Universidade de Mogi das Cruzes (UMC)
26/05/2014 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 1
Semiótica da Cultura aplicada à Comunicação
26/05/2014 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 2
 Mídia Primária -> Hominização
 Mídia Secundária -> Civilização
 MídiaTerciária -> Neo-nomadismo
▪ Tecno-imagens
▪ Ilusão
▪ Coisas perdem valor e não-coisas ganham valor
▪ “A nulodimensão passa a ser o mundo para o qual somos
impelidos com crescente veemência. Um mundo no qual
somente há espaço para seres fluidos como o vento,
evanescentes como a luz, efêmeros como o tempo.” (BAITELLO,
p. 5, 2013).
26/05/2014 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 3
26/05/2014 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 4
 Conceito
 “Padrão mental em qualquer modalidade
sensorial, como, por exemplo, uma imagem
sonora, uma imagem tátil, uma imagem de um
bem-estar”. (DAMASIO, p. 24, 2000).
 Imagem = representação
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 Imagem
 Endógena
▪ Geradas pelo universo interior, que alimentam e
movimentam, trazidas à consciência e partilhadas pelos
diferentes sistemas de tradução
 Exógena
▪ Criadas para transitar pelo universo exterior, sobre
suportes materiais fixos ou móveis
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 Imagem
 Predomínio avassalador
dos sistemas
comunicativos sensório-
visuais em detrimento
das outras modalidades
perceptivas
▪ Mídia impressa,TV,
Cinema, Internet...
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 Exacerbação das imagens exógenas
 Menos atenção às imagens endógenas
▪ “Não se extinguem, ficam menos acessadas e, ao invés
de cumprirem o papel de alimentar o âmbito externo,
passam a espelhá-lo indiscriminadamente e
acriticamente.” (BAITELLO e CONTRERA, p. 121)
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A vida na superfície das imagens
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 “O homem contemporâneo encontra-se na
intersecção de dois mundos: o mundo do
corpo e o mundo da imagem, padecendo dos
males próprios daqueles que não reconhecem
nem seu lugar, nem seu tempo.”
 SILVA, Mauricio Ribeiro, p. 1
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 Séc. XX p/. XXI
 Máquinas de comunicação à distância
▪ Espaço especializado e linear passa a ser a-direcional e
a-dimensional
▪ Multifuncionalidade virtual
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 Séc. XXI
 Tempo “real” passa a ser o preferencial
▪ Mas que real é esse?
▪ “Revolução dos transportes de massa do século XIX, revolução
das transmissões no século XX, uma mutação e uma comutação
que afetam ao mesmo tempo o espaço público e o espaço
doméstico, ao ponto de nos deixar na incerteza quanto à sua
própria realidade”.
 Virilio, Paul. P. 31, 2003
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 Séc. XXI
 Tempo “real”
▪ Real, do latim, realis = COISA
▪ Vira espaço de troca simbólica
▪ Tecnoimagens
▪ Sem acesso ao corpo físico
▪ Vida sem corpo num espaço concreto e imaginário
 Paradoxo
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 “Conduta que tem por efeito estimular a
biologia dos indivíduos e sincronizar os
grupos.” (Cyrulnik, 1995, p. 106)
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 Relação com as
práticas miméticas
 “Com ajuda da mimese é
desenvolvido um
conhecimento prático
intimamente ligado ao
corpo e de grande
importante para a
capacidade de ação
social do homem”
(Gauber|Wulf, 2004, p.
11).
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 A linguagem, o símbolo, os mitos e os rituais
compõem o diferencial humano.
 Fortalecem o caráter grégário
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 Pensamento simbólico
 Resultado de um processo de sociabilização
 Estabelece-se e valida por meio de rituais
 Estabelece o imaginário
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 Sem os rituais, não haveria e nem se
fortaleceriam os vínculos
 Rituais alimentam os vínculos
 Fundamentais nas relações
 Especialmente nos momentos de estranhamento
e transição
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 3ª catástrofe
 Sem comunidade
 Exceto em alguns situações específicas
Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 22
 Fim do encanto de ir às ruas em prol dos
paraísos artificiais tecnologicamente criados
 “(os centros urbanos são) lugares em que estamos
fadados a vaguear numa grande multidão de
estranhos diversos em contínua mudança”.
(Bauman, 2003, p. 131).
 O centro do mundo é transportado para a
mídia terciária e seu não-espaço
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 Rituais apaziguam a
ansiedade humana
 Previsibilidade
 Confirmam o esperado
 Ritmos pontuadores
 Mídia simula
 Pautam a vida social
contemporânea
 Possibilitam a
sincronização do grupo
 Temporal
 Intelectual
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 Ritual tem hierarquia,
organização, valores
 Mídia simula
 Sessões de cinema,
cadernos especiais, tv a
cabo...
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 Ritual é a
rememoração dos
conteúdos míticos
fundantes de uma
cultura
 Legítimo e legitimador
 Mídia simula
 Audiência
 Metalinguagem
 Transformação
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 Líder, portador do
objeto mágico
 Mídia idem
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 Ritual  Espetáculo
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14-05-22_Rituais-Midiáticos

  • 1.
    Universidade de Mogidas Cruzes (UMC) 26/05/2014 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 1
  • 2.
    Semiótica da Culturaaplicada à Comunicação 26/05/2014 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 2
  • 3.
