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+ Designa os estudos relativos ao
  empreendedor, seu perfil, suas origens, seu
  sistema de actividades, seu universo de
  actuação.
A palavra empreendedorismo foi
 utilizada pelo economista Joseph
 Schumpeter em 1950 como sendo
 uma pessoa com criatividade e capaz
 de fazer sucesso com inovações.
Mais tarde, em 1967 com Kenneth E.
 Knight e em 1970 com Peter Drucker foi
 introduzido o conceito de risco, uma
 pessoa empreendedora precisa arriscar
 em algum negócio.
E em 1985 com Gifford Pinchot foi
 introduzido o conceito de Intra-
 empreendedor, uma pessoa
 empreendedora mas dentro de uma
 organização.
 Uma das definições mais aceitas hoje em dia é
  dada pelo estudioso de
  empreendedorismo, Robert Hirsch, em seu
  livro “Empreendedorismo”.
 Segundo ele, empreendedorismo é o processo
  de criar algo diferente e com valor, dedicando
  tempo e o esforço necessários, assumindo os
  riscos financeiros, psicológicos e sociais
  correspondentes e recebendo as
  consequentes recompensas da satisfação
  económica e pessoal.
A satisfação económica é resultado
 de um objectivo alcançado (um novo
 produto ou empresa, por exemplo) e
 não um fim em si mesma.
Empreendedorismo é o principal
 factor promotor do desenvolvimento
 económico e social de um país.
A palavra empreendedor (entrepreneur)
 surgiu na França por volta dos séculos
 XVII e XVIII, com o objectivo de designar
 aquelas pessoas ousadas que
 estimulavam o progresso
 económico, mediante novas e melhores
 formas de agir.
 Entretanto, foi o economista francês Jean-
  Baptiste Say, que no início do século XIX
  conceituou o empreendedor como o indivíduo
  capaz de mover recursos económicos de uma
  área de baixa para outra de maior
  produtividade e retorno.
Mais tarde, o austríaco Joseph
 Schumpeter, um dos mais importantes
 economistas do século XX que definiria
 esse indivíduo como o que reforma ou
 revoluciona o processo “criativo-
 destrutivo” do capitalismo, por meio do
 desenvolvimento de nova tecnologia ou
 do aprimoramento de uma antiga – o
 real papel da inovação.
 Posteriormente, Peter Ferdinand
 Drucker, considerado “o pai da administração
 moderna”, é que amplia a definição proposta
 por Jean-Baptiste Say, descrevendo os
 empreendedores como aqueles que
 aproveitam as oportunidades para criar as
 mudanças. Os empreendedores não devem se
 limitar aos seus próprios talentos pessoais e
 intelectuais para levar a cabo o acto de
 empreender, mas mobilizar recursos
 externos, valorizando a interdisciplinaridade
 do conhecimento e da experiência, para
 alcançar seus objectivos.
 O conceito de empreendedorismo está também
 muito relacionado aos pioneiros da alta
 tecnologia do Vale do Silício, na Califórnia. Ainda
 nos EUA, o Babson College tornou-se um dos
 mais importantes pólos de dinamização do
 espírito empreendedor com enfoque no ensino
 de empreendedorismo na graduação e pós-
 graduação, com base na valorização da
 oportunidade e da superação de
 obstáculos, conectando teoria com a
 prática, introduzindo a educação para o
 empreendedorismo através do currículo e das
 actividades extracurriculares.
 É notória a actual ênfase dada ao
 empreendedorismo e a inovação como temas
 centrais nas melhores Universidades Norte-
 Os primeiros indícios de relação entre assumir
  riscos e empreendedorismo ocorreram nessa
  época, em que o empreendedor estabelecia um
  acordo contratual com o governo para realizar
  algum serviço ou fornecer produtos. Richard
  Cantillon, importante escritor e economista do
  século XVII, é considerado por muitos como um
  dos criadores do termo
  empreendedorismo, tendo sido um dos primeiros
  a diferenciar o empreendedor (aquele que
  assume riscos), do capitalista (aquele que
  fornecia o capital).
