Realismo/Naturalismo
Literatura
Realismo e Naturalismo
• Segunda metade do séc. XIX – início do séc. XX;
• Reação contra o Romantismo:
▫ Movimento antirro...
Influências
• Positivismo (Comte):
▫ FATO, razão, cientificismo, “ordem e progresso”;
▫ OBJETIVIDADE;
▫ Positivo: útil, re...
Literatura (Europa - França)
• 1857 – Madame Bovary (Gustave Flaubert):
▫ Primeiro romance realista da literatura universa...
Contexto - BRASIL
• Segundo Reinado (D. Pedro II);
• Decadência da monarquia + ideais republicanos;
• 1888 – Lei Áurea (“a...
Realismo - Características
• Veracidade e busca da verossimilhança;
• Retrato da vida contemporânea:
▫ Diferente do Romant...
Naturalismo - Características
• Assume as características do realismo e acrescenta
outras;
• Humano comparado ao animal:
▫...
Principais autores no Brasil
• REALISMO:
▫ Machado de Assis
• NATURALISMO:
▫ Aluísio Azevedo;
▫ Júlio Ribeiro.
• REALISTA ...
Machado de Assis
• 1º MOMENTO (Romântico):
1870 (Contos Fluminenses) → 1878 (Iaiá Garcia)
• Padrões do Romantismo;
• Carac...
Machado de Assis
• 2º MOMENTO (Realista):
1881 (Memórias póstumas de Brás Cubas) → 1906 (Relíquias da Casa Velha)
• Ruptur...
Aluísio Azevedo
• Influência de Émile Zola (França) e Eça de
Queirós (Portugal);
• Conotação social;
• Classes marginaliza...
PAS e Vestibular
(PAS 2 – UnB – 2011)
61 O estilo realista de Machado de Assis aproxima-se muito do
naturalismo, como evidencia a peremptór...
(PAS 2 – UnB – 2011)
61 O estilo realista de Machado de Assis aproxima-se muito do
naturalismo, como evidencia a peremptór...
(PAS 2 – UnB – 2014)
Proprietário e estabelecido por sua conta, o rapaz atirou-se à
labutação ainda com mais ardor, possui...
(PAS 2 – UnB – 2014)
32 No romance O Cortiço, o autor, ao apresentar a diversidade de
tipos humanos em convivência em um e...
(PAS 2 – UnB – 2014)
32 No romance O Cortiço, o autor, ao apresentar a diversidade de
tipos humanos em convivência em um e...
(PAS 2 – UnB – 2013)
35 Em Dom Casmurro, há evidente influência do Romantismo, em
especial da obra de José de Alencar, com...
(PAS 2 – UnB – 2013)
35 Em Dom Casmurro, há evidente influência do Romantismo, em
especial da obra de José de Alencar, com...
(PAS 2 – UnB – 2016)
Abatidos pelo fadinho harmonioso e nostálgico dos
desterrados, iam todos, até mesmo os brasileiros, s...
(PAS 2 – UnB – 2016)
16 No trecho apresentado, estabelece-se uma relação entre a música e
o temperamento dos povos que ela...
(PAS 2 – UnB – 2016)
16 No trecho apresentado, estabelece-se uma relação entre a música e
o temperamento dos povos que ela...
(1º Vestibular – UnB – 2011)
Na verdade, o mestre fitava-nos. Como era mais severo para
o filho, buscava-o muitas vezes co...
(1º Vestibular – UnB – 2011)
109 No trecho “Não esqueçam que estávamos, então no fim da
Regência”, o narrador dirige-se ao...
(1º Vestibular – UnB – 2011)
109 No trecho “Não esqueçam que estávamos, então no fim da
Regência”, o narrador dirige-se ao...
Cynthia Funchal
http://www.portuguesatodaprova.com.br
• A reprodução, alteração e utilização dos slides e textos é livre p...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Realismo e Naturalismo - Literatura

7.246 visualizações

Publicada em

Literatura: Características gerais e contexto histórico do Realismo e do Naturalismo no Brasil e no mundo. + Exercícios PAS e Vestibular UnB.

