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Conto do livro Jesus no Lar, pelo Espírito Neio Lúcio
Raquel, antiga servidora da residência de Cusa, ergueu a voz para indagar
do Mestre por que motivo a dor se convertia em aflição nos caminhos do
mundo. Não era o homem criação de Deus? Não dispõe a criatura do
abençoado concurso dos anjos? Não vela o Céu sobre os destinos da
Humanidade?
Jesus fitou na interlocutora o olhar firme e considerou:
- A razão da dor humana procede da proteção divina. Os povos são famílias
de Deus que, à maneira de grandes rebanhos, são chamados ao Aprisco do
Alto. A Terra é o caminho. A luta que ensina e edifica é a marcha. O
sofrimento é sempre o aguilhão que desperta as ovelhas distraídas à margem
da senda verdadeira.
Alguns instantes se escoaram mudos e o Mestre voltou a ponderar:
- O excesso de poder favorece o abuso, a demasia de conforto, não raro,
traz o relaxamento, e o pão que se amontoa, de sobra, costuma servir de
pasto aos vermes que se alegram no mofo...
Reparando, porém, que a assembleia de amigos lhe reclamava explicação
mais ampla, elucidou fraternalmente:
- Um anjo, por ordem do Eterno Pai, tomou à própria conta um homem
comum, desde o nascimento. Ensinou-lhe a alimentar-se, a mover os
membros e os músculos, a sorrir, a repousar e asilar-se nos braços maternos.
Sem afastar-se do protegido, dia e noite, deu-lhe as primeiras lições da
palavra e, em seguida, orientou-lhe os impulsos novos, favorecendo-lhe o
ensejo de aprender a raciocinar, a ler, a escrever e a contar.
Afastava-o, hora a hora, de influências perniciosas ou mortíferas dos
Espíritos infelizes que o arrebatariam, por certo, para o sorvedouro da
morte. Soprando-lhe ao pensamento ideias iluminadas aos clarões do
Infinito Bem, através de mil modos de socorro imperceptível, garantiu-lhe a
saúde e o equilíbrio do corpo. Dava-lhe medicamentos invisíveis, por
intermédio do ar e da água, da vestimenta e das plantas. Vezes sem conta,
salvou-o do erro, do crime e dos males sem remédio que atormentam os
pecadores. Ao amanhecer, o Pajem celestial acorria, atento, preparando-lhe
dia calmo e proveitoso, defendendo-lhe a respiração, a alimentação e o
pensamento, vigiando-lhe os passos, com amor, para melhor preservar-lhe
os dons;
Ao anoitecer, postava-se-lhe à cabeceira, amparando-lhe o corpo contra o
ataque de gênios infernais, aguardando-o, com material cuidado, para as
doces instruções espirituais nos momentos de sono. No transcurso da vida,
guiou-lhe os ideais, auxiliou-o a selecionar as emoções e a situar-se em
trabalho digno e respeitável; clareou-lhe o cérebro jovem, insuflou-lhe
entusiasmo santo, rumo à vida superior, e estimulou-o a formar um reino de
serviço, progresso e aperfeiçoamento, num lar. O homem, todavia, que
nunca se lembrava de agradecer as bênçãos que o cercavam, fez-se
orgulhoso e cruel, diante dos interesses alheios. Ele, que tinha tamanhas
graças do Céu, jamais se animou a estendê-las na Terra e passou
simplesmente a humilhar os outros com a glória de que fora revestido por
seu devotado e invisível benfeitor.
Quando experimentou o primeiro desgosto, que ele mesmo provocou
menosprezando a lei do amor universal, que determina a fraternidade e o
respeito aos semelhantes, gesticulou, revoltado, contra o Céu, acusando o
Supremo Senhor de injusto e indiferente. Aflito, o anjo guardião procurava
levantar-lhe o ideal de bondade, quando um Anjo Maior se aproximou dele e
ordenou que o primeiro dissabor do tutelado endurecido por excesso de
regalias se convertesse em aflição. Rolando, mentalmente, de aflição em
aflição, o homem começou a recolher os valores da paciência, da humildade,
do amor e da paz com todos, fazendo-se, então, precioso colaborador do Pai,
na Criação.
Reflexão:
Uma das coisas mais difíceis para o homem é a percepção de Deus.