Nesse século o capitalista e o
 empreendedor foram finalmente
 diferenciados, provavelmente devido ao
 início da industrialização que ocorria no
 mundo, através da Revolução Industrial.
 No final do século XIX e início do século XX, os
  empreendedores foram frequentemente
  confundidos com os administradores (o que
  ocorre até os dias actuais), sendo analisados
  meramente de um ponto de vista
  económico, como aqueles que organizam a
  empresa, pagam
  empregados, planejam, dirigem e controlam
  as acções desenvolvidas na organização, mas
  sempre a serviço do capitalista.
 Os estudos na área do empreendedorismo
  mostram que as características do
  empreeendedor ou do espírito empreendedor, da
  indústria ou da instituição, não é um traço de
  personalidade.
 Para Meredith, Nelson e Nech “ Empreendedores
  são pessoas que têm a habilidade de ver e avaliar
  oportunidades de negócios; prover recursos
  necessários para pô-los em vantagens; e iniciar
  acção apropriada para assegurar o sucesso. São
  orientadas para a acção, altamente motivados;
  assumem riscos para atingirem seus objectivos”.
O empreendedor tem um novo olhar
 sobre o mundo à medida que presencia a
 evolução. Valoriza suas
 experiências, valoriza seu valor, tomando
 decisões e decisões acertadas. Abre
 novas trilhas, explora novos
 conhecimentos, define objectivos e dá o
 primeiro passo.
 De acordo com Gerber (1996), o século XVIII foi
  marcado por grandes modificações nos processos
  industriais. A revolução industrial teve início no
  século XVII, se caracterizando pela mudança dos
  processos produtivos que eram feitos
  manualmente e passaram a ser feitos por
  máquinas.
 Essa época modificou ou transformou os meios
  de produção, as relações económicas, as relações
  sociais e as relações culturais. Como
  consequência aconteceu a divisão do trabalho, a
  produção em série e a urbanização. O homem
  passou a ser visto como uma máquina produtiva
  e não como gente (Leite, 2000).
 Procurando cada vez mais a eficácia, surgiram
  os grandes pensadores aliados aos interesses
  dos empresários. Cenários com novas
  estratégias. Fala-se em marketing e relações
  humanas.
 As ideias de Taylor imperam, porém o
 consumidor se faz ouvir, surgindo a
 segmentação do mercado de Sloan: a
 diversidade, modelos específicos para
 usuários diferentes. Ela foi colocada em
 cheque com o mundo da informática, com a
 nova visão de mundo. Ouviu-se, então, Peter
 Drucker, considerado o pai da gestão.
 Colocou-se de lado o mecanicismo e surgiu a
 preocupação com o indivíduo. Descobriu-se
 que, para o bom desempenho, auto-estima é
 vital. Com as tecnologias de informação, o
 homem passa a ser o centro das atenções.
 Hoje, fala-se do “Capital Intelectual” que nada
  mais é do que:
  conhecimento, experiência, especialização.
  Ferramentas ou estratégias utilizadas para se
  ter sucesso e ser competitivo. A mão-de-obra
  passa a ser cabeça-de-obra. É o conhecimento
  e a capacidade gerando novas ideias. O foco
  está nas pessoas.
 Assim, o perfil do profissional de sucesso que
  lidera suas concepções e suas atitudes está
  em pessoas que conseguem harmonizar
  esforços individuais ou colectivos e que criam
  algo novo e criativo.
 Segundo Leite(2000), nas qualidades pessoais
  de um empreendedor, entre
  muitas, destacam-se:
 a) iniciativa;
 b) visão;
 c) coragem;
 d) firmeza;
 e) decisão;
 f) atitude de respeito humano;
 g) capacidade de organização e direcção.
 Traçar metas, actualizar conhecimentos ser
  inteligente, do ponto de vista
  emocional, conhecer teorias de
  administração, de qualidade e gestão, são
  mudanças decorrentes da globalização e da
  revolução da informação.
