COLL, CÉSAR; MARTÍN, ELENA E COLABORADORES APRENDER CONTEÚDOS & DESENVOLVER CAPACIDADES.  PORTO ALEGRE: ARTMED, 2004.
A partir da concepção psicopedagógica, destaca que a função social da escola,  a educação deve em cada momento levar os alunos a um maior grau de desenvolvimento possível. O currículo, as tarefas, as atividades de aprendizagem, as intervenções do professor e em geral, todas as decisões didáticas são valorizadas segundo seu maior ou menor grau de adequação para alcançar este objetivo.
Consideram que o papel das capacidades na  definição das intenções educativas que regem e orientam a educação escolar devem se centrar na ajuda aos estudantes , para que possam desenvolver as capacidades imprescindíveis para tornarem cidadãos e cidadãs com plenos direitos e deveres, responsáveis, críticos e ativos, em uma sociedade democrática.
Basicamente, sugerem três alternativas para definir as intenções: Propor formular as intenções educativas “precisando” os resultados esperados da aprendizagem, isto é, aquilo que o aluno deve ter aprendido até o final do processo educativo.  Propor definir as intenções educativas por meio dos “conteúdos” que os alunos devem aprender na escola, por considerar os valores intrínsecos importantes para a formação dos alunos. Por fim, propor estabelecer as “atividades” de ensino e de aprendizagem, das quais os alunos vão participar.  A maior crítica a essa proposta é que, de fato as atividades se definem em termos gerais, resultando pouco úteis para orientar o desenvolvimento do currículo.
Portanto a meta da educação escolar é desenvolver as capacidades que permitirão que os alunos continuem aprendendo e utilizando o que sabem para viver e conviver com os outros, melhorando o ambiente natural e social de que fazem parte.
Os autores, também retomam, aprofundam e ilustram a seleção das áreas, matérias ou áreas de conhecimento que devem se transformar em matérias escolares em cada etapa educativa a partir das capacidades selecionadas e definidas nos objetivos gerais de cada uma delas, sendo que as áreas, as matérias ou as disciplinas que formam o currículo estão a serviço das capacidades definidas nos objetivos gerais da etapa educativa correspondente, é o que se ensina na escola; portanto, se estas não contêm as capacidades que se pretende que os alunos adquiram ou desenvolvam no final da etapa, simplesmente não serão trabalhadas. Por fim,  a escola deve se centrar no desenvolvimento e na aquisição das capacidades intelectuais dos alunos  e deixar o restante dos aspectos da formação de crianças e jovens nas mãos de outros agentes e cenários educativos como a família, o grupo enfim o meio em que vive. Pois pesquisas e estudos mostram que tanto a escola, a família tem responsabilidades em atender e assistir as nossas crianças e jovens.
Outro aspecto importante é o  “Trabalho das capacidades na sala de aula”  fundamental no planejamento do currículo, essa é a última fase do planejamento do ensino das capacidades e as decisões de avaliação serão tratadas com maior detalhamento, devido a sua complexidade.
Para os autores, deste livro, não existe apenas uma maneira de planejar e programar a atividade na sala de aula e que não existem, em termos absolutos, formas de programar melhores do que outras.  Qualquer forma de proceder é adequada, desde que o planejamento adquira um nível de concretização explícito ou tácito, que permita guiar a atividade na sala de aula, ou que as atividades promovam entre os alunos a aquisição ou o desenvolvimento das capacidades estabelecidas no Projeto Social Curricular.
Para o autor, a  avaliação  proporciona informações imprescindíveis  para reajustar o processo de ensino e de aprendizagem , a função. Pedagógica  (avaliação mediante notas, certificações ou títulos) e de função social, é fundamental a distinção entre as funções e incluir os três tipos de conteúdos. E finalizando, a “ Avaliação integradora ” que seria uma maneira articulada de trabalhar conteúdos de várias áreas curriculares.
No que se refere ao desenvolvimento e aprendizagem na  educação infantil , os autores trazem questões como podem ser identificadas as diferentes áreas ou as  capacidades cognitivas e lingüísticas, motoras, de equilíbrio pessoal, de inserção social e de relação interpessoal  e que todas devem ser levadas em conta na elaboração de um projeto educativo e a chave reside na  qualidade das experiências educativas propostas às crianças.
Para a concepção construtivista do ensino e da aprendizagem escolar: a  aprendizagem constitui um motor do desenvolvimento , concebido como um duplo processo de socialização e de construção da identidade pessoal, como o processo pelo qual nos tornamos pessoas únicas no seio de um grupo social, precisamente porque pudemos nos apropriar de seus instrumentos materiais e simbólicos. A partir da concepção construtivista, a proposição de uma atividade auto-estruturadora da criança não se contrapõe à da intervenção diversificada do educador, pelo contrário, assume-se que esta aumenta mediante a interação interpessoal.
Em seu artigo 8º, a LOGSE (LEI 1/1990, de 3 de outubro) estabelece que: A educação infantil contribuirá para desenvolver nas crianças as seguintes capacidades: a) Conhecer seu próprio corpo e possibilidade de ação b) Relacionar-se com os outros mediante diversas formas de expressão e de comunicação. c) Observar e explorar seu ambiente natural, familiar e social. c) Adquirir, de uma maneira progressiva, uma autonomia em suas atividades habituais.