Publicada em: Educação
1 comentário
14 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.246
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
358
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
576
Comentários
1
Gostaram
14
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Realismo e Naturalismo - Literatura

  1. 1. Realismo/Naturalismo Literatura
  2. 2. Realismo e Naturalismo • Segunda metade do séc. XIX – início do séc. XX; • Reação contra o Romantismo: ▫ Movimento antirromântico; • Análise da realidade. Contexto histórico • 2ª revolução industrial: ▫ Grandes complexos industriais; ▫ Massa operária urbana → acentuação das diferenças sociais + efeitos do capitalismo.
  3. 3. Influências • Positivismo (Comte): ▫ FATO, razão, cientificismo, “ordem e progresso”; ▫ OBJETIVIDADE; ▫ Positivo: útil, real, certo, preciso. • Evolucionismo (Darwin): ▫ Origem das espécies – seleção natural; ▫ Nega a origem divina. • Socialismo científico (Marx e Engels): ▫ Análise crítica e científica do capitalismo; ▫ Materialismo histórico:  Modo de produção material condiciona processo de vida social, político e intelectual.
  4. 4. Literatura (Europa - França) • 1857 – Madame Bovary (Gustave Flaubert): ▫ Primeiro romance realista da literatura universal; ▫ Temática: adultério, crítica à burguesia; ▫ Características psicológicas da personagem. • 1867 – Therese Raquin (Émile Zola): ▫ Inaugura o romance naturalista; ▫ Temática: adultério, vingança, assassinato.  “(...) Eu quis estudar alguns temperamentos. Eis aí todo o livro. Escolhi personagens soberanamente dominados por seus nervos e sangue, desprovidos de livre-arbítrio, levados a cada ato de suas vidas pelas fatalidade da carne. (...) Começamos, espero, a compreender que meu objetivo foi científico."
  5. 5. Contexto - BRASIL • Segundo Reinado (D. Pedro II); • Decadência da monarquia + ideais republicanos; • 1888 – Lei Áurea (“abolição” da escravatura); • 1889 – Proclamação da República Literatura • 1881 – O mulato (Aluísio Azevedo) - Naturalismo; • 1881 – Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis) - Realismo.
  6. 6. Realismo - Características • Veracidade e busca da verossimilhança; • Retrato da vida contemporânea: ▫ Diferente do Romantismo, não há evasão para o passado ou para o futuro; • Retrato fiel das personagens: ▫ Qualidades e defeitos, descrição, caráter; • Detalhismo – busca por precisão; • Materialização do amor; • Denúncia das injustiças sociais; • Determinismo: ▫ Ser humano como produto do meio, das circunstâncias e da hereditariedade; • Linguagem simples, natural, clara, correta; • Crítica aos costumes da burguesia.
  7. 7. Naturalismo - Características • Assume as características do realismo e acrescenta outras; • Humano comparado ao animal: ▫ Comportamento também influenciado pelos instintos; ▫ Humano = animal (zoomorfismo, animalismo); • Cientificismo: ▫ Análise objetiva do comportamento humano; • Detalhismo: descrição > ação; • Ênfase no patológico; • Análise social; • Preferência por ambientes pobres e por tipos marginalizados ou “degradados” pela sociedade.
  8. 8. Principais autores no Brasil • REALISMO: ▫ Machado de Assis • NATURALISMO: ▫ Aluísio Azevedo; ▫ Júlio Ribeiro. • REALISTA E NATURALISTA: ▫ Raul Pompéia  Apresenta, em sua obra O ateneu, características tanto realistas quanto naturalistas, enquadrando-se nas duas “vertentes” da época.
  9. 9. Machado de Assis • 1º MOMENTO (Romântico): 1870 (Contos Fluminenses) → 1878 (Iaiá Garcia) • Padrões do Romantismo; • Características do Realismo: ▫ Crítica social (burguesia); ▫ Ironia; ▫ Relações de interesse; • + produção de poesia.