O empreendedor deve focalizar o
 aprendizado nos quatro pilares da
 educação: aprender a
 conhecer, aprender a fazer, aprender a
 conviver e aprender a ser, e com isso, ser
 capaz de tomar a decisão certa frente à
 concorrência existente. Novas
 habilidades vêm sendo exigidas dos
 profissionais para poderem enfrentar a
 globalização com
 responsabilidade, competência e
 autonomia.
Procuram-se profissionais que
 desenvolveram novas habilidades e
 competências, com coragem de arriscar-
 se e de aceitar novos
 valores, descobrindo e transpondo seus
 limites. O futuro é cheio de
 incertezas, por isso, é preciso reflectir
 sobre: habilidades pessoais e
 profissionais; criatividade; memória;
 comunicação; como enfrentar este
 século.
 Diferenciar-se dos demais, revalidar seu
  diploma pessoal e profissional, rever
  convicções, incorporar outros
  princípios, mudar paradigmas, sobrepor ideias
  antigas às novas verdades, este é o perfil do
  profissional que, trocando informações, dados
  e conhecimentos, poderá fazer parte do
  cenário das organizações que aprendem, das
  organizações do futuro. São mudanças
  socioculturais e tecnológicas que fazem
  repensar hábitos e atitudes frente às novas
  exigências do mercado.
 Conquista-se a autonomia profissional quando
  se é
  perseverante, determinado, aprendiz, flexível
  e quando se tem:
 Positividade
 Organização
 Criatividade
 Inovação
 Foco
 Essas qualidades ajudam a vencer a
  competitividade dos tempos modernos. Pela
  experiência pode-se afirmar que a maioria das
  pessoas, se estimuladas, podem desenvolver
  habilidades empreendedoras.
 Ouve-se e fala-se que o empreendedor precisa
  ter visão.
 Visão pessoal.
 Uma visão que vem de dentro.
 A maioria das pessoas tem pouca noção da
  verdadeira visão, dos níveis de significado.
  Metas e objectivos não são visão. Ser
  visionário é imaginar cenários
  futuros, utilizando-se de imagens mentais.
 Ter visão é perceber possibilidades dentro do
  que parece ser impossível. É ser alguém que
  anda, caminha ou viaja para inspirar
  pensamentos inovadores.
 Esse enfoque está na disposição de assumir
  riscos e nem todas as pessoas têm esta
  mesma disposição. Não foi feito para ser
  empreendedor quem precisa de uma vida
  regrada, horários certos, salário garantido no
  fim do mês.
 O empreendedor assume riscos e seu sucesso
  está na “capacidade de conviver com eles e
  sobreviver a eles” (Degen, 1989, p.11). Gerber
  (2004), apresenta algumas diferenças dos três
  personagens que correspondem a papéis
  organizacionais, quais sejam:
 a) o Empreendedor, que transforma a
 situação mais trivial em uma oportunidade
 excepcional, é visionário, sonhador; o fogo
 que alimenta o futuro; vive no futuro, nunca
 no passado e raramente no presente; nos
 negócios é o inovador, o grande estrategista, o
 criador de novos métodos para penetrar nos
 novos mercados;
 b) o Administrador, que é pragmático, vive no
  passado, almeja ordem, cria esquemas
  extremamente organizados para tudo;
 c) o Técnico, que é o executor, adora consertar
  coisas, vive no presente, fica satisfeito no
  controle do fluxo de trabalho e é um
  individualista determinado.
 É importante destacar no pensamento de Gerber
  (2004) o facto dos três personagens estarem em
  eterno conflito, sendo que ao menor descuido o
  técnico toma conta, matando o visionário, o
  sonhador, o personagem criativo que está sempre
  lidando com o desconhecido. Os riscos fazem
  parte de qualquer actividade, sendo necessário
  aprender a administrá-los, pois eles são um dos
  factores mais importantes que inibem o
  surgimento de novos empreendedores. Um outro
  factor inibidor é o” capital social” que são valores
  e ideias que sublimemente nos foram incutidos
  por nossos pais, professores, amigos e outros que
  influenciaram na nossa formação intelectual e
  que, inconscientemente, orientam nossas vidas.