De forma mais concreta, considera-se que, no final da etapa, as crianças devem ter alcançado os seguintes objetivos: a)  Descobrir, conhecer controlar progressivamente o próprio corpo , formando uma imagem positiva de si mesma, valorizando sua identidade sexual, suas capacidades e suas limitações de ação e de expressão e adquirindo hábitos básicos de saúde e de bem estar. b)  Agir de forma cada vez mais autônoma  em suas atividades habituais, adquirindo progressivamente segurança afetiva e emocional e desenvolvendo suas capacidades de iniciativa e de confiança em si mesmas. c)  Estabelecer relações sociais  em um âmbito cada vez mais amplo, aprendendo a  articular progressivamente os próprios interesses, pontos de vista  e aportes com os dos demais. d)  Estabelecer vínculos na relação com os adultos e seus pares , respondendo aos sentimentos de afeto, respeitando a diversidade e  desenvolvendo atitudes de ajuda e de colaboração .
e)  Observar e explorar o entorno imediato com uma atitude de curiosidade e cuidado,  identificando as características e as propriedades mais significativas dos elementos que o formam e algumas das relações que se estabelecem entre eles. f)  Conhecer algumas manifestações culturais  de seu entorno, mostrando atitudes de respeito, de interesse e de participação. g)  Representar e evocar diversos aspectos da realidade, vividos, conhecidos ou imaginados, e expressá-los mediante as possibilidades simbólicas  oferecidas pelos jogos e pelas outras formas de representação e de expressão.  h)  Utilizar a linguagem oral de forma ajustada às diferentes situações de comunicação  habituais para compreender e ser compreendido pelos outros, expressar suas idéias, sentimentos, experiências e desejos, avançar na construção de significados, regular a própria conduta e influenciar os demais. i ) Enriquecer e diversificar suas possibilidades expressivas  mediante o uso dos recursos e dos meios a seu alcance, bem como apreciar diferentes manifestações artísticas, próprias de sua idade
Para terminar, os autores sugerem uma reflexão sobre a importância das capacidades que a educação infantil deseja promover e que o momento em que o avanço da sociedade da aprendizagem e do conhecimento tem evidenciado que  o fundamental não é a informação, mas as habilidades que permitem transformar a informação em saber e continuar gerando novos conhecimentos de forma autônoma

6. Coll. CéSar. Aprender ConteúDos. Paulo Deloroso

  • 1.
    COLL, CÉSAR; MARTÍN,ELENA E COLABORADORES APRENDER CONTEÚDOS & DESENVOLVER CAPACIDADES. PORTO ALEGRE: ARTMED, 2004.
  • 2.
    A partir daconcepção psicopedagógica, destaca que a função social da escola, a educação deve em cada momento levar os alunos a um maior grau de desenvolvimento possível. O currículo, as tarefas, as atividades de aprendizagem, as intervenções do professor e em geral, todas as decisões didáticas são valorizadas segundo seu maior ou menor grau de adequação para alcançar este objetivo.
  • 3.
    Consideram que opapel das capacidades na definição das intenções educativas que regem e orientam a educação escolar devem se centrar na ajuda aos estudantes , para que possam desenvolver as capacidades imprescindíveis para tornarem cidadãos e cidadãs com plenos direitos e deveres, responsáveis, críticos e ativos, em uma sociedade democrática.
  • 4.
    Basicamente, sugerem trêsalternativas para definir as intenções: Propor formular as intenções educativas “precisando” os resultados esperados da aprendizagem, isto é, aquilo que o aluno deve ter aprendido até o final do processo educativo. Propor definir as intenções educativas por meio dos “conteúdos” que os alunos devem aprender na escola, por considerar os valores intrínsecos importantes para a formação dos alunos. Por fim, propor estabelecer as “atividades” de ensino e de aprendizagem, das quais os alunos vão participar. A maior crítica a essa proposta é que, de fato as atividades se definem em termos gerais, resultando pouco úteis para orientar o desenvolvimento do currículo.
  • 5.
    Portanto a metada educação escolar é desenvolver as capacidades que permitirão que os alunos continuem aprendendo e utilizando o que sabem para viver e conviver com os outros, melhorando o ambiente natural e social de que fazem parte.
  • 6.
    Os autores, tambémretomam, aprofundam e ilustram a seleção das áreas, matérias ou áreas de conhecimento que devem se transformar em matérias escolares em cada etapa educativa a partir das capacidades selecionadas e definidas nos objetivos gerais de cada uma delas, sendo que as áreas, as matérias ou as disciplinas que formam o currículo estão a serviço das capacidades definidas nos objetivos gerais da etapa educativa correspondente, é o que se ensina na escola; portanto, se estas não contêm as capacidades que se pretende que os alunos adquiram ou desenvolvam no final da etapa, simplesmente não serão trabalhadas. Por fim, a escola deve se centrar no desenvolvimento e na aquisição das capacidades intelectuais dos alunos e deixar o restante dos aspectos da formação de crianças e jovens nas mãos de outros agentes e cenários educativos como a família, o grupo enfim o meio em que vive. Pois pesquisas e estudos mostram que tanto a escola, a família tem responsabilidades em atender e assistir as nossas crianças e jovens.