Buscando compreender melhor a Deus, o homem, em sua pequenez, tenta
explicar os fenômenos naturais a partir de atributos que colocam o Criador
como aquele pai amoroso. Deus é infinito; Deus é onipresente, onipotente,
soberanamente justo e bom; Deus é misericórdia, é pai, é amor. Esses
atributos são premissas sobre as quais baseamos toda a nossa crença, todos
os nossos valores, toda a nossa fé. Existe, porém, uma interpretação
equivocada quando, ao tentarmos perceber Deus dessa forma, achamos
injusto que aja dor, sofrimento na vida humana, e que seja possível afirmar
que a felicidade não é deste mundo de provas e expiações.
Os mais precipitados questionam: Como Deus sendo soberanamente bom e
justo, não criou o homem para a felicidade, afastando de sua vida toda
vicissitude, tornando-o anjo de bondade e misericórdia, desde o início dos
tempos? Isto, em sua maneira de pensar constitui-se num paradoxo, isto é,
um contrassenso. Na realidade, Deus criou o homem para a felicidade. Mas
cabe a este possuidor de inteligência evolutiva e de livre-arbítrio, aprender a
construí-la em seu caminho. A rota está bem definida, e o critério de justiça
está determinado desde o início dos tempos. O fiel da balança é o amor em
todas as suas formas, cabendo ao homem aprendê-las, incorporá-las a si,
iluminando sua vida, elevando o seu espírito em pureza e compreensão.
A dor é sempre a consequência do desequilíbrio causado pelo
descumprimento da lei natural. A dor é a indicação do desvio que faculta ao
homem a retomada do caminho. O sofrimento é a consequência da postura
que assumimos diante da dor, o que nos leva a concluir que a felicidade está
diretamente ligada ao bem ou mal sofrer. Os recursos da criação sempre nos
serão dados. Mas necessário se torna que nos habilitemos a recebê-los. A
intervenção do plano espiritual na vida do homem é contínua, mas a sintonia
com que nós nos ligamos nos valores do amor é que diferencia a influência
que estamos dispostos a receber.
Aquele que teima em se manter ligado, através do pensamento, à palavras e
obras nos níveis mais baixos da vibração humana, relacionado com os
valores do infinito e das paixões materiais, recebe a cooperação daqueles
que sintonizam com a sua faixa vibratória, fechando os canais de recepção
da luz divina. Pensamento negativo, influência negativa e consequência
carregada pela dor e pelo sofrimento. Pensamento positivo, sintonia com o
amor de Deus. Disposição para o trabalho útil, influência positiva, que
reforça o espírito de fé e de esperança, tornando-o pleno de luz e de
compreensão. Para esses, a dor não será sofrimento, mas escola de
aprendizado, crescimento e iluminação interior.
Assim, se hoje te sentes triste, movido pela dor da ingratidão, da
incompreensão; se hoje te sentes abandonado pela vida, pensa que junto de
ti existem muitos amigos amorosos que desejam ajudar-te a vencer tuas
provas, e a transmitir-te ânimo e entusiasmo para a tua luta. Não esmoreças.
Creia na justiça de Deus, e aceita que todas as coisas estão certas em tua
vida. Eleva teus pensamentos e afasta de ti a amargura, a queixa, o azedume,
que faz com que te tornes brigado com o mundo. Olha à tua volta e sente a
presença do Criador em todas as coisas. Deixa que Sua misericórdia penetre
em teu espírito, enchendo-te de paz e equilíbrio. Coloca um sorriso em teus
lábios e agradece a oportunidade da vida a te proporcionar as experiências
que necessitas para a tua iluminação interior. Não te lastimes! Sê resignado,
e busca sair da inércia em que te encontras para agir no mundo em que vive.
Busca ser útil a teu próximo de alguma forma. Que Deus te permita
participar de Sua obra de amor e caridade. Verás como a paz há de se
instalar em teu espírito; sentirás a presença dos Espíritos fraternos que nos
guiam a caminho da luz. Abre o teu canal de comunicação com as forças
sublimes da espiritualidade. Junto a ti existe um Anjo que vela pelo teu
destino, em todos os momentos, e que deseja que compreendas os valores do
bem e da verdade. Enxuga toda lágrima originada na dor e no sofrimento, e
deixa fluir as lágrimas do amor e do agradecimento ao Pai pela vida e pela
experiência. Enfrenta as dores do mundo como lições de aprendizado,
agindo como forjadora de luz e sabedoria. Exercita a caridade e verás a
misericórdia de Deus a acompanhar-te em todos os momentos de tua vida.
Que a paz de Jesus fique no coração de todos.
Muita paz!
Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br
Com estudos comentados de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho
Segundo o Espiritismo.

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Série Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 133 - Lógica da Providência
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A razão da dor

  • 1.
  • 2. Conto do livro Jesus no Lar, pelo Espírito Neio Lúcio Raquel, antiga servidora da residência de Cusa, ergueu a voz para indagar do Mestre por que motivo a dor se convertia em aflição nos caminhos do mundo. Não era o homem criação de Deus? Não dispõe a criatura do abençoado concurso dos anjos? Não vela o Céu sobre os destinos da Humanidade? Jesus fitou na interlocutora o olhar firme e considerou: - A razão da dor humana procede da proteção divina. Os povos são famílias de Deus que, à maneira de grandes rebanhos, são chamados ao Aprisco do Alto. A Terra é o caminho. A luta que ensina e edifica é a marcha. O sofrimento é sempre o aguilhão que desperta as ovelhas distraídas à margem da senda verdadeira.
  • 3. Alguns instantes se escoaram mudos e o Mestre voltou a ponderar: - O excesso de poder favorece o abuso, a demasia de conforto, não raro, traz o relaxamento, e o pão que se amontoa, de sobra, costuma servir de pasto aos vermes que se alegram no mofo... Reparando, porém, que a assembleia de amigos lhe reclamava explicação mais ampla, elucidou fraternalmente: - Um anjo, por ordem do Eterno Pai, tomou à própria conta um homem comum, desde o nascimento. Ensinou-lhe a alimentar-se, a mover os membros e os músculos, a sorrir, a repousar e asilar-se nos braços maternos. Sem afastar-se do protegido, dia e noite, deu-lhe as primeiras lições da palavra e, em seguida, orientou-lhe os impulsos novos, favorecendo-lhe o ensejo de aprender a raciocinar, a ler, a escrever e a contar.
  • 4. Afastava-o, hora a hora, de influências perniciosas ou mortíferas dos Espíritos infelizes que o arrebatariam, por certo, para o sorvedouro da morte. Soprando-lhe ao pensamento ideias iluminadas aos clarões do Infinito Bem, através de mil modos de socorro imperceptível, garantiu-lhe a saúde e o equilíbrio do corpo. Dava-lhe medicamentos invisíveis, por intermédio do ar e da água, da vestimenta e das plantas. Vezes sem conta, salvou-o do erro, do crime e dos males sem remédio que atormentam os pecadores. Ao amanhecer, o Pajem celestial acorria, atento, preparando-lhe dia calmo e proveitoso, defendendo-lhe a respiração, a alimentação e o pensamento, vigiando-lhe os passos, com amor, para melhor preservar-lhe os dons;
  • 5. Ao anoitecer, postava-se-lhe à cabeceira, amparando-lhe o corpo contra o ataque de gênios infernais, aguardando-o, com material cuidado, para as doces instruções espirituais nos momentos de sono. No transcurso da vida, guiou-lhe os ideais, auxiliou-o a selecionar as emoções e a situar-se em trabalho digno e respeitável; clareou-lhe o cérebro jovem, insuflou-lhe entusiasmo santo, rumo à vida superior, e estimulou-o a formar um reino de serviço, progresso e aperfeiçoamento, num lar. O homem, todavia, que nunca se lembrava de agradecer as bênçãos que o cercavam, fez-se orgulhoso e cruel, diante dos interesses alheios. Ele, que tinha tamanhas graças do Céu, jamais se animou a estendê-las na Terra e passou simplesmente a humilhar os outros com a glória de que fora revestido por seu devotado e invisível benfeitor.
  • 6. Quando experimentou o primeiro desgosto, que ele mesmo provocou menosprezando a lei do amor universal, que determina a fraternidade e o respeito aos semelhantes, gesticulou, revoltado, contra o Céu, acusando o Supremo Senhor de injusto e indiferente. Aflito, o anjo guardião procurava levantar-lhe o ideal de bondade, quando um Anjo Maior se aproximou dele e ordenou que o primeiro dissabor do tutelado endurecido por excesso de regalias se convertesse em aflição. Rolando, mentalmente, de aflição em aflição, o homem começou a recolher os valores da paciência, da humildade, do amor e da paz com todos, fazendo-se, então, precioso colaborador do Pai, na Criação.