 Dessa forma, um pai engenheiro desperta no
 filho o ideal de seguir a mesma
 carreira, militares, pilotos, desportistas, até
 pessoas que raramente vão vislumbrar ou ter
 interesse numa carreira de empreendedor
 exercem sua influência na formação das
 pessoas. É de se considerar, porém, que a
 avaliação mais objectiva do preparo para
 empreender é a percepção que a pessoa tem
 de si própria, reflectindo na sua
 autoconfiança.
 Com o potencial empreendedor também isso
 acontece. O que se aprende na escola, nas
 pesquisas, nas observações, vai se
 acumulando. O preparar-se para ser
 empreendedor, portanto, inicia-se com o
 domínio que se tem sobre tarefas que se
 fazem necessárias, o próprio desenvolvimento
 da capacidade de gerir. O que falta, na
 verdade, é motivação para uma tomada de
 decisão para se tornar um empreendedor.
 Decisões tomadas no quotidiano são
 inúmeras. Os processos de decisão nem
 sempre são simples, objectivos e eficientes
 como deveriam ser pois, se a intuição está de
 um lado; a análise racional está do outro.
 Descrevem-se aqui os oito estilos de
  decisão, relatados por Cohen,(2001):
 Intuitivo: tenta projectar o futuro, com
  perspectiva ao médio e do longo
  prazo, imaginando o impacto dessa acção.
 O planeador: situa-se onde está e para onde
  se deseja ir, com planeamento e tendo um
  processo de acompanhamento, adequando à
  realidade sempre que for necessário.
 O perspicaz: diz que além da percepção é
  necessário conhecimento.
 O objectivo: sabe qual o problema a ser
  resolvido.
 O cobrador: tem certeza das informações, vê a
  importância de medir e corrigir quando o
  resultado não foi o decidido.
 O mão –na–massa: envolve-se pessoal e
  directamente, acredita em grupos para
  estudos multidisciplinares.
 O meticuloso: junta opiniões de
  amigos, especialistas, funcionários, tentando
  se convencer da solução a encontrar.
 O estrategista: decide cumprir sua estratégia
  de crescimento, tendo percepção do que
  resolver. Diagnostica o problema para
  encontrar a solução e sua resolução com
  eficácia.
 A decisão é de cada um.
 Interagir, reflectir, deixar a cada um o
 momento de uma descoberta e
 desenvolvendo habilidades específicas para o
 sucesso da sua escolha é de responsabilidade
 única e exclusiva. As características comuns
 que se encontram no empreendedor que fez
 uma escolha, tanto nas universidades como na
 sociedade, são difíceis para listar com
 precisão, porém diferentes autores chegaram
 a algumas conclusões. Elas dizem respeito às
 necessidades, conhecimento, habilidades e
 valores.
 As necessidades que se referem a
  conhecimentos, Lezana (1995, p.78) assim
  exigem:
 aspectos técnicos relacionados a negócios
 experiência na área comercial
 escolaridade
 formação complementar
 experiência em organizações
 vivência com situações novas.
 As necessidades que se referem aos
 valores, Empinotti (1994), argumenta que são
 os existenciais, estéticos, intelectuais, morais e
 religiosos. É preciso, no entanto, ser registado
 que, no contexto empresarial, essas
 características podem se desenvolver e actuar
 de forma positiva ou negativa. É a
 personalidade do empreendedor que fará o
 impacto decisivo para o sucesso.
As habilidades requeridas de um
empreendedor podem ser classificadas
em 3 áreas:
+ Envolve saber escrever, ouvir as pessoas e
  captar informações, ser organizado, saber
  liderar e trabalhar em equipe.
+ Incluem as áreas envolvidas na criação e na
  gerência da empresa
  (marketing, administração, finanças, operacio
  nal, produção, tomada de
  decisão, planeamento e controle).
