consultora (COEDI/MEC), Simone Albuquerque coordenadora Projeto UFRGS/MEC 11:00 - 11:30: Debate 12:00 - 13:30: Almoço
  • 41. 13:45 - 14:30: Organização dos grupos temáticos 14:30 - 14:45: Intervalo 14:45 - 17:30: Assembléia do Regional Sul do MIEIB Coordenação: apresentação das proposições dos grupos e definição dos encaminhamentos mediante as pautas apresentadas.
  • 42. Grata pela atenção!!! Claudia Maria da Cruz proinfanciasc@gmail.com claudiacruzeduca@gmail.com http://maisinfanciasantacatarina.blogspot.com.br/ 41-35379019 41-92473836