  • 7.
    Outro aspecto importanteé o “Trabalho das capacidades na sala de aula” fundamental no planejamento do currículo, essa é a última fase do planejamento do ensino das capacidades e as decisões de avaliação serão tratadas com maior detalhamento, devido a sua complexidade.
  • 8.
    Para os autores,deste livro, não existe apenas uma maneira de planejar e programar a atividade na sala de aula e que não existem, em termos absolutos, formas de programar melhores do que outras. Qualquer forma de proceder é adequada, desde que o planejamento adquira um nível de concretização explícito ou tácito, que permita guiar a atividade na sala de aula, ou que as atividades promovam entre os alunos a aquisição ou o desenvolvimento das capacidades estabelecidas no Projeto Social Curricular.
  • 9.
    Para o autor,a avaliação proporciona informações imprescindíveis para reajustar o processo de ensino e de aprendizagem , a função. Pedagógica (avaliação mediante notas, certificações ou títulos) e de função social, é fundamental a distinção entre as funções e incluir os três tipos de conteúdos. E finalizando, a “ Avaliação integradora ” que seria uma maneira articulada de trabalhar conteúdos de várias áreas curriculares.
  • 10.
    No que serefere ao desenvolvimento e aprendizagem na educação infantil , os autores trazem questões como podem ser identificadas as diferentes áreas ou as capacidades cognitivas e lingüísticas, motoras, de equilíbrio pessoal, de inserção social e de relação interpessoal e que todas devem ser levadas em conta na elaboração de um projeto educativo e a chave reside na qualidade das experiências educativas propostas às crianças.
  • 11.
    Para a concepçãoconstrutivista do ensino e da aprendizagem escolar: a aprendizagem constitui um motor do desenvolvimento , concebido como um duplo processo de socialização e de construção da identidade pessoal, como o processo pelo qual nos tornamos pessoas únicas no seio de um grupo social, precisamente porque pudemos nos apropriar de seus instrumentos materiais e simbólicos. A partir da concepção construtivista, a proposição de uma atividade auto-estruturadora da criança não se contrapõe à da intervenção diversificada do educador, pelo contrário, assume-se que esta aumenta mediante a interação interpessoal.
  • 12.
    Em seu artigo8º, a LOGSE (LEI 1/1990, de 3 de outubro) estabelece que: A educação infantil contribuirá para desenvolver nas crianças as seguintes capacidades: a) Conhecer seu próprio corpo e possibilidade de ação b) Relacionar-se com os outros mediante diversas formas de expressão e de comunicação. c) Observar e explorar seu ambiente natural, familiar e social. c) Adquirir, de uma maneira progressiva, uma autonomia em suas atividades habituais.
  • 13.
    De forma maisconcreta, considera-se que, no final da etapa, as crianças devem ter alcançado os seguintes objetivos: a) Descobrir, conhecer controlar progressivamente o próprio corpo , formando uma imagem positiva de si mesma, valorizando sua identidade sexual, suas capacidades e suas limitações de ação e de expressão e adquirindo hábitos básicos de saúde e de bem estar. b) Agir de forma cada vez mais autônoma em suas atividades habituais, adquirindo progressivamente segurança afetiva e emocional e desenvolvendo suas capacidades de iniciativa e de confiança em si mesmas. c) Estabelecer relações sociais em um âmbito cada vez mais amplo, aprendendo a articular progressivamente os próprios interesses, pontos de vista e aportes com os dos demais. d) Estabelecer vínculos na relação com os adultos e seus pares , respondendo aos sentimentos de afeto, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e de colaboração .
  • 14.
    e) Observare explorar o entorno imediato com uma atitude de curiosidade e cuidado, identificando as características e as propriedades mais significativas dos elementos que o formam e algumas das relações que se estabelecem entre eles. f) Conhecer algumas manifestações culturais de seu entorno, mostrando atitudes de respeito, de interesse e de participação. g) Representar e evocar diversos aspectos da realidade, vividos, conhecidos ou imaginados, e expressá-los mediante as possibilidades simbólicas oferecidas pelos jogos e pelas outras formas de representação e de expressão. h) Utilizar a linguagem oral de forma ajustada às diferentes situações de comunicação habituais para compreender e ser compreendido pelos outros, expressar suas idéias, sentimentos, experiências e desejos, avançar na construção de significados, regular a própria conduta e influenciar os demais. i ) Enriquecer e diversificar suas possibilidades expressivas mediante o uso dos recursos e dos meios a seu alcance, bem como apreciar diferentes manifestações artísticas, próprias de sua idade
  • 15.
    Para terminar, osautores sugerem uma reflexão sobre a importância das capacidades que a educação infantil deseja promover e que o momento em que o avanço da sociedade da aprendizagem e do conhecimento tem evidenciado que o fundamental não é a informação, mas as habilidades que permitem transformar a informação em saber e continuar gerando novos conhecimentos de forma autônoma