+ Ser disciplinado, assumir riscos, ser
  inovador, ter
  ousadia, persistente, visionário, ter
  iniciativa, coragem, humildade e
  principalmente ter paixão pelo que faz.
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  mostram que o sucesso nos negócios depende
  principalmente de nossos próprios
  comportamentos, características e atitudes, e não
  tanto do conhecimento técnico de gestão quanto
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+ No Brasil, apenas 14% dos empreendedores têm
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  ensino fundamental, enquanto que nos países
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  possuem formação superior. Quanto mais alto for
  o nível de escolaridade de um país, maior será a
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1.mód 14 valorização e empreendedorismo rural

  • 1.
  • 2. + Designa os estudos relativos ao empreendedor, seu perfil, suas origens, seu sistema de actividades, seu universo de actuação.
  • 3. A palavra empreendedorismo foi utilizada pelo economista Joseph Schumpeter em 1950 como sendo uma pessoa com criatividade e capaz de fazer sucesso com inovações.
  • 4. Mais tarde, em 1967 com Kenneth E. Knight e em 1970 com Peter Drucker foi introduzido o conceito de risco, uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio. E em 1985 com Gifford Pinchot foi introduzido o conceito de Intra- empreendedor, uma pessoa empreendedora mas dentro de uma organização.
  • 5.  Uma das definições mais aceitas hoje em dia é dada pelo estudioso de empreendedorismo, Robert Hirsch, em seu livro “Empreendedorismo”.  Segundo ele, empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação económica e pessoal.
  • 6. A satisfação económica é resultado de um objectivo alcançado (um novo produto ou empresa, por exemplo) e não um fim em si mesma.
  • 7. Empreendedorismo é o principal factor promotor do desenvolvimento económico e social de um país.
  • 8. A palavra empreendedor (entrepreneur) surgiu na França por volta dos séculos XVII e XVIII, com o objectivo de designar aquelas pessoas ousadas que estimulavam o progresso económico, mediante novas e melhores formas de agir.
  • 9.  Entretanto, foi o economista francês Jean- Baptiste Say, que no início do século XIX conceituou o empreendedor como o indivíduo capaz de mover recursos económicos de uma área de baixa para outra de maior produtividade e retorno.
  • 10. Mais tarde, o austríaco Joseph Schumpeter, um dos mais importantes economistas do século XX que definiria esse indivíduo como o que reforma ou revoluciona o processo “criativo- destrutivo” do capitalismo, por meio do desenvolvimento de nova tecnologia ou do aprimoramento de uma antiga – o real papel da inovação.
  • 11.  Posteriormente, Peter Ferdinand Drucker, considerado “o pai da administração moderna”, é que amplia a definição proposta por Jean-Baptiste Say, descrevendo os empreendedores como aqueles que aproveitam as oportunidades para criar as mudanças. Os empreendedores não devem se limitar aos seus próprios talentos pessoais e intelectuais para levar a cabo o acto de empreender, mas mobilizar recursos externos, valorizando a interdisciplinaridade do conhecimento e da experiência, para alcançar seus objectivos.
  • 12.  O conceito de empreendedorismo está também muito relacionado aos pioneiros da alta tecnologia do Vale do Silício, na Califórnia. Ainda nos EUA, o Babson College tornou-se um dos mais importantes pólos de dinamização do espírito empreendedor com enfoque no ensino de empreendedorismo na graduação e pós- graduação, com base na valorização da oportunidade e da superação de obstáculos, conectando teoria com a prática, introduzindo a educação para o empreendedorismo através do currículo e das actividades extracurriculares.  É notória a actual ênfase dada ao empreendedorismo e a inovação como temas centrais nas melhores Universidades Norte-
  • 13.  Os primeiros indícios de relação entre assumir riscos e empreendedorismo ocorreram nessa época, em que o empreendedor estabelecia um acordo contratual com o governo para realizar algum serviço ou fornecer produtos. Richard Cantillon, importante escritor e economista do século XVII, é considerado por muitos como um dos criadores do termo empreendedorismo, tendo sido um dos primeiros a diferenciar o empreendedor (aquele que assume riscos), do capitalista (aquele que fornecia o capital).
