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1992, 11 capítulos)
− prosa poética
Guerra anticolonial (1965-1975)
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A terra não está morta, está em estado letárgico,
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Muidinga lê os 11 cadernos de Kindzu
Duas narrativas paralelas:
1ª: lenta, Tuahir e Muidinga no autocarro
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Terra sonâmbula

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Terra sonâmbula

  1. 1. rafabebum.blogspot.com oi
  2. 2. Mia Couto Terra Sonâmbula (romance, 1992, 11 capítulos) − prosa poética
  3. 3. Guerra anticolonial (1965-1975) Guerra civil (1976-1992) O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar a estrada permanecerá viva. (Tuahir)
  4. 4. A terra não está morta, está em estado letárgico, em um coma. É o transe, o sonambulismo que faz com que a terra se movimente lentamente. Não são as personagens que viajam pela terra, mas sim esta que está a caminhar.
  5. 5. Velho Tuahir e miúdo Muidinga diante do machimbombo Muidinga lê os 11 cadernos de Kindzu
  6. 6. Duas narrativas paralelas: 1ª: lenta, Tuahir e Muidinga no autocarro 2ª: dinâmica, Kindzu em busca das origens moçambicanas: − Kindzu parte em busca dos Naparamas − Kindzu apaixona-se por Farida
  7. 7. − Kindzu parte em busca de Gaspar, filho de Farida Matimati − Kindzu, pela estrada, chega ao machimbombo
  8. 8. − Tuahir e Muidinga partem em direção ao mar Uma voz interior me pede para que não pare. É a voz de meu pai que me dá força. Venço o torpor e prossigo ao longo da estrada. Mais adiante segue um miúdo com passo lento. Nas suas mãos estão papéis que me parecem familiares. Me aproximo e, com sobressalto, confirmo: são os meus cadernos. Então, com o peito sufocado, chamo: Gaspar! E o menino estremece como se nascesse pela segunda vez. (Kindzu)
  9. 9. Se dizia daquela terra que era sonâmbula. Porque enquanto os homens dormiam, a terra se movia espaços afora. Quando despertavam, os habitantes olhavam o novo rosto da paisagem e sabiam que, naquela noite, eles tinham sido visitados pela fantasia do sonho. Crença dos habitantes de Matimati 1992

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