  10. 10. Machado de Assis • 2º MOMENTO (Realista): 1881 (Memórias póstumas de Brás Cubas) → 1906 (Relíquias da Casa Velha) • Ruptura da narrativa linear; • Metalinguagem narrativa / digressão: ▫ Narrador participativo; • Pessimismo / Ironia; • Análise psicológica; • Crítica → “máscaras sociais” (burguesia); • Linguagem equilibrada, correta, precisa; • + produção de prosa. ▫ Poesia → características parnasianas.
  11. 11. Aluísio Azevedo • Influência de Émile Zola (França) e Eça de Queirós (Portugal); • Conotação social; • Classes marginalizadas; • Crítica → conservadorismo, clero e classes dominantes: ▫ Ideal republicano; • Grupos humanos; • Materialista, positivista e determinista: ▫ Pressão social; ▫ Degradação das classes marginalizadas.
  12. 12. PAS e Vestibular
  13. 13. (PAS 2 – UnB – 2011) 61 O estilo realista de Machado de Assis aproxima-se muito do naturalismo, como evidencia a peremptória defesa de teses acerca da sociedade brasileira. 65 Machado de Assis é um dos primeiros autores regionalistas brasileiros, como demonstra sua preocupação em retratar, com fina ironia e sob um prisma realista, relações sociais e paisagens das áreas não urbanizadas do Brasil do século XIX. 66 A fórmula machadiana para a representação da sociedade brasileira do século XIX envolve a escolha de protagonistas das classes populares, sobretudo naquelas obras que ficaram conhecidas como romances de segunda fase.
  14. 14. (PAS 2 – UnB – 2011) 61 O estilo realista de Machado de Assis aproxima-se muito do naturalismo, como evidencia a peremptória defesa de teses acerca da sociedade brasileira. E 65 Machado de Assis é um dos primeiros autores regionalistas brasileiros, como demonstra sua preocupação em retratar, com fina ironia e sob um prisma realista, relações sociais e paisagens das áreas não urbanizadas do Brasil do século XIX. E 66 A fórmula machadiana para a representação da sociedade brasileira do século XIX envolve a escolha de protagonistas das classes populares, sobretudo naquelas obras que ficaram conhecidas como romances de segunda fase. E Que é determinante; definitiva ou decisiva.
  15. 15. (PAS 2 – UnB – 2014) Proprietário e estabelecido por sua conta, o rapaz atirou-se à labutação ainda com mais ardor, possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estopa cheio de palha. A comida arranjava-lha, mediante quatrocentos réis por dia, uma quitandeira sua vizinha, a Bertoleza, crioula trintona, escrava de um velho cego residente em Juiz de Fora e amigada com um português que tinha uma carroça de mão e fazia fretes na cidade. Bertoleza também trabalhava forte; a sua quitanda era a mais bem afreguesada do bairro. De manhã vendia angu, e à noite peixe frito e iscas de fígado; pagava de jornal a seu dono vinte mil réis por mês e, apesar disso, tinha de parte quase que o necessário para a alforria. Um dia, porém, o seu homem, depois de correr meia légua puxando uma carga superior às suas forças, caiu morto na rua, ao lado da carroça, estrompado como uma besta.
  16. 16. (PAS 2 – UnB – 2014) 32 No romance O Cortiço, o autor, ao apresentar a diversidade de tipos humanos em convivência em um espaço social burguês, propicia a reflexão sobre o processo de periferização das grandes cidades brasileiras. 34 Na obra O Cortiço, Aluísio Azevedo expressa sua contestação dos princípios do Naturalismo, ao criar, com visão romântica, a personagem Bertoleza.
  17. 17. (PAS 2 – UnB – 2014) 32 No romance O Cortiço, o autor, ao apresentar a diversidade de tipos humanos em convivência em um espaço social burguês, propicia a reflexão sobre o processo de periferização das grandes cidades brasileiras. E 34 Na obra O Cortiço, Aluísio Azevedo expressa sua contestação dos princípios do Naturalismo, ao criar, com visão romântica, a personagem Bertoleza. E
  18. 18. (PAS 2 – UnB – 2013) 35 Em Dom Casmurro, há evidente influência do Romantismo, em especial da obra de José de Alencar, como demonstra a trajetória da heroína Capitu, que passa por diversas provações e, ao final, encontra a redenção pelo amor, tal como ocorre com a protagonista do romance Senhora. 38 Uma comprovação formal da afirmação de que o ciúme é o tema principal de Dom Casmurro e o ensimesmamento narrativo, condição básica para que o ciúme seja expresso como determinante das ações do protagonista em narrativa em primeira pessoa. 39 Depreende-se do fragmento apresentado que, para o autor do texto, a força da narrativa machadiana reside, em grande medida, na capacidade de Machado de Assis de fazer persistir nos leitores a sensação de dúvida. 40 A comparação da literatura com uma “máquina de produzir perguntas inovadoras” aplica-se, em especial, ao modelo ficcional naturalista, em voga na época de Machado de Assis.
  19. 19. (PAS 2 – UnB – 2013) 35 Em Dom Casmurro, há evidente influência do Romantismo, em especial da obra de José de Alencar, como demonstra a trajetória da heroína Capitu, que passa por diversas provações e, ao final, encontra a redenção pelo amor, tal como ocorre com a protagonista do romance Senhora. E 38 Uma comprovação formal da afirmação de que o ciúme é o tema principal de Dom Casmurro e o ensimesmamento narrativo, condição básica para que o ciúme seja expresso como determinante das ações do protagonista em narrativa em primeira pessoa. C 39 Depreende-se do fragmento apresentado que, para o autor do texto, a força da narrativa machadiana reside, em grande medida, na capacidade de Machado de Assis de fazer persistir nos leitores a sensação de dúvida. C 40 A comparação da literatura com uma “máquina de produzir perguntas inovadoras” aplica-se, em especial, ao modelo ficcional naturalista, em voga na época de Machado de Assis. E
  20. 20. (PAS 2 – UnB – 2016) Abatidos pelo fadinho harmonioso e nostálgico dos desterrados, iam todos, até mesmo os brasileiros, se concentrando e caindo em tristeza; mas, de repente, o cavaquinho de Porfiro, acompanhado pelo violão do Firmo, romperam vibrantemente com um chorado baiano. (...) E à viva crepitação da música baiana calaram-se as melancólicas toadas dos de além-mar. Assim à refulgente luz dos trópicos amortece a fresca e doce claridade dos céus da Europa, como se o próprio sol americano, vermelho e esbraseado, viesse, na sua luxúria de sultão, beber a lágrima medrosa da decaída rainha dos mares velhos. Jerônimo alheou-se de sua guitarra e ficou com as mãos esquecidas sobre as cordas, todo atento para aquela música estranha, que vinha dentro dele continuar uma revolução começada desde a primeira vez em que lhe bateu em cheio no rosto, como uma bofetada de desafio, a luz deste sol orgulhoso e selvagem (...)
  21. 21. (PAS 2 – UnB – 2016) 16 No trecho apresentado, estabelece-se uma relação entre a música e o temperamento dos povos que ela representa: a melancolia “dos de além-mar”, os portugueses, e a alegria representada pela “viva crepitação” dos brasileiros. 17 Ao indicar, em O Cortiço, a transformação de Jerônimo desde sua chegada ao Brasil, Aluísio Azevedo abre mão do recurso literário que consiste em determinar o perfil psicológico das personagens a partir de seu ambiente físico de origem, comumente utilizado pelos escritores do Naturalismo. 18 Por meio da comparação entre o fadinho e o chorado, os dois primeiros parágrafos do texto constroem uma atmosfera em que se opõem aspectos da cultura portuguesa e aspectos da cultura brasileira, exaltando-se, ao final, a superioridade desta cultura em relação àquela.
  22. 22. (PAS 2 – UnB – 2016) 16 No trecho apresentado, estabelece-se uma relação entre a música e o temperamento dos povos que ela representa: a melancolia “dos de além-mar”, os portugueses, e a alegria representada pela “viva crepitação” dos brasileiros. C 17 Ao indicar, em O Cortiço, a transformação de Jerônimo desde sua chegada ao Brasil, Aluísio Azevedo abre mão do recurso literário que consiste em determinar o perfil psicológico das personagens a partir de seu ambiente físico de origem, comumente utilizado pelos escritores do Naturalismo. E 18 Por meio da comparação entre o fadinho e o chorado, os dois primeiros parágrafos do texto constroem uma atmosfera em que se opõem aspectos da cultura portuguesa e aspectos da cultura brasileira, exaltando-se, ao final, a superioridade desta cultura em relação àquela. E
  23. 23. (1º Vestibular – UnB – 2011) Na verdade, o mestre fitava-nos. Como era mais severo para o filho, buscava-o muitas vezes com os olhos, para trazê-lo aperreado. Mas nós também éramos finos, metemos o nariz no livro, e continuamos a ler. Não esqueçam que estávamos então no fim da regência, e que era grande a agitação pública. Policarpo tinha, decerto, algum partido, mas nunca pude averiguar esse ponto. O pior que ele podia ter, para nós, era a palmatória. E essa lá estava, pendurada no portal da janela, à direita, com os seus cinco olhos do diabo. Era só levantar a mão, despendurá-la e brandi-la, com a força do costume, que não era pouca. E daí, pode ser que, alguma vez, as paixões políticas dominassem nele a ponto de poupar-nos uma ou outra correção. [...] Machado de Assis. Conto de Escola. São Paulo: Cosac & Naify, 2002, p. 13 e 24.
  24. 24. (1º Vestibular – UnB – 2011) 109 No trecho “Não esqueçam que estávamos, então no fim da Regência”, o narrador dirige-se aos leitores, utilizando a linguagem em sua função conativa, como evidencia o emprego do modo imperativo no início do período. 112 O trecho reproduzido acima é representativo da estética realista de Machado de Assis, caracterizada pela observação crítica da sociedade e pelo tratamento não idealista das personagens. 113 Os contos machadianos são conhecidos pela habilidade ficcional narrativa que frequentemente se une à alusão a fatos históricos do século XIX, como acontece nos Contos de Escola. 114 A exemplo de Dom Casmurro, romance da segunda fase machadiana, a obra Contos de Escola extrai sua força ficcional do recurso narrativo do fluxo de consciência. 115 A relação entre a política e o castigo empregado pelo “mestre” é sublinhada com fina ironia pelo narrador, como se pode perceber no último período do primeiro parágrafo.
  25. 25. (1º Vestibular – UnB – 2011) 109 No trecho “Não esqueçam que estávamos, então no fim da Regência”, o narrador dirige-se aos leitores, utilizando a linguagem em sua função conativa, como evidencia o emprego do modo imperativo no início do período. C 112 O trecho reproduzido acima é representativo da estética realista de Machado de Assis, caracterizada pela observação crítica da sociedade e pelo tratamento não idealista das personagens. C 113 Os contos machadianos são conhecidos pela habilidade ficcional narrativa que frequentemente se une à alusão a fatos históricos do século XIX, como acontece nos Contos de Escola. C 114 A exemplo de Dom Casmurro, romance da segunda fase machadiana, a obra Contos de Escola extrai sua força ficcional do recurso narrativo do fluxo de consciência. E 115 A relação entre a política e o castigo empregado pelo “mestre” é sublinhada com fina ironia pelo narrador, como se pode perceber no último período do primeiro parágrafo. C
  26. 26. Cynthia Funchal http://www.portuguesatodaprova.com.br • A reprodução, alteração e utilização dos slides e textos é livre para fins didáticos, porém, recomenda-se a citação da fonte. É expressamente proibida, para distribuição comercial, a veiculação deste material.

×