  • 14. Nesse século o capitalista e o empreendedor foram finalmente diferenciados, provavelmente devido ao início da industrialização que ocorria no mundo, através da Revolução Industrial.
  • 15.  No final do século XIX e início do século XX, os empreendedores foram frequentemente confundidos com os administradores (o que ocorre até os dias actuais), sendo analisados meramente de um ponto de vista económico, como aqueles que organizam a empresa, pagam empregados, planejam, dirigem e controlam as acções desenvolvidas na organização, mas sempre a serviço do capitalista.
  • 16.  Os estudos na área do empreendedorismo mostram que as características do empreeendedor ou do espírito empreendedor, da indústria ou da instituição, não é um traço de personalidade.  Para Meredith, Nelson e Nech “ Empreendedores são pessoas que têm a habilidade de ver e avaliar oportunidades de negócios; prover recursos necessários para pô-los em vantagens; e iniciar acção apropriada para assegurar o sucesso. São orientadas para a acção, altamente motivados; assumem riscos para atingirem seus objectivos”.
  • 17. O empreendedor tem um novo olhar sobre o mundo à medida que presencia a evolução. Valoriza suas experiências, valoriza seu valor, tomando decisões e decisões acertadas. Abre novas trilhas, explora novos conhecimentos, define objectivos e dá o primeiro passo.
  • 18.  De acordo com Gerber (1996), o século XVIII foi marcado por grandes modificações nos processos industriais. A revolução industrial teve início no século XVII, se caracterizando pela mudança dos processos produtivos que eram feitos manualmente e passaram a ser feitos por máquinas.  Essa época modificou ou transformou os meios de produção, as relações económicas, as relações sociais e as relações culturais. Como consequência aconteceu a divisão do trabalho, a produção em série e a urbanização. O homem passou a ser visto como uma máquina produtiva e não como gente (Leite, 2000).
  • 19.  Procurando cada vez mais a eficácia, surgiram os grandes pensadores aliados aos interesses dos empresários. Cenários com novas estratégias. Fala-se em marketing e relações humanas.
  • 20.  As ideias de Taylor imperam, porém o consumidor se faz ouvir, surgindo a segmentação do mercado de Sloan: a diversidade, modelos específicos para usuários diferentes. Ela foi colocada em cheque com o mundo da informática, com a nova visão de mundo. Ouviu-se, então, Peter Drucker, considerado o pai da gestão. Colocou-se de lado o mecanicismo e surgiu a preocupação com o indivíduo. Descobriu-se que, para o bom desempenho, auto-estima é vital. Com as tecnologias de informação, o homem passa a ser o centro das atenções.
  • 21.  Hoje, fala-se do “Capital Intelectual” que nada mais é do que: conhecimento, experiência, especialização. Ferramentas ou estratégias utilizadas para se ter sucesso e ser competitivo. A mão-de-obra passa a ser cabeça-de-obra. É o conhecimento e a capacidade gerando novas ideias. O foco está nas pessoas.  Assim, o perfil do profissional de sucesso que lidera suas concepções e suas atitudes está em pessoas que conseguem harmonizar esforços individuais ou colectivos e que criam algo novo e criativo.
  • 22.  Segundo Leite(2000), nas qualidades pessoais de um empreendedor, entre muitas, destacam-se:  a) iniciativa;  b) visão;  c) coragem;  d) firmeza;  e) decisão;  f) atitude de respeito humano;  g) capacidade de organização e direcção.
  • 23.  Traçar metas, actualizar conhecimentos ser inteligente, do ponto de vista emocional, conhecer teorias de administração, de qualidade e gestão, são mudanças decorrentes da globalização e da revolução da informação.