  • 7. Reflexão: Uma das coisas mais difíceis para o homem é a percepção de Deus. Buscando compreender melhor a Deus, o homem, em sua pequenez, tenta explicar os fenômenos naturais a partir de atributos que colocam o Criador como aquele pai amoroso. Deus é infinito; Deus é onipresente, onipotente, soberanamente justo e bom; Deus é misericórdia, é pai, é amor. Esses atributos são premissas sobre as quais baseamos toda a nossa crença, todos os nossos valores, toda a nossa fé. Existe, porém, uma interpretação equivocada quando, ao tentarmos perceber Deus dessa forma, achamos injusto que aja dor, sofrimento na vida humana, e que seja possível afirmar que a felicidade não é deste mundo de provas e expiações.
  • 8. Os mais precipitados questionam: Como Deus sendo soberanamente bom e justo, não criou o homem para a felicidade, afastando de sua vida toda vicissitude, tornando-o anjo de bondade e misericórdia, desde o início dos tempos? Isto, em sua maneira de pensar constitui-se num paradoxo, isto é, um contrassenso. Na realidade, Deus criou o homem para a felicidade. Mas cabe a este possuidor de inteligência evolutiva e de livre-arbítrio, aprender a construí-la em seu caminho. A rota está bem definida, e o critério de justiça está determinado desde o início dos tempos. O fiel da balança é o amor em todas as suas formas, cabendo ao homem aprendê-las, incorporá-las a si, iluminando sua vida, elevando o seu espírito em pureza e compreensão.
  • 9. A dor é sempre a consequência do desequilíbrio causado pelo descumprimento da lei natural. A dor é a indicação do desvio que faculta ao homem a retomada do caminho. O sofrimento é a consequência da postura que assumimos diante da dor, o que nos leva a concluir que a felicidade está diretamente ligada ao bem ou mal sofrer. Os recursos da criação sempre nos serão dados. Mas necessário se torna que nos habilitemos a recebê-los. A intervenção do plano espiritual na vida do homem é contínua, mas a sintonia com que nós nos ligamos nos valores do amor é que diferencia a influência que estamos dispostos a receber.
  • 10. Aquele que teima em se manter ligado, através do pensamento, à palavras e obras nos níveis mais baixos da vibração humana, relacionado com os valores do infinito e das paixões materiais, recebe a cooperação daqueles que sintonizam com a sua faixa vibratória, fechando os canais de recepção da luz divina. Pensamento negativo, influência negativa e consequência carregada pela dor e pelo sofrimento. Pensamento positivo, sintonia com o amor de Deus. Disposição para o trabalho útil, influência positiva, que reforça o espírito de fé e de esperança, tornando-o pleno de luz e de compreensão. Para esses, a dor não será sofrimento, mas escola de aprendizado, crescimento e iluminação interior.
  • 11. Assim, se hoje te sentes triste, movido pela dor da ingratidão, da incompreensão; se hoje te sentes abandonado pela vida, pensa que junto de ti existem muitos amigos amorosos que desejam ajudar-te a vencer tuas provas, e a transmitir-te ânimo e entusiasmo para a tua luta. Não esmoreças. Creia na justiça de Deus, e aceita que todas as coisas estão certas em tua vida. Eleva teus pensamentos e afasta de ti a amargura, a queixa, o azedume, que faz com que te tornes brigado com o mundo. Olha à tua volta e sente a presença do Criador em todas as coisas. Deixa que Sua misericórdia penetre em teu espírito, enchendo-te de paz e equilíbrio. Coloca um sorriso em teus lábios e agradece a oportunidade da vida a te proporcionar as experiências que necessitas para a tua iluminação interior. Não te lastimes! Sê resignado, e busca sair da inércia em que te encontras para agir no mundo em que vive.
  • 12. Busca ser útil a teu próximo de alguma forma. Que Deus te permita participar de Sua obra de amor e caridade. Verás como a paz há de se instalar em teu espírito; sentirás a presença dos Espíritos fraternos que nos guiam a caminho da luz. Abre o teu canal de comunicação com as forças sublimes da espiritualidade. Junto a ti existe um Anjo que vela pelo teu destino, em todos os momentos, e que deseja que compreendas os valores do bem e da verdade. Enxuga toda lágrima originada na dor e no sofrimento, e deixa fluir as lágrimas do amor e do agradecimento ao Pai pela vida e pela experiência. Enfrenta as dores do mundo como lições de aprendizado, agindo como forjadora de luz e sabedoria. Exercita a caridade e verás a misericórdia de Deus a acompanhar-te em todos os momentos de tua vida.
  • 13. Que a paz de Jesus fique no coração de todos. Muita paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br Com estudos comentados de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo.