Marcadores de Stress e Fadiga no Futebol

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Palestra apresentada pelo Prof. Phd Sérgio Gregório da Silva no 1º Congresso Brasileiro de Ciência e Futebol, realizado em 2008 na cidade de São Paulo-SP.

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Marcadores de Stress e Fadiga no Futebol

  1. 1. 9/21/2008 1 www.ff2008.com.br A única maneira de melhorar a performance com o treinamento é aumentar progressivamente o stress de treinamento. Entretanto, quando o conceito é levado muito longe, levando o corpo além de sua capacidade de adaptação, o treinamento pode ser tornar excessivo. Š Treinamento excessivo não produz melhora adicional no condicionamento e pode levar a um estado de fadiga cronica que é associado com a depleção de glicogênio muscular.
  2. 2. 9/21/2008 2 Carga muito Treinamento Excessivo intensa Volume muito elevado Supera a capacidade individual de recuperação e adaptação Catabolismo > Anabolismo Sindrome de Overtraining Š Overtraining é caraterizado por um declínio súbito na performance atlética e não pode ser remediado por alguns dias de repouso e manipulação dietética. Š Deve ser diferenciado da Fadiga que frequentemente acompanha uma ou mais sessões de treinamento exaustivas – que normalmente são corrigidas com poucos dias de repouso e uma dieta rica em carboidratos mento Sessão1 Sessão 2 Sessão 3 Nível de Condicionam Dias Š fenômeno cada vez mais observado entre atletas de elite (força e velocidade) Š excesso de treinamento capaz de promover sintomas indesejáveis Æ ↓ de desempenho Š novos padrões estéticos ÆÆbusca com exercício físico ↓ massa corporal, o aumento da massa muscular e do condicionamento aeróbio (overtraining) Rogero, 2005 e Rohlfs, 2005 Š incorreta condução do treinamento em termos de volume e/ou intensidade e/ou pausas de recuperação Š grande número de competições, monotonia do treinamento Š excessiva expectativa de resultados de treinadores ou familiares Desporto de Alto Nível Maximizar a Performance Periodização Adequada Quando Inadequada !!! Overtraining Overreaching
  3. 3. 9/21/2008 3 Overtraining é mais relacionado a fadiga central necessitando um período maior de recuperação variando em algumas semanas e meses, conduzindo alterações negativas nos aspectos psicológicos, bioquímicos e imunológicos, levando a uma redução substancial da performance Smith. Sports Med 35: 347-364, 2003. Overreaching ocorre após vários dias de treinamento intenso e está associado à fadiga muscular ou periférica, podendo ser definido como uma fase pré‐overtraining . A recuperação do atleta ocorre após alguns dias de afastamento dos treinamentos ou diminuição das cargas de treino. Lehmann M, Foster C, Keul J. Med Sci Sports Exerc 25: 854-862, 1993. Š estrutura individual da personalidade Š ambiente social, problemas pessoais Š condições médicas preexistentes ŠŠ fatores ambientais (altitude, temperatura e umidade) Š “teoria da supercompensação” Rogero, 2005, Rohlfs, 2005 e Smith, 2003 Š alterações metabólicas Š redução do desempenho atlético e da resposta ao treinamento em indivíduos saudáveis ŠŠ incidência de contusões e infecções virais e bacterianas (↓ SI)
  4. 4. 9/21/2008 4 Š alterações no estado de humor Š fadiga constante Š depressão ŠŠ apatia Š redução do apetite Š extensa lista de sinais e sintomas Š DESCONHECIDO Æ critério diagnóstico definitivo e seu mecanismo bioquímico‐metabólico ‐ ↓ FCM ‐ alterações nas concentrações de lactato em esforço máximo ou seu limiar ‐ ↓ excreção noturna de noradrenalina ‐ ↑ cortisol sérico ‐ ↓ testosterona ‐ alterações nos níveis de creatinaquinase (CK ou Rohlfs, 2005 CPK) e uréia Š Neurotransmissores (stress) Æ precursores veiculados pela alimentação Š Proteinas, Carboidratos e Lipidios = precursores neuroativos Š deficiência de precursores de origem alimentar pode diminuir a síntese cerebral Rohlfs, 2005 Š Carboidratos Æ geração de energia (condições anaeróbias quanto aeróbias) Š ↓ estoques de Carboidratos = fadiga periférica ŠŠ ↓↓ estoques de Carboidratos = ↑↑ BCAA Š Fadiga Central Rogero, 2005