  • 24. O empreendedor deve focalizar o aprendizado nos quatro pilares da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser, e com isso, ser capaz de tomar a decisão certa frente à concorrência existente. Novas habilidades vêm sendo exigidas dos profissionais para poderem enfrentar a globalização com responsabilidade, competência e autonomia.
  • 25. Procuram-se profissionais que desenvolveram novas habilidades e competências, com coragem de arriscar- se e de aceitar novos valores, descobrindo e transpondo seus limites. O futuro é cheio de incertezas, por isso, é preciso reflectir sobre: habilidades pessoais e profissionais; criatividade; memória; comunicação; como enfrentar este século.
  • 26.  Diferenciar-se dos demais, revalidar seu diploma pessoal e profissional, rever convicções, incorporar outros princípios, mudar paradigmas, sobrepor ideias antigas às novas verdades, este é o perfil do profissional que, trocando informações, dados e conhecimentos, poderá fazer parte do cenário das organizações que aprendem, das organizações do futuro. São mudanças socioculturais e tecnológicas que fazem repensar hábitos e atitudes frente às novas exigências do mercado.
  • 27.  Conquista-se a autonomia profissional quando se é perseverante, determinado, aprendiz, flexível e quando se tem:  Positividade  Organização  Criatividade  Inovação  Foco
  • 28.  Essas qualidades ajudam a vencer a competitividade dos tempos modernos. Pela experiência pode-se afirmar que a maioria das pessoas, se estimuladas, podem desenvolver habilidades empreendedoras.  Ouve-se e fala-se que o empreendedor precisa ter visão.  Visão pessoal.  Uma visão que vem de dentro.
  • 29.  A maioria das pessoas tem pouca noção da verdadeira visão, dos níveis de significado. Metas e objectivos não são visão. Ser visionário é imaginar cenários futuros, utilizando-se de imagens mentais.  Ter visão é perceber possibilidades dentro do que parece ser impossível. É ser alguém que anda, caminha ou viaja para inspirar pensamentos inovadores.
  • 30.  Esse enfoque está na disposição de assumir riscos e nem todas as pessoas têm esta mesma disposição. Não foi feito para ser empreendedor quem precisa de uma vida regrada, horários certos, salário garantido no fim do mês.  O empreendedor assume riscos e seu sucesso está na “capacidade de conviver com eles e sobreviver a eles” (Degen, 1989, p.11). Gerber (2004), apresenta algumas diferenças dos três personagens que correspondem a papéis organizacionais, quais sejam:
  • 31.  a) o Empreendedor, que transforma a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional, é visionário, sonhador; o fogo que alimenta o futuro; vive no futuro, nunca no passado e raramente no presente; nos negócios é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para penetrar nos novos mercados;
  • 32.  b) o Administrador, que é pragmático, vive no passado, almeja ordem, cria esquemas extremamente organizados para tudo;
  • 33.  c) o Técnico, que é o executor, adora consertar coisas, vive no presente, fica satisfeito no controle do fluxo de trabalho e é um individualista determinado.
  • 34.  É importante destacar no pensamento de Gerber (2004) o facto dos três personagens estarem em eterno conflito, sendo que ao menor descuido o técnico toma conta, matando o visionário, o sonhador, o personagem criativo que está sempre lidando com o desconhecido. Os riscos fazem parte de qualquer actividade, sendo necessário aprender a administrá-los, pois eles são um dos factores mais importantes que inibem o surgimento de novos empreendedores. Um outro factor inibidor é o” capital social” que são valores e ideias que sublimemente nos foram incutidos por nossos pais, professores, amigos e outros que influenciaram na nossa formação intelectual e que, inconscientemente, orientam nossas vidas.
  • 35.  Dessa forma, um pai engenheiro desperta no filho o ideal de seguir a mesma carreira, militares, pilotos, desportistas, até pessoas que raramente vão vislumbrar ou ter interesse numa carreira de empreendedor exercem sua influência na formação das pessoas. É de se considerar, porém, que a avaliação mais objectiva do preparo para empreender é a percepção que a pessoa tem de si própria, reflectindo na sua autoconfiança.