     Mídia Primária-> Hominização  Mídia Secundária -> Civilização  MídiaTerciária -> Neo-nomadismo ▪ Tecno-imagens ▪ Ilusão ▪ Coisas perdem valor e não-coisas ganham valor ▪ “A nulodimensão passa a ser o mundo para o qual somos impelidos com crescente veemência. Um mundo no qual somente há espaço para seres fluidos como o vento, evanescentes como a luz, efêmeros como o tempo.” (BAITELLO, p. 5, 2013). 26/05/2014 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 3
  • 4.
    26/05/2014 Prof. Ms.Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 4
  • 5.
     Conceito  “Padrãomental em qualquer modalidade sensorial, como, por exemplo, uma imagem sonora, uma imagem tátil, uma imagem de um bem-estar”. (DAMASIO, p. 24, 2000).  Imagem = representação Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 5
  • 6.
     Imagem  Endógena ▪Geradas pelo universo interior, que alimentam e movimentam, trazidas à consciência e partilhadas pelos diferentes sistemas de tradução  Exógena ▪ Criadas para transitar pelo universo exterior, sobre suportes materiais fixos ou móveis Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 6
  • 7.
     Imagem  Predomínioavassalador dos sistemas comunicativos sensório- visuais em detrimento das outras modalidades perceptivas ▪ Mídia impressa,TV, Cinema, Internet... 26/05/2014 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 7
  • 8.
     Exacerbação dasimagens exógenas  Menos atenção às imagens endógenas ▪ “Não se extinguem, ficam menos acessadas e, ao invés de cumprirem o papel de alimentar o âmbito externo, passam a espelhá-lo indiscriminadamente e acriticamente.” (BAITELLO e CONTRERA, p. 121) Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 8
  • 9.
    Prof. Ms. AgnesArruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 9
  • 10.
    A vida nasuperfície das imagens 26/05/2014 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 10
  • 11.
     “O homemcontemporâneo encontra-se na intersecção de dois mundos: o mundo do corpo e o mundo da imagem, padecendo dos males próprios daqueles que não reconhecem nem seu lugar, nem seu tempo.”  SILVA, Mauricio Ribeiro, p. 1 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 11
  • 12.
     Séc. XXp/. XXI  Máquinas de comunicação à distância ▪ Espaço especializado e linear passa a ser a-direcional e a-dimensional ▪ Multifuncionalidade virtual Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 12
  • 13.
     Séc. XXI Tempo “real” passa a ser o preferencial ▪ Mas que real é esse? ▪ “Revolução dos transportes de massa do século XIX, revolução das transmissões no século XX, uma mutação e uma comutação que afetam ao mesmo tempo o espaço público e o espaço doméstico, ao ponto de nos deixar na incerteza quanto à sua própria realidade”.  Virilio, Paul. P. 31, 2003 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 13
  • 14.
     Séc. XXI Tempo “real” ▪ Real, do latim, realis = COISA ▪ Vira espaço de troca simbólica ▪ Tecnoimagens ▪ Sem acesso ao corpo físico ▪ Vida sem corpo num espaço concreto e imaginário  Paradoxo Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 14
  • 15.
    Prof. Ms. AgnesArruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 15
  • 16.
    26/05/2014 Prof. Ms.Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 16
  • 17.
     “Conduta quetem por efeito estimular a biologia dos indivíduos e sincronizar os grupos.” (Cyrulnik, 1995, p. 106) 26/05/2014 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 17
  • 18.
     Relação comas práticas miméticas  “Com ajuda da mimese é desenvolvido um conhecimento prático intimamente ligado ao corpo e de grande importante para a capacidade de ação social do homem” (Gauber|Wulf, 2004, p. 11). 26/05/2014 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 18
  • 19.
     A linguagem,o símbolo, os mitos e os rituais compõem o diferencial humano.  Fortalecem o caráter grégário Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 19
  • 20.
     Pensamento simbólico Resultado de um processo de sociabilização  Estabelece-se e valida por meio de rituais  Estabelece o imaginário Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 20
  • 21.
     Sem osrituais, não haveria e nem se fortaleceriam os vínculos  Rituais alimentam os vínculos  Fundamentais nas relações  Especialmente nos momentos de estranhamento e transição Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 21
  • 22.
     3ª catástrofe Sem comunidade  Exceto em alguns situações específicas Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 22
  • 23.
     Fim doencanto de ir às ruas em prol dos paraísos artificiais tecnologicamente criados  “(os centros urbanos são) lugares em que estamos fadados a vaguear numa grande multidão de estranhos diversos em contínua mudança”. (Bauman, 2003, p. 131).  O centro do mundo é transportado para a mídia terciária e seu não-espaço 26/05/2014 Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica 23
  • 24.
    Prof. Ms. AgnesArruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 24
  • 25.
     Rituais apaziguama ansiedade humana  Previsibilidade  Confirmam o esperado  Ritmos pontuadores  Mídia simula  Pautam a vida social contemporânea  Possibilitam a sincronização do grupo  Temporal  Intelectual Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 25
  • 26.
     Ritual temhierarquia, organização, valores  Mídia simula  Sessões de cinema, cadernos especiais, tv a cabo... Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 26
  • 27.
     Ritual éa rememoração dos conteúdos míticos fundantes de uma cultura  Legítimo e legitimador  Mídia simula  Audiência  Metalinguagem  Transformação Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 27
  • 28.
     Líder, portadordo objeto mágico  Mídia idem Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 28
  • 29.
     Ritual Espetáculo Prof. Ms. Agnes Arruda | Comunicação e Semiótica26/05/2014 29