  5. 5. 9/21/2008 5 Psicológicos Fisiológicos Bioquímicos Imunológicos CK Testosterona / Cortisol Uréia IL‐6 Dificuldade de concentração Sensação de cansaço TNF‐α constante Susceptibilidade Depressão Estresse Mental Irritabilidade Glutamina Balanço Nitrogenado Depleção Mineral Performance Infecções Š Um das mais sérias consequências do overtraining é a depressão do resposta imune, que coloca o atleta em risco para infecção e outras complicações
  6. 6. 9/21/2008 6 Š Reduzir stress Š Alimentação balanceada Š Evitar excesso e fadiga ŠŠ Sono adequado Š Evitar perda rápida de peso Š Vacinas Š Bebidas carboidratadas
  7. 7. 9/21/2008 7 Variação na contagem de Leucócitos, Neutrófilos e Linfócitos Os presentes dados sugerem que uma partida de futebol aumenta os níveis de stress oxidativo e lesão muscular ao final das 72 horas de recuperação, contribuindo desta forma para uma redução no torque de força e velocidade de sprint
  8. 8. 9/21/2008 8 Escala de 15 pontos Escala de 10 pontos 6 0 7 Muito, Muito Leve 0,5 Muito, Muito Fraco 8 1 Muito Fraco 9 Muito Leve 2 Fraco 10 3 Moderado 11 Relativamente Leve 4 Algo Forte 12 5 Forte 13 Algo Difícil 6 14 7 Muito Forte 15 Difícil 8 16 9 17 Muito Difícil 10 Muito, Muito Forte 18 * Máximo 19 Muito, Muito Difícil 20 Š Indivíduos diferentes respondem ao mesmo treinamento de modo diferente. Š Hereditariedade tem uma papel fundamental na determinação da velocidade e magnitude de resposta ao programa de treinamento. Š Porisso, qualquer programa de treinamento deve considerar as necessidades específicas e habilidades individuais. Š Goleiro Š Lateral Š Zagueiro ŠŠ Primeiro Volante Š Segundo Volante Š Meia Š Atacante de Velocidade Š Atacante de Referência Resistência Resistência de Força Resistência Aeróbio L de Velocidade Anaeróbio V1 G Lactico Força Velocidade Potência Z V2 M AR AV Anaeróbio Alactico Resistência Força Velocidade
  9. 9. 9/21/2008 9 Š Avaliações periódicas Š Principalmente da Potência Muscular, Velocidade e Resistência de Velocidade ŠŠ Médias da Equipe não significam muita coisa…… Nome 10m 30m 10x30m ReXXX 1,754 3,87 4,612 ThXXXX 1,610 3,95 4,650 L. AXXXX 1,767 4,20 4,568 RoXXXX 1,811 4,14 4,610 DoXXXX 1,770 4,04 4,670 FeXXXXX 1,766 4,37 4,711 Laboratório VO2max Limiar Ventilatório ““Campo”” Testes de Velocidade Resistência de Velocidade Potência Muscular Resistência Resistência de Força Resistência de Velocidade Teste Yo‐Yo Força Velocidade Potência 10x30m 10m 30m Impulsão Vertical 10 RM Š Treinamento Aeróbio na pré‐temporada: base para o ano! Š A corrida aeróbia concorre com a Velocidade e Potência Muscular… Š Em consequência… Š Mais corrida aeróbia, menor velocidade Š Controle excessivo da Massa Corporal (Peso) e Percentual de Gordura Corporal Š A variação desses parâmetros é pequena durante a temporada Š Devemos ter mais atenção na Massa Muscular ŠE é claro na função física do Atleta!
  10. 10. 9/21/2008 10 1. Alteração na Funcionalidade: velocidade, resistência de velocidade, etc… depois… 2. Alteração na Composição Corporal Š Para maximizar os resultados, o treinamento deve ser espeficificamente ajustado ao tipo de atividade que o jogador realiza no jogo. Š De acordo com esse princípio, o programa de treinamento deve ativar os sistemas fisiológicos que são críticos para a performance ótima do jogador. Mais não é necessariamente melhor…… Quem não treina como joga, acaba jogando como treina…… (Roberto Perfumo) “Treinamento com qualidade ao invés de quantidade é o que fará de você um atleta melhor, independente do seu nível de habilidade” Grete Waitz, nove vezes campeã da Maratona de Nova York

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