  • 36.  Com o potencial empreendedor também isso acontece. O que se aprende na escola, nas pesquisas, nas observações, vai se acumulando. O preparar-se para ser empreendedor, portanto, inicia-se com o domínio que se tem sobre tarefas que se fazem necessárias, o próprio desenvolvimento da capacidade de gerir. O que falta, na verdade, é motivação para uma tomada de decisão para se tornar um empreendedor.
  • 37.  Decisões tomadas no quotidiano são inúmeras. Os processos de decisão nem sempre são simples, objectivos e eficientes como deveriam ser pois, se a intuição está de um lado; a análise racional está do outro.
  • 38.  Descrevem-se aqui os oito estilos de decisão, relatados por Cohen,(2001):  Intuitivo: tenta projectar o futuro, com perspectiva ao médio e do longo prazo, imaginando o impacto dessa acção.  O planeador: situa-se onde está e para onde se deseja ir, com planeamento e tendo um processo de acompanhamento, adequando à realidade sempre que for necessário.  O perspicaz: diz que além da percepção é necessário conhecimento.
  • 39.  O objectivo: sabe qual o problema a ser resolvido.  O cobrador: tem certeza das informações, vê a importância de medir e corrigir quando o resultado não foi o decidido.  O mão –na–massa: envolve-se pessoal e directamente, acredita em grupos para estudos multidisciplinares.  O meticuloso: junta opiniões de amigos, especialistas, funcionários, tentando se convencer da solução a encontrar.
  • 40.  O estrategista: decide cumprir sua estratégia de crescimento, tendo percepção do que resolver. Diagnostica o problema para encontrar a solução e sua resolução com eficácia.
  • 41.  A decisão é de cada um. Interagir, reflectir, deixar a cada um o momento de uma descoberta e desenvolvendo habilidades específicas para o sucesso da sua escolha é de responsabilidade única e exclusiva. As características comuns que se encontram no empreendedor que fez uma escolha, tanto nas universidades como na sociedade, são difíceis para listar com precisão, porém diferentes autores chegaram a algumas conclusões. Elas dizem respeito às necessidades, conhecimento, habilidades e valores.
  • 42.  As necessidades que se referem a conhecimentos, Lezana (1995, p.78) assim exigem:  aspectos técnicos relacionados a negócios  experiência na área comercial  escolaridade  formação complementar  experiência em organizações  vivência com situações novas.
  • 43.  As necessidades que se referem aos valores, Empinotti (1994), argumenta que são os existenciais, estéticos, intelectuais, morais e religiosos. É preciso, no entanto, ser registado que, no contexto empresarial, essas características podem se desenvolver e actuar de forma positiva ou negativa. É a personalidade do empreendedor que fará o impacto decisivo para o sucesso.
  • 44. As habilidades requeridas de um empreendedor podem ser classificadas em 3 áreas:
  • 45. + Envolve saber escrever, ouvir as pessoas e captar informações, ser organizado, saber liderar e trabalhar em equipe.
  • 46. + Incluem as áreas envolvidas na criação e na gerência da empresa (marketing, administração, finanças, operacio nal, produção, tomada de decisão, planeamento e controle).
  • 47. + Ser disciplinado, assumir riscos, ser inovador, ter ousadia, persistente, visionário, ter iniciativa, coragem, humildade e principalmente ter paixão pelo que faz.
  • 48. + Pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos mostram que o sucesso nos negócios depende principalmente de nossos próprios comportamentos, características e atitudes, e não tanto do conhecimento técnico de gestão quanto se imaginava até pouco tempo atrás. + No Brasil, apenas 14% dos empreendedores têm formação superior e 30% sequer concluíram o ensino fundamental, enquanto que nos países desenvolvidos, 58% dos empreendedores possuem formação superior. Quanto mais alto for o nível de escolaridade de um país, maior será a proporção de empreendedorismo por oportunidade.